HOLLIES – NA IMPERIAL RECORDS – 1964/1967 – LONG PLAYS RELANÇADOS PELA SUNDAZED MUSIC – 2010/ 2011

Foi só pra contrariar.
Tenho poucos LONG PLAYS, não muitos mais do que 150. E comprei as reedições de 2010 / 2011, da SUNDAZED MUSIC. São quatro dos cinco álbuns dos HOLLIES lançados pela IMPERIAL RECORDS americana, em meados da década de 1960. Eu ainda não ouvi. Estão intactos. Eu não tenho “VITROLA”.
Por enquanto.
Para os que não sabem, THE HOLLIES foi a banda de onde saiu GRAHAN NASH, em 1968, e juntou-se a DAVID CROSBY, STEPHEN STILLS e NEIL YOUNG, para formar um dos quartetos mais influentes da história do ROCK.
TIO SÉRGIO adora e coleciona os HOLLIES. E tem os CDs ingleses que reproduzem as edições originais dos LPs lançados antes de 1967. E que seguem o critério absurdo, antiquado e anticomercial da época, usado para quaisquer artistas:
Funcionava assim: as músicas de sucesso, lançadas em “compactos” – oooppss, SINGLES -, não entravam no repertório do álbum. O que diminuía o impulso e o motivo para o fã comprar.
Os americanos, “visionários pragmáticos” e craques de marketing, acabaram com essa história: passaram a incluir os HITS também nos LONG PLAYS, valorizando o artista e aumentando o desejo de consumo dos eternamente caros LONG PLAYS.
Por causa da diferença de estratégias, até 1967 o repertório dos LONG PLAYS lançados na América por artistas ingleses, era diferentes do original feito na Inglaterra.
As gravadoras americanas impunham às parceiras inglesas o direito de modificar e lançar os discos como quisessem: mudavam capas e fotos; excluíam e incluíam músicas; remontavam “um novo disco” agregando gravações de outros diferentes, e etc… Faziam o diabo – oi, Dona Dilma!
Os HOLLIES, contratados da PARLOPHONE, a mesma gravadora dos… ahhh, vocês sabem qual banda… também ficaram famosos. Tinham os cuidados reservados às estrelas: gravavam no estúdio ABBEY ROAD, com produtor de primeira linha, RON RICHARDS, e etc… Na América, a representante da PARLOPHONE era a IMPERIAL RECORDS.
Os discos da foto seguem palidamente os lançamentos originais na Grã Bretanha: “HERE I GO AGAIN”, 1964, é versão modificada do primeiro álbum, “Stay with the Hollies”. “HEAR! HERE! é baseado no terceiro LP, “Hollies”, lançado em 1965. “BEAT GROUP”, de 1966, é compilação de alguns EPs com músicas de sucesso. E “BUS STOP” – o nome do grande HIT deles de 1966 -, é a remontagem do original “Would you Believe” acrescido por alguns SINGLES. Houve mais outro álbum por lá: “STOP, STOP, STOP”, que a SUNDAZED não relançou.
Quando venceu o contrato com IMPERIAL, a banda mudou para uma subsidiária da COLUMBIA, a EPIC RECORDS e continuou a carreira.
Resumindo, as gravadoras americanas adaptavam o produto ao mercado dos Estados Unido. E tinham toda a razão!
Pois, é! Só pra contrariar o que fazia – só adquirir CDs – eu aproveitei uma boa oportunidade. Os vinis ainda não estavam na moda; o dólar tinha preço não escorchante; havia certo afrouxamento na curra fiscal, e o frete não aleijava.
Comprei os vinis de 180 gramas, objetos magníficos, bonitos e perfeitos; acabamento gráfico de primeira linha em prensagem confiável. Espero que esteja corretamente mixado e remasterizado.
E foi assim que incrementei a coleção com edições diferentes das que tenho.
POSTAGEM ORIGINAL: 18/10/2026
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ERIC CLAPTON – BACK HOME – REPRISE RECORDS – 2005

É isso aí! ERIC PATRICK foi pegador serial. Esteve com tantas e tontas que é difícil e desnecessário nomeá-las. Mas TIO SÉRGIO, o mundano, não se furtará: vocês se lembram da PATTIE BOYD, que ele tomou de GEORGE HARRISON, e mesmo assim continuaram amigos?
ERIC CLAPTON também esteve com a “socialite”, modelo, mulher bela, fascinante e diferenciada cantora CARLA BRUNI – que percorreu a pista com MICK JAGGER, DONALD LARANJÃO, KEVIN COSTNER… e estacionou em NICOLAS SARKOSY, ex-presidente da França.
