TRÊS DISCOS IMPERDÍVEIS: ROXY MUSIC, GRAND FUNK, LOUIS ARMSTRONG & ELLA FITZGERALD

SABEM O QUE ELES TÊM EM COMUM? NADA! E O TIO SÉRGIO GOSTA DOS TRÊS DISCOS POR MOTIVOS DIFERENTES.
“ROXY MUSIC” – “AVALON”, DISCO ESSENCIAL DA ELEGÂNCIA POP QUE DEFINIU OS ANOS 1980. QUEM JÁ VIVIA, EM 1982, NÃO PASSOU POR ELE SEM NOTAR. E É UM CLÁSSICO!
“GRAND FUNK RAILROAD”, “WE’RE AN AMERICAN BAND”, 1973, BANDA ESCULACHADA PELOS CRÍTICOS E AMADA PELA GAROTADA. ESTE É UM DE SEUS DISCOS MAIS BEM PRODUZIDO. “PERO”, SEM ALIVIAR A PORRADA. UM MITO!
“ELLA FITZGERALD E LOU ARMSTRONG”: “”ELLA E LOUIS”” . A ESTÉTICA VOCAL DOS NEGROS, SUAS IDISSINCRASIAS, DIVERSIDADE, INTERPRETAÇÃO ÚNICA, ELEVADAS AO ESTADO DA ARTE.
SE VOCÊ ENTENDE O PORQUÊ ADONIRAM BARBOSA FOI GÊNIO, COMPREENDE NO ATO O PORQUÊ DE “LOUIS ARMSTRONG” TAMBÉM TER SIDO.
OUVI OS TRÊS PARA ESQUECER A POLÍTICA. ..
POSTAGEM ORIGINAL 09/04/2018
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Rodrigo Marques Nogueira, Elvio Paiva Moreira e outras 12 pessoas

MÚSICA DE VANGUARDA PLENA DE CLIMAS E SUGESTÕES: UM ROTEIRO IMAGINÁRIO PARA A VIAGEM DO ROCK PROGRESSIVO À NEW AGE.

O papo aqui não é sobre exímios solistas, ou exibidores da libido em onanismo tátil exuberante.
Nenhum dos citados é JIMMY SMITH, RICK WAKEMAN, BRIAN AUGER, WALTER WANDERLEY, KEITH EMERSON ou ARI BORGER…
Está por aqui gente criativa que usa teclados para harmonizar, criar CLIMAS, escorar músicas feito vigas. São mais que operários. Atuam para o processo, talvez sejam mestres de obras…
Eu suponho que a primeira música “esvoaçante” que ouvi foi TELSTAR, gravada pelos ingleses TORNADOS, em 1962. Produção do lendário mago JOE MEEK. O trabalho de teclado emula o suposto som de um foguete/satélite se deslocando. Foi o primeiro ROCK ESPACIAL A QUE TIVE ACESSO. Procurem conhecer.
Pois bem; até que em 1967, o PINK FLOYD causou um “SUSTO POP” com série de SINGLES PSICODÉLICOS. O principal delesfoi “SEE EMILY PLAY”. Um passo adiante estabelecendo de vez o ROCK “LISÉRGICO” feito na INGLATERRA.
O clássico álbum do FLOYD, também de 1967, “THE PIPER AT THE GATES OF DAWN” , confirmou o ROCK EXPERIMENTAL do GRUPO – o primeiro a se apresentar com um SISTEMA DE SOM “QUADRAFÔNICO”, tornando os SHOWS experiência sensorial de amplo espectro.
Porém, o álbum inglês que trouxe a sensação de VIAGEM ESPACIAL CONTÍNUA, um deslocar-se embalado pelo som além do ambiente foi, em minha opinião, “A SAUCERFUL OF SECRETS”, lançado em 1968. É disco de transição do PINK FLOYD. Em 3 faixas ainda participa SYD BARRETT, seguindo mais ou menos a sonoridade dos SINGLES e do PRIMEIRO LONG PLAY.
E as outras quatro já são com a formação clássica: GILMOUR, WRIGHT, WATERS & MASON, tendendo para o estilo que os consagrou. Em texto da época, um crítico considerou o disco uma “SINFONIA EM CONSTRUÇÃO” – o que faz todo o sentido.
Se nos transportarmos para o célebre “ATOM HEART MOTHER”, o inigualável disco das vacas, lançado em 1970; a primeira parte pode ser considerada espécie de SINFONIA POP.
Em “A SAUCERFUL”… está presente a combinação de efeitos sonoros, LOOPS de fitas gravadas, uso de FEEDBACK, CÂMARAS DE ECO, e a parafernália instrumental criativa da banda… É, talvez, o primeiro disco trazendo música de “FICÇÃO CIENTÍFICA”, disse o referido crítico.
O PINK FLOYD usou recursos e técnicas dos experimentos do compositor alemão de MÚSICA ELETROACÚSTICA, “KARLHEINZ STOCKHAUSEN”; que também inspirou os BEATLES em detalhes do SGT PEPPERS (1967) – mas não a ponto de tornar a obra uma referência explícita da vanguarda eletrônica.
Interpretando de jeito peculiar o mestre alemão, o PINK FLOYD se propôs a criar e administrar um BLEND SONORO de maneira a conjugar os sons com direção e clareza. As músicas têm começo, meio e fim, como determina o manual da boa música POP. Mas, com evoluções baseadas na revolução descoberta pela música ELETROACÚSTICA.
