THE ESSENCIAL: SÉRIE COM DIVERSOS VOLUMES: BOX COM 3 CDS E UMAS 50 MÚSICAS.

Coleção ideal para quem prefere não ser completista. Gravações originais bem remasterizadas; que dão panorama preciso de cada artista, e como se desenvolveram tanto em estúdio quanto ao vivo.
THE WHO
Entre as 49 músicas do repertório estão hits seminais e faixas clássicas. Os SINGLES mais importantes nas versões originais em MONO – “pedradas” espetaculares. E, também, o essencial de cada álbum em STEREO.
A seleção é representativa e foi bem feita! Não faltam “MY GENERATION”, “PINBALL WIZARD”, “BABA O`RILEY”, “WHO ARE YOU”, “YOU BETTER YOU BET”; e mais, muito mais!
As gravações ao vivo foram bem captadas ou melhoradas ao infinito; como “SEE ME, FEEL ME”, na arrepiante e demolidora versão gravada no FESTIVAL DE WOODSTOCK, em 1969. Onde o quarteto deixa claro o quanto eferveciam os shows! Um dos motivos da fama que ostentam!
Também no box a minha preferida, “atualmente”: “EMINENCE FRONT”, é “FUNK” anos 1970/80, que passou batido por mim. É irresistível; tocou ninguém fica parado!
Não estranhem: THE WHO era, principalmente nos anos 1960, um compósito de “R&B/MOD/BEAT”, que sabia emular JAMES BROWN e combinava o ROCK visceral com sons ‘a MOTOWN, STAX e seus herdeiros.
Observem o quanto fica explícita a maior entre as qualidades da banda: o peso enorme que conseguiam dar a cada música! “Gentileza” do “conúbio sonoro” entre o baterista KEITH MOON e o baixista JOHN ENTWISTLE. Ouçam o single original de “I CAN SEE FOR MILES”, em MONO! , e “ARMENIA CITY IN THE SKY” em STEREO, ambas de 1967. Ninguém se aproximava em expressividade, volume e peso. É ROCK de verdade!
Nesta coletânea você perceberá nitidamente a evolução da banda; e quanto PETE TOWNSHEND e a molecagem de rua de um ROGER DALTREY fizeram para que THE WHO atingisse aonde chegaram.
Imprescindíveis!
THIN LIZZY
Com as devidas diferenças de estilo, as observações gerais feitas sobre THE WHO valem para o THIN LIZZY, nas 51 faixas desta coletânea.
Eram muito pesados graças à liderança do baixista e vocalista PHIL LYNNOTT, que tocava bem e é marcante no som do grupo. Ele morreu em 1986 e tem estátua em sua homenagem no centro de DUBLIN, pela contribuição cultural à IRLANDA. PHIL é um ícone nacional!
O THIN LIZZY foi basicamente uma banda de guitarras. Durante os anos 1970 e parte dos 80, SCOTT GORHAN, BRIAN ROBERTSON, JOHN SYKES e GARY MOORE, cada qual a seu tempo e sempre em duplas, compuseram o som pesado e seco, que os definia: sempre fieis ao HARD-ROCK, com pitadas FOLK e, vez por outra, POP.
O THIN LIZZY fez bastante sucesso, e tocou mundo afora. E discos de meados dos anos 1970, como JAILBREAK e JOHNNY THE FOX, são colecionáveis e legais de ter!
O LIZZY é claramente influente no que fizeram as modernas bandas de METAL, a chamada NWOBHM (New Wave of British Heavy Metal ). O IRON MAIDEN é tributário e um dos descendentes do THIN LIZZY !
Esse “box” abrange de 1969 a 1983. Aqui estão os hits, as faixas legais de LPS e SHOWS ao VIVO – em que sempre foram vibrantes e muito bons!
Coletâneas abrangentes e bem feitas servem para isso. Mesmo os completistas aproveitam muito as gravações remasterizadas e atualizadas.
Ah, se encontrarem, por aí, um DVD em tributo ao PHILL LYNNOTT, em que o GARY MOORE é o anfitrião, podem comprar sem susto: é sonzasso e pauleira brava!
Valem a pena.
POSTURA ORIGINAL: 11\09\2021
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ROLLING STONES – SÉRIE ESPECIAL – 1970 – 1981 – A RESTAURAÇÃO DO RITO

Tá bom! A DECCA RECORDS recusou os BEATLES, em 1962, mas não titubeou e contratou os ROLLING STONES, pouco tempo depois. Então, pessoal, jogo empatado.
Digam o que disserem, o mais completo espírito do ROCK pós ELVIS PRESLEY foi erguido pelos ROLLING STONES!
Mas TIO SÉRGIO, você perdeu a razão? Como é possível esquecer o CHUCK BERRY, LITTLE RICHARDS e outros seminais?
Não esqueço; mas argumento:
JAGGER e RICHARDS são antípodas e complementares. A energia e saúde que MICK esbanja nos palcos se contrapõe à progressiva e – até agora – não consumada autodestruição de KEITH. EROS E THANATOS em dupla inseparável.
