Pianista, arranjador e compositor americano, que se tornou teórico importante da vanguarda musical por ter criado, em 1953, um MÉTODO DE HARMONIA BASEADO EM JAZZ, em vez da música clássica europeia – como era o comum.
Sua teoria influenciou GIL EVANS, JOHN LEWIS e, principalmente, o JAZZ MODAL que MILES DAVIS desenvolveu em KIND OF BLUE.
Em meados dos 1960, o JAZZ se encontrava em um dilema: a forma tradicional vinha perdendo prestígio do público; e os músicos profissionais estavam ficando sem mercado de trabalho.
Foi quando o conceito de FUSION foi criado e incorporado à linguagem “jazzística”, admitindo uma certa aproximação com o POP.
Incontáveis músicos importantes, entre eles WES MONTGOMERY, JOHN COLTRANE e o próprio MILES enveredaram por esse caminho. Aliás, multifacetado e diferente de artista para artista. Há uma infinidade de discos obscuros, esquecidos nas discografias oficiais, que expõem a mudança.
Talvez fosse curioso montar uma coleção com esses discos. Mas é preciso investigar, buscar, estudar para se chegar a eles. Exigirá escavação meio às cegas. Mas, por que, não?
Os discos da foto são parte de um BOX que junta a produção para duas gravadoras: BLACK SAINT e SOUL NOTE. A música de GEORGE RUSSEL é um multimercado sonoro:
MISTURA MÚSICA ALEATÓRIA, MÚSICA ELETRÔNICA, EXPERIMENTAÇÃO COM VOZES, algo de ROCK PROGRESSIVO – por assim dizer…; E FREE JAZZ e JAZZ CONTEMPORÂNEO e MODERNO!
Muito louco, por supuesto!
Não são pastiches mal pensados. Há originalidade evidente. Seguindo a tendência dos músicos de JAZZ da época, RUSSELL migrou para a Europa. Foi para a ESCANDINÁVIA, em 1964, onde gravou e influenciou a turma que futuramente daria a base sonora da GRAVADORA E.C.M!
Há nos discos JAN GARBAREK, TERJE RYPDALL, JON CHRISTENSEN, entre vários, à época muito jovens, e aproveitados por causa do perfil vanguardista.
O BOX é muito diferenciado e, talvez, seja demais para muitos. Então se puderem escolher foquem em “ELECTRONIC SONATA FOR SOULS LOVED BY NATURE” e “TRIP TO PRILARGURI”, que expressam mais claramente o compositor e suas intenções.
É BOX para colecionadores de vanguardas, músicas incomuns e curiosidades competentes.
Encarem – se tiverem coragem…. PUBILIDAÇAO ORIGINAL 31/01/2019
Há dúvidas sobre a importância musical e cultural do tio RAY? Claro que não!
RAY CHARLES ROBINSON foi um autêntico gênio. Cego, estudou em escola pública, como era o esperado, e assumiu o “BRAILE” com espontaneidade, entusiasmo mesmo! E aprendeu a ler, escrever, e interpretar textos.
Em oito anos de estudos leu e compreendeu MARK TWAIN, e outros clássicos. Estudou as sonatas de CHOPIN, e a BÍBLIA também. Ele gostava de dicionários, e os consultava.
RAY disse que aprendeu muita coisa na escola; e muita coisa fora dela, como gostar de DUKE ELLINGTON, ELLA FITZGERALD, e JO STTAFORD. Gostava de JAZZ, e de NAT KING COLE.
Sua carreira como artista foi cintilante.
Dizer o quê?
Atuou de 1949 a mais ou menos 2000. Foram 62 ÁLBUNS, 127 SINGLES e incontáveis coletâneas; há vídeos, também. E muitas participações de e com outros artistas. Era ativo e autoconfiante. Foi BANDLEADER competente.
Ele “é um estilista como cantor e pianista”, e tinha voz personalíssima, reconhecível em quaisquer latitudes da Terra.
RAY CHARLES gravou do R&B ao COUNTRY. Cruzou do ROCK ao JAZZ, voou pelo POP mais refinado; e fez sucesso em todas as fases!