E vá no Google para buscar o restante do prontuário que o jacaré abraçou, traçou e desfrutou ao longo do périplo…
Mas tio Sérgio é um cara sério. Em almoço incerto botou pra rebolar este CD adquirido nas estranjas – que palavras mau escolhidas! – há não tanto tempo atrás.
ERIC CLAPTON é um ícone da melhor música popular dos últimos 60 anos. Portanto, não faz discos ruins ou inaudíveis. Ao contrário, produz música agradável, às vezes algo LOUNGE, mesclando BLUES, POP, REGGAE, SOUL, R&B e tudo aquilo que faz a turma bater a patinha no chão, enquanto bate papo e se diverte ou come alguma coisa – gente incluída…
A banda que toca em BACK HOME é de veteranos capazes de fazer de PADRE MARCELO a XUXA; ou de SEAL ao GIL renderem no auge dos respectivos talentos…
O álbum é muito legal se vocês – como eu fiz – esquecerem que o gênio explícito ficou no passado, mas nos legando o profissional completo. O cara canta, compõe e toca bem ainda toca baseado em certa centelha artística ancestral.
O momento atual de ERIC CLAPTON, quase, quase 80 anos, é de um senhor dedicado à família; homem riquíssimo, próximo do feliz, e sóbrio há três décadas. Está casado com MELLIA McNERY, a esposa invicta desde 2002, e vive rodeado pelos filhos que ajudou rebentar e criar. Parece ter soterrado o fauno priapico do passado.
Enfim, é o ERIC CLAPTON que aprendemos gostar na alegria e na tristeza; na saúde e na doença. E forever and ever.
Angela, a minha mulher, MICHELLE e PAULO, nossos amigos presentes naquele almoço, ouviram e adoraram o disco. Chegou a preço baixo antes da curra cambial e do PHALUS DEI entumecido ordenado pelo CONGRESSO, HADDAD e LUIZ INÁCIO.
Se o preço for bom, então comprem.
Para ERIC CLAPTON não há contra indicações!
POSTAGEM ORIGINAL: 14/10/ 2024
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RAY DAVIES e CHICO BUARQUE DE HOLANDA: E TUDO POR CULPA DO WALDICK SORIANO….

TIO SÉRGIO é um impreciso sensível. Vez por outra, opera feito um RADAR TÃ TÃ ou como os foguetes do HAMAS nos céus do LEVANTE: cai um pouco fora do alvo. Mas é necessário um DOMO DE FERRO para abatê-lo. Eu dou trabalho para as defesas contra o imponderável empoderado – ou não… e seja lá o que eu tenha tentado explicar…
Estava quieto em meu canto espocando latinhas de cervejas, quando apareceu na tela notícia sobre magnífica coleção de LPS do WALDICK SORIANO, nosso preclaro e inefável ídolo popular. Ele é um CULT rematado, e teve os discos digitalizados para os pósteros desfrutarem de suas criações!
TIO SÉRGIO é espécie de piloto de bombardeiro intelectual
algo incompetente, e sempre cheira encrencas. Vive chamuscado no rabo feito FRANGO DEPENADO em casa – técnica das vovós muito antes de a indústria ter aprendido a abatê-lo higienicamente. Alguém se lembra disso?
Então, encarei a parada e prospectei memórias indeléveis.
Lá por 1966/1967/, ainda com poucos discos e sem vitrola, eu costumava escutar a parada de sucessos no rádio. E lembro que na esteira do sucesso de A BANDA, outra música deliciosa e bem CHICO BURQUE despontou: CAROLINA… aquela que não via o mundo passar pela janela.
Meu tio TONICO GARINI, jornalista de esquerda, intelectual algo militante, muito bem humorado e corrosivo, respondeu a “somebody” que o questionou sobre o WALDICK SORIANO – que também se espalhava do nordeste para o HOSPÍCIO DO SUL INTEIRO…hummm.
E saiu-se com esta: “Prefiro o WALDICK porque é sujeito do povo, analfabeto e ignorante, mas autêntico…
“O CHICO é filho de intelectual importante, o SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDA. E é parente de um “DICIONÁRIO”, o “AURÉLIO”. Mas fez “A BANDA”, música e letra conservadoras e saudosistas”… “Esse cara é jovem, mas não está percebendo as mudanças na sociedade brasileira. Eu vou de WALDICK”, argumentou o GARINI.
A reação da turma em volta foi confusa. As tias, discordando e adorando o lirismo do CHICO. Os tios não se meteram; e o “sobrinho” SÉRGIO arquivou o fato na cachola…
Claro, os tempos eram de completa contestação cultural e radicalização política. A família quase toda votara, no JÂNIO, em 1961. O TONICO votou no LOTT. A maioria dos mais velhos de certa maneira apoiaram ou aceitaram o golpe de 1964. O TONICO, não”.
