COMPOSIÇÕES CLÁSSICAS MODERNAS E CONTEMPORÂNEAS EM DISCOS MEMORÁVEIS.

TIO SÉRGIO começa por uma interessante discussão que assola o universo da “MÚSICA ERUDITA” há decadas.
No mundo quase inteiro, à exceção do BRASIL e ARGENTINA, e talvez uns poucos países mais, usa-se a expressão MÚSICA CLÁSSICA para definir o que não é MÚSICA POPULAR, “POP”e seja MPB, JAZZ, ROCK, BLUES, WORLD MUSIC, e etc…
Para comprovar, observem as publicações alemãs, americanas e inglesas, especializadas em “MÚSICA DE CONCERTO”: todas usam a expressão “CLASSICAL MUSIC”.
Isto seria o correto? Com quem está a razão? Os dois lados têm argumentos de sobra para justificar suas opções.
Muitos dizem que MÚSICA CLÁSSICA SE REFERE AO “PERÍODO CLÁSSICO” DA MÚSICA ERUDITA.
Eu discordo. Afinal, alí falamos do “PERÍODO CLÁSSICO” do não-POP, e não da MÚSICA CLÁSSICA como designação genérica para “MUSICA NÃO POP”.
O amigo Rodrigo Marques Nogueira, quase me convenceu a deixar tal convicção. Ele argumenta, como todos, que é MÚSICA ERUDITA, em contraponto a MÚSICA POPULAR.
Para complicar, muita música hoje classificada como ERUDITA era , simplesmente, música popular, quando composta. Lembre-se do nosso adorado padreco, o VIVALDI!
Enfim…
Eu não decidi, portanto, continuo incorrendo teimosamente “no erro” – quem sabe não tão errado – e chamando “MÚSICA CLÁSSICA” de “MÚSICA CLÁSSICA”. Então, postei os discos como “CLÁSSICOS MODERNOS e CONTEMPORÂNEOS”.
Quer dizer, Pierre Mignac e amigos variados, eu sou CACHORRO VELHO, e acho que não aprendi nada! E, como faz parte das minhas predileções, pesquei coisas na discoteca tangenciando, ou derivadas do ROCK:
PHILLIP GLASS, maravilhoso compositor minimalista, transformou os temas de três discos de ‘DAVID BOWIE e BRIAN ENO”, na fase Berlim, em obras “CLÁSSICAS CONTEMPORÂNEAS’:
“HEROES”, “LOW” e “LODGER” eram espetaculares como discos de ROCK. Mas tornaram-se maravilhosos em composições “CLÁSSICAS”.
Há também, “GLEHN BRANCA”, compositor americano, inspiração e professor dos integrantes do grupo de ROCK ALTERNATIVO “SONIC YOUTH”. Sei lá, mas o que ele propõe com as guitarras é no mínimo “REVOLUCIONANTE”. Vai além do SONIC. E deve ser apreciado.
Talvez, o pioneiro dessa turma toda, TERRY RILLEY, e sua composição “IN C”, sejam o marco inicial do “CLÁSSICO QUASE ROCK.”
Mas TIO SÉRGIO, dá pra gostar ?
Perguntem ao Claudio Finzi FoáGerson Périco. Eu e eles achamos que é pra adorar! O que não dá é pra não ter…
Quando olharem o CD do MAESTRO “LEOPOLD STOKOWSKI” não foquem em CARMINA BURANA. Mas, em “A PAGAN POEM”, do compositor americano “CHARLES MARTIN LOEFFLER”, gravada em 1958. É moderna, sem ser experimental, e o tratamento do maestro “LEOPOLD STOKOWSKI” à orquestração e ao clima exalado pela obra é sensacional!
É sutil, romântico e solitário, e tudo simultaneamente: um “CLÁSSICO DE VANGUARDA CONSERVADORA CONTEMPORÂNEA”?
Seria? Existiria? Tio SÉRGIO, que não é lá essas coisas, sempre volta a esse disco. Tente você, uma vez ao menos….
Há por aqui, ‘ANDRE PREVIN” executando “RHAPSODY IN BLUE” de “GERSHWIN”. Esta é a melhor gravação que ouvi da obra! O alcance do clarinete na introdução é espetáculo à parte! A força e a sonoridade com que a orquestra “toma” a cena é inesquecível.
Curiosamente, eu a tive em vinil quando lançada, no início dos anos 1980. Foi editado em 45RPM. Não ouvi gravação em digital com tanto impacto!!!! Colossal!!! IMPERDÍVEL!!!
No mais, outros nada óbvios, de “KRONOS QUARTET” a “ARVO PART”, passando por “RAUTAVAARA” – um finlandês melódico e bucólico. E há “LIGETI’, ‘NONO” e “PIERRE BOULEZ’. E obras pianísticas de “ERIC SATIE”, com o pianista japonês “RIRI SHIMADA”.
E, claro, não esqueci STOCKHAUSEN para inspirar a turma da MÚSICA ELETRÔNICA, e outros babados influentes no POP contemporâneo. Procurem, também, a nossa gênio solitária, ainda viva e lúcida, “JOCY DE OLIVEIRA”, amiga de STRAVINSKY e de STOCKHAUSEN, que interveio nesse guisado, no final dos 1950, início dos 1960!
A obra da professora foi a primeira exibição de MÚSICA ELETROACÚSTICA em qualquer palco brasileiro! E foi regida no TEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO, por três dias seguidos, em 1961! “APAGUE MEU SPOTLIGHT” foi sucesso enorme, histórico, e depois encenado mundo afora….
Eu tive disco do “KARLHEINZ” ( para os íntimos…) na década de 1970. Comprei na excepcional loja BRENO ROSSI, por indicação de um “fogoso senhor”, que buscava discos do meu lado, na loja…
Levei uma cantada e revidei com um olhar “PÁSSARO DE FOGO”!!!! – para não esquecer “STRAVINSKY”, outro MODERNO CONSERVADOR…
O proponente sumiu na hora. E o TIO SÉRGIO foi tomar chopes na esquina da IPIRANGA COM A AVENIDA SÃO JOÃO….
Coisas de SAMPA, não é CAETANO VELOSO!
Recomendo tudo e todos; polêmicas incluídas!
POSTAGEM ORIGINAL: 26\01\2018
Nenhuma descrição de foto disponível.

TOM RAPP & PEARLS BEFORE SWINE – CULTS E DESCONHECIDOS!

