ERIC CLAPTON E SEUS DISCOS MENOS IMPORTANTES

Grandes artistas raramente fazem discos ruins. Gravam discos menores, muitas vezes medíocres.
Estes são alguns dos que tenho do ERIC CLAPTON dos anos 1980 em diante. O primeiro acima à esquerda é uma coletânea.
Afinal de contas, teria ERIC CLAPTON perdido o carisma, o talento? Não; mas deixou de criar surpreendendo, o que é comum em quase todos que sobreviveram em carreiras muito longas. Vejam os ROLLING STONES, ou PAUL McCARTNEY, por exemplo. Ninguém atua 100% do tempo em alta performance. É quase impossível.
Tudo o que ERIC CLAPTON fez é bastante audível e adequado. Porém, nos últimos 40 anos nenhum é genial ou traz músicas memoráveis – mesmo quando muito conhecidas e de sucesso garantido perante ao público.
ERIC conservou um tom médio superior em sua fusão de gêneros, que o manteve como artista único. Tem voz diferenciada e canta muito bem. Tocar ele sempre fez e faz com maestria e competência. Mas aqueles solos e riffs encapetados dos anos 1960, até quase o final dos setenta, deram lugar a um BLEND entre BLUES, POP, R&B e BOSSA NOVA LOUNGE – e charmosas pitada de “LIGHT JAZZ”.
MR. “SLOWHAND” é muito bom de palco, tem ótimo gosto musical, e faz trabalho de arqueologia do blues importante e consistente. Ele é um dos responsáveis pela ascensão da MÚSICA NEGRA, e a diminuição do racismo.
Sei de ERIC desde mais ou menos 1966. E o conheci pra valer em 1967 ouvindo o CREAM, adorando os YARDBIRDS, e idolatrado JOHN MAYALL! Ele está entre os meus ídolos, e certamente ficarei triste e algo desolado, se ele mergulhar na cachoeira das eras antes de mim.
Grande, muitas vezes incompreendido e sofrido ERIC CLAPTON.
Não deixem de ouvi-lo.
POSTAGEM ORIGINAL: 18\04\2019
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NEW ORDER (1981/2007): A FUSÃO RENOVADORA ENTRE O ROCK ALTERNATIVO E A MÚSICA ELETRÔNICA PARA DANÇAR

