LEGENDAY PINK DOTS – “LULLABIES FOR THE NEW DARK AGES” – BOX COM OS 4 PRIMEIROS – “SOLEILMOON” RECORDINGS!!! ABSOLUTAMENTE ALTERNATIVOS!

Acho que são os caras/músicos/performers – sei lá!!! – mais alternativos e “LO – FI” que tenho na discoteca. Coisa para o meu amigo@Gerson Périco.
Porém, sempre me questiono: será que gosto mesmo disso?
Ouvindo em sequência, e depois de constante imersão no KRAUTROCK, eletrônicos, e vasto etc… de maluquices criativas, acho que gosto, sim!
Foi difícil encontrar informações sobre eles. Mas vamos lá, mesclando o texto com percepções e opinião. É o meu estilo.
O grupo surgiu em LONDRES, em 1980; e é ANGLO-HOLANDÊS.
O NÚCLEO DURO ( OU MOLE, não sei… ) parece composto por um certo “EDWARD KA-SPEL”. Bom, com este nome deve ser holandês. Ele está em todas. É o cantor, tecladista, operador de engenhocas eletrônicas e compõe as letras.
Tentando puxar um pouco mais para a inteligibilidade plausível do… evento, eu digo que KA-SPEL tem um quê de ROY HARPER, o ídolo sacrossanto de IAN ANDERSON e do JIMMY PAGE. O TIO SÉRGIO e um monte de malucos por aqui também gostam… ROY é um bardo maluco carimbado; habitante do submundo do UNDERGROUND da música, e lançou um monte de discos estranhos e CULTS.
Seria ele o ponto central na música dos L.P.D?
OPA! Espanquei a charada: “KA-SPEL” parece um compósito de SYD BARRETT, que todo mundo sabe qual banda ajudou a fundar; mais PETER HAMMILL, do VAN DER GRAAF GENERATOR, e ROBERT WYATT, do SOFT MACHINE, MATCHING MOLE, etc…
É bom apagar tudo isso que cometi, escrevi. Porque talvez não seja. Pensando melhor, tem de ser, senão…
Definitivamente talvez!
E descobri que há, houve, sei lá… outra figura etérea no melaço grudento, um tecladista chamado PHIL KNIGHT. Parece que o apelido dele é SILVERMAN…
Nos quatro discos do box aparecem figuras de nomes hilários e bem extravagantes: CHE BANANA, PHIL HARMONIX, SYBIL STRANGE- CARGO, PATRICK PAGANINI Q., ARADIA, STRET MAJEXT ALARME, ROLLS ANOTHERONE, e hipotéticos que tais… todo mundo tocando; sei lá, participando, enfim…
O som é absolutamente alternativo. Oscilando entre o NEOPSICODÉLICO, e um FOLK digamos EXPERIMENTAL. E, CLARO, estão conectados ao GOTHIC ROCK, ao TECHNOPOP e à COLDWAVE.
Ouvindo em sequência, nas ligações com o KRAUTROCK a gente identifica algo do BRAINTICKET, do NEU, e do CAN. E até do ROCK INDUSTRIAL… Tudo vai ficando mais nubladamente nítido.
Enquanto escutava os caras, sei lá por que lembrei da vocalista do STEREOLAB, grupo que voltou à onda novamente: LAETITIA SADIER, que em tradução livre poderia ser “ALEGRIA ENTRISTECIDA” – e que tem nada a ver com o jeito do “K-SPEL” cantar e compor.
A gravadora desses discos dos caras é a “SOLEILMOON”; que sem forçar a interpretação, é “SOL e LUA”. Estendendo um pouco a ideia, chegamos a quente/frio; claro/escuro…
Então, eu me aventuro a supor que eles sejam “TRISTEALEGRISADOS”. Uma certa graça fria, e música seguramente misteriosa, e “NÃO ACONCHEGANTE”. Mais próximo da fogueira – ou do túmulo? – observa-se que são mesmo DARKS. E os temas e as letras parecem confirmar a hipótese.
As músicas que fazem são bastante anticomerciais! E fiquei super surpreso”, ooopppss…., ao saber que os álbuns do LEGENDARY PINK DOTS, se somados aos discos solo de K-SPELL, perfazem mais de 40 álbuns gravados! Venderam pouco, mas foram sobrevivendo. Li pelaí que influenciaram o MGMT, e o SKINNY PUPPY… E que ficaram eufóricos quando, em 2004, no show mais lotado da carreira… apareceram umas 2.500 pessoas!
É tudo o que levantei sobre os caras. Ainda assim, mesmo fora da mídia e dos grandes eventos, eles se tornaram MINI-GLÓRIA DO ROCK VERDADEIRAMENTE ALTERNATIVO.
ESTE BOX É PRA LÁ DE COLLECTIBLE. E o nome de cada álbum é perfeitamente legível. Eu não vendo nem a pau!
Procurem ouvir.
POSTAGEM ORIGINAL: 28\02\2018
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BARRY MANILOW, ÍCONE DO POP AMERICANO, EM DISCO EXCELENTE

Voltinha de carro com a patroa, rádio ligado em estação tocando “OLDIES CONVENCIONAIS”. E baba vai, pop vem… músicas conhecidas e óbvias. Por isso, eu só escuto noticiários, entrevistas, essas coisas.
