THE CRITTERS – ANTHOLOGY – 1965/1967

A CAPA DESSA COLETÂNEA É A MESMA DO PRIMEIRO LP ORIGINAL DA BANDA, LANÇADO INCLUSIVE NO BRASIL, EM 1966, PELA ‘MOCAMBO”, SELO DA HOJE CULT EX – “FÁBRICA DE DISCOS ROZEMBLIT”.HOUVE OUTRO QUE, SABE-SE LÁ POR QUAIS MISTÉRIOS, FOI TAMBÉM LANÇADO CÁ NO “HOSPÍCIO DO SUL” .
OS “CRITTERS” FIZERAM A MINHA ADOLESCÊNCIA MAIS ALEGRE. GOSTAVA E AINDA GOSTO MUITO; E TOQUEI TANTO O VINIL QUE, ANOS DEPOIS, COMPREI OUTRA CÓPIA!
BANDA AMERICANA MUITO BOA DE BEAT-FOLK-ROCK, ERAM DE NOVA JERSEY, A TERRA DO BRUCE SPRINGSTEEN, DOS RASCALS, DO BON JOVI E DA MADONNA.
OS CARAS FIZERAM O PRIMEIRO LONG PLAY, EM 1966. É SIMPLESMENTE DELICIOSO E ULTRA COLECIONÁVEL. ESTÃO LÁ DOIS HITS MENORES E INESQUECÍVEIS DO “SUNSHINE POP”: “YOUNGER GIRL”, COVER DE MÚSICA DOS “LOVIN’ SPOONFUL” – EM VERSÃO MUITO MELHOR QUE A ORIGINAL!; E “MR. DIEINGLY SAD”, MAIS CONHECIDA, TOCOU BASTANTE NAS RÁDIOS NA ÉPOCA. HOJE, AINDA TOCA EM FMS AMERICANAS DE “OLDIES”.
DOIS MEMBROS ORIGINAIS DO GRUPO SEGUIRAM CARREIRA NA MÚSICA:
O GUITARRISTA “JIMMY RYAN” TOCOU E GRAVOU POR ANOS COM “CARLY SIMON”. E O BAIXISTA E CANTOR, “DON CICCONE”, FEZ PARTE POR MUITO TEMPO DE “FRANK VALLI & THE 4 SEASONS”.
DON NÃO É PARENTE DE MADONNA!
RECOMENDO MUITO MESMO!
POSTAGEM ORIGINAL: 30/07/2020
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“KID TATURANA” E SEUS MILIQUINHOS AMESTRADOS

 

Pois, é:
o KID TATURANA é o persistente, inderrotável, arrogante, e antidemocrático NICOLÁS MADURO. Aliás, ele ostenta sobre o lábio superior “MOUSTACHE” evocando o inseto; cientificamente chamado por “LONOMIA” – ou lagarta de fogo…. hum….
Os “MILIQUINHOS AMESTRADOS” são a “troupe” de pândegos perigosos que o assessoram na condução da viagem ao inferno que o povo venezuelano vem fazendo há anos…
Aliás, essa conjunção fez muito bem para a imagem “FIT” da população do país vizinho! Todos ficaram magros; esbeltos! Elegantes?
Também, pudera: quase oito milhões em diáspora, é correria que emagrece qualquer um…

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MARC JOHNSON – “BASS DESIRES” – GRAVADORA ECM – 1986

JOHNSON tocou e gravou com o universo do jazz e seus arredores. Para citar poucos, BILL EVANS, GARY BURTON, STAN GETZ, PAT METHENY, PATRICIA BARBER…
Ele produziu para a pianista brasileira ELIANE ELIAS, álbum premiado com o GRAMMY. Não é pouca coisa.
Craque do baixo acústico, aqui lidera disco FUSION com outros artistas supremos: BILL FRISELL e JOHN SCOFIELD, guitarras; e PETER ERSKINE, bateria. É gente da grife ECM. Mas traz um “quê” do estilo americano de fazer essas coisas. As gravações foram realizadas em NOVA YORK.
Se você gosta do FUSION JAZZ dos anos 1980, esse disco vai te pegar. Mesmo o retrogosto deixando um certo travo de sonoridade algo datada…
Eu gosto. Portanto, recomendo.
POSTAGEM ORIGINAL: 29/07/2020
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JUCA KFOURI – ENTREVISTA NELSON MOTTA : LIBERALISMO E LIBERDADES

