PAT METHENY – ECM YEARS 1976/1983

De cara vocês dirão: TIO SÉRGIO, o que têm a ver os disco do JEFF BECK e o da JONI MITCHELL com o PAT METHENY?
Penetrando o corte feito cirurgião, convido aos que ainda não ouviram a procurar uma excelente, fora do esquema, e imprescindível música gravada por JEFF BECK, no disco “ROUGH AND READY”, chamada – ou melhor “renomeada” – MAX TUNES.
Sei lá por quais mistérios, o nome dela na primeira edição do LP era “RHAYNES PARK BLUES – muito mais adequado e sensível…
A conjugação FUSION que BECK e o tecladista MAX MIDDLETON conseguiram em 1971, antecede ao cult BLOW BY BLOW e ao que METHENY & LYLE MAYS refinaram em toda a belíssima e instigante fase na ECM RECORDS, a partir de 1976.
TIO SÉRGIO aposta que você dará um suspiro de surpresa nessa tacada! PAT é figurinha carimbada. Morou no BRASIL no início dos anos 1980 e namorou SONIA BRAGA. Ele viu ruir o teto da cobertura em que vivia, no RIO, e a piscina inundar o seu estúdio! Experiência autenticamente brasileira…
Lembram as línguas ofídicas que LULU SANTOS o desdenhou dizendo que PAT era fraco. Mas quem tocou num festival de JAZZ, aqui, foi METHENY e não LULU… O resto as respectivas carreiras dizem por elas próprias
Os discos de PAT METHENY dessa época estão acima da média. BRIGHT SIZE LIFE, 1976, traz o estilista cult do baixo, JACO PASTORIOUS. É um espetáculo criado no vácuo entre o toque clássico de WES MONTGOMERY e a sua guitarra FUSION – “quase POP” e NEW AGE… Estonteante!.
Ouçam WATERCOLORS e percebam o que EBERHARD WEBER, um mestre absoluto, faz no baixo. E observem o início das pequenas SUÍTES FUSION que PAT e MAYS trouxeram em “AMERICAN GARAGE” e “AS FALLS’ THE WICHITA FALLS”. Todas cultivadas com arte e identidade para a ECM RECORDS nos anos 1970… e daí em frente.
PAT METHENY é, também, um teórico forte. Foi o mais jovem professor de música da UNIVERSIDADE de MIAMI, aos 18 anos de idade!!! Com 19 era professor na BERKLEE SCHOOL!!! Tem doutorado e discografia imensa, variada e criativa…
Um SUPERDOTADO – seguramente!
OOOOOOPSSS! TIO SÉRGIO!! E a JONI MITCHELL na parada?
Explico: este é um fantástico SHOW de JONI feito em 1980!!! A base da banda é PAT, PASTORIOUS, MAYS e MICHAEL BREACKER, no sax!
São todos artistas com discos gravados antes da fundação da GRAVADORA ECM. E moderníssimos do ponto de vista da sonoridade.
Este concerto é a “FUSION” entre o FOLK MODERNO e INTIMISTA que JONI sempre nos ofereceu; e FUSION JAZZ em desenvolvimento. Veio depois da fantástica experiência de JONI, com o elegantíssimo e sensacional álbum MINGUS, gravado em 1979! Uma “decorrência modernizada”, digamos.
Ouso dizer que de algum modo, as gravações de JEFF BECK e JONI MITCHELL constituem sonoridades básicas que MANFRED EICHER, o alemão criador da E.C.M. ajudou a sedimentar; e que tranquilamente poderia produzir.
Ter na discoteca é prazer sofisticado garantido!
POSTAGEM ORIGINAL: 30\08\2020
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JULIE LONDON – A DIVA BRANCA DA GRANDE CANÇÃO AMERICANA

Caso raro e exemplar. Mulher lindíssima começou como atriz e fez uns uns vinte filmes. Gostava e frequentava CLUBES DE JAZZ, no início dos anos 1950.
Mas cantava só para os amigos. Tinha voz pequena e afinada, versátil, límpida e sensual. Ela foi incentivada por BOB TROUP, seu marido; que era músico e produtor e percebeu o imenso talento potencial de JULIE.
É bom notar que falamos de 1956, quando a grande canção americana imperava. E além de BILLIE, ELLA, DINAH e SARAH, havia cantoras brancas de altíssimo nível.
Aconteceu ao mesmo tempo um princípio de “revolução cultural” no jeito de cantar; que nos revelou CHET BAKER e a própria JULIE LONDON. No BRASIL, a mudança desembarcou em JOÃO GILBERTO, NARA LEÃO, CAETANO VELOSO e na imensa variedade de estilos e vozes que temos hoje.
