“LADY DI”, OOOOOOOOOOOPPPSS: DIANA KRALL! ATUALIZADORA DA “GRANDE CANÇÃO AMERICANA”!

DIANA KRALL é a mais importante e conhecida “atualizadora” da GRANDE CANÇÃO AMERICANA. Foi ela quem divulgou para os mais jovens a beleza monumental do acervo de grandes compositores como COLE PORTER, GERSWIN, LORENZ & HART, JOHNNY MERCER, e pequena “entourrage” magnífica.
E devemos incluir aí TOM JOBIM, contemporâneo a todos, e discípulo e continuador da tradição do belo como propósito!
Mas, vamos falar sério:
O que essa turma toda fazia não era JAZZ. E, sim, música popular de altíssimo nível técnico e musical; harmonias e construções complexas, portanto passíveis de de serem “JAZZIFICADAS”.
Exemplo claro é a BOSSA NOVA, que também não é JAZZ, mas “SAMBA METAMORFOSEADO”, portanto MÚSICA POP em nível de excelência. E perfeitamente tocada com todo o requinte do melhor JAZZ.
A GRANDE CANÇÃO AMERICANA cantada por SARAH VAUGHN, ELLA FITZGERALD, BILLIE HOLLIDAY, PEGGY LEE, SINATRA, e grande elenco de contemporâneos imortais, fala sobre temas tópicos para o bicho-homem: solidão, o amor, paixões, o dia-a-dia, etc… É MÚSICA POP.
DIANA KRALL é canadense e superdotada. Toca piano desde os quatro anos, e estudou no BERKLEE COLLEGE de BOSTON. É, também, cantora talentosa de voz CONTRALTO personalíssimo. Tornou-se pianista refinada, na tradição de OSCAR PETERSON, e seguindo ensinamentos do NAT KING COLE TRIO.
Porém, em relação às suas antecessoras, DIANA não seria parte do primeiro time. É minha opinião, claro.
Mas e daí?
Ela conseguiu trazer ao proscênio de forma contemporânea e não apelativa, um acervo artístico inestimável! É competente pesquisadora e selecionadora de repertório. E o toca liderando excepcionais trios, quartetos e grupos maiores. Inclusive ressuscitando, vez por outra, o trabalho orquestral não açucarado, gravando com gente em nível do maestro e arranjador ALAN BROADBENT.
Dizem as lacraias e os querubins de plantão, que DIANA não é flor de aroma agradável para se conviver. Dizem…
Mas está casada, desde 2003, com o grande compositor POP, ELVIS COSTELLO, um transgressor do PÓS-PUNK, que emergiu para coisas muito, muito maiores: de parcerias com BURT BACHARACH, ao mundo da MÚSICA CLÁSSICA, com a cantora ANNE SOPHIE VON OTTER.
A sensibilidade JAZZY de DIANA, associada ao refinamento de COSTELLO como letrista, é demonstrada no CD “THE GIRL IN THE OTHER ROOM, 2004, em que dividem parcerias em várias canções. E dividir é a palavra: ela cria músicas; e ele as letras. São dois egocêntricos que se completam.
Os primeiros discos de DIANA KRALL, como “ONLY TRUST YOUR HEART, 1995; ALL FOR YOU, 1996, trouxeram vários STANDARDS do repertório “JAZZÍSTICO”. Aliás, como em quaisquer de seus álbuns, no decorrer da carreira.
Aos poucos, calibrou o acervo com autores menos conhecidos, estendendo-o ao POP consagrado por compositores em nível de PAUL McCARTNEY, ELTON JOHN, JONI MITCHELL, BOB DYLAN… Exemplos nítidos: os discos WALLFLOWER, 2014 e QUIET NIGHTS, 2009.
Ela seguiu, de certa maneira, os colegas contemporâneos JOHN PIZZARELLI, STACEY KENT, PATRICIA BARBER e BRAD MEHLDAU, “revelando hipóteses para fazer JAZZ” em músicas do POP mais atual, expandindo o alcance para novos STANDARDS, e ajudando a renovar o belo perene.
DIANA vem progressivamente cantando em tom mais baixo, “ROUCO-BLUESY”, talvez pela perda de potência da voz. Fato audível nos últimos trabalhos, inclusive o lançado em 2020 – mas gravado anteriormente – THIS DREAM OF YOU; focado em “STADARDS – CULTS” do passado, “ma non troppo”…
DIANA KRALL em sua trajetória com mais de 40 milhões de discos vendidos, ganhou pletora de GRAMMYS, discos de ouro, platina, etc.
Ela nos faz recordar em aspectos como inovação do tradicional, e outras ousadias POP, a nossa “VANGUARDISTA-POP-COOL- CONTIDA” MARISA MONTE – sobre quem pretendo tratar algum dia. Só para dar uma palinha: o ELVIS COSTELLO de MARISA MONTE é o ARNALDO ANTUNES. Ambos letristas especialíssimos, e cantores chatos com vozes desagradáveis. Mas, imprescindíveis pela qualidade.
DIANA KRALL é uma das provas de que há muita coisa compensando a gente tentar a continuar vivo!
Desfrutemos, pois…
POSTAGEM ORIGINAL: 04/07/2021
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DAVID BOWIE, BLACK BOWIE? POSSIVELMENTE TALVEZ! SEMPRE EM TRANSIÇÃO, BOWIE FLERTOU FIRME COM A BLACK MUSIC EM 1975/1976 E 1983.

