MEMÓRIAS

09/08/2014: Estou pensando no vídeo onde dois supostos parlamentares alemães fazem inacreditáveis grosserias com a Dilma. Eu não gosto dela e muito menos do governo que ela faz. Porém, o terrorismo político no Brasil está se tornando nojento, sem falar que é contraproducente e mascara a realidade objetiva, fazendo com que não discutamos o que é verdadeiramente importante. O vídeo é certamente editado e as supostas críticas forçadas e deslocadas, porque falam de assuntos que não são da alçada da Presidente, e duvido que dois deputadozinhos de qualquer parlamento do mundo estivessem tão a par da necessidades brasileiras. Este vídeo está em nível da baixaria que fizeram com a Miriam Leitão e com o Carlos Alberto Sardenberg, dois dos melhores, mais lúcidos e completos jornalistas brasileiros. É possível discordar de quaisquer deles – aliás, duas posições político-ideológicas diferentes: ela é socialdemocrata e ele liberal. Mas desrespeitá-los nivela quem o fez à baixaria que fizeram com a Dilma. Vamos subir o nível e votar conscientemente. POR UMA CAMPANHA POLÍTICA LIMPA, ESCLARECEDORA E CIVILIZADA. ABAIXO O TERRORISMO POLÍTICO E TODOS E QUAIQUER AUTORITÁRIOS.
09/08/2019:USTRA E LULA:
USTRA FOI ACUSADO POR 50 PESSOAS, EXECRADO E ANISTIADO. LULA FOI ACUSADO POR DEZENAS E CONDENADO.TESTEMUNHOS VALEM!
09/08/2019: HÁ um monte de músicas e artistas não classificados. Nem jazz, nem MPB, nem rock, pop ou clássico. BILL FRISELL é um deles.
09/08/2019: TORTURADORES:
POR QUE NENHUM PRESO PELO DELEGADO TUMA O ACUSOU? E OS PRESOS POR FLEURY, SIM? É O MESMO COM USTRA. 50 ACUSAÇÕES.
09/08/2020: É CODA!!!!!
PARA QUEM NÃO SABE, “CODA” É UM “RABICHO DE MÚSICA” QUE ÀS VEZES APARECE DEPOIS QUE TERMINA A OBRA. RESPINGO DE VIDA.
09/08/2020: DIA DOS PAIS:
FERNANDO, PAI E ANTONIO, SOGRO, NÃO SAEM DA MEMÓRIA.
TODO PAI TEM MEDO. QUANDO SEVEROS, DEVEM SER COMPREENDIDOS.
09/08/2020: LIVES
Artistas populares têm muito público. Sertanejos e Achés são pujantes, organizados e estruturados. Há pra todo mundo.
09/08/2020:MÚSICA CLÁSSICA OU ERUDITA? LANCEI MÍSSIL, E AS REAÇÕES FORAM EXCELENTES! POLÊMICAS DE NÍVEL.
ERUDITA É MAIS ADEQUADA. ACEITO!
09/08/2021: PROFESSOR BORIS FAUSTO, NO ESTADÃO;
Nenhuma descrição de foto disponível.

“DIRE STRAIT”! DISCOS DE TEMPOS EM QUE EU ERA “DURO PRA CARAMBA”!!!!

