TRIÂNGULO AMOROSO: NARA, RITA E “FRANCISQUINHA”

É como vejo as três. Mais próximas do que suporíamos.
“FRANÇOISE HARDY” é um cruzamento simbiótico entre “NARA LEÃO” e ‘RITA LEE”. Ela tem a “brasilidade cool” e bossanovista de “NARA”; e o espírito roqueiro de “RITA”. Funciona!
“FRANCISQUINHA” – para os íntimos – em MESSAGES PERSONELLLS, a exuberante coletânea com 3 CDS, 64 músicas, livreto, fotos, etc…, foi lançada em 2002. Sai do FOLK meio protesto, típico anos 1960; e passa pelo POP FRANCÊS temperado por BOSSA NOVA, durante as décadas de 1970/1980. E dos 1990 em diante, encara o ROCK ALTERNATIVO sofisticado. E deságua no DANCE com os PET SHOP BOYS, o AIR e o BLUR!
É viagem ampla, geral e irrestrita de música e charme, com a voz celestial e sem exageros que FRANÇOISE sempre nos brinda!
FRANCISQUINHA sempre foi moderninha.
NARA LEÃO mesmo nascida no Espírito Santo, é a “carioca antiprotótipo” – e nunca “estereótipo”. Tem o espírito da turma do LEBLON: aquela verve natural de moça sofisticada de alta classe média.
Era antenada, a NARINHA! E vanguardista, educada e visionária; e, talvez, a primeira a juntar o SAMBA do MORRO CARIOCA à BOSSA NOVA, no início dos 1960.
NARA ampliou muito o público para coisas brasileiras fundamentais. Ela compreendeu e jamais esnobou o novo POP de seu tempo, a TROPICÁLIA; o grande fenômeno sócio – cultural aqui no HOSPÍCIO do SUL, em meados daquela década. NARA defendeu o uso de guitarras elétricas; inovações artísticas subversoras; e a integração benvinda com o POP INTERNACIONAL.
Pessoa generosa, NARA LEÃO enxergou um Brasil virtuoso e tolerante, onde conviveriam a curiosidade, a gentileza e a liberdade.
A voz pequena e bem colocada, e o sotaque delicioso de carioca refinada expressavam a modernidade – já minimalista, precisa e concisa. NARA cantava bem – muito bem!!! – e com a naturalidade dos que são donos de si mesmos. Foi uma glória brasileira “IDEAL TIPO”! – Alô, Alô, MAX WEBER, baixa o teu espírito no TIO SÉRGIO aqui!
O box que congrega os CDs que expõe sua obra é muito bonito!
E RITA LEE?
Ora, CAETANO VELOSO a definiu como a mais perfeita tradução da modernidade que SÃO PAULO exalava! RITA era excelente cantora de POP-ROCK. Das três, talvez tenha sido a mais limitada artisticamente. O talvez é fundamental… Porque é uma questão de opinião.
Mas tem história e arte, a nossa RITA! Criou e desenvolveu estilo próprio identificável. A importância da obra que deixou não foi, ainda, adequadamente mensurada. Ela partiu para o infinito há relativamente pouco tempo. E haverá estudos sobre o legado, e descobertas, compreensões e conclusões mais amplas e justas.
RITA LEE representa o lado irreverente e iconoclasta do Brasil contemporâneo, que se pretende cosmopolita, tolerante, liberal; e mais integrado a modernidade internacional. Será esse o destino? Ou viveremos entropia?
Postei dessa forma e com tais palavras porque vejo nas três continuidades presentes em cada uma delas.
Acho que discotecas e coleções civilizadas revelam completude com a presença dessas três mulheres fascinantes.
Ouse; use e abuse!
POSTAGEM ORIGINAL: 07\09\2019
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JAN GARBAREK GROUP – ECM YEARS – E OBSERVAÇÕES SOBRE “PHOTO WITH BLUE SKY…” – 1978

JAN GARBAREK é norueguês e artista diferenciado, E tão importante que ao consultar o nome do cara em minhas resenhas achei umas 50 menções!!!!!
Ele está com 79 anos e semiaposentado. Mas ainda ativo e bem – ao que tudo indica. A sonoridade “nórdica” da gravadora se deve à atuação de JAN – um dos patronos daquele JAZZ FRIO, original, belíssimo e, contraditoriamente, acolhedor!
Na ECM, acrônimo para “EDITIONS OF CONTEMPORARY MUSIC”, Ele e o pianista KEITH JARRET se tornaram os artistas mais destacados.
A quantidade de discos solo e de participações em obras de mestres e colegas como EGBERTO GISMONTI, MIROSLAV VITOUS, BILL FRISELL, CHARLIE HADEN, RALPH TOWNER e TERJE RYPDAL…, somam perto de cinquenta álbuns. E nem vou retroceder a outros cantos, associações, encontros, fluências e influências, desde 1962…
JAN GARBAREK toca principalmente SAX ALTO. É um superdotado de talento notório. Criou um “SMORSGASBORD” suculento fundindo o que aprendeu em JOHN COLTRANE, PHAROAH SANDERS, ARCHIE SHEPP, ALBERT AYLER, DEXTER GORDON, BEN WEBSTER…
Esteve, também, quatro anos com o grupo do pianista, compositor americano de vanguarda e grande teórico do JAZZ, GEORGE RUSSELL, quando ele morou e trabalhou na Escandinávia, em meados da década de 1960 – e, por lá, cruzou com outros craques da futura ECM: RYPDAL, ANDERSEN e CHRISTENSEN, e o pianista BOBO STENSON.
