DOIS “ÁLBUNS CONCEITUAIS PIONEIROS”: “MANHATTAN TOWER” , 1956. E “THE STORY OF SIMON SIMONPATH”, 1967

A busca pelo “paraíso” pôs em choque os dois NIRVANAS.
Quando o “NIRVANA AMERICANO”, aquele de KURT COBAIN e DAVE GROHL, surgiu no Estado de Washington, em 1987, e invadiu o planeta; o “NIRVANA INGLÊS” já havia sido recolhido aos verbetes de enciclopédias do ROCK.
O sucesso do primeiro despertou a ganância do segundo. Houve processo, indenização de 100 mil dólares e um acordo para os dois usarem o mesmo nome. Os ingleses acrescentaram o UK…
Havia motivos. Apesar dos ingleses terem aparecido pouco, gravaram disco hoje CLÁSSICO do ROCK CONCEITUAL – por assim dizer. “THE STORY OF SIMON SIMOPATH”, foi lançado em 10 de outubro de 1967. Aqui está excelente versão com bônus, livreto e etc…
É uma história “infantil” muito bem contada. Tem início, meio e fim; e bom entrecho onde cada música refere-se a um momento da narrativa.
Em linhas gerais, discorre sobre um garoto que desejava ter asas para poder voar… E terminou encontrando a garota ideal em outro mundo, onde se tornaram rei e rainha do Paraíso Perdido…
É bobagem, claro. No entanto, o desenrolar da coisa é interessante.
Mas TIO SÉRGIO, o disco é musicalmente bom?
Mais ou menos, em minha opinião. As músicas são bastante óbvias e os cantores medianos até demais…
Porém, tem o “doce sabor da época”: é SUNSHINE POP mesclado por ROCK-BARROCO, alguma orquestra e uns toques de FOLK INGLÊS acrescido de PSICODELIA simplificada. É mais para colecionadores do que para os habitantes exigentes do mundo POP-ROCK.
Contudo, há outro motivo “histórico” : o álbum é mais um daqueles tidos como “o primeiro” disco conceitual da História do ROCK. Saiu em novembro de 1967, um mês antes do “THE DAYS OF FUTURE PASSED”, dos MOODY BLUES – o que é irrelevante, já que a gestação deste álbum levou muito tempo até desaguar.
E, claro, o NIRVANA UK lançou o disco antes de outros clássicos do gênero: “S.F.SORROW”, dos PRETTY THINGS, saiu em dezembro de 1968. “TOMMY”, obra consagrada criada por THE WHO, surgiu em maio de 1969. E “ARTHUR” , THE KINKS, veio ao público em 10 de outubro de 1969.
São todos discos artística e historicamente importantíssimos.
Mas interessante, mesmo, é observar que o PRIMEIRO DISCO CONCEITUAL é um misto de JAZZ e POESIA com a “GRANDE CANÇÃO AMERICANA”. “MANHATTAN TOWERS” foi concebido aos poucos e a versão definitiva foi gravada em 1956, pelo autor e maestro GORDON JENKINS.
A obra conta história de um jovem e sua vida cotidiana no condomínio onde morava – um conjunto de prédios em NOVA YORK.
É um artefato inovador. Há música variada, monólogos, diálogos e efeitos sonoros acerca do tema. E o mais surpreendente: primeiro, foi gravado em 78RPM; depois, lançado em SINGLES. E, quando surgiram os LONG PLAYS foi completado, e a versão definitiva foi “relançada”, em 1956. É o disco da postagem.
A versão de JENKINS está sendo considerada o “PRIMEIRO DISCO CONCEITUAL DA HISTÓRIA DA MÚSICA POPULAR”. É muito instigante e surpreendente. Portanto, TIO SÉRGIO recomenda que vocês procurem nas plataformas virtuais e ouçam…
Há, também, há outra versão / gravação do grande cantor MEL TORMÉ , nos anos 1950… Portanto, mais um indício de que, mesmo sem querer, quase tudo o que está por aí deriva de algo original já concebido no passado.
“MANHATTAN TOWER” é essencial para incrédulos e colecionadores.
Tentem!
POSTAGEM ORIGINAL: 02/11/2022
Nenhuma descrição de foto disponível.

