DOIS RADIALISTAS DO ROCK: JAQUES “KALEIDOSCÓPIO” GERSGORIN – O CRIATIVO ERRANTE . E CARLOS ALBERTO LOPES, O “SOSSEGO”

TIO SÉRGIO é um sujeito discreto. Uma espécie de satélite siderando universo da música e redondezas.
Mas profissionalmente só entrei para valer em 1991. Eu e meu “amigoirmão”, SILVIO DEAN criamos a CITY RECORDS. E depois, a CITY MUSIC, com outro amigo nosso, Edison Batistella Jr, o JUNINHO.
Nesse percurso esburacado e divertido eu convivi com dois radialistas de personalidades opostas, mas exuberantes! Fui amigo do CARLOS ALBERTO LOPES, o SOSSEGO – talvez o primeiro a fazer um programa de rádio exclusivamente dedicado ao ROCK. Foi em meados da década de 1960.
De lá em diante, ele sofreu “incontáveis recaídas” – outros programas – mais ou menos reeditando o que fizera nos tempos áureos dos BEATLES, STONES, SEARCHERS e outros um pouco anteriores, ou logo a frente. SOSSEGO se tornou amigo meu e do SILVIO. E nos ensinou a gostar do ROCK clássico.
O purgatório com certeza já o liberou, e sua voz de autofalante “TWITER”, língua ferina e vasto conhecimento do mundo da música, devem estar catequisando anjos, querubins, e outros nem tanto… Que DEUS O TENHA – ou melhor: o “RETENHA”!
O JAQUES GERSGORIN foi outro personagem carismático que passou por minha vida. Aconteceu uns vinte e cinco anos antes de abrir as lojas. Lá por 1977, se bem recordo.
Era um carioca de sotaque expressivo, identificável; libertário convicto; homem criativo que borbulhava ideias. O apresentador adequado para um programa de vanguarda e sem roteiro.
Aconteceu mais ou menos o seguinte: da mesma forma que o Claudio Finzi Foá e outros por aqui, eu fui atraído por aquele programa de rádio suis-generis, o KALEIDOSCÓPIO. Ia ao ar tarde da noite, diariamente e tocava, digamos, a “CRISTA DA ONDA” – ooopppsss! – do ROCK PROGRESSIVO e adjacências!!! Coisas não imagináveis em outras rádios da época!
Eu já gostava, comprava, e colecionava discos não convencionais. Incerta noite, em vez de ir para casa fui até a RÁDIO AMÉRICA, em São Paulo, e perguntei ao porteiro se poderia falar com o JAQUES. Ele deixou.
O KALEIDOSCÓPIO estava no ar, as músicas longas rolando e no fundo do estúdio enorme estava sentado frente ao microfone a mesma imagem hoje lendária.
Fiquei esperando ele se manifestar. No intervalo, JAQUES me recebeu cordialmente mas sem efusividade. Entre as músicas, conversamos. Eu disse platitudes, o que fazia, onde estudava, e perguntei se de alguma forma poderia colaborar, sei lá… fazer, sugerir ou trazer algum disco para ir ao “AR”. Ou voltar e “assistir” ao vivo o programa
Ele apenas disse: “tudo bem, traz aí, e a gente vê…”
Na década de 1970, era comum estudantes ou gente com pretensões intelectuais, frequentar o CINE MARACHÁ às sextas feiras à noite. Lá, exibiam filmes de arte, ou não convencionais. Eu estava na fila com o meu amigo SILVIO, quando um sujeito discreto e de óculos entregou um panfleto de nova loja de discos que seria aberta na, hoje, Galeria do ROCK. Era o Rene Ferri.
E a loja era a histórica WOP-BOP! Uns dias depois, fui visitar! Caí de costas!!! Só discos importados sensacionais! Virei cliente.
Eu já estava meio entrosado com o JAQUES e falei sobre o RENE, a loja, etc… E ele respondeu: “Pô, convida o cara para eu entrevistá-lo, no KALEIDOSCÓPIO”.
Fui lá e marquei. O RENE apareceu de terno e gravata…. 😀😀🤣🤣! O JACQUES fez uma baita entrevista como ele, levantou a bola, e apresentou a loja para a galera!!!
Aos poucos, comecei a trazer alguns K7s feitos com ajuda de meu amigo PAULINHO CALDEIRA. Gravei músicas que achava legais. Quando o JAQUES gostava incluía no programa. Ele era razoavelmente eclético. O foco estava no PROGRESSIVO, mas rolava HARD ROCK, e alguns cantores fora de esquadro como MICHAEL MURPHY. E, sempre, LED ZEPPELIN, o PREMIATA FORNERIA MARCONI, VAN DER GRAAF GENERATOR, e um progressivo venezuelano muito legal chamado VYTAS BRENNER (na foto).
Ah, ele gostava e tocava o disco de LUIZA MARIA, também na foto, uma loira espetacular, cantora de timbre grave que gravou um bom álbum acompanhada pelos MUTANTES.
O JAQUES tinha domínio e noção total do que devia tocar. Orientava o técnico de som para fazer MIXAGENS. Marcava os discos com “giz de alfaiate” para o cara interromper a música em ponto mais ou menos preciso, “emendando” outro disco em outro pick-up, e mantendo clima e o balanço do que ia ao ar.
Acreditem: é uma arte!
Na rádio vivia um imenso PASTOR ALEMÃO, vez por outra entorpecido pela fumaça dos cigarros de maconha (que eu odeio!), maldade carinhosa que deixava o bicho dócil.
Sempre aparecia por lá o produtor PENINHA SCHMIDT, amigo do JAQUES. Certa vez, conversei com o WALTER FRANCO. Em noite outra observei o SÉRGIO DIAS BATISTA, dos MUTANTES, ouvindo atentamente o primeiro disco solo de JON ANDERSON, do YES, lançado em 1976.
Durante certo tempo, convenci o JAQUES a fazer uma hora de BLUES, de 15 EM 15 dias, às sextas feiras. Mas ele não gostava de BLUES. Achava monótono e repetitivo. Porém, delegou para eu fazer a seleção musical de um programa que ia ao ar nos sábados antes do KALEIDOSCÓPIO.
Eu dei um ar mais dançável, misturando alguma MPB de qualidade. Tocava CAETANO, GIL, “pelaí”; juntava com ROCK, POP, etc… Algumas vezes, selecionei “VOCÊ ME ACENDE”, um FUNK ultra pesado e faixa de álbum solo do CORNÉLIUS, vocalista do MADE IN BRASIL. E assim, eu aquecia o ambiente para o JAQUES, e o KALEIDOSCÓPIO entrarem!
Fizemos essas coisas informalmente por quase um ano. Mas por causa de uma bobagem nos desentendemos. Rompemos. Ele seguiu carreira em outra rádio; mudou-se para Goiânia e, depois, foi pro mundo – errático e libertário como sempre.
Nos reencontramos anos atrás, aqui no FACEBOOK. Rimos do assunto no privado, e reatamos.
Um dos anunciantes da rádio AMÉRICA era a DIMEP, famosa fábrica de relógios de ponto e outras funcionalidades. Hoje, produz sistemas correlatos complexos. O JAQUES precisava dar a hora certa o tempo inteiro, e odiava fazer isso, portanto:
“SÃO 21 HORAS e CENTO E OITENTA MINUTOS”! FAZ A CONTA AÍ PÔ” …
POSTAGEM ORIGINAL: 29\07\202

