LITTLE RICHARD – “HERE IS” – SPECIALTY. 1956 e “ROCKS” – COLETÂNEA ESPETACULAR DA BEAR FAMILY, 2010

Disco seminal da história do ROCK, “HERE IS”, É o primeirão dele. Aliás, esse disco e o segundo, “LITTLE RICHARD, VOL 2, de 1958 – que aproveitou as sobras de estúdio do primeiro – formam um imenso latifúndio de clássicos essenciais. Tudo o que importa está nos dois…Para os completistas, é indispensável.
Mas, para arrasar mesmo, nada como a excepcional coletânea ROCKS, da veneranda BEAR FAMILY RECORDS. Está lá tudo o que ele fez em suas diversas fases, em masterização soberba. É “o” disco para se ter!!!!
RICARDINHO nasceu em Macon, Georgia, em 1935. São de lá os também “enormes” ALLMAN BROTHERS BAND.
Ricardinho da mesma forma que Miguelzinho era talentoso bailarino e cantor. RICARDINHO com 7 anos levantava uns trocos na rua dançando e cantando. Com essa grana, aos poucos, foi pagando lições de piano.
MIGUELZINHO sofreu mais. Ele e os quatro outros irmãos JACKSON foram domados a pau pelo pai psicopata que, na marra, lhes desenvolveu a arte e arruinou o emocional.
Eram, pois, duas crianças; e ambos geniais e históricos.
RICARDINHO tocava muito. Ele e outro contemporâneo irrequieto e trabalhoso fincaram a estaca do piano no ROCK: JERRY LEE LEWISs acrescentou ao RHYTHM AND BLUES, a praia de RICHARD, a levada melódica do COUNTRY. Ambos são a linguagem pianística fundamental do ROCK. “As consequências vieram depois”…
O disco da postagem é o primeiro de LITTLE RICHARD. Este Cd reproduz a edição original do LP para a SPECIALTY, gravado entre 1955 e 1956, todo recuperado, e masterizado em Mono, e som de qualidade. Há livreto e esse poster grandão.
Estou com preguiça de enumerar. Mas, sete faixas são STANDARDS e clássicos do rock. Tá bom, tá bom; tem “Tutti Frutti”? Tem, sim senhor! Tem “Slipping and Slidin`? Tem, sim senhor! E “Long Tall Sally”; “Miss Ann”; “Rit it up”; “Jenny, Jenny”; e “Ready Teddy” também estão todos na marmita. As clássicas restantes: “Good Golly Miss Molly”; “Keep on knocking” “Lucille” e “Girl Can´t help it”, todas gravadas nas mesmas sessões, ficaram para o volume 2. E, claro, estão no BOX ROCKS, aí na postagem.
Em poucas e berrantes palavras, um escandaloso império de clássicos compostos e gravados em menos de 3 anos! O restante da carreira, seus problemas e dilemas? Bem, vieram depois.
LITTLE RICHARD tinha talento esfuziante e característico: Cantar! Era um … digamos “RHYTHM AND BLUES “SHOULTER!” Nenhum dos fundadores, nem ELVIS, nem CHUCK BERRY ou quem você recordar soltava a voz como ele!
Isso mesmo! O cara é influência direta em JAMES BROWN, MICK JAGGER, VAN MORRISON, ROBERT PLANT, JOHN LENNON e quaisquer rockers que não se envergonhassem de cantar, expor entranhas e vísceras. Sua rouquidão controlada é o lusco-fusco entre o cantar bem e corretamente e o simplesmente berrar.
RICARDINHO ERA UM GRANDE CANTOR!
Nesse disco, existe uma faixa pouco notada. Mas, é a minha predileta porque faz a ponte que a turma do ROCK sabe existir entre o “DOO-WOP” e a “SURF MUSIC” dos BEACH BOYS e companhia, na década de 1960.
Então, saiam do óbvio e procurem ouvir “TRUE, FINE MAMA”. Está tudo lá, BRIAN WILSON deve ter escutado até aprender. É o fino!
Não vou comentar sobre a vida, opções e outras influências pioneiras de RICARDINHO. Mas, quero pontuar que a turma dos anos 1950 fazia ‘ROCK AND ROLL”. E o AND é fundamental para separar eras e consequências. A redução “N” foi coisa de meados dos anos 1960.
E devo lembrar que a primeira loja brasileira de discos usados só de ROCK foi “composta” por outro fundamental, e se chamava eloquentemente: WOOP-BOP! – as palavras iniciais de “TUTTI FRUTTI”. Rene Ferri não cantava. Mas, conhece muito bem quem sabe fazê-lo, inclusive o LITTLE RICHARD!
POSTAGEM ORIGINAL: 14\05\2023
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MILES DAVIS AO VIVO! A ÍNFIMA PARTE DO QUE EXISTE!!! A BIBLIOTECA DOADA, E OUTRAS QUEIXAS SOBRE A MODERNIDADE…

Acordei lá pelas 8 horas, e passei o café como diariamente faço. Abri a porta da cozinha para ver se a REVISTA VEJA havia chegado.
Não!!! Virou rotina nos finais de semana: atrasam dias, às vezes semanas, e só tomam providência quando telefono para reclamar. O ESTADÃO eu já havia desistido de esperar em casa; deixei pra lá e fiquei no digital. Vez por outra leio no computador.
TIO SÉRGIO é da turma do papel. E todo mundo, inclusive jornais e revistas, já migrou para o digital! Ler no computador é um puta saco!!! ! E odeio não tocar em coisas impressas – uma das paixões de minha vida.
Eu e a ANGELA tivemos de nos desfazer de parte da nossa biblioteca. Vocês não têm ideia da maratona/martírio que sofri!!! Havia ótimos livros. A maioria relevantes, e todos bem conservados.
Nós preferimos doar. Então, fui a bibliotecas; liguei para sebos, faculdades locais e vasto escambau… Ninguém queria saber!
O diretor da BIBLIOTECA MUNICIPAL DO GUARUJÁ se recusava a me receber. Insisti e persisti. Trouxas da modernidade, feito eu, perdem o contato com o novo real. É fato consumado: O mundo atual abomina o papel – até em bibliotecas públicas! E ponto.
Demorou um pouco; mas tomei coragem: carreguei dezenas de caixas. Voltei à Biblioteca na cara dura com umas três delas.