A POSTAGEM É ANTIGA, MAS RELEVANTE. DOIS CARAS HONESTOS, QUE TÊM CONVICÇÕES DIFERENTES, MAS CONVERSAM NUMA BOA E COM MÚTUO RESPEITO.
EU PASSEI POR ESSA METAMORFOSE IDEOLÓGICA, ORIENTADO PELO PENSAMENTO DE ESQUERDA, ENTRE OS QUAIS O PRÓPRIO PAULO FRANCIS, DO INÍCIO DOS ANOS 70 ATÉ A SUA CONVERSÃO AO LIBERALISMO – NO INÍCIO DOS ANOS 80 E ATÉ A SUA MORTE.
EU MUDEI IDEOLOGICAMENTE, MAS, NÃO ALTEREI MEUS PRINCÍPIOS. SOU PELA JUSTIÇA SOCIAL ATRAVÉS DO CAPITALISMO. APENAS OPTEI POR MÉTODOS E POSTURAS QUE, PARA MIM, SÃO MUITO MAIS EFICIENTES DO QUE O ESTATISMO ESQUERDISTA QUE NOS ASSOLA E A, TAMBÉM, GRANDE PARTE DA INTELIGÊNCIA BRASILEIRA E LATINO-AMERICANA.
EXISTE UM LIBERALISMO MODERNO QUE NÃO PRESCINDE DE EQUIDADE E JUSTIÇA SOCIAL; DA EDUCAÇÃO DE QUALIDADE PARA TODOS; E DA IMPLANTAÇÃO DE IGUALDADE DE OPORTUNIDADES, QUE POR SUA VEZ, NÃO DISPENSA O “MÉRITO INDIVIDUAL”; E DA DISCUSSÃO LIVRE E ABERTA DOS PROBLEMAS QUE TEMOS E PRECISAMOS MELHORAR.

NA PRÓXIMA ELEIÇÃO EU VOTO EM QUEM PROFESSA TAIS PRINCÍPIOS.

POSTAGEM ORIGINAL: 27/07/2018

SLY & THE FAMILY STONE & THE TEMPTATIONS – 1968: A VIAGEM AO PSICHEDELIC SOUL

Viver é defrontar surpresas. Todos nós na dinâmica da existência, somos detidos, flechados ou derrubados pelas novidades. Ou, frente a elas, temos algum insight, ou coragem para mudar enfrentando os receios – que são parte da vida.
Os TEMPTATIONS, por volta de 1968 tinham carreira sólida, mas sem grandes horizontes. Aconteciam coisas demais em volta deles, mas poucas tangenciavam a BLACK MUSIC.
HENDRIX à parte, claro. Mas JIMI era um híbrido raivoso que ajudou a refundar o ROCK à partir do BLUES. E foi muito, muito, além dele, claro.
SLY STONE, também preto, de certa forma era um integrado ao sistema que viveu a revolução do ROCK …hummm branco. Era produtor de discos, na CALIFÓRNIA, com algum sucesso. Havia trabalhado com gente talentosa, como os BEAU BRUMMELS, banda BEAT/FOLK, hoje reconhecida como excelente.
E foi com esse background que idealizou e fez a FAMILY STONE, juntando o JAZZ-ROCK em gestação na própria COLUMBIA RECORDS ao ROCK PSICODÉLICO e ao RHYTHM´N´BLUES mais agressivo. Foi tudo para ooooo… liquidificador criativo que sabia mobilizar; e deu em SLY & THE FAMILY STONE, troupe seminal!
Um dia de 1968, em Nova York, OTIS WILLIANS, o líder dos TEMPTATIONS escutou “DANCE TO THE MUSIC”, no rádio. E sacou no ato a novidade. Pegou a banda e o produtor NORMAN WHITFIELD e foram para o estúdio em Detroit. Decompuseram o grupo, por assim dizer, em vários solistas. Atualizaram a sonoridade por completo. Inclusive instrumentação e até arranjos.
Resultado: “CLOUD NINE”! Hit supremo que os levou ao GRAMMY; e abriu caminho para vários sucessos, e nova linha de trabalho. Ouçam BALL OF CONFUSION, por exemplo; é outro SINGLE espetacular! PSYCHEDELIC SOUL é coletânea imperdível, e documenta o giro de 180 graus da banda. Uma revolução no conteúdo, perspectivas e sonoridades.
Neste álbum duplo estão canções imprescindíveis para quem gosta da melhor música feita pelos pretos americanos. E dão uma “palinha” do que veio a ser o R&B atual, menos açucarado, mais cheio de “punch” e sensualidade não romântica…
Então, pessoal, ultrapassem os TEMPTATIONS de “MY GIRL”. Porque os mixes fantásticos de ROCK PSICODÉLICO + SOUL MUSIC ultrapassam em criatividade e visão de futuro aquele HIT histórico, delicioso, mas adolescente além da conta.
Recomendo os dois álbuns!
POSTAGEM ORIGINAL: 25/07/2023Nenhuma descrição de foto disponível.

