EBERHARD WEBER, O BAIXISTA DOS BAIXISTAS – HOMMAGE À EBERHARD WEBER – E OUTROS CDS DESLUMBRANTES

Um amigo colecionador trouxe desafio delicioso – ao mesmo tempo simples e… nem tanto. Pediu que eu postasse e comentasse sobre discos ao VIVO, coisas de que gosto ou acho interessantes.
Mesmo sabendo do bom – gosto do Luiz Sérgio Do Espírito Santo, que é do ROCK CLÁSSICO em suas diversas tendências; e por algum motivo que não previra tergiversei para oceanos diversos, mas que navego frequentemente. Tou esbarrando no JAZZ, no ROCK e nas incontáveis pedras submersas pelo caminho.
Vou começar por esse disco, objetivamente nada ROCK, “pero” algo além do JAZZ NORMAL; porque entre a FUSION e a BIG BAND, com um sotaque do JAZZ CONTEMPORÂNEO.
Não é JAZZ EXPERIMENTAL; mas é cheio de inovações e sacadas.
EBERHARD WEBER é um “BAIXISTA dos BAIXISTAS”! Sonoridade única no acústico e no elétrico. Esteve sempre nesse nirvana que oscila entre a FUSÃO JAZÍSTICA, ELEMENTOS do CLÁSSICO e a MÚSICA EXPERIMENTAL. Claro, há ROCK PROGRESSIVO diluído nas entranhas. Bem considerando, é música sofisticada pra valer!
Ele gravou muito liderando o próprio grupo; e postei outros ÁLBUNS que tenho.
WEBER trabalhou com essa turma da capa e muita, mas muita gente mais… Em 2007, teve um A.V.C. e não pode mais tocar profissionalmente. Seus amigos durante os quase 50 anos de profissão, fizeram o show também postado, organizado e liderado pelo guitarrista PAT METHENY.
Não foi tarefa comum, ou uma homenagem qualquer. METHENY compôs uma obra para a ocasião, e os convidados participaram em outras de autoria do próprio WEBER. Um dos diferenciais foram as COLAGENS e SAMPLERS de trechos de solos feitos por EBERHARD, no decorrer da carreira; tocados e rearranjados e em tempo real pelos convidados. Experiência inesquecível: beleza plástica e arrojo técnico combinados criativamente à moderna tecnologia de áudio e vídeo.
Não pensei que postaria esse disco. Porém, as razões ficarão claras para os que ouvirem. É obra de modernidade indiscutível, mas sem os excessos que virtuoses, como os aqui presentes, vez por outra sideram ao vivo.
Navegar é “preciso”. E não gostar de EBERHARD WEBER é impossível!!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 14\08\2023
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BLUES PROJECT – LIVE AT CAFÉ A GO GO – VERVE FOLKWAYS 1966, E OUTROS DISCOS MEMORÁVEIS.

BLUES PROJECT foi banda semi – obscura fora de certos círculos. É FOLK-BLUES-ROCK na veia e ao velho estilo. O álbum LIVE AT CAFÉ AU GO GO é CULT – CLÁSSICO IMPRESCINDÍVEL, lançado em 1966. E, por caminhos que só DEUS sabe, também foi saiu no BRASIL!
Meninos, meninas e arredores, se vocês querem sentir o que uma banda legal fazia ao vivo em local pequeno – umas 400 pessoas -, meados da década de 1960, esse é o disco!
Conhecidos por poucos, tornaram-se item de colecionadores, memória afetiva dos ROCKERS e, também, dos que apreciam BLUES, FOLK e variações próximas ao JAZZ.
O TIO SÉRGIO gosta – e muito!
Americanos de Nova York, é interessante notar que são todos descendentes de judeus. E tocavam uma enormidade! A história firma que iniciaram carreira no “CAFE AU GO GO”, boate-clube em MANHATTAN e, três meses depois, a casa vivia entupida de gente para vê-los!
A banda era composta por seis músicos, incluído o vocalista TOMMY FLANDERS, que participou apenas de umas faixas do LP. E revelaram três excelentes instrumentistas: DANNY KALB, guitarrista excepcional, um tanto minimalista e imensamente BLUESY. STEVE KATZ, também guitarra e cantor de voz lindíssima, e um dos fundadores do BLOOD SWEAT & TEARS – banda de JAZZ ROCK primordial, que incluía com outro membro dos BLUES PROJECT:
AL KOOPER, tecladista em discos de BOB DYLAN (em “Like a Rolling Stone”; é dele o solo de órgão ) esteve com HENDRIX e outros diversos vários. É, inclusive, produtor histórico. Descobriu e produziu o LYNYRD SKYNYRD, onde participou em faixas como “Sweet Home Alabama” e “Free Bird”. O currículo da turma está bem razoável, não acham? AL KOOPER é grande o suficiente para não ser ignorado! – é “Dr. HONORIS CAUSA” em música pela BERKELEE SCHOOL!