Hoje, sabe-se que o CHICO paulatinamente foi mudando e que suas letras iniciais – de grande qualidade, como sempre – escondiam ironias e revelavam alguém ainda imaturo, mas não alienado.
O TIO SÉRGIO sempre desconfiou que RAY DAVIES, o líder e principal figura da lendária banda inglesa, THE KINKS, enquanto compositor tinha algo a ver conosco… E tive um INSIGHT:
RAY está entre os maiores compositores da HISTÓRIA da música POP. Nunca foi um “revolucionário”, um propositor de revoltas juvenis. E muito menos um conservador…
É contemporâneo do CHICO BUARQUE. A visão dele também “era” da “JANELA”, de onde observava o mundo à sua volta. Porém, ao contrário da CAROLINA do CHICO, RAY enxergou nitidamente; percebeu e descreveu as mudanças – e as cantou!
RAY DAVIES e CHICO BUARQUE são dois observadores argutos de pessoas, fatos e ambientes.
As mulheres enxergam em CHICO um desvelador de suas percepções íntimas. E RAY DAVIES escreveu letra magnífica sobre o fascínio e as incertezas que um ser “feminino”, exuberante e inesperado, exercia bem mais de meio século atrás.
Espero que todos conheçam LOLA, canção sobre um travesti, sucesso dos KINKS, DE 1969. Então, ouçam novamente e acompanhem a letra instigante, irônica e bem construída que leva ao desfecho.
Tanto RAY quanto CHICO têm talento especial para conhecer e escrever sobre pessoas. Aliás, RAY tem uma filha com CHRISSIE HINDE, a musa POP alternativa, líder dos PRETENDERS.
Ele e o irmão DAVE DAVIES são torcedores do ARSENSAL e sabiam jogar bola, como ROD STEWART, ROBERT PLANT… e o CHICO BUARQUE DE HOLANDA.
Vejo outras semelhanças entre o CHICO e RAY. Ambos têm vozes peculiares, e talvez desagradáveis. São preservadores de suas origens; escrevem sobre as respectivas sociedades, entornos, deficiências, injustiças…
Na sequência de carreira, RAY e os KINKS enveredaram para um tipo de híbrido que mesclava MUSIC HALL inglês com resquícios do SKIFFLE e, claro, do ROCK! Depois, alinharam-se por uns tempos ao PUNK – aliás, decorrência quase natural da evolução do BEAT primordial da banda.
Hoje, RAY é um intimista diferenciado, por assim dizer (seria, Ayrton Mugnaini Jr.?) Se o percebo adequadamente, anda lembrando BRUCE SPRINGSTEEN nessa introspecção em busca da raiz…
CHICO BUARQUE entre os grandes compositores do BRASIL sempre foi o mais explicitamente nacionalista. Quase toda obra dele gira em torno da MPB mais tradicional. O samba, principalmente. E a sua evolução artística revela esta opção. Ele não ousa fora do mapa… não faz concessões para FUSIONS.
RAY e CHICO não são almas gêmeas, e talvez mal se conheçam. Mas que há idiossincrasias e possíveis paralelos isto há: são coetâneos, nasceram em 1944. O CHICO em 19 de junho, e RAY no dia 21! São quase “gêmeos”.
POSTAGEM ORIGINAL: 16/10/2023
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WALTER FRANCO: MENTE ABERTA VELEJANDO

Cantor diferente, poeta e letrista sintético e original.
Ouvir as canções de WALTER é assistir imagens cantadas em nossa frente! Ele é “visual”, impecável, delicado e rascante. Tudo junto ao mesmo tempo na tela da mente!
A carreira de WALTER FRANCO não teve auge. Só a paulatina continuidade significativa. Militou poetando reflexões íntimas. E deu concretude a seu pensamento através do cantar.
Ouvir “CANALHA”, um grande ROCK PSICODÉLICO PESADO, com “SÉRGIO HINDS” na guitarra, é observar a dor mental, traiçoeira e “mau caráter” perseguindo o WALTER – e a gente também,! Não é ironia, é sarcasmo puro!
“CABEÇA”, é um compêndio “eletroacústico – concretista” que nos faz perceber como a razão nos trai. É um espelho de nosso interior fragmentado. Ressurreição dolorosa da parte indomada que nos habita.
E, curiosamente, talvez espécie de contraponto ao “DESENHO LÓGICO” cantado por CHICO BUARQUE, em “CONSTRUÇÃO” descrevendo a REALIDADE ABSURDA e ALIENANTE de um trabalhador braçal em uma sociedade capitalista periférica, no início da década de 1970 – e além dela.
WALTER FRANCO gravou pouco, e nos legou enormidades! Instilou versos em folha branca e prensados em bolacha preta ou prateada. Poesias que contêm mundos.
Quando ele for redescoberto, todos perceberemos a tremenda falta que WALTER faz!
