JAZZ E ADJACÊNCIAS EM COLEÇÕES DE ALTA QUALIDADE EM AMPLO ESPECTRO:

Eu chamo de COLEÇÃO uma discoteca específica bem formada, variada, mas constantemente ampliada e onde se vai adicionando outros discos dos mesmos artistas; ou de certa tendência; ou motivo qualquer. Em resumo, coleção ou coleções são DISCOTECAS DENTRO DE OUTRA MAIOR.
Os discos aqui são partes de COLEÇÕES. Eu tenho outros dos caras e bandas apresentados, e pretendo conseguir tudo o que fizeram.
É assim que prefiro. Faço aos poucos e me divirto!
1) Acima, à esquerda, uma dupla CULT e conhecidíssima durante a década de 1960, que avançou em direção aos 1990 – e talvez mais…
Formam um casal, JACKIE CAIN AND ROY KRALL; ela cantora ele pianista, se juntaram durante atividades profissionais na década de 1950. Gravaram intensamente no “lusco – fusco” integrador entre um POP SOFISTICADO e o francamente JAZZÍSTICO, em sua melhor acepção.
Este álbum é um achado. Está entre o ROCK PROGRESSIVO E O JAZZ FUSION. Um tanto fora do espectro criativo deles, mas a cara daqueles tempos mutantes e nada translúcidos. “A WILDER ALIAS” funciona bem para quem gosta dos MANHATAN TRANSFER, mas curte mesmo o RETURN TO FOREVER e o WEATHER REPORT. É muito legal!
2) OREGON é grupo americano de perfil inteiramente europeu, formado na UNIVERSIDADE DO OREGON – hummmm!!!
Os músicos são Intelectuais, estudiosos, e cultores de FUSION totalmente original. São tão diferenciados que acabaram gravando muito na ECM, a CULT e indispensável gravadora alemã.
“DISTANT HILL” é álbum obrigatório em qualquer DISCOTECA sofisticada!!
3) JANIS SIEGEL & FRED HERSCH. Vocal e piano em repertório ultra moderno com o retrogosto da mais clássica e artística CANÇÃO POPULAR AMERICANA. Mas, no fundo, é abertura para o imortal em JAZZ.
Indispensável; Absolutos!
4) PATRICIA BARBER – “MYTOLOGIES”. Funciona assim: ela é cantora excelente e pianista múltipla; é feminista e gay convicta; e milita musicalmente nos escaninhos do “não óbvio”.
A moça vai de excelentes performances em nightclubs, no clássico formato piano, baixo, vocal e bateria. E se expande aos limites do JAZZ FUSION, quase ROCK, como nesse disco.
É para quem gosta de guitarras distorcidas e outros fragmentos de dubiedade. Para ROCKEIROS , ‘(é assim que se escreve Ayrton Mugnaini Jr. ?) “não é permitido não conhecer o disco aqui postado”. Vão lá. Não duvidem do TIO SÉRGIO…
PATRICIA é o desafio; enigma ainda não resolvido!
5) JOHN MAYALL & ALLEN TOUSSAINT – “NOTICE TO APPEAR”, lá por 1973.
É tão simples assim: a maior figura do BLUES INGLÊS em conluio ( conúbio? ) artístico com um dos maiores do R&B americano.
Resumo: redefinição do R&B em BLUES dançante e elegante ao extremo. Eu danço, tu danças, eles e nós dançamos. Não é pouco e não veio tarde. Procurem por aí! Já!
6) Um box de JAZZ da gravadora francesa VOGUE. É o JAZZ MODERNO redefinido na EUROPA. É descritível, sim; muita gente conhecida, mas vá atrás. Um monumento CULT aos prazeres de ouvir.
7) IAN CARR & NUCLEUS: JAZZ VANGUARDA em estado da arte feito na INGLATERRA, na década de 1960. JÁ escrevi sobre eles… Procurem. Não é para todos os gostos, mas TIO SÉRGIO gosta – e muito!
😎 😎8) SADAO WATANABE, CHICK COREA, MIROSLAV VITOUS, JACK DE JOHNETTE: “ROUND TRIP,” gravado em 1974. JAZZ VANGUARDA PÓS FREE, gravado na VANGUARD RECORDS. Bagunça organizada por artistas hoje consagrados, mas muito jovens quando fizeram… Reservo-me o direito de inquirir vocês. Virem-se. Traduzam o que perceberam! E escrevam sobre o que compreenderam.
9) CARLA BLEY : ESCALATOR OVER THE HILL. Lá por 1971. A vanguarda inglesa aliada à grande maestrina e pianista em obra transcendental. Quase todo mundo, na Inglaterra, que na época tinha importância, está nesse álbum. Procurem nas redes e confirmem o vaticínio que o TIO SÉRGIO faz!
Saiam atrás, salvem e curtam!
10) CHARLIE PARKER: YARDBIRD SUÍTE: O que dizer? imprescindível! Comecem por este para invadir universos distantes… Ahhh, claro; a banda seminal inglesa, THE YARDBIRDS cavocou o próprio nome por causa desse disco.
Falei! Vocês digam!
POSTAGEM  ORIGINAL 10/04/2017
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Marcos Almeida, Humberto Garini Neto e outras 9 pessoas

“THE DREAMERS” – FILME MAGNÍFICO DE “BERNARDO BERTOLUCCI”, 2003. A CONTRACULTURA E AS REVOLTAS ESTUDANTIS DE 1968.

