“INSÔNIAS: E O “OUTONO DE MINHA LOUCURA”!

MEMÓRIAS DO PROCOL HARUM; GRATEFUL DEAD; JEFFERSON AIRPLANE. E A INSANIDADR CRIATIVA DOS PIXIES
“In the autumn of my madness, when my hair is turning gray”… canta GARY BROOKER, em uma das faixas de “SHINE ON BRIGHTLY”, obra maior do genial, subavaliado e irrepetível “PROCOL HARUM”, lançada em 1968!
Clássico do ROCK na transição entre o PSICODÉLICO e o PROGRESSIVO, é disco acessível para quase todo gosto musical.
É Lindo e triste; “BRITISH”. A construção das letras é sublime. Eles tinham letrista exclusivo, KEITH REID; sofisticadíssimo! Em nível com a música que o PROCOL HARUM fez.
GARY BROOKER morreu. E como FREDDIE MERCURY e JIM MORRISON deixou uma cratera intransponível. Não haveria jeito de continuar o grupo. Certas perdas são definidoras e definitivas.
Quase sempre me vem à cabeça esta faixa quando a insônia recorrente assola, e desencadeia medos e paranoias. E ativa desconexões entre os fatos objetivos. Ela realça o lusco-fusco sonolento que tranca o raciocínio, e me faz sofrer antecipadamente por algo que talvez jamais ocorra. É parte do outono da minha vida – loucura? É possível. Eu estou envelhecendo….
Algum tempo atrás, eu li no Estadão que BILL KREUTZMANN, baterista e fundador do GRATEFUL DEAD, estava lançando livro de memórias. Detalhe: é sobre as que ficaram, sobreviventes do excesso de drogas, álcool, sexo e tudo o mais que mitificou os “1960”; da cultura hippie à contestação política e comportamental. BILL não se lembra dos CONCERTOS, das JAM-SESSIONS ininterruptas, verdadeiras “RAVES SEM D.Js”.
JERRY GARCIA, mito do ROCK, líder, guitarrista, e também fundador do GRATEFUL DEAD morreu durante um processo de desintoxicação. Teve um infarto aos 53 anos, em 1995. O estado “natural” dele sempre fora estar constantemente “nublado”. JERRY preferiu ser livre e se drogar indefinidamente. Então, o corpo definiu: “e finito!”
JERRY GARCIA não teve tempo de escutar o professor, filósofo e historiador, LEANDRO KARNAL que ponderou: “é preciso ter cuidados nesse debate sobre a liberação das drogas. Porque todo viciado é um dependente”.
Mais claro, é impossível.
O GRATEFUL DEAD é a banda americana de ACID-ROCK, também conhecido como PSICODELIA, mais famosa de sua época. Porém sábia e realisticamente se tornou empresa que produz, vende e administra os RITOS que mantêm o MITO em movimento. Estão corretos. Quem não age assim, é explorado e morre.
O GRATEFUL DEAD começou como todos. Inspirados nos BEATLES, STONES e na turma do COUNTRY e do BLUES americano. O primeiro disco é bastante convencional. Mas do segundo em diante, para usar a expressão da época, houve DESBUNDE total. Eles nunca mais REBUNDARAM!
O charme do GRATEFUL DEAD é a constante improvisação, principalmente nas gravações ao vivo. As performances lembram resquícios do FREE – JAZZ, na tentativa de expandir a música “ad-infinitum”. Mas percebe-se nitidamente alguma limitação técnica, e repetição nos desempenhos.
É a forma livre de ver e executar obras que mesclam BLUES, ROCK e algo de JAZZ sempre exalando um quê da COUNTRY MUSIC…. O GRATEFUL DEAD têm um extenso fã clube que o idolatra acima de tudo: os DEADHEADS! Eita nominho!!!!
Entre os artistas contemporâneos do DEAD eu prefiro o JEFFERSON AIRPLANE, também americano da Califórnia.
Porque fizeram músicas mais enxutas; combinando EXPERIMENTAL e MUSICAL na medida certa. O caras eram tão desviantes comportamental e filosoficamente quanto o DEAD. E ambos faziam ROCK com estilo e imediatamente identificável.
Deixei exemplos dessa turma “nublada” na foto…
Por causa da insônia, noite incerta o TIO SÉRGIO acabou assistindo a um show dos PIXIES, feito em 2006. É a diferença entre o pato e o sapato: avesso do avesso total do GRATEFUL DEAD, PROCOL HARUM, e os nublados PSICH/PROGS em geral.
