CROSBY, STILLS, NASH & YOUNG, O BEM SUCEDIDO SUPERGRUPO DO FOLK ROCK E DA PSICODELIA

Ainda imensos no imaginário do ROCK, forjaram “BLEND” único de harmonias culminando em SUPERGRUPO TRINACIONAL.
Relembrando e fofocando um pouco, os quatro se deram bem financeiramente, mas em graus diferentes:
“DAVID CROSBY” americano, cantor, guitarrista, e compositor diferenciado faleceu em 2023. Foi integrante dos “BYRDS” nos três primeiros álbuns da banda – sempre entre as melhores da História do ROCK. É o menos bem sucedido economicamente: legou $ 10 milhões de dólares.
“STEPHEN STILLS” é guitarrista excepcional, compositor inspirado, e timbre vocal marcante. Integrou com “NEIL YOUNG” o CULT e colecionável “BUFFALO SPRINGFIELD”, notáveis nos anos 1960. Também não pode reclamar: acumulou $ 30 milhões de dólares.
“GRAHAN NASH” é um dos responsáveis pela destreza vocal e vários sucessos dos “HOLLIES”, muito famosos nos “sixties”. No “C.S.N.Y”, ele e CROSBY criaram harmonias inesquecíveis que foram replicadas nos álbuns que gravaram em dupla.
“NASH” foi compositor requisitado por vários cantores – “BARBARA STREISAND” entre eles. No C.S.N&Y gravou a sensível, singela e aconchegante “OUR HOUSE” inspirada na convivência dele e JONI MITCHELL, casados na época. A história do “insight” que levou à canção é uma delícia do encontro da perspicácia com o afeto. Ele está riquíssimo, tem algo entre $ 50 milhões e $ 75 milhões de dólares! E continua “pelaí”!
Quem dispensa apresentações é “NEIL YOUNG. Cantor e compositor consagrado e sui-generis, agregou vocal personalíssimo ao grupo; e, com o tempo, firmou-se um dos influenciadores do ROCK ALTERNATIVO contemporâneo. Neil é canadense, foi o último a entrar no grupo e o mais famoso dos quatro. A carreira solo dele é longa e de incontestável qualidade artística. Está milionário! Com patrimônio calculado em $ 200 milhões de dólares!
Todos são músicos talentosos por conta própria.
“CROSBY, STILLS & NASH” juntaram – se em 1968. YOUNG entrou em meados de 1969, logo após o lançamento do primeiro álbum do trio – ainda grande referência no FOLK ROCK e adjacências.
Mas a vida conspira contra a perfeição. Em outubro de 1969, no dia em que o álbum do “C.S.N” chegou ao TOP na Parada Americana, a esposa de CROSBY foi levar os gatos ao veterinário. E morreu em uma colisão frontal com outro veículo.
“Aqueles que os DEUSES querem destruir primeiro enlouquecem”: é frase muito antiga, surgida na idade média. E DAVID CROSBY nunca mais foi ao mesmo. Ele imputou à “maldição que lhe fora lançada”…. ao sucesso do grupo e pessoal.
Mesmo assim, entre tapas e beijos e disputas internas, os quatro gravaram mais dois álbuns seminais: o espetacular e delicado “DEJAVU”, em 1970, – cuja capa original está entre as mais belas e chiques que o TIO SÉRGIO já viu!!!
Em 2021, o álbum foi relançado em BOX com design inspirado, contendo cinco CDS; mais Long Play, LIVRETO, e etc… É muito caro e talvez prescindível.
O excelente álbum duplo ao VIVO, “FOUR WAY STREET”, saiu em 1972. O último com YOUNG a bordo. Depois, continuaram como “CROSBY, STILLS & NASH”. Reuniam-se vez por outra; e gravaram em combinações variadas entre eles. Há vários CDS, DVDS e VINIS disponíveis e sempre agradáveis de ouvir e curtir. Os sobreviventes mantêm ou mantiveram carreiras solo prestigiadas e produtivas.
O BOX na postagem dá boa conta do recado. São quatro CDS, um excelente LIVRETO com textos e fotos. Colige faixas do grupo, inclusive “OUT TAKES”, e outras das carreiras solo, ou em grupos dos integrantes. Destaque para “CROSBY e NASH” – que legaram coisas lindíssimas.
A produção foi da “RHYNO RECORDS”, na década de 1990. Garantia de qualidade artística e gráfica.
Por isso, tentem – se encontrarem por aí . Vale a pena de montão!
POSTAGEM ORIGINAL: 18\08\2019 – REVISTA EM 2026
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CHUCK BERRY: ENSINAMENTOS DE SUA AULA MAGNA: A GUITARRA DO MESTRE DESDE O ROCK AND ROLL ATÉ O ROCK ALTERNATIVO DE VANGUARDA