De repente, pinta o velho BARRY MANILOW em um de seus HITS, a indefectível mas agradável MANDY. Comentei com a ANGELA que tenho um disco interessante do cara. Ela quis ouvir. Chegamos em casa, fui dar olhada na discoteca, encontrei dois – e não apenas um…
Pois, é; o MANILOW está vivo, e até 2025 se apresentava anualmente em um CASSINO, fazendo o circuito mágico e rentável que a maioria dos ídolos do passado faz. Dei uma olhada básica no currículo do cara e fiquei impressionado!
Ele conseguiu uma proeza, no início da década de 1970; algo que somente o FRANK SINATRA e o JOHNNY MATHIS haviam feito: colocou cinco discos simultaneamente, um do lado do outro, no topo da parada americana!!!! BEATLES, ELVIS, e alguns outros também puseram alguns ao mesmo tempo – mas não lado a lado e lá em cima!
BARRY MANILAW é talentoso; bom compositor, arranjador e instrumentista proficiente. É cantor de clara e bela voz, dicção perfeita, e interpretações algo convencionais. Por isso, é um dos reis das FMs americanas. Ele conhece o público, e é fiel ao gosto médio da turma. Vendeu mais de 60 milhões de discos, em dezenas de álbuns.
É, também, um cara ousado, esperto e com muita iniciativa. Começou como office boy, na C.B.S, e certo dia o mandaram procurar canções de domínio público para fazer parte de um musical.
Ele foi; mas fez diferente: compôs as canções e apresentou ao chefe. E o tal musical, THE DRUNKARD, ficou 8 anos em cartaz! Depois, conheceu, tocou e produziu BETTY MIDLER. Ela o ajudou a iniciar carreira solo vitoriosa espetacular.
O segundo disco da foto, “THE GREATEST SONGS OF THE FIFTIES” é trivial, comum, regravação de clássicos do POP VOCAL daquela época. Ele fez, outros, com standards e sucessos das décadas posteriores, enfim…
O álbum que o TIO SÉRGIO acha valer a pena é o primeiro da foto: “2.00 AM – PARADISE CAFE”, lançado em 1984. Não foge do estilo dele; mas é disco algo JAZZY, BLUESY e “ENFUMARADO”. A história é muito interessante: BARRY já era um sucesso total. Então, ele, parceiros, letristas, produtor e o seu time habitual, conceberam a ideia, e estiveram presentes na gravação.
O próprio BARRY ligou e convidou o ícone GERRY MULLIGAN, sax; SARAH VAUGHAN e MEL TORMÉ, ahhh, vocês sabem quem são! E mais os grandes SHELLY MANE, baterista e GEORGE DUVIVIER, contrabaixo; e, também, os excepcionais MUNDELL LOWE, na guitarra; e o pianista BILLY MAYS.
Todos toparam no ato! Formaram um time de craques de primeira linha; ensaiaram três dias. E aí veio a decisão matadora:
Gravaram o disco em TAKE ÚNICO, música após música interligada, e na sequência em que foi lançado! Menos de 49 minutos, e sem “overdubs”!
O resultado é vívido, caloroso e aconchegante. E, para mim, é o melhor disco de BARRY MANILOW.
Procure no “STREAMING”, é bem legal, e você poderá gostar.
POSTAGEM ORIGINAL: 28\02\2026
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TIA ALICE COOPER: A RAINHA DOS “ABNORMAIS”.

Eu gosto, tu gostas, ele gosta.
Conclusão em nível intelectual com a música do ALICE COOPER: nós gostamos!
Claro, é ROCK SEM CABEÇA, divertido e BARULHENTO. Muito legal!
Toda geração tem os seus rebentos insolentes para mostrar. Um pouco antes houve o BLUE CHEER, lá por 1967/1968, o BARULHO BRANCO inaugural.
ALICE COOPER alçou voo de 1969 em diante. E produziu artefatos “AO DENTE”, na metalinguagem culinária, para aborrecer papais e mamães, e os mais velhos em geral.
VINCENT FOURNIER pessoalmente é um cavalheiro refinado. Gosta de artes, é bom papo e tem cultura. Anos atrás, mandou organizar sua mansão e descobriu quadros de artistas CULTS, como ANDY WARHOL – e coisas diversas que ele nem sabia possuir!!!
No início da carreira ALICE COOPER foi promovido por FRANK ZAPPA; que sempre polêmico e irreverente, disse que contratou ALICE e banda para a sua gravadora, a STRAIGHT RECORDS, porque “não entendeu” o que eles fizeram em “PRETTIES FOR YOU”, onde há inúmeras mudanças rítmicas em poucos minutos. É obra a ser observada…
Em menos de 2 anos, o ALICE COOPER gravou cinco álbuns de sucesso. Todos relançados em CDS, e coligidos neste pequeno BOX encontrável pelaí a preço baixo.
A RHINO fez, também, outra caixa abarcando a carreira do cara: “LIFE AND CRIMES OF ALICE COOPER”. A foto da capa é elucidativa e sensacional: Ele preso em uma cela com aquela cara “sinistro – gozadora” que todo mundo conhece!
Claro, tudo isso é muito divertido! Foi feito para irritar adultos do começo ao fim, como determina um dos mandamentos do bom e honesto ROCK’N’ROLL.
Lá por 1971/72, TIO SÉRGIO descolou um compacto brasileiro de TIA ALICE com a música “I’M EIGHTEEN”, que está em “LOVE IT TO DEATH”, 1971, um dos CDS aqui.