DOIS “ÁLBUNS CONCEITUAIS PIONEIROS”: “MANHATTAN TOWER” , 1956. E “THE STORY OF SIMON SIMONPATH”, 1967

A busca pelo “paraíso” pôs em choque os dois NIRVANAS.
Quando o “NIRVANA AMERICANO”, aquele de KURT COBAIN e DAVE GROHL, surgiu no Estado de Washington, em 1987, e invadiu o planeta; o “NIRVANA INGLÊS” já havia sido recolhido aos verbetes de enciclopédias do ROCK.
O sucesso do primeiro despertou a ganância do segundo. Houve processo, indenização de 100 mil dólares e um acordo para os dois usarem o mesmo nome. Os ingleses acrescentaram o UK…
Havia motivos. Apesar dos ingleses terem aparecido pouco, gravaram disco hoje CLÁSSICO do ROCK CONCEITUAL – por assim dizer. “THE STORY OF SIMON SIMOPATH”, foi lançado em 10 de outubro de 1967. Aqui está excelente versão com bônus, livreto e etc…
É uma história “infantil” muito bem contada. Tem início, meio e fim; e bom entrecho onde cada música refere-se a um momento da narrativa.
Em linhas gerais, discorre sobre um garoto que desejava ter asas para poder voar… E terminou encontrando a garota ideal em outro mundo, onde se tornaram rei e rainha do Paraíso Perdido…
É bobagem, claro. No entanto, o desenrolar da coisa é interessante.
Mas TIO SÉRGIO, o disco é musicalmente bom?
Mais ou menos, em minha opinião. As músicas são bastante óbvias e os cantores medianos até demais…
Porém, tem o “doce sabor da época”: é SUNSHINE POP mesclado por ROCK-BARROCO, alguma orquestra e uns toques de FOLK INGLÊS acrescido de PSICODELIA simplificada. É mais para colecionadores do que para os habitantes exigentes do mundo POP-ROCK.
Contudo, há outro motivo “histórico” : o álbum é mais um daqueles tidos como “o primeiro” disco conceitual da História do ROCK. Saiu em novembro de 1967, um mês antes do “THE DAYS OF FUTURE PASSED”, dos MOODY BLUES – o que é irrelevante, já que a gestação deste álbum levou muito tempo até desaguar.
E, claro, o NIRVANA UK lançou o disco antes de outros clássicos do gênero: “S.F.SORROW”, dos PRETTY THINGS, saiu em dezembro de 1968. “TOMMY”, obra consagrada criada por THE WHO, surgiu em maio de 1969. E “ARTHUR” , THE KINKS, veio ao público em 10 de outubro de 1969.
São todos discos artística e historicamente importantíssimos.
Mas interessante, mesmo, é observar que o PRIMEIRO DISCO CONCEITUAL é um misto de JAZZ e POESIA com a “GRANDE CANÇÃO AMERICANA”. “MANHATTAN TOWERS” foi concebido aos poucos e a versão definitiva foi gravada em 1956, pelo autor e maestro GORDON JENKINS.
A obra conta história de um jovem e sua vida cotidiana no condomínio onde morava – um conjunto de prédios em NOVA YORK.
É um artefato inovador. Há música variada, monólogos, diálogos e efeitos sonoros acerca do tema. E o mais surpreendente: primeiro, foi gravado em 78RPM; depois, lançado em SINGLES. E, quando surgiram os LONG PLAYS foi completado, e a versão definitiva foi “relançada”, em 1956. É o disco da postagem.
A versão de JENKINS está sendo considerada o “PRIMEIRO DISCO CONCEITUAL DA HISTÓRIA DA MÚSICA POPULAR”. É muito instigante e surpreendente. Portanto, TIO SÉRGIO recomenda que vocês procurem nas plataformas virtuais e ouçam…
Há, também, há outra versão / gravação do grande cantor MEL TORMÉ , nos anos 1950… Portanto, mais um indício de que, mesmo sem querer, quase tudo o que está por aí deriva de algo original já concebido no passado.
“MANHATTAN TOWER” é essencial para incrédulos e colecionadores.
Tentem!