Então, fechou.
“LIVE AT CAFE A GO-GO” é disco sensacional! Navega entre o FOLK, o ROCK e o BLUES; mescla o elétrico e o acústico, e tem performances individuais de tirar o fôlego. Vocês não ouvirão versão de “SPOONFUL” melhor do que esta aqui! E vão cair em dois pés (claro, quem escuta esses caras não é quadrúpede!!!!) com “THE WAY MY BABY WALKS”; “BACK DOOR MAN” ; “WHO DO YOU LOVE” e as treze faixas restantes…
O BLUES PROJECT gravou discos excelentes, como PROJECTION, o segundo álbum, lançado em 1967 e outros aqui postados, inclusive a ótima coletânea dupla.
ANDY KULBERG, baixista e flautista e ROY BLUMENFELD, baterista, ambos na formação original do BLUES PROJECT, em 1969 formaram o SEATRAIN, que forjou interessante simbiose “FUSION” de FOLK, BLUES e ROCK PROGRESSIVO, e foi produzido por ninguém menos do que GEORGE MARTIN – ahhhh, vocês sabem quem é!
Meninos e meninas, moços e moças e velharada geral inclusa: quem não tem BLUES PROJECT na discoteca não passa de ano em ROCK’N’ROLL!!!!
Tentem!
POSTAGEM ORIGINAL: 15\08\2023\
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MÚSICA BOA ENQUANTO A GENTE COZINHA! QUE BAITA TRABALHO DÁ COZINHAR!!!!!

Angela, minha mulher, vem brincando faz tempo que se ganhar na loteria a primeira coisa que exterminará é a cozinha!! Ela tem planos completos: vai comprar um enfeite e colocar em cima do fogão. É pra não mexer, mesmo!
Claro, o extermínio será metafórico: todo dia a gente faz tudo sempre igual; acorda às… sei lá que horas da manhã, dá um sorriso pontual e… vai, feito mané, fazer café!!!! Oi, CHICO BUARQUE, bom dia!!! Permite aí irreverência exposta – feito fratura nessa língua portuguesa.
Pois, é! Eu e ela coabitamos há há meio século anos diária e infalivelmente. Os dois trabalhamos a vida inteira. E muito! Portanto, vivemos em democracia participativa doméstica. Vou explicar. Ficou tipo assim: depois de aposentados ela participa mais em outros quesitos. Hummmm… é politicamente incorreto e abrasivo, TIO SÉRGIO sabe. Eu cuido mais da culinária…
Sempre gostei de cozinhar – e faço gostoso ( velho safado!!! ) E aprendemos pela pedra que a tragédia se instala se você não cozinhar e limpar ao mesmo tempo. Deixar pra depois é preguiça e “burragem administrativa”….
Os dois fazem desse jeito. Pegou, guardou; abriu a geladeira, tira o que vai usar, e guarda o restante; no armário de secos é a mesma coisa. Eu vou preparando os pratos – sou mais lento pra fazer – e lavando ao mesmo tempo. Ela também; só que rapidamente…
Como vai, vai bão!!!! Mas vez por outra, enche o saco. E a gente sai pra comer fora, essas coisas…
É inevitável cozinhar quase todos os dias; vamos a mercados talvez duas vezes por semana para manter o suprimento da toca. Tudo isso dá trabalho imenso! No entanto, se o vaticínio da patroa rolar, é provável que não seja cumprido literalmente…
Então, para acompanhar a faina gastronômico – operacional fui à discoteca pegar uns CDS pra ouvir. Enfiei a mão na metafórica braguilha das estantes. Peguei 8 discos e fui colocando no CD PLAYER para degustá-los, já que temperaram a minha obrigação de CHEF e a faxina inevitável…
Pra começar, aterrissei direto em duas mulheres sensacionais: a diva DINAH WASHINGTON, na coletânea BALLADS, volúpia incontrolável!!!. E o sexteto da pianista filipina CAROLYN DEL ROSARIO – grata surpresa!
Vão entrar na “agulha” três saxofonistas: COURTNEY PINE, craque do JAZZ FUSION. Em seguida, EDDIE LOCKJAWS DAVIS, da linhagem mais clássica da PRESTIGE RECORDS; implementei GARY CAMPBELL, acompanhado por banda; e culminei o regabofe com o notável guitarrista JOHN ABERCROMBIE!
Para encerrar, servi três craques do piano: o vanguardista CECIL TAYLOR; o mais tradicional KIRK LIGHTSEY, acompanhado por CHET BAKER.. Para sobremesa busquei o moderno HENRY BUTTLER.
Fui alternando e degustando os discos, as cervejas, o queijinho e o salaminho: um KIT COLESTEROL nada metafórico de coisas que engordam!
Música e gastronomia. Existe algo de sensual na combinação das duas. E TIO SÉRGIO é meio glutão e não se furta a esses prazeres.
