CHARLIE PARKER RECORDS – THE COMPLETE COLLECTION – 30 CDS – BOX SET – 2018

GRAVADORA BOUTIQUE CRIADA POR DORIS, A VIÚVA DO PRÓPRIO “CHARLES CHRISTOPHER PARKER JR.”, SIM, ELE MESMO, PARA COLETAR OS BOOTLEGS – PASMEM! – QUE PASSARAM A CIRCULAR DEPOIS QUE CHARLIE MORREU, EM DECORRÊNCIA DAS DROGAS, EM 1955.
CHARLIE PARKER FOI ESTILISTA NOTÁVEL E DIFERENCIADO. DEIXOU SEGUIDORES E INSPIROU GERAÇÕES DESDE 1950, QUANDO OS INCRÍVEIS SOLOS PASSARAM A SER TRANSCRITOS E COPIADOS; E DERAM FORÇA AO MITO QUE PARKER SE TORNOU .
ESSE RARO E FANTÁSTICO BOX COLIGE AS GRAVAÇÕES QUE RENDERAM OS VÁRIOS DISCOS AQUI PRESERVADOS. FORAM MAIS DE 50, ENTRE LPS , SINGLES, E ETC… TODOS REUNIDOS NOS 30 CDS!
HÁ, TAMBÉM, LIVRETO BEM PESQUISADO, COM FOTOS DAS CAPAS, E A “ESCALAÇÃO DE CADA TIME” QUE “JOGOU”. MAS O TEXTO É ALGO RESTRITO. É PROVÁVEL QUE TENHA SIDO IMPOSSÍVEL IR ALÉM.
O ELENCO É ESTELAR! ALÉM DAS GRAVAÇÕES DE PARKER, HÁ OUTROS ARTISTAS. ENTRE ELES, “CECIL PAYNE”, “DUKE JORDAN”, “ART PEPER”, “MILES DAVIS”, “YUSEF LATEEF” E “LESTER YOUNG”. TODOS FIZERAM DISCOS POR POR LÁ, ENTRE 1961 E 1965, O PERÍODO EM QUE A GRAVADORA OPEROU. ELES OCUPAM OS 14 PRIMEIROS CDS DO BOX.
OS 16 DISCOS RESTANTES, SÃO REGISTROS AO VIVO DO PRÓPRIO PARKER, RECUPERADOS E PRESERVADOS AQUI. É FESTA IMPERDÍVEL PARA OUVIDOS, OLHOS E A MENTE! UM ASSOMBRO EM ARQUEOLOGIA E LEGADO!
AOS QUE NÃO SABEM, “BIRD” ERA O APELIDO DE “CHARLIE PARKER”. E A MÚSICA IMPRESCINDÍVEL GRAVADA POR ELE, “YARDBIRD SWEET”, BATISOU A SEMINAL BANDA INGLESA DE ROCK, “THE YARDBIRDS”.
MAIS CULT E COLECIONÁVEL IMPOSSÍVEL!
SE PINTAR POR AÍ, TENTE. PORQUE É MESMO TENTADOR!
POSTAGEM ORIGINAL: 15/06/2019
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CLOCK DVA – COLLECTIVE – CD BOX SET – 1994

Algo distante da minha praia, mantenho este BOX na coleção pela estranha beleza da produção e design. E da relevância da música apresentada.
A gravadora que os lançou na Europa, a HYPERION, capricha ao máximo nas capas em cores sombrias; produziam artefatos singulares, artísticos e identificáveis. O projeto tem coesão e comunicação para o público alvo, a turma mais DARK e SOMBRIA.
O CLOCK D.V.A. faz parte da HISTÓRIA DA MÚSICA EXPERIMENTAL ELETRÔNICA. Estão próximos a grupos como “HEAVEN 17” e “IN THE NURSERY”, todos mitos recônditos pouco explorados naquele mar de computadores, ideias, sensações e fustigações.
A origem foi uma dupla formada na Inglaterra, na cidade de SHEFFIELD, em 1978, por ADI NEWTON e STEVEN JUDD TURNER.
O box COLLECTIVE é uma coletânea dos SINGLES gravados entre 1988 e 1994. No primeiro CD estão os SINGLES originais, suas VERSÕES e REMIXES. No segundo CD ficam os B-SIDES e RARIDADES. O MINI CD complementar contém faixas ao vivo gravadas em 1993, em AMSTERDAM. Ou seja, uma série completa.