Recomeça já.
POSTAGEM ORIGINAL: 14/10/2021
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KING CRIMSON – “LIVE IN TORONTO”, 2015 – E OUTRAS ESPECULAÇÕES SOBRE O SHOW NO ROCK IN RIO – OUTUBRO DE 2019 .

A intenção é especular um pouco sobre aquela fase dos caras, e o que fizeram no palco durante o curto e magnífico show. Aliás, foi a primeira vez do KING CRIMSON, no Brasil! Um lapso vergonhoso em nossa agenda cultural!
A essência expandida da performance está contida neste SHOW gravado no QUEEN ELIZABETH THEATRE, em 20/11/2015, transmitido via satélite, e lançado em duplo HQCD japonês pelo WOWOW – um canal de televisão da terra dos irmãozinhos de olhinhos puxados.
Nas apresentações em SÃO PAULO e no RIO de JANEIRO, a banda é quase a mesma: ROBERT FRIPP, o inconteste dono da banda, na guitarra e teclados; os bateristas PAT MASTELOTTO, GAVIN HARRISON e BILL RIEFLIN; mais JAKKO LEVIN guitarra e vocal; TONY LEVIN, baixos e adjacências e MEL COLLINS, sopros.
O SHOW no ROCK in RIO foi uma verdadeira epifania! FRIPP e companhia fotografaram o público à partir do palco – talvez expressão do quanto estavam impressionados com o público!
E somado ao profissionalismo de ROBERT FRIPP, que grava cada performance ao VIVO da banda há mais de meio século, e hoje as disponibiliza via STREAMIN, ou CD, para quem quiser comprar – o que um desafio para os fãs, em vista da enorme disponibilidade do material coletado e preservado!
Para completar, a banda parecia tocar sob encantamento!
ROBERT FRIPP é um corajoso e grande profissional. Foi um dos primeiros astros do ROCK a dar um basta na exploração promovida por gravadoras, empresários – escrupulosos ou não – e ao vasto sistema que sempre lucrou demais às custas dos artistas.
A gestão de ROBERT seguiu o exemplo do DAVE CLARK FIVE, na década de 1960; de FRANK ZAPPA anos 1970, em diante. E também dos ROLLING STONES década de 1980 e até sempre…
E de todos que compreenderam o negócio da música em sua verdadeira dimensão: BOWIE, GENTLE GIANT, GRATEFUL DEAD e incontáveis: há muito tempo empreendimentos independentes de ousados.
Em São Paulo, a performance do KING CRIMSON foi bem mais longa, com 19 músicas. Mais ou menos a base do SET LIST do CD, na foto. Resumindo, é uma sucessão de clássicos arranjados seguindo essa tendência mais recente.
Mas o que eles pretenderam, ou pretendeu ROBERT FRIPP, com três baterias de marcas diferentes DW, TAMA e SONOR, cada uma delas em kits próprios e alternativos; e sonoridades, timbres e afinações diferenciadas entre si?
Eu especulo que não estavam lá apenas para o acompanhamento rítmico – o que bastaria uma só. E, sim, para criar harmonias e, principalmente, “um coro de vozes” construindo melodias através de cada intervenção solo ou coletiva da percussão. E, de quebra, “polirritmos” – o que era o esperado, também.
Seria?
E FRIPP, heim? o que faz o “dono da banda” durante as performances?
Ele é o “maestro e o anti – maestro”; lembrando a definição de BRIAN ENO sobre si mesmo: “um não músico”.
ROBERT FRIPP sabe trabalhar o silêncio como integrante pontual da música ( não sei se fui claro ou percebi adequadamente… ). Ele cria algumas texturas, pontua os clímaces e, principalmente, desconstrói performances quando exacerbam – do ponto de vista dele – as intenções da composição executada.
Explico: MEL COLLINS, um músico arrasador e ultra criativo, na tradição vanguardista do JAZZ BRITÂNICO, e que explicita o lado FUSION do grupo, em dado momento engatou um trecho de “Take the A train” de DUKE ELLINGTON!
E FRIPP simplesmente “limitou o discurso” do cara com ruídos. Quer dizer, dirige o KING CRIMSON como decide fazer; e o leva para onde quer! Ele não comanda a banda. FRIPP manda!
O KING CRIMSON não faz FREE JAZZ; mas JAZZ – ou simplesmente MÚSICA de VANGUARDA CONTEMPORÂNEA.
E, por que?
O FREE-JAZZ pressupõe total liberdade dos músicos para improvisar e se interrelacionar durante a execução dos temas..
No entanto, a minha impressão foi ter assistido a um show milimetricamente calculado e conduzido.
Deste ponto de vista, talvez ROBERT FRIPP seja um misto de maestro, patologista de laboratório de análises clínicas, e cirurgião preciso: o resultado do exame é aplicado na operação das músicas.