Enquanto gravavam a faixa que dá nome ao disco, “A SAUCERFUL OF SECRETS”, comenta-se que uma voz saiu da cabine de controle no estúdio berrando: “Tá legal, pessoal. Depois dessa música vamos voltar ao trabalho sério…”
O FLOYD é marco na criação de músicas “CLIMÁTICAS”. Escutem “REMEMBER A DAY”. E principalmente, “SEE-SAW” – canção totalmente “expressionista”, em que se “vê” na MÚSICA o movimento de um balanço desses de parquinho infantil…
E pra conseguir este efeito, o tecladista RICK WRIGHT foi fundamental!
Espetacular!
MOODY BLUES – TO OUR CHILDREN, CHILDREN´S, CHILDREN`S – 1969 .
ALBUM CONCEITUAL, EXPERIMENTAL E TREMENDAMENTE POP!
O disco sucedeu “A THRESHOLD OF A DREAM”, 1969, outro LP de sucesso, como os anteriores “DAYS OF FUTURE PASSED”, 1967; e “IN SEARCH OF THE LOST CHORD”, 1968. Foi inspirado na viagem à lua feita no mesmo ano pelos astronautas americanos. É um show de tecnologia de estúdio, de qualidade na gravação; e de performance da banda como um todo.
Para a primeira faixa, “HIGHER AND HIGHER”, a NASA emprestou a gravação do SOM do lançamento do foguete. Mas o grupo achou de baixa qualidade para ser usada em um disco. E refizeram tudo em estúdio. Trabalho magnífico!
MIKE PINDER é o destaque conceitual do DISCO. Pilota o MELOTRON e o ÓRGÃO com milimétrica competência. Ele foi um magnífico construtor de CLIMAS SONOROS!
O som do ÓRGÃO nos passa a nítida sensação do arranque e a subida da nave; do aumento de velocidade; o alcance da altitude, e até atingir o silêncio no espaço. E PINDER trabalha e pontua com o MELOTRON o tempo todo as diversas etapas desse viagem.
No decorrer do LP, há momentos de música e sons pesados; outros leves, oníricos, românticos; e foram emulados até os supostos andar dos astronautas fora da nave, no espaço. Percebe-se a velocidade, as mudanças de ritmo, a calma, e a sensação de paz. Tudo bastante expressivo e sugestivo.
O tecladista cria uma narrativa sólida na base das músicas. E favorece a performance instrumental coletiva. E, principalmente, a diferenciada e aclamada harmonia e qualidade vocal da banda. Todos cantam bem: o guitarrista JUSTIN HAYWARD, o flautista RAY THOMAS, e o baixista JOHN LODGE. O baterista GREAME EDGE geralmente declama os textos e as poesias, frequentes nas composições do grupo.
TO OUR CHILDREN… é um disco experimental coeso, bonito e melodioso. Às vezes resvalando para o excesso de “açúcar”…
Eu duvido que os criadores da “NEW AGE MUSIC” não tenham curtido os MOODY BLUES à exaustão. Esse lado reforçando o melódico é uma das características do subgênero.
Mais bem expressando a tese, os MOODIES sempre souberam trabalhar letras. Às vezes ingênuas; e algumas românticas de rasa substância. Escapistas nem sempre, mas em linha com o público da banda: pessoas em busca de amor, esperança, paz, misticismo e visões alternativas light naqueles tempos conturbados. Ouvi-los é relaxante, divertido, e interessante. E culturalmente instigante.
Os MOODY BLUES foram muito famosos, fizeram diversos discos importantes, e se tornaram sucesso de vendas, crítica e público. Tiveram e ainda têm legiões de fãs mundo afora! Porém, foram desprezados pela turma da pesada; eram tidos como POP DEMAIS pela média da turma do ROCK. Hoje, mais bem compreendidos, estão em convivência pacífica com a História.
Eu os adoro!
E cada um com seu passivo.
O PINK FLOYD sempre foi uma banda CEREBRAL. Não eram construtores de emoções, como os MOODY BLUES. E essa contenção de sentimentos que não afloram, tornam audições prolongadas algo cansativas. Entorpecem.
Eu acho que ambos deveriam contratar as remixagens e remasterizações de seus discos junto a craques como STEVEN WILSON – um especialista em PROGRESSIVOS. Ou, quem sabe, algum japonês ou alemão que detenha conhecimento, tecnologia de ponta, e sensibilidade minuciosa para ouvir detalhes.
Bandas do nível deles PRECISAM testar perspectivas e visões alternativas da própria obra.
Seria o caso?
A SAGA DO TANGERINE DREAM: DE FÃS DO PINK FLOYD A INSPIRADORES DA “NEW AGE MUSIC”
Ouvir o TANGERINE DREAM em seu primeiro álbum, ELETRONIC MEDITATION, 1970, é retornar ao PINK FLOYD no lusco-fusco temporal entre as ideias de SYD BARRETT e as as experimentações em UMMAGUMMA, 1969. Parece que tentam descortinar caminhos.
É bom lembrar que a sombra de STOCKHAUSEN, JOHN CAGE, BERIO e XENAQUIS se deita sobre todo o ROCK PROGRESSIVO ALEMÃO; Ooopppsss o reverenciado KRAUTROCK!
Aliás, continua ora turvando, e ora descortinando todo o POP ELETRÔNICO CONTEMPORÂNEO, não é professora JOCY DE OLIVEIRA?
Um dos visuais mais sugestivos do UNIVERSO DO ROCK são as fotos da parafernália de teclados, gravadores e etc… do TANGERINE DREAM. E não apenas em estúdio. As imagens principalmente de palcos, SHOWS, nos levam para uma expectativa de algo inusitado que virá…
Estamos todos dentro de um laboratório, quem sabe uma nave espacial. Se a vida não está boa aqui na terra, talvez uma turnê para fora do imediato alivie ansiedades? Uma viagem com o cérebro, à partir do teatro exposto no palco, e através da música?
