A POSTAGEM É MENOS SOBRE O DISCO EM SI, EM QUE ESTÃO REUNIDOS ALGUNS DE SEUS MELHORES SINGLES, E CANÇÕES NITIDAMENTE PSICODÉLICAS DE ALTA QUALIDADE!
NÃO VOU COMENTAR SOBRE PENNY LANE, STRAWBERRY FIELDS FOREVER, I`M THE WALRUS, E OUTRAS VANGUARDISTAS E ETERNAMENTE BELAS.
O FOCO É UMA PEQUENA E QUASE INGÊNUA OBRA PRIMA CHAMADA “HELLO, GOODBYE”!
UMA CANÇÃO SOBRE INCOMPATIBILIDADES, NEGAÇÕES, DISCÓRDIAS E UM MONTE DE CACOS PERFEITAMENTE ENCAIXÁVEIS NOS DIAS DE HOJE!
“YOU SAY YES, I SAY, NO!
YOU SAY STOP, AND I SAY GO”…
MINHAS CONVERSAS, AQUI NO FACEBOOK, PRINCIPALMENTE SOBRE POLÍTICA SEGUEM ESTA FÓRMULA. ALIÁS, JEITO ETERNO DA HUMANIDADE TAMBÉM RELACIONAR-SE: CONTRAPOSIÇÃO SEM NARRATIVAS; COISA NORMAL ENTRE CASAIS, AMIGOS, E INTERAÇÕES DIVERSAS.
ETERNO AMIGO/IRMÃO FALECIDO, ALDAHYR OLIVEIRA RAMOS, COM QUEM CONVIVI DESDE MINHA PRÉ-ADOLESCÊNCIA ATÉ SUA MORTE, TINHA COMIGO ESSAS INCOMPATIBILIDADES.
DISCORDÁVAMOS MUITO E SOBRE MUITAS COISAS. EU DIZIA SIM E ELE NÃO; VAI E ELE FICA… BEATLES NA VEIA…
TÍNHAMOS VISÕES DE MUNDO DIVERGENTES, E TEMPERAMENTOS OPOSTOS, MAS QUE JAMAIS INTEREFERIRAM EM NOSSO AFETO, AMIZADE E CONVIVÊNCIA CONTÍNUA POR QUASE 50 ANOS.
QUANDO ELE MORREU, EU E OS OUTROS NOSSOS AMIGOS, TAMBÉM ÍNTIMOS DELE, TIVEMOS REAÇÕES CATÁRTICAS!
ELE ERA BEATLEMANÍACO FANÁTICO E AGUERRIDO MAS, EM SEU VELÓRIO, AS IRMÃS TOCARAM O “WE ARE THE CHAMPIONS” DO QUEEN, BANDA QUE ELE TAMBÉM GOSTAVA.
PORÉM, A MÚSICA PERANTE TODOS NÓS QUE MAIS O BEM EXPLICAVA É
“HELLO, GOODBYE ” .
HOJE, ACHO EU , É A MÚSICA DEFINIDORA DOS TEMPOS ATUAIS. LOCUÇÕES SINTÉTICAS, CONTRAPOSTAS SEM MAIORES EXPLICAÇÕES.
SEM OS BEATLES TUDO FICARIA MAIS DIFÍCIL E SEM GRAÇA! postagem original: 23/02/2021
OS DISCOS NEOPSICODÉLICOS DE UM ARTISTA ORIGINAL NO ROCK ALTERNATIVO.
BECK talvez desafiando a esfinge tenha proclamado: DEVORA-ME. EU TE DECIFREI!
Mas, tio SÉRGIO!!! Você bebeu e ouviu tudo errado de novo?
Quem sabe.
Afinal, uma resenha não é uma crítica. Não tem abrangência e nem pretensão.
Foca em algumas ideias que podem, ou não, refletirem parte do real analisado. É um pequeno sumário de hipóteses. Espécie de MICRO-ENSAIO sobre futilidades não cotidianas.
Conheço e tenho os discos da postagem desde o lançamento. Eles me interessam. Integram a coleção pela inquestionável qualidade, e até relevância histórica.
Ambos retomam o ROCK PSICODÉLICO dos anos 1960 em duas perspectivas que, penso, são complementares e inclusivas.
Em meados da década de 1990 ressurgiu, principalmente na Inglaterra, um movimento de recuperação da herança artística e despojos da PSICODELIA original.
