MADONNA E A MASTURBAÇÃO HOLÍSTICA: CELEBRATION TOUR – RIO DE JANEIRO, 04 MAIO 2024

Quem foi à praia em COPACABANA, ou viu pela TELEVISÃO, não assistiu a um CONCERTO. Presenciou SHOW grandioso, estudado e bem planejado expondo a obra de uma MULTIARTISTA comemorando 40 anos de atividade.

MADONNA LOUISE VERONICA CICCONE traz o marketing na própria certidão de nascimento: MADONNA é o nome dado por CATÓLICOS a Nossa Senhora. E, com MADONNA LOUISE tornou-se conceito: uma personagem provocante, sensualizada, iconoclasta e irrequieta, adequada para o consumo.

O SHOW começou quase uma hora atrasado, mas funcionou muito bem. FOI INTEGRALMENTE PRÉ – GRAVADO, PLAY BACK TOTAL! Não houve espaço para improvisação. A construção da parte musical do evento foi milimetricamente concebida. As diversas fases da carreira de MADONNA foram condensadas em POUT POURRIS, que deram maior dinâmica à audição, e à movimentação do público para dançar, curtir e desfrutar. Foi muito agradável e instigante.

Claro, a BANDA não estava presente. E a CANTORA também não: foi tudo simulado, pré concebido.

A transmissão do evento não se preocupou em citar o nome das músicas, uma falha inconcebível! E os apresentadores do MULTISHOW disseram coisa nenhuma a respeito do quê eram as canções feitas por ela; e nada sobre os vários gêneros, a origem, a história, contextos das composições, essas coisas. Como jornalistas serviram para muito pouco…

E, no final, disseram que a ausência de “VIDA” musical de verdade não era importante… Pra quê banda, afinal de contas! E talvez tenham razão: até gente muito menor do que ela faz desse jeito. A imensa galera presente parece que também não ligou; ao contrário, gostou muito…

Porém, tudo considerado o evento revelou-se imensa “MASTURBAÇÃO HOLÍSTICA” – porra, TIO SÉRGIO, What it`s This? – foi algo tipo um quase orgasmo sem objetos mais definidos, ou especificados; uma excitação integral, mas sexo sem penetração… Foi satisfatório, mas um HAPPY END meio FAKE: MADONNA sai de cena absorvida por um buraco negro no solo do palco, para não retornar… Fim de caso.

MADONNA e a TROUPE de atores performaram muito bem por quase duas horas, demostrando visualmente a trajetória de vida e carreira dela. Foram usados uma pletora de trajes; e várias coreografias ensaiadas e sugestivas. Um grande show, com poucos momentos cansativos.

Seus filmes foram lembrados, porque ela é boa de vídeo, e atriz além do razoável; houve cenas de inspiração “BROADWAY-GÓTICAS”, Coros de Igreja emulando Cantos Gregorianos, e lembrando que religião e repressão andam juntas. E MADONNA é onipresente para ajudar seus fãs a se libertarem… Houve sexo exposto, mas não explícito; porno-erotização controlada…

Seus HITS em diversas fases compareceram. Às vezes sutilmente; e houve MICHAEL JACKSON, o seu equivalente e único rival de VERDADE no cenário POP. Não faltaram “insinuações de virtuosismo dos músicos que a acompanham” – mas que não aconteceram. Porque foi tudo previamente concebido, antecipado. Que a banda é boa ficou… implícito…

MADONNA tem cara de gato! Sei lá o porquê eu a vejo como da turma do MANDA CHUVA. Ela é bonitinha, ousada, sedutora, despudorada… E chamou ao palco dois brasileiros adequados para contracenar brevissimamente: nem notamos PABLO VITTAR ou ANITTA, fãs óbvios. E, só pra lembrar, ela já gravou com a BJORK, e se diz admiradora.

Nós ASSISTIMOS A UM IMENSO RITO, PARA REVALIDAR UM MITO! E deu certo: movimentou a economia da cidade em quase R$ 300 milhões de reais! E, um milhão e seiscentas mil pessoas estiveram presentes nas areias! Foi o maior SHOW ao vivo já apresentado no BRASIL – e talvez no mundo! Tinha mais gente do que no evento dos ROLLING STONES! E MADONNA administrou competentemente para que fosse a “fronteira final” desse momento da carreira…

MADONNA CICCONE é uma baita artista! E muito mais surpreendente do que se imaginaria! Foi boa aluna, e menina estudiosa; lia poesia. Nasceu no MICHIGAN, e veio para NOVA YORK tentar ser dançarina profissional. Ela contou, durante o SHOW, os perrengues que viveu. Inclusive ter topado ” fazer algumas carícias” para conseguir onde se apresentar como cantora… Mas, deu a dica essencial: “No começo, tudo bem. Mas, não é possível desenvolver a carreira fazendo esse tipo de concessão”. E não é mesmo!