Há frase feita e mal elaborada sobre as relações de poder em uma sociedade moderna. Alguns afirmam e disseminam que TUDO É POLÍTICA.
ERRADO! A política está em tudo, mas nem tudo é política. É obvio e lógico. Ou não?
É feito CHUCK BERRY. Nem todo ROCK é consequência direta do jeito do mestre tocar guitarra. Mas, CHUCK está em desenvolvimentos e sonoridades.
Os clássicos fundadores do ROCK AND ROLL: ELVIS PRESLEY, BILL HALEY, CHUCK BERRY, LITTLE RICHARDS, JERRY LEE LEWIS e a influência decisiva de JOHNNY CASH semearam escolas. E arrastaram outros tantos e significativos.
Se ELVIS é o cantor supremo do estilo, CHUCK é o cara seminal do instrumento chave para todo sempre: a GUITARRA. Claro, ela evoluiu de CHUCK a VAN HALEN, a SATRIANI e muitos outros.
Porém, sem o jeito de CHUCK tocar não teríamos os ROLLING STONES e nem os BEATLES. E, acho, nem os KINKS.
O que seria dos BEACH BOYS da primeiríssima fase sem CHUCK? Eles até plagiaram o mestre! ‘SURF IN USA”, por exemplo…Tá, depois se acertaram…
Para ficar apenas no pátio da escola, a turma seguidora de BERRY energizou o BEAT ROCK, tanto o inglês como o americano. E do mundo inteiro, também.
Ou não?
Haveria a SURF GUITAR do início dos anos 1960 sem CHUCK BERRY? Ouçam os TRASHMEN, ou quem vocês quiserem…
E o jeito garageiro de tocar dos TROGGS? E deles ao posterior refinamento dos PUB ROCKERS tipo DAVE EDMUNDOS, e DR. FEELGOOD, para focar apenas os filhos da “PÉRFIDA ALBION”…
Vamos chamar o STATUS QUO, cerca 1971/1972?
Ouçam o álbum “PILEDRIVER”, principalmente BIG FAT MAMA e PAPER PLANE? Sem falar em ROADHOUSE BLUES, que vocês sabem quem também gravou… Se aquilo tudo não for o glorioso CHUCK BERRY nas “cordas”, o TIO SÉRGIO vai bater bumbo em escola de samba!!!!
Pra adoçar a pílula contaminando pensamentos mais diabólicos e diabéticos, que tal juntar CHUCK aos BEACH BOYS e ao STATUS QUO?
Teríamos os RAMONES e THE CLASH. Que tal?
Quer dizer, nem tudo é o tio BERRY, claro! MAS, CHUCK é, também, a base do PUNK. E, depois, de alternativos tipo GREEN DAY.
Ou TIO SÉRGIO bebeu “MUDDY WATERS demais”?
E “siga prosseguindo”….ooopsss!
Vá à tua adega e pegue uma garrafa de SONIC YOUTH, e gele adequadamente. Ponha na taça, sinta o “bouquet”. E deguste:
SONIC YOUTH é o BLEND fino de CHUCK BERRY com o compositor erudito contemporâneo de “guitarradas” GLEN BRANCA. E, se vodê caminhar outros passos cairá na “esmerilhadeira” do “MY BLOODY VALENTINE” .
E mais não digo: se nem todo ROCK é CHUCK BERRY, ainda assim ele está em quase tudo o que foi feito.
CHUCK BERRY FIELDS FOREVER!!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 26\08\2023
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O QUE É BOM, É BOM! O QUE É RUIM, NÃO PRESTA.

Postei duas raridades, discos que pouca gente conhece:
“LOUCO POR VOCÊ “, o primeiro Long Play de ROBERTO CARLOS, saiu em agosto de 1961. Mas é ruim a ponto de RONALDO BÔSCOLI ter dito a ROBERTO para desistir da carreira de cantor! Mas é item de coleção mundo afora.
O TIO SÉRGIO tem uma edição em CD feita no PANAMÁ. Para vocês terem ideia, comprei de um cara que tinha um papagaio no ombro berrando “currupaco papaco”… PIRATA DO TIETÊ legítimo!
Porém, o SEGUNDO CD é diferente: foi gravado por uma boa cantora que anda por aí no underground. O disco foi lançado pela gravadora independente DABLIÚ DISCOS – e não rolou; vendeu muito pouco.
No entanto, as performances técnica e artística, vocal e instrumental são muito boas. É M.P.B contemporânea no lusco-fusco entre o “alternativo paulistano mais típico” e o fino consagrado por astros como MARISA MONTE. É obra madura e jovial simultaneamente.
Em 1996, SILVANA STIÉVANO lançou o álbum “POR PURO AMOR”. É um SHOW excelente gravado no teatro do “SESC – Pompéia”, em SAMPA. As canções do repertório são de alto nível, a maioria composta por artistas não tão conhecidos. Há exceções: PAULINHO DA VIOLA e TOM JOBIM.
O álbum agrada geral pelo bom gosto. É delicioso de ouvir e curtir; ajusta JAZZ, REGGAE, POP, BOSSA NOVA… sem perder a classe e o balanço à brasileira. Vai bem em pequenas reuniões sociais ou em festas. Eu recomendo – mesmo sendo difícil de encontrar.
SILVANA fez outros discos, um deles também cultuado e obscuro: “BACHARACH JOBIM” – saiu em 2008.
Mas TIO SÉRGIO, o que tem um disco a ver com o outro?
Nada, ué! Publiquei juntos apenas para justificar a “máxima caipira” do título da postagem.

