KRAUT! O ROCK PROGRESSIVO ALEMÃO E ADJACÊNCIAS: EPOPEIA SONORA – 1968/1979/1982.

TIO SÉRGIO está mais PIMPÃO do que sempre! E começou a organizar OUTRA COLEÇÃO, que sempre assolou o imaginário! Está baseada em lançamento da “BEAR FAMILY”, em 6 BOXES DUPLOS INDIVIDUAIS. E outros artistas e grupos, e eventuais BOXES coligindo o que aparecer de KRAUTROCK!
A BEAR FAMILY RECORDS é alemã. E, mais do que gravadora, é uma INSTITUIÇÃO que faz ANTROPOLOGIA CULTURAL e ARQUEOLOGIA da música popular.
Em 2020, lançou quatro BOXES DUPLOS, contendo 96 músicas, em 4 BOXES de 8 CDs, percorrendo a saga do KRAUTROCK, entre 1968 e 1979. Desde a gênese até o período áureo de seu desenvolvimento. São bandas da extinta ALEMANHA OCIDENTAL.
Está lá quase tudo o que se deseja saber, ou eventualmente não se conseguia acesso: é o ROCK PROGRESSIVO ALEMÃO e adjacências, incluindo a PSICODELIA, HEAVY METAL, HARD ROCK, etc…
Cada um dos álbuns foi realizado no capricho. Perfeccionismo que só os alemães e os japoneses perseguem e conseguem!!!! A produção gráfica é matadora – como sempre!
O BOX traz Livreto com a escalação completa dos “times” que se apresentam; há fotos de bandas, de artistas, e dos discos originários – vários contratados por gravadoras CULTS e colecionáveis, como VERTIGO, BRAIN… O texto, como sempre, é informativo e primoroso! Eu acredito piamente! E, se eu soubesse ler o alemão ficaria mais pimpão ainda!!!!😂😂😂😂😂
Pois, é! A falha no projeto é não haver o texto vertido para o francês ou inglês – línguas por onde a maioria absoluta se viraria.
Teria sido fundamental; portanto, ausência lamentável…😟😟😟😟😟
Há uma novidade interessante na abordagem: cada volume é dedicado a uma região da ALEMANHA, onde surgiram os artistas selecionados: NORTE: HAMBURGO, por exemplo. Da REGIÃO CENTRAL, há cidades como DUSSELDORF, KOLN – ooopppsss! COLÔNIA. Depois, OESTE, onde está BERLIM. E o SUL do país.
Os quatro primeiros álbuns foram juntados em BOX maior, opcional e meio chocho. Eu deixei pra lá. É caro demais! Ainda assim, é colecionável no “ÚRTIMO FURO DO CINTO” !!!!!
Voltando ao ‘CHUCRUTE ELÉTRICO CHEIO DE FARPAS METÁLICAS”, a qualidade do som é excelente. A maioria das gravações é irretocável! Performam lá “LUCIFER`S FRIENDS”, “ATLANTIS”, “JANE”, “FRUMPY”, “ELOY”, “NEKTAR”, “TANGERINE DREAM”, “TRIUNVIRAT”; e uma plêiade composta por menos notáveis, mas tão legais e representativos quanto os mais conhecidos.
No entanto, não trouxeram o KRAFTWERK!!!! Com certeza, questões contratuais e ganâncias insuperáveis impediram a participação da mais significativa banda surgida na Alemanha! É falha gritante! Fazer o quê?
No princípio, eram considerados KRAUTROCK artistas ligados ao “ROCK PROGRESSIVO”; e, também, bandas de HARD ROCK e HEAVY METAL, que emulavam principalmente os ingleses da época – mas não só eles.
Existe na SÉRIE uma infinidade tangenciando o “LED ZEPPELIN” (Oi, “LUCIFER´S FRIENDS”! – vida eterna, “JOHN LAWTON”, que morreu, infelizmente). Há fãs do “HUMBLE PIE”, (né, “ATLANTIS”); e variações em torno do “JETHRO TULL”, “EMERSON LAKE & PALMER” e “DEEP PURPLE”.
Assim, vasta constelação de viajantes infestou a Alemanha, Japão, França, EUA, Brasil – o mundo inteiro. Todos muito bons de ouvir e legais de ter! Há músicas cantadas em inglês, claro! Porém, naqueles tempos e por todo planeta, a maioria dos artistas aderiu, lógica e corretamente, aos idiomas pátrios. O mesmo aconteceu na Alemanha. E tudo ficou mais original, ainda.
A segunda SÉRIE de BOXES, foi batizada por “OST – KRAUT”! É composta por artistas da ex – ALEMANHA ORIENTAL, em gravações realizadas entre 1970 e e 1982.
Eu não conhecia ninguém! Perfeitamente justificável, já que o regime comunista era fechado demais, e a comunicação com os próprios irmãos, e outros países a Oeste, era dificultada, ou até impedida. Mas tudo mudou.
Hoje, o rótulo KRAUTROCK tem significado ampliado. Abarca do BEAT feito na década de 1960 por bandas como “LORDS”, e vai ao infinito…
O KRAUTROCK tornou-se um “ESTADO de ESPÍRITO” talvez apátrida – e um vasto e importante capítulo na História da música POP. O seu diferencial marcante é a MÚSICA ELETRÔNICA DE VANGUARDA, herdeira das MÚSICAS CONCRETA e ELETROACÚSTICA, criadas por compositores na linha de STOCKHOUSEN, BÉRIO, XENAKIS, e outros experimentalistas iconoclastas.
