JOHN COLTRANE – ATLANTIC YEARS – 1959 – 1962/1964

Foi assim: as sessões de gravação foram todas realizadas entre 1959 e 1961. E de lá saíram os LPS GIANT STEPS, COLTRANE JAZZ, BAGS & TRANE, MY FAVORITE THINGS, OLÉ COLTRANE, COLTRANE PLAYS THE BLUES, THE AVANT GARD – COLTRANE E DON CHERRY.
Todos foram lançados entre 1959 e 1964, e relançados “AD NAUSEAN” em todos e quaisquer formatos imagináveis nos 64 últimos anos!. Um acervo artístico memorável! “GAUDIO MAGNO”, diriam os vaticanistas!!!
Há detalhe fundamental. Para alguns, é o fino do fino que “TRANE” produziu. Na opinião do TIO SÉRGIO, JOHN COLTRANE sempre fez música em “ESTADO DE SUPRASSUMO”!!!! Hum…. frase um tanto superlativa…
Eu venho comprando COLTRANE no decorrer de décadas. Muitas vezes, vendendo depois; trocando, errando, latindo pra lua de raiva de ter vendido, e essas infantilidades que colecionadores cometem.
Esta é a minha última safra. Incluindo dois CDS comemorando os 50 anos da ATLANTIC RECORDS. Sei que haverá outras. Aliás, já comecei: edições em LONG PLAYS com vinil azul… ainda não ouvi.
Vou contar, e a maioria de vocês não acreditará. Este pequeno e excelente BOX na foto, contém toda a produção em CDS do genial JOHN… Só que sem as capas originais. Há excelente livreto, fotos, textos; e com surpresa interessante: um dos CDs traz takes alternativos em um estojo imitando as CAIXAS de FITAS de GRAVAÇÃO de ESTÚDIO!!! Sensacional!!!!
Consegui o BOX anos atrás.
Sabem como?
Fazendo merda!
Eu o troquei por BOX magnífico de LPS lançado no início do século atual pela ATLANTIC via RHYNO RECORDS. Cada disco com sua capas original; prensados em vinil de 180 gramas!!!!!!!!!!!
Isto foi no tempo em que PATÓPOLIS, e o mundo inteiro, queriam apenas CDS. Inclusive eu! TIO SÉRGIO foi otário e vulgar…
Pois, bem; como a volta do cipó de aroeira no lombo de quem pensou errado é uma constante, hoje vale baba imensa e não está mais disponível!
Em compensação, esta série de LPS tem sido relançada pela enésima vez; e agora também em uma coleção europeia muito simpática chamada DOL: THE BLUE COLLECTION. Porque – bidu! – os discos vêm prensados em VINIL AZUL. Hoje chegou outro deles, e custou em torno de $ 20,00, uns R$ 100,00 mandacarus. Ouvi dizer que o som é medíocre. Mas, que se… sou cavalheiro…
TIO SÉRGIO, você não passa de um “esperma ensandecido”! (metalinguagem médica para PORRA LOUCA!!!). Pra que vinil, se você não tem pick-up?
Porque sim! seus bobões!!!
É bonito demais, eu estou velho, sai da minha conta, e vocês não têm nada a ver com isso!!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 04/05/2023
Pode ser uma imagem de 5 pessoas, polaroid, banca de jornais e texto

TRILHAS SONORAS, COLECIONISMO E COLECIONADORES

Eu conheci um advogado que escondia os discos no meio do jornal. Entrava em casa, enfiava tudo na estante do jeito que dava…
Depois, longe da mulher, olhava o butim e o reposicionava adequadamente, que sumia na “mata densa”; quer dizer, no meio dos outros discos! A esposa não compreendia de que jeito a coleção engordava tanto, pois o “doutor causídico” sempre dizia que havia parado de comprar discos???!!! Um crime quase perfeito!
Outro cliente fanático era funcionário público, e colecionava vinis. Adorava TRILHAS SONORAS. E procurava onde pudesse encontrar músicas que embalavam STREAP TEASES! Conseguiu de montão! E quase chorou, lá pela década de 1990, quando a RHINO lançou uma série só com músicas de… ahnnn provocação: safadezas mesmo! Essa até eu gostaria de ter…
O mais instigante e compulsivo deles, eu acho, é o ERIC CRAUFORD, dono da ERIC DISCOS, aqui de São Paulo. Pasmem; décadas atrás, eu e o meu amigo Silvio Dean, também “gostador” de discos, fomos ao apto onde ele morava, próximo à loja dele!
ERIC nos mostrou sua enorme e incrível discoteca de vinis! E, principalmente, a extensa, rara e “caçada” por todo o planeta COLEÇÃO de TRILHAS SONORA!.
Havia alguns milhares!!!!!
Colecionar trilhas é doideira magistral. Imaginem que é estimado em torno de “milhão” os filmes de longa metragem produzidos até agora!!!! Sem falar das séries para TV, e o imenso universo adjacente e paralelo!!!