O Brasil costuma siderar entre o céu e o inferno. Claro, as coisas mudam. Paulatinamente. Mas se sempre mantêm aquele gostinho de “NINGUÉM MERECE” cruzando a existência de todos nós.
Eu comecei a trabalhar aos 14 anos de idade. Cedo demais: lugar de criança e adolescentes é e sempre foi na escola!
Porém, resultou de dupla circunstância: a minha sofrível performance enquanto aluno do segundo grau; com notas baixas, insuficiência de aprendizado e insegurança pessoal. E se juntou a uma educação restritiva, mesmo que muito bem intencionada; reação comum dos pais de minha geração, acostumados a reagirem baseados na tradição aprendida, em resposta às necessidades objetivas da vida: éramos de classe média baixa; e começar a ganhar o próprio sustento era comum e imperativo.
Eu senti muito o baque ao entrar no “ginásio” (sei lá, o nome hoje. Não consigo guardar. Trauma?) Não sabia como relacionar-me com o ensino e o ensinado em aulas; e, por isso, fui reprovado duas vezes.
Quem testemunhou foi meu novo/velho amigo Renato Cesar Curi , contemporâneo no RUI BLOEM, cerca 1965/66, companheiro em infindáveis jogos de futebol de botão…e também sofrendo agruras com a professora de matemática, dona MARÍLIA….
Resumindo, meus pais implantaram vigilância irrestrita; marcação cerrada; fui estudar à noite, e … ai de mim se não me virasse, e não me dedicasse pra valer…
Melhorei.
Fui trabalhar em banco, e por isso compreendo o meu velho conhecido e contemporâneo KID VINIL: EU FUI BOY, BOY BOY!!! Girava a cidade de SAMPA levando correspondências, fazendo “coisas”, e trabalhava de segunda a sábado ( “só meio período… ), das 8,30 às 17,00 horas…
Ganhava o formidável e “socialmente justo” “SALÁRIO MINIMO DO MENOR”, equivalente a meio, repito, meio – vou repisar: MEIO SALÁRIO MÍNIMO por mês!
O meu primeiro “PIXULÉ OFICIAL” eu gastei quase todo comprando dois LPS e dois compactos simples. Lembro de 96 TEARS, com QUESTION MARK & THE MISTERIANS. Os LONG PLAYS foram “IN”, com THE OUTSIDERS, e TROGGLODYNAMITE, THE TROGGS. Era o bálsamo e a motivação para trabalhar, sei lá…
Hummm!!!
Começo com THE OUTSIDERS, banda americana algo obscura, mas criadora de SINGLE imprescindível para quem curte ROCK de garagem: “TIME WON´T LET ME”, clássico vez por outra ainda tocado rádios mundo afora.
Eu os adorava; e tive acesso ao primeiro LP, também lançado no BRASIL em 1966; misto agradável de BEAT e R&B americanos.
Por isso, comprei “IN”, terceiro álbum deles, que foi lançado por aqui, em 1967; mesclando COVERS e composições originais.
Os TROGGS foram caso interessante no POP/ROCK inglês. Não eram primários, mas básicos. Fizeram o conhecido percurso do BEAT/R&B, que os BEATLES, SEARCHERS, STONES, HOLLIES e outros, percorreram entre 1962 e 1966, mais ou menos.
The TROGGS deram de cara com a sorte grande ao gravar “WILD THING”, em 1966; que os catapultou ( a expressão é essa mesma!) para o sucesso e a fama.
A fórmula inicial foi usada diversas vezes. Gravaram 39 singles. E WILD THING “só” foi suplantada nas parada por “REACH OUT, I´LL BE THERE”, clássico dos FOUR TOPS.
Eram tempos de criatividade indiscutível!
Ouvi em primeira “instância” bandas com BLUES MAGOOS, lançados no Brasil em 1967, em COMPACTO DUPLO, com prensagem repetida nos lado A e B; falha que o tornou raro e precioso.
E também curti THE MUSIC EXPLOSION, entre o BUBBLE GUM e o GARAGE ROCK; o COUNT FIVE; o QUESTION MARK & THE MISTERIANS; e o NEW COLONY SIX e THE PARADES; todos lançados no BRASIL em COMPACTOS SIMPLES.
Formaram a minha dieta básica junto com ROLLING STONES, YARDBIRDS e MANFRED MANN, SEARCHERS, KINKS e BYRDS. “CHOCOLATE WATCH BAND” veio depois. E tudo foi suplantado pelos MOODY BLUES, PROCOL HARUM, e o PINK FLOYD.
Termino insistindo e comentando sobre a pequena joia americana do SUNSHINE POP PSYCH, lançada em 1968: JILL, com GARY LEWIS. Aula de como se resolve uma canção de amor delicada, POP, sofisticada e cheia de alternativas em menos de dois minutos!
São memórias resgatadas no fundo de meu baú existencial.
“Está divertido”, como dizia o meu amigo Ayrton Mugnaini Jr.
POSTAGEM ORIGINAL: 09/08/2024
Pode ser uma arte pop de 3 pessoas, Superman e texto