A isso tudo, GARBAREK agregou música hindu, latino americana e folclórica dos países nórdicos. E desenvolveu seu estilo distinto de tocar: um som agudo, de notas longas e o uso do silêncio e do espaço entre as frases.
JAN GARBAREK é um estilista!
A primeira gravação que realizou na gravadora foi “AFRIC PAPPER BIRD”, em 1970, consolidando “a linguagem sonora” da ECM. Ele prosseguiu carreira por lá. E fez sua participação derradeira em “OFFICIUM NOVO”, álbum famoso e imprescindível, gravado em 2010 com o quarteto masculino britânico especializado em música antiga, THE HILLIARD ENSEMBLE.
Contudo, seu último trabalho “de carreira” para ECM foi “IN PRAISE OF DREAMS”, lançado em 2004. O álbum foi indicado ao GRAMMY, em 2005, concorrendo como o melhor disco de JAZZ. Mas não levou.
E a meu ver, corretamente. Porque não é JAZZ.
No entanto, é audição rica, deliciosa, e interessante! Tangencia uma volta à NEW AGE salpicada com WORLD MUSIC.
E não por acaso: GARBAREK está inspirado e “sonda” o FOLK JAZZ NÓRDICO, sua principal morada, com a sonoridade aconchegante dos SAXES TENOR e SOPRANO. E deixa um pouco de lado a sua “expertise” principal, o SAX ALTO. Ele também opera “teclados climatizantes” para aquecer o “ambiente do repertório”.
Ao, hummm, ágape, se junta a VIOLISTA ( não violeira, se toquem…) americana, KIM KASHKASHIAN, que depois levou o GRAMMY de melhor artista de música clássica SOLO e de ORQUESTRA, na edição de 2012. Só isso! Acho que nunca percebi o som de uma VIOLA “clássica” tão insinuante, delicadamente grave, e integrado aos SAXES!
E para salgar adequadamente o molho está a percussão afro do franco – marfinense MANU KATCHÉ, unindo ritmo e andamento e pontuando com a sutileza que um “disco tão fronteiriço” de gêneros merece.
PHOTOS WITH BLUE SKY, WHITE CLOUD, WIRES AND RED ROOF
Um grupo jazzístico que tenha músicos excepcionais como o baixista EBERHARD WEBER; JON CHRISTENSEN, na bateria; e JOHN TAYLOR, no piano é infenso a vulgaridades e caminha para longe do óbvio!
O disco é de 1978 e a minha edição em CD é alemã dos anos 1990. Talvez ajudado pelos ajustes de cabos em meu “set-up”, o som está “demoniacamente angelical” !
Sobre a música?
O melhor que se pode desejar num disco de JAZZ contemporâneo é que traduza avanços artísticos em harmonias e melodias inteligíveis. E traga o conhecimento das vanguardas expostos em musicalidade explícita; mas de jeito que a beleza da obra construída fique distante do convencional, e soe para quaisquer ouvidos bem equilibrada e agradável.
É difícil alguém não gostar deste álbum, porquê o quarteto conseguiu tudo isso! E nem vou comentar o espetacular e meticuloso sax tocado por GARBAREK!
Se você tiver de escolher somente um disco da sideral gravadora ECM escolha este “PHOTO WITH BLUE SKY…, resumo das obras intensas e indispensáveis criadas pelo compositor.
Ouça o quanto antes! E compre se puder. É para a vida inteira. E a bela capa te convida a viajar.
JAN GARBAREK nos legou arte notável e “ocultou-se” em cena.
POSTAGEM ORIGINAL: 06\09\2026
Pode ser uma imagem de texto que diz "JAN GARBAREK DANSERE BOBO BOBOSTENSON STENSON PALLE PALLEDANIELSSON DANIELSSON SSON JON JONCHRISTENSEN TERJE TERJERYPDAL RYPDAL ARILD ANDERSEN ANGARBAREKGRCUP JANGARBAREKCRACUP GARBAREK ORCUP ECM JanGarbarek WITCHI-TAI-TO WITCHI-TAI-TO TAI-TO WITCHI- Mupelye lalesan 一 DANSERE SART CArBANE StAR กอรม JAN GARBAREK DANSERE BOBO STENSON PALLE DANIELSSON SSON JON CHRISTENSEN TERJE RYPDAL ARILD ANDERSEN ECM"

AVENTURAS PSICODÉLICO – BARROCO PROGRESSIVAS – E OUTRAS VIAGENS ASTRAIS 1965/73

TIO SÉRGIO, o agregador de prazeres, tem a honra de apresentar e esclarecer aos sobrinhos o lugar correto dos “ZOMBIES” e o MASTERPIECE, “ODESSEY AND ORACLE”, na fila dos deflagradores da modernidade.
Pois bem, o que os americanos “THE LEFT BANK” fizeram em 1966 e também com SUCESSO de PÚBLICO, os “ZOMBIES” recriaram em 1968 na tentativa de se manterem vivos, após um início promissor que não se estendeu.
Está tudo lá atrás no álbum do “LEFT BANKE”: cravo, piano, orquestração emulando o clássico, em arranjos sofisticados em cima da batida “BEAT” quase “PSICODÉLICA”.