Deixou seguidores mundo afora. De GARY BROOKER a STEVIE WINWOOD a GARY WRIGHT, eles todos tecladistas e cantores que emulam o Tio RAY. E muitos mais…Ah, quase esqueço STEVIE WONDER, discípulo dileto! E isto só pra ficar nos anos 1960/1970!
A miscelânea aqui postada, “INSPIRED BY GENIOUS OF”, tem gente de todo tipo. Vai de seus contemporâneos no ROCK and ROLL, EDDIE COCHRAN e JERRY LEE LEWIS; a grupos do BEAT INGLÊS, como ANIMALS e MANFRED MANN. Também cantoras de BLUES, JAZZ e R&B, como BONNIE RAITT, DIANNE REEVES e RUTH BROWN. E tem LOU RAWLS, JOE COCKER e STEVE MILLER…
E, claro, não faltou o maior de todos. PAUL McCARTNEY!
Se encontrar o CD, não titubeie. RAY CHARLES permeou a música contemporânea indelevelmente.
O BOX da foto é magnífico, estupendo; pega sua fase ATLANTIC, e foi lançado pela RHINO RECORDS, em 2005. Traz o fino do R&B em 164 músicas. Tem belo, ótimo e luxuoso livro explicativo com texto, fotos discografia. E, claro, 8 CDs com tudo, tudinho, o que RAY fez na gravadora.
O BOX em si é a reprodução de uma vitrolinha portátil, aquelas dos anos 1950, com um SINGLE do tio RAY no prato. UM MUST para colecionadores!
Coloquei pra ilustrar, mais 5 CDS originais, com capa e tudo, que também estão no repertório do BOX, mas fora dele.
Aqui, temos “apenas” a primeira fase de RAY. Estou à procura, se não custar o meu “TERCEIRO OLHO”, de sua fase mais conhecida, na GRAVADORA A.B.C. Tenho alguns discos, mas poucos….
É por lá que está um clássico estupendo e regravado ao limite, “I CAN´T STOP LOVING YOU” – simbiose inesquecível entre o R&B e a COUNTRY MUSIC, e que todo mundo conhece.
Falar de RAY CHARLES deixa qualquer um inibido. Ele foi maior do que consigo descrever ou elogiar. É reverenciar e curtir. Tempos não muito distantes, fizeram espécie de cinebiografia dele. Muito boa e adequando.
Quem não conhece o RAY CHARLES ROBINSON sequer passa em vestibular para o primeiro grau do POP e do ROCK!
Conosco e os deuses, RAY CHARLES! ORIGINAL 29/01/2020
Entre os meses de outubro de 1958 e agosto de 1959, vieram ao mundo três discos seminais, clássicos absolutos ouvidos de lá em diante por gerações, e reeditados por diversos meios.
Aqui estão obras que influenciaram o futuro; ou se tornaram apenas sucesso de público quase eterno.
Eu falo do primeiro disco de JOÃO GILBERTO, “CHEGA DE SAUDADES”, de outubro de 1958 que, além do violão inovador e a presença de TOM JOBIM, teve a colaboração essencial de um baterista que reorientou o samba para novos rumos, mais próximo ao que faziam os jazzistas de seu tempo: MILTON BANANA.
Sem ele, a tradição não teria sido renovada em formato mais contemporâneo. A BOSSA NOVA passa pelos três em consórcio insubstituível.
No dia dois de março de 1959, foi gravado “SO WHAT?”, a primeira faixa do álbum que simboliza a modernidade no JAZZ, “A KIND OF BLUE”, de MILES DAVIS.
Começa com o baixo de PAUL CHAMBERS. Em seguida, criando caminhos para todos seguirem vem BILL EVANS, o genial pianista, que estrutura a música que virá com a sutiliza e arte que o consagrou.
Eis que a um minuto e trinta e um segundos, desponta para o eterno o BATERISTA JIMMY COBB.
Na caixa acústica ressoa o prato que preenche por completo o ambiente, e libera MILES DAVIS, JOHN COLTRANE e o resto do grupo para criar uma das faixas fundamentais da história do JAZZ.