JACKIE CAIN & ROY KRALL – 1974 ” A WILDER ALIAS ” – GRAVAÇÃO C.T.I

NOS ÚLTIMOS DIAS TENHO ACORDADO E CHUTADO A MINHA PRÓPRIA BUNDA UMAS TRÊS VEZES!!!
Mas como é possível, TIO SÉRGIO, você ter apenas esse disco de JACKIE & ROY? Você nada aprendeu nessa vida compulsiva juntando “rodinhas pretas e metálicas” ?
Você já os conhecia há quase meio século e não fez nada?
Eles gravaram perto de 50 discos! Carreira de 56 anos; da Broadway aos Beatles, passando por Tom Jobim e até esse espetacular disco de FUSION!
Pois é, precisou o Rene Ferri e seu refinado gosto e conhecimento mostrar vários vinis pra turma, para eu olhar mais atentamente essa dupla imperdível. Mea culpa; Mea maxima culpa!
Os dois, marido e mulher, sempre tangenciaram o jazz, como ELLA, BILLIE e a geração deles. Cantaram o melhor do pop e da grande canção contemporânea. Um deleite memorável. Começaram em 1946. E prosseguiram até a morte de ROY KRALL, ótimo pianista e cantor, em 2002. JACKIE, loira voluptuosa e excelente cantora, foi para o celestial ” clube dos artistas” , em 2014, aos 86 anos.
Mas quero comentar esse disco. Um tanto fora do esperado. Porém, totalmente contemporâneo quando foi gravado. Lembra o “RETURN TO FOREVER” na fase com FLORA PURIN cantando. Expõe um travo do que TOM JOBIM E BANDA fizeram no final de carreira. É FUSION e da melhor cepa!
O time que os acompanha é de safra superior. HUBERT LAWS e JOE FARREL nos metais, STEVE GADD, na bateria, entre vários e consistentes músicos. A direção é de DON SEBESKY, e nos estúdios RUDY VAN GELDER e CREED TAYLOR. Para completar, esta edição é japonesa e a gravadora a cult CTI.
Então, pessoal, procure conhecer. Porque chutar o próprio rabo é muito difícil e nada agradável…
Não percam! Percam-se.
POSTAGEM ORIGINAL: 09/08/2020
Nenhuma descrição de foto disponível.

MEMÓRIAS DIVERSAS

08/08/2023: A SOCIALDEMOCRACIA NECESSÁRIA: AS MENINAS VOADORAS E O LADRÃO GRANDÃO!!!
08/08/2023: O FRANGO ASSADO É UM PRATO SERVIDO EM “DECÚBITO DORSAL”!
O POBRE BICHO FICA EM POSIÇÃO PARA EXAME “GINECOLÓGICO”. TRISTE SINA, COITADO 08/08/2021: UTILEZAS OLÍMPICAS:
O BRASIL FEZ CAMPANHA SENSACIONAL!
NO VÔLEI E NO BOXE NÃO PERDEU O OURO; E, SIM, GANHOU A PRATA!
EVOLUÍMOS APESAR DE TUDO!
08/08/2020: DISCUSSÕES POLÍTICAS:
Não são as verdades ou as mentiras que orientam as razões. Mas as convicções. E aí não tem jeito!
08/08/2020: “REAL BELEZA”
Grande filme de Jorge Furtado! Roteiro, argumento, interpretação e direção. 1,30 hora de ótimo cinema. Não percam!
08/08/2019: INDIVÍDUOS QUE CONSIDERO EXECRÁVEIS: O TORTURADOR, O CARRASCO E O CAFETÃO: VILIPENDIAM O CORPO HUMANO. COVARDES FUNCIONAIS!
08/08/2020: TORTURADORES:
USTRA ERA PSICOPATA IMORAL E REPULSIVO. IMOBILIZAR ALGUÉM E SEVICIAR É COISA DE COVARDE!
CALA A BOCA, TROGG!