A NEO-PSICODELIA foi assumida por bandas BRIT-POP como RIDE, THE VERVE, CHARLATANS (UK) , RAIN PARADE, entre vários. Há discos notáveis dessa gente toda.
BECK é americano, e talvez tenha fechado a tendência com esses dois discos. Mas, o fez “on his way”: MONTOU SABOROSAS SALADAS DE FRUTA À PARTIR DE UMA SALADA DE “TRETAS”.
MUTATIONS – 1998
Quando escutei identifiquei prontamente que ele fizera um disco sob a visível influência dos PSICODÉLICOS AMERICANOS.
Homenageou a turma do FOLK-ROCK; do COUNTRY – ROCK e os GARAGEIROS CULTS recuperados à partir do final dos 1970.
O início do disco tem gosto de JEFFERSON AIRPLANE; e um quê discreto de ELECTRIC PRUNES. Mas, o cerne é o BOB DYLAN ELETRICO, pós FOLK, enveredando para o COUNTRY ROCK (John Wesley Harding ). Há, também, tinturas dos BYRDS da mesma leva ( Sweetheart of the Rodeo ).
E a tudo isto se adiciona o LOVE, PEARLS BEFORE SWINE, e GENE CLARK – algo esmaecidos…
Mas, quando pensei que havia decifrado a esfígie, BECK entra com ‘TROPICALIA”, num misto inusitado de GILBERTO GIL E TOM ZÉ. E, não para por aí: surge um lusco-fusco de TOM WAITS, no vocal dele. E uma lembrança meio LED ZEPPELIN / YARDBIRDS – talvez ecos de “House of the Holly” .
Assim que o caminho parecia orientado, BECK faz aparição cantando feito RAY DAVIES. E culmina emulando SYD BARRETT!!!!
Se entendi o despiste, parte de DYLAN resvala em TOM WAITS, caminha para RAY DAVIES, e faz o rito de passagem para o SYD BARRET, do primeiro PINK FLOYD. Seria?
SEA CHANGES – 2002
É a sequência mais bem elaborada do MUTATIONS, a meu ver.
Um disco fundamental da primeira década do milênio.
O foco é a PSICODELIA INGLESA, onde até o “FLOWER POWER” é triste, desencantado, e lúgubre.! A Inglaterra é fria, pouco sol, chuva, nevoenta. Então…
Os mais otimistas, feito DONOVAN, também eram sorumbáticos.
BECK toma como base o PINK FLOYD , lado 2 do “ATOM HEART MOTHER”, a pegada FOLK PSICODÉLICA de “Summer 68”. A guitarra à DAVE GILMOUR transpassa o álbum todo.
Eu vejo traços de compactos PÓS-BEAT dos SEARCHERS. Quem puder escute “Second Hand Dealer”. de 1965. Há algo dos STONES buscado em “Dandelion”, e outras. E tangencia os BEATLES no Rubber Soul.
Tudo ruma para retomar SYD BARRET, temperado com NICK DRAKE, SANDY DENNY – os depressivos de sempre -; mas envolvidos em sombras dos melotrons à MOODY BLUES, um pouco do THE MOVE, e outros nada alegrinhos…
Para vocês terem uma ideia menos escura é como se “PERFECT DAY”, de LOU REED, fosse música sobre um domingo alegre!
Há uma sequência de faixas, no final, “Already dead e Sunday Sun”, que dizem bastante sobre o clima do disco. E tudo cantado ao estilo RAY DAVIES, dos KINKS, outro que esbanja alegria pelos poros. BECK focou e criou sobre tudo isso aí.
Seria?
O texto original desta resenha foi dedicado ao meu amigo Elvio Paiva Moreira que, uns quatro anos atrás foi à horta ( a discoteca dele) puxar um maço de cenouras, e levantou uma baita lebre!!!! Texto original: 23/02/2020
Começar com irreverências faz bem ao espírito, e diz mais perto sobre a música criativa e espetacular de KEITH JARRETT. Para os que não observaram ainda, ele em vários discos nos brinda com grunhidos, orgasmos, gritinhos e imenso repertório não musical.
KEITH sempre fez isto. Mas, nos discos aqui fez menos, ou foi devidamente contido pela pós-produção que pode ter eliminado muitas “sonoridades propositais aleatórias”, ou “glossolalias não pianísticas”. (Que belas definições, TIO SÉRGIO!!!)