Tudo na produção artística de BOWIE está
realizado em sequências de relâmpagos e trovões. Vistas individualmente, jamais se esgotam as propostas e provocações. Aqui estão casos nítidos de discos correlatos, até semelhantes, mas não necessariamente consequentes.
Você talvez pergunte ao TIO SÉRGIO a questão que já me ocorreu: se era para se meter em BLACK MUSIC, porque BOWIE não foi namorar com a produção das gravadoras ATLANTIC, MOTOWN ou STAX, as luminares do R&B, do FUNK e da SOUL MUSIC?
Porque já tinham sido muito exploradas, e suas propostas estavam ultrapassadas quando ele fez YOUNG AMERICANS, 1975; e, depois, LET´S DANCE, 1983.
ENTRE 1966 E 1976, o PHILLY SOUNDS, o Som da Filadélfia, criado por KENNY GAMBLE e LEON HUFF, juntava de maneira peculiar o melódico e o dançante no POP, R&B, SOUL e a DISCO MUSIC.
De lá surgiram ótimos artistas pretos por eles produzidos: HAROLD MELVIN & THE BLUE NOTES, BILLY PAUL, O`JAYS, MFSB, JACKSONS, THREE DEGREES, e outros diversos.
Quando DAVID BOWIE entrou no lance a alternativa mais contemporânea era o PHILADELPHIA SOUND. Só para ilustrar, ELTON JOHN também foi na onda e gravou, em 1976, “D’ont Go Breakin My Heart”, com KIKI DEE. E fez mais outro HIT solo “Philadelphia Freedom” – mais explícito impossível, lembram-se?
YOUNG AMERICANS, lançado em 1975, foi imaginado basicamente em cima do PHILLY SOUND. E, como sempre, DAVID BOWIE fez, refletiu e ao mesmo tempo transcendeu tudo o que estava na moda.
Ele e o produtor TONY VISCONTI, imaginaram gravar no SIGMA STUDIO e, se possível, com a excelente banda local, o MFSB (Mothers, Fathers, Sisters & Brothers ), e a coprodução de GAMBLE & HUFF.
O STUDIO SIGMA foi usado; mas o restante não rolou.
Por isso, BOWIE juntou outra banda, como sempre afiada e um tanto surpreendente, destacando dois guitarristas que, no decorrer do tempo, tocaram em vários projetos de BOWIE: o nitidamente PUB-ROCK/ROCKABILLY , EARL SLICK; e CARLOS ALOMAR, craque em fazer bases e ritmos.
Veio, também, DAVID SANBORN, que emulou JR. WALKER, o grande saxofonista nos grandes sucessos da MOTOWN, na década de 1960. SANBORN foi além, criando sonoridade algo suja e distorcida para um tipo de FUNK/JAZZ temperado com ROCK.
Esse time desenvolveu um crossover BLACK-FUNK/LATINO; e YOUNG AMERICANS foi sucesso. Principalmente no EUA, alçando BOWIE ao primeiro lugar na parada americana com FAME – composição dele e JOHN LENNON. Parece inusitado?
O “quem sabe EP”, THE GOUSTER, lançado em um dos boxes póstumos de BOWIE, e onde estão 4 músicas do YOUNG AMERICANS, com mais três faixas que ficaram fora; hoje talvez simbolize um marco na ascensão fulgurante, e quase ininterrupta, da carreira de DAVID BOWIE, dali até sua morte.
É curioso notar que o álbum STATION TO STATION, 1976, é obra de transição, e finaliza este período com mais alguns R&Bs no SET: GOLDEN YEARS, por exemplo. No entanto, lá fica exposto corte radical para a CULT e influente fase BERLIM, totalmente experimental e KRAUTROCK. Este álbum acomoda os dois lados de maneira brilhante. Verifique.
Em 1983, DAVID BOWIE verga em direção ao R&B pesado e dançável em LET´S DANCE; já com outra banda “compósito” instigante e memorável! A conjugação entre a guitarra SOUL de NILE RODGERS – também coprodutor do disco – e o grande guitarrista de BLUES daqueles tempos, o americano STEVIE RAY VAUGHAN, ressaltou esse molho único.
Ambos desfilaram com outros craques: o baixista CARMINE ROJAS e ao baterista TONY THOMPSON. E tudo combinado a um extraordinário naipe de metais!
Funcionou muito bem! Quase todos conhecem “MODERN LOVE” e” LET´S DANCE”, e talvez outras faixas, que firmam aquele retrogosto do CHIC, de NILE RODGERS e BERNARD EDWARDS – também participante no disco e bem no centro dessa nova BLACK MUSIC.
A turma do ROCK não esquece “CHINA GIRL”, composição de BOWIE e IGGY POP; que de certa maneira segue a fórmula do BLONDIE, em “HEART OF GLASS”, lançado 1981. Ambos são HITS pesados e dançáveis. E tudo junto ressoa à DISCO estilo PHILLY SOUND!
As criações de BOWIE não se restringem. Ao contrario, jogam a música em um ponto futuro. Então, que tal incluir nessa narrativa a fantástica NITE FLIGHTS, música de SCOTT WALKER gravada em ritmo DISCO, no início dos anos 1980, pelos WALKER BROTHERS, Mas redefinida por BOWIE?
“NITE FLIGHTS” está no LONG PLAY “BLACK TIE, WHITE NOISE”, de 1993. Porém, a versão de BOWIE casa algo do DREAM POP com a DISCO MUSIC e o R&B. E possivelmente inspirou um grande HIT lançado por SEAL, 1991. Lembram-se de CRAZY?
