OS 200 DISCOS MAIS RAROS E CAROS PARA TENTAR COLECIONAR – SETEMBRO 2021

O tio SÉRGIO, como sempre, mata a cobra e dá o endereço do Instituto Butantã, para casos de acidentes com ofídios. Fica na Avenida Vital Brasil, em SAMPA.
De tempos em tempos, a revista RECORD COLLECTOR faz um levantamento de preços dos discos mais raros e colecionáveis que andam por aí.
Quem coordena é o jornalista IAN SHIRLEY, talvez o maior especialista em discos raros do mundo, que é o editor de um catálogo anual, o RARE RECORDS GUIDE, uma das razões para a existência da revista.
Claro, as cotações não são precisas, mas são feitas por consultas de mercado, resultado de leilões e a sempre crescente e volúvel vontade dos consumidores – colecionadores.
A lista, aqui, é recente. E as cotações não são em dólares, mas em LIBRAS ESTERLINAS, R$ 6,60 reais por libra, mais ou menos. O que implica em preço espantoso para a maioria dos itens, e certamente gera incredulidade para outros. Há enorme quantidade de discos quase totalmente desconhecidos!
Tio SÉRGIO pescou na listas alguns dos que tem na discoteca; os mais inusitados ou menos conhecidos – talvez. Claro, eu tenho edições em CDS. Não os vinis originais, que valem e custam pequenas fortunas.
Os meus custam, por aí , o preço de um disco importado normal.
Vamos brincar um pouco.
Para ficar mais bonitinho, em cada disco que postei na foto, coloquei o preço segundo o catálogo. Não esqueçam: são libras!
Tem de tudo! Desta vez, inclusive, uma infinidade de coisas que eu não conhecia, nunca vi e fiquei pasmo quando olhei! Mas vou deixar pra lá:
O fundo da lista começa com um single promocional de 7″ do DAVID BOWIE, com excertos do LP LOW, de 1977. É raro e custa 1,500 libras, algo como R$ 10.200,00! É um SINGLE!!!!
Há 14 variados dos BEATLES. Talvez o mais inusitado seja uma versão do SGT PEPPERS, em que a gravadora remontou a capa do disco com fotos de seus executivos, na época, para distribuir entre eles em uma convenção.
Não se sabe quantos foram feitos, e está avaliado em 70,000 ( setenta mil libras!! ) calcule aí em mil reais… Os caras acham que devem existir uns dois ou três ainda perdidos por aí!!!!
Há dois singles do WHITE STRIPES – eles mesmos! – cotados cada um deles em 8,000 libras!!! Ah, não percam as contas….
Por lá, também, um “Acetato” do VELVET UNDERGROUND, gravado na SCEPTER RECORDS, em 1966, avaliado em 20 mil libras!!!!
Dois singles dos SEX PISTOLS, gravados na AM RECORDS, EM 1977. “GOD SAVE THE QUEEN, vale $ 7,000 libras, em vinil. E $ 10,000 libras o Acetato!!!! Sempre foram caros, mas hoje…
Há dois brasileiros por 3,000 libras cada: LULA CORTES E ZÉ RAMALHO, PAEBIRU, original e com encartes; e ARTHUR VEROCAI, em seu único Lps pela gravadora CONTINENTAL . ROBERTO CARLOS não entrou, talvez porque não tão raro assim, vai saber.
Há uma edição cancelada do BLACK ALBUM DO PRINCE, avaliada e 4mil libras; e o primeiro do saxofonista HANK MOBLEY, original da BLUE NOTE, por 5,000 libras.
As doideiras culminam em terceiro lugar com o grupo de RAP “WU TANG CLAN”, um box com dois CDS!!!!, cópia única, e custa apenas 100,000 ( Cem mil libras !!!!!) . Até postei aí um recorte sobre ele.
