ELETRONICA: MENTES – A INTRODUÇÃO AOS FEITOS DE UMA GÊNIO BRASILEIRA: JOCY DE OLIVEIRA. E INDIVIDUAL INDUSTRY : POP ELETRÔNICO BRASILEIRO DE VANGUARDA, ANOS 1990.

A memória trai e atrai; a frase é um possível simplismo e jogo de palavras. Mas dia desses assisti no CANAL CURTAS, um documentário muito interessante sobre a música eletrônica brasileira, abrangendo dos “CLÁSSICOS/ERUDITOS” ao meramente POP/ROCK. Uma recuperação da importância de um cenário nada marginal, mas apocalíptico e integrado simultaneamente, por assim dizer.
Assistir ao filme trouxe à memória o histórico das vanguardas musicais não convencionais do século XX. Gente como LUCIANO BERIO, KARLHEINZ STOCKHOUSEN, IANNIS XENAKIS, LUCAS FOZZ, JOHN CAGE, CLAUDIO SANTORO; e uma pletora de “exóticos” vinculados de alguma forma à música elétrica e eletrônica, ou seja: não identificados com a modernidade da música “CLÁSSICA” mais conhecida.
Por assim dizer, eles formavam a nova concorrência outsider dos grandes “CLÁSSICOS – vá lá, ERUDITOS MODERNOS” – , gênios como ARNOLD SCHOEMBERG ou STRAVINSKY; e muito além de DEBUSSY, RAVEL ou mesmo OLIVIER MESSIAEN. Todos esses, claro, acústicos. Gente ousada por meios de expressão ainda bem tradicionais.
Seriam?
E, neste enorme ESPAÇO/TEMPO abrangido pelas duas macrotendências destaca-se a participação de uma das maiores artistas e teóricas da música contemporânea: a criativa professora, grande pianista, poetisa, e compositora brasileira JOCY DE OLIVEIRA, ainda viva e influente aos 86/7/8 anos!!!! E que os deuses a preservem!
Não vou me estender. Porque a estatura de JOCY é de tal magnitude, que estou fascinado estudando o que me é compreensível de sua multifacetada obra. Voltarei especificamente à mestra, qualquer outro dia…
Mesmo assim, vão aqui uns “parangolés” sobre JOCY. Vou apenas fazer duas citações:
1) JOCY gravou cantando e tocando piano, em 1958, o primeiro LONG PLAY de MPB DE TRANSVANGUARDA da história: “A MÚSICA SÉCULO XX DE JOCY DE OLIVEIRA”. Eu arriscaria dizer que é a “ANTI-BOSSA NOVA”. Disco inimaginável pelo conteúdo musical sofisticado e as letras não convencionais; e sobre o qual pretendo abordar outro dia.
2) Ela é o grande nome brasileiro da música “ELETROACÚSTICA”, designação apropriadíssima a parte da vanguarda musical, que surgiu na década de 1940. JOCY é uma teórica complexa; artista MULTIMÍDIA, compositora de “digamos”, ÓPERAS – porque ela mesma discorda do termo” – e outras invenções.
A sua primeira composição nesta linha, “APAGUE O MEU SPOTLIGHT” foi encenada em 1961, e sacudiu o TEATRO MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO durante dez dias. Depois, viajou mundo afora.
A obra foi regida pessoalmente por LUCIANO BERIO, coautor com JOCY. No elenco, FERNANDA MONTENEGRO, FERNANDO TORRES, SÉRGIO BRITO e um “ENSEMBLE” criado para isso, tendo JOCY no piano. Foi a vulcânica introdução da nova música de vanguarda no BRASIL… JOCY é a grande inspiradora, no BRASIL, para o surgimento da CENA ELETRÔNICA no erudito e no POP!
Há uns dez anos, promovi um bota-fora seletivo e controlado de um monte de música eletrônica. Ter coisas demais excede ao controle possível; abre arestas e desperdícios. Mas, a parte ruim é que avaliações posteriores sempre trazem arrependimentos.
Naquela “razia” mandei para a cachoeira dos tempos, eletrônicos de vanguarda mais ligados à música pesada e dançável.
E por dois motivos:
Ganharam a concorrência contra sons mais intimistas; viraram “sal” na lista de produtos: baixo valor e “consumo inelástico”; ou seja, música superficial, que não vou escutar novamente.
Fiquei, portanto, com a vanguarda eletrônica mais cerebral; herdeiros do KRAUTROCK, anos 1970, e dos clássicos eletrônicos tipo STOCKHAUSEN, PIERRE HENRI, etc..; que são indutores de tendências dos anos 1980/1990: GÓTICOS, COLD-WAVE, NEW WAVE, ETHEREAL, DREAM POP, e o que se imaginar que possa trazer um pouco de melodias e criatividade ao POP.
ALEX TWIN, que hoje é dono da WAVE RECORDS, foi um dos visionários incrustado no underground paulistano. Eu o conheci quando era dono da a “MUSIC” – grafada em grego -, lá por 1994. Foi das primeiras lojas e distribuidoras a operar com a vanguarda eletrônica europeia. Fui lá por curiosidade; e acabei fascinado!
Ele e o sócio, ENÉAS NETO, as trouxeram para o Brasil em suas duas tendências: os “FRIOS”, e os “PESADOS” – e muitos dançáveis. ENÉAS produziu para a GRAVADORA ELDORADO, na década de 1990, coletâneas abrangendo as duas tendências eletrônicas.
E TWIN fez mais: entrou na tendência com seu projeto “INDIVIDUAL INDUSTRY”. Frequentemente, um trio com MAURÍCIO BONITO e as cantoras oscilantes – LILIAN VAZ e DANIELA ROCHA. Trabalharam com alma e garra na tendência internacional mais vanguardesca daquele tempo. Todos estão citados no filme, “ELETRONICA: MENTE”.