Mas aí, é possível que o TIO SÉRGIO esteja delirando?
Talvez, não. Para o gênio musical subversivo de DAVID BOWIE tudo foi possível imaginar, pensar, jogar nas galáxias, ou fazer convergir.
Experimentem. Ousar faz bem! Mesmo que seja apenas ouvindo música.
POSTAGEM ORIGINAL: 29/06/2021
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HERMAN’S HERMITS – “INTO SOMETHING GOOD” – BOX COM CINCO CDS, 121 MÚSICAS, E LIVRETO – EMI 1964/1972

Quase uma “BOY BAND”, tiveram muito sucesso nos dias áureos, entre 1964/1967, principalmente. Faziam o BEAT óbvio daquele momento. Bonitinho, dançável, agradável. Tinham caras, jeitos e atitudes de bons meninos; e venderam no decorrer da carreira 60 milhões de discos!
Eram fortes nos ESTADOS UNIDOS. Como vários outros ingleses contemporâneos: “BEATLES”, “DAVE CLARK FIVE”, “HOLLIES”. Na época, O MERCADO AMERICANO tinha tamanho e faturamento quase dez vezes maior do que o da INGLATERRA!!!
“HERMAN´S HERMITS” estiveram muitas vezes no show de “ED SULLIVAN”, o maior programa televisivo no “HOSPÍCIO DO NORTE”, visto de costa-a-costa; que levantava ou enterrava qualquer pretendente ao sucesso. ED gostava deles, porque moços educados, ao contrário da concorrência; e levantou os meninos, que aproveitaram bem as chances.
Não contei o número de HITS, mas passaram de quinze, fora os menores… Alguns como “THERE´S A KIND OF HUSH”, bombou e foi sucesso global. Outro que rolava em alguns bailinhos da época, “THE END OF THE WORLD”, foi um clássico baba ideal para tentar “roer o pescoço da mulherada, enquanto se dançava” – frase inescrupulosa, que rolava entre adolescentes. É Incrível o que a falta de sexo gerava na garotada e marmanjos conexos…
Porém, “NO MILK TODAY” – sucesso por aqui -, foi fracasso na América. O tema era inglês demais… Aliás, a canção é interessante: estourou em várias partes do mundo, Inglaterra, Japão e na Europa toda. E foi composta por um digamos… BOY GÊNIO da composição POP naqueles tempos:
GRAHAN GOODMAN, inglês, compôs a canção em 1966, ainda adolescente, e ofereceu a PETER NOONE, o “HERMAN” que era seu amigo. GOODMAN também compôs “HEART FULL OF SOUL”, 1965, gravada pelos YARDBIRDS; e “BUS STOP”, grande sucesso internacional dos HOLLIES, em 1966.
Depois, na década de 1970, tornou-se além de compositor um produtor, e formou com outros músicos o “10 CC”. grupo POP de razoável fama com um grande HIT, que até hoje rola por aí: ” I´M NOT IN LOVE”, é agradável e “progressiva” – cheia de efeitos produzidos em estúdio.
Nos discos dos HERMAN´S HERMITS tocaram parte dos músicos de estúdios importantes do ROCK INGLÊS. No primeiro álbum está JIMMY PAGE, por exemplo. O destaque é um RIFF e SOLO em “SILHOUETTE”, 1964, HIT SINGLE baba e muito agradável, também no BOX.
No final dos anos 1960, PETER NOONE, O HERMAN, saiu para carreira solo. Discreta. E ainda assim, em 2008, quando saiu essa compilação, fazia cerca de 100 shows por ano! Nada mal!!!
Como tantos, PETER NOONE vive muito bem da glória passada. Que não foi pouca!
O BOX é muito legal para a turma que gosta do “BEAT POP LIGHT”.
Eu gosto e recomendo.
POSTAGEM ORIGINAL: 01/07/2020
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BJORK : BASTARDS! – 2 LPS. REMIXES – 2012

TIO SÉRGIO, você gosta de remixes?
Eu gosto muito, muito, da BJORK!
E considero outro profissional, ou artista, fazer REMIXES, ideia genial, amplamente democrática e legítima; já que amplia o escopo do criador original, abrindo seu trabalho para novos entendimentos, intervenções, reinvenções.
Remixar é não conformar-se. Quer dizer, nada mais potencialmente socializável enaltecendo o artista, controlando seu ego e possível egoísmo. E, ao mesmo tempo, divulgando trabalhos alternativos, e vários de alto nível.
Este álbum duplo tem uma das capas ARTISTICAMENTE MAIS BONITAS QUE JÁ VI!! E, nos discos, há vários Djs, REMIXERS, e sei mais lá o quê…, retrabalhando a obra de uma gênio musical contemporânea.
BJORK é surpreendente, arrojada; e muito difícil de resenhar, por causa de sua enorme versatilidade; e criatividade. Ela não se repete; portanto esconde possíveis parâmetros de comparação. É imperdível e desafiadora sob quaisquer pontos de vista.
Este álbum duplo chegou em minha toca por : R$ 170,00 MANDACARUS. Uns $ 34,00, BIDENS, ou TRUMPS, ou simplesmente dólares!!!
