NINA SIMONE – INTÉRPRETE SENSACIONAL!

“NINA” SERIA, TAMBÉM, GRANDE CANTORA, ALÉM DE UMA DAS MAIORES INTÉRPRETES DA HISTÓRIA DA MÚSICA POPULAR? E A FREQUÊNCIA DESSAS DUAS CARACTERÍSTICA, ESTARIAM
PRESENTES EM TODA OBRA QUE REALIZOU?
EU SEI DE “NINA SIMONE” HÁ QUASE 50 ANOS; ELA É UM MITO TRANS-GERACIONAL. O INTERESSANTE É PERGUNTAR SOB QUAIS RITOS ELA DEVE SER DESVENDADA?
UM BOM COMEÇO É DIZER QUE “NINA” NÃO É CANTORA DE JAZZ – QUE, A RIGOR, SÃO POUCAS.ELA E PARTE DOS MÚSICOS NEGROS DE SUA IMENSA E MARAVILHOSA GERAÇÃO, É CANTORA DE “RHYTHM´N´BLUES”, NA BEIRA DO ABISMO COM A VARIANTE “SOUL MUSIC”, PORÇÕES GENEROSAS DE “BLUES”, TEMPERADOS POR GOSPEL…
NINA SIMONE TEM VOZ FORTE, EXTENSA E INCONFUNDÍVEL. UM PATRIMÔNIO ESTÉTICO RARAMENTE ALCANÇADO EM TAL MAGNITUDE. PORÉM, DE VEZ EM QUANDO DESAFINA, DESANDA; E DESANDA…E AÍ MOSTRA O SEU LADO HUMANO EXPLICITAMENTE; REVELA O SEU INTERIOR AGRESSIVO, CONFUSO. ELA CHEGOU A DAR TIROS POR AÍ…
EM COMPENSAÇÃO, SABE ESCOLHER REPERTÓRIO COMO POUCOS! SEUS DISCOS SÃO MISCELÂNEAS DE STANDARDS DA MÚSICA POPULAR. ELA TEM FARO PARA O HIT DO MOMENTO; OS ESTUDA, E CRIA INTERPRETAÇÕES MAGNÍFICAS, PESSOAIS, INTRANSFERÍVEIS, E QUASE SEMPRE CLÁSSICAS.
NÃO VOU CITAR EXEMPLOS. SÓ UMA DICA: “I PUT SPELL ON YOU” – EM MIM PEGOU; E EM VOCÊ TAMBÉM.
BASTA ESCUTAR QUAISQUER DE SEUS DISCOS: SÃO FANTÁSTICOS.
EU TENHO VÁRIAS COISAS DELA; ADORO SABOREAR! ACHO “NINA” INTÉRPRETE SEMINAL, QUASE SEMPRE ALGUNS TONS DE ESCURO ACIMA DE SEU CANTAR – QUE É BELO – MAS FREQUENTEMENTE IMPRECISO.
AINDA ASSIM, “NINA SIMONE” É
PRESENÇA OBRIGATÓRIA NA DISCOTECA!
PERCAM – SE COM ELA!
MAS, CUIDADO: ELA ERA ENCRENQUEIRA, ANDAVA ARMADA, E GOSTAVA DE ATIRAR.
POSTAGEM ORIGINAL: 03/09/2018
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RENAISSANCE – A SONG FOR ALL SEASONS – BOX SET – 2019

SIM, UM EXCELENTE ÁLBUM DE ROCK PROGRESSIVO SINFÔNICO!!!
Conhecer a HISTÓRIA é jeito confiável para consolidar conhecimentos válidos. E, também, para relativizar saberes, recuperar detalhes, confirmar certezas.
E principalmente para preencher lacunas, ou desfazer eventuais erros.
A HISTÓRIA do RENAISSANCE é parte de uma lacuna obscurecida pelo brilho intenso que o foco nos “super guitarristas” ERIC CLAPTON, JIMMY PAGE e JEFF BECK, deu aos YARDBIRDS, durante a curta existência da banda, entre 1963 e 1968.
Quando o grupo terminou PAGE, o último LEAD GUITAR, formou o LED ZEPPELIN, portal imenso para o HARD ROCK e o HEAVY METAL.
ERIC CLAPTON, que saíra em 1964, já era tido como “GOD” na Inglaterra, e consagrava-se no CREAM ampliando sua experiência com o JOHN MAYALL’S BLUESBREAKERS.
E JEFF BECK iniciou histórica, sem paralelos e multifacetada carreira solo.
Mas, TIO SÉRGIO, e o vocalista KEITH RELF e o baterista JIM McCARTHY, o que fizeram?
Criaram o conceito inicial, e gravaram os dois primeiros discos do RENAISSANCE, com JANE RELF, no vocal, em 1969. Dois fracassos de vendas, e a primeira formação do grupo foi totalmente remodelada. Sobrou ninguém.
