DEUS, PÁTRIA E FAMÍLIA:

UMA INICIAÇÃO AO PATRIOTISMO FASCISTOIDE IDIOTIZANTE.

Não sou um patriota. Pelo menos no sentido em que o encerrado governo liderado por JANJO ( JAIR + ANJO ), agora autoexilado na DISNEYLÂNDIA, pregou incentivando incautos a segui-lo.

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA a grande maioria dos habitantes desse planetinha desvirtuado, de alguma forma têm relação ou alguma identificação.

Mas, a inteligência dos significados fica nos detalhes. E aí MANÉS crédulos e “LOSERS” , a minoria dos votantes no TROGG, se extraviam dos conteúdos.

Vamos lá:

DEUS? QUAL DEUS?

O ALAH dos muçulmanos? As centenas de deuses do hinduísmo?

As concepções cristãs evangélicas? Católica? Ortodoxa?

Sem falar as diversas deidades africanas. E os budistas, xintoístas, e vasto etc? E outros inclassificáveis, aqui esquecidos porque minoritários planeta adentro?

Só de início já está claro que não se pode escolher um ídolo, ou signo, ou mesmo utilizar um putativo conceito para englobar a todos no BRASIL e, menos ainda estendê-lo ao mundo.

Então, sejam modestos e respeitosos. E RETIREM DEUS DA POLÍTICA!

PÁTRIA: todos têm, mas são diversas e com substâncias variadas e variáveis.

E, no BRASIL, temos um baita empecilho GEOPOLÍTICO: somos o maior país da América do Sul, o único que fala português, cercado por vizinhos diversos, a imensa maioria falando espanhol, com origens e interesses culturais comum entre eles, mas não necessariamente conosco.

São vizinhos, têm o próprio país e pátria, e não vão sair de lá… Têm de ser respeitados.

BARÃO do RIO BRANCO, o negociador e consolidador das fronteiras do BRASIL atual, com sua vasta sabedoria teve o descortino de inaugurar uma POLÍTICA EXTERNA que, por quase dois séculos, evitou de nos envolver em conflitos com nossos vizinhos.

O barão foi um enorme brasileiro!

Então, é lógico: se você incentiva o conceito de PATRIA por ESSA FORMA EXCLUDENTE COMO BOLSONARISTAS PREGAM, vamos ter problemas!

Aliás, tivemos problemas com outros países desde o início do BOZONATO. Quase todos da América do Sul, sem falar da Europa, China e até os EUA. Tidos se opõem e se opuseram à Política Externa do TROGG.

E isso não atende aos interesses do BRASIL, necessariamente vocacionado para integrar-se ao MUNDO, e não o contrário.

Resumindo, ficar vomitando xenofobia e supremacia do BRASIL é péssima ideia. UM FASCISMO RETARDATÁRIO REQUENTADO POR UM EXCLUÍDO PELO BOM SENSO…

FAMÍLIA: Ora, é concepção tão variada, hoje em dia, que é bom não coloca-la acima de tudo o mais.

Sem falar que amigos diversos podem ou não integra-la. E que não necessariamente seus membros de entendem…

E nem vou comentar sobre as variações possíveis, e que nem dão bola para a família tradicional…

Portanto, erigir uma bandeira em cima de PROPÓSITOS TÃO VOLÁTEIS, não pode ser boa ideia.

O que nos leva aos COMUNISTAS.

Na “METALINGUAGEM BOZOPOLÍTICO-EXISTENCIAL” quer dizer gente malvada, corrupta, ateia, ladra e usurpadora de propriedades. E que negaria o conceito de PÁTRIA…

Quer dizer, comunista seria internacionalista, e apátrida por definição.

Só que não!

Lembrem-se do STALINISMO, ultra “multipatriótico”, matando os que discordassem internamente. Ou dos chineses e norte- coreanos!!! Comunistas que cuidam exclusivamente de seus próprios interesses! E os cubanos? E sem lembrar o inefável e agressivo PUTIN, e sua neo-Rússia nacionalista…

Então, é bom entender que governos sociaisdemocratas, mais ou menos à esquerda; ou socialistas em graduações variadas não são comunistas.

É óbvio, mas a Bozolândia ( em inglês Bozoland…) não aceita isso…

Chamar LULA de comunista é fazer gente como o TIO SÉRGIO, aqui, rir a ponto de ser candidato à camisa de força…

Até já contei sobre a reação de amigos meus, quando uns trêfegos me chamaram de comunista: começaram a rir até chorar!

Eu sou tão comunista quanto o REINALDO AZEVEDO, o CARLOS ALBERTO SARDENBERG, o FERNANDO SCHULER e a ZEINA LATIFF.

E, como todos eles, sou a favor de uma sociedade plural, mais justa e aberta, que usa os instrumentos necessários para trazer a maioria da população para um país mais equânime e progressista.

Isso tudo é para dizer que JANJO BOLSONARO não é de direita. Mas, um ignorante reacionário com deficiência de formação, e que não tem a menor noção do que este país realmente precisa. Por isso, foi um péssimo presidente, e espero que seja adequadamente processado.

JANJO BOLSONARO É UM RETARDATÁRIO DO PIOR QUE HOUVE NAS IDEIAS DO GOLPE DE 1964.

Então, BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS, não seduz brasileiros verdadeiramente preocupados com o país. Porque PATRIOTISMO RUDIMENTAR, BOÇAL, IDIOTIZANTE, e que deve ser jogado no espaço que sobrou na ENORME LIXEIRA DA HISTÓRIA.