KID VINIL: MINHAS MEMÓRIAS NA “WOP BOP” E PELAÍ

Eu recordo a morte do KID VINIL, em 2017, aos 62 anos. Eu e ele sempre tangenciamos. Gostamos de ROCK e colecionamos discos. Não chegamos a ser amigos; porém, nos conhecíamos e cruzamos em incontáveis lojas de discos, feiras e ambientes do ROCK, do meados dos anos 1970 até sua morte.
Quando eu tinha lojas de CDs, ele de vez em quando aparecia por lá. Depois que fechei a CITY RECORDS nos encontrávamos , vez por outra, principalmente na encantadora e também falecida concorrente a “NUVEM NOVE”.
Por temperamento e interesses fomos um o inverso do outro. Ele gostava e colecionava discos de PUNK e adjacências. Eu sou do BEAT, do BLUES , do ROCK PROGRESSIVO, PSICODELIA, JAZZ e arredores. Com o tempo, nossos gostos se expandiram, se aproximaram, e, claro, houve alguma convergência musical.
No entanto, para mim foi marcante termos participado de um artefato cultural inédito e que teve pouca divulgação: Ambos escrevemos no primeiro FANZINE brasileiro sobre ROCK , em 1976/77, chamado “WOP BOP”.
Durou poucos números, e hoje é objeto de colecionadores. A revisteca mimeografada foi criada por outro mito recôndito do ROCK PAULISTA, Rene Ferri – que era dono da loja de discos do mesmo nome, a WOP BOP. Aliás, a primeira a se instalar na hoje GALERIA DO ROCK. O Facebook também reaproximou-nos bastante. E eu sou grato à vida!
A revista WOP-BOP era necessariamente precária, mas circulou bem entre os roqueiros e a turma da contracultura.
Eu escrevi no primeiro número, março 1977, sobre os YARDBIRDS. Há outras colaborações minhas ao longo do tempo… No índice o meu nome saiu correto, SÉRGIO de MORAES. No editorial cometeram equívoco recorrente na minha vida inteira, grafaram o MORAES com I” grrr!!!
O KID escreveu muito por lá sobre o PUNK, usando o próprio nome: “Antonio Carlos Senefonte”. Também publicou no FANZINE muita gente interessante e conhecedora de música, como o advogado Valdir Montanari dos Santos, que escreveu livros sobre ROCK; um deles bastante instrutivo sobre “ROCK PROGRESSIVO”.
Valdir é outro escondido, que vez por outra ressurge.
Enfim, KID VINIL foi ( é ) um ícone alternativo paulistano muito conhecido. Merece nome de logradouro, se já não houver. Por onde passasse distribuía autógrafos e simpatia. De fã a cantor de ROCK, viveu sua própria decisão com dignidade.
Além da música e da escrita vai ser lembrado, principalmente, por seu personagem, estilo de vida, propósitos e ilusões a que deu forma.
KID VINIL era um anti-herói do Brasil. E faz muita falta neste hospício.
POSTAGEM ORIGINAL: 20\05\2025
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MADAME TROGNEUX, PROFESSEUR… E OUTRAS RELAÇÕES PERIGOSAS PROFESSOR – ALUNO