JULIE LONDON foi muito boa cantora. Gravou mais de trinta LONG PLAYS e um monte de compactos ( SINGLES ) durante sua curta e sensacional carreira de somente 13 anos!
Ela fez sucesso de verdade e seus discos são ótimos! Gravou dos clássicos da GRANDE CANÇÃO AMERICANA a COMPOSITORES seus CONTEMPORÂNEOS. JULIE Era ousada, eficaz e proficiente!
Na foto estão 16 de seus LPS, lançados em dois Boxes quádruplos de CDS; contendo oito LPs originais em cada um. E outras duas coletâneas de SINGLES. Coloquei, também, mais um disco clássico da moçona: JULIE LONDON sings the choicest of COLE PORTER, que dispensaria indicações…
TIO SÉRGIO trouxe a edição japonesa do considerado seu álbum essencial: JULIE IS HER NAME, lançado em 1956. É JULIE acompanhada apenas pela guitarra do excepcional BARNEY KESSEL, e o baixista RAY LEATHERWOOD. É magnífico! Mais COOL impossível!
JULIE LONDON foi bela, sensualíssima e, com certeza, inspiração para uma legião de onanistas frenéticos. Observem, porque raramente o visual correspondeu com tanta fidelidade ao conteúdo das obras.
Comprem os discos dela. Principalmente para ouvir…
POSTAGEM ORIGINAL: 31\0/\2019
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KEITH JARRETT – UM GÊNIO ICONOCLASTA

The KOLN CONCERT, de 1975, é o álbum mais vendido da gravadora ECM até hoje! Disco solo de improvisação impecável que podemos supor, ou classificar, como JAZZ. Mas vai além, muito além de qualquer conceito mais restritivo!
KEITH é o mais “cósmico” entre os pianistas americanos. Voa e “sidera” o tempo inteiro; mas sempre assentado em base harmônica sólida e vigorosa. Observem a mão esquerda do cara: é a “viga baldrame” da harmonia para a incrível capacidade de criar melodias que buscam o POP, o JAZZ , os CLÁSSICOS MODERNOS, and beyond. E tudo condensado nas improvisações que faz no momento preciso.
JARRET é um gênio resmungão !
Acho que andei exagerando na crítica de suas performances “extra-música”: adições de gritinhos, sussurros, relinchadas, orgasmos, flatulências…. E, também, adendos melódicos vocais, que ele nos brinda em vários discos mas não em todos; felizmente!
Portanto, vez por outra um “CALA A BOCA, KATARINO”, lhe cai bem!
Aqui estão postados exemplos de música imensamente original. Do JAZZ MODERNO mais típico à criação musical mais aberta encontra-se em KEITH o suprassumo da melodia, e da improvisação inventiva.
Ele não faz masturbações harmônicas indecifráveis e nem melodias irritantes ou monótonas. Parte do excepcional em direção ao sublime para todos os gostos – e momentos.
Quando eu crescer escrevo pro Rodrigo Marques NogueiraPierre MignacGil AndersonCesar LimaGerson PéricoAyrton Mugnaini Jr.Nelson Rocha Dos Santos acrescentando alguns arrependimentos por ter sido ranzinza com o JARRET.
Vocês todos são obrigados a gostar do KEITH!!! E, da minha parte, repito o que já disse:
Pô, KATARINO, de vez em quando “shut-up”!!!!
POSTAGEM ORIGINAL 01\09\2019
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ROLLING STONES – A QUASE FALÊNCIA, ENCRENCAS, COLETÂNEAS, COMPILAÇÕES E OUTAKES DA PRIMEIRA FASE: 1963 – 1970.

TIO SÉRGIO acordou com a macaca “furta-cor” importunando a sanidade. Escrevi “furta-cor” para que nenhum “proto – engraçadinho” tente filiar-me a quaisquer ideias racistas, misóginas ou pentelhativas.
Dia desses, eu estava consultando catálogos e tomando susto dos preços, para decidir se me submeteria a algum estupro qualificado no bolso (sem “naro”, pelo amor de SHIVA!), caso comprasse algum CD, VINIL, essas coisas… Os preços caminham entre o desavergonhado e a tunga ofensiva.
Mas fui em frente e comprei dois CDS antigos, em edições mais ou menos atuais. Coisas lançadas há mais de meio século e que ainda faltavam para completar a coleção.
