13TH FLOOR ELEVATOR & THE SEEDS 1966/67: MÚSICA PARA INCOMODAR GENTE GRANDE

Meu pai tinha voz de baixo – barítono, fortíssima! E quando gritava para eu fazer os TROGGS e o BLUE CHEER pararem de berrar, os pombos nas vizinhanças fugiam apavorados!
Os velhos já haviam absorvido estoica, mas não calmamente, os BEATLES, os BYRDS e outros suportáveis.
Mas, os citados acima, mais
THE SEEDS e outros menos votados, ultrapassavam o razoável. Eu protestava e acolhia. Era melhor do que desafia-lo a recorrer a métodos menos “liberais”!
Depois, quando ele não estava eu aumentava a berraria novamente.
Tenho um catálogo de regras da “BOA MÚSICA POP”. Uma delas é encher, irritar, tirar os mais velhos do sério. Minha geração não foi educada por meio da “compreensão politicamente correta”. Os pais saíam pro pau metaforicamente; e, às vezes, de verdade.
Assim, tornei – me um liberal em comportamentos, artes, e até em economia.
Posso detestar FUNK CARIOCA, SERTANEJO UNIVERSITÁRIO, RAP, e escrotidões variadas. Mas suporto porque minha tolerância é expandida para dimensões galácticas. Talvez seja um ranço de culpa pelos desmandos que pratiquei; e há quem diga que ainda pratico!!!!!Toquem BATTORY, JOÃO GORDO, e até PABLO VITTAR; eu aguento e discuto…
Escrevi tudo isso para falar de duas bandas bandalhas. Ícones menores da minha adolescência, mas que influenciaram gerações de rockers!
Você quer entender aquela voz de bezerro desmamado de BILLY CORGAN, dos SMASHING PUMPKINS? Então, escute SKY SEXON, dos SEEDS.
Gosta do PRIMAL SCREAM, THE CURE, JESUS & MARY CHAIN? e até do ZZ TOP? Então, ouça o 13th FLOOR ELEVATOR… E há mais, muito mais interrelações e ecos por todo o POP…
Os ELEVATORS são pessimamente produzidos e gravados. Esse BOX postado é uma “CAIXA de LÁPIS de CORES” com os CDs dentro. Muito legal! O som é o GARAGEM explícito, cru, berrado, inexplicável. CULT até o fundo da vida; insuportavelmente COOL! Aliás, eu gosto mais do ROCKY ERICKSON, o vocalista dos ELEVATORS, do que de SKY SAXON – em minha opinião, cantor chatinho, meio fanho na linha DYLAN com gripe. O DAVID BOWIE também preferia…
Os SEEDS são repetitivos, cantam variações do clássico “PUSHING TOO HARD” em todas as faixas, e em todos os discos.
Mas, fizeram um PASTICHE PSICODÉLICO ultra colecionável em “FUTURE”, disco de 1967, com arranjos “quase-orquestrais”, música hindu, e algo tangenciando o LOVE, e os BEACH BOYS, cerca PET SOUNDS.
O disco é “legal”, um ótimo adjetivo para o quê se gosta, mas não é lá essas coisas, artisticamente falando. Há pouco talento e muita vontade.
As duas bandas estão algo fora de meu universo atual. Porém, são autênticas, porque PUNKS e GARAGEIRAS.
Fiz essa postagem para confirmar que não sou WHISKY QUE SE BEBA. Elas não podem faltar para os colecionadores da época.
Aposte.
POSTAGEM ORIGINAL: 30\\12\2019
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YES – THE STUDIO ALBUNS 1969/1987 – ATLANTIC – RHINO – 2013 – SEM ENCARTES

Eu conheci o YES em torno de 1971/1972, quando ” THE YES ALBUM” explodiu feito míssil no ROCK. Saiu por aqui, também.
“IN THE COURT OF THE CRIMSON KING”, obra SEMINAL do – CLARO! – “KING CRIMSON” arrasou, em 1969, com o misto de “AVANT GUARDE” e “ROCK PROGRESSIVO”.
O terceiro disco do YES caprichava ao investir mais no lado melódico, mas sem perder a inovação instrumental, adequadíssima para o vocal de JON ANDERSON!