Todos vocês estão convidados para o “regaouvidos”!
Divirtam-se!
POSTAGEM ORIGINAL: 13\08\2023
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VAN DER GRAAF GENERATOR: “DO NOT DISTURB” – CHERRY RED RECORDS – 2016

É álbum relativamente recente do agora Trio. Permanecem desviantes e incisivos o tecladista e baixista HUGH BANTON e o baterista GUY EVANS. E, principalmente, o genial e pouco “disseminado” cantor, guitarrista e também letrista mágico PETER HAMMIL – como sempre, um “literato” essencial, como foram KEITH REID e PETE SINFIELD, para o PROCOL HARUM e o KING CRIMSON – claro, respectivamente.
A minha edição é em VINIL de 180 gr. Amanheceu incerto dia na portaria do prédio. E tenham inveja: sem a intervenção da FADINHA MASTERCARD…
TIO SERGIO recebeu de presente da REVISTA “RECORD COLLECTOR”, por consequência de CONTUMÁCIA DELITIVA. Eu compro, leio e utilizo a revista feito Bíblia, Al Corão ou textos às vezes “esotérico – religiosos”, há mais de trinta anos! Acreditem.
Ainda não comprei o CD. E, como não tenho PICK-UP, recorri ao YOUTUBE para ouvir.
Reparei que teve poucas visualizações no Youtube passados 6 anos do lançamento. E isto confirma o diagnóstico de PETER HAMMIL, o letrista principal em torno de quem tudo acontece. Ele disse merecer 40 vezes mais fãs do que tem! Eu e nada silenciosa minoria concordamos plenamente!
O disco não foge ao básico do VAN DER GRAAF. Mas a falta dos metais, tocados por DAVID JACKSON, desvia um pouco da originalidade primeva.
A banda conserva a essência do ROCK PROGRESSIVO próximo à sonoridade do PROCOL HARUM – o órgão dirige a música inteira sem arroubos mas com notável presença. E o TRIO mantém o clima lúgubre, porém acolhedor e reflexivo, bastante típico das bandas britânicas históricas.
No entanto, tornou-se mais “PROG” – a nova definição que comporta quase tudo que contenha “alguma especiaria experimental e progressiva”… O VAN DER GRAAF continua bom e intrigante. E o disco é legal de ouvir!
Se repararmos bem, capta-se algo dos KINKS e um quê do THE WHO. E Influências futuras possíveis no pós – PUNK, principalmente na COLD WAVE. Alguns traços e manejos da voz são encontráveis em músicos como ROBERT SMITH, do THE CURE. E de gente que veio bem depois, THOM YORK e o RADIOHEAD, por exemplo. Se é que intuí/observei corretamente…
Toda essa turma citada cai muito bem no INVERNO. A ilha onde moram é nada solar.
Mas TIO SÉRGIO, como algo tão bonito e acolhedor, pode trazer um escorpião na capa, feito o álbum solo de PETER HAMMIL, “CHAMALEON IN THE SHADOW OF NIGHT”, 1973?
Talvez porque em momentos de baixo astral e depressão, esse tipo de sonoridade seja um “vermífugo” eficaz. Principalmente quando a política e a sociedade ficam povoadas por seres fronteiriços da ignomínia e da ignorância… Escorpiões são bichos que habitam e circulam nas sombras da noite.
POSTAGEM ORIGINAL: 10\08\2025
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JACKIE CAIN & ROY KRALL – “A WILDER ALIAS” – C.T.I – 1974

Quando pego este álbum para escutar, eu penso em chutar a minha própria bunda umas três vezes!!!!
Mas como é possível, TIO SÉRGIO, você ter apenas esse disco de JACKIE & ROY? Você nada aprendeu nessa vida compulsiva juntando “rodinhas pretas e metálicas” ?
Você já os conhecia há quase meio século e não fez nada?
Foi isso. Eles gravaram perto de 50 discos! Carreira de 56 anos; da Broadway aos Beatles, passando por Tom Jobim e até esse espetacular disco de FUSION!
Pois é, precisou o Rene Ferri e seu refinado gosto e conhecimento mostrar vários vinis pra turma, e daí eu olhar mais atentamente essa dupla imperdível. Mea culpa; Mea maxima culpa!
Os dois, marido e mulher, sempre tangenciaram o jazz, como ELLA, BILLIE e a geração deles. Cantaram o melhor do pop e da grande canção contemporânea. Um deleite memorável.
Começaram em 1946. E prosseguiram até a morte de ROY KRALL, ótimo pianista e cantor, em 2002. JACKIE, loira voluptuosa e excelente cantora, foi para o celestial ” clube dos artistas” aos 86 anos, em 2014.
Eu quero comentar esse disco.
É um tanto fora do esperado. Porém, totalmente contemporâneo quando foi gravado. Lembra o “RETURN TO FOREVER” na fase com FLORA PURIN cantando. Expõe um travo do que TOM JOBIM e BANDA fizeram no final de carreira. É FUSION – e da melhor cepa!