MARIA MULDAUR – BLUES SINGER – IMPRESCINDÍVEL!

VETERANA, CARREIRA E DISCOGRAFIA LONGAS HONRANDO O MELHOR BLUES FEITO NA AMÉRICA.
MARIA TEM CARACTERÍSTICA RARA E PRECIOSA: VOZ SIMULTANEAMENTE ANASALADA E LÍMPIDA!
A PRODUÇÃO, AQUI, É O QUE HÁ DE CHIC EM GRAVAÇÃO E TÉCNICA: É TELARC; PRECISAS. NADA FALTA. SOBRA O TALENTO INFINDÁVEL DESSA MARIA – QUE NÃO VAI COM AS OUTRAS!
PROCURE. VOCÊ GOSTARÁ!
POSTAGEM ORIGINAL:16/07/2020Nenhuma descrição de foto disponível.

MOODY BLUES – EM OITO DISCOS DE TIRAR O FÔLEGO, LANÇADOS ENTRE 1967 E 1978 – EDIÇÕES JAPONESAS

OS MOODY BLUES SÃO CONTEMPORÂNEOS DE GERAÇÃO E INGLESES COMO “THE BEATLES”. INICIARAM CARREIRA COM O BEAT/R&B, EM 1964, MAS SEM GRANDE EXPRESSÃO. GRAVARAM UM BOM “LONG PLAY”, EM 1965, “THE MAGNIFICENTS MOODIES, E UMA SÉRIE DE SINGLES DE ALGUM PRESTÍGIO E VENDAS. ESTAVAM PELA BOLA SETE NO BILHAR DA CARREIRA, QUANDO, EM 1967, FIZERAM RADICAL MUDANÇA DE RUMO ARTÍSTICO.
A ENTRADA DO GUITARRISTA “JUSTIN HAYWARD”, NO LUGAR DE “DANNY LANE” – QUE FEZ LONGA TRAJETÓRIA TOCANDO INCLUSIVE COM “PAUL McCARTNEY”, NOS WINGS -; E DE “JOHN LODGE”, NO BAIXO; FOI DEFINIDORA E DEFINITIVA PARA O REINÍCIO DE CARREIRA COM ENORME ÊXITO, NAS DÉCADAS DE 1960, 1970 E 1980, PRINCIPALMENTE…
ESTÁ AQUI UMA DAS COLEÇÕES QUE TENHO DOS MOODY BLUES, SÃO EDIÇÕES ESPECIAIS JAPONESAS. ÁLBUNS TODOS DE EXCELENTE NÍVEL TÉCNICO E ARTÍSITICO; E OS DOIS PRIMEIROS SEMINAIS:
“DAYS OF FUTURE PASSED”, DE 1967, É O MARCO ZERO DO “ROCK PROGRESSIVO SINFÔNICO”. E “IN SEARCH OF THE LOST CHORD”, DE 1968, É FUSÃO DE PSICODELIA E TEMAS ORIENTAIS. FOI ELEITO PELA REVISTA “RECORD COLLECTOR”- A MINHA BÍBLIA E REFERÊNCIA PARA O COLECIONISMO -, ENTRE OS DEZ DISCOS MAIS IMPORTANTES D0 ROCK PSICODÉLICO INGLÊS.
TAMBÉM NA FOTO, “A QUESTION OF BALANCE”, 1970, O PRIMEIRO DISCO A FALAR ABERTAMENTE SOBRE TEMAS ECOLÓGICOS; É MAGNÍFICO POR ELE MESMO; É “ROCK PROGRESSIVO” MELÓDICO, E AGRADA A TODOS; PORÉM É MENOS EXPERIMENTAL.
OS DISCOS “ON THE TRESHOLD OF A DREAM”, 1969; “TO OUR CHILDREN, CHILDREN, CHILDREN”, 1970; “EVERY GOOD BOY DESERVES FAVOUR”, 1971; SEVENTH SOUJORN, 1972, SÃO IGUALMENTE ESPETACULARES.
