O tempo esvai-se, e as modas vão e vêm.
É sempre bom observar como as coisas se deram, e os conceitos de JAZZ, BLUES, ROCK e vasto etc… se formaram, ao longo da década de 1950, para serem mais bem definidos nos “sixties”.
Mas o assunto, agora, é outro:
Foi lançada, por aqui, uma ilustrativa COLETÂNEA de ‘NINA SIMONE”, abrangendo o que ela fez antes do enorme e merecido prestígio. São coisas entre 1959 e 1963. E apenas SINGLES.
É pertinente lembrar que ela não é “exatamente” cantora de JAZZ. Aliás, Nina sempre foi cantora de R&B; e foi trazida para o “conceito de JAZZ”, nos anos 1960 e 1970.
Erradamente, diga-se. Cantoras monumentais como SARAH, ELLA, BILLIE, DINAH WASHINGTON, e etc… são todas POP e basicamente R&B.
No entanto, NINA é única! Por vários motivos: sua formação sofisticada e erudita, opção de carreira, a voz especialíssima, E, especialmente, mal comportamento e certas atitudes, como andar armada, e dar uns tiros “pelaí “!
Hoje em dia, o que se ouve nesta COLETÂNEA DUPLA é o que está sendo chamado de “VINTAGE”. O conceito de “OLDIES”, parece ter migrado para coisas de 1967 para frente… É, também, um artefato belíssimo e barato! Para os não preconceituosos eu recomendo. Mas TIO SÉRGIO pondera: os mais jovens talvez estranhem o que ouvirão…
“DEE DEE BRIDGEWATER” é outra representante desta linhagem. Boa cantora; em seu repertório, ela flerta dos STANDARDS do “JAZZ” ao POP/R&B sofisticados e modernos. É antenada.
Este álbum foi gravado no MALI, em 2007 e, como a imensa parte do que vem da ÁFRICA, tem sua força principal na percussão e no ritmo.
Neste caso, não somente. “RED EARTH” é um “cross-over”, simbiose de culturas. Quem aprecia muita percussão vai adorar. Os mais calmos talvez dispensem.
Se vocês cruzarem com esses discos – se puderem, tentem. É risco aceitável. Valem a pena!.
POSTAGEM ORIGINAL: 27\05\2019

POSTAGEM ORIGINAL: 27\05\2019









