ROBERT JOHNSON & SEGUIDORES: BLUES CLÁSSICO E SEMINAL

A minha edição da obra de ROBERT JOHNSON não é a clássica e definitiva em CDs que inspirou, para não dizer ditou, as capas internas deste CD triplo do guitarrista inglês PETER GREEN.
O exemplar aqui é inspirado em álbum lançado na década de 1960, chamado KING OF THE DELTA BLUES SINGERS, também pela COLUMBIA RECORDS.
Para mim, é o suficiente; e tem visual menos lúgubre. Porém, o que eu gostaria, mesmo, de poder pagar e ter, é a edição feita uns vinte anos atrás, em VINIL do tamanho original das edições de época, em 78 rotações!!!!
A edição é composta por “todos” os “vinis” originais encontrados. Foram acondicionados em CAIXA de MADEIRA, verdadeira obra prima, com BOOK expondo e explicando quem foi o negão, OOOPPSSS, o PRETÃO aí!!!! Mas, nem sonhar, tio SÉRGIO! não é pro teu bico!
Música e artes – e como tudo na vida -, são mais bem definidos por seu contexto. Na perspectiva de um ouvinte de JOHNSON, hoje, a sonoridade é rascante e básica. Então, voltar a ouvir foi, pra mim, penoso. Genuíno e raiz, sem dúvida.
Porém, a maioria de nós teve acesso a ele via a turma do ROCK. E ROBERT JOHNSON é inspiração principalmente para guitarristas. A versão ao vivo de CROSSROADS, feita pelo CREAM em 1967, é de longe a mais progressiva, pesada, verdadeira e expressiva da obra do VELHO MESTRE !
Quase todo guitarrista de BLUES/ROCK que se preze, abordou e tentou tocar a obra de JOHNSON. Aqui, álbum triplo de PETER GREEN e seu EXPLINTER GROUP, interpretando ROBERT. GREEN era guitarrista de alta inventividade e técnica. Mas cantor sem qualquer inspiração. Mesmo assim, é versão interessante de se possuir, ouvir e colecionar.
Em minha opinião, entre os ingleses é CLAPTON o mais afinado com a intenção de JOHNSON, seu jeito de cantar, e o uso da guitarra. Foi ERIC quem fez as melhores versões e arranjos a que tive acesso. Há um vídeo/documentário onde CLAPTON mostra poster de JOHNSON, e observa o tamanho dos dedos do negão, quando postos no braço da guitarra !
Impressionantes!
Corolário irreverente do TIO SÉRGIO: ainda bem que ROBERT JOHNSON foi músico, e não UROLOGISTA… Não consigo imaginar o estrago que o “DR” causaria em seus pacientes realizando um exames de próstata!
Melhor continuar ouvindo a música que ele compôs…
POSTAGEM ORIGINAL: 01\04\2022
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KEITH TIPPET & CENTIPEDE – SEPTOBER ENERGY – 1971 JAZZ AVANT GARDE + ROCK PROGRESSIVO + FUSION JAZZ

TENHO DUAS EDIÇÕES DIFERENTES: A “INGLESA” TEMCOM A CAPA BRANCA E AS LETRAS EM PRETO. É DERIVADA DO ORIGINAL DA R.C.A. E AS QUATRO PARTES DA OBRA ESTÃO EM ÚNICO CD.
A “EDIÇÃO AMERICANA” É COLORIDA, MAIS BONITA E ATRAENTE. SÃO DOIS CDS, COMO OS “LONG PLAYS” DUPLOS ORIGINAIS.
Conheço o disco faz décadas. É um CULT do COLECIONISMO para os que procuram jacarés nos pântanos da música. E tanto para a turma do ROCK PROGRESSIVO, quanto para o pessoal do JAZZ mais experimental, ou da FUSION.
O álbum é um ornitorrinco!
Imagine o seguinte: KEITH TIPPET é pianista, arranjador e compositor desta peça difícil, e muito complicada para ser gravada.
É obra cheia de sutilezas expressas ou requeridas, que junta uma orquestra com 50 músicos ( na verdade 55 ) – daí o nome “CENTIPEDE”, centopéia -, para executar as 4 partes que a compõe!
O quebra cabeças é imenso. Há vinte violinos, 7 cellos, 3 baterias, 6 baixos ( elétricos, ou não ), 1 guitarra, 1 piano e 4 vocalistas. E todos servem de suporte para 5 trompetes, 4 saxes altos, 4 tenores, 3 barítonos e 4 quatro trombones!!!! Que tal?
E, não para por aí!
O disco foi pensado em núcleos, por assim dizer; e é executado nos instrumentos de sopro por duplas, trios, quartetos, e quintetos de “solistas” !!! E todos procuram tocar em contraponto, ou em massa, suportados pela turma das cordas, que faz base harmônica em alguns momentos um pouco mais identificável e mais próxima do tradicional. Em outros, porém, gerando “pseudo anarquia”!
Captaram?
Seria FREE JAZZ?
Eu acho que não totalmente.
Mas vamos caminhar com “os ouvidos” um pouco além, e ver no que dá…
KEITH TIPPET é o pianista inglês de vanguarda, que em 1971 já havia participado em 3 discos do KING CRIMSON: “LIZARD”, “ISLAND” e “IN THE WAKE OF THE POSEIDON”. Ele consegue ser simultaneamente lírico e ousado. É um MESTRE DAS SUTILEZAS!
