YARDBIRDS – “HAPPENINGS TEN YEARS TIME AGO / PSYCHO DAISES”, DUAS MÚSICAS COM JEFF BECK E JIMMY PAGE NAS GUITARRAS – REEDIÇÃO DE SINGLE DE 1966 – VINIL

A primeira vez que ouvi “HAPPENINGS TEN YEARS TIME AGO” foi em 1968. É faixa da primeira coletânea americana da banda, “THE YARDBIRDS GREATEST HITS”. Eu comprei em loja de discos no Centro de SAMPA, totalmente fora do “circuito oficial do plausível”.
A capa do LP original aparentemente é meio fora de propósito. Aparece gente dançando. Porém, observando mais de perto, fazia todo sentido. A foto era um tanto desfocada, de certa maneira “denunciando” drogas, portanto a PSICODELIA. E, claro, dançar é atividade lúdica “permanente”!
As faixas deste SINGLE são as duas únicas onde JEFF BECK e JIMMY PAGE tocaram guitarra juntos. Quem assistiu ao filme BLOW UP verá os dois em performance que emula THE WHO, a banda cogitada para dar um ar mais SWINGING LONDON à cena.
Mas sobrou para os YARDBIRDS, que imprimiram veracidade total. Nada mais expressivo daquele momento do que uma banda que juntasse R&B, BLUES e PSICODELIA.
Este SINGLE tem outra curiosidade. É baseado na edição alemã, com fotos na capa e tudo. Coisa rara; e se fosse original da época, também preciosa.
Mais ou menos naqueles dias, TIO SÉRGIO e meu amigo SILVIO DEAN fomos à HI-FI”, loja de discos referência que havia inaugurado filial no famoso SHOPPING IGUATEMI. Sempre o mais chique e caro de SÃO PAULO. Era moderna, grande e lá se podia escutar alguns discos.
Curiosamente, havia outro SINGLE dos YARDBIRDS, o icônico “OVER, UNDER, SIDEWAYS, DOWN” com JEFF´S BOOGIE no lado B. Não quiseram vender. Então, compramos um COMPACTO DUPLO do “DEL SHANNON”, o “remake” de RUNAWAY, em 1967. E outro do “STATUS QUO”, na época banda muito diferente do que se tornou e fazia sucesso mundo afora com “PICTURES OF MATCHSTICK MAN”. É ROCK totalmente psicodélico, cheio de câmaras de eco, delays e outras inovações que deixavam o pessoal maluco! Nós dois, inclusve. Long Plays sempre foram caros demais aqui em PATÓPOLIS!
Comprei este SINGLE dos YARDBIRDS por mero saudosismo e curiosidade. Está escrito que foi remasterizado, blá,blá,blá!!!, e etc… Paguei o preço “curra” de $23,00 BIDENS – sei lá, uns R$ 130,00 MANDACARUS. Recorri à FADINHA MASTERCARD, companheira de aventuras deliciosas e insalubres como esta.
Não vou escutar. Não tenho toca-discos… por enquanto.
POSTAGEM ORIGINAL:   21\08\2023
Pode ser uma imagem de 5 pessoas e texto que diz "HEYABRDS PSYCHO HAPPENINGS TEN DAISIES YEARS TIME AGO"