RECOMENDO SEM OUVIR. Deve ser bom, por definição…
POSTAGEM ORIGINAL: 31/07/2023
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“JAZZ FOR”… SÉRIE DE COLETÂNEAS DA GRAVADORA “32JAZZ”

PARTE DA SÉRIE SAIU NO BRASIL PELA “TRAMA”, NO FINAL DOS 1990. A GRAVADORA “32JAZZ” FOI CRIADA PELO PRODUTOR “JOEL DORN” EM 1995, UM VETERANO DA “ATLANTIC RECORDS” E OUTRAS GRAVADORAS.
ELE TAMBÉM PERCEBEU QUE O “JAZZ CONTEMPORÂNEO” HAVIA TOMADO CAMINHOS EXPERIMENTAIS, COM AS DIVERSAS FORMAS DO “FREE” E DA “FUSION”, E ULTRAPASSANDO A IDEIA INCRUSTADA NA MÉDIA DO PÚBLICO DE QUE JAZZZ SERIA MÚSICA BASICAMENTE INSTRUMENTAL, AGRADÁVEL E VARIADA.
“DORN” COM CERTEZA OBSERVOU O SUCESSO DA “CONCORD RECORDS”, QUE DEU VIDA NOVA A ARTISTAS CONSAGRADOS NO PASSADO, TRAZENDO-OS AO PRESENTE SOB ORIENTAÇÃO MODERNIZADA, MAS LINGUAGEM ALGO CONSERVADORA. ELE APROVEITOU O ALTO POTENCIAL ARTÍSTICO E TÉCNICO DE MÚSICOS DA ESTIRPE DE “SONNY CRISS”, “HOUSTON PEARSON”, “SONNY STITT”, “KENNY BURRELL”, “HORACE SILVER”, “PAT MARTINO”, ENTRE IMENSOS AINDA EM ATIVIDADE. DEU-LHES UMA GRAVADORA COM RECURSOS, E UMA ORIENTAÇÃO EM SENTIDO AO PÚBLICO MAIS TRADICIONAL.
FUNCIONOU!
A SÉRIE “JAZZ FOR” TEM AO TODO 9 CDS, CINCO LANÇADOS NO BRASIL, E TODOS “TEMÁTICOS” E DELICIOSOS DE OUVIR. EM LINHAS GERAIS, DUVIDO QUE A TURMA DO JAZZ DE QUALQUER IDADE NÃO GOSTE. COLOQUEI, TAMBÉM, UM DISCO DE “DONALD BYRD” APENAS PARA MOSTRAR A EMBALAGEM ORIGINAL QUE A GRAVADORA CRIOU PARA SEUS DISCOS DE CATÁLOGO.
PORÉM, SÃO ÁLBUNS MEIO CAROS; MAS RECOMENDO A GARIMPAGEM E “ARMAZENAMENTO” . SÃO TODOS MUITO BONS!
POSTAGEM ORIGINAL: 02/07/2020
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ELECTRIC PRUNES: BANDA CONCEITO MUTANTE, EM 3 ÁLBUNS SEMINAIS PARA O ROCK PSICODÉLICO

“THE ELECTRIC PRUNES” É UM NOME ULTRA MARCANTE, SONORO, EXPRESSIVO, QUE NOMEIA DIVERSAS BANDAS MONTADAS PARA PROJETOS DIFERENTES, QUE RESULTARAM EM EM DISCOS IDONOCLASTAS E GENIAIS!
“I HAD TOO MUCH TO DREAM LAST NIGHT”, LANÇADO PELA REPRISE, EM 1967, É O DISCO QUE BAGUNÇOU OS MEUS CINCO NEURÔNIOS (GENTE QUE ME CONHECE DIZ QUE EXAGEREI: SÃO DOIS OU TRÊS NO MÁXIMO…)
EU NUNCA OUVIRA ALGO TÃO VANGUARDISTA! SUPERAVA “THE BIG HURT”, SUCESSO CHEIO DE INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS, GRAVADO POR “DEL SHANNON”, EM 1966! E TAMBÉM ANTECEDU A “SEE EMILY PLAY”, DO PINK FLOYD”, QUE SAIU UM POUCO DEPOIS…
A RIGOR, “THE ELECTRIC PRUNES” SERIA UM GRUPO DE “GARAGE ROCK” FAKE, MONTADO PELO ENGENHEIRO DE SOM E PRODUTOR “DAVID HASSINGER”, QUE HAVIA TRABALHADO COM DEUS E O MUNDO NO POP, INCLUSIVE OS “ROLLING STONES” E “FRANK SINATRA”” – E DAÍ SE INFERE O ECLETISMO DO CARA!
ELE ORGANIZOU OS “PRUNES” PARA O EMPRESÁRIO “LENNY PONCHER”, QUE DETINHA OS DIREITOS DO NOME.
HASSINGER” USOU, NESSE DISCO, TÉCNICAS DE ESTÚDIO E TECNOLOGIAS INOVADORAS: “DELAYS”, “CÂMARA DE ECO”, “POSICIONAMENTO DE MICROFONES”, E VASTO ETC…, CRIANDO UM ARTEFATO ORIGINAL E INFLUENTE, ATÉ OS DIAS DE HOJE.
“TIO SÉRGIO” DEFENTE QUE OS GRUPOS DE “GOTHIC ROCK” SE INSPIRARAM – E MUITO! – NOS “ELECTRIC PRUNES” DESSE ÁLBUM. OUÇO RESQUÍCIOS EM “THE CURE”, POR EXEMPLO. E “LUVIN” PODERIA TER SIDO GRAVADA POR “ROBERT SMITH” E SUA INFLUENTE BANDA… PROCUREM SABER.