POSTAGEM ORIGINAL: 02/11/2022
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“WE’RE AN AMERICAN BAND” – A JOURNEY THROUGH THE USA HARD ROCK SCENE – 1967/1973

Temos aqui 62 faixas de HARD ROCK americano selecionadas criteriosamente. Entre elas, dezessete clássicos inequívocos.
No entanto, é importante considerar que quase nada existe em estado puro. Tudo contém História e percurso; portanto, influências e interferências. O fundamental é o conceito: não existe HARD ROCK sem o BLUES como baliza.
Três CDS compõe o BOX – que é muito bem concebido. Traz livreto explicativo com biografias, fotos, etc… E é uma instigante miscelânea de bandas e artistas; a maioria imprescindível. Os organizadores trafegaram por sete anos de História. Desde origens identificadas com o PSICHEDELIC ROCK, até chegar à definição mais clara do que é considerado, hoje, o HARD ROCK!
Mas, TIO SÉRGIO, dá uma luz para nós, pô!
Claro, sobrinhos.
Em primeiro lugar, não há como criar o HARD ROCK, o PROGRESSIVO e o HEAVY METAL, sem considerar o que foi ditado pelo ROCK PSICODÉLICO, entre 1967 e 1969.
Os clássicos daquela transição, VANILLA FUDGE, IRON BUTTERFLY, BLUE CHEER, STEPPENWOLF, SPIRIT e FRIJID PINK são facilmente identificáveis. Não eram PROGRESSIVOS e nem METAL: eram claramente ROCK PSICODÉLICO PESADO – e algo mais próximo ao HARD ROCK – mesmo quase ultrapassando os ditamos do BLUES! Pois, é: não fosse o “quase”, seria contrassenso questionável
Então, como concebê-los?
O jogo fica mais claro, e também mais complicado, à partir de 1969. Temos ALICE COOPER, MOUNTAIN, Z.Z.TOP, CACTUS, BLUE OYESTER CULT, DUST, JAMES GANG – e aquela banda que todos gostamos e conhecemos… Como se chama, mesmo?
Mas TIO SÉRGIO, aqui aparecem maluquices pesadas, inusitadas, surpreendentes, e anteriores e posteriores, fazendo muito barulho. Bandas como QUICKSILVER MESSENGER SERVICE, BLUES MAGOOS, HUMAN BEINZ; e buscaram ARTHUR LEE, TOD RUNDGREN, o LOVE. E até o reverenciado MUDDY WATERS – inequívoco clássico do BLUES, dá uma passada por aqui.
E, para jogar gasolina e nitroglicerina na fogueira, convocaram o MC5 e os STOOGES!!!! E tudo classificado como HARD ROCK?
Pode?
E, se não não pode, o que fazer?
Pode, sim, defendo eu. São fronteiriços e contemporâneos. Então, compõem a explicação.
Ahhh, e tem mais, muito mais! Um montão de gente “sabida”, mas não tão “reputada”. E pencas de desconhecidos “siderantes” pelo espaço/tempo do POP ROCK . TIO SÉRGIO também os incluiria nesta feijoada deliciosa e pouco digestiva.
Uma nota pessoal: finalmente consegui uma faixa que me persegue desde o final da década de 1960. Não era tão difícil, mas foi postergada feito precatório: THE BUBBLE PUPPY, com HOT SMOKE AND SASSAFRASS – psicodelia pura, que saiu por aqui, também. É algo reverenciada e muito lega! Eu não comprei o LP original, de 1968, acho. E agora já posso ouvir em casa…
O fato é que não dá pra deixar de lado a imensidão de bandas “legais” e de talentos limitados. Gente que mal transcendeu o elementar, mas frequenta o imaginário de colecionadores com o TIO SÉRGIO, e muitos que conheço na rede, pelas postagens que fazem.
Para resumir, é BOX a cobiçar! A edição é da nobre GRAPEFRUIT RECORDS, ingleses dedicados e conhecedores. Aconselho a vocês prospectarem. O produto não é tão caro. Uns $35,00 BIDENS/TRUMPS, com extorsão fiscal e tudo o mais incluídos.
Fica para outra conversa, até talvez, até quem sabe… distinguir o HARD ROCK feito por ARTISTAS INGLESES do concebido e tocado pelos americanos. Há trilhas e descaminhos nessa mata perigosa….