MILES DAVIS AO VIVO! A ÍNFIMA PARTE DO QUE EXISTE!!! A BIBLIOTECA DOADA, E OUTRAS QUEIXAS SOBRE A MODERNIDADE…

Acordei lá pelas 8 horas e passei o café como diariamente faço. Abri a porta da cozinha para ver se a REVISTA VEJA havia chegado.
Não!!! Virou rotina nos finais de semana: atrasam dias, às vezes semanas, e só tomam providência quando telefono para reclamar. O ESTADÃO eu já havia desistido de esperar em casa, mas eles passaram a entregar direitinho. Preciso me acostumar a ficar no digital. TIO SÉRGIO ainda é da turma do papel. Ler no computador é um puta saco!!! ! E adoro tocar em coisas impressas – uma das paixões de minha vida.
Eu e a ANGELA nos desfizemos de parte da nossa biblioteca. Vocês não têm ideia da maratona/martírio que sofri!!! Havia ótimos livros. A maioria relevantes e todos bem conservados.
Então preferimos doar. Fui a bibliotecas; liguei para sebos, faculdades locais e vasto escambau… Ninguém queria saber!
O diretor da BIBLIOTECA MUNICIPAL DO GUARUJÁ se recusava a me receber. Insisti e persisti. Trouxas da modernidade, feito eu, perdem o contato com o novo real. É fato consumado: O mundo atual abomina o papel até em bibliotecas públicas!
E ponto.
Demorou um pouco; mas tomei coragem: carreguei dezenas de caixas. Voltei à Biblioteca Pública na cara dura com umas três delas. Aceitaram. Dia seguinte, mais três… e sucessivamente. No final, doamos e entregamos um montão! Elogiaram, fotografaram, etc… e tal….
Quando uma sociedade formada por maioria imensa de iletrados migra para o digital a falta de base, a dispensa da escrita à mão e correta baixa mais ainda o nível dos cidadãos.
Para consumar a tragédia, a má vontade oficial está incrustada na “Res pública”!
Tá bom, tá bom!!!! Sobraram os discos, ao menos eles – e por enquanto, dizem…
Voltando à parte séria da minha cantilena, enfiei a mão numa das braguilhas da minha discoteca e puxei um CD: MILES DAVIS, LIVE AT VIENNE. Foi gravado em 1991; é FUSION MODERNA da fase WARNER do gênio.
No disco está “TIME AFTER TIME” da CINDY LAUPER; e, também, música do PRINCE; umas coisas do baixista MARCUS MILLER e, claro do próprio MILES. Tudo muito legal!
A banda tem bastante proeminência. É formada por gente menos famosa mas, como sempre, o som é a deliciosa qualidade que DAVIS sempre nos entrega. Saiu aqui em 2021 e vale a Pena.
Então, resolvi dar uma sapeada na produção do cara e buscar outras gravações feitas ao VIVO…. QUÁ!!! Patos – Cidadãos dessa imensa PATÓPOLIS TROPICAL URBI ET ORBI: São incontáveis!!! Edições locais, internacionais, pirataria fina, e o que vocês imaginarem!!!!
Como dizia o FAUSTÃO, “Quem sabe faz ao vivo”. E Mr. DAVIS talvez seja a prova mais bem fundamentada deste axioma!!!
MILES viveu 65 anos!!! Só. Foi muito pouco!!!
Legou, no entanto, 161 álbuns, e quase a metade ao vivo!!!! Postei pouquíssimos. Devo ter mais uns trinta LIVES!!! Ele nos deixou, também, 177 SINGLES e EPS; E são 886 compilações em VINIL ou em CDs; Nem fui atrás dos DVDS… As Informações estão no DISCOG. Ouse procurar, se tiver saco e curtir perplexidades!
Vocês sabiam que MILES DAVIES é o único JAZZISTA que está no ROCK AND ROLL HALL OF FAME? Ele foi indicado em 2006! Eu soube que a PREFEITURA DE NOVA YORK mudou o nome de um trecho da RUA 77, onde ele morou por 20 anos, para MILES DAVIS WAY!!! Homenagem justíssima!
Quando morreu, em 1991, deixou um patrimônio líquido de $ 10 milhões de dólares. Achei pouco. Mas certamente foi multiplicado “pós – mortem”: a indústria musical respira MILES DAVIS até hoje. Espero que os poucos herdeiros usufruam. E nós, os fãs, sempre o tenhamos à mesa…
Nesta publicação coloquei o BOX “BITCHES BREW”, lançado no início da década de 1970. Aqui, existe DVD ao vivo daquela fase. O mesmo acontece no BOX “THE WARNER YEARS”, 2011, com tudo o que ele fez para a nova gravadora. Procurem MILES & QUINCY JONES, LIVE AT MONTREUX!!!
O TIO SÉRGIO aqui assistiu MILES ao VIVO, em SÃO PAULO, no dia 28/05/1974! Já contei em detalhes pelaí. Lançaram, em 2022, um CD DUPLO PIRATA com o SHOW!!! Vou ver se consigo.
Na época, meio século atrás, um músico da ORQUESTRA SINFÔNICA do ESTADO DE SÃO PAULO, colega dos meus tios ABRAMO E JULIANO GARINI, comentou:
“Eu estava na plateia, quase no palco. E sei lá o que o negão tava fazendo com aquele trompete ligado a uma traquitana!!!” – era um pedal de guitarra elétrica. “Só sei que era fenomenal, e o som que ele tirava era difícil demais para fazer” . “Adorei!”
TIO SÉRGIO e o mundo inteiro também amaram e sempre amarão!!!!
MILES DAVIS “Is miles and miles away”.
POSTAGEM ORIGINAL: 20\08\2023
Pode ser uma imagem de 1 pessoa e texto que diz "8 MILES DAVIS 996-1991 WARNER EARS ZIVAG 23JIM MILES DAVIS HਸAG LIVE Burope 1967 QUINTET LA Merci MILES Milez! LIVET VIENNE"