Querem as provas? Ouçam “WALK AWAY RENEE”, gravada em julho; e “PRETTY BALLERINA”, em dezembro; ambas em 1966. São dois monumentos POP incontestáveis. Aliás, comprem esta coletânea ou descolem o primeiro e raro LONG PLAY dos caras.
Ouçam e comparem aos ZOMBIES. Então, declarem de público as semelhanças. É impossível que “ROD ARGENT”, “COLIN BLUNSTONE” e a “trupe” formadora da banda, não os tivessem escutado e admirado. Aliás, “THE LEFT BANK” também precede ao PROCOL HARUM: “A WHITER SHADE OF PALE”, provavelmente a canção mais famosa deste “sub gênero”, foi gravada em 1967.
No entanto, é bom saber que o grande conceito que orientou as duas bandas foi anteriormente desenvolvido por outros artistas, inclusive de outros gêneros do POP.
Vamos retomar alguns “SINGLES” da época. A ideia está em “AS TEARS GO BY”, lançada em 1965, e “LADY JANE”, de junho de 1966, ambas clássicos dos “ROLLING STONES”.
E tornou-se mais conhecido, ainda, quando os BEATLES lançaram “YESTERDAY”, em setembro de 1965; e fizeram “ELEANOR RIGBY”, executada por um “QUARTETO DE CÂMARA” espetacular, e veio ao mundo em 05 de agosto de 1966, no álbum “REVOLVER”.
Resumindo: o “NOVO” foi uma sucessão de “WORKS IN PROGRESS by many musicians”. IT WAS?
Quem quiser se aprofundar procure o BOX na foto, “COME AND JOIN MY OCHESTRA”: 80 faixas exemplares do “GENESIS” ao “CURVED AIR”; de “AL JOHNSON” a JOHN GEORGE!!!
Heim, TIO SÉRGIO? Os dois últimos são os famosos “Quem”?
Pois, é! Há um mundo para desbravar…
O uso de ORQUESTRAS e elementos da MÚSICA ERUDITA tornaram-se paradigmas do futuro, e desaguaram no “ROCK PROGRESSIVO SINFÔNICO”. Vide os “MOODY BLUES”, “DAYS OF FUTURES PASSED,” de 1967; e várias tentativas de POP/ROCK BANDS em quaisquer épocas. A tendência permanece “pelaí” até hoje.
A primeira vez que eu escutei “cravo” em gravação de ROCK foi no primeiro HIT dos YARDBIRDS, “FOR YOUR LOVE”, lá por 1965. É um SINGLE seminal onde o grande tecladista “BRIAN AUGER” tocou o instrumento e “ERIC CLAPTON” a GUITARRA. E ali  fundamentaram mais um pouco o “ROCK MODERNO” e suas possibilidades.
Então, sobrinhos, os “ZOMBIES” sobem no avião depois do “PROCOL HARUM”; antes entrou “THE LEFT BANK”. E ainda antes vieram os BEATLES e os ROLLING STONES.
Mas os primeiros a reservar espaço na aeronave foram os YARDBIRDS”. E, se procurarmos direitinho, quem sabe a gente encontre cravo e outros instrumentos “nobres” espalhados pela música popular mundo afora.
TÁ CONFUSO?
NÃO TÁ, NÃO! TALKEY?
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O PRIMEIRO TIME DA M.P.B. E A LINGUA PORTUGUESA

Permitam-me um pequeno ensaio sem ter ensaiado o suficiente para escrevê-lo. (Ehhh, tio Sérgio! Já começou dizendo bobagens…)
Não tenho conhecimento ou fiz reflexão suficiente para entrar no cosmo individual de um cada desses artistas esplêndidos.
E nego que os discos aqui postados estejam, cada um por si, na cogitação do que pretendo dizer.
O papo é outro, mas oblíquo…
Estou encafifado pelo que, há décadas, parece-me injustiça histórica.
Sou da geração dos que nasceram no início dos anos 1950. Homens e mulheres que observaram os estertores de uma visão de Brasil que oscilava entre o indulgente e o profundamente preconceituoso.
Um Brasil que não se apresentava em sua completude a seus habitantes e, principalmente, à sua elite. A sociedade brasileira requer análise mais profunda por parte dos que sobre ela pensam.
A minha constatação é que os grandes compositores e letristas brasileiros já deixaram no passado a ideia de uma língua “INCULTA”… Há muito trabalham a beleza sofisticada que nela habita.
A nossa melhor música é conhecida pela qualidade de sua lírica; as letras que dão substância às canções.
OLAVO BILAC escreveu um poema chamado “LÍNGUA PORTUGUESA”, famoso pelo verso inicial “ÚLTIMA FLOR DO LÁCIO, INCULTA E BELA…”
Pois, bem. A intenção de BILAC era uma defesa sentimental-nacionalista da beleza de uma língua ainda supostamente rude. A última entre as línguas latinas criadas a partir do LATIM vulgar, e falada no extremo oeste da Europa… oooopsss: em PORTUGAL, mesmo…
E, de lá, espalhou-se para o BRASIL e a comunidade de países que falam o português.
Se um dia o PORTUGUÊS fora rude e inculto, a partir de CAMÕES e os LUSÍADAS, consolidou-se como língua sofisticada e cheia de recursos.
Lembro-me de um dos grandes professores que tive na FFLCH da USP: José Jeremias de Oliveira Filho. O mestre lecionava LÓGICA e FILOSOFIA DA CIÊNCIA ( não lembro ao certo se o nome das matérias era esse mesmo ).