Sei lá… é isso.
Ahhh, qual é mesmo o nome daquela banda americana que todo mundo gosta?
GRAND FUNK RAILROAD.
POSTAGEM ORIGINAL: 01/11/2023
Pode ser uma imagem de 5 pessoas, canhoto de ingresso e texto

JANIS SIEGEL, CHERYL BENTYNE “POP SINGERS” DE ALTA QUALIDADE!

Seriam todos artistas de JAZZ? Acho que não.
Aliás, existem mesmo cantoras e cantores de JAZZ? Claro que sim! Mas a discussão é infindável.
As cantoras populares que eu mais gosto são basicamente POP: ELLA. BILLIE, SARAH, DINAH, DIANA KRALL, PEGGY LEE, JULIE LONDON, PATRICIA BARBER, e vasto etc…, talvez sejam erradamente classificadas como JAZZ.
E, tanto quanto elas, já que sem pudores injustificáveis de serem POP, adoro JANIS SIEGEL E CHERYL BENTYNE – a metade feminina do MANHATTAN TRANSFER.
Gosto do deles todos, e adoro principalmente JANIS SIEGEL. É Cantora completa e versátil; aberta a novos compositores e gente de outras terras. Inclusive, DJAVAN e IVAN LINS.
Ela é craque quando acompanhada por trios e quartetos. E memorável se apenas solo. Principalmente quando o pianista é o grande FRED HERSCH!
JANIS é o fino porque sempre recolhe e acolhe o melhor do que há pelo mundo. E, como discípula das grandes e dos grandes, sempre traduz seu repertório para a melhor tradição americana do POP REFINADO.
Sentem, escutem e colecionem JANIS SIEGEL.
CHERYL BENTYNE é mais explicitamente POP. E, com certa grandiosidade que nos deixa desconfiados de ela sempre apostar contra a concorrência de menor nível: algo tipo “Há POP SINGERS? Então sou melhor”… Vale demais o risco de comprar os discos da moça!
Tudo isto para incentivar vocês a questionarem a força dos rótulos e suas abrangências. Se prestarem atenção, há muita arte passando desapercebida, porquê não apreciada em seu contexto contemporâneo. Inclusive muita música boa quase envergonhada por não se encaixar em dogmas e formatos mais tradicionais.
Ser POP não é compor com a mediocridade. Não, mesmo!
POSTAGEM ORIGINAL: 28/10/20019
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JACK BRUCE – UM GÊNIO DE VERDADE, EM ALGUNS CDS E DVDS IMPERDÍVEIS

O escocês JOHN SIMON ASCHER BRUCE morreu em 25 de outubro de 2014, aos 71 anos. E foi um dos maiores contrabaixistas de seu tempo, musicista proficiente em diversos instrumentos, compositor sofisticado e cantor sempre reconhecível e admirado.
JACK era um SUPERDOTADO capaz de transitar criativamente pelo BLUES; em diversas tendências do ROCK; pela MÚSICA EXPERIMENTAL de vanguarda; e várias formas de JAZZ – do MODERNO ao FREE, e principalmente pelo FUSION.
Alguém escreveu que JACK fundiu “BACH” com “CHUCK BERRY”. Ele gravou, tocou, esteve com os que lhe interessaram, em sua época.
Acho impossível conseguir a discografia completa em que participou, ou foi autor. E descrevê-lo, disco a disco, tomaria tempo quase biográfico. Um currículo enorme! Encantamento e competência espalhados por décadas!
Com a GRAHAN BOND ORGANIZATION, a primeira experiência profissional relevante, JACK esteve ao lado de GINGER BAKER e JOHN MCLAUGHLIN. Só! E, ao longo do tempo, Gravou com MICK TAYLOR, JOHN MAYALL, LESLIE WEST, GARY MOORE, MANFRED MANN… e foi além, muito além….
BRUCE também participou do espetacular clássico da vanguarda jazzística inglesa, lançado em 1991, ESCALATOR OVER THE HILL, da pianista e maestrina de vanguarda, CARLA BLAY. E lá apenas cantou, ao lado de gente variada, como LINDA RONSTAND, naquele projeto CULT, espetacular e seminal.
