O QUE É BOM, É BOM! O QUE É RUIM, NÃO PRESTA.

POSTEI DOIS DISCOS DESCONHECIDOS DA MAIORIA: O PRIMEIRO DO ROBERTO CARLOS, “LOUCO POR VOCÊ ” , RUIM A PONTO DO RONALDO BÔSCOLI DIZER PARA ELE DESISTIR DA CARREIRA! MAS, É ITEM DE COLEÇÃO MUNDO AFORA.
EU TENHO UMA EDIÇÃO EM CD FEITA NO PANAMÁ. PRA VOCÊS TEREM UMA IDEIA,…O CARA QUE ME VENDEU TINHA UM PAPAGAIO NO OMBRO BERRANDO “CURRUPACO”, CURRUPACOPAPACO”… PIRATA DO TIETÊ…
O OUTRO CD É DIFERENTE. FOI GRAVADO AO VIVO POR UMA UMA CANTORA QUE ANDA POR AÍ, MAS NÃO ROLOU. O DISCO É PERTO DO ESPETACULAR. TANTO O INSTRUMENTAL COMO A PERFORMANCE DA MOÇA!
NOS ANOS 1990, SILVANA STIEVANO LANÇOU ESTE “POR PURO AMOR”. SHOW EXCELENTE, COM MÚSICAS SENSACIONAIS DE COMPOSITORES NÃO TÃO CONHECIDOS, TALVEZ COM EXCEÇÃO DO PAULINHO DA VIOLA E DE TOM JOBIM. O DISCO AGRADA GERAL PELO BOM GOSTO. É DELICIOSO E RECOMENDO, MESMO SABENDO QUE É DIFÍCIL ENCONTRAR.
MAS, TIO SÉRGIO, O QUE TEM UM DISCO A VER COM O OUTRO? NADA, UÉ! PUBLIQUEI JUNTOS APENAS PARA JUSTIFICAR A MÁXIMA CAIPIRA DO TÍTULO DA POSTAGEM!
POSTAGEM ORIGINAL: 24/08/2017
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SAMBALANÇO TRIO – REENCONTRO – 1965 GRAVAÇÃO ORIGINAL SOM MAIOR – REEDIÇÃO SOM LIVRE – 2005

Estava quieto no escritório tratando de coisas tidas como sérias, quando recebi um Zapp de meu amigo Fábio Dean, dizendo maravilhas sobre esse disco. Principalmente no aspecto técnico.
O Fábio não é exatamente pródigo em elogiar. É bem mais jovem do que eu, mas sabe ouvir música – e muito, muito bem! É incisivo e lógico nos comentários; não tem débitos emocionais com o passado, como eu e o Silvio, o pai dele – meu grande amigo há décadas e interlocutor nessas coisas de música, política, vida…
O Fábio comentou sobre a excelência técnica da edição japonesa, pelo selo BOMBA. Estava impressionado com o PALCO SONORO conseguido em um disco gravado em 1965, pela SOM MAIOR do Brasil! E com a pureza do som e a consistência da arte desenvolvida pelo trio. Discasso!!!
Eu tenho o CD há anos e fui localizar.
A minha edição faz parte dos projetos que CHARLES GAVIN, o baterista dos TITÃS, realizou. Trabalho quase antropológico recuperando gravações originais imprescindíveis da MPB, principalmente da Bossa Nova.
Quem não desfrutou o empenho de CHARLES, perdeu muito. Mas talvez ainda esteja em tempo para buscar pelaí. Um grande acervo de discos excelentes foi relançado, no final dos anos 1990 e início de 2000. Ele fez a curadoria, produziu, recolocou, e cuidou da parte técnica. Reapresentou o passado com o máximo que a tecnologia podia conceder. Há coisas imprescindíveis! Entre os quais, esse disco.
Pois bem, eu perscrutei se a edição japonesa não era a mesma gravação fruto das repescagens de Gavin. Deve ser.
E seja como for… Meninas, meninos e adjacências, eu vi! e ouvi! A edição da SOM LIVRE é formidável! O piano de CESAR CAMARGO MARIANO está perfeitamente mixado em stereo quase natural na caixa esquerda; a bateria de AIRTO MOREIRA está na direita; e, principalmente, o exuberante e impecável baixo de HUMBERTO CLEYBER, surge ao centro, mas de maneira mágica, atrás da bateria. E todos funcionam integrados como poucas vezes ouvi em gravações feitas por aqui! A mágica remixagem foi feita por LUIGI HOFFER, no D.M.S STUDIO, no Rio de Janeiro.
A qualidade geral do som e da remasterização, é de nitidez demolidora. O PALCO SONORO está entre os melhores que ouvi em gravações nacionais. 55 anos depois, a excelente captação original se expôs em ESTADO DA ARTE para ser apreciada!
O repertório é de bom gosto indiscutível “SAMBA-JAZZ” como sempre se soube fazer aqui em PANDEBRAS!!!! ooooooooooPSS!
E com direito de a gente perceber que NANÃ de “MOACIR SANTOS”, têm um quê de TAKE FIVE de “DAVE BRUBECK”…
Encontrem este CD por aí.
É fundamental em qualquer discoteca de gente grande!
POSTAGEM ORIGINAL: 24/08/2020
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GRAVADORA ELENCO 1963/1966; 1969: A PRIMEIRA GRAVADORA BOUTIQUE DO BRASIL

Nós, os colecionadores, somos caçadores e mercadores de ilusões.
Quem olha de fora não tem ideia do que nos fascina. Não sabe do “pré-sal” imenso, recheado por discos esquecidos, ou inviabilizados comercial ou artisticamente por tantos e tontos motivos. Obras formadoras de banquetes culturais que jamais serão repetidos.
Querem exemplo?
Entre os originais lançados pela gravadora ELENCO há um disco de TOM JOBIM, VINÍCIUS DE MORAES e JOÃO GILBERTO chamado “ENCONTRO”. Jamais foi relançado!
Depois da morte dos três é quase impossível que os detentores do espólio permitam ou se interessem. Principalmente na edição original – que é para poucos!
Não vou citar. Mas quase a metade do que foi lançado originalmente sob este selo, nem de longe veio a público novamente. Acreditem: tem ouro puro no Acervo.
A ELENCO foi criada por ALOYSIO DE OLIVEIRA, que entre várias coisas produziu o seminal “CHEGA DE SAUDADES” de JOÃO GILBERTO. Currículo melhor, impossível!
Porém, a origem da gravadora respondeu a duas realidades de mercado. 1) A MPB tradicional, pré BOSSA NOVA, fora ultrapassada e marginalizada; 2) O conceito de BOSSA NOVA, enquanto moda – e não como fora internacionalmente interpretada, espécie particular e simbiótica ao JAZZ , também estava em crise por aqui.