UMA INICIAÇÃO AO PATRIOTISMO FASCISTOIDE IDIOTIZANTE.

Não sou um patriota. Pelo menos no sentido em que o encerrado governo liderado por JANJO ( JAIR + ANJO ), agora autoexilado na DISNEYLÂNDIA, pregou incentivando incautos a segui-lo.

DEUS, PÁTRIA, FAMÍLIA a grande maioria dos habitantes desse planetinha desvirtuado, de alguma forma têm relação ou alguma identificação.

Mas, a inteligência dos significados fica nos detalhes. E aí MANÉS crédulos e “LOSERS” , a minoria dos votantes no TROGG, se extraviam dos conteúdos.

Vamos lá:

DEUS? QUAL DEUS?

O ALAH dos muçulmanos? As centenas de deuses do hinduísmo?

As concepções cristãs evangélicas? Católica? Ortodoxa?

Sem falar as diversas deidades africanas. E os budistas, xintoístas, e vasto etc? E outros inclassificáveis, aqui esquecidos porque minoritários planeta adentro?

Só de início já está claro que não se pode escolher um ídolo, ou signo, ou mesmo utilizar um putativo conceito para englobar a todos no BRASIL e, menos ainda estendê-lo ao mundo.

Então, sejam modestos e respeitosos. E RETIREM DEUS DA POLÍTICA!

PÁTRIA: todos têm, mas são diversas e com substâncias variadas e variáveis.

E, no BRASIL, temos um baita empecilho GEOPOLÍTICO: somos o maior país da América do Sul, o único que fala português, cercado por vizinhos diversos, a imensa maioria falando espanhol, com origens e interesses culturais comum entre eles, mas não necessariamente conosco.

São vizinhos, têm o próprio país e pátria, e não vão sair de lá… Têm de ser respeitados.

BARÃO do RIO BRANCO, o negociador e consolidador das fronteiras do BRASIL atual, com sua vasta sabedoria teve o descortino de inaugurar uma POLÍTICA EXTERNA que, por quase dois séculos, evitou de nos envolver em conflitos com nossos vizinhos.

O barão foi um enorme brasileiro!

Então, é lógico: se você incentiva o conceito de PATRIA por ESSA FORMA EXCLUDENTE COMO BOLSONARISTAS PREGAM, vamos ter problemas!

Aliás, tivemos problemas com outros países desde o início do BOZONATO. Quase todos da América do Sul, sem falar da Europa, China e até os EUA. Tidos se opõem e se opuseram à Política Externa do TROGG.

E isso não atende aos interesses do BRASIL, necessariamente vocacionado para integrar-se ao MUNDO, e não o contrário.

Resumindo, ficar vomitando xenofobia e supremacia do BRASIL é péssima ideia. UM FASCISMO RETARDATÁRIO REQUENTADO POR UM EXCLUÍDO PELO BOM SENSO…

FAMÍLIA: Ora, é concepção tão variada, hoje em dia, que é bom não coloca-la acima de tudo o mais.

Sem falar que amigos diversos podem ou não integra-la. E que não necessariamente seus membros de entendem…

E nem vou comentar sobre as variações possíveis, e que nem dão bola para a família tradicional…

Portanto, erigir uma bandeira em cima de PROPÓSITOS TÃO VOLÁTEIS, não pode ser boa ideia.

O que nos leva aos COMUNISTAS.

Na “METALINGUAGEM BOZOPOLÍTICO-EXISTENCIAL” quer dizer gente malvada, corrupta, ateia, ladra e usurpadora de propriedades. E que negaria o conceito de PÁTRIA…

Quer dizer, comunista seria internacionalista, e apátrida por definição.

Só que não!

Lembrem-se do STALINISMO, ultra “multipatriótico”, matando os que discordassem internamente. Ou dos chineses e norte- coreanos!!! Comunistas que cuidam exclusivamente de seus próprios interesses! E os cubanos? E sem lembrar o inefável e agressivo PUTIN, e sua neo-Rússia nacionalista…

Então, é bom entender que governos sociaisdemocratas, mais ou menos à esquerda; ou socialistas em graduações variadas não são comunistas.

É óbvio, mas a Bozolândia ( em inglês Bozoland…) não aceita isso…

Chamar LULA de comunista é fazer gente como o TIO SÉRGIO, aqui, rir a ponto de ser candidato à camisa de força…

Até já contei sobre a reação de amigos meus, quando uns trêfegos me chamaram de comunista: começaram a rir até chorar!

Eu sou tão comunista quanto o REINALDO AZEVEDO, o CARLOS ALBERTO SARDENBERG, o FERNANDO SCHULER e a ZEINA LATIFF.

E, como todos eles, sou a favor de uma sociedade plural, mais justa e aberta, que usa os instrumentos necessários para trazer a maioria da população para um país mais equânime e progressista.

Isso tudo é para dizer que JANJO BOLSONARO não é de direita. Mas, um ignorante reacionário com deficiência de formação, e que não tem a menor noção do que este país realmente precisa. Por isso, foi um péssimo presidente, e espero que seja adequadamente processado.

JANJO BOLSONARO É UM RETARDATÁRIO DO PIOR QUE HOUVE NAS IDEIAS DO GOLPE DE 1964.

Então, BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS, não seduz brasileiros verdadeiramente preocupados com o país. Porque PATRIOTISMO RUDIMENTAR, BOÇAL, IDIOTIZANTE, e que deve ser jogado no espaço que sobrou na ENORME LIXEIRA DA HISTÓRIA.