Aceitaram. Dia seguinte mais três… e sucessivamente. No final, doamos e entregamos um montão! Elogiaram, fotografaram, etc… e tal….
Quando uma sociedade formada por imensa maioria de iletrados migra para o digital; a falta de base, a dispensa da escrita à mão e correta, essas coisas…, baixa mais ainda o nível dos cidadãos.
Para consumar a tragédia, a má vontade oficial está incrustada na “Res pública”!
Tá bom, tá bom!!!!
Sobraram os discos; ao menos eles – e por enquanto, me dizem…
Voltando à parte séria da minha cantilena, enfiei a mão numa das braguilhas da minha discoteca e puxei um dos CDS que comprei: MILES DAVIS, LIVE AT VIENNE. Foi gravado em 1991; é FUSION moderna. É da fase WARNER.
No disco, vem “TIME AFTER TIME” da CINDY LAUPER; e, também, música do PRINCE; umas coisas do baixista MARCUS MILLER e, claro do próprio MILES. Tudo muito legal!
A banda tem bastante proeminência. E é formada por gente menos famosa, mas, como sempre, o som é a deliciosa qualidade que DAVIS sempre nos entrega. Saiu aqui em 2021, e vale a Pena. Então, resolvi dar uma sapeada na produção desse gênio, ver outras gravações feitas ao VIVO….
QUÁ!!! Patos-Cidadãos dessa imensa PATÓPOLIS TROPICAL, e URBI ET ORBI: São incontáveis!!! E de todo jeito: edições locais, internacionais, pirataria fina, e o que vocês imaginarem!!!!
Como dizia o FAUSTÃO, “Quem sabe faz ao vivo”. Mr. DAVIS talvez seja a prova mais bem fundamentada deste axioma!!!
MILES DAVIS viveu 65 anos!!! Só. Foi muito pouco!!!
Mas deixou 161 álbuns, quase a metade ao vivo!!!! Postei pouquíssimos. Devo ter mais uns trinta LIVES!!! Ele nos legou, também, 177 SINGLES e EPS; E são 886 compilações em VINIL ou em CDs; Nem fui atrás dos DVDS… As Informações estão no DISCOG. Ouse procurar, se tiver saco e perplexidade!
Vocês sabiam que MILES DAVIES é o único JAZZISTA que está no ROCK AND ROLL HALL OF FAME? Ele foi indicado em 2006! Eu soube que a PREFEITURA DE NOVA YORK mudou o nome de um trecho da RUA 77, onde ele morou por 20 anos, para MILES DAVIS WAY!!! Homenagem justíssima!
Quando morreu, em 1991, deixou um patrimônio líquido de $ 10 milhões de dólares. Achei pouco. Mas certamente foi multiplicado “pós – mortem”: a indústria musical respira MILES DAVIS até hoje. Espero que os poucos herdeiros usufruam. E nós, os fãs, sempre o tenhamos à mesa…
Nesta publicação coloquei o BOX “BITCHES BREW”, lançado no início da década de 1970. Aqui, existe DVD ao vivo daquela fase. O mesmo acontece no BOX “THE WARNER YEARS”, 2011, com tudo o que ele fez para a nova gravadora. Procurem está MILES & QUINCY JONES, LIVE AT MONTREUX!!!
O TIO SÉRGIO aqui assistiu MILES ao VIVO, EM SÃO PAULO, no dia 28/05/1974! Já contei em detalhes pelaí. Lançaram, em 2022, um CD DUPLO PIRATA com o SHOW!!! Vou ver se consigo.
Na época, meio século atrás, um músico da ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO, colega dos meus tios ABRAMO E JULIANO GARINI, comentou:
“Eu estava na plateia, quase no palco. E sei lá o que o negão tava fazendo com aquele trompete ligado a uma traquitana!!!” – era um pedal de guitarra elétrica. “Só sei que era fenomenal, e o som que ele tirava era difícil demais para fazer” . “Adorei!”
TIO SÉRGIO e o mundo inteiro também amaram e sempre amarão!!!!
MILES DAVIS, “is miles and miles away”.
POSTAGEM ORIGINAL: 20\08\2023
Pode ser uma imagem de 1 pessoa e texto que diz "8 MILES DAVIS 996-1991 WARNER EARS ZIVAG 23JIM MILES DAVIS HਸAG LIVE Burope 1967 QUINTET LA Merci MILES Milez! LIVET VIENNE"

ESTIRPE – MODOS DE OBSERVAR

A turma chamada para este CONDOMÍNIO METAFÓRICO, é parte do supra sumo da música popular. Vou chamar ERIC CLAPTON para exemplo, e talvez síndico;
Quando iniciou a carreira, em 1963, foi nada menos do que genial no restrito esquadro do BLUES e do ROCK. Na opinião do TIO SÉRGIO, depois de 1972, com altos “E” baixos permaneceu competente, fazendo música deliciosa para se ouvir, curtir; e, vez por outra, ressuscitou o TOQUE de GÊNIO.
CLAPTON está entre os poucos que se pode cogitar, e até afirmar, não ter gravado DISCOS RUINS. Alguns são bastante medianos. Porém, MEDÍOCRES JAMAIS!
Neste sentido, pertence a uma ESTIRPE, ELITE MUSICAL, em que despontam não tão poucos, mas certamente RAROS ARTISTAS. Aí vão, sem comentários e alguns em fotos.
Então, acordem com o “barulhos deles”:
KING CRIMSOM, CHICO BUARQUE DE HOLANDA, JOHN COLTRANE, DAVID BOWIE, MILES DAVIS, CAETANO VELOSO, BJORK, ROLLING STONES, BEATLES, EGBERTO GISMONTI, PROCOL HARUM, TOM JOBIM, RADIOHEAD ( ATÉ AGORA ), GILBERTO GIL, JOHN MAYALL, PAT METHENY, MARISA MONTE, DAVID SYLVIAN, PAUL McCARTNEY…
Não estamos sós. E, GRAÇAS AOS DEUSES, existe vasta MINORIA em meio à INESGOTÁVEL PRODUÇÃO MUSICAL em todos os tempos.
Sintam-se bem acompanhados, quando cruzarem com quaisquer deles – e outros.