Em 1983, saiu “POWER, CORRUPTION AND LIES”, relançado em edição luxuosa e, para muitos, é o melhor álbum do NEW ORDER. O disco foi gravado no “BRITANNIA ROW, o ESTÚDIO DO PINK FLOYD.
Os membros da banda se recordam de que nunca haviam sido tão bem tratados. Serviram lanches, bebidas e, principalmente, tiveram à disposição equipamentos eletrônicos de ponta, normalmente fora do alcance para uma banda como a deles. Ou seja: foi tipo um imenso bananal para um bando de saguís famintos!
Quase todos sabem que o “NEW ORDER” ressurgiu do “JOY DIVISION”, em crise quase terminal por causa do suicídio do vocalista IAN CURTIS, em maio de 1980.
Então, o que fazer? Como seguir em frente? O três que sobraram tatearam meio às cegas… E o que veio daí em diante, foi uma epopeia de ressurreição e criatividade não tão comum na história do ROCK.
O “ambiente musical inglês” tinha outras bandas algo DARK, e a caminho do GOTHIC ROCK, e com certas características parecidas com a deles: guitarra e bateria; e mais o baixo proeminente mixado algo acima do tom, como os de PORL THOMPSON, no “THE CURE”; ou STEVEN SEVERIN, com “SIOUXIE AND THE BANSHEES”… e PETER HOOK, no JOY DIVISION – que manteve esse jeito de tocar em parte das composições do futuro NEW ORDER; mas cedeu à predominância do som eletrônico que a banda construiu, onde o baixo era, também, parte da massa sonora e criador de melodias, e não apenas de andamento e ritmo.
Foi em meio ao lusco-fusco existencial que GILLIAN GILBERT entrou para o grupo, em 1980. Ela era estudante e namorada de STEPHEN MORRIS, o baterista da banda (continuam casados); e teve de pedir autorização ao pai para acumular escola e música.
GILLIAN tocava teclados, e não era lá essas coisas musicalmente; mas tinha ideias. E, como os outros, trabalhava duro, paciente e persistentemente até acertar. Fazer a integração banda/eletrônica deu trabalho imenso, afirmam.
O NEW ORDER, enquanto conceito, modelou-se a partir daí. Um mix de ROCK e DANCE MUSIC; eletrônica e guitarras; melodioso e, às vezes pesado; animado e dançável, mesmo retendo um quê de melancolia e cheiro de um certo bucolismo britânico. Nunca perdeu o travo BITTER e DARK do GOTHIC ROCK.
Muitos consideram esta sacada pioneira. Eles não eram PUNKS, e nem TECHNO-POP; não seguiam a linha dos SMITHS e nem a do U-2. Abriram vereda própria observando o KRAUTROCK alemão; e os nascentes DANCE MUSIC, RAP e HIP-HOP americanos e a intromissão criativa de seus D.Js.
Em 1982, foram a NOVA YORK e ficaram fascinados com o que viram por lá: imensas danceterias, que não existiam na Inglaterra, e a criação e criatividade de produtores e “mixadores” tipo GEORGE BAKER – que produziu um MAXI-SINGLE para o NEW ORDER. Era época e ambiente para AFRIKA BAMBAATA, GRAND MASTER FLASH, e a nova música negra que até hoje inunda o planeta.
E todos eles frutos principalmente da evolução tecnológica dos sintetizadores, baterias eletrônicas, processadores e a parafernália que mudou a música popular, do início dos anos 1980 em diante.
Na opinião do TIO SÉRGIO aqui, o NEW ORDER é um dos agentes dessa transformação radical de processos e perspectivas. Trouxe vida nova aos “SINGLES”, que deixaram de ser apenas “música única” e isolada, para possibilitar que uma “única música” se transformasse em várias semelhantes.
A “invenção” do “MAXI-SINGLE”, que tem o tamanho de um LP normal com 12 polegadas, revolucionou as pistas de danças mundo afora. E o NEW ORDER rompeu uma regra consagrada: o “SINGLE” antes muitas vezes retirado ou reduzido de uma faixa maior de algum LONG PLAY, com eles passou a ser “outra música”; diferente da que estava no disco de origem. É outro conceito, acreditem!
O MAXI-SINGLE virou uma proposta à parte. Uma extensão diferente dos LONG PLAYS e dos SINGLES comuns da banda.
Com eles, tornou-se possível trabalhar novos e quaisquer ideias em uma ou duas faixas. As remixagens e recriações que os D.Js passaram a fazer encontraram o formato e a duração ideal.
A música do NEW ORDER foi um oceano de possibilidades para essa turma que produzia e produz “RAVES”e festas. Que, em contrapartida, expôs e recriou a música deles à exaustão, trazendo mais uma boa grana para a banda!
É interessante observar o efeito na prática. Em coletâneas, por exemplo, fica explícito que eram “reflexões” diferentes sobre a suposta “mesma música”. E como gravaram dezenas de SINGLES e MAXI-SINGLES, é possível inferir que uma obra paralela e pronta em si mesma habita cada um.
É MÚSICA PROGRESSIVA, TIO SÉERGIO?
Acho que é.
E a eletrônica chegou a permear de tal forma os discos do NEW ORDER, que GILLIAN ironizou dizendo que, no LP TECHNIQUE, até os instrumentos acústicos foram “sampledos”…
Passaram por minha discoteca vários SINGLES e MAXI-SINGLES diferentes com a mesma música remixada, extendida, modificada e o escambau a quatro! Tive coisas doidas, por exemplo da BJORK, uma das seguidoras e consequência do modo de ver proposto pelo NEW ORDER e os D.Js. Na década de 1990, houve enxurrada de SINGLES E MAXI-SINGLES também em CDS.
Quando voltaram à INGLATERRA, atulhados de discos de RAP, HIP-HOP, TECHNO, ELECTRO, e outras tendências eletrônicas, entraram de cabeça neste novo mundo. E, juntos com o pessoal da gravadora FACTORY, por onde lançavam seus trabalhos, abriram a famosa e cult “FAC-51 THE HAÇIENDA”, um misto de clube e danceteria, em espaço muito maior do que havia… Tocaram ao vivo muitas vezes lá.
O MAXI-SINGLE mais vendido da história é BLUE MONDAY, do NEW ORDER, lançado em 1983. Mais de 400 mil cópias!
GILLIAN conta que foi dificílimo fazer. Os sequenciadores da época eram complicados de usar. E a programação foi feita quase item por item, nota por nota…Um trabalho imenso!
TIO SÉRGIO ousa argumentar que a música foi se tornando uma “CONSTRUÇÃO ELETRÔNICA”. Por isso, um D.J. pode operar como construtor/desconstrutor da obra de qualquer artista…
Depois do surgimento dos computadores pessoais, e dos “Smart Phones”, possibilitando facilidades que os antigos D.Js. e músicos ainda não tinham; o uso do “RECORTA-COLA-REMIXA” abriu caminho para mais outra revolução!
A tecnologia digital atomizou cada curioso, ou interessado em música e tecnologia em sua discoteca e computador. Mas, tornou possível a intervenção/desconstrução/reconstrução da própria obra e a dos outros. Pode-se, hoje, livremente criar uma nova, uma outra música e transforma-la em “AUTO-ELETROFAGIA CONTÍNUA E CONTROLÁVEL”. Porra, tio Sérgio, que “metalingualização”, heim!!!!
O box aqui postado, RETRO (Ô?), com 4 CDS, lançado em 2002, é excelente resumo do que fez o NEW ORDER. São 57 músicas, entre elas 21 SINGLES E MAXI-SINGLES; 20 faixas retiradas dos LPS de carreira; 2 de origem não especificada; e15 gravadas ao vivo. É objeto sensacional!!!
Ele está dividido em 4 “curadorias”. Isto mesmo, CURADORIAS: POP ( coisas dançáveis, alegres ); FAN: aparentemente músicas mais conceituais e elaboradas; CLUB: faixas remixadas por D.Js mundo afora; e LIVE: diversos show e épocas, selecionados por BOB GILLESPIE, do PRIMAL SCREAM, amigo e fã da banda.
Quando resolveram coligir para o box, eles acharam muito difícil chegar a um acordo sobre o quê entraria, ou não. E deixaram para amigos fãs – entre eles dois jornalistas – fazerem.
Tenho certeza que deu certo.
TIO SÉRGIO vai fazer um vaticínio: será que um dia o NEW ORDER não será também enquadrado nos PROGRESSIVOS? – PROG, na linguagem de hoje?
Explico: Entre as divisões existentes para o ROCK PROGRESSIVO estão os PROGRESSIVOS ELETRÔNICOS – TANGERINE DREAM e o KRAFTWERK, por exemplo. E como vários MAXI-SINGLES e músicas esparsas nos LPS têm alguma conotação e desenvolvimento mais viajante, climático, e elaborado musicalmente, eu não ficaria surpreso se surgisse a ideia.
Observar o CD “CLUB” deixa nítido o imenso potencial para criar longas viagens, climas e RAVES eletrônicas em disco.
E ouvindo mais atentamente as gravações ao vivo – CD LIVE -, reluz a “possível justaposição comparativa” entre os concertos ao vivo, lotados de inacabáveis improvisações, solos, e etc… de bandas dos anos 1960, tipo GRATEFUL DEAD e JEFFERSON AIRPLANE; e as longas viagens eletrônicas modernas em “RAVES” e SHOWS recheados de cores, improvisações, lisergia – e drogas, como sempre.
São tempos, modos e eventos diferentes; mas tudo é música, festa, dança, clima, curtição… Às vezes, no lugar das bandas, os DJs. E, frequentemente, ambos misturados e coesos…
Afinal de contas, se no final dos anos 1970 algum doido chegasse na BARATOS AFINS, ou na WOP-BOP, e dissesse que o SUPERTRAMP era ROCK PREGRESSIVO teria corrido sério risco de ser açoitado na PRAÇA da REPÚBLICA…
Hoje, o pessoal diz que é….e nem se discute!
POSTAGEM ORIGINAL: 18\04\2021
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M.P.B. DE QUALIDADE EM SOM “HIGH END”! “GENUINAMENTE BRASILEIRO, VOL. 1 E 2” : AUDIOPHILE RECORDS