JARRET tem 80 anos e, por felicidade, sua inteligência e rápido desenvolvimento foram descobertos por seus pais muito cedo. A precocidade na fala e a memória muito acima do esperado, explicitaram o potencial evidente. Aos 3 anos, KEITH ganhou um piano e começou a estudar e tocar.
Os discos aqui postados são de fases menos conhecidas, mas já revelam o rio caudaloso, rápido e ininterrupto de ideias musicais. Vale a pena curtir!
Recomendo esse antigo e belo BOX, “FOUNDATIONS”, com dois CDS editado pela gravadora RHINO/ATLANTIC, em1994. É rica introdução; e com faixas dos outros dois cds da foto. Vocês encontrarão, por exemplo, seu fantástico piano em “My Romance”, com o ART BLAKEY E OS NEW JAZZ MESSENGERS, em 1966. Um JARRETT com as notáveis características que o levaram ao infinito em sua carreira: frases longas e cheias de criação e fôlego.
Tem, também, faixa retirada do LP gravado por AIRTO MOREIRA, para a CTI, que veio à luz em 1988. “So tender” é PÓS-BOSSA, e tem gente como GEORGE BENSON e RON CARTER!
Já na gravação com o saxofonista “CHARLES LLOYD” e o baterista JACK DEJOHNETTE, é vanguarda experimental que JARRETT encarou com a criatividade de sempre.
Há muita, muita coisa de alto nível. Faixas do espetacular “KEITH JARRETT & e o vibrafonista “GARY BURTON”, de 1971, FUSION de primeira linha em integração musical sinérgica entre os dois.
E, também, a gênese de seus trios com PAUL MOTIAN E CHARLIE HADEN, nos cinco discos feitos para a ATLANTIC RECORDS, entre 1968/1971, onde vai do JAZZ EXPERIMENTAL ao JAZZ MODERNO redefinido para aqueles tempos.
FOUNDATIONS é um BOX imperdível.!
KEITH JARRETT viu o seu talento reconhecido já na adolescência. Um professor de música, da escola onde estudava, o levou para ver um show de DAVE BRUBECK. Ele adorou! Principalmente a clareza da música do mestre. E aprendeu e se dedicou a fazer música complexa e profunda, com vocabulário claro e articulado. Em poucas palavras: a fazer música bonita, muitas vezes experimental, mas sempre bela. Tenha certeza: é muito difícil conjugar as duas qualidades!
De lá KEITH para a BERKLEE SCHOOL OF MUSIC, em 1963. Ficou por lá um ano. Gostava de contraponto e harmonia, mas detestava aulas teóricas.
Foi expulso porque aprontou alguma coisa com um dos “grand-pianos” da escola.
Saiu e continuou desenvolvendo seu estilo e suas aptidões; e tornou-se profissional. Seu fraseado límpido e vocabulário musical extenso, deixaram-no fluir sem limitar as ideias que tinha o tempo inteiro. O tempo, a prática e a ousadia refinaram o estilista supremo e sua “exatidão intuitiva”.
Vocês perguntarão: “Mas, TIO SÉRGIO, o que faz o disco do BRANFORD MARSALIS, numa postagem sobre o JARRETT?
É que MARSALIS, cria comportada e muito bem preparada da mesma BERKLEE SCHOOL, talvez seja em quase tudo o inverso de KEITH. Esse disco aí é um portento de técnica; mas, também, de chatice não melódica. JAZZ VANGUARDA feito por acadêmicos.
BRANFORD nos dá a sensação de que usa camisinha dupla para ejacular sua arte. Tem medo de engravidar a música.
Então, caro MARSALIS, vá tocar na vitrola dos meus amigos@Gil Andersons e@Rodrigo Marques Nogueira! Que andam com mais paciência do que o TIO SÉRGIO aqui!!!!
Escutem KEITH JARRETT e suas idiossincrasias. E, vá lá, o BRANFORD MARSALIS, também…
WES MONTGOMERY simplesmente redefiniu o jeito moderno de tocar GUITARRA NO JAZZ. Influenciou a todos dali para o todo sempre. Ponto. E parágrafo.
Escrevo escutando atentamente o espetacular “BAGS MEETS WES”, de 1962. Um entre os doze CDS desta caixa sensacional, que traz LIVRETO escorreito, claro e conciso; fotos e quaisquer informações e opiniões significativas sobre o período.
Um must para colecionadores feito TIO SÉRGIO aqui.
Acabei de recolocar o disco no player.