PIXIES fazem ROCK, claro; mas de outra estirpe. Talvez seja a banda que mais bem definiu a expressão ROCK ALTERNATIVO. Brilharam entre 1987 e 1991; e influenciaram decisivamente a geração GRUNGE, de bandas como o NIRVANA (US) e todo o novo ROCK que decolou de lá, e resiste até hoje. O PIXIES estive por aqui, no HOSPÍCIO DO SUL, conhecido como BRASIL. E continuam circulando impunes…
A música do PIXIES é dura, curta, visceral, mas bem tocada. FRANK BLACK, o vocalista gorducho e gritalhão é a improvável mistura de querubim e rebelde sem nenhuma, mas nenhuma causa mesmo! Ele vocifera frases desconectadas, que contam fragmentos de histórias, ou sensações de alguma vivência… FRANK é lenda no PUNK e no GRUNGE; KIM DEAL, a baixista, também é! e JOEY SANTIAGO, o guitarrista eficaz ajuda efetivar a gandaia non-sense generalizada.
Se BOB DYLAN “KNOCKS ON THE HEAVEN´S DOOR”; e LOU REED espreita os “WILD SIDES”- os portais do inferno urbano; BLACK FRANCIS – isso mesmo – et caterva parecem saídos de um CURSO PARA TREINAR DRAGÕES: cospem fogo pra todo lado! O público, muito jovem, adora. A gritaria que surge de repente casa com o instrumental insinuante e nem sempre óbvio; são enérgicos, e “anarquicamente organizados”! Os caras fazem show legal de assistir!
Mas será que o TIO SÉRGIO gosta mesmo daquilo? Tenho dúvidas… Em meio ao caos acabei pegando no sono; dormitei e acordei – como está óbvio! Mas a vida nem sempre é tão óbvia assim!
E ainda bem!
POSTAGEM ORIGINAL 11\07\2022
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MARISA MONTE, JORGE BEN (JOR) E DAVE BRUBECK QUARTET: SINTONIAS

Várias vezes eu questiono o porquê de certos discos terem sido tão impiedosamente criticados?
Rondando minha discoteca, enfiei a mão na “braguilha” de uma estante e puxei o primeiro CD que o meu assédio encontrou: MARISA MONTE: “O QUE VOCÊ QUER SABER DE VERDADE”, lançado em 2011, pela EMI.
Eu mais ou menos conhecia. Mas cansado pelo trampo doméstico de hoje, e pela mudança de lugar e reinstalação de um par de caixas acústicas; sentei, coloquei o CD; deixei rolar, e gostei.
É um disco singelo, jovial, e cheio de canções de amor bem contemporâneas feitas pelo trio de superdotados: MARISA MONTE, CARLINHOS BROWN e ARNALDO ANTUNES.
ARNALDO é letrista telegráfico, escorreito, conciso e claro. MARISA é excelente cantora, muito agradável, e junto com BROWN, DADI e outros conseguem melodias cativantes. Ao contrário de muita gente, achei o álbum adequado, bem feito, e até emocionante.
Claro, irei além de HITS como “DEPOIS”; há outras pequenas delícias: AMAR ALGUÉM, O QUE SE QUER, ERA ÓBVIO, HOJE EU NÃO SAIO… Tudo funciona a contento, sem a pretensão de ser OBRA DE REFERÊNCIA.
Mas, logo de cara, na segunda faixa está “DESCALÇO NO PARQUE”, de JORGE BEN (JOR) , canção pegajosa, “chicletesca”, gravada em 1964; e, aqui, em versão muito legal!
No entanto, contudo, todavia e porém, os seis neurônios do TIO SÉRGIO ( até outro dia eram apenas cinco ) identificaram, parearam e compararam com TAKE FIVE, do DAVE BRUBECK QUARTET, gravada em 1959.
Conclusão: Eu quero ser “CASTRATO” em ÓPERA BUFA, se não for a mesma música!
Vai lá, e confere!!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 12\07\2025
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A TERCEIRA MARGEM DO RIO: A INSÔNIA E AS VIAGENS QUE ELA ME OBRIGA

A SAGA INDEPENDENTE DO ROCK PSICODÉLICO NORDESTINO
Noite insone dessas dei de cara com o vídeo dessa conjunção extraordinária entre ZÉ RAMALHO e ROBERTINHO DO RECIFE.
Ambos são casos à parte na cultura nacional: profundamente brasileiros, porém ligados, “quase soldados” ao ROCK INTERNACIONAL.
E talvez seja o que os torne distintos de “OS NOVOS BAIANOS”. A constatação é que BABY, MORAES, GALVÃO, PEPEU e turma estavam “ligados cronicamente” à MPB. O lado ROCK dos NOVOS BAIANOS é incidental.
Não basta ter guitarras e a eletrificação dos instrumentos para ser ROCK. E ZÉ RAMALHO e ROBERTINHO conhecem perfeitamente os pontos de integração e da completa distinção.