MUITOS NÃO CONSIDERAM BOM “OCTAVE”, 1978, DA MESMA SAFRA. MAS É O ÚLTIMO COM A FORMAÇÃO ORIGINAL DE GRANDE SUCESSO. DEPOIS DELE, O TECLADISTA MIKE PINDER DEIXOU A BANDA, MAS CONTINUOU SÓCIO NOS BASTIDORES, CUIDANDO DOS “NEGÓCIOS” E AJUDANDO NA PRODUÇÃO.
O CONJUNTO DA OBRA DESTA FASE MERECE UM ENSAIO MAIS AMPLO PARA CADA UM DOS DISCOS. POIS TÊM TEMÁTICA E CONCEPÇÕES PRÓPRIAS; EXPLORANDO NOVIDADES TÉCNICAS, E COMBINADAS AO REQUINTE DAS PRODUÇÕES DE “TONY CLARKE”, E A EXECUÇÃO INSTRUMENTAL DE ALTA QUALIDADE ARTÍSTICA.
OS VOCAIS SUBLIMES DO GUITARRISTA “JUSTIN HAYWARD” E DO FLAUTISTA “RAY THOMAS”, EM HARMONIA COM AS VOZES DO BATERISTA “GREAME EDGE”; DO BAIXISTA “JOHN LODGE”; E O TECLADISTA “MIKE PINDER”, FORMAM ENTRE OS MELHORES DA HISTÓRIA DO ROCK. SÃO DESTAQUES E PARTE DA RAZÃO DE EXISTIR E DO GRANDE SUCESSO DA BANDA.
MUITOS CRITICAM OS “MOODIES” PELA INCONSTÂNCIA NA QUALIDADE DAS LETRAS. A EXPLICAÇÃO, AO MEU VER, É A ENORME DEMANDA DO MERCADO AMERICANO, ONDE O PÚBLICO OSCILA ENTRE O GOSTO PELO QUASE BREGA E SIMPLISTA; E AS COISAS SUBLIMES QUE FIZERAM COMO”NIGHTS IN WHITE SATIN” E “TUESDAY AFTERNOON”.
EXEMPLO COMPARATIVO CLARO É A “BOSSA NOVA”. NO COMEÇO, “NORMAN GIMBEL”, O LETRISTA PARA AS VERSÕES INGLESAS DE “TOM JOBIM”, “JOÃO GILBERTO”, E OUTROS, JAMAIS ESTEVE `A ALTURA DA QUALIDADE POÉTICA DOS ORIGINAIS!!
OS DISCOS POSTERIORES A 1978 SÃO CONVERSAS DIFERENTES QUE FICARÃO PARA OUTRA OCASIÃO.
OS MOODY BLUES FORAM GRANDES E FIZERAM ENORME SUCESSO COMERCIAL E DE CRÍTICA, PRINCIPALMENTE NOS ESTADOS UNIDOS; ONDE ATÉ HOJE ENCHEM TEATROS QUANDO FAZEM CADA VEZ MAIS RARAS EXCURSÕES; E AGORA, LIMITADOS A “LODGE” E “HAYWARD” – OS DOIS SOBREVIVENTES DA FORMAÇÃO CLÁSSICA – JÁ SEM O BRILHO DE ANTES, PORQUE PRÓXIMOS A 80 ANOS DE IDADE.
DADO PITORESCO: O NOME DA FILHA DE JUSTIN HAYWARD É “DOREMI”, AS TRÊS NOTAS MUSICAIS EM SEQUÊNCIA! HOMENAGEM E VOTO DE FÉ MAIOR EU NÃO CONHEÇO!
POSTAGEM ORIGINAL: 22/07/2023Pode ser uma imagem de texto