Então, vamos a um pequeno e parcial corolário: MADONNA VERONICA não é moralista. É franca e honesta; corajosa e resiliente! E tornou-se muito mais do que uma artista POP de imenso sucesso, que vendeu mais de 400 MILHÕES DE DISCOS!

Ela gravou 14 ÁLBUNS e incontáveis SINGLES; tem a discografia disponível em STREAMINGS. E compõe ou participa na autoria de todas as canções que gravou – quase 300! Fez 12 TURNÊS MUNDIAIS; e participou como protagonista, ou não, de 18 FILMES! Queria saber “WHO´S THAT GIRL?”

MADONNA é um enorme FENÔMENO SOCIOLÓGICO. Suas atitudes e exemplos libertários; e o viés alternativo e rebelde inspiraram meninas e meninos a serem livres- responsável ou irresponsavelmente. A liberdade acima de tudo, conclama! Aliás, como prega a mitologia liberal americana… Uma OUTSIDER no SISTEMA? SERIA?

Ela milita em favor da comunidade LBGTQIA+; não esqueceu dos mortos pela AIDS; se posiciona contra o racismo…Dizem que patrocina Instituições de Caridade, e é generosa. E tudo isso compõe parte em seu belo e imponente SHOW, pleno de diversidades, e desvios comportamentais e sexuais. Um vasto inventário de cicatrizes, diversões e atitudes mundanas. MADONNA é irônica… quem sabe sarcástica!

E o SHOW que protagonizou descreve a vida urbana moderna com seus delírios, perigos, prazeres e transgressões. MADONNA sempre inspirou modas e tendências. E criou a PERSONA e os RITOS para impô-las.

MADONNA VERONICA é uma SUPERDOTADA! Conseguiu e consegue, nesses 40 anos, manter-se e renovar-se. Sua música transita e transitou por todas as modas, tecnologias e o quê mais viesse ou veio. Ela gosta de LED ZEPPELIN e do DAVID BOWIE. Em Nova York, no início de carreira tocou no famoso CBGB, na época moquifo cheio de PUNKS e outros ALTERNATIVOS. Ela tentou o ROCK, mas…

Desde o início, ela impôs pra valer um POP balançado com cheirinho de R&B. Flertou com quase todas as tendências da música negra, um pouco de SOUL, uma dose de FUNK, RAP, e … ahhh, REGGAE, e o que rolasse! Misturou tudo em patê dançável.

Aproveitou, também, os ensinamentos da DISCO/DANCE MUSIC; e aprendeu a tecnologia dos ELETRÔNICOS MODERNOS, o esteio de tudo de meados dos anos 1980 em diante. Ela é proficiente e profissional. Sabe mandar. E põe o pessoal para dançar nas RAVES, nos CLUBES, e em casa também. É mérito e talento prá lá de louvável!

Em seu lado cantora, MADONNA sempre foi mais esforçada do que talentosa… Usou e abusou dos recursos de estúdio para manter-se afinada. Mas, e daí? A imensa maioria dos cantores transita, e se faz ou se perde assim; nem preciso citar… Com o tempo, MADONNA LOUISE culminou fazendo tudo do jeito e a cara dela!

E ficou muito bom!

POSTAGEM ORIGINAL: 07/05/2024

TARDE BUCÓLICA EM UMA SÃO PAULO QUE NÃO EXISTE MAIS

Era de dezembro de 1966, quando eu tive uma de minhas sensações mais nítidas e recorrentes que a memória alcança:

Laivos de paz, coisa de momentos que esvaneceram no real amargo e inevitável.

Mas, enxerguei a miragem do “improvável – possível – quem sabe…”, especulo agora.

Eu morava em Vila Clementino, na RUA LOEFGREEN, Mas sei lá por quais motivos, naquela tarde desci a RUA PEDRO DE TOLEDO, paralela, vindo da DOMINGOS DE MORAES.

Plantadas sobre as calçadas havia árvores escondendo pedestres e casas boas. Era rua de gente remediada e algumas famílias de classe média alta. Lugar aprazível, mas já antevendo o colapso do bucolismo, que foi exterminado de São Paulo para nunca mais voltar.