Não vou comentar o inigualado e mítico CREAM, com CLAPTON e BAKER, entre dezenas de reuniões e apresentações. E a fulgurante carreira solo do FUSION JAZZ à VANGUARDA EXPERIMENTAL em dezenas de álbuns. JACK não negava fogo.
Há entre os discos, um raro e precioso do percussionista KIP HANRAHAN, lançado em 1991, com a participação do pianista de vanguarda DON PULLEN! É doideira brava! Acredite!
Em um dos DVDs postados estão presentes BILLY COBHAN, CLEM CLEMPSON, DAVID SANCIOUS…, na Alemanha, em show de 1980. Em outro, tocam CARLA BLEY e MICK TAYLOR. Apresentação ao vivo, em 1975. Todos, excelentes, performances, diga-se! E isso é pequena parte do que JACK BRUCE fez, gravou e felizmente nos legou!
Enquanto eu viver, tentarei encontrar o que for possível de JACK BRUCE. Eu o assisti, em SÃO PAULO, já doente, no show inesquecível de 24 de outubro de 2012. E, mesmo assim, mandando ver em seu espetacular e peculiar estilo de cantar e tocar o baixo!
JACK é um dos cinco melhores e mais criativos baixistas da História. Não está em primeiro lugar porquê, em minha opinião, a honraria pertence à norte-americana CAROL KAYE; craque emérita dos estúdios e figura lendária, com mais de dez mil sessões de gravação, acompanhando de SINATRA aos BEACH BOYS – e até ensinando rudimentos para o pessoal do KISS!
Ouçam e cultuem JACK BRUCE. Mas não esqueçam da tia CAROL KEYE. Ambos imprescindíveis, musicalmente elegantes e incomparáveis!
E, claro: “JACK BRUCE “É” UM GÊNIO”!
POSTAGEM ORIGINAL: 21/10/2020
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BRITISH BEAT – INÍCIO DOS ANOS 1960 – PARTE 1

Há discussão ainda não muito divulgada sobre como classificar os discos lançados há mais de 50 anos. Até pouco tempo atrás, eram todos jogados no supergrupo dos “OLDIES”.
Porém, passado é tudo o que não é “presentemente contemporâneo”. Então, para rechear a linguiça com pimenta brava e dizer além, é bom notar que vivemos um “eterno presente”: onde tudo convive junto ao mesmo tempo agora – para recordar a poesia precisa de OS TITÃS – aqueles…
Portanto, se isto “é” um fato, “LED ZEPPELIN” e “THE CLASH” continuam presentes tanto quanto a RHIANNA e o FOO FIGHTERS.
Então o quê fazer para colecionar discos
com alguma organização e disciplina?
TIO SÉRGIO percebe que as coisas estão sendo reclassificadas: de 1970 para frente, e até mais ou o ano 2.000, se pode incluir os artistas na categoria OLDIES.
Grosso modo, tornaram-se OLDIES discos passados de ROCK PROGRESSIVO, HARD ROCK, METAL, PUNKS, e tudo o mais produzido naquele período, incluindo a BLACK MUSIC e os ELETRÔNICOS em geral.
Mas e a turma daquele período para trás? PSICODELIA, BEAT, DOO-WOP, ROCK and ROLL, SURF e o o que se imaginar em produção POP, como ficam? Vêm sendo classificados como VINTAGE.
E é sobre discos de coleção da primeira metade dos anos 1960 que vou comentar.
São todos VINTAGES. E a imensa maioria é de bandas consagradas, em discos importantes, porquê o “primeirão” de cada um dos grupos citados.
The KINKS, 1964, trouxe “You really got me”, uma das precursoras do metal, surgido anos depois. BEATLES, em “Please, Please Me”, 1963, é histórico por razão óbvia. Assim como o primeiro dos TROGGS, 1966, onde está o clássico indiscutível, WILD THING.
Por esquecimento puro e simples deixei de postar a foto do primeiro disco dos HOLLIES, a imensa e transcendente banda que revelou o ainda contemporâneo GRAHAN NASH. Eles fizeram, inclusive, álbuns PSICODÉLICOS e PROGRESSIVOS, durante a extensa carreira.