Depois de uma audiência, o advogado da parte contrária perguntou:
“Peraí, você é o TOM RAPP, do “PEARLS BEFORE SWINE”?” E a resposta: “Sou, sim”!
E o advogado: “Meu Deus, mas que honra! Você foi um dos meus ídolos, na juventude!”
A conversa espalhou-se e um “sumido” da história do POP foi redescoberto em sua reconfiguração!
Em 1977, já de saco cheio, e depois de um show abrindo para PATTY SMITH, TOM RAPP encerrou a vida artística.
Havia gravado sete discos; e ele calculava que não havia ganhado $ 200 ( duzentos dólares ), uns R$ 1.100,00 MANDACARUS com eles em mais de dez anos de carreira!!!!
Foi roubado várias vezes. O seu primeiro álbum para a pequena e cult ESP-DISK, vendeu 200 mil cópias! E ele não recebeu um centavo! E nem do segundo que fez por lá! A indústria da música tem antros e desvãos!!!! Em parte, sempre foi administrada por bandidos comuns e mafiosos…. Oi, TOMMY JAMES & THE SHONDELLS, viveram isso?
TOM RAPP contou, rindo, que na juventude, ficou na frente de um certo ROBERT ZIMMERMAN em concurso de poesias!
Ele era poeta e letrista que construía imagens fortes. E letras possíveis de visualizar os personagens, enredos, etc…
Quando surgiu em 1967, o VILLAGE VOICE, jornal underground de Nova York, escreveu sobre “ONE NATION UNDERGROUND”, o primeiro disco do “PÉROLAS PARAPORCOS” …OOOPS! “PEARLS BEFORE SWINE”, que TOM RAPP seria CULT por causa de seu jeito de “poetar” e a qualidade de suas músicas! E acertou!
As capas dos dois álbuns na ESP-DISK são reproduções de obras de arte inquietantes:
Em “ONE NATION UNDERGROUND”, 1967, está a pintura de HIERONYMUS BOSH, “GARDEN OF DELIGHTS”, absurdamente vanguarda para o século XVII! E, “BALAKLAVA”, 1968, traz “O TRIUNFO DA MORTE”, de BRUEGEL.
São pinturas “psicodelicamente aterrorizantes”! E, de certa maneira, expressam os medos e horrores do mundo em metáforas transposta para meados da década do 1960!
Para simplificar, TOM RAPP teve duas fases mais ou menos consequentes, e com certas diferenças de tom.
Começou nitidamente “FOLK – PSICODÉLICO”. Tem pontos experimentais, e algum RAGA-ROCK. Depois, rumou para o COUNTRY-ROCK de maneira algo esquiva, mas clara. Melodicamente soa, vez por outra, como o LOVE. No entanto, há quê de DONOVAN, e muito de DYLAN. Existe algo distinguível do próprio TOM que é, sim, um verdadeiro estilista!
Está lá música muito criativa que deu encrenca. Mas só os chatos que compreendem a linguagem dos “telégrafos” perceberam. MISS MORSE tem acompanhamento feito por um telégrafo que “transmite” obscenidades! Ideia, muito interessante, convenhamos!
O famoso D.J. das rádios daqueles tempos, MURRAY THE K, teve problemas com a polícia por causa disso. Ele também não sabia o quê estava tocando no programa dele…
O PEARLS BEFORE SWINE gravou belas, darks e tristes melodias. A coletânea que postei, “CONSTRUCTIVE MELANCHOLY”, é título preciso e primoroso. Descreve o que há dentro do disco. E abrange a discografia da segunda fase de TOM RAPP. Ouça, em qualquer formato “THE JEWELER”: canção linda, elaborada, emocionante, descritiva e quase visual. É profundamente melancólica!
A maioria dos cinco LPs, lançados pela REPRISE, na década de 1970, foram gravados em NASHVILLE, com músicos de alto nível que deram aos discos um standard de qualidade.
TOM “anasala” sutilmente o cantar, emulando DYLAN e quase todos que pularam para o COUNTRY, e o COUNTRY ROCK.
Os discos não venderam; só pra variar… o gás acabou, e TOM RAPP mudou de vida.
Voltou a estudar, formou-se em economia, depois em direito e tornou-se advogado de “direitos humanos”, defendendo militantes e outros marginalizados pelo sistema. Ayrton Mugnaini Jr.
A vida profissional posterior de TOM RAPP, manteve a coerência de suas posições artísticas. Vez por outra, apresentou-se em alguns festivais, e influencia gente como DAMON & NAOMI, do GALAXIE 500, e um punha dão de artistas não convencionais.
O “PEARLS BEFORE SWINE” é velho favorito do TIO SÉRGIO. Comprei os dois primeiros discos em edições originais, na ERIC DISCOS, talvez início dos 1980. Hoje, eu tenho edições especiais em CDS.
TOM RAPP assumiu atitude corajosa que admiro profundamente. Ele soube parar, quando concluiu que era o melhor a fazer.
Não julgo fracassados os que desistem. Uma carreira é muito mais do que ganhar muita grana, “dar certo”, essas coisas prestigiadas acriticamente pelo mundo em geral.
TOM RAPP desenhou sua carreira e a levou enquanto achou que deveria – ou pôde. Compôs canções colecionáveis, excepcionais, apreciáveis e densas. E morreu em 2018 de câncer.
Parar pode ser um modo de estar para um jeito de ser! É um direito, e não um fracasso.
TOM RAPP não será esquecido! É CULT de verdade!
POSTAGEM ORIGINAL: 21\01\2021
Nenhuma descrição de foto disponível.

