MILES DAVIS – COLUMBIA RECORDS, EDIÇÕES LIMITADAS DE LUXO

QUEM PROCURA MILES DAVIS ENCONTRA EXCESSOS. É DOS POUCOS ARTISTAS QUE NÃO ENJOAM, MESMO QUANDO ALÉM DA CONTA.

AQUI ESTÃO ALGUNS ÁLBUNS LUXUOSOS E, CLARO, COLECIONÁVEIS ATÉ A MEDULA!

1) HÁ “MILES E COLTRANE COMPLETOS”, 1955-1961. DIZER O QUÊ? ENTRE AS PRECIOSIDADES ESTÁ “KIND OF BLUE”,1959, VOCÊS CONHECEM?

HÁ, TAMBÉM “MILESTONES”, 1958; “SOMEDAY MY PRICE WILL COME”, 1961; “ROUND ABOUT MIDNIGHT”, 1962, E ALGUM ETC…

2) “OS QUINTETO COMPLETOS” 1965-1968; SÓ GENTE “PEQUENA”: WAYNE SHORTER, HERBIE HANCONCK, RON CARTER & TONY WILLIANS.

DENTRO ESTÃO “ESP”; “MILES SMILES”; “SORCERER”; “NEFERTITI”; “MILES IN THE SKY”; “FILLES DE KILIMANJARO”, E RESPECTIVAS SESSÕES. É FARTURA DE RODÍZIO DE CHURRASCO!

3)TUDO DE “MILES E GIL EVANS” 1958-1968. “MILES AHEAD”; “PORGY AND BESS”, SKETCHES OF SPAIN”; “QUIET NIGHTS”, O FANTÁSTICO “MILES + 19”, E ENORME SESSÕES, E TUDO, TUDO MAIS!

4) “IN A SILENT WAYS” INTEGRAL 1968-69, SÃO VÁRIOS DISCOS ALÉM DO TÍTULO;

5) E FINALMENTE “BITCHES BREW”, 1969, EDIÇÃO COMPLETA DE 40 ANOS. O MESMO ESQUEMA, TUDO O QUE FOI PENSADO, FEITO, GRAVADO, E COLETADO.

AS CAPAS SÃO O FINO: BORDAS EM METAL, COM A GRAVAÇÃO DOS NOMES, E OS LIVRETOS SOBERBOS.

CERTAMENTE FALTAM ALGUNS. INFELIZMENTE!

TUDO O QUÊ MILES DAVIS FEZ FOI EXCESSIVO E SUPERLATIVO. ERA UM WORKAHOLIC, UM AMERICANO TRABALHADOR AO EXTREMO!

FICOU MILIONÁRIO, E MERECEU CADA CENTAVO, CADA GOLE, OU CAFUNGADA.

CRIOU ESTILOS, ÉPOCAS, MODAS. E INFLUENCIOU EM TUDO QUE FOI FEITO EM MÚSICA, ENTRE 1948, E SUA MORTE – E BEYOND!

MILES EXIGE POSTAGEM, ATENÇÃO, ANÁLISE, E CRÍTICA DETALHADA PARA CADA GRAVAÇÃO QUE FEZ, OU DISCO QUE LANÇOU OU VENHA A SER LANÇADO!

ELE É UM GÊNIO IMORTAL, E POR ENQUANTO INIGUALADO.

SERIA INIGUALÁVEL?

EU VIVO CAÇANDO DISCOS DO PRETINHO DESDE SEMPRE, E FOREVEER AND EVER!

FAÇAM AS SUAS APOSTAS!
Edição original: 04/03/2018

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THE WHO – WHOS’ NEXT – EM TRÊS VERSÕES: VINIL e CDS

Eu criei e mantenho uma espécie de ALFARRÁBIO MENTAL, acúmulo mal filtrado de leituras e percepções de passado remoto.

Nascido na década de 1950, mas criatura dos 1960 e 1970, onde formei vocabulário de vida que, independentemente de tudo, ainda resguarda convicções, prazeres, seduções e parte da minha visão de mundo.

Filosofices à parte, hoje recordei frase de crítico em publicação importante, talvez a MELODY MAKER, quando “WHO´S NEXT” foi lançado, em 1971.

O cara escreveu mais ou menos o seguinte: “Se você não for um jovem intoxicado por barulhos e “otras cositas mas”, terá de admitir que o “WHO” evoluiu”!