É bom constatar o pioneirismo da obra nos escaninhos geográficos onde habitamos. Eu gosto muito; tenho os discos e os manterei. Foram construídos, forjados em cima do fogo, na hora em que tudo acontecia. Estão em nível com a concorrência lá de fora.
Por isso, trago para vocês curtirem. É viagem no tempo para universos muito próximos.
É bom notar que essa mesma vanguarda que partiu da EUROPA, passou por JOCY, e desembocou na música eletrônica mundial, influenciou certos horrores contemporâneos que nos assolam.
As meninas e meninos do “PROTO DANCE GLÚTEO RETAL” não devem ter ideia de quem foi JOCY DE OLIVEIRA.
Quem sabe um dia aprendam.
TEXTO ORIGINAL: 09/02/2022
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INSÔNIA COM PROCOL HARUM, GRATEFUL DEAD e THE PIXIES

“In the autumn of my madness, when my hair is turning gray”…canta GARY BROOKER, em uma das faixas do disco “SHINE ON BRIGHTLY”, 1968, do genial, subavaliado e não repetível “PROCOL HARUM”.
Clássico do rock em transição entre o PSICODÉLICO e o PROGRESSIVO, é acessível para quase todos os paladares musicais. É lindo, e é triste. A construção das letras é sublime. Eles mantinham um letrista exclusivo, KEITH REID; sofisticadíssimo! Ouçam; é marcante!
Quase sempre me vem à cabeça esta faixa, quando a insônia recorrente assola e desencadeia os medos, paranoias, e as desconexões entre os fatos objetivos… Talvez por isso, realce o lusco-fusco sonolento que tranca o raciocínio, e me faz sofrer antecipadamente por algo que, talvez, jamais ocorra.
É parte do outono da minha vida – loucura? – Não; estou envelhecendo!
Claro, aproveitei e trouxe outros discos gravados por eles; também ótimos, porém menos badalados: “SOMETHING MAGIC”, 1977, já sem ROBIN TROWER, que foi substituído por MICK GRABHAM, um guitarrista bem menos luminoso, porém circunstante na turma deles.
E, posto um projeto sinfônico gravado entre 1994 e 1995, com a LONDON PHILHARMONIC ORCHESTRA, revezando com LONDON SYMPHONY ORCHESTRA.
Estão reunidos a formação da época: GARY BROOKER, o líder e dono incontestável; e o marcante GEOFF WHITEHORN, na guitarra; e outros convidados, entre eles, TROWER. E, fiquem assustados!, TOM JONES canta a lúgubre e tétrica SIMPLE SISTER! Fez sentido, acreditem…
O PROCOL HARUM é das melhores atrações ao vivo da História do ROCK. Procure os vídeos e DVDS. E é das raras bandas capaz de conjugar-se a orquestra sem soar “FAKE”. O repertório é exuberante – só para variar!!!! É minuciosamente escolhido para justificar possuir este “THE LONG GOODBYE”. Não perca!
Certa vez li, no “Estadão”, que BILL KREUTZMANN, baterista e fundador do GRATEFUL DEAD, estava lançando um livro de memórias…
As que ficaram, sobreviventes do excesso de drogas, álcool, sexo e tudo o mais que mitificou os doidos anos 1960; da cultura hippie à contestação política e comportamental.
BILL não se lembra dos concertos, “JAM SESSIONS” ininterruptas, “RAVES SEM D.Js.” JERRY GARCIA, mito do ROCK, líder e guitarrista, e também fundador do GRATEFUL DEAD, morreu durante um processo de desintoxicação.
Sintomático, ou emblemático? Ele teve um infarto aos 53 anos, EM 1995. Preferiu ser livre e se drogar indefinidamente. Ele não teve tempo de escutar o professor, filósofo e historiador, LEANDRO KARNAL, que recentemente ponderou: “é preciso ter cuidados nesse debate sobre a liberação das drogas. Porque todo viciado é um dependente”.
Mais claro, impossível.
O GRATEFUL DEAD é certamente a banda americana de ACID-ROCK, também conhecido como PSICODELIA, mais famosa da época. Hoje, é uma empresa que produz, vende e mantém o mito em movimento. E quem não faz isso é explorado e morre. Mito sem rito contínuo enfraquece a fé dos fãs!
Eles começaram como todos. Inspirados nos Beatles, Stones e na turma do country e do blues. O primeiro disco é bastante convencional. Do segundo em diante, para usar a expressão da época: desbundaram. E nunca mais rebundaram!
O charme do GRATEFUL DEAD é a constante improvisação, principalmente nos discos ao vivo. Lembra resquícios de FREE-JAZZ pela tentativa de expandir a música “ad-infinitum”.
Mas, percebe-se nitidamente alguma limitação técnica e repetição no desempenho dos músicos. É forma livre de ver e executar as música, que mesclam BLUES, ROCK, e algo de JAZZ; e exalam, sempre, um quê da COUNTRY MUSIC.
Estão aqui duas reedições de originais famosos:
“AOXOMOXOA”, não se percam por causa do PALÍNDROMO… É duplo: O primeiro disco traz o MIX original, de 1969, e um REMIX feito em 1971. No segundo, show ao vivo em duas sessões no AVALON BALROOM, em SÃO FRANCISCO, realizadas em janeiro de 1969.
O outro álbum é famoso: GRATEFUL DEAD, 1971. Gravado ao vivo, e muito mais dinâmico e pesado. São apresentações variadas pelos Estados Unidos. E, o disco dois foi gravado em um dos templos prediletos da banda e dos “DEAD HEADS” – o extenso e leal fã clube que os idolatra acima de tudo: o FILLMORE WEST, em São Francisco. Ainda preciso ouvir essas reedições… Não tive tempo…
Confesso que entre os contemporâneos e concorrentes, eu prefiro o JEFFERSON AIRPLANE, também americano da Califórnia. É mais enxuto e musical. Faz ROCK experimental na medida certa; e é tão desviante comportamental e filosoficamente quanto o DEAD. Ambos faziam ROCK com estilo imediatamente identificável. Um charme indiscutível.
