THE NEON PHILLHARMONIC – THE MOTH CONFESSES – JANEIRO 1969

Vou começar da seguinte forma:
Esse disco foi lançado em janeiro de 1969, e no encarte há um sub – título “A PHONOGRAPH OPERA”. TOMMY, do THE WHO, foi lançado em 12 de maio de 1969.
É chatice abissal discutir idades, ideias prévias ou detalhes sobre supostas competições, porque chamar alguma coisa de ÓPERA ROCK tornou-se clichê daqueles tempos em diante, e geralmente era falsa informação, marketing. Pura FAKE NEWS.
Esse disco é uma curiosidade artisticamente bem elaborada, que teve sua gênese em tempos de inventividade incontestável.
O NEON PHILLHARMONIC não era exatamente um grupo – para variar -, mas projeto de um compositor de vanguarda meio escondido chamado “TUPPER SAUSSY”, que concebeu o disco e juntou-se ao cantor de estúdio, DON GANT, e a outros músicos profissionais, e usou parte da ORQUESTRA SINFÔNICA DE NASHVILLE.
O resultado é uma obra PROGRESSIVO-PSICODÉLICA, orquestrada de jeito semelhante aos nossos ARTHUR VEROCAI e ROGÉRIO DUPRAT, e de arranjadores americanos dos discos da COLUMBIA RECORDS, da época.
SAUSSY era um visionário. Embatucou que faria uma ÓPERA POP, e procurou assistir às “piores produções em cartaz” para entender o “porquê de serem consideradas ruins”!!!
E fez uma “ÓPERA” com uma única voz, para ser escutada em disco, e não encenada.
O personagem era “livre como uma mariposa” (MOTH, em inglês ), errática, fascinada pelas luzes e solitária. Metáfora para o nome do álbum e certamente para ele mesmo.
TUPPER era leitor de escritores do realismo fantástico, JORGE LUIS BORGES, principalmente. Tinha formação musical e ousadia suficiente para aproveitar as novas tecnologias de gravação e ideias correntes no final dos anos 1960.
Misturava coisas do dia-a-dia com ficção, elaborava letras misteriosas, livres, típicas de quem havia lido e escutado DYLAN, JAMES JOYCE, KAFKA…, e dava fluxo às ideias de forma subjetiva, a tal “STREAMING of CONSCIENCE”.
Resultado: criou música livre, nada ortodoxa, melódica e algo difícil, e muito original. Desse disco saiu um pequeno mas cult sucesso do “SUNSHINE POP”, a lindíssima “MORNING GIRL”. Consiga o disco para a sua discoteca. É imprescindível.
Uma historinha pessoal:
Esse disco saiu por aqui, na época, e eu o comprei. Certo dia um incauto amigo fez um bailinho na casa dele e pediu para eu “discotecar” a gandaia.
Não tive dúvida e levei “os meus discos”.
Tragédia terminal!!! Num certo momento, e sei lá O porquê, coloquei esse disco pra tocar. Foi protesto em nível de agressão! Alguns amigos me “liberaram” da vitrola…não muito gentilmente…
Quando fui ao quintal para tomar uma cerveja o disco estava com barbante passado pelo furo e amarrado no varal junto com as roupas lavadas!!!
Meu eterno amigo/irmão Aldahyr Ramos, havia pegado o disco, colocado na privada e dado descarga…
Estava secando no varal por causa disso…
Não estragou…
POSTAGEM ORIGINAL: 27/09/2020
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THE BRIT BOX – 1984 / 1999 – RHYNO 2007