ARETHA FRANKLIN – RARA, PRECIOSA E INSUBSTITUÍVEL – POSTAGEM EXPANDIDA

Em tudo o que se faz é aconselhável acrescentar empenho e prazer; impor certa volúpia controlada para que dê mais certo e valha a pena realizar.
Claro, eu não falo com sádicos, torturadores, assassinos, e “que tais”. Então, porções de prazer são sempre bem-vindas. Na apreciação de artes, principalmente!
Escrevendo, ouvindo, lendo e conversando criei frase que sempre cito: “GOSTO, MAS NÃO PREFIRO”. Foi mais ou menos a minha relação com ARETHA LOUISE FRANKLIN e as cantoras de R&B, POP, SOUL e BLUES mais extrovertidas.
Eu não gostava dos excessos minuciosamente perpetrados por ARETHA, para evidenciar a potência e alcance de sua extensa, bela, educada, cristalina e nítida voz.
Pensando e ouvindo melhor, ARETHA cantava e sempre cantou bem. Aliás, divinamente bem e de maneira perfeita quaisquer estilos a que se dedicou. Ela singrou por vários… e arrasava tecnicamente: sua voz ia do agudo extremo ao grave; tinha ritmo e timing precisos; é era melodiosa .
Um resumo adequado para o currículo dessa verdadeira DIVA – que morreu aos 76 anos, em agosto de 2018 -, é afirmar que foi legítima sucessora e está no mesmo time que ELLA FITZGERALD, SARAH VAUGHN, BILLIE HOLIDAY e DINAH WASHINGTON. Tá; o TIO SÉRGIO admite: elogio pouco é bobagem….
ARETHA gravou 11 LONG PLAYS, à partir de 1961, para a COLUMBIA RECORDS. Discos vigorosos de RHYTHM”N”BLUES com a verve jazzística da transição entre a década de 1950 para a de 1960. Seu “THE ELECTRIFYING”, lançado em 1962, é ótimo. Mas, “UNFORGETABLE, A TRIBUTE TO DINAH WASHINGTON”, 1964, é essencial!!!!
A voz espetacular de ARETHA FRANKLIN foi devidamente “amoldada” para manter as características essenciais do canto GOSPEL. Partiu do RHYTHM´N´BLUES clássico, eivando paulatinamente de sensualidade discreta a música negra ( preta? ) americana, e transitando para a SOUL MUSIC.
SOUL é a denominação pela qual parte do R&B foi batizado lá por 1960, e dali em diante. E ARETHA tornou-se a grande voz feminina do novo “subgênero”.
Porém, ninguém troca de gravadora para repetir-se. E a mudança de ares foi essencial para reposicionar seu talento único.
A ATLANTIC RECORDS foi criação de dois turcos, os irmãos AHMED e NESUHI ERTGUM, que tinham uma coleção com mais de 15 mil discos de 78RPMs!!!!. Juntos com um “judeu”, HERBIE ABRAHANSON, em 1947 fundaram uma das gravadoras mais importantes da História. Os três eram amantes de JAZZ e R&B!
Quando ingressou na ATLANTIC, em 1967, ARETHA FRANKLIN era mulher e artista madura. E, por lá gravou 24 LPS, até 1979. Foi a sua fase de maior sucesso, em aproximação sucessiva com a POP MUSIC daqueles tempos.
A extroversão vocal também era característica da época. Lembram-se de JANIS JOPLIN? Ela e ARETHA brilharam em paralelo. JANIS de certa forma preencheu o espaço deixado por ARETHA na COLUMBIA RECORDS. E as duas se modernizaram simultaneamente satisfazendo o gosto do público jovem também chegado ao ROCK.
O repertório, na ATLANTIC, é coalhado por HITS, como “THINK”, “RESPECT”, “DO RIGHT WOMAN, DO RIGHT MAN”, “SPIRIT IN THE DARK”, e uma série de clássicos e standards da BLACK MUSIC.
No BOX ORIGINAL ALBUM há os 5 principais discos para a ATLANTIC. Estão aqui postados E inclusive ARETHA LIVE AT FILLMORE WEST, onde mostra toda força e garra que liberava gravando ao vivo. E verteu para o “SOUL” músicas como “BRIDGE OVER TROUBLED WATERS”, sucesso marcante da época com SIMON & GAARFUNKEL; e “MAKE IT WITH YOU”, baba POP do pegajoso e competente grupo BREAD. Para variar, o ritmo e principalmente o andamento são esfuziantes!
A gente também percebe nos discos de ARETHA o que rolava por aqueles tempos. Ela gravou compositores da estatura de BURT BACHARACH, de quem fez versão para “I SAY A LITTLE PRAYER”. E outros HITS atemporais como “GROOVIN”, grande sucesso dos RASCALS, também contemporâneos e colegas na ATLANTIC RECORDS.
ARETHA era boa pianista e tocou em diversas gravações. Sempre foi acompanhada por time invejável de craques. Músicos como o baterista ROGER HAWKINS; o baixista JERRY JERMMOTT; o saxofonista KING CURTIS; e até o guitarrista DUANE ALMANN estiveram presentes.
A produção esmerada de JERRY WEXLER e a qualidade técnica das gravações dirigidas pelo engenheiro TOM DOWD, tornaram o elenco e discos da ATLANTIC sucesso artístico e comercial.
ARETHA FRANKLIN reinou por lá até assinar com a ARISTA RECORDS, em 1980. O disco JUMP TO IT, 1982, é uma atualização do R&B com pitadas de FUNK e alguma FUSION jazzística na instrumentação. Uau!!!
Para variar, traz muito balanço e produção primorosa. Desta vez, é de LUTHER VANDROSS, outro que espocou na década de 1980 e conseguiu manter-se…
Li, por aí, que ARETHA intimidava ERIC CLAPTON, que a reverenciava a ponto de quase travar quando perto dela!!!!
Ao mesmo tempo, ARETHA foi ícone e artista imensa e cidadã exemplar; muito presente e ativa em movimentos para os direitos civis, nos EUA. Claro, isto potencializou sua fama e importância além música.
ARETHA FRANKLIN recebeu 18 GRAMMYS!!!! Isso mesmo! E vendeu 75 milhões de discos. Eu espero que esteja arrasando no céu com outros “anteriormente convidados”.
HOJE, O TIO SÉRGIO “GOSTA E PREFERE ARETHA”, A INSUBSTITUÍVEL!
POSTAGEM ORIGINAL: 24\08\2022
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JOHN MAYALL – LIVE 1964/1972 – “DERAM” & “POLYDOR” RECORDS – E UM PEQUENO PERFIL ESCRITO POR UM FÃ DE VERDADE!