ELIS REGINA: MEMÓRIAS DE 40 ANOS SEM ELA. E DE UM SHOW INESQUECÍVEL

Memórias a gente escava como em buscas arqueológicas. VaI-SE fundo, porém atenta e cuidadosamente. Elas nunca são nítidas, e muito menos ressurgem completas. Mas vez por outra, recupera-se algum objeto encoberto pelo esquecimento, e perdido sob escombros.
Não costumo escrever sobre o que não domino com certa proficiência. Não sou crítico ou pesquisador de MPB. Tento, apenas, realçar memórias para mim mesmo. Eu gosto de música, e por isso ouvi a ELIS REGINA em vários contextos. Aliás, muita e muita gente, também.
Eu recordo um show que assisti, acho que no TEATRO PARAMOUNT, em SAMPA. Provavelmente, em 1966/1967. Eu e meu “amigoprimo” BETÃO GARINI ganhamos ingressos, talvez de nossos tios JULIANO ou ABRAMO GARINI, ambos músicos profissionais.
Foi evento exclusivo, penso, promovido pela ORDEM DOS MÚSICOS DO BRASIL. Estavam lá os que faziam sucesso, e os artistas em ascensão.
Foi evento ecumênico: gente da MPB de tudo o que era jeito: BOSSA NOVA, BREGAS e SAMBISTAS; e o pessoal da TROPICÁLIA e da JOVEM GUARDA. Todos revezando aparentemente sem ordem mais explícita. Tocavam ou cantavam uma ou duas músicas, “AND THE SHOW GOES ON”…
Claro, eu tinha uns 14 anos, se tanto… e meu negócio era o POP/ROCK internacional, universo que me fascinava desde a infância.
Lembro pouco. Uma das bandas que se apresentou foi THE REBELS, instrumental SURF/BEAT, na linha dos SHADOWS, dos VENTURES, e dos JORDANS – também brasileiros. Eram razoáveis. E, quase com certeza, estiveram lá MARTINHA, WANDERLEIA, DEMÉTRIUS (não, não o MAGNOLLI…) ANTONIO MARCOS, e gente da JOVEM GUARDA…
Houve a turma do samba: MOREIRA DA SILVA, e GERMANO MATHIAS eu lembro bem; e alguns bregas irremissíveis, como RINALDO CALHEIROS e SILVANA. E gente flanando entre o auge e a decadência. Todos conhecidos.
Fiquei impressionado com uma garota muito jovem, tremendamente expressiva, e de voz enorme que atravessava o meu estômago e batia contra a muralha de toda a plateia: era MARIA BETHANIA! Cantou CARCARÁ seu incrível, contestatário e enorme sucesso presente em todas as rádios do país!
BETHANIA está entre as performances mais esfuziantes e inesquecíveis que assisti em toda a minha vida! Não era e não é minha praia; mas era impossível não admirar o talento abundante e agressivo, aplicado com a força de um BOTICÃO arrancando um molar…
Certa vez, ouvi no rádio um quase obituário exposto pelo PROFESSOR PASQUALE e JOÃO MARCELO BÔSCOLI, filho da ELIS.
O mestre é onipresente lutador para que a gente aprenda melhor o português. E imediatamente rememorei que a ELIS REGINA também estivera naquele SHOW. Apareceu cristalina dentro da minha cabeça. E o TIO SÉRGIO aqui a reviu no palco!!!
Por muito tempo, eu não a compreendi adequadamente. Achava que a potente, enorme e bela extensão vocal de ELIS REGINA era utilizada de forma explícita demais.
No entanto, fui percebendo que era isso mesmo que tinha de ter sido feito: ora, se ARETHA FRANKLIN podia, por que não ELIS?
Duas cantoras populares, com imensos atributos explorados e produzidos para se destacarem. Elas sempre me impressionaram! Impuseram-se !
Eu gosto muito dos LONG PLAYS de ELIS com JAIR RODRIGUES, acompanhados pelo JONGO TRIO. Os discos foram batizados DOIS NA BOSSA, volumes 1,2, e 3. Aprecio, mais ainda, o espetacular e imprescindível “O FINO DO FINO”, com o ZIMBO TRIO, de 1965!
São quatro shows da melhor fusão SAMBA/JAZZ expandidos ao estado da arte! É onde a versatilidade vocal e interpretativa de ELIS REGINA se realça!
A imensa discografia e repertório de ELIS descobre e desvenda a tradição e a modernidade crescente da MPB. Ela deu oportunidade ou revelou craques como GILBERTO GIL, MILTON NASCIMENTO, CHICO BUARQUE, BELCHIOR, ALDIR BLANC.. e tantos e muitos mais.
“Reesculpiu”, inclusive, a música de ADONIRAN BARBOSA, gênio único da velha guarda, artista culturalmente relevante, e em plena forma estética. A trajetória de ELIS se refina com a maturidade. Que o diga o clássico e cult imprescindível ELIS & TOM (JOBIM, claro!), gravado em 1974!
Na transversal do tempo, ELIS foi cantando cada vez melhor! Aperfeiçoou a emissão da voz, conteve exageros e explicitudes algo teatrais. E se tornou paulatinamente mais moderna e atualizada.
A discografia de ELIS REGINA está composta por 6 discos ao vivo, 18 gravados em estúdio, e mais 6 discos póstumos. Há participação em outros projetos. E, seja como for, 30 discos para carreira de pouco mais de 20 anos é muita coisa!
O BOX aqui postado compreende os LONG PLAYS originais por ela gravados. São os 23 LPS de carreira e duas coletâneas exclusivas para esta coleção. Ficou fora ‘VIVA A BROTOLÂNDIA”, 1962, sua estreia fazendo algo tipo CELY CAMPELLO. É fora de foco. E não era a dela…
Artistas e todos os que viveram nas década de 1960 /1970, têm a sina e a glória de haver sofrido, ou participado, de transições políticas, comportamentais, artísticas e filosóficas. Momentos cruciais e excruciantes da humanidade.
ELIS REGINA da mesma forma que JIM MORRISON, JANIS JOPLIN e JIMI HENDRIX, para ficar nos maiorais seus contemporâneos, foi vítima de excessos, do trabalho insano, e da vida vertiginosa daqueles tempos dilacerantes.
Passaram todos pelo frigorífico existencial. Carnes açoitadas, moídas, e consumidas. Gente que teve muita vida potencial desperdiçada.
Para eles todos restou a glória dos mártires. Para nós, ficou o vácuo da perda precoce dos que ainda tinham muito para produzir e legar.
Lágrimas eternas e nada ocultas para ELIS. Ela merece; e nós precisamos!
POSTAGEM ORIGINAL: 20\01\2022
Pode ser uma imagem de 5 pessoas

VELHICE CHEGANDO, E UNS DISQUINHOS TOCANDO…

Banho de piscina e meditação.
Perscrutei um pouco, tomei outros goles e veio à cabeça o dilema. Céu ou inferno? Talvez, não. Quem sabe purgatório e reencarnação? Os deuses não gostam de infidelidade partidária. Escolhe o time, pô: ou cristão ou budista.
Discordo, claro. Acho que tenho o direito à dúvida, à especulação, a ser mais bem convencido, essas coisas…
No fundo, admiro os dois, Cristo e Buda. Os budistas são mais abrangentes: para eles, Cristo é um Buda. Faz todo o sentido, porque ambos são iluminados militantes e influentes.
Mas existe o lado prático. Hoje, pensei nos cristãos: céu, inferno, purgatório. Pelo meu passado, acho que nadar no caldeirão do capeta é menos provável. À parte rock´n´roll, uns copos a mais e algumas ranzinzices, faço parte da turma dos certinhos. Bom menino, bom velhão.
Ir para o céu direto? Difícil.
Primeiro, não agendei com o criador. Sei lá, entende; entre alguns deslizes, eu tinha estilingue e matei uns passarinhos desavisados, chutei a canela de um farmacêutico escalado para aplicar umas injeções na minha bunda, e puxei o rabo de cavalo da minha mulher pedindo cola numa prova, em 1969, antes de nos conhecermos, namorarmos, etc… – mas, isto já está prescrito. E paguei com a minha liberdade: casei com ela…
Sobrou o purgatório. Andei lendo a respeito e concluí que é administrado por funcionários públicos relapsos. Lá ninguém decide nada. O foguete para o infinito, entrar no paraíso, e outras possibilidades dependem de muitos vistos, entrevistas, horas marcadas que são adiadas, muita desconversa…
E descer para o tacho do demo, e sentar no colo de Asmodeu, também é complicado porque os burocratas não assumem a responsabilidade. Dá de queimar o desgraçado, daí Procom, reclamações nas Redes sociais, Datena… fica melhor não decidir.
Sem falar que o primeirão da fila é o TRUMP…
Na dúvida, eu permaneço por aqui. A cerveja continua gelada; tem gente deletéria presa, e uma lista enorme para se hospedar na Pensão Papuda, em BRASÍLIA – “uma estrela no guia Michelin” – que deve ser interessante ver chegar.
E tem a copa do mundo, também; uns discos legais sempre chegando e principalmente a minha mulher que não quer que eu vá – por enquanto.
Então, já que sou velhão – mas não sou velhaco – postei umas coisinhas que muito senhorzinho não gosta; papinha que velhinho não come, mas o TIO SÉRGIO vai devorando aos poucos.
Tentem.
POSTAGEM ORIGINAL: 19\01\2026
Pode ser uma imagem de texto

CURT BOETTCHER – O SUPERDOTADO CRIATIVO DO “SUNSHINE POP”.