Nenhum ícone POP foi mais perfeito do que a somatória de qualidades e defeitos desses dois: Rebeldia, talento, insurgência, sexo, drogas e ROCK´N´ROLL expostos à visitação pública por décadas! Mais de 60 anos em cena, e ainda incólumes ( ou nem tanto…)
A morte da rainha ELIZABETH II, símbolo do conservadorismo aceitável e da integração do REINO UNIDO à sua ideia de existência; representou a vitória da ALBION constatada intelectual e artisticamente pelos KINKS – mesmo que, por eles expressada por injeções de sarcasmos e ironias quase mortais. Quase…
Já MICK JAGGER e KEITH RICHARDS simbolizaram e mantiveram o MITO da desagregação que não houve. Mas eles bem que tentaram… contanto que não atrapalhasse as finanças…
E do RITO destrutivo exarado da década de 1960, os dois recomeçaram a manutenção do MITO; que expandiu-se mais ainda a partir dos 1980 e sobrevive até hoje – Beyond?
O RITO maior é a DISCOGRAFIA realizada e consolidada. Se nos tempos dos sixties eles tiveram o período mais produtivo; durante a década de 1970 pretenderam e conseguiram expandir. Inclusive para compensar o roubo descarado que sofreram durante a primeira e mais criativa fase da carreira, entre 1964 e 1970, mafiosamente perpetrado pela “administração” ALLEN KLEIN.
Hoje, aquela criação da dupla JAGGER & RICHARDS pertence aos KLEIN. Porém, um acordo judicial melhorou o recebimento de ROYALTIES, e permite que os STONES usem o repertório em shows e nas coletâneas com o material dos “seventies”, em diante.
Os ROLLING STONES mantêm a lucrativa “empresa” no jogo, sob a direção geral de MICK JAGGER. No entanto, a criatividade artística de outrora diminuiu. Aliás, é comum acontecer:
Na década de 1970, “Los ROLLINGS” fizeram SETE discos de estúdio. Nos 1980 restringiram a produção. E a mesma coisa de 1990 em diante. O trabalho da “multinacional” é administrar a “escassez” e manter o culto inalterado. Eles conseguem…
Então, expandiram o MITO. Realizam shows milionários e bem recebidos. Lançam uma profusão de discos ao vivo escavando o passado, documentando para o futuro e aproveitando o presente. Permanecem ativos e desejáveis. E ainda bem!
MITO E RITO convivem e consolidam a inserção na História. O mundo gosta dos ROLLING STONES. E muitos colecionam seus discos, etc… – inclusive o TIO SÉRGIO, aqui.
Todo artista mantém faixas gravadas não lançadas que garantem a preservação do MITO e a gana dos fãs. Os STONES legaram poucas, muito poucas… Mas venderam supostamente 250 milhões de discos em vários formatos, durante a carreira. Deve ser mais – bem mais. O que garante vida boa aos integrantes – e nababesca a KEITH RICHARDS e a MICK JAGGER.
Os discos aqui postados fazem parte de uma série limitada americana. Saíram no decorrer dos 1990 e são itens de coleção.
Uma boa definição para MITO afirma ser “algo que sempre existiu – mas jamais aconteceu”. Com os STONES foi diferente. São mitológicos porque existiram de fato; mas ultrapassaram em fama as próprias realizações.
Como todo mundo, eles também envelheceram.
Porém, sem os excessos de JAGGER no palco e sem o comportamento exuberante de RICHARDS pelaí na vida, não haveria FREDDIE MERCURY, OZZY ou AXL ROSE e nem a performance iconoclasta do THE WHO; ou a transgressão de LIAN GALLAGHER – isto para resumir em poucos.
E o ELVIS, TIO SÉRGIO?
Certamente, é o MITO supremo do ROCK. Mas convenhamos: era um sujeito conservador por vocação. E dominado pelo empresário, o boçal e reacionário CORONEL PARKER. A autodestruição de PRESLEY provavelmente está ligada à falta de autonomia pessoal – o que não falta a MICK e KEITH.
Através de JAGGER, o rebolado que ELVIS iniciou e divulgou tornou-se muito mais crível e autêntico. Um símbolo de autonomia lúdica, descontração e autoconfiança de uma geração contestadora.
Seria?
Com a palavra ANITTA.
POSTAGEM ORIGINAL REVISTA: 09\09\2026
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JIM CAPALDI, EM ÁLBUM CULT. E A VERSÃO DE ANNA JÚLIA, DE “LOS HERMANOS”!!!

TIO SÉRGIO, o imprevisível, foi buscar em sua coleção os discos do baterista do TRAFFIC, JIM CAPALDI. Para os que não sabem, ele morou no Rio de Janeiro e foi casado com brasileira.
O primeiro na foto, é SINGLE PROMOCIONAL lançado em 2001. JIM CAPALDI canta ANNA JÚLIA, sucesso com LOS HERMANOS. É versão BEAT, quase no POP ALTERNATIVO, muito agradável e colecionável.
CAPALDI está acompanhado por nada menos que GEORGE HARRISON; IAN PAICE, baterista do DEEP PURPLE; e PAUL WELLER – também guitarrista, é um ícone do ROCK CONTEMPORÂNEO e fundador da seminal banda PUNK inglesa THE JAM. O GEORGE vocês lembram quem foi, né?