O estilo da banda é único, histórico! É ROCK PROGRESSIVO NÃO SINFÔNICO, e NÃO EXPERIMENTAL – KRAUT, por assim dizer.
O KING CRIMSON também compartilhou algumas vezes, entre 1970 e 1972, JON ANDERSON e BILL BRUFFORD, com o YES.
De certa forma, o YES retomou a beleza melódica do SUNSHINE POP dos anos 1960, atualizando-o à perspectiva de obras longas e complexas do ROCK PROGRESSIVO. Foi e ainda é sucesso avassalador! Na época, não teve para a concorrência!!!
Enquanto banda sempre foram espetaculares e perfeccionistas. Há JON ANDERSON, cantor único; STEVE HOWE, guitarrista excelente no acústico e no elétrico; e mais CHRIS SQUIRES, baixista de primeiro nível; BILL BRUFFORD baterista híper adequado, um especialista no gênero. E TONY KAYE, precedendo ao grandioso RICK WAKEMAN. Ambos tecladistas em nível de excelência.
Estiveram no YES vários excelentes músicos ao longo dos tempos.
Sempre achei que a preferência por certos discos, em detrimento a outros, tem a ver com momentos pessoais e a idade: para mim, “The YES ALBUM” e “FRAGILE ” são imbatíveis.
Em meados dos 1970,”CLOSE TO THE EDGE” arrebatou os roqueiros. Eu gosto menos. Teve a fama de disco frio – o que eu também considerava. Hoje, revi e penso semelhante à maioria; e percebo que, mesmo não sendo um primor em aconchego, o lado artístico e técnico mantem-se em nível altíssimo…
Gosto, portanto…
Quase todos os grandes passaram por fases, crises, e produziram ótimos discos. E, mesmo quando mudaram um pouco o estilo, mantiveram intacta a qualidade e a identidade perceptível em cada música.
O BOX aqui postado é muito bom, bonito, e até barato. Porém, espartano demais para a importância da banda. Não há encartes ou informações suplementares!
Os discos conservam as capas originais integralmente, o que é motivo mais do que suficiente para tê-lo. O restante, a internet resolve…
É um objeto de desejo imperdível!
Excelente opção para fãs de verdade.
Procure, se esbalde!
POSTAGEM ORIGINAL: 31\12\2019
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BRITISH BAROQUE POP E ADJACÊNCIAS CRIATIVAS -1967\1978

Tio SÉRGIO é mantenedor de certas tradições que a velhice permite que tenha observado. Vivido, inclusive.
A cada vez que descubro alguma traquinagem em certas áreas da música, primeiro vou atrás dos “SUSPEITOS DE SEMPRE”. Ajo como espécie de chave de cadeia, delegado do bem, e vou desentocar certos discos na coleção.
Pois, bem:
Dia incerto, a FADINHA MASTERCARD fez o CORREIO desovar em meu cafofo outro pequeno BOX precioso!
OOOPSSS, TIO SÉRGIO!!! Nem bem o “seo Messias” foi custodiado pelo Estado brasileiro, em SPA específico e seguro, o teu lado “miliciano” foi exposto pra macacada?
Pô!!!
Sejam magnânimos com o tio SÉRGIO, sobrinhos!!!!
É que tenho o hábito de checar certas origens. E coleciono ROCK PSICODÉLICO E SUAS VARIANTES.
Mas vou falar desse pequeno BOX, com 3 CDS, 80 músicas, quem sabe todas elas retiradas de SINGLES raros, gravados na Grã Bretanha entre 1967 e 1978. É um sumo de coisas legais!
Claro, nem tudo são joias. Aliás, em miscelâneas como esta é bom trazer pro jogo a visão feminina dos adereços: Joias musicais geralmente já estão conhecidas, circulam ou circularam. São caras, e algumas inacessíveis a custo compensador.
Nessa coleção, há faixas dos STRAWBS, CURVED AIR, THE SEARCHERS, ROCKING BERRIES, BARCLAY JAMES HAVEST, NIRVANA (UK), PROCOL HARUM, DONOVAN, ZOMBIES, THE MOVE, GRAPEFRUIT, SPENCER DAVIS…
Claro, em gravações menos conhecidas do que as músicas habituais. E este é o charme da coisa! Porque essa tendência é uma variante do FOLK e do ROCK PSICODÉLICO de lá. E é bem diferente do FOLK PSICODÉLICO AMERICANO, apesar de algumas convergências.