POSTAGEM ORIGINAL; 21\05\2026
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KID VINIL: MINHAS MEMÓRIAS NA “WOP BOP” E PELAÍ

Eu recordo a morte do KID VINIL, em 2017, aos 62 anos. Eu e ele sempre tangenciamos. Gostamos de ROCK e colecionamos discos. Não chegamos a ser amigos; porém, nos conhecíamos e cruzamos em incontáveis lojas de discos, feiras e ambientes do ROCK, do meados dos anos 1970 até sua morte.
Quando eu tinha lojas de CDs, ele de vez em quando aparecia por lá. Depois que fechei a CITY RECORDS nos encontrávamos , vez por outra, principalmente na encantadora e também falecida concorrente a “NUVEM NOVE”.
Por temperamento e interesses fomos um o inverso do outro. Ele gostava e colecionava discos de PUNK e adjacências. Eu sou do BEAT, do BLUES , do ROCK PROGRESSIVO, PSICODELIA, JAZZ e arredores. Com o tempo, nossos gostos se expandiram, se aproximaram, e, claro, houve alguma convergência musical.
No entanto, para mim foi marcante termos participado de um artefato cultural inédito e que teve pouca divulgação: Ambos escrevemos no primeiro FANZINE brasileiro sobre ROCK , em 1976/77, chamado “WOP BOP”.
Durou poucos números, e hoje é objeto de colecionadores. A revisteca mimeografada foi criada por outro mito recôndito do ROCK PAULISTA, Rene Ferri – que era dono da loja de discos do mesmo nome, a WOP BOP. Aliás, a primeira a se instalar na hoje GALERIA DO ROCK. O Facebook também reaproximou-nos bastante. E eu sou grato à vida!
A revista WOP-BOP era necessariamente precária, mas circulou bem entre os roqueiros e a turma da contracultura.
Eu escrevi no primeiro número, março 1977, sobre os YARDBIRDS. Há outras colaborações minhas ao longo do tempo… No índice o meu nome saiu correto, SÉRGIO de MORAES. No editorial cometeram equívoco recorrente na minha vida inteira, grafaram o MORAES com I” grrr!!!
O KID escreveu muito por lá sobre o PUNK, usando o próprio nome: “Antonio Carlos Senefonte”. Também publicou no FANZINE muita gente interessante e conhecedora de música, como o advogado Valdir Montanari dos Santos, que escreveu livros sobre ROCK; um deles bastante instrutivo sobre “ROCK PROGRESSIVO”.
Valdir é outro escondido, que vez por outra ressurge.
Enfim, KID VINIL foi ( é ) um ícone alternativo paulistano muito conhecido. Merece nome de logradouro, se já não houver. Por onde passasse distribuía autógrafos e simpatia. De fã a cantor de ROCK, viveu sua própria decisão com dignidade.
Além da música e da escrita vai ser lembrado, principalmente, por seu personagem, estilo de vida, propósitos e ilusões a que deu forma.
KID VINIL era um anti-herói do Brasil. E faz muita falta neste hospício.
POSTAGEM ORIGINAL: 20\05\2025
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“HARMONIA MUNDI”, A HISTÓRIA PECULIAR DE UMA GRAVADORA DE ALTO NIVEL, E OUTRAS MEMÓRIAS

Ser velho é tropeçar no Paraíso. E na rua, também!!!!
Dia desses, aqui por SAMPA, fui a um antigo SEBO na zona sul. Anda decadente, e tratado como armazenador de refugos e outras iniquidades que o mercado ou o caminhar da vida mostram.
Fui bem atendido. Ao contrário de outros locais onde tentei me aproximar. Eu dispunha de meia hora e resolvi revolver uns LONG PLAYS. Claro, a imensa maioria era de supérfluos ultrajantes no caminho da ignomínia a que merecidamente foram relegados. Quem vai a SEBOS garimpa monturos buscando joias. E geralmente não encontra…
Mas dei de cara com oito LONG PLAYS de primeira estirpe! A bateia metafórica do TIO SÉRGIO prospectou coisas de seu passado mais profundo.
Dou “cavalo de pau” para 1973/75, imprecisamente…
Dia qualquer, eu li artigo no “De Cujos” ( eepppaaa!!! ) JORNAL DA TARDE, a publicação… digamos… progressista … do grupo que edita o ESTADÃO. Foi por lá que parte do novo escoava naqueles tempos de ditadura.
O jornalista, cujo nome agora não recordo – mas craque em resenhas e informações culturais -, mostrou um pacote de LONG PLAYS lançados no BRASIL pela gravadora alemã “HARMONIA MUNDI”, à época recém assumida pelo grupo BASF.
Agora, uma história sensacional! Em meados da década de 1950, o francês BERNARD COUTAZ e o alemão RODOLF RUBY se cruzaram em uma viagem de trem. Conversando, perceberam afinidades imensas com a MÚSICA CLÁSSICA. Ficaram amigos.
Em 1958, COUTAZ criou em SAINT MICHEL – de – PROVENCE, a gravadora HARMONIA MUNDI. Ao mesmo tempo, RUBY fundou a DEUTCHE HARMONIA MUNDI.
Durante anos, compartilharam o mesmo nome e objetivos como gravar e produzir MÚSICA ANTIGA e BARROCA, com rigor acadêmico na pesquisa de repertórios e na interpretação das obras. Inclusive o uso de instrumentos de época. A produção e gravação sempre foram de alta qualidade. Compartilharam, também o marketing, e vários artistas e lançamentos.
Ou seja, visão revolucionária e civilizada para um projeto realizado por duas empresas distintas, em dois países diferentes, que até 1945 haviam sido inimigos!!!
COUTAZ e RUBY caminharam paralelamente juntos, e conseguiram competir com a inglesa DECCA; a DEUTCHE GRAMMOPHON – ahhh, vocês sabem de onde; e a francesa ÉDITION L’OISEAUX – LIRE. Até que, no início dos 1970, RUBY se associou, e depois vendeu, a DEUTCHE HARMONIA MUNDI para a BASF.
A História se alonga em várias frentes. Mas sob o nome geral de HARMONIA MUNDI houve “mais de 4 mil lançamentos ao longo do tempo”! Um experimento vencedor e original! Hoje, o acervo pertence à B.M.G.