É uma viagem ao non-sense: um 78 rotações dos anos 1930, de TOMMY JOHNSON, que eu nunca ouvi falar, “Alcohol and Jake Blues”, existem somente duas cópias e são avaliadas em 35 mil libras, cada!!!!!!!!!!!!
Entre os discos que publiquei, há o grupo DARK entre o HARD ROCK e o PROGRESSIVO, produção totalmente low-fi e artesanal, de 1972, mas que faz colecionadores babar: o LP “Dark Round the Edge” é masturbação contínua há anos, e vale “10,000”: R$ 67.000,00!!!
Ontem, ouvi duas vezes. Não vale!!!
E vamos para o topo da tabela. Olhe a foto e você verá dois “acetatos”. Um deles, de 1953, a primeira gravação de ELVIS PRESLEY. O título está ilegível, mas foi feito para mãe dele: “MY HAPPINESS / THAT´S WHEN YOUR HEARTACHE BEGIN. Existe apenas uma cópia, claro!!!!
O outro é THAT’ILL BE THE DAY, de BUDDY HOLLY, gravada pelos QUARRYMEN, a banda pré-Beatles de PAUL, JOHN e GEORGE, gravado em 1958 do qual, originalmente, havia 5 cópias. Hoje, sabe-se apenas da cópia que PAUL McCARTNEY comprou, em 1981, do pianista que os acompanhou, na gravação.
Pois, bem! São dois discos seminais e históricos. E estão avaliados em 250,000 libras cada um deles! Nem calcule…
Curiosidade.
Quando comprou o acetato original, PAUL mandou restaurar e serviu de base para mandar fazer de 20 a 25 cópias em dez polegadas (10′”) , em 78 rotações. E entre 25 e 50 cópias em singles de 7″, para tocar em 45 rotações. Cada um deles está cotado em 5,000 (cinco mil libras) .
Foram dadas de presente de natal para amigos, etc.
Resumindo: é viagem total. Mas, dizem, há mercado. E, para esses mais top, somente não são vendidos porque os donos não querem se desfazer deles.
POSTAGEM ORIGINAL: 2/10/2021Nenhuma descrição de foto disponível.

GEORGIE FAME COMPLETE RECORDINGS 1963/1966

Quando comecei a colecionar pra valer, em torno de 1969, a curiosidade sobre o que ouviam e como se divertiam os meus ídolos aguçou.
E GEORGIE foi um deles.
Discos e informações eram dificílimos de serem encontrados, naqueles tempos. E, como também sabe a turma de hoje, “sempre foram caros e algo raros”.
As primeiras enciclopédias que saíram nos anos 1970 eram muitas vezes precárias, mesmo havendo exceções – e qualquer dia posto sobre isto.
Talvez os sixties tenham consolidado a liberdade pessoal como valor absoluto, no mundo ocidental desenvolvido, independentemente de grana e classe social.
Um direito e ponto; que foi sendo expandido e, espera-se, continuará.
E tudo isso para dizer que na Inglaterra, claro, havia bares, clubes e locais onde bandas profissionais divertiam os mais jovens e os músicos de quem eles gostavam. E GEORGIE FAME & THE BLUE FLAMES era a banda titular do “FLAMINGO”, em Londres, e foi dos primeiros CLUBES a trazer famosos como BEATLES, STONES, CLAPTON, PAGE, BECK, e a vasta gama de pop rockers. Iam para dançar e curtir junto a seus fãs a deliciosa mistura de BLUES, R&B e JAZZ que eram a moldura para a cena jovem da época.
O que GEORGIE FAME fazia está em um dos discos aqui: “RHYTHM`N`BLUES AT THE FLAMINGO”. de 1964. Gravado ao vivo, pega o clima em cheio. Assim como os seus contemporâneos, GRAHAN BOND ORGANIZATION, JOHN MAYALL & THE BLUES BREAKERS, ZOOT MONEY & BIG ROLL BAND, e só para ficar na epiderme do melhor BLUES / SOUL/ R&B e outros ritmos da época!