RUA OLHO D’AGUA DO BORGES – CONHECE?

 

Várias vezes recebemos um jovem casal de amigos, PAULO e MICHELLE, meninos ótimos – literalmente. Trabalhadores, esforçados e muito simpáticos e afetivos.

Pois, bem: eles moravam em CANGAÍBA, num bairro chamado VILA SILVIA, que você acessa pela Avenida Assis Ribeiro, a caminho do extremo leste da cidade.

É um lugar alto, com vistas para o PARQUE do TIETÊ, ruas adequadas e asfaltadas; algumas bem largas, cheias de casas e condomínios de classe média e média baixa. Um desses lugares que melhoraram demais nos últimos 35 anos, graças a investimentos sociais, e gradativa e progressiva implantação da infra-estrutura urbans e transportes.

Pois, bem: junto à rua onde moram, a Prefeitura há uns dois anos preparou um terreno enorme para implantar casas dos programas sociais.

Tudo muito justo e adequado, cadastrou futuros moradores, e começou a fazer o que se espera dos poderes públicos.

Aí, veio um desses movimentos por moradia, liderado por pseudo-filósofo, na verdade um necrófilo social, e invadiu tudo, implantou uma favela xexelenta, com a criançada vagando pelas ruas sem qualquer orientação ou cuidado dos pais.

O que era muito bom, começou a se degradar, a insegurança aumentou e tudo o mais. A ordem feita pela Prefeitura para dar aos pobres moradia foi totalmente rompida por usurpadores criando um baita câncer social onde já havia melhoras óbvias.

Eu pergunto: o que se faz com quem lidera isso? Que medidas contra estão sendo tomadas para que futuros moradores e seus vizinhos tenham o que é seus por direito, legalmente garantido e com perspectivas de valorização?

Assim não é possível. Nem o Pato Demêncio – o adequado prefeito FERNANDO HADDAD – e nem o Quelônio Alckmin conseguiam governar daquele jeito.

Que tal uma CPI desses movimentos cancerígenos que destroem as cidades e impedem uma governança mais justa? Que tal o judiciário mandar desocupar no ato, e não importam as consequências? Que tal entendermos de uma vez por todas que ordem também faz parte da democracia.

Pois, hoje, 2023, meus amigos já não moram lá. Mas, o local e seu entorno permanece em deterioração e desvalorização contínuas, fraudando expectativas e direitos humanos óbvios.

É por essas e outras que não votei e jamais votarei em Gulherme Boulos.

DAVE CLARK 5 – ALL THE HITS – JANEIRO 2020

O mais esperto entre os ídolos POP, raciocínio rápido, frieza e ousadia o tornaram o primeiro entre os grandes a tomar conta da própria vida, catálogo e negociações.

DAVE CLARK enriqueceu rápido. Saiu do mercado na hora certa – 1970 -, e permaneceu rico, ídolo e mito nos últimos 50 anos.

E o que ROBERT FRIPP, do KING CRIMSON, demorou dez anos para perceber, CLARK conseguiu antes de assinar contratos. A parte do leão sempre foi deles. Entre vários motivos porque financiaram os próprios discos, que venderam mais de 100 milhões de unidades no período áureo 1965/1970. Eram, de fato, os únicos concorrentes sérios para os BEATLES, nos EUA.

Em 2020, lancaram outra super coletânea. E, depois dela, virá toda a discografia, em Lps, CDs e BOX SET. Os fãs vão corresponder, certamente. Vejam aqui a entrevista dele na “RECORD COLLECTOR DE JANEIRO 2020”.

“O PIOR HOMEM DO MUNDO”… COMÉDIA

Não, não, pessoas!

Não sou eu, nem o seu namorado, patrão, Bolsonaro, Temer, Lula ou quaisquer outros potenciais candidatos que a mente recordar .

É apenas o nome de uma COMÉDIA ROMÂNTICA VENEZUELANA, dirigida por EDGAR ROCCA, em 2016. E se refere ao que pensa sobre si mesmo o personagem principal, JUAN ANDRES ( Alexander Silva ), em crise existencial e na casa dos trinta anos.

ANDRES é um pretendente a escritor, algo intelectualizado, mas pegador serial. Um latino cool, fora do estereótipo, bom de papo e bebedor, com quem um contêiner de mulheres bonitas e também resolvidas, livres e civilizadas se envolvem.

O “passa rodo” transcorre geral. Mas, com charme… E, no final, há um mea culpa e redenção feliz.

O interessante é que o filme acontece na moderna Caracas, bela, aprazível, de classe média, tudo funcionando, boas escolas, hospital modelo e bares descolados.

E gente instruída, que reconhece filmes de “ANTONIONNI”, BERGMAN, KUBRICK, WOODY ALLEN, no melhor estilo anos 60\70.

Tudo muito verossímil, como a gente pode observar…

Não há qualquer referência à política. E nem vestígio da truculência ditatorial de CHAVES, ou do bigode do MADURO.

E muito menos do empobrecimento criminoso de um país econômica e geopoliticamente viavel.

Na trilha sonora, um LATIN-JAZZ LEGAL e NÃO-CUCARACHA. A única cena destoante é de um motorista de taxi solidário, mas que pragueja um pouco…

Quer dizer, tudo o que sabemos sobre os nossos irmãos ao norte é que são felizes e têm como referência Madrid. E tudo tende a dar certo – como deu no final.

Assisti de madrugada, nos canais da Net, enfrentando a minha insônia. Foi bom, diversão agradável: continuei sem dormir. E por que escrevi isto aqui? Porque somos todos chatos, incompetentes e não sabemos viver ou fazer filmes que reflitam o “MELHOR DE NOSSA GENTE”.