TIO SÉRGIO engasgou e não vai repetir… são músicas e discos pra dedéu!!! Talvez sessenta por cento deles tenham trilhas sonoras originais. Não consigo estimar… E foram lançadas em discos mais de 100 mil? Quem sabe? Pense no número que você quiser. Pouco importa…
É quase impossível pesquisar e catalogar completamente tal variedade, seus países de origem, e outras dificuldades para acesso. Principalmente quando se pensa sobre as novas séries ou filmes que, além do tema principal composto especificamente, na maioria das vezes são agregadas músicas de outros artistas.
Em uma frase até desanimadora: colecionar trilhas não tem fim!
Mas, quem sabe se possa especular sobre o talvez padroeiro dessa atividade de compor “trilhas”. Eu penso em VIVALDI. Diz a lenda, que o “padreco” fazia uma composição por dia para entreter seus “alunos”. Fez mais de 1000. Trabalhou a tal ponto, que STRAVINSKY escreveu sobre o nosso adorado “padreco”: “ele não compôs mil músicas, mas a mesma música 1000 vezes!”
Julgue, mas seja compassivo…
Afinal de contas, padre VIVALDI compôs a trilha para educar e talvez espelhar a vida de seus discípulos. Se não é “vero”, é ao menos meritório considerar o “padreco” nosso inspirador…
O fato é que não há criação musical mais realista, e avessa à hipocrisia, do que compor sob encomenda. Dá um trabalhão doido! Tem prazo de entrega e nenhum glamour se pensarmos no processo; na necessidade absoluta de profissionalismo e, inclusive, a responsabilidade implícita de refletir a obra sob a qual ela é inserida…
É magia, técnica e tecnologia. Pensem nos caras e nas meninas que produzem tal “artesania” para abastecer filmes, novelas, peças teatrais e publicitárias! Estou tentando cada vez mais assistir a filmes, vídeos, essas coisas…
Mas, confesso, não tenho ânimo para colecionar TRILHAS: BELEZAS CONSTRUÍDAS DE PROPÓSITO E COM ESFORÇO. E NAS QUAIS SE OBSERVAM QUALIDADES ARTÍSTICAS INDISCUTÍVEIS.
Porém, morro de vontade, e vez por outra compro alguma coisa correlata ao ROCK CLÁSSICO, ou a filmes dos anos 1960/1970. E, apesar de não ser a mesma coisa, penso em baixar o que me agrada e manter no computador. Porque isoladamente formariam “pout-pourri” temático sensacional!
Este BOX com dez CDS, “THE FAMOUS MUSIC CATALOGUE”, produzido pela BMG em cima das TRILHAS SONORAS feitas para filmes da PARAMOUNT, foi distribuído promocionalmente em 1997. Para mim foi um achado casual, que visto em conjunto revela uma incrível MISCELÂNEA TEMÁTICA de músicas conhecidas coligidas com objetivo claro.
Quando eu era dono da CITY RECORDS, loja de CDs em SAMPA, alguém, um jornalista ou gente do meio de comunicações, veio trocar por outros discos.
O BOX traz indicações como nome do FILME ou da MÚSICA, o COMPOSITOR, a data de estreia, e mais nada… Não divulgaram o nome dos artistas que interpretam!!! Estão aqui, coisas desde dos anos 1930, até gravações contemporâneas. Há de tudo: R&B, ROCK, COUNTRY, EASY LISTENING, JAZZ, BLUES e o capeta a quatro gravado durante décadas!!!!
As gravações são todas originais, constato hoje! E confesso ser um dos vários casos em que tenho o disco e jamais ouvi direito – quando cheguei a ouvir…
Então, tentei identificar. Dou de cara com “EYES OF THE TIGER”, com o SURIVIVAL, tema de ROCKY 1; CALL ME, com a BLONDIE; e clássicos maravilhosos como JACK JONES cantando CALL ME IRRESPONSIBLE. Ou a baba ostensiva de JOHNNY MATHIS (HUMM… PHODIS…, como dizia minha turma, na décadas de 1960/70) cantando o tema de ROMEU e JULIETA. Há, também, o de BONANZA, série de televisão mundialmente famosa, exibida na década de 1960.
Estão ali, desde CARLY SIMON, em COMING AROUND AGAIN; ao LIVING COLOR, em CULT OF PERSONALITTY. E o belo tema de GHOAST, de MICHEL JARRE. Não faltou THE GODFATHER, conhecidíssimo. Além de várias “surpresas ultra conhecidas”, rodadas em FMS e filmes. E sem, obviamente, comentar o que ainda não consegui ouvir…Enfim, um mundo à disposição. Revivido nessa postagem.
E há o espetacular tema original de PERRY MASON – uma série que rolou entre 1957 e 1966, onde o astro é um advogado criminal craque – muito craque! Foi composto por FRED STEINER, e gravado por RAY CONNIFF e sua Orquestra. Há versão ao vivo com os BLUES BROTHERS; pesada, excelente!
Acho este o mais espetacular entre todos os temas principais de TRILHAS SONORAS. Casamento perfeito entre o enredo, o filme e a música. Todo o clima de mistério “NOIR”, que expõem o que vamos assistir, e interpretado com intensidade talvez não superada!
