THELONIOUS SPHERE MONK

O nome já revela o CARISMA. Afinal, alguém se chamava como ele?
Pianista genial, TOCAVA CONTROLANDO O SILÊNCIO, e INSTILANDO GOTAS DE NOTAS e ACORDES NO DECORRER DA MÚSICA.
Escutar o seu DISCO CLÁSSICO com SONNY ROLLINS é perceber um SAX DE FRASEADO CURTO E CONTINUADO, PONTUADO POR NOTAS ENCAIXADAS PELO PIANO DE MONK NA HARMONIA.
THELONIOUS MONK criou jeito de tocar NÃO REPETIDO ATÉ HOJE. Passou por GRAVADORAS CULT como “BLUE NOTE”, “PRESTIGE” “COLUMBIA”. E seus discos vão do INSTIGANTE ao INIGUALÁVEL.
Conhecer THELONIOUS MONK, é mais do que OBRIGATÓRIO. É MANDATÓRIO!
THELONIOUS SPHERE MONK é de tal forma seminal que merece postagem maior e mais bem estudada, abrangendo outras fases em outras gravadoras, etc… Mas não hoje.
Porém, SPHERE (Sim, é também parte do nome dele!!) tem características que ressaltam. MONK é grande operador do SILÊNCIO como integrante da música. Seu fraseado é curto e “duro”. O piano é tocado quase nota por nota, com certa agressividade e força. Emite sons sempre mais altos do que se espera da maioria dos jazzistas.
Eu acho THELONIOUS nada sutil. Ele toca usando muita dissonância e de maneira totalmente pessoal. É um GÊNIO da música; estilista moderníssimo. Tudo fica perceptível nas gravações solo. E bastante evidenciado em sua fase na COLUMBIA RECORDS, (1962/1968), onde estúdio, captação, mixagem e masterização, tudo… é de alto nível técnico e artístico, como sempre a hoje SONY MUSIC fez e faz.
Não viva sem ele.
POSTAGEM ORIGINAL: 23\04\2027
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THELONIOUS MONK, ALFRED BRENDEL E JOÃO DONATO, PIANISTAS: PONTOS DE CONFLUÊNCIA

SAUDAÇÕES COTOVELARES! Por causa da pandemia:
Não tenho medo de voar. Seja por avião ou pensamentos; ou especulações em cima de assuntos que aprecio e suponho saber um pouco.
Dia desses, eu estava selecionando discos aprisionados em minha discoteca de música brasileira. Passei pente grosso em um cipoal de coisas que, suponho, estavam deslocadas do foco de meus interesses. Separei uns 40 para vender, trocar… sei lá!
Eu não lembrava bem de JOÃO DONATO e o porquê de sua importância e fama rediviva, aqui e lá fora. Escutei discos e gostei. Mesmo quando pré-Bossa Nova, onde ele mistura música latina – boleros – com música brasileira em seu piano excelente, mas ainda não tão pessoal.
TOM JOBIM começou carreira na gravadora ODEON selecionando repertório para “CHÁ DANÇANTE, o disco de JOÃO DONATO, de 1956. Miscelânea de coisas dançáveis, lounge, comerciais e belas.
O DONATO que mais nos importa começa em 1958, quando gravou duas músicas de JOÃO GILBERTO: MINHA SAUDADE e MAMBINHO. Depois, excursionou com ele pela Europa.
JOÃO DONATO foi para os EUA em 1959, e pertenceu às orquestras de MONGO SANTAMARIA e TITO PUENTE… onde refinou o seu repertório latino. Em 1963, já em plena BOSSA NOVA, instalou-se de vez na AMÉRICA e ficou por lá gravando com NELSON RIDDLE, HERBIE MANN, CHET BAKER… artistas consagrados. Ele foi pianista requisitado. Merecidamente!
Quando retornou ao Brasil, em 1973, já havia consolidado seu estilo sincopado de tocar piano; as frases curtas que estancam repentinamente. Ele trabalha muito com o ritmo; e tem o SILÊNCIO como parte estrutural da música – compreensão importante para músicos de alta classe…
Este é o JOÃO DONATO – um péssimo cantor – que ressuscitou para as novas gerações, e é “sampleado” de montão. Ouçam os discos LEILÍADAS, 1986; e QUEM É QUEM, 1973; onde os diferenciais estão nítidos.
THELONIOUS MONK é de tal forma seminal que merece postagem única e mais bem estudada. Mas hoje, não.
Porém, SPHERE (Sim, é também parte do nome dele!!) tem características que ressaltam. MONK é outro grande operador do SILÊNCIO como integrante da música. Seu fraseado é curto e “duro”. O piano tocado quase nota por nota, com certa agressividade e força, emite sons sempre mais altos do que se espera da maioria dos jazzistas.
Eu acho THELONIOUS nada sutil. Ele toca usando muita dissonância e de maneira totalmente pessoal. É um GÊNIO da música; e um estilista moderníssimo. Tudo fica bastante perceptível nas faixas solo. E muito evidente em sua fase na COLUMBIA RECORDS, (1962/1968), onde as gravações são de alto nível técnico e artístico, como sempre a hoje SONY MUSIC fez e faz.
ALFRED BRENDEL é austríaco e ainda vivo. Está entre os grandes pianistas de música clássica dos anos 1950 em diante. Um virtuose superdotado de obra extensa e importante. Ele é especialista em MOZART e SCHUBERT, e referência em BEETHOVEN.
Está suficiente, você não acha?
VON KARAJAN gravou três vezes o ciclo completo para PIANO e ORQUESTRA da obra de BEETHOVEN. BRENDEL fez quatro vezes o mesmo ciclo! E três vezes a integral das 32 sonatas compostas pelo gênio!!!! Ele teve imaginação, empenho e determinação como poucos!
Curiosamente, ALFRED BRENDEL pertence à escola dos pianistas que procuram executar a música de acordo com as indicações e partituras originais do compositor. Ele defende que obras magistrais são de inesgotável densidade. Por isso, comportam infinitas leituras por cada um, ou por vários artistas – e não se esgotarão jamais! A HISTÓRIA lhe dá razão!!!!
BRENDEL é um intelectual, professor e pesquisador incansável, com vários livros publicados!!! Está aposentado das salas de concerto. Tem 94 anos, em 2025.
Ele é um estilista, e seu dedilhar é perfeito. A gente escuta nota por nota, em tempo e ritmo precisos; ele não usa muito os efeitos dos pedais. Tudo isso o ajuda a construir e controlar o SILÊNCIO e as pausas, entendidos como recursos musicais.
ALFRED BRENDEL faz uso massivo e denso de acordes nos registros baixos. E sua interpretação vai do barulho desconcertante à suavidade extrema. E sempre com pertinência, e elegância elevada. É um intérprete exímio e pianista de técnica apuradíssima.
Aliás, é o meu pianista predileto!
Mas TIO SÉRGIO, o que te trouxe à pretensão e arrogância de escrever sobre três músicos tão excepcionais e diferentes entre si?
Talvez a minha percepção seja incompleta e simplista. Mas vejo em DONATO, THELONIOUS e BRENDEL o domínio do SILÊNCIO e das PAUSAS como parte integrante e ativa da concepção e da execução musical. Porque sempre parte das composições, interpretações e, claro, execuções das obras!
Mal comparando, se os três jogassem futebol pertenceriam àquela estirpe de craques que sabem jogar sem a bola; e dominam o espaço, o tempo, e se deslocam magicamente pelo campo.
No caso desse trio, a música e a “não música” se complementam integradamente.
TALVEZ?
POSTAGEM ORIGINAL: 02\05\2021
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CELLY E TONY CAMPELLO, E O DILEMA DE ESTAR ENTRE DUAS GERAÇÕES