Ambos criaram no último trabalho, que não encontrei ainda em CD, outra intersecção possível.
ZÉ RAMALHO para os que sabem dos escaninhos do POP BRASILEIRO, é um dos autores de PAEBIRÚ, fantástico álbum FOLK-PSICODÉLICO com vestimenta nordestina. É, talvez, o disco mais raro e colecionável do Brasil. E carrega história trágica que o tornou internacionalmente CULT:
A gravadora ROZEMBLIT, no RECIFE, estocava a produção inteira do PAEBIRU, gravado pela SOLAR, o selo de música experimental e alternativa da gravadora, quando houve a inundação que destruiu quase tudo. A tragédia levou o disco original a tornar-se raro, precioso e, portanto caro.
É bom expor que não basta ser raro; tem de ser bom. ROBERTO CARLOS fez o LOUCO POR VOCÊ, também raríssimo, colecionável – mas ruim….
Na filmagem das gravações desse novo disco vemos um ZÉ RAMALHO que é ouro puro e duro. Metal bruto. Durável?
Cantando bem, com vozeirão entre o barítono e o baixo; extensão, intensidade e pique, contrastando com seu atual e frágil visual – consequência de vida derretida em… viver!
Se a voz de DYLAN envelheceu sem gás; se WILLIE NELSON retumbou pra baixo; e se BRUCE SPRINGSTEEN expõe maturidade sorumbática e baixo-astral que nos lega decepção; ZÉ RAMALHO impõe a voz e assume o ROCK com a naturalidade do veterano. E se mescla à sonoridade criada pela banda METALMANIA: 3 jovens + ROBERTINHO DO RECIFE – guitarrista de talento imenso!
Senhoras, senhores e adjacências: o som resultante é ZÉ RAMALHO + HEAVY METAL+GÓTICO+FOLK DE MATIZES DIVERSOS.
No disco há versões do MOTORHEAD e de OZZY, com a qualidade lírica de ZÉ RAMALHO! Barulhinho bom, concordaria MARISA MONTE!
Acho que haverá repercussão do trabalho desses dois. Por via das certezas, veja o vídeo no YOUTUBE: PORTAL DAS ENTIDADES, Autor: Zé Ramalho e Robertinho de Recife Intérprete: Zé Ramalho e Robertinho de Recife Avôhai Music 2019
TIO SÉRGIO vai comprar esse álbum!
\POSTAGEM ORIGINAL: 12\07\2023
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JOÃO GILBERTO, O SEMINAL. A ORQUESTRA E A ESCOLA DE SAMBA CONCENTRADAS NO VIOLÃO.

JOÃO GILBERTO e o TIO SÉRGIO se defrontaram algumas vezes.
Não, queridões, queridonas e “querides”! Quem sou eu para encarar um gênio da magnitude do JOÃO? Foi por admiração e necessidade que eu o descobri e dele me aproximei.
TIO SÉRGIO é do ROCK. E o JOÃO já “causava” desde 1959. E continuou causando ao mesmo tempo que os BEATLES, os ROLLING STONES e a turma da minha praia começaram a existir musicalmente – lá por 1962/63.
JOÃO GILBERTO não fez JAZZ. Ele é um revolucionário da MPB. Redimensionou o SAMBA. Naqueles tempos, seu jeito de tocar e usar o violão abriu possibilidades. JOÃO impôs barreira ao passado, por assim dizer, que foi reinterpretado depois que ele surgiu. E quando juntou-se a VINÍCIUS de MORAES e a outros jovens, a música brasileira se sofisticou.
A ‘BATIDA BOSSA NOVA’ que o JOÃO inventou sintetiza uma “Escola de Samba”‘. Pasmem! Ele trouxe o ritmo e a sonoridade, principalmente do tamborim, para o violão. E inventa acordes e trabalha harmonias a partir disso.
JOÃO GILBERTO expandiu o alcance do instrumento e criou um novo estilo e técnica de tocar. É muito mais difícil do que se imagina! Incontáveis, “mundo et orbi” imitam ou estudam o JOÃO. Mas só ele faz desse jeito perfeito.
Nem vou falar da imensa influência em STAN GETZ, CHARLIE BYRD, JIM HALL e o flautista HERBIE MANN, FRANK SINATRA e diversos tantos que colocaram a nossa música sofisticada além do mercado brasileiro.
Na América, e em quase todo canto, a turma classifica a música do JOÃO como EASY LISTENING, ou JAZZ…
Porém, a BOSSA NOVA é plenamente “JAZZIFICÁVEL”, porque plena de recursos, hipóteses e grandezas que a tornam harmonicamente apta para improvisações jazzísticas, e criações além do que parece no primeiro contato.