HASSINGER FEZ, TAMBÉM, MAIS DOIS ÁLBUNS REVOLUCIONÁRIOS SOB O SACRO SANTO MANTO DOS “”ELECTRIC PRUNES”, COM IDEIAS DE “DAVID PONCHER”, E A PRODUÇÃO E COMPOSIÇÕES DE “DAVID AXELROD.
TROCARAM A BANDA INTEIRA PARA EXECUTAR O TERCEIRO LONG PLAY, “MASS IN F”, 1968, UMA IDEIA GENIAL: USARAM MISSA CATÓLICA TRADICIONAL, CANTADA EM LATIM, MAS ACOMPANHADA POR UM GRUPO AO ESTILO DOS “BIG BROTHER & THE HOLDING COMPANY”, QUE ACOMPANHAVA “JANIS JOPLIN”… SÓ ISSO!
DEPOIS, GRAVARAM UM CERIMONIAL RELIGIOSO JUDAICO, “RELEASE OF AN OATH”, TAMBÉM DE 1968, COM PROPOSTA SEMELHANTE, ONDE HÁ PERFORMANCE MEMORÁVEL DA MAIOR BAIXISTA DA HISTÓRIA DA MÚSICA POP, “CAROL KAYE!!!” RESUMINDO, SÃO DUAS OBRAS “PSICODÉLICO-PROGRESSIVAS” DE ASSOMBRO ICONOCLASTA E VANGUARDISTA, FEITAS POR “OUTRA” BANDA MONTADA NO CANADÁ, E ACRESCIDA POR ALGUNS AMERICANOS.
“I HAD TOO MUCH TO DREAM LAST NIGHT” É DISCO DE ECLETISMO ABSOLUTO. ABRANGE DE “MÚSICA RUSSA” RETRABALHADA EM “ROCK”; PASSA POR ALGO DE “JAZZ”; E TUDO EIVADO POR PSICODELIA DO COMEÇO AO FIM, “LUVIN” , EMBLEMÁTICA. E INCLUSIVE EM BALADINHA POP PARA BAILINHOS ADOLESCENTES: “ONIE” – ADORÁVEL!
É BOM FALAR DE MÍSSEIS DESTRUIDORES INESQUECÍVEIS, COMO A FAIXA TÍTULO; E ARREBENTA NA “PUNKISH” “GET ME TO THE WORLD ON TIME”, ENTRE VÁRIAS OUTRAS.
EU TIVE O “COMPACTO SIMPLES” COM “I HAD TOO MUCH TO DREAM LAST NIGHT”, QUE SAIU POR AQUI, EM 1967. E CONSEGUI A EDIÇÃO ORIGINAL, EM MONO, DO LONG PLAY, ACHO QUE EM 1968. COMPREI DO FILHO DE UM PILOTO DA FALIDA VARIG. E SEI LÁ COMO CONHECI O CARA… O ÁLBUM ESTEVE COMIGO ATÉ MAIS DE TRINTA E CINCO ANOS ATRÁS…
ESTE ÁLBUM ESTÁ ENTRE OS QUE MAIS OUVI EM MINHA VIDA INTEIRA – E AINDA OUÇO!
NÃO PERCAM, E LAMBUZEM-SE!
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JOHNNY “HORRIVERS” – BRINCADEIRINHA! – SECRET AGENT MAN, THE ULTIMATE ANTHOLOGY, 1964/2006, SOUL CITY RECORDS

Na década de 1960, no Brasil, não tinha pra ninguém! JOHNNY RIVERS era o rei dos bailinhos e festas de adolescentes!
Um dos primeiros discos que adquiri com o meu salário foi o seu clássico “LIVE AT THE WHISKEY A GO-GO, de 1964/65.
Naqueles tempos, foi o melhor “SHOW DE CHURRASCARIA” na face da terra!
O repertório é um caminhão de covers dançáveis, berráveis, puláveis! Nada sofisticados, como deve ser a verdadeira música para tomar cerveja, whisky, caipirinha, etc… e sair dançando. Enfim, JOHNNY foi um dos marcos do “alegre conformismo, solto e sem compromisso”.
O JOHNNY DE CHURRASCARIA era o exato contrário do “SOFISTICADO-FAKE”, e produtivo maestro RAY CONNIFF que, nos bailinhos, se juntava em charme ao JOHNNY nas seleções para se dançar coladinho.
Músicas como “POOR SIDE OF TOWN”, 1966; “BABY, I NEED YOUR LOVING”, 1967; e “THE TRACKS OF MY TEARS”, 1968; foram sucesso internacional, e habitam o imaginário da minha geração. Há outras, e outros discos de RIVERS – principalmente os de ROCKABILLY, tidos como muito legais! JOHNNY RIVERS gravou covers junto com seu material original, durante toda a bem sucedida carreira de 42 anos.
TIO SÉRGIO garante: ele não era bom… Era ótimo de palco; tocava e cantava bem e até com estilo! Foi um “expert” para descobrir, e interpretar de seu jeito, músicas compostas por outros artistas. Principalmente “COUNTRY” e “BLUES”. Então, se “tal música” fez sucesso, JOHNNY gravava; e dava certo!
Eu lembro que RIVERS veio ao Brasil, lá por 1968/69, se bem recordo, e apareceu em programa de entrevistas. Num deles, entregaram uma guitarra “GIANNINI” normal pra ele dar uma palinha. RIVERS pegou, olhou, deu uma afinada, e arrebentou! Vai ser “JOHNNY BE GOOD”! assim, atravessando os tempos!!!!