MARTHA ARGERICH & CLAUDIO ABBADO – TCHAIKOVSKY, PIANO CONCERTO No 1 – DEUTCHE GRAMMOPHONE

Eu sou um eclético seletivo e prefiro MÚSICA POPULAR À CLÁSSICA. Porém, no estado de anomia em que estamos vivendo, não há bálsamo anti – barbárie que supere ouvir música sensível e sofisticada.
“MARTHA ARGERICH” está entre as maiores musicistas da HISTÓRIA. É grande solista; criativa e muitas vezes inovadora. E, também, pianista que abdica de virtuosismo egoísta para integrar-se a ORQUESTRAS e a GRUPOS DE CÂMARA. MARTHA é ouvinte estudiosa e atenta das partituras que executa. É um prodígio que sabe o que faz!

Aqui está o “CONCERTO PARA PIANO No.1, DE TCHAIKOVSKY”, na espetacular gravação ao vivo realizada no ano de 1983. “CLAUDIO ABBADO”, rege a “FILARMÔNICA DE BERLIM”. E traz a pianista em INTERPRETAÇÃO muito diferente de outras – bem mais convencionais que conheci.
MARTHA faz “ataques mais decididos” ao teclado; impõe ritmo algo acelerado em cada compasso, principalmente no PRIMEIRO MOVIMENTO. Mas dentro do andamento tradicional da obra – é o que pude inferir da audição, tentando não cometer impropriedades….
O efeito é “ROCKÍSTICO” ! ( PÔ, TIO SÉRGIO, “manera” aí… Olha onde você está pisando – EXUBERANTE!
“MARTHA ARGERICH” é argentina. Estudou junto e, até onde sei, teve namoro com “NELSON FREIRE”. Mas casou-se com outros – e tem quatro filhas.
Uso como paráfrase a observação perfeita do famoso costureiro e ex-deputado “CLODOVIL HERNANDEZ”, sobre homossexualidade e homossexuais: “BOI PRETO RECONHECE BOI PRETO”.

Então, “MARTHA” com “NELSON” ou “STEPHEN KOVACEVICH” ou “CHARLES DUTOIS” formaram pares adequados e funcionais – enquanto duraram… E juntos compuseram esculturas afetivas. Um gênio reconhece os semelhantes!
POSTAGEM ORIGINAL: 27/10/2018
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PROCOL HARUM – LIVE EM DOIS DVDS SENSACIONAIS!