O outro álbum na foto é o delicioso primeiro disco de “JIM CAPALDI”, “OH, HOW WE DANCED”, “lançado em 1972 inclusive no BRASIL.
O time que participou estava no auge da fama:
O TRAFFIC inteiro – Steve Winwood, CHRIS WOOD e DAVID MASON. E, também, o lendário guitarrista PAUL KOSSOFF, do excelente FREE – grupo inglês de HARD ROCK. E mais a banda do MUSCLE SHOALS STUDIO, onde o fino da SOUL MUSIC e do R&B, principalmente da ATLANTIC RECORDS, gravavam na década de 1960. Por lá, fizeram discos ARETHA FRANKLIN, WILSON PICKETT e muitos mais.
JIM CAPALDI era bom compositor; mas cantor medíocre. Ele desenvolveu carreira e alguns de seus discos são bem agradáveis. Se você quiser arriscar procure este da foto!
CAPALDI morreu em 2005. Infelizmente.
POSTAGEM ORIGINAL: 07/07\2017
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TRIÂNGULO AMOROSO: NARA, RITA E “FRANCISQUINHA”

É como vejo as três. Mais próximas do que suporíamos.
“FRANÇOISE HARDY” é um cruzamento simbiótico entre “NARA LEÃO” e ‘RITA LEE”. Ela tem a “brasilidade cool” e bossanovista de “NARA”; e o espírito roqueiro de “RITA”. Funciona!
“FRANCISQUINHA” – para os íntimos – em MESSAGES PERSONELLLS, a exuberante coletânea com 3 CDS, 64 músicas, livreto, fotos, etc…, foi lançada em 2002. Sai do FOLK meio protesto, típico anos 1960; e passa pelo POP FRANCÊS temperado por BOSSA NOVA, durante as décadas de 1970/1980. E dos 1990 em diante, encara o ROCK ALTERNATIVO sofisticado. E deságua no DANCE com os PET SHOP BOYS, o AIR e o BLUR!
É viagem ampla, geral e irrestrita de música e charme, com a voz celestial e sem exageros que FRANÇOISE sempre nos brinda!
FRANCISQUINHA sempre foi moderninha.
NARA LEÃO mesmo nascida no Espírito Santo, é a “carioca antiprotótipo” – e nunca “estereótipo”. Tem o espírito da turma do LEBLON: aquela verve natural de moça sofisticada de alta classe média.
Era antenada, a NARINHA! E vanguardista, educada e visionária; e, talvez, a primeira a juntar o SAMBA do MORRO CARIOCA à BOSSA NOVA, no início dos 1960.
NARA ampliou muito o público para coisas brasileiras fundamentais. Ela compreendeu e jamais esnobou o novo POP de seu tempo, a TROPICÁLIA; o grande fenômeno sócio – cultural aqui no HOSPÍCIO do SUL, em meados daquela década. NARA defendeu o uso de guitarras elétricas; inovações artísticas subversoras; e a integração benvinda com o POP INTERNACIONAL.
Pessoa generosa, NARA LEÃO enxergou um Brasil virtuoso e tolerante, onde conviveriam a curiosidade, a gentileza e a liberdade.
A voz pequena e bem colocada, e o sotaque delicioso de carioca refinada expressavam a modernidade – já minimalista, precisa e concisa. NARA cantava bem – muito bem!!! – e com a naturalidade dos que são donos de si mesmos. Foi uma glória brasileira “IDEAL TIPO”! – Alô, Alô, MAX WEBER, baixa o teu espírito no TIO SÉRGIO aqui!
O box que congrega os CDs que expõe sua obra é muito bonito!
E RITA LEE?
Ora, CAETANO VELOSO a definiu como a mais perfeita tradução da modernidade que SÃO PAULO exalava! RITA era excelente cantora de POP-ROCK. Das três, talvez tenha sido a mais limitada artisticamente. O talvez é fundamental… Porque é uma questão de opinião.
Mas tem história e arte, a nossa RITA! Criou e desenvolveu estilo próprio identificável. A importância da obra que deixou não foi, ainda, adequadamente mensurada. Ela partiu para o infinito há relativamente pouco tempo. E haverá estudos sobre o legado, e descobertas, compreensões e conclusões mais amplas e justas.
RITA LEE representa o lado irreverente e iconoclasta do Brasil contemporâneo, que se pretende cosmopolita, tolerante, liberal; e mais integrado a modernidade internacional. Será esse o destino? Ou viveremos entropia?
Postei dessa forma e com tais palavras porque vejo nas três continuidades presentes em cada uma delas.
Acho que discotecas e coleções civilizadas revelam completude com a presença dessas três mulheres fascinantes.
Ouse; use e abuse!
POSTAGEM ORIGINAL: 07\09\2019
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JAN GARBAREK GROUP – ECM YEARS – E OBSERVAÇÕES SOBRE “PHOTO WITH BLUE SKY…” – 1978

JAN GARBAREK é norueguês e artista diferenciado, E tão importante que ao consultar o nome do cara em minhas resenhas achei umas 50 menções!!!!!