Lembrei-me de CURT olhando discos e tocando músicas que estão quase deixando de serem catalogadas como “OLDIES, para ingressarem no degrau abaixo da memória, e se tornarem “VINTAGE”.
Então, recorri a meus “ALFARRÁBIOS”, como a revista RECORD COLLECTOR, que fez enorme ensaio sobre ele, em 1998! E, obviamente, à minha discoteca.
BOETTCHER foi músico e produtor, atuou na DÉCADA DE 1960, em meio ao mais criativo ambiente musical americano daqueles tempos, a CALIFÓRNIA.
Para os que não sabem ou não se recordam, entre 1965 e 1970 houve explosão de estilos, grupos e propostas de todos os tipos que foram genericamente batizados por “FLOWER POWER”.
Perscrutando com mais detalhes, há três subgêneros mais ou menos definíveis, mesmo que totalmente interrelacionados: “GARAGE ROCK”, “PSICODELIA” e o agora conhecido por “SUNSHINE POP”. Na prática da época ,era “tudo junto ao mesmo tempo agora”.
CURT BOETTCHER foi mago da produção do chamado “SUNSHINE POP”. Era exímio “articulador de vozes”, principalmente. Os delicados arranjos MULTI-VOCAIS que fez e produziu levaram à parada de sucessos grupos como “THE ASSOCIATION” – que teve seu primeiro LP produzido por ele. E músicas como CHERISH estão entre as mais tocadas em todos os tempos, e permanecem no imaginário popular até hoje.
Aqui estão alguns discos em que ele cantava, além de orientar a produção geral. A característica de todos é a beleza melódica, o MULTI-CANTO afinado e quase etéreo, além de algumas transgressões criativas típicas do POP-ROCK PSICODÉLICO.
Se você gosta dos “MAMAS & THE PAPAS” ou “SPANKY AND OUR GANG”, vai adorar grupos como “SAGITARIOUS”, “ETERNITY CHILDREN”, ou “MILLENIUM”. Tio Sérgio garante: são discos lindíssimos!
CURT impressionou BRIAN WILSON, e produziu discos de outros membros dos BEACH BOYS. A turma ligada aos BYRDS também o admirava. E GARY USHER, o produtor da banda, coproduziu e lançou esses discos aqui pela Columbia.
Mas fizeram quase nenhum sucesso. Com exceção de MRs. BLUEBIRD, single magnífico dos ETERNITY’S CHILDREN, que entrou no fundo da parada norte-americana, em 1968, e que demorei mais de 30 anos para identificar, e conseguir o CD aqui postado!!!!
Mas, os tempos os tornaram cults e colecionáveis…
Você dirá: “What porra it´s that compacto simples na foto?” E Tio Sérgio explica: é uma pequena joia FOLK-PSICODÉLICA, lançada no Brasil, em 1967, pela ROZEMBLIT. Não aparece em nenhuma coletânea conhecida. Mas, foi uma das coisas produzidas por CURT BOETTCHER e por ele renegada, e agora sumida nos desvãos do tempo…
Vale procurar e ouvir o que CURT fez. Então, curtam o CURT!
POSTAGEM ORIGINAL: 19\01\2020
Nenhuma descrição de foto disponível.

ELIZETH CARDOSO E ARACY DE ALMEIDA: O QUE TÊM EM COMUM DISCOS DESSAS GRANDES SENHORAS?

Sou gato de bibliotecas e discotecas. Ando por elas assediando -palavrinha da moda, heim ! – cheirando e apalpando bumbuns e outras partes de discos e livros; leio contracapas e orelhas; vou observando os designs gráficos, e os selos de gravadoras.
Tudo considerado, vou cumprindo um ritual que me fascina desde criança por coisas gravadas e impressas. Acho que gosto mais dos “objetos” , dos discos e e dos livros, do que da “escutação” ou das leituras.
Claro; é mais ou menos. Estou exagerando… Sou meio grávido de leituras e de músicas ouvidas . Muita coisa feita pela metade: “enxergação” de pequenas partes, e com pouco método. Assimilei muito através da sensibilidade – e estudando, também; ou por osmose e “gravidade” se imbricaram, se inculcaram, ou caíram sobre mim …
Colecionar é um hobby viciante. Não largo nem por ameaça ou porrada literalmente aplicada .
Dia incerto, eu andava atrás de cds lançados pela GRAVADORA ELENCO, na década de 1960. São fascinantes! Um acervo diferenciado, criado, gravado e produzido por ALOYSIO DE OLIVEIRA , que juntou patos e sapatos; jacarés e tigresas; a velha guarda e os modernos artistas da época.
Era uma gravadora BOUTIQUE refinada, como a BLUE NOTE e a VERVE, americanas; e exemplos magníficos.
Vagando pelo virtual cheguei em um disco lançado na ELENCO, em 1966, chamado “SAMBA É ARACY DE ALMEIDA”.
Muito interessante. ARACY era sambista da velha guarda. E, nesse disco gravou os compositores clássicos como NOEL ROSA, ASSIS VALENTE e ARY BARROSO. E, também, ARCOS VALLE, atualíssimo ainda hoje!
O diferencial é que ARACY está acompanhada pelo conjunto de ROBERTO MENESCAL. E a produção de ALOYSIO trouxe todo o repertório para o som contemporâneo da época do lançamento.
ARACY canta com leveza e descontração. O resultado é BOSSA NOVA de verdade.!
Inspirado nela escutei, também, o “CULT” “CANÇÃO DO AMOR DEMAIS”, de ELIZETH CARDOSO, lançado em 1958, e por muitos considerado o primeiro disco gravado de BOSSA NOVA, porque as musicas são de TOM JOBIM e VINÍCIUS DE MORAES; e JOÃO GILBERTO toca violão – mesmo que sem ousadias que já vinha desenvolvendo.
Porém, é bastante convencional. Foi feito para a voz de ELIZETH, e com destaque total para ela. Os arranjos de TOM JOBIM são bem feitos, mas nada inovadores. Ele usa violinos, harpas e toda a tradição sonora do SAMBA-CANÇÃO, onde ELIZETH era mestra consumada.
Mesmo com “CHEGA DE SAUDADES” no repertório, eu acompanho a opinião do poeta e professor AUGUSTO DE CAMPOS: “está longe de ser um disco de BOSSA NOVA”.
Tempos atrás, a revista RECORD COLLECTOR fez resenha elogiosa e curta do disco, e lhe deu 4 estrelas. Uma chancela relevante! Agora, ouvindo e comparando os dois discos, eu cheguei a algumas conclusões:
Os inventores da BOSSA NOVA são, mesmo, JOÃO GILBERTO e TOM JOBIM. VINÍCIUS tangenciou o gênero.
O SAMBA CANÇÃO não transitou para a modernidade; não havia elos possíveis já que, de certa forma, a BOSSA o contestava na sua “breguice” formal, e no uso “açucarado ” das cordas – “assassina serial” de ouvintes “musicalmente diabéticos” !
Mas era um jeito americano de fazer e arranjar músicas, contemporâneo à grande canção americana da época. É só dar uma olhada nas paradas e identificar…
De outro lado, o SAMBA DE RAIZ forma a base da BOSSA NOVA com naturalidade impressionante. A tradição de ARACY juntada ao “POP” de MENESCAL e sua turma, são exemplos claros. Ao adicionar uma colherada de JAZZ no otimismo dos tempos democráticos de JUSCELINO KUBISTCHEK, criou-se uma receita musical próxima da perfeição.
Bem, como gato velho, miei demais por aqui. Mas, acho que ainda mantenho parte do meu faro.
Escutem as duas grandes senhoras. Elas merecem!
POSTAGEM ORIGINAL :19\01\2018
Nenhuma descrição de foto disponível.