Mesmo assim, o RENAISSANCE foi a dorsal PROGRESSIVA surgida no “desfazimento” do histórico, abrangente e seminal “THE YARDBIRDS”…
“So Beggins The Task”, parafraseando o nome de bela canção de STEPHEN STILLS…
Tenho por aqui, sei lá onde, postagem mais completa sobre o RENAISSANCE. Então, vou ater-me a esse belo disco, que antes deste relançamento, eu não apreciava muito. Aqui, eu adiciono algumas “bolocotas” informativas e interpretações para tentar situar a banda.
ANNIE HASLAN, tem um incrível alcance vocal de 5/8!!! Estudou canto, tem dicção perfeita e clara. Sua voz tem a leveza e a doçura das cantoras de música CLÁSSICA. ANNIE foi selecionada através de um anúncio na revista MELODY MAKER, em 1971.
Então, juntou-se ao diferenciado baixista JON CAMP; ao baterista TERENCE SULIVAN; ao excelente pianista e tecladista JOHN TOUT; e também ao violonista e guitarrista MICHAEL DUNFORD, o compositor da maioria das melodias.
É curioso: o RENAISSANCE usou guitarra elétrica pela primeira vez neste neste álbum!
Como o KING CRIMSON e o PROCOL HARUM, o RENAISSANCE tinha uma letrista exclusiva: BETTY THATCHER, que morava em outra cidade, e recebia as partituras e uma fita com a melodia via correio.
Ela escrevia as letras e devolvia ao grupo. Pelo que ouvimos na discografia disponível, o entrosamento foi perfeito!!!
O RENAISSANCE sempre foi mais popular na AMÉRICA, incluindo o CANADÁ, do que na INGLATERRA – essa eterna reveladora de ídolos e talentos, que precisaram ganhar a vida fora, porque lá o mercado é comparativamente pequeno e os impostos enormes.
Então, mudaram-se para os Estados Unidos por dois anos, e tentaram aproveitar o culto que foram despertando.
No começo, ficaram em um “limbo” de mercado. Fizeram turnês com o BLUE OYSTER CULT, o KISS, EAGLES e outros, até encontrarem o nicho mais adequado: a turma do PROGRESSIVO e redondezas.
Excursionaram com o JETHRO TULL, GENESIS, GENTLE GIANT…
Os cinco primeiros álbuns da nova fase foram paulatinamente vendendo melhor. Mesmo assim, nunca estouraram.
“A SONG FOR ALL SEASONS”, o sétimo, foi o primeiro sucesso de verdade, com 60.000 LPS vendidos, graças a “NORTHERN LIGHTS”, lançada em SINGLE, em 1978.
Para a surpresa de todos, atingiu o décimo lugar nas paradas inglesas. Eles foram 3 vezes no TOP OF THE POPS.
ANNIE vivia na época com ROY WOOD, o famoso guitarrista, líder da banda psicodélica inglesa THE MOVE, e fundador da ELECTRIC LIGHT ORCHESTRA. Ele produziu e tocou no primeiro disco solo dela: ANNIE IN THE WONDERLAND, 1977.
ANNIE HASLAN era, também, muito amiga de BETTY THATCHER, e inspirou a linda e romântica letra de “NORTHERN LIGHTS”.
BETTY usou a Aurora Boreal, vista por ANNIE de dentro do avião partindo, e servindo como guia para voltar para casa. É uma canção sobre saudades, amor e retorno ao lar.
Afinal, eles viviam na estrada trabalhando…
Para fazer A SONG FOR ALL SEASONS eles contrataram DAVID HENTCHEL, que produzira com sucesso ELTON JOHN e o GENESIS. Ele sabia operar sintetizadores, um upgrade necessário.
O disco foi concebido como ROCK PROGRESSIVO SINFÔNICO.
Trouxeram a ROYAL PHILHARMONIC ORCHESTRA, e os arranjos foram feitos por LOUIS CLARK, que também havia escrito para a ELECTRIC LIGHT ORCHESTRA.
A regência coube ao maestro HARRY RABINOVITZ. E gravaram separadamente a banda e a orquestra, como fizeram os MOODY BLUES, em DAYS OF FUTURE PASSED.
As orquestrações têm ecos de DEBUSSY, SCHOSTAKOVICH e PROKOFIEV.
Eu percebo traços da canção-tema dos “filmes do “007”. E acho os arranjos simultaneamente pesados, intensos e dramáticos. Mas, sutis e refinados.
Lembram o PROCOL HARUM e, claro, o GENESIS. Tem algo dos MOODY BLUES, também. Da conjugação desses três ícones na orquestração; e com a banda e o vocal etéreo e refinado de ANNIE HASLAN, talvez tenham gerado o melhor disco do RENAISSANCE.