Três artistas “suicidas” e CULTS, ainda não datados, e SEMINAIS para a cultura POP, estão no centro da TRILHA SONORA na foto. Claro, há DYLAN, também, a consciência que permeia dando consistência “artístico – intelectual” a tudo aquilo. Vou descrever o filme por alto. Às vezes, passa nas madrugadas profundas, onde apenas insones like me frequentam.
O palco é PARIS. Maio de 1968, e a Revolta popular-estudantil que fazia o mundo tremer.
Há dois irmãos gêmeos, menina e menino filhos de intelectuais engajados e bem sucedidos, e certamente de esquerda. Porém, como era e é comum, omissos afetivamente com seus rebentos. Os pais viajavam durante o filme inteiro, retornando para deixar um cheque e ver se nada estava “tão fora de lugar”.
Tudo estava fora de lugar…
Na visão da época, e na dos tempos conseguintes, se bem pensantes e conscientes os pais colocavam seus filhos em escolas também bem pensantes e vanguardistas, onde o acesso à cultura e à boa educação faria a diferença independentemente da presença deles in loco.
Não funcionou. Não funciona.
Anos 1960 foi época do fascínio intelectual com o cinema. Na França, o “CAHIERS DU CINEMA” glorificava, ou execrava, pretendentes a um lugar na tela. Mas calor por calor, podiam ser remetidos ao inferno sem escalas. O poder da revista era imenso…
Os gêmeos amavam o cinema, artes, e viviam alienados em cenas famosas de filmes eternos. E tudo isso regado ao ROCK PSICODÉLICO AMERICANO!
Oh, Yeah: DOORS, JANIS JOPLIN e HENDRIX e DYLAN iluminando a França em metástase destrutivo-criativa. (Mas, justo os americanos?!?!) A distorção das guitarras acompanha as vidas distorcidas.
Dois cineastas italianos filmaram sobre as catarses francesa e inglesa: MICHELANGELO ANTONIONI, em BLOW UP; e BERNANDO BERTOLUCCI em “THE DREAMERS”…
Vamos em frente com a tela: vida solta, relações incestuosas e os gêmeos conhecem o menino americano, também amante de cinema, que veio à França para estudar. Os três belos se juntam, coabitam, se engalfinham, e vivem isolados por uns dias no grande apartamento dos pais dos gêmeos, no centro de Paris. Passam o tempo em orgia, descaso, preguiça e sujeira.
Enquanto isso, a vida escorre lá fora para o inimaginável! E que vida! Nada menos do que MAIO de 1968!
Barricadas, contestações ao status quo, reforma educacional na marra, e a cidade parada e inviabilizada por greves monumentais que deixavam o lixo da altura de um prédio de 2 andares!!!!
Uau, as PASSEATAS atuais ANTI-RACISMO; ou até de LGBTQIA+ e adjacências mundo afora; perdem feio para a quase revolução de verdade, que ameaçou levar para o bueiro da História as elites da época. O partido comunista francês entre elas….
O MAOÍSMO explícito de parte da esquerda política na livre e aberta FRANÇA, fascinada pelo “único livro” que orientava a juventude chinesa e a REVOLUÇÃO CULTURAL capitaneada por MAO TSE TUNG, dava o tom na desordem que se pretendia criativa!
Um contrassenso explícito: o ” É PROIBIDO PROIBIR” do mundo ocidental e sua democracia disfuncional, lado a lado com disciplina cega, militarizada e inquestionável dos maoístas! Só naqueles tempos mesmo! Loucos demais até para o cardápio de horrores e contradições contemporâneo….
Caras, o menino americano, MICHAEL PITT, e seu resquício de moralismo e pragmatismo, aos poucos saca tudo. E, apaixonado pela gêmea linda e sensual, EVA GREEN, começa a perceber as virtudes do egoísmo quando se trata de sentimentos e paixões.
E que, afinal de contas, MAOÍSMO e LIBERDADES não “ornavam”; portanto, não se aglutinavam!
Todos acabam nas passeatas e revoltas de rua. Mal se dão conta que DE GAULE e o GOVERNO FRANCÊS faziam um arreglo com o PARTIDO COMUNISTA de GEORGES MARCHAIS, e ambos põe fim à balburdia da estudantada.
Moral possível da história: POLÍTICA é coisa séria demais para ficar nas mãos da molecada!
Mas, o ROCK, não!
Vai aqui a discografia básica dos “suicidas”, com exceção de BOB DYLAN, que TIO SÉRGIO esqueceu-se de colocar…
POSTAGEM ORIGINAL: 11/06/2020
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DAVID BOWIE – THE MAN WHO SOLD THE WORLD E SUA CONSEQUÊNCIA – THE METROBOLIST, 1971

DESDE 1969, “BOWIE” E A FUTURA MULHER, ANGELA BARNETT, DIVIDIAM COM O AMIGO E PRODUTOR”TONY VISCONTI” E A NAMORADA, LIZ HARTLEY, UM VELHO CASARÃO CHAMADO “HADDAN HALL” .
O nome é pomposo, como determina o bom gosto e a etiqueta ingleses. E era velho, mesmo! E grande, espaçoso, mas sem confortos.
Mesmo após uns quatro anos de carreira, três álbuns e vários SINGLES gravados, “DAVID” e “TONY” continuavam duros. O casarão imenso não tinha mobília. E cada casal habitava em um quarto enorme. Havia uma cama, e mais nada. Com algum esforço, “TONY” e “LIZ” conseguiram comprar a mesa de jantar que todos utilizavam. Tempos duros, mas intensos, lembra “VISCONTI”.