Eu ADORO a música! É um hino POP como MY GENERATION, a criação mestra de “THE WHO”. E acho tão importante quanto o primeiro disco dos RAMONES, ou do CLASH. Todos bobagens divertidas, seminais e indispensáveis!
Neste BOX estão os clássicos KILLERS, 1970, e SCHOOLS OUT,1971; e os já citados, e mais “EASY ACTION”, 1970. Naquela década, a TIA e banda tocaram no Brasil. O show foi a balbúrdia escatológica e iconoclasta esperada. Passou na televisão, e marcou época!
No geral, o ALICE COOPER faz ROCK PESADO mais para o HARD, e com certo retrogosto psicodélico. E os discos são todos muito melhores do que a maior parte do POP/ROCK disponível.
ALICE COOPER precedeu o KISS e o GUNS ‘N’ ROSES, também adorados. E está mais ou menos no mesmo nível mental e artístico de ambos… Foi contemporâneo de outra banda desprezada e odiada pela crítica . E amada pela garotada: o GRAND FUNK RAILROAD; na visão de muitos, TIO SERGIO incluído, banda melhor do que o VINCENT et caterva, e concorrência…
EM 2015, ALICE COOPER queria gravar um disco de covers. Ele, e o ator JOHNNY DEPP, que é bom guitarrista, estavam no elenco de um filme. Foram tomar algumas, e papo vai, papo volta, convidaram JOE PERRY, o guitarra do AEROSMITH, para montar um “conjunto” – alguém recorda esse termo bem anos 1960? E dali saiu “THE HOLLYWOOD VAMPIRES”, que tocou por aqui, também. O dhow foi muito ótimo!
Tudo considerado e muito resumido, procurem a velha TIA ALICE, e divirtam-se: ela garante e se garante, antes mesmo de abrir a boca.
POSTAGEM ORIGINAL: 26\02\2022
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BRYAN FERRY – THE BRIDE STRIPPED BARE – 1978 EDIÇÃO EM VINIL 180 GRAMAS – 2021

Eu consegui ficar duas vezes perto do palco em shows; e sem ser molestado:
Assisti ao BRIAN FERRY, em NOVA YORK, no final de 1994, na estreia de sua turnê americana. Simplesmente saí do meu assento no histórico BEACON THEATRE, no WEST SIDE, e fui para frente do palco. Fiquei lá, discreto, com a máquina fotográfica. A uns 2 metros do ícone ROBIN TROWER, o guitarrista da banda. E talvez a cinco metros do BRYAN.
Muito delicados, os seguranças pediram que eu me afastasse. Apenas sorri; e disse que era um velho e inofensivo fã, e pedi mais uns minutos. Fotografei muito; tenho os negativos e adorei a experiência.
A segunda vez, foi em show do CHICO BUARQUE, no extinto PALACE, em SAMPA, quase três décadas atrás. Levantei tranquilamente da cadeira e fui à beira do palco. Fiquei olhando o CHICO, observando o ícone e sua performance. Ficou uns 5 metros para dentro do palco, em relação à beirada. E compreendi sua grandeza, quando percebi que cantava muito bem. Um grande profissional!
Claro, também pediram para eu me afastar. Mas, no charme, consegui permanecer. Foi sensacional!!!!
BRYAN FERRY sempre foi um individualista que atuava em conjunto. Mantinha o consenso. Seu carisma derivava dessa distância articulada e proficiente. O primeiro disco solo saiu em 1973.
No ROXY MUSIC havia regras de colaboração muito interessantes: BRYAN chegava com as músicas, uma demo, ou apenas dicas de melodia. E o banda desenvolvia os arranjos e os complementos.
Considerando além, quando a gente escuta algo meio fora da linha, nos discos do ROXY, é bom ter certeza de que o acordo funcionou…. Vamos combinar: sempre deu certo!
Este vinil é o quinto solo de FERRY. Desempenhou melhor no mercado inglês do que no americano. E foi gravado depois que JERRY HALL, sua namorada na época, o trocou por MICK JAGGER…. Hummmm…. Já vimos isso antes; e vice – versa.
O nome é o mesmo de uma obra de MARCEL DUCHAMP. E é tido como bastante pessoal. Alguns o comparam, talvez exageradamente, a VAN MORRISON; JOHN CALE, e até ao que fazia DYLAN naquele momento.
Parte da banda que o acompanha, é formada por músicos americanos de alta legitimidade artística, como o guitarrista WADDY WACHTELL.
No repertório, há clássicos da SOUL MUSIC, como “HOLD ON, I´M COMING”, redefinidos, segundo o espírito de BRYAN FERRY no calor da hora. Afinal, pra que fazer versões se não estão de acordo com o sentimento e percepção do artista que as realizam? Concordam?
Enfim, sensibilidades a serem perscrutadas. E trabalho desafiador para os fãs mais incisivos – apaixonados.
Aliás, o álbum foi anterior a “BOYS AND GIRLS”, o álbum de maior sucesso na carreira solo de FERRY.
Pra terminar, é interessante notar que esta edição em vinil é muito bonita. Capa dupla, produção gráfica refinada; e as fotos e cores escolhidas são matadoras!
O vinil é sólido, denso, e atraente: 180 gramas. Chegou na minha toca pelo custo total de $ 18,00 BIDENS/TRUMPS! Uns R$ 90,00 MANDACARUS… Coisas do tempo em que as curras fiscal, cambial, e de fretes ainda se mantinham aceitáveis.