Ele está com 79 anos e semiaposentado. Mas ainda ativo e bem – ao que tudo indica. A sonoridade “nórdica” da gravadora se deve à atuação de JAN – um dos patronos daquele JAZZ FRIO, original, belíssimo e, contraditoriamente, acolhedor!
Na ECM, acrônimo para “EDITIONS OF CONTEMPORARY MUSIC”, Ele e o pianista KEITH JARRET se tornaram os artistas mais destacados.
A quantidade de discos solo e de participações em obras de mestres e colegas como EGBERTO GISMONTI, MIROSLAV VITOUS, BILL FRISELL, CHARLIE HADEN, RALPH TOWNER e TERJE RYPDAL…, somam perto de cinquenta álbuns. E nem vou retroceder a outros cantos, associações, encontros, fluências e influências, desde 1962…
JAN GARBAREK toca principalmente SAX ALTO. É um superdotado de talento notório. Criou um “SMORSGASBORD” suculento fundindo o que aprendeu em JOHN COLTRANE, PHAROAH SANDERS, ARCHIE SHEPP, ALBERT AYLER, DEXTER GORDON, BEN WEBSTER…
Esteve, também, quatro anos com o grupo do pianista, compositor americano de vanguarda e grande teórico do JAZZ, GEORGE RUSSELL, quando ele morou e trabalhou na Escandinávia, em meados da década de 1960 – e, por lá, cruzou com outros craques da futura ECM: RYPDAL, ANDERSEN e CHRISTENSEN, e o pianista BOBO STENSON.
A isso tudo, GARBAREK agregou música hindu, latino americana e folclórica dos países nórdicos. E desenvolveu seu estilo distinto de tocar: um som agudo, de notas longas e o uso do silêncio e do espaço entre as frases.
JAN GARBAREK é um estilista!
A primeira gravação que realizou na gravadora foi “AFRIC PAPPER BIRD”, em 1970, consolidando “a linguagem sonora” da ECM. Ele prosseguiu carreira por lá. E fez sua participação derradeira em “OFFICIUM NOVO”, álbum famoso e imprescindível, gravado em 2010 com o quarteto masculino britânico especializado em música antiga, THE HILLIARD ENSEMBLE.
Contudo, seu último trabalho “de carreira” para ECM foi “IN PRAISE OF DREAMS”, lançado em 2004. O álbum foi indicado ao GRAMMY, em 2005, concorrendo como o melhor disco de JAZZ. Mas não levou.
E a meu ver, corretamente. Porque não é JAZZ.
No entanto, é audição rica, deliciosa, e interessante! Tangencia uma volta à NEW AGE salpicada com WORLD MUSIC.
E não por acaso: GARBAREK está inspirado e “sonda” o FOLK JAZZ NÓRDICO, sua principal morada, com a sonoridade aconchegante dos SAXES TENOR e SOPRANO. E deixa um pouco de lado a sua “expertise” principal, o SAX ALTO. Ele também opera “teclados climatizantes” para aquecer o “ambiente do repertório”.
Ao, hummm, ágape, se junta a VIOLISTA ( não violeira, se toquem…) americana, KIM KASHKASHIAN, que depois levou o GRAMMY de melhor artista de música clássica SOLO e de ORQUESTRA, na edição de 2012. Só isso! Acho que nunca percebi o som de uma VIOLA “clássica” tão insinuante, delicadamente grave, e integrado aos SAXES!
E para salgar adequadamente o molho está a percussão afro do franco – marfinense MANU KATCHÉ, unindo ritmo e andamento e pontuando com a sutileza que um “disco tão fronteiriço” de gêneros merece.
PHOTOS WITH BLUE SKY, WHITE CLOUD, WIRES AND RED ROOF
Um grupo jazzístico que tenha músicos excepcionais como o baixista EBERHARD WEBER; JON CHRISTENSEN, na bateria; e JOHN TAYLOR, no piano é infenso a vulgaridades e caminha para longe do óbvio!
O disco é de 1978 e a minha edição em CD é alemã dos anos 1990. Talvez ajudado pelos ajustes de cabos em meu “set-up”, o som está “demoniacamente angelical” !
Sobre a música?
O melhor que se pode desejar num disco de JAZZ contemporâneo é que traduza avanços artísticos em harmonias e melodias inteligíveis. E traga o conhecimento das vanguardas expostos em musicalidade explícita; mas de jeito que a beleza da obra construída fique distante do convencional, e soe para quaisquer ouvidos bem equilibrada e agradável.
É difícil alguém não gostar deste álbum, porquê o quarteto conseguiu tudo isso! E nem vou comentar o espetacular e meticuloso sax tocado por GARBAREK!
Se você tiver de escolher somente um disco da sideral gravadora ECM escolha este “PHOTO WITH BLUE SKY…, resumo das obras intensas e indispensáveis criadas pelo compositor.
Ouça o quanto antes! E compre se puder. É para a vida inteira. E a bela capa te convida a viajar.
JAN GARBAREK nos legou arte notável e “ocultou-se” em cena.