TONY BENNETT, A “VIAGEM SENTIMENTAL” E OUTROS BEM VOTADOS QUE NOS DEIXARAM

Há 30 anos eu recebo religiosamente a revista RECORD COLLECTOR, minha bíblia mensal para ficar atualizado com a música e seu vasto mundo.
Por “VÍCIO INERENTE” – meu, é claro! -; e sentado toda manhã em local adequado e recorrente, hummm…., dou olhada na revista.
Hoje, chegou o último número e fui direto à “NOT FORGOTTEN”, a sessão de obituários, para render homenagens e memórias aos abatidos no duro enduro da vida no mercado da música.
De cara, na primeira página das despedidas encontro, certamente por ordem de importância para os ingleses, TONY MCPHEE, guitarrista e frontman dos GROUNDHOGS, 79 anos; em seguida PETE BROWN, 82, músico, poeta e letrista do CREAM, e principalmente de JACK BRUCE. E, também, a talvez mais bem sucedida comercialmente de todos eles, a nossa RITA LEE, que mudou para o andar de cima, aos 75 anos.
São artistas notáveis e merecedores de nossas condolências e saudades. Todos eles!
Como a vida e portanto a morte não nos dão folga, partiu TONY BENNETT, aos 96 anos. O mais velho da safra que saiu do mercado. Ele foi um pouco depois de JOÃO DONATO, outro vinho “VINTAGE” de safra espetacular e consagrada.
Que a triagem ao Paraíso seja breve e certeira com todos eles.
AMÉM!
Vou falar um pouco de BENNETT, que tinha um vozeirão. Revirando estantes, percebi que não tenho discos dele. Apenas duas faixas com a orquestra de PERCY FAITH: a estreia, em 1952, foi “BECAUSE OF YOU”, um clássico “VINTAGE”, romântico e insalubremente adocicado, desses que os mais jovens não conhecem e não lhes faz falta. E, “JUST IN TIME”, 1957.
Aliás, quem quiser descer à cova iluminada do POP AMERICANO feito entre 1942 e 1959, deve buscar os 4 CDS que compõem o box “SENTIMENTAL JOURNEY”, lançado pela RHYNO RECORDS em 1993.
A maioria são cantores brancos.
Estão lá, entre vários diversos, a geração dos grandes cantores descendentes de italianos: SINATRA, VIC DAMONE, DEAN MARTIN, AL MARTINO e ANTHONY DOMINIC BENEDETTO, oops!!!!! o nosso TONY. Os que assistiram ao “O PODEROSO CHEFÃO” entenderão as possíveis conexões com a MÁFIA, e outros fatos poliíticos e culturais.
O HIT mais reconhecido e apreciado de TONY BENNETT, foi gravado em 1962. “I LEFT MY HEART IN SAN FRANCISCO” é considerado JAZZ por alguns! – Sei lá, Seria? – Curiosamente, TONY jamais viveu na CALIFÓRNIA. Era da costa leste, NOVA YORK e vizinhanças.
Na década de 1950, BENNETT foi aconselhado a fugir do “MAINSTREAM” do POP romântico habitual, e “trasfegar” o seu talento para proximidades do JAZZ e do POP mais contemporâneo.
Ele fez.
No decorrer da carreira, gravou com BILL EVANS, COUNT BASIE, e outros mais identificados com o JAZZ. Modificou, e aprimorou a forma de cantar. Deixou o meloso habitual da sua geração por um canto mais firme, algo rústico, vizinho da “BLACK MUSIC”;
BLUESY? talvez!
BENNETT assumiu um jeito mais contemporâneo de fazer os “STANDARDS” de grandes compositores do “AMERICAN SONGBOOK” – COLE PORTER, GERSHWIN, BERLIN, etc…
E também do POP de épocas subsequentes, o que lhe rendeu fãs no decorrer dos tempos.
TONY gravou com AMY WINEHOUSE, DIANA KRALL, e incontáveis da modernidade. Convidou ROBERTO CARLOS para dueto em seus “discos – tributos”. Não rolou por causa de agenda. Então, foi de ANA CAROLINA e MARIA GADU, mesmo.
Todos gostavam pessoalmente dele. Era um sujeito legal, simpático, acessível. TONY fez discos de muito sucesso com LADY GAGA, e os dois saíram em concerto pelo mundo. Era artista de muitos talentos: pintava e muito bem! Tem obras espalhadas por museus e coleções.
Não consegui contar quantos discos ele gravou. Li que fez mais de 70 LONG PLAYS, em mais de 70 anos de atividade! Eu não apurei a quantidade real; difícil de fazer devido aos percalços de sua carreira longa, etc…TONY vendeu mais de 60 milhões de discos.
Eu não sei exatamente porque não tenho discos dele! Talvez suas características como intérprete não me tenham feito nota-lo melhor… É uma falha, admito. Mas, em tempo de corrigir.
BENNETT é um grande ícone, e foi cantor de primeiro time.
Para se viver bem e com equanimidade é necessário ser justo e reconhecer talentos. Mesmo gostando mais de outros artistas.
Eu prefiro FRANK SINATRA.
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TONY BENNETT, O ÍCONE POP SUPREMO – DA “VIAGEM SENTIMENTAL” À “TURNÊ FINAL”