É assunto pra outra hora discutir o papel da estética na compra de um VINIL relançado, como este aqui, em vez de procurar por um original…
Comprei. Mas não tenho PICK UP para tocar…
Então, desfrutem mais do que o TIO SÉRGIO consegue.
POSTAGEM ORIGINAL: 25\02\2024
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BEATLES – MAGICAL MISTERY TOUR – 1967

A postagem é menos sobre o disco em si, onde estão reunidos alguns de seus melhores SINGLES, e canções nitidamente PSICODÉLICAS de alta qualidade!
Não vou comentar sobre “PENNY LANE”, “STRAWBERRY FIELDS FOREVER”, “I`M THE WALRUS”, e outras eternamente belas de vanguardistas. O foco é uma pequena e quase ingênua OBRA PRIMA chamada “HELLO, GOODBYE”! E canção sobre INCOMPATIBILIDADES, NEGAÇÕES, DISCÓRDIAS e um monte de cacos encaixáveis perfeitamente nos dias de hoje!
“YOU SAY YES, I SAY, NO! YOU SAY STOP, AND I SAY GO, GO, GO… “
Minhas conversas, aqui no FACEBOOK, principalmente sobre POLÍTICA, seguem esta fórmula. Aliás, jeito eterno da HUMANIDADE também relacionar-se: a CONTRAPOSIÇÃO SEM NARRATIVAS; coisa normal entre casais, amigos e interações diversas.
Eterno AMIGO/IRMÃO já falecido, ALDAHYR OLIVEIRA RAMOS e eu convivemos desde de a minha PRÉ-ADOLESCÊNCIA até a morte dele. E tínhamos essas INCOMPATIBILIDADES.
Discordávamos muito sobre coisas, preferências e opiniões. EU dizia SIM, e ele NÃO; eu dizia VAI, e ele FICA… BEATLES NA VEIA! Visões de mundo DIVERGENTES e TEMPERAMENTOS OPOSTOS, o que jamais interferiu em nosso mútuo afeto, amizade e convivência próxima e contínua por quase meio século!
Quando ele se foi, eu e outros nossos amigos, também íntimos dele, tivemos REAÇÕES CATÁRTICAS!
ALDAHYR era “BEATLEMANÍACO” FANÁTICO E AGUERRIDO. Mas no velório, as irmãs tocaram “WE ARE THE CHAMPIONS” do “QUEEN”, banda que ele também gostava. Porém, a MÚSICA perante todos nós que mais bem o definia é “HELLO, GOODBYE ” .
Hoje, acho eu, é uma das MÚSICAS DEFINIDORA DOS TEMPOS ATUAIS. LOCUÇÕES SINTÉTICAS, CONTRAPOSTAS SEM MAIORES EXPLICAÇÕES. Obra de gênios.
Sem os BEATLES para nos divertir e definir, TUDO TERIA SIDO MAIS DIFÍCIL E SEM GRAÇA!}
Um Oi sentido para os quatro!
POSTAGEM ORIGINAL: 23\02\2021
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MARCOS VALLE – MÚSICA ILUMINADA!

DISCOGRAFIA EMI: 1963/1974 & LIVE AT BIRDLAND, COM STACEY KENT, 2014
Em 1958, JOÃO GILBERTO fez a grande ruptura conceitual na música.popular brasileira.
Então, o que deveriam fazer os cantores, compositores e músicos na pós “revolução”? Como construir e seguir carreira depois de “Chega de Saudades”?
Se percebi corretamente, MARCOS VALLE desde o primeiro disco, em 1963, focou mais na construção da melodia, para compor a mais bela, brasileira, e independente música que conseguisse fazer.
Ele trabalhou andamentos, usou orquestrações não convencionais, e assim ajudou a ampliar o pós – BOSSA NOVA.
Talvez?
MARCOS é, antes de tudo, ótimo cantor. Sua voz em alguns momentos tangenciava o WILSON SIMONAL bossanovista de 1961. Mas seu caminho corria paralelo ao timbre e às intenções musicais de MILTON NASCIMENTO. Ele tem algo dos mineiros; e não é por acaso: gravou com músicos de lá.
Muitas composições de MARCOS VALLE feitas na década de 1970 têm aquele sabor algo ROCK PROGRESSIVO; com melodias e vocais sempre bem arranjados e pessoais.
MARCOS VALLE é um estilista. Sua música, e as letras concisas, precisas e sintéticas de seu irmão, PAULO SÉRGIO VALLE, compõem universo musical de beleza radiante.
Sempre luminoso, mesmo quando há certo travo um tanto triste das canções de amor daquela época se manifestam. E, também, em temas sociais, ao tentar refletir sobre o quadro político ou existencial do período.
PAULO SÉRGIO e MARCOS não eram militantes. E muito menos alienados. Eram artistas conscientes; o meio de expressão e do engajamento da dupla era e é a música.
Acho que os irmãos VALLE construíam com “LUZES”. E o bônus desse talento límpido os levou ao sucesso no exterior. As melodias e harmonias de MARCOS VALLE têm comunicação instantânea Adalberto Graciolli com a sensibilidade POP transnacional.
Ele é brasileiro, carioca; e simultaneamente universal, do mundo. É compreendido em LONDRES ou em TÓQUIO.