Inclusive a grande professora, compositora, pianista e verdadeira GÊNIO BRASILEIRA chamada JOCY de OLIVEIRA! A primeira a compor e executar MÚSICA ELETROACÚSTICA, no BRASIL. Sua obra ,”APAGUE MEU SPOTLIGHT”, foi encenada no TEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO, em 1961. Foi sucesso iconoclasta retumbante.
A vertente alemã do ROCK PROGRESSIVO adotava, construía e explorava sintetizadores, computadores, melotrons, e quaisquer invenções da eletrônica contemporânea. Observar a parafernália de instrumentos utilizada pelo TANGERINE DREAM, por exemplo, já é indicativo desse diferencial.
É crucial reconhecer a influência decisiva do KRAFTWERK no POP contemporâneo. Está nas músicas para pistas de dança; vai do EURODANCE ao RAP e R&B; e influencia os DJS, e todas e quaisquer “RAVES” mundos afora.
“BRIAN ENO” e “DAVID BOWIE” foram, talvez, os primeiros “complementadores e divulgadores” dessa música original e vanguardista. Procure conhecê-los antes e depois da fase BERLIM criada por ambos. Acesse coisas entre 1976 a 1979…
TIO SÉRGIO vem pesquisando várias simbioses, e destaca o velho e conhecido gênio “não músico”… Epa!!!! é o BRIAN ENO; que fez álbuns com diversos “luminares chucrúticos”.
Procure saber sobre o “HARMONIA”, “colisão criativa” entre MICHAEL ROTHER, do “NEU”; HANS-JOACHIM ROEDELIUS e DIETER MORBIUS, do “CLUSTER” – um verdadeiro SUPERGRUPO alternativo, que atuou entre 1974 e 1976! BRIAN ENO juntou-se a eles, em 1976, para gravar “TRACKS and TRACES”, álbum perdido, mas recentemente “reencontrado e recuperado”.
Ah!!!! se gostou do que escrevi, prepare-se para sacar e atentar contra o seu cartão de crédito! Porque são artefatos caros, muito caros!
Desfrute.
POSTAGEM ORIGINAL: 11\03\2024
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POPOL VUH – TRILHAS PARA OS FILMES DE WERNER HERZOG

POPOL VUH é o livro sagrado dos MAIAS, expresso em poema de 8.580 VERSOS, narrando a História da criação dos homens. São vários poemas interligados que falam de ciência, política, filosofia, rituais fúnebres, e até noções de ecologia… É uma cosmogonia.
A banda, ou como se queira denominar essa aventura complexa de FLORIAN FRICKE, um diferenciado explícito, já intriga pelo nome e significado.
A primeira vez que escutei o POPOL VUH foi na BARATOS & AFINS, do Luiz Calanca lá por 1977/78. Havia um disco rolando no pick-up. Recordo que fiquei fascinado com o som! É um CROSSOVER entre o ROCK PROGRESSIVO e o KRAUTROCK que vinha se definindo enquanto conceito – denominação que eu ainda não conhecia, naqueles tempos.
Por décadas, jamais consegui discos desse grupo. Eles atuaram mais ou menos da metade dos anos 1970 em diante.
O SOM é nada RECONFORTANTE. Atraiu COLECIONADORES e gente de vanguarda. É CULT e memorável. E deu o que falar!
As TRILHAS SONORAS compostas por FLORIAN FRICKE & BANDA são totalmente diferentes do que se produzia na época. Lembro de ter assistido ao filme HEART OF GLASS. E ficar encantado com a música! Continuei fissurado…
THE WERNER HERZOG SOUNDTRACKS, é BOX LUXUOSO, lançado em 2010, com excelente LIVRETO e som de qualidade. É para malucos e curiosos pensantes. No entanto, é parte pequena da produção de FRICKE, um superdotado hiperativo e diferenciado.
O TIO SÉRGIO preserva essa caixa como fosse uma JOIA. E, PENSANDO BEM, É MESMO! ALÉM DE RARO É PRECIOSO! POPOL VU é um dos grupos que preciso fazer resenha mais densa e compreensiva. Mas, confesso aqui, prevejo um retorno talvez não tão em breve!
A turma do ART ROCK, PROGRESSIVO, KRAUTROCK e galáxias próximas deve uma parada nessa estação espacial. É artefato tentador; quase tara; Volúpia incontível!
POSTAGEM ORIGINAL: 20/03/2018
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RARE EARTH: R&B + PSICODELIA + HARD ROCK EM DISCOS VIBRANTES E ORIGINAIS!

EXCELENTE GRUPO AMERICANO DE RHYTHM AND BLUES, SOUL, FUNK, JAZZ – E PSICODELIA E HARD ROCK, TAMBÉM. FOI A PRIMEIRA BANDA DE BRANCOS CONTRATADA PELA LENDÁRIA “MOTOWN”, EM SUA FASE ÁUREA, ENTRE AS DÉCADAS DE 1960 E 1970.
O ‘RARE EARTH” SE DESTACAVA E PERFILAVA JUNTO A BANDAS QUE GRAVAVAM PARA A “COLUMBIA RECORDS”, EM MEADOS DA DÉCADA DE 1960 EM DIANTE, AJUDANDO A FORMATAR O “JAZZ ROCK”: CHICAGO TRANSIT AUTHORITY”, “BLOOD SWEAT & TEARS” E “ELECTRIC FLAG”; E OS POUCO LEMBRADOS “MADURA” E “CHASE”.
CLARO, É IMPOSSÍVEL ESQUECER “MILES DAVIS”, A REFERÊNCIA MAIOR QUANDO ESSA TENDÊNCIA FOI CONSOLIDADA; E DEPOIS EXPANDIDA E REBATIZADA PARA “FUSION” – ABRIGANDO PROFUSÃO DE TALENTOS QUE EVOLUÍRAM ALÉM DO BEAT, DO COUNTRY, DO POP, E DO R&B CONVENCIONAIS; E SE IMBRICARAM NO “JAZZ ” SOFISTICANDO A MÚSICA POPULAR CONTEMPORÂNEA.
