Voltinha de carro com a patroa, rádio ligado em estação tocando “OLDIES CONVENCIONAIS”. E baba vai, pop vem… músicas conhecidas e óbvias. Por isso, eu só escuto noticiários, entrevistas, essas coisas.
De repente, pinta o velho BARRY MANILOW em um de seus HITS, a indefectível mas agradável MANDY. Comentei com a ANGELA que tenho um disco interessante do cara. Ela quis ouvir. Chegamos em casa, fui dar olhada na discoteca, encontrei dois – e não apenas um…
Pois, é; o MANILOW está vivo, e até 2025 se apresentava anualmente em um CASSINO, fazendo o circuito mágico e rentável que a maioria dos ídolos do passado faz. Dei uma olhada básica no currículo do cara e fiquei impressionado!
Ele conseguiu uma proeza, no início da década de 1970; algo que somente o FRANK SINATRA e o JOHNNY MATHIS haviam feito: colocou cinco discos simultaneamente, um do lado do outro, no topo da parada americana!!!! BEATLES, ELVIS, e alguns outros também puseram alguns ao mesmo tempo – mas não lado a lado e lá em cima!
BARRY MANILAW é talentoso; bom compositor, arranjador e instrumentista proficiente. É cantor de clara e bela voz, dicção perfeita, e interpretações algo convencionais. Por isso, é um dos reis das FMs americanas. Ele conhece o público, e é fiel ao gosto médio da turma. Vendeu mais de 60 milhões de discos, em dezenas de álbuns.
É, também, um cara ousado, esperto e com muita iniciativa. Começou como office boy, na C.B.S, e certo dia o mandaram procurar canções de domínio público para fazer parte de um musical.
Ele foi; mas fez diferente: compôs as canções e apresentou ao chefe. E o tal musical, THE DRUNKARD, ficou 8 anos em cartaz! Depois, conheceu, tocou e produziu BETTY MIDLER. Ela o ajudou a iniciar carreira solo vitoriosa espetacular.
O segundo disco da foto, “THE GREATEST SONGS OF THE FIFTIES” é trivial, comum, regravação de clássicos do POP VOCAL daquela época. Ele fez, outros, com standards e sucessos das décadas posteriores, enfim…
O álbum que o TIO SÉRGIO acha valer a pena é o primeiro da foto: “2.00 AM – PARADISE CAFE”, lançado em 1984. Não foge do estilo dele; mas é disco algo JAZZY, BLUESY e “ENFUMARADO”. A história é muito interessante: BARRY já era um sucesso total. Então, ele, parceiros, letristas, produtor e o seu time habitual, conceberam a ideia, e estiveram presentes na gravação.
O próprio BARRY ligou e convidou o ícone GERRY MULLIGAN, sax; SARAH VAUGHAN e MEL TORMÉ, ahhh, vocês sabem quem são! E mais os grandes SHELLY MANE, baterista e GEORGE DUVIVIER, contrabaixo; e, também, os excepcionais MUNDELL LOWE, na guitarra; e o pianista BILLY MAYS.
Todos toparam no ato! Formaram um time de craques de primeira linha; ensaiaram três dias. E aí veio a decisão matadora:
Gravaram o disco em TAKE ÚNICO, música após música interligada, e na sequência em que foi lançado! Menos de 49 minutos, e sem “overdubs”!
O resultado é vívido, caloroso e aconchegante. E, para mim, é o melhor disco de BARRY MANILOW.
Procure no “STREAMING”, é bem legal, e você poderá gostar.
POSTAGEM ORIGINAL: 28\02\2026

POSTAGEM ORIGINAL: 28\02\2026