É uma plêiade formada por artistas que se aventuraram no POP BAROQUE, além dos já conhecidos BEATLES, ROLLING STONES, BARCLAY JAMES HARVEST, JETHRO TULL, e quase todas as grandes bandas das terras de sua Majestade.
Vou dar dois exemplos, que talvez alguns conheçam, entre o que se poderia considerar nas adjacências do POP dito BARROCO. São relevantes. Só que os donos só liberam para discos do próprio artista – um egoísmo criticável:
BARRY RYAN, “ELOISE”, 1969. Grande SINGLE de autoria de dois irmãos, PAUL E BARRY. Saiu no Brasil. jamais vi em coletâneas e miscelâneas pelaí… Eu ainda não tenho.
Outra gravação formidável é “Mac ARTHUR PARK”, de RICHARD HARRIS, também de 1969. Música longa e bela, primorosa; e outro grande sucesso daqueles tempos.
São duas canções que aproveitaram o gosto por orquestração mais sofisticada, em nada lembrando o “MUSAK”, ou as soluções dadas por PAUL MAURIAT, GEORGE MELACHRINO, e outros.
Estão na mesma rota dos MOODY BLUES, PROCOL HARUM; mas tangenciando o enorme sucesso dos WALKER BROTHERS, lá por 1966\67; e até do ROD STEWART em seu “primeiro primórdio” – hummm! – ambos, tiveram arranjos orquestrais não psicodélicos. Coisas produzidas por YVOR RAIMOND, por exemplo…

Enfim, é dica e tese. Procurem confirmar, ou desconstruir.

POSTAGEM ORIGINAL:31\12\2022
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THE MOVE – PSICODELIA INGLESA DIFERENCIADA E CRIATIVA – 1966/1972

“THE MOVE” SURGIU EM BIRMINGHAN, EM 1965, A TERRA DOS “MOODY BLUES” E DO “BLACK SABBATH”, E TEVE TRAJETÓRIA UM TANTO CONTURBADA E MUITO CRIATIVA.
FIZERAM VÁRIOS SINGLES DE SUCESSO, ARTISTICAMENTE BASTANTE BONS, E COM NÍTIDOS TOQUES E ARRANJOS EXPERIMENTAIS.
PARA OS FÃS DE “ROCK PSICODÉLICO” É INTERESSANTE TER, OU ESCUTAR, A EXCELENTE COLETÂNEA DUPLA “THE MOVE SINGLES As&Bs HITS & RARITIES”. LÁ ESTÃO “FIRE BRIGADE”, “BLACKBERRY WAYS”, “BRONTOSSAURUS” E OUTROS. É “POP-ROCK” DA MELHOR ESTIRPE.
A SONORIDADE DO “MOVE” FICA ENTRE OS “BEATLES”, MAIS PARA “JOHN LENNON”; UM CERTO CLIMA NOSTÁLGICO MUITO PRÓXIMO AOS “KINKS” ; E ALGUM BARULHO, PESO E BAGUNÇA VIZINHOS A “THE WHO”. “A VERY ENGLISH GARAGE BAND”. UMA DELÍCIA!
A FIGURA CHAVE DA BANDA É “ROY WOOD”, UM GUITAR HERO “NÃO TÍPICO”, QUE DESENVOLVEU ESTILO QUE LEMBRA “SYD BARRET”, DO “PINK FLOYD”, COM ANDAMENTOS ALGO TRUNCADOS, DISTORÇÃO “ARDIDA” E ALGUMA CRIAÇÃO RÍTMICA PECULIAR.
“WOOD” FOI NAMORADO DA CANTORA “ANNIE HASLAN”, DO “RENAISSANCE”, DURANTE MUITO TEMPO. ELA CONTA QUE FOI O PERÍODO MAIS DIVERTIDO QUE VIVEU!