O INDI ROCK BRITÂNICO PÓS PUNK E ALÉM NEW WAVE. 78 MÚSICAS MAPEANDO TUDO!
COLEÇÕES FAZEM PARTE DE UM “HABITAT” MAIS AMPLO; E FORMAM CONCEITO MAIS RESTRITO. QUEM GOSTA DE TUDO CRIA DISCOTECA; PORQUE AMPLA, GERAL E IRRESTRITA.
O COLECIONADOR É, POR PRINCÍPIO, UM “SELETIVO”. PORTANTO, ESCOLHE SE APROFUNDAR EM PREFERÊNCIAS; SEJAM POUCAS OU MUITAS. HÁ OPÇÕES VARIADAS: ESTILOS, ÉPOCAS, ARTISTAS, GRAVADORAS, ETC… CADA UM ESCOLHE.
PARA COLECIONAR LEGAL, EU ACHO IMPORTANTE A NOÇÃO DE ASCENDÊNCIA E CONSEQUÊNCIA DOS OBJETOS. QUER DIZER: VOCÊ CONHECERÁ MELHOR SE VIAJAR PARA O ANTES E O APÓS. O TERRENO FICA MAIS BEM MAPEADO.
EU TENHO DISCOTECA BASTANTE ECLÉTICA E, DENTRO DELA, VÁRIAS COLEÇÕES.
NA PARTE DO ROCK EU FOCO, BASICAMENTE, DO “ROCK AND ROLL ANOS 1950”, AO “ROCK PROGRESSIVO”, “FUSIONS” DIVERSAS; PASSANDO PELO “BEAT”, “PSICODELIA”, “HARD ROCK” E MIL ARTIMANHAS.
NO ENTANTO, ESCALEI A DISCOTECA PARA ALÉM DOS ANOS 1980, MANTENDO O QUE ACHO MAIS INTERESSANTE. ENTÃO, CORTEI MUITA COISA E MANTIVE OUTRAS, TIPO ESTE BOX MAGNÍFICO.
INTERESSANTÍSSIMO, ALIÁS!
CERTA VEZ, ASSISTI A UM FILME ALGO CHATO MAS PROFUNDO, “LOST IN TRANSLATION”, COM BILL MURRAY. O TÍTULO EM PORTUGUÊS EU ESQUECI. O TEMA BÁSICO, A MEU VER, VIAJAVA FORA DA TRILHA SONORA REPLETA DE “BRIT POP”, “SHOEGAZE”, “NEO-PSICODELIA”, GUITARRAS E EFEITOS.
ENTÃO, LEMBREI DO “BRIT BOX”, AQUI. SÃO QUATRO CDS, E O REPERTÓRIO VAI DOS “SMITHS”, EM 1985, ATÉ “GAY DAD”, COM OH, JIM, EM 1999 (???).
VOCÊ GOSTA DE “STONE ROSES”, “RIDE”, “TEENAGE FAN CLUB”? OU CURTE “BLUR”, “MY BLOOD VALENTINE” OU “JESUS & MARY CHAIN”? PREFERE VIAJAR COM “THE VERVE”, “ECHO & THE BUNNYMEN”, “CURVE”, “RIALTO” “SPIRITUALIZED” E “LUSH”? ESTÃO TODOS AQUI! E MAIS UM MONTE DE NÃO FAMOSOS, CULTS E/OU IMPRESCINDÍVEIS.
O BOX É UM LATIFÚNDIO POP IMENSO! BELAS E FERAS CANTANDO: “LIZ FRASER”, DO “COCTEAU TWINS”; “LAETITIA SADIER”, DO “SAINT ETI’ENNE” E OUTRAS MENINAS VIAJANTES QUE POVOARAM A ÉPOCA.
É, TAMBÉM, ARTEFATO ESTETICAMENTE MARAVILHOSO, UM MUST IMPERDÍVEL ACONDICIONADO EM CAIXA COM DESIGN MATADOR; CONTEÚDO MUITO LEGAL DE ESCUTAR E TER; E TRAZ EXCELENTE LIVRO COM FOTOS E TEXTOS; EXPONDO CADA FAIXA, AS BANDAS E MÚSICOS; NO CONTEXTO ARTÍSTICO ONDE ESTAVAM INSERIDOS. É VISÃO AMPLA DAS MELODIAS TÍPICAS DO POP INGLÊS “PÓS BEATLES”.
PARA QUEM PRETENDE COLECIONAR AQUELES TEMPOS, É EXCELENTE COMEÇO!
SE AINDA ACHAR POR AÍ, NÃO PERCA; PERCA-SE NELE!
POSTAGEM ORIGINAL: 27/09/2020
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THE WHO: ROCK IN RIO 2017, OUTROS SHOWS E A ESSÊNCIA DA OBRA.