E TRILHA SONORA COM UM FRANCÊS E FRANCESINHAS IRREQUIETAS
Tempos loucos!
Se BRIGITTE TROGNEUX, conhecida por MADAME EMMANUEL MACRON – bidú! é a primeira dama francesa! – tivesse posto as manguinhas e outras vestimentas de fora nos dias de hoje, é muito possível que fosse presa e processada por pedofilia e corrupção de menor.
Ela tinha 39 anos. El ele uns 15, quando a conheceu, se apaixonou, e supostamente, começou a namorar MADAME – sua PROFESSORA, que era casada…
Se ocorresse hoje, o “efebo” EMMANUEL iria parar em alguma “Fundação Casa” , lá na “ZOOROPA”. E seria submetido a terapia por ter sido “estuprado”. E não se tornaria o “PRESIDENTE DA FRANÇA” …
Quá, Patos-cidadãos! Qual é a moral dessa história?
Arrisquem palpites.
Uma coisa é nítida: vivemos tempos moralistas (ou moralizadores?), e certas restrições tornaram-se normas; e, nesses casos, lei mesmo!
Casar ou namorar a professora , ou a chefe mais velha, é comum? Eu conheço casos – e não são poucos.
Em 1967, cursava o segundo grau (ginásio) no “ALCIDES DA COSTA VIDIGAL”, escola pública que existe até hoje, na AVENIDA PAULISTA. Lá, tínhamos a… vou chamar de LiLi, jovem e bela PROFESSORA DE MATEMÁTICA.
Claro, moça moderna, universitária engajada politicamente na oposição à ditadura, ela militava na contestação geral dos valores da época.
LILI envolveu-se com um aluno, nosso colega de classe. Era sujeito um tanto rude, obviamente ignorante, e bem mais velho do que a média de todos nós..
Bem, se hoje o machismo subsiste mesmo contestado pra valer; naqueles tempos era a regra.
O grosso quis impor a BURCA MORAL à professora. E foi expelido em meio a memorável cena pública de choro, gritos, e bregas juras de amor! A escola entrou em catarse!
Na USP, lá por 1975/76, virou fuxico geral a história de uma colega que foi “arrestada”, durante uma carona, por notável PROFESSOR DE SOCIOLOGIA – famoso por ser FAUNO comprovado. Houve um quase sequestro relâmpago romântico…
Ela adorou! E repetiram doses, mas sem a emoção bandida do primeiro achego. O FAUNO depois foi lecionar no RIO de JANEIRO, onde não faltam as estudantes de pulcritude indiscutível para FAUNEAR…
Sei de mais dois casos. No primeiro, ele era mais jovem, mas com idade mais próxima de sua professora, também de matemática, no último ano do ensino médio. O outro, muito jovem, era OFFICE BOY e conquistou a chefe. Os dois “di menor”. Hoje, os quatro continuam felizes em direção ao eterno sempre.
Para musicar a memória, uma seleção com um francês emblemático nos “sixties”, MICHEL POLNAREFF. Ótimo pianista, aparência e timbre de voz que lembram o BELCHIOR; gravou “LA POUPÉE QUI FAIT NON” – BEAT que fez muito sucesso, em 1966!
E adivinhem quem faz o famoso RIFF de entrada?
Sim, JIMMY PAGE. Ele e JOHN PAUL JONES tocaram na música!!!! E hoje ouvi bem alto umas cinco vezes! Os dois merecem a fortuna que por décadas amealharam com trabalho duro, intenso e criativo. MICHEL gravou parte do disco em LONDRES, no estúdio PYE!!!!!
E também compareceram, aqui no “Post”, algumas francesinhas e adjacentes; belas e feras do passado e do presente, que “NE FONT PAS NON”- parafraseando “La Poupée”… , em homenagem” ao clima liberal, “libertário – existencialista”, que a França representa e inocula em todos nós.
Assim:
CARLA BRUNI, a senhora SARKOSY – ahhh vejam aí!!! – linda, charmosa e cantora interessante; e cidadã do mundo capaz imersões e transgressões feitas com estudada precisão. Ouçam a versão de “ENJOY DE SILENCE”, do DEPECHE MODE. É espetacular!
FRANÇOISE HARDY, a PROGRESSISTA e antenada cantora e compositora, que navegou com proficiência do BEAT aos PET SHOP BOYS e outras parcerias. Seu vasto talento, inclusive para captar a M.P.B., a tornou um compósito de RITA LEE e NARA LEÃO.
Veio, também, SYLVIE VARTAN, nascida na BULGÁRIA, mas francesa de fato e direito. Seu apelido é “LA PLUS BELLE”… uma ícone de sua geração; e até hoje, a predileta dos nossos irredentos e admirados parceiros europeus.
Presentes, também, STACEY KENT, canadense, precisa, estudiosa, mega talentosa, e capaz de cantar e interpretar em diversos idiomas – inclusive o português.
E, para terminar, LAETITIA SADIER, mais atual e ‘alternativa’. Francesa, claro, e vocalista do grupo “POP VANGUARDA MINIMIALISTA” “STEREOLAB”.
Para o TIO SÉRGIO, estas são francesas dos sonhos, e não protótipos como se esperaria…
Desfrutem.
POSTAGEM ORIGINAL: 17\05\2026
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JORGE LUIS BORGES E O UNIVERSO CONCENTRADO EM “EL ALEPH” 