O jeito moderno de curtir, possuir e assistir shows ao vivo é por via dos DVDs e BLUE RAYS. Há, também, STREAMINGS e sei lá mais o quê, ultra práticos mas sem mídia física. E, claro, de maneira mais limitada, os ancestrais LASER DISCS e VIDEOS K7. Resumindo: nunca na História da Música se conseguiu produzir “mídias” tão sofisticadas, baratas e abrangentes.
Aqui estão dois DVDs dessa banda Inglesa de ROCK eclética o suficiente para ser rotulada de PROGRESSIVA, mas que foi muito, muito além!
O PROCOL HARUM é uma glória do ROCK. E foi uma das grandes performances ao vivo da música popular. Há no YOUTUBE diversos vídeos gravados longo de décadas comprovando. Desenvolveram estilo próprio e marcante no decorrer de uns cincoenta e tantos anos, sempre identificável em quaisquer gêneros e projetos que abordaram.
Eles vão do PROGRESSIVO com pitadas de MÚSICA CLÁSSICA ao BLUES. Passam pelo HARD-ROCK; e – pasmem! -, até uma GUAJIRA cubana de “VANGUARDA” conseguiram criar! Veja no DVD LIVE AT UNION CHAPEL, gravado em uma capela em Londres, no ano de 2004.
Este show é um prodígio! Extremamente bem produzido, tocado e gravado. Grosso modo, divide-se em duas partes – e entre elas fazem intervalo para “uma cerveja”.
A primeira sessão é basicamente ROCK PSICODÉLICO e PROGRESSIVO. A segunda, foca no BLUES, no HARD-ROCK e HARD BLUES. A banda é o fino artística e tecnicamente: uma cozinha sincrônica e eficaz, um “guitar hero” de verdade, GEOFF WHITEHORN. E há o icônico órgão tocado por MATHEW FISHER – motivo de ele ter obtido o direito de constar como um dos compositores e receber os royalties sobre “A WHITHER SHADE OF PALE” – um clássico definitivo em que seu órgão inconfundível é parte fundamental.
No entanto, a banda é, principalmente, GARY BROOKER. Vocalista infelizmente já falecido em 19 de fevereiro de 2022, era personagem remanescente do início dos anos 1960.
BROOKER, como sempre, está cantando além do muito, muito bem! Sua voz e a performance permaneceram intactas. Ele é um ícone como poucos, e também tornou-se CAVALEIRO do IMPÉRIO BRITÂNICO e detinha o “título-honraria” de “SIR”, como seus contemporâneos PAUL McCARTNEY, ELTON JOHN, BRIAN MAY, JEFF BECK e outros.
O Segundo DVD, LIVE WITH THE DANISH CONCERT ORCHESTRA foi gravado em 2006, nos JARDINS de um CASTELO na DINAMARCA – claro! – e com basicamente a mesma banda ( menos FISHER ).
O PROCOL HARUM foi acompanhado por ORQUESTRA e CORO, em PERFORMANCE e REPERTÓRIO REPRESENTATIVOS E MARAVILHOSOS! Provando, mais uma vez, que entre os grupos que conseguiram integraram BANDA de ROCK e ORQUESTRA, o projeto mais bem sucedido sempre foi o deles.
O DVD é imperdível pelo ambiente e todo o aconchego que nos passa. Local é BELÍSSIMO, com serviço de BAR e MESAS EXTERNAS, inclusive. Não percam este show !
Por isso tudo e muito mais, GARY BROOKER é UM DOS MAIORES VOCALISTAS da HISTÓRIA do ROCK. Sua voz versátil e BLUESY cai muito bem com o PROGRESSIVO e o POP.
A clássica indefectível “A WHITHER SHADE OF PALE” vendeu mais de DEZ MILHÕES de SINGLES; e teve mais de “1000 REGRAVAÇÕES” por artistas diferentes, E, juntamente com “BOHEMIAN RHAPSODY”, do QUEEN, foi eleita a música do século XX na Inglaterra. Até hoje é fascinante e moderna e onipresente!
Agora, um toque humano: ERIC CLAPTON e GARY BROOKER foram amigos íntimos desde sempre. Gravaram, andaram e costumavam pescar juntos. Foi GARY quem salvou ERIC nos períodos mais tenebrosos do vício em cocaína e heroína.
Eu havia prometido: se um dia o PROCOL HARUM tocasse por aqui, no HOSPÍCIO DO SUL, o TIO SÉRGIO levantaria o glúteo da cadeira e não perderia o show.
Infelizmente, não rolou.🥲
Quem não gosta do PROCOL HARUM, e ali incluídos o letrista KEITH REID, GARY, MATHEW e também o histórico estilista da guitarra, ROBIN TROWER, vai ter dificuldades em ultrapassar o purgatório e entrar no céu!
São fantásticos e imperdíveis em quaisquer dos discos que gravaram!
POSTAGEM ORIGINAL: 18\08\2018
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ATLANTIC RHYTHM & BLUES – 1947/ 1974 – 7 CDS OU 7 ÁLBUNS DUPLOS COM 14 LPS