Por causa da insônia acabei assistindo a show dos PIXIES, feito em 2006. É a diferença entre o pato e o sapato. É ROCK, claro. Mas de outra estirpe. Talvez seja a banda que mais bem definiu a expressão ROCK ALTERNATIVO. Brilharam entre 1987 e 1991, e influenciaram decisivamente a geração GRUNGE, e bandas como o NIRVANA (US) e todo o novo ROCK que decolou de lá e resiste até hoje.
Já estiveram por aqui. E continuam por aí … impunes.
É interessante notar que são o inverso tanto do GRATEFUL DEAD quanto do PROCOL HARUM. Eles criam música dura, curta, visceral, mas bem tocada.
FRANK BLACK, o vocalista gorducho e gritalhão, rebatizado BLACK FRANCIS, é lenda no PUNK e no GRUNGE; assim como KIM DEAL, a baixista; e o guitarrista JOEY SANTIAGO, também.
O digamos cantor BLACK FRANCIS é improvável misto de querubim e rebelde sem nenhuma, mas nenhuma causa mesmo! Vocifera frases desconectadas, que contam fragmentos de histórias ou sensações de alguma vivência. A vida em estado bruto, quem sabe…
Se BOB DYLAN “KNOCKS ON THE HEAVEN´S DOOR”; e LOU REED espreita os portais do inferno urbano; FRANCIS BLACK et caterva parecem saídos de um curso para dragões, e cospem fogo para todo lado!
O público, muito jovem, adora. A gritaria que surge de repente casa com o instrumental insinuante e nem sempre óbvio; são enérgicos, íntegros! E fazem show legal para assistir…
Mas será que eu gosto disso? Tenho dúvidas…E acabei pegando no sono; dormitei e acordei – como está óbvio! Mas a vida nem sempre é óbvia! E ainda bem!
TEXTO REVISADO: 25/01/2025
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JORGE DEGAS – XIAME – BAIXISTA NOTÁVEL – FUSION

JORGE FOI BRASILEIRO, MAS NATURALIZOU-SE DINAMARQUÊS. É EXCELENTE BAIXISTA DE FUSION – JAZZ, E TEM CARREIRA PROLÍFICA E BEM AVALIADA PELA CRÍTICA – A EUROPEIA, PRINCIPALMENTE.
CRIOU UM ESTILO TÉCNICO E MUITO LÍRICO DE TOCAR. FUNDE A MÚSICA BRASILEIRA COM O FOLK DA ESCANDINÁVIA E JAZZ NA LINHA DA GRAVADORA E.C.M..
MUITO INTERESSANTE, É SOFT E AGRADÁVEL DE ESCUTAR, FAZ ALGUMAS EXPERIMENTAÇÕES NOTÁVEIS, MAS NÃO AGRESSIVAS.
OS DISCOS DA FOTO FORAM GRAVADOS O PRIMEIRO NA DINAMARCA, O OUTRO NA ALEMANHA.
O JORGE DEGAS QUARTET ESTÁ DISPONÍVEL POR AÍ A UM PREÇO ACESSÍVEL, CERCA DE r$ 15,00 E RECOMENDO AOS CURIOSOS DE BOM GOSTO.
POSTAGEM ORIGINAL: 4/11/2018
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LANA DEL REY – ANGUSTIADA E BELA; CRAVO E CANELA

LANA DEL REY é a “IMPERATRIZ DA ANGST”, disse a revista RECORD COLLECTOR.
ANGST é a definição para um estado de espírito que mistura medo e apreensão antecipada por algo, ruim ou não, que vai ou possa acontecer. Um estado de solidão e ansiedade .
Seu último disco, “DID YOU KNOW THAT THERE´S A TUNNEL UNDER OCEAN BOULEVARD?”, lançado recentemente, tem quase 78 minutos de duração. Há muito eu não vejo disco original tão longo em único CD!!!
A capa saiu em 3 versões diferentes, à escolha do freguês, ou todas juntas em um BOX com três Compact Discs. Os LONG PLAYS devem estar, também, em álbuns duplos, e capas diferentes. Eu ainda não conferi.
LANA é moça de pulcritude indiscutível. Mostrou sua bela e instigante “CARTOGRAFIA” na capa de uma das três versões em que o disco foi lançado. Exatamente a que eu possuo.
A exposição do relevo da fronteira entre vales, colinas e os picos que os consagram, tem despertado exames acurados de observadores. A vista é muito bonita…
Ela esteve por aqui recentemente, retomando a carreira de shows. Disseram que os cinco anos que passou sem excursionar a tornaram menos delgada, mais cheinha. LANA DEL REY teria extrapolado a silhueta que apresentava em 2013, aos 27 anos, na primeira vez em que deu concerto no Brasil.
Certamente há exagero. Não é possível que tenha se esvaído feito um ARCO-ÍRIS, aquele magnífico espécime que deixou em êxtase meninos, meninas e meninex, os gratificando com simpatia descendo à plateia logo no início da performance para dar autógrafos, fazer selfies; e, apesar da segurança que a acompanhava, suportar até beijos roubados!!!???
A capa do disco comprova a maledicência. LANA continua bela.
Eu li, na RECORD COLLECTOR, que este disco é muito bom. Talvez o mais bem realizado dentro de seu estilo algo recorrente e perto do repetitivo no andamento e nas melodias. LANA é cantora reconhecível porque suas canções mantêm características…hum já testadas e conhecidas…( minha nossa!!! A que ponto cheguei???!!! )
Eu já a conhecia. E desta vez LANA conseguiu fazer melhor. Tipo construir algo além, mais refinado, e que consagra um jeito de cantar, compor e postar-se enquanto artista. Não é inovador, mas é o ápice de uma proposta.