Eu retomo, agora, aquela sensação de paz olhando a via arborizada, bonita e lenta; à época verdadeira alameda, que passava pelo já importantíssimo HOSPITAL SÃO PAULO; embrenhava cortando a AVENIDA MOREIRA GUIMARÃES, sobre a qual foi construída, poucos anos depois, a RUBEM BERTA. E seguia passando pela APAE e o HOSPITAL DOS SERVIDORES PÚBLICOS; cruzava a AVENIDA IBIRAPUERA, por onde ainda passava bonde, e nem de longe se imaginaria o que viria a tornar-se.

E terminava calma e bela no PARQUE do IBIRAPUERA. Um resquício de urbanidade do que talvez pudesse ter sido uma cidade menos estuprada, roubada, vítima do desmazelo da administração pública; de persistentes crises econômicas e da sempre insolucionada pobreza e onipresente injustiça social.

Em 1966, não parecia que nós, os paulistanos, habitaríamos o colapso permanente e a feiúra progressiva de um “RETRATO DE DORIAN GRAY ARQUITETÔNICO TUPINIQUIM”.

Minha impressão é que a cidade se transformou nisso.

Finito.

O ano de 1966, mais uma vez como os anteriores, não havia sido bom. Mas, eu fui aprovado, no ginásio ( Fundamental 2, Ana Beatriz Dias? ). E pude curtir algumas semanas de paz jogando botão, ouvindo rádio e, quando conseguia, também uns discos.

Curiosamente, em casa trabalhava uma garota, vizinha pobre, chamada Zaida de Loreto. Guardei o nome. Ela tinha compactos dos BEATLES, dos ROLLING STONES, do ROBERTO CARLOS, do RONNIE VON e da RITA PAVONE! Sucessos daquele momento. Eu já gostava muito.

A vida era dura para os meus pais, eu começava a perceber com 13 anos recém completados, e domínio nulo da realidade e da minha própria existência.

Era dono só de uns times de botão e alguns compactos que havia ganhado ao longo vida. Gato com medo do rato. Futuro incerto, como é para quase todos.

O país estava em ajuste econômico pesado, sob a administração de ROBERTO CAMPOS e OCTÁVIO GOUVEIA DE BULHÕES, ministros da ditadura de 1964, no governo Castelo Branco. E, claro, os pobres e a classe média baixa – nosso caso – sofreram com isso.

FERNANDO, o me pai, havia sido quase o tempo todo mecânico de aviões. Mas fez acordo e foi demitido da REAL, companhia de aviação que fora integrada, ou entrou na formação da VARIG.

O motivo principal foi doença respiratória, comentavam os adultos.

O velho comprou uma mercearia, no Cambuci, e não deu certo. Minha mãe, HELENA, voltou a trabalhar como professora primária substituta, o que significava só receber se algum professor faltasse. Em resumo, ela ia ao grupo escolar e, se houvesse aula para ela dar, tudo bem. Se não, gastava o dinheiro da condução, que era por conta dela, e retornava pra casa.

As iniquidades de antigamente eram muito piores do que as de hoje. Não havia suporte social para os que não tinham emprego, ou renda.

Eu senti o baque. Acho que meus irmãos um pouco menos, já que ainda crianças. E nesse lusco-fusco existencial nada leve, fui crescendo, amadurecendo aos poucos, forjando parte do que hoje sou.

Viver naqueles tempos “ERA TAMANCO SEM COURO; ERA PAU PURO!
POSTAGEM ORIGINAL : MAIO 2021

FREDERICO AFLALO, O EMPRESÁRIO “MARXISTA – UMBANDISTA!”

Passei a maior parte de minha vida profissional trabalhando no mercado imobiliário. Mesmo no parêntesis entre 1991 e 2002, quando toquei 3 lojas que vendiam CDs, e (quase) realizei o sonho de trabalhar somente com música. Continuei “mexendo” com imóveis. E, até hoje permaneço com menor intensidade.

Pois, bem; conheci muita gente e de todos os tipos. Alguns personagens marcantes.

Em meados de 1989 e início de 1990, conheci FREDERICO AFLALO.

Fui tratar com ele a locação de um imóvel no Pacaembu, bairro nobre de São Paulo, que já estava em litigiosa mudança forçada de vocação; de zona tipicamente residencial, para alguns polos de escritórios, show-rooms e outras atividades e prestações de serviços comerciais. Esta briga permanece até hoje. É da dinâmica urbana irrefreável.