O que tínhamos ou teríamos, então?
Foi quando surgiram os BEATLES, e o POP INTERNACIONAL que desaguaria na JOVEM GUARDA, concorrentes fortes e excludentes do que estava acontecendo.
ALOYSIO sacou a oportunidade surgida para acomodar o melhor da MPB TRADICIONAL, como ARACY DE ALMEIDA e DORIVAL CAYMMI, com os que estavam sendo excluídos das grandes gravadoras, como SYLVIA TELLES, AGOSTINHO DOS SANTOS, e mais os que ainda estavam em atividade e com algum sucesso, TOM JOBIM, ROBERTO MENESCAL, EDU LOBO…
A intenção encoberta era dar uma resposta à ODEON, que o dispensara. E seguir com o melhor na tradição e na vanguarda.
ALOYSIO DE OLIVEIRA criou a ELENCO, em 1963: foi a PRIMEIRA GRAVADORA BOUTIQUE DO BRASIL. E ele a levou até 1966, com 60 LPS lançados!!!!
A história ainda não está completamente explicitada. Mas, como não tinha grana, o empreendimento foi financiado por CELSO FROTA PESSOA, padrasto de TOM JOBIM; e por um dono de vários “NIGHT-CLUBS” no RIO DE JANEIRO de sobrenome RAMOS.
Vingou. Até onde poderia ir, claro…
ALOYSIO um bom aluno, observou GRAVADORAS como a BLUE NOTE e a VERVE, e percebeu que se distinguiam por dois elementos onde os americanos sempre foram craques: MARKETING e e identidade visual, DESIGN. O conceito das capas da ELENCO seguiam as MESMAS CORES, TENDÊNCIAS e DESIGNS.
E ALOYSIO também implantou uma certa similitude na produção dos discos, expondo o que era brasileiro nos artistas, a modernidade que representavam; o que se comunicava muito bem no exterior. Tornou a gravadora parte do contemporâneo.
Em 1968, a ELENCO foi vendida para a PHILIPS, hoje POLYGRAM, que manteve por certo tempo o nome, até desativa-lo de vez, em 1984. Para vocês terem ideia de alguns absurdos! chegaram a gravar discos de cantores como Francisco José, sob o sacrossanto nome ELENCO. Mas, esses não interessam…
Os discos que juntei até hoje, e expus aqui, foram os que saíram em CD mundo afora.
Percebi que o primeiro LONG PLAY do EGBERTO GISMONTI, lançado em 1969, já sob a nova administração, não segue o padrão de cores original. Que pena! Ou seria uma contravenção?
Para mim, não importou. Juntei ao box que eu mesmo fiz, para acondicionar o que der e vier desse “REPASTO CULTURAL ÚNICO e INIGUALÁVEL” ( pronto; cunhei frase brega, antimoderna, mas perfeitamente definidora).
Procurem VINIS e CDS da ELENCO, são colecionáveis até o infinito!
POSTAGEM ORIGINAL: 23/08/2020
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A CURVA TABURELLO DA MODERNIDADE: ENTRE O ROCK PROGRESSIVO, O ERUDITO DE VANGUARDA E O JAZZ FUSION

O JAZZ MODERNO e toda a sua construção sofisticada durante a década de 1950, desembocou na cachoeira letal do FREE JAZZ e, depois, no JAZZ AVANT-GARDE; estilos desconstrutores de melodias. E levaram junto a GRANDE CANÇÃO AMERICANA e seus ícones ELLA, BILLIE, SARAH, DINAH…O esgotamento criativo desses e outros grandes artistas colocou ponto final em uma era.
Pensando melhor, ponto e vírgula; e tudo isso ao mesmo tempo em que o ROCK AND ROLL vinha se consolidando, e quase caiu! Mas firmou-se, a partir de 1962, com BEAT ROCK dos ingleses, criado por artistas como os BEATLES, ROLLING STONES, e vasta e vasta entourage que, imediatamente, o revigorou também na América.
Outro mundo; outras hipóteses, novas desilusões. Em meados dos anos 1960, o que ficara conhecido e rotulado como “JAZZ” entrou em decadência comercial e ameaçou sair de moda…
Há centenas e centenas de discos lançados entre 1965 e 1970, feitos por jazzistas de verdade, que procuraram explorar o terreno do POP, do ROCK e das babas musicais daquele momento; mas com técnica, talento e qualidade.
Não eram exatamente FUSION; estavam, talvez, próximos ao LOUNGE. Mas, haviam deixado de ser JAZZ…Para mais bem redefini-los, quem sabe tenham se tornado uma espécie de “TRANSJAZZASSEXUADO” ( tá siderando, TIO SERGIO? )
Exemplo? WES MONTGOMERY em seu disco “California Dreaming…” E, como ele há incontáveis.
Entretanto, um dos artífices da revolução do moderno JAZZ, o trompetista MILES DAVIS, entrou de cabeça na criação de um híbrido com elementos do POP e a sofisticação experimental do JAZZ MODERNO e do AVANT-GARDE.
MILES, em 1958 fizera “KIND OF BLUE”. A obra definidora, e talvez definitiva, do último refinamento melódico e musical. E propôs “IN A SILENT WAY”, em 1969; e, lançou “BITCHES BREW”, em 1970.
E um reerguimento do conceito de JAZZ deu-se daí em frente: a FUSION.
Não foi nada pacífico. A crítica especializada em JAZZ odiou! Aquilo era ROCK, carimbaram…
Foi, claro, atitude reacionária e saudosista, a meu ver. Afinal, o que se poria no lugar do passado, que se revelara explorado ao extremo? “Exangue” – para usar palavrinha antipática e pedante.
O que seria viável comercialmente e ao mesmo tempo sofisticado?
E foi a grande COLUMBIA RECORDS, que assumiu o risco em larga escala, a ponto de promover e levar ao sucesso uma série de bandas e artistas, que transitaram em diversos níveis nesse lusco-fusco entre o JAZZ, o BLUES e o ROCK.
Que tal o “CHICAGO TRANSIT AUTHORITY”? ‘ELECTRIC FLAG’ e ‘BLOOD SWEAT & TEARS”? Também promoveram a FUSION de MILES DAVIS; a MAHAVSHNU ORCHESTRA, com JOHN McLAUGHLIN; e mais o RETURN TO FOREVER, de CHICK COREA e FLORA PURIN. Investiram no WHEATHER REPORT, de JOE ZAWINULL, WAYNE SHORTER e JACO PASTORIOUS; e em THE FLOCK, de JERRY GOODMAN.