Eu ouvi o disco diversas vezes. E com muito interesse e prazer. É belíssimo.
A sonoridade, em minha opinião, busca e mescla elementos do DREAM POP e tem muito do FOLK PROGRESSIVO MODERNO.
Ela conseguiu ultrapassar o ROCK ALTERNATIVO, do qual é mais ou menos parte. É, também, contemporânea do HIP-HOP, e a presença no disco de JON BATISTE, quase-astro em ascensão, serve à diversificação necessária elegantemente encaixada.
Há um condimento explícito e onipresente de JAZZ/BLUES/GOSPEL que permeia as músicas. Além de algumas experimentações adequadas, mas sem exageros.
O ritmo e andamento continuam lentos, como em tudo o que dela escutei. E o clima sombrio, DARK, envolve feito placenta o transcorrer da obra, e se revela paulatinamente. É fascinante!
A voz distinta e delicada de LANA DEL REY, uma contralto de timbre encorpado, é simultaneamente melodiosa e seca. Talvez lembre LIZ FRAZER, do COCTEAU TWINS. Mas com a doçura e o lirismo de KATE BUSH nas brumas de seus versos uivantes. Porém, quando no limite do grave, recorda MARIANNE FAITHFULL por sua aspereza.
Ela tem jeito e porte de artista de FILME NOIR, mas transposto e atualizado para o presente. LANA é sensual sem ser vulgar. Assume o jeito de uma garota não tão recatada que parece reter, ou controlar, uma explosão vulcânica de sexo e desejos.
Quem sabe ela esteja construindo personagem magnífico! Mas, até que ponto seria ela mesma?
Infelizmente, as letras não acompanham o CD. Uma perda e um empecilho para mais bem compreendê-la. Mesmo assim, tudo combinado resultou em trabalho amplo, pensado e coeso.
Algo neste último disco recorda os arranjos de ANGELO BADALAMENTI para a trilha sonora da série TWIN PEAKS: uma languidez nervosa, componente de certa ANGST…
A senhorita ELIZABETH WOOLRIDGE GRANT nasceu em NOVA YORK, é filha de dois publicitários que entraram em BURNOUT ( estresse total ), e resolveram mudar para uma pequena cidade vizinha que, segundo LANA – oooopsss – lembra a fictícia “TWIN PEAKS”.
E os GRANT refizeram suas vidas e profissões.
LANA DEL REY, é um pseudônimo, ela cresceu por lá. É moça de classe média, estudou filosofia, gosta de escrever, e lê gente alternativa como NABOKOV, de quem emula falsamente uma quasi-LOLITA. Ela é madura demais para posar de ninfeta. Já disse gostar de homens mais velhos… Há fotos comprovando…
LANA é, também, fã da poesia da geração BEAT. Mas, leu outros poetas americanos, como WALT WHITMAN e SILVIA PLATT. Assistiu a filmes NOIR. E gostou de CIDADÃO KANE…
Ela diz ter sido inspirada pelo GRUNGE. Principalmente o NIRVANA, de quem empresta aquela ansiedade explosiva – e nela apenas latente. Tornou-se muito amiga de COURTNEY LOVE, a mulher de KURT COBAIN. Mas, claro, LANA artisticamente foi por outros caminhos. É madura, e compõe como tal. Mesmo quando age feito adolescente.
Eu procurei ouvir os SINGLES de sucesso de sua carreira. São bons. Ela tem um jeito pessoal de compor letras que viajam do explicitamente romântico flertando com o idilicamente trágico – como despedidas dolorosas de namoros, vistas como pequenas mortes, ou suicídio anunciados. Há sempre um quê de incestuoso rondando suas letras. Que fazem menções a drogas, e a sexo às vezes explicitamente.
A solidão, outra constante, é descrita para e do ponto de vista da geração dela. Deixa a impressão imprecisa de “estar sempre vestida para ir a lugar nenhum”…
Depressiva? Quem sabe. Solitária ela certamente é. Solitude?
Há o fascínio pela vida bandida, e por marginais e Bad Boys. Mas, visto de um ponto de vista das garotas educadas e de classe média, que eventualmente se envolvem com o perigo… Acho que ela não se expôs, mas flertou, excitou-se com isso. E escreveu.
Talvez essa criatividade revele apenas estilo, letras ousadas de menina sonhadora. Mas, quem sabe seja estrutura de um projeto de marketing (seus pais eram publicitários), como jeito de consolidar sua já peculiar persona artística.
As músicas de LANA incorporam parte da mitologia americana do indivíduo livre, indomável, fora do sistema. Há um quê de BRUCE SPRINGSTEEN, e aquela vontade de fugir das amarras da sociedade – um fascínio pelo BORN TO RUN; ou, como em um dos hits dela, BORN TO DIE…
É também possível identificar influências de LOU REED; alguma irreverência à ALANIS MORRISETTE, e um não sei o quê de SINEAD O´CONNOR… Escavei pelaí a urgência ansiosa de ALISON MOYET (lembram dela? )
Se bem compreendi, é um ótimo COMBO, talvez um GUMBO artístico…
No seu primeiro SHOW em São Paulo, no FESTIVAL PLANETA TERRA, em 2013, a garotada urrava enquanto LANA desfilava no palco sua elegância de modelo, o corpo escultural, e o rosto hummm…. angelical.
Ela ria e brincava com a banda; e todos pareciam adorar estar ali, apresentando a irreverência construída que LANA criou.
Para mostrar a quê veio e provocar, o SET abre com música dizendo explicitamente que a VAGINA dela tem gosto de PEPSI COLA!