Noite incerta, quase madrugada, assisti “BROTO LEGAL” , filme que expõe o período de nascimento e a quase glória da primeira fase do ROCK BRASILEIRO.
TIO SÉRGIO, que é um chato recorrente, observa que faltou ao roteiro alguma sofisticação sociológica e questionamentos pertinentes, mesmo que não estridentes ou militantes.
Reviver aqueles tempos incentiva ao “viajante” reflexões mais amplas.
E eu vou tentar.
CELLY CAMPELLO, cantora talentosa, voz delicada, dicção perfeita e clara, foi o BROTO LEGAL entre 1958 e 1962. Era a imagem da menina jovial, “virginal” e de família – mas recatada na medida certa. O SIGNO de um tempo que rumava célere para a extinção…
TONY CAMPELLO, seu irmão e coadjuvante também talentoso, cantava em bailes na região de TAUBATÉ, no Estado de São Paulo.
Em 1956, mudou-se para SAMPA, a capital. Foi trabalhar no SESC, o antídoto encontrado pelos pais tentando evitar que ele enveredasse em vida desregrada… Porém, com as noites vagas descolou jeito de continuar cantando.
Nessas, TONY cruzou com o grupo de MARIO GENARI FILHO; músico, produtor, e talvez o primeiro a tentar introduzir no BRASIL o ROCK AND ROLL- sucesso da hora, na AMÉRICA.
GENARI convidou o TONY para cantar em um 78 RPM, que pretendia lançar pela ODEON. CAMPELO gravou o lado A. Mas para o lado B, o ideal seria uma cantora. Testaram esquecida veterana – eu não sei quem. Quase rolou… @quase.
Foi quando TONY sugeriu a irmã, CELLY, de 15 anos! E já apresentando programa na rádio CACIQUE de TAUBATÉ, e causando pequeno agito regional!
CELLY deu conta do recado muito além do que esperavam! E TONY convenceu o relutante pessoal da ODEON a gravar versão de um HIT mundial da cantora CONNIE FRANCIS: e “ESTÚPIDO CUPIDO” foi explosão instantânea!
CELLY virou sucesso arrasador, em 1958. Excursionou pelo BRASIL; e gravou e vendeu discos até 1962, quando desistiu da carreira para casar-se com o namorado de adolescência, JOSÉ EDWARD CHACON. Ela tinha 20 anos, gravou mais alguns discos, até 1965. E saiu de cena.
No início da década de 1970, houve certo “REVIVAL” com a novela “ESTUPIDO CUPIDO”. Mas CELLY não voltou a desenvolver carreira. Ela e o marido permaneceram casados até a morte dela, em 2003.
Entre os CDs na postagem, está um CD DUPLO dedicado aos dois, que faz parte da COLEÇÃO BIS, da gravadora EMI – que relançou, em, 2000, coletâneas da turma da JOVEM GUARDA. Mas, todos os CDS foram mal concebidos, e não trazem quaisquer informações sobre artistas e obras.
No repertório, estão 28 músicas, em qualidade técnica aceitável. Porém, CELLY mereceria algo feito pela BEAR FAMILLY RECORDS, especialista no POP/ROCK dos 1950/60. Certamente, os alemães dariam tratamento adequado tanto às músicas, quanto na parte gráfica e textos.
CELLY CAMPELLO foi a primeira TEEN IDOL brasileira. Era contemporânea de outra teenager, também baixinha e superdotada: BRENDA LEE, que forjou carreira de imenso sucesso, saindo do POP indo para o COUNTRY e até o GOSPEL; e continua viva… Postei aqui.
Sem dúvidas, CELLY CAMPELLO influenciou ELIS REGINA que, em 1961, lançou “VIVA A BROTOLÂNDIA”. Certamente, CELLY inspirou RITA LEE, PAULA TOLLER e, talvez, SANDY; entre diversas cantoras que, se repararmos bem… Dizem as boas línguas que TOM JOBIM gostava do jeito de CELLYcantar…
É interessante notar que os TEEN IDOLS explodiram para valer anos depois: STEVIE WONDER, STEVIE WINWOOD e PETER FRAMPTON; e sem focar nas BOYS BANDS tipo MENUDOS, BACK STREET BOYS, NSYNC. Ou, também, os meninos coreanos de agora, e tantos e tontos outros, ao longo das décadas. Opa!!! , não vamos esquecer MICHAEL JACKSON, o maior deles todos!
Há um detalhe “histórico e sociológico” fundamental. CELLY, como NEIL SEDAKA, PAUL ANKA, BRENDA e CONNIE, os TEEN IDOLS da década de 1950, são frutos de uma geração intermediária de artistas. Estão entre o ROCK AND ROLL clássico de ELVIS, CHUCK, JERRY LEE LEWIS, e BUDDY HOLLY.., e a emergência do BEAT, na Inglaterra e nos E.U.A..
Quando CELLY desistiu, em 1962, os BEATLES, os STONES, DYLAN e os BEACH BOYS estavam se firmando, e mudando completamente o panorama da música popular no mundo inteiro!
CELLY não topou fazer a JOVEM GUARDA com ROBERTO e ERASMO CARLOS, em 1966. Ela estava casada e com dois filhos. Preferiu cuidar da família. O lugar que seria dela foi para WANDERLEIA. Com certeza, CELLY não tinha noção do momento histórico. Porém, acertou: ela e TONY tinham nada a ver com o projeto do programa!!! Eram de outra geração e, possivelmente, teria sido um fracasso.
É curioso, CELLY gravou versão de “AS TEARS GO BY”, clássico CULT dos STONES, de 1965, e também vertido por FRED JORGE, o profissional predileto para fazer as versões do POP estrangeiro daquele momento. Ficou algo romântico demais, e ao estilo do que era feito na década de 1950. O que dá a medida dos desafios que CELLY teria, caso enfrentasse as mudança na moda e nos comportamentos. Ela não participou da era BEAT. E não tinha perfil para encarar os novos tempos de completo desregramentos.
“AS TEARS GO BY” é música de transição para o ROCK PSICODÉLICO, e fala de depressão. Em tese, não é para jovens esperançosas e alegrinhas. Eu especulo se a decisão apaixonada, conservadora e imprevista que CELLY tomou, não acabou por favorecer o seu MITO? Mas é muito possível; talvez bem provável!!!
Décadas atrás, eu conheci e me tornei amigo de TONY CAMPELLO. É um excelente sujeito. Aberto, discreto e bem-humorado – um cavalheiro!
Certa vez, na mesa de um bar, na Avenida Paulista, eu contei pra ele que, na primeira vez que andei sozinho de ônibus, em 1959, tocava no rádio “O CANÁRIO “, música singela, bonita e gentil, cantada em dupla por TONY e CELLY. Eu jamais esqueci do momento, da sensação, do bem estar e liberdade que estava provando ao me locomover sem a presença de minha mãe ou do meu pai. E a música transmitia o afeto e a empatia, que só os realmente talentosos conseguem passar.
Enquanto eu pesquisava para o texto, depois de anos, toquei novamente a música. E aqueles instantes únicos voltaram com a emoção e a nitidez de 60 e tantos anos atrás!
TONY CAMPELO se referia sobre a morte da irmã de um jeito delicado e apropriado. Ele não dizia que CELLY havia morrido. E, sim, que estava viajando por um lugar muito melhor!!!
Ele foi, além de cantor, um produtor musical interessante. Lançou SÉRGIO REIS, já no pós – JOVEM GUARDA; E produziu, entre várias outras músicas, PANELA VELHA, talvez o marco inicial desse misto de COUNTRY MODERNO, MÚSICA CAIPIRA, GUARÂNIA, etc…, batizado de SERTANEJO! TONY contribuiu para que essa música híbrida se tornasse o verdadeiro POP do Brasil. Gostemos ou não, é um fato.
TONY também organizou, para a B.M.G, ótima coleção de “CAIPIRAS” de raiz. E fez reviver uma série de “DUPLAS” do passado tidas como artisticamente relevantes. Ele trabalhou, e viveu de música a vida inteira. E conhece muito o POP ROCK da década de 1950 e início dos 60; e a música verdadeiramente popular feita por aqui.
Faz muito tempo que não o vejo. Infelizmente. Hoje, ele é o decano dos ROCKEIROS brasileiros, com 90 anos de idade! CELLY e TONY CAMPELO são parte relevante da HISTÓRIA MUSICAL BRASILEIRA, e merecem o nosso respeito, e o resguardo de suas memórias!
POSTAGEM ORIGINAL: 29\04\2023
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JEFF BECK – LIVE! DVDS e CDS – SHOWS DE TÉCNICA, ECLETISMO E ORIGINALIDADE

