Não vou fazer resenha dos últimos discos que entraram para a minha discoteca. Chegaram – fui buscar – ontem. A música é do meu gosto, são artisticamente relevantes, enfim, audíveis e comentáveis.
Porém, os preços tornaram-se proibitivos.
Não vou me ater ao preço do luxuoso BOX com quatro CDS, de JONI MITCHELL – JONI JAZZ, 2025 -, que colige o que ela gravou e pode ser considerado JAZZ e adjacências. É produto especial, limitado, e imperdível.
Mesmo assim, custou uns $ 86,00! Muito caro, comparando-se ao que custaria uns dois anos atrás!!! E, principalmente, porque todo o material eu tenho nos CDS originais.
Mas os restantes, também importados, suplantaram a decência e a razoabilidade, e chegaram por $32,00 cada um!
E eu te lembro que a queda no preço do dólar, no BRASIL e no mundo é contínua e persistente. Hoje, o dólar turismo usado para a importação de pequenos objetos, está cotado em torno de R$ 5,50!
Você dirá: TIO SÉRGIO, What fuck porra it´s that!?!?
Pois, é!!!
No entanto, o preço dos CDS no exterior vem progressivamente aumentando. Os dois novos relançamentos dos clássicos do BLACK SABBATH, na foto, chegaram para mim, com o frete, a curra fiscal e o trabalho do lojista importador por $ 32,00 (trinta e dois dólares!), uns R$175,00 CADA UM!
E vou te informar, é a mesma mixagem e a masterização do CD lançado uns onze anos atrás pela BMG. É o mesmo artefato com outra roupagem – e a capa do CD anterior tinha mais vida!!!!
O mesmo preço custou MY BLOOD VALENTINE, lançado originalmente em 1991. Ou seja…
Ahhh, tomei coragem e importei o PORTAS, último CD de MARISA MONTE, gravado uns 4 anos atrás, mas que a SONY não lançou no BRASIL!!!! Custou um pouquinho mais caro!!!
Mas a coisa não está muito diferente aqui. O RENAISSANCE, uma reedição nacional do clássico PROLOGUE, lançado originalmente no ano de 1972, custou perto de R$ 80,00! quase $15,00! Eu tenho outra edição, e comprei esta não sei o porquê!!!!
Quer dizer, estamos fo… Toffoli!
Tudo considerado: os preços mais caros no exterior, que são explicados também pela queda no consumo de CDS, um objeto já fora de moda nesses tempos de STREAMING e VINIS. E a isso a gente soma a curra fiscal do insaciável Estado brasileiro, os custos crescentes da produção aqui no BRASIL; e com a queda da renda, e das vendas desse objeto outrora do desejo. As lojas estão cada vez mais raras…
E chegamos aos portais da extinção.
O TIO SÉRGIO propõe aos SOBRINHOS a seguinte questão:
Qual o preço justo para cada um de nós comprar, vender, ou avaliar quaisquer CDS de nossas coleções?
Eu respondo com uma negação: faz algum tempo que tenho evitado trocar em lojas os meus CDS usados, todos em excelente estado, e de qualidade musical acima de dúvidas.
Todos custaram caro, e hoje são subavaliados, o que me impossibilita de fazer “upgrades”.
Não posso comprar um CD por $ 32,00 e entregar os meus por menos de $4,00. Não é justo.
POSTAGEM ORIGINAL: 12\02\2026

POSTAGEM ORIGINAL: 12\02\2026