O BOX, bastante CULT e RARO, é considerado um resumo de “primeira classe” desta fase da obra dos “PIONEIROS DO ELETRÔNICO EXPERIMENTAL”. Em algumas faixas há notória influência do KRAFTWERK – como era de se esperar…
Acompanha os CDS livreto denso, com texto muito longo, escrito pelo próprio ADI NEWTON, mas execrado por especialistas que o leram como “obra desnecessária de um ególatra”. É difícil de ler também por causa da estética e das cores utilizadas. Confesso: eu nem me aventurei… Há, também, fotos “aparentemente” sem qualquer sentido; além de alguns desenhos, esquemas, e arte gráfica feita por computador.
No percurso da carreira a banda sofreu acréscimos e substituições no pessoal. E, claro, metamorfoses no estilo; e também interrupções: a primeira durou mais de uma década.
O fundador, ADI NEWTON, é a único membro constante.
Enquanto proposta musical dá para enquadrar o CLOCK D.V.A. como CYBER PUNK, ROCK INDUSTRIAL, e/ou EBM – ELETRONIC BODY MUSIC – a vertente dançável da “podreira” eletrônica da década de 1990. É argumentável que tenham uma das patinhas no GÓTICO – o que era usual.
Eles gravaram VINTE LONG PLAYS/CDS, e vários SINGLES. A partir do último retorno, em 2012, mantiveram-se em atividade, e curtindo um ressurgimento/reconhecimento que se aprofundou com a volta do interesse por LONG PLAYS.
A obra do CLOCK D.V.A. está sendo relançada no formato vinil, em edições e boxes luxuosos, engrandecendo a estética vanguardista que certamente merecem. Até hoje fico intrigado ao (raramente) ouvi-los. Minhas suspeitas e admiração cresceram com o trajeto e trajetória deles até o presente. E com este “Revival” que os têm mantido se apresentando pelo mundo.
Tudo considerado, COLLECTIVE é artefato esteticamente muito bonito, trazendo obra bastante intrigante e muito significativa.
Procurem conhecer. TIO SÉRGIO garante a qualidade.
POSTAGEM ORIGINAL: 18/06/2019
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E.C.M. E A MÚSICA FRIA – ALGUNS CDS RAROS E MENOS EVIDENTES

E.C.M. significa EDITIONS OF CONTEMPORARY MUSIC. É uma gravadora fundada na Alemanha em 1972, por um músico chamado MANFRED EICHER, que se tornou um dos produtores mais originais, criativos e perfeitos da história da música.
Curiosamente, chegou a se estabelecer e operar direto da NORUEGA, em OSLO – e não sei se por lá continua – de onde por um desses “não sei o quê” da vida elaborou sonoridade única, que perpassa por mais de 1500 discos, todos no mínimo bons ou interessantes; e muitos e muitos excelentes ou até geniais!
Descolar o maior número possível desses discos inclassificáveis é um dos projetos de vida que persigo. Já tenho vários…
E qual é o segredo de EICHER, um dos caras que TIO SÉRGIO mais admira, para não dizer que inveja descaradamente?
Em linhas gerais, a ECM procura artistas mundo afora que tenham essa magia indefinível; um certo charme e sonoridade que MANFRED trabalha, produz, refina e grava. Muitas vezes combina músicos que, aparentemente, têm pouco a ver uns com os outros.
Exemplo típico e encontrável com certa facilidade no Brasil, é o CD “Mágico e Carta de Amor”, de EGBERTO GISMONTI com o saxofonista norueguês JAN GARBAREK e o baixista americano CHARLIE HADEN. Foi gravado ao vivo em Munique, em 1981. É jazz ,ou sei lá o quê, de excepcional beleza e qualidade.
O resultado dessas “COALISÕES / COLISÕES que EICHER promoveu às dezenas é sempre música peculiar, belíssima e “indefinivelmente identificável” com a sonoridade da gravadora. Todos os que gravam na ECM produzem este som distinto, inigualável!
A ECM, como eu disse, garimpa por este planeta afora. Do Brasil, além de GISMONTI, pianista, violonista e compositor dos mais originais, que grava por lá desde o início dos anos 1970, é também hit da gravadora o percursionista NANÁ VASCONCELOS.
Há KEITH JARRETT, americano e também pianista, um estilista ícone refinado pelo bom gosto e competência de MANFRED EICHER, é o artista de maior sucesso, e na gravadora desde o início.
Estão lá americanos sofisticadíssimos, como os grupos OREGON e ART ENSEMBLE OF CHICACO. E a maestrina CARLA BLEY, que fez o magistral “ESCALATOR OVER THE HILL” – reunindo uma penca de estrelas por centímetro quadrado de partitura!
E por que música fria?
Talvez não seja a definição perfeita. Meu amigo Gerson Périco sugere música COOL! Porém, também não me atrai por causa da memória que traz do COOL JAZZ, quente e algo “inquieto”.