O LONG PLAY play anterior, “SPACE ODDITY”, lançado em 1969, até havia ido bem. E, como sabemos, a música tornou-se um HIT CULT na discografia de BOWIE.
Mas, grana que é bom…
Em 1970, havia encomenda para o próximo disco. Ideias não faltavam, mas o orçamento era curto. Então, começaram eles mesmos a reformar a velha adega do casarão. Limparam tudo e colaram nas paredes as conhecidas “caixas de” – sei lá, um tipo de papelão – até hoje usadas para acondicionar ovos. Pronto: isolamento acústico feito, transformaram o ambiente em algo parecido com um estúdio para ensaiar.
E formaram uma banda. “JOHN CAMBRIDGE”, baterista do primeiro disco, indicou o amigo, “MICK RONSON”, para a guitarra. “BOWIE” e “VISCONTI” gostaram! “MICK” era fã de “JEFF BECK” e disse a “TONY”, que era baixista, que emulasse “JACK BRUCE”, adorado por ambos. Fizeram.
De quebra, “MICK RONSOM”, amigão da onça, foi buscar o baterista MICK WOODMANSEY para o lugar de “CAMBRIDGE”. E com esta formação gravaram “THE MAN WHO SOLD THE WORLD”; foi em 1970. Depois, sem VISCONTI, a banda tornou-se a base para os próximos discos da fase GLAM.
Uma obra é, em primeiro lugar, o que diz ser quem a fez. “VISCONTI” analisa e descreve a talvez mais complexa e interessante faixa do disco, “ALL THE MADMEN”, da seguinte forma:
“Introdução de guitarra “ARÁBICA/ANDALUSIANA”, em semi-tons, foi feita por “BOWIE”; “EU” aumentei o volume do baixo para dar a sensação de mistério; WOODMANSEY fez um brilhante trabalho na bateria com os pratos; “EU” e “RONSON” acrescentamos sons “BARTOKIANOS” em um dos canais, com instrumentos não feitos para tal tipo de música.
A canção vai em um crescendo, como o BOLERO ( de “RAVEL” ), mas tocado como fosse “JAZZ”. Houve um break para 3 vozes, e o uso do sintetizador pelo virtuose “RALPH MACE”, diretor do departamento de música clássica da “PHILIPS RECORDS”, e agregamos a isto ROCK PESADO” pesado!!!!!!!!!!!” Fizemos uma “SINFONIETA”!!!
LHALHALHO!!!!!!!!! – observa o TIO SÉRGIO:
“JEFF BECK” e “JACK BRUCE”, mais “BOWIE”, mais “BELA BARTÓK”, mais “RAVEL”; e chamam um virtuose do SINTETIZADOR, e acrescem “otras cositas mas” , para uma faixa de apenas de 5,25 minutos!!!!!!!!!!!
Depois de ensaiar bastante eles contrataram horário no TRIDENT STUDIO. A verba da gravadora dava para 6 semanas de trabalho. “TONY” conta que BOWIE, ao longo da carreira, muitas vezes não trazia as letras prontas. O tempo inteiro havia esboços e ajustes se amoldando para um produto ainda em processo.
O disco é bom e interessante. A sonoridade é típica daquele momento. Soa um compósito entre um “quasi – BLACK SABBATH” domesticado; laivos de “WISHBONE ASH”; e pitadas do “HUMBLE PIE”. Há quem ouça um “KING CRIMSON” escondido em algum lugar…
Se é possível sintetizar, é um meio caminho entre o ROCK PESADO quase METAL dos primórdios dos anos 1970, e o ROCK PROGRESSIVO nascente. E tudo temperado com aquele vocal indefinível que “MARC BOLAN” introduziu no ROCK, e “DAVID BOWIE” desenvolveu. Ambos eram amigos, e chegaram quase ao mesmo tempo ao conceito futuro de “GLAM ROCK”. Hoje, daria para catalogar a obra como PROG.
As duas edições aqui postadas são iguais. A capa mais conhecida, na parte superior da foto, saiu na Inglaterra e no resto do mundo. Mas, sob o protesto de “BOWIE”, que desejava a outra capa, lançada somente na Alemanha e nos EUA. O CD também foi reeditado no Brasil, a uns tempos atrás, com o nome antes pretendido por eles: THE METROBOLIST.
“BOWIE” disse que THE MAN WHO SOLD THE WORLD é mais de TONY VISCONTI do que dele. A remasterização destaca bastante o trabalho do baixo e da guitarra. Ainda não é “GLAM-ROCK”: (pop/rock pesado + frescura) . Porém, está a caminho de. O que fica nítido com as produções posteriores de BOWIE, mesmo as produzidas por “VISCONTI”.
Mas, TIO SÉRGIO, tem mesmo escondidos aí os espírito de “JACK BRUCE” e do “JEFF BECK”?
Tem! Mas acabou!
POSTAGEM ORIGINAL: 06/06/2021
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Luiza Angélica Guerino, Jonas André e outras 43 pessoas

MÚSICAS E DISCOS PARA AQUECER O INVERNO. PENSANDO MELHOR, SÓ PARA CURTIR NO FRIO…

A memória profunda não se prospecta com sondas, furando para ver se jorra conteúdos encobertos. É preciso escavar com pás, cuidadosamente, camada por camada, revolvendo entulhos e preservando fragmentos.