Eu acho que o financiador foi a Embrafilmes deles – talvez “VENEZUFILMES”…

DAVID BOWIE: A METAMORFOSE PERIPATÉTICA, EM PROGRESSÃO PARA O ROCK SOFISTICADO (1)

TEXTO ALTERNATIVO

A primeira vez que prestei atenção no DAVID BOWIE foi em 1972.

Vi algumas fotos e reportagens sobre aquele rebento franzino, com voz de galinha sendo currada no terreiro, exibindo um visual um tanto apalhaçado. Ele levava Londres à loucura!

Então, comprei o LP. “ZIGGY STARDUST, AND THE SPIDERS FROM MARS”, que estava sendo lançado no Brasil.

Confesso que não gostei. Achei tudo meio fraquinho. Uma banda que não chegava aos pés dos meus ídolos da época. Mas, está no disco SUFRAGETTE CITY, um ROCK vigoroso, e até hoje muito empolgante.

Eu não sou muito chegado ao GLITTER-ROCK, o sub – estilo da época que, em minha opinião, nos legou poucos artistas relevantes.

O melhor de todos foi o ROXY MUSIC, banda do genial BRYAN FERRY; que, no primeiro disco, teve a participação essencial de BRYAN ENO, também.

Break!

Em 1978, fui a um bar excelente e muito em moda, aqui em São Paulo, chamado “LEI SECA”. Era um final de tarde; certamente uma sexta feira, e ainda com pouca gente por lá.

Eu e um amigo bebíamos chope, enquanto rolava um som extremamente interessante! Fiquei fascinado, e perguntei ao DJ o que era?

É o DAVID BOWIE, ele respondeu!

Mal acreditei! Em nada lembrava o BOWIE galináceo que eu conhecia! Outro papo, e gravado ao vivo!!!!

A voz, renovada, atingia registros entre o tenor e o barítono. E um jeito de cantar lembrando “nosso” ídolo – meu e de BOWIE!! – SCOTT WALKER. O repertório teinha músicas mais densas, pesadas, eivadas por arranjos e instrumentação modernos. Foram-se mais de 45 anos…

E, para consolidar, BOWIE estava acompanhado por uma das melhores bandas que eu havia escutado! E olha que eu já colecionava discos, E mais ou menos acompanhava os lançamentos…

O disco era (é) o “STAGE”, o show ao vivo de 1978, que repassa a chamada FASE BERLIN, acontecida entre 1975 e 1977.

Para mim, ainda é o melhor disco ao vivo de BOWIE. A banda voa no palco, e o som é totalmente vanguarda, juntando resquícios do GLAM ao KRAUTROCK. É inspirado, no KRAFTWERK, TANGERINE DREAM, NEU, e outros, da vertente europeia continental, mais precisamente alemã, do chamado ROCK PROGRESSIVO. E, claro, incorporando parte da nascente AMBIENT MUSIC, invenção de BRIAN ENO!!!

É disco obrigatório e ainda atual.

Foi a catarse que consolidou minha atenção para universos musicais fora do BLUES, do HARD ROCK , do HEAVY METAL e do PROGRESSIVO.

Eu já flertava com o JAZZ e alguns CLÁSSICOS. Estava incorporando, ao meu cotidiano, artistas e ideias diferentes.

Certa vez o jornalista PAULO FRANCIS, um elitista consumado, escreveu que “um colega da FOLHA DE SÃO PAULO, o havia convidado para assistir a um SHOW de BOWIE, em Nova YORK”. Ferino, engraçado e cortante como era, disse que não acreditou!

E comentou ter visto o gnomo mutante em um programa de televisão. Notou que DAVID trajava roupa de balé masculino, com uma espécie de repolho no rabo. E avisou ao colega que não iria de jeito nenhum. Nem se fosse torturado pela GESTAPO….

NELSON MOTTA, na Globo, observou que chamar DAVID BOWIE de “Camaleão” era impreciso.

Eu concordo. Ele não se disfarça. Sua proposta estética sempre foi passar pelo que rolava no POP ROCK de sua época. E compreender, redefinir, e melhorar o que ouviu. BOWIE é um Instigador de RUPTURAS. Desafiador do estabelecido.

É ouvir e constatar.

Talvez?

Vamos revisitar um pouco a carreira de BOWIE, começando pela antessala de outra quebra radical de paradigmas do MODERNO POP:

STATION TO STATION, 1976, foi gravado no EUA, e já traz alguns elementos e tecnologias que mudaram a imagem e a carreira de BOWIE, no ano seguinte.

É disco precursor da chamada FASE BERLIM, a cult e altamente influente trilogia, que teve também BRIAN ENO na concepção: em 1977 saíram LOW e HEROES; e LODGER, foi lançado em 1979. No meio do caminho, 1978, o representativo SHOW ao vivo STAGE.

A importância dessas gravações fica nítida com o pedido feito pelo grande compositor clássico contemporâneo, PHILIP GLASS, o criador do minimalismo, para transformar em “SYMPHONYS” os discos “LOW”, 1993, e “HEROES”, 1996. E depois, “LODGER”, lançada em 2022. A SINFONIA número 12, de GLASS.

DAVID BOWIE e BRIAN ENO aceitaram, claro. E os resultados são grandiosos. Procurem conhecer.

A trilogia BERLIM original foi concebida à partir das propostas e inovações do KRAUTROCK – nome genérico dado a diversos tipos de ROCK PROGRESSIVO de base eletrônica feitos na Alemanha, desde o final dos anos 1960.