Há 30 anos eu recebo religiosamente a revista RECORD COLLECTOR, minha bíblia mensal para ficar atualizado com a música e seu vasto mundo.
Por “VÍCIO INERENTE” – meu, é claro! -; e sentado toda manhã em local adequado e recorrente, hummm…., dou olhada na revista.
Hoje, chegou o último número e fui direto à “NOT FORGOTTEN”, a sessão de obituários, para render homenagens e memórias aos abatidos no duro enduro da vida no mercado da música.
Como a vida e portanto a morte não nos dão folga, TONY BENNETT, partiu em 21 de julho de 2023, aos 96 anos. Ele era o vinho fino mais velho da safra que saiu do mercado. Levantou voo um pouco depois de JOÃO DONATO, outro “VINTAGE” desta safra espetacular e consagrada.
Que a triagem ao Paraíso lhes seja breve e certeira.
AMÉM!
Vou falar um pouco de BENNETT, que tinha um vozeirão. Revirando estantes, percebi que não tenho discos dele. Apenas duas faixas com a orquestra de PERCY FAITH: a estreia, em 1952, foi “BECAUSE OF YOU”, um clássico “VINTAGE”, romântico e insalubremente adocicado, desses que os mais jovens não conhecem e não lhes faz falta. E, “JUST IN TIME”, 1957.
Aliás, quem quiser descer à cova iluminada do POP AMERICANO feito entre 1942 e 1959, deve buscar os 4 CDS que compõem o box “SENTIMENTAL JOURNEY”, lançado pela RHYNO RECORDS em 1993.
A maioria são cantores brancos. Estão lá, entre vários diversos, a geração dos grandes cantores descendentes de italianos: SINATRA, VIC DAMONE, DEAN MARTIN, AL MARTINO e ANTHONY DOMINIC BENEDETTO, oops!!!!! o nosso TONY. Os que assistiram ao “O PODEROSO CHEFÃO” entenderão as possíveis conexões com a MÁFIA, e outros fatos políticos e culturais.
O HIT mais reconhecido e apreciado de TONY BENNETT, foi gravado em 1962. “I LEFT MY HEART IN SAN FRANCISCO” é considerado JAZZ por alguns! – Sei lá, Seria? – Curiosamente, TONY jamais viveu na CALIFÓRNIA. Era da costa leste, NOVA YORK e vizinhanças.
Na década de 1950, BENNETT foi aconselhado a fugir do “MAINSTREAM” do POP romântico habitual, e “trasfegar” o seu talento para proximidades do JAZZ e do POP mais contemporâneo.
Ele fez.
No decorrer da carreira, gravou com BILL EVANS, COUNT BASIE, e outros mais identificados com o JAZZ. Modificou, e aprimorou a forma de cantar. Deixou o meloso habitual da sua geração por um canto mais firme, algo rústico, vizinho da “BLACK MUSIC”;
BLUESY? talvez!
BENNETT assumiu um jeito mais contemporâneo de fazer os “STANDARDS” de grandes compositores do “AMERICAN SONGBOOK”, gente em nível de COLE PORTER, GERSHWIN, BERLIN, etc… E também do POP de épocas subsequentes, o que lhe rendeu fãs no decorrer dos tempos.
TONY gravou com AMY WINEHOUSE, DIANA KRALL, e incontáveis da modernidade. Convidou ROBERTO CARLOS para dueto em seus “discos – tributos”. Não rolou por causa de agenda. Então, foi de ANA CAROLINA e MARIA GADU, mesmo…
BENNETT era artista de muitos talentos: pintava e muito bem! Tem obras espalhadas por museus e coleções pelaí. Todos gostavam pessoalmente dele. Era um sujeito legal, simpático e acessível. TONY fez discos de muito sucesso com LADY GAGA, e os dois saíram em concerto pelo mundo. Aliás, foi a última turnê dele.
Não consegui contar quantos discos gravou. Li que fez mais de 70 LONG PLAYS, em mais de 70 anos de atividade! Eu não apurei a quantidade real; difícil de fazer devido aos percalços de sua carreira longa, etc…TONY vendeu mais de 60 milhões de discos.
Eu não sei exatamente porque não tenho álbuns dele! Talvez suas características como intérprete não me tenham feito notá-lo melhor… É uma falha, admito. Mas, em tempo para ser corrigida.
BENNETT é um grande ícone POP, e foi cantor de primeiro time.
Para se viver bem e com equanimidade, é preciso ser justo e reconhecer os talentos, mesmo gostando mais de outros artistas contemporâneos a ele.
Eu prefiro FRANK SINATRA
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POSTAGEM ORIGINAL AGORA REDEFINIDA: 21/07/2023