No jargão dos economistas, deveriam ser mercadorias de valor depreciado por já terem sido fabricadas e vendidas vezes incontáveis ao longo do tempo. Portanto, o custo, lucro e o retorno do capital já foram realizados “n” vezes…
Mas não. A volúpia por grana somada à curra fiscal, mais o frete e a margem do “salve-se quem puder” que regra o mercado da música desde sempre, levou aos seguintes preços pagos pelo cavalheiro que vos escreve:
ROLLING STONES: “THROUGH THE PAST DARKLY””: edição ultra simples fabricada na República TCHECA anos atrás, $ 24,00 TRUMPS. “MADE IN THE SHADE”, edição japonesa básica, mas decente: $ 41 TRUMPS!!!.
Muitos argumentarão que é o novo normal…
No entanto, surgiu a ideia de tentar compreender as minhas COLETÂNEAS e algumas COMPILAÇÕES com material da década de 1960, lançadas pelos STONES ou seus… associados, digamos…
E passei o dia ouvindo CHARLIE, MICK, KEITH, BILL, BRIAN JONES, e MICK TAYLOR. Foi prazeroso, instrutivo e revelador.
“LOS ROLLINGS”, como dizem os argentinos, são ótimos! E essa fase coincide com a etapa final dos BEATLES, concorrentes que pararam em abril de 1970. Os caras de LIVERPOOL talvez tenham sido mais criativos naquele período. Mas tenho dúvidas que a
produção passada tivesse, hoje, o mesmo impacto que teve sessenta anos atrás.
Os HITS dos STONES parecem mais atualizados para os tempos presentes. KEITH RICHARDS é um nítido ROCKER! E um musicista criativo que faz bases sensacionais. Ele compôs RIFFS históricos: BROWN SUGAR, JUMPING JACK FLASH, HONKY TONKY WOMEN, 19TH NERVOUS BREAKDOWN, GET OFF OF MY CLOUND, SATISFACTION e outras diversas várias…. As grandes músicas da década de 1960 até hoje são imprescindíveis ao repertório e aos SHOWS dos caras.
As mais lentas e sofisticadas, como RUBY TUESDAY, LADY JANE, AS TEARS GO BY, SHE´S A RAINBOW e DANDELION são clássicos definitivos. E mesmo ANGIE, do início dos 1970, exprime a ponte que sempre tiveram com o R&B.
Os melhores COVERS que fizeram também são de canções dos pretos americanos – o que não surpreende: Os ROLLING STONES são e sempre foram uma banda de HARD ROCK e R&B conjugados. Claro, rolam BLUES, algo na linha do COUNTRY e até REGGAE, gêneros ainda importantes. Os STONES são ecléticos e se mantêm na moda com eficácia indiscutível.
Na década de 1960, eles lançaram quatro COLETÂNEAS e uma COMPILAÇÃO de faixas de menor sucesso. Como era normal, os lançamentos no mercado inglês eram algo diferentes dos feitos para o mercado americano. Não cabe ficar comparando, já que meio chato e está disponível para conferir.
Em resumo;
HIGH TIDE AND GREEN GRASS, a primeira delas, saiu em março de 1966. Começa com SATISFACTION e segue por mais onze faixas cobrindo de 1964 a 1966.
FLOWERS foi lançada em junho de 1967. O foco era o mercado americano mas não contém HITS esfuziantes. É oportunista e foi ordenada pelo empresário deles, na época, ANDREW LOOG OLDHAM, e à revelia da vontade da banda. São gravações anteriores a 1965 com faixas dos álbuns AFTERMATH e BETWEEN THE BUTTONS. É mais para os completistas.
Em setembro de 1969 saiu a terceira COLETÂNEA de HITS e a mais interessante de todas: “THROUGH THE PAST DARKLY”.
A começar pela capa original do LONG PLAY, que era “OCTOGONAL” e virou um clássico do colecionismo. Está novamente disponível no mercado brasileiro. No entanto, nem pensem naquela capa! O som do CD é muito bom e a remasterização feita para edição de 2002 é ótima! Detalhada e expressiva! Apesar do “preço curra”….
A quarta COLETÂNEA é excelente. Mas apareceu somente em 1975. MADE IN THE SHADE é a primeira oficial lançada depois de contratados pela ATLANTIC. Há COUNTRY BLUES como Wild Horses; R&B com Tumbling Dice; e, também, HARD ROCK : It´s Only Rock & Roll, Bitch e Brown Sugar.
A edição postada é japonesa e muito bem mixada e masterizada.
Aqui, também, mais outra COMPILAÇÃO interessante que pode ser considerada a COLETÂNEA de número cinco. Ela não abrange sucessos. Mas traz faixas variadas, OUT TAKES, e outras sobras. JIMMY PAGE e JOHN PAUL JONES estão nas sessões. METAMORPHOSIS saiu em 1975. E foi lançada por ALLEN KLEIN e sem autorização dos STONES, que haviam perdido os DIREITOS DE PROPRIEDADE DAS MÚSICAS gravadas entre 1964 e 1970 quando saíram da DECCA.