JOHN MAYALL LIVE
“JOHN MAYALL” é o mais importante e completo ‘BLUESMAN” que a INGLATERRA produziu! O interesse, conhecimento e a quantidade vasta de perspectivas, estilos, fronteiras que explorou, conectou, justapôs ou fundiu o BLUES ao ROCK, ou ao JAZZ, deve ser considerada única, histórica.
Há poucos artistas que tenham ENGENDRADO um legado tão pessoal, enciclopédico e significativo. Sob este ponto de vista, MAYALL está ao lado de criadores da estatura de “MILES DAVIS”, “DAVID BOWIE”, “CAETANO VELOSO”, “PAUL McCARTNEY”, e outros poucos.
JOHN MAYALL era um gênio? Se não, esteve muito próximo. No mínimo, foi um superdotado. Era “workaholic” convicto e incrivelmente produtivo e proficiente! “ERIC CLAPTON” conta que lá por 1966, os “BLUESBREAKERS” se apresentavam quase toda noite em cidades variadas e a quilômetros de distância. Iam e voltavam na mesma noite. Durante o dia, ele trabalhava como DESIGNER GRÁFICO…
JOHN MAYALL era, antes de tudo, um GRANDE BAND LEADER e descobridor de talentos. Ousado e assertivo, abria espaço aos mais jovens e aos competentes. Ele crescia junto e através dos talentos que lançava e prestigiava.
Também agia como HISTORIADOR e ARQUEÓLOGO – quem sabe? Vasculhou catálogos e artistas do passado trazendo desconhecidos para o presente; polindo e destacando detalhes e originalidades. Lembram-se de J.B.LENOIR?
Por ser compositor prolífico, MAYALL tem carreira plena de memórias e histórias transformadas em “BLUES”, como se espera de um autêntico “BLUESMAN”. Em leitura livre, a trajetória de vida, experiências e longevidade possibilitam analisa-lo sob perspectiva sociológica. Sua memorialística através da música é bastante crível.
TALVEZ?
O vocal dele sempre foi limitado, algo chato, e muitas vezes não dava conta do recado, Mas é personalíssimo; e lembra um pouco o timbre de “BOBBY BLUE BLAND” – um referencial elogioso, claro!
Os discos do “JOHN MAYALL & THE BLUESBREAKERS” para a gravadora DECCA, na década de 1960, são todos diferentes entre si. Vão do SOLO à proeminência dos três super “guitar heroes” ingleses que revelou para o estrelado: “ERIC CLAPTON”, “PETER GREEN” e “MICK TAYLOR”.
O primeiro LONG PLAY que fez para a “DERAM”, em 1964, “JOHN MAYALL PLAYS JOHN MAYALL”, foi totalmente gravado ao “VIVO” em um dos “CLUBES TEMPLO” da INGLATERRA, o “KLOOK´S KLEEK”. É o “BLUES/R&B” típico da época, como aqueles feitos pela concorrência: “ANIMALS”, “ROLLING STONES”, “YARDBIRDS” e tantos mais. Está lá “JOHN McVIE”, baixista depois famoso no “FLEETWOOD MC”.
Observem, também, outro álbum com performances ao VIVO coligidas no início nos “sixties”: “PRIMAL SOLOS” traz “ERIC CLAPTON”, “MICK TAYLOR” e inclusive “JACK BRUCE”!
“MAYALL” jamais se intimidou com toques de VANGUARDA. E frequentou os mais de “CINQUENTA TONS do BLUES” – parafraseando nome de filme famoso – e garantiu o prazer de todos nós.
Ele ampliou a HISTÓRIA do gênero com DOIS ÁLBUNS que se pode identificar como “FUSÃO” do “BLUES” e do “ROCK PSICODÉLICO PROGRESSIVO”: “BLUES FROM LAUREL CANYON” e “CRUZADE”, saíram entre 1967 e 1968. E há DISCOS ao VIVO documentando esta fase: “THE DIARY OF A BAND, VOL. 1 E 2”, 1967/1968. Nesses discos, imperam “MICK TAYLOR” na GUITARRA, e outros COBRAS.

“JOHN MAYALL” fez e gravou incontáveis e diferenciados SHOWS ao VIVO, quando mudou para a gravadora “POLYDOR”. Ele ficou por lá de 1969 até 1975.
O primeiro deles é o HISTÓRICO e DEFINIDOR “THE TURNING POINT”, captado no FILLMORE EAST, EM NOVA YORK, em julho de 1969. É TOTALMENTE ACÚSTICO e traz uma grande novidade: não há BATERIA! “JON MARK”, guitarra; “STEVE THOMPSON”, baixo e “JOHNNY ALMOND”, sopros, juntaram-se a “MAYALL”, que fez o VOCAL e tocou HARMÔNICA.
É outro disco fundamental daqueles tempos. E antecipatório: porque uns TRINTA ANOS DEPOIS, certamente caberia no formato ACÚSTICO popularizado pela “MTV”!!!!
A fase na “POLYDOR” foi período de renovação marcante. E “MAYALL” começou a explorar outros territórios reaproximando o BLUES do JAZZ, como nos primórdios. E persistiu em FUSÕES em busca de originalidade. E além do semiacústico memorável, gravou mais dois álbuns ao VIVO sensacionais, e com “ORQUESTRA”:
Fez o icônico “JAZZ BLUES FUSION”, em 1971, com banda coalhada de CRAQUES AMERICANOS identificados com o JAZZ – como o TROMPETISTA “BLUE MITCHELL” e o GUITARRISTA “FREDDY ROBINSON”.
E inclusive o meu predileto entre todos: O SHOW no lendário “WHISKY A GO GO”! “MOVING ON”, lançado em 1972, impressiona pela concentração de JAZZISTAS próximos ao BLUES – mas enquanto variante do JAZZ e não coadjuvante do ROCK. O SHOW é DINÂMICO e de ALTO NÍVEL TÉCNICO e ARTÍSTICO. E com direito a PERFORMANCE estonteante de “LARRY TAYLOR”, um dos melhores BAIXISTAS da História! VALE a PENA CAÇAR e COMPRAR O CD – OU O VINIL!
É interessante notar que este conceito “ESPECÍFICO DE ORQUESTRA” foi desenvolvido nos anos 1950 pelos grandes “RHYTHM´N´BLUES MEN” americanos. Eles agregaram à BASE RITMICA a GUITARRA e o BAIXO elétricos ao NAIPE DE METAIS. É o fino! Foi daí que também derivaram os arranjos para a SOUL MUSIC, na década seguinte.
Grandes “BLUESMEN” como FREDDIE KING e ALBERT KING construíram “ORQUESTRAS” neste molde para acompanhá-los. E
quando “B.B.KING” esteve no BRASIL, em 1978, ao entrar no palco foram anunciados como “THE B.B.KING ORCHESTRA”!
EXCEPCIONAIS!!
EM 1975, JOHN MAYALL foi gravar na “ABC RECORDS” e seguiu nesta linha com “SABOR” mais acentuadamente AMERICANO”. Ficou diferentes. E é muito bom, claro! Tempos novos, outros modos…. Mudou novamente em torno de1990, e retornou ao formato de pequenos grupos. Afinal, “CUSTO CUSTA”…
Porém, é assunto para outras resenhas.