Para vocês aguçarem a percepção, imaginem o JAZZ LATINO de DIZZY GILLESPIE, GONÇALO RUBALCABA e GATO BARBIERI; E o ROCK de CARLOS SANTANA; a FUSION cubana do BUENA VISTA SOCIAL CLUB sejam todos quentes! Sem lembrar o REGGAE, BOLERO, TANGO, etc…, produtos de almas e culturas fervilhantes!
E que tal SAMBA e a BOSSA NOVA; e o calor sofisticado de TOM JOBIM, do CHICO, do GIL; e a MPB contemporânea e sofisticada, que nem de longe nos lembra os NÓRDICOS, ou a BJORK…
Resumo imperfeito: a tal música QUENTE estaria em oposição ao JAZZ EUROPEU, mais experimental e cerebral – FRIO… E a produção da ECM é “TODA ASSIM”. Flerta com a sofisticação europeia, seja no JAZZ ou no CLÁSSICO CONTEMPORÂNEO. E estende suas apostas em FUSION abrangendo a WORLD MUSIC, e seus novos artistas de lugares menos badalados, como a POLÔNIA, a BULGÁRIA, ALBÂNIA. E os países nórdicos em geral, em espécie de “FOLK – JAZZ – NEW AGE”, que mescla experimentação, música concreta; e tudo temperado por uma beleza melódica e harmônica “amornada”, bem controlada e profundamente instigante.
Há muito o que dizer sobre isso. Então, eu recomendo que vocês escutem o CD “AMERICAN GARAGE”, do consagrado PAT METHENY, guitarrista americano “CALOROSO”, se comparado aos colegas de gravadora. O disco é um primor, contidamente alegre, e foi lançado em meados dos anos 1970. Ou, quem sabe o pianista KETIL BJORNSTAD, em “WATER STORIES”, de 1993.
Vou apresentar CHRISTIAN WALLUMRA/OD ENSEMBLE, BOBO STENSON TRIO, AYUMI TANAKA TRIO e MARILYN CRISPELL, todos excelentes pianistas; em discos notáveis, estranhos, frios, pensados; bonitos. E o guitarrista TERJE RYPDAL, neste MELODIC WARRIOR, 2013, aventura de vanguarda com ORQUESTRA. E passo para o sensível baixista EBERHARD WEBER, em mais uma obra lindíssima – como todas que dele conheço!
A turma toda vem acompanhada por músicos de primeiríssima linha. E faz música para camaleões, tucanos e petistas. Inclusive para a imensa maioria discrepante, mas se de bom gosto…
Como disse o EGBERTO GISMONTI, em show antológico realizado em 1982, no ginásio da Portuguesa de Desportos, em SAMPA, na abertura para o JOHN McLAUGHLIN – outro gênio inclassificável:
“Boa Noite, pessoal! Vocês não vão se arrepender em terem vindo até aqui”!
E, sentou-se ao piano… e eu estou viajando até agora!
POSTAGEM ORIGINAL AGORA AMPLIADA: 17/06/2015
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THE TROGGS – PROTO-PUNKS SEMINAIS

Você que é jovem, mas não acordou em certa manhã de 1966 e deu de ouvidos com “WITH a GIRL LIKE YOU”, no rádio, não imagina o rito de passagem que o TIO SÉRGIO aqui percebeu!
Aquela voz anasalada a “PATO DONALD”, o som BEAT simplista, o refrão à… digamos “SCATTIN SINGING”, Papapapá, papapapapá’ , de REG PRESLEY, era tudo o que eu precisava para confirmar minha preferência pelos BYRDS, BEATLES, STONES e a turma inteira; em vez de sambas e vasto etc…, muito mais à mão e culturalmente próximos. E nem vou citar “WILD THING”, porque não precisa.
Eu recebi o meu primeiro salário em julho de 1967. Recordo que, naqueles tempos, os trabalhadores menores eram “financeiramente estuprados”. A gente trabalhava o dia inteiro e ganhava meio salário mínimo por mês!!! ( não, não vou repetir )! Pois bem, gastei tudo em dois COMPACTOS e dois LPS. Um deles era o TROGGLODYNAMITE dos, claro, TROGGS. Escuto ainda hoje vez por outra! GARAGE-ROCK é isso ai!
Os TROGGS gravaram dezenas de SINGLES, em sua fase áurea, anos 1960 e além. Este BOX de 1994, com 3 CDS, da inglesa REPERTOIRE, junta todos, os B-SIDES, inclusive. E, também, os QUATRO ÁLBUNS compondo juntos a lavra da banda no período.
