QUEEN DOIS MOMENTOS AO VIVO: QUEEN + ADAM LAMBERT – NO ROCK IN RIO – BRASIL EM 2015. & QUEEN + PAUL RODGERS, 2005. DVD LIVE IN SHEFFIELD.

Começo pelo ROCK IN RIO, 2015. Assisti ao SHOW inteiro deles com ADAM LAMBERT no vocal. E achei o seguinte:
QUEEN, O SHOW 1
No primeiro close no vocalista, e eu pensei cá com minhas cervejas: “Era o que faltava, o ALEXANDRE PATO saiu do São Paulo e foi jogar no QUEEN !!!!!!!!!!!!” ADAM LAMBERT é a cara do ex -atacante…
QUEEN, O SHOW 2
Foi legal? Foi. O ADAM LAMBERT canta direitinho, mas transita a uma eternidade do FREDDIE MERCURY. Assim como BRIAN MAY está abaixo, se comparado a seus contemporâneos RITCHIE BLACKMORE, do DEEP PURPLE; TOMMY IOMMY, do BLACK SABBATH; e MICHAEL SCHENKER do U.F.O. Nem vou falar da trinca BECK, PAGE e CLAPTON. BRIAN MAY é e sempre foi um guitarrista correto e de pouca imaginação.
QUEEN, O SHOW 3
ADAM LAMBERT é bom vocalista, mas é americano. Falta a ele a sutileza britânica necessária para um grupo de ROCK INGLÊS. É POP demais e, quando transita para o ROCK, não rola bem. Mas, funcionou nesta turnê. Depois, veremos…
QUEEN, O SHOW 4
O repertório? Ah, fala sério!!!! – é uma coleção de babas e canções POP ridículas; da estatura de LOVE OF MY LIFE, WE ARE THE CHAMPIONS, e quase tudo o que tocaram e cantaram durante a apresentação; e em seus próprios discos. A ex Presidenta Dilma renunciaria no dia seguinte, se tivesse assistido ao show até o final. Com HITS desse nível artístico, eu fico surpreso que nunca estouraram na América – a pátria da baba, das letras melosas e mal escritas, do ridículo executado com profissionalismo.
QUEEN, O SHOW 5
No final, mas que antipáticos! Nem mencionaram ou apresentaram o restante da banda ( Quem é o baixista? E o tecladista, como se chama?) Apenas o filho de ROGER TAYLOR nos foi apresentado; se chama RUFUS e, se bobear, também desponta para o anonimato. Acho que foi isto que assisti e sem colírio alucionógeno.
QUEEN 6
FRED MERCURY e MICK JAGGER sempre foram os dois maiores vocalistas de bandas que já existiram. Supremos no palco, mesmo quando consideramos ROBERT PLANT, IAN GILLAN, JIM MORRISON, MORRISSEY, ou quaisquer outros.
QUEEN 7
Eles começaram no vácuo do LED ZEPPELIN, lá por 1973; como quase todos do HEAVY METAL, ou do HARD ROCK; e, quando o LED acabou o QUEEN deslanchou. Mas longe da qualidade de PAGE, PLANT e companhia ilimitada.
O QUEEN sempre foi mediano. Mas, fez pelo menos dois discos essenciais: QUEEN 2, de 1974; e o clássico absoluto, A NIGHT AT OPERA, 1975 – onde está BOHEMIAN RAPSODY sua melhor e mais sofisticada canção; e um dos SINGLES supremos da história da música popular.
QUEEN 8 ,
As reencarnações do QUEEN não emplacaram bem, porque o FREDDIE MERCURY é insubstituível. Mesmo assim, com PAUL RODGERS ficou bastante bom. Houve um quê de HARD ROCK e BLUES que mais ou menos encaixou. Porque PAUL RODGEERS é, possivelmente, o maior cantor de ROCK de todos os tempos. Tem carreira e luz própria, e repertório superior ao do QUEEN.
QUEEN 9 Este DVD com PAUL RODGERS mescla repertórios de ambos; ficou bom. E deixa mais ou menos no mesmo nível de importância os dois artistas. É justo. E funcionou.