POSTAGEM ORIGINAL: 06\09\2026
Pode ser uma imagem de texto que diz "JAN GARBAREK DANSERE BOBO BOBOSTENSON STENSON PALLE PALLEDANIELSSON DANIELSSON SSON JON JONCHRISTENSEN TERJE TERJERYPDAL RYPDAL ARILD ANDERSEN ANGARBAREKGRCUP JANGARBAREKCRACUP GARBAREK ORCUP ECM JanGarbarek WITCHI-TAI-TO WITCHI-TAI-TO TAI-TO WITCHI- Mupelye lalesan 一 DANSERE SART CArBANE StAR กอรม JAN GARBAREK DANSERE BOBO STENSON PALLE DANIELSSON SSON JON CHRISTENSEN TERJE RYPDAL ARILD ANDERSEN ECM"

AVENTURAS PSICODÉLICO – BARROCO PROGRESSIVAS – E OUTRAS VIAGENS ASTRAIS 1965/73

TIO SÉRGIO, o agregador de prazeres, tem a honra de apresentar e esclarecer aos sobrinhos o lugar correto dos “ZOMBIES” e o MASTERPIECE, “ODESSEY AND ORACLE”, na fila dos deflagradores da modernidade.
Pois bem, o que os americanos “THE LEFT BANK” fizeram em 1966 e também com SUCESSO de PÚBLICO, os “ZOMBIES” recriaram em 1968 na tentativa de se manterem vivos, após um início promissor que não se estendeu.
Está tudo lá atrás no álbum do “LEFT BANKE”: cravo, piano, orquestração emulando o clássico, em arranjos sofisticados em cima da batida “BEAT” quase “PSICODÉLICA”.
Querem as provas? Ouçam “WALK AWAY RENEE”, gravada em julho; e “PRETTY BALLERINA”, em dezembro; ambas em 1966. São dois monumentos POP incontestáveis. Aliás, comprem esta coletânea ou descolem o primeiro e raro LONG PLAY dos caras.
Ouçam e comparem aos ZOMBIES. Então, declarem de público as semelhanças. É impossível que “ROD ARGENT”, “COLIN BLUNSTONE” e a “trupe” formadora da banda, não os tivessem escutado e admirado. Aliás, “THE LEFT BANK” também precede ao PROCOL HARUM: “A WHITER SHADE OF PALE”, provavelmente a canção mais famosa deste “sub gênero”, foi gravada em 1967.
No entanto, é bom saber que o grande conceito que orientou as duas bandas foi anteriormente desenvolvido por outros artistas, inclusive de outros gêneros do POP.
Vamos retomar alguns “SINGLES” da época. A ideia está em “AS TEARS GO BY”, lançada em 1965, e “LADY JANE”, de junho de 1966, ambas clássicos dos “ROLLING STONES”.
E tornou-se mais conhecido, ainda, quando os BEATLES lançaram “YESTERDAY”, em setembro de 1965; e fizeram “ELEANOR RIGBY”, executada por um “QUARTETO DE CÂMARA” espetacular, e veio ao mundo em 05 de agosto de 1966, no álbum “REVOLVER”.
Resumindo: o “NOVO” foi uma sucessão de “WORKS IN PROGRESS by many musicians”. IT WAS?
Quem quiser se aprofundar procure o BOX na foto, “COME AND JOIN MY OCHESTRA”: 80 faixas exemplares do “GENESIS” ao “CURVED AIR”; de “AL JOHNSON” a JOHN GEORGE!!!
Heim, TIO SÉRGIO? Os dois últimos são os famosos “Quem”?
Pois, é! Há um mundo para desbravar…
O uso de ORQUESTRAS e elementos da MÚSICA ERUDITA tornaram-se paradigmas do futuro, e desaguaram no “ROCK PROGRESSIVO SINFÔNICO”. Vide os “MOODY BLUES”, “DAYS OF FUTURES PASSED,” de 1967; e várias tentativas de POP/ROCK BANDS em quaisquer épocas. A tendência permanece “pelaí” até hoje.
A primeira vez que eu escutei “cravo” em gravação de ROCK foi no primeiro HIT dos YARDBIRDS, “FOR YOUR LOVE”, lá por 1965. É um SINGLE seminal onde o grande tecladista “BRIAN AUGER” tocou o instrumento e “ERIC CLAPTON” a GUITARRA. E ali  fundamentaram mais um pouco o “ROCK MODERNO” e suas possibilidades.
Então, sobrinhos, os “ZOMBIES” sobem no avião depois do “PROCOL HARUM”; antes entrou “THE LEFT BANK”. E ainda antes vieram os BEATLES e os ROLLING STONES.
Mas os primeiros a reservar espaço na aeronave foram os YARDBIRDS”. E, se procurarmos direitinho, quem sabe a gente encontre cravo e outros instrumentos “nobres” espalhados pela música popular mundo afora.
TÁ CONFUSO?
NÃO TÁ, NÃO! TALKEY?
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O PRIMEIRO TIME DA M.P.B. E A LINGUA PORTUGUESA

Permitam-me um pequeno ensaio sem ter ensaiado o suficiente para escrevê-lo. (Ehhh, tio Sérgio! Já começou dizendo bobagens…)
Não tenho conhecimento ou fiz reflexão suficiente para entrar no cosmo individual de um cada desses artistas esplêndidos.