Depois de ouvi – los, talvez você diga: “Mas, TIO SÉRGIO, é quase tudo igual!!! Então, professoralmente explicarei: “Não! As músicas são “reiterativas”. Afinal, eles têm estilo… E, claro, a fuça de uma tem o rabo da outra… hummmm!!!! E ficaremos todos felizes…
Em certo momento, na década de1980, o pessoal do R.E.M. produziu um álbum para eles. MIKE STIPE e colegas eram fãs e, de certo ponto de vista, seguidores.
REG PRESLEY era letrista perspicaz. O elemento lúdico do ROCK GARAGEIRO e simples influenciou largamente o PÓS PUNK, de U-2 aos SMITHS, a THE CURE e vasta linhagem. Os TROGGS estão no vértice de tudo isso.
Terminando, e eu mal recordo o filme; mas no início, há um personagem botando pra rolar, no pick up, faixa do LP “FROM NOWHERE”, o primeirão dos caras. Marcante ao infinito!
Então, façam como o TIO SÉRGIO: acordem um certo dia e ponham os TROGGS para rolar. Comecem pelos LONG PLAYS – legais demais! “E nada será como antes, amanhã.
POSTAGEM ORIGINAL: 29/02/2020″…
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Todas as reações:

Ayrton Mugnaini Jr., Elvio Paiva Moreira e outras 20 pessoas

HEAVENLY VOICES: DREAM POP, O CONTRAPONTO AO DARK E AO TECHNO.

Essa postagem mereceria um amplo ensaio, porque fala de artistas ou bandas, obscuros ou não, que permanecem.
Vou resumir e muito. No início da década de 1990, a música eletrônica explodiu em várias tendências:
Houve o lado pesado, genericamente chamado de TECHNO e, na verdade, um aglomerado de estilos que tinham em comum a vocação para as pistas de dança; e saiu amplamente vencedor e permanece.
E há outro lado mais suave, identificado com a NEW AGE, a WORLD MUSIC e a estética GOTHIC. É geralmente cantado por mulheres e batizado por DREAM POP; também conhecido por ETHEREAL ou HEAVENLY VOICES.
E é com eles, na verdade elas, que eu me identifico e também coleciono. Perderam a proeminência, infelizmente, mas continuam assombrando recantos de espíritos e mentes.
É música eletrônica de vanguarda e muito bonita. Feita por artistas ou grupos com nomes intrigantes, tipo TARAS BULBA, CAMERATA MEDIOLANESE, AURORA, CHANDEEN, KIRLIAN CAMERA, LOVE SPIRALS DOWNWARDS, BLACK TAPE FOR A BLUE GIRL, entre vários…
No limite, claro, aparecem alguns mais conhecidos, como COCTEAU TWINS, LEGENDARY PINK DOTS, e as famosíssimas ENYA e LORENA McKENNITH. Este segmento compõe, do meu ponto de vista, viagem imperdível nos dias de inverno.
Não percam!
Tentem!
POSTAGEM ORIGINAL: 15/06/2019
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DAVID DARLING – “CYCLES’ – 1982; E “DARK WOODS”, 1995 – ECM RECORDS

UM TANTO DESCONHECIDO, O VIOLONCELISTA DAVID DARLING É UM SENSÍVEL PRODUTIVO, ESTILISTA OBSERVÁVEL E CRIATIVO MARCANTE.
TÁ BOM, TIO SÉRGIO. O CARA É CHEIO DE PREDICADOS; PORÉM , APRESENTADO POR
ADJETIVOS! CADÊ A SUBSTÂNCIA?
TÁ BOM, SOBRINHOS ATENTOS.
VOU COMEÇAR POR “DARK WOODS”, 1995, ONDE “DAVID DARLING” EXECUTA OBRA “SOLO” PARA CELLO, CRIANDO MELODIAS COM O “ARCO”, E HARMONIAS COM OS DEDOS.
O RESULTADO É BELÍSSIMO, PORQUE INTEGRADO E CLIMÁTICO, SEM SER CHATO E NEM PRETENSIOSO.
“CYCLES”, 1982, FOI GRAVADO POR QUINTETO ESTELAR: “DAVID DARLING”, CELLO; “COLIN WALCOTT” , SITAR TABLA E PERCUSSÃO; “STEVE KUHN”, PIANO; “JAN GARBAREK” , SAXES; “ARILD ANDERSEN”, BAIXO; E “OSCAR CASTRO NEVES”, VIOLÃO E GUITARRA – SIM, “ELE” MESMO! JUNTOS COMBINAM O JAZZ FRIO E CLIMÁTICO TÍPICO DA GRAVADORA E.C.M.