Dia qualquer, entrei na padaria e pedi Coca Cola e um sanduíche de alguma Mortadela razoável – tem de todo tipo, algumas lixo puro. Preço: R$ 21,00!!! A refeição estava mais ou menos…
Fim de semana seguinte, TIO SÉRGIO foi à POPS DISCOS, a loja que frequento e das poucas que sobraram em São Paulo. Comprei o BLUE RAY do JEFF BECK, “LIVE IN TOKYO”, gravado em 2014. Custou R$ 25,00.
É produto completamente original, veio lacrado. Som e imagens de primeira qualidade. Pra resumir, a tecnologia, os impostos, o desenvolvimento de produto; a durabilidade quase indefinida do objeto, e tudo o que é preciso para fazer um artefato desse nível. e mais a performance espetacular de um gênio e seus músicos custou um dólar a mais!
Como diriam os economistas versados em Shakespeare, “algo de muito podre acontece no reino dos preços relativos no Brasil”…
No DVD, JEFF BECK continua o que talvez algum ouvinte desatento diga ser mais do mesmo. Não é. A banda que ele montou com os excelentes JONATHAN JOSEPH, bateria; NICOLAS MEYER, guitarra; e RONDHA SMITH – a excepcional ex-baixista que acompanhava o PRINCE, tocam parte do repertório clássico de BECK. Porém, sem teclados. O que deixa o som mais compacto e pesado.
Em linhas gerais, é mergulho ampliado, agora em teatro imenso, o TOKYO DOME CITY HALL. Um concerto sob o silêncio e atenção dos japoneses, que respeitam os artistas e aplaudem muito somente ao final de cada música.
O contrário simétrico do que acontece por aqui. No show de JACK BRUCE, em São Paulo, outro músico de gênio, um bando de bocós berrava e avançava sobre a fileira de cadeiras e o corredor central do Teatro Bradesco; cena de agressividade típica de torcida organizada em campos de futebol. Coisa de gente boçal!
Se comparado à outra performance espetacular do mago, no clássico gravado na Inglaterra, em 2009, “PERFORMING THIS WEEK AT RONNIE SCOTT´S”, as diferenças ressaltam: a performance é mais JAZZY.
Os excepcionais VINNIE COLAIUTA, baterista; a quase menina TAL WILKENFELD no baixo, e o tecladista JASON RABELLO criam estrutura mais sutil, mais voltada à FUSION; e talvez com abertura para o ROCK PROGRESSIVO. E vamos incluir a presença de ERIC CLAPTON; de JOSS STONE, excelente cantora de R&B; e da “muito diferente” IMOGEN HEAP – uma estilista cantando!
É um show inesquecível!!!! Portanto, DVD imperdível.
Conheci o som de JEFF BECK em 1967, na casa do meu amigo SILVIO DEAN, quando por aqui foi lançado o “HAVING A RAVE-UP”, dos YARDBIRDS. Disco/evento imperdível!!!
No lado A do LONG PLAY está BECK na guitarra solo. E o primeiro SINGLE que ele gravou com o grupo: “HEART FULL OF SOUL”, de 1965. E outras músicas imperdíveis.
No segundo lado, quem toca é ERIC CLAPTON, ao vivo, em outra performance antológica, lançada em 1965 como “FIVE LIVE YARDBIRDS” – um E.P. cult e colecionável.
THE YARDBIRDS Foi a primeira banda inglesa que adorei à beira do fanatismo. Ainda idolatro; e sempre os colecionei. Acho que fui o primeiro a escrever sobre eles, no Brasil, lá por 1977…
JEFF BECK é um eclético soberbo! Pode tocar “TUDO”. Simplesmente. Procurem o DVD “JEFF BECK ROCK’ N’ ROLL PARTY, honouring LES PAUL”. Quem está acostumando com ele na FENDER, precisa ver o que faz ao vivo em uma “GIBSON LES PAUL”!
O DVD é show realizado em 2010, no “IRIDIUM JAZZ CLUB, em NOVA YORK”. BECK é o convidado principal, claro! A banda de apoio é excelente. Vão do ROCKABILLY ao R&B. E JEFF viaja de SHADOWS a GENE VINCENT; passa por montes de músicas de “LES PAUL”, e acompanha uma cantora e intérprete sensacional, que eu só conhecia de nome: IMELDA MAY! – a moça arrasa no ROCKABILLY, com estilo e voz adequados! E arrebenta no R&B!!! O evento, além de uma festa de ROCK AND ROLL clássico, explica os caminhos que JEFF BECK cruzou, e porque chegou em nível tão alto!
JEFF BECK foi um guitarrista de ROCK – e “BEYOND” – originalíssimo. Ele domina e reinventa o seu instrumento em altíssima performance. Foi um criador de sons e sonoridades que combinava, equilibrava, peso e lirismo. Seu “FINGERPICKING GUITAR” – tocar só com os dedos e sem palheta -, é perfeito! Em concerto, ele se concentra totalmente. Daí, as execuções brilhantes.
Em 1973, BECK juntou-se ao baixista TIM BOGERT e ao baterista CARMINE APPICE, ex-integrantes do CACTUS, banda de HARD ROCK AMERICANA. Era intenção antiga que não havia progredido porque BECK sofrera grave acidente de automóvel, que o deixou fora de atividade por um ano e meio.
Quando se recuperou, o trio gravou um primeiro CD controvertido. A ideia era mais ou menos seguir o que fizera o CREAM, e o WEST, BRUCE & LAING, mas cruzando R&B, HARD ROCK e resquícios da PSICODELIA. Eu acho que não deu certo, porque nenhum dos três conseguia cantar adequadamente.
Porém, gravaram um álbum duplo ao VIVO, no JAPÃO, que se tornou CULT e colecionável. A insuficiência dos vocais foi compensada por performances instrumentais exuberantes. O BECK, BOGERT & APPICE serviu para BECK dar a guinada definitiva na carreira.
Em 1975, GEORGE MARTIN, famoso por sua ligação com os BEATLES ( ora, TIO SÉRGIO, não seja óbvio…) produziu para a EPIC RECORDS o álbum “BLOW BY BLOW”, que levou JEFF BECK a outra perspectiva artística.
A EPIC era filiada à COLUMBIA RECORDS, que desenvolvia projetos com FUSION JAZZ e outras vanguardas, como o ROCK PROGRESSIVO.
É interessante notar convergências. No “CAST” da COLUMBIA havia artistas de vanguarda em nível de MILES DAVIS, WEATHER REPORT e a MAHAVSHNU ORCHESTRA, do guitarrista JOHN McLAUGHLIN. E BECK também foi orientado para a FUSION. E os discos que gravou são principalmente instrumentais. Em 1977, foi lançado JEFF BECK with JAN HAMMER GROUP – músicos da CENA FUSION e próximos a McLAUGHLIN. O disco exemplifica bem o estilo da época, a opção do artista, e o “cerne artístico no jazz” do “business” da COLUMBIA.
BECK circulou por todos os cantos da modernidade musical: do FUNK à SOUL MUSIC; ao HEAVY, e à FUSION; do R&B ao BLUES; ao PROGRESSIVO ao ELETRÔNICO. Ele cita compositores CLÁSSICOS em várias de suas composições ou performances.
Procurem escutar o que ele fez em 1968 com “LOVE IS BLUE”, a baba orquestral de PAUL MAURIAT. Mas, não deixe de curtir o “seu” BECK´S BOLERO (de RAVEL) no álbum “TRUTH”, 1968. E aproveite para ouvir com atenção “NESSUN DORMA”, de PUCCINI, no CD EMOTION & COMMOTION, 2010. É o articulado ecletismo de JEFF em demonstrações explícitas!
Na opinião do TIO SÉRGIO, JEFF BECK há muito ultrapassara HENDRIX em técnica e inventividade. ( Take It easy, Querubins e Vizigodos, é só uma opinião… )
A obra de BECK não é muito extensa, mas é importante e original. E o estilo e sonoridade que desenvolveu foram seminais para a evolução do ROCK antes de HENDRIX. Eu tenho a impressão de que muitas vezes BECK realizava fusões dentro das fusões que fazia. Mudava a direção dos solos, dos ritmos e andamentos, e de um estilo musical para outro. Criava coisas novas inesperadamente…
JEFF BECK foi um gênio produtivo e operante. Está duas vezes no “ROCK AND ROLL HALL OF FAME”. A primeira com os YARDBIRDS. A outra, pela carreira solo. Além da música, ele gostava, entendia e colecionava automóveis. E montava carros de corrida e competição. Tinha uma oficina em casa; e era respeitado no meio automobilístico por seu conhecimento de motores, veículos, essas coisas…
Ele morreu quase repentinamente de MENINGITE BACTERIANA aos 78 anos, em 10 dejaneiro de 2023. JOHNNY DEPP com quem vinha gravando e excursionando, o acompanhou até o final.
E nós sentiremos a falta dele pela eternidade.
POSTAGEM ORIGINAL: 30\4\2024
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ROCK DE GARAGEM, BUBBLEGUM E BEATNICKS… E OS ENSINAMENTOS DE DOSTOIÉVSKI PARA ANTROPÓLOGOS E MUSEÓLOGOS.