Este box traz os cinco primeiros discos FAME, que gravou mais de 45 álbuns originais, uns 70 singles e até hoje é “alvo” de compilações diversas .
É bom cantor de RHYTHM`N`BLUES e POP em geral, algumas vezes pouco inspirado, mas foi melhorando durante a carreira.
GEORGIE gravou com grupos, BIG BANDS, grandes artistas e o que mais se imaginar.
Há um excelente disco de GEORGIE FAME com VAN MORRISON, “HOW LONG HAS THIS BEEN GOING ON”, lançado em 1995, pela VERVE RECORDS, que dá a medida do que ambos faziam e ainda fazem.
GEORGIE FAME tem repertório eclético e amplo, partindo de standards para coisas mais originais. Talvez alguns ainda tenham a lembrança do filme “BONNIE & CLYDE”, cuja canção título foi por ele gravada e consagrada.
Os discos que fez são, essencialmente, cults e colecionáveis. Boas cartografiad do que foi o POP nas décadas de 1950/60 e 70, expandidos para talvez eternidade.
O BOX , “THE WHOLE WORLD´S SHAKING”, abrange os primeiros discos de GEORGIE. É muito bem gravado e produzido. Rico em fotos e artes gráficas, e traz discos com faixas bônus e as capas originais.
É muito bom para os que ainda revivem o período. Como o TIO SÉRGIO, que aqui vos escreve…
POSTAGEM ORIGINAL: 09/11/2024
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OS REIS DAS PARADAS AMERICANAS, E UM CLÁSSICO NO BRASIL

ELES FORAM OS DONOS DA PARADA AMERICANA E TOCAVAM NAS RÁDIOS MUNDO AFORA, NA DÉCADA 1960. TAMBÉM, O MAIOR DONO DOS BAILES NO BRASIL, NAQUELES TEMPOS: “JOHNNY RIVERS”! TODOS CONTEMPORÂNEOS, UM ANO A MAIS OU A MENOS, TANTO FEZ. ERAM FABRICANTES DE HITS, SINGLES, MÚSICA PARA DANÇAR!
A COLETÂNEA DO “PAUL REVERE & THE RAIDERS” TEM 66 MÚSICAS. PELO MENOS UNS 15 HITS; 3 OU 4 DELES PRIMEIROS LUGARES. AS RESTANTES ERAM ÓTIMAS, TAMBÉM. FORAM GRANDES POR UNS 5 ANOS. E DESCERAM A CACHOEIRA DOS TEMPOS.
“TOMMY JAMES AND THE SHONDELLS” FOI OUTRO. VENDEU MUITO, FEZ A TURMA DANÇAR “MONY, MONY” E “CRIMSON AND CLOVER”. ELE TEVE SEU TEMPO E CONTINUA POR AÍ DE VEZ E QUANDO.
HOUVE OS “GRASS ROOTS”, COMEÇARAM FOLK E ATÉ DE PROTESTO, COM “P.F. SLOAN E STEVE BERRY” COMPONDO. ERAM ESSENCIALMENTE UMA “BANDA VEÍCULO” PARA OS PRODUTORES E COMPOSITORES.
MAS, LÁ POR 1967 ACERTARAM A MÃO EM HITS DANÇÁVEIS, POUPULARES, COM ALGO DE R&B DA MOTOWN MISTURADO AO POP DA COSTA OESTE. VENDERAM MILHÕES, ANIMARAM FESTAS, MAS NUNCA FORAM REFINADOS. ERAM UMA ESPÉCIE DE “THE FEVERS” À AMERICANA.
PARA NÃO DIZER QUE MARK LINDSAY E TOMMY JAMES ERAM UMA ESPÉCIE MAIS RESTRITA DE “JON BONJOVI” DO PASSADO.
E OS RASCALS!