A SOCIALDEMOCRACIA NECESSÁRIA: AS MENINAS VOADORAS E O LADRÃO GRANDÃO!!!

Algum tempo atrás, meu sobrinho e amigo TOI pediu para vir até nosso apartamento, porque onde estava hospedado a INTERNET não funcionava, e ele precisava trabalhar.
Como sempre, foi um grande prazer! E chegaram ele e uma colega de trabalho, THAÍS. Ambos jovens, perto dos trinta anos entraram e foram para mesa com seus computadores. Tudo certo, deixei-os à vontade.
THAÍS, menina alta, magérrima, cabelo “afro”, acho, partido ao lado como o do ROBERT SMITH do THE CURE. Vestia-se com total informalidade elegante, jeans e casaco de couro. Ela é discreta, calada, algo tímida e talvez “misteriosamente estranha”.
Fui cozinhar. Adoro cozinhar para os amigos.
Eles trabalharam sem parar, cada um em sua atividade, silentes e concentrados. Estão à vontade com as novas tecnologias e as formas de trabalho atuais, mais autônomas. Umas 5 ou 6 horas depois, fomos jantar Angela, eu e os dois.
Antes, mostramos o apto para eles. Na minha sala de som percebi vivacidade desperta em THAÍS. Olhou para os discos concentrada e enigmática, e comentou que a mãe dela tinha o PINK FLOYD das VACAS, o “ATOM HEART MOTHER”; mostrei os meus e fiz comentários de colecionador.
Ela disse que gostava de música, mas tudo virtual; guardadas em sua “super caixa” de ferramentas, o Computador.
Durante o jantar, começamos a conversar. Aqueles prolegômenos tradicionais, tipo quem é você, etc… e tal. E percebemos que, vez por outra, ela se ausentava. Olhou uns quadros, penetrou neles profundamente, fez poucos e pertinentes comentários, e voltou à tona. Meio sem jeito, explicou que “viajara para dentro deles”.
E papo vai, papo volta…, vinho aberto e descontração. E perguntei para THAÍS sobre dela formação. E começaram as surpresas:
“EU SEI FAZER AVIÕES. É que me formei em ENGENHARIA AERONÁUTICA E ESPACIAL!”
Continuou, “Mas, não trabalho diretamente com isso, como os colegas de faculdade, hoje todos na EMBRAER ou pelo mundo afora”. “Eu não quis, disse. Sou consultora; faço projetos de alta tecnologia para empresas; consultorias diversas”; expôs com naturalidade.
Surpreendente, para dizer o mínimo! E o papo seguiu, entre uma introspecção e outra da menina. Ela é de classe média do interior, norte de Minas, e foi estudar na UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS.
Discretamente, soubemos que ela é superdotada. Foi contratada pela empresa de consultoria onde trabalha, em São Paulo, por causa do altíssimo Q.I., nível intelectual e de formação que tem! Cria projetos e dá aula para os engenheiros, e ao próprio chefe. Um gênio brasileiro que despontou por causa do acesso que teve a educação, e da facilidade com que aprende e lida com ela…
E pensei na RAYSSA LEAL, sim, a menina medalha olímpica de prata no SKATE. Não esqueçam a performance deslumbrante dela na OLIMPÍADA! Mas foquem no vocabulário, desembaraço, habilidade para relacionamento!
RAYSSA veio do nordeste. Menina de família pobre, quase remediada, nascida em cidade pequena, foi descoberta na escola, e “andava” de SKATE se divertindo, como vimos extasiados!
Ela e a japonesinha MUMIJI, medalha de ouro, têm a mesma idade, 13 anos. São duas superdotadas, certamente! Mas RAYSSA “vale mais”. Teve menos condições para desenvolver-se! Mas fez, dedicou-se, aguentou o tranco, chegou lá e permanece crescento no esporte!!!!
Uma vez, conversando com meu amigo Sergio Cardoso sobre racismo e outras “improbidades morais” que ainda nos assolam, ele reparou que MACHADO DE ASSIS, o maior escritor brasileiro, e até hoje não superado, “também não era loirinho”!!!!
Pois é, o SÉRGIO CARDOSO, a RAYSSA e a THAIS, também não são…Todos tiveram oportunidades, em meio da desigualdade que por aqui reina, e trabalharam com afinco e dedicação.
Os três simbolizam a vitória do “indivíduo” e do talento, que deve ser a finalidade ótima de qualquer sociedade mais equilibrada.
Tornaram-se o contrário do adolescente enorme e bem alimentado que “atuou” no último assalto que sofri, há uns 10 anos. O jovem era o reflexo de nossa ultrajante desigualdade social, e da contínua falência e quebra de valores fundamentais que temos observado há décadas…
Mas, os quatro têm em comum, paradoxalmente, a melhora nas condições de vida dos brasileiros. São frutos de uma sociedade que preserva iniquidades insuportáveis, enquanto tenta a passos de quelônio construir uma socialdemocracia mais inclusiva e sem preconceitos.
Apesar de outro branquinho grandalhão, que até o ano passado dava expediente no Planalto Central…