Vez por outra, dou de cara com pepitas, ou coleções autônomas de possíveis preciosidades, que pedem observação minuciosa.
É imprescindível fazer espécie de arqueologia da própria alma: reconstruir o passado de si mesmo; juntar os cacos significativos, e os significantes para outras escavações. Depois, tentar extrair sentidos – talvez efêmeros…
É também necessário esquecer convicções. Falando claro, já venho deixando de lado as minhas no processo de viver. Meu modo preferido de expressão é a escrita sobre as músicas que escuto e gosto. Tento deslindar o aproveitável para mim, e talvez para outros.
Dias mais frios trazem à memória certos discos e sensações que, penso, expressam suposta profundidade. E aqui estão alguns, e em vários deles apenas certas músicas. Foram escavados com pás, cuidadosamente, ao longo do tempo. Vou repassar as pepitas a vocês.
Mas, “nonada”, é tudo impressão pessoal:
1) LOVE, “Forever Changes”, 1967. Lindo e triste, mesmo quando evoca um certo SUNSHINE POP da época. Tenham e ouçam inteiro. Mas, repitam “ad infinitum” “ALONE AGAIN OR”.
2) STEVE MILLER BAND, “Recall the Begining… a Jorney from Eden”, lançado em 1972. É considerado disco menor da banda – mas eu não acho! Ouçam “Nothing Lasts” e “Journey from Eden”. Retrogosto de nostalgia, e frio na alma.
3) DAVID CROSBY, “If I Could Only Remember My Name”, 1972. Disco lindo, triste, sinuoso e sofisticado. CROSBY é personagem enfurnado em si mesmo, desde quando perdeu a namorada em acidente de trânsito no preciso dia em que o clássico DJAVU, do CROSBY, STILLS, NASH & YOUNG, 1971, chegou ao primeiro lugar na parada americana! Lúgubre.
4) PAT METHENY GROUP, “American Garage”, de 1979. É maravilhoso, preciso, e “falso-radiante”! O resquício de tristeza decorre da produção “nórdica” de MANFRED EICHER, na gravadora ECM. É álbum imperdível. Ah, a opinião sobre temperaturas e humores é absolutamente pessoal do TIO SÉRGIO aqui!
5) GENE CLARK, em quaisquer de suas excelentes gravações. Aqui, nas 60 faixas da portentosa coletânea tripla “COLLECTED”, de 2021. CLARK sempre dá pena e compaixão quando canta! Era criatura tão desolada que sempre dizia estar indo ao encontro de GRAM PARSONS, um dos precursores do COUNTRY ROCK, que estevem com os BYRDS, e era seu amigo. Ele morreu de overdose…
Há música de CLARK na obra dos ingleses do THIS MORTAL COIL – gente alegre como o velório do melhor amigo…
6) LOU REED… Ora!!!??? É preciso explicar? Ouçam a “solar” “Perfect Day”, no álbum TRANSFORMER, de 1972. Deixa qualquer um em lágrimas…
7) JONI MITCHELL, “The Hissing of Summer Lawns”, saiu em 1975. Para mim, é o melhor entre os memoráveis discos que sempre fez!!! Pois, bem: JONI é a grande dama da carência afetiva; mestra em discutir a relação; poetisa de imagens precisas, delicadas; como as pinturas que faz. E, sempre, a voz doce e bem postada nas melodias soberbas que compõe.
JONI é canadense. E lá, calorosas somente lareiras e eventuais fogueiras. Ou, quem sabe, o abraço de urso polar… Para terminar, ela teve poliomielite perto dos 50 anos de idade…Infeliz!
😎 STRAWBERRY ALARM CLOCK, “Anthology”, 1971. Banda psicodélica americana de algum sucesso nos 1960. Normalmente são “alto astral”. Porém, contudo, todavia, procurem e ouçam uma das mais belas canções do “SUNSHINE POP”, a melodicamente nostálgica e sofisticada “Pretty Song from Psyched – Out”. O vocal muito bem arranjado, para canção nada cálida e nada aconchegante. É ouro puro!
9) PEARLS BEFORE SWINE, “The Use of Ashes”, 1970. O líder do grupo, TOM RAPP, desativou a banda depois de sete álbuns e sumiu! Virou “Case Pop”. Dia incerto, foi reencontrado em um Fórum nos Estados Unidos pelo advogado da parte contrária, que o reconheceu, e divulgou o fato ao mundo.
TOM RAPP havia vencido um certo ROBERT ZIMMERMAN, em concurso de poesias, no início dos 1960. Anos depois, fundou o P.B.S e fez discos ótimos, cults e colecionáveis. Depois, pulou fora, foi estudar economia, e tornou-se advogado de direitos civis.
RAPP é musicalmente tão caloroso, que tem música incluída em repertório do já citado “THIS MORTAL COIL”. Procurem conhecê-lo.
Espero que vários discos aqueçam vocês neste inverno, e muitos outros subsequentes. E que tudo o mais vá para o inferno!
POSTAGEM ORIGINAL: 05/06/2022
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BLOW – UP – 1966 – O GRANDE FILME DE MICHELANGELO ANTONIONI E SUA TRILHA SONORA EMBLEMÁTICA.

ANTONIONI gostava de JAZZ CONTEMPORÂNEO, conhecia ALBERT AYLER, estudou economia política, e antes de se tornar cineasta fez críticas de filmes.