SÃO DUAS MISCELÂNEAS COM ARTISTAS BRASILEIROS MENOS EXPOSTOS, EM REPERTÓRIOS DE QUALIDADE, GRAVADAS EM ALTO NÍVEL TÉCNICO, PELA “AUDIOPHILE RECORDS”, AQUI MESMO EM NOSSO HOSPÍCIO SOCIAL, VULGO BRASIL.
FORAM FEITAS PARA TESTAR DOIS CONCEITOS DE AUDIOFILIA DESENVOLVIDOS POR “FERNANDO ANDRETTE”, UM DOS MELHORES E O MAIS ATUALIZADO ESPECIALISTA EM EQUIPAMENTOS DE ÁUDIO E VÍDEO. ELE ENSINA COMO UTILIZÁ-LOS.
O PRIMEIRO CD, LANÇADO EM 1999, EXPÕE O “SOUND STAGE”, CONCEITO QUE PROCURA “MOSTRAR” O POSICIONAMENTO DE CADA MÚSICO, E RESPECTIVOS INSTRUMENTOS NO ESTÚDIO, NO MOMENTO DA GRAVAÇÃO. E, TAMBÉM, A “DETECTAR” OS “PLANOS” EM QUE O OUVINTE PODE PERCEBER OS SONS EMITIDOS E OUTRAS SUTILEZAS TÉCNICAS, COMO “AMBIÊNCIA”, “FOCAGEM” E “RESPIRO”, CONJUNTO IMPRESCINDÍVEL PARA UMA AUDIÇÃO MAIS PRECISA E REFINADA.
O SEGUNDO CD SAIU EM 2000, EXPÕE O CONCEITO AUDIÓFILO DE “TRANSPARÊNCIA”, OU “ORGANICIDADE”, USANDO NA OBRA DE “TOM JOBIM”. EM POUCAS PALAVRAS, “A GRAVAÇÃO “HIGH END”, ESCREVEU FERNANDO, PRECISA “PASSAR A SENSAÇÃO DA QUASE PRESENÇA FÍSICA DOS MÚSICOS NA SALA DO OUVINTE”.
ESSES DOIS CDS AJUDAM A COMPOR O IDEAL DA MÚSICA GRAVADA: A JUNÇÃO DA MAGIA COM A TECNOLOGIA. VALEM A PENA TER, CURTIR E OUVIR ATENTAMENTE.
O CONCEITO, A PRODUÇÃO, A SELEÇÃO DOS ARTISTAS, EQUIPAMENTOS DE GRAVAÇÃO, E A ORIENTAÇÃO DE REPERTÓRIO FORAM DE FERNANDO ANDRETTE; TAMBÉM EDITOR DA EXCELENTE E LONGEVA – MAIS DE 40 ANOS! – “ÁUDIO E VÍDEO MAGAZINE”, REVISTA HOJE DISPONÍVEL APENAS NA INTERNET E DE GRAÇA! PROCURE CONHECER. É MUNDO NOVO E INVEJÁVEL.
FERNANDO ENTENDE DO ASSUNTO, E TUDO FOI GRAVADO EM ESTÚDIO MONTADO NO “TEATRO ALPHA”, EM SÃO PAULO, LOCAL DE CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS EXCEPCIONAIS.
OS DISCOS REÚNEM ARTISTAS DE QUALIDADE, E ENTRE ELES ALGUNS CONSAGRADOS, COMO “JANE DUBOC”, “ANDRÉ MEHMARI”, “CÉLIO BARROS”, “NELSON AYRES”, “AMILSON GODOY”, “ULISSES ROCHA” E PAULO BELINATTI.
OS CDs NÃO SÃO CAROS; E, TALVEZ, AINDA POSSAM SER ENCONTRADOS NO NO SITE DA REVISTA.
O PRAZER DE OUVIR DÁ COMICHÃO EM COLECIONADORES, AUDIÓFILOS E MELÔMANOS PARA COMPRAR EQUIPAMENTOS MAIS SOFISTICADOS.
SÃO DISCOS QUE VALEM REALMENTE O TEMPO E A GRANA INVESTIDOS! EU RECOMENDO DE OLHOS FECHADOS E OUVIDOS ABERTOS PELA ALTA QUALIDADE ARTÍSTICA E TÉCNICA.
POSTAGEM ORIGINAL: 19\04\2018

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Ulysses Wanderley Gurgel

Eu tenho o volume 1.

Felício Torres

Sérgio, eu os comprei na época de lançamento.
Vale a pena!

Ulysses Wanderley Gurgel

Eu tenho o volume 1.

Felício Torres

Sérgio, eu os comprei na época de lançamento.
Vale a pena!

“NUGGETS” – ROCK DE GARAGEM AMERICANO DOS ANOS 1960: ESSENCIAL E CULT

AS SÉRIES AQUI POSTADAS TÊM ORIGEM, OU INSPIRAÇÃO, EM UM VINIL DUPLO LANÇADO NA DÉCADA DE 1970. AS FAIXAS FORAM COLIGIDAS POR “LENNIE KAYE”, NA ÉPOCA JORNALISTA; DEPOIS, GUITARRISTA DA BANDA DA COMPOSITORA E CANTORA PATTI SMITH; E UM RELEVANTE ESCRITOR SOBRE A CULTURA POP.
FOI A PRIMEIRA PESQUISA HISTÓRICA DO “FUNDÃO DO ROCK”; DAS COISAS QUASE “LOW-FI”, GRAVADAS POR BANDAS E ARTISTAS DESCONHECIDOS, ESPALHADOS AMÉRICA ADENTRO.
“TIO SERGIO” TRAZ PARA VOCÊS O FABULOSO SUB-MUNDO DO “GARAGE ROCK”, DA “PSICODELIA” E DO “SUNSHINE POP”. O FINO DO FINO AMPLIADO E OFERECIDO EM EDIÇÕES ADEQUADAS PELA “RHYNO RCORDS”, NO FINAL DOS ANOS 1980 E DURANTE OS 1990.
A SÉRIE “NUGGETS” FOI A PRIMEIRA A SER RELANÇADA. OS TRÊS CDs. BATISADOS POR “CLASSICS FROM THE PSYCHEDELIC SIXTIES VOLUMES 1,2 e 3”, SÃO CARTÕES DE VISITA RELUZENTES! VOCÊS DEVEM COLOCAR NA DISCOTECA.
OS REPERTÓRIOS FASCINANTES FORAM AMPLIADOS PELA SÉRIE “SUMMER OF LOVE”, EM DOIS VOLUMES, LANÇADOS EM 1992.
O PRIMEIRO DELES, INTITULADO “MIND EXPANSION & SIGNS OF THE TIME” É, DIGAMOS, MAIS “CONSCIENTE” E “REFLEXIVO”: TEM “ELECTRIC PRUNES”, “STRAWBERRY ALARM CLOCK”, “CHOCOLATE WATCH BAND”, “LOVIN’ SPOOFUL”, ” THE BYRDS” E OUTROS IMENSOS – E, TAMBÉM, ALGUNS NÃO AMERICANOS…
O SEGUNDO DISCO É MAIS “OBA-OBA”, E TRAZ CANÇÕES DE AMOR E DE AFETO CONSAGRADAS, COMO “SAN FRANCISCO” DE SCOTT McKENZIE; “GET TOGETHER”, COM OS YOUNBLOODS; “GROOVING” E “THE RAIN, THE PARK & THE OTHER THINGS”, RESPECTIVAMENTE COM “THE YOUNG RASCALS” E OS “COWSILLS”. E UM MONTÃO DE HITS E OUTRAS DELÍCIAS DO “FLOWER POWER”…
AS “PEPITAS” FORAM EM PARTE REPETIDAS E AMPLIADAS EM QUATRO CDS, NO LUXUOSO BOX “NUGGGETS”, ACOMPANHADAS POR LIVRETO EXPLICATIVO, COM FOTOS E MUITO MAIS; E OUTRAS COISAS INÉDITAS VIERAM À LUZ.
E NÃO FALTAM OS JÁ CITADOS; E AINDA TEMOS “SEEDS”, “OUTSIDERS”, STANDELLS”, “13TH FLOOR ELEVATORS”, “COUNT FIVE” , E ATÉ OS “HUMAN BEINZ”- QUE ERAM ÓTIMOS “GARAGEIROS – PSYCHS”! E FORAM LANÇADOS COM “NOBODY BUT ME”, SUCESSO RETUMBANTE NOS BAILES DA DÉCADA DE 1960 EM DIANTE – E FOREVER AND EVER!!!
EU COLECIONO AQUELES TEMPOS IDÍLICOS E MAGNIFICOS! HOJE HÁ INCONTÁVEIS DISCOS ESPALHADOS COSMO ADENTRO, PRESERVANDO AS MÚSICAS E A PRODUÇÃO DE UMA ÉPOCA MARCANTE E SIGNIFICATIVA.
MAS SINTO FALTA DE OUTROS ARTISTAS, E DE CANÇÕES QUE SAÍRAM NO BRASIL, E NÃO VI “PELAÍ”: “THE OX BOW INCIDENT”, COM LOVE SWEET LOVE, COMPACTO QUASE DESTRUÍDO DE TANTO TOCAR! “THE PLASTIC PEOPLE”, EM “IT’S NO RIGHT”, PRODUZIDO PELO “CULT” “CURT BOETTCHER”; “IF I NEVER LOVE AGAIN”, EXCELENTE LADO B DE SINGLE DE ALGUM SUCESSO DO GRUPO “THE LOOKING GLASS”
EM 1967, OUTRO “MEGAHIT” FOI “BEND ME SHAPE ME”, COM “THE AMERICAN BREED” – AO QUE PARECE, JAMAIS CEDIDO PARA COLETÂNEAS!!! E INCLUO UMA VELHA SISMA: “I SEE THE LIGHT”, LADO B DO HIT SINGLE “A LITTLE BIT OF SOUL”, GAVADO POR “THE MUSIC EXPLOSION” – MISTO DE BUBBLEGUM E “GARAGE ROCK” NO TOP DO CONCEITO!
O “ROCK MOLEQUE” DE VERDADE MORA POR AQUI. “LOW-FIS” AUTÊNTICOS E IMPRESCINDÍVEIS; PAIS ESPIRITUAIS DOS “PUNKS”, DOS “GRUNGES” E DE OUTRAS TENDÊNCIAS QUE EXPUSERAM SUAS GARRAS!
ASSIM, “TUDO O QUE VOCÊS QUERIAM SABER SOBRE O “PRÉ-SAL” DOS ANOS 1960, E NÃO SABIAM COMO PERGUNTAR”, “TIO SÉRGIO” MOSTRA NESSES COMPÊNDIOS EXAUSTIVOS E BEM DOCUMENTADOS!
É MATERIA PARA “VESTIBULAR, E ATÉ DE PÓS GRADUAÇÃO, EM ROCK’N’ ROLL”. TRECOS E COISAS DESLIZANTES NAS DOBRAS DO TEMPO-ESPAÇO.
VIAJEM!
POSTAGEM ORIGINAL: 17\04\2020
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PHIL SPECTOR: PARANÓICO, PSICOPATA, TORTURADOR, ASSASSINO… E PRODUTOR GENIAL!