Meninos, meninas e adjacências, a HARMONIA MUNDI é o fino do TOP em certas tendências da MÚSICA CLÁSSICA (tá; também vou escrever ERUDITA para evitar melindres… ): a MÚSICA BARROCA, e ancestralidades várias.
Foram lançados, no Brasil, uns vinte álbuns espetaculares técnica e artisticamente! São do acervo da DEUTCHE HARMONIA MUNDI. O vinil é de alta qualidade, espesso como deve ser; a captação sonora e a masterização feitas em estado da arte! O acabamento gráfico é de muito bom gosto, e há vários com capas duplas. O texto foi redigido por especialistas, e traduzidos em alemão, francês e inglês.
Mas TIO SÉRGIO, please, forgive-me: e por que não em português? Sei lá!!!! Estou descrevendo objetos magníficos de uns 50 anos atrás, e ainda hoje muito acima do que temos por aí!!!
Alguns eu tive. Foram comprados na filial da BRENO ROSSI, em loja situada no BROOKLIN VELHO, aqui em SAMPA. O bairro, a vizinhança, os bares e tudo o mais exalavam “Europa”, e bucolismo. Clima e ambiente perfeitos para esses discos!
Por isso, aqui estão os meus recentes “tropeços no Paraíso”. São oito álbuns memoráveis. Seis estão na foto. Cinco edições nacionais da DEUTCHE HARMONIA MUNDI trazendo o COLLEGIUM AUREUM, entre os mais perfeitos CONJUNTO de CÂMARA de todos os tempos! As gravações, claro, usando instrumentos de época, históricos e raros! A sonoridade é “ANGELICAL”
O sexto, é HERBERT VON KARAJAN regendo a FILARMÔNICA DE BERLIM em BEETHOVEN e TCHAIKOWSKY. Edição alemã da DEUTCHE GRAMMOPHON, em 1969! Há mais outros dois com PIERRE BOULEZ e KARL RICHTER nas regências…
Depois de lavados, recuperados, etc… descobri que a conservação é impecável, apesar do tempo passado! Os preços???? Abaixo do ridículo, eu garanto!
Mas, TIO SÉRGIO, onde fica este SEBO?
Eu só conto depois. Primeiro, vou tentar achar mais algumas coisinhas para restaurar!!!!
Procurem conhecer.
POSTAGEM ORIGINAL: 17\05\2025
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DARK WAVE e GOTHIC ROCK: “MONSTERS OF GOTH” E “GOTHIC ROCK” – SETE CDS PARA CONHECER O MOVIMENTO

TIO SÉRGIO Já vai avisando: no repertório não tem a “TAYLOR SWIFT” cantando “THE FATE of OPHELIA”. Mas cairia muito bem!!!!!
São “C.Ds PROMO” indicados para os que têm ALMA FORTE. A turma que SUPLANTOU o “PUNK”. Gente que aprecia curtir ARQUITETURA de TÚMULOS e MAUSOLÉUS. Aquele “PEOPLE” que acha andar por CEMITÉRIOS passatempo agradável.
Ou, quem sabe seja SIMPLESMENTE para degustadores do ROCK MAIS LÚGUBRE e PESADO, e muitos passos além do CONVENCIONAL. É o caso do TIO SÉRGIO, aqui. Eu adoro o som que essa turma produz!
Aqui estão duas MISCELÂNAS DUPLAS, chamadas “GOTHIK ROCK”. Há ENCARTES apresentando as MOÇAS e os CARAS… Foram produzidas na AMÉRICA, e lançadas em 1993 e 1995, pela GRAVADORA “CLEOPATRA”: uma das catacumbasdo “DARK ROCK” e do “GÓTICO” NOS EUA.
Os CDs são féretros insepultos contendo a escuridão mental e barulhenta de “ÍNCUBUS e SÚCUBOS”, escorpiões e dragões, mortos muito vivos, tipo “FIELDS OF THE NEPHLIN”, “ALIEN SEX FIEND”, “ROSETTA STONE”, “CHRISTIAN DEATH”, e mais uns 48 AMERICANOS e INGLESES que submergiam nas trevas – e quase todos se esconderam da FAMA…
TIO SÉRGIO não se responsabiliza por conflitos domésticos que, eventualmente, decorram da audição “com os pais” desses discos. Eles não são para candidatos a COROINHAS na IGREJA da paróquia. E, menos ainda, para os que curtem AXÉ, SERTANEJO, e etc… A “SOFRÊNCIA” dos criadores e do público alvo é de outra natureza e método. MÉTODO…
É pra gente que pode achar ARANHAS e LACRAIAS “PETS FOFINHOS”. Aquele PEOPLE que prefere um “TERRÁRIO” a uma CAMINHA PARA O GATINHO.
DURMA-SE COM PICADAS COMO ESSAS!
“MONSTERS OF GOTH “, 1997, é para a mesma turma que elege cemitérios “PARQUES TEMÁTICOS”; se veste de preto, e votaria em uma chapa com “BÉLA LUGOSI” e NOSFERATU para Presidente e Vice; e gosta desse tipo de comédia romântica “macabro-sexual” envolvendo jovens belos mortos – vivos, vampiros milenares, essas coisas…. Ou apenas curte os RECÔNDITOS DA ALMA DO ROCK DOS ANOS 1980/1990 – Claro, o tio aqui admite gostar – mas com certa parcimônia….
É um BOX INGLÊS muito simples, COM TRÊS CDS e nenhum LIVRETO. Foi lançado por um POOL de GRAVADORAS sob o expressivo nome “DRESSED TO KILL”.
O material é bem gravado, com a NATA OBSCURA dos PRIMÓRDIOS do GOTHIC ROCK. Vieram para jantar “RED LORRY”\ “YELLOW LORRY”, “LYDIA LUNCH”, E e outros vizinhos da MESMA QUADRA no CEMITÉRIO.
É BOX algo RARO e, obviamente, nada CONVENCIONAL. E, também, para MENINOS, MENINAS E ADJACÊNCIAS, já mais madurinhos, e que ainda perscrutam ABISMOS que a música oferece à alma.
Informação crucial. Não caem bem em quaisquer festinhas. É PESADO e LÚGUBRE – como soe acontecer. Mas pode servir de TRILHA SONORA para COLETA de SANGUE em LABORATÓRIO. Ou ACOMPANHAR COLONOSCOPIA…
Ainda assim, É CULT ATÉ NO CREMATÓRIO!