O time que os acompanha é de safra superior. HUBERT LAWS e JOE FARREL nos metais, STEVE GADD, na bateria, entre vários e consistentes músicos. A direção é de DON SEBESKY; e nos estúdios RUDY VAN GELDER e CREED TAYLOR. Para completar, essa edição é japonesa e da CULT gravadora C.T.I.
Então, pessoal, procure conhecer. Porque chutar o próprio rabo é muito difícil e nada agradável…
Não percam! Percam-se nele!
POSTAGEM ORIGINAL: 09\08\2020
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GOTHIK ROCKERS, DARK WAVERS, ET CATERVA! VOLTARAM COM TUDO – “E O PULSO AINDA PULSA!!!”

Uns trinta anos atrás, JEAN YVES de NEUFVILLE, amigo muito próximo, jornalista e crítico musical importante, cobriu o ciclo de shows da primeira passagem do THE CURE pelo BRASIL. Foi em 1987, e ele estava lá em nome da REVISTA BIZZ.
JEAN contou-me que no final da turnê foram todos jantar no restaurante indiano GOVINDA, e comemorar o aniversário dele. Era casa TOP e descolada, em São Paulo. Ele confirmou que os caras da banda eram muito agradáveis, inclusive o ROBERT SMITH. Todos se tornaram amigos.
Eu vi as fotos do encontro no apto onde JEAN YVES morava. E reli a matéria que ele publicou. Excelente reportagem, culminando em ótima entrevista exploratória, detalhada e interessante. ROBERTINHO expõe a sua visão de mundo enquanto cidadão; o que estava fazendo naqueles tempos hoje remotos; e a fama crescente e surpreendente do grupo!
ROBERT JAMES SMITH é um cara tímido e algo recatado. Faz parte da minoria de artistas que mantêm longo casamento com a primeira mulher. Casou-se na Igreja, em 1978, com MARY THEREZE POOLE. Ela de véu, grinalda e vestido de noiva. Ele de terno convencional. Há fotos na rede. Os dois se conheceram na escola ainda adolescentes. Tinham 14 anos!
ROBERT é apaixonado por ela, o que explica o “bacobufo” quando um irreverente jornalista brasileiro perguntou, numa coletiva a imprensa, se MARY era namorada “só dele, ou…” A entrevista foi interrompida. E, contou o JEAN YVES, quase atrapalhou irremediavelmente o clima entre a banda e a mídia…
Vocês conhecem a simples, bela e emocional “LOVESONG”? É uma das canções de amor feitas pra ela. Existem mais de 300 versões gravadas por outros artistas. A canção entrou em 50 trilhas sonoras de filmes, etc… É uma das músicas mais regravadas de todos os tempos e foi vista no YOUTUBE milhões e milhões de vezes.
LOVESONG é um CLÁSSICO POP ABSOLUTO! E certamente ajudou ROBERT a formar um patrimônio líquido estimado em $ 25 MILHÕES DE DÓLARES… E ao THE CURE entrar para o “ROCK AND ROLL HALL OF FAME”, em 2019!
Eu recordo uma rádio de SAMPA que fez promoção desse jeito: “Quer assistir ao SHOW? A Rádio Tal… DÁ “O CURE” PRA VOCÊ!!!”. Reforço na primeira sílaba, claro… Lembro, inclusive, de show em 1996, quando estiveram aqui pela segunda vez: atrasaram mais de duas horas pra subir ao palco! Foi televisionado madrugada adentro; e a apresentadora – esqueci o nome – anunciou desse jeito: Porra! Pararam de “embaçar”! Com a gente THE CURE!
Três anos passaram desde a última vez que me desfiz de quantidade apreciável de CDS. Discos já ouvidos que, pensei, seriam dispensáveis. E, nessas, fiz redução na ala dos GÓTICOS, PUNKS e outros da geração pós 1976. Percebo, hoje, como fazem falta certos artistas e alguns discos!!! Quem sabe um dia novamente os reencontre…
Os GÓTICOS e seus companheiros de geração, a turma de 1977 e 1978, voltou com tudo! E faz sentido: é história importante, reconhecida; construída durante mais de há 45 anos e constituindo imenso acervo cultural. Existem centenas de artistas e milhares de discos, filmes e bibliografias sobre tudo o que ensejaram. Legaram identidades, modas e comportamentos.
A revista RECORD COLLECTOR, No: 547, AGOSTO de 2023, fez matéria arrasadora com 12 páginas expondo o que é preciso para entender a DARK WAVE. Hoje, a denominação que abarca boa parte de que foi feito após o PUNK e a NEW WAVE.
Engloba o GOTHIC ROCK, A COLD WAVE, DARK ROCK, TECHNO POP… E tudo o que soar algo depressivo.