Esta circunstância e constatação também pode ser aplicada ao PINK FLOYD. Entre 1967/1970, voar já era era preciso ( em dupla sentido…) e possível.
Mas, revela um possível problema:
Esta tentativa de fuga da realidade talvez seja outro EFEITO COLATERAL NÃO PREVISTO, mesmo sendo consequência da música palpável, concreta, intelectualmente urdida e fria criada pela turma de STOCKHOUSEN & CIA?
Se isto for verdade, quando essas inovações deram vida ao KRAUTROCK, no início da década de 1970, espanaram feito parafuso gasto em direção ao imprevisível! O que foi pensado para ser concreto e tátil, tornou-se etéreo. E hoje é quase virtual!
Seria? (Cuidado com as palavras, TIO SÉRGIO…)
KLAUS SCHULZE, CHRISTOPHER FRANK, EDGAR FROESE e PETER BAUMAN, são músicos chegados e preparados para tecnologia eletrônica. E a ponto de FROESE – que se dizia inspirado artisticamente por HENDRIX, STOCKHAUSEN e XENAQUIS – ter construído vários instrumentos específicos para a banda. E sua técnica de LOOPS e MIXAGENS DE TAPES, é considerada base para os modernos SEQUENCIADORES.
Literalmente, os quatro formaram a base e manobraram a nave TANGERINE DREAM, garantindo que voasse, criasse os CLIMAS e perspectivas musicais inesperadas, carreira afora; muitas vezes intermitentemente, e com muita troca de tripulação.
O único que permaneceu a até morrer, foi EDGAR FROESE; que orientou o substituto para que o grupo permanecesse… Mas, o fato é que de discípulos e pesquisadores de música dura e concreta, tornaram-se um dos pioneiros da NEW AGE MUSIC – que busca a essência do etéreo, da procura pelo místico, por certa religiosidade laica e por um bem estar pessoal que elide – mesmo por uns momentos – a crítica e a realidade.
Mas, seria isso mesmo?
E se for, eu tenho nada, nadinha contra! PETER BAUMAN não por acaso fundou uma das primeiras gravadoras especializada no gênero!
Do trabalho dessa gente toda, chegamos aos fundamentos instrumentais do HIP-HOP, aos D.J.s, e às RAVES!
E na outra ponta, encontramos ENYA, LOREENA MCKENNITT e incontáveis melífluos refrescantes…, possíveis frutos de ensinamentos que passaram certamente pelos MOODY BLUES, e o RENAISSANCE ( OOOPSS, é claro! ). E facilitaram, inclusive, o surgimento da moderna WORLD MUSIC – “DEAD CAN DANCE”, e a nossa brasileira pouca lembrada e CULT “MAE EAST”, para ficar na superfície…
Se for possível resumir, PINK FLOYD, MOODY BLUES e TANGERINE DREAM, fizeram um “MÈNAGE A TROIS”, que deu “BOM”!
Muito bom!
TEXTO ORIGINAL 07/04/2023
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PINK FLOYD – “SEE EMILY PLAY”- 1967 : PALHAÇADA E VINGANÇA!!!

Foi o SINGLE de maior sucesso na primeira fase da banda, ainda com SYD BARRET na guitarra. Foi lançado em 1967; e também no Brasil pela FERMATA. Fato relevante na luta contra bizarrice recorrente, porque fora do BEAT convencional, ou da simples breguice.
A edição brasileira é colecionável no MUNDO INTEIRO. É raríssima, preciosa e muito difícil de ser encontrada URBE ET ORBI… Este SINGLE é obra de arte reconhecida. Reafirma de certa forma a PSICODELIA INGLESA, que já se esboçava. É magia e tecnologia pura, para aqueles tempos!
Há o uso de câmaras de eco e outras conhecimentos de estúdio; em parte também utilizados em “TELSTAR”, produzido pelo “mago” JOE MEEK, e gravada por THE TORNADOS, em 1962 . E pelo americano por DEL SHANNON, em THE BIG HURT, 1966.
Talvez um ano depois do FLOYD, o SMALL FACES lançou outro SINGLE matador: “ITCHCOO PARK”, juntando o vocal R&B de STEVE MARRIOTT, com o experimentalismo PSICODÉLICO nascente. É nitidamente inspirado no que fez o PINK FLOYD. São quatro clássicos com ARTIMANHAS de ESTÚDIO que fizeram essas músicas “VOAR”!
Eu tive acesso irrestrito ao COMPACTO do PINK FLOYD a vida inteira. Quem o comprou foi meu eterno amigo SILVIO DEAN.
Na época, colecionávamos os discos juntos, numa espécie de COOPERATIVA que implantamos desde o momento que nos conhecemos, em junho de 1967, no ginásio – hoje ENSINO FUNDAMENTAL 2, eu acho. A falta de grana pode ser poderosa força motriz…
Hoje, eu, ele e o filho dele, FÁBIO, continuamos “parças” e amigos discutindo, convivendo, trocando e emprestando discos uns para os outros. O SILVIO e o FÁBIO são totalmente responsáveis pela continuidade de minha paixão por música. Ambos também colecionam apaixonadamente!!!
“SEE EMILY PLAY” e outros SINGLES do PINK FLOYD são fundamentais. Estão neste CD, que faz parte do excepcional e belo BOX, “SHINE ON”, lançado em 1992, coligindo a produção da banda nos primeiros 25 anos de existência, entre 1967 e 1992!
Um espetáculo a parte!
Vamos à MOLECAGEM e a SACANAGEM:
EM 1968, EM UM PROGRAMA DE RÁDIO EM SÃO PAULO, O LOCUTOR GARANTIA TER NA DISCOTECA QUAISQUER DISCOS QUE OS OUVINTES PEDISSEM.