Certa aula, Jeremias explicou que ao verter um texto complexo, filosofia, por exemplo, do alemão para o português, os recursos da nossa língua permitiam que o texto original se revelasse intacto, do começo ao final, depois de traduzido. O sentido não se perde.
Então, questiono: INCULTA , mesmo que BELA?
Não. Está nítido!
Já em meados dos anos 1990, na CITY RECORDS, uma das lojas de CDS que tive, eu me recordo de duas garotas americanas que iam lá de vez em quando. Elas faziam doutorado em língua e literatura brasileira, na USP. Falavam um ótimo português, e já estavam pra lá de ambientadas com o esculacho tropical pátrio.
Uma delas, ouvindo um CD do CHICO BUARQUE, comentou que o português era a “língua” detentora da mais “perfeita linguagem” sobre o amor que ela conhecia!
O CHICO concordaria, certamente!
TOM JOBIM, CAETANO VELOSO, GILBERTO GIL e CHICO BUARQUE escrevem magnifica e criativamente bem! Todos eles. Não houve revolução, ou moda, que os tirasse do pódio como os quatro maiores entre tantos excelentes!
Depois que BOB DYLAN recebeu o NOBEL DE LITERATURA; e de GERALDO CARNEIRO, poeta e letrista de músicas ( para EGBERTO GISMONTI, por exemplo ) ter sido eleito para ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, hoje se fala da pertinência de poetas letristas assumirem cada vez mais a honraria!
Eu concordo plenamente. E dou meu pitaco:
Continuo sobre CHICO. Além das exuberantes canções de amor, e de sua luta intelectual e militante contra a ditadura militar, BUARQUE é arquiteto de letras ultra complexas do ponto de vista poético e de linguagem!
Observem CONSTRUÇÃO, que justaposta a DEUS LHE PAGUE é, para mim, o melhor compósito entre MPB-ROCK PROGRESSIVO -PSICODELIA já feito na MPB!
A orquestração de ROGÉRIO DUPRAT tem ecos claustrofóbicos pertinentes à letra; e, sutilmente, lembra o clima de certas músicas da banda americana SPIRIT, nos anos 1960. É vanguarda pura para 1971!
Somando discos de musicalidade e temas autenticamente brasileiros, aos livros bem escritos e aceitos que lançou; e sempre evidenciando a beleza poética em tudo o que compõe, CHICO BUARQUE é o meu candidato à próxima vaga na ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.
De certa maneira, TOM, GIL E CAETANO são pontes entre a música brasileira e o POP INTERNACIONAL.
TOM JOBIM, claro, é um dos estruturadores da BOSSA NOVA, e mais afeito ao JAZZ, ao LOUNGE e ao “FALSO EASY LISTENING”. É o mais internacionalizado entre os músicos brasileiros.
Ele foi vítima de versões infantilizadas de suas letras, ou simplificadas de suas músicas, mas soube desfrutar do que lhe trouxe o lado bom da exposição que teve.
GILBERTO GIL, que já chegou à A.B.L. , também pertence ao lado internacionalizado do POP brasileiro. Sempre fez um crossover criativo, que jamais deixou de ser brasileiro, mas é perfeitamente compreensível e absorvido pela linguagem musical internacional.
GIL sempre flertou com sons caribenhos. Afinal, do MÉXICO ao RIO GRANDE DO NORTE, descendo até a BAHIA, são todos “vizinhos” musicais.
A música de GIL propõe, e realiza, uma uma evolução para além do REGGAE e demais sonoridades latinas mais conhecidas. E é orientada por um vasto colorido de ritmos e brasilidades, que dialogam com os latino americanos, mas deles se destacam.
GIL, é letrista exímio, e um estilista da PANBRASILIDADE RITMICA. ( Seria? )
O que nos traz a CAETANO VELOSO. O mais eclético, antenado e vanguardista entre os compositores brasileiros. CAETANO é o sintetizador de um vasto arco anárquico, que vai da música brasileira mais tradicional, passa pela revolução feita por JOÃO GILBERTO; e palmilha cada passo da música brasileira atual, usando recursos de vanguarda; instila gotas ácidas de jazz; e ronda o rock alternativo.
Ele é, também, um estudioso da música de seu tempo, como um DAVID BOWIE intelectualizado, ou um MILES DAVIS mais contido. Bagunçou até a música latina tradicional, com arranjos inesperados para clássicos até bregas.
VELOSO discutiu tudo e com todos; escreveu livros e ensaios. Faz letras e poesia esplêndidas. E é um dos preferidos pelo professor PASCOALE, o mestre pop da língua portuguesa, para fisgar, em suas letras, exemplos cultos da aplicação gramatical.
Se BOB DYLAN chegou ao NOBEL, CAETANO também poderia e com méritos semelhantes.
Por escrever em português, CAETANO VELOSO pode ter um atrativo diferente.
Ele criou e lançou uma profusão de discos bem recebidos por público e crítica. Além das poesias escritas, musicadas ou não, que poderiam perfeitamente ser traduzidas para um público maior.
CAETANO VELOSO canta muitíssimo melhor do que BOB DYLAN. É um mestre refinado da língua portuguesa, e meu candidato ao prêmio NOBEL DE LITERATURA.
Então, vamos “caetanear o que há de bom”!