Eu fui crescendo, sofisticando meu gosto e interesses – ou ficando mais barulhento, sei lá! -, e releguei o JOHNNY à memória.
Hoje, tenho esta excelente coletânea de 36 faixas. Com o tempo, talvez eu pegue o CD com o show completo no WHISKEY A GO-GO; ou quem sabe alguma coisa de ROCKABILLY…
Para uma legião mundial de fãs, “JOHNNY B. GOOD” faz lembrar do “JOHNNY HORRIVERS!” – assim injustamente chamado pela turma do ROCK PESADO naqueles tempos de transição.
Mas quem não o conhece, não imagina o que perdeu!
TIO SÉRGIO e muita, muita gente recomenda!
POSTAGEM ORIGINAL:30/06/2020
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THE RASCALS – “SEE” – 1970, E “SEARCH AND NEARNESS”, 1971, OS DISCOS FINAIS NA  ATLANTIC RECORDS

CERTA VEZ, “OTIS REDDING”, O GRANDE SOUL MEN DE CARREIRA SÓLIDA NOS ANOS 1960, QUIS CONHECÊ- LOS NO ESTÚDIO DA ATLANTIC, ONDE AMBOS ESTAVAM GRAVANDO. NÃO ACREDITAVA QUE ELES FOSSEM BRANCOS!
ERAM.
NO QUARTETO TRÊS SÃO “ITALIANOS” : “EDDIE BRIGATTI”, VOCAL; “FELIX CAVALIERI”, ÓRGÃO E VOCAIS E “DINO DANELLI”, BATERISTA. E HÁ UM “IRLANDÊS”, O GUITARRISTA “GENE CORNISH”.
TODOS SÃO DE NOVA JERSEY, NAS VIZINHANÇAS DE “FRANK VALLI E OS FOUR SEASONS”, “BRUCE SPRINGSTEEN”, “MADONNA” E, MAIS PRA FRENTE, DO “BON JOVI”.
ALIÁS, TODOS SÃO FÃS DESSA MARCANTE E TALENTOSA BANDA LOCAL, QUE INAUGUROU O CHAMADO “BLUE EYED SOUL”! AH, NÃO VOU TRADUZIR!
“STEVE VAN ZANDT”, DA TURMA DE “SPRINGSTEEN”, OS APRESENTOU NO “ROCK AND ROLL HALL OF FAME”. DISSE MARAVILHAS SOBRE O TALENTO, EXCITAÇÃO E A HISTERIA QUE PROVOCARAM DE 1965 A 1972 – SETE ANOS DE SUCESSO E VIDA.
ENTRE 1966 E 1969, OS “RASCALS” DOMINARAM AS PARADAS AMERICANAS. ELES E OS “BEATLES”. O BLEND DE “R&B”, “BLUE – EYED SOUL”, “PSICODELIA”, E “PROTO – ROCK – JAZZ” OS LEVOU AO TOPO. SIM, FIZERAM MUITO SUCESSO DE PÚBLICO; E CRÍTICA, TAMBÉM.
CERTA VEZ, MEU AMIGO FABIO ROBIN DEAN, UM PROFUNDO CONHECEDOR DO ROCK DAQUELE TEMPO, PROVOCOU ARGUMENTANDO QUE “SEE” ERA MAIS BEM REALIZADO DO QUE “ONCE UPON A DREAM” , 1968, UM DOS ALBUNS CLÁSSICOS DA BANDA NA FASE PSICODÉLICA. FIQUEI INTRIGADO! SERIA?
MAS VOLTEI A ESCUTAR O DISCO APÓS DÉCADAS: GOSTEI BEM MAIS! PERCEBI QUE ESTÃO LÁ “RON CARTER”, “BARRY GOLDBERG”, “HUBERT LAWS” E “CHUCK RAYNES”. O NÍVEL “TÉCNICO – ARTÍSTICO” SUBIU COMO SE A BANDA TIVESSE TOMADO “DOIS VIAGRAS” CRIATIVOS!
ARTISTAS INVENTIVOS COMO OS “RASCALS”, COSTUMAM NÃO SE CONTER EM MOLDES. É MERITO E TAMBÉM RISCO. ELES MESCLAM, E VEZ POR OUTRA ALTERNAM, PSICODELIA E SOUL MUSIC. E RUMAM EM DIREÇÃO A UM TIPO DE “FUSION”, GERANDO MÚSICA SOFISTICADA E AGRADÁVEL.
O RISCO TALVEZ TENHA SIDO EMBARALHAR A PERCEPÇÃO DOS FÃS MAIS TRADICIONALISTAS. AFINAL, OS “RASCALS” FIZERAM SINGLES DE SUCESSO EM PROFUSÃO – QUE CONTRASTAVAM COM OS LPS, MAIS BEM ELABORADOS E PENSADOS.
“SEE”, LANÇADO EM 1970, FOI O PENÚLTIMO ALBUM DELES. DEPOIS, ENCERRARAM A CARREIRA NA “ATLANTIC RECORDS” COM “SEARCH AND NEARNESS”, LANÇADO EM 1971.
LOGO DEPOIS, A “COLUMBIA RECORDS” OS CONTRATOU, ONDE FENECERAM COM DOIS ÓTIMOS DISCOS DE “JAZZ – ROCK”: “PEACEFUL WORLD”, 1971; E “THE ISLAND OF REAL”, 1972.
