THE BEATLES – BOX SET – EDIÇÃO LIMITADA JAPONESA, COM “HELP”, “RUBBER SOUL” e “REVOLVER”. E O “SGT PEPPERS…” DA MESMA SAFRA

Encrenca típica em que o TIO SÉRGIO se mete.
Um grande amigo propôs troca entre materiais disponíveis.
Eu tinha alguns bons cabos sobrando: de caixa, elétricos, e de conexão. E ele edições raras e limitadas em CDS.
E, foi assim, como cantou WANDERLEIA.
Eu fiquei com este BOX dos BEATLES, edição japonesa meio doida, e outros discos que comentarei em outras ocasiões.
A CAIXA é sólida e numerada. Esta é a 2165 de 3000 que fizeram. Foi produzida no JAPÃO.
Acompanha um LIVRO muito bem feito, 176 páginas, lançado pela OMNIBUS PRESS americana, mas editado na INGLATERRA. Traz fotos, dados de gravações, e entrevistas com os 4 e todos os que estiveram envolvidos. O material abrange de 1962 a 1970. Está aí, também, um lindo PIN.
No BOX, três CDS: HELP, RUBBER SOUL e REVOLVER, edições inglesas, com a mixagem mais bem cuidada processada em 1987.
Segundo esse meu amigo, é bem melhor do que as posteriores e mais conhecidas do mesmo GEORGE MARTIN. Eu também percebi.
Juntei à foto minha edição especial do SGT. PEPPERS, também de 1987, o que formou um quarteto algo raro.
Claro, o trabalhos de mixagens e remasterizações que vêm sendo realizados pelo filho de GEORGE MARTIN, o excelente GILES MARTIN, vêm trazendo vida nova a tudo isso. E até o presente é o que existe de melhor…
Troquei e gostei. Enriqueceu a minha coleção, porque material inusitado e talvez precioso.
Eu coleciono BEATLES; mas não sou BEATLEMANÍACO!
POSTAGEM ORIGINAL:03\02\2023
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CDs. UM PRODUTO A CAMINHO DA EXTINÇÃO: INFLAÇÃO, AUMENTO NO PREÇO, CUSTO BRASIL, QUEDA NO CONSUMO, ETC

Não vou fazer resenha dos últimos discos que entraram para a minha discoteca. Chegaram – fui buscar – ontem. A música é do meu gosto, são artisticamente relevantes, enfim, audíveis e comentáveis.
Porém, os preços tornaram-se proibitivos.
Não vou me ater ao preço do luxuoso BOX com quatro CDS, de JONI MITCHELL – JONI JAZZ, 2025 -, que colige o que ela gravou e pode ser considerado JAZZ e adjacências. É produto especial, limitado, e imperdível.
Mesmo assim, custou uns $ 86,00! Muito caro, comparando-se ao que custaria uns dois anos atrás!!! E, principalmente, porque todo o material eu tenho nos CDS originais.
Mas os restantes, também importados, suplantaram a decência e a razoabilidade, e chegaram por $32,00 cada um!
E eu te lembro que a queda no preço do dólar, no BRASIL e no mundo é contínua e persistente. Hoje, o dólar turismo usado para a importação de pequenos objetos, está cotado em torno de R$ 5,50!
Você dirá: TIO SÉRGIO, What fuck porra it´s that!?!?
Pois, é!!!
No entanto, o preço dos CDS no exterior vem progressivamente aumentando. Os dois novos relançamentos dos clássicos do BLACK SABBATH, na foto, chegaram para mim, com o frete, a curra fiscal e o trabalho do lojista importador por $ 32,00 (trinta e dois dólares!), uns R$175,00 CADA UM!
E vou te informar, é a mesma mixagem e a masterização do CD lançado uns onze anos atrás pela BMG. É o mesmo artefato com outra roupagem – e a capa do CD anterior tinha mais vida!!!!