Confirmem assistindo ao DVD gravado com a excelente STACEY KENT, cantora canadense que entende, fala e canta em português – entre várias línguas mais. Observem a sinergia entre ambos e o JAZZ-BOSSA-POP que fazem juntos. Delicioso!
O BOX com onze CDs foi produzido por CHARLES GAVIN, um dos TITÃS. Tem boa qualidade sonora, alguns dados técnicos e sobre os músicos, que participaram de cada disco.
Mas como é normal, no Brasil, infelizmente não há texto explicativo, introdutório que seja. E faz falta, muita falta! Ficou incompleto; manco. Paciência…
Não ouvi todos os discos para escrever a vocês. Mas se compreendi alguma coisa da música dele, e principalmente sobre a vida até agora, é que em tempos de brutalidade explícita e boçal, a luta em favor da delicadeza é indispensável – estratégica.
É preciso ter como objetivo o predomínio do belo. Ouçam “Meu Heroi” e “Remédio pro coração”, de 1974. É arte feita por gente que sabe desse complexo segredo escondido pelo dia-a-dia.
Ouçam os irmãos VALLE. Gente do mundo inteiro faz isso há tempos. Eles estão muito longe de ser um segredo brasileiro!
POSTAGEM ORIGINAL: 22\02\2020
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ROBERT WYATT – A VANGUARDA ESQUERDISTA DO ROCK PROGRESSIVO

Atendi ao interfone e o porteiro do prédio avisou que havia chegado um pacotinho. Entregou. Quando abri fiquei pimpão!!!! Depois de umas duas tentativas finalmente consegui o pequeno BOX de ROBERT WYATT!!!
Vou contar para vocês:
São 5 EPS e um BOOKLET.
Eu adoro EP.s! É um formato honesto, com até umas 6 músicas. O artista manda o que lhe interessa, algum HIT; ou mostra e vende para você coisas em desenvolvimento  que, talvez, não entrassem ou não coubessem, em álbuns normais.
Em suma, é um complemento charmoso de um acervo maior.
No caso de ROBERT WYATT, são coisas deixadas de lado ao longo do tempo. Também alguns remixes, e até o SINGLE … digamos… de sucesso: a versão de I´M BELIEVER, de NEIL DIAMOND, gravada inclusive pelos MONKEES, mas feita de seu jeito “PSYCH ALTERNATIVE”.
O livreto diz que entrou na parada inglesa, em 1974!!!! E o meu amigo Ayrton Mugnaini Jr. conta que saiu no BRASIL (!!! ) e foi produzido pelo NICK MASON, do PINK FLOYD!! É artefato Legal e CULT!
Estão lá, também, experimentações de repertório. WYATT gravou “Shipping Building”, de ELVIS COSTELLO, canção de protesto contra a guerra das Malvinas. E fez versão totalmente fora dos trilhos de “ROUND MIDNIGHT”, de THELONIOUS MONK; “BIKO”, de PETER GABRIEL, e algumas peças tocando além da bateria, o seu instrumento original; teclados e trompete.
Como sempre, alguns amigos participam; gente como PAUL WELLER, BRIAN ENO e PHILLIPE CATHERINE.
Escrevi em uma postagem que se você acha NEIL YOUNG, JONI MITCHELL E NEIL HANNON ( THE WEDDING PRESENT ) pungentes, solitários e desamparados, é porque ainda não conhece o ROBERT WYATT!
É um caso, um “CASE”, a ser analisado. Dá pena ouvi-lo cantar! Ele nos transmite uma fragilidade que não combina com seu tamanho físico. Tem voz pequeníssima, clara, quase transparente. Afinada? Eu diria apropriada para o que pretende. Ele é chegado a soluções melódicas às vezes quase infantis!
ROBERT WYATT construiu carreira extensa, mas quase interrompida por uma loucura ( ou sei lá como definir ). Ele pulou do terceiro andar de um prédio, durante um surto, em 1973: ficou tetraplégico!
WYATT sempre esteve no ROCK PROGRESSIVO, e nas experimentações de vanguarda. E transitou por comorbidades e coabitações que tais.
Ele é da turma de CANTERBURY – linha do ROCK PROGRESSIVO inaugurada por bandas daquela cidade inglesa. Participou de projetos solo de DAVID GILMOUR e NICK MASON, do PINK FLOYD. Colaborou com BJORK  e PHIL MANZENERA; fundou o SOFT MACHINE, com KEVIN AYERS; e, também o MATCHING MOLLE, com remanescentes do CARAVAN. E tocou bateria no cult ao vivo “JUNE, 1, 1974, com AYERS, JOHN CALE, ENO E NICO. Todos vanguardas paralelas imprescindíveis dos anos 1970 em diante…
ROBERT sempre militou na esquerda política, era ( é?) do Partido comunista inglês. Em um dos EP. s gravou até com certa graça “YOLANDA” de PABLO MILANEZ, que CHICO BUARQUE e SIMONE também fizeram; e a famosa canção de VICTOR JARA “TE RECUERDO AMANDA”.
Mas TIO SÉRGIO, além de tudo o cara é chegado a latinices?
Sim, e daí? Em algum canto tenho SCOTT WALKER cantando LUIZ GONZAGA, o GONZAGÃO; e ROY HARPER, o cult maluco que inspira IAN ANDERSON e JIMMY PAGE em canção tributo ao seringueiro CHICO MENDES!