1989 foi ano seminal na História humana. Brasil incluído. Houve a queda do muro de Berlim, que marcou o início da derrocada do socialismo real, culminando no final da União Soviética.

Trinta e e alguns anos depois, a cara geopolítica do mundo está modificada. Mesmo que a principal sucessora dos soviéticos, a RÚSSIA, esteja em luta para recuperar sua influência e até hegemonia regional.

A mudança não aconteceu como disse e quis a direita; e muito menos o que pensou e conseguiu a esquerda. Foi para diversas possibilidades, com idas e vindas. Metamorfose ambulante e oscilante em progresso para sabe-se lá onde?

Se sob a perspectiva do modo de produção o capitalismo venceu; ao mesmo tempo foi civilizado e quase emasculado politicamente. O mundo que realmente existe e importa oscila entre o neoliberalismo nutela e a socialdemocracia mitigada.

Estamos melhor agora?

Não sei, não sei, não sei!!!! grita o torcedor interessado.

Vamos ao bovino fêmea sob refrigeração.

Quem era o FREDERICO AFLALO?

Vou contar desde o começo. Ele telefonou para o meu escritório interessado no imóvel. Visitou, gostou e pediu para conversar. Fui até ele em seu escritório, na Avenida Paulista, curiosamente no mesmo endereço onde, dois anos depois, abri com meu amigo Silvio Dean a primeira loja da CITY RECORDS – nossa incursão libertária em direção aos prazeres de juventude. Vendíamos CDS. Mas é outra história…

Cheguei lá e econtrei FREDERICO, um personagem risonho, otimista, aberto, jovial e inesquecível. Uns dez anos mais velho do que eu. Ele havia retornado ao Brasil depois da anistia política. “Foi saído” do país durante a ditadura de 1964. Era de esquerda. Comunista convicto!

Exilado na Alemanha Oriental, “FRED” fez contatos e tornou-se representante, elo de ligação, entre as empresas de lá e o Brasil. Com tino comercial e para relações públicas, e os contatos adequados tanto lá quanto cá, tornou-se um de empresário de esquerda. Ele intermediava importações para o Brasil. E vice-versa.

Na parede ao lado de sua mesa de trabalho, uma foto enorme com FIDEL CASTRO. Havia estado em CUBA, também. Era impossível deixar de notar! Perguntei.

Conversamos, ajustamos detalhes e comemoramos com RUM CUBANO autêntico e de primeira linha. No final, ele me presenteou com 3 CHARUTOS CUBANOS especiais ( eu não fumo e não entendo disso…), que recebia regularmente de lá, inclusive com o suprimento de rum…

Bom; negócio feito, combinei encontrar-me com ele no escritório novo. Passados dois meses fui até lá. Surpresa agradável e

sensacional!

No local, ele e sua mulher, a sueca GUDRUN, também instalaram uma galeria de arte para negociar obras alternativas. Cubanos, latinos diversos e artistas europeus do leste. A esquerda em presença vívida e demonstrada. Muito legal!!!

E mais surpreendente ainda, um escritório como jamais vi igual! Uma verdadeira “multinacional plurirracial alternativa”. Gente de Cuba, da Suécia, alemães e africanos; negros e brancos. Meninas lindas e jovens. Uma aula de geografia humana. Era vibrante!

E quem comandava o trabalho era um contador. Brasileiro e anão. Em princípio, tudo parecia caminhar; relações comerciais prósperas, etc…

Mas foram abaladas com a queda do muro de Berlim, em 1989, e a reunificação da ALEMANHA. E em seguida com a eleição de COLLOR, aqui no Brasil. A crise geopolítica levou suas consequências para ele.

Em meados de 1990, nos encontramos novamente. O clima era de velório. Estavam presentes outros dois brasileiros, notoriamente de esquerda, certamente companheiros de luta política, e também desolados com os rumos da “Pátria Amada Brasil”. FREDERICO reivindicou outra coisa da qual não me lembro e não pude dar sequência. Eu já não administrava mais o imóvel.

Anos depois, eu vi FREDERICO AFLALO sendo entrevistado pelo JÔ SOARES. Ele havia lançado um livro inimaginável: MARXISMO E UMBANDA… que não li.

Morreu tempos depois. Era um personagem excêntrico e inesquecível. E também desiludido com as voltas que a pátria amada nos dá. Sempre traindo os bem intencionados e progressistas, sejam à direita e à esquerda.

