LUCY COLA é astronauta. E isto significa disciplina, inteligência acima do normal, determinação, autocontrole e coragem. E mais um acúmulo estruturado de informações, conhecimentos científicos e tecnológicos. E tudo para “sair da TERRA”!
Eis a tórrida e definitiva observação de “MAJOR TOM” , o astronauta depressivo. Personagem criado por DAVID BOWIE, em seu primeiro clássico, “SPACE ODDITY,” gravado em 1969: “THE PLANET EARTH IS BLUE, AND THERE’S NOTHING I CAN DO!”. Diz o “MAJOR” para o Controle de Terra.
Não,
queridões, queridonas, e queridexes, TIO SÉRGIO não vai traduzir…
Assistam a este filme. É inquietante, inteligente e filosoficamente demolidor, como deveria ser – concordo eu, um agnóstico relutante, mesmo rezando todas as noites…
A questão é: será que um ser humano treinado, recheado de lógica e álgebra; e condicionado a responder com a eficácia de um robô às circunstâncias que humanos não conseguiriam, se deveria esperar respostas e decisões excepcionais?
Definitivamente, talvez;
Oi, pessoal, apresento-lhes uma “NATALIE PORTMAN” em grande performance interpretativa. Ela e o elenco adequado e afiado.
Pois, bem; LUCY fez viagem espacial. É da elite da NASA, e ficou encantada com o que viu lá de cima… Mas retorna à sua vida aqui na terra; tem marido e filha, e dá de cara com o cotidiano.
Não foi um choque óbvio, mediano, trivial. E, sim, uma verdadeira desconstrução do “EU”. As perguntas e possíveis respostas se transportaram para dentro – e não para fora dela, como “LUCY” esperaria…
Afinal, aquela “dimensão incomensurável”, que todos observamos daqui da Terra, repleta de luzes de estrelas emitidas milhões, sei lá, bilhões de anos atrás; e talvez provindas de corpos que não existam mais, não são assimiláveis e, menos ainda, traduzíveis às dimensões humanas. Mesmo para uma superdotada como ela.
Pessoas vivem até 70/90 anos, se superestimamos o prazo para o “countdown” rumo à extinção de cada um de nós… É muito pouco frente ao Universo!
Resumindo, como lidar com o vazio imenso e a nossa insignificância em relação ao “INFINITO”? Foi o que LUCY sentiu.
Então, como e por que estar metido nisso, se todos somos segmentos de retas; frutos, em geral, da ejaculação de um homem em uma mulher, num momento de prazer – ou não? Vamos viver tão pouco e ser interrompidos…
Em viagens rumo ao desconhecido, se encontrará “nada” por distâncias que podem ultrapassar vidas e vidas? Centenas, milhares de anos… para chegar a … algo.
Devemos concordar: com a tecnologia disponível, nos defrontar com isto é um monumento à frustração. E nem a expectativa de ser filho de um DEUS criador, e mitigador de sofrimentos, está no aprendizado de um astronauta!
Então, como aguentar o retorno para dentro de si mesmo?
LUCY COLA pirou porque precisava, no mínimo, identificar um propósito para perceber-se “gente”. E tentou. Mas, isso deixo para vocês concluírem, quando assistirem ao filme.
O médico da famosa série “Dr. HOUSE”, em rara discussão com uma paciente, ouve dela que “Se Deus não existe, a vida não faz sentido”. E responde: “A vida não faz sentido se não tiver um propósito”! E é aí que os problemas começam.
De BOWIE voltamos aos BEATLES, 1967.
“LUCY IN THE SKY WITH DIAMONDS” é um clássico alternativo e cult do ROCK. A letra é totalmente lisérgica e surrealista. Melodia e harmonia são ricas e bem trabalhadas.
Mas a viagem interior através das drogas também contempla a mente expandida em direção ao Universo. Os diamantes, metáforas para estrelas, refletem a imaginação sobre algo parcialmente visível, mas de grandeza e riquezas inimagináveis.
Estão aí os telescópios, as novas tecnologias e as descobertas assombrando crédulos e agnósticos; céticos e nefelibatas.
A viagem que faz RIHANNA é terrena, palpável, enamorada, e mostra um bom propósito para continuar vivo: amar. Mesmo que o eterno seja breve.
Em DIAMONDS, 2012, seu clássico POP instantâneo, ela identifica a pessoa que está com ELA como “BEAUTIFUL LIKE DIAMONDS IN THE SKY. A música belíssima foi produzida por “STARGATE”. Aliás, nome mais significativo é difícil de imaginar… Através de RIHANNA, eu compreendi melhor os BEATLES…
Pois, é! A viagem de LUCY COLA refletiu a inquietação de DAVID BOWIE, a ousadia de JOHN LENNON, e o romantismo de RIHANNA.
E, também, a imaginação de bilhões de terráqueos – e talvez de habitantes de outras galáxias.
Mas…
POSTAGEM ORIGINAL: 06\05\2023

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