APÓS O FINAL DA BANDA, EM 1973, FELIX CAVALIERI SEGUIU CARREIRA SOLO. E PERMANECE CANTANDO MUITO BEM. E, DIZEM AS “BOAS LÍNGUAS”, QUE É UM CARA LEGAL PARA CONVIVER E TRABALHAR.
ENTÃO, ‘TIO SÉRGIO’ RECOMENDA OS DOIS DISCOS QUE FEZ COM O “HIPER-CULT” GUITARRISTA “STEVE CROPPER”, CRAQUE DE ESTÚDIO E PALCO: “NUDGE IT UP A NOTCH”, QUE SAIU EM 2008; E “MIDNIGHT FLYER”, EM 2010. DOIS ÁLBUNS DE R&B DANÇANTE, E MUITO LEGAIS DE OUVIR.
NÃO MUITO TEMPO ATRÁS, FOI LANÇADO UM BOX COM 7 CDS COBRINDO A FASE “ATLANTIC” INTEIRA. E, APESAR DE JÁ TER TUDO O QUE GRAVARAM, “TIO SÉRGIO” ASSESTOU A MIRA, E VAI DISPARAR A “FADINHA MASTERCARD”, E TRAZER A CAIXA PARA O CONVÍVIO.
PROCUREM OUVIR OS RASCALS. HÁ MUITA COISA BOA ALÉM DOS LIMITES DA GALAXIA TRADICIONAL.
TENTEM.
POSTAGEM ORIGINAL:23/06/2024
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DUAS “GUITAR HEROINES” EM ASCENÇÃO : LARI BASILIO e JANE GETTER

Vez incerta, o “TIO SÉRGIO” escutava um programa de RÁDIO onde tocavam ROCK com aquela falsa compreensão do que as coisas significavam.
Colocaram um grupo brasileiro qualquer fazendo um pastiche barulhento e mal acabado dos MAMONAS ASSASSINAS. Piadinhas sem graça com simulacros de HEAVY METAL. E o apresentador engraçadinho comentando, e rindo…
Porém, estavam lá alguns integrantes do ANGRA. E o cara perguntou o que achavam daquilo. Se a memória não falha foi KIKO LOUREIRO quem deu a resposta definidora e definitiva:
“O que ouvimos foi exatamente tudo aquilo que a gente luta contra”. “Nós nos levamos a sério. Somos profissionais e dedicados. Fazemos música a sério.”
É bem isso. Independentemente de gosto, não há dúvidas sobre a qualidade musical e o sucesso conseguido por bandas sérias como o ANGRA, o DREAM THEATRE e vários diversos. Constantemente ensaiando, gravando, fazendo concertos, e tentando impor um “STANDARD” níveis acima da mediocridade.
O ROCK PROGRESSIVO e o JAZZ FUSION – o seu primo bastardo -, quando surgiram foram objetos de teses, artigos sérios de jornais idem, e toda a catilinária depreciativa que afirmava não serem, respectivamente: ROCK e JAZZ… E a história comprovou: os críticos eram tolinhos trêfegos falantes. Estavam bestialmente enganados!
Sempre houve mulheres fazendo música em geral com esmero.
Mas nos estúdios, a baixista americana CAROL KAYE talvez tenha sido a melhor da história. Mais de 10.000 sessões de gravação com a nata dos artistas populares, jazz incluído, que militaram desde os anos 1950 aos 1990 e algo além. Ela está viva e tem vários livros e tutoriais escritos. É referência de SINATRA ao KISS.
Nos dias de hoje, há uma penca de moças dando verdadeiros shows em seus instrumentos. Falando apenas de baixistas lembrem-se de GAIL ANN DORSEY, com DAVID BOWIE; RHONDA SMITH e TALL WILKENFELD, as duas arrasaram com JEFF BECK! E, aqui no Brasil, ANA KARINA SEBASTIÃO.
Todas exímias; tocam o contrabaixo com proficiência e arte.
“Chicoteando o mouse”, dei de cara com duas guitarristas sensacionais! Ambas ligadas ao ROCK e à FUSION. Cada uma a seu modo, são moças estudiosas, dedicadas, trabalhadoras, e já aperfeiçoando o próprio estilo. São jovens, “ma non troppo!!!” As duas tocaram e gravaram com craques do BRASIL e do EXTERIOR.
E nos deixam um baita pernilongo atrás da orelha! Para tocar do jeito que fazem é preciso vasta experiência, método e treino… Além de óbvio talento. Procurem escuta-las.
Vou começar pela brasileira LARI BASILIO.
Paulistana de classe média da ZONA NORTE, começou estudando órgão, mas descobriu-se no violão e na guitarra. Tomou aulas com profissionais como DJALMA LIMA, mas estuda e aprende sozinha. Foi e é incentivada pelos pais a seguir carreira.
LARI tem uns 35 anos, é formada em direito, casada, cristã praticante e frequentadora de IGREJA provavelmente EVANGÉLICA, onde foi descoberta. Ela se acha predestinada, e que o seu talento é dádiva à serviço de DEUS e do próximo… Mas não pense que LARI mistura profissão com religião.