A participação de ENO é indissociável do resultado da trilogia. E de tal forma que, a “AMBIENT MUSIC” que ele havia criado, proliferou de outras formas em associação com artistas alemães de música eletrônica. E dali expandiu-se; e está presente na modernidade musical na obra artistas como ENYA, KATE BUSH, e inúmeros “esvoaçantes” que flutuam na NEW AGE, ELETRONIC LOUNGE, WORLD MUSIC, RAVES, duplas de TECHNO POP, e vasto etc…

Há um monte de discos e propostas interessantes, à disposição de quem se dispuser a pesquisar o KRAUTROCK e seu incomparável legado.

Mas, BOWIE, como ENO, também não cessou. De certa forma, a experiência de BERLIM orientou sua produção para o restante da vida.

Aos que se interessam por vanguardas heterodoxas, recomendo ir à caça de JOHNNY ROTTEN, durante a sua produção na década de 1980, e procurar as inovações PUNK/ METAL / VANGUARDA ELETRÔNICA criadas pelo PILL, sua banda. Por lá passou a fina flor do lodaçal…

E, no disco LODGER, BOWIE incorpora ROTTEN, em “IT´S NO GAME”.

Dois músicos de vanguarda! Rótulos à parte; dois inovadores.

E assim prosseguiu BOWIE. Gravou UNDER PRESSURE, em dueto com FREDDIE MERCURY, em 1982. Redefiniu o falecido “guitar hero”, STEVE RAY VAUGHAN, craque do BLUES, trazendo-o para disco pop dançante, juntamente com NILE RODGERS, do CHIC – importante e memorável grupo R&B/DISCO. E os três deram cores ao álbum “LET´S DANCE”, de 1983.

DAVID convidou, em 1985, PAT METHENY, guitarrista espetacular de JAZZ FUSION, e gravaram juntos “THIS IS NOT AMERICA”, hit pop clássico e memorável.

Em1993, RODGERS produziu outro clássico dançante e sofisticado: BLACK TIE, WHITE NOISE, onde estão as sensacionais “NITE FLIGHTS”, de SCOTT WALKER; e “I FEEL FREE”, clássico do CREAM!

Aos poucos adentrou a década de 1990, já em simbiose com a nova MÚSICA ELETRÔNICA DE VANGUARDA, as técnicas de mixagens, participação em trilhas sonoras, e atuação em filmes.

Em BASQUIAT, por exemplo, ele interpretou de ANDY WHAROL.

Também em 1994, BOWIE lançou outro disco magnífico, OUTSIDE. Ousado CROSSOVER de ELETRÔNICA DE VANGUARDA e ROCK PESADO e lúgubre. Um dos subprodutos é um SHOW AO VIVO, de 1995, com a presença de TRENT REZNOR, do NINE INCH NAILS – talvez a banda símbolo daqueles tempos.

Eu acho DAVID BOWIE artista quase tão completo e instigante quanto MILES DAVIS.

E, certamente é comparável a CAETANO VELLOSO, o artista mais versátil do Brasil – que ziguezagueou da PSICODELIA AO INFINITO, passando por quantas “brasilidades” se imaginar – por enquanto…

DAVID BOWIE trabalhou dialogando, tangenciando, penetrando, ou ultrapassando as vanguardas com as as quais cruzou.

Viver e ser contemporâneo a ele foi um privilégio indiscutível.

Lágrimas eternas para o DAVID.

ROLLING STONES – LIVE – ATRAVÉS DOS TEMPOS

Claro, quem mais clássico, esperado, visto e revisto do que eles?

Mais do que o ROBERTO CARLOS, e mesmo ELVIS PRESLEY ou FRANK SINATRA.

E nem cito os BEATLES, também fenômeno global, mas que já não se apresentavam em público, quando a mídia visual tomou conta dos mercados musicais.

Os ROLLING STONES têm vários CDS, LPS, DVDS, e “ESCAMBAUÊS” AO VIVO…

Se fazem turnês, aparecem ao vivo nas tvs. mundiais. Ou, no mínimo, lançam ÁLBUM, VÍDEOS e o vasto aparato visual que todos conhecem, esperam… E não se cansam de ver, e nem de ouvir aquele monte de HITS imortais.

Devo dizer quais?

Não, não precisa. A turma sabe de cór, salteado, assaltado; e todo mundo se cansa de dizer que não aguenta mais!

E assiste a tudo outra vez…”Sucesso” tem nome, endereço e tradição…

Postei alguns artefatos que tenho, mas não importa. Eu quero, mesmo, é que vocês atentem para a foto dos quatro, bem ao centro, em “live” que fizeram no meio da pandemia. Saiu mundo afora, inclusive na VEJA.

Dá o que pensar: temos O RONNIE WOOD, o bom e velho RON. Adequadíssimo para a banda. Entrosou-se ao time e não concorre com MICK JAGGER e nem KEITH RICHARDS. Mantém o som e o pick. E é suficientemente maluco para suprir a mística sem atrapalhar o conjunto.

MICK? É o de sempre. Concentrado, auto-referente, auto-suficiente. Alguém encara? De jeito nenhum!

Olhei melhor e vi o Luiz Calanca. Cerveja do lado, pose “joãogilberteana”, com o violão… OOOOOOOOOOOPPPS! Era, não! É o KEITH RICHARDS, PÔ!!!!!!!!!!!!