POSTAGEM ORIGINAL: 04\09\2021
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PAT METHENY – ECM YEARS 1976/1983

De cara vocês dirão: TIO SÉRGIO, o que têm a ver os disco do JEFF BECK e o da JONI MITCHELL com o PAT METHENY?
Penetrando o corte feito cirurgião, convido aos que ainda não ouviram a procurar uma excelente, fora do esquema, e imprescindível música gravada por JEFF BECK, no disco “ROUGH AND READY”, chamada – ou melhor “renomeada” – MAX TUNES.
Sei lá por quais mistérios, o nome dela na primeira edição do LP era “RHAYNES PARK BLUES – muito mais adequado e sensível…
A conjugação FUSION que BECK e o tecladista MAX MIDDLETON conseguiram em 1971, antecede ao cult BLOW BY BLOW e ao que METHENY & LYLE MAYS refinaram em toda a belíssima e instigante fase na ECM RECORDS, a partir de 1976.
TIO SÉRGIO aposta que você dará um suspiro de surpresa nessa tacada! PAT é figurinha carimbada. Morou no BRASIL no início dos anos 1980 e namorou SONIA BRAGA. Ele viu ruir o teto da cobertura em que vivia, no RIO, e a piscina inundar o seu estúdio! Experiência autenticamente brasileira…
Lembram as línguas ofídicas que LULU SANTOS o desdenhou dizendo que PAT era fraco. Mas quem tocou num festival de JAZZ, aqui, foi METHENY e não LULU… O resto as respectivas carreiras dizem por elas próprias
Os discos de PAT METHENY dessa época estão acima da média. BRIGHT SIZE LIFE, 1976, traz o estilista cult do baixo, JACO PASTORIOUS. É um espetáculo criado no vácuo entre o toque clássico de WES MONTGOMERY e a sua guitarra FUSION – “quase POP” e NEW AGE… Estonteante!.
Ouçam WATERCOLORS e percebam o que EBERHARD WEBER, um mestre absoluto, faz no baixo. E observem o início das pequenas SUÍTES FUSION que PAT e MAYS trouxeram em “AMERICAN GARAGE” e “AS FALLS’ THE WICHITA FALLS”. Todas cultivadas com arte e identidade para a ECM RECORDS nos anos 1970… e daí em frente.
PAT METHENY é, também, um teórico forte. Foi o mais jovem professor de música da UNIVERSIDADE de MIAMI, aos 18 anos de idade!!! Com 19 era professor na BERKLEE SCHOOL!!! Tem doutorado e discografia imensa, variada e criativa…
Um SUPERDOTADO – seguramente!
OOOOOOPSSS! TIO SÉRGIO!! E a JONI MITCHELL na parada?
Explico: este é um fantástico SHOW de JONI feito em 1980!!! A base da banda é PAT, PASTORIOUS, MAYS e MICHAEL BREACKER, no sax!
São todos artistas com discos gravados antes da fundação da GRAVADORA ECM. E moderníssimos do ponto de vista da sonoridade.
Este concerto é a “FUSION” entre o FOLK MODERNO e INTIMISTA que JONI sempre nos ofereceu; e FUSION JAZZ em desenvolvimento. Veio depois da fantástica experiência de JONI, com o elegantíssimo e sensacional álbum MINGUS, gravado em 1979! Uma “decorrência modernizada”, digamos.
Ouso dizer que de algum modo, as gravações de JEFF BECK e JONI MITCHELL constituem sonoridades básicas que MANFRED EICHER, o alemão criador da E.C.M. ajudou a sedimentar; e que tranquilamente poderia produzir.
Ter na discoteca é prazer sofisticado garantido!
POSTAGEM ORIGINAL: 30\08\2020
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JULIE LONDON – A DIVA BRANCA DA GRANDE CANÇÃO AMERICANA

Caso raro e exemplar. Mulher lindíssima começou como atriz e fez uns uns vinte filmes. Gostava e frequentava CLUBES DE JAZZ, no início dos anos 1950.
Mas cantava só para os amigos. Tinha voz pequena e afinada, versátil, límpida e sensual. Ela foi incentivada por BOB TROUP, seu marido; que era músico e produtor e percebeu o imenso talento potencial de JULIE.
É bom notar que falamos de 1956, quando a grande canção americana imperava. E além de BILLIE, ELLA, DINAH e SARAH, havia cantoras brancas de altíssimo nível.
Aconteceu ao mesmo tempo um princípio de “revolução cultural” no jeito de cantar; que nos revelou CHET BAKER e a própria JULIE LONDON. No BRASIL, a mudança desembarcou em JOÃO GILBERTO, NARA LEÃO, CAETANO VELOSO e na imensa variedade de estilos e vozes que temos hoje.
JULIE LONDON foi muito boa cantora. Gravou mais de trinta LONG PLAYS e um monte de compactos ( SINGLES ) durante sua curta e sensacional carreira de somente 13 anos!
Ela fez sucesso de verdade e seus discos são ótimos! Gravou dos clássicos da GRANDE CANÇÃO AMERICANA a COMPOSITORES seus CONTEMPORÂNEOS. JULIE Era ousada, eficaz e proficiente!
Na foto estão 16 de seus LPS, lançados em dois Boxes quádruplos de CDS; contendo oito LPs originais em cada um. E outras duas coletâneas de SINGLES. Coloquei, também, mais um disco clássico da moçona: JULIE LONDON sings the choicest of COLE PORTER, que dispensaria indicações…
TIO SÉRGIO trouxe a edição japonesa do considerado seu álbum essencial: JULIE IS HER NAME, lançado em 1956. É JULIE acompanhada apenas pela guitarra do excepcional BARNEY KESSEL, e o baixista RAY LEATHERWOOD. É magnífico! Mais COOL impossível!