ROCK DE GARAGEM, BUBBLEGUM E BEATNICKS… E OS ENSINAMENTOS DE DOSTOIÉVSKI PARA ANTROPÓLOGOS E MUSEÓLOGOS.
Parte da década de 1960 trouxe para mim dias menos sombrios, apesar de o BRASIL estar imerso na DITADURA MILITAR.
Eu era jovem, e perambulava entre a consciência política ainda não adequadamente despertada, e o interesse ascendente para coisas culturais. Foi quando comecei a prospectar e colecionar discos de ROCK!
No início dos 1970, resolvi melhorar o meu inglês, e procurei um curso. Fui em duas escolas de referência, em São Paulo: a “CULTURA INGLESA” e a “UNIÃO CULTURAL BRASIL – ESTADOS UNIDOS”. Assisti aulas promocionais, e optei pela “CULTURA INGLESA”.
Pois bem: rolou o que vou descrever. E, por consequência, a minha “inflexão” e posterior “reflexão” ética (nossa, TIO SÉRGIO, manera aí!).
Eu tive em vinil a maioria desses discos da postagem. Todos bem legais: descolei um raro álbum dos FUGS, grupo FOLK BEATNIK ALTERNATIVO. Inaudível para os mais sensíveis. E até os HUMAN BEINZ, “protopsicodélicos” dançantes criadores, em 1968, de um clássico dos bailes daqueles tempos em diante: Quem não conhece “NOBODY BUT ME”, não foi jovem em 1969!
E possuí os dois LONG PLAYS contidos no CD dos BUCKINGHAMS – excelente banda contratada pela COLUMBIA RECORDS. São pequenas jóias POP gravadas em 1967 e 1968. E, muito importante: foi a primeira intervenção de JAMES WILLIAN GUERCIO, lendário e requintado produtor. E criador do “JAZZ – ROCK”, antecessor da “FUSION”, que se consolidou como expressão do enorme “MIX” de conceitos que passaram a ser o dia-a-dia da criatividade musical.
A criação de GUÉRCIO foi muito contestada na época, e além… Principalmente pelos JAZZISTAS e JAZÓFILOS mais clássicos. GUERCIO foi um inovador da linguagem musical do POP! No fundo, instaurou possibilidade para artistas de alto nível se reciclarem frente às mudanças do mercado. Creiam; não é pouca coisa!
Com os BUCKINGHAMS, ele esboçou e produziu o que depois desenvolveu com o BLOOD, SWEAT & TEARS, e o CHICAGO TRANSIT AUTHORITY, dois sucessos merecidos e retumbantes! Procure conhecer e ouvir!!
Na contramão desse tráfego deslumbrante, TIO SÉRGIO propõe THE SHADOWS OF KNIGHT e a CHOCOLATE WATCH BAND, artífices do mais ( im ) perfeito ROCK DE GARAGEM da História! Eu os acho Imprescindíveis, também!
Aqui estão dois originais que foram salvos da “extinção por maus tratos e tortura”. Explico em partes, como recomendam os princípios da dissecção…ooopss, what porra it´s that, TIO SÉRGIO?
Pô, eu disse metaforicamente, é claro:
“THE MUSIC EXPLOSION” foi uma das invenções da dupla de empresários, JERRY KASSENTEZ e JEFFREY KATZ, que produziu e vendeu como chicletes músicas comerciais dançáveis do final dos 1960, até meados dos 1970. A banda gravou um LP ( que tive o “original massacrado”… ) e vários SINGLES:
“A LITTLE BIT OF SOUL”, 1967, estourou! Curiosamente, o LADO B, “I SEE THE LIGHT”, é garageira radical e matadora! Eu escuto até hoje! E vou contar a história do “salvamento” desse LP logo mais…
O duo K&K foi um dos criadores do chamado “BUBBLEGUM”. Subgênero meio fake, festeiro e juvenil, que legou “artistas montados sob encomenda”, e que transitavam entre as diversas bandas e projetos da dupla, e no grande entorno.
Ficaram quase famosos grupos como “1910 FRUITGUM CO.” e “OHIO EXPRESS”, notórios frequentadores das trilhas sonoras dos bailinhos e paradas de sucesso daqueles tempos. Ambos gravaram SINGLES de sucesso. E o primeiro álbum do “OHIO EXPRESS” é imperdível: puro GARAGE ROCK!!!
O maior sucesso da era do BUBBLEGUM foram os ARCHIES, criados por “DON KIRSCHNER”, concorrente fortíssimo. Mas “KASSENETZ & KATS” eram os caras! Depois, envolveram – se em outras formas de ARTE POP, CINEMA, e etc…
Outro disco que “salvei” foi KICKS, com PAUL REVERE & THE RAIDERS, grupo legal de verdade, que andava mais ou menos por ali.
Transitavam do POP radiofônico ao ROCK DE GARAGEM, e vice – versa, com tudo o que uma… digamos… “BOYS BAND DA PESADA” poderia fazer de melhor! Tinham imenso FAN CLUB, e um grande “TEEN IDOL” , o cantor MARK LINDSAY. Tocavam bem; e a sonoridade e produção da COLUMBIA RECORDS garantia o restante!
PAUL & THE RAIDERS gravaram mais de 30 SINGLES de sucesso, e alguns álbuns que ficam bem em qualquer coleção de BEAT e GARAGE ROCK. Ouçam no álbum KICKS a cheia de pique CORVAIR BABY! Vale o disco.
Agora, vou contar sobre os salvamentos e a ressurreição. Durante um mês, eu frequentei a UNIÃO CULTURAL – mas “não a escolhi”. Por lá, havia uma discoteca gerenciada por uma senhora que tratava os discos como o KIM JONG UN trata os adversários; e a guarda revolucionária iraniana cuida dos dissidentes…
Olhando a pequena estante, enxerguei dois LPs jogados, sujos e capas vilipendiadas. E claramente manuseados com o desdém estúpido dos desinteressados: “KICKS”, de PAUL REVERE & THE RAIDERS, e “A LITTLE BIT OF SOUL”, do MUSIC EXPLOSION. Eram vistos como lixos descartáveis…
Uma tarde, houve o “descolamento e, ao mesmo tempo, o deslocamento” dos objetos… TIO SÉRGIO concluiu que foi por “desmaterialização”… Técnica que o CAPITÃO KIRK, da nave ENTERPRISE, fazia na época. Ainda não havia a “INTERNET DAS COISAS”…
Acho que a combinação de magia e tecnologia fez os discos migrarem para a minha coleção…
Eu tratei bem deles. Foram lavados, curados, capas recompostas, entre diversos atos de afeto. Hoje, tenho quase certeza de que sobrevivem pelaí…
Essa historinha que narrei nos leva aos ensinamentos da ARQUEOLOGIA, da ANTROPOLOGIA e de DOSTOIÉVSKI:
Incerta vez, um ANTROPÓLOGO americano deu surpreendente resposta para o colega ARQUEÓLOGO mexicano, enquanto faziam considerações sobre os males do imperialismo, e os desvios e roubos das riquezas culturais de seu país para outros locais.
O americano simplesmente disse:
“Você está certo. Nós e outros paises tiramos daqui, e de vários lugares do mundo, parte de suas relíquias e as levamos para os nossos museus. E, também estão em coleções particulares metade do patrimônio arqueológico “removido”.
“Mas, eu pergunto: O que aconteceu com a parte restante das relíquias?”
E o professor mexicano respondeu constrangido:
“pois, é; perdeu-se ou foi destruída…”
E um grande dilema ético se instalou: Roubar, mas preservar? Ao invés de “respeitar” e perder um passado relevante e precioso? Uma escolha de Sofia?
Durante muito tempo senti-me um transgressor por causa da materialização daqueles discos em outro lugar…
No entanto, eu li CRIME E CASTIGO, de DOSTOIÉVSKI. É sobre a racionalização de um crime hediondo: o assassinato premeditado de uma criatura nefasta e deletéria pelo personagem principal do livro.
Considerando as devidas proporções, eu sou o RASKOLNIKOFF do colecionismo.
Eu e muita, mas muita gente, né pessoal?
POSTAGEM ORIGINAL: 22\04\2022
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BUBBLEGUM, POP DESCARTÁVEL, ROCK DE GARAGEM… E “DISCOS DESMATERIALIZADOS”. E OS ENSINAMENTOS DE DOSTOIÉVSKI PARA ANTROPÓLOGOS E MUSEÓLOGOS.