E não deixaram de lado a “FUSION BLUES / PROGRESSIVA” de JEFF BECK, em seus vários momentos. E algum POP ROCK sofisticado, como THE BUCKINGHAMS.
Todos mais ou menos nessa nova linhagem / linguagem sonora, forjaram e garantiram este Universo em transformação.
O enorme nicho desbravado pela COLUMBIA RECORDS seguiu e prosperou em outros visionários.
Na Alemanha, em meados da década de 1970, surgiu e ainda permanece a já lendária gravadora ECM. Eclética simbiose de estilos e propostas que mantêm como norte apenas a alta qualidade dos artistas e obras…
Agora, onde entra o ROCK PROGRESSIVO?
Em tudo, é claro”! do SINFÔNICO AO ELETRÔNICO; das origens do JAZZ ao BLUES expandido, passando pela MÚSICA CLÁSSICA, pelo ERUDITO DE VANGUARDA; por formas sofisticadas de FOLK; e até da MPB!
É conversa para outros bares e outras postagens. Mas, fica a pergunta: o que são realmente bandas como o CREAM, o SOFT MACHINE, o CARAVAN, o GENTLE GIANT, o KING CRIMSON e o PROCOL HARUM? E artistas como FRANK ZAPPA e DAVID SYLVIAN, e quem sabe BJORK?, para ficar em tão poucos.
Respondo: são formas e propostas de FUSIONS variadas, VANGUARDAS e ROCK PROGRESSIVO, tudo junto ao mesmo tempo agora e sempre.
A viagem do JAZZ ao ROCK, do FUSION ao PROGRESSIVO e ao KRAUTROCK bate em “guard-rails”; sofre e causa acidentes.
Uma autêntica e infinita CURVA TAMBURELLO ESTÉTICA superada perigosamente, a cada volta, a cada era, ou proposta estética.
Desafie-se a ousar. Curta muito e verifique!
Ou discorde, quem sabe.
POSTAGEM ORIGINAL: 20/08/2020
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JOHN MAYALL – O MAIS IMPORTANTE E COMPLETO BLUES MAN QUE A INGLATERRA PRODUZIU!

MOVING ON – LIVE – POLYDOR RECORDS , 1973
FOI GRAVADO NO LENDÁRIO WHISKY A GO GO, EM 1973, SE NÃO ME ENGANO. É IMPERDÍVEL PELA CONCENTRAÇÃO DE MÚSICOS DO JAZZ MAIS PRÓXIMOS AO BLUES – ENQUANTO VARIANTE JAZÍSTICA. ARTISTAS EXCEPCIONAIS E SHOW DINÂMICO E DE ALTO NÍVEL TÉCNICO-ARTÍSTICO. VALE A PENA COMPRAR O CD – OU O VINIL !
MAYALL É, ANTES DE TUDO, UM GRANDE BAND LEADER E DESCOBRIDOR DE TALENTOS. E AGE COMO UM HISTORIADOR, QUEM SABE ARQUEÓLOGO, GRAVANDO O BLUES EM TODAS AS VERTENTES POSSÍVEIS.
É, TAMBÉM, COMPOSITOR PROLÍFICO. SUA CARREIRA É PLENA DE MEMÓRIAS E HISTÓRIAS TRANSFORMADAS EM BLUES, COMO SE ESPERA DE UM AUTÊNTICO “BLUESMAN”.
JOHN MAYALL É OUSADO E NÃO SE INTIMIDA COM TOQUES DE VANGUARDA. FREQUENTOU OS MAIS DE “CINQUENTA TONS DO BLUES”. PARA O PRAZER DE TODOS NÓS, E AMPLIANDO A HISTÓRIA DA MÚSICA, SEMPRE GRAVOU COM PROFICIÊNCIA E ARTE. AINDA É UM WORKAHOLIC CONVICTO.
NÃO VOU ESTICAR A CORDA DE MINHA ADMIRAÇÃO POR ELE. MAS, EXISTEM POUCOS ARTISTAS TÃO DEDICADOS E COM OBRA TÃO COMPLETA E ABRANGENTE NO CAMPO DO BLUES E SUAS ADJACÊNCIAS.
OS DISCOS DE JOHN MAYALL & THE BLUESBREAKERS PARA A GRAVADORA DECCA, NOS ANOS 1960, SÃO TODOS DIFERENTES ENTRE SI. FORAM DO SOLO À PROEMINÊNCIA DOS TRÊS SUPER GUITARRISTAS INGLESES QUE LANÇOU AO ESTRELATO, ERIC CLAPTON, PETER GREEN E MICK TAYLOR. FEZ, TAMBÉM, DOIS ÁLBUNS FUNDINDO O BLUES COM O PSICODÉLICO PROGRESSIVO: “BLUES FROM LAUREL CANYON” E “CRUZADE”, ENTRE 1967 e 1968. E GRAVOU DISCOS AO VIVO, E ETC…
TUDO O QUE MAYALL FEZ E FAZ É MUITO BOM E COLECIONÁVEL!
NOS ANOS 1970, MAYALL MUDOU PARA A GRAVADORA POLYDOR E FOI EXPLORAR TERRITÓRIOS PRÓXIMOS AO JAZZ E AO BLUES, SUAS FUSÕES E TRABALHOS SEMI -ACÚSTICOS MEMORÁVEIS. MUITA CRIATIVIDADE!
O DISCO DA FOTO É DESTA FASE: UM SENSACIONAL SHOW AO VIVO GRAVADO COM UMA “ORQUESTRA” – CONCEITO DESENVOLVIDO NOS ANOS 1950, QUE OS GRANDES ´”RHYTHM´N´BLUES MEN” AMERICANOS DESENVOLVERAM. AGREGARAM À BASE ELÉTRICA NAIPE DE METAIS. É O FINO.
OS GRANDES COMO FREDDIE KING, ALBERT KING, ENTRE VÁRIOS, CONSTRUÍRAM “ORQUESTRAS” PARA ACOMPANHÁ-LOS.
QUANDO B.B.KING ESTEVE POR AQUI PELA PRIMEIRA VEZ, EM 1978, FOI ANUNCIADO COMO “THE B.B.KING ORCHESTRA”! EXCEPCIONAIS!!!!
NA DÉCADA DE 1980, MAYALL FOI GRAVAR NA “ABC RECORDS” E MANTEVE ESTA LINHA. MAS COM “SABOR” MAIS ACENTUADAMENTE AMERICANO, SE CONSIGO PROPOR… FICOU DIFERENTE; E É MUITO BOM, TAMBEM. OUTROS TEMPOS E OUTRAS FORMAS.