Na opinião do grupo, é a MASTERPIECE deles. Apesar da capa desenhada pela HIPGNOSIS, que ninguém gostou ou entendeu direito…Afinal, se era pra exibir a foto de moça qualquer, por que não ANNIE?
O box lançado pela ESOTERIC RECORDINGS, em 2019, é bem realizado. Traz livreto, poster, comentários, e as letras, em caixa bem apresentável.
A remasterização do disco original está ótima! A mixagem do baixo ficou excelente, o piano soa claro, inteligível, e o som do restante da banda está muito bem remixado e coeso.
A voz de ANNIE HASLAN nítida e afinadíssima, como sempre. A orquestra integrou-se muito bem, e os instrumentos utilizados estão com recortes bem audíveis.
O box traz outras faixas adicionais. E mais dois CDS bônus de concerto gravado no TOWER THEATER, na PHILADELPHIA, EM 1978; e na B.B.C.
O som está razoavelmente audível. Mas com certeza não foi remasterizado. São as limitações de um projeto muito bonito.
Os cantores do coro pediram para receber seus cachês em caixas de cerveja, ao invés de dinheiro…
Certamente foi uma honra também para eles trabalhar em disco tão belo.
Recomendo a todos!
POSTAGEM ORIGINAL: 03/09/2023
Pode ser uma imagem de 1 pessoa, polaroid e texto que diz "Renaissance SONG FOR LL SEASONS"

OS PRIMEIROS ÁLBUNS CONCEITUAIS DA HISTÓRIA – PIONEIROS

A revista “RECORD COLLECTOR” no mês de julho de 2017, pinçou o que teriam sido os dois primeiros discos conceituais da história:
Esqueçam MOODY BLUES, “DAYS OF FUTURE PASSED”, 1967; ou THE WHO, “TOMMY”, 1969; ou álbum clássico dos PRETTY THINGS, “S.F.SORROW”; e mesmo SARGENT PEPPERS LONELY HEARTS CLUB BAND, dos… ahh, vocês sabem de quem…
O papo é reto; o primeiro foi:
1) MANHATTHAN TOWER, criado pelo maestro e arranjador GORDON JENKINS, que trabalhou com nata musical do JAZZ e do POP desde a década de 1940 até os 1970. Foi lançado pela DECCA RECORDS, em 1946, em um álbum duplo com dois 78 discos de rotações.
Um tema em cada lado, sobre a vida em um bloco de aptos em Nova York: tem jazz, narrações, barulhos de carros, buzinas e declamações. tudo compondo uma suíte musical integrada. É um disco conceitual, sem dúvidas! E muito interessante e inovador. Tio Sérgio tem em CD, para gáudio de si mesmo, e para desfilar pimpão para os amigos. HUM…..
Com o lançamento dos Long Plays, em 1948, a obra foi posta neste novo formato, muito mais adequado para proposta como esta.
2) CALIFORNIA SUITE, foi composta e gravada por MEL TORMÉ, em 1949; e retomou a proposta de JENKINS já dentro da nova tecnologia. Ele cantou sobre a CALIFÓRNIA e suas modernidades . O som é considerado POP , antecipando de alguma forma o que aconteceria uns 18 anos mais tarde.
O passado é imprescindível para entendermos o presente . E desconfiarmos, sempre, que se recria muito mais do que realmente se cria.
É Tema para infinitas discussões.
Procurem pelaí nos YOUTUBES!
POSTAGEM ORIGINAL: 16/08/2017
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ÁLBUNS CONCEITUAIS HISTÓRICOS 2 – OS AMERICANOS

AGORA, TRÊS ARTISTAS AMERICANOS E UM JAPONÊS.
O ÁLBUM MAIS FAMOSO É O “SMILE”, A OBRA DE “BRIAN WILSON” PARA OS “BEACH BOYS”; VETADA NA ÉPOCA PELA GRAVADORA E PARTE DA BANDA, PORQUE ESTRANHA E FORA DO ESTILO DELES.
É CONTROVERSO; MAS SEM DÚVIDA É OBRA CONCEITUAL. A IDÉIA É MOSTRAR A IMENSA VARIEDADE DA MÚSICA AMERICANA EM TODAS AS DIMENSÕES. FOI LANÇADA SOMENTE ANOS DEPOIS, JÁ NA DÉCADA DE 1990. CONFESSO QUE NÃO ME AGRADA MUITO. SINTO FALTA DE COESÃO E ACABAMENTO ESTÉTICO. MAS, É ORIGINAL E INSTIGANTE. UM CLÁSSICO UNGIDO MEIO EXTEMPORANEAMENTE.
OUTRO DISCO INESPERADO É “THE MOTH CONFESSES” DO “THE NEON PHILHARMONIC”, QUE SAIU EM 1969; E GANHOU UM GRAMMY DE ARTISTA REVELAÇÃO.