“ROY” COMPÔS QUASE TUDO GRAVADO PELO GRUPO: OS “SINGLES” E, NOS PRIMEIROS QUATRO ANOS, SOMENTE DOIS LPS. UM DELES, CLÁSSICO DO “ROCK PSICODÉLICO”: “SHAZAN”! O VINIL SAIU POR AQUI, EM 1970, NO MESMO HISTÓRICO E CULT PACOTE DE LANÇAMENTOS COM “SAYLOR”, DA “STEVE MILLER BAND” E “CLIMBING” DO “MOUNTAIN”.
“SHAZAN” É MUITO BEM ARRANJADO E TOCADO. É ÁLBUM EXPERIMENTAL ALGO PESADO E BASTANTE MELÓDICO. A FAIXA “CHERRY BLOSSOM CLINIC REVISITED”, É SOBRE UMA DAS ’16 INTERNAÇÕES” DE “ROY WOOD” PARA TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO!!!
O ÁLBUM FAZ A TRANSIÇÃO DO “PSICODÉLICO” ABRINDO PERSPECTIVAS PARA O “ROCK PROGRESSIVO”.
A EXCELENTE VERSÃO EM CD TRAZ COMO BÔNUS UM FAMOSO “EP. DE COVERS” GRAVADOS AO VIVO. EM ALTA VOLTAGEM, A BANDA TOCA VERSÕES DOS “BYRDS”, “SPOOKY TOOTH”, E OUTROS. ESTRANHO, É CLARO!!!
EM 1970, O CONHECIDO GUITARRISTA “JEFF LYNNE” ENTROU PARA O “MOVE”, E A SONORIDADE MUDOU PARA UM “POP-ROCK-PSICODÉLICO E PESADO”.
“WOOD” E “LYNNE” TRAMARAM, POSTERIORMENTE, A “ELECTRIC LIGHT ORCHESTRA”: PROJETO DE “ROCK PROGRESSIVO” QUE FOI INTEGRALMENTE ASSUMIDO E TOCADO POR “LYNNE”; QUE IMPOS UM ESTILO MAIS POP, QUE TORNOU A BANDA ENORME SUCESSO COMERCIAL. E “ROY WOOD” SAIU PARA FORMAR O “WIZZARD”, GRUPO MAIS AO FEITIO DELE.
NA DECADA DE 1980″, JEFF LYNNE” JÁ CONSAGRADO CRIOU OS “TRAVELLIN’ WILBURYS”, COM “GEORGE HARRISON”, “BOB DYLAN” E “ROY ORBISON.” OUTRO SUCESSO INTERNACIONAL EXPOSTO E QUE SE TORNOU CLÁSSICO!
PARA ENCERRAR FAÇAM O SEGUINTE: DESTA FASE FINAL DO “MOVE” OUÇAM OUTRO SUCESSO, “DO YA”, DE 1972; E DEPOIS COMPAREM COM “SHOULD I STAY OR SHOULD A GO”, DO “THE CLASH”!!!
TIO SÉRGIO WANTS BE A CIRCUS MONKEY, IF BOTH RECORDS DO NOT REPEAT “BOOM-BOOM” DO JOHN LEE HOOKER…
“MOVAM-SE”!
POSTAGEM ORIGINAL: 05\07\2020Pode ser uma imagem de 1 pessoa

JOHN COLTRANE – “THE HEAVYWEIGHT CHAMPION” – COMPLETE ATLANTIC RECORDS – 1959-1960! – revisitado em 01\2026

A CARREIRA DE “JOHN COLTRANE” DECOLA PRA VALER NA FASE “ATLANTIC”. LIDERANDO SEUS GRUPOS, ELE FEZ ALBUNS CONSIDERADOS CLÁSSICOS E INOVADORES. E TODOS EM ALTO NÍVEL ARTÍSTICO E TÉCNICO.
O BOX COLIGE TUDO O QUE FOI RETIRADO DE SESSÕES DE GRAVAÇÃO CONCEBIDAS E REALIZADAS EM APENAS DOIS ANOS!
ESTÃO AQUI, OS ÁLBUNS ORIGINAIS, OUTROS MONTADOS COM AS SOBRAS; E, TAMBÉM, PARTICIPAÇÕES EM SESSÕES COM OUTROS ARTISTAS – ALIÁS, TRABALHO QUE FEZ AOS MONTES!