É o SUMO da música negra no CAST da GRAVADORA ATLANTIC.
Grande série com 7 CDS e menos músicas por questão de espaço em relação aos LONG PLAYS. Foi planejada e criada na época do VINIL, na década de 1980. E os CDS entraram no mercado no início dos 1990, um a um, com a expansão progressiva da venda dos CD. PLAYERS.
O BOX que acondiciona os CDS foi o TIO SÉRGIO, vulgo eu mesmo, quem fez. Ficou muito bom e bonito! Acondicionou as miscelâneas grandiosas, e traz um compêndio de “quem era quem, e o que realizou. Está coalhada por grandes nomes, pletora de HITS e grandes faixas.
Aqui temos ARETHA FRANKLIN, WILSON PICKETT, OTIS REDDING, SPINNERS e ROBERTA FLACK; e BROOK BENTON, KING FLOYD, RAY CHARLES, CARLA THOMAS e BEN E.KING; e não esqueceram de BOOKER T, RUTH BROWN, COASTERS, CHUCK WILLIS, JOE TURNER, e diversos vários.
Este BOX , ou cada CD, são altamente COLECIONÁVEIS! Na mesma época, a ATLANTIC RECORDS lançou outra série apenas com gravações de “BLUES”, em 4 álbuns duplos – e, depois em CDS. Eu tenho, e é Importantíssima, também! Fizeram mais outra somente com JAZZ – porém, de características diferentes – também muito interessante e colecionável!
O ponto baixo está nas edições em CDS. Os livretos que acompanham cada álbum são impressos em letras ofensivamente minúsculas. Um atentado contra velhinhos como o TIO SÉRGIO e outros, por aqui, ou fora…
Com o tempo, este legado foi superado pelas SÉRIES lançadas pela “BEAR FAMILY RECORDS”. A de “RHYTHM AND BLUES”, intitulada “BLOWING THE FUSE”, abrange de 1945 a 1960. É sofisticadíssima, repleta e próxima de ser completa.
A extensão lógica foi “tentar” separar a SOUL MUSIC do R&B original. Conseguiram e batizaram de SWEET SOUL MUSIC, e colige o fino do subgênero gravado entre 1961 e 1974.
O repertório é, obviamente, mais moderno e inclusivo, porque reúne artistas de muito mais gravadoras. Um XTUDO musical disputadíssimo!
E há outra coleção destacando o DOO-WOP, que pretende completar a narrativa do amplo espectro abrangido pela música vocal dos pretos.
Seja como for, a iniciativa da ATLANTIC RECORDS é histórica e muito bem feita. E caso vocês a encontrem por aí, em VINL ou CDs, procurem obter. É incentivo perfeito para continuar garimpando a vibrante, preciosa e imprescindível música feita pelos “PRETOS” do HOSPÍCIO DO NORTE….oooooopppsss U.S.A!
Tio SÉRGIO recomenda de copo cheio e ouvidos abertos!
POSTAGEM ORIGINAL: 17\08\2018Nenhuma descrição de foto disponível.

EBERHARD WEBER, O BAIXISTA DOS BAIXISTAS – HOMMAGE À EBERHARD WEBER – E OUTROS CDS DESLUMBRANTES

Um amigo colecionador trouxe desafio delicioso – ao mesmo tempo simples e… nem tanto. Pediu que eu postasse e comentasse sobre discos ao VIVO, coisas de que gosto ou acho interessantes.
Mesmo sabendo do bom – gosto do Luiz Sérgio Do Espírito Santo, que é do ROCK CLÁSSICO em suas diversas tendências; e por algum motivo que não previra tergiversei para oceanos diversos, mas que navego frequentemente. Tou esbarrando no JAZZ, no ROCK e nas incontáveis pedras submersas pelo caminho.
Vou começar por esse disco, objetivamente nada ROCK, “pero” algo além do JAZZ NORMAL; porque entre a FUSION e a BIG BAND, com um sotaque do JAZZ CONTEMPORÂNEO.
Não é JAZZ EXPERIMENTAL; mas é cheio de inovações e sacadas.
EBERHARD WEBER é um “BAIXISTA dos BAIXISTAS”! Sonoridade única no acústico e no elétrico. Esteve sempre nesse nirvana que oscila entre a FUSÃO JAZÍSTICA, ELEMENTOS do CLÁSSICO e a MÚSICA EXPERIMENTAL. Claro, há ROCK PROGRESSIVO diluído nas entranhas. Bem considerando, é música sofisticada pra valer!
Ele gravou muito liderando o próprio grupo; e postei outros ÁLBUNS que tenho.
WEBER trabalhou com essa turma da capa e muita, mas muita gente mais… Em 2007, teve um A.V.C. e não pode mais tocar profissionalmente. Seus amigos durante os quase 50 anos de profissão, fizeram o show também postado, organizado e liderado pelo guitarrista PAT METHENY.
Não foi tarefa comum, ou uma homenagem qualquer. METHENY compôs uma obra para a ocasião, e os convidados participaram em outras de autoria do próprio WEBER. Um dos diferenciais foram as COLAGENS e SAMPLERS de trechos de solos feitos por EBERHARD, no decorrer da carreira; tocados e rearranjados e em tempo real pelos convidados. Experiência inesquecível: beleza plástica e arrojo técnico combinados criativamente à moderna tecnologia de áudio e vídeo.
Não pensei que postaria esse disco. Porém, as razões ficarão claras para os que ouvirem. É obra de modernidade indiscutível, mas sem os excessos que virtuoses, como os aqui presentes, vez por outra sideram ao vivo.
Navegar é “preciso”. E não gostar de EBERHARD WEBER é impossível!!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 14\08\2023
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BLUES PROJECT – LIVE AT CAFÉ A GO GO – VERVE FOLKWAYS 1966, E OUTROS DISCOS MEMORÁVEIS.