NÃO ERA UM GRUPO, MAS DUPLA: O CANTOR “DON GANT”, E O MAESTRO E ARRANJADOR “TAUPER SAUSSY” – QUE REGEU A ORQUESTRA QUE EXECUTOU AS SUAS COMPOSIÇÕES.
MAL COMPARANDO, TAUPPER É UM ROGÉRIO DUPRAT COM MAIS RECURSOS PARA TRABALHAR. A MÚSICA É PSICODELIA PURA. E A OBRA É UMA METÁFORA SOBRE A INOCÊNCIA E O AMADURECIMENTO.
É UMA CONSTRUÇÃO POÉTICO MUSICAL EM TORNO DA PAIXÃO QUE O PRIMEIRO AMOR SUSCITA. E, QUANDO NÃO DÁ CERTO – A MAIORIA DAS VEZES -, A PERCEPÇÃO DO EX-CASAL NUM EVENTUAL REENCONTRO, DE QUE AS COISAS E OS DOIS MUDARAM. DISCO INTELIGENTE, E IMPERDÍVEL.
PORÉM, DOIDA PRA VALER É A “CERIMÔNIA BUDISTA” EM FORMA DE ROCK, GRAVADA PELO GRUPO JAPONÊS “PEOPLE” – NÃO CONFUNDIR COM O “BABA POP ” AMERICANO DO FINAL DOS ANOS 1960, QUE REGRAVOU CANÇÃO MENOR DOS “ZOMBIES”.
PRA TERMINAR, DOIS DISCOS DE UMA DAS MELHORES “GARAGE BANDS” DE TODOS OS TEMPOS: “THE ELECTRIC PRUNES”.
A BANDA NÃO EXISTIA ENQUANTO UNIDADE; ELA PERTENCIA AO EMPRESÁRIO LENNY PONCHER, E ERA ORIENTADA PELOS PRODUTORES “DAVE HASSINGER” E “DAVID AXELROD”. CADA UM DOS CINCO DISCOS DOS “PRUNES” FOI GRAVADO COM UMA BANDA DIFERENTE! O INTERESSANTE É A MULTIPLICIDADE DOS CONCEITOS DESENVOLVIDOS PELA PRODUÇÃO! DISCOS CLÁSSICOS!
COMEÇO PELA SENSACIONAL “MASS IN F MINOR”, LANÇADA EM 1967 – INCLUSIVE NO BRASIL, PASMEM!!!. É MISSA CATÓLICA TOCADA DE UM JEITO QUE OS PADRES JAMAIS PERMITIRIAM: IMAGINE SE “JIMI HENDRIX” ENTRASSE EM TOTAL COMUNHÃO LISÉRGICA COM OS “MISSAIS” APROVADOS PELO VATICANO; E TOCASSE ACOMPANHANDO O RITUAL!!!!
PRA FICAR MAIS CATIVANTE, A MISSA É CANTADA EM LATIM!
ANTOLÓGICO, E IMPERDÍVEL!
REALIZARAM OUTRO DISCO, “RELEASE OF AN OATH “, EM 1968; QUE SEGUE O MESMO CONCEITO; PORÉM, APLICADO À RELIGIÃO JUDÁICA!!!! É UM ESPETÁCULO DE EXECUÇÃO, COM MÚSICOS DE ESTÚDIO DO MAIS ALTO NÍVEL! INCLUINDO “A MAIOR BAIXISTA DE TODOS OS TEMPOS, CAROL KAYE”!!!! TIA CAROL TOCA EM ESTADO DE GRAÇA, COMO SEMPRE FEZ!
OS “ELECTRIC PRUNES” ORIGINAIS GRAVARAM O PRIMEIRO ÁLBUM E VÁRIOS SINGLES, ENTRE 1967 E 1968; QUE ESTÃO ENTRE OS MELHORES DA ÉPOCA. E FIZERAM OUTROS DOIS LONG PLAYS, TAMBÉM BASTANTE APRECIÁVEIS. HÁ UM BOX COM OS 5 ÁLBUNS A PREÇOS POPULARES PELAÍ!!!! PROCUREM, E OBTENHAM!!! É MANDATÓRIO!!!!
A SONORIDADE DA BANDA TEM INFLUÊNCIA ENORME NO PÓS PUNK, PRINCIPALMENTE NA “DARK WAVE” E NO “GOTHIC ROCK”.
EM MINHA OPINIÃO, NÃO HAVERIA “THE CURE”, POR EXEMPLO, SEM A EXISTÊNCIA DOS “PRUNES”.
OUÇAM E CONSTATEM!!!
PROCUREM CONHECER. FOI BANDA QUE ACONTECEU, “MAS NUNCA EXISTIU DE VERDADE”.
