A minha edição da obra de ROBERT JOHNSON não é a clássica e definitiva em CDs que inspirou, para não dizer ditou, as capas internas deste CD triplo do guitarrista inglês PETER GREEN, “ME & THE DEVIL”.
O exemplar do TIO SÉRGIO foi “exarado” – huummm!!!! lá fui eu de “metonímia” – do mesmo álbum lançado na década de 1960, também pela COLUMBIA RECORDS, chamado KING OF THE DELTA BLUES SINGERS. Para mim, é o suficiente; e tem visual menos lúgubre.
Porém, o que eu gostaria, mesmo, é de poder pagar a edição em VINIL, feita há uns vinte anos, trazendo as cópias das edições “originais” em 78RPM, gravadas entre 1936 e 1937, que foram feitas em “GOMA LACA”!!!!
A edição que urro de volúpia para obter está na foto abaixo, à direita: “THE COMPLETE ORIGINAL MASTERS: CENTENNIAL EDITION” é composta por 12 similares, em vinil de dez polegadas, em 45RPM , com as 24 gravações originais que sobreviveram.
Nos discos, há reprodução dos selos das gravadoras originais! E foram acondicionados em CAIXA de MADEIRA, verdadeira obra prima, com BOOK expondo e explicando quem foi o negão, OOOPPSSS, o PRETÃO!!!! Garantem pelaí que a qualidade do som é excelente.
Mas nem sonhar, tio SÉRGIO! não é pro teu bico!
Música e artes, como tudo na vida, são mais bem definidos por seu contexto. Na perspectiva de um ouvinte de JOHNSON, hoje, a sonoridade é rascante e básica demais. Música radical – de raiz, claro – e genuína. Então, voltar ao mestre foi penoso.
Porém, a maioria de nós teve acesso a ele via a turma do ROCK. E ROBERT JOHNSON é inspiração principalmente para guitarristas. A versão ao vivo de CROSSROADS, feita pelo CREAM em 1967, é de longe a mais progressiva, pesada, verdadeira e expressiva da obra do VELHO MESTRE !
Quase todo guitarrista de BLUES/ROCK que se preze, abordou e tentou tocar algo de JOHNSON. Aqui, um álbum triplo de PETER GREEN e seu EXPLINTER GROUP, interpretando ROBERT. GREEN, era guitarrista de alta inventividade e técnica. Mas cantor sem qualquer inspiração. Mesmo assim, é artefato interessante para ser ouvido, possuído e colecionado.
Em minha opinião, entre os ingleses é ERIC CLAPTON o mais afinado com a intenção de JOHNSON, seu jeito de cantar, e o uso da guitarra. São de ERIC as melhores versões e arranjos a que tive acesso.
Há um vídeo/documentário onde CLAPTON mostra poster de JOHNSON, e observa o tamanho dos dedos do negão, quando postos no braço da guitarra !
Impressionantes!
Corolário irreverente do TIO SÉRGIO: ainda bem que ROBERT JOHNSON foi músico, e não UROLOGISTA… Não consigo imaginar o estrago que o “DR.” causaria em seus pacientes realizando um exames de próstata!
Melhor continuar ouvindo a música que ele compôs…
POSTAGEM ORIGINAL: 01042022


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