O ÁLBUM É REGADO SUTILMENTE COM UM LONGÍNQUO “NÃO SEI QUÊ” DE “BOSSA NOVA” – INFLUÊNCIA CERTAMENTE DE “CASTRO NEVES”. E TUDO VEM MISTURADO À VANGUARDA TÍPICA DESTE “ENSEMBLE” COMPOSTO POR MÚSICOS, À ÉPOCA JOVENS, E HOJE CONSAGRADOS.
A MAIORIA DELES VEIO DA EUROPA CENTRAL; E COMBINADOS A UM AMERICANO VOLTADO À CULTURA ORIENTAL, “COLLIN WALLCOT”, COSEGUIRAM EXPRESSIVA SIMBIOSE, AJUDADOS PELA MENTE GENIAL DO PRODUTOR “MANFRED EICHER”, BEM TREINADA EM COLISÕES E INTEGRAÇÕES EXTRAORDINÁRIAS.
“MANFRED” É ALEMÃO, E SEMPRE REVELA E COMBINA ARTISTAS DE FORMAÇÃO MUITO SÓLIDA, DE FORMA QUE A IDEIA DO IMPOSSÍVEL PERCA QUALQUER SENTIDO! ELE É UM CRAQUE EM TORNAR O IMPROVÁVEL REALIZADO.
O DISCO É PARA DIAS FRIOS, CHUVOSOS – INVERNAIS, DIGAMOS. E CAI BEM AOS QUE GOSTAM DE MEDITAR AQUECIDOS COM VINHO, QUEIJOS E BOA COMPANHIA.
NO FIM DA AUDIÇÃO, A GENTE PERCEBE A ULTRA SOFISTICADA “FUSION” DESAFIANDO OS TEMPOS TORPES QUE VIVEMOS.
PROCURE ESCUTAR “DAVID DARLING”. VOCÊ VAI SAIR COM A SENSAÇÃO DE QUE ESSAS COISAS RUINS VÃO PASSAR DE VERDADE. APESAR DE MINHA PLETORA DE ADJETIVOS E ADVÉRBIOS…
POSTAGEM ORIGINAL: 17/06/2024
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CONCORD RECORDS – OUTROS DISCOS BEM-VINDOS!

A CONCORD RECORDS foi fundada em 1972, por um milionário vendedor de automóveis e amante do JAZZ que percebeu, nos final dos 1960, artistas seus ídolos sendo esquecidos. Isto porque o POP ROCK havia tomado o mercado, e o passado maravilhoso de música bonita e relevante estava em ostracismo crescente.
Começou por um pequeno festival de música na cidade californiana de CONCORD, onde morava.
E foram os grandes guitarristas JOE PASS e HERBIE ELLIS que propuseram a criação da pequena GRAVADORA BOUTIQUE. O crescimento da empresa, na data do presente BOX, era avassalador! Havia gravado mais de MIL DISCOS e conquistado 14 GRAMMYS!
A estratégia de CARL JEFFERSON, o visionário criador, foi trazer para o “CAST” grandes nomes do passado. O baixista RAY BROWN foi o primeiro A&R, o profissional que cuida de artistas e repertórios. Ele tornou-se craque na função, além de ter participado em inúmeros discos.
Foi na CONCORD onde seguiram carreira nomes consagrados, cantores, cantoras como ROSEMARY CLOONEY, MEL TORMÉ, JACKIE and ROY, ERNESTINE ANDERSON… E instrumentistas de talentos reconhecidos tipo KENNY BURRELL, DAVE BRUBECK, GEORGE SHEARING, ART BLAKEY, STAN GETZ, HANK JONES, e mais inúmeros históricos e relevantes!
Estiveram ou estão por lá, a brasileira TANIA MARIA e gente relativamente nova e imensa como GARY BURTON, JOHN PATITUCCI, DAVE WEACKL, DIANE SCHUUR, KERRIN ALLISON, CHICK COREA, ROBEN FORD e AVISHAI COHEN…
A produção é geralmente muito boa, e com sabor mais contemporâneo, mesmo que orientada por uma visão digamos de raiz no JAZZ do BE-BOP para cá…
A CONCORD representa uma recuperação cultural estupenda e meritória, e que nos faz lembrar um pouco a grande e relevante gravadora brasileira BISCOITO FINO.
Recomendo para os conservadores não saudosistas, e que aceitam algumas poucas maluquices conceituais.
Há um box com 6 CDS e livreto que é pra lá de adequado. E, também, montão de outros Cds gravados por artistas TOP ao longo dos anos. Estão aqui, mais alguns CDS avulsos de MEL TORMÉ, HANK JONES; e os excelentes veteranos jazzistas JACKIE AND ROY, aqui curiosamente em disco FUSION, de 1981. Há mais, muito mais!