Mas saquei, mesmo, foi um cavalheiro discreto, e sempre elegante e bem vestido, diga-se. Um dândi com baquetas nas mãos: CHARLIE WATTS. CHARLIE está em frente à estante de LPS que, juro, já conversei com o meu futuro ectoplasma e decidimos, juntos, assombrar o local aconchegante, depois que eu me tornar DE-CUJOS!

Fiquei imaginando, o que teria lá? JAZZ, muito JAZZ, e BLUES, e sabe-se o quê mais!

Vi rabicho de livros. O nosso dândi adora e coleciona sobre arquitetura e cavalos.

De tão magro e discreto ele certamente aparece o tempo inteiro por causa de sua personalidade intrigante. CHARLIE; eternamente um “sider em linha de frente” – existe isso? Compôs com outro eterno que se mandou, BILL WYMAN, uma das melhores cozinhas do ROCK.

Publiquei por causa disso. Vão além de 60 anos de atividade e profissionalismo. Estão próximos à “expulsória”, mas suportam; e para todos nós ainda importam. E muito!

Mas, observem melhor: será que não é, mesmo, o Luis Calanca?

FUTEBOL E BOTÃO – UMA INTRODUÇÃO A VAGABUNDAGEM

Por volta de 1962, acho, descobri mundo novo jogando botão. Foi uma catarse que iluminou minha curta, mas promissora, vida de vagabundo.

Foi promissora porque desconcentrei gigante dos afazeres de aluno para imersão ( uma expressão atual, heim! ) total no universo da bola.

Fiz o que pude para comprar times de botão e tentar colecioná-los.

E consegui usando metodologia delitiva que repeti com a minha paixão por discos, uns dois anos depois.

Lavei louça adoidado; pedi por aí. troquei tampas (lentes?) de relógio com amigos. E deixei de tomar lanche no recreio no GINÁSIO ESTADUAL RUY BLÖEN, que ainda existe por lá, em SAMPA, no bairro de Mirandópolis.

Quer dizer, fiz de tudo para economizar e investir nos times que tenho até hoje, mas sob outro formato: estavam expostos como fossem quadros, em nosso apto, aqui no Guarujá. Agora, mandei revertê-los em times e vou guardá-los com carinho.

A carreira promissora na vagabundagem desvelou entropia quando tomei pau na primeira série do ginásio, em 1964.

O principal motivo foi cabular aulas, e “estudar” o tempo inteiro as potencialidades do meu time. Reduzindo: foi por causa dos jogos e times de botão.

Eu era fissurad@o em futebol. E me recordo, por exemplo, quando o ZAGUEIRO CENTRAL MAURO saiu do SÃO PAULO e foi jogar no SANTOS, acho que em 1960. E ajudou a compor aquele timeco com PELÉ, ZITO, MENGALVIO, LIMA, PEPE, COUTINHO, etc…que todos reconhecem até hoje. Minha fissura desmedida por futebol e times de botão era total.

Só que houve reação da cavalaria doméstica, pai e mãe aliados se uniram para devastar minha INTENTONA DELITIVA: só não usaram canhão e armamento de guerra. No mais, valeu tudo de bronca a safanão; passando por castigos, gritos e ameaças de porradas várias. Enfrentei galhardamente. E sucumbi.

Mas, guerrilheiro e rebelde, passei a solapar as bases da disciplina achando outro motivo igualmente deletério: cismei de aprender a jogar futebol já que, perna de pau irrecuperável, sempre fui escolhido para não entrar em campo. Nisso, meus amigos e colegas concordavam. SÉRGIO DE MORAES não entrava em campo nem faltando três para compOr o time. Isto sim era sabedoria coletiva, claro…

Mas, insisti. Adiantou quase nada, e reanimou novamente o vagabundo tenaz que havia em mim: tomei pau de novo, na terceira série, em 1966…

A lei seguiu seu destino e fui executado em prisão doméstica por meus pais que radicalizaram geral.

Eis o veredito:

1) Vai passar a estudar à noite e trabalhar de dia; 2) será passado em máquina de fazer salsichas se tomar pau de novo; 3) não ouse desrespeitar essas democráticas decisões familiares, senão em vez de máquina de fazer salsicha vai para o moedor de carne duas vezes – como geralmente pedem as senhoras no açougue do mercado.

Vida vagabunda deletada, fui me tornando o que sou.

Em 1969, entrou seriamente mulher na parada, a ANGELA. E aí todo mundo sabe o que acontece: passei de projeto em em degenerescência a regenerado.

De “brasiliano dissoluto” em bom menino responsável. Rapidamente.

Memórias vivas resguardas sob chibata.

DEUS, O DIABO E OS VALORES SOCIAIS BÁSICOS

 

EU NÃO SOU PAI POR ABSOLUTA FALTA DE VOCAÇÃO. E NÃO SOU, TAMBÉM, PROFESSOR OU PEDAGOGO.

NO ENTANTO, EU PERGUNTO QUE SIMBOLISMO TÊM DEUS E O DIABO PARA UMA CRIANÇA DE SEIS OU SETE ANOS?

A MEU VER, O MAIS SIMPLES DE TODOS: A DISTINÇÃO QUE APRENDEMOS A FAZER, DESDE CEDO, ENTRE O BEM E O MAL.

APENAS A DISTINÇÃO; E SEM A SOFISTICAÇÃO DE CONTEÚDOS, PORQUE O CERTO E O ERRADO, APRENDIDOS NA PRIMEIRA INFÂNCIA, PROVÉM DE IDEIAS SOCIALMENTE ACEITAS E INCULCADAS COMO CORRETAS OU ERRADAS, SOB O PONTO DE VISTA NÃO SÓ DA SOCIEDADE À QUAL ELA PERTENCE, MAS DA MAIORIA DAS CULTURAS.