PEQUENO PERFIL DO ÍDOLO FEITO PELO FÃ
“JOHN MAYALL” sempre foi considerado um GRANDE PERFORMER. Certa vez, contou que não vendia muitos discos. Mas fez entre 1966 e 2000 cerca de duzentos CONCERTOS AO VIVO POR ANO!!! Tinha muita saúde, talento e boa vontade! Quando morreu, dizem que deixou algo entre cinco e dez milhões de dólares de patrimônio líquido. Acho pouco; mas essas coisas nunca se sabe com precisão.
Eu assisti JOHN MAYALL e os BLUESBREAKERS ao VIVO, em SÃO PAULO, na década de 1980. Eletricidade vazando pelos poros! Fez show por mais de duas horas; Ele e BANDA retornaram e deram autógrafos para quem pediu. Eu tenho os meus! Depois, voltou para ajudar a desmontar os equipamento! Ele é músico histórico e quase um atleta!
Em 2005, MAYALL recebeu merecidamente a COMENDA da ORDEM DO IMPÉRIO BRITÂNICO. A mesma que “PAUL McCARTNEY’ e todos os BEATLES receberam. E também “GARY BROOKER’, “ELTON JOHN”, ‘CLAPTON’ BRIAN MAY, JEFF BECK e tantos mais. Todos com méritos comprovados.
Fofocas no decorrer dos tempos diziam que “JOHN” era um grande COLECIONADOR DE REVISTAS PORNOGRÁFICA. Enfim… Sabemos que lutou na GUERRA DA COREIA e iniciou carreira na música perto dos trinta anos de idade. É raro porque já um pouco velho para esse “ramo de serviço”.
Sei lá exatamente quantos recortes, textos, livros desse ídolo o TIO SÉRGIO tem na coleção! São mais de sessenta CDS, DVDs e ainda faltam…. Não muito tempo atrás, foi lançado um SUPER BOX com 35 CDS, LIVRO, ETC… abrangendo “SÓ” as fases na DECCA e na POLYDOR, agora controladas pela “UNIVERSAL MUSIC”. Não tenho.
TIO SÉRGIO afirma que “JOHN MAYALL” é maior e mais importante do que a própria fama. EU sou fã e colecionador da obra ele há mais de meio século. E vou continuar sendo.
No século XXI, JOHN MAYALL prosseguiu ativo e sólido. Talvez sem a criatividade de antes. E quando esta resenha foi escrita primeira vez, ele estava com 89 ANOS! E, havia desmaiado no palco, durante outra turnê. Ele se recuperou-se, continuou, e faleceu em 22 de julho de 2024 ao 90 anos.
“JOHN MAYAL” certamente se manterá reconhecido e festejado no futuro. Percam-se na vasta obra que ele nos deixou.
POSTAGEM ORIGINAL REVISTA: 21\08\2022
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YARDBIRDS – “HAPPENINGS TEN YEARS TIME AGO / PSYCHO DAISES”, DUAS MÚSICAS COM JEFF BECK E JIMMY PAGE NAS GUITARRAS – REEDIÇÃO DE SINGLE DE 1966 – VINIL

A primeira vez que ouvi “HAPPENINGS TEN YEARS TIME AGO” foi em 1968. É faixa da primeira coletânea americana da banda, “THE YARDBIRDS GREATEST HITS”. Eu comprei em loja de discos no Centro de SAMPA, totalmente fora do “circuito oficial do plausível”.
A capa do LP original aparentemente é meio fora de propósito. Aparece gente dançando. Porém, observando mais de perto, fazia todo sentido. A foto era um tanto desfocada, de certa maneira “denunciando” drogas, portanto a PSICODELIA. E, claro, dançar é atividade lúdica “permanente”!
As faixas deste SINGLE são as duas únicas onde JEFF BECK e JIMMY PAGE tocaram guitarra juntos. Quem assistiu ao filme BLOW UP verá os dois em performance que emula THE WHO, a banda cogitada para dar um ar mais SWINGING LONDON à cena.
Mas sobrou para os YARDBIRDS, que imprimiram veracidade total. Nada mais expressivo daquele momento do que uma banda que juntasse R&B, BLUES e PSICODELIA.
Este SINGLE tem outra curiosidade. É baseado na edição alemã, com fotos na capa e tudo. Coisa rara; e se fosse original da época, também preciosa.
Mais ou menos naqueles dias, TIO SÉRGIO e meu amigo SILVIO DEAN fomos à HI-FI”, loja de discos referência que havia inaugurado filial no famoso SHOPPING IGUATEMI. Sempre o mais chique e caro de SÃO PAULO. Era moderna, grande e lá se podia escutar alguns discos.
Curiosamente, havia outro SINGLE dos YARDBIRDS, o icônico “OVER, UNDER, SIDEWAYS, DOWN” com JEFF´S BOOGIE no lado B. Não quiseram vender. Então, compramos um COMPACTO DUPLO do “DEL SHANNON”, o “remake” de RUNAWAY, em 1967. E outro do “STATUS QUO”, na época banda muito diferente do que se tornou e fazia sucesso mundo afora com “PICTURES OF MATCHSTICK MAN”. É ROCK totalmente psicodélico, cheio de câmaras de eco, delays e outras inovações que deixavam o pessoal maluco! Nós dois, inclusve. Long Plays sempre foram caros demais aqui em PATÓPOLIS!
Comprei este SINGLE dos YARDBIRDS por mero saudosismo e curiosidade. Está escrito que foi remasterizado, blá,blá,blá!!!, e etc… Paguei o preço “curra” de $23,00 BIDENS – sei lá, uns R$ 130,00 MANDACARUS. Recorri à FADINHA MASTERCARD, companheira de aventuras deliciosas e insalubres como esta.
Não vou escutar. Não tenho toca-discos… por enquanto.
POSTAGEM ORIGINAL:   21\08\2023
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MILES DAVIS AO VIVO! A ÍNFIMA PARTE DO QUE EXISTE!!! A BIBLIOTECA DOADA, E OUTRAS QUEIXAS SOBRE A MODERNIDADE…

