HISTÓRIAS DA GLOBALIZAÇÃO QUE TIO SÉRGIO SABE E VIU

Anos atrás, a Rádio Bandeirantes de São Paulo fez matéria longa no “AMPARO MATERNAL”, hospital público famoso, antigo e peculiar da cidade de São Paulo, que trata gestantes, mães solteiras e quem mais o procurar faz quase 80 anos
Pois, bem; A repórter entrevistou uma CIDADÃ ANGOLANA, JORNALISTA DE EMPRESA DE SEU GOVERNO que, pela segunda vez, saiu de Angola para ter o filho no Hospital brasileiro! Estava satisfeitíssima com o atendimento, serviço e etc. Na mesma entrevista, a repórter identificou outras várias estrangeiras em situação semelhante…
Quer dizer, o nosso tão criticado SUS, uma construção institucional fantástica, que anos depois demonstrou enorme valia e competência na COVID, era desfrutado por gente de posses de outros países aliados, durante os governos petistas.
Quer dizer, falta verba para a população do Brasil, mas sobrava para fazer populismo externo.
2) Grande amigo meu foi passar 3 meses na Inglaterra e hospedou-se em casa de família cadastrada para receber estudantes. Ração diária regulada, tudo muito apertado e restrito.
Certo dia, ele deixou um dedo de leite no copo. Nos dias seguintes, a mesma quantidade foi descontada de seu copo diário…Voltou magérrimo e a primeira coisa que pediu quando chegou foi carne e massa em quantidade…
3) Casamento. A noiva, moça de família abastada, casou-se com rapaz inglês de classe média. Vieram os pais do noivo, gente simpática e trabalhadora de Londres… faltava visivelmente um dente na boca da mãe do noivo… e com toda a tradição de serviço de saúde pública dos ingleses…
O Brexit tem a ver com isso, também: faltam recursos para a população local, enquanto o país globalizava seu mercado interno de trabalho…
4) Esposa de amigo é dentista e tem consultório na periferia de São Paulo. Contou que tem alguns clientes que vêm dos EUA para tratar os dentes com ela… No mundo rico isso é caríssimo, e também não tem para todos…
5) Conhecida minha emigrou legalmente para a Alemanha para estudar. Casou-se e teve filhos por lá. Mora em padrão bem abaixo do que desfrutava por aqui.
Ela vem ao Brasil e traz os filhos para cuidar dos dentes e outros procedimentos médicos mais sofisticados. Na socialdemocracia alemã as coisas são mais difíceis…
Escrevi tudo isso para tentar entender um pouco os que acham o globalismo um problema para suas sobrevivências.
E alguns porquês do nacionalismo e da xenofobia. A vida em países mais igualitários é medida em conta-gotas. Os serviços públicos são enxutos e o mais exatos possível. Não há sobras para serem distribuídas.
É impensável ocorrer por lá o que há por aqui, como no Amparo Maternal e outros. Somos pobres e nada frugais com os poucos recursos que detemos, e fazem falta para os “nossos” pobres, necessitados e remediados.
O globalismo é uma ideia humanista e humanitária sofisticada. Um ideal desde os tempos da expansão das navegações, no século XVI. E é correto que continue se expandindo.
Receber imigrantes é uma questão de civilidade e ética. Mas, quais os limites que o bom senso impõe?
Entendem o por quê político – econômico desse “contrafluxo civilizatório”? Entendem melhor o significado do Trump, e de outros, déspotas ou não?

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