OS MELHORES ENTRE TODOS ELES. CONSEGUIRAM FAZER UM R&B TÃO AUTÊNTICO QUE “OTIS REDDING” CERTO DIA ENTROU NO ESTÚDIO DA ATLANTIC, GRAVADORA DE AMBOS, PARA CONFERIR SE NÃO ERAM NEGROS! OUÇAM “GROOVIN”, “A GIRL LIKE YOU” E MAIS UMA “MEIA DÚZIA” DE 10 OU 15 OUTRAS MÚSICAS DELES…
ERAM 3 “ITALIANOS” E UM “IRLANDÊS”. E FELIX CAVALIERI ATÉ HOJE É UMA DAS VOZES BRANCAS MAIS “NEGRAS” DA HISTÓRIA.
FORAM IMENSOS, E ALÉM: CONSEGUIRAM EVOLUIR PARA O JAZZ FUSION COM MESTRIA – E PONTO.
AGORA, O PREDILETO DA MINHA GERAÇÃO. NO BRASIL DAQUELA ÉPOCA, ENTRE 1966 E 1971, NÃO TEVE PRA NINGUÉM! É O MAIOR “CANTOR DE CHURRASCARIA” DE TODOS OS TEMPOS!
JOHNNY RIVERS, ERA UM CRAQUE NA GUITARRA! E CAPAZ DE FAZER TODO MUNDO LEVANTAR E DANÇAR AO RITMO DE SEU DIGAMOS, COUNTRY-ROCK-A-BILLY DE BOTECO, FEITO BANDA DE AXÉ EM PORTO SEGURO! SUAS GRAVAÇÕES AO VIVO SÃO DELICIOSAS!
É COVARDIA LEMBRAR DAS MÚSICAS LENTAS PARA DANÇAR “ROENDO” O PESCOÇO DA MULHERADA… LEMBREM DE “POOR SIDE OF TOWN”, “DO YOU WANNA DANCE”, “THE TRACK OF MY TEARS” , POR EXEMPLO…
CADA ÉPOCA TEM SUAS PAIXÕES, DESAMORES E DESSABORES. PARA VIVER LEGAL, É PRECISO LAMBER E SE LAMBUZAR NA RAPADURA DE NOSSA JUVENTUDE.}
POSTAGEM ORIGINAL: 12/102021
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BEATLES E ROLLING STONES – OS SINGLES 1963/1969. QUEM FEZ MELHOR?

BEATLES E ROLLING STONES – OS SINGLES 1963/1969.
QUEM FEZ MELHOR?
Já vou dizendo que adoro e coleciono os dois. Tenho tudo o que consegui e encontrei, mas não estuprou o meu orçamento.
Nenhum dos dois são a minha banda preferido. Mas, achei instigante tentar compara-los no que fizeram de melhor e mais popular. Aqui só tem SINGLE lado A.
Selecionei 27 de cada um por um motivo mais básico, ambos concorreram direto na década de 1960. Mesmo porque os BEATLES acabaram em 1970.
As referências são: THE BEATLES 1, coletânea excelente lançada em 2016. E dos STONES eu tomei como referência a espetacular SINGLES COLLECTION, THE LONDON YEARS, orginalmente lançada em 1989.
Tentei seguir uma cronologia aproximada, ano por ano, e vamos ver no que deu. As preferências são minhas, eu as aponto, e também, onde achei equivalências.
E, claro, que cada um eleja as suas preferências. Aqui, não é a faixa de GAZA e nem o MURO DAS LAMENTAÇÕES. Ambos competiram, não guerrearam e ninguém morreu por isso.
No cômputo final deu DOZE para os BEATLES e SETE para os STONES. Em OITO para mim equivaleram.
Não vou fazer comentários adicionais. Foram tempos ricos, e as faixas tipo lados B e outras, muita coisa legal dos ROLLING STONES ficou fora.