O “RARE EARTH” E OS “RASCALS”, DUAS BANDAS DE “BRANCOS” EIVADAS MUSICALMENTE PELO R&B EM FUSÃO COM O POP E MUITO MAIS, SOAVAM TÃO NEGROS, QUE ENGANAVAM QUEM NÃO OS CONHECIAM.
DIZ O MITO, QUE CERTO DIA EM 1967, NA ATLANTIC RECORDS, “OTIS REDDING” GRAVAVA NO ESTÚDIO AO LADO DAQUELE ONDE OS “RASCALS” ESTAVAM. ELE NÃO ACREDITAVA QUE FOSSEM BRANCOS, E FOI CONFERIR IN LOCO!
ERAM BRANCOS, SIM!
ESTÃO AQUI A EXCELENTE COLETÂNEA DUPLA DO “RARE EARTH”, COM 36 FAIXAS E LIVRETO. E OS SETE ÁLBUNS ORIGINAIS QUE GRAVARAM. TODOS MUITO BONS, CRIATIVOS, ECLÉTICOS E DANÇÁVEIS.
COMECEM PELO ÁLBUM “ECOLOGY”, 1970; OBRA MONUMENTAL FUNDINDO “ROCK PSICODÉLICO”, “R&B” E “JAZZ”. OBSERVEM O ARRANJO MATADOR QUE FIZERAM DE “I’M LOSING YOU”, UM CLÁSSICO DO “R&B”, QUE TEM ÓTIMAS VERSÕES COM “ROD STEWART” E “THE TEMPTATIONS”.
E SE GOSTAM DE HARD ROCK COM ACENTUADO GOSTO DE R&B, PROCUREM CONHECER A VERSÃO DE ESTÚDIO PARA “WHAT I’D SAY”, DE RAY CHARLES, NO VIBRANTE LP. “ONE WORLD”, DE 1973!
NEM PRECISO CITAR A ÉPICA “GET READY”, GRAVADA AO VIVO, ENORME ODE “JAZZY/PSICODÉLICA / TUDO”! E QUE, VEZ POR OUTRA , SE OUVE NAS RÁDIOS DO MUNDO APENAS A PARTE FINAL – UM “R&B” DANÇANTE E FESTIVO!
O “RARE EARTH” TEVE COMO VOCALISTA PRINCIPAL O MARCANTE “PETE RIVERA” – QUE ERA O BATERISTA DA BANDA. ELE FOI COOPTADO VÁRIAS VEZES POR “RINGO STARR” PARA SUA BANDA ITINERANTE DE “EX-IDOLOS”; QUE GRAVOU VÍDEOS E DISCOS DE COVERS, INCLUINDO AS MÚSICAS DOS CONVIDADOS, GARANTIAS DO TOM NOSTÁLGICO.
SE ALGUÉM TOCAR O “RARE EARTH” EM ALTO NO MAR, HAVERÁ UM BAILE”. E GOLFINHOS E BALEIAS CACHALOTE VÃO NADAR DANÇANDO!
PROCUREM OUVIR. VALE A PENA!
POSTAGEM ORIGINAL: 09\\03\2024
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RUSH: PROGRESSIVE POWER TRIO, 1974 EM DIANTE…

VALIAM POR UMA ORQUESTRA.
OUVIRAM À EXAUSTÃO E APRENDERAM COM O “CREAM” E O “EXPERIENCE, DE JIMI HENDRIX”. NO DECORRER DO TEMPO, MUITO EMPENHO E TRABALHO DURO, DESENVOLVERAM ESTILO PRÓPRIO – E TALVEZ ÚNICO. AS BANDAS QUE ELES INSPIRARAM, SEUS IMITADORES, CONTAM-SE ÀS CENTENAS – TALVEZ MILHARES!
NO COMEÇO, TENDERAM PARA UM “BLEND” ENTRE O “HEAVY METAL” E O “HARD ROCK”. SEGUIRAM MAIS OU MENOS O QUE FIZERAM OS GRUPOS DA ÉPOCA, COMO O “LED ZEPPELIN”, “HUMBLE PIE”, O “DEEP PURPLE”… E, PAULATINAMENTE, FORAM DESENVOLVENDO UM ROCK PROGRESSIVO ESTILOSO E ORIGINAL. NO FINAL DA CARREIRA, SITUARAM-SE NO QUE HOJE É CONHECIDO COMO “PROG”…
“NEIL PEART” FOI BATERISTA TOP NO ROCK; UM DOS TRÊS MAIORES. TORNOU-SE LETRISTA ORIGINAL E CHEIO DE IMAGINAÇÃO. MORREU MUITO CEDO, INFELIZMENTE.
O GUITARRISTA “ALEX LIFESON”, SEMPRE ADEQUADO E EFICIENTE, ERA PERFEITO PARA O GRUPO. E “GEDDY LEE” ESTÁ ENTRE OS MELHORES BAIXISTAS DAQUELA GERAÇÃO – E APESAR DE SUA VOZ DE “GALINÁCEO CURRADO NO TERREIRO”, IMPRIMIU VOCAL DISTINTO E MARCANTE À BANDA.
AS PERFORMANCES AO VIVO ERAM, “SÃO”, ESTACULARES! ALGUMAS HISTÓRICAS! ENCHIAM A CENA COM SONORIDADE AMPLA, VIGOROSA E PRECISA. NÃO À TOA, GRAVARAM TANTO EM CONCERTO. ASSISTI – LOS É VIBRANTE; EMOCIONA PLATEIAS E O MUNDO!
