Estão aqui os discos que mostram a METAMORFOSE na carreira de “ERIC BURDON” após o BEAT/R&B com “THE ANIMALS”, no início dos 1960. Ele seguiu jornada variando para um compósito entre o “ROCK PSICODÉLICO/PROGRESSIVO” e o “BLUES ROCK”, passando por uma criativa “FUSION FUNK/R&B” com o grupo WAR.
Os quatro primeiros discos foram gravados por “ERIC BURDON & THE ANIMALS” e lançados entre 1966 e 1969: “WINDS OF CHANGES”, 1967 e “EVERY ONE OF US”, 1968. E saíram, inclusive no BRASIL, “THE TWIN SHALL MEET” e “LOVE IS”, ambos em 1968.
São todos muito bons E feitos dentro da estética do ROCK PSICODÉLICO.
Mas a caminho de um PROTO-HARD ROCK. O que os tornou vizinhos do que fizeram, de 1968 em diante, o “HUMBLE PIE”, “FREE”, “SPOOKY TOOTH” e o “DEEP PURPLE” – para ficar em alguns….
TIO SÉRGIO convida vocês todos para curtir o exemplo matador que ERIC & THE ANIMALS perpetraram: “RIVER DEEP, MOUTAIN HIGH”, clássico de “IKE & TINA TURNER”! É versão espetacular e selvagem. Um “GUMBO” de ingredientes para um “BLUES-ROCK” que tangencia o “PROGRESSIVO”. E destaca a imensa e inacreditável potência da VOZ de BURDON! É UM “TOUR DE FORCE” imperdível!
E, para complementar, é uma das primeiras gravações profissionais do consagrado guitarrista “ANDY SUMMERS” – que depois fundou “THE POLICE”; e hoje é atuante universo musical afora em parceria com DEUS e o MUNDO. Inclusive os nossos “ROBERTO MENESCAL” e “FERNANDA TAKAI”… ANDY permanece artista de ponta!
Porém, existe algo na “GENÉTICA BLUESY” de “BURDON” que não orna com a necessária sutileza e complexidade do ROCK PSICODÉLICO/PROGRESSIVO. É questão de gosto, é claro. Mas e daí ?!?!
Se “JANIS JOPLIN” “JUSTAPÔS” o BLUES e a PSICODELIA com sua voz peculiar, por que ERIC BURDON não poderia tentar o mesmo? Afinal, ele era o maior “BLUES-SHOUTER” da INGLATERRA. E quem o assistiu ao vivo – E o TIO SÉRGIO “did it” – esteve lá e sabe que ele CANTAVA bem afastado do microfone, tal a potência da voz que emitia!!!
“ERIC BURDON” não é como “GARY BROOKER”, o “crooner” do “PROCOL HARUM”, outra voz buscada nas entranhas do BLUES. Mas temperada pela sofisticação das letras de “KEITH REID” e certa contenção até acadêmica.
“ERIC BURDON” era moleque das ruas e não um GENTLEMAN. Por isso, encaixou-se à perfeição quando se juntou ao “WAR” – ótima banda de “R&B” criadora de “FUSION” algo JAZZÍSTICA de RITMOS LATINOS e POP NEGRO percussivo e dançante. Gravaram juntos três “Long Plays” e tiveram enorme sucesso de público e crítica, entre 1970 e 1972
Dali em diante e até hoje, ele se apresenta, grava de vez em quando e continua o MITO ERRÁTICO DO “BLUES”.
Curiosidade: foi “ERIC BURDON” quem indicou o guitarrista “JUSTIN HAYWARD” para os “MOODY BLUES”. Na época, o grupo estava perdido e sem futuro no R&B…
A entrada de JUSTIN E e do baixista JOHN LODGE revolucionou a ESTÉTICA da banda. Em 1967, gravaram “DAYS OF FUTURE PASSED, e surgiu o “ROCK PROGRESSIVO SINFÔNICO”.
São as surpresas que o acaso engendra.
Houve uma CANJA RESERVADA em BAR FAMOSO DE SAMPA, numa das vezes em que “ERIC BURDON” esteve por aqui.
Não pude ir mas três amigos estiveram lá. E um deles levou seus discos raros e originais dos ANIMALS para serem autografados.
ERIC autografou com boa vontade; mas, xingando, rabiscou em cima da foto de “ALAN PRICE”, o organista da banda. Os dois se odiavam!!!
O meu amigo ficou possesso!!!!! Hoje, até ri do entrevero….
Há no meio da postagem o ingresso para o SHOW, no extinto “PALACE”, em SAMPA, acontecido na década de 1990.
“BURDON” e outro MITO, o tecladista “BRIAN AUGER”, e BANDA! Está autografado por ambos. E foi um privilégio e grande prazer assisti-los.!
Ouçam ERIC BURDON. É um CLÁSSICO MARCANTE!
POSTAGEM ORIGINAL:06\09\2019

POSTAGEM ORIGINAL:06\09\2019