JULIE LONDON foi bela, sensualíssima e, com certeza, inspiração para uma legião de onanistas frenéticos. Observem, porque raramente o visual correspondeu com tanta fidelidade ao conteúdo das obras.
Comprem os discos dela. Principalmente para ouvir…
POSTAGEM ORIGINAL: 31\0/\2019
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KEITH JARRETT – UM GÊNIO ICONOCLASTA

The KOLN CONCERT, de 1975, é o álbum mais vendido da gravadora ECM até hoje! Disco solo de improvisação impecável que podemos supor, ou classificar, como JAZZ. Mas vai além, muito além de qualquer conceito mais restritivo!
KEITH é o mais “cósmico” entre os pianistas americanos. Voa e “sidera” o tempo inteiro; mas sempre assentado em base harmônica sólida e vigorosa. Observem a mão esquerda do cara: é a “viga baldrame” da harmonia para a incrível capacidade de criar melodias que buscam o POP, o JAZZ , os CLÁSSICOS MODERNOS, and beyond. E tudo condensado nas improvisações que faz no momento preciso.
JARRET é um gênio resmungão !
Acho que andei exagerando na crítica de suas performances “extra-música”: adições de gritinhos, sussurros, relinchadas, orgasmos, flatulências…. E, também, adendos melódicos vocais, que ele nos brinda em vários discos mas não em todos; felizmente!
Portanto, vez por outra um “CALA A BOCA, KATARINO”, lhe cai bem!
Aqui estão postados exemplos de música imensamente original. Do JAZZ MODERNO mais típico à criação musical mais aberta encontra-se em KEITH o suprassumo da melodia, e da improvisação inventiva.
Ele não faz masturbações harmônicas indecifráveis e nem melodias irritantes ou monótonas. Parte do excepcional em direção ao sublime para todos os gostos – e momentos.
Quando eu crescer escrevo pro Rodrigo Marques NogueiraPierre MignacGil AndersonCesar LimaGerson PéricoAyrton Mugnaini Jr.Nelson Rocha Dos Santos acrescentando alguns arrependimentos por ter sido ranzinza com o JARRET.
Vocês todos são obrigados a gostar do KEITH!!! E, da minha parte, repito o que já disse:
Pô, KATARINO, de vez em quando “shut-up”!!!!
POSTAGEM ORIGINAL 01\09\2019
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ROLLING STONES – A QUASE FALÊNCIA, ENCRENCAS, COLETÂNEAS, COMPILAÇÕES E OUTAKES DA PRIMEIRA FASE: 1963 – 1970.

TIO SÉRGIO acordou com a macaca “furta-cor” importunando a sanidade. Escrevi “furta-cor” para que nenhum “proto – engraçadinho” tente filiar-me a quaisquer ideias racistas, misóginas ou pentelhativas.
Dia desses, eu estava consultando catálogos e tomando susto dos preços, para decidir se me submeteria a algum estupro qualificado no bolso (sem “naro”, pelo amor de SHIVA!), caso comprasse algum CD, VINIL, essas coisas… Os preços caminham entre o desavergonhado e a tunga ofensiva.
Mas fui em frente e comprei dois CDS antigos, em edições mais ou menos atuais. Coisas lançadas há mais de meio século e que ainda faltavam para completar a coleção.
No jargão dos economistas, deveriam ser mercadorias de valor depreciado por já terem sido fabricadas e vendidas vezes incontáveis ao longo do tempo. Portanto, o custo, lucro e o retorno do capital já foram realizados “n” vezes…
Mas não. A volúpia por grana somada à curra fiscal, mais o frete e a margem do “salve-se quem puder” que regra o mercado da música desde sempre, levou aos seguintes preços pagos pelo cavalheiro que vos escreve:
ROLLING STONES: “THROUGH THE PAST DARKLY””: edição ultra simples fabricada na República TCHECA anos atrás, $ 24,00 TRUMPS. “MADE IN THE SHADE”, edição japonesa básica, mas decente: $ 41 TRUMPS!!!.
Muitos argumentarão que é o novo normal…
No entanto, surgiu a ideia de tentar compreender as minhas COLETÂNEAS e algumas COMPILAÇÕES com material da década de 1960, lançadas pelos STONES ou seus… associados, digamos…
E passei o dia ouvindo CHARLIE, MICK, KEITH, BILL, BRIAN JONES, e MICK TAYLOR. Foi prazeroso, instrutivo e revelador.
“LOS ROLLINGS”, como dizem os argentinos, são ótimos! E essa fase coincide com a etapa final dos BEATLES, concorrentes que pararam em abril de 1970. Os caras de LIVERPOOL talvez tenham sido mais criativos naquele período. Mas tenho dúvidas que a
produção passada tivesse, hoje, o mesmo impacto que teve sessenta anos atrás.
Os HITS dos STONES parecem mais atualizados para os tempos presentes. KEITH RICHARDS é um nítido ROCKER! E um musicista criativo que faz bases sensacionais. Ele compôs RIFFS históricos: BROWN SUGAR, JUMPING JACK FLASH, HONKY TONKY WOMEN, 19TH NERVOUS BREAKDOWN, GET OFF OF MY CLOUND, SATISFACTION e outras diversas várias…. As grandes músicas da década de 1960 até hoje são imprescindíveis ao repertório e aos SHOWS dos caras.