POSTAGEM ORIGINAL: 31/08/2017
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ÁLBUNS CONCEITUAIS – OS INGLESES

PENSOU-SE QUE ERAM IDEIAS DOS 960/1970. MAS NÃO. OS DOIS PRIMEIROS DISCOS CONCEITUAIS, E QUE VÊM SENDO ASSIM CONSIDERADOS ENTRE COLECIONADORES, FORAM FEITOS NO FINAL DOS ANOS 1940, INÍCIO DOS 1950!
O PRIMEIRO DELES FOI DO MAESTRO E ARRANJADOR “GORDON JENKINS”, EM 1946, CHAMADO “MANHATTAN TOWER”. É UMA SEQUÊNCIA DE FAIXAS COMBINANDO JAZZ, MÚSICA POPULAR, BUZINAS DE CARROS, NARRATIVAS E DIÁLOGOS. FALA SOBRE UM CONJUNTO RESIDENCIAL, EM NOVA YORK, TIDO COMO ARQUITETURA MODERNISTA. O DISCO É INUSITADO E INOVADOR.
DEPOIS, O GRANDE CANTOR DE “JAZZ,” “MEL TORMÉ”, RETOMOU OUTRA COMPOSIÇÃO DE “JENKINS”, CHAMADA “CALIFORNIA SUITE”, TAMBÉM GRAVADA NAQUELE MESMO DISCO SEMINAL; E “TORMÉ” A EXPANDIU, EM 1956.
ESTES SÃO OS PIONEIROS.
NAS DÉCADAS DE 1960/70 A IDEIA FOI RETOMADA E CONFIRMADA, TAMBÉM NA INGLATERRA.
OS TRÊS PRINCIPAIS SÃO “SGT PEPPERS” DOS “BEATLES”; E “DAYS OF FUTURE PASSED”, DOS “MOODY BLUES”, LANÇADOS EM JULHO E NOVEMBRO DE 1967, RESPECTVAMENTE. E “TOMMY”, DO “THE WHO”, DE 1969, TAMBÉM; QUE É ATÉ HOJE VENDIDO COMO A PRIMEIRA “ÓPERA ROCK”, MESMO SENDO CONTESTADA PELOS “PRETTY THINGS” E SEU “S.F.SORROW”, LANÇADO EM 1968.
” TOMMY ” É CLÁSSICO ULTRA CONHECIDO; TEMA INSTIGANTE E ATUAL; É A SAGRAÇÃO DE UMA POTENTE METÁFORA: A DO GAROTO, SURDO, MUDO E CEGO, QUE SE TRANSFORMA EM CAMPEÃO DE “FLIPERAMA”, O ANTECEDOR DO VÍDEO-GAME”. É OBRA ANATECIPADORA DO QUE VEMOS E, HOJE, CONVIVEMOS! É SÓ OLAHR EM VOLTA. O DISCO É CHATO E GENIAL, SIMULTANEAMENTE.
“THE WHO” PRODUZIU MAIS OUTRO DISCO CONCEITUAL, “QUADROPHENIA”, 1972; HOJE SUBINDO NA CONSIDERAÇÃO DOS QUE A PERCEBEM COMO OBRA DEFINIDORA SOBRE A ERA “MOD” – QUE, VEZ POR OUTRA REVIVE, DESDE OS 1960.
MENOS FESTEJADOS, E TALVEZ BEM MAIS INTERESSANTES SÃO OS DOIS DISCOS CONCEITUAIS DOS “KINKS” :”THE VILLAGE GREEN PRESERVATION SOCIETY”. LANÇADO EM 1968, É SOBRE A ECOLOGIA E VIDA… MAIS “NATURAL” …; VISTA POR UM NARRADOR IRÔNICO E ÁCIDO. CLARAMENTE RAY DAVIES E SUA VERVE ALGO DISTANTE.
E HÁ, EM 1969, PRINCIPALMENTE, “ARTHUR, OR THE DECLINE AND FALL OF THE BRITISH EMPIRE”. ESTE SIM! VISÃO BEM HUMORADA E CORROSIVA SOBRE A HISTÓRIA INGLESA, SEU POVO, IDEOLOGIAS E MEDIOCRIDADES. RAY DAVIES É MAIS LETRISTA DO QUE PETER TOWNSHEND; MAIS INCISIVO E CONSCIENTE. MAIS PARA SOCIÓLOGOS E OUTROS PERSCRUTADORES DA VIDA SOCIAL!
EU TROUXE PRA FOTO MAIS OUTRO ÁLBUM… “UM TANTO QUANTO MEIO SOBRE…DIGAMOS… UM TANTO QUANTO”… É “THE STORY OF SIMON SIMOPATH”, DO “NIRVANA” INGLÊS! – SIM, EXISTIU! TAMBÉM FOI GRAVADO EM FINS DOS ANOS 1960. O SOM É ALGO MELOSO E POUCO CONVINCENTE; MESMO FERFEITAMENTE INSERIDO NO “ROCK PSICODÉLICO” DA ÉPOCA.