ELES PROCURAVAM E TOCAVAM. NO FINAL, SORTEAVAM UM DISCO QUALQUER ENTRE OS PARTICIPANTES.
MEIO DE SACANAGEM LIGUEI PRÁ LÁ. O PROGRAMA ESTAVA NO AR, É CLARO.
ATENDERAM;
– LOCUTOR: QUAL É O SEU NOME?
– EU: SÉRGIO;
– LOCUTOR: E O QUE VOCÊ QUER OUVIR?
– EU DE GOZAÇÃO: “SEE EMILY PLAY”, COM “THE PINK FLOYD”…
– LOCUTOR: VAMOS PROCURAR; MAS ENQUANTO ISSO, O PEDIDO DE NOSSA OUVINTE “ESPERMAURA”: “WANDERLEY CARDOSO”…
– LOCUTOR: AGORA, VAMOS OUVIR WALDICK SORIANO, PEDIDO DA FIEL OUVINTE “ROSINHA”…
– LOCUTOR: ESTAMOS PROCURANDO A MÚSICA PARA O OUVINTE SÉRGIO. ENQUANTO ISSO, ROBERTO CARLOS PARA A “CACILDA MARTA”…
– LOCUTOR: AGORA, ALTEMAR DUTRA PARA NOSSA QUERIDA OUVINTE DE SEMPRE, “LEOFRÍGIDA”…
O PROGRAMA FOI PASSANDO E, NO FINAL, O LOCUTOR LEMBROU:
-“NÃO ENCONTRAMOS A MÚSICA PARA O OUVINTE SÉRGIO!
POR ISSO, ELE VAI GANHAR UM PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO. PODE PASSAR E RETIRAR AQUI NA RÁDIO, DEPOIS DE QUINTA FEIRA.”
– EU MORRI DE RIR; E MEU TIO JULIANO FOI LÁ BUSCAR O MEU “CONSOLO”.
ERA UM COMPACTO SIMPLES: “PINGO NO SAMBA”, COM LUCY LESSA! A “,MINHA CARA E GOSTO” ! AHH, o@Ayrton Mugnaini Jr. conhece o disco e o autor!!!!
VINGANÇA AO DENTE!
POSTEGEM ORIGINAL 06/04/2023
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ROLLING STONES – SINGLES COLLECTION – THE LONDON YEARS – 1963/1971

TIPO ASSIM: 58 FAIXAS GRAVADAS naquele período. Ou seja, 29 COMPACTOS, SINGLES, ou seja lá o que foi. E, também, respectivos lados B. Abrange a fase BEAT, R&B; e há coisas psicodélicas, e BAROQUE ROCK. Viagem enorme feita em pouco tempo, e antes da plena consagração.
Traz a formação original com MICK JAGGER; KEITH RICHARDS e BRIAN JONES, nas guitarras; BILL WYMAN, no baixo, e CHARLIE WATTS, na bateria. Há, também, coisas com MICK TAYLOR, o guitarrista que substituiu JONES, em junho de 1969.
O repertório coligido expõe uma pletora de sucessos marcantes, alguns grandiosos, e todos comprovando claramente que os ROLLING STONES jamais foram banda qualquer. Estão lá SATISFACTION, JAMPING JACK FLASH, BROWN SUGAR, PAINT IT BLACK, LADY JANE, e vasto etc…
Este BOX é até COMUM e fácil de conseguir em suas EDIÇÕES POSTERIORES. Mas esta é a ORIGINAL. Um BOX em dimensões de LONG PLAY; Traz BOOK contendo a FICHA TÉCNICA, e os músicos participantes, além do quinteto fundador. Há fotos e LETRAS impressas, e se pode observar a mestria, perspicácia e, muitas vezes sofisticação das composições. É fácil perceber como MICK JAGGER e KEITH RICHARDS se completam!!!
Os STONES, na época, eram mais uma banda de SINGLES, do que de álbuns marcantes – também existentes, claro… Este BOX é a revelação de todo um RITO percorrido pela memória de quem viveu, ou acessou posteriormente o trabalho dos caras.
Entre 1963 e 1971 foi, também, a fase mais conturbada do grupo. Foram roubados, usurpados, explorados, e tiveram coisas apropriadas de seu período mais criativo pelo “competente e ignóbil empresário” ALLEN KLEIN!
Os ROLLING STONES foram forçados a esperar anos por um acordo que, aparentemente, não restituiu completamente o controle da obra para a seus criadores originais. Porém, ao menos recuperaram o período áureo, mais criativo e relevante artisticamente.
Ouvir alguns SINGLES acompanhando as letras é vivência artística, antropológica e sociológica fundamental para conhecer como, e o quê faziam e pensavam os artistas naqueles idos anos 1960.
RECOMENDO COM ENTUSIASMO.
POSTAGEM ORIGINAL: 05/04/2018
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CHARLIE WATTS, O BATERISTA PRECISO – JAZZ E CARREIRA ALTERNATIVA

CHARLIE WATTS era um diferenciado e um diferente. Músico preciso, ideal para os ROLLING STONES, banda pesada e algo volátil, e que congrega personalidades carismáticas e/ou simplesmente doidas:
MICK JAGGER, KEITH RICHARDS, RONNIE WOOD e até BILL WYMAN. Tá, stop por aí. Mas, houve BRIAN JONES… Todos provocantes, excêntricos e provocadores.
E houve CHARLIE WATTS, o “não – ídolo”, o discreto, o animal imprescindível do mesmo zoológico, mas que não precisava e nem admitia jaulas. Vivia solto, livre, independente.
Sua vida e comportamento discretos talvez tenham influenciado diretamente a precisão da “COZINHA” dos STONES. BILL WYMAN e CHARLIE WATTS eram a estrutura estável que garantiu o som da banda durante décadas . BILL saiu antes. Mas, CHARLIE permaneceu.