E descolei entre as minhas prospecções exóticas o CD gravado ao vivo pelo duo UNTHANKS, duas inglesas gorduchinhas que fizeram o disco apenas com as músicas de ROBERT WYATT e de ANTONY HEGARTY . São canções “alegríssimas”, tipo incendiar o caixão do defunto no velório!!!!
Diversidade é riqueza. Procurem conhecer ROBERT WYATT: um instrumento de sua própria política e arte!
POSTAGEM ORIGINAL: 16\02\2021
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MEMÓRIAS DA COMPAIXÃO NECESSÁRIA, E DA DELINQUÊNCIA MUSICAL ESTIMULANTE

Toda vez que paro ao lado de algum carro onde algum moleque está tocando aquele horror atual, RAP, PANCADÃO, ou SERTANEJOS do tipo DENTISTA E CARIADO, LEÃO E LEOPARDO, MAYARA E MARAÍSA… e sei lá mais o quê, eu penso:
Calma, TIO SÉRGIO, você foi muito pior e sabe disso!!!
Tempos atrás, eu assistia a um torneio de GOLFE pela televisão, e um comentarista e instrutor falou o seguinte:
“Todo dia aparece alguém querendo aprender a jogar. Pedem logo um taco para dar uma porrada letal na bola, e mandá-la para sei lá quantas jardas de distância…” E o cara ponderou. “Dar tacada é apenas uma parte do esporte”. Mas, não é assim que o jogo é jogado. “O mais difícil é botar a bola nos buracos”.
O “GREEN” é terra indomada, cheia de armadilhas, então você precisa aprender a “PATHEAR”, tocar a bola nas curtas distâncias, calcular o toque, e adquirir técnica. Demora; e é o mais difícil… Em vista disso e incontáveis experiências passadas, aprendi a ser tolerante e manter o bom humor.
Certa vez, eu e amigos “comórbidos” estavam em restaurante, quando apareceu um garoto com a mãe. Eles ouviram o papo “ilustrado” da mesa ao lado – nós! O menino tentou entregar um CD “promo” de REGGAE, gravado pela banda que integrava.
Eu fui o único que aceitou, e ainda bati um papo! Ser gentil não custa. É pedagógico, e até hoje obrigatório – eu acho.
O garoto explicou que estavam no início, coisa e tal, e pediu para eu ouvir e dizer o que achei sobre o que “cometeram”. Fiz isso em nome do que é justo, e do meu passado nada recomendável em termos de comportamento frente à música – e vá lá, às vezes frente à vida também…
Resumindo, o disco era muito ruim. E dias depois, liguei para ele e expliquei os meus motivos:
1) letras ruins e português péssimo. Recomendei que estudassem a língua para compor. Observei que é um comportamento cidadão exigível de qualquer profissional sério;
2) Argumentei que o REGGAE é enganosamente óbvio. Então, superar-se, evoluir, implica em criatividade e muito ensaio;
3) Elogiei a iniciativa dos meninos, mas ponderei que antes de gravar é preciso lapidar o que se pretende fazer. Ter menos pressa – o que é difícil frente à motivação para fazer o quanto antes…
Não sei o que aconteceu com a banda. Nunca soube no que deram…
Mas penso, também, que conselhos sinceros e adequadamente expostos são fundamentais para qualquer iniciante. E um jeito maduro de ajudar; ensinar, orientar, incentivar…
O TIO SÉRGIO aqui ainda é um tanto da fuzarca! Aprendi em meus compêndios sobre ROCK, JAZZ E MÚSICA “ANTISSOCIAL” em geral, que a boa MÚSICA POP necessariamente precisa incomodar os mais velhos.
É vero, é fato. É assim que as coisas se desenvolvem (eu escrevi desenvolvem, e não a palavra “evoluem”, diferença de conceitos abissal). Pentelhar o próximo é essencial para o mais jovem se distinguir dos velhos.
Vocês duvidam? Então, respondam: por que será que eles fumam? Porque é perigoso, desafiante, rebeldia e contestação explícitas. A vida é tão medíocre e trivial assim….
Dia desses, acordei com a macaca! Não, não torço pra PONTE PRETA!!! E baixou vontade incontrolável de ouvir o inaudível e o inacreditável…
Eu tenho um lado insalubre, esquisito e provocador; e os meus amigos sabem… Aproveitei para escutar coisas como MERETRIO, WALTER FRANCO, THROBBING GRISTLE, FRANK ZAPPA, SHAGGS, CARLA BLEY; e o FOSSORA, da BJORK.
Outro dia, inverti o jogo e pus pra rolar as pianistas “erudito – contemporâneas” HÈLÉNE GRIMAUD e BEATRICE BERRUT, artistas excelentes, e moças belíssimas! As duas merecem audições cautelosas, detidas, detalhadas. Por isso, não estão na foto… A BJORK, também; mas ela é sempre caso a parte….
Voltando ao infernal, ouvi novamente o MERETRIO. É interessante. Mas lembram um pouco a afobação do garoto do REGGAE. Fazem FUSION com certa pretensão e algum discernimento.
Mas por que músicos da geração deles sempre voltam aos clássicos na MPB, tentando atualizar a linguagem sem observar essências? Honestamente, LUIZ GONZAGA tem nada a ver com JAZZ e nem pretendia. Deixar os mortos em seu lugar e com o devido respeito, talvez seja mais produtivo do que ressuscita-los em Igrejas que jamais frequentaram. Principalmente, se o exorcista não tiver tantos apetrechos artísticos, técnicos e de talento assim… É o caso dos meninos aí…
Seria?