O mesmo preço custou MY BLOOD VALENTINE, lançado originalmente em 1991. Ou seja…
Ahhh, tomei coragem e importei o PORTAS, último CD de MARISA MONTE, gravado uns 4 anos atrás, mas que a SONY não lançou no BRASIL!!!! Custou um pouquinho mais caro!!!
Mas a coisa não está muito diferente aqui. O RENAISSANCE, uma reedição nacional do clássico PROLOGUE, lançado originalmente no ano de 1972, custou perto de R$ 80,00! quase $15,00! Eu tenho outra edição, e comprei esta não sei o porquê!!!!
Quer dizer, estamos fo… Toffoli!
Tudo considerado: os preços mais caros no exterior, que são explicados também pela queda no consumo de CDS, um objeto já fora de moda nesses tempos de STREAMING e VINIS. E a isso a gente soma a curra fiscal do insaciável Estado brasileiro, os custos crescentes da produção aqui no BRASIL; e com a queda da renda, e das vendas desse objeto outrora do desejo. As lojas estão cada vez mais raras…
E chegamos aos portais da extinção.
O TIO SÉRGIO propõe aos SOBRINHOS a seguinte questão:
Qual o preço justo para cada um de nós comprar, vender, ou avaliar quaisquer CDS de nossas coleções?
Eu respondo com uma negação: faz algum tempo que tenho evitado trocar em lojas os meus CDS usados, todos em excelente estado, e de qualidade musical acima de dúvidas.
Todos custaram caro, e hoje são subavaliados, o que me impossibilita de fazer “upgrades”.
Não posso comprar um CD por $ 32,00 e entregar os meus por menos de $4,00. Não é justo.
POSTAGEM ORIGINAL: 12\02\2026
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CHICK COREA: MEMÓRIAS, DISCOS E MUITO MAIS

Aconteceu em tarde qualquer perdida na década de 1980.
Fui visitar a BARATOS & AFINS, loja cult e imprescindível em SAMPA, conhecida pelos que curtem música, gostam ou colecionam discos. Estão por aqui faz quase meio século!!!!
O Luiz Calanca talvez não se recorde, mas conversamos um pouco sobre discos variados. Ele fez um comentário que sintetiza a posição da loja e do próprio Luiz sobre o que vale a pena ter em estoque e vender.
Esquecido na fluidez de minha memória, e na imprecisão que a idade “conserva”, o LUIZ disse algo assim: “Há discos que eu compro além do que vou vender de imediato. É porque confio no produto. São obras para o tempo julgar!”
É isso! E pegou o disco amarelo na foto, CIRCLE – PARIS CONCERT, e mostrou como exemplo.
Eu já havia comprado aquela
mesma edição brasileira da ECM; álbum duplo, qualidade gráfica e industrial de primeira ordem, lançada por aqui na década de 1970. Tenho orgulho e até ciúme!
Era ousado demais para um roqueiro embebido em cervejas e HARD BLUES. Mas eu já fazia travessia para outras galáxias musicais! Então…
Pois bem, o tal disco me perseguiu; e me intriga até hoje! Era e permanece VANGUARDA. É “Pós FREE JAZZ” perscrutando o “FUSION JAZZ”. Talvez além disso. É intrincada OBRA DE ARTE!
Mas quem está lá?
Claro, CHICK COREA, piano; DAVID HOLLAND, contrabaixo; BARRY ALTSCHULL, bateria; e ANTHONY BRAXTON, sax e outros apetrechos roncadores e sonantes. É gente do primeiro time do “porvir”!
Não foi a primeira vez que dei de cara com o CHICK. Eu já conhecia o BITCHES BREW, 1970, do “MILES DAVIS”. E, também, o grupo “RETURN TO FOREVER”, que fez grande sucesso juntando JAZZ a elementos de música LATINA e de MPB. Um reflexo da revolução que a BOSSA NOVA e, depois, o guitarrista CARLOS SANTANA fizeram no mercado musical e nas sensibilidades.