POSTAGEM ORIGINAL:19\05\2026\

MADAME TROGNEUX, PROFESSEUR… E OUTRAS RELAÇÕES PERIGOSAS PROFESSOR – ALUNO

E TRILHA SONORA COM UM FRANCÊS E FRANCESINHAS IRREQUIETAS
Tempos loucos!
Se BRIGITTE TROGNEUX, conhecida por MADAME EMMANUEL MACRON – bidú! é a primeira dama francesa! – tivesse posto as manguinhas e outras vestimentas de fora nos dias de hoje, é muito possível que fosse presa e processada por pedofilia e corrupção de menor.
Ela tinha 39 anos. El ele uns 15, quando a conheceu, se apaixonou, e supostamente, começou a namorar MADAME – sua PROFESSORA, que era casada…
Se ocorresse hoje, o “efebo” EMMANUEL iria parar em alguma “Fundação Casa” , lá na “ZOOROPA”. E seria submetido a terapia por ter sido “estuprado”. E não se tornaria o “PRESIDENTE DA FRANÇA” …
Quá, Patos-cidadãos! Qual é a moral dessa história?
Arrisquem palpites.
Uma coisa é nítida: vivemos tempos moralistas (ou moralizadores?), e certas restrições tornaram-se normas; e, nesses casos, lei mesmo!
Casar ou namorar a professora , ou a chefe mais velha, é comum? Eu conheço casos – e não são poucos.
Em 1967, cursava o segundo grau (ginásio) no “ALCIDES DA COSTA VIDIGAL”, escola pública que existe até hoje, na AVENIDA PAULISTA. Lá, tínhamos a… vou chamar de LiLi, jovem e bela PROFESSORA DE MATEMÁTICA.
Claro, moça moderna, universitária engajada politicamente na oposição à ditadura, ela militava na contestação geral dos valores da época.
LILI envolveu-se com um aluno, nosso colega de classe. Era sujeito um tanto rude, obviamente ignorante, e bem mais velho do que a média de todos nós..
Bem, se hoje o machismo subsiste mesmo contestado pra valer; naqueles tempos era a regra.
O grosso quis impor a BURCA MORAL à professora. E foi expelido em meio a memorável cena pública de choro, gritos, e bregas juras de amor! A escola entrou em catarse!
Na USP, lá por 1975/76, virou fuxico geral a história de uma colega que foi “arrestada”, durante uma carona, por notável PROFESSOR DE SOCIOLOGIA – famoso por ser FAUNO comprovado. Houve um quase sequestro relâmpago romântico…
Ela adorou! E repetiram doses, mas sem a emoção bandida do primeiro achego. O FAUNO depois foi lecionar no RIO de JANEIRO, onde não faltam as estudantes de pulcritude indiscutível para FAUNEAR…
Sei de mais dois casos. No primeiro, ele era mais jovem, mas com idade mais próxima de sua professora, também de matemática, no último ano do ensino médio. O outro, muito jovem, era OFFICE BOY e conquistou a chefe. Os dois “di menor”. Hoje, os quatro continuam felizes em direção ao eterno sempre.
Para musicar a memória, uma seleção com um francês emblemático nos “sixties”, MICHEL POLNAREFF. Ótimo pianista, aparência e timbre de voz que lembram o BELCHIOR; gravou “LA POUPÉE QUI FAIT NON” – BEAT que fez muito sucesso, em 1966!
E adivinhem quem faz o famoso RIFF de entrada?
Sim, JIMMY PAGE. Ele e JOHN PAUL JONES tocaram na música!!!! E hoje ouvi bem alto umas cinco vezes! Os dois merecem a fortuna que por décadas amealharam com trabalho duro, intenso e criativo. MICHEL gravou parte do disco em LONDRES, no estúdio PYE!!!!!
E também compareceram, aqui no “Post”, algumas francesinhas e adjacentes; belas e feras do passado e do presente, que “NE FONT PAS NON”- parafraseando “La Poupée”… , em homenagem” ao clima liberal, “libertário – existencialista”, que a França representa e inocula em todos nós.
Assim:
CARLA BRUNI, a senhora SARKOSY – ahhh vejam aí!!! – linda, charmosa e cantora interessante; e cidadã do mundo capaz imersões e transgressões feitas com estudada precisão. Ouçam a versão de “ENJOY DE SILENCE”, do DEPECHE MODE. É espetacular!
FRANÇOISE HARDY, a PROGRESSISTA e antenada cantora e compositora, que navegou com proficiência do BEAT aos PET SHOP BOYS e outras parcerias. Seu vasto talento, inclusive para captar a M.P.B., a tornou um compósito de RITA LEE e NARA LEÃO.
Veio, também, SYLVIE VARTAN, nascida na BULGÁRIA, mas francesa de fato e direito. Seu apelido é “LA PLUS BELLE”… uma ícone de sua geração; e até hoje, a predileta dos nossos irredentos e admirados parceiros europeus.
Presentes, também, STACEY KENT, canadense, precisa, estudiosa, mega talentosa, e capaz de cantar e interpretar em diversos idiomas – inclusive o português.
E, para terminar, LAETITIA SADIER, mais atual e ‘alternativa’. Francesa, claro, e vocalista do grupo “POP VANGUARDA MINIMIALISTA” “STEREOLAB”.
Para o TIO SÉRGIO, estas são francesas dos sonhos, e não protótipos como se esperaria…
Desfrutem.
POSTAGEM ORIGINAL: 17\05\2026
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MADAME TROGNEUX, PROFESSEUR… E OUTRAS RELAÇÕES PERIGOSAS PROFESSOR – ALUNO. E TRILHA SONORA COM UM FRANCÊS E FRANCESINHAS IRREQUIETAS

Tempos loucos!
Se BRIGITTE TROGNEUX, conhecida por MADAME EMMANUEL MACRON – bidú! é a primeira dama francesa! – tivesse posto as manguinhas e outras vestimentas de fora nos dias de hoje, é muito possível que fosse presa e processada por pedofilia e corrupção de menor.