LARI BASILIO é muito simpática e solícita, não parece pessoa fechada. E tem consciência de que é preciso vontade, planejamento, organização, e correr atrás de oportunidades. Ela investe na carreira. Tem atrás de si uma boa infraestrutura de marketing, e filma seus ensaios e apresentações; tem gente cuidando da venda de seus discos. Ela utiliza muito bem as redes sociais. E hoje tem contrato com a IBANEZ, uma das principais marcas de guitarras do mundo, que produz e oferece protótipos para ela. Até onde sei, produz e vende duas guitarras: a LB-1 e a LB-2.
LARI gosta de ROCK oscilando entre o METAL PROGRESSIVO e o JAZZ FUSION. Começou em 2011, com um EP. E hoje está no sétimo disco. Ela foi a primeira mulher a participar do G4 – EXPERIENCE, a convite de JOE SATRIANI, em 2017. No mesmo ano, tocou com STEVE VAI, no FESTIVAL DE GUITARRA DE MALIBU, (USA).
FAR MORE, lançado em 2019, foi gravado em LOS ANGELES, com banda formada por craques estrelados: VINNIE COLAIUTA ( JEFF BECK ), na bateria; GREG PHILLIGANES, teclado e NATHAN EASTS, baixo – ambos muito tempo com ERIC CLAPTON. E a participação especial de JOE SATRIANI.
Procure os vídeos, assista a gravação de seu último disco, e principalmente os da atual turnê mundial que o LARI BASILIO TRIO está fazendo.
Ela já é uma estilista refinada. Toca com notável leveza POP/JAZZY, e surpreendente fluidez. Os arranjos são bastante sofisticados, sua técnica é muito ampla, e os solos tem consistência, precisão e melodia.
O som de LARI BASILIO é luminoso; ao contrário do JANE GETTER PREMONITION.
JANE é professora de guitarra. Tem formação acadêmica, e ensina técnicas para desenvolver escalas e arpejos. É uma “TRIPLE THREAT”: canta, compõe ( é boa letrista ) e toca. E já tem carreira sólida. É claramente mais vinculada ao PROGRESSIVO CONTEMPORÂNEO: PORCUPINE TREE, KING CRIMSON, toques de JEFF BECK, ALLAN HOLDSWORTH, JOHN SCOFFIELD e JOHN McLAUGHLIN. Tudo junto e redefinido… e com peso considerável.
ANOMALIA, lançado em 2021, é o sexto disco que JANE fez. E a banda também é uma constelação. Estão aí ALEX SKOLNICK, ex-TESTAMENT, guitarra; STU HAMM e MARK EGAN, baixos; CHAD WACKERMAN ( FRANK ZAPPA ); e o marido dela, ADAM HOLZMAN, teclados, ex- MILES DAVIS, e membro do PORCUPINE TREE.
O álbum tem conceito sólido e perceptível, e sonoridade um tanto DARK, PESADA, envolvendo a obra inteira. Conseguem um tipo de fusão entre o METAL, O JAZZ e PROG.
E JANE GETTER é excelente guitarrista, cantora aceitável e toca pesado principalmente uma FENDER STRATOCASTER customizada para ela. Seu estilo é mais filiado à tradição. Há um quê de RITCHIE BLACKMORE, mas vai além…
O disco agradará Pierre MignacValdir ZamboniProtheus MaliDavidson SenomarGerson PéricoNelson Rocha Dos Santos, E agradou também ao TIO SÉRGIO aqui.
São duas apostas certeiras.
ARRISQUEM.
POSTAGEM ORIGINAL:29/06/2023
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YARDBIRDS – 1966 – ROGER, THE ENGENEER / OVER, UNDER, SIDEWAYS, DOWN – AS VÁRIAS EDIÇÕES

MINHA BANDA INGLESA PREDILETA NA ÉPOCA. EU TENHO TUDO O QUE GRAVARAM – OU PERTO DE…
OS DISCOS POSTADOS SÃO ESSENCIALMENTE OS MESMOS EM EDIÇÕES AMERICANA, INGLESA E CANADENSE. É A FASE CLÁSSICA ABSOLUTA, COM JEFF BECK NA GUITARRA SOLO.
OS “YARDBIRDS” ANTECIPARAM O CREAM, HENDRIX, O LED ZEPPELIN, E AS BASES DO HARD ROCK E DO HEAVY METAL. AH, CLARO, QUASE ESQUECI DO RENAISSANCE, BANDA CUJA FORMAÇÃO ORIGINAL TAMBÉM SURGIU DO QUE RESTOU DOS YARDBIRDS, DEPOIS DA SAÍDA DE JIMMY PAGE, EM 1968. MAS É OUTRA HISTÓRIA.
NOS DISCOS POSTADOS, TUDO TEM A VER COM A PERFORMANCE DE JEFF BECK, MAIS DEFINIDORA DO QUE AS DE JMMY PAGE OU ERIC CLAPTON, DOIS MONUMENTOS QUE TAMBÉM PASSARAM PELA BANDA.
ESCUTEI E CURTI OS “YARDBIRDS” A PONTO DE, NO BRASIL, TER SIDO O PRIMEIRO A ESCREVER MAIS LONGAMENTE SOBRE ELES. FOI NO FANZINE “WOP BOP”, EDITADO PELO Rene Ferri, HÁ MAIS DE 45 ANOS!
THE YARDBIRDS É UMA DAS MINHAS REFERÊNCIAS “ESTÉTICO- EMOCIONAL”. E QUEM NÃO OS CONHECER VAI REPROVADO EM “ROCK’N’ROLL”, E SEM DIREITO A SEGUNDA CHAMADA.
IMPRESCINDÍVEIS!
POSTAGEM ORIGINAL: 26/06/2018
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