Será que é possível em um só cara este “conglomerado de qualificativos”?
Provavelmente, sim! Porque o indivíduo é o “compósito” peculiar das qualidades e defeitos; emoção e razão; loucura e sanidade; o bem e o mal, o maléfico e o bom; mais a biologia e o ambiente social…
E esse agregado faz sentido. A coerência é presumida em torno do que se sabe sobre cada pessoa. É explicável partindo de cada história, atos e suas consequências.
Indivíduos são únicos e constroem vidas únicas e perspectivas próprias, dentro de um psicológico exclusivo, que não dá para repetir. O resultado é mensurável; mesmo que imprevisto e imprevisível.
PHIL SPECTOR era um indivíduo especial. Por suas boas qualidades ou a falta delas. Virou um astro combinando “si mesmo” ao que realizou profissionalmente. Parte de seu legado é glorioso! Mesmo quando sob influência do monstro repulsivo que foi!
Aliás, vamos combinar: no POP há várias criaturas repugnantes. MARVIN GAYE era de tal maneira intratável, que seu pai o assassinou com tiros na cara! ROY BUCHANAN matou a própria mãe. LINDOMAR CASTILHO assassinou a esposa por puro machismo, já em época de plena contestação a tais, hummmm… atributos masculinos…
PHIL SPECTOR assassinou LANA CLARKSON, em 2003, e pegou prisão perpétua, em 2009. Morreu aos 81 anos. Era um doido completo; e portador de transtorno de personalidade psicopata. Sujeito asqueroso!
Enfim…
Não seguirei cronologia.
Em 1977, PHIL SPECTOR assistiu a show dos RAMONES no WHISKEY A GO GO, em Los Angeles. Gostou de verdade, e ligou para JOEY RAMONE. Disse a ele que poderia transformá-los na maior banda de ROCK do mundo!
Pô, é claro!!! JOE ficou entusiasmado!
Os RAMONES já estavam à procura de alternativas. Então, por que não tentar com um dos grandes produtores da História?
Eu suspeito que PHIL SPECTOR percebeu que os RAMONES eram excelentes em seus acordes básicos. E a SONORIDADE da BANDA era perfeita para o mantra que pregava: a “VOLTA AO “MONOAURAL”
O “WALL OF SOUND”, a grande criação de SPECTOR, não pode ser conseguido em STEREO. Eu explico mais à frente.
Breque. ( mas deixa o samba pra lá… )
Vocês assistiram ao filme sobre a vida de PHIL SPECTOR, depois de ter matado com um tiro na boca
LANA CLARKSON – que havia descolado em um bar, em 2003? Andou passando no HBO, eu acho.
A resposta pra quase tudo está na “tela”. Em cena qualquer, simplesmente manda uma banda continuar tocando indefinidamente no estúdio da casa dele. Um músico reclamou. E SPECTOR deu “dois tiros” no teto!!!!
Ele sempre tratava os músicos e os contratados na porrada, aos palavrões, ou ameaçando com armas!
Era um PSICOPATA!
Os RAMONES aceitaram e a gravadora contratou PHIL SPECTOR. No GOLD STAR STUDIO, onde as mágicas aconteciam, ele obrigou os RAMONES a ensaiarem exaustivamente! Colocou os amplificadores acima de 130 decibéis, e o barulho era tal que eles só se comunicavam via gestos!
Em certo momento, depois de mandar JOHNNY RAMONE repetir por horas o acorde de abertura de “ROCK AND ROLL SCHOOL”, o guitarrista deu um basta. PHIL tentou evitar na marra que ele abandonasse tudo. Rolou “bacobufo”, e JOHNNY perguntou, “O que você vai fazer? Atirar em mim?”
o nome daquilo é TORTURA!!!
A gravadora, empresário, banda e SPECTOR se acertaram. E o disco “END OF CENTURY”saiu em 1978. Apesar do imenso desgaste, os RAMONES disseram que a participação do produtor foi “cosmética”! Vale a pena ouvir algumas faixas para constatar – ou não…
Se vocês quiserem saber como SOM MONAURAL pode ser impactante, voltem a 1968 e procurem a versão para o SINGLE de “I CAN SEE FOR MILES”, do THE WHO. É demolidora!!! Os RAMONES jamais conseguiram atingir tal impacto..
PHIL SPECTOR foi consagrado por um histórico de realizações que dificilmente serão repetidas. Coproduziu com bons resultados para os BEATLES, LENNON, HARRISON, LEONARD COHEN, YOKO ONO… e algum etc….
Mas nada que se comparasse ao que fizera no passado. E nem poderia…
Em sua carreira, SPECTOR produziu, entre 1958 e 2003, vinte e três álbuns, e mais de 50 SINGLES de sucesso.
Gravou IKE & TINA TURNER, por exemplo. Lançou grupos vocais femininos de muito sucesso, como as CRISTALS. Produziu as RONETTES, banda onde cantava sua futura mulher, RONNIE SPECTOR. Que era mantida presa em casa, vítima de outro escândalo que protagonizou em sua vida.
Aliás, o nome disso é PARANÓIA!
Entre as produções espetaculares de PHIL SPEKTOR está a dupla THE RIGHTEOUS BROTHERS. O grande HIT “UNCHAINED MELODY”, de 1966, foi escolhido para tema do filme GHOST.
E o clássico supremo, “YOU´VE LOST THAT LOVIN FEELING”, em 1965 foi sucesso tão grande, que desbancou YESTERDAY, dos BEATLES, do topo das paradas! E tornou-se a música mais tocada na AMERICA, durante o século XX! Ahhh, são dois exemplos perfeitos do uso da técnica do WALL OF SOUNDS.
SPECTOR entrou para o ROCK AND ROLL HALL OF FAME, em 1989, pelo conjunto da obra artística. Era bom pianista, e curiosamente, produziu muito POP romântico, um contraponto notório com sua personalidade – muito além de um PUNK, digamos!
O ESTÚDIO E A MÁGICA
“THE WALL OF SOUND” é uma técnica de gravação para capturar músicas gravadas ao vivo, em meio ao “caos e a saturação sonora”. O som “saltava ao redor do estúdio em meio à bagunça sonora e a riqueza de sobre tons gerados” – descreveu um músico. É um jeito, técnica, para criar e manipular o eco.
O GOLDEN STAR RECORDING era estúdio muito pequeno. E PHIL SPECTOR juntava 36 músicos, todos muito próximos, impossibilitando a captação individual do som de cada instrumento .
Ele usava simultaneamente 4 guitarras ou mais; 4 pianos e teclados; 2 baixos – sendo um deles elétrico. Além de naipes de metais, coro, e se preciso, cordas. Tudo junto e ao mesmo tempo na hora!
PHIL SPECTOR trabalhava sempre com o mesmo grupo de músicos. O famoso WRECKING CREW, responsável por milhares de gravações de artistas como os BEACH BOYS, e os RIGHTEOUS BROTHERS…
Pertenciam ao grupo gente como a cantora CHER, que fazia BACKING VOCALS, e o guitarrista, cantor e compositor GLEN CAMPBELL. Inclusive dois dos mais perfeitos músicos de estúdio da História: o baterista EARL PALMER, e a baixista CAROL KAYE.
Resumindo, formavam constelação de craques talentosos e experientes. E SPECTOR os fazia ensaiar exaustivamente antes de gravar. Sadismo, é claro!
Um dos músicos frequentes era o saxofonista NINO TEMPO, que gravou com a cantora APRIL STEVENS, em 1962, talvez o primeiro grande HIT de sensualidade explícita: “TEACH ME TIGER”. Foi bem antes de JANE BIRKIN e SERGE GAINSBOURGH lançarem “JE T’AIME ”, em 1965.
TEMPO contou que o objetivo de PHIL SPECTOR era cansar os músicos de tal forma, até que produzissem massa sonora compacta, onde a individualidade ficasse dissolvida no todo!!!
Era a TORTURA e o abuso como instrumentos de arte!!!
PHIL SPECTOR tratava pessoas como coisas; andava armado e ameaçando quem não fizesse o que ele ordenava!
O grupo tocava em conjunto, em volume altíssimo, que era gravado por microfones espalhados pelo teto, e pelo estúdio. Os sinais, durante a gravação, eram “transmitidos” para uma “câmara de eco, digamos “natural”, no SUB SOLO DA SALA DE GRAVAÇÃO – que também era. equipada com microfones e caixas acústicas!!!!!!!!!!!!
Lá embaixo se formava uma “saturação” de FEEDBACK retransmitida em tempo real ao estúdio, em cima, onde se juntava ao que estava sendo produzido na hora pelos músicos. O resultado era captado no gravador AMPEX 350, na cabine de controle.
Essa “MAGIA ACÚSTICO -TECNOLÓGICA” era o segredo do MURO DE SOM. E, se o TIO SÉRGIO entendeu corretamente, o produto gravado era “um bombardeio sonoro espesso” que mais ou menos voava, por causa do eco gerado!
Na sala de gravação, o engenheiro de som, LARRY LEVINE, organizava a captação, e PHIL SPECTOR dava seus toques finais.
Em rápido resumo, a sonoridade captada só era possível em um estúdio com tais características. E, muito importante: a TÉCNICA DO “WALL OF SOUND” SÓ ERA EFICAZ EM SUA PLENITUDE NAS GRAVAÇÕES EM MONOAURAL! Não fazia sentido separar tal massa sonora em STEREO, porque perdia o ECO e a FORÇA. Daí a pregação de SPECTOR PELA VOLTA AO “MONO”.
Remasterizar as coisas que PHIL criou é muito difícil de fazer. Um dia, quem sabe, a gente veja tentativas por aí…
POSTAGEM ORIGINAL: 15\04\2022
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ROBERT JOHNSON & SEGUIDORES: BLUES CLÁSSICO E SEMINAL