Ela tinha 39 anos. El ele uns 15, quando a conheceu, se apaixonou, e supostamente, começou a namorar MADAME – sua PROFESSORA, que era casada…
Se ocorresse hoje, o “efebo” EMMANUEL iria parar em alguma “Fundação Casa” , lá na “ZOOROPA”. E seria submetido a terapia por ter sido “estuprado”. E não se tornaria o “PRESIDENTE DA FRANÇA” …
Quá, Patos-cidadãos! Qual é a moral dessa história?
Arrisquem palpites.
Uma coisa é nítida: vivemos tempos moralistas (ou moralizadores?), e certas restrições tornaram-se normas; e, nesses casos, lei mesmo!
Casar ou namorar a professora , ou a chefe mais velha, é comum? Eu conheço casos – e não são poucos.
Em 1967, cursava o segundo grau (ginásio) no “ALCIDES DA COSTA VIDIGAL”, escola pública que existe até hoje, na AVENIDA PAULISTA. Lá, tínhamos a… vou chamar de LiLi, jovem e bela PROFESSORA DE MATEMÁTICA.
Claro, moça moderna, universitária engajada politicamente na oposição à ditadura, ela militava na contestação geral dos valores da época.
LILI envolveu-se com um aluno, nosso colega de classe. Era sujeito um tanto rude, obviamente ignorante, e bem mais velho do que a média de todos nós..
Bem, se hoje o machismo subsiste mesmo contestado pra valer; naqueles tempos era a regra.
O grosso quis impor a BURCA MORAL à professora. E foi expelido em meio a memorável cena pública de choro, gritos, e bregas juras de amor! A escola entrou em catarse!
Na USP, lá por 1975/76, virou fuxico geral a história de uma colega que foi “arrestada”, durante uma carona, por notável PROFESSOR DE SOCIOLOGIA – famoso por ser FAUNO comprovado. Houve um quase sequestro relâmpago romântico…
Ela adorou! E repetiram doses, mas sem a emoção bandida do primeiro achego. O FAUNO depois foi lecionar no RIO de JANEIRO, onde não faltam as estudantes de pulcritude indiscutível para FAUNEAR…
Sei de mais dois casos. No primeiro, ele era mais jovem, mas com idade mais próxima de sua professora, também de matemática, no último ano do ensino médio. O outro, muito jovem, era OFFICE BOY e conquistou a chefe. Os dois “di menor”. Hoje, os quatro continuam felizes em direção ao eterno sempre.
Para musicar a memória, uma seleção com um francês emblemático nos “sixties”, MICHEL POLNAREFF. Ótimo pianista, aparência e timbre de voz que lembram o BELCHIOR; gravou “LA POUPÉE QUI FAIT NON” – BEAT que fez muito sucesso, em 1966!
E adivinhem quem faz o famoso RIFF de entrada?
Sim, JIMMY PAGE. Ele e JOHN PAUL JONES tocaram na música!!!! E hoje ouvi bem alto umas cinco vezes! Os dois merecem a fortuna que por décadas amealharam com trabalho duro, intenso e criativo. MICHEL gravou parte do disco em LONDRES, no estúdio PYE!!!!!
E também compareceram, aqui no “Post”, algumas francesinhas e adjacentes; belas e feras do passado e do presente, que “NE FONT PAS NON”- parafraseando “La Poupée”… , em homenagem” ao clima liberal, “libertário – existencialista”, que a França representa e inocula em todos nós.
Assim:
CARLA BRUNI, a senhora SARKOSY – ahhh vejam aí!!! – linda, charmosa e cantora interessante; e cidadã do mundo capaz imersões e transgressões feitas com estudada precisão. Ouçam a versão de “ENJOY DE SILENCE”, do DEPECHE MODE. É espetacular!
FRANÇOISE HARDY, a PROGRESSISTA e antenada cantora e compositora, que navegou com proficiência do BEAT aos PET SHOP BOYS e outras parcerias. Seu vasto talento, inclusive para captar a M.P.B., a tornou um compósito de RITA LEE e NARA LEÃO.
Veio, também, SYLVIE VARTAN, nascida na BULGÁRIA, mas francesa de fato e direito. Seu apelido é “LA PLUS BELLE”… uma ícone de sua geração; e até hoje, a predileta dos nossos irredentos e admirados parceiros europeus.
Presentes, também, STACEY KENT, canadense, precisa, estudiosa, mega talentosa, e capaz de cantar e interpretar em diversos idiomas – inclusive o português.
E, para terminar, LAETITIA SADIER, mais atual e ‘alternativa’. Francesa, claro, e vocalista do grupo “POP VANGUARDA MINIMIALISTA” “STEREOLAB”.
Para o TIO SÉRGIO, estas são francesas dos sonhos, e não protótipos como se esperaria…
Desfrutem.
POSTAGEM ORIGINAL: 17\05\2026
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B.B.KING, SEU LEGADO E TRANSCENDÊNCIA

A diversidade imensa de artistas e propostas à disposição do público, é parte do encanto de viver nos tempos atuais.
TIO SÉRGIO sempre foi um desviante, principalmente quando a estética e a arte estão envolvidas. Concordo com a subversão progressista de tentar enxergar o novo, abrir caminhos, estender horizontes; e usar das liberdades para agir e modificar. Eu sou amigo de fronteiras perigosas.
Hoje, é normal curtir ROCK, BLUES, MPB, RAP, JAZZ, ou seja lá o que for, sem a limitação nacionalista, muito comum nas décadas de 1960 e 1970.
Claro! Era explicável: sob ditadura a gente se volta para a defesa do que é mais legítimo na cultura popular do país, e suas tradições. Gostar “só” de MPB era ato de preservação e militância contra o autoritarismo.
Eu sempre gostei e preferi a música internacional – ROCK, BLUES e JAZZ – em vez da MÚSICA BRASILEIRA. Eu sei o quê e o quanto perdi por minha ignorância e até preconceito! Da mesma forma reconhecem os nacionalistas intransigentes de antes, que hoje também respeitam, e até curtem o legado de outros povos.
Mudei; aprendi, sofistiquei o meu gosto e incorporei a MPB MODERNA a meu dia-a-dia. No final, ganhamos todos com a amplitude, visão e tolerância. É postura civilizatória.