As mais lentas e sofisticadas, como RUBY TUESDAY, LADY JANE, AS TEARS GO BY, SHE´S A RAINBOW e DANDELION são clássicos definitivos. E mesmo ANGIE, do início dos 1970, exprime a ponte que sempre tiveram com o R&B.
Os melhores COVERS que fizeram também são de canções dos pretos americanos – o que não surpreende: Os ROLLING STONES são e sempre foram uma banda de HARD ROCK e R&B conjugados. Claro, rolam BLUES, algo na linha do COUNTRY e até REGGAE, gêneros ainda importantes. Os STONES são ecléticos e se mantêm na moda com eficácia indiscutível.
Na década de 1960, eles lançaram quatro COLETÂNEAS e uma COMPILAÇÃO de faixas de menor sucesso. Como era normal, os lançamentos no mercado inglês eram algo diferentes dos feitos para o mercado americano. Não cabe ficar comparando, já que meio chato e está disponível para conferir.
Em resumo;
HIGH TIDE AND GREEN GRASS, a primeira delas, saiu em março de 1966. Começa com SATISFACTION e segue por mais onze faixas cobrindo de 1964 a 1966.
FLOWERS foi lançada em junho de 1967. O foco era o mercado americano mas não contém HITS esfuziantes. É oportunista e foi ordenada pelo empresário deles, na época, ANDREW LOOG OLDHAM, e à revelia da vontade da banda. São gravações anteriores a 1965 com faixas dos álbuns AFTERMATH e BETWEEN THE BUTTONS. É mais para os completistas.
Em setembro de 1969 saiu a terceira COLETÂNEA de HITS e a mais interessante de todas: “THROUGH THE PAST DARKLY”.
A começar pela capa original do LONG PLAY, que era “OCTOGONAL” e virou um clássico do colecionismo. Está novamente disponível no mercado brasileiro. No entanto, nem pensem naquela capa! O som do CD é muito bom e a remasterização feita para edição de 2002 é ótima! Detalhada e expressiva! Apesar do “preço curra”….
A quarta COLETÂNEA é excelente. Mas apareceu somente em 1975. MADE IN THE SHADE é a primeira oficial lançada depois de contratados pela ATLANTIC. Há COUNTRY BLUES como Wild Horses; R&B com Tumbling Dice; e, também, HARD ROCK : It´s Only Rock & Roll, Bitch e Brown Sugar.
A edição postada é japonesa e muito bem mixada e masterizada.
Aqui, também, mais outra COMPILAÇÃO interessante que pode ser considerada a COLETÂNEA de número cinco. Ela não abrange sucessos. Mas traz faixas variadas, OUT TAKES, e outras sobras. JIMMY PAGE e JOHN PAUL JONES estão nas sessões. METAMORPHOSIS saiu em 1975. E foi lançada por ALLEN KLEIN e sem autorização dos STONES, que haviam perdido os DIREITOS DE PROPRIEDADE DAS MÚSICAS gravadas entre 1964 e 1970 quando saíram da DECCA.
“ALLEN KLEIN” x “ROLLING STONES” e “RUPERT LOEWENSTEIN”
Ouvindo mais atentamente, achei um detalhe interessante:
O arranjo da introdução de “ANGIE”, 1973, é a “carinha ” e o “corpinho” de HOTEL CALIFORNIA dos EAGLES! Só que os americanos lançaram a música deles em 1976!!! Em minha opinião, cometeram plágio óbvio. Ouçam lá….
Nem sei se os STONES ligaram. Porque depois dos coices que levaram de ALLEN KLEIN – o “empresário autofilantropo” que os explorou mafiosamente – tudo o que veio se tornou banal.
KLEIN apropriou-se “contratualmente” de todo o catálogo da banda composto e gravado entre 1964 e 1970! Vocês leram direitinho: Os STONES perderam definitivamente a propriedade daqueles clássicos atemporais!
Não são donos do produzido na fase mais criativa. Mas conseguiram judicialmente um acordo para receber royalties melhores; e, também, o direito de uso das músicas em turnês, ou de pô-las em coletâneas junto com as músicas novas. A propriedade continua da família KLEIN – que pode usá-las como quiser…
Mr. ALLEN KLEIN, o responsável pela administração financeira da banda, não pagou os impostos devidos ao fisco inglês. E gerou processos que por pouco não levaram os integrantes para o xilindró de sua Majestade!
Ahhh, como se diz xilindró em inglês? “XILINJAIL”- quem sabe?
Aproveitando esse bacobufo todo, o TIO SÉRGIO recomenda aos amigos esquerdistas mais acríticos que reflitam sobre cargas tributárias escorchantes e seus efeitos:
Vocês sabem qual era alíquota em que os ROLLING STONES estavam incluídos, no final da década de 1960?
Resposta: 93% sobre o que lucravam!!!! Absurdo impagável que inviabilizou a economia inglesa até o advento da Santa mal compreendida, MARGARETH THATCHER!!! Não à toa, quem tinha poder e grana emigrou! Os STONES se exilaram na França fugindo da curra fiscal e da Polícia por causa de sonegação.
