GRAND FUNK RAILROAD – MARK, DON & MELL – 1972 – COLETÂNEA JAPONESA, LUXUOSA, E ÁLBUNS ORIGINAIS

Japonês é japonês – no singular soa melhor. São mais ortodoxos do que sexo papai-mamãe, e relançaram essa coletânea exatamente como a original: um resumo dos cinco primeiros LONG PLAYS.

Sem preliminares, e outros quitutes…Apenas doze músicas, todas relativamente longas. O primeiro disco tem 39 minutos, e o segundo 41. Claro, caberiam mais coisas. Daria para engrossar com faixas bônus dos 4 primeiros discos de estúdio, o que deixaria os fãs da banda mais satisfeitos ainda!

No mais, japonês é japonês!

O álbum duplo é produção que só os irmãozinhos de olhinhos puxados fazem! A bem da verdade, eles e também os alemães – aqueles grandalhões rústicos.

Os orientais são meticulosos, preciosistas; e oferecem produtos refinados, de altíssima qualidade gráfica, com poster, e letras em inglês e japonês. As capas internas são cópias das originais, com a reprodução de matérias de jornais da época.

Agora, e o texto? Bom, é só pra quem chama, Fumiko, Massataka, Kunio, Hiromi…, e lê e compreende o que está escrito. Japongagem como sempre se espera…

Chegou dia desses. Eu ainda não escutei pra valer. Mas, dou fé ao meu amigo Fábio Dean. Ele disse que a tecnologia MQA-CD x UHQCD = sei lá o que está escrito no adesivo que acompanha… é qualquer coisa de sensacional!!!

Aliás, já percebi! Saberei com mais profundidade.

Eu não sou muito “GRANDFUNKEIRO”, mas gosto muito do som rascante, pesado e genuinamente ROCK´N´ROLL dos caras.

Principalmente os três primeiros: ON TIME, GRAND FUNK RAILROAD, ambos de 1969; e CLOSER TO HOME, 1970 – o meu predileto da discografia inteira.

Estão também aqui na foto, o LIVE ALBUM, gravado em 1972, que tem uma de minhas capas prediletas em todos os tempos! E colige em show a fase inicial. E mais o SURVIVAL, incluído na coletânea, já que do período abrangido.

TIO SÉRGIO, aqui, estava entre os que achavam a banda rústica demais, para um tempo em que o ROCK PROGRESSIVO já estava botando os teclados e guitarras em outros contextos. Até THE WHO já não era mais o mesmo… Hummmm!

Tudo considerado, há décadas acho impossível gostar de ROCK e não ter e colecionar discos do GRAND FUNK RAILROAD.

Eles eram diferenciados, reconhecíveis a milhas de distância, e faziam som combinando HARD ROCK, BLUES, HEAVY METAL, FUNK… e aquela agressividade respingada pelo BLUE CHEER, o MC5 e os STOOGES, todos contemporâneos.

Sem o GRAND FUNK não haveria o KISS, nem o GUNS & ROSES; e quem sabe, nem RAMONES ou RED HOT CHILLI PEPPERS. Seria?

Resumindo, é o barulho branco odiado pela crítica e adorado pelos garotos e garotas daqueles tempos em diante…

Hoje, eu gosto e coleciono! E com muito prazer!
POSTAGEM: 26/04/2023

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