SÃO COISAS DO TIPO: É CERTO CUMPRIR OBRIGAÇÕES; E É ERRADO AGREDIR E DESRESPEITAR OS MAIS VELHOS. DOIS EXEMPLOS ÓBVIOS E TRANSCENDENTES.

DEUS E O DIABO SERVEM APENAS DE PARÂMETROS CULTURAIS E DE ENSINAMENTO DE COMO PROCEDER NA MAIORIA DOS CASOS. NÃO DEVERIAM SER RELATIVIZADOS TÃO CEDO PARA CRIANÇAS SEM QUALQUER FORMAÇÃO OU ESTRUTURA DE VALORES BÁSICOS.

E ISTO PORQUE SE ESTARÁ QUEBRANDO REGRAS SOCIAIS IMPORTANTES, E DEIXANDO AS CRIANÇAS À MERCÊ DE ENSINAMENTOS QUE ELA AINDA NÃO PODE COMPREENDER. POR EXTENSÃO, ABRINDO HIPÓTESES DE RELATIVIZAÇÃO SOBRE COISAS MAIS SÉRIAS:

MATAR OU AGREDIR ALGUÉM, POR EXEMPLO, PODEM SER INTERPRETADOS COMO COMPORTAMENTOS “POSSÍVEIS”. ALIÁS, HÁ TEMPOS ISTO JÁ VEM OCORRENDO. E POR FALTA DE INCULCAÇÃO DE VALORES MAIS RÍGIDOS.

EU LI OS DOIS POEMAS QUE DERAM ORIGEM À TAL POLÊMICA LEVANTADA PELA MINISTRA DAMARIS. SÃO DE UM AUTOR CHAMADO PAULO BETANCOURT, QUE ESCREVE PARA CRIANÇAS, E VENDE SEUS LIVROS AO GOVERNO…

Hummm….

O TAL LIVRO SE CHAMA “A MÁQUINA DE BRINCAR”, E OS… DIGAMOS… “POEMAS” …”O QUE DEUS NOS DEU” E “O DIABO QUE ME CARREGUE” SÃO PESSIMAMENTE ESCRITOS. CONTEÚDO NENHUM. APENAS A CONTRAPOSIÇÃO SUPOSTAMENTE CRÍTICA ENTRE DEUS E O DIABO. E O AUTOR DEFENDENDO O LADO DO TINHOSO COMO UM INJUSTIÇADO SOCIAL!!!

A QUESTÃO É: COMO UMA CRIANÇA DE SEIS, SETE ANOS, E NENHUMA INFORMAÇÃO OU FORMAÇÃO MAIS SÓLIDAS, PODE AVALIAR CORRETAMENTE TAL QUEBRA DE PARADIGMA?

EU ACHO UMA TRAGÉDIA POTENCIAL!

A MINISTRA DAMARIS E SUA FALA PARTEM DO LADO RELIGIOSO. CRISTÃO, NO CASO. MAS, NEM POR ISSO ELA DEIXA DE TER RAZÃO EM SEU DESPREZO PELA OBRA.

EU PERGUNTO A MEUS AMIGOS O QUE ACHARIAM DE SEUS FILHOS CRIANÇAS SE SOLIDARIZANDO COM O DIABO?

O MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO PODERIA INDICAR, NO EXAME DO ENEM, UMA CRÔNICA DO FALECIDO ESCRITOR E JORNALISTA RUBEM BRAGA. ELA SE CHAMA “EU E BEBU NA HORA NEUTRA DA MADRUGADA”, ESCRITA EM 1933.

É UM TEXTO PROFUNDAMENTE ARTÍSTICO E CONCISO, NARRANDO O PAPO ENTRE UM HOMEM E O DIABO, EM UM BAR. FOI ESCRITO PARA QUEM JÁ DISCERNE FILOSOFICAMENTE AS COISAS, E SABE AS DIFERENÇAS E OS “50 TONS DE CINZA” ENTRE O CERTO E O ERRADO.

É ASSUNTO PARA ADULTOS, OU JOVENS. MAS, GENTE AMADURECIDA E NÃO PARA CRIANÇAS.

TEMA DE TAL COMPLEXIDADE NÃO PODE SER PROPOSTO POR UM TRÊFEGO BABACA, QUE O TRANSFORMA EM QUESTIONAMENTO INFANTIL POR PURA DISTORÇÃO IDEOLÓGICA.

ENSINAR, INFORMAR E FORMAR INDIVÍDUOS IMPLICA EM ADEQUAR CONTEÚDOS ÀS CIRCUNSTÂNCIAS E MATURIDADE DOS QUE VÃO APRENDER.

VAN MORRISON – FINAL DOS 1960 E INÍCIO DOS 1970. A CONSTRUÇÃO DE UM ESTILISTA DIFERENCIADO

Você pega MICK JAGGER e ERIC BURDON, e convida IVAN GEORGE – sim, o VAN MORRISON. Do chacoalhar da coqueteleira o que saiu?

Três “BLUES SHOUTERS”!

Pois é, os três baixinhos das ilhas britânicas espelharam-se em negros históricos como LEADBELLY, JIMMY RUSHING, e muitos e muitos outros, para suingar a PÉRFIDA ALBION.

VAN MORRISON evoluiu em pouco tempo do sub-MICK JAGGER dos tempos do THEM, para um artista hoje identificado como estilista supremo.