A minha edição da obra de ROBERT JOHNSON não é a clássica e definitiva em CDs que inspirou, para não dizer ditou, as capas internas deste CD triplo do guitarrista inglês PETER GREEN, “ME & THE DEVIL”.
O exemplar do TIO SÉRGIO foi “exarado” – huummm!!!! lá fui eu de “metonímia” – do mesmo álbum lançado na década de 1960, também pela COLUMBIA RECORDS, chamado KING OF THE DELTA BLUES SINGERS. Para mim, é o suficiente; e tem visual menos lúgubre.
Porém, o que eu gostaria, mesmo, é de poder pagar a edição em VINIL, feita há uns vinte anos, trazendo as cópias das edições “originais” em 78RPM, gravadas entre 1936 e 1937, que foram feitas em “GOMA LACA”!!!!
A edição que urro de volúpia para obter está na foto abaixo, à direita: “THE COMPLETE ORIGINAL MASTERS: CENTENNIAL EDITION” é composta por 12 similares, em vinil de dez polegadas, em 45RPM , com as 24 gravações originais que sobreviveram.
Nos discos, há reprodução dos selos das gravadoras originais! E foram acondicionados em CAIXA de MADEIRA, verdadeira obra prima, com BOOK expondo e explicando quem foi o negão, OOOPPSSS, o PRETÃO!!!! Garantem pelaí que a qualidade do som é excelente.
Mas nem sonhar, tio SÉRGIO! não é pro teu bico!
Música e artes, como tudo na vida, são mais bem definidos por seu contexto. Na perspectiva de um ouvinte de JOHNSON, hoje, a sonoridade é rascante e básica demais. Música radical – de raiz, claro – e genuína. Então, voltar ao mestre foi penoso.
Porém, a maioria de nós teve acesso a ele via a turma do ROCK. E ROBERT JOHNSON é inspiração principalmente para guitarristas. A versão ao vivo de CROSSROADS, feita pelo CREAM em 1967, é de longe a mais progressiva, pesada, verdadeira e expressiva da obra do VELHO MESTRE !
Quase todo guitarrista de BLUES/ROCK que se preze, abordou e tentou tocar algo de JOHNSON. Aqui, um álbum triplo de PETER GREEN e seu EXPLINTER GROUP, interpretando ROBERT. GREEN, era guitarrista de alta inventividade e técnica. Mas cantor sem qualquer inspiração. Mesmo assim, é artefato interessante para ser ouvido, possuído e colecionado.
Em minha opinião, entre os ingleses é ERIC CLAPTON o mais afinado com a intenção de JOHNSON, seu jeito de cantar, e o uso da guitarra. São de ERIC as melhores versões e arranjos a que tive acesso.
Há um vídeo/documentário onde CLAPTON mostra poster de JOHNSON, e observa o tamanho dos dedos do negão, quando postos no braço da guitarra !
Impressionantes!
Corolário irreverente do TIO SÉRGIO: ainda bem que ROBERT JOHNSON foi músico, e não UROLOGISTA… Não consigo imaginar o estrago que o “DR.” causaria em seus pacientes realizando um exames de próstata!
Melhor continuar ouvindo a música que ele compôs…
POSTAGEM ORIGINAL: 01042022