BLUES PROJECT foi banda semi – obscura fora de certos círculos. É FOLK-BLUES-ROCK na veia e ao velho estilo. O álbum LIVE AT CAFÉ AU GO GO é CULT – CLÁSSICO IMPRESCINDÍVEL, lançado em 1966. E, por caminhos que só DEUS sabe, também foi saiu no BRASIL!
Meninos, meninas e arredores, se vocês querem sentir o que uma banda legal fazia ao vivo em local pequeno – umas 400 pessoas -, meados da década de 1960, esse é o disco!
Conhecidos por poucos, tornaram-se item de colecionadores, memória afetiva dos ROCKERS e, também, dos que apreciam BLUES, FOLK e variações próximas ao JAZZ.
O TIO SÉRGIO gosta – e muito!
Americanos de Nova York, é interessante notar que são todos descendentes de judeus. E tocavam uma enormidade! A história firma que iniciaram carreira no “CAFE AU GO GO”, boate-clube em MANHATTAN e, três meses depois, a casa vivia entupida de gente para vê-los!
A banda era composta por seis músicos, incluído o vocalista TOMMY FLANDERS, que participou apenas de umas faixas do LP. E revelaram três excelentes instrumentistas: DANNY KALB, guitarrista excepcional, um tanto minimalista e imensamente BLUESY. STEVE KATZ, também guitarra e cantor de voz lindíssima, e um dos fundadores do BLOOD SWEAT & TEARS – banda de JAZZ ROCK primordial, que incluía com outro membro dos BLUES PROJECT:
AL KOOPER, tecladista em discos de BOB DYLAN (em “Like a Rolling Stone”; é dele o solo de órgão ) esteve com HENDRIX e outros diversos vários. É, inclusive, produtor histórico. Descobriu e produziu o LYNYRD SKYNYRD, onde participou em faixas como “Sweet Home Alabama” e “Free Bird”. O currículo da turma está bem razoável, não acham? AL KOOPER é grande o suficiente para não ser ignorado! – é “Dr. HONORIS CAUSA” em música pela BERKELEE SCHOOL!
Então, fechou.
“LIVE AT CAFE A GO-GO” é disco sensacional! Navega entre o FOLK, o ROCK e o BLUES; mescla o elétrico e o acústico, e tem performances individuais de tirar o fôlego. Vocês não ouvirão versão de “SPOONFUL” melhor do que esta aqui! E vão cair em dois pés (claro, quem escuta esses caras não é quadrúpede!!!!) com “THE WAY MY BABY WALKS”; “BACK DOOR MAN” ; “WHO DO YOU LOVE” e as treze faixas restantes…
O BLUES PROJECT gravou discos excelentes, como PROJECTION, o segundo álbum, lançado em 1967 e outros aqui postados, inclusive a ótima coletânea dupla.
ANDY KULBERG, baixista e flautista e ROY BLUMENFELD, baterista, ambos na formação original do BLUES PROJECT, em 1969 formaram o SEATRAIN, que forjou interessante simbiose “FUSION” de FOLK, BLUES e ROCK PROGRESSIVO, e foi produzido por ninguém menos do que GEORGE MARTIN – ahhhh, vocês sabem quem é!
Meninos e meninas, moços e moças e velharada geral inclusa: quem não tem BLUES PROJECT na discoteca não passa de ano em ROCK’N’ROLL!!!!
Tentem!
POSTAGEM ORIGINAL: 15\08\2023\
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MÚSICA BOA ENQUANTO A GENTE COZINHA! QUE BAITA TRABALHO DÁ COZINHAR!!!!!