Ouçam JIMMY COBB sob a perspectiva de um ARAUTO. Um Messias! Eu faço isto frequentemente! É a nave JAZZ singrando o cosmo rumo a sabe-se lá o quê, ou quando!
Para incrementar a discussão, um disco talvez mais fraco, comparativa e artisticamente falando, porém entre os mais vendidos na história da música: “TIME OUT”, gravado por DAVE BRUBECK QUARTET. E a faixa mais popularmente associada ao que seria, humm…JAZZ: “TAKE FIVE”!
Pois, é!
Curiosamente, os que brilham são PAUL DESMOND, no SAX ALTO, e um solo algo comportado do grande BATERISTA JOE MORELLO, porque feito para consolidar a música, marcando antológicos um minuto e cinquenta segundos de apresentação de MORELLO, minuciosamente definidos.
O PIANO de BRUBECK os acompanha com a mestria à beira da música clássica; um dos atrativos para um público branco, mais rico e refinado, que os quatro atingiam. E foi tudo feito em agosto de 1959.
Por favor, jamais suponham que havia racismo. Para os que têm dúvida, procurem outro disco do quarteto de BRUBECK, acompanhando o fantástico BLUES-SHOUTER, JIMMY RUSHING.
Quero argumentar: no espaço de dez meses o mundo da música recompôs rumos! E o JAZZ passou a ganhar mercados.
Mas, o que fazem por aqui, TERJE RYPDAL, um guitarrista inovador; o baixo consagrado de MIROSLAV VITOUS; e JACK DeJOHNETTE, neste sensacional disco da gravadora ECM, de 1979?
É “FUSION à COLD?”
O toque em alto estilo de JACK DeJOHNETTE comandando os pratos da bateria, tornou-se uma das marcas registradas do JAZZ CONTEMPORÂNEO EUROPEU; e neste álbum conduz a incrível e peculiar sonoridade desse “JAZZ POWER TRIO” multinacional.
JACK DeJOHNETTE tem discípulos espalhados pelos discos da gravadora ECM. E pelo mundo… Músicos que, como ele, se recusam a meramente acompanhar, e constroem andamentos, harmonias e melodias com a bateria.
A nova safra de discos da gravadora traz um JAZZ muito peculiar, fincado em música onde o tema central é desconhecido, abrindo espaço para solos e a participação de todos, em um “continuum” que não parece improvisado, ao contrário.
O trio do pianista WOLFERT BREDERODE, neste álbum de 2016, faz música de beleza, sobriedade e sutileza imensas! E abre com aquele som do prato que JACK DeJOHNETTE criou. imperdível!
Você talvez estranhará e perguntará:
Mas, TIO SÉRGIO, e o “LED ZEPPELIN 4”, lançado em 1971, o que faz por aqui?
Ora, a mais esfuziante, “acutilada” e talvez mais conhecida abertura com os pratos da bateria está em “ROCK AND ROLL”.
JOHN BOHNAM, um quase batuqueiro, arrebenta o jogo para sempre, o eterno sempre!
Conheci Renato uns quarenta anos atrás. É pai da Isabela, casada com o Toninho, meus cunhados. Nos víamos vez por outra em festas familiares, e ocasiões especiais, e minhas impressões sobre ele sempre foram as melhores. Renato é ( eu mantenho no presente ) das raras pessoas bem-vindas em quaisquer ambientes.
Papeamos diversas vezes. A mesa, os copos, a música – geralmente o bom samba que o Toninho e sua turma sempre nos propiciam -, e mais gente conversando, agregando assunto à vida sempre curta.
Conversar é preciso – porque para gente como “seo” Renato papear é viver! Viveu, vive…
Renato é ( continuo no presente ) um dos grandes contadores de histórias que conheci. Começo, meio e fim. Experiências, invenções, exemplos catados em fragmentos de memória, e transformados no papo que seguia ( segue? )…
Entre os melhores momentos em que cruzamos não foge de mim um final de ano, talvez 25 atrás, em Cotia, na casa do Toninho e da Isabela.