PRESTIGE RECORDS STORY- 1949/1971 – BOX SET – IMPERDÍVEL

É interessante observar o capitalismo democrático, onde a maioria decide pelo voto os destinos políticos de um país. Um contraponto curioso aos milhões de pequenos, médios a grandes empreendedores, quase autocracias que tocam os negócios orientados pela visão de seus donos.
Assim é a democracia liberal. Onde prevalece a liberdade individual e de empreender. Sem a iniciativa privada seria impossível a criação de gravadoras como a PRESTIGE, VERVE, BLUE NOTE, ECM, TRAMA, BISCOITO FINO, DISCOBERTAS, entre muitas e muitas várias. É a diversidade equilibrando a concorrência, opiniões e poderes. E é tão importante quanto a criação e a criatividade dos artistas.
GRAVADORA “BOUTIQUE” de alto nível, a PRESTIGE foi criada em Nova York por BOB WEINSTOCK, um colecionador de discos – claro, como sempre! -, que aos 20 anos de idade vislumbrou a chance. Começou gravando e prensando os discos, inicialmente vendidos pelo correio. Depois, virou também lojista.
Ler os livretos dessas coleções é uma delícia!
Este, por exemplo, vai fundo em poucas páginas, e recorda engenheiros, gente do marketing, funcionários e os vários que fizeram a gravadora prosperar em ESTADO DA ARTE.
É difícil saber o que é melhor no catálogo artístico. Se os “LEADERS”, gente como COLTRANE, MILES, GENE AMMONS. Ou os “SIDERS”, músicos em nível de ART BLAKEY, KENNY BURRELL, PERCY HEATH, e incontáveis!
Todos por lá militaram nos 21 anos de existência da gravadora; e até que o “selo” fosse vendido para a “FANTASY RECORDS”. Daí em diante, ganhou o mundo através de reedições diversas e imprescindíveis!
WEINSTOCK orientou o estilo para o “HARD-BOP”, e o que foi descrito como “DISTINCTIVE BOP”, fronteiras com a “VANGUARDA” de gente como ERIC DOLPHY. E foi fundo no “SOUL – JAZZ” revelando organistas da estirpe de GROOVE HOLMES, JACK MCDUFFY e SHIRLEY SCOTT. É tudo feito com muito balanço, e festeiro até hoje!
BOB WEINSTOCK, gravava e gostava de “JAMS-SESSIONS”; incentivava a espontaneidade e a “SELF-EXPRESSION ESTILÍSTICA”, digamos.
Por isso, há poucos takes alternativos nas gravações. Gravaram pouquíssimos cantores e cantoras. Curiosamente…. Mas, lá estiveram ETTA JONES e ANNIE ROSS.
A PRESTIVE gravou MOSE ALLISON – um dos inovadores do vocal “JAZZY”, como CHET BAKER e JOÃO GILBERTO. Em resumo, alta classe eternizada em conta-gotas nas coleções de quem gosta.
Este BOX tem um pouco de todos, e abre apetites e ouvidos. E cada CD traz a estampa e a evolução dos selos originais.
É muito legal de ouvir e ter!
Recomendo pra valer!
POSTAGEM ORIGINAL: 13\04\2020
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PINK FLOYD, ROGER WATERS & DAVID GILMOUR: E A PASSAGEM PARA O ALÉM.

Eu tenho um grande amigo que não gosta de ser identificado e não frequenta as redes sociais. O FÁBIO compra somente CDs de altíssimo nível técnico e artístico.
É grande colecionador de vinis originais de ROCK and ROLL e DOO WOP. E de ROCK CLÁSSICO principalmente das décadas de 1950, 1960, e 1970. O FÁBIO repassa para mim CDS que não gostou por quaisquer motivos. Nossas coleções batem em vários sentidos, e discrepam em outros.
Há pouco tempo fiquei com dois CDS bastante curiosos; tanto pelos artistas com a qualidade técnica das edições. Não tenho nenhum disco solo de “ROGER WATERS”, o ex – baixista do PINK FLOYD. Nunca prestei muita atenção a ele. Porém, e como sempre, foi oportunidade imperdível. Portanto;
O álbum é bastante famoso, e foi lançado originalmente em 1992: “AMUSED TO DEATH” é bem gravado, como se esperaria. A edição é JAPONESA da SONY MUSIC, em BSCD2 – tecnologia de ponta, em 2015, ano deste relançamento.
Aqui, vale uma pequena digressão:
O “PINK FLOYD” sempre foi banda ligada à VANGUARDA. Desde os SINGLES no início de carreira, em 1967, ainda com SYD BARRETT, na guitarra; até o último álbum, THE ENDLESS RIVER, 2014, álbum quase todo instrumental, com DAVID GILMOUR, na guitarra; NICK MASON, bateria; e RICHARD WRIGHT nos teclados, os quatro remanescentes originais do grupo.
A banda sempre esteve imersa no ROCK PROGRESSIVO que, paulatinamente, foi se tornando menos experimental, e parte do “MAINSTREAM”. É quase NEW AGE, mas ainda o PINK FLOYD…
Eles cresceram artisticamente fazendo algumas trilhas sonoras para filmes, onde o deixar correr solto era típico do ROCK PSICODÉLICO da década de 1960; que marcou o trabalho do grupo daí em frente – e para sempre.
Eu identifico um ponto de fissura que se alargou para a definitiva separação de ROGER WATERS dos restantes: foi o álbum duplo UMMAGUMMA, de 1969. Há um disco ao vivo. E o disco de ESTÚDIO foi dividido em quatro partes, para cada um fazer o que desejou. Lá, a participação de WATERS é bem diferente da proposta dos outros três. Mais verborrágica…. e, talvez, indicativa do que veio a fazer na carreira solo.
“ZABRISKIE POINT”, lançado em 1970, é trilha sonora feita para o cineasta MICHELANGELO ANTONIONI, e foi a ignição para a banda desenvolver ideias aplicadas em “ATOM HEART MOTHER”, 1970 e “MEADOWS”, 1971; e para explodir em 1972, com “DARK SIDE OF THE MOON”, o CULT CLÁSSICO imprescindível. Um quarteto reluzente!
A partir daí, instalou-se o conflituoso e instável caminho para o estrelato, fama, e FÃ CLUB universal. E apesar de terem lançado comparativamente poucos discos, em carreira de bem mais de 55 anos – um feito épico!
Seja como for, ROGER WATERS manteve a mística e o sucesso compondo quase integralmente “THE WALL”, “THE FINAL CUT” e “ANIMALS”. Depois que patiu, em 1984, o PINK FLOYD nunca mais reluziu.
Com todo esse passado, fiquei surpreso por “AMUSED TO DEATH” ser um disco tão previsível. Ouvi-lo, em minha opinião, é perceber músicas que soam semelhantes; construídas da mesma forma. A criatividade é restrita – foi o que achei…
Na maneira de tratar as melodias há um quê proeminente de BOB DYLAN. E o vocal ressoa algo do pior DAVID BOWIE. ROGER é cantor de pouca inspiração. E o álbum é sonolento, apesar da participação de JEFF BECK e outros iluminados – que estão “foscos”.
A edição especial japonesa de “RATTLE THAT LOCK”, 2015, de DAVID GILMOUR, é um primor! Há CD + DVD convencional gravados em BSCD-2, a tecnologia da SONY MUSIC para alta qualidade. A sonoridade vale o disco.
É um BOX com dois LIVRETOS: em um deles estão as letras e ficha técnica, em inglês; No outro, há o poema PARADISE LOST de JOHN MILTON. E contém texto em japonês explicando tudo – presumo -; uma palheta de guitarra exclusiva e belíssima; e mais alguns acessórios. O BOX é um luxo só!!!
O disco é bom; escorreito e enxuto; e a produção é muito bem feita. Mas é PROG moderno e convencional, pontuado por algum FOLK, um “quase-JAZZ”; e a guitarra de GILMOUR, identificável há mais de 50 anos… É bem melhor do que o de ROGER WATERS.
Estão com ele PHIL MANZANERA, ROGER ENO, DAVID CROSBY, JOOLS HOLLAND, e outros. Ahhh, não vou apresentar os caras… É disco agradável, e diferente do seu primeiro, também aqui postado.
Tudo considerado, passear por essas duas obras, de dois caras tão significativos, é muito interessante.
Porém, a cada dia está mais nítido que ambos estão a caminho do acostamento. Afinal, fazem parte de uma geração em despedida. Eu, eles, e vários de vocês estamos a caminho do “bote” que nos levará a fazer a passagem….
A “FINAL CUT”, nesse “ENDLESS RIVER”, que é A EXISTÊNCIA!
POSTAGEM ORIGINAL: 09\04\2022
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JOHN LYDON & P.I.L. – PUBLIC IMAGE LTD. THE METAL BOX, 1979 – A EVOLUÇÃO ARTÍSTICA DE UM CRIATIVO DIFERENTE!