PROCURANTO, A GENTE SEMPRE ACHA MAIS COISAS E PROPOSTAS. E OS TEMPOS TRAZEM E REVIRAM AS CRIAÇÕES NA PERCEPÇÃO DA GENTE.
DEVE HAVER MAIS COISAS SOB AS CINZAS… BASTA ASSOPRAR.
POSTAGEM ORIGINAL: 31/08/2017
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JULIE LONDON – A DIVA BRANCA DA GRANDE CANÇÃO AMERICANA

Caso raro e exemplar. Mulher lindíssima começou como atriz e fez uns uns vinte filmes. Gostava e frequentava CLUBES DE JAZZ, no início dos anos 1950.
Mas, cantava só para os amigos. Tinha voz pequena, mas afinada, versátil, límpida e sensual. Ela foi incentivada por BOB TROUP, seu marido; músico e produtor, que percebeu o imenso talento potencial de JULIE.
É bom notar que falamos de 1956, onde a grande canção americana imperava. E além de BILLIE, ELLA, DINAH e SARAH, havia cantoras brancas de altíssimo nível.
E, também, um princípio de “revolução cultural” no jeito de cantar, que nos trouxe CHET BAKER, e a própria JULIE LONDON. E, no BRASIL, desembarcou em JOÃO GILBERTO, NARA LEÃO, CAETANO VELOSO e na imensa variedade de estilos e vozes que temos hoje.
JULIE LONDON era muito boa cantora. Gravou mais de trinta LONG PLAYS, e um monte de compactos ( SINGLES ) durante sua curta e sensacional carreira de uns 13 anos!
Ela fez sucesso de verdade, e seus discos são ótimos. Gravou dos clássicos da GRANDE CANÇÃO AMERICANA a COMPOSITORES SEUS CONTEMPORÂNEOS. Ousada e proficiente!
Na foto, estão 17 de seus LPS, e duas coletâneas de SINGLES. Todos são colecionáveis!
JULIE LONDON foi bela, sensualíssima, e com certeza inspiração para uma legião de onanistas frenéticos.
Raramente o visual correspondeu tão fielmente ao conteúdo das obras.
Comprem os discos dela. Principalmente para ouvir…
POSTAGEM ORIGINAL: 31/08/2024
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KARL MARX; LÓGICA SOCIAL E A LÓGICA DA CONTABILIDADE

No segundo semestre de 1974, eu entrei no curso de CIÊNCIAS SOCIAIS, na USP. Terminei e obtive diploma no final de 1978.
Eram tempos conturbados, início do governo GEISEL e a repressão ainda comia solta. Vez por outra colegas eram presos, e são públicos e notórios os casos de violência nas masmorras do regime.
Havia liberdade de cátedra nas FFLCH? Em termos. Os professores davam aula, mas não podiam abertamente se manifestarem sobre política. Mas, se manifestavam em grupos pequenos perante os alunos.
Ainda bem!
A geração de 1968 estava exilada e, por isso mesmo, a resistência contra a ditadura dos que permaneceram era questão de honra, ideologia e sobrevivência política.
Eu entendi, no dia-a-dia, o valor da liberdade e o porquê, após a abertura política, do monopólio ideológico da esquerda: foi reação proporcional à violência de suprimir a liberdade de opinião, expressão e organização que o regime militar impingiu.
Cuidado com as ideias. Elas têm força!
É óbvio: além do combate aos reacionários, pereceram na luta política os liberais, colocados indevidamente no mesmo saco. Eu acho que a perda intelectual que tivemos, por causa da não compreensão do valor dos liberais e do liberalismo, somente agora, 40 anos depois, está sendo minimamente recuperada.
Mas, o fato é que estudávamos principalmente sob a teoria marxista. Aliás, em momento algum deixaram de ser publicadas, no BRASIL, obras acadêmicas de e sobre KARL MARX e o MARXISMO, que eram vendidas até em bancas de jornais.
Houve um boom editorial durante a ditadura, em seu período mais brando, após MEDICE. A minha biblioteca, que é bastante razoável, começou a ser formada no início dos anos 1970.
Mas, voltado às memórias, a primeira grande aula magna que tivemos foi com o grande professor LUIS PEREIRA. Grande teórico da sociologia, estudioso compulsivo, leu pra valer MARX e outros clássicos.
No entanto, era um tanto confuso para expor para os iniciantes. Didática? tinha nenhuma. Meta-linguagens e conceitos eram metralhados sobre nós durante 4 horas!
Em sua primeira aula magna o professor “simplesmente” montou um suposto diálogo/debate e confronto teórico entre os três clássicos fundadores da sociologia: MARX, EMILE DURKHEIM e MAX WEBER!. Uma explosão nuclear a céu aberto! Causou pânico geral!