Os acordes são graves; o som é pesado, com “delays”; câmaras de eco; reverberações; guitarras e eletrônica. Pega, inclusive, alguma onda no KRAUTROCK!
Os vocais soam “lúgubres e desolados”: os masculinos oscilam entre o barítono e o baixo. E os femininos têm algo de operístico, lírico, e por aí vão…
As letras abordam temas soturnos, niilistas; e falam de solidão e desolação; são eivadas por um romantismo sombrio, e flertes com a morte. Vez por outra, aparecem bruxas, esoterismos e vampiros, também.
Há antecessores do estilo nas décadas de 1960 e 1970. Vão do BLUES insalubre de SCREAMING JAY HAWKINS; ao show de horror anárquico do SCREAMING LORD SUTCH. E tragam fumaças góticas como em “STILL I AM SAD”, dos YARDBIRDS, gravada em 1965!
Ninguém comentou, até hoje, que no primeiro LP dos ELECTRIC PRUNES estão várias músicas que são “GOTHIC ROCK PURO E ANCESTRAL”. Toda a sonoridade, e os conceitos estão lá demonstrados. Os PRUNES de 1967 antecipam os góticos de 1977; THE CURE, principalmente.
Então, vamos em frente rezar ao som da MISSA IN F, obra seminal dos ELECTRIC PRUNES, lançada em 1968. E observar ARTHUR BROWN, JIM MORRISON, THE DOORS; e ALICE COOPER, também!
Que tal resvalar em VELVET UNDERGROUND, NICO, MARIANNE FAITHFUL e SCOTT WALKER? E pegar força com o ROXY MUSIC, e a fase BERLIM de DAVID BOWIE? E se juntarmos o IGGY POP?
Todos alimentam as fontes de onde saem rios caudalosos como BAUHAUS, THE CURE, SOUXIE & THE BANSHEES e o JOY DIVISION; que abastecem os “afluentes” ALL ABOUT EVE, SISTERS OF MERCY, FIELDS OF THE NEPHLIN, ALIEN SEX FIEND, EINSTURZENDE NEUBAUTEN, CLAN OF XYMOX, KILLING JOKE, THE CULT, CRAMPS, SEX GANG CHILDREN, CHRISTIAN DEATH… Resumindo por baixo, os CASTS das gravadoras 4AD, BEGGAR´S BANQUET e PROJEKT.
E não se deve esquecer o DEPECHE MODE, THE MISSION e o DEAD CAN DANCE. E que tal focar a luneta nos SUGARCUBES – e, principalmente, na BJORK? Aliás, DARKÉSIMA a cada dia mais.
E, por fim, é bom,mergulhar e não se afogar no mar revolto eletrônico do NINE INCH NAILS, e de MARILYN MANSON. Até cair nas praias de hoje com BILLIE EILICH – ou, se preferir, com LANA DEL REY, a musa ensimesmada e DARK…
A história não para e nem arrefece, não é ARNALDO ANTUNES?
CODA
No verão de 2023, no hemisfério norte SIOUXIE & THE BANSHEES abriu festivais e atraiu público. Aliás, SUZY JANET, ooops…, talvez a decana do MOVIMENTO, está caminhando para os 70 anos, e parece em forma. Viver na FRANÇA fez bem a ela.
Dia incerto assisti ao THE CURE em show de 2014. Achei espetacular! Hoje, ROBERT SMITH e grupo atualizaram-se e apresentam grandes shows e lotações esgotadas.
A banda continua afiadíssima, encorpada por som mais pesado; etéreo e cheio de “delays”; baixo evidente, e tudo o mais que define o bom ROCK GÓTICO.
E, aos 64 anos, ROBERT e o THE CURE estiveram no BRASIL ainda naquele ano. Entavam tinindo! E consolidaram estilo e sonoridade únicos. Magníficos!
SIOUXIE E ROBERTINHO são os dois astros históricos do GOTHIC ROCK e suas combinações. Acho que não tem pra ninguém! O PULSO CONTINUA PULSANTE.
POSTAGEM ORIGINAL: 08\08\2023
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“IN BLUES” – PRIMO BETÃO E SEU LEGADO

BETO faleceu em 2018, e deixou tristeza, lembranças e saudades ainda não totalmente computadas. O tempo desvelará aos parentes e amigos a dimensão da perda.
O BETÃO gostava de música e compartilhávamos gostos. Ele curtia HARD ROCK e seus fundadores. Admirava guitarristas: PAGE, JEFF BECK, o CREAM, RORY GALLAGHER, o GOV’T MULE, e por aí voava no HARD BLUES”, SOUTHERN ROCK e algum JAZZ. Tinha bom gosto e discoteca pequena e marcante.
A prima Olga Garini deixou para mim vários CDs imprescindíveis – que me comprometi a manter, enquanto eu existir.
Estão na foto: ALLMAN BROTHERS; TEN YEARS AFTER; LYNYRD SKYNYRD; YARDBIRDS; CANNED HEAT; RED DEVILS e DELBERT McCLINTON. Alguns pouco usuais; e todos muito bons!
