GRATEFUL DEAD – ELEMENTOS PARA UMA  RELEITURA 

Tempos atrás li, no Estadão, que BILL KREUTZMANN, baterista e fundador do GRATEFUL DEAD, estava lançando livro de memórias. As que ficaram, claro! Sobreviventes do excesso de drogas, álcool, sexo e tudo o mais que mitificou os anos 1960/1970, da cultura hippie à contestação política e comportamental.
BILL não se lembra dos concertos, jam-sessions ininterruptas, “raves sem D.Js.” , que notabilizaram a banda.
JERRY GARCIA, mito do rock, líder, guitarrista, e também fundador do GRATEFUL DEAD, morreu durante um processo de desintoxicação.
Teve um infarto, em 1995, aos 53 anos. Preferiu ser livre e se drogar indefinidamente. Não teve tempo de escutar o professor, filósofo e historiador, LEANDRO KARNAL, que recentemente ponderou: “é preciso ter cuidados nesse debate sobre a liberação das drogas. Porque todo viciado é um dependente”.
Bidú! Mais claro, impossível.
O GRATEFUL DEAD é, certamente, a banda americana de ACID-ROCK, também conhecido como PSICODELIA, mais famosa da época. Hoje, é uma empresa que produz, vende e mantém o mito em movimento. Feito o KING CRIMSON, e todo o mundo! E quem não faz, é explorado e morre. Portanto, vivas à boa administração!
O DEAD começou como todos: Inspirados nos BEATLES, STONES, e na turma do COUNTRY e do BLUES americanos. O primeiro disco é bastante convencional. Do segundo em diante, para usar a expressão da época, DESBUNDARAM. E nunca mais REBUNDARAM – como gosta de dizer o TIO SÉRGIO.
O charme do GRATEFUL DEAD é a constante improvisação, principalmente nos discos gravados ao vivo. Lembra resquícios de FREE-JAZZ, pela tentativa de expandir a música ad-infinitum.
Mas percebe-se, nitidamente, alguma limitação técnica e repetição no desempenho dos músicos. É forma livre de ver e executar as música, que mesclam BLUES, ROCK, e algo de JAZZ; e exalam, sempre, um quê da COUNTRY MUSIC. Claro, são muito legais, e imprescindíveis, para entender a evolução do ROCK.
Entre os seus contemporâneos eu prefiro o JEFFERSON AIRPLANE, também americano da Califórnia. É mais enxuto, musical, experimental na medida certa; e tão desviante filosófica em comportamento quanto o DEAD. Ambos faziam ROCK com estilo e imediatamente identificável.
Esta resenha acabou por me surpreender. Não percebi que tinha tantos álbuns deles!
O GRATEFUL DEAD têm um extenso fã clube, que os idolatra acima de tudo: os DEADHEADS! Eu tangencio. Mas, para os que gostam, é perfeitamente possível ter acesso a tudo o que gravaram, porque lançaram em incontáveis discos… “póstumos”, não. Eles prosseguem, de um jeito ou de outro…
POSTAGEM ORIGINAL: 05\02\2026
Pode ser uma arte pop de texto

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