MUDOU, TAMBÉM, NOS ANOS 1990, RETORNANDO AO FORMATO DE PEQUENO GRUPO, PRIORITARIAMENTE.
NO ATUAL SÉCULO JOHN MAYALL PROSSEGUE ATIVO E SÓLIDO, MAS TALVEZ SEM A CRIATIVIDADE DE ANTES. TAMBÉM PUDERA: ESTÁ COM 89 ANOS!
FOFOCAS NO DECORRER DOS TEMPOS DIZIAM QUE ELE QUE ERA UM GRANDE COLECIONADOR DE REVISTAS PORNÔ. PORÉM, O QUE SE SABE DE VERDADEIRO, E CONFIRMADO, É QUE LUTOU NA GUERRA DA COREIA E INICIOU A CARREIRA NA MÚSICA QUANDO PERTO DOS TRINTA ANOS – O QUE É RARO E PRECIOSO!
E SEMPRE TRABALHOU MUITO E PESADO! ERIC CLAPTON CONTA QUE OS “BLUESBREAKERS” TOCAVAM QUASE TODA NOITE EM CIDADES VARIADAS E A QUILÔMETROS DE DISTÂNCIA. IAN E VOLTAVAM NO MESMO DIA. HAJA VITALIDADE!
JOHN MAYALL SEMPRE FOI TIDO COMO GRANDE PERFORMER AO VIVO. GRAVOU MUITOS DISCOS EM SHOWS VARIAOS. ELE CONTOU, EM ENTREVISTA, QUE NÃO VENDIA MUITOS DISCOS, MAS FEZ, ENTRE OS ANOS 1960 E 2000, CERCA DE 200 CONCERTO AO VIVO POR ANO!!! MUITA SAÚDE, TALENTO E BOA VONTADE!
EU O ASSISTI AO VIVO, EM SÃO PAULO, NO INÍCIO DOS ANOS 1980. ELE É FANTÁSTICO, NO PALCO! ENERGIA ESCORRENDO PELOS POROS. FEZ SHOW COM MAIS DE DUAS HORAS, E RETORNOU PARA AJUDAR A DESMONTAR OS INSTRUMENTOS E DAR AUTÓGRAFOS!!!!!!!! EU TENHO O MEU!!! MÚSICO E QUASE ATLETA.
SEI LÁ EXATAMENTE QUANTOS DISCOS E DVDS POSSUO DELE. ESTÃO PERTO DE SESSENTA E AINDA FALTAM. E, RECENTEMENTE, LANÇOU UM DUPER BOX COM 35 CDS ABRANGENDO AS FASES NAS GRAVADORAS “DECCA E “POLYDOR”, HOJE CONTROLADAS PELA “UNIVERSAL MUSIC”. INFELIZMENTE, É CARO DEMAIS PARA MIM!
AFIRMO QUE JOHN MAYALL É MAIOR E MAIS IMPORTANTE QUE A PRÓPRIA FAMA; E CERTAMENTE SE MANTERÁ RECONHECIDO E FESTEJADO NO FUTURO. SOU FÃ HÁ MAIS DE 50 ANOS E VOU CONTINUAR.
PROCUREM DISCOS, QUALQUER DISCO, DESSE GRANDE MAESTRO DO BLUES! O MAIS IMPORTANTE BLUESMAN QUE A INGLATERRA PRODUZIU.
PODEM COMEÇAR POR ESTE AQUI!
POSTAGEM ORIGINAL: 21/08/2018
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JOHN MAYALL – LIVE 1964/1972 – “DERAM” & “POLYDOR” RECORDS

“JOHN MAYALL” É O MAIS IMPORTANTE E COMPLETO ‘BLUESMAN” QUE A INGLATERRA PRODUZIU!
SEU INTERESSE, CONHECIMENTO E A QUANTIDADE VASTA DE PERSPECTIVAS, ESTILOS E FRONTEIRAS QUE EXPLOROU, E GRAVOU, ENTRE O BLUES, O JAZZ E O ROCK, PODE SER CONSIDERADA ÚNICA, HISTÓRICA.
HÁ POUCOS ARTISTA, EM QUALQUER ÉPOCA, QUE TENHAM CRIADO UM LEGADO TÃO ENCICLOPÉDICO, PESSOAL E SIGNIFICATIVO. DESSE PONTO DE VISTA, ELE ESTÁ AO LADO DE “MILES DAVIS”, “DAVID BOWIE”, “CAETANO VELOSO” E “PAUL McCARTNEY”.
JOHN MAYALL É UM GÊNIO? CERTAMENTE É! SEU VOCAL É LIMITADO, ALGO CHATO E MUITAS VEZES NÃO DÁ CONTA DO RECADO. TALVEZ LEMBRE UM POUCO O TIMBRE DE “BOBBY BLUE BLAND”.
PORÉM, É UM NOTÓRIO SUPERDOTADO: É OUSADO E ACERTIVO, E WORKAHOLIC CONVICTO, ATÉ HOJE, AOS QUASE 90 ANOS!
MAYALL É, ANTES DE TUDO, UM GRANDE BAND LEADER E DESCOBRIDOR DE TALENTOS. ABRE ESPAÇO AOS MAIS JOVENS E AOS COMPETENTES, EM GERAL. CRESCE JUNTO E ATRAVÉS DOS TALENTOS QUE PRESTIGIA.
ELE TAMBÉM AGE COMO UM HISTORIADOR, QUEM SABE ARQUEÓLOGO.
POR SER COMPOSITOR PROLÍFICO, TEM CARREIRA PLENA DE MEMÓRIAS E HISTÓRIAS TRANSFORMADAS EM BLUES, COMO SE ESPERA DE UM AUTÊNTICO “BLUESMAN”. EM LEITURA LIVRE, SUA TRAJETÓRIA DE VIDA, EXPERIÊNCIAS E LONGEVIDADE, POSSIBILITAM ANALISA-LO SOB PERSPECTIVA SOCIOLÓGICA.
TALVEZ?
OS DISCOS DE “JOHN MAYALL & THE BLUESBREAKERS” PARA A GRAVADORA DECCA, NOS ANOS 1960, SÃO TODOS DIFERENTES ENTRE SI. VÃO DO SOLO À PROEMINÊNCIA DOS TRÊS SUPER GUITARRISTAS INGLESES QUE LANÇOU AO ESTRELATO, “ERIC CLAPTON”, “PETER GREEN” E “MICK TAYLOR”.