OS TRABALHOS EM ESTÚDIO SÃO CHEIOS DE NUANCES, DETALHADOS. E ALIAM ESFORÇO, INSPIRAÇÃO E ALTO NIVEL TÉCNICO E ARTÍSTICO; PERTINÊNCIA E PRECISÃO. NEM É PRECISO CITAR ALBUNS, PORQUE TODOS SÃO, E CADA UM A SEU MODO, EXCELENTES. E ALGUNS TORNARAM-SE CLÁSSICOS DO ROCK.
O “TIO SÉRGIO” GOSTA; MAS NÃO OS PREFERE. TALVEZ SEJA IMPLICÂNCIA COM O “GEDDY” CANTANDO. ELE ME FAZ PENSAR EM UM GALETO CANORO – QUE PREFIRO ASSADO.
O “RUSH” FOI IMENSO, E É IMPRESCINDÍVEL. MAS, CURIOSAMENTE, OS TRÊS NÃO GOSTAVAM DE VIAJAR; OU FAZER TURNÊS MUITO LONGE DO CANADÁ E DOS ESTADOS UNIDOS. AINDA ASSIM, PERMANECEM CULTS E VENDEM BASTANTE MUNDO AFORA – MESMO DEPOIS DE ENCERRAR ATIVIDADES.
JÁ PENSEI QUE O RUSH TALVEZ FOSSE A BANDA PREDILETA DOS BRASILEIROS, PAREANDO COM O “PINK FLOYD”. MAS NÃO. OS INGLESES SUPERAM OS CANADENSES EM FAMA E FÃS BRASIL ADENTRO…
ESTÃO AÍ ALGUNS DISCOS E O DVD QUE TENHO. E, MESMO ESCUTANDO POUCO, NÃO VOU DEIXAR DE COMPRAR OS QUE APARECEREM À MINHA FRENTE, QUANDO O PREÇO E A OPORTUNIDADE COMPENSAREM.
ENTÃO, VOCÊS TRATEM DE GOSTAR E COLECIONAR!
É GRUPO ARTISTICAMENTE ACIMA DO MUITO BOM. UM CLÁSSICO DEFINIDOR E DEFINITIVO!
TER DISCOS DO “RUSH” É MANDATÓRIO!
POSTAGEM ORIGINAL: 08\03\2021
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ALICE COLTRANE: DO LEGADO AVANT – GARDE À FUSION e NEW AGE

ALICE McLEOD foi apresentada a JOHN COLTRANE, em 1963, por TERRY GIBBS, vibrafonista e líder do grupo onde ela tocava piano. São os cruzamentos que a vida traz. Todos eram músico se apresentando no mesmo local, quando ALICE ficou fascinada pela música que JOHN COLTRANE estava fazendo: O AVANT GARDE JAZZ – que auxiliou na progressiva desconstrução da sonoridade tradicional já desafiada pelo BE-BOP e o FREE JAZZ, e apontava para o incerto criativo que perdura até hoje!
Seria?
Ela, obviamente, foi além. Casou-se com JOHN, ainda em 1963, e tiveram 3 filhos. Permaneceram juntos até julho de 1967, quando COLTRANE morreu vítima de um câncer de fígado diagnosticado tardiamente.
ALICE COLTRANE, moça alta, esguia, discreta e cool. Ah, claro: ótima pianista, excelente harpista! E, contou GIBBS, vibrafonista eficiente. Criatura multitalentosa, por supuesto!
ELa tomou lições de música em casa, e foi se desenvolvendo. Tornou-se profissional. Depois, virou lenda.
Nunca se sabe o que a vida faz, realmente, a cada um de nós.
É fato que os anos 1960 foram abrasivos para os jazzistas. A desconstrução da música mais sofisticada, do CLÁSSICO ao JAZZ, foi minando as tradições. Tempos difíceis para os mais criativos!
A GRANDE CANÇÃO AMERICANA estava em fase descendente, com o fim do predomínio de ELLA, SARAH, BILLIE e SINATRA… Ainda assim, continuou sobrevivendo com o rugido global da BOSSA NOVA…
Mas TIO SÉRGIO, o que tem o BRASIL a ver com isso?
Tudo, ué?!!!?
Como vocês encaram a BOSSA NOVA?
Foi o último espasmo de uma sofisticação no molde conservador que chegara ao fim. Dizendo de maneira mais precisa, tudo foi substituído pelo POP – ROCK. E a trajetória do JAZZ, música de construção complexa, também ia cachoeira abaixo.
ALICE COLTRANE entrou em cena no final daquela era magnífica!
Em 1966, substituiu o pianista McCOY TYNER ( TIO SÉRGIO o assistiu ao vivo, no Rio de Janeiro!!! ), no grupo de COLTRANE. Esteve na última fase da carreira de JOHN por cerca de um ano.
Participou de “STELLAR REGIONS”, o penúltimo de JOHN, gravado em 1967, disco de performances mais contidas ( ele já sabia que estava com câncer ). E, também, em COSMIC MUSIC, 1966, doideira AVANT GUARDE fronteiriça ao inaudível. Ambos foram lançados postumamente.
Com a morte de “TRANE”, ALICE tentou retomada, mas sem grande convicção. Ela havia mudado. Gravou um disco de transição, “A MONASTIC TRIO”, 1968, acompanhada por músicos da banda de COLTRANE – PHAROAH SANDERS, tenor, etc; JIMMY GARRISON, baixo; BEN RILLEY e RASHID ALI, na bateria. Tocou harpa e piano.
Fez melhor, depois.