TENHO PENSADO BASTANTE, SOBRE QUAL SERIA O PRESENTE DEFINTIVO PARA QUAISQUER DE MEUS AMIGOS, PRINCIPALMENTE OS QUE GOSTAM DE PENSAR, ESPECULAR, PERSCRUTAR?
PESSOAL, SE EU PUDESSE LHES DARIA “EL ALEPH”: AQUELE PONTO NO VÉRTICE DO TETO DO QUARTO, ONDE O ESCRITOR ARGENTINO E GÊNIO DA LITERATURA, “JORGE LUIS BORGES”, “IDENTIFICOU” O LUGAR ONDE ACONTECIMENTOS, HIPÓTESES, SABEDORIAS E IDEIAS; O PRESENTE, O PASSADO E O FUTURO ESTARIAM CONCENTRADOS, E PODERIAM SER VISTOS POR QUEM OS ACESSASSE.
PROCUREM LER ESSE CONTO ESPETACULAR E CURTO; REALISMO MÁGICO DA MELHOR QUALIDADE; PLENO DE IMAGINAÇÃO E VIAGENS MENTAIS. É OBRA DE CONCISÃO E BELEZA ABSOLUTAS!
POIS, É! FALARAM MUITO MAL DO VELHO BORGES. FOI ACUSADO DE APOIAR A DITADURA ARGENTINA DOS ANOS 1970.
É VERDADE. MAS APOIOU A INTERVENÇÃO DA MESMA FORMA QUE MUITA GENTE BOA APOIOU A DITADURA BRASILEIRA, AMBAS CONTEMPORÂNEAS.
BORGES NÃO ERA UM OGRO REACIONÁRIO E VIOLENTO. APENAS LAMENTAVA NO QUE A ARGENTINA, PAÍS PUJANTE, DESENVOLVIDO E CULTO, ESTAVA PROGRSSIVAMENTE SE TORNANDO; UM PAISECO DE TERCEIRO MUNDO, GOVERNADO POR POPULISTAS INCOMPETENTES E INCONSEQUENTES – NO CASO, OS PERONISTAS E SUCESSORES…
CLARO, BORGES, E MUITOS EM DESESPERO, APOSTARAM EM OUTRO CAVALO ERRADO. O FATO É QUE, SOB DITADURA OU NÃO, LOS HERMANOS MANTÊM-SE EM SUCESSIVAS CRISES; AGRURAS E AMARGURAS PERENES.
PORÉM, REGIMES AUTORITÁRIOS SÓ PIORAM AS COISAS: DESMONTAM AS INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS, QUE DEPOIS DEMORAM DÉCADAS PARA SEREM RESTAURADAS.
“JORGE LUIS BORGES” JAMAIS COMPACTUOU COM A REPRESSÃO E A TORTURA. A ENTREVISTA EM QUE ELE DEU, DIGAMOS, AS BOAS VINDAS À “REAÇÃO”, É EIVADA POR SAUDOSISMOS E VERGONHAS. EU LI.
O VELHO BORGES ERA UM CONSERVADOR ALGO ARISTOCRÁTICO E NEFELIBATA, E SÓ NÃO GANHOU O PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA POR CAUSA DO APOIO AOS MILITARES.
EM MINHA OPINIÃO, O VELHO FOI TRATADO COM RIGOR EXCESSIVO POR CAUSA DAQUELAS DECLARAÇÕES INTERPRETADAS COMO DESASTROSAS. AINDA ASSIM, ELE É PATRIMÔNIO CULTURAL DA AMÉRICA LATINA E DE TODA A HUMANIDADE.
E, VAMOS FALAR SÉRIO: ELE TINHA RAZÃO NO DIAGNÓSTICO. A ARGENTINA É CASO ÚNICO DE PAÍS QUE TRANSITOU DO PRIMEIRO PARA O TERCEIRO MUNDO. UM FEITO DELETÉRIO INÉDITO. NA REVISÃO DESSE TEXTO, AGORA EM ABRIL.DE 2026, A DECADÊNCIA E OS MESMOS PROBLEMAS PERMANECEM PIORADOS…
HOJE, “EL ALEPH” PODE SER METAFORICAMENTE IDENTIFICADO COM OS COMPUTADORES QUE POSSUÍMOS: ATALHOS E SÍNTESES PARA MUNDOS. ENTÃO, DESEJO A TODOS QUE ABRAM A CABEÇA E LEIAM UM “BORGES DE BOA CEPA”, ACOMPANHADO POR UM VINHO ARGENTINO.
PODE SER NA TELA DE UM TABLET…
POSTAGEM ORIGINAL: 03\05\2014