E nego que os discos aqui postados estejam, cada um por si, na cogitação do que pretendo dizer.
O papo é outro, mas oblíquo…
Estou encafifado pelo que, há décadas, parece-me injustiça histórica.
Sou da geração dos que nasceram no início dos anos 1950. Homens e mulheres que observaram os estertores de uma visão de Brasil que oscilava entre o indulgente e o profundamente preconceituoso.
Um Brasil que não se apresentava em sua completude a seus habitantes e, principalmente, à sua elite. A sociedade brasileira requer análise mais profunda por parte dos que sobre ela pensam.
A minha constatação é que os grandes compositores e letristas brasileiros já deixaram no passado a ideia de uma língua “INCULTA”… Há muito trabalham a beleza sofisticada que nela habita.
A nossa melhor música é conhecida pela qualidade de sua lírica; as letras que dão substância às canções.
OLAVO BILAC escreveu um poema chamado “LÍNGUA PORTUGUESA”, famoso pelo verso inicial “ÚLTIMA FLOR DO LÁCIO, INCULTA E BELA…”
Pois, bem. A intenção de BILAC era uma defesa sentimental-nacionalista da beleza de uma língua ainda supostamente rude. A última entre as línguas latinas criadas a partir do LATIM vulgar, e falada no extremo oeste da Europa… oooopsss: em PORTUGAL, mesmo…
E, de lá, espalhou-se para o BRASIL e a comunidade de países que falam o português.
Se um dia o PORTUGUÊS fora rude e inculto, a partir de CAMÕES e os LUSÍADAS, consolidou-se como língua sofisticada e cheia de recursos.
Lembro-me de um dos grandes professores que tive na FFLCH da USP: José Jeremias de Oliveira Filho. O mestre lecionava LÓGICA e FILOSOFIA DA CIÊNCIA ( não lembro ao certo se o nome das matérias era esse mesmo ).
Certa aula, Jeremias explicou que ao verter um texto complexo, filosofia, por exemplo, do alemão para o português, os recursos da nossa língua permitiam que o texto original se revelasse intacto, do começo ao final, depois de traduzido. O sentido não se perde.
Então, questiono: INCULTA , mesmo que BELA?
Não. Está nítido!
Já em meados dos anos 1990, na CITY RECORDS, uma das lojas de CDS que tive, eu me recordo de duas garotas americanas que iam lá de vez em quando. Elas faziam doutorado em língua e literatura brasileira, na USP. Falavam um ótimo português, e já estavam pra lá de ambientadas com o esculacho tropical pátrio.
Uma delas, ouvindo um CD do CHICO BUARQUE, comentou que o português era a “língua” detentora da mais “perfeita linguagem” sobre o amor que ela conhecia!
O CHICO concordaria, certamente!
TOM JOBIM, CAETANO VELOSO, GILBERTO GIL e CHICO BUARQUE escrevem magnifica e criativamente bem! Todos eles. Não houve revolução, ou moda, que os tirasse do pódio como os quatro maiores entre tantos excelentes!
Depois que BOB DYLAN recebeu o NOBEL DE LITERATURA; e de GERALDO CARNEIRO, poeta e letrista de músicas ( para EGBERTO GISMONTI, por exemplo ) ter sido eleito para ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS, hoje se fala da pertinência de poetas letristas assumirem cada vez mais a honraria!
Eu concordo plenamente. E dou meu pitaco:
Continuo sobre CHICO. Além das exuberantes canções de amor, e de sua luta intelectual e militante contra a ditadura militar, BUARQUE é arquiteto de letras ultra complexas do ponto de vista poético e de linguagem!
Observem CONSTRUÇÃO, que justaposta a DEUS LHE PAGUE é, para mim, o melhor compósito entre MPB-ROCK PROGRESSIVO -PSICODELIA já feito na MPB!
A orquestração de ROGÉRIO DUPRAT tem ecos claustrofóbicos pertinentes à letra; e, sutilmente, lembra o clima de certas músicas da banda americana SPIRIT, nos anos 1960. É vanguarda pura para 1971!
Somando discos de musicalidade e temas autenticamente brasileiros, aos livros bem escritos e aceitos que lançou; e sempre evidenciando a beleza poética em tudo o que compõe, CHICO BUARQUE é o meu candidato à próxima vaga na ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS.
De certa maneira, TOM, GIL E CAETANO são pontes entre a música brasileira e o POP INTERNACIONAL.
TOM JOBIM, claro, é um dos estruturadores da BOSSA NOVA, e mais afeito ao JAZZ, ao LOUNGE e ao “FALSO EASY LISTENING”. É o mais internacionalizado entre os músicos brasileiros.
Ele foi vítima de versões infantilizadas de suas letras, ou simplificadas de suas músicas, mas soube desfrutar do que lhe trouxe o lado bom da exposição que teve.
GILBERTO GIL, que já chegou à A.B.L. , também pertence ao lado internacionalizado do POP brasileiro. Sempre fez um crossover criativo, que jamais deixou de ser brasileiro, mas é perfeitamente compreensível e absorvido pela linguagem musical internacional.