Sou eternamente grato aos dois primos. Estou triste para sempre pela perda de um dos melhores amigos que “tenho”. Eu ouço a voz do BETÃO – que permanece íntegra em minha mente – presença emocional indelével. Ele não morreu!!
Espero que, no andar de cima, a qualidade do som e das conversas permaneçam impecáveis. E as cervejas tenham sido escolhidas e geladas por JESUS CRISTO “in person”.
Privilégio que só as pessoas realmente boas merecem. Eu rezo bastante em memória ao BETÃO! E assim será para sempre.
POSTAGEM ORIGINAL: 08\08\2018
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HARD ROCK CANADENSE, “THE GUESS WHO?” E LEMBRANÇAS DO “BACHMAN, TURNER OVERDRIVE” 


No lusco-fusco dos anos 1960, “THE GUESS WHO?” espocou feito rolha de CHAMPAGNE!
JONI MITCHELL e NEIL YOUNG estavam iniciando carreira. PAUL ANKA, LEONARD COHEN e GORDON LIGHTFOOT já estavam bem conhecidos. O RUSH veio depois, transitando de tipo de HARD em direção ao ROCK PROGRESSIVO.
O GUESS WHO? era de WINNIPEG e afeito ao BEAT INGLÊS. iniciaram a partir de1962 e do jeito que puderam. RANDY BACHMANN, guitarrista, e o explosivo cantor BURTON CUMMINGS estiveram juntos em diversos grupos, até gravar o álbum “WHEAT FIELD SOUL”, em 1969, como THE GUESS WHO? Estão lá, dois SINGLES e gloriosos HITS: “THESE EYES” e “LAUGHING”. Discos de Ouro na AMÉRICA, mais de meio século atrás, com acima de um milhão de cópias vendidas! Curiosamente, “UNDUN” o lado B de LAUGHING, e canção na linha LATIN-POP na linha do nascente SANTANA, também explodiu!
Não os desdenhem! Eles não pararam por ali.
Em 1970, fizeram “AMERICAN WOMAN”, álbum recordista de vendas e evolução lógica para o HARD ROCK vigente. Há dois SINGLES com mais de um milhão de cópias vendidas mundo afora.
O primeiro é o clássico da incorreção política, a misógina e algo xenófoba “AMERICAN WOMAN” – mais bem conhecida na boa versão de LENNY KRAVITZ. ” A canção é uma ode selvagem sobre um cara despejando ódio contra a ex-mulher; uma – hummmm… americana… E, melhor ainda, não percam a “YARDBIRDIANA” “NO TIME”, o outro single de sucesso no LONG PLAY.
O disco inteiro é bom demais! HARD ROCK condimentado com pitadas de BLUES, FOLK etc… Há ótimo trabalho de guitarras, destacando RANDY BACHMAN. Ainda em 1970, RANDY BACHMAN saiu do grupo. Dizem que por “impossibilidade comportamental”. Ele é mórmon, acreditem.
E a havia na banda a performance de um vocalista como poucos: BURTON CUMMINGS. Ele tem voz distinta e original, lembrando um pouco o PHILL MOGG do U.F.O. Ele cantava com eficiência POP ROCK na tradição americana; e transitava para o ROCK PESADO com naturalidade, como fez DAVID COVERDALE.
Com a saída de BACHMAN, BURTON assume de vez a direção da banda, que seguiu com sucesso por um bom tempo. A banda gravou uns dez “Long Plays” legais! Inclusive o excelente, LIVE AT PARAMOUNT, 1972. Continuaram produzindo SINGLES cativantes, continuam tocando nas rádios. A coletânea aqui postada é boa referência.
BURTON CUMMINGS encerrou o “GUESS WHO?”, em 1975. Disseram os linguarudos que o grupo acabou por causa dos maus modos e brigas constantes; pancadarias de verdade! Eram quatro “animais de grande porte”, e quando se atracavam …

Em 1973, RANDY BACHMAN conseguiu emplacar o BACHMANN, TURNER, OVERDRIVE, depois de “24 audições fracassadas” em diversas gravadoras. Foram contratados pela MERCURY.
Eram PESADOS, também HARD ROCK, e meio que tangenciando o SOUTHERN ROCK, a bola da vez no HOSPÍCIO DO NORTE. O disco “NOT FRAGILE”, lançado em 1974, é muito popular entre a turma do ROCK também no BRASIL.
O “B.T.O” fez som descomplicado e permaneceu correndo no vácuo do FOGHAT – o similar inglês. Eram tempos de concorrência mortal na área: DEEP PURPLE, LED ZEPPELIN, BLACK SABBATH, GRAND FUNK RAILROAD e QUEEN davam as cartas! Resumindo, era um mar só para tubarões!