Os que se interessam por ROCK acho que não se surpreenderam com o que viram na televisão. Assistiram ao MITO, finalmente. Mas, a todo MITO deve corresponder um RITO, que pode ser mais ou menos convincente.
O RITO é o show, a performance. E, há mais de 40 anos THE WHO deixou de se apresentar com a plástica iconoclasta convincente.
E por que?
Porque envelheceram. E permanece, e sempre houve insuficiência artística em ROGER DALTREY. O que ele tinha ou tem como performer e carisma jamais se expressaram no palco enquanto cantor.
DALTREY desafina e geralmente não aguenta os shows. E, nos discos solo, muitas vezes ficam “visíveis/audíveis suas falhas, que, muitas vezes, são honestamente incorporadas às gravações.
Claro, é apenas minha opinião…
Mas, jamais o vi DALTREY ao vivo igualar-se ao que fez no FESTIVAL DE WOODSTOCK, 1969, onde o quarteto teve performance memorável, e talvez não superada em eletricidade e emotividade. Foi um dilúvio sobre a plateia!
THE WHO, sob quaisquer critérios, é um dilúvio de emoções inigualável. SÃO E FORAM “A” BANDA DE ROCK PESADO. Ponto!
Meu coração dispara até hoje sempre que escuto, ou assisto ao que fizeram em “SEE ME, FEEL ME” e “SUMMERTIME BLUES”.
Talvez o mesmo deva ser dito sobre “THE WHO LIVE AT LEEDS”, de 1971, até hoje justamente considerado um dos tops em apresentações ao vivo.
PETER TOWNSHEND, claro, também não toca ou pode tocar como antigamente. Ele tem problemas de saúde que o impedem. E, mesmo sendo compositor do primeiro time da música popular do século vinte, e autor de um dos HINOS DO ROCK de todos os tempos: “MY GENERATION”; esperar do talentoso PETE algo acima de sua capacidade física é desrespeito inaceitável!
Com tudo isso, e daí?
A carreira da banda é espetacular entre os LPS “THE WHO SINGS MY GENERATION” e “QUADROPHENIA”. E todos os discos são excelentes, inclusive o clássico seminal e meio chato “TOMMY”.
E sem dizer que a constelação de SINGLES está entre as mais sensacionais da HISTÓRIA DO ROCK!!!! .
Observe na foto a sequência dos três CDS que compõem “THE WHO ESSENTIAL”, 2020, aula magna resumida! E a maioria foi reproduzida na apresentação que vimos, aqui, no ROCK IN RIO, 2017.
Vou contar uma historinha pessoal. Como quase todos da minha geração de OLD ROCKERS (roqueiro velho, mesmo…) eu adoro THE WHO!
No final dos anos 1960, gastei uma baba do meu irrisório salário para adquirir um LP dos ELECTRIC PRUNES, e dois SINGLES; um deles foi THE WHO, “I CAN SEE FOR MILES/ PICTURES OF LILY”, edição da MCA americana, e DOIS dos melhores ROCKS de todos os tempos, em gravação MONO acima do espetacular!
Até então, eu não havia escutado nada de tão violento e abrangente, do ponto de vista sonoro. Em cd até agora acho que não conseguiram reproduzir o impacto do SINGLE!
Voltando ao show, fiquei surpreso com as excelentes performances do filho de RINGO STARR, o também baterista ZACK STARKEY!!! E do baixista (seria o PINO PALADINO?); e, não juntei nome à figura conhecida do velhinho dos teclados, nitidamente debilitado, mas autenticamente ROCKER!!!!
Senti encantamento e compaixão!
O show em si foi mediano, claro, mas inesquecível! Homenagem justa e mútua de nós para eles e deles para nós.
Cobriram a obra toda e deu para se fazer uma avaliação artística da ascensão, do auge e da decadência do MITO.
Claro, eles como toda aquela geração, flertam com o final inexorável. Mas, eles vão para o PANTEÃO. Em vez do descanso eterno e nada pacífico nas tumbas do POP.
THE WHO é e foi imprescindível!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 24/09/2023
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A CRÍTICA MUSICAL POSSÍVEL E O ETERNO DILEMA DA QUALIDADE