Mudando de pato a sapato, o TIO SÉRGIO gosta muito de SPACES, álbum lançado em 1974, onde COREA e o guitarrista LARRY CORYELL, organizam FUSION soberba encostando no ROCK PROGRESSIVO. O disco foi um “must” naqueles tempos – e é até hoje!!!!
CHICK COREA nasceu em 1941, fez carreira em alto nível; e na maior parte do tempos desafiando VANGUARDAS, inovando. Gravou de tudo e um pouco mais. É de competência incontestável!!!!
De certa forma, ele retornou para o JAZZ CONTEMPORÂNEO de feitio “mais tradicional” – se isto for possível…
COREA foi um craque na elaboração de melodias, sempre capaz de tocar confortavelmente solo, em grupos, duos, ou quaisquer outras formações que ouvi.
Ele e seu contemporâneo também genial, HERBIE HANCOCK, nascido em 1940, desenvolveram ao limite o MODERNO PIANO JAZZÍSTICO.
E, ao longo de suas carreiras, incluíram teclados elétricos, sintetizadores e outros brinquedinhos da modernidade. Ambos flertaram com o FUNK e o ROCK. Aliás, todos discos de nível estético superior.
HERBIE e CHICK são duas lendas e ritos, que dialogaram quase o tempo todo e por décadas; como se disputassem entre si para ver quem era o mais antenado, competente, gênio e influente.
Estavam empatados, quando CHICK morreu de um câncer raro, em 2021.
Como legado artístico, gravaram em dueto bastante cult e colecionável: COREA/HANCOCK, de 1978. Um testamento de afeto e respeito que seguramente sobreviverá.
Postei aqui o que tenho de CHICK COREA. Ouvi alguns; e estou terminando com LIVE IN MONTREUX, gravado em 1994. É um primor de modernidade melódica. Um disco Imprescindível e até fácil de encontrar.
Com a morte de COREA eu fiquei um pouco mais pobre interiormente. A falta de CHICK é mais um prego no caixão existencial de minha geração. Houve e sei que haverá outras perdas. Infelizmente. É do existir…
Talvez algum dia lancem BOX coligindo a obra completa dele; e à altura do que a SONY fez com HERBIE HANCOCK.
CHICK COREA merece artefato mais eloquente, completo e respeitoso. E definitivo, quem sabe?
Se e quando acontecer, espero que o preço não emascule os homens e nem estupre as mulheres, em suas respectivas contas bancárias.
Artistas como CHICK COREA são sempre provedores de arte. E também de afetos!
Brindes ao CHICK, e com a reverência que ele merece!
POSTAGEM ORIGINAL: 13\02\2021
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OTIS REDDING – “PAIN IN MY HEART”, E NINA SIMONE, : I’M NOT A BLUES SINGER”. AMBOS EM VINIL, 180G.

Pois, é!
Cada um deles chegou no apto do TIO SÉRGIO bonitinho, lacradinho, e por algo em torno de $ 10 BIDENS/TRUMPS, uns R$ 53,00 MANDACARUS! Uma baba!!!! Por preços baixos, eu compro LONG PLAYS apenas pelo prazer de tê-los.
Este é o primeiro disco de OTIS REDDING. que saiu em 1964. Mas não reproduz exatamente a edição original; porque a gravadora reteve os direitos para uso futuro…
Adquiri, também, uma coletânea de EUNICE KATHLEEN WAYMON. Ooopppsss! a grande NINA SIMONE!!! E, que eu saiba, não é um disco original.
Mais uma vez, comprei por gosto e oportunidade. Eu não tenho PICK UP; portanto, não posso ouvi-los. Espero que a qualidade técnica seja suficiente. Se não, valem pelas capas, a curiosidade, e minha admiração.