Eu sempre quis ter esTe disco. Uns trinta anos atrás, consegui uma cópia em vinil com a embalagem metálica em mau estado. Eram três LPs de 12 polegadas, em 45RPM. Tempos depois, passei para frente… Eu havia aderido aos CDS – fazer o quê!
Agora, comprei a edição japonesa com três CDs, como a original em vinil. É muito bem remasterizada. A produção gráfica deixa a desejar, porque o texto só vem escrito na língua de nossos irmãozinhos de olhos puxados… Escutei vários dias para tentar escrever alguma coisa que valha a pena.
Gostei. É obrigatório reconhecer que JOHN LYDON melhorou enquanto artista e profissional. Foi criando obra consistente e diferenciada.
Mas confesso que mal sei por onde começar a falar sobre o ex-ROTTEN e sua aventura artística; sua mística e fama nada recôndita no UNDERGROUND da música; e de sua importância para o ROCK após o advento do PUNK. JOHN LYDON, com o P.I.L. – “PUBLIC IMAGE LIMITED” – é considerado o iniciador do PÓS – PUNK, em 1978.
Mas TIO SÉRGIO, o que é esse tal de PÓS-PUNK?
É vasto Universo expandido abarcando variadas tendências que se entrelaçam, contradizem e reafirmam. E talvez bastasse dizer que da NEW WAVE, passando pelo TECHNOPOP, ROCK INDUSTRIAL, MÚSICA EXPERIMENTAL ELETRÔNICA, ROCK ALTERNATIVO, e até o GRUNGE, é tudo obviamente PÓS-PUNK.
E LYDON, com o P.I.L, flerta inclusive com sobreviventes meio tortos do KRAUTROCK – tipo o “CAN”; e remanescentes do PROGRESSIVO como “PETER HAMILL” e o “VAN DER GRAAF GENERATOR”. E não deixar de lembrar do “KING CRIMSON”, cujo álbum RED foi encontrado no CD player de KURT COBAIN – o “GRUNGE” primordial com o NIRVANA -, quando ele suicidou-se. De certa forma, todos de algum modo foram aliciados para orbitar o PÓS-PUNK, esse “AMPLO RÓTULO RELUZENTE”!
Você tá maluco de vez, TIO SÉRGIO?
Acho que não. Mas muita gente sustentaria que sim… Eu só exponho a controvérsia.
Estão na formação da música do “P.I.L” desde o “CAPTAIN BEEFHEART”, lascas de “ALICE COOPER”, e “JOHN CALE” do VELVET UNDERGROUND. E tudo amalgamado ao GOTHIC ROCK; e com levadas do REGGAE, e coisas de WORLD MUSIC distorcidas via o guitarrista NICK SCOPPELITS; e baixistas alternativos como BILL LAZWELL, e JAH WOBBLE – com seu ritmo e andamentos marcantes e repetitivos.
E para arrematar, tudo bem azeitado por “DANCE MUSIC MEIO TRIBAL”, misturada nessa “fritada” ROCK do “suis – generis” estilista da guitarra, KEITH LAVENE: som cortante até os nervos, feito bisturi; e pontiagudo – penetrando no ouvido feito agulha!
Tudo isso junto, misturado – e às vezes, não – embalando as letras de LYDON, por ele cantadas de maneira peculiarmente estudada e – pasmem!!! – “afinada”: porque cheio de estilo e personalidade, controlando as dissonâncias, interpretando e dando sentido ao trabalho da banda – que é boa e sustenta o criativo e controlado caos gerado!
Pra tentar resumir de outro jeito, fiz um apanhado de conceitos e adjetivos usados para definir a música do “P.I.L”: DARK, ANSIOSA, RITMICAMENTE REPETITIVA, FRIA, AVANT – GARDE, DISSONANTE, ABSTRATA, NIILISTA, SARCÁSTICA, HIPNÓTICA, RUDE, ETÉREA, MISTERIOSA, CATÁRTICA e NOTURNA!”
Deu pra sacar?
Provavelmente, porra nenhuma! Ou, quem sabe… alguma coisa se depreenda nessa maçaroca diferenciada e cativante…
JOHN LYDON levou o grupo em um crescendo de fama e performances pelos primeiros quatro discos do P.I.L. Depois, ele e banda ao tentar fazer o quinto, chamado de simplesmente ALBUM, se desentenderam. E como havia mais grana para produzir, LYDON saiu do alternativo geral e contratou gente famosa e craque:
GINGER BAKER e TONY WILLIANS na bateria. STEVE VAI, na guitarra e LEON SHANKAR, violino. E junto com BILL LAZWELL, na produção e no baixo, gravaram rapidamente o disco. Ninguém foi creditado nos encartes ou capas, mas todos ganharam bem…
O álbum ficou espetacular!
LYDON já passou dos 70 anos. Esteve com a mesma mulher, a ex -modelo NORA FORSTER de 1979 até 2023, quando ela morreu de ALZHEIMER com 80 anos de idade. Ele deixou de fazer shows durante dois anos para cuidar dela. É um cara ético. Pouco depois, seu empresário e amigo desde o começo, JOHN “RAMBO” STEVENS, também morreu, o que o pôs fora de rumo.
Li coisas surpreendentes para um indivíduo tido como drogado e maluco… O se sabe de verdade, é que fuma loucamente; bebe cerveja LAGER, e torce para o ARSENAL. Ele pode ser muita coisa, mas irracional e ingênuo não é!
No decorrer da vida, mostrou ser excelente relações públicas, muito esperto, inteligente, e pessoa comunicativa. Ficou íntimo do tecladista KEITH EMERSON, um suposto antípoda. Foram vizinhos na Califórnia. E ele foi dos primeiros a chegar para o ver o amigo que havia se suicidado.
Aliás, ao contrário da maioria dos PUNKS, LYDON permanece um eclético e antenado amante de música. Gosta de COLTRANE, adora MILES DAVIS, os citados que o influenciaram; entre muitos e muitos outros. E aprecia RAY DAVIS, NEIL YOUNG e BRYAN FERRY. Sua coleção de discos é imensa, e segundo ele, impossível de transportar de LONDRES, onde tem uma casa, para a MALIBU, na Califórnia, onde passou a morar.
LYDON está em plena atividade. Eu o assisti com a banda no YOUTUBE, não muito tempo atrás. Entrou na “vibe” de seus pares de geração, THE CURE, SIOUXIE, NEW ORDER, etc… no mesmo tipo de som, algo “PROG” que, no caso dele, faz todo sentido estético.
Fofocas também são parte da fama. Li que a sua fortuna é imensa! Seu ativo seria de 245 milhões de dólares: perto de um R$ 1 BILHÃO E MEIO DE REAIS!!! mais ou menos. Você leu corretamente! hummmm!!!!!
Devemos acreditar? Eu tenho dúvidas!!!!! Anos atrás, ele perdeu ação contra os SEX PISTOLS, porque se opôs a licenciar as músicas da banda para uma série feita sobre eles… Ainda assim, faturou $ 5 milhões de dólares com a cessão…
E, se ROBERT SMITH ( THE CURE ) muito mais ativo e famoso, e de carreira contínua e bem sucedida teria um ativo de $ 44 milhões de dólares… O salto cósmico na riqueza de LYDON cheira improvável… Mas, vai saber, né! Por que ele mentiria, atraindo o fisco contra si mesmo?
Enfim, este é o JOHN LYDON, um artista e homem um tanto longe do que aparentava ser! Eu recomendo que ouçam esse rebelde surpreendente! O interesse pela obra dele vem aumentando. Vale tentar.
POSTAGEM ORIGINAL: 06\04\2024
Pode ser uma imagem de texto que diz "Metal M PiL PiL"