O PRIMEIRO QUE FEZ PARA A “DERAM”, EM 1964, “JOHN MAYALL PLAYS JOHN MAYALL”, FOI TOTALMENTE GRAVADO AO VIVO EM UM DOS “CLUBES TEMPLO” DA INGLATERRA, O “KLOOK´S KLEEK. É O BLUES/R&B TÍPICO DA ÉPOCA, COMO OS FEITOS PELOS “ANIMALS”, “ROLLING STONES”, “YARDBIRDS” E TANTOS MAIS. ESTÁ LÁ “JOHN McVIE”, BAIXISTA, DEPOIS FAMOSO NO “FLEETWOOD MC”.
OBSERVEM, TAMBÉM, O “PRIMAL SOLOS”, COM PERFORMANCES, NA DÉCADA DE 1960 DE “ERIC CLAPTON”, “MICK TAYLOR” E ATÉ “JACK BRUCE”!
“MAYALL” NUNCA SE INTIMIDOU COM TOQUES DE VANGUARDA. FREQUENTOU OS MAIS DE “CINQUENTA TONS DO BLUES”, PARA O PRAZER DE TODOS NÓS, AMPLIANDO A HISTÓRIA DA MÚSICA EM DOIS ÁLBUNS “FUNDINDO O BLUES COM O ROCK PSICODÉLICO PROGRESSIVO”: “BLUES FROM LAUREL CANYON” E “CRUZADE”, ENTRE 1967 e 1968.
HÁ DISCOS AO VIVO DESTA FASE NA FOTO, COMO “THE DIARY OF A BAND, VOL. 1 E 2”, 1967/1968. ELE VEM COM “MICK TAYLOR”, NA GUITARRA E OUTROS COBRAS INGLESES.
“JOHN MAYALL” FEZ VÁRIOS E DIFERENCIADOS SHOWS AO VIVO, A PARTIR DE 1969, QUANDO MUDOU PARA A GRAVADORA “POLYDOR”; FICOU POR LÁ ATÉ 1975.
O PRIMEIRO DISCO DELES É O HISTÓRICO E DEFINIDOR “THE TURNING POINT”. FOI GRAVADO NO FILLMORE EAST, EM NOVA YORK, EM JULHO DE 1969. É TOTALMENTE ACÚSTICO, E TRAZ GRANDE NOVIDADE: NÃO HÁ BATERIA! “JON MARK”, GUITARRA; “STEVE THOMPSON”, BAIXO; “JOHNNY ALMOND”, SOPROS, JUNTARAM-SE A ‘MAYALL”, QUE FEZ O VOCAL E TOCOU HARMÔNICA.
É DISCO FUNDAMENTAL DAQUELES TEMPOS. E PODERIA TER SIDO FEITO, TALVEZ UNS TRINTA ANOS DEPOIS, PARA A “M TV”!!!! IMPERDÍVEL!
NESTA NOVA FASE, “MAYALL” FOI EXPLORAR OUTROS TERRITÓRIOS PRÓXIMOS AO JAZZ E AO BLUES. PERSISTIU EM FUSÕES E BUSCA DE ORIGINALIDADE. E ALÉM DO SEMI – ACÚSTICO MEMORÁVEL, CRIOU MAIS DOIS ÁLBUNS SENSACIONAIS; E GRAVADOS AO VIVO COM “ORQUESTRA”:
HÁ O ESPETACULAR “JAZZ BLUES FUSION”, DE 1971; SHOW COALHADO DE CRAQUES AMERICANOS PRÓXIMOS AO JAZZ, COMO O TROMPETISTA “BLUE MITCHELL” E O GUITARRISTA “FREDDY ROBINSON”, ENTRE VÁRIOS.
E O MEU PREDILETO ENTRE TODOS: O SHOW NO LENDÁRIO “WHISKY A GO GO”, EM 1972. “MOVING ON” É IMPRESCINDÍVEL PELA CONCENTRAÇÃO DE MÚSICOS DO “JAZZ” MAIS PRÓXIMOS AO BLUES, ENQUANTO VARIANTE JAZÍSTICA. O SHOW É DINÂMICO, E DE ALTO NÍVEL TÉCNICO-ARTÍSTICO. E COM DIREITO A PERFORMANCE À PARTE DE “LARRY TAYLOR”, UM DOS MELHORES BAIXISTAS DA HISTÓRIA. VALE A PENA COMPRAR O CD – OU O VINIL !
É INTERESSENTE NOTAR QUE ESTE CONCEITO “ESPECÍFICO DE ORQUESTRA”, FOI DESENVOLVIDO NOS ANOS 1950, PELOS GRANDES “RHYTHM´N´BLUES MEN” AMERICANOS. QUER DIZER: AGREGARAM À BASE RITMICA E À GUITARRA E BAIXO ELÉTRICOS, O NAIPE DE METAIS. É O FINO! DELES EXPANDIU-SE, TAMBÉM, OS ARRANJOS PARA A SOUL MUSIC, NA DÉCADA SEGUINTE.
GRANDES”BLUESMEN” COMO FREDDIE KING E ALBERT KING, CONSTRUÍRAM “ORQUESTRAS” PARA ACOMPANHÁ-LOS.
QUANDO “B.B.KING” ESTEVE NO PELA PRIMEIRA VEZ, EM 1978, FOI ANUNCIADO COMO “THE B.B.KING ORCHESTRA”!
EXCEPCIONAIS!!
EM 1975, MAYALL FOI GRAVAR NA “ABC RECORDS” E SEGUIU ESTA LINHA, PORÉM COM “SABOR” MAIS “ACENTUADAMENTE AMERICANO”, SE CONSIGO PROPOR… FICOU DIFERENTE; E É MUITO BOM, TAMBÉM. NOVOS TEMPOS E OUTROS MODOS….
ELE MUDOU, TAMBÉM, NOS ANOS 1990, RETORNANDO AO FORMATO DE PEQUENOS GRUPOS, PRIORITARIAMENTE. “CUSTO CUSTA”, PARA SER… MAIS PRECISO. MAS, É ASSUNTO PARA OUTRAS RESENHAS. HÁ POR AÍ TALVEZ UNS 40 DISCOS PARA OUVIR, E COMENTAR… O CARA É PROLIFICO!
NO ATUAL SÉCULO, JOHN MAYALL PROSSEGUE ATIVO E SÓLIDO, MAS TALVEZ SEM A CRIATIVIDADE DE ANTES. TAMBÉM PUDERA: ESTÁ COM 89 ANOS! E, RECENTEMENTE, DESMAIOU NO PALCO; ESTÁ BEM, E NÃO DÁ SINAL DE QUE VAI PARAR…
SEI LÁ EXATAMENTE QUANTOS DISCOS E DVDS POSSUO DELE. ESTÃO PERTO DE SESSENTA E AINDA FALTAM…RECENTEMENTE FOI LANÇADO UM SUPER BOX, COM 35 CDS, LIVRO, ETC…ABRANGENDO “SÓ” AS FASES NAS GRAVADORAS “DECCA E “POLYDOR”, CONTROLADAS PELA “UNIVERSAL MUSIC”.