E tudo isso para falar do “B.B.KING”. Ele morreu em 15 da maio de 2015, aos 89 anos. No entanto, perto de outros deixou fortuna pequena, uns $10 milhões de dólares. Para efeito de comparação, até agora, JOE WALSH juntou $75milhões de dólares!!!, e ROBERT SMITH já passa dos $ 40 milhões… Nem é preciso dizer que “B.B.KING” está no “ROCK AND ROLL HALL OF FAME”, no “BLUES” , e no R&B, ambos também “HALLs OF FAME”.
Claro, como velho ROCKER e colecionador de discos, ele. sempre caminhou a meu lado… No começo, não. B.B. KING ERA ÍDOLO DOS MEUS ÍDOLOS. Eu estava para a música dos 1950, como os PUNKS estiveram para o ROCK PROGRESSIVO na década de 1970; e a turma de hoje em relação ao que foi feito de 1980 para trás:
TIO SÉRGIO e muitos e muitos, achavam que os novos eram os nossos contemporâneos; e não a história traçada, geração após geração, que sempre desemboca na contemporaneidade de nossos sentimentos. Eu era um combo em rebeldia, ignorância e rejeição.
O novo é sempre o eterno movimento que a História nos traz… Mesmo que raramente alguém identifique com discernimento e clareza, o que nunca antes havia sido feito. E menos ainda o quê permanecerá.
Eu estava cego e surdo, é claro! E peço vênia a SANTO COLOMBINO, BUDHA, CRISTO e outros santos e gurus!!!!!!! Por isso, nas cinco últimas décadas, vim convergindo para outros espectros, vivências alternativas – sejam em direção ao passado ou para o futuro…
Meu amigo FÁBIO DEAN, também colecionador de discos, especialista e profundo conhecedor do ROCK, BEAT, R&B… e tudo o que for sonoro dos 1950 a meados dos 1970, e beyond! – sempre defendeu que a rotulagem de estilos é, no fundo, apenas classificatória, orienta para os sucessores mais bem compreenderem.
Então, o que chamamos de ROCK, BLUES, DO-WOP, R&B…, na década de 1950 vinham todos embolados, e muito próximos: “ELLA FITZGERALD” era perfeitamente possível de ser colocada lado – a -lado com “B.B.KING”; e, se bobear, nos arredores de “ELVIS PRESLEY”.
É verdade. Tenham certeza!
Em 1978, eu tive o privilégio de “ouvi-lo”, ao vivo e no ato, via RÁDIO CULTURA , no FESTIVAL INTERNACIONAL DE JAZZ, de São Paulo. Impossível conter-se ouvindo a “B.B.KING ORCHESTRA”!
Enquanto escrevia sobre isto, coloquei no CD player um disco do B.B.KING ,com gravações feitas entre o final dos anos 1940 até 1962, mais ou menos.
Uma delas, “Don´t get around much anymore”, de 1961, foi gravada com a sessão de metais e ritmos da “ORQUESTRA de DUKE ELLINGTON”. Querem mais? Então, consigam este pequeno BOX, na foto, que traça a obra do KING de 1949 até 1962. Ou, o maior deles, que é abrangente, porém, com menos gravações.
É argumentável que mestre KING tenha sido o principal “BLUESMAN” da história; e quem mais bem representa a tendência do BLUES mais próxima ao ROCK. É a minha opinião.
B.B. KING foi o inventor do chamado “FLUTTER”, o vibrato de pulso usando alavanca no corpo da guitarra, para modificar e ampliar o som do instrumento. E apresento-lhes a “LUCILLE”, a guitarra, que fazia “flutuar” o som, acompanhando as letras em perfeita sintonia.
O legado de B.B.KING como influência e mestria está por todo lado, nas mídias: JORNAIS, REVISTAS ESPECIALIZADAS, LIVROS, VÍDEOS, ETC… E se a guitarra é icônica e sempre identificável, mesmo que monocórdica; a voz de “B.B.KING” ganhou força e expressão na maturidade, em meados dos anos 1960, e se manteve até grande parte de sua velhice. Esta voz e timbre, reconhecemos no ato! E compõem um achado estilístico!
B.B.KING gravou, até onde pude pesquisar, comparar e certificar, em torno de 60 álbuns – claro, alguns já na era do CD. E mais de 14 LONG PLAYS de COMPILAÇÕES, HITS e o escambau à oitava!
Legou gloriosos e catalogados 290 SINGLES – o primeiro deles, gravado em 1949!! – Hey, BIG BROTHERS !!! eu escrevi 290 SINGLES ! É só acessar um site chamado “45 CAT”. Herança fabulosa!
Existe um disco de B.B. com o ERIC CLAPTON, “Ridding with the King”. Não é estruturante, digamos. Mas vale a pena ter pelo encontro de dois gênios que se admiravam mutuamente. E anima reuniões entre amigos e festinhas. E há outro álbum delicioso e beirando o “espetacular”, com a cantora de JAZZ, DIANA SCHURR – que é branca e cega.
Ele fez outros e outros álbuns mais. Gravou com muitos que importam, como BOBBY BLUE BLAND, VAN MORRISON, U-2, e os ROLLING STONES. E influenciou tontos e tantos guitarristas, que seria prudente citar ao menos dez – mas fico em quatro notórios: BUDDY GUY, ERIC CLAPTON, GARY MOORE e SLASH. Estejam à vontade para continuar descobrindo…
Talvez a minha única frustração tenha sido B.B. KING não ter gravado com JOHN MAYALL, seu contraparte inglês. Uma pena; e certamente uma falha histórica!
Além desse ponto, é e sempre será ” THE B.B.KING ORCHESTRA”!
É para ouvir pelo resto da vida, “e per omnia secula seculorum”!
POSTAGEM REDEFINIDA EM 15\05\2026
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KEITH TIPPET & CENTIPEDE – SEPTOBER ENERGY – 1971 JAZZ AVANT GARDE + ROCK PROGRESSIVO + FUSION JAZZ

O TIO SÉRGIO tem duas edições diferentes do álbum: A “INGLESA” vem com a CAPA BRANCA, e as letras em preto. É derivada do ORIGINAL. As quatro partes da obra estão em ÚNICO CD.
A “EDIÇÃO AMERICANA” é colorida, mais bonita e atraente. SÃO DOIS CDS, como os “LONG PLAYS” duplos ORIGINAIS. Ambas foram lançadas pela R.C.A.