Tentem ouvir as incontáveis simplificações, “musaks” e “lounges” que povoam as rádios e as discotecas, trilhas sonoras, publicidades… Nada chega aos joelhos do que fizeram o JOÃO, TOM JOBIM e o VINICIUS com esta criação genuinamente brasileira!
Anos atrás, fui fazer exames de saúde. A médica fez as perguntas de praxe. E, puxando papo, eu disse que gosto de música.
Ela respondeu que o marido adorava o JOÃO GILBERTO e a BOSSA NOVA. Mas ela não sabia muito bem o porquê? Expus detalhes, explicações; e confirmei que o maridão tinha muito bom gosto…
Não muito tempo depois, em feira de discos na AVENIDA PAULISTA apareceu o 78 RPM original com “CHEGA DE SAUDADES” e, no lado 2, “BIM-BOM”. Eu estava duro e sem a FADINHA MASTERCARD. Pedi um tempo ao vendedor para tentar encontrar meios de ficar com o raro artefato.
Para mim, o disco simboliza o marco inicial da BOSSA NOVA e da revolução que trouxe à música brasileira. Não consegui comprar. E nunca mais vi o disco!
Dia incerto, encomendei o LONG PLAY da postagem. A edição original não tinha mais do que 23 minutos de duração. Coisa que o que só o DAVE CLARK FIVE cometia em seus tempos áureos, lá por 1964/1966…
A versão nova do vinil traz 20 músicas ocupando todo o espaço disponível. É justo; já que o preço final, uns $ 40 dólares, cerca de R$ 200 mandacarus, justifica entregar algo mais completo.
Este é um naco da importância de JOÃO GILBERTO. Disseram que o ERIC CLAPTON tentou contatá-lo para gravarem um disco juntos – o que teria sido um evento cultural relevante, histórico e inesquecível. Mas o GIBERTO já não atinava com a realidade. E o motivo do apelido que lhe deram, João Maconha, revelara os seus efeitos…
Vai demorar um bom tempo até que eu possa ouvi-lo em VINIL. Continuo sem toca-discos. Não importa: JOÃO GILBERTO é único, ultramoderno, e faz parte dos imortais da cultura POP universal!
POSTAGEM ORIGINAL: 11\07\2023
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FRANK ZAPPA, O GÊNIO COMPETENTE

COMPOSITOR, ARRANJADOR E MAESTRO DE SUA OBRA, FRANK ZAPPA NÃO É PARA TODO GOSTO.
Ele fez MÚSICA EXPERIMENTAL, louca e até cerebral demais para um escrachado e iconoclasta militante!
FRANK foi um gênio que tangenciou o universo musical. Um cometa fora da órbita que abalou partituras e os jeitos de fazer música. Ele começou em meados da década de 1960, e criou o tempo todo com originalidade até morrer, em quatro de dezembro de 1993, de câncer na próstata.
Comparando livremente, ZAPPA foi uma espécie de “DR. HOUSE”, o médico da famosa série de televisão: seguro de si, iconoclasta, contraventor e inventor contumaz.
FRANK ZAPPA diagnosticava e contratava músicos de jeito inusitado. Conta-se que o grande guitarrista ADRIAN BELEW, que tocou entre vários cobras como DAVID BOWIE, ensaiou e arrasou!!!!
Depois de escutá-lo e testá-lo, ZAPPA deu o veredito: ” CARA, GOSTEI DA TUA VOZ ” – E BELEW foi cantar em vez de prioritariamente tocar GUITARRA… Pegadinha maldosa!!!!
A formação musical de FRANK ZAPPA foi sólida. Estudou com grandes compositores clássicos contemporâneos, gente em nível de EDGARD VARESE. E compôs e deixou gravadas obras regidas por maestros como LEONARD BERNSTEIN. E todas ótimas e peculiares.
Porém, antes de tudo criou híbrido de música muito sofisticada com alternâncias de RITMOS E ANDAMENTOS; e misturando ROCK, JAZZ, CLÁSSICO e MÚSICA EXPERIMENTAL DE VANGUARDA.
E tudo junto e ao mesmo tempo.
TIO SÉRGIO nem vai comentar as letras verborrágicas e hilariantes, muitas vezes sem qualquer sentido aparente, mas plenamente integradas ao conceito de suas composições.
ZAPPA teve carreira produtiva ao extremo para tão pouco tempo de vida. Deixou mais de 60 discos gravados, além de quantidade ainda não totalmente mapeada de PARTITURAS, GRAVAÇÕES EXPERIMENTAIS, SHOW INÉDITOS, e etc. Ele era um “WORKHOLIC ATÍPICO”.
