O escocês JOHN SIMON ASCHER BRUCE morreu em 25 de outubro de 2014, aos 71 anos. E foi um dos maiores contrabaixistas de seu tempo, musicista proficiente em diversos instrumentos, compositor sofisticado e cantor sempre reconhecível e admirado.
JACK era um SUPERDOTADO capaz de transitar criativamente pelo BLUES; em diversas tendências do ROCK; pela MÚSICA EXPERIMENTAL de vanguarda; e várias formas de JAZZ – do MODERNO ao FREE, e principalmente pelo FUSION.
Alguém escreveu que JACK fundiu “BACH” com “CHUCK BERRY”. Ele gravou, tocou, esteve com os que lhe interessaram, em sua época.
Acho impossível conseguir a discografia completa em que participou, ou foi autor. E descrevê-lo, disco a disco, tomaria tempo quase biográfico. Um currículo enorme! Encantamento e competência espalhados por décadas!
Com a GRAHAN BOND ORGANIZATION, a primeira experiência profissional relevante, JACK esteve ao lado de GINGER BAKER e JOHN MCLAUGHLIN. Só! E, ao longo do tempo, Gravou com MICK TAYLOR, JOHN MAYALL, LESLIE WEST, GARY MOORE, MANFRED MANN… e foi além, muito além….
BRUCE também participou do espetacular clássico da vanguarda jazzística inglesa, lançado em 1991, ESCALATOR OVER THE HILL, da pianista e maestrina de vanguarda, CARLA BLAY. E lá apenas cantou, ao lado de gente variada, como LINDA RONSTAND, naquele projeto CULT, espetacular e seminal.
Não vou comentar o inigualado e mítico CREAM, com CLAPTON e BAKER, entre dezenas de reuniões e apresentações. E a fulgurante carreira solo do FUSION JAZZ à VANGUARDA EXPERIMENTAL em dezenas de álbuns. JACK não negava fogo.
Há entre os discos, um raro e precioso do percussionista KIP HANRAHAN, lançado em 1991, com a participação do pianista de vanguarda DON PULLEN! É doideira brava! Acredite!
Em um dos DVDs postados estão presentes BILLY COBHAN, CLEM CLEMPSON, DAVID SANCIOUS…, na Alemanha, em show de 1980. Em outro, tocam CARLA BLEY e MICK TAYLOR. Apresentação ao vivo, em 1975. Todos, excelentes, performances, diga-se! E isso é pequena parte do que JACK BRUCE fez, gravou e felizmente nos legou!
Enquanto eu viver, tentarei encontrar o que for possível de JACK BRUCE. Eu o assisti, em SÃO PAULO, já doente, no show inesquecível de 24 de outubro de 2012. E, mesmo assim, mandando ver em seu espetacular e peculiar estilo de cantar e tocar o baixo!
JACK é um dos cinco melhores e mais criativos baixistas da História. Não está em primeiro lugar porquê, em minha opinião, a honraria pertence à norte-americana CAROL KAYE; craque emérita dos estúdios e figura lendária, com mais de dez mil sessões de gravação, acompanhando de SINATRA aos BEACH BOYS – e até ensinando rudimentos para o pessoal do KISS!
Ouçam e cultuem JACK BRUCE. Mas não esqueçam da tia CAROL KEYE. Ambos imprescindíveis, musicalmente elegantes e incomparáveis!
E, claro: “JACK BRUCE “É” UM GÊNIO”!
POSTAGEM ORIGINAL: 21/10/2020