Então, divirtam-se e comentem, se quiserem:
ANO /  BEATLES / ROLLING STONES / ESCOLHA:
1962 LOVE ME DO X COME ON – STONES
1963 FROM ME TO YOU X  I WANNA BE YOUR MAN  – BEATLES
1963 SHE LOVES YOU X  NOT FADE AWAY  – BEATLES
1963 I WANT TO HOLD… X  IT´S ALL OVER NOW – EMPATE
1964 CAN´T BUY ME LOVE X TELL ME –  BEATLES
1964 HARD DAY´S NIGHT X TIME IS ON MY SIDE – BEATLES
1964 I FEEL FINE X  LITTLE RED ROOSTER – BEATLES
1964 EIGHT DAYS A WEEK X HEART OF STONE – BEATLES
1965 TICKET TO RIDE X PLAY WITH FIRE –  BEATLES
1965 HELP X SATISFACTION – STONES
1965 YESTERDAY X AS TEARS GO BY – EMPATE
1965 DAY TRIPPER X  GET OFF OF MY CLOUD – EMPATE
1965 WE CAN WORK OUT X 19TH NERVOUS BREAK – STONES
1966 PAPERBACK WRITER X PAINT IT BLACK – EMPATE
1966 YELLOW SUBMARINE X MOTHERS LITTLE HELP… EMPATE
1966 ELEANOR RIGBY X LADY JANE – BEATLES
1966 PENNY LANE X LET´S SPEND THE NIGHT – BEATLES
1967 ALL YOU NEED IS LO RUBY TUESDAY STONES
1967 HELLO, GOODBYE X WE LOVE YOU – STONES
1968 LADY MADONNA X JUMPING JACK FLASH – STONES
1968 HEY JUDE X STREET FIGHTING MAN – BEATLES
1968 GET BACK X HONKY TONK WOMEN – STONES
1969 BALLAD OF JOHN & X YOU CAN´T ALWAYS GET – STONES
1969 SOMETHING X BROWN SUGAR – EMPATE
1969 COME TOGETHER X WILD HORSES – BEATLES
1969 LET IT BE X SYMPATHY FOR DEVIL – EMPATE
1970 THE LONG AND WIL X  I DON´T KNOW WHY – BEATLES
POSTAGEM ORIGINAL: 14/10/2023
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ERIC CLAPTON – BACK HOME – 2005

É isso aí; ERIC PATRICK foi pegador serial. Pegou tantas e tontas que é difícil e desnecessário nomea-las.
Lembra da PATTI BOYD, que ele tomou de GEORGE HARRISON? Esteve com CARLA BRUNI, AHHH, vê aí… E vai no Google pra buscar o restante do prontuário que o jacaré abraçou, traçou, ao longo do périplo…
Mas, tio Sérgio é um cara sério. E, no almoço de hoje botou pra rebolar este CD adquirido nas estranjas, talvez um ano atrás.
ERIC CLAPTON é um clássico POP. Portanto, não faz discos ruins ou inaudíveis. Ao contrário, produz música agradável, algo LOUNGE, mesclando BLUES, POP, REGGAE, SOUL, R&B, e tudo aquilo que faz a turma bater a patinha no chão, enquanto bate papo e se diverte sem compromisso; ou come alguma coisa – gente incluída…
A banda é de veteranos que fariam de PADRE MARCELO a XUXA; até SEAL ou GIL renderem no pico de respectivos talentos…
É tudo muito legal se você, como eu fiz, esquecer que o gênio explícito ficou no passado, nos legando o profissional completo.
O cara canta bem, compõe bem e ainda toca baseado em certa centelha artística ancestral…
Seu momento atual é família; homem próximo do feliz, quase 80 anos, talvez sóbrio, e rodeado pelos filhos que ajudou rebentar; e por MELLIA McNERY, a esposa invicta há mais de 20 anos. Parece ter soterrado o ídolo priapico do passado.