FRANK ZAPPA, enquanto viveu administrou sua vida e patrimônio de modo exemplar. Desde cedo percebeu os perigos da INDÚSTRIA DA MÚSICA, que usurpa, rouba e tritura os seus participantes.
Ele testemunhou e contou sobre cena constrangedora e revoltante acontecida com o genial “DUKE ELLINGTON”: ZAPPA viu o maestro mendigando ao empresário para conseguir grana e comer um sanduíche!!!! Foi no BACK STAGE de um show em que ambos participaram, nos anos 1970.
FRANK prometeu a si mesmo que aquilo jamais aconteceria com ele. E seguiu os comportamentos do MAESTRO LEOPOLD STOKOWSKI; de “DAVE CLARK – (FIVE)” – o líder da famosa banda inglesa da década de 1960, que vendeu milhões de discos. ROBERT FRIPP, o criador do KING CRIMSON também entendeu isso há mais de meio século:
FRANK VINCENT ZAPPA tomou conta de sua produção, foi dono de seu nariz e tornou-se instrumento de sua própria política até o final da vida. O seu LEGADO MUSICAL é relançado, estudado e visitado constantemente. Ele “é” um GÊNIO da MUSICA, e foi ADMINISTRADOR COMPETENTE do próprio DESTINO!
POSTAGEM ORIGINAL: 07\07\2020
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LENNIE DALE & BOSSA TRÊS – UM SHOW DE BOSSA ELENCO – 1963 – EDIÇÃO JAPONESA

Passei uns 20 anos tentando encontrar esse disco. Eu coleciono Bossa Nova e, aos poucos, venho reconstituindo o selo da gravadora Elenco. Pra mim, o equivalente nacional da BLUE NOTE, ATLANTIC, VERVE, etc…
Muita coisa não existe disponível, e é possível que não seja relançada. Imagine um CD de TOM JOBIM e VINÍCIUS DE MORAIS juntos! A turma que hoje toma conta dos espólios de ambos criaria empecilhos intransponíveis !!!???? O mesmo serve para outros importantes e já esquecidos.
Vocês conhecem o LENNIE DALE?
Era um dançarino e coreógrafo americano. Veio e ficou no Brasil. Trabalhou com Deus e mundo. ELIS REGINA, por exemplo. A turma gostava muito dele.
LENNIE gravou 4 discos e só dois foram lançados em CDS. O BOSSA 3, que o acompanhou, era um trio com LUIZ CARLOS VINHAS, ao piano; TIÃO NETO, baixo acústico e o histórico baterista EDISON MACHADO. Muito bom, é claro! Ah, DALE tentava cantar…
Pois bem, comprei o disco; não foi barato, mas encarei, ouvi e… LENNIE DALE mal falava português e não cantava bem.
O repertório é adequado. SAMBA, BOSSA, JAZZ e tudo o que ainda se espera de um clássico daquela época. Foi gravado ao vivo, é muito bem tocado e o público ajuda. Mas, deixa a desejar… É compreensível.
Seja como for, eu o incorporei ao acervo com a devida honra e pompa. Se TIO SÉRGIO acha que vocês devem comprar?
É só para os completistas. Há inclusive, edição inglesa em LP que tentei trazer quando custava “leite de pato”. Sumiu no caminho…
Artisticamente falando, todos temos coisas melhores pra garimpar. Mas do ponto de vista histórico é troféu de caça a ser conquistado.
Decidam!
POSTAGEM ORIGINAL: 09\07\2020
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PINK FLOYD – TRILHAS E TRANSIÇÕES – 1967/1972

Em 1972, talvez, eu fui pela primeira e única vez a um Salão do Automóvel. Meu interesse por máquinas é mínimo. Porém, havia um stand em que, de hora em hora, dançarinas apresentavam um balé guiado por trilha sonora instigante e de vanguarda para aqueles tempos.
Fiquei fascinado, e quis saber o que era. Resposta: “PINK FLOYD”, PARTY SEQUENCE, DO LP “MORE”, de 1969. Assisti duas vezes! Ouçam e compreendam porquê o FLOYD é uma das bandas mais “visuais” do rock.
Há músicas deles que você “assiste” ouvindo. Exemplo? “SEE-SAW” , em a “A SAUCERFUL OF SECRETS, de 1968! E a suíte em “ATOM HEART MOTHER” entre mais um montão discografia adentro. Foi essa constatação que fez cineastas perceberem o potencial para trilhas sonoras que a banda apresentava.
A banda sempre esteve ligada a shows de luzes, e quem sabe criou o primeiro sistema de som “surround” da história, mesmo que precário. E o usavam em concertos no início de carreira. Claro, a invenção ajudou a forjar e ampliar o culto e a fama do grupo.