Seja como for, o QUEEN é um dos ícones do POP/ROCK. Tem o que mostrar. E soube construir a carreira durante e após FREDDIE MERCURY. De resto, é opinião pessoal gostar demais, ou nem tanto – com o TIO SÉRGIO aqui.
Ainda assim, tentem.
POSTAGEM ORIGINAL: 19/09/2023
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DAVID GILMOUR – “RATTLE THAT LOCK” – 2015 – BOX SET – EDIÇÃO JAPONESA: 1 CD + 1 CD – VÍDEOS, EXTRAS, BOOKS, POSTER, BRINDES, ENCARTES, UMA PALHETA, E CONFIGURAÇÕES DE AUDIO, VÍDEO e ETC… ETC…

Talvez seja regra circundada por mistérios: um supergrupo de enorme sucesso é empreendimento criativo que transcende a soma das partes que o compõem.
E por mais que tentem, quando há mais do que um talentoso acima da média é difícil que se entendam e continuem operando junto. O segredo não é a a soma, e sim a sinergia.
Aconteceu com os BEATLES, que ao romperem deixaram claro o quanto eram diferentes os quatro integrantes, um em relação a cada outro. E as respectivas carreiras solo demonstram.
Com o PINK FLOYD deu-se o mesmo. Banda muito diferente no cenário musical inglês de 1966, era formada por meninos de classe média alta, ao contrário dos BEATLES, STONES, YARDBIRDS, etc…
Rapidamente saíram fora do BEAT ROCK, e começaram a se apresentar no U.F.O CLUB, lugar de vanguardas. Outro papo.
ROGER WATERS, NICK MASON e RICK WRIGHT estudavam engenharia, gostavam de JAZZ, BLUES e MÚSICA DE VANGUARDA.
SYD BARRETT, o primeiro guitarrista, era filho de um famoso patologista. E sua mãe lecionava em escola de elite, onde foi professora de DAVID GILMOUR, também filho de professores universitários. Ou seja, todos vieram da elite britânica.
GILMOUR ensinou SYD BARRETT a tocar guitarra, foi convidado para entrar na banda, e o substituiu quando enlouqueceu…
A liderança do PINK FLOYD pendia entre GILMOUR e ROGER WATERS – um vanguardista, com eixo maior na música contemporânea. Muito criativo, bom contrabaixista e cantor, foi o principal compositor. Divergências pessoais e principalmente artísticas impulsionaram a saída de ROGER, em 1983. Então, ele exigiu que o grupo fosse desfeito. Brigaram.
Mesmo assim, a banda prosseguiu aos trancos e barrancos sem ele, mas com enorme sucesso. Em 2005, todos chegaram a um acordo. E hoje, o nome pertence a NICK MASON.
Sucesso retumbante para uma proposta de vanguarda, o PINK FLOYD vendeu mais de 250 milhões de discos, ganhou GRAMMYS e está no ROCK AND ROLL HALL OF FAME, desde 1996. Os integrantes remanescentes tornaram-se, e continuam, milionários. Merecidamente, diga-se!
“SIR” DAVID JON GILMOUR, hoje dono de uns $ 150 milhões de dólares em patrimônios variados, lá pelos 30 anos de idade era muito boa pinta.
Há um meme com a foto dele que viralizou na INTERNET anos atrás. Aparece uma velhinha rezando para um suposto JESUS CRISTO.
Loiro, olhos azuis, cabeludo, seria a imagem idealizada do CRISTO no imaginário ocidental….
Mas, é o preclaro futuro SIR DAVID GILMOUR…
Voltando ao que interessa, GILMOUR foi eleito o sexto maior guitarrista da HISTÓRIA pela revista GUITAR WORLD. E o décimo quarto pela revista ROLLING STONE. É instrumentista muito hábil, extraordinário.
Estilo reconhecível no primeiro compasso; é técnico, timbre elaborado, e foi o criador da “FUSION” BLUES/PROGRESSIVO que, sempre, permeou a sonoridade do PINK FLOYD, ajudando a conformar o ROCK PROGRESSIVO, algo lento, suave, melodioso e viajante que distingue a band dos concorrentes.