Estão por aqui BILLY J. KRAMER e GERRY & THE PACEMAKERS, os SWINGING BLUE JEANS e os SEARCHERS – quatro bandas BEAT típicas de LIVERPOOL, juntamente com os BEATLES.
É bom não esquecer o DAVE CLARK FIVE, com mais de cem milhões de discos vendidos, a banda que realmente conquistou os EUA e rivalizou, enquanto existiu, pau a pau com os quatro caras famosos de LIVERPOOL!
E, claro, THE WHO, sobrevivente até hoje por ter conseguido um crossover musical e cultural que os mantêm entre os mais importantes da história.
Aqui, MY GENERATION, o SINGLE e primeiro e significativo álbum, lançados em 1965. Um grito rebelde em nível de SATISFACTION, dos STONES.
A um passo pequeno atrás, e com status de CULT em permanente ascensão, THE SMALL FACES eram concorrentes e contraponto direto ao THE WHO, entre os MODs londrinos; e também gravaram álbuns importantes e SINGLES inesquecíveis.
Se você gosta do BEAT BRITÂNICO temos, aqui, a gênese da farra que ajudou a mudar uma “era”.
POSTAGEM ORIGINAL:25/10/2020
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JACKIE BROWN – TRILHA SONORA PARA FILME DE QUENTIN TARANTINO – 1997

Acho que compreendo TARANTINO filmando de maneira detida e detalhista uma “SAGA AMERICANA”, repleta de gente comum – alguns desvalidos e outros simplesmente marginais ou bandidos.
É um jeito antissistema de ver a luta para realizar e desfrutar do sonho americano. Muita gente derrotada e pela realidade competitiva, desumana e cruel.
TARANTINO filma e revela uma das faces tristes da América. No entanto, o lado fortíssimo de seus filmes são as trilhas sonoras: populares, compreensíveis por gente comum, e com pequenas joias e grandes hits mesclados.
Por isso, se acharem este JACKIE BROWN pelaí enfrentem.
Há coisas fantásticas: “Across the 110th Street”, de BOBBY WOMACK, é R&B de alto nível. E ao menos cinco músicas memoráveis com BROTHERS JOHNSON, THE DELPHONICS, THE GRASS ROOTS, MINNIE RIPERTON e RANDY CRAWFORD.
As restantes, compõem o álbum com dignidade.
TIO SÉRGIO recomenda.
POSTAAGEM ORIGINAL: 27/10/2021
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BOB STANLEY – MÚSICO, PRODUTOR, COLECIONADOR E INTELECTUAL DO POP – ANOS 1990 EM DIANTE

Incerto final de semana recebi a RECORD COLLECTOR, bíblia mensal que me insere no colecionismo e no “como anda” a música lá pelas “estranjas”.
Abri, e vi no interior da primeira capa série de lançamentos da cult, eclética e vanguardista gravadora inglesa ACE – que sempre encontra o inusitado e imprescindível de todas as tendências e épocas. Estão lá um monte de miscelâneas concebidas por BOB STANLEY, o lado pensante do excepcional pop – group inglês SAINT ETIENNE, de grande sucesso nos anos 1990 e além.
STANLEY é um refinado colecionador e intelectual do pop. Há tempos ele vem escrevendo coluna fixa na RECORD COLLECTOR, onde aborda, compara, resenha e indica pepitas e barras de ouro feitas ao longo das décadas. Eu diria que ele seleciona temas e repertórios sob pontos de vista mais atuais. Aliás, essencial para tornar – se relevante; perdurar.
Ler STANLEY é sempre instigante, prazeroso e criativo. E a razão desta postagem é a capacidade que ele tem para estender-se,
voar pelos tempos; conceber e perceber interrelações entre vários estilos concomitantes que circularam pela capilaridade do POP contemporâneo.
Além de ter ideia clara sobre as transições, STANLEY sempre nos traz pequenas coisas esquecidas ou desleixadas, e consegue informar e argumentar porquê são importantes. Atitude que o torna um verdadeiro crítico musical.