Se encontrarem quaisquer deles, e outros, por aí, não vacilem. Empunhem o cartão de crédito!!
POSTAGEM ORGINAL 2023, REDEFINADA AGORA
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COMPACTOS, SINGLES E INICIAÇÕES: “JACARÉ COMPROU CADEIRA E NÃO TEM BUNDA PRA SENTAR”…

“E TIO SERGIO COMPRA DISCOS SEM VITROLA PRA TOCAR.” PRONTO! TOMEI EMPRESTADA, E FIZ PARÁFRASE DE UMA INGÊNUA “CANÇÃO INFANTIL”! HUMMM….
FOI ASSIM ATÉ 1968. EU COMPRAVA DISCOS E OUVIA NA CASA DE MINHAS TIAS, OU NA DE MEUS AMIGOS SILVIO OU FRED. NAQUELE ANO, FERNANDO, O MEU PAI, AFIANÇOU A COMPRA DE MEU PRIMEIRO CONJUNTO DE SOM: PICK UP GARRARD, AMPLIFICADOR LAB – 20, E UM PAR DE CAIXAS, AMBOS DA GRADIENTE. EU PAGUEI EM 36 MESES. ERAM EXCELENTES EQUIPAMENTOS E FICARAM COMIGO ATÉ O FINAL DOS ANOS 1970! HÁ MUITOS “VINTAGE” EM USO, POR AÍ! AGUENTAM O TRANCO, E O SOM É AINDA BASTANTE BOM!
AQUÍ ESTÃO OS COMPACTOS DAQUELES TEMPOS QUE SOBRARAM EM MINHA COLEÇÃO:
1) OS “FOUR TOPS” EU COMPREI COM A GRANA QUE RECEBIA LAVANDO LOUÇAS PRA MINHA MÃE, EM 1965! A MÚSICA É UM CLÁSSICO DA “SOUL MUSIC”! ESPETACULAR!
2) “SOUL SURVIVORS”, BANDA AMERICANA MUITO LEGAL DE BEAT/R&B, EM SINGLE MATADOR. ERAM QUASE CLONES DOS “RASCALS”! E FOI O PRIMEIRO DISCO IMPORTADO QUE ADQUIRI, EM 1968.
TENHO EM CD. PORÉM, O LADO B, “HEY GIP”, MÚSICA DE DONOVAN, FOI ARRANJADO COMO GARAGE ROCK DE PRIMEIRO TIME! E É INFINITAMENTE SUPERIOR À VERSÃO DO LP, MAIS À “THE DOORS”, SEM O TALENTO E “SPIRIT” DE “RAY MANZAREK”.
PROCUREM CONHECER TANTO LADO A COMO B! SINGLE SENSACIONAL!!!!
3) “MOODY BLUES”, RARO COMPACTO BRASILEIRO DO SELO DERAM. O LADO “B” É MINHA MÚSICA PREDILETA: “TUESDAY AFTERNOON”, DO CLÁSSICO ÁLBUM “DAYS OF FUTURE PASSED”, 1967. NO LADO “A” ESTÁ “VOICES IN THE SKY”, FAIXA DO LP SEGUINTE, “IN SEARCH OF THE LOST CHORD” , 1968. A MISTURA É TÍPICA DAQUELES TEMPOS.
EM 1968, APAIXONADO DEPOIS DE COMPRAR E CANSAR DE OUVIR “NIGHTS IN THE WHITE SATIN”, CERTO DIA DESCI DO ÔNIBUS, ENTREI EM UMA LOJECA E VI ESTE COMPACTO. PROBLEMA: O MEU SALÁRIO ENTRARIA DOIS DIAS DEPOIS. RESUMO: NUNCA MAIS ENCONTREI! CONSEGUI ESSA CÓPIA UNS 45 ANOS DEPOIS, VIA INTERNET!!!!!!
4) “THE PLASTIC PEOPLE”, 1967, É ROCK DE GARAGEM, PSICODELIA AMERICANA. A PRODUÇÃO É DE UM GÊNIO ESCONDIDO CHAMADO “CURT BOETTCHER”, PRÓXIMO AOS “BEACH BOYS” E AO “THE ASSOCIATION”. ANOS ATRÁS, ACHEI NA INTERNET, E COMPREI!
É DISCO RARÍSSIMO, A EDIÇÃO BRASILEIRA, DA MOCAMBO ROZEMBLIT, PERTENCIA A MEU AMIGO SILVIO DEAN. E SEI LÁ COMO SAIU POR AQUI; E NA MESMA “SAFRA” DE “MY LITTLE BLACK EGG”, COM THE “NIGHTCRAWLERS”, HOJE QUASE FAMOSO “ROCK DE GARAGEM”, QUE APARECE EM VÁRIAS COLETÂNEAS DE “NUGGETS”.