Pois, bem: NÃO É disco OBRIGATÓRIO; É MANDATÓRIO para quem gosta de JAZZ. Ponto. Toque em uma reunião de amigos; naquela festa para gente jovial. É ARRASADOR!
Vai do BLUESY SWINGADO, passa pelo JAZZ, e percorre alegremente por etcs… criativos. Empolga e relaxa simultaneamente!
Está lá um time de CRAQUES; e, dizem os especialistas, e endossa o TIO Sérgio, orbitam o firmamento musical:
BAGS – mais conhecido como MILT JACKSON, era um Deus no xilofone ( traduzi adequadamente “vibes”? ); WES, na guitarra, claro; e mais WYNTON KELLY, piano; SAM JONES, no baixo; e nada menos que a batera de PHILLY JOE JONES!
Arte pouca é bobagem. Botam pra quebrar!
WES teve pouca educação formal e quase nenhuma artística. Aprendeu sozinho; desenvolveu imenso repertório de técnicas e vocabulário musical; criou acordes sofisticados e peculiares praticando muito, com imensa autocrítica e alguma insegurança…
Seu toque na guitarra era altamente pessoal; nota por nota.
Os solos ele fazia com o dedo polegar. Raramente utilizava palheta, argumentando que o som era outro…, e mesmo que a técnica melhorasse. WES MONTGOMERY preferia o esforço contínuo, até conseguir a perfeita execução.
Seu jeito de tocar transmite intimidade para quem escuta. Ele tinha senso de ritmo apurado e contagiante. PURE GENIOUS, como já disseram sobre RAY CHARLES…
WES era um cara educadíssimo, caloroso, e acessível ao extremo. Foi amigo dos grandes da GUITARRA de seu tempo: KENNY BURRELL; CHARLIE BYRD; JIM HALL, GEORGE BENSON e variado etc. Todos gostavam dele, porque não concorria; agregava!
CHARLIE BYRD, “hiper guitarrista” e amigo contou, rindo, que eles certa vez conversavam sobre equipamentos. E WES reclamou que não conseguia acertar com amplificadores; havia gastado uma baba trocando-os…
E BYRD simplesmente perguntou: “Mas, WES, por que você não procura os fabricantes?” E WES respondeu entre o espantado e o ingênuo: “Mas, será que eu posso? Será que eles vão me atender”…
Gênios calorosos sempre têm algo de infantil. E WES era um mago ingênuo!!!
SOU EU O BAGULHÃO À ESQUERDA, MAGRO FEITO MINHA CARTEIRA. ESTOU COM OS MEUS AINDA HOJE AMIGOS SILVIO DEAN, À DIREITA; E JOÃO RAFAEL DI TOMASO, O JOÃOZINHO, À FRENTE. E, MAIS AO FUNDO À DIREITA, O CHU KAI TSUN, UM TAWIANÊS MUITO PRÓXIMO DA GENTE NAQUELES TEMPOS. E QUE FEZ A FOTO FOI O NAIEFF HAIDAR, ACHO! EM 1968 ÉRAMOS TODOS INFLUENCIADOS PELA CULTURA HIPPIE. EU E O SILVIO JÁ ÉRAMOS FURIOSAMENTE ROCKERS! USÁVAMOS ROUPAS COLORIDAS E, QUEM PUDESSE – EU NÃO PODIA, POIS TRABALHAVA EM BANCO ULTRA-CONSERVADOR -, DEIXAVA O CABELO CRESCER. BONS E INOCENTES TEMPOS PARA QUEM TINHA ENTRE OS 14 E 16 ANOS, E NÃO SE METIA EM POLÍTICA. UM ANO DEPOIS, E TUDO MUDOU. E PARA SEMPRE!!!! SAUDADES DA UTOPIA DO POSSÍVEL, DE VIDA LIVRE E DESAFIADORA. MAS, FOI TUDO DIFERENTE. E NÃO NECESSARIAMENTE PIOR!!!! Postagem original: 18/02/2021
FOTO ANTIGA; VERY ANTIGA, 1968!
SOU EU O BAGULHÃO À ESQUERDA, MAGRO FEITO MINHA CARTEIRA; MEUS AINDA HOJE AMIGOS SILVIO, À DIREITA, E JOÃOZINHO À FRENTE. E, MAIS AO FUNDO À DIREITA, O CHU, UM TAWIANÊS MUITO PRÓXIMO DA GENTE NAQUELES TEMPOS.