Em sua carreira solo, de poucos discos e DVDS gravados, com banda perfeita, permanece o guitarrista único, com a levada rítmica característica, e a sua voz pequena, algo BLUESY e rouca, mas personalíssima e bem postada.
RATTLE THAT LOCK – 2015
Foi sucesso artístico e comercial ao longo do tempo. É ótimo álbum, e algo diferente dos anteriores.
Menos rebuscado, traz a guitarra de GILMOUR, o motivo principal para comprar seus discos, “iluminando” as várias composições onde o PROG ROCK MODERNO se destaca.
E há faixas surpreendentes. Como a sofisticada, sensual e misteriosa “THE GIRL IN THE YELLOW DRESS”, “kind of” – digamos – de música francesa, temperada com JAZZ ao estilo da década de 1940. No BOX, inclusive, bela animação por computador.
É interessante a inspiração para “RATTLE THAT LOCK”, a faixa título. Ele estava em uma estação, na França, quando ouviu o “SINAL” que avisava da movimentação dos trens: curto, sonoro e imediatamente distinguível.
DAVID gostou tanto, que entrou em contato com o autor do “JINGLE”, um publicitário francês. O cara não acreditou quando ele anunciou seu nome! e, claro, participa como coautor da faixa.
A música foi criada a partir de uns “5 segundos” de som marcante.
E a canção recebeu diversas remixagens, inclusive por DJ, para tocar em clubes.
Essencialmente, é a clássica levada de GILMOUR na guitarra. Preserva um quê de “ANOTHER BRICK IN THE WALL”, do PINK FLOYD, temperada por “TIME OF THE SEASON” dos ZOMBIES. É animada, dançável e foi sucesso.
DAVID GILMOUR está casado desde 1994 com a jornalista e poetisa POLLY SAMSON, que é autora de vários livros, e diversas letras no disco. Ela fez coisas também para “”ENDLESS RIVER, do PINK FLOYD”.
A presença de uma “profissional” das letras corrigiu, digamos, possíveis imperfeições. DAVID se percebe mais à vontade para cantar, mais bem “encadeado” entre a melodia e o texto.
No BOX muito luxuoso, há dois livros capas duras. O primeiro, com letras e fotos. E, no segundo, o “livro dois” de “O PARAISO PERDIDO”, de “JOHN MILTON”.
É poesia clássica inglesa que descreve a “EXPULSÃO DE SATÃ DO PARAÍSO PARA O INFERNO”; após tentar um “GOLPE DE ESTADO” contra o “AUTORITARISMO DIVINO”. Mas, satã retorna ao Paraíso e “oferece” o fruto proibido para EVA comer. E o mundo deu no que deu…
Metaforicamente, significa a rebelião e a instauração do LIVRE ARBÍTRIO, com a responsabilização do indivíduo por seus atos. POLLY SAMSON compôs letras baseadas nisso. Talvez, de um jeito muito sutil, houvesse a pretensão de criar álbum conceitual.
Seria?
No BOX estão dois discos. Um CD com a gravação original propriamente dita. E o DVD com animações, remixes de faixas, out takes, e um excelente “MAKING OF” – inclusive com ensaios para gravar.
Está lá, talvez o melhor motivo para se ter esse luxuoso BOX. As batizadas “BARN JAMS, ensaios gravados no estúdio da “casinha” de GILMOUR.
É material antigo e inédito. RICK WRIGHT era vivo, e participou com sua harmonização nos teclados, dando o clima para os solos de DAVID, o baixo de GUY PRATT, e a bateria correta de STEVE DI STANISLAO.
Todos integradíssimos, menos RICK WRIGHT, que havia morrido, participaram anos depois na confecção deste álbum.
A presença de PHIL MANZANERA, DAVID CROSBY, GRAHAN NASH, JOOLS HOLLAND e vários músicos, orquestra, e cantores de alto nível artístico e profissional completam o time que gravou a obra.
Estão nesta postagem dois DVDs muito bons; inclusive o LIVE AT POMPEII, da turnê de 2016/2017.