Entre os “feitos da administração KLEIN” constavam o não pagamento de impostos devidos; e ocultar da banda recebimentos – “não contabilizados e não controlados”. As consequências foram processos criminais e a quase falência de todos.
Na década de 1960, os STONES vendiam a imagem de “BAD BOYS”. Afora o “marketing”, o fato é que se tornaram bandidos involuntariamente. E só não pegaram cana ou perderam tudo, porque foram aconselhados por RUPERT LOEWENSTEIN, um aristocrata e banqueiro inglês que se tornou amigo de MICK JAGGER, e assumiu a direção dos negócios no lugar de ALLEN KLEIN.
RUPERT criou as condições para que os ROLLING STONES se tornassem uma “MULTINACIONAL BEM ADMINISTRADA”. E passassem a vender os seus produtos, shows, discos com mais profissionalismo. Ele constatou que a grana de verdade provinha de TURNÊS e APRESENTAÇÕES AO VIVO, e não da venda de discos.
O PRÍNCIPE, como era chamado, geriu os negócios por quase 38 anos. E fez com que percebessem o tamanho da empresa que possuiam! Reorganizou totalmente a gestão; e é o responsável direto pela ascensão ininterrupta dos ROLLING STONES – que saíram da falência e ficaram milionários!
RUPERT também ensinou e orientou JAGGER para se tornar o C.E.O. Hoje, MICK administra os STONES.
Mas esta é outra história saborosa e talvez um dia o TIO SÉRGIO conte melhor.
POSTAGEM ORIGINAL: 30\08\2026
Pode ser uma imagem de texto

JIMMY RUSHING – BLUES SINGER SUPREMO!

Este é o cara!
Não teríamos VAN MORRISON, MICK JAGGER, ERIC BURDON, e tantos e tontos outros, sem o estilo aberto de cantar do JIMMY RUSHING.
Ele foi um “BLUES SHOUTER” , um baixinho “POLPETONE CANTANTE”, mas EXTREMAMENTE VASTO e LARGO, daí seu apelido, “MISTER 5X5”, também canção de seu repertório.
A voz de RUSHING era tão potente que se sobreponha aos metais da orquestra; o que lhe rendeu a fama de ser o MAIOR “BLUES SHOUTER” DA HISTÓRIA!
JIMMY é um dos oito JAZZISTAS homenageados com SELO pelo CORREIO AMERICANO. Um portento! Ele cantou até 1970, e gravou com muita gente. Aqui estão quatro exemplos entre diversos que o Pretão nos brindou! Cesar Garini Klaus Sveigner Carlos Alberto Santos Rocha Ayrton Mugnaini Jr. Damaris Menon Do Espírito Santo Luiz Carlos Ferreira Julio César Andrade Anderson Liscovski Olga Garini
TIO SÉRGIO recomenda esse álbum com o “DAVE BRUBECK QUARTET,” gravado em 1960. É um primor de arte e técnica! Exibe a integração e o contraste entre quatro músicos excepcionais, mas ACADÊMICOS, e a sensibilidade BLUESY , RUEIRA e BALADEIRA, o “JIMMY RUSHING”!
Hoje o TIO SÉRGIO está de bom humor. Portanto, Beatriz Tôrres , Gerson Périco , Cesar Lima Renato de Moraes Almir Affonso Adalberto Graciolli Antonio Augusto Souza Lima e@ ouvir o “JIMMY RUSHING” é um tributo ao sublime no meio de tanta chateação e mediocridade.
DESFRUTEM; EMPANTURREM-SE!!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 30\08\2018\\
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CAN – THE SINGLES – O INESPERADO FEZ UMA SURPRESA!

Tio Sérgio foi surpreendido e ficou exultante! E para a maioria dos amigos eu deixo a eterna questão da novidade – seja ela moderna ou não: “What porra it’s this”?
Pois, então! É KRAUTROCK ou ROCK PROGRESSIVO alemão? “Ma non tropo” ? Seria?
Essa edição é uma coletânea de SINGLES feitos dos anos 1970 em diante por uma banda ícone, seminal, mal compreendida e nem sempre bem amada!
Tenho outras coisas gravadas por eles, e confesso: não é em toda ocasião que aguento ouvir. É obra difícil de se gostar. A banda tem um japonês no vocal DAMO SUZUKI – pasmem! Os D.J.s e a turma que sampleia músicas os têm em alta conta. É justo.
A modernidade os restaurou, e mesmo que a maioria das faixas tenham sido recuperadas de arquivos “assassinados” por gravadoras irresponsáveis e gente inepta. Este CD é uma reconstrução; é raro e talvez precioso. Coisa que os alemães e japoneses fazem muito bem.
TIO SERGIO ficou exultante quando pegou o pacotinho na portaria do prédio. Porquê nesse meio tempo entrou o BRASIL e suas deficiências! A minha conclusão é cristalina: Foi postado na Inglaterra em 13 de outubro de 2017. Chegou em abril de 2018!!! Vai ver o pacotinho fez turismo de navio pelo mundo inteiro. Desembarcou no Brasil e resolveu hibernar na Receita Federal por uns seis meses. Davidson Senomar!
No geral, foi o tempo de uma quase gravidez e um parto nada prematuro! Felizmente, o nenê é saudável. Os correios da antiga União Soviética e da Albânia comunista eram certamente mais ágeis.
Tente ouvir o CAN – se você tiver coragem!!!! É instrutivo.
POSTAGEM ORIGINAL: 28\08\2018
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