Não incluído no BOX, mas está entre os meus temas prediletos a abertura da “série inacabável” “LAW AND ORDER”, da UNIVERSAL, escrito por MIKE POST. É perfeito! Denso, tenso, rápido e incisivo!!!
Então, jovens ou joviais desbravadores deem uma olhada nas telas, ouçam alguns clássicos tipo ENNIO MORICONNE; e modernos como ANGELO BADALAMENTI. Observem o quê te mostram os trabalhos, a beleza e os resultados. E foquem inclusive na complementação óbvia, que são as trilhas acessórias, as músicas captadas décadas afora recheando projetos, e dando outro significado à composição, e sentido mais amplo aos filmes…
Se tiverem coragem, há incontáveis milhares de discos para vocês caçarem; e refinar audição, texto e visual.
Eu desejo aos que tentarem saúde, sorte e demência controlada.
Vão precisar!
POSTAGEM ORIGINAL: 26/06/2022
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A NEW JAZZ LANGUAGE” – NJL – COLEÇÃO DE CDS RAROS E DIFÍCEIS COM ARTISTAS CONSAGRADOS – 1994

ESTA SÉRIE DE CDS TRAZ ARTISTAS DO “JAZZ MODERNO”, “CONTEMPORÂNEO”, E INCLUSIVE “FUSION”.
EM 1994, HOUVE MOMENTO EM QUE O CÂMBIO ANDAVA NEGATIVO. QUER DIZER, PAGÁVAMOS PREÇOS REAIS EM DÓLAR E NÃO PERCEBÍAMOS… FOI UMA DAS CONSEQUÊNCIAS DO PLANO REAL.
OS COMPACT DISCS ERAM O PONTO MÁXIMO DA TECNOLOGIA EM REPRODUÇÃO MUSICAL, E AS VENDAS EXPLODIRAM AQUI E NO MUNDO. A DEMANDA ERA EXCESSIVA, E OS PREÇOS “SIDERARAM” NAS LOJAS. A INDÚSTRIA DA MÚSICA FATUROU MUITO.
NO BRASIL, IMPORTOU-SE MUITOS CDS, E AO MESMO TEMPO ECLODIRAM VÁRIOS TIPOS DE PIRATARIA. MUITAS REQUINTADAS E ATÉ HOJE COLECIONÁVEIS. EU MANTIVE DIVERSAS…
ESTA COLEÇÃO FOI PRODUZIDA NA INGLATERRA. SÃO GRAVAÇÕES AO VIVO, E DE ESTUDIO, TAMBÉM. OS “ESTOJOS” SÃO DE LATA, E PODEM ENFERRUJAR, CLARO. O DESIGN É ÓTIMO, E MUITO ATRAENTE; UM DIFERENCIAL NOTÁVEL NA DISCOTECA.
SÃO DEZ VOLUMES COM TRÊS CDS CADA. MAS, EU NUNCA MAIS ENCONTREI QUAISQUER DELES! A QUALIDADE DO SOM É ATÉ BOA. E COM OS RECURSOS DE HOJE CERTAMENTE COMPORTARIAM REMASTERIZAÇÃO ADEQUADA.
EU TENHO TRÊS DESSES BOXES:
1) “BLACK AND WHITE”, GENTE CONSAGRADA NO PIANO “EARL FATHA HINES”, “McCOY TYNER” E “CHICK COREA”. RESUMINDO, UM PIANISTA “CLÁSSICO” DO JAZZ; UM CONTEMPORÂNEO BEIRANDO O EXPERIMENTAL; E OUTRO FUSION, QUE DISPENSA MAIORES APRESENTAÇÕES. A “CAPA DE LATA” É MUITO EXPRESSIVA – UM TECLADO ESTILIZADO.
2) OUTRO BOX É “SHINING LIGHTS”. TRAZ SAXOFONISTAS, E TODOS CRAQUES; E MAIS OU MENOS SEGUE A PROPOSTA DO ANTERIOR: “STAN GETZ”, É REFERÊNCIA NO JAZZ MODERNO; “DEXTER GORDON”, É ESTILOSO, E CONHECIDO POR SUA “EMISSÃO” MAIS ALTERNATIVA, ALGO “ROUCA”. JÁ “SONNY ROLLINS”, FICA ENTRE O MODERNO E O CONTEMPORÂNEO. A FOTO DE CAPA RECRIA AS PALHETAS DO INSTRUMENTO. E, TAL QUAL AS OUTRAS, É MUITO CRIATIVA!
3) EM “BLOWING HOT AND COOL” ESTÃO TROPETISTAS: HÁ UMA DAS REFERÊNCIAS DO JAZZ MODERNO, “DIZZY GILLESPIE”; “FREDDIE HUBBARD”, REFERÊNCIA EM VÁRIAS LINHAS DO MODERNO PARA DIANTE; E O CONTEMPORÂNEO “WYNTON MARSALIS”, MAIS PRÓXIMO ÀS VANGUARDAS. A CAPA TAMBÉM É MARCANTE: PONTOS NEGROS REPRESENTANDO AS VÁLVULAS DO INSTRUMENTO. FICOU BEM INTERESSANTE!