Meu falecido grande amigo, JEAN YVES DE NEUFVILE, era a cara do STING, o que lhe rendia suspiros femininos por onde passasse. Foi um excelente resenhista, e crítico musical atuante na imprensa, durante os anos 1990 e a primeira década deste século.
Ele sempre dizia: “Pô, Sérgio, eu acho que não é querer demais que façam discos pop audíveis e com alguma qualidade! Não estou exigindo obras de arte instantâneas e frequentes. Apenas uns disquinhos para ouvir e comentar!!!”
Alguma dúvida?
A queixa contra a falta de qualidade é ancestral, permanente, e talvez perpétua. Vejam os festivais, as rádios e seus hits inomináveis, recheando cérebros e ouvidos de incautos. É prestar atenção no gosto médio, e os subgêneros primários que encharcam o pântano cultural. É quase um ataque terrorista em grande escala contra a sensibilidades dos mais exigentes.
Eu e o JEAN costumávamos fazer churrascos noite adentro ouvindo CHARLIE PARKER, COLTRANE, e muitos diversos vários, incluindo efêmeros da hora. Eu geralmente nas cervejas e ele no vinho.
JEAN adorava JAZZ, mas escrevia mais sobre POP e ROCK. Tinha curiosidade infinita e tolerância limitada para o medíocre. Foi dos primeiros a exercitar o aprendizado crítico estendendo os focos para diversos gêneros além do POP-ROCK.
É muito difícil conseguir fazer isto!
Mesmo que tudo seja música, os diferentes gêneros têm peculiaridades; exigem aprendizados mais específicos. Mas é bom tentar, porque amplia o espectro e a tolerância.
É conveniente esclarecer que são raros os “críticos” de música popular. Há vários resenhistas. E, entre eles, poucos são os que entendem o que passa durante o “ACONTECIMENTO MUSICAL”. E pouquíssimos são “ALFABETIZADOS EM MÚSICA”.
Ainda assim, é possível fazer uma apreciação mais crítica sobre o que se escuta, se forem considerados históricos e épocas. O que possibilita digressões e induções comparativas com a produção que se quer compreender e analisar.
É preciso ouvir bastante para formar um acervo musical “interior” que embase, com a leitura e a vivência, o que realmente se pode conhecer.
Considerando isto, mergulho fundo no que ouço e vejo.
Eu me acostumei a ter boa vontade permanente e curiosidade – mesmo que instantânea – pelo que aparece. Não sou indulgente com o medíocre e o irrelevante. Mas procuro situar o que comento em seu tempo e estética, evitando o que não me agrada. E respeito mesmo aquilo de que não gosto, ou acho medíocre ou irrelevante. Mas evito comentar, levar a conversa a frente.
É um jeito de reter sanidade; guardar espaço para o que talvez tenha valor e potencial de relevância.
E as coisas estão mais difíceis a cada dia…
Enfim…
POSTAGEM ORIGINAL: 2019