Conheço o disco faz décadas. É um CULT do COLECIONISMO para os que procuram jacarés nos pântanos da música. E tanto para a turma do ROCK PROGRESSIVO, quanto para o pessoal do JAZZ mais experimental, ou da FUSION.
O álbum é um ORNITORRINCO!
Imagine o seguinte: KEITH TIPPET é pianista, arranjador e compositor desta peça difícil, e muito complicada para ser gravada.
É obra cheia de sutilezas requeridas ou expressas, que junta uma orquestra com 50 músicos ( na verdade 55 ) – daí o nome “CENTIPEDE”, centopeia .
O quebra cabeças é imenso para organizar e executar as quatro partes que compõem a obra. Há vinte violinos, 7 cellos, 3 baterias, 5 baixos ( elétricos, ou não ), 1 guitarra, 1 piano e 4 vocalistas. E todos servem de suporte para 5 trompetes, 4 saxes tenores, 4 altos 3 barítonos; e 4 quatro trombones!!!! Que tal?
E, não para por aí!
O disco foi pensado em núcleos, por assim dizer; e é executado nos instrumentos de sopro por duplas, trios, quartetos, e quintetos de “solistas” !!! E todos procuram tocar em contraponto, ou em massa, suportados pela turma das cordas, que faz base harmônica, em alguns momentos um pouco mais identificável e mais próxima do tradicional. Em outros, porém, gerando “pseudo anarquia”!
Captaram?
Seria FREE JAZZ?
Eu acho que não totalmente.
Mas vamos caminhar com “os ouvidos” um pouco além, e ver no que dá…
KEITH TIPPET é o pianista inglês de vanguarda que, em 1971, já havia participado em 3 discos do KING CRIMSON: “LIZARD”, “ISLAND” e “IN THE WAKE OF THE POSEIDON”. Ele consegue ser simultaneamente lírico e ousado. É um MESTRE DAS SUTILEZAS!
Para fazer o disco, TIPPET convocou amigos. Gente do SOFT MACHINE, DO KING CRIMSON, do IAN CARR & NUCLEUS, e outros luminares da linha de frente da música contemporânea britânica.
Se vocês clarificarem o tamanho da encrenca, vão encontrar:
Trompetes e corneta (?) com IAN CARR e MARK CHARING; saxes altos: ELTON DEAN, IAN McDONALD; tenor: ALAN SKIDMORE; barítono: KARL JENKINS; trombones: NICK EVANS, PAUL RUTHERFORD; bateristas: JOHN MARSHALL e ROBERT WYATT; baixos: ROY BABBINGTON, JEFF CLINE, DAVE MARKEE. Em resumo, a raiz, o caule e as folhas do novo JAZZ INGLÊS da época!
Nos vocais, e só para garantir anarquia, MIKE PATTO ( literalmente grasnando!!! ), ZOOT MONEY; e JULIE TIPPET, ex – JULIE DRISCOLL, conhecida e CULT cantora que participou com o tecladista BRIAN AUGER em vários discos legais no ” melting pot que abrange R&B, ROCK PROGRESSIVO, JAZZ, BLUES, e vasto enfim…
Pois, então: e para coordenar os trabalhos, produzir, organizar o caos possível e comprovável?
ROBERT FRIPP.
Mas, o FRIPP????!!!, TIO SÉRGIO?
Sim, escolha exata!
Ele retribuiu a TIPPET a participação nos discos do KING CRIMSON. É o cara certo para botar ordem, convencer e mandar. Tem um intelecto organizado, sabe deixar rolar, colocar, vírgulas, e mandar parar… E conhece as experimentações e vanguardas.
FRIPP é ousado e meticuloso. E conhecido como um déspota do bem: discute; mas, quando diz “não”, é “não”!!!
Quanto ao disco em si, li que a ideia de KEITH TIPPET era “ROMPER FRONTEIRAS FEROZMENTE”; buscando no “momento executado” o “AGORA”; mas dentro de uma lógica que fugisse do “conforto” e das regras rígidas da “HIGH ART”!
Entenderam? Eu ainda estou tentando…
Talvez, como também está no livreto, “ele orientasse os riffs básicos do JAZZ – ROCK para sustentar estruturas mais “soltas”, mais próximas do FREE-JAZZ.” Ou, a ideia central quem sabe fosse captar a energia das BIG BANDS com a sensibilidade dos pequenos grupos!
Sacaram? Eu continuo a desvendar e a descontruir o quebra-cabeças!!!
Presumo, resumindo, que ele pretendesse deixar o time improvisar com liberdade, mas dentro da melhor técnica musical possível. Em alguns momentos, a turma da base também participa do forrobodó; em outros, a turma de frente volta-se à base harmônica. É bonito, e distinguível quando se ouve a obra com mais atenção…
Curiosamente, em alguns momentos tudo parece rompido ou consolidado por alguns riffs e solos de guitarra, feitos por BRIAN GODDING. Porque FRIPP não tocou uma linha sequer no disco!
Lembram-se do show do KING CRIMSON, no ROCK IN RIO?
FRIPP comandava a banda com a guitarra; mandava e desmandava; rompia o construído, ou deixava andar a seu comando. Vi semelhanças entre os dois gestos…
Quando o disco foi lançado, houve uma avalanche de críticas. A turma do ROCK, que o comprou por causa de ROBERT FRIPP, frustrou-se. Ele “apenas” produziu. A turma da VANGUARDA achou o disco não coeso, um monumento desencontrado…
Talvez merecesse uma remasterização com algum craque de estúdio contemporâneo. Fico imaginando STEVEN WILSON. Ou algum japonês meticuloso em atividade. Mas quem sabe um alemão desses que fazem o trabalho espetacular com a BEAR FAMILY RECORDS?
Gente capaz de colocar as coisas no lugar, limpar excessos, realçar trechos esquecidos ou mal masterizados. Essas coisas complexas, que deixam audiófilos e ouvintes sofisticados de orelhas em riste!
TIO SÉRGIO aqui passou duas tardes escutando para ver se compreendia o que foi esboçado e feito… Comparei, observei, bebi…. depois, tomei a vacina contra a COVID e fui ouvir o disco de novo…
E de tanto pensar virei jacaré!
POSTAGEM ORIGINAL: 01\04\2021
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