GIL sempre flertou com sons caribenhos. Afinal, do MÉXICO ao RIO GRANDE DO NORTE, descendo até a BAHIA, são todos “vizinhos” musicais.
A música de GIL propõe, e realiza, uma uma evolução para além do REGGAE e demais sonoridades latinas mais conhecidas. E é orientada por um vasto colorido de ritmos e brasilidades, que dialogam com os latino americanos, mas deles se destacam.
GIL, é letrista exímio, e um estilista da PANBRASILIDADE RITMICA. ( Seria? )
O que nos traz a CAETANO VELOSO. O mais eclético, antenado e vanguardista entre os compositores brasileiros. CAETANO é o sintetizador de um vasto arco anárquico, que vai da música brasileira mais tradicional, passa pela revolução feita por JOÃO GILBERTO; e palmilha cada passo da música brasileira atual, usando recursos de vanguarda; instila gotas ácidas de jazz; e ronda o rock alternativo.
Ele é, também, um estudioso da música de seu tempo, como um DAVID BOWIE intelectualizado, ou um MILES DAVIS mais contido. Bagunçou até a música latina tradicional, com arranjos inesperados para clássicos até bregas.
VELOSO discutiu tudo e com todos; escreveu livros e ensaios. Faz letras e poesia esplêndidas. E é um dos preferidos pelo professor PASCOALE, o mestre pop da língua portuguesa, para fisgar, em suas letras, exemplos cultos da aplicação gramatical.
Se BOB DYLAN chegou ao NOBEL, CAETANO também poderia e com méritos semelhantes.
Por escrever em português, CAETANO VELOSO pode ter um atrativo diferente.
Ele criou e lançou uma profusão de discos bem recebidos por público e crítica. Além das poesias escritas, musicadas ou não, que poderiam perfeitamente ser traduzidas para um público maior.
CAETANO VELOSO canta muitíssimo melhor do que BOB DYLAN. É um mestre refinado da língua portuguesa, e meu candidato ao prêmio NOBEL DE LITERATURA.
Então, vamos “caetanear o que há de bom”!
POSTAGEM ORIGINAL: 04\09\2021
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PAT METHENY – ECM YEARS 1976/1983

De cara vocês dirão: TIO SÉRGIO, o que têm a ver os disco do JEFF BECK e o da JONI MITCHELL com o PAT METHENY?
Penetrando o corte feito cirurgião, convido aos que ainda não ouviram a procurar uma excelente, fora do esquema, e imprescindível música gravada por JEFF BECK, no disco “ROUGH AND READY”, chamada – ou melhor “renomeada” – MAX TUNES.
Sei lá por quais mistérios, o nome dela na primeira edição do LP era “RHAYNES PARK BLUES – muito mais adequado e sensível…
A conjugação FUSION que BECK e o tecladista MAX MIDDLETON conseguiram em 1971, antecede ao cult BLOW BY BLOW e ao que METHENY & LYLE MAYS refinaram em toda a belíssima e instigante fase na ECM RECORDS, a partir de 1976.
TIO SÉRGIO aposta que você dará um suspiro de surpresa nessa tacada! PAT é figurinha carimbada. Morou no BRASIL no início dos anos 1980 e namorou SONIA BRAGA. Ele viu ruir o teto da cobertura em que vivia, no RIO, e a piscina inundar o seu estúdio! Experiência autenticamente brasileira…
Lembram as línguas ofídicas que LULU SANTOS o desdenhou dizendo que PAT era fraco. Mas quem tocou num festival de JAZZ, aqui, foi METHENY e não LULU… O resto as respectivas carreiras dizem por elas próprias
Os discos de PAT METHENY dessa época estão acima da média. BRIGHT SIZE LIFE, 1976, traz o estilista cult do baixo, JACO PASTORIOUS. É um espetáculo criado no vácuo entre o toque clássico de WES MONTGOMERY e a sua guitarra FUSION – “quase POP” e NEW AGE… Estonteante!.
Ouçam WATERCOLORS e percebam o que EBERHARD WEBER, um mestre absoluto, faz no baixo. E observem o início das pequenas SUÍTES FUSION que PAT e MAYS trouxeram em “AMERICAN GARAGE” e “AS FALLS’ THE WICHITA FALLS”. Todas cultivadas com arte e identidade para a ECM RECORDS nos anos 1970… e daí em frente.
PAT METHENY é, também, um teórico forte. Foi o mais jovem professor de música da UNIVERSIDADE de MIAMI, aos 18 anos de idade!!! Com 19 era professor na BERKLEE SCHOOL!!! Tem doutorado e discografia imensa, variada e criativa…
Um SUPERDOTADO – seguramente!
OOOOOOPSSS! TIO SÉRGIO!! E a JONI MITCHELL na parada?
Explico: este é um fantástico SHOW de JONI feito em 1980!!! A base da banda é PAT, PASTORIOUS, MAYS e MICHAEL BREACKER, no sax!
São todos artistas com discos gravados antes da fundação da GRAVADORA ECM. E moderníssimos do ponto de vista da sonoridade.