Angela, minha mulher, vem brincando faz tempo que se ganhar na loteria a primeira coisa que exterminará é a cozinha!! Ela tem planos completos: vai comprar um enfeite e colocar em cima do fogão. É pra não mexer, mesmo!
Claro, o extermínio será metafórico: todo dia a gente faz tudo sempre igual; acorda às… sei lá que horas da manhã, dá um sorriso pontual e… vai, feito mané, fazer café!!!! Oi, CHICO BUARQUE, bom dia!!! Permite aí irreverência exposta – feito fratura nessa língua portuguesa.
Pois, é! Eu e ela coabitamos há há meio século anos diária e infalivelmente. Os dois trabalhamos a vida inteira. E muito! Portanto, vivemos em democracia participativa doméstica. Vou explicar. Ficou tipo assim: depois de aposentados ela participa mais em outros quesitos. Hummmm… é politicamente incorreto e abrasivo, TIO SÉRGIO sabe. Eu cuido mais da culinária…
Sempre gostei de cozinhar – e faço gostoso ( velho safado!!! ) E aprendemos pela pedra que a tragédia se instala se você não cozinhar e limpar ao mesmo tempo. Deixar pra depois é preguiça e “burragem administrativa”….
Os dois fazem desse jeito. Pegou, guardou; abriu a geladeira, tira o que vai usar, e guarda o restante; no armário de secos é a mesma coisa. Eu vou preparando os pratos – sou mais lento pra fazer – e lavando ao mesmo tempo. Ela também; só que rapidamente…
Como vai, vai bão!!!! Mas vez por outra, enche o saco. E a gente sai pra comer fora, essas coisas…
É inevitável cozinhar quase todos os dias; vamos a mercados talvez duas vezes por semana para manter o suprimento da toca. Tudo isso dá trabalho imenso! No entanto, se o vaticínio da patroa rolar, é provável que não seja cumprido literalmente…
Então, para acompanhar a faina gastronômico – operacional fui à discoteca pegar uns CDS pra ouvir. Enfiei a mão na metafórica braguilha das estantes. Peguei 8 discos e fui colocando no CD PLAYER para degustá-los, já que temperaram a minha obrigação de CHEF e a faxina inevitável…
Pra começar, aterrissei direto em duas mulheres sensacionais: a diva DINAH WASHINGTON, na coletânea BALLADS, volúpia incontrolável!!!. E o sexteto da pianista filipina CAROLYN DEL ROSARIO – grata surpresa!
Vão entrar na “agulha” três saxofonistas: COURTNEY PINE, craque do JAZZ FUSION. Em seguida, EDDIE LOCKJAWS DAVIS, da linhagem mais clássica da PRESTIGE RECORDS; implementei GARY CAMPBELL, acompanhado por banda; e culminei o regabofe com o notável guitarrista JOHN ABERCROMBIE!
Para encerrar, servi três craques do piano: o vanguardista CECIL TAYLOR; o mais tradicional KIRK LIGHTSEY, acompanhado por CHET BAKER.. Para sobremesa busquei o moderno HENRY BUTTLER.
Fui alternando e degustando os discos, as cervejas, o queijinho e o salaminho: um KIT COLESTEROL nada metafórico de coisas que engordam!
Música e gastronomia. Existe algo de sensual na combinação das duas. E TIO SÉRGIO é meio glutão e não se furta a esses prazeres.
Todos vocês estão convidados para o “regaouvidos”!
Divirtam-se!
POSTAGEM ORIGINAL: 13\08\2023
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VAN DER GRAAF GENERATOR: “DO NOT DISTURB” – CHERRY RED RECORDS – 2016