PROCUREI A SÉRIE NA INTERNET, PARA REFINAR A INFORMAÇÃO, ETC… E NADA ENCONTREI!
DESCONFIO QUE SEJA PIRATARIA SOFISTICADA. E POR QUE? VÁRIOS CDS SÃO GRAVAÇÕES “RECUPERADAS” E DE ORIGEM NÃO IDENTIFICADA. HUMMMM!!!!
HÁ COISAS FEITAS EM ESTÚDIO. E OUTRAS RETIRADAS DE SHOWS; PERFORMANCES POSSIVELMENTE EXTRAÍDAS DIRETO DAS MESAS DE GRAVAÇÃO DE CONCERTOS MUITO INTERESSANTES – TALVEZ RAROS! E, CURIOSAMENTE, COM AS CARACTERÍSTICAS ARTÍSTICAS DOS ANOS 1980!
TEMOS IMPRESSÕES INSTIGANTES QUANDO OUVIMOS. NOS DEFRONTAMOS COM TIMBRES DIFÍCEIS DE SEREM REPRODUZIDOS, PRINCIPALMENTE OS AGUDOS. E A MAIORIA FOI BEM CAPTADA E GRAVADA.
NO ENTANTO, NÃO TÊM QUALIDADE SUFICIENTE PARA LANÇAMENTO COMERCIAL. FALTAM MAIS PRODUÇÃO E ACABAMENTO; AQUELE TOQUE FINAL, O “VERNIZ” OS DISTINGUINDO DO “LOW-FI”.
MAS, SÃO DISCOS DIVERTIDOS: A GENTE CERTAMENTE NÃO OUVIRÁ UM “DIZZY GILLESPIE” TÃO FUNKY! E O DE “CHICK COREA” TALVEZ COM GARY BURTON E BANDA, É FUSION IMPERDÍVEL! O MESMO SE PODE DIZER DO “POST – BOP – ALGO VANGUARDA – MEZZO FUSION POP” DE “FREDDIE HUBBARD”. ( UAU! QUE DEFINIÇÃO CAPRICHADA QUE “O TIO SÉRGIO FEZ AGORA, HEIM!”)
OS ‘TEXTOS SÃO “DESINFORMATIVOS”. ENTRE O ÓBVIO E A ENROLAÇÃO DO TIPO “SE SUMIU NINGUÉM SABE, NINGUÉM VIU”. O AUTOR, UM CERTO NICK BROWN É TÃO IDENTIFICÁVEL COMO CHAMAR JOÃO DA SILVA, NO BRASIL, E NÃO TER CPF….
PRA TERMINAR, NÃO ESQUEÇAM QUE NAS DÉCADAS DE 1970/1980 A ELITE DOS MÚSICOS DE JAZZ ESTAVA CATANDO LATA, E FAZENDO SHOWZINHOS PARA SOBREVIVER.
AINDA ASSIM, SE ALGUÉM ENCONTRAR BARATO ALGUM DESSES BOXES POR AÍ, PODE COMPRAR – E ME AVISE! ELES VALEM PELA RIQUEZA ARTÍSTICA, E O CLIMA MUSICAL DE ÉPOCA; E MESMO QUE, POR ENQUANTO, AINDA NÃO TENHAM SIDO REVALORIZADOS.
É COOL!
POSTAGEM ORIGINAL: 05/05/2021
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DUSTY SPRINGFIELD: ALIÁS, MARY CATHERINE ISABEL BERNADETTE O’ BRIEN 1939/1999

O NOME IMPONENTE, “BRITISH”, BATIZOU A GAROTA DE CLASSE MÉDIA QUE ESTUDOU A VIDA INTEIRA EM COLÉGIO DE FREIRAS. MARY ERA TÍMIDA, DISCRETA, EXIGENTE E MAIS OU MENOS CONTINUOU ASSIM ATÉ O FINAL DA VIDA.
AH, IA ESQUECENDO! APRESENTO A VOCÊS A MAIOR CANTORA POPULAR DA INGLATERRA EM SUA GERAÇÃO: “DUSTY SPRINGFIELD” – QUE TAMBÉM ESTÁ NO “ROCK AND ROLL HALL OF FAME”.
Muitos dizem que teve carreira de sucesso, mas errática. Outros, quem sabe fãs ou simplesmente observadores, afirmam que ela era eclética, talentosa, e muito acima da média! DUSTY SPRINGFIELD simplesmente podia cantar “tudo”!
O BOX da foto traz 98 faixas, em mais de 5 horas de música; texto, fotos e tudo o que forma o espectro por onde a moça transitou!
São mais de 16 LONG PLAYS, e incontáveis SINGLES E EPs gravados, em atividade que se estendeu por quase 40 anos, com algumas interrupções longas, e sumiços voluntários.