Exagero meu? Pode ser.
As cordas – as duas guitarras e o baixo “high-end” de TONY LEVIN, “stick” – trabalham andamentos e solos mesclando cacofonias controladas e melodias típicas do ROCK PROGRESSIVO.
O resultado é o que um dos nossos por aqui definiu como JAZZ PROGRESSIVO. Que eu redefiniria a escrita para “JAZZ / PROGRESSIVO”. Algo “simbiótico”, e não “adjetivo’; seja para um estilo ou qualquer outro.
Então amigos, o que tivemos foi um resumo da alta performance musical, cuja definição de estilos e objetivos é muito difícil de fazer. Eu arriscaria algo como “JAZZ VANGUARDA PROGRESSIVO MESCLADO COM MÚSICA LIVRE, MAS NÃO ALEATÓRIA”.
Nossa, TIO SÉRGIO? Enlouqueceste?
Não. (acho que não…) Então, incorporo a sugestão desafiadora do meu amigo @Gerson Périco: MÚSICA TEMPESTIVA!
Quem não fuça no KING CRIMSON não tem ideia dos 50 e tantos anos de música de qualidade que está perdendo!
KING CRIMSON é indispensável; é inigualável!
POSTAGEM ORIGINAL: 15/10/2025
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THE MOODY BLUES – OCASO DE UMA BANDA SEMINAL E MUITO CRITICADA!

Pois, é! Foi-se mais um descendo a cachoeira do tempo. Os MOODY BLUES, após a morte de GREAME EDGE, em novembro de 2021, já não persistiam tanto. Não que precisassem excursionar ou gravar.
Com certeza, o núcleo fundador do grupo vive bem, muito bem! São ricos. Porém, fazer o que se sabe e se fez a vida inteira é vício assolador.
Porque sempre há o que perseguir; frustrações não superadas ou desafios não cumpridos. Enfim, o eterno enfim… parado no ar da vida de cada um de nós…
OS MOODIES começaram em 1963, em BIRMINGHAM. Formaram uma banda BEAT comum. RAY THOMAS, vocalista e flauta, MIKE PINDER, tecladista, e GREAME EDGE, baterista, lá por 1966, depois da saída do bom guitarrista DENNY LAYNE, já não tinham fogo e importância. Iriam parar.
Foi quando ERIC BURDON – ahhh, vocês sabem quem é… indicou o guitarrista, cantor e compositor JUSTIN HAYWARD e JOHN LODGE, o baixista da banda também falecido. Os dois conduziram a mudança de rota na construção de outro estilo em direção ao ROCK PSICODÉLICO e ao PROGRESSIVO.
O sucesso foi retumbante! Avassalador! Principalmente nos ESTADOS UNIDOS, onde a criatividade e a bela harmonia vocal de JUSTIN, RAY e JOHN, combinadas ‘as melodias e arranjos sofisticados, foi imediatamente reconhecida.
É bom comentar sobre as letras, que vão do sublime (NIGHTS IN WHITE SATIN e TUESDAY AFTERNOON, por exemplo) ao simplório explícito e bem ao gosto americano – e há várias no repertório. A isto se juntou a produção exuberante e requintada para encontrar a plateia ideal.
Assim, transitaram pela década de 1960, 1970, e 1980 no auge. E prosseguiram com sucesso de público anos 1990 e além.
Nenhum deles é ou foi instrumentista excepcional. Eram adequados, meticulosos, trabalhadores, e sempre souberam atualizar o som e a performance ao longo das mudanças que o tempo e o mercado impuseram.
Os MOODY BLUES foram criticadíssimos pela turma do ROCK. Por aqui, no BRASIL, eram considerados “POPELHOS” demais! E sub – PROGRESSIVOS, apesar de terem inaugurado o ROCK PROGRESSIVO SINFÔNICO. No entanto, o correr dos tempos posicionou a banda no merecido lugar entre os estilistas mais originais da música popular.
Postei parte de meus discos e DVDS. Eu os coleciono. A vida, manteve apenas JUSTIN HAYWARD que, em tempos áureos, tinha uma das mais belas vozes do universo POP. Ele sempre foi o mais criativo, e o compositor principal do grupo.
TIO SÉRGIO, aqui, teve uma relação de amor e alguma decepção com eles. Mas tudo considerado, hoje, simplesmente eu os adoro! Várias lágrimas não retidas caíram enquanto eu os escutava escrevendo mais um texto sobre os caras!
O céu não é o limite para quaisquer deles. RIP.

JOCY DE OLIVEIRA, A ICONOCLASTA: “A MÚSICA SÉCULO XX DE JOCY”

O disco A MÚSICA SÉCULO XX DE JOCY, foi lançado em 1959.