POSTAGEM ORIGINAL: 04\02\2023
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ROCOL HARUM: A TRANSIÇÃO DO PSICODÉLICO AO PROGRESSIVO, E O GRANDE CONCERTO COM A EDMONTON SYMPHONY ORCHESTRA, 18\11\1971

P
“IN THE AUTUMN OF MY MADNESS, WHEN MY HAIR IS TURNING GREY” …, canta GARY BROOKER, em uma das faixas do disco “SHINE ON BRIGHTLY”, de 1968, do genial, subavaliado e não repetível “PROCOL HARUM”. CLÁSSICO DO ROCK em transição entre a PSICODELIA e o ROCK PROGRESSIVO, é recomendável aos paladares mais sofisticados. É lindo e triste! – e lúgubre.
Quase sempre me vem à cabeça a suíte pesarosa “IN HELD TWAS IN I” quando a INSÔNIA RECORRENTE assola e desencadeia os medos e paranoias, e as desconexões entre os fatos objetivos.
Mas realça o lusco-fusco sonolento que tranca o raciocínio e me faz sofrer antecipadamente por algo que, talvez, jamais ocorra.
Nada mais humano do que sofrer por algo que pode não acontecer!!! É parte do outono da minha vida – loucura? – estou envelhecendo.
O nome “PROCOL HARUM” surgiu de um equívoco. Era pra ter sido PROCUL HORUM – o nome do gato do produtor GUY STEVENS, misturando o “advérbio latino” “PROCUL” – que significa distante, ao longe – e o nome “AHARON”. Na hora de assinar o contrato, soletraram “PROCOL HARUM”, e assim ficou.
A banda tinha KEITH REID, letrista exclusivo, um literato erudito. Ele e GARY BROOKER construíram juntos parceria diferenciada, entre discordâncias e certo mal-estar.
GARY tinha voz inconfundível, foi grande cantor com nítida vocação o para o R&B – além de melodista único, pianista e músico proficiente. Foi o notório BANDLEADER, o forjador do destino e o dono da banda. REID, que compôs profissionalmente a vida inteira, afirma que “se libertou” do tom lúgubre e depressivo da maior parte do que compusera, quando passou a trabalhar com outros parceiros.
Seja lá como a História for interpretada, o PROCOL HARUM sempre foi marcado por um compósito inicial e criativo único, modificado no decorrer do tempo.
Além de BROOKER, o único a participar em todos os discos; a sonoridade determinante do órgão, cravo etc… de MATHEW FISHER, marca definitivamente o HIT eterno “A WHITER SHADE OF PALE”, e outras faixas do início, como HOMBURG, QUITE RIGHTLY SO. Todas canções perfeitas e assombrosas.
Há, também, a guitarra icônica, perfeita, grave, pesada, e de inspiração “HENDRIXIANA”, tocada por ROBIN TROWER” – um GUITAR-HERO de verdade! E o excelente e imprescindível baterista B.J.WILSON – que dá show à parte no CONCERTO ao vivo, que resume a fase inicial.
Houve um fugaz baixista que pontuou criativamente os andamentos pesados da banda – mas largou tudo para se tornar acadêmico em ciências espaciais: CHRIS COPPING tocou em “HOME”, mas firmou tendência para o grupo.
O charme adicional do PROCOL é a mistura certeira de R&B e HARD ROCK em certas faixas onde TROWER detona pra valer! Ouçam WHISKEY TRAIN , de “HOME”, 1970; e em “SIMPLE SISTER”, em “BROKEN BARRICADE” , 1971, álbum final com ROBIN TROWER.
Desse ponto de vista, o PROCOL HARUM segue seus contemporâneos FREE, TRAPEZE, HUMBLE PIE… Mas sem perder a identidade.
Ouçam os discos na foto, porque expõem essa transição. ‘A partir de 1972, continuaram lançando ótimos discos, criativos e algo ecléticos, até encerrarem a carreira, em 1977. BROOKER partiu para carreira solo, e 14 anos depois, em 1991, retomou o PROCOL HARUM, com mais sucesso de público do que nunca!