JOÃO DONATO E A DANÇÁVEL E SOFISTICADA FUSION LATIN-JAZZ, BOSSA NOVA, MPB, FUNK, etc…

Vou começar por uma historinha meio cafajeste.
Até uns 15 anos atrás, alguma conversa imprópria era admissível em rodas masculinas. Vez por outra, confissão de ousadias, ou meros comentários sem fundamentos apareciam após ingestão excessiva de álcool.
Numa dessas, a moça chegou e cumprimentou geral; beijou alguém no grupo, e foi embora.
O incerto alguém comentou olhando o rastro do rabo do cometa que partira; “pois, é: era linda! Hoje, virou nome possível pra música do JOÃO DONATO: “EMBARANGÔ”!!!
Alguns risos, e sei lá se alguém compreendeu a “metonímia sórdido-sofisticada”: O DONATO tem música chamada “EMORIÔ”, o nome sonoro de um de seus clássicos, e que nada tem com o
neologismo criado pelo colega.
Embarangar, viria de baranga… uma ofensa injustificável sob qualquer pretexto…
Voltando à parte séria do meu discurso, postei aqui os discos que tenho dele. Talvez insuficientes para forjar uma ideia mais clara da produção artística do JOÃO. Mas, vou tentar..
Talvez seja adequado dizer que os dois pianistas mais importantes da MPB contemporânea tenham sido TOM JOBIM com suas harmonias. E JOÃO DONATO e sua visão alargada, e capacidade de criar ritmos e andamentos através do instrumento.
Assim como os violonistas JOÃO GILBERTO e ROBERTO MENESCAL pela paternidade e difusão da moderna MPB.
JOÃO DONATO era um músico superdotado.
Mas, não gostava de poesia, da mesma forma que o poeta JOÃO CABRAL DE MELO NETO não ligava para música. CABRAL era indivíduo sério, escrevia seco e pungente.
DONATO era musical, intuitivo, leve e solto. E teve diversos parceiros de escrita. Alguns geniais como CAETANO VELOSO, GILBERTO GIL, VINÍCIUS DE MORAES e CHICO BURQUE de HOLANDA.
O que faltava para DONATO sobrava em seus parceiros, e vice-versa. E a ponto de CAETANO ter feito música citando veladamente, em versos precisos, os dois “JOÃOS”.
O dom da palavra conjugado à constante e inevitável presença da música é essencial para os brasileiros.
Porém, JOÃO DONATO não canta bem. Jamais cantou. Tem voz inexpressiva, inadequada; o que também não importa – é só minha opinião. O seu forte foi a composição e os arranjos musicais que fez. Ele intuía melodias e ritmos.
No 39 DISCOS de série que gravou, ele canta em diversos. O primeiro deles é “QUEM É QUEM”, gravado em sua volta ao Brasil, em 1973.
DONATO é caso único de artista brasileiro que iniciou sua carreira nos EUA tocando LATIN JAZZ. Foi no grupo de “MONGO SANTAMARIA”, em 1965. Quando saiu foi substituído por ninguém menos do que CHICK COREA!
JOÃO já gravara no Brasil acompanhando outros artistas. Porém, o início de sua carreira solo foi em 1962, com o “JOÃO DONATO e seu TRIO”, formado por dois excelentes e históricos músicos: o baterista MILTON BANANA, e o baixista TIÃO NETO; talvez a mais eficiente “cozinha” que o SAMBA-JAZZ produziu!
“MUITO À VONTADE”, 1962; e “A BOSSA MUITO MODERNA DE JOÃO DONATO”, 1963; foram captados na mesma sessão de gravação, antes da partida de JOÃO para a América, e aproveitar o BOOM aberto pela BOSSA NOVA. São dois artefatos CULTS da BOSSA INSTRUMENTAL.
Nos Estados Unidos, ele gravou um clássico da BOSSA-JAZZ, “BUD SCHANK e JOÃO DONATO”. E, também em 1965 fez um de seus discos mais conhecido: “THE NEW SOUND OF BRAZIL, PIANO OF JOÃO DONATO”, com a participação do guitarrista LUIZ BONFÁ, outro CRAQUE de sucesso na AMÉRICA.
O LP. veio na cola do grande sucesso conseguido por “ANTONIO CARLOS JOBIM, THE COMPOSER OF DESAFINADO PLAYS” , 1963, disco de BOSSA – LOUNGE, com TOM ao piano e violão.
Os dois discos seguem modelo semelhante, e são acompanhados por orquestra regida pelo famoso maestro e arranjador CLAUS OGERMAN, de extensa carreira em gravações de SINATRA a DIANA KRALL…
JOÃO comentou que OGERMAN ligou de madrugada pra ele no Hotel. E fez algumas consultas sobre as músicas que entrariam no disco a ser gravado no dia seguinte. Ainda faltavam quatro arranjos!
Então, DONATO pergunta: “Mas CLAUS, os arranjos ainda não estão prontos? É daqui a algumas horas!!! Como é que você vai fazer”?
E o MAESTRO responde: “Fica tranquilo, é fácil”. “Eu sempre escrevo a primeira ideia que me vem à cabeça…”
JOÃO DONATO, que era um intuitivo antenado e perspicaz, concluiu para a vida: Pra conseguir isso “É PRECISO ESTAR PENSANDO BEM O TEMPO INTEIRO”…