Ouvi outra vez “THE PERFECT STRANGER”, de FRANK ZAPPA, em arranjo e regência de PIERRE BOULEZ, gravado em 1984.
Achei magnífico!!! E concluí o óbvio: craque grava craque. Na metalinguagem do ex-deputado e modista CLODOVIL HERNANDEZ, para referir-se aos homossexuais, “boi preto reconhece boi preto”!!!!
Somando vivências eu vou continuar procurando o que não me lembre o “ÓBVIO ESFOLIANTE”. Eu acho que tornar-me um COMPÓSITO CONTRADITÓRIO é mais desafiador do que ser uma METAMORFOSE DEAMBULANTE.
Escrevi e pronto! A irresponsabilidade é minha.
POSTAGEM ORIGINAL: 20\02\2023
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“FRANK ZAPPA”, “ROBERT FRIPP” E “DAVE CLARK”. ARTISTAS DE SUCESSO QUE ASSUMIRAM O CONTROLE DAS PRÓPRIAS CARREIRAS

O QUE HÁ DE COMUM NOS TRÊS?
SE DO PONTO DE VISTA ARTÍSTICO, AS PROPOSTAS DE CADA UM É ORIGINAL, IDENTIFICÁVEL E ADMIRÁVEL EM SEU NICHO DE MERCADO. E DA PERSPECTIVA EMPRESARIAL, QUE TANTO “DAVE CLARK”, QUANTO “FRANK ZAPPA” OU “ROBERT FRIPP”, SOUBERAM TOMAR CONTA DA CARREIRA, E DA PRÓPRIA VIDA.
ELES CONSEGUIRAM PRODUZIR, GANHAR DINHEIRO, ESTABELECER RENDAS E ACERVOS PARA O FUTURO. E TIRAM PROVEITO DESSA LIBERDADE RARA.
O PRIMEIRO A CONSEGUIR FOI O “DAVE CLARK 5”. UM RETUMBANTE SUCESSO ENTRE 1964 E 1969. VENDERAM MILHÕES DE DISCOS MUNDO AFORA, E PRINCIPALMENTE NOS ESTADOS UNIDOS. O “DC5” CHEGOU A GRAVAR 4 LONG PLAYS POR ANO! TODOS MAIS CURTOS DO QUE DISCOS DE “JOÃO GILBERTO”: EM TORNO DE 23 MINUTOS, NO TOTAL!!!!
O “DAVE CLARK FIVE FOI MAIS VEZES DO QUE OS “BEATLES” AO GRANDE PROGRAMA DA TELEVISÃO AMERICANA EM MEADOS DA DÉCADA DE 1960, O “ED SULLIVAN SHOW”. E RECEBERAM CACHÊS 50% MAIOR! EXCURSIONARAM MUITO PELO PLANETA COM A LOTAÇÃO ESGOTADA.
SEGREDO E DETALHE FUNDAMENTAL: A NEGOCIAÇÃO ERA FEITA DIRETAMENTE COM ‘DAVE CLARK”, BATERISTA, PRODUTOR E DONO DA BANDA. PORTANTO, A PARTE DO LEÃO TAMBÉM FICAVA COM ELE!
A BANDA JAMAIS FOI EXPLORADA PELA GRAVADORA, E DAVE FINACIAVA A PRODUÇÃO DOS DISCOS, CONTROLANDO DESDE SEMPRE TODA A DISCOGRAFIA, RELANÇAMENTOS E LICENCIAMENTOS.
EM 1968, “DAVE CLARK” JÁ MORAVA EM UM “PENTAHOUSE” EM MAYFAIR, BAIRRO CHIQUE DE LONDRES. NA MESMA ÉPOCA, OS “BEATLES” FALIRAM; E OS “ROLLING STONES” NÃO ERAM OS DONOS DO QUE PRODUZIRAM NA FASE ÁUREA – O RESULTADO FOI APROPRIADO DURANTE DÉCADAS POR “ALEIN KLEIN”, EMPRESÁRIO DELES, E CRIATURA NADA ESCRUPULOSA.
“ROBERT FRIPP”, É DONO DE TUDO NO “KING CRIMSON”, HÁ PERTO DE MEIO SÉCULO! É SUCESSO ARTÍSTICO ININTERRUPTO, E ESTÁ CERCADO POR CUIDADOS PARA MANTER O ACERVO E A INDEPENDÊNCIA.
“FRIPP” É VISTO COMO “DÉSPOTA ESCLARECIDO”, E UM LÍDER E CONVINCENTE. “ROBERT” CUNHOU A FRASE DEFINITIVA SOBRE A INDÚSTRIA MUSICAL: “A HISTÓRIA DO POP É A CRÔNICA DO ROUBO, DA USURPAÇÃO E DO DESRESPEITO.” BASTA LER BIOGRAFIAS DOS GRANDES ASTROS, SEUS IMPASSES E MARTÍRIOS PARA CONCORDAR.
MAS COM ELE, NÃO!
“FRANK ZAPPA” TAMBÉM NÃO SE DEIXAVA ENGANAR. E CONTOU, CERTA VEZ, QUE EM TURNÊ VIU “DUKE ELLINGTON” IMPLORANDO PARA O EMPRESÁRIO COMPRAR UM SANDUÍCHE!!!!!!
