DOIS “ÁLBUNS CONCEITUAIS PIONEIROS”: “MANHATTAN TOWER” , 1956. E “THE STORY OF SIMON SIMONPATH”, 1967

A busca pelo “paraíso” pôs em choque os dois NIRVANAS.
Quando o “NIRVANA AMERICANO”, aquele de KURT COBAIN e DAVE GROHL, surgiu no Estado de Washington, em 1987, e invadiu o planeta; o “NIRVANA INGLÊS” já havia sido recolhido aos verbetes de enciclopédias do ROCK.
O sucesso do primeiro despertou a ganância do segundo. Houve processo, indenização de 100 mil dólares e um acordo para os dois usarem o mesmo nome. Os ingleses acrescentaram o UK…
Havia motivos. Apesar dos ingleses terem aparecido pouco, gravaram disco hoje CLÁSSICO do ROCK CONCEITUAL – por assim dizer. “THE STORY OF SIMON SIMOPATH”, foi lançado em 10 de outubro de 1967. Aqui está excelente versão com bônus, livreto e etc…
É uma história “infantil” muito bem contada. Tem início, meio e fim; e bom entrecho onde cada música refere-se a um momento da narrativa.
Em linhas gerais, discorre sobre um garoto que desejava ter asas para poder voar… E terminou encontrando a garota ideal em outro mundo, onde se tornaram rei e rainha do Paraíso Perdido…
É bobagem, claro. No entanto, o desenrolar da coisa é interessante.
Mas TIO SÉRGIO, o disco é musicalmente bom?
Mais ou menos, em minha opinião. As músicas são bastante óbvias e os cantores medianos até demais…
Porém, tem o “doce sabor da época”: é SUNSHINE POP mesclado por ROCK-BARROCO, alguma orquestra e uns toques de FOLK INGLÊS acrescido de PSICODELIA simplificada. É mais para colecionadores do que para os habitantes exigentes do mundo POP-ROCK.
Contudo, há outro motivo “histórico” : o álbum é mais um daqueles tidos como “o primeiro” disco conceitual da História do ROCK. Saiu em novembro de 1967, um mês antes do “THE DAYS OF FUTURE PASSED”, dos MOODY BLUES – o que é irrelevante, já que a gestação deste álbum levou muito tempo até desaguar.
E, claro, o NIRVANA UK lançou o disco antes de outros clássicos do gênero: “S.F.SORROW”, dos PRETTY THINGS, saiu em dezembro de 1968. “TOMMY”, obra consagrada criada por THE WHO, surgiu em maio de 1969. E “ARTHUR” , THE KINKS, veio ao público em 10 de outubro de 1969.
São todos discos artística e historicamente importantíssimos.
Mas interessante, mesmo, é observar que o PRIMEIRO DISCO CONCEITUAL é um misto de JAZZ e POESIA com a “GRANDE CANÇÃO AMERICANA”. “MANHATTAN TOWERS” foi concebido aos poucos e a versão definitiva foi gravada em 1956, pelo autor e maestro GORDON JENKINS.
A obra conta história de um jovem e sua vida cotidiana no condomínio onde morava – um conjunto de prédios em NOVA YORK.
É um artefato inovador. Há música variada, monólogos, diálogos e efeitos sonoros acerca do tema. E o mais surpreendente: primeiro, foi gravado em 78RPM; depois, lançado em SINGLES. E, quando surgiram os LONG PLAYS foi completado, e a versão definitiva foi “relançada”, em 1956. É o disco da postagem.
A versão de JENKINS está sendo considerada o “PRIMEIRO DISCO CONCEITUAL DA HISTÓRIA DA MÚSICA POPULAR”. É muito instigante e surpreendente. Portanto, TIO SÉRGIO recomenda que vocês procurem nas plataformas virtuais e ouçam…
Há, também, há outra versão / gravação do grande cantor MEL TORMÉ , nos anos 1950… Portanto, mais um indício de que, mesmo sem querer, quase tudo o que está por aí deriva de algo original já concebido no passado.
“MANHATTAN TOWER” é essencial para incrédulos e colecionadores.
Tentem!
POSTAGEM ORIGINAL: 02/11/2022
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