E LANA enfatiza que é verdade, e que foi um namorado quem constatou… Aquilo deixou onanistas à beira de uma “PAN ESPERMIA”!
Tá bom;
Se tem gosto de PEPSI COLA, então: LANA, ANGUSTIADA E BELA; CRAVO e CANELA!
Tentem; mesmo sob tentação….
POSTAGEM ORIGINAL: 26/06/2023
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THE MAMAS AND PAPAS – A REFERÊNCIA VOCAL SUPREMA DO FLOWER POWER

O SUNSHINE POP foi o momento mais cativante, do ponto de vista do astral e das melodias, na segunda metade dos anos 1960.
Talvez até uma “REAÇÃO CONSERVADORA” ao BEAT, SURF, e FOLK DE PROTESTO, destacando apuro vocal, melodias trabalhadas, e oposição a horrores políticos, como a guerra do Vietnã.
Não há quem não se lembre dos MAMAS & THE PAPAS, ASSOCIATIONS, THE 5TH DIMENSION, ou SPANKY AND OUR GANG , entre centenas, talvez milhares de outros. Todos criativamente alienados, porém mantendo a sanidade em tempos sofridos, e cheios de revoltas e lutas políticas.
Esse THE MAMAS & THE PAPAS – COMPLETE ANTHOLOGY colige tudo o que eles gravaram. Os cinco LONG PLAYS, também lançados no BRASIL, e todos os SINGLES de imenso sucesso. Estão ali faixas solo de MAMA CASS, entre várias outras parcerias e participações.
A qualidade técnica, gráfica e informativa é de alto nível. Um must para os fãs!
Eu os assisti ao vivo, em São Paulo, na boate do Hotel MACKSOUD PLAZA, a bem mais de trinta anos.
O local era pequeno, a banda ótima e reforçada por SCOTT MACKENZIE, um dos maiores “ONE HIT WONDER” da história do POP, com a inesquecível SAN FRANCISCO. Ele substituiu DANNY DOHERTY, da formação original.
O lugar de MAMA CASS foi ocupado por SPANKY McFARLAND, da concorrente de grande sucesso SPANKY AND OUR GANG.
E, claro, o membro original e “dono da banda”, JOHN PHILLIPS, e sua filha MACKENZIE PHILLIPS, que atuou no filme “AMERICAN GRAFFITE”, e veio substituindo a mãe MICHELLE, a “Mama” original.
Foi um belo show. Correto, emocionante, e digno do legado “HIPPIE – FLOWER POWER que eles simbolizaram.
OS MAMAS & THE PAPAS eram ótimos, quentes e e melódicos. Um naco “eterno” e revivido dos sixties. Eu vejo, porém, um detalhe curioso: as duas moças do ABBA com toda certeza ouviram MICHELLE E CASS. E cantavam “lá no alto” como elas . ..
Mas, não duraram mais do que uns cinco anos, e saíram de moda. Seus antípodas e contemporâneo certamente foi o VELVET UNDERGROUND.
E foram superados por tendências musicais mais ensimesmadas, contidas, egocêntricas: CAROLE KING, CARLY SIMON, JAMES TAYLOR, LENNON…
E artistas corrosivos, lúgubres e até indigestos, como o MC 5, STOOGES, e o tormento PUNK, meia década depois.
O sonho havia mesmo acabado.
POSTAGEM: 26/102019
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OS 200 DISCOS MAIS RAROS E CAROS PARA TENTAR COLECIONAR – SETEMBRO 2021

O tio SÉRGIO, como sempre, mata a cobra e dá o endereço do Instituto Butantã, para casos de acidentes com ofídios. Fica na Avenida Vital Brasil, em SAMPA.
De tempos em tempos, a revista RECORD COLLECTOR faz um levantamento de preços dos discos mais raros e colecionáveis que andam por aí.
Quem coordena é o jornalista IAN SHIRLEY, talvez o maior especialista em discos raros do mundo, que é o editor de um catálogo anual, o RARE RECORDS GUIDE, uma das razões para a existência da revista.
Claro, as cotações não são precisas, mas são feitas por consultas de mercado, resultado de leilões e a sempre crescente e volúvel vontade dos consumidores – colecionadores.
A lista, aqui, é recente. E as cotações não são em dólares, mas em LIBRAS ESTERLINAS, R$ 6,60 reais por libra, mais ou menos. O que implica em preço espantoso para a maioria dos itens, e certamente gera incredulidade para outros. Há enorme quantidade de discos quase totalmente desconhecidos!
Tio SÉRGIO pescou na listas alguns dos que tem na discoteca; os mais inusitados ou menos conhecidos – talvez. Claro, eu tenho edições em CDS. Não os vinis originais, que valem e custam pequenas fortunas.
Os meus custam, por aí , o preço de um disco importado normal.
Vamos brincar um pouco.
Para ficar mais bonitinho, em cada disco que postei na foto, coloquei o preço segundo o catálogo. Não esqueçam: são libras!
Tem de tudo! Desta vez, inclusive, uma infinidade de coisas que eu não conhecia, nunca vi e fiquei pasmo quando olhei! Mas vou deixar pra lá:
O fundo da lista começa com um single promocional de 7″ do DAVID BOWIE, com excertos do LP LOW, de 1977. É raro e custa 1,500 libras, algo como R$ 10.200,00! É um SINGLE!!!!
Há 14 variados dos BEATLES. Talvez o mais inusitado seja uma versão do SGT PEPPERS, em que a gravadora remontou a capa do disco com fotos de seus executivos, na época, para distribuir entre eles em uma convenção.
Não se sabe quantos foram feitos, e está avaliado em 70,000 ( setenta mil libras!! ) calcule aí em mil reais… Os caras acham que devem existir uns dois ou três ainda perdidos por aí!!!!