À mesa na varanda, idosa, digna, cult estávamos eu, Renato, meu pai Fernando, o Antonio meu sogro, e um velho e querido amigo de todos nós, Naiff Haidar.
Arrisco afirmar que as pedras de gelo poucas vezes sentiram-se tão honradas e à vontade. A conversa regou o prazer da convivência; esticada ano novo adentro…Inesquecível!
Há cinco anos Renato deu um passo a frente de todos nós. E estivemos lá honrando sua existência. E, depois, fizemos o que ele fez em incontáveis ocasiões: fomos ao Restaurante do Clube Colping, um aconchegante lugar para comer e beber, no Campo Belo, São Paulo, e ocupamos várias mesas.
Cerca de 50 pessoas entre parentes e amigos. Repetimos a preferência do Renato com dor na vida e alegria triste no coração.
Quando saí, disse a todos: quando eu estiver pela bola sete, e depois de ela cair na caçapa, que todos se encontrem num bar para celebrar a vida pontuada pela morte.
Uma tarde, paulistana tarde, em bairro próximo a bairro nobre da zona sul da Capital de São Paulo, eu e o então meu amigo Ricardo visitamos outro amigo dele. Evento perdido no tempo. Talvez há uns 49 50 anos.
Era um cara legal e mais velho do que nós dois. Italiano e algo reservado; arquiteto em fase de projeção que, depois, tornou-se famoso. Morava em casa moderna e ampla que havia construído. Intrigante, cool!
Tinha discos, mas o som não era essas coisas. O que “eram” demais – e se me recordo, um tanto a mais do que demais!!!! – eram as duas namoradas que coabitavam fazendo um Power Trio harmônico, excitante, fora das normas: uma negra e outra branca. Belas. Mas, nada esfuziantes! Naturalmente integradas aos comportamentos que rolavam no anno domini de 1972, por aí…
A dobradinha literalmente sem bucho incendiou minha imaginação, que perscrutava hipóteses, técnicas, táticas, capítulos e integrações possíveis entre aqueles três. Moderno ao cúmulo; mas, improvável pelo que conhecia ao vivo da vida.
Chegamos lá, recepção casual, sem bebidas ou antipatias, mostraram para nós a aranha capturada dentro da casa. Enorme; perigosa, mas rejeitada em vidro de maionese. Era parte da decoração, um contraponto incômodo.
E veio o cachorro, de raça, talvez pastor alemão. Grande, mas abilolado por uma brincadeira que vi, tempos após, em um estúdio de rádio durante o programa “KALEIDOSCÓPIO”, do Jaques Sobretudo Gersgorin, em meados dos anos 1970:
O pessoal fumava maconha e soltava a fumaça no focinho dos bichos! Eu garanto: cachorro voa; aqueles pobres, ao menos, voavam…Maldade, ontem; e crime, hoje em dia…mas, parte do underground, da contestação periférica à caretice da ditadura…
Este pessoal era da ala psicodélica da esquerda…
A visita foi para bater papo, distrair o ócio. Coisas entre vizinhos, que Ricardo, o meu amigo, e o arquiteto eram.
O quarteto fumou maconha; eu não. Odeio a erva. E ficou a observação do natural improvável; e, depois disso, os perfeitamente possíveis trios, ou quartetos, quintetos, múltiplas escolhas e conúbios que sempre aconteceram e acontecem…Sexo é banal…
O tempo passou, nunca mais ouvi falar do Ricardo. Sobre o arquiteto famoso eu soube, mas não falo; das moças não sabia e jamais soube.