É folclore do ROCK que WATTS não usava telefone celular. E comunicar-se com ele exigia certo rito, o que deixava MICK JAGGER, um trêfego notório, à beira da loucura… Pressa? Pra que pressa!
O POP é o habitat dos paradoxos e das imagens propositalmente construídas deturpadas.
CHARLIE WATTS conheceu a mulher, SHIRLEY ANN SHEPHERD, antes da existência dos ROLLING STONES. Casou-se com ela em 1964, viveram juntos 57 anos, e até a morte de CHARLIE, em 2019. Tiveram filha e neta. SHIRLEY, que sempre se deu bem com todos os STONES, morreu dois anos depois…
A paixão e fidelidade de CHARLIE tornou-se mítica, em uma banda de faunos. Era caseiro, gostava de arquitetura, cavalos e colecionava carros – mas não dirigia…
Ele não foi o único discrepante, no cenário, da algo falsa mística sobre os ROCKERS:
ROBERT SMITH, THE CURE, é um chorão apaixonado; ROGER DALTREY, eterno crooner do THE WHO, e ainda vivo; e GARY BROOKER, do PROCOL HARUM, já na cachoeira das eras, também viveram a vida inteira com as mesmas mulheres. Acho explicável: estabilidade emocional ajuda suportar rotinas dissonantes e desconcertantes…
CHARLIE era membro fundador da banda. Saiu do ALEXIS KORNER BLUES INCORPORATED, em 1963, nos primórdios da cena BLUES, na INGLATERRA, e ajudou a fundar os ROLLING STONES.
Na banda, participava na definição dos visuais, palcos e tudo o que tivesse a ver com artes gráficas. Antes de ter sido músico, era DESIGNER GRÁFICO profissional.
CHARLIE gostava de JAZZ e, nas folgas, mantinha um quinteto dedicado. Aqui, vão três discos diferentes e muito interessantes.
O BOX “FROM ONE CHARLIE”, 1991, é uma preciosidade para colecionadores. Dentro, há um livreto escrito e desenhado por ele, sobre outro CHARLIE, o PARKER. É parte de um estudo em suas aulas de design gráfico.
O livreto foi publicado pela primeira vez, em 1964, quando WATTS começava a fazer sucesso com os ROLLING STONES.
Ficou bonito, e hoje é difícil de encontrar. Mas, ele selou a paixão por CHARLIE “YARDBIRD” PARKER, à sua formação. O JAZZ, e o VISUAL combinados.
O disco que acompanha o BOX traz cinco músicas compostas por PETER KING, o sax alto, e um dos músicos do quinteto de CHARLIE WATTS. E mais dois clássicos de CHARLIE PARKER, “BLUE BIRD” e “RELAXING AT CAMARILLO”.
O nível técnico e artístico das gravações é excelente.
Os dois outros CDS, também foram gravados pelo exuberante CHARLIE WATTS QUINTET; que é formado por PETER KING; BRIAN LEMON, piano; GERARD PRESENCER, trompete e fluegelhorn; e DAVID GREEN, baixo. E, claro, o próprio WATTS, na bateria.
Eles gravaram “WARM AND TENDER”, 1993; e “LONG AGO AND FAR AWAY”, 1996; que formam deliciosa coleção de clássicos da grande canção americana, e do JAZZ.
São dois ótimos discos, e trazem o excelente cantor BERNARD FOWLER – que acompanha os ROLLING STONES desde 1989, fazendo backing vocals em discos e turnês.
Este é o CHARLIE WATTS eterno: refinado, independente e discreto. Mas que pouca gente conhecia.
Desfrutem!
POSTAGEM ORIGINAL 04/04/2020
DEDICADO A MEU AMIGO @klaus Sveigner
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NIGHT OF THE GUITAR – RESUMO AO VIVO DE COMO SE FAZIA O ROCK NOS ANOS 1970.

Estão todos ali?
Não, claro. Como disse PETE HAYCOCK, exímio guitarrista da CLIMAX BLUES BAND: “Convidamos o RORY GALLAGHER, mas ele não tinha espaço na agenda”.
O “NIGHT OF THE GUITAR” foi um projeto amplo e itinerante, que abrangeu um monte de craques famosos, com exceção talvez de BECK, CLAPTON e PAGE.
Estavam lá ALVIN LEE, LESLIE WEST, STEVE HOWE, ROBBY KRIEGER, ANDY POWELL, TED TURNER, PETE HAYCOCK, STEVE HUNTER, RANDY CALIFORNIA e JAN AKERMAN, entre outros. Todos foram ou vieram nas várias turnês, que rolaram por uns dois anos. De tudo isso, saiu o LONG PLAY duplo do mesmo nome e este CD. Amplos resumos do evento.
O disco foi produzido por MARTIN TURNER, baixista do WISHBONE ASH que, ao vivo, é um show à parte!
O cerne da escolha foi a turma fora do “NWOBHM”, acrônimo para “NEW WAVE OF BRITISH HEAVY METAL”; ou seja, os convidados fizeram sucesso antes do IRON MAIDEN ou do VAN HALEN – este é americano, claro. É, também, elenco bem anterior aos ultra ensaiados e técnicos “ATLETAS da GUITARRA”, no estilo VAI, SATRIANI, MALMSTEEN…
Resumindo, juntou a turma do “HARD – BLUES – ROCK”, e do PROGRESSIVO. Ícones dos anos 1960, 1970, e parte dos 1980. Muito legal! Gente memorável!
Uma “perna da turnê” passou pelo Brasil, em 1988/89, acho.