Enfim, é o ERIC CLAPTON que aprendemos gostar na alegria e na tristeza; na saúde e na doença. Angela, minha mulher, MICHELLE e PAULO, nossos amigos, adoraram!
O CD eu paguei barato. Chegou antes da curra cambial e do PHALUS DEI entumecido ordenado pelo CONGRESSO, HADDAD e LUIZ INÁCIO.
Se for bem barato, então compre. Não há contra indicações!
POSTAGEM ORIGINAL: 14/10/2024
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WALTER FRANCO: MENTE ABERTA

CANTOR DIFERENTE; POETA E LETRISTA SINTÉTICO, ORIGINAL.
OUVIR CANÇÕES DELE É ASSISTIR ÀS IMAGENS CANTADAS NA SUA FRENTE!
WALTER É VISUAL, IMPECÁVEL, DELICADO E RASCANTE; TUDO JUNTO AO MESMO TEMPO NA TELA DA MENTE!
A CARREIRA DE WALTER NÃO TEVE AUGE; SÓ PAULATINA CONTINUIDADE SIGNIFICATIVA.
MILITOU POETANDO REFLEXÕES ÍNTIMAS. E DEU CONCRETUDE A SEU PENSAMENTO ATRAVÉS DO CANTAR.
OUVIR “CANALHA”, UM GRANDE ROCK PESADO, COM “SÉRGIO HINDS” NA GUITARRA”, É OBSERVAR A DOR MENTAL TRAIÇOEIRA, MAU CARÁTER, PERSEGUINDO O WALTER – E A GENTE! NÃO É IRONIA. É SARCASMO PURO!
OUVIR “CABEÇA” É PERCEBER COMO A RAZÃO NOS TRAI; E COMO ESPELHAMOS O NOSSO INTERIOR FRAGMENTADO. AQUELA PARTE INDOMADA QUE TAMBÉM NOS HABITA, JUNTO COM O ‘DESENHO LÓGICO” CANTADO POR CHICO BUARQUE, EM “CONSTRUÇÃO” DESCREVENDO A REALIDADE ABSURDA DE UM TRABALHADOR BRAÇAL EM SOCIEDADE CAPITALISTA PERIFÉRICA, DO INÍCIO DA DÉCADA DE 1970.
WALTER FRANCO GRAVOU POUCO. E NOS LEGOU ENORMIDADES! QUANDO ELE FOR REDESCOBERTO, TODOS PERCEBERÃO A FALTA QUE ELE FAZ !
RECOMECE JÁ!
POSTAGEM ORIGINAL: 14/10/2021
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THE HOLLIES – 1964-1966 – LONG PLAYS – REEDIÇÕES AMERICANAS IMPERIAL RECORDS – SUNDAZED – 2010/ 2011

FOI SÓ PRA CONTRARIAR!
TENHO POUCOS LONG PLAYS, TALVEZ UNS 50. E COMPREI ESSAS REEDIÇÕES ANOS ATRÁS. ESTÃO SEM USO. EU JAMAIS OS ABRI E ESCUTEI!
E NEM VOU! NÃO TENHO “VITROLA”.
ADORO OS HOLLIES E, PRINCIPALMENTE, ESSAS EDIÇÕES AMERICANAS, NÃO MUITO COMUNS.
PEGAM ALGUNS SUCESSOS COMO STAY, HERE WE GO AGAIN, JUST ONE LOOK, LOOKING THROUGH ANY WINDOW, CAN´T LET GO E O MEGA-HIT BUS STOP!
TENHO TUDO EM CD. MAS, SEI LÁ, ENTENDE; DEU VONTADE DE POSTAR PRA VOCÊS!
AH, INVEJA É FEIO!
COMPORTEM-SE.
POSTAGEM ORIGINAL: 17/10/2021
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ERIC CLAPTON – FURTHER 0N UP CROSSROADS – 1995 BOX ALTERNATIVO – 4 CDS – LIVRETO.