Há dois singles do WHITE STRIPES – eles mesmos! – cotados cada um deles em 8,000 libras!!! Ah, não percam as contas….
Por lá, também, um “Acetato” do VELVET UNDERGROUND, gravado na SCEPTER RECORDS, em 1966, avaliado em 20 mil libras!!!!
Dois singles dos SEX PISTOLS, gravados na AM RECORDS, EM 1977. “GOD SAVE THE QUEEN, vale $ 7,000 libras, em vinil. E $ 10,000 libras o Acetato!!!! Sempre foram caros, mas hoje…
Há dois brasileiros por 3,000 libras cada: LULA CORTES E ZÉ RAMALHO, PAEBIRU, original e com encartes; e ARTHUR VEROCAI, em seu único Lps pela gravadora CONTINENTAL . ROBERTO CARLOS não entrou, talvez porque não tão raro assim, vai saber.
Há uma edição cancelada do BLACK ALBUM DO PRINCE, avaliada e 4mil libras; e o primeiro do saxofonista HANK MOBLEY, original da BLUE NOTE, por 5,000 libras.
As doideiras culminam em terceiro lugar com o grupo de RAP “WU TANG CLAN”, um box com dois CDS!!!!, cópia única, e custa apenas 100,000 ( Cem mil libras !!!!!) . Até postei aí um recorte sobre ele.
É uma viagem ao non-sense: um 78 rotações dos anos 1930, de TOMMY JOHNSON, que eu nunca ouvi falar, “Alcohol and Jake Blues”, existem somente duas cópias e são avaliadas em 35 mil libras, cada!!!!!!!!!!!!
Entre os discos que publiquei, há o grupo DARK entre o HARD ROCK e o PROGRESSIVO, produção totalmente low-fi e artesanal, de 1972, mas que faz colecionadores babar: o LP “Dark Round the Edge” é masturbação contínua há anos, e vale “10,000”: R$ 67.000,00!!!
Ontem, ouvi duas vezes. Não vale!!!
E vamos para o topo da tabela. Olhe a foto e você verá dois “acetatos”. Um deles, de 1953, a primeira gravação de ELVIS PRESLEY. O título está ilegível, mas foi feito para mãe dele: “MY HAPPINESS / THAT´S WHEN YOUR HEARTACHE BEGIN. Existe apenas uma cópia, claro!!!!
O outro é THAT’ILL BE THE DAY, de BUDDY HOLLY, gravada pelos QUARRYMEN, a banda pré-Beatles de PAUL, JOHN e GEORGE, gravado em 1958 do qual, originalmente, havia 5 cópias. Hoje, sabe-se apenas da cópia que PAUL McCARTNEY comprou, em 1981, do pianista que os acompanhou, na gravação.
Pois, bem! São dois discos seminais e históricos. E estão avaliados em 250,000 libras cada um deles! Nem calcule…
Curiosidade.
Quando comprou o acetato original, PAUL mandou restaurar e serviu de base para mandar fazer de 20 a 25 cópias em dez polegadas (10′”) , em 78 rotações. E entre 25 e 50 cópias em singles de 7″, para tocar em 45 rotações. Cada um deles está cotado em 5,000 (cinco mil libras) .
Foram dadas de presente de natal para amigos, etc.
Resumindo: é viagem total. Mas, dizem, há mercado. E, para esses mais top, somente não são vendidos porque os donos não querem se desfazer deles.
POSTAGEM ORIGINAL: 2/10/2021Nenhuma descrição de foto disponível.

GEORGIE FAME COMPLETE RECORDINGS 1963/1966

Quando comecei a colecionar pra valer, em torno de 1969, a curiosidade sobre o que ouviam e como se divertiam os meus ídolos aguçou.
E GEORGIE foi um deles.
Discos e informações eram dificílimos de serem encontrados, naqueles tempos. E, como também sabe a turma de hoje, “sempre foram caros e algo raros”.
As primeiras enciclopédias que saíram nos anos 1970 eram muitas vezes precárias, mesmo havendo exceções – e qualquer dia posto sobre isto.
Talvez os sixties tenham consolidado a liberdade pessoal como valor absoluto, no mundo ocidental desenvolvido, independentemente de grana e classe social.
Um direito e ponto; que foi sendo expandido e, espera-se, continuará.
E tudo isso para dizer que na Inglaterra, claro, havia bares, clubes e locais onde bandas profissionais divertiam os mais jovens e os músicos de quem eles gostavam. E GEORGIE FAME & THE BLUE FLAMES era a banda titular do “FLAMINGO”, em Londres, e foi dos primeiros CLUBES a trazer famosos como BEATLES, STONES, CLAPTON, PAGE, BECK, e a vasta gama de pop rockers. Iam para dançar e curtir junto a seus fãs a deliciosa mistura de BLUES, R&B e JAZZ que eram a moldura para a cena jovem da época.
O que GEORGIE FAME fazia está em um dos discos aqui: “RHYTHM`N`BLUES AT THE FLAMINGO”. de 1964. Gravado ao vivo, pega o clima em cheio. Assim como os seus contemporâneos, GRAHAN BOND ORGANIZATION, JOHN MAYALL & THE BLUES BREAKERS, ZOOT MONEY & BIG ROLL BAND, e só para ficar na epiderme do melhor BLUES / SOUL/ R&B e outros ritmos da época!
Este box traz os cinco primeiros discos FAME, que gravou mais de 45 álbuns originais, uns 70 singles e até hoje é “alvo” de compilações diversas .
É bom cantor de RHYTHM`N`BLUES e POP em geral, algumas vezes pouco inspirado, mas foi melhorando durante a carreira.
GEORGIE gravou com grupos, BIG BANDS, grandes artistas e o que mais se imaginar.