Nada mais “COOL” e relevante no mundo intelectual do ocidente, lá por 1960 e 1970, do que estudar e admitir o cinema como arte de inovação, renovação e até esclarecimento popular. Alguns o pensaram como aliado das revoluções políticas vindouras…
Tornar-se um cineasta foi glamour contemporâneo ao de ser publicitário ou “modelo”. No desenvolvimento do capitalismo contemporâneo, tornaram-se duas profissões imprescindíveis na comunicação de massa para a divulgação de produtos, ideias, serviços e as benesses do consumo.
Aqui estão os dois paradigmas que definirão os personagem centrais de BLOW-UP, título original do filme, vertido horrendamente para o português brasuca para “Depois daquele Beijo” : publicidade e moda.
BLOW-UP, em fotografia, hoje significa ZOOM! A aproximação total em detalhes de uma imagem. O cerne do (talvez?) aparente mistério do filme.
Mas, o sub – tema principal relevante é outro: a mudança de costumes explodindo uma sociedade tradicional, que se atualiza em contraponto à caretice “imutável” aceita como característica da Inglaterra do pós-guerra. A Londres em meados dos anos 1960, mais pobre do que se pensaria, fervia quase indiscretamente em contestação aos valores, uso de drogas, sexo, indecisão moral e liberdades sem foco. Alienação, falta de habilidade no trato pessoal e hedonismo completavam o cardápio. Algo tipo um existencialismo errático e sem finalidade.
O personagem central, THOMAZ, interpretado por DAVID HEMMINGS, fotógrafo de moda assediado, disputado e bem remunerado, certo momento cisma em adquirir um antiquário apenas por comprá-lo. Desiste, porque no fundo tanto faz…
A trama de BLOW UP, baseado em um conto do escritor argentino JULIO CORTAZAR, cult na época, é conhecida por sua modernidade sem respostas; inconclusiva, nublada e DARK como a fria Inglaterra. Um enigma? Acho que não, porém…
Enfim, fotografando a esmo num parque THOMAZ flagra o que seria um assassinato. E aí entra em cena VANESSA REDGRAVE… Deixo para vocês verem como a trama se desenvolve. Talvez o mostrado não seja o que realmente aconteceu. Porém, como tudo no filme, também tanto faz…
Quem sabe seja possível definir o filme como “REALISMO ABSTRATO” – li por aí; e sei lá que isto significaria… No final, THOMAZ se mescla e se evapora na névoa onírica – existencial, que é o filme.
A trilha sonora é de HERBIE HANCOCK. Contratado por MICHELANGELO ANTONIONI, disse que ficou fascinado porque o diretor conhecia JAZZ MODERNO e de VANGUARDA.
Então, montou banda para fazer a TRILHA SONORA com a elite da modernidade americana daqueles tempos: FREDDIE HUBBARD, PHIL WOODS, JOE HENDERSON, PAUL GRIFFIN, JIM HALL, RON CARTER, JACK DEJOHNETTE e, claro, ele HANCOCK. Vejam por aí o que cada um toca. Foi tudo gravado em Nova York, em 1966.
Boa música, obviamente!
É interessante ouvir como HANCOCK fez tudo soar à “VERVE RECORDS”, com sotaque à “BLUE NOTE”. Se isto é possível – ou se entendi corretamente ao escutar… Há evidente inspiração em JIMMY SMITH e seu FUNK-JAZZ para cenas cruciais. Alguém disse que fotografar moda combina com o som dele. E a turma do ROCK ouvia JAZZ DANÇANTE…Portanto, bingo!
O momento mais agitado do filme foi gravado em um simulacro cênico do “RICKY-TIKY”, club de rock londrino. A cult e seminal participação dos YARDBIRDS, com JIMMY PAGE e JEFF BECK, nas guitarras, em rompimento total do clima do filme, é onde a SWINGING LONDON se expressa musicalmente, com sua irreverência, falta de limites e rebelião sonora.
A guitarra que JEFF BECK quebra agredindo um amplificador foi construída em papelão. Caos no palco e a plateia quieta, inexplicavelmente atônita, o contrário do que geralmente acontecia…
Mas, quem deveria ter feito a cena seria STEVE HOWE, do YES, à época guitarrista do sofrível TOMORROW, que também está na trilha sonora…
Para sorte de todos, e a eficácia do filme, nem THE WHO – também sondado para a cena – teria expressado melhor o que foram aqueles tempos.
TIO SÉRGIO acha culturalmente imprescindível assistir ao filme. E, se possível, conseguir a trilha sonora. As fotos da postagem refletem o que você verá!
Recomendo com entusiasmo!
POSTAGEM ORIGINAL: 06/06/2020
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OREGON – THE MOON AND MIND – VANGUARD – 1979

“TIO SÉRGIO” NÃO CONHECIA O DISCO. PLENAMENTE JUSTIFICÁVEL EM VISTA DA IMENSA DISCOGRAFIA DA BANDA, E A DIFICULDADE PARA SE TER ACESSO; SÃO ARTEFATOS raros, ESCASSOS, E CAROS!
ESTE ÁLBUM É UM POUCO DIFERENTE DOS ANTERIORES EM ORGANIZAÇÃO. EM NENHUMA DAS FAIXA TOCAM OS QUATRO CONJUNTAMENTE – E TALVEZ PELA PRIMEIRA VEZ.
MAS, SERIA PARA REALÇAR A INDIVIDUALIDADE E O TALENTO ENORME, EXPRESSIVO, DE CADA UM DELES?
CERTAMENTE.