Quer dizer, é um kit completo para entender e degustar sob várias perspectivas, DAVID GILMOUR, e sua memorável arte.
Procure conhecer.
POSTAGEM ORIGINAL: 20/09/2023
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THE NEON PHILLHARMONIC – THE MOTH CONFESSES – JANEIRO 1969

Vou começar da seguinte forma:
Esse disco foi lançado em janeiro de 1969, e no encarte há um sub – título “A PHONOGRAPH OPERA”. TOMMY, do THE WHO, foi lançado em 12 de maio de 1969.
É chatice abissal discutir idades, ideias prévias ou detalhes sobre supostas competições, porque chamar alguma coisa de ÓPERA ROCK tornou-se clichê daqueles tempos em diante, e geralmente era falsa informação, marketing. Pura FAKE NEWS.
Esse disco é uma curiosidade artisticamente bem elaborada, que teve sua gênese em tempos de inventividade incontestável.
O NEON PHILLHARMONIC não era exatamente um grupo – para variar -, mas projeto de um compositor de vanguarda meio escondido chamado “TUPPER SAUSSY”, que concebeu o disco e juntou-se ao cantor de estúdio, DON GANT, e a outros músicos profissionais, e usou parte da ORQUESTRA SINFÔNICA DE NASHVILLE.
O resultado é uma obra PROGRESSIVO-PSICODÉLICA, orquestrada de jeito semelhante aos nossos ARTHUR VEROCAI e ROGÉRIO DUPRAT, e de arranjadores americanos dos discos da COLUMBIA RECORDS, da época.
SAUSSY era um visionário. Embatucou que faria uma ÓPERA POP, e procurou assistir às “piores produções em cartaz” para entender o “porquê de serem consideradas ruins”!!!
E fez uma “ÓPERA” com uma única voz, para ser escutada em disco, e não encenada.
O personagem era “livre como uma mariposa” (MOTH, em inglês ), errática, fascinada pelas luzes e solitária. Metáfora para o nome do álbum e certamente para ele mesmo.
TUPPER era leitor de escritores do realismo fantástico, JORGE LUIS BORGES, principalmente. Tinha formação musical e ousadia suficiente para aproveitar as novas tecnologias de gravação e ideias correntes no final dos anos 1960.
Misturava coisas do dia-a-dia com ficção, elaborava letras misteriosas, livres, típicas de quem havia lido e escutado DYLAN, JAMES JOYCE, KAFKA…, e dava fluxo às ideias de forma subjetiva, a tal “STREAMING of CONSCIENCE”.
Resultado: criou música livre, nada ortodoxa, melódica e algo difícil, e muito original. Desse disco saiu um pequeno mas cult sucesso do “SUNSHINE POP”, a lindíssima “MORNING GIRL”. Consiga o disco para a sua discoteca. É imprescindível.
Uma historinha pessoal:
Esse disco saiu por aqui, na época, e eu o comprei. Certo dia um incauto amigo fez um bailinho na casa dele e pediu para eu “discotecar” a gandaia.
Não tive dúvida e levei “os meus discos”.
Tragédia terminal!!! Num certo momento, e sei lá O porquê, coloquei esse disco pra tocar. Foi protesto em nível de agressão! Alguns amigos me “liberaram” da vitrola…não muito gentilmente…
Quando fui ao quintal para tomar uma cerveja o disco estava com barbante passado pelo furo e amarrado no varal junto com as roupas lavadas!!!
Meu eterno amigo/irmão Aldahyr Ramos, havia pegado o disco, colocado na privada e dado descarga…
Estava secando no varal por causa disso…
Não estragou…
POSTAGEM ORIGINAL: 27/09/2020
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THE BRIT BOX – 1984 / 1999 – RHYNO 2007

O INDI ROCK BRITÂNICO PÓS PUNK E ALÉM NEW WAVE. 78 MÚSICAS MAPEANDO TUDO!
COLEÇÕES FAZEM PARTE DE UM “HABITAT” MAIS AMPLO; E FORMAM CONCEITO MAIS RESTRITO. QUEM GOSTA DE TUDO CRIA DISCOTECA; PORQUE AMPLA, GERAL E IRRESTRITA.