Este concerto é a “FUSION” entre o FOLK MODERNO e INTIMISTA que JONI sempre nos ofereceu; e FUSION JAZZ em desenvolvimento. Veio depois da fantástica experiência de JONI, com o elegantíssimo e sensacional álbum MINGUS, gravado em 1979! Uma “decorrência modernizada”, digamos.
Ouso dizer que de algum modo, as gravações de JEFF BECK e JONI MITCHELL constituem sonoridades básicas que MANFRED EICHER, o alemão criador da E.C.M. ajudou a sedimentar; e que tranquilamente poderia produzir.
Ter na discoteca é prazer sofisticado garantido!
POSTAGEM ORIGINAL: 30\08\2020
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JULIE LONDON – A DIVA BRANCA DA GRANDE CANÇÃO AMERICANA

Caso raro e exemplar. Mulher lindíssima começou como atriz e fez uns uns vinte filmes. Gostava e frequentava CLUBES DE JAZZ, no início dos anos 1950.
Mas cantava só para os amigos. Tinha voz pequena e afinada, versátil, límpida e sensual. Ela foi incentivada por BOB TROUP, seu marido; que era músico e produtor e percebeu o imenso talento potencial de JULIE.
É bom notar que falamos de 1956, quando a grande canção americana imperava. E além de BILLIE, ELLA, DINAH e SARAH, havia cantoras brancas de altíssimo nível.
Aconteceu ao mesmo tempo um princípio de “revolução cultural” no jeito de cantar; que nos revelou CHET BAKER e a própria JULIE LONDON. No BRASIL, a mudança desembarcou em JOÃO GILBERTO, NARA LEÃO, CAETANO VELOSO e na imensa variedade de estilos e vozes que temos hoje.
JULIE LONDON foi muito boa cantora. Gravou mais de trinta LONG PLAYS e um monte de compactos ( SINGLES ) durante sua curta e sensacional carreira de somente 13 anos!
Ela fez sucesso de verdade e seus discos são ótimos! Gravou dos clássicos da GRANDE CANÇÃO AMERICANA a COMPOSITORES seus CONTEMPORÂNEOS. JULIE Era ousada, eficaz e proficiente!
Na foto estão 16 de seus LPS, lançados em dois Boxes quádruplos de CDS; contendo oito LPs originais em cada um. E outras duas coletâneas de SINGLES. Coloquei, também, mais um disco clássico da moçona: JULIE LONDON sings the choicest of COLE PORTER, que dispensaria indicações…
TIO SÉRGIO trouxe a edição japonesa do considerado seu álbum essencial: JULIE IS HER NAME, lançado em 1956. É JULIE acompanhada apenas pela guitarra do excepcional BARNEY KESSEL, e o baixista RAY LEATHERWOOD. É magnífico! Mais COOL impossível!
JULIE LONDON foi bela, sensualíssima e, com certeza, inspiração para uma legião de onanistas frenéticos. Observem, porque raramente o visual correspondeu com tanta fidelidade ao conteúdo das obras.
Comprem os discos dela. Principalmente para ouvir…
POSTAGEM ORIGINAL: 31\0/\2019
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KEITH JARRETT – UM GÊNIO ICONOCLASTA

The KOLN CONCERT, de 1975, é o álbum mais vendido da gravadora ECM até hoje! Disco solo de improvisação impecável que podemos supor, ou classificar, como JAZZ. Mas vai além, muito além de qualquer conceito mais restritivo!
KEITH é o mais “cósmico” entre os pianistas americanos. Voa e “sidera” o tempo inteiro; mas sempre assentado em base harmônica sólida e vigorosa. Observem a mão esquerda do cara: é a “viga baldrame” da harmonia para a incrível capacidade de criar melodias que buscam o POP, o JAZZ , os CLÁSSICOS MODERNOS, and beyond. E tudo condensado nas improvisações que faz no momento preciso.
JARRET é um gênio resmungão !
Acho que andei exagerando na crítica de suas performances “extra-música”: adições de gritinhos, sussurros, relinchadas, orgasmos, flatulências…. E, também, adendos melódicos vocais, que ele nos brinda em vários discos mas não em todos; felizmente!
Portanto, vez por outra um “CALA A BOCA, KATARINO”, lhe cai bem!
Aqui estão postados exemplos de música imensamente original. Do JAZZ MODERNO mais típico à criação musical mais aberta encontra-se em KEITH o suprassumo da melodia, e da improvisação inventiva.
Ele não faz masturbações harmônicas indecifráveis e nem melodias irritantes ou monótonas. Parte do excepcional em direção ao sublime para todos os gostos – e momentos.
Quando eu crescer escrevo pro Rodrigo Marques NogueiraPierre MignacGil AndersonCesar LimaGerson PéricoAyrton Mugnaini Jr.Nelson Rocha Dos Santos acrescentando alguns arrependimentos por ter sido ranzinza com o JARRET.
Vocês todos são obrigados a gostar do KEITH!!! E, da minha parte, repito o que já disse:
Pô, KATARINO, de vez em quando “shut-up”!!!!
POSTAGEM ORIGINAL 01\09\2019
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