FELIX CAVALIERI – RASCALS – & SOLO YEARS

Os RASCALS entre 1965 e 1970 fizeram sucesso enorme! Venderam SINGLES e LPS aos montes, com o largo espectro de criatividade que desenvolveram.
Do BEAT à PSICODELIA há sucessão de HITS de alta qualidade mesclando POP, R&B, SOUL, e até uma “chanson française”, a magnífica “HOW CAN I BE SURE”, 1968. Reinaram e competiram com os BEATLES e outros contemporâneos.
De repente, tudo mudou de maneira radical. Em 1970, gravaram “SEARCH AND NEARNESS”, o último álbum para a ATLANTIC, e um fracasso de vendas. Em seguida, saíram da banda EDDIE BRIGATI, cantor, e GENE CORNISH, guitarrista.
Muitos acham – eu inclusive – que o centro dos RASCALS sempre foi o cantor e organista FELIX CAVALIERI. A característica “BLUE – EYES SOUL” era nitidamente marcada pela voz e jeito de FELIX cantar.
Certo dia, o magnífico OTIS REDDING estava gravando na ATLANTIC, em estúdio ao lado ao dos RASCALS. E foi lá conhecê-los. Simplesmente não acreditava que fossem brancos! São!
Mas em 1971, FELIX e DINO DANELI, o baterista remanescente, levaram o nome RASCALS para a COLUMBIA RECORDS. Fazia total sentido: a “FUSION R&B – JAZZ – SOUL” encaixava com o portfólio, onde brilhavam o JAZZ ROCK do “CHICAGO”, “BLOOD SWEAT & TEARS”, “MILES DAVIS”, “ELECTRIC FLAG”; e a fusão Latina criada pelo “SANTANA”.
THE RASCALS em “PEACEFUL WORLD”, 1971, e “ISLAND OF REAL”, 1972, tornou-se outra coisa. Muito mais sofisticados. O lado JAZZ/R&B foi acentuado.
E um time de craques como “HUBERT LAWS”, flautista, “ALICE COLTRANE” multi-instrumentista, o guitarrista “BUZZ FEITEN”, o saxofonista “DAVID SANBORN”, o baixista ‘RON CARTER” e vários outros colaboraram.
São álbuns notáveis, mas sem grande sucesso. Porém, detêm prestígio entre os críticos. E, de certa forma, antecipam o que veio a fazer o “STEELY DAN”. Acho que a turma da boa BLACK MUSIC e da FUSION vai gostar – e muito!
A saga dos “RASCALS” terminou ali.
E FELIX CAVALIERI continuou. Ele pretendia fazer uma “ÓPERA ROCK”. Não conseguiu; os tempos eram outros. Então, ele iniciou carreira solo sem grande brilho, mas com discos bem conceituados.
Estão aqui os dois primeiros gravados na “BEARSVILLE”:
FELIX CAVALIERI, 1974, tem a produção esmerada de TODD RUNDGREN. Mantém um certo hálito SOUL e a bela voz de FELIX. Porém, enfeites excessivos de produção, pouco peso nos baixos, e quase ausência de metais o tornaram datado.
O BAIXO precisa pesar na música POP, principalmente no R&B… É mandatório!
O segundo álbum, DESTINY, 1975, é retorno ao R&B; e traz, inclusive, alguma “DISCO MUSIC”.
E outra constelação de cobras voltou à cena, inclusive LESLIE WEST e LAURA NIRO. É álbum mais ao estilo de FELIX.
Em 2008, o grande “STEVE CROPPER”, estava procurando ideias para gravar mais um álbum. Alguém sugeriu FELIX como parceiro – que, dizem, é um cara legal para se conviver e trabalhar.
Conexão pra lá de adequada! “CROPPER”, o guitarrista dos guitarristas, foi lançado por BOOKER T, o grande organista de R&B, e sucesso com os M.Gs. na década de 1960.
Então, por que não fazer dupla com um tecladista e, ainda por cima, cantor de R&B reconhecido, bom de palco, contemporâneo a ele – e ainda em ótima forma?
E lançaram o excelente NUDGE IT UP A NOTCH, álbum de R&B de qualidade, onde ambos dão show de competência. É, claro, disco bastante dançável, como recomenda a melhor BLACK MUSIC.
Funcionou!
E lançaram MIDNIGHT FLYER, em 2010. Ambos notados por público e crítica. Excursionaram, fizeram shows e a vida seguiu.
FELIX CAVALIERI não conseguiu carreira e notoriedade como outros contemporâneos dele. Mas é defensável que seja o criador do BLUE EYES SOUL – o estilo de “HALL & OATES”, “MICK HUCKNALL” e o “SIMPLY RED”, e incontáveis variados.
FELIZ continua ativo, cantando bem e com a voz preservada. Os disquinhos por aqui são pra lá de recomendáveis – e muito colecionáveis. E o TIO SÉRGIO recomenda de montão.
Tente!
POSTAGEM ORIGINAL: 15\01\2021
Nenhuma descrição de foto disponível.

“JEFF BECK GROUP – TRUTH” versus “LED ZEPPELIN 1”: DOMANDO TIGRES. A DESLOCADA POLÊMICA ENTRE DOIS ÁLBUNS SEMINAIS!

