BRITISH BEAT – INÍCIO DOS ANOS 1960 – PARTE 1

Há discussão ainda não muito divulgada sobre como classificar os discos lançados há mais de 50 anos. Até pouco tempo atrás, eram todos jogados no supergrupo dos “OLDIES”.
Porém, passado é tudo o que não é “presentemente contemporâneo”. Então, para rechear a linguiça com pimenta brava e dizer além, é bom notar que vivemos um “eterno presente”: onde tudo convive junto ao mesmo tempo agora – para recordar a poesia precisa de OS TITÃS – aqueles…
Portanto, se isto “é” um fato, “LED ZEPPELIN” e “THE CLASH” continuam presentes tanto quanto a RHIANNA e o FOO FIGHTERS.
Então o quê fazer para colecionar discos
com alguma organização e disciplina?
TIO SÉRGIO percebe que as coisas estão sendo reclassificadas: de 1970 para frente, e até mais ou o ano 2.000, se pode incluir os artistas na categoria OLDIES.
Grosso modo, tornaram-se OLDIES discos passados de ROCK PROGRESSIVO, HARD ROCK, METAL, PUNKS, e tudo o mais produzido naquele período, incluindo a BLACK MUSIC e os ELETRÔNICOS em geral.
Mas e a turma daquele período para trás? PSICODELIA, BEAT, DOO-WOP, ROCK and ROLL, SURF e o o que se imaginar em produção POP, como ficam? Vêm sendo classificados como VINTAGE.
E é sobre discos de coleção da primeira metade dos anos 1960 que vou comentar.
São todos VINTAGES. E a imensa maioria é de bandas consagradas, em discos importantes, porquê o “primeirão” de cada um dos grupos citados.
The KINKS, 1964, trouxe “You really got me”, uma das precursoras do metal, surgido anos depois. BEATLES, em “Please, Please Me”, 1963, é histórico por razão óbvia. Assim como o primeiro dos TROGGS, 1966, onde está o clássico indiscutível, WILD THING.
Por esquecimento puro e simples deixei de postar a foto do primeiro disco dos HOLLIES, a imensa e transcendente banda que revelou o ainda contemporâneo GRAHAN NASH. Eles fizeram, inclusive, álbuns PSICODÉLICOS e PROGRESSIVOS, durante a extensa carreira.
Estão por aqui BILLY J. KRAMER e GERRY & THE PACEMAKERS, os SWINGING BLUE JEANS e os SEARCHERS – quatro bandas BEAT típicas de LIVERPOOL, juntamente com os BEATLES.
É bom não esquecer o DAVE CLARK FIVE, com mais de cem milhões de discos vendidos, a banda que realmente conquistou os EUA e rivalizou, enquanto existiu, pau a pau com os quatro caras famosos de LIVERPOOL!
E, claro, THE WHO, sobrevivente até hoje por ter conseguido um crossover musical e cultural que os mantêm entre os mais importantes da história.
Aqui, MY GENERATION, o SINGLE e primeiro e significativo álbum, lançados em 1965. Um grito rebelde em nível de SATISFACTION, dos STONES.
A um passo pequeno atrás, e com status de CULT em permanente ascensão, THE SMALL FACES eram concorrentes e contraponto direto ao THE WHO, entre os MODs londrinos; e também gravaram álbuns importantes e SINGLES inesquecíveis.
Se você gosta do BEAT BRITÂNICO temos, aqui, a gênese da farra que ajudou a mudar uma “era”.
POSTAGEM ORIGINAL:25/10/2020
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