“THE GUESS WHO?” HARD ROCK CANADENSE PRIMEIRO LUGAR NO “HIT PARADE” AMERICANO!

No lusco-fusco dos anos 1960, “THE GUESS WHO?” , espocou feito rolha de CHAMPAGNE!
JONI MITCHELL e NEIL YOUNG estavam iniciando carreira. PAUL ANKA, LEONARD COHEN e GORDON LIGHTFOOT, já eram bem conhecidos. O RUSH veio depois.
O GUESS WHO? era de WINNIPEG, e afeito ao BEAT INGLÊS. Seguiram a partir de1962, e do jeito que puderam. RANDY BACHMANN, guitarrista, e o explosivo cantor BURTON CUMMINGS estiveram juntos em diversos grupos, até gravar o LP “WHEAT FIELD SOUL”, em 1969, como THE GUESS WHO? Estão lá dois SINGLES e gloriosos HITS: “THESE EYES” e “LAUGHING”; Discos de Ouro na AMÉRICA, com mais de um milhão de cópias vendidas cada; e há mais de meio século atrás!
Curiosamente, “UNDUN” o lado B de LAUGHING, canção na linha LATIN-POP lembrando o nascente SANTANA, também explodiu!
Não os desdenhem! Eles não pararam por ali.
Em 1970, fizeram “AMERICAN WOMAN”, álbum recordista de vendas; evolução lógica para o HARD/HEAVY ROCK nascentes. Estão ali outros dois SINGLES com mais de um milhão de cópias vendidas no mercado americano e mundo afora:
O clássico da incorreção política, a misógina e algo xenófoba “AMERICAN WOMAN” – bem conhecida na versão feita por LENNY KRAVITZ, também muito boa, mas sem a virulência “ROCKER” do “GUESS WHO?” A canção é uma ode selvagem sobre um cara despejando ódio contra a ex-mulher; uma – HUMMM… americana…E, também não percam a “YARDBIRDIANA” “NO TIME”!
O disco inteiro é bom demais! Talvez expresse Indefinição entre o BLUES – ROCK e o PROTO-METAL. Há ótimo trabalho de guitarras, destacando RANDY BACHMAN. E a performance de um vocalista como poucos: BURTON CUMMINGS tem voz distinta e original, lembrando um pouco o PHILL MOGG do U.F.O.
CUMMINGS cantava com eficiência POP ROCK na tradição americana; e transitava para o ROCK PESADO com naturalidade, como faz, hoje, DAVID COVERDALE.
Ainda em 1970, RANDY BACHMAN saiu do grupo; dizem que por “impossibilidade comportamental”. Ele é mórmon, acreditem… E BURTON assume de vez a direção da banda. Seguiram com sucesso por bom tempo, e gravaram uns dez “Long Plays” legais! Inclusive o excelente, LIVE AT PARAMOUNT, 1972. Continuaram produzindo SINGLES cativantes que, vez por outra continuam tocando. A coletânea aqui postada é boa referência.
Em 1973, RANDY BACHMAN conseguiu emplacar o BACHMANN, TURNER, OVERDRIVE, depois de “24 audições fracassadas” em várias gravadoras. Foram contratados pela MERCURY.
Eram PESADOS, meio que tangenciando o SOUTHERN ROCK. O disco “NOT FRAGILE”, 1974, é muito popular entre a turma do ROCK também no BRASIL.
O “B.T.O” fez som descomplicado, e permaneceu por bom tempo correndo no vácuo do FOGHAT – o similar inglês. Eram tempos de concorrência mortal na área: DEEP PURPLE, LED ZEPPELIN, BLACK SABBATH, GRAND FUNK RAILROAD e o nascente QUEEN davam as cartas! Um mar só para tubarões!
BURTON CUMMINGS encerrou o “GUESS WHO?” em 1975. Disseram os linguarudos que o grupo acabou por causa dos maus modos e brigas constantes; pancadarias de verdade! Eram quatro “animais de grande porte”, e quando se atracavam …
Há um sinal mórbido e recorrente, no mundo da música. Sempre que dentro de um grupo alguém se destaca, ofídios à volta pregam a separação e a ciumeira. E, na maioria das vezes a mudança dá errado…
TIO SÉRGIO também se lembra de casos emblemáticos em bandas famosas: PAUL REVERE & THE RAIDERS, americanos de extremo sucesso em meados dos anos 1960, faziam um POP ROCK PESADO E GARAGEIRO, muito animado e bem tocado!
Eles tinham MARK LINDSAY, menino bonito, um TEENAGE IDOL, festa para a mulherada, mas cantor no limite inferior do bom. E quando chegaram ao topo, a própria gravadora COLUMBIA prometeu mundos e fundos para LINDSAY, que saiu da banda; e repaginou-se no POP ROMÂNTICO…
Não deu certo; e ele despontou para o anonimato progressivo. Houve momento em que os royalties residuais de seu tempo com os RAIDERS ficaram maiores do que os dele próprio! Foi demitido e sumiu.
O outro caso foi do próprio BURTON CUMMINGS. Voz diferenciada e versátil, ia do POP USUAL até o ROCK; enfeitava alguma BOSSA NOVA e tentou carreira solo. Migrou aos poucos em direção à irrelevância…
Para velhinhos quase à beira de um copo de leite, como o TIO SÉRGIO, essa gente ainda faz som contagiante… E, de quando em vez, o TIO bota pra rolar essa turma toda aqui em casa, à beira mar…
Recomendo sem contraindicações!
POSTAGEM ORIGINAL:07/08/2022
Pode ser uma imagem de 2 pessoas

PAULA TOLLER, ALÉM DE UM “Q.I. DE ABELHA”!