“Somos o que nos tornamos”, recorda a frase óbvia e incisa de PAULO FRANCIS. Ou, “o Brasil é uma prostituta que eu sempre amei e sempre me traiu”, disse outro alguém. Ou talvez a frase definidora e definitiva de ROBERTO CAMPOS: “O Brasil não perde a oportunidade para perder oportunidades”. Somos injustos, tradicionalistas e conservadores demais! Cesar LimaGerson PéricoValdir ZamboniCezar GalvãoHelio OrgoliniRibamar FilhoPierre MignacElvio Paiva Moreira
POSTAGEM ORIGINAL 2019, AMPLIADA EM 06/05/2024

NA HORA DA MORTE : 04/05/2021SADAN HUSSEIN DISSE QUE TINHA A CORAGEM DOS ÁRABES, E O CARRASCO ERA UM COVARDE!TINHA RAZÃO!

MARIO COVAS PASSOU O GOVERNO A GERALDO ALCKMIN E DISSE:”VOCÊ CUIDA DO ESTADO; EU DA MINHA PASSAGEM!”
CORAJOSO!
CAZUZA APODRECEU EM PRAÇA PÚBLICA FALANDO O TEMPO TODO DE SI E DA DOENÇA:
TEVE CORAGEM E OUSADIA!
NA HORA DA MORTE 4:
FREDDIE MERCURY GRAVOU DISCO E RECOLHEU-SE À ESPERA DO INEVITÁVEL!
PASMO E RESIGNADO.
NA HORA DA MORTE 4:
FREDDIE MERCURY GRAVOU DISCO E RECOLHEU-SE À ESPERA DO INEVITÁVEL!
PASMO E RESIGNADO.
NA HORA DA MORTE 5: DAVID BOWIE CONTINUOU PRODUZINDO, VISITOU A CASA ONDE NASCEU, E ORGANIZOU ENIGMA PÓSTUMO SOBRE SI MESMO.
ÍDOLO
NA HORA DA MORTE 6: HEMINGWAY ENTENDEU SEU MARTÍRIO. TOMOU A ÚLTIMA E EXPLODIU O CEREBELO COM
TIRO DE ESPINGARDA.
SACO CHEIO!
NA HORA DA MORTE 7:
GENERAL PAZUELLO DISSE QUE MANDA QUEM PODE E ELE OBEDECEU.
MORREU EM VÃO…

MEMÓRIAS, REFLEXÕES

04/05/20198 – VALORES, RELIGIÃO:VALORES
Gostem ou não agnósticos e ateus, os valores predominantes são baseados em religião.
Cristãos principalmente
04/05/20219

REACIONÁRIOS

OS QUE REAGEM ÀS MUDANÇAS INEVITÁVEIS.

À ESQUERDA E À DIREITA.

A VITORIA DO EMOCIONAL SOBRE A RAZÃO?
04/05/2019BOLSONARO
ALGUNS RECOMENDARAM QUE EU NÃO ABRISSE MEU VOTO. ACHEI COVARDIA E FALSIDADE.
DEFENDO O VOTO QUE DEI.
04/05/2019ESQUECER O QUE O PT FEZ?
NÃO CONCORDO. É A TENTATIVA DA ESQUERDA: FOCAR SÓ NO ATUAL GOVERNO SEM CONSIDERAR QUE É FRUTO
DO PASSADO.
04/05/2020BOLSONARO, O NÃO-RELAÇÕES PÚBLICAS. ONTEM CAMINHOU ENTRE AS BANDEIRAS DE ISRAEL, EUA E BRASIL.
RIDÍCULO. NEM O PALHAÇO XURURUMBA!
04/05/2020 PALHAÇO XURURUMBA ANDA DESOLADO! A CONCORRÊNCIA EM BRASÍLIA É DESLEAL DEMAIS.
FECHOU O CIRCO!
04/05/2022O SIMPLISMO POPULISTA DE LULA SEMPRE SE REVELA.
SÓ QUE LÁ FORA AS COISAS NÃO PASSAM BATIDO. O PT É RUIM TAMBÉM EM RELAÇÕES INTERNACIONAIS.
04/05/2022COMO É POSSÍVEL RACIONALMENTE ESCOLHER ENTRE LULA E BOLSONARO?
OS DOIS SÃO TRAGICAMENTE INADEQUADOS.
A COPROFILIA POLÍTICA NO BRASIL É INSUPERÁVEL!