EM 1968, ÉRAMOS TODOS INFLUENCIADOS PELA CULTURA HIPPIE. EU E SILVIO JÁ ÉRAMOS FURIOSAMENTE ROCKERS! USÁVAMOS ROUPAS COLORIDAS E, QUEM PUDESSE – EU NÃO PODIA, POIS TRABALHAVA EM BANCO ULTRA-CONSERVADOR -, DEIXAVA O CABELO CRESCER.
BONS E INOCENTES TEMPOS PARA QUEM TINHA ENTRE OS 14 E 16 ANOS, E NÃO SE METIA EM POLÍTICA. MAIS UNS TEMPOS E TUDO MUDOU. E PARA SEMPRE!!!!
SAUDADES DA UTOPIA DO POSSÍVEL, DE VIDA LIVRE E DESAFIADORA.
MAS, FOI TUDO DIFERENTE. E NÃO NECESSARIAMENTE PIOR!!!!
Todas as reações:
15Nelson Rocha Dos Santos, Pierre Mignac e outras 13 pessoas
CALCIFICAÇÃO É O CONCEITO DO MOMENTO: CERTAS ANÁLISES DIZEM QUE A POLARIZAÇÃO ENTRE PT E ANTI- PT SE “CALCIFICOU’, ENDURECEU, E VAI ORIENTAR AS ELEIÇÕES DE 2026! É BOM PARA OS DOIS LADOS. NÃO DÁ CHANCES AOS CONCORRENTES.
FILME QUE ÉTICA E MORALMENTE DEVERIA SER BANIDO DAS TVS E CINEMAS! É A INCITAÇÃO À VIOLÊNCIA E AO ANTI-HUMANISMO UM HORRORINCENTIVANDO AGRESSÃO DE VULNERÁVEIS!
EU LI SEUS LIVROS E COMPREENDO SUAS POSIÇÕES POLÍTICAS. MAS, É EXTREMAMENTE AGRESSIVO E INTIMIDADOR. ELE VAI ALÉM DA POLÊMICA. AGRIDE ANTES DE ARGUMENTAR, TÁTICA APRENDIDA COM PAULO FRANCIS. CHAMOU DEMÉTRIO MAGNOLLI DE BOLSONARISTA!!! UM ABSURDO! original 20/02/2020
Seis anos foram suficientes. Apenas seis. Como, aliás, era comum em meados da década de 1960.
O FOLK URBANO INTELECTUALIZADO feito por dois garotos de alta classe média de NOVA YORK, tomou conta do imaginário POP.
Letras bem escritas e sofisticadas. Algo BEATNICK e CULT. Vocais bem arranjados e cantados com arte e graça; e tudo complementado pela sonoridade única, bem produzida e marcante da “COLUMBIA RECORDS”.
Talvez ART GARFUNKEL e PAUL SIMON estivessem na gênese da tendência que se consolidou nos anos 1970, a dos SINGERS/SONGWRITERS (cantores/compositores).
Sim, eles anteciparam o que viria a ser a opção por carreiras solos de gente como CARLY SIMON, CAROLE KING, LENNON, PAUL McCARTNEY. E por que não citar CHICO, CAETANO e GIL, contemporâneos e vizinhos de cara e coragem?
SIMON & GARFUNKEL fizeram sucesso. Muito sucesso!
O primeiro da série é o FOLK ROCK algo PSICODÉLICO de “THE SOUNDS OF SILENCE”, 1966. É música memorável com arranjo inovador do pretão TOM WILSON, que acresceu guitarras elétricas do jeito que fizera, em 1965, com “LIKE A ROLLING STONE”, de BOB DYLAN, e criando o conceito de FOLK ROCK.
E, dali a dupla evoluiu até a monumental “BRIDGE OVER TROUBLED WATERS”, mega HIT em 1970, e uma das mais lindas CANÇÕES POP de todos os tempos!
Caminho adentro, não vou esquecer “MRS. ROBINSON”. Tema do filme adulto e iconoclasta dirigido por MIKE NICHOLS, em 1966, “THE GRADUATE” ; vertido inadequadamente para o português do Brasil como “A PRIMEIRA NOITE DE UM HOMEM”…
ART e PAUL eram o fino do fino… Na época, formavam uma casal. Depois, separaram-se; voltaram vez por outra, e seguiram carreiras solo de sucesso e reconhecidas até hoje.
Eu recomendo, claro! mas, não é preciso. Muita gente ainda gosta, e faz muito bem! Texto original 18/02/2020