A moça era gentil, mas geniosa; algo insegura, e trabalhadora determinada. Dizem que compassiva e bem humorada.
Mas da vida pessoal se sabe apenas o que ela deixou que transparecesse. Ou talvez, não! Desconfio que era gay. Outros, também. Mas, e daí!
No BOX acima, gente importante como PAUL McCARTNEY, ELTON JOHN, CAROLE KING, CLIFF RICHARDS, KAREN CARPENTER, os PET SHOP BOYS e um montão confirmam que “BERNADETTE” era o fino!
Cantoras em penca de várias gerações dizem ter sido influenciadas por ela. E é verdade! Procurem por aí.
Disseminaram as línguas ofídicas que a mocinha de convento tocava violão; e uma vez ensaiou coleguinhas e futuras freiras para cantarem BESSIE SMITH! Hummmm…
Borbulhou repressão contida, porém eficiente. Gente como a cantora americana não era boa influência para virginais – supostamente (?) – religiosas e reclusas moças…
DUSTY tinha potência de voz, facilidade para cantar e interpretar acima de qualquer suspeita. Seu timbre original, entre o deliciosamente rouco e o levemente metálico, talvez deva ser descrito como elegante e suave seda negra. ( Nossa, TIO SÉRGIO!!! O que você quer significar com isso? )…
Claro, não passou despercebido da gravadora PHILIPS, onde estreou com um amigo e o irmão no trio vocal THE SPRINGFIELDS, em 1961, na época bem conhecidos no POP.
No final de 1963, iniciou carreira solo por lá mesmo. Grande parte de suas gravações foram orientadas pelo produtor JOHN FRANZ, e o maestro e arranjador IVOR RAYMONDE – pai de SIMON RAYMONDE, do COCTEAU TWINS – um craque responsável também pelo sucesso dos WALKER BROTHERS, e por gravidade, também SCOTT WALKER.
FRANZ E IVOR tinham estilos de produção muito reconhecidos no BRITISH POP . E lançaram discos de muito sucesso entre 1963 e 1966.
Então, destacaram a voz de DUSTY, que normalmente cantava “alto”, evidenciando seu timbre único. TIO SÉRGIO sempre acha que a voz e interpretação dela sobressaem quando não exagera. Seja como for, a maioria das músicas são de qualidade e muito agradáveis.
DUSTY foi sucesso de público e crítica mais até do que de vendas. Seu repertório atingia os quadrantes do POP, do R&B e da SOUL MUSIC. Gravou BURT BACHARACH, CAROLE KING, e um monte de HITS e compositores da melhor música negra americana.
Foi do POP/BEAT/ inglês, resvalou na ERA DISCO, no TECHNOPOP, etc… com estilo, elegância e qualidade vocal únicos. Legou, também, em 1969, um álbum clássico do POP/SOUL/R&B: DUSTY IN MEMPHIS. Disco produzido por um dos luminares da BLACK MUSIC AMERICANA, JERRY WEXLER, e acompanhado pelos melhores músicos de estúdios da ATLANTIC RECORDS. O mesmo time que consagrou WILSON PICKETT, ARETHA FRANKLIN, OTIS REDDING e tantos e tontos diversos.
DUSTY IN MEMPHIS é o disco de DUSTY SPRINGFIELD para realmente se ter na discoteca! É impecável, essencial e consagrador. Ela cantando no auge da forma, da interpretação e da voz, sob produção impecável e refinada. Confirmou a fama de maior cantora de “SOUL MUSIC” da Inglaterra; é “vero”; e pegou de vez!
Mas é rótulo insuficiente. DUSTY foi mais do que isso: grande cantora POP no mais amplo significado e abrangência do termo!
Para comprovar, em 1987 os PET SHOP BOYS a chamaram para gravarem “WHAT I DONE TO DESERVE THIS?”, single de sucesso internacional, e o segundo maior êxito na carreira dela. Uma guinada certeira ao DANCE TECHNO POP.
DUSTY, dos anos 1980 em diante, continuou gravando com diversos produtores e compositores; novos ou tradicionais. Seguiu carreira algo errante e infrequente, mas formou acervo discográfico curioso, variado e relevante na música moderna.
Seu estilo único é a chave; exala o charme e o porquê…
Mas por atrás desse talento havia um submundo mental próximo do purgatório, e habitado por demônios e comportamento irascível, e até odioso.
Nos estúdio, ou durante os ensaios, atirava nos músicos e técnicos o que tivesse às mãos, quando erravam, ou ela não gostasse do que estavam fazendo! Voavam xícaras, copos, vassouras, etc.
CHRIS WELSH, famoso crítico e jornalista, contou que ela carregava consigo três perucas, batizadas como o nome das cantoras LULU, CILLA BLACK e SANDY SHAW, suas concorrentes diretas, no período áureo.
E quando entrava em fúria, atirava as perucas no chão e as pisoteava, gritando e xingando o nome das outras. DUSTY tinha um lado “mocréia” ( ou mocreia?) insuportável!