Há um fato mórbido e recorrente no mundo da música. Sempre que dentro de um grupo alguém se destaca, ofídios à volta pregam a separação e a ciumeira. E, na maioria das vezes a mudança dá errado…
TIO SÉRGIO também se lembra de casos emblemáticos em bandas famosas: PAUL REVERE & THE RAIDERS, americanos de extremo sucesso em meados dos anos 1960, faziam um POP ROCK PESADO e GARAGEIRO, muito animado e bem tocado! Uma espécie de precursores do BON JOVI (seriam?)
Eles tinham MARK LINDSAY, menino bonito, um TEENAGE IDOL e festa para a mulherada. No entanto, cantor no limite inferior do bom. E quando chegaram ao topo a própria gravadora COLUMBIA prometeu mundos e fundos para LINDSAY, que deixou a banda; e repaginou-se no POP ROMÂNTICO…
Não deu certo; e ele despontou para o anonimato progressivo. Houve momento em que os royalties residuais de seu tempo com os RAIDERS ficaram maiores do que os dele próprio! Foi demitido e sumiu.
Outro caso foi o próprio BURTON CUMMINGS. Voz diferenciada e versátil, ia do POP usual até o ROCK; enfeitava alguma BOSSA NOVA e tentou carreira solo. Migrou aos poucos em direção à irrelevância…
Para velhinhos quase à beira de um copo de leite, como o TIO SÉRGIO, essa gente ainda faz som estimulante… E, de quando em vez, o TIO bota pra rolar aqui em casa, à beira mar…
Recomendo sem contraindicações! É POP ROCK de verdade.
POSTAGEM ORIGINAL: 07\08\2022
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THE CRITTERS – ANTHOLOGY – 1965/1967 – E OUTRAS INCURSÕES DA GRAVADORA ROZEMBLIT NO POP\ROCK INTERNACIONAL

A capa desta coletânea é a mesma do primeiro LP ORIGINAL da banda, lançado inclusive no BRASIL, em 1966, pela KAPP ROCORDS via MOCAMBO, o selo da hoje CULT “FÁBRICA DE DISCOS ROZEMBLIT”.
A gravadora ROZEMBLIT era de médio porte e de alguma importância. Criada no RECIFE, em 1954, chegou a representar a DECCA, a MERCURY, a KAPP; e a BARCLAY e a VOGUE – francesas. E também a MOTOWN, lançando LONG PLAYS e COMPACTOS de STEVIE WONDER, THE FOUR TOPS, DIANA ROSS entre diversos.
Aqui, foto de alguns discos, e dois em CDS cujos originais no formato vinil sabe-se lá por quais mistérios, também foram lançados cá no “HOSPÍCIO DO SUL” .
Já postei sobre a SOLAR, a subsidiária para música experimental brasileira da ROZEMBLIT, onde foi gravado o raro e internacionalmente colecionável PAEBIRU. Mas o papo aqui é outro.
Os “CRITTERS” fizeram a minha adolescência mais alegre. Gostava e ainda gosto muito. Toquei tanto o vinil que, anos depois, comprei outra cópia!
Banda americana muito boa de BEAT-FOLK-ROCK, surgiu em NOVA JERSEY, a terra do BRUCE SPRINGSTEEN, dos RASCALS e do BON JOVI. E, meio de soslaio, digamos, onde MADONNA também pôs as perninhas de fora….
Os caras fizeram o primeiro LONG PLAY, em 1966. É simplesmente delicioso e ultra colecionável. Estão lá dois HITS menores e inesquecíveis do “SUNSHINE POP”: “YOUNGER GIRL”, cover de música dos “LOVIN’ SPOONFUL” – em versão muito melhor do que a original. E “MR. DIEINGLY SAD”, mais conhecida, tocou bastante nas rádios da época. Hoje, ainda é catálogo nas FMS AMERICANAS de “OLDIES”.
Dois membros originais do grupo seguiram carreira na música:
O guitarrista “JIMMY RYAN” tocou e gravou por anos com “CARLY SIMON”. E o baterista e cantor, “DON CICCONE”, fez parte muito tempo do grupo “FRANK VALLI & THE 4 SEASONS”.
DON não é parente da MADONNA! E nem eu; que tenho primos na família CICCONE lá de BAURU e adjacências. Mas acho que a “primaiada” também está há milhares de quilômetros distante dos CICCONE, do MICHIGAN.
Essa turma toda, o TIO SÉRGIO Recomenda muito, mesmo!
POSTAGEM REFORMULADA: 07\08\2026
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INCERTO SÁBADO À TARDE, EM 1973… DISCOS LAPIDADOS NA MEMORIA

Eu me lembro com bastante nitidez de certo sábado, em 1973. Recordo a luminosidade daquele dia; deve ter sido entre e abril e maio.
Por motivo que não identifico claramente, eu estava tranquilo e feliz. Não alegre, eu sei. Mas desfrutando momento de rara completude. Palavra mágica e conclusiva.