Eu assisti aos SHOWS com amigos, entre eles o Edison Batistella Jr, o JUNINHO, amigão há décadas. Vimos o WISHBONE ASH, que veio com a formação clássica original; assistimos ao LESLIE WEST; e, também, a JAN AKERMAN – guitarrista do FOCUS. Shows sensacionais!
Aconteceu no falecido PROJETO SP, que era uma “tenda-teatro” (se bem me recordo), no bairro da Barra Funda, aqui em SAMPA.
Havia um bar por lá, e umas trezentas pessoas no auditório.
Foi delirante! Principalmente a performance do “ASH”, craques entrosadíssimos!
No dia anterior ao show fui lá comprar ingressos, e dei de cara com o LESLIE WEST, risonho, baixinho e imensamente gordo: um “botijão de gás peripatético”. No palco é um Ogro gritalhão que toca muito, e põe todo mundo para pular. Inesquecível!
AKERMAN deu show mais contido, algo entre o PROGRESSIVO e a FUSION. Um tanto fora do clima esperado. Mas, em nível do grande “guitar player” que sempre foi.
Recomendo o disco, principalmente o vinil, que é mais completo, e onde há imensa JAM SESSION capitaneada por ALVIN LEE, e com quase todos os participantes. É bem difícil de achar pelaí.
Estar velho tem suas vantagens!
Estive lá, e com muito prazer!
POSTAGEM ORIGIANL 29/03/2020
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GETZ & GILBERTO – VOLUME 1 – VERVE – 1963 STAN GETZ, JOÃO GILBERTO, TOM JOBIM & ASTRUD GILBERTO

A FUSION entre a MPB modernizada pela BOSSA NOVA com o JAZZ, que STAN GETZ representava, nos EUA, viralizou e assolou o mundo feito pandemia.
Não, BOSSA NOVA não é JAZZ; mas SAMBA refinado ao ponto do improviso jazzístico. É LOUNGE sem ser MUZAK; é jovial sem ser barulhenta. A BOSSA NOVA é subgênero espetacular! Veio pra ficar, e permanece.
No Brasil, era música de jovens sofisticados da classe média, principalmente a carioca. Mas quando invadiu os EUA, foi posicionada como POP refinado para consumo de massa.
Que bom para TOM, JOÃO, ASTRUD e aqueles todos que participaram daquela “GLOBALIZAÇÃO DA M.P.B”!
Vamos recordar que a BOSSA NOVA expandiu-se paralela ao surgimento para o sucesso da nova geração do ROCK: BEATLES, ROLLING STONES e outros grupos, como ANIMALS, DAVE CLARK FIVE, etc… Fica bastante claro na TRILHA SONORA rara de um filme para os adolescentes daqueles tempos: “GET YOURSELF A COLLEGE GIRL”. Que além de pôr lado a lado a BOSSA NOVA e o BEAT traz, também, o JIMMY SMITH TRIO, expoente do “SOUL – FUNK – JAZZ” instrumental e dançável. E o repertório escolhido ressalta o lado ensolarado da década de 1960!
Para mais bem localizar o fenômeno, TIO SÉRGIO recorda uma historinha, que foi narrada por RUY CASTRO em “CHEGA DE SAUDADE”, o seu grande livro sobre a BOSSA NOVA.
Vai em minhas palavras:
O LP “GETZ e GILBERTO”, disco seminal na expansão da BOSSA NOVA pelo mundo, lançado no começo dos 1960, virou sucesso internacional contínuo… E deixou tanto STAN, como JOÃO GILBERTO, muito ricos: GETZ adquiriu mansão de 16 quartos nos arredores de NEW YORK. E JOÃO comprou uma COBERTURA na AV. VIEIRA SOUTO, no Rio de Janeiro!
Mas ASTRUD GILBERTO, que no álbum cantou a ‘desconhecida’ GAROTA de IPANEMA, também lançada em SINGLE de sucesso avassalador, recebeu apenas o cachê oficial do Sindicato dos Músicos: $24 dólares!!!!
Tudo muito justo e equânime, como a gente vê. Porém, não chorem por ela! Foi abertura para carreira de sucesso internacional. E a sutil, charmosa e interessante cantora ASTRUD deve ter aproveitado muito.
Quem não tem os CDs de GETZ e os GILBERTOS com o TOM JOBIM será reprovado em música popular!
É obrigatório!
POSTAGEM ORIGINAL: 22/03/2022
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VANILLA FUDGE – WHRE IS MY MIND? – ATCO/ ESOTERIC – BOX SET – 1967/ 1969

Uma ideia genial que precisou apenas de 25 meses para ser consolidada em cinco álbuns de estúdio e um duplo ao vivo!
Trabalho intenso e memorável, com repercussão enorme na História da música popular contemporânea. Muitos🤩🤩 confundirão uma banda que “recriou clássicos e standards ” do POP/ROCK de maneira integralmente original, como uma COVER BAND qualquer. Não é isso.
GEORGE HARRISON carregava o primeiro álbum do VANILLA FUDGE para qualquer festa ou encontro com amigos. Ele achava a versão (recriação?) que fizeram para “ELEANOR RIGBY” obra prima. Eu convido vocês para escutarem, também, “TICKET TO RIDE”, para ficar apenas nos BEATLES!
Eles abriram diversas vezes para um admirador, e foram muito influenciados por ele: JIMI HENDRIX. E KEITH EMERSON, naqueles tempos com THE NICE, e KEITH RELF, dos YARDBIRDS, todos admiravam o VANILLA FUDGE! E observo que MARY WILSON, uma das SUPREMES, adorou a versão de “YOU KEEP ME HANGING ON”, clássico original das moças, na MOTOWN, em 1966.