Seu disco mais elaborado e técnico é “PTAH THE EL DAOUD”. Que não se perca pelo nome: é pós FREE JAZZ puro! Com PHAROAH SANDERS e JOE HENDERSON, nos saxes tenores, e RON CARTER e BEN RILLEY, baixo e bateria. Foi gravado em janeiro de 1970. Eu recomendo. É disco melódico e avançado, e ALICE está tocando muito bem!
Depois disso, ALICE COLTRANE desbundou de vez. Havia assumido o hinduísmo antes; passou a administrar um museu e memorial, e a fazer um “blend” de MÚSICA ORIENTAL, ROCK PROGRESSIVO, JAZZ FUSION E NEW AGE. Assestou a mira para os tempos correntes. Seu disco mais famoso, “JOURNEY IN SATCHIDANANDA”, novembro de 1970, é marco da NEW AGE.
Eu adorava esse disco! Hoje, gosto.
A fusão de JAZZ VANGUARDA e MÚSICA HINDU, instigante por definição, esbarra no uso implacável do TAMBOURA, instrumento que lembra o visual do SITAR, mas tem o som de uma “cigarra pentelha”, insistente, monocórdica e recorrente. Serviu de base para as loucuras de SANDERS, no tenor, e ALICE na harpa e no piano, acompanhada de jeito monótono por CECIL McBEE, e CHARLIE HADEN no baixo.
O DISCO FICA ENTRE O PSICODÉLICO E O TREMENDAMENTE CHATO! É um orgasmo cósmico, infindável e não resolvido. Eu preferiria uma ejaculação “mais” precoce… Porém… é um sucesso, e vá lá, bom de ter na coleção!
ALICE fez outros discos. Em 1976, lançou ETERNITY. Inicia com orquestração interessante, algo etérea, mas despenca para as “SANTANISSES” ( da banda SANTANA…) da época: percussão latina, mais órgão e harpa. É dispensável, mas tem o colorido de seu tempo e dentro do estilo por ela desenvolvido.
Curiosamente, ALICE nos faz perceber o quanto CARLOS SANTANA é marcante. Ele recolocou e mantém a música latina no mapa de várias maneiras, via FUSION, inclusive.
Resumindo temas tão amplos, ouçam os três. JOHN COLTRANE, ALICE e o SANTANA, também! Gente que nos faz voar!
POSTAGEM ORIGINAL: 07\03\2021
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COLIN VALLON: “RRUGA”, 2011 & ELINA DUNI QUARTET: “DALLENDYSHE”, 2015 – JAZZ – FUSION COM ELEMENTOS DE MÚSICA DOS BALCÃS

As mulheres albanesas criaram metáfora poética para definir o amado que partiu, ou aquele cara que veio ao primeiro encontro e nunca mais apareceu: ARCO-ÍRIS. Porque é bonito, desaparece nas brumas, no céu, esvaece no horizonte, e deixa imagem longínqua e, às vezes, saudades…
É um jeito belo e triste para definir algo que todos já vivenciaram. Poético e criativo.
Quem fala isto sobre homens que partiram é ELINA DUNI, mulher atraente e excelente cantora de FOLK-JAZZ, que saiu da ALBÂNIA para estudar na SUÍÇA, onde começou a cantar MÚSICA FOLCLÓRICA de seu país, canções de exílio eivadas por saudades. E acabou evoluindo para uma forma de FUSION – JAZZ COM ELEMENTOS TRADICIONAIS DOS BALCÃS.
Funciona. Acredite!
Para mim, a comunicação entre universos tão distintos tem de ser feita através de alguma forma compreensível e universal, acessível a outras culturas.
Penso que o JAZZ e a MÚSICA CLÁSSICA são as mais sofisticadas maneiras contemporâneas de combinar e transmitir vivências únicas. Têm legitimidade e tradição para intermediar e inspirar outras gentes a conhecer o diferente.
Lembre-se de VILLA LOBOS, no Brasil; BELA BARTÓK, na Hungria; e GERSHWIN, na América.
Mirem TOM JOBIM e a BOSSA NOVA levando o SAMBA brasileiro ao mundo; ou EGBERTO GISMONTI cantando o interior do Rio; e MILTON NASCIMENTO expondo Minas de forma inteligível a outros povos.
Mas, não esqueçam ELOMAR criando a simbiose entre o SERTÃO o e a MÚSICA DE CÂMARA (ARMORIAL?), sonoridade simultaneamente POPULAR e CLÁSSICA. Um quase “JETHRO TULL DO SERTÃO”. Linguagens originais e comunicáveis.
ELINA DUNI E COLIN VALLON ( pronunciem o nome do moço, pianista excelente em ascensão, como um francês ) ambos fazem isto.
COLIN VALLON fez parte do soberbo quarteto de ELINA. Desenvolveu um fraseado no piano que capta a emissão do cantar, e põe em relevo o jeito de falar dos povos dos Balcãs. O efeito é belíssimo. É um JAZZ com sotaque peculiar!
VALLON inspira-se nas fronteiras de outros povos; tem influência da MÚSICA TURCA e da MÚSICA dos povos lindeiros à RÚSSIA. Ele é um suíço que prospectou a Europa Oriental.
A produção da ECM é a base comum a ambos. A fluidez e o som etéreo da FUSION que a gravadora de MANFRED EICHER injeta em seus artistas, garante essa comunicabilidade universal. Mas sem a perda do vigor da cultura regional.
Se vocês querem algo novo em perspectiva instigante, então procurem os discos da foto, gravados por esses dois quase jovens.
TIRANA, hoje, é cidade integrada ao mundo, exemplo de recuperação urbana e soluções arquitetônicas baratas. E o caminhar do centro ao periférico, dentro da Europa, é estrada curta. Entre a SUÍÇA e a ALBÂNIA, são pouco mais que 1.150km! Algo como ir de SÃO PAULO a PORTO ALEGRE.