Quem não conhece “NOBODY BUT ME”, não foi jovem em 1969!No início dos 1970, resolvi melhorar o meu inglês, e procurei um curso. Fui em duas escolas de referência, em São Paulo: a “CULTURA INGLESA” e a “UNIÃO CULTURAL BRASIL – ESTADOS UNIDOS”. Assisti aulas promocionais, e optei pela “CULTURA”…
Pois bem: rolou o que vou descrever. E, por consequência, a minha “inflexão” e posterior “reflexão” ética ( nossa, TIO SÉRGIO, manera aí!).|
Aqui estão dois originais que foram salvos da “extinção por maus tratos e tortura”. Explico em partes, como recomendam os princípios da dissecção…ooopss, what porra it´s that, TIO SÉRGIO?
Pô, eu disse metaforicamente, é claro:
“THE MUSIC EXPLOSION” foi uma das invenções da dupla de empresários, JERRY KASSENTEZ- que morreu há pouco tempo – e JEFFREY KATZ. Eles produziram e venderam como chicletes músicas dançáveis do final dos 1960, até meados dos 1970. A banda gravou um LP ( que tive o “original massacrado”… ) e vários SINGLES:
“A LITTLE BIT OF SOUL”, 1967, estourou! Curiosamente, o LADO B, “I SEE THE LIGHT”, é garageira e matadora! Eu escuto até hoje!
O duo K&K foi um dos criadores do chamado “BUBBLEGUM”. Subgênero meio fake, festeiro e juvenil, que legou “artistas montados sob encomenda”, que transitavam entre as diversas bandas e projetos da dupla.
Ficaram quase famosos os grupos “1910 FRUITGUM CO.” e “OHIO EXPRESS”; notórios frequentadores das trilhas sonoras dos bailinhos e paradas de sucesso daqueles tempos. Ambos gravaram SINGLES de sucesso. E o primeiro álbum do “OHIO EXPRESS”, BEG, BORROW and STEAL é imperdível: puro GARAGE ROCK!!! Mas “KASSENETZ & KATS” foram os caras! Depois, envolveram – se em outras formas de ARTE POP, CINEMA, e etc…
O maior sucesso da era do BUBBLEGUM foi SUGAR, SUGAR, com “THE ARCHIES”. Grupo “artificial”, inspirado por um desenho animado de sucesso, foi criatura do empresário “DON KIRSCHNER”, um concorrente fortíssimo e muito envolvido com os MONKEES.
Outro álbum que “salvei” foi KICKS, com PAUL REVERE & THE RAIDERS, banda legal de verdade, que também andava por ali.
Transitavam do POP radiofônico ao ROCK DE GARAGEM, e vice – versa, e com tudo o que uma… digamos… “BOYS BAND DA PESADA” poderia fazer de melhor! Tinham imenso FAN CLUB, e um grande “TEEN IDOL” , o cantor MARK LINDSAY. Tocavam bem; e a sonoridade e produção da COLUMBIA RECORDS garantia o restante!
PAUL & THE RAIDERS gravaram mais de 30 SINGLES de sucesso, e alguns LPs que ficam bem em qualquer coleção de BEAT e GARAGE ROCK. Ouçam no álbum KICKS a cheia de pique CORVAIR BABY! Vale o disco.
E quem quiser curtir essa “BUBBLEZEIRA” deliciosa, deve procurar o BOX da foto, “POUR A LITTLE SUGAR ON IT”. São 91 faixas de puro “nothing”. Está todo mundo lá! Artistas como LOBO, TOMMY JAMES & THE SHONDELLS, CUFF LINKS, ANDY KIM, CRAZY ELEPHANT, GARY LEWIS & THE PLAYBOYS, TOMMY ROE, JOHN FRED & HIS PLAYBOYS. E até – pasmem!!! – VELVET UNDERGROUND!!!!
Agora, vou contar sobre os salvamentos e a ressurreição. Durante um mês, eu frequentei a UNIÃO CULTURAL – mas “não a escolhi”. Por lá, havia uma discoteca gerenciada por uma senhora que tratava os discos como o KIM JONG UN trata os adversários; e a guarda revolucionária iraniana cuida dos dissidentes…
Olhando a pequena estante, enxerguei dois LPs jogados, sujos e capas vilipendiadas. E claramente manuseados com o desdém estúpido dos desinteressados: “KICKS”, de PAUL REVERE & THE RAIDERS, e “A LITTLE BIT OF SOUL”, do MUSIC EXPLOSION. Eram vistos como lixos descartáveis…
Uma tarde, houve o “descolamento e, ao mesmo tempo, o deslocamento” dos objetos… TIO SÉRGIO concluiu que foi por “desmaterialização”… Técnica que o CAPITÃO KIRK, da nave ENTERPRISE, fazia na época. Ainda não havia a “INTERNET DAS COISAS”…
Acho que a combinação de magia e tecnologia fez os discos migrarem para a minha coleção… Eu tratei bem deles. Foram lavados, curados, capas recompostas, entre diversos atos de afeto. Hoje, tenho quase certeza de que sobrevivem “pelaí”…
Essa historinha que narrei nos leva aos ensinamentos da ARQUEOLOGIA, da ANTROPOLOGIA e de DOSTOIÉVSKI:
Incerta vez, um ANTROPÓLOGO americano deu surpreendente resposta para o colega ARQUEÓLOGO mexicano, enquanto faziam considerações sobre os males do imperialismo, e os desvios e roubos das riquezas culturais de seu país para outros locais.
O americano simplesmente disse:
“Você está certo. Nós e outros países tiramos daqui – e de vários lugares do mundo -, parte de suas relíquias e as levamos para os nossos museus. E, também estão em coleções particulares metade do patrimônio arqueológico “removido”.
“Mas, eu pergunto: O que aconteceu com a parte restante das relíquias?”
E o professor mexicano respondeu constrangido:
“Pois, é; perdeu-se ou foi destruída…”
E um grande dilema ético se instalou:
Roubar, mas preservar? Ao invés de “respeitar” e perder um passado relevante e precioso? Uma escolha de Sofia?
Durante muito tempo senti-me um transgressor por causa da materialização daqueles discos em outro lugar…
No entanto, eu li CRIME E CASTIGO, de DOSTOIÉVSKI. É sobre a racionalização de um crime hediondo; o assassinato premeditado de uma criatura nefasta e deletéria pelo personagem principal do livro.
Considerando as devidas proporções, eu sou o RASKOLNIKOFF do colecionismo.
Eu e muita, mas muita gente, mesmo, né pessoal?
POSTAGEM ORIGINAL: 24\04\2026
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ERIC CLAPTON E SEUS DISCOS MENOS IMPORTANTES