O GRANDE “RALPH TOWNER”, VIOLONISTA DE ALTO NÍVEL, AQUI TAMBÉM ESTRAÇALHA NO PIANO. E QUASE EQUIPARANDO-SE AO NOSSO “EGBERTO GISMONTI” – PARA QUEM RALPH PERDE, PORQUE NÃO SABE CANTAR…
AS MÚSICAS SÃO, COMO SEMPRE, INCLASSIFICÁVEIS. EXUBERANTES E BELAS; NO EXTREMO DO BOM GOSTO MELÓDICO, HARMÔNICO E RÍTMICO.
PARA TENTAR DEFINIR, “TIO SERGIO” PROPÕE QUE SEJAM “NÃO – JAZZ JAZZIFICADO”… HUMMMM! “NÃO – FOLK”; “BUCÓLICAS”, “CAMERÍSTICAS” E “NÃO – TRISTES”. VIAJANTES SEM SEREM “LOUNGE”; “PROGRESSIVAS” , MAS NÃO “ROCKS”. INTEGRADAS POR PROXIMIDADE À “WORLD MUSIC”… QUE TAL?
O “OREGON” TANGENCIA UMA ESPÉCIE DE “FUSION – NEW AGE”, MAS LONGE DE SIMPLISMOS E REDUÇÕES COMUNS NO SUB-GÊNERO.
O GRUPO EXISTE HÁ DÉCADAS. FOI CRIADO NA UNIVERSIDADE DO OREGON – SURPREEENDENTE, NÃO! – NOS “SIXTIES”. SÃO MÚSICOS DE FORMAÇÃO ACADÊMICA; GENTE ESTUDADA E CULTA.
“PAUL McCANDLESS” TOCA INSTRUMENTOS DE SOPRO NÃO METÁLICOS. É MUSICO ESPETACULAR! “GLEN MOORE” É BAIXISTA DE ALTA PERFORMANCE ARTÍSTICA. E “COLIN WALCOTT” É RITMISTA MÚLTIPLO. TAMBÉM TOCA SITAR E INSTRUMENTOS ORIENTAIS DE PERCUSSÃO. “COLIN” + O TROMPETISTA DE JAZZ, “DON CHERRY”, + O POLI-RITMISTA BRASILEIRO, “NANÁ VASCONCELOS”, FIZERAM DOIS ÁLBUNS EXPERIMENTAIS MEMORÁVEIS, NA DÉCADA DE 1980, PARA A GRAVADORA E.C.M: “CODONA 1 E 2”. MUITO CONHECIDOS!
O “OREGON” GRAVOU DIVERSOS PARA A “ECM RECORDS”! É BANDA CULT E ULTRA COLECIONÁVEL.
ELES E “EGBERTO GISMONTI” REPRESENTAM, NITIDAMENTE, A “IMAGEM SONORA” DA ” ECM”, PORQUE MEIO ESTRANHOS, NADA CONVENCIONAIS. MAS SE BEM OBSERVADOS, A GENTE PERCEBE DE ONDE VIERAM…
AHHH, E SÓ PRODUZEM MÚSICA DE ALTÍSSIMA QUALIDADE! E, SEMPRE, COM O TEMPERO E RETROGOSTO DO PRODUTOR E CRIADOR DO SELO, “MANFRED EICHER”.
“TIO SÉRGIO” NÃO TEM INVEJA DE NINGUÉM. MAS DE “MANFRED EICHER” EU TENHO! AH, SE TENHO! VAI SER COMPETENTE E PRODUTIVO ASSIM LÁ… NO MUNDÃO, NO UNIVERSO…. ESTÁ BEM?
ENTÃO, MERGULHE COM ESPÍRITO, E DE CABEÇA. “OREGON” É A TRADUÇÃO PERFEITA DESSAS DUAS POSSÍVEIS IMERSÕES!
POSTAGEM ORIGINAL: 04/06/2021
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Nelson Rocha Dos Santos, Paulo Ricardo e 1 outra pessoa

ARCHIE SHEPP, “FOUR FOR TRANE”, 1964 . DON CHERRY, SYMPHONY FOR IMPROVISERS, 1966.

TIO SÉRGIO GOSTA DELES, E OS COLECIONA. MAS HOJE NÃO OS PREFERE…
A  AUSÊNCIA DE MELODIA MAIS EXPLÍCITA E IDENTIFICÁVEL; DE SINTAXE HARMÔNICA MAIS ESTÁVEL; O EXCESSO DE IMPROVISAÇÕES, MUITAS VEZES COM INSTRUMENTOS E TIMBRES APARENTEMENTE “NÃO CONJUGÁVEIS”, ANDA DESORGANIZANDO A MINHA SENSIBILIDADE – GERALMENTE CURIOSA, OUSADA E VANGUARDISTA. QUALQUER HORA, TALVEZ A IMPLICÂNCIA SE DILUA. A VER!
POIS BEM, COMPREI OS CDS JÁ USADOS. E SOUBE QUE O ANTIGO DONO É ESCRITOR E USAVA O “FREE JAZZ”,  E ADJACÊNCIAS,  PARA INSPIRAR-SE. MAS SÃO PORTOS INÓSPITOS! MESMO QUE PROFUNDOS E ATRACÁVEIS.
