MOODY BLUES – TO OUR CHILDREN´S, CHILDREN´S, CHILDREN – THRESHOLD – 1969 .

A SAGA CRIATIVA E TÉCNICA DE MIKE PINDER
Postei dois exemplares que possuo desta obra encantadora. A EDIÇÃO JAPONESA em SHMCD, lançada em 2008. E a EDIÇÃO DUPLA de LUXO americana, de 2006, contendo um CD com a remasterização do STEREO original. E o segundo, SUPER-ÁUDIO CD em SURROUND MULTI-CANAL. As duas são muito boas. Porém, tendo a preferir o STEREO ORIGINAL. Questão de gosto.
É um ALBUM CONCEITUAL, EXPERIMENTAL E TREMENDAMENTE POP! E sucedeu “A THRESHOLD OF A DREAM”, 1969, outro LP de sucesso como os anteriores “DAYS OF FUTURE PASSED”, 1967; e “IN SEARCH OF THE LOST CHORD”, 1968.
Esta semana, a nave ARTEMIS viajou aos arredores da LUA, mais de 57 anos depois do desembarque da APOLO 11 no satélite terrestre. Aliás, foi a viagem que inspirou os MOODY BLUES para criar “TO OUR CHILDRENS CHILDRENS CHILDREN”. A realização do álbum é um show de tecnologia de estúdio, qualidade na gravação, de talento artístico, e de performance da banda como um todo.
Para a primeira faixa, “HIGHER AND HIGHER”, a NASA emprestou a gravação do SOM do lançamento do foguete. Mas o grupo achou de baixa qualidade para ser usada em um disco. E refizeram tudo em estúdio. Trabalho magnífico!
MIKE PINDER é o destaque conceitual do DISCO. Ele pilota o MELOTRON e o ÓRGÃO com milimétrica competência. O tecladista original da banda foi um magnífico construtor de “CLIMAS SONOROS!”
O som do ÓRGÃO nos passa a nítida sensação do arranque e a subida da APOLO 11; recria o aumento de velocidade; o alcance da altitude, e até atingir o silêncio no espaço. E PINDER trabalha e pontua com o MELOTRON o tempo todo as diversas etapas desse viagem etérea e fantástica.
No decorrer do Long Play há momentos de música e sons pesados; outros leves, oníricos, românticos. Foram emulados até o suposto andar dos astronautas fora da nave, no espaço. Percebe-se a velocidade, as mudanças de ritmo; a calma, e a sensação de paz. Tudo bastante expressivo e sugestivo.
PINDER cria uma narrativa sólida na base das músicas, que incentiva a performance instrumental coletiva. Principalmente a diferenciada e aclamada harmonia e qualidade vocal da banda. Todos sabem cantar – e muito bem: o guitarrista JUSTIN HAYWARD, o flautista RAY THOMAS, MIKE PINDER, e o baixista JOHN LODGE. O baterista GREAME EDGE geralmente declama os textos e as poesias, frequentes nas composições do grupo dos MOODIES.
TO OUR CHILDREN… é um disco experimental melodioso; coeso e bonito. Às vezes resvalando para o excesso de “açúcar”…
Eu tenho certeza de que os criadores da “NEW AGE MUSIC” ouviram pesquisaram e curtiram os MOODY BLUES à exaustão. Esse lado reforçando o melódico é uma das características do subgênero. Os colegas do ROCK PROGRESSIVO, também. Procurem as opiniões de RICK WAKEMAN, e de ANNIE HASLAN, do RENAISSANCE.
Os Moody Blues sempre souberam compor letras. Algumas são obras poéticas, e conscientes do ponto de vista existencial. Escapistas? nem sempre; Muitas são apenas canções românticas, e às vezes de rasa substância, ingênuas – mas em linha com o público da banda: pessoas em busca de amor, esperança, paz, misticismo e visões “alternativas -light” em tempos conturbados. Ouvi-los é relaxante, divertido, e interessante. E culturalmente muito instigante!
Os MOODY BLUES foram muito famosos; fizeram discos importantes, se tornaram sucesso de vendas, crítica e público. Tiveram e ainda têm legiões de fãs mundo afora!
No entanto, foram desprezados pela turma da pesada; porque tidos como POP DEMAIS pela média da turma do ROCK. Hoje, mais bem compreendidos, estão em convivência pacífica com a própria História.
MIKE PINDER, foi o primeiro deixar a banda, em 1978. Foi para a retaguarda cuidar da administração. E com o tempo, tornou-se renomado consultor de fábricas de instrumentos. Ele é um dos desenvolvedores do MELOTRON e outros equipamentos.
Hoje, somente JUSTIN HAYWARD permanece vivo
Eu e um montão de gente galáxia afora adoramos os MOODIES!
POSTAGEM ORIGINAL: 08\04\2026
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