MOODY BLUES – TO OUR CHILDREN´S, CHILDREN´S, CHILDREN – THRESHOLD – 1969 .

A SAGA CRIATIVA E TÉCNICA DE MIKE PINDER
Postei dois exemplares que possuo desta obra encantadora. A EDIÇÃO JAPONESA em SHMCD, lançada em 2008. E a EDIÇÃO DUPLA de LUXO americana, de 2006, contendo um CD com a remasterização do STEREO original. E o segundo, SUPER-ÁUDIO CD em SURROUND MULTI-CANAL. As duas são muito boas. Porém, tendo a preferir o STEREO ORIGINAL. Questão de gosto.
É um ALBUM CONCEITUAL, EXPERIMENTAL E TREMENDAMENTE POP! E sucedeu “A THRESHOLD OF A DREAM”, 1969, outro LP de sucesso como os anteriores “DAYS OF FUTURE PASSED”, 1967; e “IN SEARCH OF THE LOST CHORD”, 1968.
Esta semana, a nave ARTEMIS viajou aos arredores da LUA, mais de 57 anos depois do desembarque da APOLO 11 no satélite terrestre. Aliás, foi a viagem que inspirou os MOODY BLUES para criar “TO OUR CHILDRENS CHILDRENS CHILDREN”. A realização do álbum é um show de tecnologia de estúdio, qualidade na gravação, de talento artístico, e de performance da banda como um todo.
Para a primeira faixa, “HIGHER AND HIGHER”, a NASA emprestou a gravação do SOM do lançamento do foguete. Mas o grupo achou de baixa qualidade para ser usada em um disco. E refizeram tudo em estúdio. Trabalho magnífico!
MIKE PINDER é o destaque conceitual do DISCO. Ele pilota o MELOTRON e o ÓRGÃO com milimétrica competência. O tecladista original da banda foi um magnífico construtor de “CLIMAS SONOROS!”
O som do ÓRGÃO nos passa a nítida sensação do arranque e a subida da APOLO 11; recria o aumento de velocidade; o alcance da altitude, e até atingir o silêncio no espaço. E PINDER trabalha e pontua com o MELOTRON o tempo todo as diversas etapas desse viagem etérea e fantástica.
No decorrer do Long Play há momentos de música e sons pesados; outros leves, oníricos, românticos. Foram emulados até o suposto andar dos astronautas fora da nave, no espaço. Percebe-se a velocidade, as mudanças de ritmo; a calma, e a sensação de paz. Tudo bastante expressivo e sugestivo.
PINDER cria uma narrativa sólida na base das músicas, que incentiva a performance instrumental coletiva. Principalmente a diferenciada e aclamada harmonia e qualidade vocal da banda. Todos sabem cantar – e muito bem: o guitarrista JUSTIN HAYWARD, o flautista RAY THOMAS, MIKE PINDER, e o baixista JOHN LODGE. O baterista GREAME EDGE geralmente declama os textos e as poesias, frequentes nas composições do grupo dos MOODIES.
TO OUR CHILDREN… é um disco experimental melodioso; coeso e bonito. Às vezes resvalando para o excesso de “açúcar”…
Eu tenho certeza de que os criadores da “NEW AGE MUSIC” ouviram pesquisaram e curtiram os MOODY BLUES à exaustão. Esse lado reforçando o melódico é uma das características do subgênero. Os colegas do ROCK PROGRESSIVO, também. Procurem as opiniões de RICK WAKEMAN, e de ANNIE HASLAN, do RENAISSANCE.
Os Moody Blues sempre souberam compor letras. Algumas são obras poéticas, e conscientes do ponto de vista existencial. Escapistas? nem sempre; Muitas são apenas canções românticas, e às vezes de rasa substância, ingênuas – mas em linha com o público da banda: pessoas em busca de amor, esperança, paz, misticismo e visões “alternativas -light” em tempos conturbados. Ouvi-los é relaxante, divertido, e interessante. E culturalmente muito instigante!
Os MOODY BLUES foram muito famosos; fizeram discos importantes, se tornaram sucesso de vendas, crítica e público. Tiveram e ainda têm legiões de fãs mundo afora!
No entanto, foram desprezados pela turma da pesada; porque tidos como POP DEMAIS pela média da turma do ROCK. Hoje, mais bem compreendidos, estão em convivência pacífica com a própria História.
MIKE PINDER, foi o primeiro deixar a banda, em 1978. Foi para a retaguarda cuidar da administração. E com o tempo, tornou-se renomado consultor de fábricas de instrumentos. Ele é um dos desenvolvedores do MELOTRON e outros equipamentos.
Hoje, somente JUSTIN HAYWARD permanece vivo
Eu e um montão de gente galáxia afora adoramos os MOODIES!
POSTAGEM ORIGINAL: 08\04\2026
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