FLORESTAN FERNANDES, SOCIÓLOGO: MEMÓRIAS

Nelson Rocha Dos Santos Gerson Périco Almir Affonso Beatriz Tôrres Julio César Andrade Cristina Cris LadyinBlack Celi Audi Davidson Senomar Guto Capucho Pierre Mignac Olga Garini Sergio Luiz Simonetti Não tive a honra e o privilégio de ter sido aluno dele. Quando entrei na FFLCH da USP, em 1974, ele estava lecionando nos Estados Unidos. O mestre foi cassado pela ditadura. Mas, se não me engano, não estava exilado.
O professor FLORESTAN FERNANDES era o grande ícone das ciências sociais, o sociólogo mais importante do país. Escreveu obra extensa; era professor rigoroso.
Segundo FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, seu aluno e assistente, FLORESTAN era totalmente dedicado à cátedra e às pesquisas. E somente passou a militar politicamente, com a radicalização no ambiente político, no final dos anos 1950.
Certo dia, em aula magna, nós alunos perguntamos para o professor de ANTROPOLOGIA, AMADEU LANA, também ex-aluno de FLORESTAN, como era o mestre, como se comportava com a turma, essas coisas…
A resposta: “Olha, pessoal, se vocês pensam que ele tratava a gente com esse “oba-oba” que estamos acostumados hoje, vocês certamente teriam baita decepção e medo”.
“E continuou: o professor FLORESTAN era rigorosíssimo. Exigia leitura, pesquisa e trabalho intenso; e pouca gente passava nos exames, sempre sofisticados, exigentes, e difíceis. A geração de vocês eu não sei se aguentaria… “
A fala de LANA surpreendeu a turma toda! E, é a mesma constatação de FERNANDO HENRIQUE, em seu livro de memórias. O professor FLORESTAN impunha rumo, estudos, métodos e procura pela ciência. Não militava; não topava “OBA – OBA”…
Outras:
Época de transição da ditadura para a democracia, em 1981/1982, alguns políticos profissionais tentaram usar o prestígio de FLORESTAN, com a intenção de obter legitimidade para uma frente política, com objetivos que não me lembro…
Resposta do mestre: “Não me procurem, não estou disponível para picaretagens”.
Quando FERNANDO HENRIQUE ganhou a eleição, em 1994, no beija-mão estava o velho professor, que lhe disse: “Eu não crio GATOS, eu crio TIGRES!”
FLORESTAN foi deputado pelo PT e, no decorrer do mandato, teve um câncer letal no intestino. FHC e o Congresso ofereceram a ele tratamento no exterior. FLORESTAN recusou. Morreu altivo e digno. Cumpriu exemplo, deixou saberes e ciência.
POSTAGEM ORIGINAL: 21\03\2022

HISTÓRIAS DA GLOBALIZAÇÃO QUE TIO SÉRGIO SABE E VIU

Anos atrás, a Rádio Bandeirantes de São Paulo fez matéria longa no “AMPARO MATERNAL”, hospital público famoso, antigo e peculiar da cidade de São Paulo, que trata gestantes, mães solteiras e quem mais o procurar faz quase 80 anos
Pois, bem; A repórter entrevistou uma CIDADÃ ANGOLANA, JORNALISTA DE EMPRESA DE SEU GOVERNO que, pela segunda vez, saiu de Angola para ter o filho no Hospital brasileiro! Estava satisfeitíssima com o atendimento, serviço e etc. Na mesma entrevista, a repórter identificou outras várias estrangeiras em situação semelhante…
Quer dizer, o nosso tão criticado SUS, uma construção institucional fantástica, que anos depois demonstrou enorme valia e competência na COVID, era desfrutado por gente de posses de outros países aliados, durante os governos petistas.
Quer dizer, falta verba para a população do Brasil, mas sobrava para fazer populismo externo.
2) Grande amigo meu foi passar 3 meses na Inglaterra e hospedou-se em casa de família cadastrada para receber estudantes. Ração diária regulada, tudo muito apertado e restrito.
Certo dia, ele deixou um dedo de leite no copo. Nos dias seguintes, a mesma quantidade foi descontada de seu copo diário…Voltou magérrimo e a primeira coisa que pediu quando chegou foi carne e massa em quantidade…
3) Casamento. A noiva, moça de família abastada, casou-se com rapaz inglês de classe média. Vieram os pais do noivo, gente simpática e trabalhadora de Londres… faltava visivelmente um dente na boca da mãe do noivo… e com toda a tradição de serviço de saúde pública dos ingleses…
O Brexit tem a ver com isso, também: faltam recursos para a população local, enquanto o país globalizava seu mercado interno de trabalho…
4) Esposa de amigo é dentista e tem consultório na periferia de São Paulo. Contou que tem alguns clientes que vêm dos EUA para tratar os dentes com ela… No mundo rico isso é caríssimo, e também não tem para todos…
5) Conhecida minha emigrou legalmente para a Alemanha para estudar. Casou-se e teve filhos por lá. Mora em padrão bem abaixo do que desfrutava por aqui.
Ela vem ao Brasil e traz os filhos para cuidar dos dentes e outros procedimentos médicos mais sofisticados. Na socialdemocracia alemã as coisas são mais difíceis…
Escrevi tudo isso para tentar entender um pouco os que acham o globalismo um problema para suas sobrevivências.
E alguns porquês do nacionalismo e da xenofobia. A vida em países mais igualitários é medida em conta-gotas. Os serviços públicos são enxutos e o mais exatos possível. Não há sobras para serem distribuídas.
É impensável ocorrer por lá o que há por aqui, como no Amparo Maternal e outros. Somos pobres e nada frugais com os poucos recursos que detemos, e fazem falta para os “nossos” pobres, necessitados e remediados.
O globalismo é uma ideia humanista e humanitária sofisticada. Um ideal desde os tempos da expansão das navegações, no século XVI. E é correto que continue se expandindo.
Receber imigrantes é uma questão de civilidade e ética. Mas, quais os limites que o bom senso impõe?
Entendem o por quê político – econômico desse “contrafluxo civilizatório”? Entendem melhor o significado do Trump, e de outros, déspotas ou não?