TIPPET para fazer o disco convocou amigos. Gente do SOFT MACHINE, DO KING CRIMSON, do IAN CARR & NUCLEUS, e outros luminares da linha de frente britânica da música contemporânea.
Se vocês clarificarem o tamanho da encrenca encontrarão lá:
Trompetes e corneta (?) com IAN CARR e MARK CHARING; saxes altos: ELTON DEAN, IAN McDONALD; tenor: ALAN SKIDMORE; barítono: KARL JENKINS; trombones: NICK EVANS, PAUL RUTHERFORD; bateristas: JOHN MARSHALL e ROBERT WYATT; baixos: ROY BABBINGTON, JEFF CLINE, DAVE MARKEE. Em resumo, a raiz, o caule e as folhas do novo JAZZ INGLÊS da época!
Nos vocais, e só para garantir anarquia, MIKE PATTO ( literalmente grasnando!!! ), ZOOT MONEY; e JULIE TIPPET, ex – JULIE DRISCOLL, conhecida e CULT cantora que participou com o tecladista BRIAN AUGER em vários discos legais no ” melting pot que abrange R&B, ROCK PROGRESSIVO, JAZZ, BLUES, e vasto enfim!!!
Pois, então: e para coordenar os trabalhos, produzir, organizar o caos possível e comprovável?
ROBERT FRIPP.
Mas, o FRIPP????!!!, TIO SÉRGIO?
Sim, escolha exata!
Ele retribuiu a TIPPET a participação nos discos do KING CRIMSON. É o cara certo para botar ordem, convencer e mandar. Tem um intelecto organizado, sabe deixar rolar, colocar, vírgulas, e mandar parar… E conhece as experimentações e vanguardas.
FRIPP é ousado e meticuloso. E conhecido como um déspota do bem: discute; mas, quando diz “não é não”!!!
Quanto ao disco em si, li que a ideia de KEITH TIPPET era “ROMPER FRONTEIRAS FEROZMENTE”; buscando no “momento executado” o “AGORA”; mas dentro de uma lógica que fugisse do “conforto” e das regras rígidas da “HIGH ART”!
Entenderam? Eu ainda estou tentando…
Talvez, como também está no livreto: “ele orientasse os riffs básicos do JAZZ – ROCK para sustentar estruturas mais “soltas”, mais próximas do FREE-JAZZ.” Ou, a ideia central quem sabe fosse captar a energia das BIG BANDS com a sensibilidade dos pequenos grupos!
Sacaram? Eu continuo desvendar e descontruir o quebra-cabeças!!!
Presumo, resumindo, que ele pretendesse deixar o time improvisar com liberdade, mas dentro da melhor técnica musical possível. Em alguns momentos, a turma da base também participa do forrobodó; em outros, a turma de frente volta-se à base harmônica. É bonito, e distinguível quando se ouve a obra com mais atenção…
Curiosamente, em alguns momentos tudo parece rompido ou consolidado por alguns riffs e solos de guitarra, feitos por BRIAN GODDING. Porque FRIPP não tocou uma linha sequer no disco!
Lembram-se do show do KING CRIMSON, no ROCK IN RIO?
FRIPP comandava a banda com a guitarra; mandava e desmandava; rompia o construído, ou deixava andar a seu comando. Vi semelhanças entre os dois gestos…
Quando o disco foi lançado, houve uma avalanche de críticas. A turma do ROCK, que o comprou por causa de ROBERT FRIPP, frustrou-se. Porque ele só produziu. A turma da VANGUARDA achou o disco não coeso, um monumento desencontrado…
Talvez merecesse uma remasterização com algum craque de estúdio contemporâneo. Fico imaginando STEVEN WILSON. Ou algum japonês meticuloso em atividade. Mas, quem sabe um alemão desses que fazem o trabalho espetacular com a BEAR FAMILY RECORDS!
Gente capaz de colocar as coisas no lugar, limpar excessos, realçar trechos esquecidos ou mal masterizados. Essas coisas complexas, que deixam audiófilos e ouvintes sofisticados de orelhas em riste!
TIO SÉRGIO aqui passou duas tardes escutando para ver se compreendia o que foi esboçado e feito… Comparei, observei, bebi…. depois, tomei a vacina contra a COVID e fui ouvir o disco de novo…
E de tanto pensar virei jacaré!
POSTAGEM ORIGINAL: 01\04\2021
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VAINICA DOBLE – ÓPALO RECORDS – 1971

Dupla feminina espanhola de atuação inconstante, mas influência definidora no melhor POP ALTERNATIVO de lá.
VAINICA DOBLE significa “costura dupla”, metáfora bem apropriada para a belíssima HARMONIA VOCAL que “costuraram”. Elas cantam divinamente um “blend” de POP e FOLK PSICODÉLICO muito original, com retrogosto do melhor ROCK INTERNACIONAL da época.
CARMEM SANTOJA e GLORIA VAN AERSSEN possuem vozes lindas, educadas e cristalinas. E compõe de maneira criativa. É raro aparecer canções com melodias tão bonitas e bem construídas, do jeito as que duas fizeram! E, na época desse disco, já eram mulheres algo maduras. A banda que as acompanha é, também, ótima!