“ZAPPA” FICOU TÃO HORRORIZADO QUE PASSOU ELE MESMO A CONTROLAR TUDO; DA GRANA À PRODUÇÃO ARTÍSTICA. CONCLUIU E DISSE: “SE FAZEM ISSO COM UM DOS GRANDES GÊNIOS DA MÚSICA, O QUE FARIAM DE MIM?!?!
TRÊS GRANDES ARTISTAS E CARAS LÚCIDOS E REALISTAS! SEUS ENSINAMENTOS SERVEM PARA CADA UM DE NÓS: É PRECISO TENTAR SER O “INSTRUMENTO DA PRÓPRIA POLÍTICA”. ADMINISTRAR A PRÓPRIA VIDA É MUITO DIFÍCIL! PORÉM, É MANDATÓRIO!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 16\02\2023
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“ROCK AND ROLL RAIZ”, FLORES, ESPINHOS E COMORBIDADES

TIO SÉRGIO vai contar sobre a extraordinária SÉRIE ROCKS, lançada pela inestimável BEAR FAMILY RECORDS.
Mas só um pouquinho, porque a História é imensa.
Sabe aqueles artistas e discos antigos de caras que você ouviu falar, e um monte de outros que nem imaginava existirem? É o pessoal hoje classificado como “VINTAGE”; gente que surgiu antes dos BEATLES, do METAL, do PUNK…
Estão nessa, branquinhos, brancões, pretinhas e pretões. Há meninas brancas não exatamente tímidas ou recatadas. Mas às vezes aparecem algumas comportadinhas, também! Por aqui, as pretinhas e pretonas que punham os “Yas,Yas” e os vozeirões pra fora em igrejas – e outros recintos não tão consagrados assim…
Sabia não? Sabe mais ou menos?
Se quiser conhecer mesmo sobre esses tempos e gentes, a série lançada pela BEAR FAMILY RECORDS é meticulosa, audaciosa, e incrivelmente “repleta.” Coisa desses alemães que mapeiam à exaustão OLDIES e VINTAGES do ROCK, da BLACK MUSIC, do FOLK, e etc… e principalmente artistas americanos.
A SÉRIE ROCKS traz uns 70 CDS produzidos e soando no ESTADO DA ARTE. Vêm com LIVRETOS de FOTOS e TEXTOS, em design soberbo e matador! Os CDs sempre com no mínimo 30 músicas. É coleção exuberante! Os preços também são abrasivos! Hoje, uns $35 “TRUMPINÁCIOS” – a moeda que combina LULA e o DONALD – os fretes e a curra fiscal incluídos.
Já consegui clássicos consagrados como GENE VINCENT, LITTLE RICHARDS, JERRY LEE LEWIS, BRENDA LEE, EDDIE COCHRAN, CHUCK BERRY, BILL HALEY, CARL PERKINS, ROY ORBISON, CONNIE FRANCIS, BO DIDDLEY, FATS DOMINO… Por enquanto. São “Históricos”! Na medida do possível, vou encontrando mais outros. E devo atingir uns 30, 35 itens no máximo.
Antes, eu planejara conseguir todos. Entre eles “notáveis” tipo SLIM HARPO; e SLEEPY La BEEF, GLEN GLEN e + e + e até cumprir e dobrar a meta… ( oi, presidenta DILMA! A senhora gosta de ROCK AND ROLL? ).
Mas TIO SÉRGIO, quem são esses dois caras aí no final do parágrafo?
Depois, eu respondo.
Continuando, está todo mundo lá. Menos o “ALVES”. Errr… ELVIS PRESLEY, de quem a BEAR FAMILY já lançou e continua lançando dezenas de Vinis, CDs, Vídeos e BOXES. Mas se tivessem feito uma coletânea espetacular como todas aqui, teria sido autofagia pura! O espólio do “ALVES” é glutão, e concentra decisões sobre o principal do acervo. Não libera facilmente.
Examinando bem, se observa que há nomes que fazem parte de outras séries lançadas pela mesma BEAR FAMILY, como “THE FIVE ROYALES”, “BIG JOE TURNER” e “CLYDE McPHATTER”, craques da BLACK MUSIC ORIGINAL.
Afinal, o ROCK AND ROLL surgiu principalmente do R&B, com mesclas de COUNTRY MUSIC, e temperos agregados ao longo do tempo provindos de diversas culturas lá do HOSPÍCIO DO NORTE… (E.U.A).
Ahhh, vocês querem mesmo saber quem são aqueles dois caras no parágrafo lá em cima?
Eu sei lá!?!? Nunca ouvira falar deles e de mais uns tantos que fazem parte da coleção!!! Mas se estão aí , é porque são legais, complementares ou colecionáveis.
POSTAGEM ORIGINAL: 17\02\2024Pode ser uma ilustração de ‎texto que diz "‎Bock CL YDE McPHAr GERE GENE VINGENT POCK ROV ROVORBISON ORBISON கா DIDILEY R5ig Ine RC ROCES Turner DOCKS CONNIE CONNIEFRANCIS FRANCIS PoCks Little Rlchan ΠAAO Cotks Thuck WиcKoBeAy 습니다 FATH MINTEN MIND JERRY DErOY COCRS LEE LEWIS POC THE שניי ROYAL ς Br eHύa Lee RCBKS EDDIECOCHRAN EDDIE COCHRAN‎"‎