O PINK FLOYD é um tanto diferente de seus contemporâneos, principalmente os americanos. Criava música viajante “PARA FORA”. O tal “ROCK ESPACIAL”. Ouvi-los é participar de aventura visual, climática e, como seus pares e para quem gosta, “maconhante” – o que não é o meu caso.
O lado “SIDERAL” está no DNA do grupo desde SYD BARRET.
Os músicos compuseram, em 1967, a trilha para um documentário chamado “TONITE, LET´S ALL MAKE LOVE IN LONDON”. A música “INTERESTELAR OVERDRIVE” está em várias cenas.
Criaram, também, para outro curta: “THE COMMITTÉ”! E haja “CAREFUL WITH THE AXES, EUGENE” e outras invenções eletrônicas de “ROGER WATERS”. Todas essas, curiosamente não aparecem nem nos boxes de imersão total do que haviam gravado ou testado, e onde “tudo” foi lançado!
Mas a primeira trilha de verdade, integrante da discografia da banda, foi para o filme “MORE”, de BARBET SCHROEDER, lançada em 1969.
E mais experimentações eletrônicas de WATERS; e também RICK WRIGHT definindo o clima “ONÍRICO-ESTELAR”; NICK MASON e sua competência percussiva pontuando climaticamente. E o estilo de tocar guitarra que definirá o futuro da banda, com DAVID GILMOUR, que ali ficou mais explícito.
O PINK FLOYD entrou em sintonia com o quasi-HEAVY METAL no ano de 1969. Afinal, já contemporâneos do SPOOKY TOOTH, do ZEPPELIN e do HUMBLE PIE. E todos tateavam o PROGRESSIVO, apontando para o HARD ROCK e o METAL, que dominaria o ROCK para sempre!
Através de “MORE”, MICHELANGELO ANTONIONI os contratou para musicar ZABRISKIE POINT, filme ícone da época, também em 1969.
O sucesso da experiência e o trabalhão que deu, geraram a ideia-base para “ATOM HEART MOTHER” e depois “MEDDLE”, discos de transição para o PINK FLOYD de sucesso extremo que conhecemos.
A obra final dessa fase, “OBSCURED BY CLOUDS” é, também, uma trilha sonora composta para “LA VALLÉE”, outro filme dirigido por SCHROEDER, já em 1972.
É curioso! O disco foi gravado na França, em estúdio comparativamente precário, e o som ficou…digamos próximo ao do ROCK DE GARAGEM!!!! Mas foi o que os impulsionou para o estrelato nos EUA, e daí em frente para os mais de 250 milhões de discos vendidos!
Então, pessoal, prestigie os meninos desde os tempos remotos. Eles merecem… e muito!
POSTAGEM ORIGINAL: 09\07\2020
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VETERANOS DO R&B, DO BLUES E DO ROCK, E SEUS DISCÍPULOS

A postagem provavelmente atrairá também os mais jovens. Além de discos clássicos, históricos e colecionáveis, a maioria foi produzida nos últimos 40 anos – o que os aproxima do presente. A qualidade técnica e artística é muito boa! São exemplos do melhor BLUES, SOUL e R&B mesclados com o ROCK!
Dia incerto, eu postei algo semelhante concentrado na geração do ROCK INGLÊS dos anos 1960, e seus ídolos e mestres AMERICANOS.
Então, dei busca sem muito empenho em outras correlações e colaborações. Se eu focar atentamente, descubro mais discos na discoteca. Sem falar do que sei mas ainda não tenho…
Vão aqui mergulhos que vez por outra faço, e continuo sem me afogar. Preparar o texto foi uma delícia, porque temperado por nova audição de alguns discos que se perderam na coleção.
Então, de cima para baixo, à partir da esquerda:
1) CANNED HEAT & JOHN LEE HOOKER, foi lançado em 1971. Esta edição em CD traz coisas antes deixadas de fora. É a banda americana TOP e CULT, acompanhando um de seus ídolos e motivação para existir. “HOOKER ‘N HEAT” é lição sobre o estilo do velho mestre que inspirou quase todo mundo. Sim, todo mundo!
Alguns recordarão de SHOW dos ROLLING STONES bem mais de 20 anos atrás, em que HOOKER era um dos convidados, junto com ERIC CLAPTON. O “Seo JOÃO LEE PUTA” tocou seus RIFS de maneira desordenada, mas emotivamente. Ao sair, foi cumprimentado por todos e principalmente KEITH RICHARDS. É um ícone como poucos.
2) ERIC BURDON & JIMMY WITHERSPOON , “BLACK AND WHITE”, 1971. É disco raro e precioso! O nome do L. P. original é GUILTY, e traz composições de BURDON e WITHERSPOON, JOHN MAYALL, e etc…
Uma das faixas foi gravada na prisão de “ST QUENTIN” com a banda dos presidiários. Iconoclasta como ERIC BURDON sempre foi, aqui em parceria com uma das grandes vozes do R&B. Imperdível!