IAN ANDERSON, do JETHRO TULLl, falou certa vez que foi assistir a um show de SIMON & GARFUNKEL. E saiu convencido de que faria muito melhor. E fez!
Aconteceu o mesmo com as duas.
Assistindo a um festival qualquer na Espanha da era Franco, ficaram horrorizadas com nível dos artistas e seus repertórios. Resolveram compor; e fizeram melhor, muito melhor!
A dupla gravou outros discos, sempre na confluência FOLK-PSICODELIA e ROCK PROGRESSIVO.
Este aqui é, também, indicação nos livros de HEINZ POKORA, o caçador e restaurador do submundo desconhecido da música POP. O álbum original vale muitos mandacarus! – dólares, euros…
Procurem as moças na internet. Tio Sérgio recomenda bastante!
POSTAGEM ORIGINAL: 03\04\2019
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RICK ASTLEY: ARTISTA MENOR E MÚSICAS LEGAIS. BOA RAZÃO PARA GARIMPAR NO SEGUNDO E TERCEIRO TIME

Sei lá se aconteceu por volta de 1971, pouco antes ou algo depois. Por aqueles tempos, eu e meu “amigoirmão” SILVIO DEAN , ainda colecionávamos discos juntos. A história é a seguinte:
Em1967, éramos adolescentes e completamente duros. E decidimos comprar discos diferentes para saciar as respectivas curiosidades.
Ambos adorávamos ROCK, e mais ou menos na mesma direção. E se ele comprava os “SEARCHERS”, o “DAVE CLARK FIVE” e os “SWINGING BLUES JEANS”; eu procurava “TROGGS”, “TRAFFIC”, “STEVE MILLER BAND” e “PROCOL HARUM”… O SILVIO comprou o primeiro dos “DOORS”; e eu o DISRAELI GEARS do “CREAM”… E, às vezes, batíamos cabeça com os “YARDBIRDS”, e o “MANFRED MANN”, bandas que nós dois adorávamos e cada um comprou os seus…
Numa dessas e certo dia, olhamos para a coleção e reparamos que tínhamos um acervo pouco variado… Muita coisa dos mesmos artistas… Então, o que fazer?
O negócio era ampliar, mas gostos e preferências aos poucos deambulavam por caminhos diferentes. Ainda assim, fomos “together” por mais algum tempo, abastecendo a discoteca.
Quando separamos os acervos, continuamos a frequentar as lojas, e a trocar/emprestar os discos entre nós, o que fazemos até hoje.
Mas TIO SÉRGIO, por que você fez esse “prolegômeno” para resenhar um disco do RICK ASTLEY?
É porque nenhuma discoteca, biblioteca, ou quaisquer coleções se mantêm apenas com artistas, propostas ou estrelas de primeiro time. E, garimpar no SEGUNDO e o TERCEIRO NÍVEL. é fundamental.
Artistas menores formam a imensa maioria, e produzem incontável variedade, e também fazem bons discos. São eles que irrigam o mercado com novidades. Preservam, e muito, o lado lúdico e a continuidade do HOBBY. Alternativas renovam o gosto e o prazer, ao longo do tempo.
“RICK ASTLEY” é a cara do meu amigo, o quase DECANO do ROCK NACIONAL, “TONY CAMPELLO”! Foi cantor de sucesso. Faz parte de uma geração “NEM-NEM-NEM”: nem SOUL, nem DISCO, nem R&B.
Ele está longe de ser um “JOE COCKER”; ou um “TOM JONES” – mesmo tendo alguns trejeitos do MACHO ALFA “number one” da música popular inglesa… E também não tem o talento quase específico de “MICK HUCKNALL”, ou o charme para o SOUL e o R&B de “SEAL”.
No entanto, “RICK” é artista eficiente, com uns 40 milhões de discos vendidos, e músicas que até hoje orbitam as RÁDIOS FM: “NEVER GONNA GIVE YOU UP” escalou as paradas mundiais, em 1987. E o mesmo aconteceu com “TOGETHER FOREVER” e “HOLD ME IN YOUR ARMS”. Depois da fase áurea, tentou novas fórmulas, como seus contemporâneos. Não rolou muito…
Então, por que eu comprei essa coletânea com dois discos?
Em primeiro lugar, o preço. Chegou às portas do TIO SÉRGIO por $ 10 BIDENS, uns R$ 50,00 MANDACARÚS, incluído frete, impostos, etc…
Quando se faz um pequeno mergulho na obra de RICK ASTLEY, o primeiro diagnóstico é colocá-lo no TERCEIRO TIME.
No primeiro CD estão os HITS, e por aí. O segundo, é a tentativa dele posicionar-se em um mercado para gente mais madura – os seus fãs originais, claro. Gravou alguns clássicos de décadas passadas; e coisas e versões algo insossas dele mesmo…
O segundo motivo, eu confesso, é que desde os tempos da CITY RECORDS, uma das lojas de CDS que tive, quando escutava “CRY FOR HELP”, sucesso de ASTELY em 1991, pensava com as minhas latinhas de cerveja:
Essa música é linda! ele canta bem; o arranjo é bem equilibrado; e as meninas do “backing vocal” GOSPEL são perfeitas. Mas não tem a pegada necessária. Está faltando BAIXO! Principalmente na BRIDGE final, quando entra a bateria. E um ataque mais incisivo seria o grande diferencial para se tornar um clássico POP. Tá; a tia CAROL KAYE não participou das gravações…
Com o tempo, eu ouvi o “BLUR” na magnífica TENDER; um GOSPEL de arranjo pesado, e se acentuando à medida em que a música progride. Pensei: é isso que faltou ao ASTLEY!