É álbum relativamente recente do agora Trio. Permanecem desviantes e incisivos o tecladista e baixista HUGH BANTON e o baterista GUY EVANS. E, principalmente, o genial e pouco “disseminado” cantor, guitarrista e também letrista mágico PETER HAMMIL – como sempre, um “literato” essencial, como foram KEITH REID e PETE SINFIELD, para o PROCOL HARUM e o KING CRIMSON – claro, respectivamente.
A minha edição é em VINIL de 180 gr. Amanheceu incerto dia na portaria do prédio. E tenham inveja: sem a intervenção da FADINHA MASTERCARD…
TIO SERGIO recebeu de presente da REVISTA “RECORD COLLECTOR”, por consequência de CONTUMÁCIA DELITIVA. Eu compro, leio e utilizo a revista feito Bíblia, Al Corão ou textos às vezes “esotérico – religiosos”, há mais de trinta anos! Acreditem.
Ainda não comprei o CD. E, como não tenho PICK-UP, recorri ao YOUTUBE para ouvir.
Reparei que teve poucas visualizações no Youtube passados 6 anos do lançamento. E isto confirma o diagnóstico de PETER HAMMIL, o letrista principal em torno de quem tudo acontece. Ele disse merecer 40 vezes mais fãs do que tem! Eu e nada silenciosa minoria concordamos plenamente!
O disco não foge ao básico do VAN DER GRAAF. Mas a falta dos metais, tocados por DAVID JACKSON, desvia um pouco da originalidade primeva.
A banda conserva a essência do ROCK PROGRESSIVO próximo à sonoridade do PROCOL HARUM – o órgão dirige a música inteira sem arroubos mas com notável presença. E o TRIO mantém o clima lúgubre, porém acolhedor e reflexivo, bastante típico das bandas britânicas históricas.
No entanto, tornou-se mais “PROG” – a nova definição que comporta quase tudo que contenha “alguma especiaria experimental e progressiva”… O VAN DER GRAAF continua bom e intrigante. E o disco é legal de ouvir!
Se repararmos bem, capta-se algo dos KINKS e um quê do THE WHO. E Influências futuras possíveis no pós – PUNK, principalmente na COLD WAVE. Alguns traços e manejos da voz são encontráveis em músicos como ROBERT SMITH, do THE CURE. E de gente que veio bem depois, THOM YORK e o RADIOHEAD, por exemplo. Se é que intuí/observei corretamente…
Toda essa turma citada cai muito bem no INVERNO. A ilha onde moram é nada solar.
Mas TIO SÉRGIO, como algo tão bonito e acolhedor, pode trazer um escorpião na capa, feito o álbum solo de PETER HAMMIL, “CHAMALEON IN THE SHADOW OF NIGHT”, 1973?
Talvez porque em momentos de baixo astral e depressão, esse tipo de sonoridade seja um “vermífugo” eficaz. Principalmente quando a política e a sociedade ficam povoadas por seres fronteiriços da ignomínia e da ignorância… Escorpiões são bichos que habitam e circulam nas sombras da noite.
POSTAGEM ORIGINAL: 10\08\2025
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JACKIE CAIN & ROY KRALL – “A WILDER ALIAS” – C.T.I – 1974

Quando pego este álbum para escutar, eu penso em chutar a minha própria bunda umas três vezes!!!!
Mas como é possível, TIO SÉRGIO, você ter apenas esse disco de JACKIE & ROY? Você nada aprendeu nessa vida compulsiva juntando “rodinhas pretas e metálicas” ?
Você já os conhecia há quase meio século e não fez nada?
Foi isso. Eles gravaram perto de 50 discos! Carreira de 56 anos; da Broadway aos Beatles, passando por Tom Jobim e até esse espetacular disco de FUSION!
Pois é, precisou o Rene Ferri e seu refinado gosto e conhecimento mostrar vários vinis pra turma, e daí eu olhar mais atentamente essa dupla imperdível. Mea culpa; Mea maxima culpa!
Os dois, marido e mulher, sempre tangenciaram o jazz, como ELLA, BILLIE e a geração deles. Cantaram o melhor do pop e da grande canção contemporânea. Um deleite memorável.
Começaram em 1946. E prosseguiram até a morte de ROY KRALL, ótimo pianista e cantor, em 2002. JACKIE, loira voluptuosa e excelente cantora, foi para o celestial ” clube dos artistas” aos 86 anos, em 2014.
Eu quero comentar esse disco.
É um tanto fora do esperado. Porém, totalmente contemporâneo quando foi gravado. Lembra o “RETURN TO FOREVER” na fase com FLORA PURIN cantando. Expõe um travo do que TOM JOBIM e BANDA fizeram no final de carreira. É FUSION – e da melhor cepa!
O time que os acompanha é de safra superior. HUBERT LAWS e JOE FARREL nos metais, STEVE GADD, na bateria, entre vários e consistentes músicos. A direção é de DON SEBESKY; e nos estúdios RUDY VAN GELDER e CREED TAYLOR. Para completar, essa edição é japonesa e da CULT gravadora C.T.I.
Então, pessoal, procure conhecer. Porque chutar o próprio rabo é muito difícil e nada agradável…
Não percam! Percam-se nele!
POSTAGEM ORIGINAL: 09\08\2020
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