Grandes artistas raramente fazem discos ruins. Gravam discos menores, muitas vezes medíocres.
Estes são alguns dos que tenho do ERIC CLAPTON dos anos 1980 em diante. O primeiro acima à esquerda é uma coletânea.
Afinal de contas, teria ERIC CLAPTON perdido o carisma, o talento? Não; mas deixou de criar surpreendendo, o que é comum em quase todos que sobreviveram em carreiras muito longas. Vejam os ROLLING STONES, ou PAUL McCARTNEY, por exemplo. Ninguém atua 100% do tempo em alta performance. É quase impossível.
Tudo o que ERIC CLAPTON fez é bastante audível e adequado. Porém, nos últimos 40 anos nenhum é genial ou traz músicas memoráveis – mesmo quando muito conhecidas e de sucesso garantido perante ao público.
ERIC conservou um tom médio superior em sua fusão de gêneros, que o manteve como artista único. Tem voz diferenciada e canta muito bem. Tocar ele sempre fez e faz com maestria e competência. Mas aqueles solos e riffs encapetados dos anos 1960, até quase o final dos setenta, deram lugar a um BLEND entre BLUES, POP, R&B e BOSSA NOVA LOUNGE – e charmosas pitada de “LIGHT JAZZ”.
MR. “SLOWHAND” é muito bom de palco, tem ótimo gosto musical, e faz trabalho de arqueologia do blues importante e consistente. Ele é um dos responsáveis pela ascensão da MÚSICA NEGRA, e a diminuição do racismo.
Sei de ERIC desde mais ou menos 1966. E o conheci pra valer em 1967 ouvindo o CREAM, adorando os YARDBIRDS, e idolatrado JOHN MAYALL! Ele está entre os meus ídolos, e certamente ficarei triste e algo desolado, se ele mergulhar na cachoeira das eras antes de mim.
Grande, muitas vezes incompreendido e sofrido ERIC CLAPTON.
Não deixem de ouvi-lo.
POSTAGEM ORIGINAL: 18\04\2019
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NEW ORDER (1981/2007): A FUSÃO RENOVADORA ENTRE O ROCK ALTERNATIVO E A MÚSICA ELETRÔNICA PARA DANÇAR

Em 1983, saiu “POWER, CORRUPTION AND LIES”, relançado em edição luxuosa e, para muitos, é o melhor álbum do NEW ORDER. O disco foi gravado no “BRITANNIA ROW, o ESTÚDIO DO PINK FLOYD.
Os membros da banda se recordam de que nunca haviam sido tão bem tratados. Serviram lanches, bebidas e, principalmente, tiveram à disposição equipamentos eletrônicos de ponta, normalmente fora do alcance para uma banda como a deles. Ou seja: foi tipo um imenso bananal para um bando de saguís famintos!
Quase todos sabem que o “NEW ORDER” ressurgiu do “JOY DIVISION”, em crise quase terminal por causa do suicídio do vocalista IAN CURTIS, em maio de 1980.
Então, o que fazer? Como seguir em frente? O três que sobraram tatearam meio às cegas… E o que veio daí em diante, foi uma epopeia de ressurreição e criatividade não tão comum na história do ROCK.
O “ambiente musical inglês” tinha outras bandas algo DARK, e a caminho do GOTHIC ROCK, e com certas características parecidas com a deles: guitarra e bateria; e mais o baixo proeminente mixado algo acima do tom, como os de PORL THOMPSON, no “THE CURE”; ou STEVEN SEVERIN, com “SIOUXIE AND THE BANSHEES”… e PETER HOOK, no JOY DIVISION – que manteve esse jeito de tocar em parte das composições do futuro NEW ORDER; mas cedeu à predominância do som eletrônico que a banda construiu, onde o baixo era, também, parte da massa sonora e criador de melodias, e não apenas de andamento e ritmo.
Foi em meio ao lusco-fusco existencial que GILLIAN GILBERT entrou para o grupo, em 1980. Ela era estudante e namorada de STEPHEN MORRIS, o baterista da banda (continuam casados); e teve de pedir autorização ao pai para acumular escola e música.
GILLIAN tocava teclados, e não era lá essas coisas musicalmente; mas tinha ideias. E, como os outros, trabalhava duro, paciente e persistentemente até acertar. Fazer a integração banda/eletrônica deu trabalho imenso, afirmam.
O NEW ORDER, enquanto conceito, modelou-se a partir daí. Um mix de ROCK e DANCE MUSIC; eletrônica e guitarras; melodioso e, às vezes pesado; animado e dançável, mesmo retendo um quê de melancolia e cheiro de um certo bucolismo britânico. Nunca perdeu o travo BITTER e DARK do GOTHIC ROCK.
Muitos consideram esta sacada pioneira. Eles não eram PUNKS, e nem TECHNO-POP; não seguiam a linha dos SMITHS e nem a do U-2. Abriram vereda própria observando o KRAUTROCK alemão; e os nascentes DANCE MUSIC, RAP e HIP-HOP americanos e a intromissão criativa de seus D.Js.
Em 1982, foram a NOVA YORK e ficaram fascinados com o que viram por lá: imensas danceterias, que não existiam na Inglaterra, e a criação e criatividade de produtores e “mixadores” tipo GEORGE BAKER – que produziu um MAXI-SINGLE para o NEW ORDER. Era época e ambiente para AFRIKA BAMBAATA, GRAND MASTER FLASH, e a nova música negra que até hoje inunda o planeta.
E todos eles frutos principalmente da evolução tecnológica dos sintetizadores, baterias eletrônicas, processadores e a parafernália que mudou a música popular, do início dos anos 1980 em diante.
Na opinião do TIO SÉRGIO aqui, o NEW ORDER é um dos agentes dessa transformação radical de processos e perspectivas. Trouxe vida nova aos “SINGLES”, que deixaram de ser apenas “música única” e isolada, para possibilitar que uma “única música” se transformasse em várias semelhantes.
A “invenção” do “MAXI-SINGLE”, que tem o tamanho de um LP normal com 12 polegadas, revolucionou as pistas de danças mundo afora. E o NEW ORDER rompeu uma regra consagrada: o “SINGLE” antes muitas vezes retirado ou reduzido de uma faixa maior de algum LONG PLAY, com eles passou a ser “outra música”; diferente da que estava no disco de origem. É outro conceito, acreditem!
O MAXI-SINGLE virou uma proposta à parte. Uma extensão diferente dos LONG PLAYS e dos SINGLES comuns da banda.
Com eles, tornou-se possível trabalhar novos e quaisquer ideias em uma ou duas faixas. As remixagens e recriações que os D.Js passaram a fazer encontraram o formato e a duração ideal.
A música do NEW ORDER foi um oceano de possibilidades para essa turma que produzia e produz “RAVES”e festas. Que, em contrapartida, expôs e recriou a música deles à exaustão, trazendo mais uma boa grana para a banda!
É interessante observar o efeito na prática. Em coletâneas, por exemplo, fica explícito que eram “reflexões” diferentes sobre a suposta “mesma música”. E como gravaram dezenas de SINGLES e MAXI-SINGLES, é possível inferir que uma obra paralela e pronta em si mesma habita cada um.
É MÚSICA PROGRESSIVA, TIO SÉERGIO?
Acho que é.
E a eletrônica chegou a permear de tal forma os discos do NEW ORDER, que GILLIAN ironizou dizendo que, no LP TECHNIQUE, até os instrumentos acústicos foram “sampledos”…
Passaram por minha discoteca vários SINGLES e MAXI-SINGLES diferentes com a mesma música remixada, extendida, modificada e o escambau a quatro! Tive coisas doidas, por exemplo da BJORK, uma das seguidoras e consequência do modo de ver proposto pelo NEW ORDER e os D.Js. Na década de 1990, houve enxurrada de SINGLES E MAXI-SINGLES também em CDS.
Quando voltaram à INGLATERRA, atulhados de discos de RAP, HIP-HOP, TECHNO, ELECTRO, e outras tendências eletrônicas, entraram de cabeça neste novo mundo. E, juntos com o pessoal da gravadora FACTORY, por onde lançavam seus trabalhos, abriram a famosa e cult “FAC-51 THE HAÇIENDA”, um misto de clube e danceteria, em espaço muito maior do que havia… Tocaram ao vivo muitas vezes lá.
O MAXI-SINGLE mais vendido da história é BLUE MONDAY, do NEW ORDER, lançado em 1983. Mais de 400 mil cópias!
GILLIAN conta que foi dificílimo fazer. Os sequenciadores da época eram complicados de usar. E a programação foi feita quase item por item, nota por nota…Um trabalho imenso!
TIO SÉRGIO ousa argumentar que a música foi se tornando uma “CONSTRUÇÃO ELETRÔNICA”. Por isso, um D.J. pode operar como construtor/desconstrutor da obra de qualquer artista…
Depois do surgimento dos computadores pessoais, e dos “Smart Phones”, possibilitando facilidades que os antigos D.Js. e músicos ainda não tinham; o uso do “RECORTA-COLA-REMIXA” abriu caminho para mais outra revolução!
A tecnologia digital atomizou cada curioso, ou interessado em música e tecnologia em sua discoteca e computador. Mas, tornou possível a intervenção/desconstrução/reconstrução da própria obra e a dos outros. Pode-se, hoje, livremente criar uma nova, uma outra música e transforma-la em “AUTO-ELETROFAGIA CONTÍNUA E CONTROLÁVEL”. Porra, tio Sérgio, que “metalingualização”, heim!!!!
O box aqui postado, RETRO (Ô?), com 4 CDS, lançado em 2002, é excelente resumo do que fez o NEW ORDER. São 57 músicas, entre elas 21 SINGLES E MAXI-SINGLES; 20 faixas retiradas dos LPS de carreira; 2 de origem não especificada; e15 gravadas ao vivo. É objeto sensacional!!!
Ele está dividido em 4 “curadorias”. Isto mesmo, CURADORIAS: POP ( coisas dançáveis, alegres ); FAN: aparentemente músicas mais conceituais e elaboradas; CLUB: faixas remixadas por D.Js mundo afora; e LIVE: diversos show e épocas, selecionados por BOB GILLESPIE, do PRIMAL SCREAM, amigo e fã da banda.
Quando resolveram coligir para o box, eles acharam muito difícil chegar a um acordo sobre o quê entraria, ou não. E deixaram para amigos fãs – entre eles dois jornalistas – fazerem.
Tenho certeza que deu certo.
TIO SÉRGIO vai fazer um vaticínio: será que um dia o NEW ORDER não será também enquadrado nos PROGRESSIVOS? – PROG, na linguagem de hoje?
Explico: Entre as divisões existentes para o ROCK PROGRESSIVO estão os PROGRESSIVOS ELETRÔNICOS – TANGERINE DREAM e o KRAFTWERK, por exemplo. E como vários MAXI-SINGLES e músicas esparsas nos LPS têm alguma conotação e desenvolvimento mais viajante, climático, e elaborado musicalmente, eu não ficaria surpreso se surgisse a ideia.
Observar o CD “CLUB” deixa nítido o imenso potencial para criar longas viagens, climas e RAVES eletrônicas em disco.
E ouvindo mais atentamente as gravações ao vivo – CD LIVE -, reluz a “possível justaposição comparativa” entre os concertos ao vivo, lotados de inacabáveis improvisações, solos, e etc… de bandas dos anos 1960, tipo GRATEFUL DEAD e JEFFERSON AIRPLANE; e as longas viagens eletrônicas modernas em “RAVES” e SHOWS recheados de cores, improvisações, lisergia – e drogas, como sempre.
São tempos, modos e eventos diferentes; mas tudo é música, festa, dança, clima, curtição… Às vezes, no lugar das bandas, os DJs. E, frequentemente, ambos misturados e coesos…
Afinal de contas, se no final dos anos 1970 algum doido chegasse na BARATOS AFINS, ou na WOP-BOP, e dissesse que o SUPERTRAMP era ROCK PREGRESSIVO teria corrido sério risco de ser açoitado na PRAÇA da REPÚBLICA…
Hoje, o pessoal diz que é….e nem se discute!
POSTAGEM ORIGINAL: 18\04\2021
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M.P.B. DE QUALIDADE EM SOM “HIGH END”! “GENUINAMENTE BRASILEIRO, VOL. 1 E 2” : AUDIOPHILE RECORDS