3) CHAMPION JACK DUPREE & TONY S. McPHEE, ‘THE COMPLETE SESSION”. É o guitarrista do inglês GROUNDHOGS, mais o piano, e a voz de DUPREE. A edição original é da gravadora BLUE HORIZON, também inglesa, e saiu em 1967 no auge do BRITISH BLUES.
Os GROUNDHOGS também acompanharam JOHN LEE HOOKER e JIMMY REED em turnês por lá. Foi antes de criarem o próprio estilo de BLUES, algo rude e truncado e tendendo ao PSICODÉLICO que os consagrou. Outro álbum imperdível!
4) THE ANIMALS featuring SONNY BOY WILLIAMSON, 1963: Misto de empresário e bandido, GEORGIO GOMELSKY montou turnês pela Inglaterra para SONNY BOY. Contratou bandas locais. Em NEWCASTLE foram os ANIMALS. Ensaiaram na raça uma só vez, e ficou tão vibrante que gravaram parte de duas apresentações!
5) SONNY BOY WILLIAMSON & THE YARDBIRDS, 1965. GOMELSKI seguindo o esquema, agora gravando ao vivo no CROWDADDY CLUB em LONDRES. Na guitarra, ERIC CLAPTON. O disco é referência básica do BRITISH BLUES.
6) SONNY TERRY, JOHNNY WINTER e WILLIE DIXON. “WHOOPPING”, 1984. Dizer o quê? Álbum clássico reunindo duas gerações de grandes do BLUES americano. Gravação da ALLIGATOR RECORDS, uma referência na década de 1980/1990.
7) B.B. KING “IN LONDON”, 1971. Gravado por uma das maiores concentração de craques por metro quadrado reunida!
RINGO, PETER GREEN, ALEXIS KORNER, JIM PRICE, BOB KEYS, GARY WRIGHT, STEVE MARRIOT, e outros eleitos menos votados. É ter ou se arrepender!
😎 AVERAGE WHITE BAND & BEN E. KING – BENNY AND US, 1977. A sensacional banda britânica que fundia R&B+JAZZ+ROCK + adjacências, com mais de 15 LPS gravados, e aqui acompanhando um
grande SOUL MAN americano.
Show de balanço e estilo algo diferente do feito pela ATLANTIC RECORDS e outras grandes gravadoras americanas. É prenhe de originalidades, molho e gás! Garante qualquer festa em alto estilo!
9) STEVE CROPPER, POP STAPLES & ALBERT KING – JAMMED TOGETHER, 1988: Três estilistas da guitarra, em show de balanço e técnica. O som é da STAX RECORDS. Em resumo, é imperdível. A produção é de ISAAC HAYES. Cabe em qualquer festa e discoteca.
10) GARY MOORE: COLD DAY IN HELL, EP. de 1992, com trechos de famoso SHOW ao vivo da época. Tem versão “não superada” de STORMY MONDAY BLUES, com ALBERT KING na outra guitarra. Para BLUES ROCKERS e HARD ROCKERS não botarem defeito. Escutei uivando na janela do apartamento!
11) MUDDY WATERS, JOHNNY WINTER e JAMES COTON – BREAKIN’N IT UP, BREAKIN’ IT DOWN. É a tour dos craques gravada em 1977. Completa o time BOB MARGOLIN, guitarra, PINETOP PERKINS, piano, para ficar nos mais famosos.
BLUES como deve ser. E é!
12) JIMMY ROGERS ALL STAR. BLUES, BLUES, BLUES , 1999. Homenagem ao grande JIMMY. Estão aqui ERIC CLAPTON, LOWELL FULSON, JEFF HEALEY, MICK JAGGER, TAJ MAHAL, JIMMY PAGE, ROBERT PLANT, KEITH RICHARDS e STEPHEN STILLS. Universo de grandes de três gerações.
Tá bom, né!?!?
Claro que tá.
13) B.B.KING & ERIC CLAPTON – RIDING WITH THE KING, 2000.
Bem, é ERIC CLAPTON E B.B.KING juntos. Um marco, talvez mais CULT do que original. Porém, obrigatório!
Tudo considerado, TIO SÉRGIO cumpriu a meta. Aliás, superou.
POSTAGEM ORIGINAL:09\07\2023
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FUNDADORES DO ROCK AND ROLL E A NATA DO ROCK INGLÊS DOS ANOS 1960/1970.

Quem gosta de ROCK sabe que durante a década de 1960, os ingleses trouxeram a velha geração do BLUES, do R&B e do ROCK
and ROLL para o conhecimento do público jovem.