“ALLEN KLEIN” x “ROLLING STONES” e “RUPERT LOEWENSTEIN”
Ouvindo mais atentamente, achei um detalhe interessante:
O arranjo da introdução de “ANGIE”, 1973, é a “carinha ” e o “corpinho” de HOTEL CALIFORNIA dos EAGLES! Só que os americanos lançaram a música deles em 1976!!! Em minha opinião, cometeram plágio óbvio. Ouçam lá….
Nem sei se os STONES ligaram. Porque depois dos coices que levaram de ALLEN KLEIN – o “empresário autofilantropo” que os explorou mafiosamente – tudo o que veio se tornou banal.
KLEIN apropriou-se “contratualmente” de todo o catálogo da banda composto e gravado entre 1964 e 1970! Vocês leram direitinho: Os STONES perderam definitivamente a propriedade daqueles clássicos atemporais!
Não são donos do produzido na fase mais criativa. Mas conseguiram judicialmente um acordo para receber royalties melhores; e, também, o direito de uso das músicas em turnês, ou de pô-las em coletâneas junto com as músicas novas. A propriedade continua da família KLEIN – que pode usá-las como quiser…
Mr. ALLEN KLEIN, o responsável pela administração financeira da banda, não pagou os impostos devidos ao fisco inglês. E gerou processos que por pouco não levaram os integrantes para o xilindró de sua Majestade!
Ahhh, como se diz xilindró em inglês? “XILINJAIL”- quem sabe?
Aproveitando esse bacobufo todo, o TIO SÉRGIO recomenda aos amigos esquerdistas mais acríticos que reflitam sobre cargas tributárias escorchantes e seus efeitos:
Vocês sabem qual era alíquota em que os ROLLING STONES estavam incluídos, no final da década de 1960?
Resposta: 93% sobre o que lucravam!!!! Absurdo impagável que inviabilizou a economia inglesa até o advento da Santa mal compreendida, MARGARETH THATCHER!!! Não à toa, quem tinha poder e grana emigrou! Os STONES se exilaram na França fugindo da curra fiscal e da Polícia por causa de sonegação.
Entre os “feitos da administração KLEIN” constavam o não pagamento de impostos devidos; e ocultar da banda recebimentos – “não contabilizados e não controlados”. As consequências foram processos criminais e a quase falência de todos.
Na década de 1960, os STONES vendiam a imagem de “BAD BOYS”. Afora o “marketing”, o fato é que se tornaram bandidos involuntariamente. E só não pegaram cana ou perderam tudo, porque foram aconselhados por RUPERT LOEWENSTEIN, um aristocrata e banqueiro inglês que se tornou amigo de MICK JAGGER, e assumiu a direção dos negócios no lugar de ALLEN KLEIN.
RUPERT criou as condições para que os ROLLING STONES se tornassem uma “MULTINACIONAL BEM ADMINISTRADA”. E passassem a vender os seus produtos, shows, discos com mais profissionalismo. Ele constatou que a grana de verdade provinha de TURNÊS e APRESENTAÇÕES AO VIVO, e não da venda de discos.
O PRÍNCIPE, como era chamado, geriu os negócios por quase 38 anos. E fez com que percebessem o tamanho da empresa que possuiam! Reorganizou totalmente a gestão; e é o responsável direto pela ascensão ininterrupta dos ROLLING STONES – que saíram da falência e ficaram milionários!
RUPERT também ensinou e orientou JAGGER para se tornar o C.E.O. Hoje, MICK administra os STONES.
Mas esta é outra história saborosa e talvez um dia o TIO SÉRGIO conte melhor.
POSTAGEM ORIGINAL: 30\08\2026
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JIMMY RUSHING – BLUES SINGER SUPREMO!

Este é o cara!
Não teríamos VAN MORRISON, MICK JAGGER, ERIC BURDON, e tantos e tontos outros, sem o estilo aberto de cantar do JIMMY RUSHING.
Ele foi um “BLUES SHOUTER” , um baixinho “POLPETONE CANTANTE”, mas EXTREMAMENTE VASTO e LARGO, daí seu apelido, “MISTER 5X5”, também canção de seu repertório.
A voz de RUSHING era tão potente que se sobreponha aos metais da orquestra; o que lhe rendeu a fama de ser o MAIOR “BLUES SHOUTER” DA HISTÓRIA!
