Edição bonita, em CAPA DURA, com LIVRETO e VINIL. de 180g MASTERIZADO EM MONO; mais dois CDs contendo as versões em MONO e STEREO do álbum original; e um terceiro CD gravado ao vivo em 1967, no MATRIX CLUB. Aliás, é performance histórica – mas horrorosa e amadora!
Quem já ouviu os “DOORS” ao VIVO sabe que técnica e não eram lá essas coisa. Porém, ESTARDALHAÇO e MITO à parte, o que vale é a energia liberada, o clima de suspense, a intensidade e o imenso carisma de JIM MORRISON e o efeito catártico que tudo junto causava sobre o público!
O texto no LIVRETO diz que “pelo menos em algumas faixas” foi o pianista e baixista “LARRY KNECHTEL” quem tocou contrabaixo. Para mim, está claro: ele tocou no disco inteiro.
“LARRY” é competente e criativo. Fez o piano em “BRIDGE OVER TROUBLED WATERS”, de “SIMON & GARFUNKEL”, também canção inesquecível. Depois, tornou-se parte do “BREAD”, banda POP de sucesso enorme, no inícios da década de 1970.
TIO SÉRGIO ouviu a versão em STEREO. A REMASTERIZAÇÃO está muito boa, transparente e musical. O BAIXO ficou mais evidente; pulsante. A percepção é de que tudo está no lugar correto.
O primeiro álbum dos “DOORS” foi um assombro matador quando lançado! O ÓRGÃO “VOX CONTINENTAL” de “RAY MANZAREK”, a GUITARRA de “ROBBIE KRIEGER”, e principalmente a personalidade magnética e a VOZ inconfundível de JIM MORRISON, tornaram certas canções lendárias:
o HARD BLUES em “BREAK ON THROUGH”; o BLUES com toques psicodélicos em “THE CRISTAL SHIP”, “TWENTIETH “CENTURY FOX “, “SOUL KITCHEN”; a BLUESY sensual, explícita e pesada “BACK DOOR MAN”; ROCKS dinâmicos em “TAKE AS IT COMES” e “I LOOKED AT YOU”; e a CULT e BRECHTIANA “ALABAMA SONG”.
O que torna este álbum definitivo são dois clássicos atemporais:
“LIGHT MY FIRE”, o “BLUES-ROCK-PSICODÉLICO” que assaltou o mundo com os inesquecíveis solos e riffs legados por RAY MANZAREK. O canto imponente e a lasciva masculinidade e ousadia controlada de “JIM MORRISON”. Quando ouvi no rádio pela primeira vez, em 1967, foi mais um rito de passagem definitivo para a minha adolescência.
O álbum culmina em “THE END”. Incesto, violência e poesia cantados intensamente num clima “DARK”. É uma das primeiras canções delineando o que faria o pessoal do “GOTHIC ROCK” uns dez anos depois. E, também, marca inaugural da “ORATÓRIA POP” criada por “JIM MORRISON”, e conduzida por sua
voz barítono – veículo perfeito para poesias e outros escritos que fez.
THE “DOORS”, o ÁLBUM, é um clássico definitivo. Marca a chegada triunfante, e o início da progressiva decadência de “JIM MORRISON” em direção da autodestruição física e mental.
Pra variar, o disco demorou demais para sair no Brasil, em 1968 – se bem recordo. E a qualidade gráfica e do material da capa estavam abaixo do razoável. O som também não era lá essas coisas. Assim, o entusiasmo inicial esvaiu-se.
Em 1968, foi lançado o segundo e ótimo LONG PLAY, “STRANGE DAYS”. Anos passaram até sair a edição brasileira. A voz de MORRISON já não era a mesma, apesar da interpretação emocional e tórrida e de sua crescente limitação técnica como cantor.
A construção do MITO narrava o jovem bonito e artista maldito; o astro alternativo, anti-sistema, desregrado, libertário e libertino; e vários predicados consolidados em meados da década de 1960.
Era o tempo da CONTRACULTURA e dos HIPPIES, de radicalização política, e contestação geral das tradições e dos valores.
De 1968 até 1971, os DOORS lançaram álbuns interessantes, na gangorra de sempre durante a queda paulatina e não revertida da BANDA.
Mas no capítulo final, em 1971, sai o lendário “L.A. WOMAN”. E lá reaparece um “JIM MORRISON” “maturado” emulando BLUES SINGERS que o inspiraram. É um epílogo digno para um ídolo superior.
A MORTE de “JIM MORRISON” , em 03 de julho e 1971, o reposicionou enquanto lenda ao longo das décadas. A ressurreição consumou-se em 1991 com “THE DOORS, O FILME”. Lá é descrita a trajetória meteórica, trágica e oscilante durante os quase seis anos de construção deste personagem único – e simultaneamente idílico e mundano.
Mas TIO SÉRGIO, vale a pena comprar o BOX?
Para os muito FÃS, sim.Talvez pela efeméride e recordação. Para mim, faltou a versão original do “SINGLE” de “LIGHT MY FIRE”, bem mais pesada e impactante do que a longa viagem PSICODÉLICA do LONG PLAY. Os “SINGLES” servem para isso: DAR a REAL! O MURRO DEFINITIVO…No fundo, à parte o vinil, é possível conseguir este BOX com os três CDS. Ou alguma das muitas versões que existem por aí.
ENFIM, é o “JIM MORRISON”. Então, o reverencie como quiser. Ele merece.
POSTAGEM ORIGINAL CORRIGIDA: 30\06\2026

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