No CD player ou no YOUTUBE é mais rápido ainda. Viajem com os dois.
POSTAGEM ORIGINAL:03\03\2021
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O BIG BANG CÓSMICO NA DISCOTECA DO TIO SÉRGIO. E A LEMBRANÇA DE “MARIA OFÍDIA”!

Inicio por um encantamento de minha juventude. No ensino médio, apelidamos certa coleguinha de “MARIA OFÍDIA”. Houve razão: a fofa era peçonha embrulhada em BLUE JEANS. Envenenava modos e relacionamentos. Fazia fofocas, crueldades, essas coisas…
A suposta língua de cobra foi comprovada. Alguns amiguinhos que a beijaram garantiram que a língua de MARY POISON era bipartida feito a da SURUCUCU… E pior; ela nem sabia o que era o ROCK…
Mas TIO SÉRGIO, WHAT PORRA ARE ESSES DISCOS AQUI?
Vou explicar: Ando meio religado. Circulei por lojas virtuais procurando coisas sem nexo e nem sexo. Achei algumas:
A minha coleção/discoteca lembra o BIG BANG CÓSMICO. Tipo assim, ela explode em todas as direções. Volta ao passado; se catapulta, quem sabe, para diversos níveis do presente. Busca e abarca muita coisa futurista – sei lá… E algumas prateleiras formam granja de frangos doidos fugindo do matadouro… coisas que mal sei ou entendi.
Voltando à parte quem sabe compreensível desta “catilinária algo non sense” achei, NET afora, uns discos de VINIL: EPS, MAXI EPS, e LPS que resolvi chamar para morar comigo. Um harém não erótico, porém variado. Parte foram para a granja…
O Ayrton Mugnaini Jr. conhece de cór e “assaltado” esse EP. de 1965: “KWIET KINKS”. Eu acho mrio chato. Mas há “A WELL RESPECTED MAN”. Então, é KINKÔNICO”, do jeito que eu e ele adoramos!
Ah, tem o SINGLE do “ART”, reedição do original lançado décadas atrás. Para quem não sabe, era a banda antecessora do “SPOOKY TOOTH”!
E esse “P.I.L” aí?
É o “PUBLIC IMAGE LTD” a banda do “JOHNNY ROTEN”, o medonho “vocalista” dos “SEX PISTOLS”, em MAXI SINGLE com 3 faixas gravadas num SHOW EM NOVA YORK, em 2010.
Desça à esquerda. Há um SINGLE do impenetrável experimentalista “SUN RA.” No lado B veio uma “entrevista – interrogatório” considerada “esclarecedora”, feita em uma rádio. ( Eu Duvido!! )
Depois, outro SINGLE suis-generis. De um lado o GROBSHNITT, banda alemã CULT, que deambulou da PSICODELIA para o PROGRESSIVO e derrapou caindo no POP. E tudo mais ou menos entre 1970 e 1989,. No lado B, “TARAS BULBA” – aliás, exemplificado no único CD da foto.
TIO SÉRGIO, agora você endoidou geral? O primeiro, a turma em nível de mestrado em PROG/KRAUTROCK conhece. Mas, e o segundo?
Pois, é! São dois ex-integrantes do GROBSHNITT enveredando pelo ETHEREAL ROCK – o resultado é muito bonito!
Esta “evolução” toda fez o TIO SÉRGIO confirmar antiga suspeita de que o KRAUTROCK extrapola o PROGRESSIVO, e inclui o BEAT e o PSICODÉLICO feitos na década de 1960 por bandas como “LORDS”, “THE BOOTS”, etc… E, daí avançando até o DREAM POP anos 1990, e prosseguiu e permanece…
Quer dizer, Valdir ZamboniKRAUTROCK não é apenas um subgênero do ROCK PROGRESSIVO. Mas também abrange o ESTILO ALEMÃO de fazer POP/ROCK. Que é bem distinto dos ingleses e dos americanos…
A quem interessar possa, cada disco custou menos de $ 10,00 BIDENS\TRUMPS -, entregues na porta da casa desse ex-colega da “MARIA OFÍDIA” – que certamente mandaria um beijo de língua pra todo mundo que está lendo isso…
POSTAGEM ORIGINAL: 01\03\2023
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LEGENDAY PINK DOTS – “LULLABIES FOR THE NEW DARK AGES” – BOX COM OS 4 PRIMEIROS – “SOLEILMOON” RECORDINGS!!! ABSOLUTAMENTE ALTERNATIVOS!

Acho que são os caras/músicos/performers – sei lá!!! – mais alternativos e “LO – FI” que tenho na discoteca. Coisa para o meu amigo@Gerson Périco.
Porém, sempre me questiono: será que gosto mesmo disso?
Ouvindo em sequência, e depois de constante imersão no KRAUTROCK, eletrônicos, e vasto etc… de maluquices criativas, acho que gosto, sim!
Foi difícil encontrar informações sobre eles. Mas vamos lá, mesclando o texto com percepções e opinião. É o meu estilo.
O grupo surgiu em LONDRES, em 1980; e é ANGLO-HOLANDÊS.
O NÚCLEO DURO ( OU MOLE, não sei… ) parece composto por um certo “EDWARD KA-SPEL”. Bom, com este nome deve ser holandês. Ele está em todas. É o cantor, tecladista, operador de engenhocas eletrônicas e compõe as letras.