Tempo vai, estudo vem, chegou o dia da prova final do semestre. Os professores auxiliares do mestre, JESSITA RODRIGUES e BRASÍLIO JOÃO SALLUM, ainda vivos; e ótimos, preparados e solidários, esclareciam a todos nós e tranquilizavam os mais apavorados.
Eu encarei em relativa boa. E fui aprovado com nota 8,00.
Na prova, uma das questões era tecer um comentário sobre a “racionalidade” em MARX e a racionalidade “intrínseca” da contabilidade, uma das razões apontadas por MAX WEBER para explicar o porquê do surgimento e vitória do capitalismo.
A resposta é mais ou menos a que exporei. Mas era e é preciso elaborar muito e muito mais o conteúdo, o que foi exigido na prova.
Em MARX, a verdadeira racionalidade é social; e supõe uma sociedade sem contradições de classe, ao contrário das sociedades sob o CAPITALISMO. E considerava, sob esse aspecto, irrelevante os artifícios técnicos propiciados pela contabilidade.
Eu justifiquei os dois lados. E como conhecia alguma coisa de contabilidade, também achei improvável que MARX desconsiderasse a criação do FREI LUCA PACIOLI, em 1494, o chamado método das “partidas dobradas”, que colocou ordem no caos da administração dos bens materiais. Tirei nota oito.
E por que tudo isto?
Porque me recordo com saudades; e mantenho certa ansiedade, por saber que a superação da luta entre esquerda e direita é uma impossibilidade teórica, política e existencial.
E não importa. Viver é conviver com a contradição eterna. Não existe teoria unificadora para coisa nenhuma no mundo dos homens! Por mais que a vontade política e as religiões discordem.
POSTAGEM ORIGINAL: 31/08/2022

ESPIRAL DO TEMPO: MATEUS ASATO E MARTIN MILLER SESSION BAND

TIO SÉRGIO É VELHO. MAS, NÃO É VELHACO E MUITO MENOS DESATENTO DO NOVO QUE CAMPEIA PELAÍ:
OUÇO, OBSERVO; GOSTO; E PENSO.
A MINHA TURMA DE ORIGEM, OS CLÁSSICOS DO ROCK DA DÉCADA DE 1950; TODOS REFLETIDOS DAQUELE MOMENTO AVANTE, PARA OS SIXITIES, SENVENTIES, E DALÍ BEYOND; FINALMENTE FORAM SUPLANTADOS PELO TEMPO, ABRINDO ESPAÇO PARA GENTE NOVA.
SEM QUAISQUER CONDENSCENDÊNCIAS, E APENAS PELO VAGAR DO TEMPO.
ENTÃO, PARA OS ATENTOS, SE OLHAREM PARA O ATUAL RESSURGIMENTO DOS ‘OLDIES”OBSERVARÃO QUE A TURMA DA DÉCADA DE 1980 COMPÕEM A REFERÊNCIA.
ASSIM, OBSERVEM ESTA EXCELENTE BANDA DE ESTÚDIO ALEMÃ, QUE TEM ACOMPANHADO MUITA GENTE, PRINCIPALMENTE BRASILEIROS. ELES REALÇAM “LARI BASÍLO” E O “MATEUS ASATO”, AMBOS DAQUI, O HOSPÍCIO DO SUL, E GUITARRISTAS EM ASCENÇÃO NO POP/ROCK INTERNACIONAL E ADJACÊNCIAS.
JÁ POSTEI VÍDEOS COM A “LARI”. HOJE MANDO MATEUS, QUE É DO MATO GROSSO DO SUL, E TOCA COM BRUNO MARS ENTRE VÁRIOS.
PENSEM NA ESPIRAL DO TEMPO: ELA SEMPRE SE DESLOCA.
AS REFERÊNCIAS E CONVERSAS HOJE SÃO OUTRAS.
DESFRUTEM!
POSTAGEM ORIGINAL: 31/08/2024
Martin Miller & Mateus Asato - Head Over Heels (Tears for Fears Cover)

JIMMY RUSHING – BLUES SINGER SUPREMO!

ESTE É O CARA!
NÃO TERÍAMOS VAN MORRISON, MICK JAGGER, ERIC BURDON E TANTOS OUTROS, SEM O ESTILO ABERTO DE CANTAR DO JIMMY RUSHING.
ELE ERA UM “BLUES SHOUTER”; “POLPETONE” CANTANTE, BAIXINHO, MAS EXTREMAMENTE VASTO, LARGO, DAÍ SEU APELIDO “MISTER 5X5”, TAMBÉM NOME DE MÚSICA DE SEU REPERTÓRIO.
SUA VOZ ERA TÃO POTENTE QUE SE SOBREPUNHA AOS METAIS DA ORQUESTRA, O QUE LHE RENDEU A FAMA DE SER O MAIOR “BLUES SHOUTER” DA HISTÓRIA.
JIMMY É UM DOS OITO JAZZISTAS HOMENAGEADOS COM SELO PELO CORREIO AMERICANO. UM PORTENTO!