Hoje, escutei atentamente “CRY FOR HELP” algumas vezes. E amenizo um pouco minha opinião inicial. No todo, a música funciona… Mas, poderia ter sido um clássico se tivesse havido luta mais aberta contra o “RAQUITISMO POP” habitual, forjado pelos produtores.
Ah, o meu amigo “SÉRGIO” CAMPELLO era muito mais bonito do que o RICK ASTLEY. E virou TONY, porque parecido com o ator TONY CURTIS!
POSTAGEM ORIGINAL: 30\03\2024
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“NIGHT OF THE GUITAR” e ALGUNS PARTICIPANTES, EXEMPLO DE COMO SE FAZIA ROCK NA DÉCADA DE 1970.

Estão todos ali?
Não; claro que não!
PETE HAYCOCK, exímio guitarrista da CLIMAX BLUES BAND, contou: “Convidamos o RORY GALLAGHER, mas ele não tinha espaço na agenda”.
É correto dizer que a foto da postagem não reflete exatamente quem atuou. Expandi, inovei um tanto, para fazer um molho mais consistente do que o álbum original, também postado. Mas ilustra o que vi.
O “NIGHT OF THE GUITAR” foi um projeto amplo e itinerante, que abrangeu um monte de craques famosos, com exceção de JEFF BECK, ERIC CLAPTON e JIMMY PAGE – e do próprio RORY GALLAGHER.
Estiveram lá ALVIN LEE, LESLIE WEST, STEVE HOWE, ROBBY KRIEGER, ANDY POWELL, TED TURNER, PETE HAYCOCK, STEVE HUNTER, RANDY CALIFORNIA, JAN AKERMAN, e outros. Todos foram ou vieram nas várias turnês, que rolaram por uns dois anos. De tudo isso, lançaram o LONG PLAY duplo do mesmo nome e este CD na foto.
O disco foi produzido por MARTIN TURNER, baixista do WISHBONE ASH que, ao vivo, é um show à parte!
O cerne da escolha do elenco foi a turma fora do “NWOBHM”, acrônimo para “NEW WAVE OF BRITISH HEAVY METAL”. Ou seja, os convidados fizeram sucesso antes do IRON MAIDEN ou do VAN HALEN – este é americano, claro. É, também, elenco bem anterior aos ultra ensaiados e técnicos “ATLETAS da GUITARRA”, na linha de VAI, SATRIANI e MALMSTEEN…
Resumindo: juntou a turma do “HARD – BLUES – ROCK” e do PROGRESSIVO. Ícones nos anos 1960, 1970, e parte dos 1980. Muito legal! Gente memorável!
Uma “perna da turnê” passou pelo Brasil, em 1988/89, acho.
Eu assisti aos SHOWS com amigos, entre eles o @Edison Batistella Jr, o JUNINHO, amigão há décadas. Vimos o WISHBONE ASH, que veio com a formação clássica original – não a que está na foto. Assistimos ao LESLIE WEST; e, também, ao JAN AKERMAN – guitarrista do FOCUS. Shows inesquecíveis!
Aconteceu no falecido PROJETO SP, que era uma “tenda-teatro” (se bem me recordo), no bairro da Barra Funda, aqui em SAMPA. Havia um bar por lá, e umas trezentas pessoas no auditório.
Foi delirante! Principalmente a performance do “ASH”, craques consagrados e entrosadíssimos!
No dia anterior ao show, fui lá comprar ingressos e dei de cara com o LESLIE WEST; risonho, baixinho e imensamente gordo: um “botijão de gás peripatético”.
No palco, ele é um Ogro gritalhão que toca muito, e põe todo mundo para pular. Único!
AKERMAN fez performance mais contida. Algo entre o PROGRESSIVO e a FUSION. Um tanto fora do clima esperado, mas em nível do grande “guitar player” que sempre foi.
Recomendo o álbum, principalmente a edição em vinil duplo, que é mais completa, e onde há JAM SESSION capitaneada por ALVIN LEE, com quase todos os participantes. É bem difícil de achar pelaí, infelizmente.
Estar velho tem suas vantagens!
Estive lá, e com muito prazer!
POSTAGEM REVISTA: 30\03\2026
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MASSIVE ATTACK – SINGLES – 1990/1998 E MEZZANINE, 1998

SERÁ QUE O “TIO SÉRGIO” GOSTA DISSO?
SIM! ACHO A MAIS CRIATIVA BANDA DE ELETRÔNICO DE VANGUARDA DAQUELA ÉPOCA. NO JARGÃO POP: “TRIP-HOP”. É MAIS CATIVANTE DO QUE O ‘PORTSHEAD’, ‘MORCHEEBA’, E CONCORRÊNCIA… O “MASSIVE ATTACK” É UM “COLETIVO”, CRIADO EM 1997 POR “ROBERT DEL NAJA” E “GRANT MARSHALL”, MULTI-INSTRUMENTISTAS QUE TOCARAM O PROJETO INTEIRO, AJUDADOS POR PARTICIPANTES MENOS FREQUENTES. ELES PARARAM E VOLTARAM DIVERSAS VEZES, MAS CONTINUARAM POR AÍ… INCLUSIVE POR AQUI, NO BRASIL, EM 2025.
