Esta SÉRIE traz artistas do “JAZZ MODERNO”, “CONTEMPORÂNEO”, e, inclusive ,”FUSION”.
EM 1994, houve momentos em que o câmbio andava negativo, por aqui. Pagávamos preços reais em dólar, e não percebíamos… O evento foi uma das consequências do PLANO REAL.
COMPACT DISCS, CDs, eram o ponto máximo da TECNOLOGIA em REPRODUÇÃO MUSICAL, e as vendas explodiram aqui e no mundo. A demanda era excessiva, e os preços “SIDERAVAM” nas lojas. A INDÚSTRIA da MÚSICA FATUROU MUITO!
No BRASIL, importou-se muitos CDS. E, ao mesmo tempo, eclodiu diversos tipos de PIRATARIAS. Muitas bastante requintadas, e até hoje COLECIONÁVEIS. TIO SÉRGIO manteve algumas imperdíveis!
A presente COLEÇÃO foi produzida na INGLATERRA. São GRAVAÇÕES ao VIVO, e de ESTUDIO, tambbém. Os “ESTOJOS” que abrigam os CDS são de LATA; e, claro, tendem a ENFERRUJAR. O DESIGN é ótimo, e muito ATRAENTE. É um diferencial notável na DISCOTECA!
Foram lançados DEZ VOLUMES, com TRÊS CDs, CADA. Porém, eu nunca mais encontrei quaisquer deles! A QUALIDADE do SOM é até boa. Com os recursos disponíveis hoje, certamente comportariam, suportariam, REMIXAGEM e REMASTERIZAÇÃO.
TIO SÉRGIO mantêm TRÊS desses BOXES:
1) “BLACK AND WHITE”, Gente consagrada no PIANO: “EARL FATHA HINES”, “McCOY TYNER” E “CHICK COREA”. Resumindo, um pianista “CLÁSSICO” do JAZZ; outro CONTEMPORÂNEO beirando o EXPERIMENTAL. O terceiro é FUSION, e dispensa maiores apresentações…. A “CAPA DE LATA” é muito EXPRESSIVA – um TECLADO ESTILIZADO.
2) Outro BOX é “SHINING LIGHTS”. Traz SAXOFONISTAS; todos CRAQUES! Mais ou menos segue a proposta do anterior: “STAN GETZ”, é REFERÊNCIA no JAZZ MODERNO; “DEXTER GORDON”, é ESTILOSO, original, e conhecido por sua “EMISSÃO” mais ALTERNATIVA – algo “ROUCA”. Já “SONNY ROLLINS” fica entre o MODERNO e o CONTEMPORÂNEO. A foto de capa RECRIA as PALHETAS DO INSTRUMENTO. E, tal qual as outras, é MUITO CRIATIVA!
3) EM “BLOWING HOT AND COOL” habitam os TROPETISTAS: Há uma das sumidades do JAZZ MODERNO, “DIZZY GILLESPIE”. “FREDDIE HUBBARD”, é destaque em várias linhas do MODERNO para diante. E o representante do JAZZ CONTEMPORÂNEO é “WYNTON MARSALIS”, próximo às VANGUARDAS. A composição da capa também é macante: PONTOS NEGROS representam as VÁLVULAS do instrumento. É OBJETO muito INTERESSANTE!
Procurei a SÉRIE na INTERNET para refinar informações, etc… E nada encontrei. Desconfio que seja PIRATARIA SOFISTICADA.
Mas por que, TIO SÉRGIO?
Porque vários CDS são GRAVAÇÕES “RECUPERADAS”, e de origem não identificada… HUMMMM!!!!
Há coisas feitas em ESTÚDIO. Outras, foram captadas em SHOWS – performances possivelmente extraídas direto das MESAS de GRAVAÇÃO, nos CONCERTOS. Quase todas interessantes – talvez RARAS! E, curiosamente, têm as CARACTERÍSTICAS ARTÍSTICAS dos ANOS 1980!
Provocam impressões instigantes. Quando ouvimos, nos defrontamos com TIMBRES DIFÍCEIS DE SEREM REPRODUZIDOS, principalmente os AGUDOS. A maioria das gravações foi BEM CAPTADA E GRAVADA.
No entanto, não têm QUALIDADE SUFICIENTE para lançamento comercial. Falta melhor produção e acabamento – aquele toque final, o “VERNIZ” que os distinguem do “LOW-FI”.
São discos divertidos. Raramente se ouve um “DIZZY GILLESPIE” tão FUNKY! E “CHICK COREA”, talvez com GARY BURTON e BANDA, é FUSION IMPERDÍVEL! O mesmo se pode concluir do “POST-BOP – ALGO VANGUARDA – MEZZO FUSION POP” de “FREDDIE HUBBARD”. ( UAU!!! que DEFINIÇÃO CAPRICHADA expeliu “O TIO SÉRGIO”, HEIM!”)
Os “TEXTOS SÃO “DESINFORMATIVOS”. Entre o ÓBVIO e a ENROLAÇÃO tipo “SE SUMIU NINGUÉM SABE, NINGUÉM VIU”. O AUTOR, um certo NICK BROWN, é tão identificável como chamar JOÃO DA SILVA, no BRASIL, e não ter CPF….
Pra terminar, não esqueçam de que nas décadas de 1970/1980 boa parte da ELITE dos músicos de JAZZ estava catando latas, e fazendo SHOWZINHOS para sobreviver.
Ainda assim, se alguém encontrar, por aí, a preço barato algum desses BOXES; deve e pode comprar – ahhh, e me avise! A COLEÇÃO compensa pela RIQUEZA ARTÍSTICA, e o clima musical de época. e ainda não foram reavaliados, revalorizados.
Mas são objetos colecionáveis, e VERY COOL!
POSTAGEM ORIGINAL: 05\05\2020