Há um excelente disco de GEORGIE FAME com VAN MORRISON, “HOW LONG HAS THIS BEEN GOING ON”, lançado em 1995, pela VERVE RECORDS, que dá a medida do que ambos faziam e ainda fazem.
GEORGIE FAME tem repertório eclético e amplo, partindo de standards para coisas mais originais. Talvez alguns ainda tenham a lembrança do filme “BONNIE & CLYDE”, cuja canção título foi por ele gravada e consagrada.
Os discos que fez são, essencialmente, cults e colecionáveis. Boas cartografiad do que foi o POP nas décadas de 1950/60 e 70, expandidos para talvez eternidade.
O BOX , “THE WHOLE WORLD´S SHAKING”, abrange os primeiros discos de GEORGIE. É muito bem gravado e produzido. Rico em fotos e artes gráficas, e traz discos com faixas bônus e as capas originais.
É muito bom para os que ainda revivem o período. Como o TIO SÉRGIO, que aqui vos escreve…
POSTAGEM ORIGINAL: 09/11/2024
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OS REIS DAS PARADAS AMERICANAS, E UM CLÁSSICO NO BRASIL

ELES FORAM OS DONOS DA PARADA AMERICANA E TOCAVAM NAS RÁDIOS MUNDO AFORA, NA DÉCADA 1960. TAMBÉM, O MAIOR DONO DOS BAILES NO BRASIL, NAQUELES TEMPOS: “JOHNNY RIVERS”! TODOS CONTEMPORÂNEOS, UM ANO A MAIS OU A MENOS, TANTO FEZ. ERAM FABRICANTES DE HITS, SINGLES, MÚSICA PARA DANÇAR!
A COLETÂNEA DO “PAUL REVERE & THE RAIDERS” TEM 66 MÚSICAS. PELO MENOS UNS 15 HITS; 3 OU 4 DELES PRIMEIROS LUGARES. AS RESTANTES ERAM ÓTIMAS, TAMBÉM. FORAM GRANDES POR UNS 5 ANOS. E DESCERAM A CACHOEIRA DOS TEMPOS.
“TOMMY JAMES AND THE SHONDELLS” FOI OUTRO. VENDEU MUITO, FEZ A TURMA DANÇAR “MONY, MONY” E “CRIMSON AND CLOVER”. ELE TEVE SEU TEMPO E CONTINUA POR AÍ DE VEZ E QUANDO.
HOUVE OS “GRASS ROOTS”, COMEÇARAM FOLK E ATÉ DE PROTESTO, COM “P.F. SLOAN E STEVE BERRY” COMPONDO. ERAM ESSENCIALMENTE UMA “BANDA VEÍCULO” PARA OS PRODUTORES E COMPOSITORES.
MAS, LÁ POR 1967 ACERTARAM A MÃO EM HITS DANÇÁVEIS, POUPULARES, COM ALGO DE R&B DA MOTOWN MISTURADO AO POP DA COSTA OESTE. VENDERAM MILHÕES, ANIMARAM FESTAS, MAS NUNCA FORAM REFINADOS. ERAM UMA ESPÉCIE DE “THE FEVERS” À AMERICANA.
PARA NÃO DIZER QUE MARK LINDSAY E TOMMY JAMES ERAM UMA ESPÉCIE MAIS RESTRITA DE “JON BONJOVI” DO PASSADO.
E OS RASCALS!
OS MELHORES ENTRE TODOS ELES. CONSEGUIRAM FAZER UM R&B TÃO AUTÊNTICO QUE “OTIS REDDING” CERTO DIA ENTROU NO ESTÚDIO DA ATLANTIC, GRAVADORA DE AMBOS, PARA CONFERIR SE NÃO ERAM NEGROS! OUÇAM “GROOVIN”, “A GIRL LIKE YOU” E MAIS UMA “MEIA DÚZIA” DE 10 OU 15 OUTRAS MÚSICAS DELES…
ERAM 3 “ITALIANOS” E UM “IRLANDÊS”. E FELIX CAVALIERI ATÉ HOJE É UMA DAS VOZES BRANCAS MAIS “NEGRAS” DA HISTÓRIA.
FORAM IMENSOS, E ALÉM: CONSEGUIRAM EVOLUIR PARA O JAZZ FUSION COM MESTRIA – E PONTO.
AGORA, O PREDILETO DA MINHA GERAÇÃO. NO BRASIL DAQUELA ÉPOCA, ENTRE 1966 E 1971, NÃO TEVE PRA NINGUÉM! É O MAIOR “CANTOR DE CHURRASCARIA” DE TODOS OS TEMPOS!
JOHNNY RIVERS, ERA UM CRAQUE NA GUITARRA! E CAPAZ DE FAZER TODO MUNDO LEVANTAR E DANÇAR AO RITMO DE SEU DIGAMOS, COUNTRY-ROCK-A-BILLY DE BOTECO, FEITO BANDA DE AXÉ EM PORTO SEGURO! SUAS GRAVAÇÕES AO VIVO SÃO DELICIOSAS!
É COVARDIA LEMBRAR DAS MÚSICAS LENTAS PARA DANÇAR “ROENDO” O PESCOÇO DA MULHERADA… LEMBREM DE “POOR SIDE OF TOWN”, “DO YOU WANNA DANCE”, “THE TRACK OF MY TEARS” , POR EXEMPLO…
CADA ÉPOCA TEM SUAS PAIXÕES, DESAMORES E DESSABORES. PARA VIVER LEGAL, É PRECISO LAMBER E SE LAMBUZAR NA RAPADURA DE NOSSA JUVENTUDE.}
POSTAGEM ORIGINAL: 12/102021
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BEATLES E ROLLING STONES – OS SINGLES 1963/1969. QUEM FEZ MELHOR?

BEATLES E ROLLING STONES – OS SINGLES 1963/1969.
QUEM FEZ MELHOR?