É CARO DEMAIS PARA MIM!
FOFOCAS NO DECORRER DOS TEMPOS DIZIAM QUE “JOHN MAYALL” ERA UM GRANDE COLECIONADOR DE REVISTAS PORNOGRÁFICAS; PORÉM, O QUE SE SABE DE VERDADEIRO, CONFIRMADO, É QUE LUTOU NA GUERRA DA COREIA, E INICIOU A CARREIRA NA MÚSICA QUANDO PERTO DOS TRINTA ANOS – O QUE É RARO E PRECIOSO!
“MAYALL” SEMPRE TRABALHOU MUITO E PESADO! “ERIC CLAPTON” CONTA QUE OS “BLUESBREAKERS” TOCAVAM QUASE TODA NOITE EM CIDADES VARIADAS E A QUILÔMETROS DE DISTÂNCIA. IAM E VOLTAVAM NA MESMA NOITE. E, DURANTE O DIA, ELE POR MUITO TEMPO TRABALHOU COMO DESIGNER GRÁFICO…
HAJA VITALIDADE!
JOHN MAYALL SEMPRE FOI TIDO COMO GRANDE PERFORMER AO VIVO. GRAVOU MUITOS OUTROS DISCOS, E HÁ “TAPES” E DVDS COM SHOWS VARIADOS. CERTA VEZ, CONTOU QUE NÃO VENDIA MUITOS DISCOS; MAS FEZ, ENTRE OS ANOS 1960 E 2000, CERCA DE 200 CONCERTOS AO VIVO POR ANO!!! MUITA SAÚDE, TALENTO E BOA VONTADE!
ESPERO QUE ESTEJA RICO; ELE MERECE.
EU O ASSISTI AO VIVO, EM SÃO PAULO, NO INÍCIO DE 1980. É UM ARTISTA FANTÁSTICO, NO PALCO! ELETRICIDADE VAZANDO PELOS POROS. FEZ SHOW POR MAIS DE DUAS HORAS, E RETORNOU PARA AJUDAR A DESMONTAR OS INSTRUMENTOS.
ELE E BANDA VOLTARAM E DERAM AUTÓGRAFOS PARA QUEM PEDIU!!!!!!!! EU TENHO O MEU!!! É MÚSICO HISTÓRICO E QUASE ATLETA!
EM 2005, ELE RECEBEU A COMENDA DA ORDEM DO IMPÉRIO BRITÂNICO, COMO “PAUL McCARTNEY’, “GARY BROOKER’, “ELTON JOHN”, ‘CLAPTON’ E TANTOS MAIS. E MERECIDAMENTE!
EU AFIRMO QUE JOHN MAYALL É MAIOR E MAIS IMPORTANTE QUE A PRÓPRIA FAMA. SOU FÃ E COLECIONADOR HÁ MAIS DE 50 ANOS E VOU CONTINUAR.
ELE CERTAMENTE SE MANTERÁ RECONHECIDO E FESTEJADO NO FUTURO.
NÃO PERCAM! PERCAM-SE NOS DISCOS DELE!
POSTAGEM ORIGINAL: 21/08/2022
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U-2, R.E.M , e THE SMITHS: A CONSOLIDAÇÃO DO NOVO ROCK DOS ANOS 1980, E AS BASES PARA O ROCK ALTERNATIVO

Minha cronologia histórica para definir períodos do ROCK é um tanto diferente do que se vê por aí. Talvez seja pessoal demais e inadequada. E, claro, estilos e gêneros permanecem além das modas e modismos. E se acumulam, confundem, e misturam, enquanto a vida e os tempos seguem… Vou narrar minha perspectiva:
A música jovem rebelde dos anos 1950, o ROCK AND ROLL clássico, começou a tomar forma mais ou menos em 1948, e foi para o segundo plano em 1961.
Os anos 1960 e seu ROCK prototípico (o que é que é isso, TIO SÉRGIO!!!! ), o BEAT, começaram em 1962, e se transformaram por volta de 1966/1967; período em que os elementos definidores da sonoridade dos anos 1970 começaram a tomar corpo. A PSICODELIA, o ROCK PROGRESSIVO, mais o HARD ROCK e o HEAVEY METAL…, entraram em cena pleiteando a eternidade.
E seguiram até 1975/1976, quando iniciou-se, de fato, a música preponderante nos 1980; com o advento do PUNK e da variedade imensa de sonoridades surgidas com o ROCK ALTERNATIVO. Esse talvez tenha sido o período mais longo até então, gerando metamorfoses e alguns
flertes com o passado. Por volta de 1990, o GRUNGE e o BRIT POP ditaram estilo e, ao mesmo tempo, ajudaram a consolidar a já estabelecida tendência do ROCK ALTERNATIVO.
Entenderam? Hummm… talvez o correto seja dizer: me entenderam? ; quem sabe!
É um favor não cobrarem a imensidão de tendências que conviveram ou sobreviveram ao longo dos tempos, transformando o ROCK PROGRESSIVO, o HEAVY METAL e o HARD ROCK. E nem ouso citar e as mil faces e formas da MÚSICA NEGRA – o HIP-HOP incluído. porque configuram outros assuntos, requerem doses acima do que a minha insanidade, conhecimentos e curiosidade comportam.
Enfim; é uma a tese que esbocei…
THE SMITHS, U-2, e R.E.M são claramente as bandas que expuseram o novo ROCK surgido nos anos 1980. Então, vamos com alguma sociologia musical…
Os mais jovens, que por aqueles tempos ainda não existiam, talvez não saibam o impacto cultural que teve o surgimento dos SMITHS, em 1982 e nos anos subsequentes. Aqui, no Brasil, o lançamento de seus discos foi reivindicado quase aos berros pela crítica especializada!
Havia jornalismo de música informado sobre a modernidade, né@Fernando Naporano? Mas, em completo descompasso com a soviética sonolência das gravadoras nacionais.
A discografia, quase toda importada, e as poucas lojas ou espaços para essa nova música eram reduzidíssimos! Com a palavra@Rene Ferrie@Luiz CalancaAyrton Mugnaini Jr., viventes não burocráticos naquela era…
Os SMITHS, na minha opinião, fundiram e modernizaram o ROCKABILLY dos anos 1950, com o timbre de voz algo ROY ORBISON, de MORRISSEY. Aliás, figura emblemática da liberação gay. Ele é fã de cantoras POP como DUSTY SPRINGFIELD, CILLA BLACK, etc.