Acordei lá pelas 8 horas e passei o café como diariamente faço. Abri a porta da cozinha para ver se a REVISTA VEJA havia chegado.
Não!!! Virou rotina nos finais de semana: atrasam dias, às vezes semanas, e só tomam providência quando telefono para reclamar. O ESTADÃO eu já havia desistido de esperar em casa, mas eles passaram a entregar direitinho. Preciso me acostumar a ficar no digital. TIO SÉRGIO ainda é da turma do papel. Ler no computador é um puta saco!!! ! E adoro tocar em coisas impressas – uma das paixões de minha vida.
Eu e a ANGELA nos desfizemos de parte da nossa biblioteca. Vocês não têm ideia da maratona/martírio que sofri!!! Havia ótimos livros. A maioria relevantes e todos bem conservados.
Então preferimos doar. Fui a bibliotecas; liguei para sebos, faculdades locais e vasto escambau… Ninguém queria saber!
O diretor da BIBLIOTECA MUNICIPAL DO GUARUJÁ se recusava a me receber. Insisti e persisti. Trouxas da modernidade, feito eu, perdem o contato com o novo real. É fato consumado: O mundo atual abomina o papel até em bibliotecas públicas!
E ponto.
Demorou um pouco; mas tomei coragem: carreguei dezenas de caixas. Voltei à Biblioteca Pública na cara dura com umas três delas. Aceitaram. Dia seguinte, mais três… e sucessivamente. No final, doamos e entregamos um montão! Elogiaram, fotografaram, etc… e tal….
Quando uma sociedade formada por maioria imensa de iletrados migra para o digital a falta de base, a dispensa da escrita à mão e correta baixa mais ainda o nível dos cidadãos.
Para consumar a tragédia, a má vontade oficial está incrustada na “Res pública”!
Tá bom, tá bom!!!! Sobraram os discos, ao menos eles – e por enquanto, dizem…
Voltando à parte séria da minha cantilena, enfiei a mão numa das braguilhas da minha discoteca e puxei um CD: MILES DAVIS, LIVE AT VIENNE. Foi gravado em 1991; é FUSION MODERNA da fase WARNER do gênio.
No disco está “TIME AFTER TIME” da CINDY LAUPER; e, também, música do PRINCE; umas coisas do baixista MARCUS MILLER e, claro do próprio MILES. Tudo muito legal!
A banda tem bastante proeminência. É formada por gente menos famosa mas, como sempre, o som é a deliciosa qualidade que DAVIS sempre nos entrega. Saiu aqui em 2021 e vale a Pena.
Então, resolvi dar uma sapeada na produção do cara e buscar outras gravações feitas ao VIVO…. QUÁ!!! Patos – Cidadãos dessa imensa PATÓPOLIS TROPICAL URBI ET ORBI: São incontáveis!!! Edições locais, internacionais, pirataria fina, e o que vocês imaginarem!!!!
Como dizia o FAUSTÃO, “Quem sabe faz ao vivo”. E Mr. DAVIS talvez seja a prova mais bem fundamentada deste axioma!!!
MILES viveu 65 anos!!! Só. Foi muito pouco!!!
Legou, no entanto, 161 álbuns, e quase a metade ao vivo!!!! Postei pouquíssimos. Devo ter mais uns trinta LIVES!!! Ele nos deixou, também, 177 SINGLES e EPS; E são 886 compilações em VINIL ou em CDs; Nem fui atrás dos DVDS… As Informações estão no DISCOG. Ouse procurar, se tiver saco e curtir perplexidades!
Vocês sabiam que MILES DAVIES é o único JAZZISTA que está no ROCK AND ROLL HALL OF FAME? Ele foi indicado em 2006! Eu soube que a PREFEITURA DE NOVA YORK mudou o nome de um trecho da RUA 77, onde ele morou por 20 anos, para MILES DAVIS WAY!!! Homenagem justíssima!
Quando morreu, em 1991, deixou um patrimônio líquido de $ 10 milhões de dólares. Achei pouco. Mas certamente foi multiplicado “pós – mortem”: a indústria musical respira MILES DAVIS até hoje. Espero que os poucos herdeiros usufruam. E nós, os fãs, sempre o tenhamos à mesa…
Nesta publicação coloquei o BOX “BITCHES BREW”, lançado no início da década de 1970. Aqui, existe DVD ao vivo daquela fase. O mesmo acontece no BOX “THE WARNER YEARS”, 2011, com tudo o que ele fez para a nova gravadora. Procurem MILES & QUINCY JONES, LIVE AT MONTREUX!!!
O TIO SÉRGIO aqui assistiu MILES ao VIVO, em SÃO PAULO, no dia 28/05/1974! Já contei em detalhes pelaí. Lançaram, em 2022, um CD DUPLO PIRATA com o SHOW!!! Vou ver se consigo.
Na época, meio século atrás, um músico da ORQUESTRA SINFÔNICA do ESTADO DE SÃO PAULO, colega dos meus tios ABRAMO E JULIANO GARINI, comentou:
“Eu estava na plateia, quase no palco. E sei lá o que o negão tava fazendo com aquele trompete ligado a uma traquitana!!!” – era um pedal de guitarra elétrica. “Só sei que era fenomenal, e o som que ele tirava era difícil demais para fazer” . “Adorei!”
TIO SÉRGIO e o mundo inteiro também amaram e sempre amarão!!!!
MILES DAVIS “Is miles and miles away”.
POSTAGEM ORIGINAL: 20\08\2023
Pode ser uma imagem de 1 pessoa e texto que diz "8 MILES DAVIS 996-1991 WARNER EARS ZIVAG 23JIM MILES DAVIS HਸAG LIVE Burope 1967 QUINTET LA Merci MILES Milez! LIVET VIENNE"