SÃO DUAS MISCELÂNEAS COM ARTISTAS BRASILEIROS MENOS EXPOSTOS, EM REPERTÓRIOS DE QUALIDADE, GRAVADAS EM ALTO NÍVEL TÉCNICO, PELA “AUDIOPHILE RECORDS”, AQUI MESMO EM NOSSO HOSPÍCIO SOCIAL, VULGO BRASIL.
FORAM FEITAS PARA TESTAR DOIS CONCEITOS DE AUDIOFILIA DESENVOLVIDOS POR “FERNANDO ANDRETTE”, UM DOS MELHORES E O MAIS ATUALIZADO ESPECIALISTA EM EQUIPAMENTOS DE ÁUDIO E VÍDEO. ELE ENSINA COMO UTILIZÁ-LOS.
O PRIMEIRO CD, LANÇADO EM 1999, EXPÕE O “SOUND STAGE”, CONCEITO QUE PROCURA “MOSTRAR” O POSICIONAMENTO DE CADA MÚSICO, E RESPECTIVOS INSTRUMENTOS NO ESTÚDIO, NO MOMENTO DA GRAVAÇÃO. E, TAMBÉM, A “DETECTAR” OS “PLANOS” EM QUE O OUVINTE PODE PERCEBER OS SONS EMITIDOS E OUTRAS SUTILEZAS TÉCNICAS, COMO “AMBIÊNCIA”, “FOCAGEM” E “RESPIRO”, CONJUNTO IMPRESCINDÍVEL PARA UMA AUDIÇÃO MAIS PRECISA E REFINADA.
O SEGUNDO CD SAIU EM 2000, EXPÕE O CONCEITO AUDIÓFILO DE “TRANSPARÊNCIA”, OU “ORGANICIDADE”, USANDO NA OBRA DE “TOM JOBIM”. EM POUCAS PALAVRAS, “A GRAVAÇÃO “HIGH END”, ESCREVEU FERNANDO, PRECISA “PASSAR A SENSAÇÃO DA QUASE PRESENÇA FÍSICA DOS MÚSICOS NA SALA DO OUVINTE”.
ESSES DOIS CDS AJUDAM A COMPOR O IDEAL DA MÚSICA GRAVADA: A JUNÇÃO DA MAGIA COM A TECNOLOGIA. VALEM A PENA TER, CURTIR E OUVIR ATENTAMENTE.
O CONCEITO, A PRODUÇÃO, A SELEÇÃO DOS ARTISTAS, EQUIPAMENTOS DE GRAVAÇÃO, E A ORIENTAÇÃO DE REPERTÓRIO FORAM DE FERNANDO ANDRETTE; TAMBÉM EDITOR DA EXCELENTE E LONGEVA – MAIS DE 40 ANOS! – “ÁUDIO E VÍDEO MAGAZINE”, REVISTA HOJE DISPONÍVEL APENAS NA INTERNET E DE GRAÇA! PROCURE CONHECER. É MUNDO NOVO E INVEJÁVEL.
FERNANDO ENTENDE DO ASSUNTO, E TUDO FOI GRAVADO EM ESTÚDIO MONTADO NO “TEATRO ALPHA”, EM SÃO PAULO, LOCAL DE CARACTERÍSTICAS TÉCNICAS EXCEPCIONAIS.
OS DISCOS REÚNEM ARTISTAS DE QUALIDADE, E ENTRE ELES ALGUNS CONSAGRADOS, COMO “JANE DUBOC”, “ANDRÉ MEHMARI”, “CÉLIO BARROS”, “NELSON AYRES”, “AMILSON GODOY”, “ULISSES ROCHA” E PAULO BELINATTI.
OS CDs NÃO SÃO CAROS; E, TALVEZ, AINDA POSSAM SER ENCONTRADOS NO NO SITE DA REVISTA.
O PRAZER DE OUVIR DÁ COMICHÃO EM COLECIONADORES, AUDIÓFILOS E MELÔMANOS PARA COMPRAR EQUIPAMENTOS MAIS SOFISTICADOS.
SÃO DISCOS QUE VALEM REALMENTE O TEMPO E A GRANA INVESTIDOS! EU RECOMENDO DE OLHOS FECHADOS E OUVIDOS ABERTOS PELA ALTA QUALIDADE ARTÍSTICA E TÉCNICA.
POSTAGEM ORIGINAL: 19\04\2018

