O FILME não é grande coisa. Foca em jovens nem tão jovens, de classe média bem média do BROOKLIN, em NOVA YORK. Mostra suas pequenas aventuras e amores, a mediocridade esperada; a vida comum. Vez por outra, passa nas TVS.
A TRILHA SONORA é, digamos, sociologicamente interessante. Mistura SOUL MUSIC, com “MARVIN GAYE”, “EMOTIONS” e “DELPHONICS”. Estão lá, R&B e “DISCO”, sucessos de “EARTH WIND AND FIRE”, “SLY & FAMILY STONE”, “EDDIE MONEY”, ‘WILD CHERRY”, e “CHERYLL LYNN”. E o toque fino do bolo: “VAN MORRISON” e sua absoluta distinção artística. Também não faltam ROCKS, presentes com “ARGENT”, “CHEAP TRICK” e ‘MOTT THE HOOPLE”.
É tudo bem legal, dançável e emblemático. Era o que a turma ouvia em rádios, e dançava em clubes e bailes: o som POP do meio pro final da década de 1970, início dos 1980.
Nem tudo aqui é bem gravado, mas é gostoso de ouvir. Animado sem ser esfuziante.
Porém, há um grande sucesso inesperado: “FOOLED AROUND AND FELL IN LOVE”. A gravação original é de “ELVIN BISHOP”, excelente guitarrista, que participou do lendário “PAUL BUTTERFIELD BLUES BAND”.
A história da composição é a seguinte: Em 1975, quando foi completar o sétimo disco solo, “STRUTTIN´MY STUFF”, o produtor de nome impronunciável, “BILL SZYMCYZK”, percebeu que havia espaço para mais outra faixa. E
revira de lá, busca daqui, “BISHOP” sugeriu essa música, bem longe do estilo e repertório que ele fazia.
Porém, “FOOLED AROUND AND FELL IN LOVE” é um grande e marcante POP/ SLOW DANCE – canção deliciosa, jovial, com um quê de macho pegador; e o final inevitável quando o “mocinho” cai de quatro por uma … “presa”. A letra e a música se integram.
Mas ainda havia um problema: para ELVIN cantar não dava. Sua voz é algo “BLUESY/INSOSSA” – inadequada. E ficou para um dos membros da banda, MICKEY THOMAZ – bom cantor que, depois, substituiu MARTY BALIN, no STARSHIP. E assim, ELVIN BISHOP obteve o maior HIT de sua carreira bem construída.
O curioso é que a trilha abre com “FOOLED AROUND AND FELL IN LOVE”, em versão feita pelo obscuro HENRY LEE SUMMER, com JOE WALSH – o guitarrista de estimação do “impronunciável”. Só! Diferencial berrante!
Se você bobear, acaba confundindo com a original, tal a proximidade entre os vocais e o arranjo! “É igual, mas é diferente”- epistemologicamente definindo…
Há outras versões ‘pelaí’. ROD STEWART fez uma AO VIVO, adequadamente boa, no estilo dele combinando falta de capricho com despretensão. E a cantora COUNTRY / POP, “MIRANDA LAMBERT” também gravou, e pôs seu pitaco… sei lá…
Eu adoro ouvir esse POP extraordinário! Um clássico nas FMS americanas de OLDIES. E sigam o conselho de ELVIN BISHOP: se pular a cerca, cuidado para não se apaixonar…
POSTAGEM ORIGINAL: 29\05\2022

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