Tentando puxar um pouco mais para a inteligibilidade plausível do… evento, eu digo que KA-SPEL tem um quê de ROY HARPER, o ídolo sacrossanto de IAN ANDERSON e do JIMMY PAGE. O TIO SÉRGIO e um monte de malucos por aqui também gostam… ROY é um bardo maluco carimbado; habitante do submundo do UNDERGROUND da música, e lançou um monte de discos estranhos e CULTS.
Seria ele o ponto central na música dos L.P.D?
OPA! Espanquei a charada: “KA-SPEL” parece um compósito de SYD BARRETT, que todo mundo sabe qual banda ajudou a fundar; mais PETER HAMMILL, do VAN DER GRAAF GENERATOR, e ROBERT WYATT, do SOFT MACHINE, MATCHING MOLE, etc…
É bom apagar tudo isso que cometi, escrevi. Porque talvez não seja. Pensando melhor, tem de ser, senão…
Definitivamente talvez!
E descobri que há, houve, sei lá… outra figura etérea no melaço grudento, um tecladista chamado PHIL KNIGHT. Parece que o apelido dele é SILVERMAN…
Nos quatro discos do box aparecem figuras de nomes hilários e bem extravagantes: CHE BANANA, PHIL HARMONIX, SYBIL STRANGE- CARGO, PATRICK PAGANINI Q., ARADIA, STRET MAJEXT ALARME, ROLLS ANOTHERONE, e hipotéticos que tais… todo mundo tocando; sei lá, participando, enfim…
O som é absolutamente alternativo. Oscilando entre o NEOPSICODÉLICO, e um FOLK digamos EXPERIMENTAL. E, CLARO, estão conectados ao GOTHIC ROCK, ao TECHNOPOP e à COLDWAVE.
Ouvindo em sequência, nas ligações com o KRAUTROCK a gente identifica algo do BRAINTICKET, do NEU, e do CAN. E até do ROCK INDUSTRIAL… Tudo vai ficando mais nubladamente nítido.
Enquanto escutava os caras, sei lá por que lembrei da vocalista do STEREOLAB, grupo que voltou à onda novamente: LAETITIA SADIER, que em tradução livre poderia ser “ALEGRIA ENTRISTECIDA” – e que tem nada a ver com o jeito do “K-SPEL” cantar e compor.
A gravadora desses discos dos caras é a “SOLEILMOON”; que sem forçar a interpretação, é “SOL e LUA”. Estendendo um pouco a ideia, chegamos a quente/frio; claro/escuro…
Então, eu me aventuro a supor que eles sejam “TRISTEALEGRISADOS”. Uma certa graça fria, e música seguramente misteriosa, e “NÃO ACONCHEGANTE”. Mais próximo da fogueira – ou do túmulo? – observa-se que são mesmo DARKS. E os temas e as letras parecem confirmar a hipótese.
As músicas que fazem são bastante anticomerciais! E fiquei super surpreso”, ooopppss…., ao saber que os álbuns do LEGENDARY PINK DOTS, se somados aos discos solo de K-SPELL, perfazem mais de 40 álbuns gravados! Venderam pouco, mas foram sobrevivendo. Li pelaí que influenciaram o MGMT, e o SKINNY PUPPY… E que ficaram eufóricos quando, em 2004, no show mais lotado da carreira… apareceram umas 2.500 pessoas!
É tudo o que levantei sobre os caras. Ainda assim, mesmo fora da mídia e dos grandes eventos, eles se tornaram MINI-GLÓRIA DO ROCK VERDADEIRAMENTE ALTERNATIVO.
ESTE BOX É PRA LÁ DE COLLECTIBLE. E o nome de cada álbum é perfeitamente legível. Eu não vendo nem a pau!
Procurem ouvir.
POSTAGEM ORIGINAL: 28\02\2018
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BARRY MANILOW, ÍCONE DO POP AMERICANO, EM DISCO EXCELENTE

Voltinha de carro com a patroa, rádio ligado em estação tocando “OLDIES CONVENCIONAIS”. E baba vai, pop vem… músicas conhecidas e óbvias. Por isso, eu só escuto noticiários, entrevistas, essas coisas.
De repente, pinta o velho BARRY MANILOW em um de seus HITS, a indefectível mas agradável MANDY. Comentei com a ANGELA que tenho um disco interessante do cara. Ela quis ouvir. Chegamos em casa, fui dar olhada na discoteca, encontrei dois – e não apenas um…
Pois, é; o MANILOW está vivo, e até 2025 se apresentava anualmente em um CASSINO, fazendo o circuito mágico e rentável que a maioria dos ídolos do passado faz. Dei uma olhada básica no currículo do cara e fiquei impressionado!
Ele conseguiu uma proeza, no início da década de 1970; algo que somente o FRANK SINATRA e o JOHNNY MATHIS haviam feito: colocou cinco discos simultaneamente, um do lado do outro, no topo da parada americana!!!! BEATLES, ELVIS, e alguns outros também puseram alguns ao mesmo tempo – mas não lado a lado e lá em cima!
BARRY MANILAW é talentoso; bom compositor, arranjador e instrumentista proficiente. É cantor de clara e bela voz, dicção perfeita, e interpretações algo convencionais. Por isso, é um dos reis das FMs americanas. Ele conhece o público, e é fiel ao gosto médio da turma. Vendeu mais de 60 milhões de discos, em dezenas de álbuns.
É, também, um cara ousado, esperto e com muita iniciativa. Começou como office boy, na C.B.S, e certo dia o mandaram procurar canções de domínio público para fazer parte de um musical.
Ele foi; mas fez diferente: compôs as canções e apresentou ao chefe. E o tal musical, THE DRUNKARD, ficou 8 anos em cartaz! Depois, conheceu, tocou e produziu BETTY MIDLER. Ela o ajudou a iniciar carreira solo vitoriosa espetacular.