MÉDICOS – GOSTO DA “ESPÉCIE” E SOU AMIGO DE ALGUNS

Por graça do destino, que não consigo entender, eu me dou muito bem com médicos.

Sou compadre de dois: SÉRGIO CARDOSO, FRED FRANCO JR; e amigo recente do Valdir Zamboni. Todos profissionais de ponta, amigos imprescindíveis e conselheiros retos, claros e conscientes. Falam por estima, técnica e conhecimento. Eu os levo a sério. Eles têm razão, eu sou um caso ainda não perdido, mas talvez a caminho da queda.

E, mais razão ainda, tangencio a irresponsabilidade postergando exames que posso, tenho direito, mas nem sempre faço. Coisa de brasileiro?

Sempre que estou socialmente com algum médico rola um clima. Todos gostariam de ser meus amigos. Eu retribuo, mas raramente as coisas se efetivam. Vocês dirão que é assim com todo o mundo e têm razão. Mas, por algum motivo, médicos gostam de mim….e eu deles.

Eu me recordo que, há uns quarenta e alguns anos, combinei com meu amigo Fred Franco Jr. de tomar algumas diversas várias… Ele topou, mas disse que primeiro precisaria assistir a uma aula de cirurgia oftalmológica.

Eu fui junto. Chegando lá, vários colegas dele observavam a pulcritude de uma colega aplicada, loira eslava, aguada e bela e pálida feito aquarela bem pintada.

Como sempre, não faltou a cafajestada light e humorada de outro futuro doutor, que observou que a jovem era “false alarm”; não inspirava o imprescindível erguimento de mastros na hora da tormenta em alto mar… Ele já navegara a pintura…Hum!!!

Não me esqueço da aula: era sobre uma técnica de cirurgia do “chão da órbita ocular!” ( Quá Patos-cidadãos! eu até me recordo do tema!!). Prestei atenção. Aprendi como seria feito. Beleza…um candidato a sociólogo metido numa coisa dessas…

Bom, dias depois observei ao Fred que deveríamos operar o nosso amigo Aldahyr Ramos, jornalista. Afinal, ele usava óculos e, por que não mexer com aquela bola de gude que ele mantinha sob a pálpebra e guardada numa armação de vidro? Resolveria o problema.

E me prontifiquei; tá, legal, Fred: você opera e eu fico de cumim, sei lá, ajudante, enfermeiro?… e a gente vê se o Dadá deixa de usar óculos. Óbvio, não?

Não.

O Fred com o bom senso que se espera de um futuro médico fez três observações mortais. 1) que não era caso para cirurgia; 2) que estudava para ser pneumologista; 3) Que porra tinha a ver um estudante de ciências sociais ( eu ), ligado em política, música, essas coisa, com a medicina?

Eu me convenci; sei lá. E o Aldahyr continuou usando óculos por mais uns 40 anos, até morrer como um beatnik, na estrada, em acidente em que seu carro “esqueceu” de fazer uma curva em lugar êrmo do litoral paulista.

Ele foi lançado fora feito um míssil. Quando a polícia chegou, Dadá estava com a cabeça enterrada em terra fofa.

Nós, os amigos, choramos até hoje!!!@Sergio CardosoGerson PéricoPierre Mignac
POSTAGEM ORIGINAL:03/05/2021

BEATLES “1” EDIÇÃO DUPLA CD/DVD

SE VOCÊ QUISER APENAS UM DISCO DOS BEATLES, PEGUE ESSA EDIÇÃO DUPLA COM OS GRANDES SUCESSOS.

A NATA DO POP PRODUZIDO PELO MITOLÓGICO QUARTETO.

REMASTERIZADA A PARTIR DO MASTER ORIGINAL POR GILLES MARTIN, FILHO DE GEORGE MARTIN – UM OUTRO MITO!

É UM PRODUTO EM ESTADO DA ARTE. GILES EXTRAIU A MELHOR SONORIDADE POSSÍVEL COM A EXCELENTE REMASTERIZAÇÃO.

MAS, OBSERVE: É ESTA EDIÇÃO A DUPLA, E NÃO A SIMPLES, QUE SAIU HÁ ALGUNS ANOS. A DIFERENÇA É BRUTAL!
POSTAGEM ORIGINAL: 03/05/2017

UM PROJETO FRUSTRADO DE VAGABUNDO: EU!

Minha pré-adolescência foi muito ruim, um fracasso!

Pois, é; saí da antiga “QUINTA SÉRIE”, em 1963, e fui para o “GINÁSIO”; sei lá como se chama, hoje? Segundo grau?