Os SMITHS duraram 5 anos com muito sucesso. JOHNNY MARR e MORRISSEY continuam por aí atuantes e significativos.
O R.E.M. é tido como a banda fundadora do ROCK ALTERNATIVO, coisa de rádios universitárias americanas e de gente insatisfeita com a mesmice, que excluía do cardápio VELVET UNDERGROUND, STOOGES, NEW YORK DOLLS, PATTY SMITH, e os macacos travessos de sempre.
Eles criaram sonoridade muito americana, emulando BYRDS, FOLK, COUNTRY e, claro, o PUNK; no fundo do poço de bandas como MINUTEMAN, BLACK FLAG e outros soberbos desconhecidos.
Como quase todos sabem, saíram do underground para o proscênio na esteira dessa nova onda. Fazer letras algo indecifráveis e com ares intelectuais, também ajudou. Para fins de necrológio, viveram entre 1980 e 2011. Para o meu gosto, a sonoridade americana demais é algo entediante. Mas vale; eles são fundamentais!
A mais bem sucedida banda pós anos 1970, e ligada diretamente ao som dos anos 1980 é o U-2. Mestres na administração de expectativas, lançaram comparativamente poucos discos, uns 22, em mais ou menos 43 anos de carreira.
Bons de palco e produção; e simultaneamente reincidentes ao som básico que sempre fizeram; mas inovadores,”up to date”, ao tempo de cada disco que lançou, o U2 é o maior fenômeno de massa provindo do que se poderia considerar ROCK ALTERNATIVO.
São mais de 170 milhões de discos vendidos, diversas coletâneas de singles e sucessos, shows ao vivo mundo afora; continua sendo referência de estilo nesses tempos de muito pouca mudança sonora. O U2 é a banda irlandesa de maior sucesso em todos os tempos!
Vocês dirão com certeza ao menos duas coisas:
A primeira delas, é que não comentei discos. E não mesmo! Dos três grupos, o único álbum de série que em mim causou alguma surpresa foi o “UNFORGETABLE FIRE”, 1984, do U-2 que, acho esteticamente o mais bem sucedido da carreira deles. Claro, devo estar defasado; aliás, com toda a certeza.
Gosto, evidentemente, de um monte de singles dos 3 grupos, mas não a ponto de comprar além do que mantive.
Mas, tio Sérgio! Nem uma fotinho de disco dos R.E.M?
Pois, é! Tive o “FABLES OF RECONSTRUCTION” e, talvez, alguma coletânea. Gravei, vendi tudo e comprei discos de JAZZ.
Não me fazem muita falta… Mesmo que, de tempos em tempos, pinte algum arrependimento.
Mas, não façam o que eu fiz!
POSTAGEM ORIGINAL: 14/08/2020
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BLUES PROJECT – LIVE AT THE CAFÉ A GO GO – VERVE FOLKWAYS 1966, E OUTROS DISCOS MEMORÁVEIS.

BLUES PROJECT foi banda semiobscura fora de certas rodas. É FOLK-BLUES-ROCK na veia, e ao velho estilo. E LIVE AT CAFÉ AU GO GO é um CULT – CLÁSSICO IMPRESCINDÍVEL, lançado em 1966. E, por caminhos que só DEUS sabe, também foi lançado no BRASIL!
Meninos e meninas, se vocês querem sentir o que uma banda legal fazia ao vivo, em meados dos anos 1960, e em local pequeno – umas 400 pessoas -, então esse é o disco!
Conhecidos por comparativamente poucos, tornaram-se item de colecionadores e memória afetiva dos ROCKERS e, principalmente, de quem gosta de BLUES.
E TIO SÉRGIO gosta!
Americanos de Nova York e, para o contexto, é interessante notar que são todos descendentes de judeus. E tocavam muito! A história firma que iniciaram carreira no “CAFE AU GO GO”, boate-clube de Nova York e, três meses depois, a casa ficava entupida de gente para vê-los!
Banda com seis membros, incluído o vocalista TOMMY FLANDERS, que participou apenas de umas faixas desse LP; revelou três músicos excelentes, que fizeram carreira: DANNY KALB, guitarrista excepcional, um tanto minimalista e imensamente BLUESY; STEVE KATZ, também guitarra, e cantor de voz lindíssima; e um dos fundadores do BLOOD SWEAT & TEARS, grupo de JAZZ ROCK primordial, com outro membro dos BLUES PROJECT:
AL KOOPER, tecladista e produtor histórico, participou em discos de BOB DYLAN (em “Like a Rolling Stone” é dele o solo de órgão).
Esteve, também, com HENDRIX e outros diversos vários. E, descobriu e produziu o LYNYRD SKYNYRD, onde participou em faixas como “Sweet Home Alabama” e “Free Bird”.
AL KOOPER é grande o suficiente para não ser ignorado! É “Dr. HONORIS CAUSA” em música pela BERKELEE SCHOOL!
“LIVE AT CAFE A GO-GO” é disco sensacional! Navega entre o FOLK, o ROCK e o BLUES; mescla o elétrico e o acústico, tem performances individuais de tirar o fôlego.
Você não ouvirá versão de “SPOONFUL” melhor do que esta aqui! E vai cair em dois pés (claro, quem escuta esses caras não é quadrúpede!!!!rsrsr ) com “THE WAY MY BABY WALKS”; “BACK DOOR MAN” ; “WHO DO YOU LOVE” e as treze restantes…
BLUES PROJECT gravou outros discos excelentes, como PROJECTION, o segundo, em 1967. E outros aqui postados, inclusive a excelente coletânea dupla.
ANDY KULBERG, baixista e flautista; e ROY BLUMENFELD baterista, também na formação original do BLUES PROJECT, formaram em 1969, o SEATRAIN. O grupo forjou interessante simbiose “FUSION” de FOLK, BLUES e ROCK PROGRESSIVO. E foram produzidos por GEORGE MARTIN – ahhhh, vocês sabem quem é!
Meninos e meninas, moços e moças e velharada geral inclusa: quem não tem BLUES PROJECT na discoteca não passa de ano em ROCK’N’ROLL!!!!
Tentem!