“THE HEAVYWEIGHT CHAMPION” FOI LANÇADO EM 1995, E NOS SETE CDS QUE COMPÕE O BOX, A SEQUÊNCIA E RESPECTIVAS SESSÕES DE GRAVAÇÃO É A SEGUINTE:
CD 1: “BAGS & TRANE”, COM O VIBRAFONISTA “MILT JACKSON”, 1959;
CD 2: “GIANT STEPS” e “COLTRANE JAZZ”, 1959;
CD 3: “MY FAVORITE THINGS”, 1960 e “COLTRANE JAZZ”, 1959;
CD 4: “OLÉ COLTRANE”, 1961;
CD 5: “COLTRANE PLAYS THE BLUES” , 1962;
CD 6: “COLTRANE SOUNDS” 1959; “AVANT GARDE” – EM PARCERIA COM O TROMPETISTA “DON CHERRY, TAMBÉM 1959;
CD 7: (BOX) “LEGACY” e “ALTERNATE TAKES” , SOBRAS APROVEITADAS EM 1974.
JOHN COLTRANE É ARTISTA ÚNICO E MÚLTIPLO. CONSEGUE PROFICIÊNCIA TOTAL NAS VERSÕES “JAZZY” DE CLÁSSICOS DA “GRANDE CANÇÃO AMERICANA”; E SER EXPERIMENTALISTA, VANGUARDA, SEM PERDER O BOM GOSTO, E O REFINAMENTO HARMÔNICO E MELÓDICO.
A QUALIDADE DE SOM DO MATERIAL É DE PRIMEIRA, MUITO BEM CAPTADO E MASTERIZADO.
O PLANEJAMENTO E ACABAMENTO GRÁFICO DO BOX, CAPAS E FOTOS, FORAM REALIZADOS EM ESTADO DA ARTE. O CD 7 VEM “ENCARTADO” EM CAIXINHA DE TAMANHO REDUZIDO, MAS SEMELHANTE ÀS UTILIZADAS PARA GUARDAR AS FITAS “MASTERS DAS GRAVAÇÕES”!
TUDO CONSIDERADO, É UM ESPETACULAR “OBJETO DO DESEJO”!
UM MUST!
VOU CONTAR UMA HISTÓRIA:
EU CONSEGUI A PREÇO DE “LEITE DE PATO” ESTE MESMO BOX EM VINIL DE 180G, UNS 30 ANOS ATRÁS! CADA LONG PLAY COM A “CAPA ORIGINAL”, E ACABAMENTO SUPERIOR; SIMPLESMENTE FANTÁSTICOS!
MAS FIZ BOBAGEM INACREDITÁVEL: TROQUEI POR ESTA MAGNÍFICA EDIÇÃO EM CDS – EU NÃO TINHA E NEM TENHO PICK UP…
HOJE, NÃO FARIA ISTO NEM SOB TORTURA! E, POR PENITÊNCIA, VENHO COMPRANDO, AOS POUCOS, AS REEDIÇÕES EM LONG PLAYS.
RECOMENDO QUAISQUER DAS VERSÕES. POUCAS OBRAS TÊM TAL ALCANCE E MAGNITUDE. É UMA DAS MELHORES RECUPERAÇÃO DE ACERVO QUE CONHECI.
DESFRUTEM
POSTAGEM ORIGINAL: 31\12\2018
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ANNIE HASLAN: RENAISSANCE E CARREIRA SOLO.

O RENAISSANCE e ANNIE HASLAN são grandes. Fazem um misto de FOLK/POP LIGHT e ROCK PROGRESSIVO SINFÔNICO. Realizaram discos muito legais e artisticamente inovadores.
O RENAISSANCE foi uma das vertentes da prolífica linhagem inaugurada pelos YARDBIRDS, que legaram ERIC CLAPTON, JIMMY PAGE e JEFF BECK, os três na gênese do HARD-ROCK e do HEAVY METAL. E, também do ROCK PROGRESSIVO.
Os YARDBIRDS terminaram, e o RENAISSANCE começou, em 1968, como projeto de KEITH RELF e JIM McCARTHY, o vocalista e o baterista. Gravaram dois LPs seminais, em sentido diametralmente oposto ao dos colegas famosos, mesclando FOLK, MÚSICA RENASCENTISTA, PSICODELIA e POP MELÓDICO.