Claro, eu fui um dos intoxicados por barulhos brancos, ROCKS pesados digeridos feito pedra, mesmo que a única “cosita a mas” que me intoxicava – e continua intoxicando – é a cerveja!

Mas o tempo, senhor absoluto da dissenção, no caso fez-me ver que, realmente, “THE WHO” evoluíra.

Gosto do WHO, como a maioria dos rockers da minha geração, e das posteriores também. Mas, os prefiro na fase antes de TOMMY explodir, em 1969. Vou expor minha visão sobre a música deles no período.

Acho os SINGLES da banda excelentes, talvez os mais violentos, joviais e pesados feitos de meados para o final dos 1960. Há diversos excepcionais como “I CAN SEE FOR MILES”, “PICTURES OF LILY”, “MY GENERATION” e “MAGIC BUS”, para escolher uns poucos!

O primeiro álbum, “THE WHO SINGS MY GENERATION”, 1965, é garageiro, visceral e imprescindível. Colisão efervescente de R&B e BEAT ROCK. Na sequência, “A QUICK ONE”, 1966; “THE WHO SELL OUT”, 1967; e “MAGIC BUS”, 1968, formam a TRIO PSICODÉLICO tipicamente britânico, e são a cara deles, também: ROCK PESADO e bem feito.

Deixo prá lá “TOMMY”, “QUADROPHENIA”, e os discos posteriores.

Resumindo o resumo, e considerando as performances ao vivo, é uma banda de ROCK espetacular!

É interessante, o álbum resultante em “WHO´S NEXT” é o que sobrou de uma ideia maluca e megalomaníaca de PETE TOWNSHEND.

Quiseram ir além do que haviam conseguido com TOMMY, que o tempo demonstrou ser disco profético: afinal, “putativos cegos, surdos e mudos” manipulando “computadores’ em videogames, jogos virtuais; e isolados em si mesmos é o que se vê mundo afora, em qualquer lugar ou cidade. Claro, é uma constatação limite. Operar e interagir com a modernidade tecnológica é essencial, e isso atrai os mais jovens…

PETE queria em “LIFEHOUSE” nada menos do que fazer a obra definidora, e pretensamente definitiva que revitalizasse o ROCK como utopia funcional, usando a energia das ruas, e desvelando uma certa singeleza bem intencionada nas pessoas…Algo um pouco diferente da utopia HIPPIE sessentista.

Ele pensou o ROCK como real veículo de consciência; mais reflexivo, e mais livre de imposições comerciais, integrando o público e todo o ambiente dos concertos à performance da BANDA. E trabalhou para criar algo que envolvesse eletrônica, computadores e teatro. Ou seja, uma performance total, que elevaria o ROCK a outro patamar artístico e existencial. Só isso, modestamente…

Talvez ele não percebesse que tudo que é totalizante pode tender ao totalitário… Mas, aí é outro papo.

Para isso, escreveu material para um álbum conceitual duplo. Queria fazer um filme, também…E fizeram algumas apresentações em teatro… Mas, foi tudo pela escadaria do tempo abaixo, porque impossível e cheio de entraves técnicos e financeiros.

O que restou das músicas já gravadas foram em parte utilizadas na estruturação de “WHO’S NEXT”. E muita coisa foi perdida.

A visão geral revela um disco de HARD ROCK PROGRESSIVO. Há gotas remanescentes do R&B original, de algum FOLK, e tudo embebidos no ROCK PSICODÉLICO pelo qual passaram, mas formando na perspectiva como a de seus concorrentes daquele momento.

Parafraseando CHRISSIE HINDE, que veio bem depois: “Don’t Get me Wrong”. Havia todo um clima e sonoridade que passou pelo JETHRO TULL, HUMBLE PIE, URIAH HEEP, TRAPEZE, o próprio LED ZEPPELIN. O que fez “THE WHO” foi sintetizar esse climão no estilo e do jeito deles. A produção foi da banda, com a participação de todos, e de GLYN JOHNS.

“WHO´S NEXT” é o primeiro disco da história onde os computadores, que foram programados sequencialmente por PETE TOWNSHEND, participam como integrantes estruturais da obra!!!! Depois disso, inundaram o POP e a música em geral para todo o sempre!

