“TOMMY” é álbum ícone do ROCK MODERNO PÓS BEAT. Tem sonoridade que se desvia para o ROCK PSICODÉLICO com pitadas de PROGRESSIVO.
Vale mais pelo conceito pretendido do que pelo desenvolvimento da música em si. Que, pensando bem, é melódica, rítmica e harmonicamente conservadora.
“TOMMY” foi concebido como um álbum CONCEITUAL’ na esteira de “S.F.SORROW”, dos PRETTY THINGS , lançado em 1968. É disco bastante admirado por “PETER TOWNSHEND”, o guitarrista e compositor principal do WHO.
Porém, “TOMMY” foi espertamente VENDIDO e posteriormente reinventado como ÓPERA ROCK. Foi gravado, filmado e encenado diversas vezes, o que lhe garantiu merecida fama e perenidade.
O álbum, em tese, representa o amadurecimento de uma banda que havia se firmado como ídolo para para os adolescentes rebeldes. “THE WHO” como THE ROLLING STONES sempre foram sinônimos e paradigmas de rebeldia e iconoclastia.
Em 1968, a banda estava em crise financeira e de criatividade. Os quatro precisavam fazer algo para resolver. E “TOMMY” foi um achado e a solução.
Os quatro tiveram muita sorte. “ARTHUR”, dos KINKS, lançado no mesmo ano, também é musicalmente conservador. No entanto, é mais pretensioso e bem escrito. A obra narra a HISTÓRIA e o modo de vido dos BRITÂNICOS com muita ironia e SARCASMO. Postura em dia com aqueles tempos de insubordinação e contestação política. Comparem, por exemplo, o que faziam CHICO, GIL e CAETANO, aqui no BRASIL. Todos artistas relevantes em pari passu com a HISTÓRIA.
No entanto – e haja “no entanto” significativo! – “TOMMY” anteviu uma sociedade crescentemente baseada na ELETRÔNICA, que vinha se caracterizando pela incomunicabilidade e alienação entre os indivíduos, uma chaga marcante do mundo contemporâneo. “TOMMY”, o personagem central, é CEGO, SURDO e MUDO. E um craque em jogos eletrônicos.
Resumindo, o mundo em que hoje vivemos foi exposto há mais de meio século neste álbum que THE WHO legou!
Para quem duvida, basta observar em volta. Nos metrôs, mesas de bares, reuniões de família, escolas e enxergará no presente aquele futuro que PETE “TOWNSHEND” intuiu.
Deste ponto de vista, “TOMMY” É OBRA DE GÊNIO; metáfora duradoura. E quem não conhece “NÃO PASSA DE ANO EM ROCK’N’ROLL…”
PS: Esta edição é japonesa, remasterizada em “SHMCD”, o que lhe garante estar entre as melhores tecnologias possíveis para reprodução musical.
POSTAGEM ORIGINAL: 13/09/2020

POSTAGEM ORIGINAL: 13/09/2020