O LONG PLAY original e os outros relançamentos tocam em 45RPM. É um tanto fora do convencional. São 13 músicas, com total de 20 minutos! A duração é mais curta do que os discos de “JOÃO GILBERTO” e do “DAVE CLARK FIVE” considerados “concisos”… hum!
O disco não foi ignorado. Mas execrado pela crítica e o público, porque concebido intencionalmente para ser “mal compreendido”.
JOCY tinha 22 anos, naquela época!!! E a cabeça muito além de um “barquinho e um violão”… No decorrer das décadas, tornou-se caso à parte na música popular brasileira. Eu afirmo que o álbum é a “anti – BOSSA NOVA”!
Por isso, coloquei foto de CD com os três primeiros discos de JOÃO GILBERTO. Falsos parâmetros para algo tão inovador e contestador.
Mas como assim, TIO SERGIO??!!!
Vou tentar descrever:
Começo citando algumas faixas do disco: SOFIA SUICIDOU-SE; UM ASSALTO NO MORUMBI; INCÊNDIO; BRASÍLIA SÉCULO I; A MORTE DO VIOLÃO; UM CRIME; SAMBA GREGORIANO, entre outras iconoclastias.
E, agora, algumas do JOÃO: CHEGA DE SAUDADE; DESAFINADO; LOBO BOBO; NOSSO AMOR; A FELICIDADE; AMOR CERTINHO; O BARQUINHO… e uma fieira de clássicos…
Sacaram a VIBE em termos de lírica?
JOÃO, TOM, VINÍCIUS e os bossa – novistas nos brindavam com o otimismo da era JUSCELINO. Cantaram o amor, o sorriso e a flor.
E João trabalhou em seu violão sofisticando o samba. Sua voz foi cuidadosamente posta, e o canto com as divisões musicais alteradas e muito estudadas. Obras de arte.
Uma evolução sofisticada, mas conservadora e de bom gosto evidente. A turma da Bossa Nova conseguiu “jazzificar” o samba, tornando – o rico em estrutura harmônica, o que enriqueceu e favoreceu para improvisar, estender, enriquecer cada tema.
Pois, saibam: o contraste com o disco de JOCY é chocante! Procurem escutar no YOUTUBE. É rápido, instigante, diferente, dolorido; e talvez desagradável ao primeiro contato.
Um retrato certeiro de um Brasil despontando, e visto por outro tipo de classe média intelectualizada!
JOCY de OLIVEIRA é paranaense, bem formada, e também da classe média alta. Ouvir “A MÚSICA SÉCULO XX”, é descobrir que ela se utiliza – talvez o verbo correto seja emular – de modernidades e ensinamentos dos bossa novistas para subvertê-los e contradizê-los.
Em vários momentos a gente “acha” que é Bossa Nova. Mas não é!
O grupo faz introduções nitidamente inspiradas em STRAVINSKY e outros clássicos (vá lá, eruditos) modernos. E JOCY os amalgama com rupturas de andamentos; mudanças abruptas de ritmo na narrativa musical; quebras de métrica – mas que se adaptam livremente ao discurso cantado por ela.
A música de JOCY é uma crítica aberta à sofisticação conservadora de seus companheiros de geração da Bossa Nova. É feita de propósito para contrapor-se ao bom-gosto absorvível de imediato. É constante ela cantar quase à beira da desafinação, fazendo harmonizações na ladeira do atonal…
Seria???
As letras de JOCY são inspiradas em cenas de violência e desespero. Expõem o vazio e a depressão de seus personagens através de sua poesia peculiar e de observações agudas.
É ironia e iconoclastia combinadas o disco inteiro. Ela escreve bem e criativamente.
JOCY arquitetou essa desconstrução. E a música que faz está sintonizada ao caos que observa. Afinal, a mestra entende e especializou-se em operar os sons incidentais e sem explicações, que habitam ou recaem sobre as pessoas e as cidades, que por ela são tecidos em colagens eletrônicas – os ancestrais dos SAMPLERS de hoje.
JOCY de OLIVEIRA sempre operou na criação do inusitado que a música de vanguarda e os computadores de hoje permitem cada vez mais.
Claro, tudo isso requer organização. E ela existe. As músicas sempre acabam abruptamente! O que dá a impressão de síntese reticente e inconclusa. Um nada mais a dizer repentino. E pronto! Para não dizer F@-se!
Impressiona!
Eu imagino o susto e a perplexidade do ouvinte comum, uns sessenta e tantos anos atrás, dando de ouvidos com essa cacofonia mascarada por uma tentativa de JOCY, de violão “em punho, ser doce, contemporânea e alegrinha!