O COLECIONADOR É, POR PRINCÍPIO, UM “SELETIVO”. PORTANTO, ESCOLHE SE APROFUNDAR EM PREFERÊNCIAS; SEJAM POUCAS OU MUITAS. HÁ OPÇÕES VARIADAS: ESTILOS, ÉPOCAS, ARTISTAS, GRAVADORAS, ETC… CADA UM ESCOLHE.
PARA COLECIONAR LEGAL, EU ACHO IMPORTANTE A NOÇÃO DE ASCENDÊNCIA E CONSEQUÊNCIA DOS OBJETOS. QUER DIZER: VOCÊ CONHECERÁ MELHOR SE VIAJAR PARA O ANTES E O APÓS. O TERRENO FICA MAIS BEM MAPEADO.
EU TENHO DISCOTECA BASTANTE ECLÉTICA E, DENTRO DELA, VÁRIAS COLEÇÕES.
NA PARTE DO ROCK EU FOCO, BASICAMENTE, DO “ROCK AND ROLL ANOS 1950”, AO “ROCK PROGRESSIVO”, “FUSIONS” DIVERSAS; PASSANDO PELO “BEAT”, “PSICODELIA”, “HARD ROCK” E MIL ARTIMANHAS.
NO ENTANTO, ESCALEI A DISCOTECA PARA ALÉM DOS ANOS 1980, MANTENDO O QUE ACHO MAIS INTERESSANTE. ENTÃO, CORTEI MUITA COISA E MANTIVE OUTRAS, TIPO ESTE BOX MAGNÍFICO.
INTERESSANTÍSSIMO, ALIÁS!
CERTA VEZ, ASSISTI A UM FILME ALGO CHATO MAS PROFUNDO, “LOST IN TRANSLATION”, COM BILL MURRAY. O TÍTULO EM PORTUGUÊS EU ESQUECI. O TEMA BÁSICO, A MEU VER, VIAJAVA FORA DA TRILHA SONORA REPLETA DE “BRIT POP”, “SHOEGAZE”, “NEO-PSICODELIA”, GUITARRAS E EFEITOS.
ENTÃO, LEMBREI DO “BRIT BOX”, AQUI. SÃO QUATRO CDS, E O REPERTÓRIO VAI DOS “SMITHS”, EM 1985, ATÉ “GAY DAD”, COM OH, JIM, EM 1999 (???).
VOCÊ GOSTA DE “STONE ROSES”, “RIDE”, “TEENAGE FAN CLUB”? OU CURTE “BLUR”, “MY BLOOD VALENTINE” OU “JESUS & MARY CHAIN”? PREFERE VIAJAR COM “THE VERVE”, “ECHO & THE BUNNYMEN”, “CURVE”, “RIALTO” “SPIRITUALIZED” E “LUSH”? ESTÃO TODOS AQUI! E MAIS UM MONTE DE NÃO FAMOSOS, CULTS E/OU IMPRESCINDÍVEIS.
O BOX É UM LATIFÚNDIO POP IMENSO! BELAS E FERAS CANTANDO: “LIZ FRASER”, DO “COCTEAU TWINS”; “LAETITIA SADIER”, DO “SAINT ETI’ENNE” E OUTRAS MENINAS VIAJANTES QUE POVOARAM A ÉPOCA.
É, TAMBÉM, ARTEFATO ESTETICAMENTE MARAVILHOSO, UM MUST IMPERDÍVEL ACONDICIONADO EM CAIXA COM DESIGN MATADOR; CONTEÚDO MUITO LEGAL DE ESCUTAR E TER; E TRAZ EXCELENTE LIVRO COM FOTOS E TEXTOS; EXPONDO CADA FAIXA, AS BANDAS E MÚSICOS; NO CONTEXTO ARTÍSTICO ONDE ESTAVAM INSERIDOS. É VISÃO AMPLA DAS MELODIAS TÍPICAS DO POP INGLÊS “PÓS BEATLES”.
PARA QUEM PRETENDE COLECIONAR AQUELES TEMPOS, É EXCELENTE COMEÇO!