Na segunda metade dos anos 1990, DUSTY foi diagnosticada com câncer de mama. PAUL McCARTNEY conta que ele e ela já se conheciam. E se aproximaram muito naquela época, porque LINDA McCARTNEY também estava se tratando de câncer.
LINDA morreu em 17 de abril de 1998. E DUSTY SPRINGFIELD faleceu em 2 de março de 1999, quase aos 60 anos.
Foi no mesmo dia em que estava marcada cerimônia, no Palácio de BUCKINGHAN, onde ela iria receber da Rainha Elizabeth II a O.B.E – a comenda principal do Império Britânico. A mesma já recebida por PAUL McCARTNEY, ELTON JOHN, BRIAN MAY, CLAPTON e inúmeros vários…
DUSTY! Pra gente recordar pra sempre!
POSTAGEM ORIGINAL 10/04/2021
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THELONIOUS MONK, ALFRED BRENDEL e JOÃO DONATO, PIANISTAS: PONTOS DE CONFLUÊNCIA

SAUDAÇÕES COTOVELARES! Por causa da pandemia:
Não tenho medo de voar. Seja por avião ou pensamentos; ou especulações em cima de assuntos que aprecio e suponho saber um pouco.
Dia desses, eu estava selecionando discos aprisionados em minha discoteca de música brasileira. Passei pente grosso em um cipoal de coisas que, suponho, estavam deslocadas do foco de meus interesses. Separei uns 40 para vender, trocar… sei lá!
Eu não lembrava bem de JOÃO DONATO e o porquê de sua importância e fama rediviva, aqui e lá fora.
Escutei discos e gostei. Mesmo quando pré-Bossa Nova, onde ele mistura música latina – boleros – com música brasileira em seu piano excelente, mas ainda não tão pessoal.
TOM JOBIM começou carreira na gravadora ODEON selecionando, em 1956, repertório para “CHÁ DANÇANTE, o disco de JOÃO DONATO. Miscelânea de coisas dançáveis, lounge, comerciais e belas.
O DONATO que mais nos importa começa em 1958, quando gravou duas músicas de JOÃO GILBERTO: MINHA SAUDADE e MAMBINHO. Depois, excursionou com ele pela Europa.
JOÃO DONATO foi para os EUA em 1959, e pertenceu às orquestras de MONGO SANTAMARIA, TITO PUENTE…onde refinou seu repertório latino.
Em 1963, já em plena BOSSA NOVA, instalou-se de vez na AMÉRICA e ficou por lá gravando com NELSON RIDDLE, HERBIE MANN, CHET BAKER…artistas consagrados. Ele foi pianista requisitado.
Quando retornou ao Brasil, em 1973, já havia consolidado seu estilo sincopado de tocar piano; as frases curtas que estancam repentinamente. Ele trabalha muito com o ritmo; e tem o SILÊNCIO como parte estrutural da música.
Este é o JOÃO DONATO – um péssimo cantor – que ressuscitou para as novas gerações, e é “sampleado” de montão. Ouçam os discos LEILÍADAS, 1986; e QUEM É QUEM, 1973; onde os diferenciais estão nítidos.
THELONIOUS MONK é de tal forma seminal que merece postagem única e mais bem estudada. Mas, não hoje.
Porém, SPHERE (Sim, é também parte do nome dele!!) tem características que ressaltam. MONK é outro grande operador do SILÊNCIO como integrante da música. Seu fraseado é curto e “duro”. O piano tocado quase nota por nota, com certa agressividade e força, emite sons sempre mais altos do que se espera da maioria dos jazzistas.
Eu acho THELONIOUS nada sutil. Ele toca usando muita dissonância e de maneira totalmente pessoal. É um GÊNIO da música, um estilista moderníssimo. Tudo fica bastante perceptível nas faixas solo. E muito evidente em sua fase na COLUMBIA RECORDS, (1962/1968), onde as gravações são de alto nível técnico e artístico, como sempre a hoje SONY MUSIC fez e faz.
ALFRED BRENDEL é austríaco e ainda vivo. Está entre os grandes pianistas de música clássica dos anos 1950 em diante. Um virtuose superdotado de obra extensa e importante. Ele é especialista em MOZART e SCHUBERT, e referência em BEETHOVEN. Suficiente, você não acha?
VON KARAJAN gravou três vezes o ciclo completo para PIANO e ORQUESTRA da obra de BEETHOVEN.
BRENDEL fez quatro vezes o mesmo ciclo! E três vezes a integral das 32 sonatas compostas pelo gênio!!!! Ele teve imaginação, empenho e determinação como poucos!
Curiosamente, ALFRED BRENDEL pertence à escola dos pianistas que procuram executar a música de acordo com as indicações e partituras originais do compositor. Ele defende que obras magistrais são de inesgotável densidade. Por isso, comportam infinitas leituras, por cada um ou por vários artistas; e não se esgotarão jamais!
BRENDEL é um intelectual, professor e pesquisador incansável, com vários livros publicados!!! Está aposentado das salas de concerto. Tem 96 anos.