EU, O GARÇOM E O AÉCIO NEVES

Aprendi com o meu tio Tonico, o Antonio Garini, jornalista conhecido em SAMPA a ponto de ter se tornado nome de rua, que é preciso saber beber – principalmente quando se bebe até cair.
Garini dizia que existe ética nessa profissão existencial de fé: quem gosta de beber algumas diversas várias a mais, precisa escolher um dia neutro, num horário neutro, e em local onde não encha o saco de ninguém. Sempre levei isto a sério, se bem que exagerar pra valer deixou de ser o meu barato há décadas.
E aconteceu assim: hoje, 18 de setembro de 2018, uma terça feira, em meio a um mês só agitado por causa das eleições, fiz como sempre faço. Fui no final da tarde a um dos lugares onde gosto de estar para tomar umas cervejas, comer alguma coisa e ler.
Meu ritual é simples, gosto de beber sozinho.
Quatro horas da tarde, lendo a Folha de São Paulo, entra no restaurante um senhor de meia idade, bem vestido e cumprimenta a todos que lá estavam. Pouca gente: eu, os garçons, o dono, e o cara da churrasqueira. Muito simpático e à vontade, tira o paletó, chama o garçom e pede Whisky. Chivas 12 anos. Pede mais outro e termina tomando quatro doses caprichadas. Ele é bom de copo. Não largou o celular o tempo inteiro.
Esse lugar é o típico restaurante de bairro, confortável, boa comida, em avenida aprazível e próximo ao Aeroporto de Congonhas, aqui em SAMPA. Diriam os salientes que é bom para encontros sem ser molestado. Nitidamente esperava por alguém.
Eu que não ia embora, fiquei de vez. Ver no que daria. E só imaginando: será mulher? Ou será político? Ou seria ele como eu? Final de tarde, um tempo vago entre compromissos, então por que não tomar algumas?
Fiquei na dúvida se era o AÉCIO NEVES mesmo. Um tanto mais gordo, rosto muito branco, lépido, voz bem empostada, conversava com o garçom da mesma forma que conversou com o JOESLEY BATISTA, naquele fatídico telefonema. Uma certa proximidade um tanto artificial, gentileza profissional. Falta a ele o que sobra em Lula, ser naturalmente um cara do povo.
AÉCIO, não. É claramente da elite. Por isso as grosserias íntimas que trocou com JOESLEY caíram tão mal. Ele não é isso, mas fala assim mesmo com os … digamos… mais simples.
Lá pelas cinco e quinze pediu a conta. O garçom trouxe a máquina do cartão de crédito e ele pagou. Deixou ao que parece uma caixinha legal. Passou por mim e cumprimentou.
Chamei o garçom e perguntei: É o AÉCIO NEVES? O garçom respondeu: parece, né? Eu disse: Tenho certeza, veja lá no comprovante do cartão de crédito…
O garçom: Não. Ele pagou em dinheiro…
POSTAGEM ORIGINAL: 2019

MEMÓRIAS ESPARÇAS

18/09/2018 -ONDE CANTA O SABIÁ
ARQUEÓLOGO DAS PATÉTICAS INSUFICIÊNCIAS NACIONAIS, LEMBREI-ME DE UM PERSONAGEM MENOR, MUITO MENOR, DE NOSSO QUASE SEMPRE ABORTADO PROJETO POLÍTICO CIVILIZATÓRIO:
RIVAíLDE OVÍDIO.
SIM; FOI POSSÍVEL, SIM! EM CAMPANHA POLÍTICA, NO FINAL DOS ANOS 80, A CRIATURA LANÇOU UM BORDÃO ESTRIDENTE E INESQUECÍVEL :” ONDE ESTÁ VOCÊ, FRANCO MONTORO? ” ERA UM QUASE MANTRA PARA TRAZER MALUF DE VOLTA AO PODER.
O TEMA, PASMEM, ERA AUSÊNCIA DE SEGURANÇA PÚBLICA!!!!
E FOI BERRADO EM PRAÇA PÚBLICA JUNTO COM O “ARROTA E VAI PRA RUA” – OOOOOPPS… “A ROTA VAI PRA RUA ” DO INEFÁVEL PAULO, QUE ECOOU PELA CAMPANHA!
TUDO ISSO PRA DIZER QUE O CABO DACIOLLO É O FIEL HERDEIRO DA RETÓRICA SOFISTICADA DE OVÍDIO….
MAMÃE EU QUERO MAMAR…
19/09/2019  CADÊ A ISONOMIA?
SE REPUTO A DEUS A VITÓRIA DO MEU TIME, SERÁ QUE “ELE” FOI JUSTO CONTRA O MEU ADVERSÁRIO?
BOLSONARO:
NEGAR O ÓBVIO ATACANDO É UM TRAÇO DE CARÁTER ABOMINÁVEL NO PRESIDENTE!
18/09/2021:

DJAMILA RIBEIRO:
MULHER BELA E NEGRA. ESCRITORA, MILITANTE ANTI – RACISTA NÃO PROTÓTIPO E NEM ESTEREÓTIPO. CRÍTICA DOS LUGARES DE PODER DAS MULHERES E DOS NEGROS NA SOCIEDADE.
INTELECTUAL RELEVANTE!
17/09/2017:

