KRAFTWERK – ENTRE AS BANDAS MAIS INFLUENTES DE TODOS OS TEMPOS. PONTO!

TIO SÉRGIO afirma: o KRAFTWERK, ao lado dos BEATLES, que encerrou carreira em 1970, são as duas banda mais INFLUENTES DA HISTÓRIA da MÚSICA MODERNA. PONTO.
Isto foi referendado em 2014, quando ambas foram indicadas para o “GRAMMY´S LIFETIME ACHIEVEMENT” , pelo conjunto das respectivas obras.
Estarem na mesma premiação não é mero acaso. Há SINCRONICIDADE, coincidência significativa. E uma pletora de vivências sem conexões causais, que nos faz suspeitar que o KRAFTWERK seja a continuação do POP/ROCK de onde os BEATLES cessaram. A frase é forte, e talvez exagerada.
É provocação minha, e papo eterno para os botecos ao longo dessa “AUTOBHAN” : a VIDA vertiginosa e rápida por essa “TRANSCONTINENTAL EXPRESS” ininterrupta – claro, até que a morte sobrevenha, quem sabe por “RADIOACTIVITY”. Somos todos “MEN MACHINES”… E WOMEN, too!
Hummm…. o TIO SÉRGIO exuberou….
Em 1970, o KRAFTWERK iniciou o périplo em DUSSELDORF, claro, na ALEMANHA “OCIDENTAL” da época. E, aos poucos, tornou-se a banda mais influente da atualidade musical POP”.
Mas, TIO SÉRGIO, o quê fizeram “OSALEMÃOS”?
Usaram as descobertas e conceitos da MÚSICA ELETROACÚSTICA da década de 1950, criados por STOCKHOUSEN, entre vários. E os combinaram com a música MINIMALISTA de gente como TERRY RILEY e PHILLIP GLASS. Revestiram tudo em um ENSOPADO POP/ROCK da turma que se iniciava no KRAUTROCK, combinado com outras experiências de seus contemporâneos.
O resultado, como diria o Jaques Sobretudo Gersgorin, é um somatório de “magia e tecnologia”. Ouvi-los é experiência hipnótica. No BOX há CD com REMIXAGENS que transportam o ouvinte para pistas de dança, desvelando o lado D.J. dos caras. Fica um sabor de RAVE, esvoaçante, com tempero algo alucinógeno. As “viagens de hoje”, vieram sendo tramadas há mais de meio século. E, curiosamente, repletas de “RACIONALIDADE TÉCNICA”, digamos….mas, basta adicionar algum “aditivo lícito ou ilícito”, para voar…
O som do KRAFTWERK está por traz da criação dos beats, mixagens e crossovers de AFRIKA BAMBAATA, tido como o primeiro D.J. a usar a eletrônica como base para dançar. Resumindo, eles foram seminais na criação do HIP-HOP, na ornamentação sonora do RAP e do ACID JAZZ… São considerados “pais”, entre aspas mesmo, da DANCE MUSIC. E, certamente, são os principais inspiradores das modernas RAVES.
No início do trajeto, se tornaram símbolos do KRAUTROCK, e deles surgiu o NEU, quase dissidência, pois MICHAEL ROTHER e KLAUS DINGER, tocaram lá. De certa maneira, a música do KRAFTWERK tangenciou os “climas e invenções” desenvolvidos por contemporâneos como o TANGERINE DREAM.
Teriam?
Foram inspiração na gênese da fase BERLIM de ENO e BOWIE; e de várias bandas do pós PUNK. O JOY DIVISION tinha no SET LIST versão de AUTOBHAN, o primeiro sucesso musical de RALF HUTTER e FLORIAN SCHNEIDER.
Os dois estudaram música em conservatório, e são o núcleo formador do KRAFTWERK, que incluiu outros músicos ao longo dos tempos.
Sem eles não haveria DEPECHE MODE, NEW ORDER e nem o TECHNOPOP; ou a COLD WAVE inglesa… Não há como deixar de lado os PET SHOP BOYS, e a infinidade de duplas e outros autônomos, como THE WEEKEND; e até seguidores mais radicais feito o NINE INCH NAILS. E até MADONNA, ou quaisquer das sucessoras não seriam o que são…
Enfim, continuem citando e lembrando influências e influenciados. O KRAFTWERK há mais de meio século esteve e ainda está na base de tudo! E continuará no futuro, também!
Este BOX, THE CATALOGUE, lançado em 2009, foi concebido para ARRASAR QUALQUER CONCEITO, principalmente do ponto de vista do design:
Cada um dos oito CDs está em MINI LP. E foram remasterizados usando os MASTERS originais, gravados no estúdio KLING KLANG, pertencente a FLORIAN e RALF. E há um BOX dentro do BOX principal, com oito livros do tamanho dos LONG PLAYS originais, trazendo fotos, desenhos feitos por computador e poucas informações.
Porém, faz falta um livreto com texto e informações históricas básicas, e mais analítico sobre o quê fez o grupo. Mas, talvez eles achassem que não fosse importante. Portanto, quem quiser que procure detalhes pelaí. Eles são o que fizeram em música, e talvez seja o recado principal.
Ainda assim, é um artefato de ALTO NÍVEL, e que abrange os lançamentos feitos pela gravadora EMI.
Complementei a postagem com os dois primeiros discos gravados pela PHILIPS, em 1970 e 1972. Estão no lado direito da foto. Eu “criei” um pequeno BOX para abriga-los. E há coisas que ainda não tenho. E, quem sabe, um dia compre o DVD mais ou menos com o repertório usado na TURNÊ MUNDIAL, que passou pelo BRASIL, anos atrás…
Eles gravaram pouco, e o suficiente. E CONSTRUÍRAM CARREIRA E OBRA
INCONTESTÁVEL, INVEJÁVEL e INIGUALÁVEL.
PONTO FINAL.
POSTAGEM ORIGINAL: 23\03\2018
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