Escola pública de bom nível, o “RUI BLOEN”, com trema no O, continua instalado há quase 70 anos, no bairro do Planalto Paulista, em São Paulo.

Vivi horror escatológico! Eu era criança um tanto imatura. Muito preso, morei uns 4 anos com meus tios e tias durante o ensino primário, por super-proteção de meus pais que moravam em, hoje, bairro muito bom de classe média e próximo ao Aeroporto de Congonhas. Era muito longe de tudo.

Morar com os tios não foi ruim, não! Solitário, eu gostava meio sem muita noção de ler. Mas, era reprimido; não tinha amigos, não socializava, não tinha conflitos com a garotada, portanto não amadureci com as devidas cautelas e defesas.

Meu amigo era o BETÃO, primo coetâneo, de quem fui próximo a vida inteira, até a morte dele. Tenho saudades irrecorríveis do Humberto Garini Neto

Vou contar um pouco

Eu gostava de jogar “botão”. Um sucedâneo caseiro do futebol de rua que eu não praticava. Fui bom no jogo. Fiz esforços enormes para montar times, sei lá como…

Dinheiro não havia. Mesadas? Quá!!! nem as “literais”.

Meus pais eram ponderados…, mesmo que o SEO FERNANDO, com sua voz de baixo-barítono bonita, extensa e forte, colocasse ordem na casa pelo terror que não praticava. Jamais apanhei do velho; e raramente levei merecidas palmadas de DONA HELENA – opa! minha mãe.

Pois bem, no ginásio eu ia bem em português, história e geografia…, Educação física? Como? Eu não sabia jogar futebol; sempre o foco das aulas.

Meu horror e cadafalso foi a matemática. Eu simplesmente não entendia e não sabia como aprender. Minha falta de noção era tanta que acabei levando pau na primeira série.

Naquele tempo, ser reprovado em qualquer matéria te condenava a repetir novamente a série inteira. Um crime contra qualquer motivação e auto-estima do aluno, que perdia os colegas promovidos para outra classe, não enfretava outros desafios.

Para mim, foi uma desgraça e vexame demolidores…

Enfrentei a repetência. Consegui passar de ano, e fui para a segunda série; e quase fui reprovado novamente…

Junto com a escola eu jogava botão. Passei a cabular aulas para “incrementar a minha proficiência”. Eu e CRISTÓVÃO de ARAUJO, dois projetos de vagabundos fugíamos da escola, íamos para a casa do “terceiro”, o Renato Cesar Curi, e passávamos a tarde jogando….

E aconteceu o inevitável. Fiquei para a chamada segunda época! Foi aí que minha vocação marginal começou a ser desmontada.

Quando meu pai e minha mãe examinaram a minha caderneta de notas, perto do final do ano de 1966, houve uma explosão nuclear a céu aberto em minha casa . HIROSHIMA foi brincadeira perto do que eu tive de enfrentar. Houve um complô contra, digamos, o meu desempenho. Fui intimado a passar de ano nem que fosse a última coisa que fizesse vivo. ..

Fui colocado em quarentena durante as férias de fim de ano,

janeiro e fevereiro – antes era assim: 2 meses. Arranjaram uma professora particular que introjetou em mim o básico em matemática, tive aprender na marra, quase a tapa. Passei de ano.

E meu prêmio?

Fui retirado da escola diurna e para estudar a noite e trabalhar. E com a incumbência e ameaça de não fazer besteira. Fiquei sob intervenção “Federal”.

Eu mal havia completado 14 anos e nova revolução estrutural baixou em minha vida. E foi aí que o projeto de eu me tornar um vagabundo começou a fracassar.

E ainda bem!

Mas, em lugar do Botão, entrou o Futebol que tentei aprender a jogar, fracassando redondamente por absoluta falta de coordenação motora, inteligência espacial e talento!

Eu já trabalhava, e fui novamente reprovado na escola… Então, além de “HIROSHIMA pintou NAGAZAKI” , e a minha rendição incondicional, e a consciência de que precisava mudar, mesmo!

Aí começa outra história, um pouco mais auspiciosa.
POSTAGEM ORIGINAL: 04/05/2021

SUNNA MARGRÉT, A MEDUSA POP ISLANDESA

Não postei a foto desta moça belíssima publicada na edição de MAIO de 2024, da revista RECORD COLLECTOR, porque talvez houvesse problemas com direitos autorais. Teria teria sido mais adequada, porque SUNNA é, e sempre foi, UNDERGROUND de verdade.