As coletâneas/miscelâneas produzidas por ele e vários parceiros, dão água na boca até quando o conteúdo não é de meu interesse direto. Acessem e vejam. Os mais jovens curiosos certamente sacarão…
Mas para não ficar no texto árduo, mandei junto o que deixei em minha discoteca feito pelo SAINT ETIENNE: a deliciosa coletânea dupla de singles e adjacências, lançada 2001. E o que talvez seja seu disco mais legal e importante: “TIGER BAY”, de 1994. É TECHNOPOP light, alto astral e ultra dançante. É adoravelmente cantado por SARAH CRACKNELL – uma vocalista algo “naive” e politicamente correta, mas irresistível. A turma que gosta de cantoras pop contemporâneas precisa escutar e curtir o SAINT ETIENNE!
Quase tudo dito, porquê o cara é muito interessante, então fiquem de olho no STANLEY – o cara à esquerda na capa do disco. E ouvidos atentos em seus discos. Ele tem muito para dizer, ensinar e divertir a todos nós.
POSTAGEM ORIGINAL: 26/10/2020
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A FORÇA DO “RHYTHM AND BLUES” NO BEAT ROCK INGLÊS, E CLIFF BENNETT & THE REBEL ROUSERS

Sempre posto coisas de minha discoteca e tento enriquecer as perspectivas para evitar “diagnósticos definitivos”.
Claro, discos, artistas e obras de arte em geral submetem-se aos condicionamentos das sociedades onde foram criados; e sofrem ação das reinterpretações ao longo tempos. Os discos postados fazem parte da complexa rede que formou o ROCK INGLÊS, na década de 1960.
A maioria são de personagens menores que tinham o R&B na base e outros componentes da grande feijoada (fish and chips?) POP daqueles tempos.
Mal comparando, aqui são todos mais para os ROLLING STONES do que para os BEATLES. E a quase totalidade gravou em um desvão que junta o estilo das duas bandas mais importantes da GRÃ – BRETANHA.
Sacaram? Aceito de bom grado um talvez…
Postei essa enxurrada de raridades porquê CLIFF BENNETT & THE REBEL ROUSERS teve matéria que li na revista RECORD COLLECTOR. O grupo foi batizado com o nome de música de DUANE EDDY, guitarrista americano criador da maioria dos “RIFFS LUGAR COMUM” do ROCK que a gente ouve por aí, até hoje!!!!
A banda é bem legal. Tem um QUÊ do DAVE CLARK FIVE. Inclusive no vocal de BENNETT, que emula MIKE SMITH mas oscila de VAN MORRISON a STEVE MARIOTT. Um retrato definidor.
Claro, a voz e interpretação de CLIFF BENNETT contêm alfinetes de WILSON PICKETT e ARTHUR CONLEY. E de seu ídolo mor: JERRY LEE LEWIS. O ROCK e a BLACK MUSIC americana estão na genética sonora deles. A foto está no meio e abaixo com os dois principais discos que gravaram em único CD.
Esticando o assunto, todos na foto publicada tocavam para animar bares e clubes. Vários foram admirados por outros artistas e são históricos: LONG JOHN BALDRY, CHRIS FORLOWE, ALEXIS KORNER, GEORGE FAME, ARTWOODS, JOHN MAYALL, GRAHAN BOND, MANFRED MANN , e o STEAMPACKET. Os discos excelentes, e mais para o R&B, SOUL incluído.
CLIFF BENNETT não foi nenhum ídolo e gravou relativamente pouco. Ele e banda profissionalizaram-se antes dos BEATLES. Depois, foram empresariados por BRIAN EPSTEIN; e o maior HIT que tiveram foi em 1966, com uma composição de “JOHN & PAUL”. “GOT GET YOU INTO MY LIFE” – que está no álbum REVOLVER. A versão de CLIFF e REBEL ROUSERS é um R&B vigoroso e a cara deles.
PETE TOWSHEND escreve no prefácio da biografia de CLIFF que THE WHO em peso gostava do grupo. Porque dançante, coeso e “very ” COOL…
E quem sabe um pouco sobre as bandas e músicos que agitavam as noites inglesas, na primeira metade da década de 1960, percebe que os REBEL ROUSERS tinham o quê de R&B misturado ao ROCK com pitadinhas de JAZZ, o que botava os “nossos ídolos” para festejar, beber e dançar.