VAN é discreto, determinado, irascível, e dono de sua arte desde 1967, quando gravou o indispensável e indefinível CULT “ASTRAL WEEKS”.

E há MOONDANCE. Ouso, ou devo comentar além do nome desse artefato único?

Sobre VAN sabe-se mais de sua arte do que sua personna – é uma KATE BUSH sem o marketing do retiro e do sumiço planejado.

Fotografei 4 discos dele gravados entre o final dos 1960 e início dos 1970. São de sua fase gravada na WARNER RECORDS. Primorosa!

A banda que MORRISON reuniu e exigiu o aprimororamento ao infinito, consegue fundir o BLUES ao JAZZ com naturalidade talvez inédita.

O bom gosto no arranjo dos metais, ao mesmo tempo LÍRICO & JAZZY garante o swing, balanço, e convida para dançar! Retrato da receita que tornou seus discos clássicos. E até imprescindíveis.

Dia desses, “acariciando” meus disco, pus para tocar “HARD NOSE THE HIGHWAY”. Acho que não escutava há mais de 30 anos! E percebi certas integrações instrumentais entre guitarra e metais; e nuances de cordas e teclados que não havia sacado antes.

Para culminar, um coro construído com algo de CLÁSSICO/LÍRICO/GOSPEL e FOLK IRLANDÊS, que me levou a perceber coisas mais “ETHEREALS”, como se feitas por COMPOSITORES CLÁSSICOS NÓRDICOS MODERNOS.E tudo integrado em BLUES e JAZZ.

Porém, VAN MORRISON, como ROBERT FRIPP, não permite que você enleve a alma sem o componente da iconoclastia, que só a música realmente popular pode legar.

FRIPP quebra sequências sofisticadas da “FUSION PROGRESSIVE” que opera com a sua guitarra às vezes crua; cortante e aparentemente sem nexo…É para mudar a música no ato.

VAN MORRISON sempre canta BLUES. Portanto, grita a dor e, curiosamente, mostra a você quem realmente ele é: um CANTOR DE ROCK! E por mais sofisticado que seja o entorno por ele construído!

Escute IVAN GEORGE. E vá muito além dos anos 1970… Ele é gênio e artista único até hoje…

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Todas as reações:

1Sergio Luiz Simonetti

POP / ROCK AMERICANO DURANTE DÉCADA DE 1960

OS QUE MANDARAM NA PARADA DE SUCESSOS ENTRE 1963/1972!

Vendiam SINGLES e tocavam direto em RÁDIOS A/M. Eram muito populares, e concorriam com OS BEATLES e o DAVE CLARK FIVE – INGLESES, ÓBVIO – em quantidade de lançamentos, quase sempre simultâneos.
CLARO, há outros, muitos e muitos outros.
Vou só ficar no topo do “POP BRANCO”. FALAR DOS NEGROS E MÚSICA COUNTRY e outros, requer outros e vastos capítulos diferentes.
Aqui, vale venda de SINGLES, e tocar no RÁDIO, ser popular em rádios.
Todos falam dos BEACH BOYS, cults e celebrados na década de 1960, que empolgavam na COSTA OESTE AMERICANA.
Mas, quem rivalizava com eles eram os FOUR SEASONS, NEW JERSEY, costa leste. Por baixo, 100 milhões de discos vendidos. 29 super hits, entraram no ROCK AND ROLL HALL OF FAME, EM 1999.
O consórcio de BOB GAUDIO, tecladista e compositor, que saiu dos palcos; e FRANK VALLI, 90 anos, grande cantor, e até agora em atividade, são as marcas registradas do grupo. Fizeram o CROSSOVER entre o DOO WOP, negro; e o POP branco dançável, vitorioso e influente em quem vocês pensarem nos últimos 50 anos – no mínimo.
THE ASSOCIATION: Grupo vocal excepcional, com pelo menos quatro canções entre as mais tocadas da história do POP (CHERISH, NEVER MY LOVE, ALONG COMES MARY e WINDY).
É uma estrutura ainda em atividade com, é claro, outros membros, mas popularíssimo em cassinos, e outros locais onde OLDIES continuam fazendo a vida.
PAUL REVERE & THE RAIDERS, A banda GARAGE ROCK que deu certo. Incontáveis HITS, e de certa forma, antecessores do BON JOVI, com MARK LINDSEY, o vocalista, que era tão desejado pela mulherada quanto RICK MARTIN, e tantos e tontos que surgiram de BOY BANDS. Muito legais, também.
GRASS ROOTS – Banda cheia de mutretas, mudanças e etc. Foram do FOLK de protesto ao POP descarado, e de boa qualidade. Uns 15 HITS. Eram muito bons. Veja qualquer filme do TARANTINO, sempre tem músicas deles.
RASCALS: A grande banda POP americana, entre 1966 e 1972, talvez. Foram do R&B, POP, gravaram álbum psicodélico, terminaram em tipo de FUSION jazística, na linha do STEELY DAN.
FELIX CAVALIERI ainda é um grande cantor e performer.
TIO SÉRGIO tem a honra de dizer que eram a banda americana predileta dele, naquele período. Erráticos, mas sensacionais, com álbuns e SINGLES imperdíveis….
CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL. Ora, até hoje no imaginário POP. Ótima banda, com letras legais e um drive Country/Southern Rock/ Rockabilly notória e identificável. Citar JOHN FOGERTY, e´ desnecessário. Sucesso imperdível. Quase todo mundo tem!!!
E por aí, caminham …