DIPLOMACIA
Ouvi hoje, na Rádio CBN, entrevista com o excelente cientista político e diplomata brasileiro, Marcos Troyjo. Ele discorreu longamente sobre os temas da futura Assembleia Geral da ONU, que se iniciará no próximo dia 19, com abertura a ser feita pelo Brasil, seguindo a tradição.
Troyjo falou sobre tudo o que deverá ser discutido com equilíbrio, discrição e clareza. O cara é muito bom e certamente será figura destacada no futuro. Aí, lá pelas tantas disse a seguinte frase brilhante e diplomaticamente perfeita: “o ambiente democrático na Venezuela permanece rarefeito”!
Foi bem compreendido.
Em comunicado conjunto as embaixadas da MANCHA ALVI-VERDE e dos GAVIÕES DA FIEL TRADUZIRAM: ” Aqueles porras ( espermas, em linguagem diplomática ) estão transformando a Venezuela numa ditadura”.
Escorreito, claro e conciso, vocês não acham?
17/09/2018

FILMES SOBRE ADOLESCENTES GERALMENTE SÃO RUINS.
QUANDO O JOVEM É UM AMERICANO BABACA E CARA DE BOLACHA MARIA, AÍ NINGUÉM MERECE!
16/09/2020: CONFLITO DE GERAÇÕES 1:
HOJE, O “FUTURO” NÃO É SÓ DOS JOVENS. HÁ CADA VEZ MAIS IDOSOS, O QUE EXPLICA O CONSERVADORISMO POLÍTICO.
16/09/2020: CONFLITO DE GERAÇÕES 3:
CONSTITUIÇÃO DE 88 CUIDA DOS VELHOS E NEGLIGENCIA OS JOVENS. IDOSOS TÊM + RENDA: PODER AOS CONSERVADORES.
17/09/2020: NÃO SERÃO PRIVATIZADOS PORQUE:
PETROBRAS É MITO!BCO BRASIL:AGRICULTURA! CAIXA:HABITAÇÃO; BNDES:EMPRESÁRIOS.
O BRASIL É ASSIM.
2020: Nenhuma descrição de foto disponível.

PAUL RODGERS & COMPANY, THE HENDRIX SET, E.P. – EDIÇÃO LIMITADA, LANÇADO EM 1993.

 APROVEITAEI A VINDA DO JOURNEY PARA POSTAR ISSO AQUI!
COM NEIL SCHON, GUITARRA, NO AUGE DA FORMA; TOD JENSEN, BAIXO; E DEAN CASTRONOVO, BATERIA. CINCO FAIXAS DE JIMI HENDRIX, GRAVADAS AO VIVO EM CONCERTO.
SE UM DIA DEREM DE CARA COM ESTE ARTEFATO COMPREM NO ATO. PORQUE É SHOW DE BOLA!
POSTAGEM ORIGINAL: 16/09/2024
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JOSS STONE, A DIVA POP DESCALÇA, AMY WINEHOUSE; E A CONCORRÊNCIA QUE A MORTE EXTIRPOU