A vocal feminino era de JANE RELF, irmã de KEITH. Dona de cantar algo lúgubre, “dismal”. Mas, claro, já eram ROCK PROGRESSIVO. E, com o tempo, transformaram-se no ILUSION, mais ou menos na linha do RENAISSANCE.
Com ANNIE HASLAN, nos vocais, e mudança radical na formação da banda, o RENAISSANCE foi um grande sucesso, na década de 1970. Ouçam e tenham “PROLOGUE”, de 1971; e “ASHES ARE BUURNING”, 1972; os dois primeiros discos da nova fase, e que sintetizam muito bem o conceito que pretendiam seguir.
Os discos finais, em torno dos anos 1980, são algo medianos; e já com uso de sintetizadores, como pediam aqueles tempos.
ANNIE é pessoa encantadora. Conta-se que fãs do RENAISSANCE a abordaram, no CANADÁ se não estou enganado. E a convidaram para fazer apresentações no BRASIL. Ela adorou, e veio mesmo, anos atrás.
ANNIE andou outras vezes por aqui; e há vídeo amador com ela e fãs cantando e tomando caipirinhas, no RIO DE JANEIRO. Há um CD gravado ao vivo em PETRÓPOLIS, no Rio de Janeiro chamado, chamado “UNDER BRAZILIAN SKIES”. E outro pirata e delicioso, gravado com o FLAVIO VENTURINI & BANDA. ANNIE e VENTURINI são, de certa forma, artistas complementares e de muita afinidades estilísticas.
A carreira solo de ANNIE é interessante, e o primeiro disco, de 1977, “ANNIE IN THE WONDERLAND, é um clássico do CROSSOVER/FUSION de POP-NEW AGE e ROCK PROGRESSIVO. Teve a produção instigante e luxuosa de ROY WOOD, que foi marido dela, e mago da música alternativa.
ROY era mentalmente instável, e deu vida ao THE MOVE, na década de 1960, e ao WIZZARD, já nos “70”. Ele fundou a ELECTRIC LIGHT ORCHESTRA com JEFF LINNE, no início daquela década – banda que metamorfoseou-se tornando-se sucesso enorme, sob a direção de LINNE.
ROY WOOD operava consórcios sacro iconoclastas imperdíveis, seja lá onde estivesse!!!!!
O álbum “ANNIE HASLAN”, gravado em de 1989, foi produzido por MIKE OLDFIELD, e tem a participação e música composta por JUSTIN HAYWARD, dos MOODY BLUES – outra banda estilisticamente muito próxima ao RENAISSANCE. É o álbum onde está a linda “MOONLIGHT SHADOW”, que toca em rádios FM mundo afora.
ANNIE é a precursora/inspiradora de cantoras como KATE BUSH, ENYA e FLORENCE ( & THE MACHINE ), e certamente outras tantas. Ela também tornou-se modelo a referência para o NEW AGE MUSIC, com acento FOLK e muita doçura.
O repertório é “quase baba”; mas só tangencia… Tudo o que ANNIE HASLAN gravou é delicioso e de bom gosto. Mas não é para diabéticos; e menos ainda para os demoníacos.
TIO SÉRGIO e muitos e muitos a respeitam e adoram! Desfrutem sem moderação!
POSTAGEM ORIGINAL: 04\01\2022
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MOUNTAIN, “CLIMBING”! e STEVE MILLER BAND, “SAILOR” – AMBOS LANÇADOS EM 1970

DOIS EXCELENTES ÁLBUNS QUE SAÍRAM JUNTOS NO BRASIL, E NA MESMA ÉPOCA.
O “MOUNTAIN” SURGIU NO VÁCUO DEIXADO PELO “CREAM”, E SEGUIU O HARD ROCK EMERGENTE. “CLIMBING”, O ALBUM DE ESTRÉIA, É MUITO BOM! O CENTRO DA BANDA ERA O AMERICANO “LESLIE WEST”, VOCALISTA GRITALHÃO, BAIXINHO E MUITO GORDO, DAÍ O APELIDO “FAT BOY FROM QUEENS”.