Aos meninos e moças, virgens ou maturados (as), e apreciadores de ROCK e ADJACÊNCIAS: Vou expor algumas ideias sobre os dois álbuns, e ousar conclusões.
Pra começar, é bom contextualizar desde a origem provável das ideias e sonoridades, que de maneira geral estão presentes nas duas obras. Por isso, coloquei na foto outros discos e artistas.
A linha mestra da guitarra moderna no ROCK INGLÊS provém dos YARDBIRDS, entre 1963/1967. Tá; todo mundo sabe. Foi onde começaram ERIC CLAPTON, JEFF BECK E JIMMY PAGE. Beleza; fotografei dois discos de carreira do grupo:
“LITTLE GAMES”, 1967, com PAGE na guitarra, é interessante porque várias sonoridades desenvolvidas no LED ZEPPELIN provêm dali.
Antes, porém, houve outro álbum de carreira da banda, “OVER, UNDER, SIDEWAYS, DOWN”, ou “ROGER THE ENGENEER”, 1965. É a participação suprema de JEFF BECK na banda, e a criação do som que o tornou seminal, e famoso.
São álbuns que confirmam PAGE e BECK principalmente guitarristas de ROCK – e não de BLUES. Para mim, é nítido.
E isto fez diferença.
E há JOHN MAYALL, ícone supremo do BRITISH BLUES. Mas este é fácil: O clássico definitivo, JOHN MAYALL & THE BLUESBREAKERS, FEATURING ERIC CLAPTON, é imbatível; atemporal.
MAYALL também legou CRUZADE, 1968, com MICK TAYLOR, revelação da guitarra, antes de ir para o ROLLING STONES. O disco retoma o BLUES, já modernizado e com elementos da contemporaneidade à época.
Notem: CLAPTON e TAYLOR são guitarristas mais afinados com o BLUES. E caso faça algum sentido, destacam as diferenças entre o BLUES BRITÂNICO se desenvolvendo em meados dos ANOS 1960; e o corte estético promovido pelo CREAM, já entre 66 e 68: trio que desvendou caminhos diferentes para unir ROCK/BLUES e PSICODELIA.
Se o TIO SÉRGIO tiver razão, ou palpite plausível, o CREAM inaugurou a sonoridade que passou a ditar estética para guitarras e bandas; posteriormente expandida por HENDRIX e desaguando em oceano infinito, que abarca o HARD ROCK, o HEAVY METAL e a miríade cacofônica de “ROCKS PROGRESSIVOS”.
Resumindo, o CREAM é a pedra angular que inspirou tanto o JEFF BECK GROUP quanto o LED ZEPPELIN – e “zilhões” – ÊEEEPAPPA! – de artistas daí para frente.
Ponto.
Parágrafo:
Entre as discussões eternas, a seguinte é das prediletas: o LED ZEPPELIN teria ido além da inspiração, e copiado o JEFF BECK GROUP e atrapalhando a carreira de “TRUTH”, 1968, que foi lançado primeiro?
Mas existem fatos a considerar:
A sonoridade básica daquela época já estava dada. Não foi criação exclusiva de ninguém. No entanto, talvez “organizada” pelo CREAM.
Mas guitarras distorcidas e baixo pesado; referências ao BLUES e outros elementos, eram comuns naquele ambiente musical. E tendência em desenvolvimento desde o advento da PSICODELIA, uns três anos antes, que tornou-se parte da estética do ROCK e do BLUES.
Tanto TRUTH como o LED 1 são, claro, discos seminais. E contêm semelhanças inescapáveis:
Ambos trazem BLUES e FOLK no repertório; e contêm a mesma música: YOU SHOOK ME. São duas bandas excelentes com destaques para a guitarra. E PAGE e JOHN PAUL JONES, um dos artífices do LED ZEPPELIN, participaram na gravação de ambos LONG PLAYS!
Mas diferenças notáveis se destacam. Estão em destaque dois vocalistas solares:
ROD STEWART, que tende ao RHYTHM´N´BLUES e ao POP, explícitos em TRUTH. E ROBERT PLANT é o bagunçador no coreto; o “crooner galináceo” que solidificou o estilo vocal dos futuras “metaleiros”, inaugurado por DICK PETERSON, com o BLUE CHEER, em 1967.
Então, ROBERT PLANT ao mesmo tempo em que desenhou junto com PAGE, BONHAN e JONES a base HARD ROCK/BLUESY; incluiu o diferencial que consagraria o futuro “HEAVY METAL”.
Com PLANT no pedaço, os portais do galinheiro foram escancarados. E IAN GILLAN, entrou para o DEEP PURPLE; vieram OZZY, e depois JOHN LAWTON; e a honorável descendência fortíssima que por aqui milita e permanece há mais de meio século.
Há, também, detalhes históricos significativos na trajetória das duas bandas. Mesmo que gravados com apenas dois meses de diferença, o disco do LED veio depois, em outubro de 1968…
E voltemos ao ZEPPELIN. E para esquentar, uma fofoquinha legal: a versão que preponderou por muito tempo sobre a criação do nome da banda, afirmava que KEITH MOON, baterista do THE WHO, havia dito que “eles eram pesados e voavam, como um ZEPPELIN DE CHUMBO (LED)”.
Só que existe outra: KEITH MOON cunhou frase frequente para quando as turnês iam mal: “Going down like a “lead” Zeppelin”. Traduzindo: “Desabando desastrosamente como um ZEPPELIN”. PAGE gostava da frase e substituiu o “LEAD” por LED… ZEPPELIN.
A fonte é confiável, a revista “Q” MAGAZINE em sua enorme enciclopédia…
Enfim;
O ZEPPELIN assinou com a ATLANTIC RECORDS por indicação da grande cantora DUSTY SPRINGFIELD, e o disco foi lançado nos Estados Unidos e se tornou sucesso quase imediato de vendas!
Em janeiro de 1969, eles abriram show para o IRON BUTTERFLY, a banda americana de PSICODELIA PESADA e imenso êxito, na época. A plateia gostou tanto do LED ZEPPELIN que o IRON BUTTERFLY desistiu de tocar e retirou-se do palco!
Observem: talvez exatamente ali tenham se estabelecidos o nascente HARD ROCK e o HEAVY METAL, substituindo a PSICODELIA, que já dava sinais de esgotamento junto ao público…
No sentido contrário, o JEFF BECK GROUP “TRUTH”, que saiu em agosto de 1968, e para mim é disco melhor, se consolidava. Teve pouco sucesso na Inglaterra, e também foi melhor na América.
Porém, a carreira de BECK na época era muito mal administrada.
Teve shows cancelados, e não conseguiu estabilizar o excelente time de músicos. A apresentação que fariam no FESTIVAL de WOODSTOCK, em 1969, foi cancelada. E, para muitos, foi o prego que faltava no caixão da banda…
Ainda assim, gravaram o segundo disco, o excelente BECK-OLA, em 1969. Em seguida, JEFF BECK teve sério acidente de automóvel que o deixou hospitalizado por mais de um ano e meio!!!
No entanto, TRUTH se tornou outro clássico absoluto. O JEFF BECK GROUP amalgamava ROCK+BLUES+R&B. Portanto, é injusto condenar o disco do ZEPPELIN por canibalismo e usurpação contra BECK. São trajetórias e históricos bem diferentes. Estilos e tendências, também.
Acima de tudo, se ambos foram desenhados e criados no mesmo ambiente e concorrência, seria como acusar CINDY LAUPER por concorrer com MADONNA; ou o BLUR por competir com o OASIS; e mesmo o QUEEN por ter, nos primeiros três discos, grudado na rabeira do LED ZEPPELIN! Tudo isto é do jogo.
E é do jogo, também, muito ti,ti,ti e muito mi, mi, mi! O LED ZEPPELIN e o JEFF BECK GROUP são geniais em quaisquer tempos ou encarnações.
Ouçam, observem, concluam e desfrutem!
É imprescindível e mandatório!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 03\04\2021
Nenhuma descrição de foto disponível.

BARULHO! MUITO “BARULHO BRANCO” E O DIA EM QUE PUSEMOS PARTE DA MAGISTRATURA PRA CORRER!!!