O CARA TROCOU OS CDS POR “NIRVANA”, “PEARL JAM”, ‘GREEN DAY” E QUE TAIS: ROCK DE ENERGIA PURA; MAS FEITO POR MÚSICOS DE CÉREBROS MENOS ARGUTOS… PELO JEITO, O ESCRIBA TAMBÉM ENJOOU…
ENTÃO, ELES POUSARAM EM MINHA DISCOTECA. EU TOPEI E APLAUDO: PORQUE MUITO LEGAIS! NO ENTANTO, SÃO ARTEFATOS QUE TENDEM A FICAR ADORMECIDOS – JÁ QUE VÍRUS PERIGOSOS… E HORA QUALQUER, TALVEZ DESPERTEM E INVADAM O MEU SISTEMA.
AFINAL, TIO SÉRGIO NÃO ESTÁ IMUNIZADO, DEU UMA PAUSA, MAS CONTINUA INTERESSADO NO DIFÍCIL E DURO DE OUVIR.
E VOCÊ?
POSTAGEM ORIGINAL: 03/06/2019
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YARDBIRDS EM METÁSTASE, OS PROGRESSIVOS: RENAISSANCE, ILLUSION E ANNIE HASLAN SOLO

THE YARDBIRDS foi excelente banda dos “sixties”, contemporânea dos BEATLES, e principalmente dos ROLLING STONES, com quem compartilhavam um viés para o BLUES e o R&B.
Histórica e fundamental, lançou três ícones da guitarra: ERIC CLAPTON, JEFF BECK e JIMMY PAGE. Está nas bases do HEAVY METAL e do HARD ROCK, com PAGE e o LED ZEPPELIN. E menos verticalmente com o JEFF BECK GROUP.
Porém, é menos lembrado que esteve na gênese da PSICODELIA INGLESA, com várias gravações entre 1965 e 1967. E, mais importante, ajudou a consolidar o desenvolvimento do ROCK PROGRESSIVO, quando o baterista JIM McCARTHY e o vocalista KEITH RELF deram origem à primeira formação do RENAISSANCE, também consequência do mesmo espólio.
Quando os YARDBIRDS entraram em colapso, em 1968, McCARTHY e RELF experimentaram outros caminhos com JANY RELF, irmã de KEITH, cantora de estilo e voz mais lúgubre. E trouxeram o pianista JOHN HAWKEN e o baixista LOUIS CENNAMO. Aliás, a mesma base que retomou o PROGRESSIVO em 1977/1978, com o ILLUSION, na cola do sucesso feito pelo RENAISSANCE remodelado.
Voltando à história, o pulo do tigre, para a primeira versão do RENAISSANCE, foi a FUSÃO de FOLK INGLÊS e MÚSICA CLÁSSICA DE CÂMARA. Gravaram dois álbuns interessantes, embrionários: RENAISSANCE, 1970; e ILLUSION, 1971, em que o guitarrista MICHAEL DUNFORD, já participa.
Mas bem longe da experiência SOLAR, e de grande sucesso que o grupo totalmente modificado passou a viver à partir de PROLOGUE, 1972, com a icônica vocalista ANNIE HASLAN; o próprio DUNFORD, o tecladista JOHN TOUT; JOHN CAMP no contrabaixo, e o baterista TERRY SULLIVAN.
A ascensão do RENAISSANCE foi vertiginosa, com discos sempre melodiosos, bem produzidos, muitas vezes excessivamente melífluos, mas colecionáveis e inesquecíveis. ASHES AR BURNING, 1973; TURN OF THE CARDS, 1974; SCHEHERAZADE, 1975; LIVE AT CARNEGIE HALL, 1976; NOVELLA, 1977, são os que tenho e postei. Há outros.
Quem curte ROCK PROGRESSIVO SINFÔNICO não deixa de notar a inspiração que o RENAISSANCE buscou nos MOODY BLUES, por exemplo. E está, também, no vértice com a NEW AGE MUSIC, disseminada e autônoma décadas para cá.
ANNIE HASLAN sempre teve luz e carreira próprias. Inspirou KATE BUSH e ENYA. E é nítida a influência dela em FLORENCE & THE MACHINE e seu progressivo contemporâneo light. Deixou, inclusive, certo retrogosto em LANA DEL REY…
HASLAN gravou discos instigantes, como ANNIE IN THE WONDERLAND, produzido, em 1977, por ROY WOOD, seu ex-“namorido”; notório e CULT “maluco beleza”, e um dos criadores dos britânicos THE MOVE, e ELECTRIC LIGHT ORCHESTRA, na década de 1970.
Em 1989, ela gravou para a EPIC outro disco memorável, chamado simplesmente ANNIE HASLAN. A versão de “MOONLIGHT SHADOW”, original de MIKE OLDFIELD; e “THE ANGELS CRY”, com a participação de JUSTIN HAYWARD, dos MOODY BLUES, são deliciosas.
Vale relembrar mais outro artefato CULT e RARO: “UNDER THE BRAZILIAN SKY”, gravado em PETRÓPOLIS, na concha acústica do PALÁCIO IMPERIAL. Não sei precisar se é o mesmo que vi em edição PIRATA, com FLAVIO VENTURINI e BANDA. Mas, é, também, disco imperdível e colecionável.
ANNIE, pessoa carismática, aberta e simpática, e o RENAISSANCE, excursionaram no BRASIL não muito tempo atrás, com outra “banda discípula”: o CURVED AIR, de SONJA CHRISTINA – cantora mais na linha de … JANE RELF – nada SOLAR.
Os CDs na foto são da minha coleção. A maioria em edições japonesas. O RENAISSANCE é Imprescindível para compreender e gostar de algumas belas e sofisticadas tendências do ROCK na década de 1970: o PROGRESSIVO SINFÔNICO E SUAS ADJACÊNCIAS.