Lá por 1997, eu era sócio de três lojas, em São Paulo, que vendiam CDs: a CITY RECORDS e a CITY MUSIC. Um dia, apareceram algumas meninas que estudavam na USP. Aliás, era normal. Música atrai os mais jovens – ou joviais.
E lembro de uma delas, uruguaia, bolsista, e fascinada pelo KID ABELHA e os ABÓBORAS SELVAGENS; nome que pronunciou de maneira tão peculiar que precisei da “tradução/versão” de outra colega que, rindo e mais acostumada com gandeia brasileira, condescendeu com o gosto da amiga.
Comprou o disco; mas aproveitou e pediu para eu escrever a letra de “GAROTA DE IPANEMA”, em português, porque ela adorava. Eu e o BETÃO, meu amigo e sócio, fizemos em conjunto.
Minha mulher gosta da PAULA. E já vou admitindo que também gosto!
Ela estudou canto. Aos poucos, percebi que PAULA canta “adequadamente bem”: ela é, “tipo assim”, pra fixar expressão dos jovens da época, aprendiz de NARA LEÃO e FRANÇOISE HARDI – exagerei, galera? A voz é postada com técnica e charme; mas, é pequena como o de sua coetânea, VIRGINIE BOUTAUD, vocalista do METRÔ – grupo POP brasileiro, um pouco anterior ao KID. E perscruto se FERNANDA TAKAI, do PATO FU, a segue; mas abastecida por conteúdos musicais mais densos…
PAULA TOLLER faz o POP usual, bem ajustado, e longe de experimentações; desvela discreto astral elevado, e sensualidade reservada aos namoradinhos, ao amor adolescente – daqueles eternos enquanto duram…
Moça de classe média alta, estudou Design, mas não se formou; e fala o alemão. É reconhecida por sua notória “pulcritude”. Talvez seja a mais bela cantora de sua geração! Ela foi criada por avô “anfíbio de cirurgião e historiador”, um crossover muito interessante; e por sua avó proprietária de clínica para idosos. Li que o pai dela morava com os três. Da mãe, eu sei nada. PAULA está casada como o cineasta LUI FARIA há uns 40 anos. O que pode indicar a realização afetiva cantada em suas composições ingênuas e juvenis.
Nesta madrugada eu assisti à sua turnê comemorativa dos 40 anos de carreira: “AMOROSA”. O repertório abrange do KID ABELHA em diante. E, claro, tem a profundidade que se pode esperar de artistas que compunham para adolescentes até pouco antes de transitarem para jovens adultos. Funcionou;
Mas vamos combinar que são canções datadas justamente porque os autores envelheceram sem acompanhar o amadurecimento do público. Não construíram a carreira na cronologia emocional que mais ou menos acompanha a todos nós. Este show juvenil estendido por quase duas horas, ficou meio “estrábico”, existencialmente falando…
A banda é integrada – e vamos combinar novamente: não há motivo para não ser; já que são músicos de muito bom nível executando canções e arranjos bastante simples.