EU O VI PASSAR NA MINHA FRENTE, IMPRESSIONAVA!!! E O ASSISTI COM BANDA, EM SHOW AO VIVO, EM SÃO PAULO.
“LESLIE WEST” ERA GUITARRISTA EM FRANCA ASCENÇÃO PARA MERECIDA FAMA, JÁ EM 1970. E DESENVOLVEU TÉCNICA REFINADA E TOQUES SUTIS, O QUE ATRAIU “JACK BRUCE”, O HISTÓRICO BAIXISTA INGLÊS, E FORMARAM O ICÔNICO ‘WEST, BRUCE & LAING”, EM 1973.
LESLIE SEGUIU CARREIRA SOLO PRODUTIVA E SEMPRE BARULHENTA.
“STEVE MILLER” SEMPRE FOI ÓTIMO GUITARRISTA, E CANTOR RECONHECÍVEL. DESDE 1966, ORBITAVA O ‘BLUES” E A ‘PSICODELIA’. DEPOIS, LÁ POR 1973, MUDOU O ESTILO, E VENDEU MUITO O MEDIANO “THE JOKER”, UM BAITA SUCESSO DE PÚBLICO”.
“SAILOR” É UM DISCO ÚNICO EM PERSPECTIVAS: UM COMBO DE ESTILOS EM TRÂNSITO ENTRE O “PSICODÉLICO” E O “PROGRESSIVO”, COM TRAÇOS DO “COUNTRY”; E É POSSÍVEL A OK ROXIMA-LO FO “SOUTHERN ROCK”.
PORÉM , ATÉ HOJE É POUCO OBSERVADO. E LÁ ESTÁ “BOZZ SCAGGS”, CANTOR E GUITARRISTA, QUE SEGUIU CARREIRA DE ALGUM SUCESSO NO “RHYTHM’ N’ BLUES”.
EU ENCONTREI OS DOIS ÁLBUNS, NA ÉPOCA DO LANÇAMENTO, EM LOJINHA NO BAIRRO DE VILA MARIANA, EM SAMPA. E JÁ ENCAIXOTADOS PARA SEREM DEVOLVIDOS À GRAVADORA…
AMBOS IMPACTARAM POUCO, MAS O STATUS ARTÍSTICO FOI SUBINDO AO LONGO DO TEMPO; E, HOJE, SÃO CULTS.
SE ALGUÉM ENCONTRAR OS VINIS NACIONAIS, POR AÍ, NÃO OS PERCAM. SÃO COLECIONÁVEIS E VALEM VÁRIOS R$ “MANDACARUS”!
POSTAGEM ORIGINAL: 03\01\2019
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ELTON JOHN, COLECIONADOR DE DISCOS

Quem assistiu ao filme, ou leu o livro “ALTA FIDELIDADE”, sabe que a discoteca, a coleção de discos ou seja lá o nome que se queira dar, é um porto seguro. É refúgio psicológico para uma pequena multidão mundo afora, que sabe o aconchego que tais objetos mágicos propiciam.
Aos 7 sete anos, nosso querido “REGINALDO”, ooops… ganhou do pai um SINGLE de DORIS DAY, “Sweet Love”. Foi tiro de largada para uma paixão, necessidade, compulsão, que o acompanha pela vida inteira.
Aconteceu comigo; e certamente com você também, e muita, mas muita gente por aqui! Se estou contente, vou aos meus discos; se triste me agarro mais ainda!
Eles se entranham na vida de nós todos, sejam ELTON, BOWIE, e arrisco, quaisquer artistas e músicos que vocês lembrarem…
REGINALDO é desconhecido pelo nome real, REGINALD DWIGHT. Mas é mundialmente famoso pelo pseudônimo que inventou. ELTON JOHN é o resultado da justaposição dos nomes de dois colegas dele no grupo “BLUESOLOGY”: o cantor inglês de BLUES e R&B, “LONG JOHN BALDRY”; e o saxofonista ELTON DEAN.
“REGINALDO” chegou a ter 66 mil discos, até 1992, quando os vendeu para capitalizar a ‘ELTON JOHN AIDS FOUNDATION”. Ele é excelente pessoa e generoso!