E este era o segredo dele para as coisas darem certo “espontaneamente”, e com leveza… JOÃO DONATO PENSAVA BEM O TEMPO TODO!
DONATO era curioso, aberto a experimentações e passeios pela vanguarda. Mas sempre mantendo seu estilo imediatamente reconhecível, aprimorado ao longo de anos em busca da eficiência, do ritmo e do andamento adequado; e de maneira inventiva, e talvez única!
É argumentável que DONATO tenha criado um híbrido original. Um tipo de FUSION mais ampla, abarcando o JAZZ MODERNO, o LATIN JAZZ e a BOSSA NOVA; com de algo FUNK, dançável, e pitadas de SOUL e música AFRO-CUBANA. Um “COMBO” ao alcance de poucos.
O uso de metais era essencial, e ajudou a introduzir DONATO em vários cenários, em épocas diferentes, à partir de meados da década de 1960, até pouco antes de morrer.
Seu personalíssimo teclar no piano se manteve intacto. O jeito de trabalhar com o silêncio e os espaços entre notas e acordes, e de relacionar-se com outros músicos e instrumentos da banda permaneceram modernos, inconfundíveis!
A música que ele faz é dançável desde sempre, e seu balanço é contagiante, e alto astral. DONATO mesmo sendo bossanovista de primeira hora, caminhou fora de certa melancolia que a BOSSA NOVA nos inculca.
Ele é um levantador de festas sofisticado e imprescindível! O banquinho e o violão ficaram para o outro JOÃO, o GILBERTO, amigo dele.
JOÃO DONATO há décadas veio desenvolvendo a prática em diversas modalidades de teclados eletrônicos, como FENDER RHODES, FARFIZA, o CLAVINET… e o que mais viesse.
Sob esse aspecto, nos lembra seu contemporâneo ao longo dos tempos, HERBIE HANCOCK, que também surfou em todos os mares e ondas com proficiência, originalidade e qualidade.
EM 1970, foi lançado “BAD DONATO”. Em 1973, fez LP em parceria com EUMIR DEODATO – músico de enorme sucesso internacional naquele ano. Ambos são discos de FUSION JAZZ, o gênero em franca ascensão, que DONATO já vinha moldando, assimilando e fazendo à sua maneira. Esteve na primeira hora de várias coisas!!!
A originalidade da música de JOÃO DONATO atraiu artistas importantes e a realização de muitas parcerias. Para citar algumas, trabalhou com MENESCAL, JOYCE, WANDA de SÁ, PAULO MOURA, CARLOS LYRA, MARCOS VALLE, JORGE BEN, TOQUINHO e até JARDS MACALÉ. Ele gravou bastante nos últimos 40 anos. É artisticamente um dos artistas mais influente da história musical brasileira.
O disco ao vivo LEILÍADAS, 1986, é um exemplo de FUSION moderna, com metais e, observado mais de perto, talvez seja possível considera-lo álbum “CONCEITUAL”. É muito bonito!
De meados para o final da década de 1980, a BOSSA NOVA teve retomada forte, principalmente na EUROPA, e D.JS redescobriram o óbvio: que REMIXAR, SAMPLEAR, FUNDIR e RETRABALHAR o que fizeram seus principais criadores poria a turma para dançar.
O trabalho dos D.Js. trouxe JOÃO DONATO aos PICK-UPS em festas, clubes, e a validação para o JAZZ e outras fusões já testadas.
Ele foi muito sampleado. E coligido em miscelâneas como essas da foto. Existem mais, muito mais, ressuscitando artistas esquecidos.
Já em discos como “PAULA MORELEMBAUM & JOÃO DONATO”, 2010; e “DONATO ELÉTRICO”, 2015, ele tocou à vontade com os participantes mais jovens, tipo seu filho DONATINHO, e os grupos “PARAPHERNALIA”, “BossaCucaNova”, e gente que acompanha as cantoras CÉU, TULIPA RUIZ e ANELIS ASSUMPÇÃO.
Todos são fãs e o admiram; conhecem os discos, os experimentos, e principalmente a capacidade de JOÃO DONATO em traduzir suas ousadias para um estilo de linguagem musical brasileira, mesmo que eivada por outras latinidades e seu gosto pelo JAZZ. É a FUSION com roupagens contemporânea garantindo a perenidade.
E, dali em frente, até o seu último disco, lançado em 2022, aos 88 anos, ele continua festejante: um “latino-brasileiro” da gema!
JOÃO DONATO encerrou sua permanência entre nós talvez no ápice da vanguarda jovem atual.
Ahhhh, EMORIÔ não é palavra, e sim uma frase, que significa “EU VEJO” : “E MORI O” , em IORUBÁ é uma referência a OXALÁ, a divindade relacionada com a criação do mundo e da espécie humana.
É frase existencial e poeticamente muito delicada e perceptiva.
EMORIÔ! JOÃO DONATO fazendo muita falta.
POSTAGEM ORIGINAL: 18/07/2023
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