5) ADICIONEI MAIS DUAS QUE TIVE EM SINGLE E HOJE TENHO EM CDS: “OHIO EXPRESS”, EM BEG, BORROW AND STEAL ; E “MUSIC EXPLOSION”, I SEE THE LIGHT. SÃO “GARAGE ROCK” PRA VALER, GRAVADAS POR DUAS BANDAS MAIS PRÓXIMAS AO “BUBBLEGUM”. FOI O QUE RESTOU DA COLEÇÃO DE SINGLES QUE MANTIVE ATÉ MEIO SÉCULO ATRÁS.
HOJE, TENHO SAUDADES. E, VEZ POR OUTRA, COMPRO ALGUNS SE APARECEREM BARATOS.
PROCUREM CONHECER!
POSTAGEM ORIGINAL: 16/06/2020
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“CAROL” – SOFISTICADO GRANDE FILME PARA ADULTOS E UMA EXPLÊNDIDA TRILHA SONORA COMPLEMENTAR

Há um grande filme que, vez por outra, passa nos canais por assinatura da NET.
É “CAROL”, de 2015, dirigido por TOD HAYES, com CATE BLANCHETT – magnífica! – no papel da protagonista; e ROONEY MARA, também excelente, interpretando THÉRÈZE.
Não vou descrever enredo e a história. São apenas veículos para a realização de uma obra de arte sensível.
É filme para adultos, sem concessão a qualquer vulgaridade, enfocando a paixão entre duas mulheres em tempos de preconceitos nada velados, ainda que, no começo, exercidos com elegância e discrição, pelo menos na classe social de CAROL.
Mesmo não sendo o objetivo do filme, os preconceitos acabam se materializando através de uma das FACETAS MAIS TÍPICAS DA SOCIEDADE AMERICANA MODERNA: o conflito judicial – que acaba bem, se é que se pode dizer assim.
Em cena magnífica, CAROL impõem seus limites e faz concessões, deixando claro que também saberia brigar e se defender ferozmente para manter a posse da filha, se o acordo não fosse feito naquela hora. O marido é um homem civilizado e cede, mas é criatura dos anos 1950 e suas circunstâncias…
A direção de TOD HAYES, segura e controlada, cria imagens, ambientações e climas que deixam entrever o íntimo dos personagens, seus ritmos e dramas. Nada é exagerado. E, como cinema, é magnífico: roteiro, interpretações e trilha sonora, compõem uma obra coesa.
Sempre fica implícito que homossexualidade é um fato da vida, portanto impossível deter o que a natureza expõe e condiciona, mesmo se exercida discreta e contidamente, e fugindo a quaisquer estereótipos vulgares.
Para terminar, CATE BLANCHETT esbanja sensualidade e classe num discreto charme burguês. É mulher forte e determinada, mesmo sendo cool. E ROONEY MARA vai retirando de si um personagem que, aos poucos, se auto-descobre, e se firma porque compreendeu quem verdadeiramente é.
Não deixem de assistir e pensar na amplitude artística desse grande filme!
A trilha sonora do FILME tem parte contida neste BOX magnífico, lançado pela RHINO RECORDS, EM 1994. Em 71 músicas, a essência do POP VOCAL AMERICANO , entre 1942 e 1959. Cruza todo o período em que os personagens do filme viveram.
Vou citar apenas alguns da discografia entre 1950/1954, onde o filme se desenvolve: tem TONY BENNETT, JOHNNY RAY, ROSEMARY CLOONEY ( a tia do George Clooney ), BILLY ECKSTINE, DEAN MARTIN, DORIS DAY, e um monte de ORQUESTRAS POP-ROMÂNTICAS…
Não é para a maioria da turma por aqui. É VINTAGE de alto nível, que mal atinge a época em que o TIO SÉRGIO começou a “fazer ponto e rodar a bolsinha” na eterna esquina da música popular!!!!
Mas, procure ouvir… Eu adoro!!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 15/06/2023Pode ser uma imagem de 4 pessoas e texto

BEATLES, PRIMEIRA FASE 1963/1965 – EM BOX JAPONÊS: SOFRÊNCIA MERSEYBEAT!!! OU COMO RECLAMAVAM, CHORAVAM E BALIAM ESSES “CABRITLES”!!!!!!!!!!!!!!

Comprei o BOX JAPONÊS anunciado diretamente pela UNIVERSAL MUSIC, onde estão os cinco primeiros LPS lançados no Japão, na década de 1960 – é claro!
Como tudo o que fazem nossos brothers de olhinhos puxados, é trabalho meticuloso, graficamente exuberante, e garantindo a qualidade sonora melhor possível naquele momento.