ELTON JOHN é ótimo pianista e cantor, e apurado criador das melodias complementadas por letras de BERNIE TAUPIN e outros.
Tornou-se compulsivo colecionador de discos ao mesmo tempo em que se transformava na perene ESTRELA POP, e no maior vendedor de SINGLES da década de 1970! Vocês sabiam disso?
A revista RECORD COLLECTOR trouxe matéria enorme, 13 páginas, sobre a vida e obra de ELTON JOHN. Primorosa em detalhes, discografia, dados curiosos; e, também, sobre seu gosto e coleções de discos.
Vou “delatar” alguns dos favoritos, entre tantos que admira:
1) THE BAND – “MUSIC FROM THE BIG PINK”, 1968.
Aliás, é um disco predileto no “mundo artístico” , em geral. Tirou o fôlego de ERIC CLAPTON, por exemplo! É um misto rude de GOSPEL, SOUL, BLUES, R&B e, principalmente, COUNTRY.
FÃS do THE BAND sempre destacam o baterista LEVON HELM como alguém que faz o instrumento “falar”, “cantar”, com emoção. É considerado feito artístico.
Para muitos, é o álbum seminal para o conceito de AMERICANA – essa fatia imensa do colecionismo que pega principalmente brancos genuinamente americanos, como JOHNNY CASH, WILLIE NELSON, SPRINGSTEEN, e inúmeros.
2) SPIRIT – “A FAMILY THATS PLAY TOGETHER”, 1968. Marco da PSICODELIA AMERICANA, realizado por banda única, que fundia JAZZ, ROCK, e etc… sob “clima” , sonoridade peculiares…
3) ARETHA FRANKLIN, NINA SIMONE, e cantoras de SOUL, POP e BLUES – incluída sua conterrânea DUSTY SPRINGFIELD.
ELTON garimpa do bom ao extraordinário.
4) Entre os mais novos, há GORILAZZ, e coisas de DAMON ALBARN, o BLUR…
É antenado, o nosso REGINALDO!
Há na matéria box de texto sensacional narrando a visita de ELTON, em 2015, à famosa loja de LPS e vinis em geral, WAX TRAX RECORDS, que fica em Las Vegas.
Foi assim:
Ele mandou um assessor com uma lista. O cara separou 200 itens, o que deixou RICH ROSEN, o dono, nos céus! E convidou ROSEN e esposa para o assistirem no “CEASAR PARK”, onde ele faz temporadas desde 1994.
No meio do show, ELTON JOHN parou para agradecer a loja e dizer que estaria lá, no domingo seguinte, para ver mais umas “coisinhas”.
Bom, a loja lotou de curiosos, e ELTON deu autógrafos, fez fotos, e foi separando mais umas “coisinhas”:
ALMAN BROTHERS e ANIMALS? Sim, claro! Levou o que encontrou; e o que havia dos BEACH BOYS, também…
MILES DAVIS? 30 ou 40 discos; CHET ATKINS, uns 30… JAMES BROWN, uns 40, mais ou menos; e BEATLES, sabe-se lá quantos…
Derivou para AC/DC e BUDDY HOLLY, pegou tudo; SMOKEY ROBINSON, também.
E JAZZ, SOUL, BLUES, e R&B variados, ELTON comprou aos montes!
Inventário final para carregar em seu avião particular: comprou 14 MIL LONG PLAYS e SINGLES, para começar a recompor a coleção que vendera anos atrás…
Não vou repetir!!!!
O jornalista que fez o perfil-entrevista escreveu o seguinte: “o que você pensar sobre o quê e quanto sabe ELTON JOHN a respeito de música discos, músicos e etc… então, multiplique por três para se aproximar do resultado”!
Ele é uma enciclopédia pavimentada por por discos, histórias e vivências; incluindo as músicas que ouviu, pensou, e vasto etc…, durante a vida.
Toda semana ELTON manda uma lista de compras para a ROUGH TRADE, na INGLATERRA. São discos para ter e eventualmente escutar.
Na foto, os discos que possuo do cara, e outros que tangenciam a vida artísticas dele.
Sem mais comentários. Estou maravilhado!
POSTAGEM ORIGINAL: 21\01\2021
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