MARTHA ARGERICH & CLAUDIO ABBADO – TCHAIKOVSKY, PIANO CONCERTO No 1 – DEUTCHE GRAMMOPHONE

Eu sou um eclético seletivo e prefiro MÚSICA POPULAR À CLÁSSICA. Porém, no estado de anomia em que estamos vivendo, não há bálsamo anti – barbárie que supere ouvir música sensível e sofisticada.
“MARTHA ARGERICH” está entre as maiores musicistas da HISTÓRIA. É grande solista; criativa e muitas vezes inovadora. E, também, pianista que abdica de virtuosismo egoísta para integrar-se a ORQUESTRAS e a GRUPOS DE CÂMARA. MARTHA é ouvinte estudiosa e atenta das partituras que executa. É um prodígio que sabe o que faz!

Aqui está o “CONCERTO PARA PIANO No.1, DE TCHAIKOVSKY”, na espetacular gravação ao vivo realizada no ano de 1983. “CLAUDIO ABBADO”, rege a “FILARMÔNICA DE BERLIM”. E traz a pianista em INTERPRETAÇÃO muito diferente de outras – bem mais convencionais que conheci.
MARTHA faz “ataques mais decididos” ao teclado; impõe ritmo algo acelerado em cada compasso, principalmente no PRIMEIRO MOVIMENTO. Mas dentro do andamento tradicional da obra – é o que pude inferir da audição, tentando não cometer impropriedades….
O efeito é “ROCKÍSTICO” ! ( PÔ, TIO SÉRGIO, “manera” aí… Olha onde você está pisando – EXUBERANTE!
“MARTHA ARGERICH” é argentina. Estudou junto e, até onde sei, teve namoro com “NELSON FREIRE”. Mas casou-se com outros – e tem quatro filhas.
Uso como paráfrase a observação perfeita do famoso costureiro e ex-deputado “CLODOVIL HERNANDEZ”, sobre homossexualidade e homossexuais: “BOI PRETO RECONHECE BOI PRETO”.

Então, “MARTHA” com “NELSON” ou “STEPHEN KOVACEVICH” ou “CHARLES DUTOIS” formaram pares adequados e funcionais – enquanto duraram… E juntos compuseram esculturas afetivas. Um gênio reconhece os semelhantes!
POSTAGEM ORIGINAL: 27/10/2018
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PROCOL HARUM – LIVE EM DOIS DVDS SENSACIONAIS!