JIMMY é um dos oito JAZZISTAS homenageados com SELO pelo CORREIO AMERICANO. Um portento! Ele cantou até 1970, e gravou com muita gente. Aqui estão quatro exemplos entre diversos que o Pretão nos brindou! Cesar Garini Klaus Sveigner Carlos Alberto Santos Rocha Ayrton Mugnaini Jr. Damaris Menon Do Espírito Santo Luiz Carlos Ferreira Julio César Andrade Anderson Liscovski Olga Garini
TIO SÉRGIO recomenda esse álbum com o “DAVE BRUBECK QUARTET,” gravado em 1960. É um primor de arte e técnica! Exibe a integração e o contraste entre quatro músicos excepcionais, mas ACADÊMICOS, e a sensibilidade BLUESY , RUEIRA e BALADEIRA, o “JIMMY RUSHING”!
Hoje o TIO SÉRGIO está de bom humor. Portanto, Beatriz Tôrres , Gerson Périco , Cesar Lima Renato de Moraes Almir Affonso Adalberto Graciolli Antonio Augusto Souza Lima e@ ouvir o “JIMMY RUSHING” é um tributo ao sublime no meio de tanta chateação e mediocridade.
DESFRUTEM; EMPANTURREM-SE!!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 30\08\2018\\
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CAN – THE SINGLES – O INESPERADO FEZ UMA SURPRESA!

Tio Sérgio foi surpreendido e ficou exultante! E para a maioria dos amigos eu deixo a eterna questão da novidade – seja ela moderna ou não: “What porra it’s this”?
Pois, então! É KRAUTROCK ou ROCK PROGRESSIVO alemão? “Ma non tropo” ? Seria?
Essa edição é uma coletânea de SINGLES feitos dos anos 1970 em diante por uma banda ícone, seminal, mal compreendida e nem sempre bem amada!
Tenho outras coisas gravadas por eles, e confesso: não é em toda ocasião que aguento ouvir. É obra difícil de se gostar. A banda tem um japonês no vocal DAMO SUZUKI – pasmem! Os D.J.s e a turma que sampleia músicas os têm em alta conta. É justo.
A modernidade os restaurou, e mesmo que a maioria das faixas tenham sido recuperadas de arquivos “assassinados” por gravadoras irresponsáveis e gente inepta. Este CD é uma reconstrução; é raro e talvez precioso. Coisa que os alemães e japoneses fazem muito bem.
TIO SERGIO ficou exultante quando pegou o pacotinho na portaria do prédio. Porquê nesse meio tempo entrou o BRASIL e suas deficiências! A minha conclusão é cristalina: Foi postado na Inglaterra em 13 de outubro de 2017. Chegou em abril de 2018!!! Vai ver o pacotinho fez turismo de navio pelo mundo inteiro. Desembarcou no Brasil e resolveu hibernar na Receita Federal por uns seis meses. Davidson Senomar!
No geral, foi o tempo de uma quase gravidez e um parto nada prematuro! Felizmente, o nenê é saudável. Os correios da antiga União Soviética e da Albânia comunista eram certamente mais ágeis.
Tente ouvir o CAN – se você tiver coragem!!!! É instrutivo.
POSTAGEM ORIGINAL: 28\08\2018
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CANADENSES: ENTRE A SOLIDÃO E O DESAMPARO SINGRA A MELHOR MÚSICA FEITA NO CANADÁ.

País enorme, riquíssimo, culto, belo e com menos de 40 milhões de almas geladas; é fruto de construída sinergia entre as culturas inglesa e francesa.
O CANADÁ é premido pelos E.U.A ao SUL; e está amalgamado aos americanos de forma intensa, corrosiva e peculiar.
A música feita pelos caras tangencia mas não se confunde com a do “GRANDE HOSPÍCIO DO NORTE” – os ESTADOS UNIDOS, CLARO!
Artistas canadenses disputam o mercado americano. Vocês se lembram de “PAUL ANKA” ou do ‘”GUESS WHO?” Pois, é. Estão entre os que fizeram isto.
No entanto, o CANADÁ protege a cultura musical a fogo e ferro! E seus músicos ajudam a forjar identidade a tudo o que produzem. Todavia, observam atentamente o que acontece abaixo do “PARALELO 49”, que separa os dois países.
Aliás, “HYNNS OF THE 49 PARALELL”, na foto, é o título de um excelente álbum da cantora “K.D.LANG”, trazendo repertório composto por seus conterrâneos, que são ao mesmo tempo explícitos e introspectivos sobre a SOLIDÃO e o DESAMPARO… Está nesse disco “HALLELUJAH!”, de “LEONARD COHEN”, na mais comovente versão já feita! Procurem ouvir. É MANDATÓRIO!