Quase 50 anos se foram, mas aquele sábado reteve-se em mim.
Em 1973, ainda não existiam a WOP BOP ou a BARATOS AFINS, as duas lojas que fizeram história por congregar um certo público que curtia o UNDERGROUND, o ROCK e arredores.
Informações do exterior existiam, mesmo poucas e truncadas. Aguçavam desejos condensadas em publicações como a ROLLING STONE, já circulando por aqui e jornais alternativos onde esforçados jornalistas – LUIZ CARLOS MACIEL, entre poucos – que nos informavam sobre o novo “perenizado” após a suposta revolução trazida por HIPPIES e a NOVA ESQUERDA INTELECTUAL.
Claro, não durou o suficiente mas feito tatuagem, deixou marcas não removidas.
Existiam grandes lojas que importavam, traziam discos e novidades. Eram tão caros como hoje é, e sempre foram…
Não consigo visualizar claramente se foi na BRUNO BLOIS ou na BRENO ROSSI, onde naquela tarde inesquecível comprei dois entre os discos de que mais gosto até hoje.
Eu já conhecia o BOB SEGER. Cantor potente, BLUESY e pesado. Teve dois SINGLES lançados por aqui, “2+2” e “RAMBLING GAMBLIN MAN”, estilingadas certeiras!
SEGER é uma espécie de antecessor do BRUCE SPRINGSTEEN, naquela coisa do americano solitário contra o sistema, sempre “ON THE ROAD” e torturado pela imprecisão psicológica – feito um JAMES DEAN ou JIM MORRISON – que antenados de minha geração conheceram.
Veio daí o fascínio que me causou.
BOB chegou ao sucesso de verdade alguns anos depois, lá por 1977/1978. No entanto, jamais fez álbum tão bom e consistente quanto “BACK IN 72”. O disco foi gravado no “MUSCLE SHOALS STUDIO”, onde a elite da SOUL MUSIC e do R&B gravava. Gente como ARETHA FRANKLIN, por exemplo.
No Long Play, BOB ele está acompanhado por craques tipo J.J.CALE, JIMMY JOHNSON, BARRY BECKETT, DAVID HOOD e ROGER HAWKINS, para ficar no primeiro time. E mescla SOUL, R&B e ROCK com eficiência e sofisticação. É um grande e desconhecido álbum, brilhando no fundo do poço do ROCK. Experimentem. O TIO SERGIO GARANTE!
Separei. Enquanto isso, rolava no PICK UP outro chegado naquele momento, o primeiro álbum do BLUE OYSTER CULT. Mais um Impacto fulminante. Míssil direto no cérebro e no corpo! Até hoje, é o melhor disco que fizeram – na opinião do TIO aqui, por supuesto!
Está entre o HARD ROCK e o PROGRESSIVO. Tem pegada BLUESY, algumas novidades tecnológicas, como “delays” e outros “babados”; e faixas interligadas e sem espaço, que dão sensação de continuidade, não importando as músicas que se sucedem.
O BLUE OYSTER CULT foi grande sucesso durante a década de 1970 e beyond… Fez outros discos bastante bons. Sim, é ROCK claramente “Made in America”, como o CAPTAIN BEYOND, o KANSAS e o eternamente remido GRANDFUNK RAILROAD!
No espírito daquela tarde e tempos, um pouco antes eu havia comprado o HUMBLE PIE – ROCK ON, de 1971. Foi no MUSEU DO DISCO. Meus amigos SILVIO DEAN, FRED FRANCO JR. e ALDAHYR RAMOS, estavam lá – “partners in crime”!
A capa bizarra não descreve o conteúdo magnífico. E a sequência é matadora: Inicia com SHINE ON; prossegue em altíssimo nível e repertório variado, expondo habilidades instrumentais e vocais de STEVE MARRIOTT e PETER FRAMPTON; e as performances corretas do baterista JERRY SHIRLEY e de GREG RIDLEY, no baixo.
O álbum vai do BLUES ao HARD ROCK. Feito vulcão, entra em erupção derramando lavas em incêndio devastador.
Não há jeito de não empunhar um “AIR GUITAR” no final, quando FRAMPTON e MARRIOTT duelam e se complementam. E vocês jamais ouvirão “ROLLING STONE”, de MUDDY WATERS, em gravação tão precisa, empolgante e explosiva como aqui. É um dos melhores discos da década de 1970! Só isso! Obra de arte notável e vibrante.
Quando a gente está ou esteve com uns 19 anos; e acha que a vida vai sorrir para sempre; observará que certas coisas e momentos marcam no “fundo profundo…”
CODA
Aproveitei e trouxe aqui outros discos que rodeavam o meu espírito naqueles tempos. Parte e motivos de a memória daquele inesquecível sábado me sequestrar até hoje.
Desejo a todos que tenham ou venham a ter experiências tão cativantes…
Justificam o viver!
POSTAGEM ORIGINAL: 06\08\2025
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