Em uma das audições que fiz, sei lá o porquê este LP juntou-se a outro gravado por JOCY: “HISTÓRIA PARA VOZ, INSTRUMENTOS ACÚSTICOS E ELETRÔNICOS”, lançado em 1981. Também disco magnífico, e certamente dificílimo de achar.
Pois, então: de alguma forma casaram-se, e não me perguntem o motivo!
E acabou.
POSTAGEM ORIGINAL: 10/10/2022
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CHET BAKER: BORN TO BE BLUE – GENIALIDADE, PAIXÃO E MORTE

Madrugada qualquer, eu já pronto para encerrar ir dormir, dei de ouvidos, olhos e compaixão em filme sobre CHET BAKER, com ETHAN HAWKE no papel do gênio.
O filme é emotivo e convincente, feito por fã declarado abordando um período da vida de CHET lá pelo final dos anos 1950… início dos 1960.
Foram momentos de baixa e inferno astral vivenciados em níveis extremos, que até o diabo duvidaria existir alguém assolado por vício tão destruidor! Sim, as drogas injetáveis – não importam quais, porque todas são devastadoras.
Mas foi assim. E aconteceu a incontáveis outros e outras causando muito sofrimento e luta para deixar o vício. Mesmo que alguns tenham obtido reconhecimento e glória póstuma. É o caso de BAKER e da turma na foto…
O filme nos defronta com um ser humano carente, fragilizado, destruído. E, ao mesmo tempo, conhecemos melhor um exímio trompetista, e o cantor paradigma da modernidade. E influência direta em JOÃO GILBERTO, CAETANO VELOSO, na turma da BOSSA NOVA – e, posteriormente, todos e todas capazes de cantar com sutilezas e voz pequena e contida: COOL é a “palavra – conceito” para definir esses artistas.
Em vários períodos da história, a heroína e correlatos foram vícios glamourizados. E legitimados pela genialidade real, ou suposta, do indivíduo dependente. Nas décadas de 1950, 1960 e 1970… tornar-se marginal foi romantizado pelo discutível elogio de que seriam heróis.
O tempo nos enaltece. Mas, raramente nos honra. Ele é inimigo do corpo, traidor da alma, revelador de fraquezas, fracassos e lapsos.. E inexoravelmente traz a morte… seja lá de que jeito for…
Esse inventário de karmas criou a fama, o sofrimento e o estigma de NELSON GONÇALVES, CHET, COLTRANE, PARKER, RAUL, KURT COBAIN, JIM MORRISON, BRIAN JONES, JANIS, AMY, HENDRIX, CLAPTON, RICHARDS, BILLIE… e vá colocando na fila para a decapitação quem mais você quiser…
Humanos produtivos, porém esgotados, dilacerados, falidos e falíveis como todos nós. E destruídos e cobrados, talvez injustamente, pelo quê poderiam ter sido, se…
O trágico “se”. Inimigo do “ser”.
A compaixão é o maior e mais difícil sentimento que se pode construir em relação ao próximo. Pobres diabos eles – e nós. E todos julgamos terem sido sido deuses…
A trilha sonora aqui e na tela é magnífica, com a música de CHET revisitada e recriada. Em homenagem sincera a ele, eu escrevi o texto ouvindo CHET BAKER, LIVE IN TOKYO, 1987; Procure no YOUTUBE.
TIO SÉRGIO, quem sabe um moralista, convida vocês para viajar em CHET BAKER – e agradecer o que ele nos legou.
POSTAGEM ORIGINAL: 10/10/2022
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STEVE CROPPER, POP STAPLES & ALBERT KING – JAMMED TOGETHER, STAX , 1988

Anos atrás, alguém argumentou sobre guitarristas como STEVE RAY VAUGHN, RORY GALAGHER, ERIC CLAPTON e um montão, que os caras não faziam BLUES, mas ROCK.
Eu fecho com a gravadora BEAR FAMILY, que fez quatro BOXES com três CDS cada, historiando o BLUES do acústico ao elétrico em suas diversas vertentes. Eles garantem que a turma do primeiro parágrafo faz BLUES, sim, altezas!
Neste magnífico álbum gravado por três luminares do ELECTRIC BLUES AMERICANO e ricas adjacências – dois deles estão entre os TOP em quaisquer tempo e época: KING e CROPPER.
JAMMED TOGETHER é o BLUES elétrico mais tradicional. Os protagonistas são “curadores” dos modernos fundadores da guitarra no BLUES, como B.B.KING, FREDDIE KING, e do próprio ALBERT.
Eles não fazem as pirotecnias dos BLUES ROCKERS da década de 1960/1970 em diante. Usam pouca distorção, cuidam do ritmo, do andamento e do melódico. E não se distanciam do original R&B.
Se você quiser uma aula sobre a tradição, mais atualizada que sempre, vá atrás desse disco.