POSTAGEM ORIGINAL: 14\02\2026
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PROGRESSIVOS E SEUS DECORRENTES. ALBUNS MEIO ESQUECIDOS DO “VAN DER GRAAF GENERATOR”, “JETHRO TULL” E “FLASH”

A minha geração, a turma que foi jovem na década de 1970, amadureceu aprendendo a gostar de ROCK PROGRESSIVO. Era parte de uma pretensa evolução rumo a músicas mais sofisticadas.
Eu gosto. Assim como aprecio FUSION, MÚSICA DE VANGUARDA, ROLOS INDEFINÍVEIS, JAZZ… e COISAS QUETAIS.
No início, se caça os grandes nomes. E, como também é comum em pessoas da minha idade, vamos perseguindo coisas em vários níveis conforme aparecem.
Claro, tenho PINK FLOYD, quase tudo do KING CRIMSON e do GENTLE GIANT. E também YES, GENESIS, MOODY BLUES, PROCOL HARUM, e vá juntando sílabas e formando nomes de bandas e grupos que você prefira… É parte do hobby.
Faltava em minha coleção o “THE QUIET ZONE” e “THE PLEASURE DOME” (1977) do VAN DER GRAAF GENERATOR, coleção que formei sem qualquer outra frescura e nas edições originais e não remasterizadas.
São obras excelentes e bem captadas. Arranjei este no E-BAY; e para não fugir da regra, veio com algumas escoriações. É CD mal cuidado. Para colecionadores, é um pecado insuportável ver , nesse estado, objeto tão pequeno e fácil de conservar!
Fui, também, atrás de certos álbuns do JETHRO TULL que achei secundários em seus tempos. Apareceram a bom preço, então comprei “A” de 1980, e “STORM WATCH”, 1978.
Uau!!! foram gravados há quase meio século!!! Pasmem!!!! Eu mal os notei!!!! Para minha surpresa, agora relançados pela PARLOPHONE!!!! e com remasterizações feitas pelo STEVEN WILSON – garantia de qualidade. Enfim, estão integrados ao acervo.
Por fim, um ícone algo raro e precioso; FLASH – “IN THE CAN”, foi lançado em 1972 . É o segundo álbum da banda icônica do guitarrista idem, PETER BANKS – que participou nos dois primeiros Long Plays do YES: TIME AND A WORD,1970; e YES 1969.
Naqueles tempos, todos queriam o vinil importado, capa dupla. Não só pela música criativa; mas inclusive pelas mamas quase desnudas e atraentes da modelo da capa – fotografadas com mestria e sensualidade.
Ah, o disco realmente é muito bom.
E você perguntará: Mas, TIO SÉRGIO, seu boquirroto, ou digirroto, o que você achou deles?
Minha resposta é a do falecido rei PELÉ!!!
Sei, lá, entende. Ainda não ouvi direito nenhum deles. Apenas recordei o FLASH!!!
Tá postado!
POSTAGEM ORIGINAL: 08\02\2023
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THE FUGS – FIRST ALBUM

Inspiradores do Lou Reed, da turma do Velvet Underground, da Patti Smith e dos suspeitos de sempre. Estão tocando para (contra?) mim, agora!
Formalmente, eram um bando de poetas beatniks sobreviventes fazendo algo parecido com folk. Musicalmente é muito ruim. Mas, se você escutar o primeiro álbum deles, de 1965, encontrará o ovo da serpente do Velvet Underground. Inaudíveis, curiosos, iconoclastas, cultura do contra e o que mais as línguas de cobra e os escorpiões de plantão quiserem.
Eu tenho; não vendo, não troco e não ouço nunca mais!