E, finalmente, PAULA TOLLER não é “boa de palco”; não sabe se locomover durante o show; parece muito tímida, e talvez cansada. Ela não tem desenvoltura e nem carisma para enfrentar uma plateia. E, talvez por isso, a gravação tenha sido feita neste lugar acanhado e com pouca gente. O bis foi curto demais.
Mesmo assim, é agradável. Mas, faltou gás para aquecer a frigideira.
POSTAGEM ORIGINAL: 04/05/2024
Pode ser uma imagem de 3 pessoas e multidão

A INCRÍVEL HISTÓRIA CONTADA POR ALICE COOPER SOBRE BRIAN WILSON E JOHN LENNON

 

Não fui eu quem escreveu. Apenas coligi, porque fantástica!
Esta é uma história que Alice Cooper contou sobre John e Brian Wilson. “Eu estava sentado nos bastidores depois do Grammys de 1974 com Bernie Taupin (letrista de Elton John) e John Lennon. Isto foi quando o Brian estava realmente a ter alguns problemas mentais”, disse Cooper. “Durante o curso da conversa, continuei a ver o Brian pelo canto do olho, apenas a olhar para nós de diferentes ângulos. ” “Finalmente, ele subiu à mesa, inclinou-se e sussurrou ao meu ouvido ‘Ei Alice, apresenta-me a John Lennon. ’ Eu não podia ACREDITAR que estes dois homens nunca se tinham conhecido! Eles estavam virtualmente pescoço a pescoço nos anos 60 como as maiores bandas do planeta, e tenho a certeza que eles devem ter-se cruzado em algum momento. Mas então pensei para mim mesmo: ‘Uau, vou ser eu a apresentá-los e fazer parte da história do rock! ’” “Então eu apenas disse, ‘Brian Wilson, este é John Lennon. John Lennon, este é o Brian Wilson. ’ Lennon foi muito cordial e educado, dizendo coisas como ‘Olá Brian, eu sempre quis te conhecer. Sempre admirei o seu trabalho, e Paul e eu consideramos Pet Sounds um dos melhores álbuns já feitos. ’ Brian agradeceu-lhe e foi-se embora, altura em que Lennon voltou para a sua conversa como se nada tivesse acontecido. ” “Cerca de dez minutos depois, o Brian passou pela nossa mesa novamente, inclinou-se e sussurrou algo ao Bernie, e de repente, Bernie estava a dizer ‘Brian Wilson, este é o John Lennon. John Lennon, Brian Wilson. ’ Lennon foi tão cordial e educado como a primeira vez, dizendo essencialmente a mesma coisa sobre querer sempre conhecê-lo. Logo que Brian se afastou, John olhou para nós dois e disse casualmente no seu sotaque típico de Liverpudliano: “Eu o conheci centenas de vezes. Ele não está bem, sabe? ’” Ficámos impressionados com a empatia e gentileza de John ao lidar com o Brian e agradecidos por o Brian ter encontrado alguma estabilidade mental após tempos tumultuosos. Obrigado ao Boris pela história, foto e vejam a T-Shirt da Alice. É tão Alice Cooper.
POSTAGEM ORIGINAL RECOLHIDA EM 04/08/2021
Nenhuma descrição de foto disponível.