O “TRIP-HOP” É UMA PECULIAR FUSÃO DO “HIP- HOP”, COM ANDAMENTOS E RITMOS LENTOS, ARRASTADOS, RELAXANTES; E USO ACENTUADO DE “BAIXOS”. O RESULTADO É CONHECIDO POR “DOWNTEMPO”. E, NA COMPOSIÇÃO, CABEM “SAMPLERS”, “DUB”, “AMBIENT MUSIC”, “FUNK”, “JAZZ” E O QUE PINTAR…, GERANDO ATMOSFERA VIAJANTE, INEBRIANTE, ONÍRICA… E TAMBÉM DANÇANTE.
O “MASSIVE ATTACK” É MESTRE NISSO AÍ. EU ENCONTREI ESTE BOX CASUALMENTE, HÁ MAIS DE 20 ANOS! E POR ÓTIMO PREÇO. É UM ARTEFATO ATRAENTE, MAS ALGO TEDIOSO. TRAZ ONZE “EP.s”, COLIGINDO 63 FAIXAS – A ESSÊNCIA DO GRUPO. COBRE ATÉ O ÁLBUM “MEZZANINE”, LANÇADO EM 1998. NO ENTANTO, OUVINDO MELHOR, HÁ “MUITO MAIS DO MESMO” NA COLETÂNEA. SÃO VÁRIOS REMIXES; FEITOS, INCLUSIVE, POR OUTROS D.Js. O QUE NÃO É MINHA PRAIA.
AS FAIXAS ORIGINAIS SÃO MUITO BOAS; ÓTIMOS VOCAIS, COM DESTAQUE PARA OS FEMININOS: “LIZ FRAZER”, DO “COCTEAU TWINS”, POR EXEMPLO, ENTRE OUTRAS. “MEZZANINE” É O ÚNICO CD ORIGINAL, DE CARREIRA, QUE MANTENHO NA DISCOTECA. EM MINHA OPINIÃO, É O MAIS CONSISTENTE DO PONTO DE VISTA ESTILÍSTICO E ARTÍSTICO FEITO PELO GRUPO – OOOPPSSS, ÀS VEZES DUPLA, À VEZES TRIO, ÀS VEZES… ENFIM. E LÁ ESTÁ O TEMA DE ABERTURA DA CULT SÉRIE DE TV. “DR. HOUSE”. “TEARDROP” É COMPOSIÇÃO DELES, E FOI ESCOLHIDA PORQUE SIMULA A BATIDA DE UM CORAÇÃO. ALÉM DE CAPTAR TODO O CLIMA “NOIR” DOS PERSONAGENS. É SENSACIONAL!
EU OUÇO SEMPRE O “MEZZANINE” POR CAUSA DA CONSTÂNCIA DOS BAIXOS E GRAVES QUE “DESENHAM O ÁLBUM”. SÃO IDEAIS PARA POSICIONAR E TESTAR CAIXAS ACÚSTICAS. EXPERIMENTEM.
O “MASSIVE ATTACK” É O MUST DO SUB – GÊNERO “TRIP HOP”! E O TIO SÉRGIO RECOMENDA GERAL!

JOHN LENNON & PLASTIC ONO BAND – BOX DUPLO – APPLE, 1971 –

A HISTÓRIA é um cemitério de horrores coalhado por ZUMBIS. Que renascem, nascem e se reproduzem ininterruptamente. Então, mesmo os supostos momentos de hipotética tranquilidade são desconfortantes.
Os anos 1960 terminaram no final do ano de 1970. JOHN LENNON & PLASTIC ONO BAND foi lançado em janeiro de 1971. Portanto, saiu no primeiro ano da década de 1970…
Emblemático;
Depois, vamos falar em destinos e predestinados – se é que ambos existem…
A década de 1970 foi plena de criatividade. Lá desenvolveram-se o ROCK PROGRESSIVO, o HARD ROCK e o HEAVY METAL.
E todos foram contestado por PUNKS, pela turma do REGGAE, e outros menos lembrados. Novos opositores, ou simplesmente requisitantes de um lugar ao sol – gente, artistas, que vieram da base da sociedade para dizer alguma coisa diferente.
Foi um período fértil em revoltas e redefinições; instaurações e restaurações políticas. Despontaram progressistas e reacionários. E todos juntos e ao mesmo tempo ao longo do… “tempo”. A “revolução” dos costumes, pauta muita cara à classe média… e talvez mais típica da década de 1960, continuou.
Claro, em países democráticos como poderia parar?
Esta é mais ou menos a moldura.
JOHN LENNON & PLASTIC ONO BAND é disco seminal, algo memorialístico. Estão nele constatações grandiosas como a famosa frase “THE DREAM IS OVER”, um libelo emocional em que LENNON encerra o que foi vivido pelos BEATLES, por ele e seus contemporâneos. Mas que estaria fora da realidade objetiva.