Duas meninas inglesas, talentos explosivos e incontornáveis, cruzaram vidas e vozes nas rádios, shows e gravadoras. E, talvez, nunca tenham se encontrado pessoalmente!
Eu realmente não sei, mas não vi referência do que estou escrevendo aqui em lugar nenhum…
Elas foram a bola da vez quase ao mesmo tempo, entre 2003 e 2011. E, de certa forma, pagaram preço alto em momento histórico de transformações de mercados e tecnologias. A indústria da música estava, e continua em crise.
Então, o que fazer quando surgem pedras valiosas, semilapidadas, e ocupando praticamente o mesmo espaço artístico? JOSS e AMY são excelentes cantoras basicamente de música negra, e suas imensas variações.
A gravadora ISLAND, filiada à UNIVERSAL MUSIC contratou AMY WINEHOUSE. E uma pequena gravadora, a S CURVE, levou JOSS STONE; que depois foi para EMI.
AMY WINEHOUSE, garota pobre, família disfuncional, consumidora de drogas, voz contralto nítida, atitudes antissociais, cantava REGGAE/SKA, HIP-HOP, e ETC… em bares da Inglaterra.
Gravou pela primeira vez em 2003. “FRANK”, seu álbum de estreia seguindo o novo R&B , HIP-HOP, foi elogiado e fez algum barulho. Mas, AMY somente arrasou em 2006, com “BACK TO BLACK”. Disco de letras agressivas, mas calcado na sonoridade tradicional do R&B. Foi o disco mais vendido de 2007, com seis milhões de cópias!!!
JOSS STONE, adolescente de classe média descoberta em Londres, foi enviada para NOVA YORK, onde imediatamente assinou contrato, e se transformou em sensação internacional, em 2003, aos 16 anos de idade!
Ela já saiu “cantando…pneus”, e seus dois primeiros discos SOUL SESSIONS, 2003; e MIND, BODY AND SOUL, 2004, também de R&B / SOUL tradicionais, venderam mais de 5 milhões de cópias!
Observe as estratégias: são inversas. AMY WINEHOUSE começa, no mesmo ano que JOSS, 2003, gravando o R&B modernizado da época.
E vai para o “tradicional”, em seu disco seguinte, onde está claramente influenciada pelo cantar de DINAH WASHINGTON e BILLIE HOLIDAY.
AMY infelizmente teve pouco tempo, mas deixou quase pronto o que poderia fazer dali em frente. Em “LIONESS, HIDDEN TREASURES”, seu disco póstumo, 2011, ela ensaia repertório mais abrangente.
Vai de clássicos POP da década de 1960, como OUR DAY WILL COME, com dezenas de versões – como a feita por JULIE LONDON, por exemplo; e WILL YOU LOVE ME TOMORROW, hit das SHIRELLES, e cheio de outras versões, ao longo das décadas…
AMY fez dueto com TONY BENNETT; teste definitIvo do POP ADULTO possível para o seu background e características vocais.
Um recado claro, mas difuso, quem sabe…
JOSS STONE, quatro anos mais jovem, é “cria espiritual” de ARETHA FRANKLIN e JANIS JOPLIN, com respingos de DONNA SUMMER, e DUSTY SPRINGFIELD – referência inevitável para qualquer cantora inglesa dos últimos 50 anos.
JOSS começou tutorada por BETTY WRIGHT, veterana de R&B, com sucessos marcantes na década de 1970.
Professora exigente, ela ensinou JOSS a usar adequadamente a voz, e os maneirismos dos clássicos da SOUL MUSIC e do R&B, em canções intensas, e difíceis de cantar e interpretar. BETTY ainda participou nos vocais em gravações e shows.
Eu só me lembro de ter assistido uma vez a estreia de gente tão jovem e com tanta energia: MARIA BETHANIA cantando CARCARÁ, quando tinha uns19/20 anos. Abalou as estruturas do teatro!!!! Eu estava lá, e tinha 14 anos… Inesquecível!!!
JOSS STONE fez o DVD na foto, em 2004. Juntou o repertório dos discos iniciais, e acompanhada por banda impecável gravou show simplesmente fantástico!
Tinha 16 anos e a voz diferenciada já estava sendo mudada. JOSS cantou belamente, demonstrou carisma, descontração e domínio de palco. Para uma adolescente já linda, mas corpo ainda em formação, ficou justificada sua fama de grande promessa.
Depois, foi preciso testa-la junto ao mercado jovem. Porque não faria o menor sentido uma quase menina dedicar-se a repertórios tão adultos, que exigem maturidade e sensualidade.
Os pais cuidavam dela. A mãe ia junto nas viagens, etc… – e certamente não permitiriam exageros.
Assim, a sequência de discos, já sem o sucesso dos iniciais, é composta por SKAS; do novo R&B; HIP-HOP; e voltados para a moçada, em geral.
A exigência da voz também é menor, mais adequada ao repertório. São discos bons, mas não memoráveis:
“INTRODUCING”, 2007, mescla NEO SOUL, HIP-HOP, e tem boa participação de LAUREN HILL, sucesso notório na época. “COLOUR ME FREE”, 2009, é menos intenso, e vai na mesma linha.
Em 2011, fez “LP1”, com DAVID STEWART, ex-EURYTHMICS e BANDA. É POP mais pesado, com guitarras e arranhando o ROCK. A voz de JOSS já está bem madura.O volume dois de “SOUL SESSIONS”, saiu em 2012. Um ensaio para a volta ao R&B mais original.
E, finalmente, em 2015 “WATER FOR SOUL”, a sequência POP, SKA, REGGAE e R&B. Foi o derradeiro álbum de inéditas. E talvez haja relação com a briga e processos contra a gravadora EMI, para o rompimento de contrato.
Em vinte anos, JOSS STONE gravou relativamente poucos discos. Mas, cantou com muita gente; JAMES BROWN, SLY STONE: MICK JAGGER, STING, PAT LABELLE, AL GREEN, etc… Ela vendeu mais de 40 milhões de discos, nos diversos formatos.
Não deixou de excursionar e, nesse momento, a turnê de 20 anos de carreira, que já passou pelo BRASIL e gira o mundo, prossegue bem sucedida. Prestem atenção na banda fantástica que a acompanha, principalmente no guitarrista STEPHEN DOWN – um exuberante!!!
Eu assisti a vários SHOWS COMPLETOS e de épocas diferentes. JOSS, agora com 35 anos, está cantando melhor do nunca! Madura, linda, carismática e dona do palco. Está claramente transitando para repertório mais adulto de R&B, SOUL, e adjacências; rearranjando o acervo base, e os antigos sucessos para o seu público que, é lógico, também amadureceu.
A grande vantagem de JOSS STONE foi nunca ter sido uma SANDY, por exemplo. Ela não começou carreira cantando músicas que jamais se adequariam à maturidade. JOSS não entrou em crise com a própria carreira. Como provam seus shows atuais.
Oito anos de distância do último disco certamente ajudaram JOSS retornar em outro nível. E com suas marcas registradas, cantar descalça e distribuir girassóis ao público.
Ela é SUPER DUPER!
POSTAGEM ORIGINAL: 16/09/2023
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JAN GARBAREK GROUP – PHOTO WITH BLUE SKY -1978 – ECM