“DESPIORAR”: O VERBO QUE INVENTEI!

A expressão “DESPIORAR” foi inventada por este aqui que vos fala.
Foi em 1997, e dita para um super advogado, dr OCTAVIO UCHO DA VEIGA, e a um consultor de alto nível, JOSÉ AUGUSTO MINARELLI, com escritórios na Avenida Paulista.
Ambos gostavam de música e eram meus clientes na CITY RECORDS, a loja de CDS que tive na década de 1990.
O papo rolou em conversa no café que havia na galeria e no prédio onde todos tocávamos nossos negócios. Um deles perguntou sobre como andavam as vendas, em meio da recessão do governo FHC, necessária para garantir o plano real.
Eu respondi que nada melhorava, mas estava “DESPIORANDO”.
Fui eu quem inventou na hora e VIRALIZOU.
Há testemunhas.

ERIC CLAPTON & ROBERTO MENESCAL TIO SÉRGIO EM CAMPANHA EXPLÍCITA



DIZ A LENDA, OU FORAM BOATOS, QUE ERIC CLAPTON QUERIA GRAVAR COM JOÃO GILBERTO, MAS NÃO ROLOU.
FAZIA SENTIDO. JOÃO É UM ESTILISTA SUPREMO DO VIOLÃO; É O PRINCIPAL CRIADOR DA BOSSA NOVA, E ARTISTA INFLUENTE SEMPRE QUE SE FALA NO INSTRUMENTO, E NO JEITO DE CANTAR.
ERIC CLAPTON É MESTRE DO BLUES E DO ROCK. TOCOU OU GRAVOU COM QUASE TODOS QUE IMPORTAM, QUANDO O ASSUNTO É VIOLÃO E GUITARRA. E FLERTOU MUITO COM O “JAZZ POP” EMULANDO A BOSSA NOVA, EM BOA PARTE DOS ÚLTIMOS 25 ANOS.
ENTÃO, SE FALTOU JOÃO! O QUE FAZER?
PARA MIM FICOU ÓBVIO? QUE TAL O “ROBERTO MENESCAL”?
ISSO MESMO! É OUTRO GRANDE MESTRE HISTÓRICO RECONHECIDO, AQUI E LÁ FORA. ALÉM DE CONTINUAR EM BOA FORMA E PRODUZINDO.
UM DISCO JUNTANDO CLAPTON E MENESCAL FACILITARIA UM CROSSOVER BOSSA-POP CHEIO DE SWING; E MODERNÍSSIMO COMO SEMPRE AMBOS FORAM: UM BLUES – BOSSA QUASE JAZZÍSTICO!
O QUE VOCÊS ACHAM?
VAMOS AGITAR? ORA, POR QUE NÃO?
POSTAGEM ORIGINAL: 04/08/2020
Nenhuma descrição de foto disponível.