E estava mesmo!
Então, JOHN volta-se para dentro de si e a vida com YOKO; para um outro jeito de redefinir verdades mais temperadas pela maturidade pessoal. E jamais pela ausência de atitude ou militância efetiva.
Seria?
Este é um disco de ROCK BÁSICO. Pós BEAT e pós PSICODÉLICO; quase sem qualquer relação com o que ele vinha fazendo, ou depois realizou.
JOHN montou uma banda enxuta. Evidentemente sem PAUL McCARTNEY. E, também, sem GEORGE HARRISON. Dois companheiros do passado que definiam – e como! – a sonoridade e a parceria/sociedade nos BEATLES.
Mas trouxe RINGO STARR. O baterista previsível e ultra confiável, capaz de refazer e repetir o que JOHN propusesse com absoluta eficiência e fidelidade. E incluiu o baixista KLAUS VOORMAN, velho amigo de todos; preciso, obediente, alemão…
E criaram um disco simples, de sonoridade algo suja. Um trio pós BEATLES. E “não – POWER”, como amigos e contemporâneos deles fizeram…
Mesmo com a participação de HARRISON, em “GIVE PEACE A CHANCE” – quase uma resposta a MY SWEET LORD – eles não perderam o fio da meada do que JOHN pretendia…
PHIL SPECTOR também deu um polida no álbum, mas não muita. Sem essa de WALL OF SOUND… Produziu LENNON – e para LENNON.
Não, não; o disco não é um precursor do PUNK ROCK, que surgiu primeiro na AMÉRICA, perto de NOVA YORK, com os RAMONES e outros desvalidos… uns três ou quatro anos depois.
A sequência da carreira de LENNON merece visita mais elaborada, porque rumo a outro tipo de “superstardom”. Fica pra oportunidade incerta – mas pelo TIO SÉRGIO prometida…
Por falar em predestinado, e outras heterodoxias e esoterismos, JOHN LENNON foi assassinado em oito de dezembro de 1980, em NOVA YORK. Quer dizer, bem no final da década de 1970!
Para porcamente resumir: ele transitou por duas décadas de revoluções, inquietações e descobertas.
Mas, nenhuma paz!
GRANDE E SOFRIDO JOHN!!!!
Teve vivências torturantes, e era muito parecido com todos nós!
Não era não?
POSTAGEM ORIGINAL: 28\03\2022
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BEATLES – ABBEY ROAD – 1969 EDIÇÃO 2019 – 2 CDS – REMIX GILES MARTIN

ESTE ÁLBUM NUNCA ESTEVE ENTRE OS MEUS PREDILETOS GRAVADOS PELOS BEATLES. SEMPRE ACHEI TRABALHO PARA ALGUMA TRANSIÇÃO QUE NUNCA VEIO. ELES ACABARAM EM 197O.
HÁ ELEMENTOS DE UMA PSICODELIA JÁ TARDIA – E MENOR -, SE COMPARADO A SINGLES, EPs. e OUTROS DISCOS DA BANDA. E NÃO VOU CITAR O “SGT PEPPERS”… , OBRA ARTISTICAMENTE POR ENQUANTO NÃO SUPERADA, E SEMINAL PARA A HISTÓRIA DA MÚSICA.
TIO SÉRGIO GOSTOU DE OUVIR A VERSÃO DE “GILES MARTIN” : É TRABALHO DE ALTO NÍVEL REMIXANDO O DISCO ORIGINAL FEITO POR SEU PAI, “GEORGE MARTIN” – AHHH, VOCÊS CONHECEM….
A MEU VER, “GILES” RECOLOCOU METICULOSAMENTE CADA INSTANTE EM ‘MICRO-CONTEXTO” MAIS PERTINENTE. REORGANIZOU CADA MÚSICA SEM “MEXER” NA ESSÊNCIA; E POSICIONOU OS VOCAIS E OS INSTRUMENTOS COM SENSIBILIDADE E LEVEZA.
PRA RESUMIR, RECOMPÔS O ÁLBUM TORNANDO-O MELHOR DO QUE ANTES. ATUALIZOU OS BEATLES PARA AS MODERNAS EXIGÊNCIAS DE AUDIÇÃO:
EXPÔS O PALCO SONORO; DESTACOU CADA INSTRUMENTO EXPONDO O RECORTE ADEQUADO E AUDÍVEL; E TROUXE UM SENTIDO DE ORGANICIDADE ANTES NÃO PRESENTE.
É, CLARO, OBRA HISTÓRICA E CONSAGRADA. ESTA VERSÃO, TALVEZ DEFINITIVA, MERECE ENTRAR PARA A DISCOTECA DE CADA UM. VALE A PENA TER!
VAMOS COMBINAR: NOS DIAS ATUAIS NÃO DÁ, E NEM É PRECISO OUVIR GRAVAÇÕES COM MÁ QUALIDADE, OU TECNICAMENTE DESATUALIZADAS. HOJE, PARA QUASE TUDO HÁ SOLUÇÃO.
O PRINCÍPIO ORIENTADOR DOS TRABALHO É, SEMPRE, A QUALIDADE DA CAPTAÇÃO E DA GRAVAÇÃO ORIGINAIS. DESDE POR VOLTA DE 1957 É POSSÍVEL TER FIDELIDADE SUFICIENTE PARA SER USADA!!!! EU, E VÁRIOS DE NÓS, TEMOS COISAS INACREDITÁVEIS REALIZADAS NA DÉCADA DE 1950!!!