POSTAGEM ORIGINAL:16/08/2023
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HÉLÈNE GRIMAUD, PIANO: WARNER RECORDINGS – ERATO – 1995/2001 – 6 CDS BOX SET. VÁRIOS COMPOSITORES E MAESTROS

HÉLÈNE GRIMAUD, PIANO / NITIN SAWHNEY, ELETRÔNICA: WATER TRANSITIONS – DEUTSCHE GRAMMOPHON, 2016
CERTA MADRUGADA, ANOS ATRÁS DEPAREI-ME, NO CANAL 648 DA NET, COM O RECITAL DE “HÉLÈNE: E :SAWHNEY” CHAMADO “FOREST & BEYOND”. A PERFORMACE FOI BASEADA NO DISCO “WATER”, E REALUZADA EM UM DOS MAIS MODERNOS TEATROS PARA CONCERTOS DA ATUALIDADE: O ESPETACULAR, DO PONTO DE VISTA TÉCNICO E ARQUITETÔNICO, “ELB-PHILARMONIE HALL”, EM HAMBURGO, ALEMANHA.
NÃO FUI DORMIR…
“HÉLÈNE GRIMAUD” É UMA GÊNIO EXPLÍCITA; E ARROJADA EM SUAS IDEIAS. DIZEM DELA QUE ATÉ QUANDO ERRA O RESULTADO É “INTERESSANTE”; E, MUITAS VEZES, MAGNÍFICO! FRANCESA, HÉLÈNE É FORMADA NO CONSERVATÓRIO DE PARIS, E TEM CARREIRA DE SUCESSO HÁ QUASE QUATRO DÉCADAS. ELA JÁ TOCOU POR AQUI.
HÉLÈNE JÁ TOCOU POR AQUI. TEM 58 ANOS E, ALÉM DE TALENTOSA, É MUITO BONITA!
GRAVOU – POR ENQUANTO – MAIS DE 40 ÁLBUNS PARA O ÁPICE ARTÍSTICO DO MUNDO ERUDITO, COMO A “DEUTSCHE GRAMMOPHON”, “DENON” E “TELDEC”.
SEU REPERTÓRIO E INTERESSE VÃO DE “GERSHWIN A PHILLIP GLASS”; E FEZ VÔOS POR “BACH, LISZT, DEBUSSY, BARTÓK E BOULEZ.
NESTE MAGNÍFICO BOX COLIGINDO GRAVAÇÕES FEITAS NA “ERATO”, ELA EXECUTA PEÇAS DE PIANO SOLO, OU ACOMPANHADA POR DIVERSOS MAESTROS E ORQUESTRAS. HÉLÉNE GRIMAUD VIAJA POR RACHMANINOFF, BEETHOVEN, BRAHMS, SCHUMANN, STRAUSS, GERSHWIN SIDERANDO EM BARTOK”.
A MOÇA DE “OLHOS DE LEOA” JÁ FOI REGIDA POR “KURT MAAZUR”, “CLAUDIO ABBADO”, “VLADIMIR ASHKENAZY”, “DAVID ZINMAN”, “KURT SANDERLING”, “DANIEL BAREMBOIM”; E GENTE NO MESMO NIVEL, EM CONCERTOS MUNDO AFORA, ONDE FOI A SOLISTA.
A PROFICIÊNCIA E ECLETISMO DE HÉLÈNE GRIMAUD SÃO IMPRESSIONANTES!DESENVOLVEU DEDILHADO SUAVE, NÃO AGRESSIVO, LEVE COMO SUA APARÊNCIA QUASE ANGELICAL.
NAS HORAS VAGAS, ( EXISTIRIAM? ) HÉLÈNE GRIMAUD ADMINISTRA UMA FUNDAÇÃO PARA PRESERVAR OS LOBOS E SEUS HABITATS. OS “PETS” DISCREPAM DE SUA PIANÍSTICA… ENIGMAS NA EXISTÊNCIA DE UMA SUPERDOTADA…
O CD “WATER” É UM ASSOMBRO CRIATIVO. HÉLÈNE MESCLA OBRA DO COMPOSITOR DE MÚSICA ELETRÔNICA E ARREDORES, “NITIN SAWHNEY”, “WATER – TRANSITION de 1 a 7”, COM A PIANÍSTICA DE “BERIO”; “TAKEMITSU”; “FAURÉ”; “RAVEL”; “ALBENIZ”;”LIZT”; “JANACEK” E “DEBUSSI”, O RESULTADO É IMPERDÍVEL; QUASE POP, INUSITADO?!?!
HÉLÈNE FAZ-ME LEMBRAR UMA HISTORINHA: NO DIA DA POSSE PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA, “FLORESTAN FERNANDES”, O GRANDE SOCIÓLOGO, MESTRE E ORIENTADOR DE “FERNANDO HENRIQUE CARDOSO”, DISSE NO OUVIDO DELE: “EU NÃO CRIO GATOS; CRIO TIGRES”!!!
HÉLÈNE, BELA E FERA, FAZ GRANDE MÚSICA E LITERALMENTE CRIA LOBOS!!!
NÃO PERCAM!
POSTAGEM ORIGINAL:16/08/2023
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OS PRIMEIROS ÁLBUNS CONCEITUAIS DA HISTÓRIA?

A revista “RECORD COLLECTOR” no mês de julho de 2017, pinçou o que teriam sido os dois primeiros discos conceituais da história:
Esqueçam MOODY BLUES, “DAYS OF FUTURE PASSED”, 1967; ou THE WHO, “TOMMY”, 1969; ou álbum clássico dos PRETTY THINGS, “S.F.SORROW”; e mesmo SARGENT PEPPERS LONELY HEARTS CLUB BAND, dos… ahh, vocês sabem de quem…
O papo é reto; o primeiro foi:
1) MANHATTHAN TOWER, criado pelo maestro e arranjador GORDON JENKINS, que trabalhou com nata musical do JAZZ e do POP desde a década de 1940 até os 1970. Foi lançado pela DECCA RECORDS, em 1946, em um álbum duplo com dois 78 discos de rotações.
Um tema em cada lado, sobre a vida em um bloco de aptos em Nova York: tem jazz, narrações, barulhos de carros, buzinas e declamações. tudo compondo uma suíte musical integrada. É um disco conceitual, sem dúvidas! E muito interessante e inovador. Tio Sérgio tem em CD, para gáudio de si mesmo, e para desfilar pimpão para os amigos. HUM…..
Com o lançamento dos Long Plays, em 1948, a obra foi posta neste novo formato, muito mais adequado para proposta como esta.
2) CALIFORNIA SUITE, foi composta e gravada por MEL TORMÉ, em 1949; e retomou a proposta de JENKINS já dentro da nova tecnologia. Ele cantou sobre a CALIFÓRNIA e suas modernidades . O som é considerado POP , antecipando de alguma forma o que aconteceria uns 18 anos mais tarde.
O passado é imprescindível para entendermos o presente . E desconfiarmos, sempre, que se recria muito mais do que realmente se cria.
É Tema para infinitas discussões.
Procurem pelaí nos YOUTUBES!
POSTAGEM ORIGINAL: 16/08/2017
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