Os arranjos estão mais bem elaborados. Além dos sintetizadores, há violino, e o piano com NICK HOPKINS, AL KOOPER, e outros. A pegada de KEITH MOON na bateria está mais disciplinada. E o violão e a guitarra de TOWNSHEND muito bem tocados. Em algumas faixas percebe-se sonoridade à JOE WALSH que, aliás, o havia presenteado com uma cópia da guitarra dele.

O baixo muito eficiente de JOHN ENTWISTLE brilha nesse disco; E a interpretação de ROGER DALTREY continuou incendiária. E talvez ele, PETE TOWNSHEND, e ENTWISTLE nunca tenham cantado tão bem!

Tudo considerado é nitidamente THE WHO, mas cultivando cepas nobres na videira tradicional…Então, agora TIO SÉRGIO acha, sim, que é o melhor álbum feito por eles!

Seria?

Dias atrás, vi este PICTURE DISC recente do “WHO´S NEXT”, lançado em 2023. É muito bonito e eles prometeram VINIL de qualidade com 180gramas. Custou perto de $14,00 BIDENS, uns R$ 75,00 MANDACARUS pátrios, entregues na minha toca.

Postei duas versões em CD; uma japonesa, mais equilibrada, em SHMCD, mas sem quaisquer bônus. A outra, é americana e um tanto mal remasterizada, mas que traz material adicional da época.

Temos aqui um verdadeiro clássico, e ainda bastante atual.

Não deixem de ter!

THE WHO – WHOS´NEXT – EM TRÊS VERSÕES: VINIL e CDS

Eu criei e mantenho uma espécie de ALFARRÁBIO MENTAL, acúmulo mal filtrado de leituras e percepções de passado remoto.

Nascido na década de 1950, mas criatura dos 1960 e 1970, onde formei vocabulário de vida que, independentemente de tudo, ainda resguarda convicções, prazeres, seduções e parte da minha visão de mundo.

Filosofices à parte, hoje recordei frase de crítico em publicação importante, talvez a MELODY MAKER, quando “WHO´S NEXT” foi lançado, em 1971.

O cara escreveu mais ou menos o seguinte: “Se você não for um jovem intoxicado por barulhos e “otras cositas mas”, terá de admitir que o “WHO” evoluiu”!

Claro, eu fui um dos intoxicados por barulhos brancos, ROCKS pesados digeridos feito pedra, mesmo que a única “cosita a mas” que me intoxicava – e continua intoxicando – é a cerveja!

Mas o tempo, senhor absoluto da dissenção, no caso fez-me ver que, realmente, “THE WHO” evoluíra.

Gosto do WHO, como a maioria dos rockers da minha geração, e das posteriores também. Mas, os prefiro na fase antes de TOMMY explodir, em 1969. Vou expor minha visão sobre a música deles no período.

Acho os SINGLES da banda excelentes, talvez os mais violentos, joviais e pesados feitos de meados para o final dos 1960. Há diversos excepcionais como “I CAN SEE FOR MILES”, “PICTURES OF LILY”, “MY GENERATION” e “MAGIC BUS”, para escolher uns poucos!

O primeiro álbum, “THE WHO SINGS MY GENERATION”, 1965, é garageiro, visceral e imprescindível. Colisão efervescente de R&B e BEAT ROCK. Na sequência, “A QUICK ONE”, 1966; “THE WHO SELL OUT”, 1967; e “MAGIC BUS”, 1968, formam a TRIO PSICODÉLICO tipicamente britânico, e são a cara deles, também: ROCK PESADO e bem feito.

Deixo prá lá “TOMMY”, “QUADROPHENIA”, e os discos posteriores.

Resumindo o resumo, e considerando as performances ao vivo, é uma banda de ROCK espetacular!

É interessante, o álbum resultante em “WHO´S NEXT” é o que sobrou de uma ideia maluca e megalomaníaca de PETE TOWNSHEND.

Quiseram ir além do que haviam conseguido com TOMMY, que o tempo demonstrou ser disco profético: afinal, “putativos cegos, surdos e mudos” manipulando “computadores’ em videogames, jogos virtuais; e isolados em si mesmos é o que se vê mundo afora, em qualquer lugar ou cidade. Claro, é uma constatação limite. Operar e interagir com a modernidade tecnológica é essencial, e isso atrai os mais jovens…

PETE queria em “LIFEHOUSE” nada menos do que fazer a obra definidora, e pretensamente definitiva que revitalizasse o ROCK como utopia funcional, usando a energia das ruas, e desvelando uma certa singeleza bem intencionada nas pessoas…Algo um pouco diferente da utopia HIPPIE sessentista.