POSTAGEM ORIGINAL: 06\02\2018
The Fugs - Boobs a Lot

P.I.L. – PUBLIC IMAGE LTD, COM 3 FAIXAS, DUAS AO VIVO, GRAVADAS EM 2010. E HARMONIA: LIVE, 1974. AMBOS EM VINIL!

Eles chegaram na porta do TIO SÉRGIO por $ 22,00 BIDENS, ou TRUMPS, uns R$ 110,00 MANDACARUS.
O P.I.L , BANDA EXPERIMENTAL DE JOHN LYDON, o inefável JOHNNY ROTEN, ícone com os SEX PISTOLS, custou abaixo de R$ 40,00 MANDACARUS! E o HARMONIA… façam as contas.
Eu só compro VINIL na marmita das almas.
HARMONIA é banda de KRAUTROCK formada por três luminares da cena: MICHAEL ROTHER, HANS -JOACHIM ROEDELIUS e DIETER MOEBIUS.
O disco foi gravado na fase áurea, em 1974.
Os caras são tão importantes que BRIAN ENO, criador da AMBIENT MUSIC, e um dos pioneiros do experimentalismo contemporâneo, gravou discos junto com eles.
Aqui, dois vinis caprichados, 180g, etc..
O que tem dentro eu não tenho a menor ideia! Não possuo PICK-UP!
Texto original 04/02/2023
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HISTÓRIAS DA GLOBALIZAÇÃO QUE TIO SÉRGIO SABE E VIU

Anos atrás, a Rádio Bandeirantes de São Paulo fez matéria longa no “AMPARO MATERNAL”, hospital público famoso, antigo e peculiar da cidade de São Paulo, que trata gestantes, mães solteiras e quem mais o procurar faz quase 80 anos
Pois, bem; A repórter entrevistou uma CIDADÃ ANGOLANA, JORNALISTA DE EMPRESA DE SEU GOVERNO que, pela segunda vez, saiu de Angola para ter o filho no Hospital brasileiro! Estava satisfeitíssima com o atendimento, serviço e etc. Na mesma entrevista, a repórter identificou outras várias estrangeiras em situação semelhante…
Quer dizer, o nosso tão criticado SUS, uma construção institucional fantástica, que anos depois demonstrou enorme valia e competência na COVID, era desfrutado por gente de posses de outros países aliados, durante os governos petistas.
Quer dizer, falta verba para a população do Brasil, mas sobrava para fazer populismo externo.
2) Grande amigo meu foi passar 3 meses na Inglaterra e hospedou-se em casa de família cadastrada para receber estudantes. Ração diária regulada, tudo muito apertado e restrito.
Certo dia, ele deixou um dedo de leite no copo. Nos dias seguintes, a mesma quantidade foi descontada de seu copo diário…Voltou magérrimo e a primeira coisa que pediu quando chegou foi carne e massa em quantidade…
3) Casamento. A noiva, moça de família abastada, casou-se com rapaz inglês de classe média. Vieram os pais do noivo, gente simpática e trabalhadora de Londres… faltava visivelmente um dente na boca da mãe do noivo… e com toda a tradição de serviço de saúde pública dos ingleses…
O Brexit tem a ver com isso, também: faltam recursos para a população local, enquanto o país globalizava seu mercado interno de trabalho…
4) Esposa de amigo é dentista e tem consultório na periferia de São Paulo. Contou que tem alguns clientes que vêm dos EUA para tratar os dentes com ela… No mundo rico isso é caríssimo, e também não tem para todos…
5) Conhecida minha emigrou legalmente para a Alemanha para estudar. Casou-se e teve filhos por lá. Mora em padrão bem abaixo do que desfrutava por aqui.
Ela vem ao Brasil e traz os filhos para cuidar dos dentes e outros procedimentos médicos mais sofisticados. Na socialdemocracia alemã as coisas são mais difíceis…
Escrevi tudo isso para tentar entender um pouco os que acham o globalismo um problema para suas sobrevivências.