NA PORTARIA

Acreditem, o que eu vou contar aconteceu mesmo, e tudo junto em menos de cinco minutos!
ANGELA, a minha mulher, foi deixar uns pastéis no apartamento de duas amigas!. É um grande condomínio de classe média, no centro do Guarujá e bem perto da praia. Dezenas de apartamentos pequenos, mas amplos e confortáveis. Ideais para veraneio, morar, curtir férias, essas coisas…
O prédio é bem administrado, mas o fator humano, a galhofa e a descontração à beira mar geram histórias que Deus e o diabo duvidam! O porteiro é o ZÉ, funcionário antigo, querido da fauna e da flora que abrilhantam aquele “micro – circo.”
O ZÉ é paciente, tolerante, prestativo, mas um tanto teimoso e meio bagunçado; e aconteceu o seguinte:
o PET SHOP entregou o SANSÃO e a MAGUÍ, um cachorrinho babucho e uma gatinha … insidiosa. Estavam limpinhos, perfumados, nos trinques. E o ZÉ foi levar os bichos para as donas. O SANSÃO foi para o 61; e a MAGUI para o 82.
Então,
– “OI ZÉ, é a NORMA do 61. O que foi que aconteceu.? Você deixou um cachorro com a MAZINHA, a empregada!!! Mas ela e você sabem que eu tenho uma GATA!!!!”
– “Ahhh, dona NORMA, eu entreguei a gata pra MAZINHA, no teu apartamento. Fiz tudo certinho…”
– “Que que é isso, ZÉ? Tem um cachorrinho, aqui!!! E a sonsa da MAZINHA também não sabe explicar!!!!”
– “Dona NORMA, eu entreguei um gato! Se virou cachorro, não é culpa minha, vai ver que aconteceu alguma mudança, mutação, sei lá…. Essas coisas acontecem….”
“Mas, ó, eu vou dar uma ligada pro outro apartamento”…
O ZÉ ligou, e atendeu a VERA, dona do cachorro…
– “OI ZÉ, eu estava esperando você ligar. Hoje deixaram uma gatinha por aqui. Eu sou dona do SANSÃO, cadê ele?”
– “Olha, dona VERA, eu deixei um cachorro aí com a ISAURA. E é o SANSÃO. Eu não erro essas coisas. Agora, se o bicho mudou de natureza eu não tenho nada com isso! Essas coisas acontecem!”
– “O que é isso, ZÉ? Cachorro virar gato? ‘Cê tá louco!?!?”
– “Dona VERA, pergunta pra ISAURA, ué?”
-“ZÉ, eu perguntei pra ISAURA, e ela disse que recebeu a gata. Falei forte, e ela respondeu que na outra casa onde trabalha, a dona levou o cachorro pra passear, e o bicho foi atropelado – coitado!
Então, ela comprou uma gata…. E, a ISAURA achou que eu tinha trocado o cachorro pela gata e não tinha contado. – e pegou a gata…. A Isaura acabou o serviço e já foi pro templo rezar…”
Enfim, trocaram os bichos e tudo voltou ao “normal”.
Menos o ZÉ, que já confundiu WHISKAS, comida pra gatos, com PEDIGREE – ração para cães, e deu um certo “frisson” na bicharada…
O ZÉ continua achando que cachorro pode virar gato e vice-versa. Afinal, como ele comentou, “Dona Angela, “tá todo mundo doido, e isso também é muito normal, né!!!!”
POSTAGEM ORIGINAL: 08/11/2025

OS EFEITOS DO “GOLPE DE 1964” TERMINARAM COM AS CONDENAÇÕES DE 11/09/2025!