O criativo tecladista MARK STEIN; o guitarrista VINCE MARTEL, e a magnífica, consagrada e “VERY HEAVY” cozinha do baterista CARMINE APPICE, com o baixista TIM BOGERT, fizeram a gravação em “take único” – que entrou nas paradas quase do mundo inteiro, e reorientou o futuro do ROCK! Ahhh, detalhe fundamental: todos cantavam de maneira proficiente. O que não fica nítido no futuro “BECK, BOGERT & APICCE”, em 1973, porque JEFF BECK nunca soube cantar! E a memória me atiça: saiu no BRASIL, na mesma época, versão imperdível, em italiano, com a ótima I RIBELLI; um decalque explícito do VANILLA FUDGE!
Foi comum batizar grupos musicais com nomes de bichos. Pra começar, THE ANIMALS. E havia os BYRDS, os… BIRDS; depois os SPARROWS, que viraram STEPPENWOLF, e muitos que a cabeça de papel do TIO SÉRGIO se recusa a recordar. Então, os meninos de NEW JERSEY adotaram o nome THE PIDGEONS… ahhh, não vou traduzir…
STEIN estudava piano clássico, mas se ligava no POP. Ganhou um órgão HAMMOND B-3 do pai, e começou a explorar o instrumento. Claro, não como JIMMY SMITH tocava. Mas do jeito que assistira fazer o “italiano” FELIX CAVALIERI, cantor e tecladista dos RASCALS, e grande sucesso naquele momento: um som mais distorcido, encardido, que juntava à sua voz de cantor negro de RHYTHM´N´BLUES, para criar outra simbiose juvenil: o BLUE EYES SOUL!
Para completar a receita, eles gostavam de outra banda emergente daqueles cantos, influenciada pelo “BEAT / R&B, com fermento PSICODÉLICO: THE VAGRANTS. Nos 4 ótimos SINGLES que ouvi atentamente, já havia integração entre órgão e guitarra, soando ao PSICODÉLICO a caminho do PROGRESSIVO. E lá despontava um guitarrista gorducho que virou gordão, muito diferenciado e técnico: LESLEY WEST!
Resumo detalhado, opa: RASCALS + VAGRANTS+STEIN e o resto da banda, resultaram no som do VANILLA FUDGE.
A banda estava integradíssima e tocando suas recriações de hits conhecidos, quando o produtor GEORGE “SHADOW” MORTON, que havia gravado as SHANGRI-LAS, JANES IAN entre vários, os descobriu. E gravou em “TAKE ÚNICO” “YOU KEEP ME HANGING ON”. Nas palavras de ‘CARMINE APPICE”, “foram os 7,30 minutos que mudaram a minha vida”. De fato.
SHADOW levou a gravação para a ATLANTIC RECORDS, e o chefão AHMET ERTGUN adorou e os contratou imediatamente para o selo de vanguarda ATCO. Mas impôs que trocassem o nome para outro mais atualizado. Eles estavam em um clube onde costumavam tocar, quando uma garota de outra banda local veio com “VANILLA FUDGE”: baunilha e chocolate; branco e preto integrados. A música “negra” em comunhão com a “branca”; SOUL+ROCK PESADO + MÚSICA ERUDITA. Um achado! E neste BLEND expandiram o alcance da banda.
Refizeram músicas dos ZOMBIES, SONY & CHER, CURTIS MAYFIELD, COLE PORTER, LEE HAZLEWOOD, DONOVAN. Além de material original. Eles são, também e principalmente, uma banda de ROCK PROGRESSIVO SINFÔNICO. Usam muito bem enxertos de MÚSICA CLÁSSICA em tudo. O resultado é fascinante! Quem não conhecia os originais, achava que as composições eram todas “novas”!
O álbum “THE BEAT GOES ON”, 1968, é um álbum experimental, conceitual e pretencioso: segundo eles, fala sobre a trajetória da música popular por “TRÊS SÉCULOS”, dividido em 4 fases, acomodadas em 12 faixas… Sei lá, confesso que ainda não escutei.
Há muita coisa ainda para eu conferir. Mas gosto bastante das que já conheço.
O VANILLA FUDGE antecede em gravações seus notórios seguidores ou influenciados. O BLUE CHEER, o IRON BUTTERFLY, o STEPPENWOLF e a primeira fase do DEEP PURPLE aconteceram à partir de 1968.
O BOX contém 9 CDS e um livreto simples, informativo e bem escrito, com fotos, etc… Em CDS individuais, estão as duas versões, a MONO e a STEREO, acrescidas de SINGLES, e de algumas faixas bônus. O primeiro álbum, “VANILLA FUDGE”, e o segundo, “THE BEAT GOES ON” – com a capa dupla original -, são ambos de 1967, e saíram nas duas versões. “RENAISSANCE”, 1968; “NEAR THE BEGGINING” e ROCK & ROLL, 1969 ; e os dois volumes ao vivo “LIVE AT FILLMORE WEST”, 1 JANUARY, 1969, são todos gravados em STEREO.
O grupo em sua formação original terminou em 1970. Foram intensos 25 meses. Eles se cruzaram outras vezes. E no início deste século, os quatro voltaram a tocar juntos. Hoje, APPICE, MARTEL e STEIN, e o baixista PETE BREMY continuam levando o VANILLA FUDGE para frente. TIM BOGERT deixou de excursionar em 2010, e faleceu em 2021.
Mesmo sem ter ouvido completamente, TIO SÉRGIO recomenda esse BOX. Os caras foram mais importantes do que se imagina.
POSTAGEM ORIGINAL: 29/03/2025
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FRANK SINATRA: “SONGS FOR YOUNG LOVERS”, 1953 & “SWING EASY”, 1954. CAPITOL, MONO.