Ele pensou o ROCK como real veículo de consciência; mais reflexivo, e mais livre de imposições comerciais, integrando o público e todo o ambiente dos concertos à performance da BANDA. E trabalhou para criar algo que envolvesse eletrônica, computadores e teatro. Ou seja, uma performance total, que elevaria o ROCK a outro patamar artístico e existencial. Só isso, modestamente…

Talvez ele não percebesse que tudo que é totalizante pode tender ao totalitário… Mas, aí é outro papo.

Para isso, escreveu material para um álbum conceitual duplo. Queria fazer um filme, também…E fizeram algumas apresentações em teatro… Mas, foi tudo pela escadaria do tempo abaixo, porque impossível e cheio de entraves técnicos e financeiros.

O que restou das músicas já gravadas foram em parte utilizadas na estruturação de “WHO’S NEXT”. E muita coisa foi perdida.

A visão geral revela um disco de HARD ROCK PROGRESSIVO. Há gotas remanescentes do R&B original, de algum FOLK, e tudo embebidos no ROCK PSICODÉLICO pelo qual passaram, mas formando na perspectiva como a de seus concorrentes daquele momento.

Parafraseando CHRISSIE HINDE, que veio bem depois: “Don’t Get me Wrong”. Havia todo um clima e sonoridade que passou pelo JETHRO TULL, HUMBLE PIE, URIAH HEEP, TRAPEZE, o próprio LED ZEPPELIN. O que fez “THE WHO” foi sintetizar esse climão no estilo e do jeito deles. A produção foi da banda, com a participação de todos, e de GLYN JOHNS.

“WHO´S NEXT” é o primeiro disco da história onde os computadores, que foram programados sequencialmente por PETE TOWNSHEND, participam como integrantes estruturais da obra!!!! Depois disso, inundaram o POP e a música em geral para todo o sempre!

Os arranjos estão mais bem elaborados. Além dos sintetizadores, há violino, e o piano com NICK HOPKINS, AL KOOPER, e outros. A pegada de KEITH MOON na bateria está mais disciplinada. E o violão e a guitarra de TOWNSHEND muito bem tocados. Em algumas faixas percebe-se sonoridade à JOE WALSH que, aliás, o havia presenteado com uma cópia da guitarra dele.

O baixo muito eficiente de JOHN ENTWISTLE brilha nesse disco; E a interpretação de ROGER DALTREY continuou incendiária. E talvez ele, PETE TOWNSHEND, e ENTWISTLE nunca tenham cantado tão bem!

Tudo considerado é nitidamente THE WHO, mas cultivando cepas nobres na videira tradicional…Então, agora TIO SÉRGIO acha, sim, que é o melhor álbum feito por eles!

Seria?

Dias atrás, vi este PICTURE DISC recente do “WHO´S NEXT”, lançado em 2023. É muito bonito e eles prometeram VINIL de qualidade com 180gramas. Custou perto de $14,00 BIDENS, uns R$ 75,00 MANDACARUS pátrios, entregues na minha toca.

Postei duas versões em CD; uma japonesa, mais equilibrada, em SHMCD, mas sem quaisquer bônus. A outra, é americana e um tanto mal remasterizada, mas que traz material adicional da época.

Temos aqui um verdadeiro clássico, e ainda bastante atual.

Não deixem de ter!
Postagem original: 03/03/2024

BATERISTAS: DOIS MÚSICOS IMENSOS!!! EARL PALMER E BILLY HIGGINS!!!

 

São contemporâneos, estiveram no auge mais ou menos ao mesmo tempo. E não poderiam ser tão diferentes um do outro!

EARL PALMER, nasceu em 1924 e morreu em 2008. Foi o primeiro músico de estúdio a entrar para o ROCK AND ROLL HALL OF FAME, em 2000. Um honra enorme!

A sua noção de ritmo, drive, tempo e andamento eram magistrais! Usava um kit de bateria de poucos componentes, e os dominava à perfeição. Fez parte do histórico WRECKING CREW, grupo meio mutante de músicos de estúdio que dominou o cenário POP da costa leste americana, à partir do início dos anos 1960…

Por lá passaram LEON RUSSELL, GLEN CAMPBELL, NEIL DIAMOND, CAROL KAYE e outros que sabiam tocar de verdade.