Nasceu no CANADÁ a “MULTI – ARTÍSTICA” Joni Mitchell compositora, instrumentista e intérprete de canções inesquecíveis sobre amores e relacionamentos “PLENOS DE INCOMPLETUDES”.
Ninguém discute a relação ou expõe uma D.R. tão intensa, triste e profundamente quanto “JONI MITCHELL”!
E poucos artistas compõem melodias tão lindas; ou cruzam o POP, o FOLK e o JAZZ como ela! E certamente pouquíssimos PINTAM as CAPAS de seus próprios discos com tal estilo e talento!
“JONI” é compositora e cantora exigente, “apetrechada” ( PÔ, TIO SERGIO! QUE PALAVRA HORROROSA!!! ) para expôr em forma de arte o desalento, a depressão e o desamparo.
O gelado, imenso e distante CANADÁ ainda sufoca a personalidade inquieta de “JONI MITCHELL” em seus inúmeros discos, que são colecionáveis e imprescindíveis!
“LEONARD COHEN” é outro que nasceu naquele país ao norte do “HOSPÍCIO DO NORTE”. É compositor com TALENTO LITERÁRIO como é “BOB DYLAN”. Expressa com mestria a morbidez e devassidão dignas de um “LOU REED” mais sofisticado.
Ele é “CROSSOVER CULTURAL AMBULANTE”: foi BUDISTA recheado por referências CRISTÃS. HÁ SINERGIA nessas contradições … Acredite!
“COHEN” exala um QUÊ EUROPEU no jeito de cantar; e lembra o francês “SERGE GAINSBOURG”. COMPOSIÇÕES que fez e o jeito como “LEO” as interpreta, são LÂMINAS FRIAS DISSECANDO DESENCANTOS.
Deixei para outro dia “GORDON LIGHTFOOT”, grande cantor e compositor prolífico. É o maior ícone musical canadense. É fato, confira. E, também, o “RUSH”, banda “ECLÉTICO – PROGRESSIVA” de jeito europeu e perfeitamente integrada ao CANADÁ. Ambos merecem postagens exclusivas e mais detalhadas.
Eu jamais esqueceria “NEIL YOUNG”. A voz pungente, dolorida e triste; e o jeito de ser e estar de seus compatriotas do extremo norte das Américas, são veículos perfeitos para o estilo e repertório que compôs. “NEIL” é único e insubstituível. Um símbolo do ROCK ALTERNATIVO INTERNACIONAL
Caso interessante é “DIANA KRALL”, JAZZISTA, CANTORA e PIANISTA onipresente. Ela casou-se com “ELVIS COSTELLO”, inglês e cantor de ROCK.
‘DECLAN McMANUS”, o “ELVIS que não é PRESLEY”, é letrista de primeira linha; compositor admirável que transcendeu – e muito! – o “PUNK” e a “NEW WAVE”; e enturmou-se com “BURT BACHARACH”, “ALLEN TOUSSAINT”, e outros notáveis
“COSTELLO” é um ousado “ECLÉTICO SELETIVO”, que produziu e usou GRUPOS DE CÂMARA em arranjos para suas composições. TIO SÉRGIO recomenda ouvir “ANNE SOPHIE VAN OTTER”, exuberante cantora lírica em disco que ELVIS”” produziu para ela.
“DECLAN McMANUS” tem alma europeia, transborda talento e também COMPÔS E GRAVOU COM A “PATROA”…
O marido escolhido por “DIANA KRALL” é “O” SINAL DE QUE ELA É CANADENSE MESMO!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 18\08\2020
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CROSBY, STILLS, NASH & YOUNG, O BEM SUCEDIDO SUPERGRUPO DO FOLK ROCK E DA PSICODELIA

Ainda imensos no imaginário do ROCK, forjaram “BLEND” único de harmonias culminando em SUPERGRUPO TRINACIONAL.
Relembrando e fofocando um pouco, os quatro se deram bem financeiramente, mas em graus diferentes:
“DAVID CROSBY” americano, cantor, guitarrista, e compositor diferenciado faleceu em 2023. Foi integrante dos “BYRDS” nos três primeiros álbuns da banda – sempre entre as melhores da História do ROCK. É o menos bem sucedido economicamente: legou $ 10 milhões de dólares.
“STEPHEN STILLS” é guitarrista excepcional, compositor inspirado, e timbre vocal marcante. Integrou com “NEIL YOUNG” o CULT e colecionável “BUFFALO SPRINGFIELD”, notáveis nos anos 1960. Também não pode reclamar: acumulou $ 30 milhões de dólares.