Os conspiradores que tramaram romper a INSTITUCIONALIDADE durante o governo BOLSONARO, foram julgados e condenados pelo SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, em 11 de setembro de 2025; encerrando de vez os efeitos e a memória histórica do GOLPE de 1964.
À luz do evento de 1964, restou o medo, que sempre pairou sobre a sociedade, de que permanecia, entre os militares, o desejo latente de insurreição e golpe; temido ao longo das décadas, inclusive após a CONSTITUIÇÃO DE 1988.
Nas intervenções muito bem documentadas, em reuniões onde a hipótese de GOLPE foram aventadas, os MINISTROS do EXÉRCITO e da AERONÁUTICA de BOLSONARO se recusaram a dar apoio a quaisquer rompimentos da legalidade.
Os dois ministros: o general MARCO ANTONIO FREIRE GOMES, e o tenente – brigadeiro CARLOS DE ALMEIDA BATISTA JR, segundo testemunhas, confrontaram o ex-presidente BOLSONARO, que estava em sala, no Palácio da Alvorada, e dirigindo a reunião realizada em 7/12/2022, onde foi aventada a hipótese de ruptura democrática, um golpe de Estado, para evitar que LULA, vencedor no pleito de 2022, assumisse o poder. Há provas disso.
O possível golpe foi sustado no coração do sistema militar. O que denota a solidez das INSTITUIÇÕES DEMOCRÁTICAS BRASILEIRAS, inclusive nas forças armadas.
Não importa o que venha a ocorrer daqui para frente. Se haverá diminuição de penas; ou cumprimento fora das grades; e mesmo que, no futuro, eventualmente haja anistia para os participantes. O fato é que nunca se imaginou militares de alta patente no banco dos réus; Generais e Almirantes presos preventivamente; e políticos e populares processados e presos por conspiração contra o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.
O gesto efetivo de identificar, investigar, julgar e punir os principais responsáveis pela trama golpista, é o símbolo que faltava para a CONSOLIDAÇÃO DA DEMOCRACIA NO BRASIL.
Fazendo um paralelo sociológico, e utilizando a metodologia de MAX WEBER, na tese da acusação foi realizada a construção de um TIPO IDEAL para demonstrar todo o percurso do crime.
A linha seguida pelo SUPREMO foi traçar um histórico detalhado do processo golpista; incorporando cada momento e ato, o que revela com nítida clareza as intenções da somatória dos fatos. Não vou fazer digressões. Está tudo documentado; está nas mídias.
Por isso, a tese adotada pela PROMOTORIA e aceita pela maioria do SUPREMO, é a mais correta, sustentável, e lógica:
A CONSPIRAÇÃO GOLPISTA FOI UM PROCESSO DINÂMICO, QUE SEGUIU UM ENCADEAMENTO DE ATOS OBSERVÁVEL NO TEMPO, ONDE FICARAM EVIDENCIADOS E EXPLICADOS A CORRELAÇÃO ENTRE ATOS E FATOS DE MANEIRA LÓGICA, E COM OS PARTICIPANTES INEQUIVOCAMENTE IDENTIFICADOS NO DECORRER; E, TAMBÉM, FICOU DEMONSTRADO QUE AS RESPONSABILIDADES FORAM COMPARTILHADAS ENTRE OS IMPLICADOS. PORTANTO, CONFIGURANDO “FORMAÇÃO DE QUADRILHA”.
No entanto, mesmo considerando as preliminares, onde o juiz LUIZ FUX acusou a impertinência do foro – e foi contestado e não aceito -; e mesmo que seja verdade que não tenha havido tempo hábil para os advogados examinarem a imensa quantidade de material apensado ao auto. Ocorreu que a interpretação adotada por FUX, restritamente formal, concluiu não ter identificado culpas individualizadas. O que foi também contestado pelos outros integrantes da “PRIMEIRA TURMA”, e a maioria dos outros juízes da Corte.
Eu não sou advogado, e muito menos jurista. Mas talvez o DIREITO PENAL não tenha amplitude e instrumentos adequados para lidar com uma TRAMA POLÍTICO-CRIMINAL de tal envergadura? Ou teria FUX, à priori’, descartado a Formação de quadrilha?
Só quero entender como foi possível ter havido esse tipo de crime, sem ampla organização, o que demanda tempo, planejamento, e requer inúmeros implicados?
Mas, o crime houve, julgou o próprio FUX, que identificou dois culpados de alto coturno, o tenente – coronel MAURO CESAR BARBOSA CID, ajudante de ordens do ex-presidente BOLSONARO; e o general WALTER SOUZA BRAGA NETTO, que foi ministro da Casa Civil, e depois, entre 2021 e 2022, final do governo, o MINISTRO DA DEFESA.
Seria ingenuidade dizer que ambos não eram da convivência direta, e da irrestrita confiança de BOLSONARO! Eram, e foram condenados. Mas a quem “aproveitaria” um desfecho golpista?
Se aconteceu desse jeito, como foi possível FUX ter concordado que tenha havido tentativa de golpe não consumado, e livrar BOLSONARO, o verdadeiro beneficiário do golpe? É claro e nítido! Se não fosse, então quem assumiria o poder se o plano golpista tivesse dado certo?
É impossível não identificar mais envolvidos e corresponsáveis, por quaisquer dos métodos de análise! Os quatro outros juízes da TURMA afirmaram que LUIZ FUX deixou de considerar várias provas no percurso…. E vários integrantes do SUPREMO também criticaram a conclusão do JUIZ FUX.
A sociedade, e a extrema direita bolsonarista em particular, precisam compreender que um GOLPE DE ESTADO é, pura e simplesmente, a tentativa de alijar pela força os que não concordam com o desenrolar da política normal em uma democracia. Portanto, É USURPAÇÃO DOS DIREITOS POLÍTICOS E DA CIDADANIA de outros. É ilegal, imoral, ilegítimo e antiético!
As eleições que elegeram tanto BOLSONARO como LULA foram livres e honestas; realizadas através de urnas eletrônicas seguras; em campanhas políticas abertas nas ruas, ou pelas redes sociais; com imprensa e debates livres, e os direitos individuais respeitados. Os resultados foram, também, auditados e se deram dentro das margens de erro nas diversas pesquisas eleitorais realizadas.
Foram eleições legítimas. E não houve dúvidas sobre os vencedores. Assim como não há dúvidas de que as forças políticas antagônicas se equivalem, e os embates democráticos e legítimos continuam na sociedade e no CONGRESSO. Portanto, nada justificava pressões pela ruptura da democracia. Aliás, nada justifica. Nunca!
Digressão histórica relevante: a tese da ANISTIA AMPLA, GERAL e IRRESTRITA, votada em 1979, no governo do GENERAL FIGUEIREDO, foi considerada falha pela oposição da época. Porque foram perdoados torturadores e outros responsáveis por crimes cometidos pelo regime militar.
Segundo a tese da oposição, a prevalência da injustiça e da impunidade incentivaria golpes futuros. No entanto, no enfrentamento ao BOLSOGOLPE as INSTITUIÇÕES mantiveram-se firmes. Então, é também possível admitir que a ANISTIA POSSÍVEL, no final do regime militar, foi correta para o BRASIL.
O que não foi possível fazer depois de 15 de março de 1985, por absoluta falta de PODER REAL das oposições, na transição do regime militar para o civil, quando JOSÉ SARNEY sucedeu o general JOÃO BATISTA FIGUEIREDO;
Atos como investigar e julgar os responsáveis pelo golpe de 1964, e suas consequências; em 11 de setembro de 2025, ocorreram em absoluta normalidade no julgamento dos TRAMA GOLPISTA de BOLSONARO e asseclas.
Então, eu reafirmo: A LEI DA ANISTIA, DE 1979, se comprovou eficaz e funcional.
Hoje, apesar de TRUMP, da turbação internacional, da sociedade brasileira polarizada, da fragilidade do CONGRESSO, e da suposta sedição de EDUARDO BOLSONARO; o SISTEMA JUDICIAL prevaleceu. O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, liderado pelo JUIZ ALEXANDRE DE MORAES assumiu o caso, enfrentou resistências corajosamente, e deu o veredito.
Resumindo, agora é possível confirmar o acerto da LEI DE ANISTIA DE 1979, que trouxe a normalidade política, apesar das imperfeições.
E quando houve a recente TRAMA GOLPISTA, e as tentativas de subversão da DEMOCRACIA, os implicados diretos foram, e ainda estão sendo julgados, e vários já estão sendo punidos.
Em minha opinião, a eficiência da resposta das INSTITUIÇÕES às tramas golpistas, ajudaram a encerrar um capítulo da HISTÓRIA BRASILEIRA: os efeitos da memória e de 1964, foram encerrados em 11 de setembro de 2025. O GOLPE DE 1964 ACABOU 61 ANOS DEPOIS.
POSTAGEM ORIGINAL:13/09/2025