Discrição e naturalidade são meios de se penetrar no âmago dos pequenos segredos. Quem fofoca não é convidado. E, antes de tudo, eu sempre fui um cavalheiro
Acordei com a impressão de que a minha discoteca tem vários pavilhões organizados de acordo com a periculosidade dos moradores, ou detidos… Tem espaço para LULUS FOFINHOS e CHIWAWAS IRRITADIÇAS. E locais para LOBOS, LEÕES, TIGRESAS e outros “SUPER FURRY ANIMALS”. E, também, para bichos movediços, cediços, obscuros e arredios. Talvez boa parte do que publico agora esteja nessa categoria. Claro, importei alguns LOBOS e CHIWAWAS que dão um certo tempero e reduzem o perigo de tédio. Talvez nunca os sub-estilos nomeados tenham tido expansão tão grande do que a partir do PUNK, cerca de 1975. O ROCK dos anos 1980/1990 não é minha especialidade e nem predileção. Mas, como todo curioso e xereta do POP, dei minhas mordidas, tomei ferroadas, expulsei alguns bichos e mantive outros; HÁ VÁRIOS DISCOS LEGAIS e INTERESSANTES. Resolvi focar nos chamados NEOPSICODÉLICOS. Definitivamente, talvez! É possível que alguns a turma não concorde que sejam totalmente PSICODÉLICOS. Mas, tio Sérgio foi torturado no ROCK AND ROLL HALL OF FAME, confessou e entregou: quando escuto “WISH”, do THE CURE, sinto os ELECTRIC PRUNES escondidos debaixo das saias de ROBERT SMITH. É só levanta-la! Vá e faça um ultrassom em BECK quando ouvir MUTATIONS. Você encontrará útero engravidado e ouvirá o coração de RAY DAVIES, KINKS, cerca VILLAGE GREEN. Êpa! Há gêmeos! Tem um SYD BARRETT escondido ali! Anos atrás – quase muitos! – perguntei ao Fernando Naporano o que achava do “RIDE”. Ele respondeu meio encabulado que não gostava. Porque os moços apareciam nos “Programas do Chacrinha na Inglaterra”, e não eram lá essas coisas. Concordo. Mas procurem conhecer “CARNIVAL OF LIGHTS”, álbum PSICODÉLICO até o último reduto! Se você não encontrar os BYRDS de 1968/69 por ali, é porque tem bebido errado! É um grande disco! E há esse BOX DOS CHARLATANS. Até excessivo para mim. No entanto, o mantive porque tem esse TRAVO PSICODÉLICO que a turma do BRITPOP sabia fazer bem. E o PULP, heim? Nossa, TIO SÉRGIO? Eles? Sim, disco perfeitamente categorizável como PSICODÉLICO e talvez PROGRESSIVO. E vem com ajuda na produção e orquestrações do SCOTT WALKER, sempre um plus e garantia de não-mesmice! É bom, sim senhor! As meninas do LUSH eu adoro. E “SPLIT” é um disco lindíssimo, no precipício entre a PSICODELIA e LAIVOS PROGRESSIVOS. Elas não são CHIWAWAS! São LEOAS! Quem encontrar a coletânea delas não se arrependerá! E acho imprescindível que vocês conheçam o disco do SLOWDIVE, NEOPSICODÉLICO nítido e cult! Há duos pop algo sui-generis nessa parada. Os franceses do AIR, para alguns TECHOPOP CHIC. Eu enxergo nesse disco viagens movidas por alguma química… E os belgas ( ou holandeses, ou sei lá… ) do DE VISION? Comprei há duas décadas na loja do ALEXANDRE TWIN. Fazem a ponte entre os MOODY BLUES e o DEPECHE MODE! Mas pode isto, TIO SÉRGIO? Pode sim; e é bem legal! Meus ouvidos enxergaram hálitos de ROCK PSICODÉLICO em vários discos do RADIOHEAD, OK COMPUTER, inclusive. E nas “guitarras quase INDUSTRIAL ROCK” do CURVE e MY BLOOD VALENTINE. Falar o quê dos PIXIES, JESUS & MARY CHAIN, STEREOLAB, RAIN PARADE, COCTEAU TWINS, PLACEBO, SPIRITUALIZED, KULA SHAKER e, principalmente, em “MELLON COLLIE” dos SMASHING PUMPCKINS? E recomendo o “THIS MORTAL COIL”, neste BOX de 4 CDS, um deles com as versões originais sobre as quais eles fizeram covers! É muito bom e artisticamente estiloso. Aproveitem se puderem, encontrarem, e optarem pelo excelente e talvez definitivo resumo de todo o BRIT POP. É o caixotão chamado THE BRIT BOX”, que traz em 4 CDS 78 MÚSICAS de todo o mundo e seus amigos: OASIS, BLUR, CATATONIA, e tantos e tontos que é bom vocês pesquisarem. Não é tri-legal, como diziam os gaúchos? Então, “SANTO DAIME PAZ” – aliás, em matéria de trocadilho infame talvez seja o meu recorde. Divirtam-se!!! Publicação original em 24/01/2021