“GRAHAN NASH” é um dos responsáveis pela destreza vocal e vários sucessos dos “HOLLIES”, muito famosos nos “sixties”. No “C.S.N.Y”, ele e CROSBY criaram harmonias inesquecíveis que foram replicadas nos álbuns que gravaram em dupla.
“NASH” foi compositor requisitado por vários cantores – “BARBARA STREISAND” entre eles. No C.S.N&Y gravou a sensível, singela e aconchegante “OUR HOUSE” inspirada na convivência dele e JONI MITCHELL, casados na época. A história do “insight” que levou à canção é uma delícia do encontro da perspicácia com o afeto. Ele está riquíssimo, tem algo entre $ 50 milhões e $ 75 milhões de dólares! E continua “pelaí”!
Quem dispensa apresentações é “NEIL YOUNG. Cantor e compositor consagrado e sui-generis, agregou vocal personalíssimo ao grupo; e, com o tempo, firmou-se um dos influenciadores do ROCK ALTERNATIVO contemporâneo. Neil é canadense, foi o último a entrar no grupo e o mais famoso dos quatro. A carreira solo dele é longa e de incontestável qualidade artística. Está milionário! Com patrimônio calculado em $ 200 milhões de dólares!
Todos são músicos talentosos por conta própria.
“CROSBY, STILLS & NASH” juntaram – se em 1968. YOUNG entrou em meados de 1969, logo após o lançamento do primeiro álbum do trio – ainda grande referência no FOLK ROCK e adjacências.
Mas a vida conspira contra a perfeição. Em outubro de 1969, no dia em que o álbum do “C.S.N” chegou ao TOP na Parada Americana, a esposa de CROSBY foi levar os gatos ao veterinário. E morreu em uma colisão frontal com outro veículo.
“Aqueles que os DEUSES querem destruir primeiro enlouquecem”: é frase muito antiga, surgida na idade média. E DAVID CROSBY nunca mais foi ao mesmo. Ele imputou à “maldição que lhe fora lançada”…. ao sucesso do grupo e pessoal.
Mesmo assim, entre tapas e beijos e disputas internas, os quatro gravaram mais dois álbuns seminais: o espetacular e delicado “DEJAVU”, em 1970, – cuja capa original está entre as mais belas e chiques que o TIO SÉRGIO já viu!!!
Em 2021, o álbum foi relançado em BOX com design inspirado, contendo cinco CDS; mais Long Play, LIVRETO, e etc… É muito caro e talvez prescindível.
O excelente álbum duplo ao VIVO, “FOUR WAY STREET”, saiu em 1972. O último com YOUNG a bordo. Depois, continuaram como “CROSBY, STILLS & NASH”. Reuniam-se vez por outra; e gravaram em combinações variadas entre eles. Há vários CDS, DVDS e VINIS disponíveis e sempre agradáveis de ouvir e curtir. Os sobreviventes mantêm ou mantiveram carreiras solo prestigiadas e produtivas.
O BOX na postagem dá boa conta do recado. São quatro CDS, um excelente LIVRETO com textos e fotos. Colige faixas do grupo, inclusive “OUT TAKES”, e outras das carreiras solo, ou em grupos dos integrantes. Destaque para “CROSBY e NASH” – que legaram coisas lindíssimas.
A produção foi da “RHYNO RECORDS”, na década de 1990. Garantia de qualidade artística e gráfica.
Por isso, tentem – se encontrarem por aí . Vale a pena de montão!
POSTAGEM ORIGINAL: 18\08\2019 – REVISTA EM 2026
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CHUCK BERRY: ENSINAMENTOS DE SUA AULA MAGNA: A GUITARRA DO MESTRE DESDE O ROCK AND ROLL ATÉ O ROCK ALTERNATIVO DE VANGUARDA

Há frase feita e mal elaborada sobre as relações de poder em uma sociedade moderna. Alguns afirmam e disseminam que TUDO É POLÍTICA.
ERRADO! A política está em tudo, mas nem tudo é política. É obvio e lógico. Ou não?
É feito CHUCK BERRY. Nem todo ROCK é consequência direta do jeito do mestre tocar guitarra. Mas, CHUCK está em desenvolvimentos e sonoridades.
Os clássicos fundadores do ROCK AND ROLL: ELVIS PRESLEY, BILL HALEY, CHUCK BERRY, LITTLE RICHARDS, JERRY LEE LEWIS e a influência decisiva de JOHNNY CASH semearam escolas. E arrastaram outros tantos e significativos.
Se ELVIS é o cantor supremo do estilo, CHUCK é o cara seminal do instrumento chave para todo sempre: a GUITARRA. Claro, ela evoluiu de CHUCK a VAN HALEN, a SATRIANI e muitos outros.