E alguns porquês do nacionalismo e da xenofobia. A vida em países mais igualitários é medida em conta-gotas. Os serviços públicos são enxutos e o mais exatos possível. Não há sobras para serem distribuídas.
É impensável ocorrer por lá o que há por aqui, como no Amparo Maternal e outros. Somos pobres e nada frugais com os poucos recursos que detemos, e fazem falta para os “nossos” pobres, necessitados e remediados.
O globalismo é uma ideia humanista e humanitária sofisticada. Um ideal desde os tempos da expansão das navegações, no século XVI. E é correto que continue se expandindo.
Receber imigrantes é uma questão de civilidade e ética. Mas, quais os limites que o bom senso impõe?
Entendem o por quê político – econômico desse “contrafluxo civilizatório”? Entendem melhor o significado do Trump, e de outros, déspotas ou não?

GRATEFUL DEAD – ELEMENTOS PARA OUTRA AUDIÇÃO DA OBRA

Tempos atrás li, no Estadão que BILL KREUTZMANN, baterista e fundador do GRATEFUL DEAD, estava lançando livro de memórias. As que ficaram, claro! Sobreviventes do excesso de drogas, álcool, sexo e tudo o mais que mitificou os anos 1960/1970, da cultura hippie à contestação política e comportamental.
BILL não se lembra dos concertos, jam-sessions ininterruptas, “raves sem D.Js.” , que notabilizaram a banda.
JERRY GARCIA, mito do rock, líder, guitarrista, e também fundador do GRATEFUL DEAD, morreu durante um processo de desintoxicação. Teve um infarto, em 1995, aos 53 anos. Preferiu ser livre e se drogar indefinidamente.
Não teve tempo de escutar o professor, filósofo e historiador, LEANDRO KARNAL, que recentemente ponderou: “é preciso ter cuidados nesse debate sobre a liberação das drogas. Porque todo viciado é um dependente”.
Bidú! Mais claro, impossível.
O GRATEFUL DEAD é, certamente, a banda americana de ACID-ROCK – também conhecido como PSICODELIA – mais famosa da época. Hoje, é uma empresa que produz, vende e mantém o mito em movimento. Feito o KING CRIMSON, e todo o mundo! E quem não faz, é explorado e morre. Portanto, vivas à boa administração!
O DEAD começou como todos: Inspirados nos BEATLES, STONES, e na turma do COUNTRY e do BLUES americanos. O primeiro disco é bastante convencional. Do segundo em diante, para usar a expressão da época, DESBUNDARAM. E nunca mais REBUNDARAM – como gosta de dizer o TIO SÉRGIO.
O charme do GRATEFUL DEAD é a constante improvisação, principalmente nos discos gravados ao vivo. Lembra resquícios de FREE-JAZZ, pela tentativa de expandir a música ad-infinitum.
Mas percebe-se, nitidamente, alguma limitação técnica e repetição no desempenho dos músicos. É forma livre de ver e executar as músicas, que mesclam BLUES, ROCK, e algo de JAZZ; – e exalam, sempre, um quê da COUNTRY MUSIC. Claro, são muito legais, e imprescindíveis para entender a evolução do ROCK.
Entre os seus contemporâneos eu prefiro o JEFFERSON AIRPLANE, também americano da Califórnia. É mais enxuto, musical, experimental na medida certa. E tão desviante filosófica e comportamentalmente quanto o DEAD. Ambos faziam ROCK com estilo e imediatamente identificável.
Eu não percebi que colecionara tantos álbuns da banda!
O GRATEFUL DEAD têm um extenso fã clube, que os idolatra acima de tudo: os DEADHEADS! Eu tangencio. No entanto, para os que gostam, é perfeitamente possível ter acesso a tudo já gravado, porque lançado em incontáveis discos… “póstumos”?
Não. Eles prosseguem, de um jeito ou de outro…
POSTAGEM ORIGINAL: 05\02\2026
Pode ser uma arte pop de texto