Vou escrever sem pensar, apenas usando a memória e justificando emocionalmente os porquês! Vou errar, mas naqueles tempos não tínhamos a informação mais correta, ou a percepção mais adequada. E, certamente, eu não tinha…
Então, vou na raça.
BARULHO?
Sim. O ROCK sempre foi música barulhenta; mas piorou – e muito -, em meados dos 1960, quando implementaram de vez os DISTORCEDORES para as GUITARRAS; ao mesmo tempo em que as técnicas de amplificação evoluíram demais….
Minha catarse número 1:
“I FEEL FINE” com os BEATLES! A primeira música “YARDBIRDIANA” DO ROCK, gravada em 1964.
Seria? Ou teria sido “YOU REALLY GOT ME”, com os KINKS?
Mas, esta não vale, já que “simplesmente” KINKIANA!!!
Não importa. Quando ouvi o compacto dos BEATLES, na casa de um amigo antes de sairmos pra jogar bola na rua com a molecada; eu quase caí de costas!
Uns três anos depois, consolidei o meu desvario com “Mr. YOU´RE A BETTER MAN THAN I” dos YARDBIRDS, original de 1965, e JEFF BECK e seus solos “assolando” meu pick up!
Foi por aí! Era o BEAT virando PSICODELIA; e abandonando, aos poucos, o “ROCK AND ROLL”, para ser chamado apenas de ROCK!
Nesse ínterim, muito FERRO, FOGO e BARULHO foi rolando, tornando-se cada vez mais pesado!
Acho que minha conversão total foi no começo de 1968, quando comprei compacto do BLUE CHEER, que saíra no Brasil.
Um escárnio monumental. BARULHO AMPLIFICADO e decorado pelo nascimento do “VOCAL GALINÁCEO”, que PLANT, OZZY, GILLAN, NODDY HOLDER e vasta “sequela” tornaram hábito e vício.
E tudo expelido pelo raro e precioso DICK PETERSON, baixo e vocal do BLUE CHEER, e talvez o DECANO DA GRITARIA BRANCA!
Quem acha que “SUMMERTIME BLUES” é o fino com EDDIE COCHRAN, ou com THE WHO – e, É!!!! -; não sabe o que é ICONOCLASTIA, e GRITARIA. Esta é, de longe, a melhor e mais violenta versão que já fizeram desse clássico.
É um aperitivo da fúria que o BLACK SABBATH encarnaria, pouco tempo depois. O lado B? Bem, é um primor do ROCK PSICODÉLICO: “OUT OF FOCUS”! BARULHO BRANCO e quase non-sense instrumental. Arrisque e tape os ouvidos!
O restante veio depois…
CLÁSSICO!
LED ZEPPELIN 1? Tá; vai de “COMMUNICTION BREAKDOWN”. Também em SINGLE por aqui, em 1968! Porém, a efusão definitiva sobreveio quando ouvi no rádio “WHOLE LOTTA LOVE”, enquanto jogava futebol de botão com o BETÃO, meu primo querido. Foi em 1969.
Caímos de costas!!!! Aquilo, sim, era HARD ROCK! Nós aguardávamos um jogo do CORINTHIANS contra o SANTOS; e nem lembro qual foi o resultado…
Algum tempo depois, descolei uma de minhas paixões irrefreadas (hummm)! Consegui comprar com o meu amigo SILVIO, o LP de LORD SUTCH AND HEAVY FRIENDS, em 1970! Imaginem: BECK, PAGE, NOEL REDDING, JOHN BONHAN, NICK HOPKINS, entre outros craques, acompanhando um “LUNÁTICO ERRÁTICO INVEROSSÍMIL”:
LORD SUTCH, com auxílio de JIMMY PAGE, LANÇOU um CLÁSSICO. Disco ciclotímico, não compreendido na época, e ainda contestado, mas ROCK PESADO na veia, e direto.
Coloquei na foto o BLACK SABBATH, principalmente por PARANOID, clássico dos clássicos, impossível de não curtir detonando ouvidos, inclusive dos meus dos meus pobres pais: BARULHO BRANCO, com morcegos ao molho pardo!!!
Fui declarado “PERSONNA NON GRATA”, em minha casa. E tal opróbrio levou tempo para ser corrigido em meu prontuário…Se é que foi…. PARANOID foi mais um prego no caixão do ROCK bem comportado! Mais de meio século depois, ainda se confirma original, atual!
Ao menos para mim, DEEP PURPLE IN ROCK é um monumento ampliado e refinado, de tudo o que descrevi. Um BLEND ENVELHECIDO EM MADEIRAS, CORDAS, E COURO. E muito BARULHO! HARD ROCK e HEAVY METAL, com tempero do ROCK PROGRESSIVO. Assombroso!
O PURPLE carrega um clima “LÚGUBRE, BRITÂNICO, e ALGO SOMBRIO”; dificilmente igualado em quaisquer discos que tive contato.
É o ROCK PESADO INGLÊS, com a cara molhada e fria daquela ilha úmida. Não há pontos luminosos ali. E só músicas legais!!!
De “SPEED KING” a “HARD LOVING MAN”, inexiste paz; mesmo que haja certa reflexão sombria em “CHILD IN TIME”. E tudo retorna sem folga para respirar, em “FLIGHT OF THE RAT”, ou “INTO THE FIRE”. É um álbum DARK, mesmo quando tocado em países solares como o Brasil.
Para culminar o INCÊNDIO SONORO CRIMINOSO, vou contar sobre o estrago que eu e amigos fizemos em churrasco na casa de um deles, o FRED, filho de juiz de direito. Foi em 1973!
O bom e tolerante Dr. Alfredo Franco, convidou um montão de MERITÍSSIMOS para uma reunião entre civilizados e circunspectos senhores e senhoras.
Tudo corria conforme a SENTENÇA PROLATADA. Até que nós, os macacos, levamos para o quintal o “móvel – vitrola”, e assolamos o “JUDICIÁRIO” com a nata do barulho da época!
Escalamos os já citados, e vários outros… indóceis ignóbeis…
Principalmente, um dos grandes monumentos à “PODREIRA ETERNA”, o imperdoável SLADE ALIVE!!!
Ecoou no purgatório, e a caminho do inferno!!! Asmodeu protestou em reunião de condomínio, “lá embaixo”! NODDY HOLDER, o… digamos… cantor, entre arrotos, flatulências e gritaria incontida pôs pra correr parte da magistratura paulista! Todos fugiram para dentro da casa!
Foi um vexame!
E teve consequências. Meu amigo / irmão, FRED FRANCO JR., hoje doutor em medicina, ouviu o que não quis, e comeu o pão que os anjos impuseram por um bom tempo!
Nós, outros, frequentadores assíduos, fomos incluídos nos sermões e outras sanções…
Aliás, os lançamentos desses discos todos aconteceram em meio à ditadura militar, nos governos Costa e Silva, e Médici. E isso talvez explique parte da minha percepção, e inserção, no ambiente melancólico do melhor ROCK INGLÊS. Aqui, as coisas andavam pesadas.
E nós, jovens, também; e já explodindo a tampa da panela de pressão …
POSTAGEM ORIGINAL : 10\01\2021
Nenhuma descrição de foto disponível.

 

Vila mariana? Qual rua?

Klaus Sveigner

Sérgio de Moraes ah, ok, me parece mais Vila Clementino, não?

Sérgio de Moraes

Klaus Sveigner sim, verdade. Mas por alguma razão vez por outra misturava-se. Deixei de morar por lá há uns 40 anos.

Klaus Sveigner

Sérgio de Moraes Vila Mariana é enorme, confunde-se mesmo

Sérgio de Moraes

Klaus Sveigner Você mora por aí? Onde?

Kaka Neto Oliveira

Bela descrição desse período

Paulo Tanner

Clássicos do Heavy Metal!

Ayrton Mugnaini Jr.