O jeito moderno de curtir, possuir e assistir shows ao vivo é por via dos DVDs e BLUE RAYS. Há, também, STREAMINGS e sei lá mais o quê, ultra práticos mas sem mídia física. E, claro, de maneira mais limitada, os ancestrais LASER DISCS e VIDEOS K7. Resumindo: nunca na História da Música se conseguiu produzir “mídias” tão sofisticadas, baratas e abrangentes.
Aqui estão dois DVDs dessa banda Inglesa de ROCK eclética o suficiente para ser rotulada de PROGRESSIVA, mas que foi muito, muito além!
O PROCOL HARUM é uma glória do ROCK. E foi uma das grandes performances ao vivo da música popular. Há no YOUTUBE diversos vídeos gravados longo de décadas comprovando. Desenvolveram estilo próprio e marcante no decorrer de uns cincoenta e tantos anos, sempre identificável em quaisquer gêneros e projetos que abordaram.
Eles vão do PROGRESSIVO com pitadas de MÚSICA CLÁSSICA ao BLUES. Passam pelo HARD-ROCK; e – pasmem! -, até uma GUAJIRA cubana de “VANGUARDA” conseguiram criar! Veja no DVD LIVE AT UNION CHAPEL, gravado em uma capela em Londres, no ano de 2004.
Este show é um prodígio! Extremamente bem produzido, tocado e gravado. Grosso modo, divide-se em duas partes – e entre elas fazem intervalo para “uma cerveja”.
A primeira sessão é basicamente ROCK PSICODÉLICO e PROGRESSIVO. A segunda, foca no BLUES, no HARD-ROCK e HARD BLUES. A banda é o fino artística e tecnicamente: uma cozinha sincrônica e eficaz, um “guitar hero” de verdade, GEOFF WHITEHORN. E há o icônico órgão tocado por MATHEW FISHER – motivo de ele ter obtido o direito de constar como um dos compositores e receber os royalties sobre “A WHITHER SHADE OF PALE” – um clássico definitivo em que seu órgão inconfundível é parte fundamental.
No entanto, a banda é, principalmente, GARY BROOKER. Vocalista infelizmente já falecido em 19 de fevereiro de 2022, era personagem remanescente do início dos anos 1960.
BROOKER, como sempre, está cantando além do muito, muito bem! Sua voz e a performance permaneceram intactas. Ele é um ícone como poucos, e também tornou-se CAVALEIRO do IMPÉRIO BRITÂNICO e detinha o “título-honraria” de “SIR”, como seus contemporâneos PAUL McCARTNEY, ELTON JOHN, BRIAN MAY, JEFF BECK e outros.
O Segundo DVD, LIVE WITH THE DANISH CONCERT ORCHESTRA foi gravado em 2006, nos JARDINS de um CASTELO na DINAMARCA – claro! – e com basicamente a mesma banda ( menos FISHER ).
O PROCOL HARUM foi acompanhado por ORQUESTRA e CORO, em PERFORMANCE e REPERTÓRIO REPRESENTATIVOS E MARAVILHOSOS! Provando, mais uma vez, que entre os grupos que conseguiram integraram BANDA de ROCK e ORQUESTRA, o projeto mais bem sucedido sempre foi o deles.
O DVD é imperdível pelo ambiente e todo o aconchego que nos passa. Local é BELÍSSIMO, com serviço de BAR e MESAS EXTERNAS, inclusive. Não percam este show !
Por isso tudo e muito mais, GARY BROOKER é UM DOS MAIORES VOCALISTAS da HISTÓRIA do ROCK. Sua voz versátil e BLUESY cai muito bem com o PROGRESSIVO e o POP.
A clássica indefectível “A WHITHER SHADE OF PALE” vendeu mais de DEZ MILHÕES de SINGLES; e teve mais de “1000 REGRAVAÇÕES” por artistas diferentes, E, juntamente com “BOHEMIAN RHAPSODY”, do QUEEN, foi eleita a música do século XX na Inglaterra. Até hoje é fascinante e moderna e onipresente!
Agora, um toque humano: ERIC CLAPTON e GARY BROOKER foram amigos íntimos desde sempre. Gravaram, andaram e costumavam pescar juntos. Foi GARY quem salvou ERIC nos períodos mais tenebrosos do vício em cocaína e heroína.
Eu havia prometido: se um dia o PROCOL HARUM tocasse por aqui, no HOSPÍCIO DO SUL, o TIO SÉRGIO levantaria o glúteo da cadeira e não perderia o show.
Infelizmente, não rolou.🥲
Quem não gosta do PROCOL HARUM, e ali incluídos o letrista KEITH REID, GARY, MATHEW e também o histórico estilista da guitarra, ROBIN TROWER, vai ter dificuldades em ultrapassar o purgatório e entrar no céu!
São fantásticos e imperdíveis em quaisquer dos discos que gravaram!
POSTAGEM ORIGINAL: 18\08\2018
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ATLANTIC RHYTHM & BLUES – 1947/ 1974 – 7 CDS OU 7 ÁLBUNS DUPLOS COM 14 LPS

É o SUMO da música negra no CAST da GRAVADORA ATLANTIC.
Grande série com 7 CDS e menos músicas por questão de espaço em relação aos LONG PLAYS. Foi planejada e criada na época do VINIL, na década de 1980. E os CDS entraram no mercado no início dos 1990, um a um, com a expansão progressiva da venda dos CD. PLAYERS.
O BOX que acondiciona os CDS foi o TIO SÉRGIO, vulgo eu mesmo, quem fez. Ficou muito bom e bonito! Acondicionou as miscelâneas grandiosas, e traz um compêndio de “quem era quem, e o que realizou. Está coalhada por grandes nomes, pletora de HITS e grandes faixas.
Aqui temos ARETHA FRANKLIN, WILSON PICKETT, OTIS REDDING, SPINNERS e ROBERTA FLACK; e BROOK BENTON, KING FLOYD, RAY CHARLES, CARLA THOMAS e BEN E.KING; e não esqueceram de BOOKER T, RUTH BROWN, COASTERS, CHUCK WILLIS, JOE TURNER, e diversos vários.
Este BOX , ou cada CD, são altamente COLECIONÁVEIS! Na mesma época, a ATLANTIC RECORDS lançou outra série apenas com gravações de “BLUES”, em 4 álbuns duplos – e, depois em CDS. Eu tenho, e é Importantíssima, também! Fizeram mais outra somente com JAZZ – porém, de características diferentes – também muito interessante e colecionável!
O ponto baixo está nas edições em CDS. Os livretos que acompanham cada álbum são impressos em letras ofensivamente minúsculas. Um atentado contra velhinhos como o TIO SÉRGIO e outros, por aqui, ou fora…
Com o tempo, este legado foi superado pelas SÉRIES lançadas pela “BEAR FAMILY RECORDS”. A de “RHYTHM AND BLUES”, intitulada “BLOWING THE FUSE”, abrange de 1945 a 1960. É sofisticadíssima, repleta e próxima de ser completa.
A extensão lógica foi “tentar” separar a SOUL MUSIC do R&B original. Conseguiram e batizaram de SWEET SOUL MUSIC, e colige o fino do subgênero gravado entre 1961 e 1974.
O repertório é, obviamente, mais moderno e inclusivo, porque reúne artistas de muito mais gravadoras. Um XTUDO musical disputadíssimo!
E há outra coleção destacando o DOO-WOP, que pretende completar a narrativa do amplo espectro abrangido pela música vocal dos pretos.
Seja como for, a iniciativa da ATLANTIC RECORDS é histórica e muito bem feita. E caso vocês a encontrem por aí, em VINL ou CDs, procurem obter. É incentivo perfeito para continuar garimpando a vibrante, preciosa e imprescindível música feita pelos “PRETOS” do HOSPÍCIO DO NORTE….oooooopppsss U.S.A!
Tio SÉRGIO recomenda de copo cheio e ouvidos abertos!
POSTAGEM ORIGINAL: 17\08\2018Nenhuma descrição de foto disponível.