O segundo disco da foto, “THE GREATEST SONGS OF THE FIFTIES” é trivial, comum, regravação de clássicos do POP VOCAL daquela época. Ele fez, outros, com standards e sucessos das décadas posteriores, enfim…
O álbum que o TIO SÉRGIO acha valer a pena é o primeiro da foto: “2.00 AM – PARADISE CAFE”, lançado em 1984. Não foge do estilo dele; mas é disco algo JAZZY, BLUESY e “ENFUMARADO”. A história é muito interessante: BARRY já era um sucesso total. Então, ele, parceiros, letristas, produtor e o seu time habitual, conceberam a ideia, e estiveram presentes na gravação.
O próprio BARRY ligou e convidou o ícone GERRY MULLIGAN, sax; SARAH VAUGHAN e MEL TORMÉ, ahhh, vocês sabem quem são! E mais os grandes SHELLY MANE, baterista e GEORGE DUVIVIER, contrabaixo; e, também, os excepcionais MUNDELL LOWE, na guitarra; e o pianista BILLY MAYS.
Todos toparam no ato! Formaram um time de craques de primeira linha; ensaiaram três dias. E aí veio a decisão matadora:
Gravaram o disco em TAKE ÚNICO, música após música interligada, e na sequência em que foi lançado! Menos de 49 minutos, e sem “overdubs”!
O resultado é vívido, caloroso e aconchegante. E, para mim, é o melhor disco de BARRY MANILOW.
Procure no “STREAMING”, é bem legal, e você poderá gostar.
POSTAGEM ORIGINAL: 28\02\2026
Pode ser uma imagem de texto

TIA ALICE COOPER: A RAINHA DOS “ABNORMAIS”.

Eu gosto, tu gostas, ele gosta.
Conclusão em nível intelectual com a música do ALICE COOPER: nós gostamos!
Claro, é ROCK SEM CABEÇA, divertido e BARULHENTO. Muito legal!
Toda geração tem os seus rebentos insolentes para mostrar. Um pouco antes houve o BLUE CHEER, lá por 1967/1968, o BARULHO BRANCO inaugural.
ALICE COOPER alçou voo de 1969 em diante. E produziu artefatos “AO DENTE”, na metalinguagem culinária, para aborrecer papais e mamães, e os mais velhos em geral.
VINCENT FOURNIER pessoalmente é um cavalheiro refinado. Gosta de artes, é bom papo e tem cultura. Anos atrás, mandou organizar sua mansão e descobriu quadros de artistas CULTS, como ANDY WARHOL – e coisas diversas que ele nem sabia possuir!!!
No início da carreira ALICE COOPER foi promovido por FRANK ZAPPA; que sempre polêmico e irreverente, disse que contratou ALICE e banda para a sua gravadora, a STRAIGHT RECORDS, porque “não entendeu” o que eles fizeram em “PRETTIES FOR YOU”, onde há inúmeras mudanças rítmicas em poucos minutos. É obra a ser observada…
Em menos de 2 anos, o ALICE COOPER gravou cinco álbuns de sucesso. Todos relançados em CDS, e coligidos neste pequeno BOX encontrável pelaí a preço baixo.
A RHINO fez, também, outra caixa abarcando a carreira do cara: “LIFE AND CRIMES OF ALICE COOPER”. A foto da capa é elucidativa e sensacional: Ele preso em uma cela com aquela cara “sinistro – gozadora” que todo mundo conhece!
Claro, tudo isso é muito divertido! Foi feito para irritar adultos do começo ao fim, como determina um dos mandamentos do bom e honesto ROCK’N’ROLL.
Lá por 1971/72, TIO SÉRGIO descolou um compacto brasileiro de TIA ALICE com a música “I’M EIGHTEEN”, que está em “LOVE IT TO DEATH”, 1971, um dos CDS aqui.
Eu ADORO a música! É um hino POP como MY GENERATION, a criação mestra de “THE WHO”. E acho tão importante quanto o primeiro disco dos RAMONES, ou do CLASH. Todos bobagens divertidas, seminais e indispensáveis!
Neste BOX estão os clássicos KILLERS, 1970, e SCHOOLS OUT,1971; e os já citados, e mais “EASY ACTION”, 1970. Naquela década, a TIA e banda tocaram no Brasil. O show foi a balbúrdia escatológica e iconoclasta esperada. Passou na televisão, e marcou época!
No geral, o ALICE COOPER faz ROCK PESADO mais para o HARD, e com certo retrogosto psicodélico. E os discos são todos muito melhores do que a maior parte do POP/ROCK disponível.
ALICE COOPER precedeu o KISS e o GUNS ‘N’ ROSES, também adorados. E está mais ou menos no mesmo nível mental e artístico de ambos… Foi contemporâneo de outra banda desprezada e odiada pela crítica . E amada pela garotada: o GRAND FUNK RAILROAD; na visão de muitos, TIO SERGIO incluído, banda melhor do que o VINCENT et caterva, e concorrência…
EM 2015, ALICE COOPER queria gravar um disco de covers. Ele, e o ator JOHNNY DEPP, que é bom guitarrista, estavam no elenco de um filme. Foram tomar algumas, e papo vai, papo volta, convidaram JOE PERRY, o guitarra do AEROSMITH, para montar um “conjunto” – alguém recorda esse termo bem anos 1960? E dali saiu “THE HOLLYWOOD VAMPIRES”, que tocou por aqui, também. O dhow foi muito ótimo!
Tudo considerado e muito resumido, procurem a velha TIA ALICE, e divirtam-se: ela garante e se garante, antes mesmo de abrir a boca.
POSTAGEM ORIGINAL: 26\02\2022
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