Há um vídeo de PALMER com a grande baixista CAROL KEYE, os dois ensaiando no estúdio e combinando como fazer atuar em uma gravação. É uma aula de “DRUM AND BASS”… ooopppsss, estou antecipando o futuro em algum tempo… Ali se percebe a leveza da batida de EARL combinada com o “PUNCH” de CAROL!!!!

Os dois tocaram com com Deus, Shiva, e todo mundo . Ela fez mais de dez mil sessões de gravação, e ele certamente outro tanto.

Vou citar alguns poucos entre os artistas que PALMER acompanhou, sem mencionar a longa lista de CLÁSSICOS e HITS em que participou: FRANK SINATRA, DUANE EDDY, BOB VEE, JULIE LONDON, RICK NELSON, THE BYRDS, MAMA´S AND THE PAPAS, BEACH BOYS, NEIL YOUNG, TOM WAITS, B.B.KING, SUPREMES, IKE AND TINA TURNER, ELVIS COSTELLO, DR. JOHN, RAY CHARLES…

Ele também está em versão de LOU RAWLS fazendo “GAROTA DE IPANEMA”. E em “YOU´VE LOST THAT LOVIN FEELING”, dos RIGHTEOUS BROTHERS; e “SUMMERTIME BLUES”, de EDDIE COCHRAN, clássicos supremos. Além de incontáveis gravações com a turma do JAZZ!!!

Para os BYRDMANÍACOS, há um REMIX fantástico de GENE CLARK na lindíssima “THE SAME ONE”, acompanhado por PALMER, LEON RUSSELL, e GLEN CAMPBELL. É imperdível!

EARL PALMER era a precisão incorporada, estilizada e aplicada. O baterista craque supremo nas gravações de POP, ROCK e R&B de sua época.

É possível argumentar que BILLY HIGGINS tenha sido o “inverso”, artisticamente falando, de EARL PALMER. Ele foi um dos criadores do idioma da BATERIA no JAZZ EXPERIMENTAL, NO FREE e na AVANT GARDE.

O grande clássico de ORNETTE COLEMAN e outros, “FREE JAZZ”, de 1961, tem HIGGINS em uma das baterias. Ele tocava com muito SWING, batida precisa, e capacidade de interagir de maneira complexa com os solistas.

Músico sofisticado, ele deu aulas na UNIVERSIDADE DA CALIFÓRNIA. Participou em mais de 700 sessões de gravação, e foi um dos mais ocupado músico de seu tempo. Sabia acompanhou do HARD BOP ao POST BOP.

O portfólio gravado em que BILLY participou inclui DONALD BYRD, DEXTER GORDON, GRANT GREEN, HERBIE HANCOCK, THELONIOUS MONK, JOE HENDERSON, MAL WALDRON, e muita gente da BLUE NOTE RECORDS.

E, também, PAT METHENY, JOSHUA REDMAN, TONINHO HORTA, e o compositor vanguardista meio maluquete LaMONTE YOUNG.

Aqui estão dois LPs solo que o TIO SÉRGIO descolou a preços em torno dos $ 13 BIDENS, cada. Uns de 70 MANDACARUS, entregues na porta de casa:

THE SOLDIER, é onde BILLIE HIGGINS expõe sua classe, técnica e verve. E, “DRUMSVILLE” é o disco onde PALMER faz versões de CLÁSSICOS em participou das gravações originais. Fica nítida a sua veia para o POP.

São duas pedradas muito bem arremessadas! Procure no YOUTUBE.

EARL PALMER e BILLY HIGGINS foram dois monumentos extra-classe em seus instrumentos, a serviço da melhor música popular produzida em seus tempo!

Arrisque!
Publicação original 03/03/2024

RENATO TEIXEIRA & ALMIR SATER: E A MÚSICA BRASILEIRA CAIPIRA DE RAIZ

Certa vez, o GLOBO RURAL, ótimo jornal da TV GLOBO sobre pecuária, agricultura e coisas do campo, fez matéria sensacional, aproveitando o cantor e compositor RENATO TEIXEIRA.

Foi um primor TÉCNICO, ARTÍSTICO e JORNALÍSTICO, realizado pelo veteraníssimo repórter HAMILTON RIBEIRO, profissional ícone da imprensa brasileira, ex-correspondente de guerra que perdeu a perna pisando em mina, no VIETNÃ, em 1968, quando cobria o conflito pela revista “REALIDADE”.