E não só ele, sax alto de talento evidente. Um grupo jazzístico que tenha o baixista EBERHARD WEBER; JON CHRISTENSEN, na bateria; e JOHN TAYLOR, no piano é infenso a vulgaridades e caminha para longe do óbvio!
O disco é de 1978; a minha edição em Cd é alemã dos anos 1990. O som talvez ajudado pelos ajustes de cabos em meu set-up, está “demoniacamente angelical” nessa tarde, em Guarujá.
Sobre a música?
É tudo o que se pode querer da modernidade decorada por avanços artísticos naturalizados por melodias magníficas! É o conhecimento das vanguardas traduzido para a musicalidade explícita; a beleza construída à distância do convencional, mas soando equilibrada para quaisquer ouvidos. É difícil alguém não gostar!
Para não falar do espetacular e meticuloso sax tocado por GARBAREK. Se você tiver de escolher somente um disco da sideral gravadora ECM escolha este “PHOTO WITH BLUE SKY…” É resumo de obras intensas e indispensáveis.
Compre o quanto antes! É para a vida inteira, e a capa te convida a viajar.
POSTAGEM ORIGINAL:05/09/2019
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QUARTETO 004 & TOM JOBIM – 1968 – RETRATO EM BRANCO E PRETO

Raridade relançada pela DISCOBERTAS traz o bom quarteto vocal, algo entre o TAMBA TRIO e o MPB 4, mas sem o talento desses.
O repertório é de primeira, TOM, CHICO, BADEN POWELL entre outros, e a presença luxuosa de TOM JOBIM em quatro faixas; e mais alguns arranjos e orquestrações de craques como ARTHUR VEROCAI E WALTEL BRANCO.
A capa espetacular é de MILLÔR FERNANDES, e a produção gráfica é adequada. O texto da contracapa foi escrito pelo TOM JOBIM.
Mas, infelizmente, ficamos sabendo quase nada sobre o grupo. Nomes para mim desconhecidos. A gravadora original é pra lá de obscura: CODIL.
Tudo considerado um disco para constar de coleções. Quando comprei, o preço médio era em torno R$14,00 mandacarus. Valeu a pena, é claro!
POSTAGEM ORIGINAL: 06/09/2019
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