A ficha técnica da minha edição, lançada em 1990, não é das mais completas. Não cita quem são os excepcionais baixista e baterista que participaram, imprescindíveis para que um projeto executado por artistas desse nível arrase!
Tio Sérgio fez umas pesquisas e acha que são respectivamente, DUCK DUNN e ANTON FIG. Mas, não conseguiu comprovar.
Em tempos tão empobrecidos, onde o BLUES e sua tristeza podem ser opção de “cardápio”, JAMMED TOGETHER nos faz entender o porquê do BLUES sempre animar quaisquer festas!
Quem não tiver, não passa de ano em BLUES/ROCK!
Vá atrás!
POSTAGEM ORIGINAL: 11/10/2022
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MUJICIAN – THE JOURNEY – CUNEIFORM RECORDS – 1992

Quem procura discos de JAZZ e ARREDORES encontra em oferta, com alguma frequência, obras de música EXPERIMENTAL. Acho que no mundo inteiro é mais ou menos assim.
O “descarte” é explicável. A maioria não gosta porque é música não linear, ou cheia de invenções nada ortodoxas; algumas francamente provocadoras e difíceis de apreciar.
Eu gosto; tenho curiosidade e boa variedade na discoteca – mesmo escutando com certa parcimônia, digamos… É preciso chegar no clima para desfrutar.
Comentar música “não espontânea” bem engendrada é difícil e complicado. Porque é necessário exercício sobre percepções que nem sempre podem ser nomeadas por substantivos. E talvez sejam mais bem expressas através de adjetivos cuidadosamente selecionados e organizados. A criação de uma prosa cheia de metáforas, algumas poéticas, pode ser instrumento adequado.
Resenhar discos não é um exercício impessoal. Não se faz em “LABORATÓRIOS DE ANÁLISES CLÍNICAS”, por exemplo. Não existem amostras de material bem definido para observar e cravar um diagnóstico inequívoco e incontestável.
E as músicas de VANGUARDA exigem mais ainda de quem as ouvem e observam. É preciso tentar captar a intenção da obra através de um trabalho de abstração, onde o gosto pessoal sempre interfere na análise e na conclusão .
E o TIO SÉRGIO ousou tentar.
MUJICIAN é um quarteto  formado por  KEITH TIPPET, piano; TONY LEVIN, ( não confundir!!! homônimo do baixista do King Crimson!!!! ) bateria e percussão; PAUL ROGERS ( não confundam!!! ) e baixo; PAUL DUNMALL, sopros. THE JOURNEY – foi gravado no Festival de BATH, em 1990, e transmitido ao vivo pela B.BC.
THE JOURNEY é composição de fôlego, 55 minutos numa tacada só – direta! Um “HOLE IN ONE”, como dizem os golfistas.
É tapeçaria sonora entre a MÚSICA CLÁSSICA CONTEMPORÂNEA, o FREE e o FUSION JAZZ de “cara europeia”, confeitados por elementos do ROCK PROGRESSIVO.
É espontaneamente anárquica – “ma non tropo”; e habilmente concatenada e executada numa longa interação gravada ao vivo em JAM SESSION culta, e até acadêmica, que desafia o limite artístico e técnico de cada um dos músicos participantes.
E todos são da elite da música europeia de VANGUARDA, com vasta experiência em gravações e participação em grupos consagrados.
O álbum é para “ouvidos e corações e de inverno”; é algo frio, digamos; é experimental, mas em busca do melódico instigante. Há espaço para que individualidades quase no limite da egolatria realizem solos primorosos e difíceis.
Não é FREE ANÁRQUICO, como na experiência de ORNETTE COLEMAN, em 1961. É liberdade incontida – mas vigiada. Coisa para músicos de altíssimo gabarito, como o quarteto MUJICIAN.
Antes de tocar FREE ou AVANT GARDE, primeiro é imprescindível estudar, praticar ao limite, tornar-se íntimo e dominar o instrumento o tempo inteiro – e na fronteira da perfeição técnica. Exige, também, tenacidade, curiosidade, cultura histórico musical, paciência, imaginação e capacidade para adentrar caminhos difíceis e traiçoeiros.
Este é um disco recheado de propostas. E nada do que está na composição é gratuito. Mas é para ser curtido, absorvido devagar – aos goles curtos feito whisky de primeiríssima linha.
Tudo considerado, é composição transgressora, mesmo não sendo agressiva. E com tantos elementos da música experimental, THE JOURNEY soa mais próxima à delicada vanguarda desenvolvida pela ECM RECORDS de hoje.
                                                           CODA
O público passou o tempo todo quieto e comportado, em respeito aos músicos. No final, aplaude torrencialmente!
Nem todos apreciarão. Mas eu recomendo vivamente que escutem.
POSTAGEM ORIGINAL: 06\10\2020
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