E EU ATÉ ACHAVA QUE SABIA PINTAR… E ATÉ ESCREVI UNS VERSOS SOBRE O QUADRO “A CIDADE E OS LIVROS”, QUE FOI “COMETIDO” EM MAIO DE 2012

ÁGUA QUE LAVRA FEITO LAVA;
ENCOBRE O ETERNO QUE NO PASSADO FICOU;
PERMANECE O HOMEM INCOMPLETO:
CONHECIMENTO, WEB, DESAMOR;
TUDO ESMAECE, EVAPORA, PASSA;
MUSEUS BROTARÃO EM CADA ESQUINA ;
A ESTANTE, O PAPEL, E A IMPERMANÊNCIA;
EM CHIP CONCENTRADOS:
MODERNA SINA
O SOLITÁRIO QUE NOS LIVROS NAVEGAVA,
CONTEMPLA A VIDA NO COMPUTADOR.
ABRAÇA O TEMPO ISOLADO EM SI;
HORROR PEQUENO;
PENSANDO BEM: TORPOR!
Não ficou tão ruim..
POSTAGEM ORIGINAL:16/09/2020
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ELIAS JABOUR – UM COMUNISTA DE VERDADE

VAMOS FALAR MUITO SÉRIO. QUEM NÃO ACOMPANHA ELIAS JABOUR NÃO ENTENDE 60% DO QUE É O BRASIL!
ELE É UM “COMUNISTA” , MAS NÃO COMO A VULGARIDADE INTERPRETA O QUE SERIA, NÉ Pierre MignacGerson PéricoNelson Rocha Dos SantosCesar LimaAdalberto GraciolliBeatriz TôrresGuto CapuchoReinaldo Azevedo@Walfrido Ward@
Ele vê a História como motora de um processo. E foge do ideologismo fácil. Tem noção ampla do que é o capitalismo e, principalmente, de como a CHINA procede.
O fato é o seguinte: a esquerda tem intelectuais produtivos e até orgânicos. A direita, não. Simplesmente porque a imensa maioria da direita não “pensa” o Brasil. Mas reage ao Brasil e ao futuro que não conhece.
Ainda bem que há gente como o Reinaldo AzevedoREINALDO AZEVEDO e o WALFRIDO WARDE, que são liberais mas pensam, dão voz e palavra ao diferente, ao maldito, ao heterodoxo pensador. Contrapor ideias a respeito de ideias organizadas, como sempre são as do ELIAS JABOUR.
Ser conservador é pensar em manter INSITIUIÇÕES e projeções CIVILIZATÓRIAS, e não ouvir a JOVEM PAN, ler a revista OESTE, ou, o que é um horror inevitável para mim, que moro do GUARUJÁ, ouvir certos comentaristas políticos empedrados, imobilizados por conteúdos intelectuais ausentes.
Se vocês quiserem entender o Brasil@Damaris Menon Do Espírito SantoFernanda TorresAntonio Augusto Souza LimaLiza Wehbe e outros que prezo, abram a mente – perscrutem outros comentaristas. O real está muito, mas muito mais acima!
Com Trump no calcanhar do Brasil, Jabbour pensa os modelos americano e chinês. Reconversa de Férias