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Ulysses Wanderley Gurgel

Eu tenho o volume 1.

Felício Torres

Sérgio, eu os comprei na época de lançamento.
Vale a pena!

Ulysses Wanderley Gurgel

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“NUGGETS” – ROCK DE GARAGEM AMERICANO DOS ANOS 1960: ESSENCIAL E CULT

AS SÉRIES AQUI POSTADAS TÊM ORIGEM, OU INSPIRAÇÃO, EM UM VINIL DUPLO LANÇADO NA DÉCADA DE 1970. AS FAIXAS FORAM COLIGIDAS POR “LENNIE KAYE”, NA ÉPOCA JORNALISTA; DEPOIS, GUITARRISTA DA BANDA DA COMPOSITORA E CANTORA PATTI SMITH; E UM RELEVANTE ESCRITOR SOBRE A CULTURA POP.
FOI A PRIMEIRA PESQUISA HISTÓRICA DO “FUNDÃO DO ROCK”; DAS COISAS QUASE “LOW-FI”, GRAVADAS POR BANDAS E ARTISTAS DESCONHECIDOS, ESPALHADOS AMÉRICA ADENTRO.
“TIO SERGIO” TRAZ PARA VOCÊS O FABULOSO SUB-MUNDO DO “GARAGE ROCK”, DA “PSICODELIA” E DO “SUNSHINE POP”. O FINO DO FINO AMPLIADO E OFERECIDO EM EDIÇÕES ADEQUADAS PELA “RHYNO RCORDS”, NO FINAL DOS ANOS 1980 E DURANTE OS 1990.
A SÉRIE “NUGGETS” FOI A PRIMEIRA A SER RELANÇADA. OS TRÊS CDs. BATISADOS POR “CLASSICS FROM THE PSYCHEDELIC SIXTIES VOLUMES 1,2 e 3”, SÃO CARTÕES DE VISITA RELUZENTES! VOCÊS DEVEM COLOCAR NA DISCOTECA.
OS REPERTÓRIOS FASCINANTES FORAM AMPLIADOS PELA SÉRIE “SUMMER OF LOVE”, EM DOIS VOLUMES, LANÇADOS EM 1992.
O PRIMEIRO DELES, INTITULADO “MIND EXPANSION & SIGNS OF THE TIME” É, DIGAMOS, MAIS “CONSCIENTE” E “REFLEXIVO”: TEM “ELECTRIC PRUNES”, “STRAWBERRY ALARM CLOCK”, “CHOCOLATE WATCH BAND”, “LOVIN’ SPOOFUL”, ” THE BYRDS” E OUTROS IMENSOS – E, TAMBÉM, ALGUNS NÃO AMERICANOS…
O SEGUNDO DISCO É MAIS “OBA-OBA”, E TRAZ CANÇÕES DE AMOR E DE AFETO CONSAGRADAS, COMO “SAN FRANCISCO” DE SCOTT McKENZIE; “GET TOGETHER”, COM OS YOUNBLOODS; “GROOVING” E “THE RAIN, THE PARK & THE OTHER THINGS”, RESPECTIVAMENTE COM “THE YOUNG RASCALS” E OS “COWSILLS”. E UM MONTÃO DE HITS E OUTRAS DELÍCIAS DO “FLOWER POWER”…
AS “PEPITAS” FORAM EM PARTE REPETIDAS E AMPLIADAS EM QUATRO CDS, NO LUXUOSO BOX “NUGGGETS”, ACOMPANHADAS POR LIVRETO EXPLICATIVO, COM FOTOS E MUITO MAIS; E OUTRAS COISAS INÉDITAS VIERAM À LUZ.
E NÃO FALTAM OS JÁ CITADOS; E AINDA TEMOS “SEEDS”, “OUTSIDERS”, STANDELLS”, “13TH FLOOR ELEVATORS”, “COUNT FIVE” , E ATÉ OS “HUMAN BEINZ”- QUE ERAM ÓTIMOS “GARAGEIROS – PSYCHS”! E FORAM LANÇADOS COM “NOBODY BUT ME”, SUCESSO RETUMBANTE NOS BAILES DA DÉCADA DE 1960 EM DIANTE – E FOREVER AND EVER!!!
EU COLECIONO AQUELES TEMPOS IDÍLICOS E MAGNIFICOS! HOJE HÁ INCONTÁVEIS DISCOS ESPALHADOS COSMO ADENTRO, PRESERVANDO AS MÚSICAS E A PRODUÇÃO DE UMA ÉPOCA MARCANTE E SIGNIFICATIVA.
MAS SINTO FALTA DE OUTROS ARTISTAS, E DE CANÇÕES QUE SAÍRAM NO BRASIL, E NÃO VI “PELAÍ”: “THE OX BOW INCIDENT”, COM LOVE SWEET LOVE, COMPACTO QUASE DESTRUÍDO DE TANTO TOCAR! “THE PLASTIC PEOPLE”, EM “IT’S NO RIGHT”, PRODUZIDO PELO “CULT” “CURT BOETTCHER”; “IF I NEVER LOVE AGAIN”, EXCELENTE LADO B DE SINGLE DE ALGUM SUCESSO DO GRUPO “THE LOOKING GLASS”
EM 1967, OUTRO “MEGAHIT” FOI “BEND ME SHAPE ME”, COM “THE AMERICAN BREED” – AO QUE PARECE, JAMAIS CEDIDO PARA COLETÂNEAS!!! E INCLUO UMA VELHA SISMA: “I SEE THE LIGHT”, LADO B DO HIT SINGLE “A LITTLE BIT OF SOUL”, GAVADO POR “THE MUSIC EXPLOSION” – MISTO DE BUBBLEGUM E “GARAGE ROCK” NO TOP DO CONCEITO!
O “ROCK MOLEQUE” DE VERDADE MORA POR AQUI. “LOW-FIS” AUTÊNTICOS E IMPRESCINDÍVEIS; PAIS ESPIRITUAIS DOS “PUNKS”, DOS “GRUNGES” E DE OUTRAS TENDÊNCIAS QUE EXPUSERAM SUAS GARRAS!
ASSIM, “TUDO O QUE VOCÊS QUERIAM SABER SOBRE O “PRÉ-SAL” DOS ANOS 1960, E NÃO SABIAM COMO PERGUNTAR”, “TIO SÉRGIO” MOSTRA NESSES COMPÊNDIOS EXAUSTIVOS E BEM DOCUMENTADOS!
É MATERIA PARA “VESTIBULAR, E ATÉ DE PÓS GRADUAÇÃO, EM ROCK’N’ ROLL”. TRECOS E COISAS DESLIZANTES NAS DOBRAS DO TEMPO-ESPAÇO.
VIAJEM!
POSTAGEM ORIGINAL: 17\04\2020
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