POSTAGEM ORIGINAL REVISTA DE 01/06/2022
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JANIS SIEGEL E FRED HERSCH – “ECLÉTICOS – SELETIVOS” OURIVES DA MÚSICA

Ela foi parte do excelente JAZZY/POP grupo vocal americano MANHATAN TRANSFER. Quatro cantores sofisticados e talentosos, capazes de elevar em nível máximo COLE PORTER, JONI MITCHELL, DJAVAN, SLY & THE FAMILY STONE, TOM JOBIM, e tantos outros. Eles sabiam cantar tudo! E os arranjos esfuziantes e moderníssimos não deixam quietos quem curte um som, ou quer dançar. Eles animam qualquer festa ou reunião entre amigos!
JANIS tem carreira solo tão virtuosa e versátil quanto em grupo. Vai muito bem com trios, quartetos e outras formações. E ajusta em estado da arte a sua voz expressiva e controlada, bela e quente, com o piano de FRED HERSCH.
Os discos aqui postados são todos recomendáveis. Relaxantes sem serem vulgares; e melódicos sem pieguices. Gravações de alto nível artístico e técnico – seguramente!
O meu predileto é “SLOW HOT WIND”, de 1989, em que SIEGEL & HERSCH dão à luz compositores modernos como JAMES TAYLOR, JULIA FORDHAN, JUDY COLLINS entre vários. Escolheram músicas e repertório pouco usuais. E muito interessantes, eu garanto.
Aliás, tenham o prazer em conhecer FRED HERSCH. É músico e artista de altíssima qualidade. Arranjador de bom gosto, capaz de realçar repertórios extensos e inusitados, dando-lhes tintura jazzística pessoal, imprescindível e adequada.
HERSCH tem sólida formação musical, e carreira como pianista tão cintilante quanto a de JANIS SIEGEL. Esteve com ART FARMER, JOE HENDERSON, LEE KONITZ, STAN GETZ e CHARLIE HADEN, só para citar alguns. E gravou intensamente tanto solo como em grupo. Ele recebeu um GRAMMY, e sua extraordinária versatilidade é aclamada pelo público, e também pela crítica.
Postei os discos que tenho de FRED; muito poucos – por enquanto: “PLAYS JOBIM”, 2009; “PLAYS RODGERS & HAMMERSTEIN”1996; “AT MAYBECK”, 1994; e o extraordinário “THE FRED HERSCH TRIO”, lançado em 1994, com repertório que vai de ORNETTE COLEMAN a HERBIE HANCOCK, passando por WAYNE SHORTER, MILES DAVIS, e reluzentes de igual nível.
FRED HERSCH gravou muito mais, é só procurar. E há pelo menos mais dois que me põem a babar para a LUA: “SILENT, LISTENING”, 2024, feito para a ECM RECORDS; e “SONGS FROM HOME”, 2020, onde há músicas de JONI MITCHELL, PAUL McCARTNEY, JIMMY WEBB e por aí vai… É considerado talvez o seu melhor álbum entre tantos irrepreensíveis…
FRED E JANIS são dois instigantes bálsamos nesses tempos vorazes e doentios.
Descubram e curtam! Valem a pena!
POSTAGEM REVISADA: 01/06/2024
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FRANGOS, UMA REFLEXÃO. E A TRILHA SONORA POSSÍVEL: CHICKEN SHACK, ATOMIC ROOSTER, E OS ROLLING STONES

Eu adoro! Assado, grelhado, cozido, a passarinho, numa bela canja, por aí… É bicho gordurento, mas tanto faz: humanos dão conta disso…
Pensando bem, que pobre bichinho! Há bilhões e bilhões deles espalhados pelo mundo. Valem nada; e crescem para os nossos prazeres e alimentação. Vivem sob nossos desígnios e poderes. São, metaforicamente, os chineses e os hindus, os africanos e os miseráveis do mundo… Custam barato.
O nascimento é uma sentença de morte: 60 e poucos dias e ponto. Sem história, e nem glória. São precários por necessidade e condicionamentos que o homem lhes impõem… Talvez sejam os maiores oprimidos do reino animal! São devastados e repostos continuamente…
Esses dias, comprei um peito para fazer canja. Não reparei, mas o bicho estava crescido: era um galo quando foi abatido. E se vingou de mim e minha panela de pressão: carne dura, e sem sabor…
Poucas vezes reclamei deles. Mas achei um descaso o bicho estar tão sem gosto. Então, eu o algoz do bicho, pensei comigo: nunca mais! Toda a vez em que for buscar o pobre galináceo vou dar uma geral, e ver se tem o tamanho máximo; e se tenro para o meu deleite.
Eu, você e o mundo somos cruéis com criatura tão útil e indefesa. Hoje, hipocritamente faço orações quando meu prato chega. E, quem sabe, ele reencarne homem ou bicho menos vulnerável.
Para se ter uma ideia do “quê” somos basta verificar a nossa posição na cadeia alimentar.
O resultado não é lisonjeiro.
Ah, fui buscar na coleção alguns discos e artistas que tenham relação com o nobre e supliciado bichinho, estão na foto:
CHICKEN SCHACK ( galinheiro ); ATOMIC ROOSTER (galo atômico), e os ROLLING STONES no clássico ‘LITTLE RED ROOSTER”, de Willie Dixon.
Có, có, có, cocoreco, có, có!!!!!!!!!
POSTAGEM REVISTA: 31/05/2025
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