Ele é um estilista, e seu dedilhar é perfeito. A gente escuta nota por nota, em tempo e ritmo precisos; ele não usa muito os efeitos dos pedais. Tudo isso o ajuda a construir e controlar o SILÊNCIO e as pausas, entendidos como recursos musicais.
ALFRED BRENDEL faz uso massivo e denso de acordes nos registros baixos. E sua interpretação vai do barulho desconcertante à suavidade extrema; sempre com pertinência, e elegância elevada. É um intérprete exímio e pianista de técnica apuradíssima.
Aliás, é o meu pianista predileto!
Mas TIO SÉRGIO, o que te trouxe à pretensão e arrogância de escrever sobre três músicos tão excepcionais e diferentes entre si?
Talvez a minha percepção seja incompleta e simplista. Mas vejo em DONATO, THELONIOUS E BRENDEL o domínio do SILÊNCIO e das PAUSAS como parte integrante e ativa da concepção e da execução musical.
Mal comparando, se os três jogassem futebol pertenceriam àquela estirpe de craques que sabem jogar sem a bola; e dominam o espaço, o tempo, e se deslocam magicamente pelo campo.
No caso desse trio, a música e a “não música” se complementam integradamente.
TALVEZ?
POSTAGEM REVISTA, ORIGINAL 02/05/2021
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JEFF BECK – LIVE! DVDS e CDS – SHOW DE ECLETISMO, TÉCNICA E ORIGINALIDADE

Dia qualquer, entrei na padaria perto de casa e pedi Coca Cola e um sanduíche de alguma Mortadela razoável – tem de todo tipo, algumas lixo puro. Preço: R$ 21,00!!! Estava mais ou menos…
Fim de semana seguinte fui à POPS DISCOS, a loja que frequento e das poucas que sobrou em São Paulo, e comprei o BLUE RAY do JEFF BECK, “LIVE IN TOKYO”, gravado em 2014. Custou R$ 25,00.
Um produto completamente original e lacrado, som e imagens de primeira qualidade. Pra resumir, a tecnologia, os impostos, o desenvolvimento de produto, a performance espetacular de um gênio e seus músicos; mais a durabilidade quase indefinida do objeto, e tudo o mais que é preciso para fazer um artefato desse nível, custou um dólar a mais!
Como dizem os economistas versados em Shakespeare, algo de muito podre acontece no reino dos preços relativos no Brasil…
Nesse DVD, JEFF BECK continua o que talvez algum ouvinte desatento diga ser mais do mesmo. Não é. A nova banda que ele montou com os excelentes JONATHAN JOSEPH, bateria; NICOLAS MEYER, guitarra; e RONDHA SMITH, a excepcional ex-baixista que acompanhava o PRINCE, tocam parte do repertório clássico de BECK. Porém, sem os teclados. O que deixa o som fica mais compacto e pesado.
Em linhas gerais, é um mergulho ampliado, agora em teatro imenso, o TOKYO DOME CITY HALL. Um concerto sob o silêncio e atenção dos japoneses, que respeitam os artistas, e aplaudem muito somente ao final de cada música.
É o contrário do que acontece por aqui. No show de JACK BRUCE, em São Paulo, outro músico de gênio, um bando de bocós berrava e avançava sobre a fileira de cadeiras e o corredor central do Teatro Bradesco, cena de agressividade típica de torcida organizada em campos de futebol. Coisa de gente boçal!
Se comparados à outra performance espetacular do mago, no clássico “PERFORMING THIS WEEK AT RONNIE SCOTT´S”, lançado em 2009, as diferenças ressaltam. A performance é mais JAZZY. Os excepcionais VINNIE COLAIUTA, baterista; a quase menina TAL WILKENFELD no baixo, e o tecladista JASON RABELLO criam estrutura mais sutil, mais voltada à FUSION; e talvez com abertura para o PROGRESSIVO. E vamos incluir a presença de ERIC CLAPTON; de JOSS STONE, excelente cantora de R&B; e da “muito diferente” IMOGEN HEAP, uma estilista cantando! É show inesquecível!!!! Portanto, DVD imperdível!
Conheci o som de JEFF BECK em 1967, na casa do meu amigo SILVIO DEAN, quando por aqui foi lançado o “HAVING A RAVE-UP”, dos YARDBIRDS. Disco/evento imperdível!!!
No lado A do LONG PLAY está BECK na guitarra solo. E o primeiro SINGLE que ele gravou com com o grupo: “HEART FULL OF SOUL”, 1965. E mais outras músicas imperdíveis. No segundo lado quem toca é ERIC CLAPTON, ao vivo, em outra performance antológica, lançada em 1965 como “FIVE LIVE YARDBIRDS” – um E.P. cult e colecionável:
THE YARDBIRDS Foi a primeira banda inglesa que adorei à beira do fanatismo. Ainda idolatro, e sempre os colecionei. Acho que fui o primeiro a escrever sobre eles, no Brasil, lá por 1977…
JEFF BECK é um eclético soberbo! Ele pode tocar “TUDO”. Simplesmente. Procurem o DVD “JEFF BECK ROCK´N´ROLL PARTY, honouring LES PAUL”. Para quem está acostumando com ele na FENDER, precisa ver o que faz ao vivo com uma “GIBSON LES PAUL”!