Claro, AMY, a garota inglesa, descendente de judeus, magnífica voz CONTRALTO, BOCA SUJA e LETRAS “MELHORES” AINDA, teria tudo para ser das maiores cantoras POP de todos os tempos ( de sua época foi, sem dúvidas ). A curta discografia da moça, vendeu mais de 40 milhões de cópias. Um feito movimentado por sua morte precoce, aos 27 anos de idade, como JIM MORRISON, BRIAN JONES e JANIS JOPLIN. Seu disco “BACK TO BLACK” é espetacular, porque conservador, o que lhe deu oportunidade para mostrar o inquestionável talento. Foi o álbum mais vendido no mundo, em 2007, seis milhões de cópias! E, só no Brasil, foram mais de 500 mil cópias compradas por seus fãs e adjacências! HIDDEN TREASURES, outro álbum que está na foto é bom, também. Mas, cheira inacabado, e prospecta caminhos complementares ao seu potencial artístico. Expondo alguns porquês do sucesso dela. AMY JADE WINEHOUSE esteve pouco tempo entre nós, e infelizmente se foi. Levada pelas drogas e suas mazelas correlatas. Ouçam a menina! Há encantos claros!!!
CARLA GILBERTA BRUNI TEDESCHI, a burguesinha ÍTALO – FRANCO – SUÍÇA, é figura do Grand Monde! Refinada, e um furor em quaisquer ambientes sociais onde pise, e o quê mais se quiser aventar. Ela e o marido, o ex-presidente francês NICOLAS SARKOZY foram um must, em Brasília, quando aqui estiveram no governo de FHC. Ahhh, como gastaram o francês, junto à plateia mesmerizada! CARLA deu uma canja, relataram… O padrasto dela era colecionador de artes, e um dos donos da petroleira italiana ENI, e outros negócios talvez menores. O cara era podre de rico! CARLA BRUNI foi TOP MODEL internacional!!! No final da década de 1980 faturava 7,5 milhões de dólares por temporada!!!! Fazia dinheiro. Não dependia dele, talvez… Porém, era moça educada que gostava de música. Como deixam claro os disquinhos por aqui. E, como “CANTA BEM A FELINA, MON DIEU!” Tem VOZ ROUCA na medida certa! É afinada, agradável; um quê de FRANÇOISE HARDY ( vovô JAGGER andou por lá, também! ), portanto, um charme à NARA LEÃO cruzado com RITA LEE, e muita personalidade. Ela faz tudo de propósito, profissionalmente. E sabe controlar suas possíveis deficiências usando técnica e estilo. CARLA canta e fala correntemente francês, inglês e italiano. O repertório é o chamado eclético seletivo. Várias canções autorais; e musicou poesias de poetas de qualidade, também. Gravou LOU REED, ABBA, AC/DC ( pasmem!!! ) , DEPECHE MODE, os STONES …e quem mais por bem houvesse! Ahhh, o que ela faz não é baba, mas POP com algo FOLK e aquele charme “à française”. É legal ouvir, sim! CARLA BRUNI antes de se tornar ex – primeira dama francesa, “NAVEGOU” homens variados. “Singrou” com MICK JAGGER, ERIC CLAPTON, KEVIN COSTNER, DONALD TRUMP…Discretamente, como requer numa saída à francesa. Alpinista social? Quem sabe, especulariam o TIO SÉRGIO e o mundo. “ASCENDANT AVEC ÉLÈGANCE”. Afinal, ela sempre esteve por lá…E foi aportar em SARKOZY, onde sossegou…
SIM, MADAMES E SENHORES!!! AMY JADE e CARLA GILBERTA SÃO DUAS ICONOCLASTAS DE TALENTO.