BRYAN FERRY – THE BRIDE STRIPPED BARE – 1978 EDIÇÃO EM VINIL 180 GRAMAS – 2021

Eu consegui ficar duas vezes perto do palco em shows; e sem ser molestado:
Assisti ao BRIAN FERRY, em NOVA YORK, no final de 1994, na estreia de sua turnê americana. Simplesmente saí do meu assento no histórico BEACON THEATRE, no WEST SIDE, e fui para frente do palco. Fiquei lá, discreto, com a máquina fotográfica. A uns 2 metros do ícone ROBIN TROWER, o guitarrista da banda. E talvez a cinco metros do BRYAN.
Muito delicados, os seguranças pediram que eu me afastasse. Apenas sorri; e disse que era um velho e inofensivo fã, e pedi mais uns minutos. Fotografei muito; tenho os negativos e adorei a experiência.
A segunda vez, foi em show do CHICO BUARQUE, no extinto PALACE, em SAMPA, quase três décadas atrás. Levantei tranquilamente da cadeira e fui à beira do palco. Fiquei olhando o CHICO, observando o ícone e sua performance. Ficou uns 5 metros para dentro do palco, em relação à beirada. E compreendi sua grandeza, quando percebi que cantava muito bem. Um grande profissional!
Claro, também pediram para eu me afastar. Mas, no charme, consegui permanecer. Foi sensacional!!!!
BRYAN FERRY sempre foi um individualista que atuava em conjunto. Mantinha o consenso. Seu carisma derivava dessa distância articulada e proficiente. O primeiro disco solo saiu em 1973.
No ROXY MUSIC havia regras de colaboração muito interessantes: BRYAN chegava com as músicas, uma demo, ou apenas dicas de melodia. E o banda desenvolvia os arranjos e os complementos.
Considerando além, quando a gente escuta algo meio fora da linha, nos discos do ROXY, é bom ter certeza de que o acordo funcionou…. Vamos combinar: sempre deu certo!
Este vinil é o quinto solo de FERRY. Desempenhou melhor no mercado inglês do que no americano. E foi gravado depois que JERRY HALL, sua namorada na época, o trocou por MICK JAGGER…. Hummmm…. Já vimos isso antes; e vice – versa.
O nome é o mesmo de uma obra de MARCEL DUCHAMP. E é tido como bastante pessoal. Alguns o comparam, talvez exageradamente, a VAN MORRISON; JOHN CALE, e até ao que fazia DYLAN naquele momento.
Parte da banda que o acompanha, é formada por músicos americanos de alta legitimidade artística, como o guitarrista WADDY WACHTELL.
No repertório, há clássicos da SOUL MUSIC, como “HOLD ON, I´M COMING”, redefinidos, segundo o espírito de BRYAN FERRY no calor da hora. Afinal, pra que fazer versões se não estão de acordo com o sentimento e percepção do artista que as realizam? Concordam?
Enfim, sensibilidades a serem perscrutadas. E trabalho desafiador para os fãs mais incisivos – apaixonados.
Aliás, o álbum foi anterior a “BOYS AND GIRLS”, o álbum de maior sucesso na carreira solo de FERRY.
Pra terminar, é interessante notar que esta edição em vinil é muito bonita. Capa dupla, produção gráfica refinada; e as fotos e cores escolhidas são matadoras!
O vinil é sólido, denso, e atraente: 180 gramas. Chegou na minha toca pelo custo total de $ 18,00 BIDENS/TRUMPS! Uns R$ 90,00 MANDACARUS… Coisas do tempo em que as curras fiscal, cambial, e de fretes ainda se mantinham aceitáveis.
É assunto pra outra hora discutir o papel da estética na compra de um VINIL relançado, como este aqui, em vez de procurar por um original…
Comprei. Mas não tenho PICK UP para tocar…
Então, desfrutem mais do que o TIO SÉRGIO consegue.
POSTAGEM ORIGINAL: 25\02\2024
Pode ser uma imagem de 1 pessoa, toca-discos e texto

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