E NEM VOU TÃO LONGE: PEGUE QUALQUER COISA DE “MILES DAVIS”, NA “COLUMBIA RECORDS”; OU “JOHN COLTRANE”, NA “ATLANTIC “OU “PRESTIGE”. SÃO ARTEFATOS MUITO BONS, E COM PERTO DE 70 ANOS DE EXISTÊNCIA! E ISTO É PRA LÁ DE SIGNIFICATIVO!
A MIXAGEM PARA RECOMPOR “ABBEY ROAD”, QUE JÁ ERA DE ÓTIMA QUALIDADE, NEM DE LONGE ENFRENTOU AS DIFICULDADES ENCONTRADAS, EM 2022, PARA “RECONSTRUIR” EM ESTÉREO O DISCO “REVOLVER”.
ACREDITEM!!!!
AOS QUE SE INTERESSAREM, EU FIZ EM 25/03/2023 UM TEXTO SOBRE “REVOLVER”.
BEATLES É E SERÁ SEMPRE FUNDAMENTAL.
PERCAM-SE NELES!
POSTAGEM ORIGINAL: 26\03\2021
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KRAFTWERK – ENTRE AS BANDAS MAIS INFLUENTES DE TODOS OS TEMPOS. PONTO!

TIO SÉRGIO afirma: o KRAFTWERK, ao lado dos BEATLES, que encerrou carreira em 1970, são as duas banda mais INFLUENTES DA HISTÓRIA da MÚSICA MODERNA. PONTO.
Isto foi referendado em 2014, quando ambas foram indicadas para o “GRAMMY´S LIFETIME ACHIEVEMENT” , pelo conjunto das respectivas obras.
Estarem na mesma premiação não é mero acaso. Há SINCRONICIDADE, coincidência significativa. E uma pletora de vivências sem conexões causais, que nos faz suspeitar que o KRAFTWERK seja a continuação do POP/ROCK de onde os BEATLES cessaram. A frase é forte, e talvez exagerada.
É provocação minha, e papo eterno para os botecos ao longo dessa “AUTOBHAN” : a VIDA vertiginosa e rápida por essa “TRANSCONTINENTAL EXPRESS” ininterrupta – claro, até que a morte sobrevenha, quem sabe por “RADIOACTIVITY”. Somos todos “MEN MACHINES”… E WOMEN, too!
Hummm…. o TIO SÉRGIO exuberou….
Em 1970, o KRAFTWERK iniciou o périplo em DUSSELDORF, claro, na ALEMANHA “OCIDENTAL” da época. E, aos poucos, tornou-se a banda mais influente da atualidade musical POP”.
Mas, TIO SÉRGIO, o quê fizeram “OSALEMÃOS”?
Usaram as descobertas e conceitos da MÚSICA ELETROACÚSTICA da década de 1950, criados por STOCKHOUSEN, entre vários. E os combinaram com a música MINIMALISTA de gente como TERRY RILEY e PHILLIP GLASS. Revestiram tudo em um ENSOPADO POP/ROCK da turma que se iniciava no KRAUTROCK, combinado com outras experiências de seus contemporâneos.
O resultado, como diria o Jaques Sobretudo Gersgorin, é um somatório de “magia e tecnologia”. Ouvi-los é experiência hipnótica. No BOX há CD com REMIXAGENS que transportam o ouvinte para pistas de dança, desvelando o lado D.J. dos caras. Fica um sabor de RAVE, esvoaçante, com tempero algo alucinógeno. As “viagens de hoje”, vieram sendo tramadas há mais de meio século. E, curiosamente, repletas de “RACIONALIDADE TÉCNICA”, digamos….mas, basta adicionar algum “aditivo lícito ou ilícito”, para voar…
O som do KRAFTWERK está por traz da criação dos beats, mixagens e crossovers de AFRIKA BAMBAATA, tido como o primeiro D.J. a usar a eletrônica como base para dançar. Resumindo, eles foram seminais na criação do HIP-HOP, na ornamentação sonora do RAP e do ACID JAZZ… São considerados “pais”, entre aspas mesmo, da DANCE MUSIC. E, certamente, são os principais inspiradores das modernas RAVES.
No início do trajeto, se tornaram símbolos do KRAUTROCK, e deles surgiu o NEU, quase dissidência, pois MICHAEL ROTHER e KLAUS DINGER, tocaram lá. De certa maneira, a música do KRAFTWERK tangenciou os “climas e invenções” desenvolvidos por contemporâneos como o TANGERINE DREAM.
Teriam?
Foram inspiração na gênese da fase BERLIM de ENO e BOWIE; e de várias bandas do pós PUNK. O JOY DIVISION tinha no SET LIST versão de AUTOBHAN, o primeiro sucesso musical de RALF HUTTER e FLORIAN SCHNEIDER.
Os dois estudaram música em conservatório, e são o núcleo formador do KRAFTWERK, que incluiu outros músicos ao longo dos tempos.