Este disco de Lord Sutch é um exemplo do chamado “ouro de pessoa tola”, disco superestimado, com repertório cheio de derivadas de “You Really Got Me”. Lord Sutch foi uma espécie de Serguei inglês, mau cantor mas personagem simpático.

Sérgio de Moraes

Ayrton Mugnaini Jr. Sim, em parte. Há uns “YOU REALLY GOT ME, “SIM. Mas há duas faixas sensacionais em que Beck e Page tocam juntos. E é um disco extemporâneo, digamos, de rock. E quanto ao Sergei, é bem comparado.
O disco sobe e desce na cotação da crítica. Eu acho um clássico. Claro, por motivos emocionais inclusive.

Danillo Albuquerque

Esse primeiro do Led é muito bom

Bruno Floriano

Ótimo texto, as usual. Mas concordo com Ayrton Mugnaini Jr. Quanto ao Lord Stuch, não vejo graça; é uma boa turma reunida em um projeto ruim, tipo Viver Outra Vez e Nordeste Já, i.m.o

Sérgio de Moraes

Bruno Floriano um jeito de ver as coisas. Há quem adore o KISS. Pra mim nem pensar!

Bruno Floriano

Sérgio de Moraes sim! E confesso: Kiss foi minha banda preferida quando moleque, hoje olho pra trás com saudosismo, mas dou risada

Sérgio de Moraes

Bruno Floriano Da mesma forma que, hoje, raramente ouço rock hard, Heavy e essas coisas.
Foi assim.

Paulo Silva

Sérgio de Moraes eita, falou mais uma grande verdade.

Rene Ferri

Certos pecados não tenho, nunca tive, não assumo. Passei ao largo de Lord Such, Deep Purple, BS, Kiss et caterva, soube manter distância prudente da barulheira sem fundamento. Visto dessa prisma, mantive-me pio, e acredito que vou para o céu.

Sérgio de Moraes

Rene Ferri Você tem razão sob alguns aspectos. Um deles talvez seja a manutenção da tua semi-castidade auditiva.
Se bem que nem tanto: você apreciava, ou ao menos tolerava, a turma do punk e da New wave que, vamos combinar, garantiram ao menos alguma violação. Casto você não é.
Vai pro céu, mas vai pegar um carlor básico no purgatório!

Rene Ferri

poizintão, disse-o lá em cima “manter distância prudente da barulheira sem fundamento”; no punk/ new wave havia fundamento, integridade, essência. conteúdo, atitude — percebi isso de cara e caí total no punk, tive os LPs, livros, colecionei os compactos, editei fanzines, eu acho que mereço um busto na Vila Carolina, no mínimo; msm assim, topo encarar uns 3 séculos de purgatório por curtir adoidado Sex Pistols, Blondie, Stranglers, Ramones e + mil bandas e caras do movimento. Valeu a pena. 😎

Socrates Alves Araújo Neto

Só eles,a nata do rock n roll mundial…

Rossini Rossi

🎤🐔
Kkkkkkkkkkkkkkkk

Jeff Piero

Sentii a radio Luxembourg un brano con un’assolo strabiliante!
Era Jeff Beck con Mr your’re a Better man than i……da allora la mia vita musicale e’ cambiata!
  • Responder
  • Ver tradução

Sérgio de Moraes

Jeff Piero aconteceu comigo, também! Buon augúrio.

Leo Falabella

Muito bom texto!!! Ouvi tudo isso e com pouco tempo descartei vários… detesto heavy metal mas ainda curto muito o hard rock tradicional (Led, Who, Grand Funk, Deep… etc…) e amo a British Invasion. Atualmente procuro ouvir bandas de prog obscuras e as tradicionais, e me aprofundar no jazz e fusion!
Parabéns pelos excelentes “relatos”… 👍👍👍

Eduardo Salabert Rosa

Histórias que só o rock e sua psicodelia,podem proporcionar!! Long live to rock !!

Rossano Martins

Demais…lembrei de qdo escutei o primeiro do led. Nunca mais fui.o mesmo.

Klaus Sveigner

Senti isso quando ouvi motorhead a primeira vez, no início dos anos 80, eram outros tempos é verdade, mas pra mim foi avassalador, inesquecível.

Alexander Homan Santos

Blue Cheer 1969 ali começou o Heavy Metal que álbum sensacional

Alexander Homan Santos

Sérgio de Moraes Qual banda e álbum de 1967?

Sérgio de Moraes

Alexander Homan Santos BLUE CHEER, LP VINCEBUS ERUPTION, 1968.
Mas, o SINGLE parte do disco, com SUMMERTIME BLUES e OUT OF FOCUS, saiu em 1967 – acho. E saiu no Brasil.
Concordamos no essencial. Uns meses a mais ou a menos não alteram o pioneirismo!

Alexander Homan Santos

Sérgio de Moraes Obrigado pela informação

EUMIR DEODATO – O ECLÉTICO, E UM TANTINHO DE SÉRGIO MENDES

Quem puder ou souber responda: qual desses dois pianistas tornou-se mais famoso e influente: SÉRGIO MENDES ou EUMIR DEODATO?
Acho que a memória afetiva levaria a SÉRGIO MENDES.
Afinal, a FUSÃO SAMBA/POP que ele criou sucedeu ‘a BOSSA NOVA de TOM JOBIM e JOÃO GILBERTO, nas paradas de sucesso americanas, em meados da década de1960.
Na verdade, combina com a luz na cara daqueles tempos. Todos sabem do clima político e social do BRASIL: ditadura, nacionalismo, ufanismo, a vitória dos nossos “ensinando” aos gringos, e vasto etc…
Não que SÉRGIO MENDES tivesse qualquer culpa daquilo! Ao contrário, certamente.
No entanto, em termos de realizações DEODATO foi além.
Produziu, ou participou, em mais de 500 DISCOS e, acima de sua própria obra, conseguiu um feito POP EXTRAORDINÁRIO:
Chama-se PRELUDE, o disco de “JAZZ-POP-FUSION”, que lançou em 1972. É aquele do HIPER-HIT “ALSO SPRACH ZARATHUSTRA” que, em versão clássica, iluminou o filme ” “2001 UMA ODISSEIA NO ESPAÇO”!
Do you se lembra?
Pois bem, o disco sucessor, “DEODATO 2”, de 1973, foi um fracasso retumbante de vendas e levou a gravadora CTI à falência!
Mas isso é outra e mais complexa história. E tem pouco a ver com o artista.
EUMIR DEODATO sempre foi músico requisitado e competente. Seus discos instrumentais com os “CATEDRÁTICOS”, na década de 1960, são de SAMBA-JAZZ-BOSSA-POP – e excelentes!
Isto o levou para fora do Brasil, e depois consolidou sua carreira como ARRRANJADOR e PRODUTOR.
EUMIR DEODATO arranjou ou produziu discos de SINATRA a BJORK; passando por KOOL AND THE GANG. E fez sucesso produzindo incontáveis gravações e artistas.
É incomparável entre os brasileiros auto – exilados em termos de efetividade e, principalmente produtividade.
Ouçam e saibam sobre EUMIR DEODATO. É um artista completo e complexo. E bem atual.
POSTAGEM ORIGINAL: 01\01\2020
Nenhuma descrição de foto disponível.