Está tudo lá. Por isso, justificam os R$ 999,00 MANDACARUS que paguei pelo produto. Algo tipo $40,00 ( quarenta dólares!!! ) por cada disco. Incluídos BOX e o LIVRETO escrito em japorongo, e com as letras originais das canções em inglês.
Coloquei na foto, também, outro raro CD em edição japonesa: “INTRODUCING THE BEATLES”, lançado em 1964, pela VEE JAY RECORDS, nos EUA…
Esta fase dos BEATLES situa-se no passado, ultrapassando o conceito de OLDIES – hoje, brecado nos lançamentos após 1966, mais ou menos. Em linguagem Rocker, da PSICODELIA PARA TRÁS, mais ou menos de 1966 a 1969, NÃO É OLD. É VINTAGE, mesmo!
Mas, TIO SÉRGIO, e daí?
Pois, é: do ponto de vista das letras juvenis, mal elaboradas e rasas, que tive a paciência de velho aposentado para revisitar, é um compêndio de “sofrências” que ficam nada a dever ao atuais sertanejos, “made in Brasil” !!!
Há umas 60 músicas contando casinhos semelhantes, com o BEAT – essência da melodia e ritmo que a todos encantou – e trouxe muita grana para JOHN, PAUL, GEORGE, RINGO. E, claro, para a PARLOPHONE, a gravadora que os lançou. Tudo legítimo, consagrado – e passado…
Aliás, além dos BEATLES, a maioria de seus contemporâneos nada ficaram devendo a essa juvenília estacionária, que mal nos dava dicas do que viria a ser o ano de 1968, e suas repercussões; o tempo em que verdadeira REVOLUÇÃO DE COMPORTAMENTOS ocorreu.
Do ponto de vista musical, aqueles hits são pegajosos, adesivos e aderentes, que poucos de minha geração deixaram de gostar. Eu confesso: continuo gostando. Porém, uma PULGA de mais ou menos 1,80 metros de altura, atrás de minha orelha direita, permanece retumbando e picando a lucidez que acho possuir… E me pergunto se são “esses BEATLES” que as gerações atuais dizem gostar?
Será?
Resumindo: quanto mais ouço esta fase dos “CABRITLES”, mais gosto dos KINKS, e RAY DAVIES, seu letrista principal. E dos YARDBIRDS, por exemplo. E, mesmo os SEARCHERS, a melhor banda de LIVERPOOL naqueles dias, com a vantagem/desvantagem de gravarem covers, ou composições inéditas de profissionais mais “capacitados”…
Nem vou citar os ROLLING STONES, já transgressivos e desviantes em 1965, com SATISFACTION, onde demarcaram a diferença entre eles e aqueles “meninos sofrência choramingões”, e sempre sujeitos a pés-na-bunda descritos em cada canção que os BEATLES gravaram…
Eu compreendo a inevitabilidade da supremacia de BOB DYLAN, PAUL SIMON e outros. Letristas capazes de oxigenar aquele ar intelectualmente rarefeito. Porque trouxeram o ROCK a patamares bem mais elevados.
Claro, cometo exageros. Afinal de contas, no espaço/tempo histórico de de uns 3 anos, concomitante aos inovadores os BEATLES conseguiram produzir REVOLVER, RUBBER SOUL e SGT PEPPERS… Sem esquecer a notável produção POP da concorrência – veja BRIAN WILSON com os BEACH BOYS – e quase sempre encostando ou ultrapassando os caras de LIVERPOOL…
Acho, hoje, que naquela primeira fase os BEATLES foram melhores no ROCK do que no POP. Músicas do naipe de “I SAW HER STANDING THERE”, “BOYS”, “TWIST and SHOUT”e, depois, em outro nível “I FEEL FINE”, são muito melhores do que “I WANNA HOLD YOUR HAND”, “FROM ME TO YOU”, e etc.
Para não afirmar na cara que HELP é um disco de sofrível para baixo, desvelando o buraco criativo em que estavam metidos, entre 1964/1965. E apesar de “YESTERDAY”, talvez a primeira composição de LENNON e McCARTNEY cuja letra tenha superado o óbvio esperneante.
Pois é, pessoal; eu convido vocês à imersão nos BEATLES dessa fase. Será elucidativo para encarar o que veio à frente, não muito tempo depois. Com RUBBER SOUL, REVOLVER e SGT PEPPERS, acrescidos dos SINGLES e EPS da fase PSICODÉLICA ( 1966 em diante ), a conversa muda de pato a sapato.
A minha aposta é que a turma gosta, mesmo, é dali pra frente.
POSTAGEM ORIGINAL: 15/06/2022
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