HAMILTON levou RENATO TEIXEIRA para um giro na região de PIRAPORA do BOM JESUS, em São Paulo. E passaram por diversas cidades, filmadas na essência CAIPIRA do interior do Estado.

O texto intercalava citações da clássica “ROMARIA”, gravada por sabe-se lá quantos, mas consagrada na voz de ELIS REGINA, revelando a unidade entre poesia, imagem e sabedoria popular de um jeito emocionante, preciso.

Raras vezes se viu a exposição de alma da gente simples de nosso interior com tanta profundidade, compreensão e humanismo, e ainda conjugados e transmitidos em apenas DEZ minutos!

Para complementar, a revista VEJA também publicou resenha elogiosa sobre o último disco de RENATO TEIXEIRA em parceria com ALMIR SATER. E mais uma vez constatou o óbvio: RENATO escreve soberbamente e compõe a melhor MÚSICA RURAL, CAIPIRA e, vá lá, eu concedo, SERTANEJA! – a definição errada que pegou.

Eu sou insuspeito para escrever sobre isto e dizer para vocês assistirem ao programa no NETFLIX ou GLOBOPLAY (é esse o nome?) . E, claro, lerem a matéria da VEJA.

Digo, também, para vocês comprarem o disco dos caras.

Não é a minha praia, mas poucas vezes fiquei tão comovido e admirado.

RENATO TEIXEIRA está entre os grandes de PINDORAMA!
POSTAGEM ORIGINAL 03/03/2021

CONGRESSO NACIONAL E A DEMOCRACIA

Cercado e coberto é misto de CIRCO e HOSPÍCIO. Se colocado sobre rodas vira CAMBURÃO, e leva a grande maioria dos habitantes direto para a delegacia.

E boa parte ficaria por lá mesmo…

Falar mal dos políticos é ESPORTE RADICAL em qualquer país. A torcida os vaia; eles fazem por merecer. E a gente nunca erra quando os coloca sob suspeitas. Eles aprontam demais! É só observar…

Mas, o que se há de fazer?

Sem eles a DEMOCRACIA não aflora. E a política bruta estupra a maioria de nós, em vez de…uma suave e sedutora defloração… ( Vai dizer bobagem assim lá no sambódromo, TIO SÉRGIO!)

Porém, o CONGRESSO é o ESPELHO da DEMOCRACIA e da BRASILIDADE. Não duvide, é fato comprovado.

Lá convivem santos e decaídos; prostitutas e padres; boçais e intelectuais; burros e casmurros; os ideológicos, os lógicos e os antológicos…

E todos misturados a parlamentares que são “verdadeiros” pâncreas, rins, fígados e estômagos…, de tão FISIOLÓGICOS… Aliás, a maioria…

E lá se ouvem gritos, suspiros e ssssussurros; e as falas dos mentirosos, dos falaciosos, dos justos e dos brutais…

É LUGAR DE GENTE LIVRE COMO UM PÁSSARO, SEM RUMO FEITO PARDAL e IRRESPONSÁVEL COMO… UM DEPUTADO FEDERAL! OOOPA!!!!!!!!!!

E, assim, onde passa um boi, passa a boiada… ou a gente monta uma churrascaria. Fiquemos, pois, com o CONGRESSO.

O tipo humano que você não encontra nesse CONDOMÍNIO PECULIAR – nem procurando com telescópio ou microscópio – é o INGÊNUO. Desses o céu e o inferno estão cheios! No CONGRESSO NACIONAL os síndicos barram na porta. E eles não resistem a um mandato e nem à próxima eleição… É uma das regras do jogo, e do CONDOMÍNIO…

A perfeição prática da DEMOCRACIA é admitir a imperfeição constatável em cada cidadão, e das próprias INSTITUIÇÕES. Ela é a salvação; sempre.

O segredo, tentamos aprender, mas adianta pouco, é não ter ilusões; e tomar conta dessa boiada marota.

Ainda assim, é melhor garantir os direitos e obrigações cidadãs, em vez de lutar por SALVADOR DA PÁTRIA, ou por uma PUTINIZAÇÃO, BOLSONARIZAÇÃO, ou autoritarismos “pseudo-salvadores”.

Como vai, vai ruim. Mas, sem democracia e seu representante maior, o CONGRESSO, pode ter certeza de que vai piorar.
postagem 01/03/2024