Ela nasceu na ISLÂNDIA e começou a cantar e tocar teclados por lá, calculo uns quinze anos atrás, com o BLOODGROUP… famosos “quem” de REYKJAVICK… Assisti a pequenos vídeos. Havia talento latente procurando luz: era ela!

Hoje SUNNA, que também é “ARTISTA VISUAL” talentosa, vive em LAUSANNE, na SUÍÇA, lugar mais adequado para quem pretende acessar a EUROPA e o mundo…

Consegui quase nada de informações sobre essa MEDUSA de pele quase translúcida; aqui, devidamente produzida para fotos. Ela é bonita, sim! Tem voz curiosamente “cálida e sensual” para quem nasceu em uma ilha instável, gélida, no meio do ATLANTICO.

E SUNNA sabe das coisas. Coleciona discos de música de vanguarda, principalmente alternativa e eletrônica. Aliás, a RECORD COLLECTTOR a entrevistou e postou a coleção da “ÁGUA VIVA” na edição de MAIO.

São três páginas dando o background e levantando a bola da menina. A coleção não é grande, mas é caprichada, cheia de artistas desconhecidos esbarrados pela moça; e com muitos discos comprados em SHOWS, ou perseguidos de propósito.

Ela é fã estudiosa e influenciada pelo CAN e o NEU. Ouviu e absorveu o PÓS-PUNK; e a AMBIENT MUSIC, do BRIAN ENO. E aos poucos foi editando e gravando “SINGLES”, fazendo apresentações, e refinando um jeito de fazer nesse meio congestionado por D.JS., DUPLAS – e artistas “SOLO”- como o ultra famoso, e musicalmente insosso THE WEEKEND…

SUNNA MARGRÉT lançou agora o seu primeiro LP, “FINGER ON TONGUE”, pela gravadora alternativa que ajudou a criar, a NO SALAD RECORDS – mas, que nome, em MEDUSA??!!! É uma síntese bem organizada de SYNT POP, KRAUTROCK e MÚSICA ELETRÔNICA EXPERIMENTAL. Andam dizendo que o jeito de ela cantar é uma “redefinição” do TRIP-HOP – um “sub-sub” gênero delicioso e melódico.

O TIO SÉRGIO ouviu no YOUTUBE, e gostou bastante. Vai além do POP ELETRÔNICO USUAL. É muito bem feito, arranjado, mas sem exageros. É ritmado, com faixas dançáveis, e sem bate-estacas. SUNNA controla muito bem o “clima” musical criado. Canta corretamente, e há um quê de intimismo estudado e muito bom gosto. Procurem conhecer. Quem sabe um dia ela seja convidada para um desses festivais que são feitos por aqui.

A MEDUSA POP disse para a RECORD COLLECTOR que o disco que mais gostaria de conseguir é “ACCORDION & VOICE”, de PAULINE OLIVEROS, compositora de música de vanguarda, que faz experiências com o acordeom.

Eu tive esse disco, e mandei-o para a “BESSARÁBIA”, de tão lânguido, chato, sonolento e inconclusivo que é! Uma pena! Se estivesse por aqui enviaria para ela. E quem sabe receberia em troca o novo álbum com uma foto autografada….
POSTAGEM ORIGINAL: 03/05/2024

JORMA KAUKONEN – QUAH! – 1974

PRIMEIRO DISCO SOLO DO GUITARRISTA DO JEFFERSON AIRPLANE. TOTALMENTE ACÚSTICO COM ALGUMAS CORDAS E UM PARCEIRO.

MUITO BONITO E RECHEADO POR FOLK, FOLK-BLUES E UM TEMPERINHO PSICODÉLICO.

JORMA É ÓTIMO VIOLONISTA, CANTOR RAZOÁVEL E, CURIOSAMENTE, UM GUITARRISTA SOLO QUE NÃO LEMBRA SUAS INVESTIDAS NO VIOLÃO.

POR ISSO COLOQUEI – O AO LADO DO “CROWN OF CREATION” DO JEFFERSON AIRPLANE. SÃO COISAS DIFERENTES.

O DISCO DE JORMA KAUKONEN É BEM LEGAL, MAS PARA PÚBLICO MAIS ESPECÍFICO E COLECIONADORES.

SE APARECER BARATINHO NA TUA FRENTE, NÃO PERCA A CHANCE!
POSTAGEM ORIGINAL: 02/05/2018