Claro, o repertório é cheio de covers e alguns plágios, muito comum naqueles tempos. O grupo tinha a base daqueles tempos: vocalista, duas guitarras, baixo, bateria e teclado. E para soar ao R&B autêntico, criaram uma sessão de metais. No entanto, em vez de juntar um TROMPETE ao SAX convocaram outro SAX. Esta fusão deu em sonoridade original. E anos depois, VAN MORRISON articulou mais ou menos isso.
Passaram incontáveis músicos pelo “COMBO”, no decorrer dos tempos. Os mais famosos foram o guitarrista DAVE EDMUNDS e o pianista NICKY HOPKINS . E de lá também saíram o “duo POP” CHAS & DAVE, bastante longevo no cenário.
Com o fim do grupo, lá por 1968, CLIFF BENNETT seguiu o caminho de MANFRED MANN, do PROCOL HARUM e dos MOODY BLUES, e deu salto mortal em direção ao ROCK PROGRESSIVO. Fundou o influente e colecionável “TOE FAT”, onde esiveram JOHN GLASCOCK, futuro baixista do JETHRO TULL. E foram revelados KEN HENSLEY, teclados e guitarra, e o baterista LEE KERSLAKE. Ambos saíram em 1970, e consolidaram a formação histórica do URIAH HEEP.
Não sei se alguém salivará. Mas, é um naco de história e música muito divertida e com ramificações importantes. Vale uma ouvida no STREAMING… Muitos gostarão.
POSTAGEM ORIGINAL: 20/10/2023

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HINOS JOVIAIS: O ROCK FALANDO DE SEU PÚBLICO E MAIS ALÉM!

Tá legal, eu aceito o argumento! ( Pô, Paulinho da Viola!!! Você chegando sem avisar ???!!!!)
Mas tome cuidado, TIO SÉRGIO! Porquê tem outras coisas por aí e o time na foto vai apontar…
De resto, alterem as hipóteses como quiserem!
1) THE ROLLING STONES, “SATISFACTION”, 1965, talvez o primeirão da perspectiva “jovem” das pequenas desilusões, insatisfações, incompreensões e sinalizando frustrações sexuais.
Enfim, um passeio por incompletudes… Um clássico pesado e inesquecível.
2) THE WHO, “MY GENERATION”, 1965. Rock pesadíssimo, com final apoteótico ao estilo da banda, quebrando tudo…
Letra iconoclasta, niilista, descreve a situação do jovem meio sem perspectivas frente a um mundo hostil. Talvez o hino maior da rebeldia no ROCK.
3) ALICE COOPER: “I´M EIGHTEEN” Para o tio Sérgio é um dos grandes ROCKS da história. Tipicamente americano, fala sobre a confusão adolescente de não saber para que lado ir, incerteza de gênero e a vontade de “cair fora” de tudo isso.
ROCK pesado, algo PSICH, e tia ALICE e banda botando pra quebrar. Eu tive em COMPACTO brasileiro, e ainda hoje acho a melhor música que fizeram….
4) GEORGE THOROGOOD & DESTROYERS, “HAIRCUT”, 1993. Um grande e pesado BLUES ROCK AMERICANO! Letra hilária e bem escrita; e é para cantar dirigindo, ou no BAR tomando cervejas.
Descreve agonias de um adolescente cabeludo, e os perrengues pelos quais passou com os mais velhos exigindo que cortasse o cabelo. O final é irônico e até apoteótico com a vitória contra o “estabelecido”. Ouço sempre rindo, e aconselho!!!! Pra mim, é a melhor música do GEORGE!!!!
5) DIRE STRAITS, “MONEY FOR NOTHING”, 1985. Grande música! É deliciosa, altamente dançável, e sucesso enorme, sempre!
É um tipo de HINO INFORMAL dos músicos ingleses de quaisquer vertentes. Já vi gente de orquestra dançando e curtindo.
Descreve o papo entre vendedores de uma loja de departamentos ironizando, com inveja e incompreensão maldosa, a vida dos músicos que, supostamente não trabalhariam, mas ganham bem e pegam geral!!!
Ou seja, “Dinheiro fácil e pra nada”!
Pronto, está dito. Quem souber de outras, que publique!!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 23/10/2023
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