ELE CANTOU ATÉ 1970. GRAVOU COM MUITA GENTE, E AQUI QUATRO EXEMPLOS ENTRE TANTOS QUE O PRETÃO NOS BRINDOU.
EU RECOMENDO ESSE DISCO COM O “DAVE BRUBECK QUARTET,” DE 1960. É UM PRIMOR DE ARTE E TÉCNICA! EXIBE O CONTRASTE E A INTEGRAÇÃO ENTRE QUATRO MÚSICOS PORTENTOSOS, MAS ACADÊMICOS, E A SENSIBILIDADE BLUESY , RUEIRA E BALADEIRA DESSA CRIATURA ÍMPAR, O “JIMMY RUSHING”!
HOJE TIO SÉRGIO, QUE DESFRUTOU MERECIDAMENTE A TARDE, E ESTÁ DE BOM HUMOR.
PORTANTO, OUVIR “JIMMY RUSHING” É UM TRIBUTO AO SUBLIME NO MEIO A TANTA CHATEAÇÃO E MEDIOCRIDADE.
DESFRUTEM; EMPANTURREM-SE!!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 30/08/2018
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CHUCK BERRY – ENSINAMENTOS EM AULA MAGNA: A GUITARRA DO MESTRE DESDE O ROCK AND ROLL ATÉ O ROCK ALTERNATIVO

Há frase feita e mal elaborada sobre as relações de poder em uma sociedade moderna. Alguns afirmam e disseminam que TUDO É POLÍTICA.
ERRADO! A política está em tudo, mas nem tudo é política. É obvio e lógico. Ou não?
É feito CHUCK BERRY. Nem todo ROCK é consequência direta do jeito do mestre tocar guitarra. Mas, CHUCK está em vários desenvolvimentos e sonoridades.
Os clássicos fundadores do ROCK AND ROLL: ELVIS PRESLEY, BILL HALEY, CHUCK BERRY, LITTLE RICHARDS, JERRY LEE LEWIS e a influência decisiva de JOHNNY CASH semearam escolas. E arrastaram outros tantos e significativos.
Se ELVIS é o cantor supremo do estilo, CHUCK é o cara seminal do instrumento chave para todo sempre: a GUITARRA.
Claro, ela evoluiu de CHUCK a VAN HALEN, a SATRIANI e muitos outros.
Porém, sem o jeito de CHUCK tocar não teríamos os ROLLING STONES, e nem os BEATLES. E, acho, nem os KINKS.
O que seria dos BEACH BOYS da primeiríssima fase sem CHUCK? Eles até plagiaram o mestre! ‘SURF IN USA”, por exemplo…Tá, depois se acertaram…
Para ficar apenas no pátio da escola, a turma seguidora de BERRY energizou o BEAT ROCK, tanto o inglês como o americano. E do mundo inteiro, também.
Ou não?
Haveria a SURF GUITAR do início dos anos 1960 sem CHUCK BERRY? Ouçam os TRASHMEN, ou quem vocês quiserem…
E o jeito garageiro de tocar dos TROGGS? E deles ao posterior refinamento dos PUB ROCKERS tipo DAVE EDMUNDOS, e DR. FEELGOOD, para focar apenas os filhos da “PÉRFIDA ALBION”?
Vamos chamar o STATUS QUO, cerca 1971/1972?
Ouçam o LP. “PILEDRIVER”, principalmente BIG FAT MAMA e PAPER PLANE? Sem falar em ROADHOUSE BLUES, que vocês sabem quem também gravou…
Se aquilo tudo não for o glorioso CHUCK BERRY nas cordas, o TIO SÉRGIO vai bater bumbo em escola de samba!!!!
Pra adoçar a pílula contaminando pensamentos mais diabólicos e diabéticos, que tal juntar CHUCK aos BEACH BOYS e ao STATUS QUO?
Teríamos os RAMONES e THE CLASH. Que tal?
Quer dizer, nem tudo é o tio BERRY, claro! MAS, CHUCK É TAMBÉM A BASE DO PUNK. E, depois, de alternativos tipo GREEN DAY.
Ou TIO SÉRGIO bebeu “MUDDY WATERS DEMAIS”?
E “siga prosseguindo”….ooopsss!
Vá à tua adega e pegue uma garrafa de SONIC YOUTH, e gele adequadamente. Ponha na taça, sinta o “bouquet”. E deguste:
SONIC YOUTH é o BLEND fino de CHUCK BERRY com o compositor erudito contemporâneo de “guitarradas” GLEN BRANCA.
E mais não digo: se nem todo ROCK é CHUCK BERRY, ainda assim ele está em quase tudo o que foi feito.
CHUCK BERRY FIELDS FOREVER!!!!
POSTEGEM ORIGINAL: 26/08/2023
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Sergio Luiz Simonetti