É PIRATARIA DE ALTÍSSIMO NIVEL, COMO FAZIAM ITALIANOS E OUTROS OUTSIDERS, NO INÍCIO DOS ANOS 1990.
SHOWS, TRIBUTOS E O APERITIVO DE ENCONTROS, JAM SESSIONS, FESTIVAIS E VARIADO ETC…DE GRANDES NOMES, GRANDES APRESENTAÇÕES E MÚSICOS DE PONTA.
É DE UIVAR PRA LUA, DIFÍCIL DE ACHAR E BEM GRAVADO. GERALMENTE DIRETO DAS MESAS DE CONTROLE.
SE ENCONTRAR PODE PEGAR. VALE A PENA.
POSTAGEM ORIGINAL: 17/10/2020
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U2 – A BANDA POP MAIS BEM SUCEDIDA DE SUA GERAÇÃO

Por volta de 1986, consolidou-se uma nova perspectiva no mundo do ROCK. Três bandas disputavam a primazia cultural: SMITHS, R.E.M e U-2. Formaram o trio de ferro dos anos 1980.
Cada um na sua, e todas famosas por motivos diferentes, mas desigualmente importantes? Parece que sim!
Eu me recordo de que o lançamento de discos dos SMITHS por aqui, foi exigência inegociável da crítica. Meu amigo Fernando Naporano, entre eles.
A perspectiva gay, com letras nada ambíguas; ROCK emulando um quê de ROCKABILLY e algum tingimento de PSICODELIA; e um ótimo vocalista tangenciando ROY ORBISON. Um furor internacional merecido.
Mas, acabou em lágrimas, deixando dois ícones: MORRISSEY e JOHNNY MARR, o guitarrista.
O R.E.M, era ROCK ALTERNATIVO tocado em rádios universitárias, com aquele libertarismo à americana, engajado em causas não muito explícitas, e sonoridades mais cruas e tradicionais, abriram a vereda para o futuro GRUNGE e a geração do final dos 1980, como os PIXIES, entre vários.
Acabou em balões de oxigênio, metaforicamente dizendo, e lembrados, como quase tudo o que é feito na América, pela falta de melodias mais elaboradas. Mas, é ROCK de verdade!
O U-2, está por aí desde 1977. São longevos e veteranos.
Alguns dirão que são estilistas, e reconhecemos o som que fazem à distância, e galáxia adentro. De Vênus a Urano, por exemplo.
Durante uns 20 anos, mais ou menos, repetiram-se melhorando. Depois, fizeram alguns discos mais próximos à sonoridade contemporânea usando eletrônica.
São ótimos de palco, e Bono é cantor adequado e carismático.
Continuam mantendo a mesma bandeira da rebeldia “bom-mocista” contemporânea, transformada em causas humanitárias que ninguém ousa contestar. Criaram um jeito muito confortável de fazer protestos, e ficar politicamente corretos e na moda.
Não ofendem ninguém…E o COLDPLAY é nitidamente inspirado neles, e muito menos criativo.
Alguém sabe dizer qual o melhor disco deles? Para mim permanece “UNFORGETABLE FIRE”, muito parecido com os posteriores mais próximos, mas que consolidou o jeito U-2 de se expressar.
Sempre que aparecem em qualquer canto da Terra, congestionam o trânsito ao redor. Excursionam mais do que os STONES e o IRON MAIDEN.
Duas bandas que fazem ROCK melhor do que eles.
Eu gosto. Mas, vivo muito bem sem ouvi-los!
POSTAGEM ORIGINAL: 19/102022
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CLIFF BENNETT & THE REBEL ROUSERS, A FORÇA DO “RHYTHM AND BLUES” NO BEAT ROCK INGLÊS, NA DÉCADA DE 1960. E OUTROS INESQUECÍVEIS

Sempre posto coisas de minha discoteca, e tento enriquecer as perspectivas evitando “diagnósticos definitivos”.