DOIS LPS DE 10 POLEGADAS EM UM CD. ENTRE OS MELHORES QUE FRANK GRAVOU. A VOZ EM FORMA, REPERTÓRIO COM BALADAS MAIS SOFISTICADAS E COMPOSITORES COMO RODGERS & HART; OS GERSHWINS, VAN HAUSER… EM RESUMO: PRIMEIRO TIME ENTRE OS CLÁSSICOS DA MÚSICA POPULAR.
QUANDO SINATRA FEZ O DISCO, HAVIA CHEGADO A UM ACORDO COM A “CAPITOL RECORDS”. IMPÔS À GRAVADORA O QUE SE TORNOU UM ESPERTO PADRÃO PARA A ÉPOCA DOS NASCENTES LONG PLAYS: REPERTÓRIO DIFERENCIADO NOS ÁLBUNS, MAS GRAVAR E LANÇAR SINGLES EM QUANTIDADE PARA SEU PÚBLICO MAIS TRADICIONAL E FIEL. A NASCENTE ERA DO ROCK ABUSOU DO CONCEITO. E DEU CERTO: MASSIFICOU ARTISTAS E TENDÊNCIAS
AS GRAVAÇÕES, AQUI EM MONO, REPETINDO OS DISCOS ORIGINAIS DA ÉPOCA, FORAM BEM TRABALHADAS EM 20 BEATS PARA O LANÇAMENTO EM CDS. APROVEITARAM A BOA CAPTAÇÃO, E FIZERAM REMASTERIZAÇÃO TRANSPARENTE E SEM “DIGITALITE”.
É PARA A TURMA QUE CURTE O POP VINTAGE DO MAIOR CANTOR POPULAR DA HISTÓRIA.
NÃO DEIXE DE CONHECER. PENSANDO MELHOR, PROCURE POR AÍ. COLECIONAR FRANK SINATRA É O “MUST” ENTRE OS MELHORES!
POSTAGEM ORIGINAL 20/03/2020
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BOB DYLAN e JOHN MAYALL´S BLUESBREAKERS: HISTÓRIA SENSACIONAL!!!

Nos dias de hoje, ninguém está infenso de ser visto, fotografado e flagrado, por causa do imenso arsenal “pró fuxicos” à disposição de todos; há celulares, fotografias, câmaras de vigilância e o vasto etc… que nos assegura e, ao mesmo tempo nos expõem perante o mundo.
Em outros tempos, certos fatos ou histórias poderiam passar batidos, se não houvessem testemunhas e, mais importante, comprovação do que aconteceu.
TIO SÉRGIO trouxe para vocês historinha verdadeira, comprovada, envolvendo em tempos pretéritos os dois grandes ícones. Ela é significativa para entender que o somos: mulheres e homens profissionais, ou não; mas gente comum. Todos tiramos melecas do nariz, e nem sempre estamos atentos ao “hipotético, ou potencial”, que pode nos surpreender feito avalanche!
HUGH FLINT, bom baterista que esteve no fundamental “JOHN MAYALL featuring ERIC CLAPTON”, lançado em 1965, contou para a revista RECORD COLLECTOR o seguinte fato:
Em meados de maio de 1965, BOB DYLAN estava na Inglaterra com a “entourage”, acompanhado por ALBERT HAMMOND, seu empresário; e TOM WILSON, um mago engenheiro de som que “criou” o FOLK ROCK eletrificando a FOLK MUSIC.
BOB DYLAN era artista ainda não famoso, mas em ascensão; e assistiu na TV INGLESA a uma performance de JOHN MAYALL´S BLUESBREAKERS, e ficou fascinado! Empresários acertaram que MAYALL e banda acompanhariam DYLAN – o que era muito comum com músicos vindos da América. E marcaram uma gravação conjunta.
Em 12 de maio de 1965, foram para o estúdio. ERIC CLAPTON, recém chegado à banda, era o único que “ouvira falar de DYLAN”. MICK FLEETWOOD, FLINT e MAYALL, não sabiam dele. Todos eram do BLUES, e não do FOLK. Mas, trabalho é trabalho, então… BOB DYLAN entrou no estúdio, apresentou-se, e disse para quem estivesse á juntar-se à “festa” com a sua turma … Havia vinhos de montão…
Muito tempo depois, DYLAN entrou no estúdio, e disse: “Vocês me acompanham”… Sentou-se ao piano e começou a tocar… A banda, nem reagiu… Ele reclamou, “e aí, pessoal”? E foi quando HUGH FLINT observou meio ironicamente, que talvez DYLAN nunca tivesse tocado com um GRUPO; e perguntou em que “tom seria”; pediu contagem ( 1,2,3,… ) para todos entrarem no tempo correto … Tudo óbvio. DYLAN disse que não precisava, que bastava acompanhá-lo…. Tentaram; e foi fracasso total. DYLAN interrompeu a sessão furioso, e abandonou tudo…
Bem, mas foi verdade, TIO SÉRGIO? Foi. HUGH FLINT conseguiu e guardou os “TAPES” da gravação. A ironia se consumou rapidamente: entre 15 de junho e 01 de agosto de 1965, DYLAN gravou o clássico absoluto e seminal “HIGHWAY 61 REVISITED”, onde está “LIKE A ROLLING STONE”, pedra fundamental da modernidade, a música que revolucionou a música popular moderna… DYLAN é PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA, jamais esqueçam.
Hoje, todos são fãs de DYLAN, e o “COULSON, McGUINESS & FLINT” lançou, em 1972, um disco todo só com músicas de BOB DYLAN. O MANFRED MANN gravou, na década de 1960, várias composições do bardo, que sempre os considerou a banda que mais bem o representava no POP.
POSTAGEM ORIGINAL: 27/03/2025
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