Sem eles não haveria DEPECHE MODE, NEW ORDER e nem o TECHNOPOP; ou a COLD WAVE inglesa… Não há como deixar de lado os PET SHOP BOYS, e a infinidade de duplas e outros autônomos, como THE WEEKEND; e até seguidores mais radicais feito o NINE INCH NAILS. E até MADONNA, ou quaisquer das sucessoras não seriam o que são…
Enfim, continuem citando e lembrando influências e influenciados. O KRAFTWERK há mais de meio século esteve e ainda está na base de tudo! E continuará no futuro, também!
Este BOX, THE CATALOGUE, lançado em 2009, foi concebido para ARRASAR QUALQUER CONCEITO, principalmente do ponto de vista do design:
Cada um dos oito CDs está em MINI LP. E foram remasterizados usando os MASTERS originais, gravados no estúdio KLING KLANG, pertencente a FLORIAN e RALF. E há um BOX dentro do BOX principal, com oito livros do tamanho dos LONG PLAYS originais, trazendo fotos, desenhos feitos por computador e poucas informações.
Porém, faz falta um livreto com texto e informações históricas básicas, e mais analítico sobre o quê fez o grupo. Mas, talvez eles achassem que não fosse importante. Portanto, quem quiser que procure detalhes pelaí. Eles são o que fizeram em música, e talvez seja o recado principal.
Ainda assim, é um artefato de ALTO NÍVEL, e que abrange os lançamentos feitos pela gravadora EMI.
Complementei a postagem com os dois primeiros discos gravados pela PHILIPS, em 1970 e 1972. Estão no lado direito da foto. Eu “criei” um pequeno BOX para abriga-los. E há coisas que ainda não tenho. E, quem sabe, um dia compre o DVD mais ou menos com o repertório usado na TURNÊ MUNDIAL, que passou pelo BRASIL, anos atrás…
Eles gravaram pouco, e o suficiente. E CONSTRUÍRAM CARREIRA E OBRA
INCONTESTÁVEL, INVEJÁVEL e INIGUALÁVEL.
PONTO FINAL.
POSTAGEM ORIGINAL: 23\03\2018
Nenhuma descrição de foto disponível.

THE SEARCHERS – 60 ANOS DE CARREIRA!

Isso aí! JOHN McNALLY e MIKE PENDER, os guitarristas, fundaram o grupo, em 1959.
E, por volta de 1962, o quarteto estava entre os três mais famosos entre cerca de 400 grupos de “BEAT ROCK”, que existiam em LIVERPOOL e arredores.
E quem estava à frente na correria?
Claro; em primeiro lugar, aquele grupo de JOHN, PAUL, RINGO e GEORGE. Em terceiro os “SWINGING BLUE JEANS” – o mais profissional entre eles!
Eu arrisco dizer que os SEARCHERS são a minha banda BEAT inglesa predileta. Em meu emocional, competem com os HOLLIES!
Ou;
Nonada! Claro, eu adoro todas elas, e nem vou citar… Mas, estimação e gosto pessoal definem.
Os SEARCHERS fizeram muito sucesso, entre 1962 E 1966. Inclusive nos EUA. Mas opções de carreira, e algumas bastante erradas, como não compor o próprio material, derrubaram hipóteses de aparecer mais.
Muitíssimo pior foi não terem aceitado assinar contrato com BRIAN EPSTEIN, o empresário dos BEATLES, que ofereceu para a banda gravar “THINGS WE SAID TODAY” , composta por LENNON & McCARTNEY, em troca do contrato…
Quem conhece os SEARCHERS e a música deles, sabe que a canção teria caído no repertório como cerveja gelada em dia de verão!!!
E a banda não conseguiu ultrapassar a linha musical alijada do gosto popular, por volta de 1965, após DYLAN obrigar a todos sofisticarem as letras.
Os BEATLES, com REVOLVER e RUBBER SOUL; além dos HOLLIES, os ROLLING STONES e o MANFRED MANN, todos já estavam ultrapassando o BEAT tradicional. E partindo para EXPERIMENTAÇÃO PSICODÉLICA.
Os SEARCHERS enguiçaram na subida…Mesmo assim, aos trancos, buracos e penhascos conseguiram sobreviver.
No final da década de 1970, fizeram dois bons discos para SIRE RECORDS, a gravadora dos RAMONES – que eram fãs declarados e foram bastante influenciados por eles.
Com tudo isso, da formação tradicional sobraram JOHN McNALLY, entre os decanos do ROCK, e o baixista FRANK ALLEN, que está por lá desde 1964. Pouco tempo, heim? Admitam!
Em março de 2019, despediram-se dos palcos. Talvez tenham hibernado, ponderou JOHN, Ambos já passaram dos 80 anos…
E, vocês perguntarão ao TIO SÉRGIO, o que fazem dois discos dos BYRDS e um das BANGLES nessa postagem?
Simples, o jeito rítmico e a sonoridade dos BYRDS, com a guitarra RICKENBACKER de ROGER McGUINN, foram inspirados diretamente nos SEARCHERS. É histórico!
E as BANGLES?
Se vocês quiserem ouvir como eram os SEARCHERS, e como a sonoridade da banda foi modernizada e brilhantemente homenageada por elas, ouçam este ótimo disco da meninas!
Os SEARCHERS precisam entrar na discoteca de vocês.
POSTAGEM ORIGINAL: 21\03\2020
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