Porém, sem o jeito de CHUCK tocar não teríamos os ROLLING STONES e nem os BEATLES. E, acho, nem os KINKS.
O que seria dos BEACH BOYS da primeiríssima fase sem CHUCK? Eles até plagiaram o mestre! ‘SURF IN USA”, por exemplo…Tá, depois se acertaram…
Para ficar apenas no pátio da escola, a turma seguidora de BERRY energizou o BEAT ROCK, tanto o inglês como o americano. E do mundo inteiro, também.
Ou não?
Haveria a SURF GUITAR do início dos anos 1960 sem CHUCK BERRY? Ouçam os TRASHMEN, ou quem vocês quiserem…
E o jeito garageiro de tocar dos TROGGS? E deles ao posterior refinamento dos PUB ROCKERS tipo DAVE EDMUNDOS, e DR. FEELGOOD, para focar apenas os filhos da “PÉRFIDA ALBION”…
Vamos chamar o STATUS QUO, cerca 1971/1972?
Ouçam o álbum “PILEDRIVER”, principalmente BIG FAT MAMA e PAPER PLANE? Sem falar em ROADHOUSE BLUES, que vocês sabem quem também gravou… Se aquilo tudo não for o glorioso CHUCK BERRY nas “cordas”, o TIO SÉRGIO vai bater bumbo em escola de samba!!!!
Pra adoçar a pílula contaminando pensamentos mais diabólicos e diabéticos, que tal juntar CHUCK aos BEACH BOYS e ao STATUS QUO?
Teríamos os RAMONES e THE CLASH. Que tal?
Quer dizer, nem tudo é o tio BERRY, claro! MAS, CHUCK é, também, a base do PUNK. E, depois, de alternativos tipo GREEN DAY.
Ou TIO SÉRGIO bebeu “MUDDY WATERS demais”?
E “siga prosseguindo”….ooopsss!
Vá à tua adega e pegue uma garrafa de SONIC YOUTH, e gele adequadamente. Ponha na taça, sinta o “bouquet”. E deguste:
SONIC YOUTH é o BLEND fino de CHUCK BERRY com o compositor erudito contemporâneo de “guitarradas” GLEN BRANCA. E, se vodê caminhar outros passos cairá na “esmerilhadeira” do “MY BLOODY VALENTINE” .
E mais não digo: se nem todo ROCK é CHUCK BERRY, ainda assim ele está em quase tudo o que foi feito.
CHUCK BERRY FIELDS FOREVER!!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 26\08\2023
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O QUE É BOM, É BOM! O QUE É RUIM, NÃO PRESTA.

Postei duas raridades, discos que pouca gente conhece:
“LOUCO POR VOCÊ “, o primeiro Long Play de ROBERTO CARLOS, saiu em agosto de 1961. Mas é ruim a ponto de RONALDO BÔSCOLI ter dito a ROBERTO para desistir da carreira de cantor! Mas é item de coleção mundo afora.
O TIO SÉRGIO tem uma edição em CD feita no PANAMÁ. Para vocês terem ideia, comprei de um cara que tinha um papagaio no ombro berrando “currupaco papaco”… PIRATA DO TIETÊ legítimo!
Porém, o SEGUNDO CD é diferente: foi gravado por uma boa cantora que anda por aí no underground. O disco foi lançado pela gravadora independente DABLIÚ DISCOS – e não rolou; vendeu muito pouco.
No entanto, as performances técnica e artística, vocal e instrumental são muito boas. É M.P.B contemporânea no lusco-fusco entre o “alternativo paulistano mais típico” e o fino consagrado por astros como MARISA MONTE. É obra madura e jovial simultaneamente.
Em 1996, SILVANA STIÉVANO lançou o álbum “POR PURO AMOR”. É um SHOW excelente gravado no teatro do “SESC – Pompéia”, em SAMPA. As canções do repertório são de alto nível, a maioria composta por artistas não tão conhecidos. Há exceções: PAULINHO DA VIOLA e TOM JOBIM.
O álbum agrada geral pelo bom gosto. É delicioso de ouvir e curtir; ajusta JAZZ, REGGAE, POP, BOSSA NOVA… sem perder a classe e o balanço à brasileira. Vai bem em pequenas reuniões sociais ou em festas. Eu recomendo – mesmo sendo difícil de encontrar.
SILVANA fez outros discos, um deles também cultuado e obscuro: “BACHARACH JOBIM” – saiu em 2008.
Mas TIO SÉRGIO, o que tem um disco a ver com o outro?
Nada, ué! Publiquei juntos apenas para justificar a “máxima caipira” do título da postagem.