Claro discos, artistas, e obras de arte em geral sofrem ação dos tempos e da História das sociedades onde foram criados. Também de várias circunstâncias e até de outros lugares onde tenham sido apreciados.
Os discos na postagem são parte da complexa rede que formou o ROCK INGLÊS da década de 1960 em diante.
A maioria é de personagens menores que tinham o R&B na base, e outros componentes da grande feijoada POP daqueles tempos.
Mal comparando, aqui são todos mais para os ROLLING STONES, do que para os BEATLES. E quase a totalidade gravou em um desvão que junta o estilo das duas bandas mais importantes da GRÃ BRETANHA.
Sacaram? Aceito de bom grado um talvez…
Posto essa enxurrada de raridades, porque este mês CLIFF BENNETT & THE REBEL ROUSERS teve matéria na revista RECORD COLLECTOR. O grupo foi batizado com o nome de música de DUANE EDDY, guitarrista americano criador da maioria dos “RIFFS LUGAR COMUM” do ROCK, e que a gente ouve por aí até hoje!!!!
A banda é bem legal. Tem um QUÊ do DAVE CLARK FIVE. Inclusive no vocal de BENNETT, que emula MIKE SMITH, mas oscila de VAN MORRISON a STEVE MARIOTT.
Claro, claro, a voz e interpretação de CLIFF BENNETT tem alfinetes de WILSON PICKETT e ARTHUR CONLEY. E de seu ídolo mor: JERRY LEE LEWIS. O ROCK e a BLACK MUSIC americana estão na genética sonora dele e da banda.
A foto dele está no meio e pra baixo com os dois principais discos em único CD.
Todos aqui na foto tocavam para animar bares e clubes. Vários foram admirados por outros artistas, e são históricos.
Vejam alguns: LONG JOHN BALDRY, CHRIS FORLOWE, ALEXIS KORNER, GEORGE FAME, ARTWOODS, JOHN MAYALL, GRAHAN BOND e MANFRED MANN, STEAMPACKET… São discos mais para o R&B, SOUL incluído.
Há outros tão raros e tão bons quanto. E precisaria de espaço imenso e inviável para postar.
CLIFF BENNETT, que não foi nenhum ídolo, gravou relativamente pouco. Está com 83 anos e parou alguns anos atrás. Ele e banda profissionalizaram-se antes dos BEATLES, depois foram empresariados por BRIAN EPSTEIN, e o maior sucesso foi a composição de JOHN & PAUL. “GOT GET YOU INTO MY LIFE” – que está no álbum REVOLVER.
É um R&B vigoroso, e a cara dos “REBEL ROUSERS”, e fez sucesso em 1966.
PETE TOWSHEND escreve no prefácio da biografia de CLIFF, que THE WHO em peso gostava do grupo. Porque coeso, dançante, e very COOL…
Para quem sabe um pouco sobre as bandas e músicos que agitavam as noites de inglesas, na primeira metade da década de 1960, percebe que os REBEL ROUSERS tinham aquele quê de R&B misturado ao ROCK e pitadinhas de JAZZ, que botavam os “nossos ídolos” para festejar, beber e dançar.
O grupo tinha a base daqueles tempos: vocalista, duas guitarras, baixo, bateria e teclado. Mas, para soar mais ao R&B criaram uma sessão de metais que, mais ou menos por acaso, em vez de juntar um trompete ao SAX, convocou outro SAX.
Esta fusão deu sonoridade original à banda. Anos depois, VAN MORRISON fez mais ou menos isso em sua banda.
Claro, o repertório é cheio de covers e alguns plágios, muito comum naqueles tempos. Mas funciona e muito.
Não sei se alguém salivará. Mas, é naco de história e música muito divertida. Vale uma ouvida no STREAMING…
POSTAGEM ORIGINAL: 20/10/2023
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