A geração dos ROLLING STONES, BEATLES, ANIMALS… sempre respeitou e acolheu sem preconceito os velhos ídolos americanos. Pretos e brancos são reverenciados: “CHUCK BERRY”, “B.B.KING”, “JOHN LEE HOOKER” e RAY CHARLES; e, também”, “ELVIS PRESLEY”, “JERRY LEE LEWIS”, “BUDDY HOLLY,” “JOHNNY CASH” – e séquito enorme.
Vários desses patriarcas excursionaram pela Inglaterra acompanhados por bandas locais como “YARDBIRDS”, “ANIMALS”, “GROUNDHOGS” e contemporâneos, devedores espirituais e profissionais da velha guarda.
No início dos 1970, muitos LONG PLAYS – TRIBUTOS foram gravados em Londres com os mestres acompanhados por seus fãs, e se tornaram um “must” entre os colecionadores.
A elite do ROCK daqueles tempos participa formando verdadeiros “supergrupos”. Alguns potencialmente milionários porque impossíveis de serem reunidos novamente.
Claro, em alguns desses discos também estão membros originais das bandas dos mestres fundadores. O que “potencializa o teor” do evento e a curiosidade.
Querem ver?
1)) Acompanhando “HOWLIN’ WOLF” estão “ERIC CLAPTON”, “STEVE WINWOOD” e a “cozinha” dos ROLLING STONES, “BILL WYMAN” e “CHARLIE WATTS!!! Que tal?
2) Com “MUDDY WATERS” a presença de RORY GALLAGHER, WINWOOD e GEORGIE FAME, além de americanos como MIKE BLOOMFIELD e PAUL BUTTERFIELD. “Cult” absoluto!
3) BO DIDDLEY está com os menos votados, porém excelentes ROY WOOD, RAY FENWICK e EDDIE HARDIN;
4) CHUCK BERRY juntou KENNY JONES e IAN McLAGEN, do FACES e mais alguns.
5) Por último, o predileto do TIO SÉRGIO: JERRY LEE LEWIS em álbum duplo de 1973, lançado no BRASIL pela MERCURY RECORDS.
JERRY LEE regravou seus clássicos acompanhado por um imenso time de craques. Reinam PETER FRAMPTON, RORY GALLAGHER, ALVIN LEE, GARY WRIGHT e mais uns dez da mesma grandeza.
Os quatro primeiros foram gravados sob o selo CHESS, e lançados no BRASIL pela MOVIEPLAY. Os mencionados na postagem são LPS ou CDs imperdíveis, mas não tão caros ou raros. É possível adquirir.
Eu penso em reunir os cinco álbuns em um BOX . Se realmente fizer, posto pra vocês verem o resultado.
Ponham na lista. Têm certamente lugar pra todos em quaisquer discotecas.
POSTAGEM ORIGINAL: 08\07\2020\
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BJORK : BASTARDS! – 2 LPS. REMIXES – 2012

TIO SÉRGIO, você gosta de remixes?
Eu gosto muito, muito, é da BJORK!
Pulando de pato pra sapato, eu acho que fazer remixes na própria composição, ou na de qualquer artista que autorize, é estética e artisticamente legítimo e amplamente democrático. REMIXAGENS ampliam o escopo da criação original, e abrem para novos entendimentos, intervenções e reinvenções.
Remixar não é mutilar ou conspurcar um trabalho. E, sim, não se conformar e potencializar a criação original sugerindo interação homenageando e respeitando o criador.
Ao mesmo tempo e talvez seja um paradoxo, é antídoto ao ego ou possível egoísmo do compositor. É “mais uma discussão” que propõe divulgar trabalhos alternativos e complementares ao original. Vários REMIXES são recriações de alto nível.
Este álbum duplo da BJORK ostenta uma das capas mais bonitas que já vi! É uma pintura impressionante e magistral – É obra de arte autônoma!
Nos discos há vários DJs, REMIXERS – e sei lá mais o quê…, retrabalhando a obra de uma gênio musical contemporâneo.
BJORK é artista original, surpreendente, arrojada e talvez atrevida. É muito difícil de ser resenhada por causa de sua enorme versatilidade e criatividade. Ela não se repete; portanto, esconde possíveis parâmetros de comparação. É sempre imperdível e desafiadora sob quaisquer pontos de vista.
Este álbum duplo chegou em minha toca por R$ 170,00 MANDACARUS. Uns $ 34,00, BIDENS, ou TRUMPS, ou simplesmente dólares!!!
RECOMENDO SEM OUVIR. Deve ser bom por definição.
POSTAGEM ORIGINAL: 31\07\2023
Pode ser arte