Já vou dizendo que adoro e coleciono os dois. Tenho tudo o que consegui e encontrei, mas não estuprou o meu orçamento.
Nenhum dos dois são a minha banda preferido. Mas, achei instigante tentar compara-los no que fizeram de melhor e mais popular. Aqui só tem SINGLE lado A.
Selecionei 27 de cada um por um motivo mais básico, ambos concorreram direto na década de 1960. Mesmo porque os BEATLES acabaram em 1970.
As referências são: THE BEATLES 1, coletânea excelente lançada em 2016. E dos STONES eu tomei como referência a espetacular SINGLES COLLECTION, THE LONDON YEARS, orginalmente lançada em 1989.
Tentei seguir uma cronologia aproximada, ano por ano, e vamos ver no que deu. As preferências são minhas, eu as aponto, e também, onde achei equivalências.
E, claro, que cada um eleja as suas preferências. Aqui, não é a faixa de GAZA e nem o MURO DAS LAMENTAÇÕES. Ambos competiram, não guerrearam e ninguém morreu por isso.
No cômputo final deu DOZE para os BEATLES e SETE para os STONES. Em OITO para mim equivaleram.
Não vou fazer comentários adicionais. Foram tempos ricos, e as faixas tipo lados B e outras, muita coisa legal dos ROLLING STONES ficou fora.
Então, divirtam-se e comentem, se quiserem:
ANO /  BEATLES / ROLLING STONES / ESCOLHA:
1962 LOVE ME DO X COME ON – STONES
1963 FROM ME TO YOU X  I WANNA BE YOUR MAN  – BEATLES
1963 SHE LOVES YOU X  NOT FADE AWAY  – BEATLES
1963 I WANT TO HOLD… X  IT´S ALL OVER NOW – EMPATE
1964 CAN´T BUY ME LOVE X TELL ME –  BEATLES
1964 HARD DAY´S NIGHT X TIME IS ON MY SIDE – BEATLES
1964 I FEEL FINE X  LITTLE RED ROOSTER – BEATLES
1964 EIGHT DAYS A WEEK X HEART OF STONE – BEATLES
1965 TICKET TO RIDE X PLAY WITH FIRE –  BEATLES
1965 HELP X SATISFACTION – STONES
1965 YESTERDAY X AS TEARS GO BY – EMPATE
1965 DAY TRIPPER X  GET OFF OF MY CLOUD – EMPATE
1965 WE CAN WORK OUT X 19TH NERVOUS BREAK – STONES
1966 PAPERBACK WRITER X PAINT IT BLACK – EMPATE
1966 YELLOW SUBMARINE X MOTHERS LITTLE HELP… EMPATE
1966 ELEANOR RIGBY X LADY JANE – BEATLES
1966 PENNY LANE X LET´S SPEND THE NIGHT – BEATLES
1967 ALL YOU NEED IS LO RUBY TUESDAY STONES
1967 HELLO, GOODBYE X WE LOVE YOU – STONES
1968 LADY MADONNA X JUMPING JACK FLASH – STONES
1968 HEY JUDE X STREET FIGHTING MAN – BEATLES
1968 GET BACK X HONKY TONK WOMEN – STONES
1969 BALLAD OF JOHN & X YOU CAN´T ALWAYS GET – STONES
1969 SOMETHING X BROWN SUGAR – EMPATE
1969 COME TOGETHER X WILD HORSES – BEATLES
1969 LET IT BE X SYMPATHY FOR DEVIL – EMPATE
1970 THE LONG AND WIL X  I DON´T KNOW WHY – BEATLES
POSTAGEM ORIGINAL: 14/10/2023
Pode ser uma arte pop de texto

ERIC CLAPTON – BACK HOME – 2005

É isso aí; ERIC PATRICK foi pegador serial. Pegou tantas e tontas que é difícil e desnecessário nomea-las.
Lembra da PATTI BOYD, que ele tomou de GEORGE HARRISON? Esteve com CARLA BRUNI, AHHH, vê aí… E vai no Google pra buscar o restante do prontuário que o jacaré abraçou, traçou, ao longo do périplo…
Mas, tio Sérgio é um cara sério. E, no almoço de hoje botou pra rebolar este CD adquirido nas estranjas, talvez um ano atrás.
ERIC CLAPTON é um clássico POP. Portanto, não faz discos ruins ou inaudíveis. Ao contrário, produz música agradável, algo LOUNGE, mesclando BLUES, POP, REGGAE, SOUL, R&B, e tudo aquilo que faz a turma bater a patinha no chão, enquanto bate papo e se diverte sem compromisso; ou come alguma coisa – gente incluída…
A banda é de veteranos que fariam de PADRE MARCELO a XUXA; até SEAL ou GIL renderem no pico de respectivos talentos…
É tudo muito legal se você, como eu fiz, esquecer que o gênio explícito ficou no passado, nos legando o profissional completo.
O cara canta bem, compõe bem e ainda toca baseado em certa centelha artística ancestral…
Seu momento atual é família; homem próximo do feliz, quase 80 anos, talvez sóbrio, e rodeado pelos filhos que ajudou rebentar; e por MELLIA McNERY, a esposa invicta há mais de 20 anos. Parece ter soterrado o ídolo priapico do passado.
Enfim, é o ERIC CLAPTON que aprendemos gostar na alegria e na tristeza; na saúde e na doença. Angela, minha mulher, MICHELLE e PAULO, nossos amigos, adoraram!
O CD eu paguei barato. Chegou antes da curra cambial e do PHALUS DEI entumecido ordenado pelo CONGRESSO, HADDAD e LUIZ INÁCIO.
Se for bem barato, então compre. Não há contra indicações!
POSTAGEM ORIGINAL: 14/10/2024
Pode ser uma imagem de 1 pessoa e texto