O DVD é show no “IRIDIUM JAZZ CLUB, NOVA YORK”, em 2010. BECK é o convidado principal, claro. A banda de apoio é excelente. Vão do ROCKABILLY ao R&B. E JEFF vai de SHADOWS a GENE VINCENT; passa por montes de músicas de “LES PAUL”, e acompanha uma cantora e intérprete sensacional que eu só conhecia de nome: IMELDA MAY! A moça arrasa no ROCKABILLY, com estilo e voz adequados! E arrebenta no R&B!!! O show além de uma festa de ROCK AND ROLL clássico, explica os caminhos que JEFF BECK cruzou, e porque chegou em nível tão alto!
Antes de tudo, JEFF BECK FOI um guitarrista de ROCK – e “BEYOND” – originalíssimo, que reinventa e domina seu instrumento a cada performance. Foi um criador de sons e sonoridades. Seu “FINGERPICKING GUITAR”, tocar só com os dedos e sem palheta, é perfeito. Em concerto ele se concentra totalmente. Daí, as execuções brilhantes. JEFF foi profissional de altíssima performance. E um artista que combinava, equilibrava, peso e lirismo.
Em 1973, BECK juntou-se ao baixista TIM BOGERT e ao baterista CARMINE APPICE, ex-integrantes do CACTUS, banda de HARD ROCK AMERICANA. Era intenção antiga que não havia progredido porque BECK sofrera sério acidente de automóvel, que o deixou fora de atividade por um ano e meio.
Quando ele se recuperou, gravaram um CD controvertido. A ideia era mais ou menos seguir o que fizera o CREAM e o WEST, BRUCE & LAING, mas cruzando R&B, HARD ROCK e resquícios da PSICODELIA. Eu acho que não deu certo, porque nenhum dos três conseguia cantar.
Porém, gravaram um álbum duplo ao VIVO, no JAPÃO, que se tornou CULT e colecionável. A insuficiência dos vocais foi compensada pela performance instrumental exuberante. O BECK, BOGERT & APPICE serviu para BECK dar a guinada definitiva na carreira.
Em 1975 GEORGE MARTIN, famoso por sua ligação com os BEATLES, produziu para a EPIC RECORDS o álbum “BLOW BY BLOW”, que levou JEFF BECK a outra perspectiva artística.
O interessante é que a EPIC era filiada à COLUMBIA RECORDS, que desenvolvia projetos com FUSION JAZZ e outras vanguardas, como o ROCK PROGRESSIVO.
Estavam no “CAST” da COLUMBIA artistas em nível de MILES DAVIS, WEATHER REPORT e a MAHAVSHNU ORCHESTRA, do guitarrista JOHN McLAUGHLIN. BECK foi orientado para a FUSION. E os discos que gravou são todos principalmente instrumentais. Em 1977, foi lançado JEFF BECK with JAN HAMMER GROUP – músicos da CENA FUSION e próximos a McLAUGHLIN. O disco exemplifica bem o estilo da época e a opção do artista.
BECK circulou por todos os cantos da modernidade musical, do FUNK à SOUL MUSIC; ao HEAVY, e à FUSION; do R&B ao BLUES; ao PROGRESSIVO ao ELETRÔNICO. Ele cita compositores CLÁSSICOS em várias de suas composições ou performances. Procurem escutar o que ele fez em 1968 com “LOVE IS BLUE”, a baba orquestral de PAUL MAURIAT. Mas, não sem antes ouvir o “seu” BECK´S BOLERO ( de RAVEL). E aproveite para ouvir com atenção “NESSUN DORMA”, de PUCCINI, no CD EMOTION & COMMOTION, 2010. É o articulado ecletismo de JEFF em demonstração explícita.
Em minha opinião, JEFF BECK há muito ultrapassou HENDRIX em técnica e inventividade. A obra dele não é muito extensa, mas é importante e original. E o estilo e sonoridade que criou foram seminais para a evolução do ROCK antes de HENDRIX. Eu tenho a impressão de que muitas vezes BECK realizava fusões dentro das fusões que fazia. Mudava a direção dos solos, dos ritmos, de um estilo musical para outro; criava coisas novas inesperadamente…
JEFF BECK foi um gênio produtivo e operante. Ele está duas vezes no “ROCK AND ROLL HALL OF FAME”. A primeira com os YARDBIRDS. A outra pela carreira solo. Além da música, ele gostava, entendia e colecionava automóveis. E montava carros de corrida e competição. Tinha oficina em casa; e era respeitado no meio automobilístico por seu conhecimento de motores, veículos, essas coisas…
Ele morreu quase repentinamente de MENINGITE BACTERIANA aos 78 anos, em janeiro de 2023. JOHNNY DEPP com quem ele vinha gravando e excursionando o acompanhou até o final.
E nós sentiremos a falta dele pela eternidade.
POSTAGEM ORIGINAL: 30/04/2024
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