SE AINDA ACHAR POR AÍ, NÃO PERCA; PERCA-SE NELE!
POSTAGEM ORIGINAL: 27/09/2020
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THE WHO: ROCK IN RIO 2017, OUTROS SHOWS E A ESSÊNCIA DA OBRA.

Os que se interessam por ROCK acho que não se surpreenderam com o que viram na televisão. Assistiram ao MITO, finalmente. Mas, a todo MITO deve corresponder um RITO, que pode ser mais ou menos convincente.
O RITO é o show, a performance. E, há mais de 40 anos THE WHO deixou de se apresentar com a plástica iconoclasta convincente.
E por que?
Porque envelheceram. E permanece, e sempre houve insuficiência artística em ROGER DALTREY. O que ele tinha ou tem como performer e carisma jamais se expressaram no palco enquanto cantor.
DALTREY desafina e geralmente não aguenta os shows. E, nos discos solo, muitas vezes ficam “visíveis/audíveis suas falhas, que, muitas vezes, são honestamente incorporadas às gravações.
Claro, é apenas minha opinião…
Mas, jamais o vi DALTREY ao vivo igualar-se ao que fez no FESTIVAL DE WOODSTOCK, 1969, onde o quarteto teve performance memorável, e talvez não superada em eletricidade e emotividade. Foi um dilúvio sobre a plateia!
THE WHO, sob quaisquer critérios, é um dilúvio de emoções inigualável. SÃO E FORAM “A” BANDA DE ROCK PESADO. Ponto!
Meu coração dispara até hoje sempre que escuto, ou assisto ao que fizeram em “SEE ME, FEEL ME” e “SUMMERTIME BLUES”.
Talvez o mesmo deva ser dito sobre “THE WHO LIVE AT LEEDS”, de 1971, até hoje justamente considerado um dos tops em apresentações ao vivo.
PETER TOWNSHEND, claro, também não toca ou pode tocar como antigamente. Ele tem problemas de saúde que o impedem. E, mesmo sendo compositor do primeiro time da música popular do século vinte, e autor de um dos HINOS DO ROCK de todos os tempos: “MY GENERATION”; esperar do talentoso PETE algo acima de sua capacidade física é desrespeito inaceitável!
Com tudo isso, e daí?
A carreira da banda é espetacular entre os LPS “THE WHO SINGS MY GENERATION” e “QUADROPHENIA”. E todos os discos são excelentes, inclusive o clássico seminal e meio chato “TOMMY”.
E sem dizer que a constelação de SINGLES está entre as mais sensacionais da HISTÓRIA DO ROCK!!!! .
Observe na foto a sequência dos três CDS que compõem “THE WHO ESSENTIAL”, 2020, aula magna resumida! E a maioria foi reproduzida na apresentação que vimos, aqui, no ROCK IN RIO, 2017.
Vou contar uma historinha pessoal. Como quase todos da minha geração de OLD ROCKERS (roqueiro velho, mesmo…) eu adoro THE WHO!
No final dos anos 1960, gastei uma baba do meu irrisório salário para adquirir um LP dos ELECTRIC PRUNES, e dois SINGLES; um deles foi THE WHO, “I CAN SEE FOR MILES/ PICTURES OF LILY”, edição da MCA americana, e DOIS dos melhores ROCKS de todos os tempos, em gravação MONO acima do espetacular!
Até então, eu não havia escutado nada de tão violento e abrangente, do ponto de vista sonoro. Em cd até agora acho que não conseguiram reproduzir o impacto do SINGLE!
Voltando ao show, fiquei surpreso com as excelentes performances do filho de RINGO STARR, o também baterista ZACK STARKEY!!! E do baixista (seria o PINO PALADINO?); e, não juntei nome à figura conhecida do velhinho dos teclados, nitidamente debilitado, mas autenticamente ROCKER!!!!
Senti encantamento e compaixão!
O show em si foi mediano, claro, mas inesquecível! Homenagem justa e mútua de nós para eles e deles para nós.
Cobriram a obra toda e deu para se fazer uma avaliação artística da ascensão, do auge e da decadência do MITO.
Claro, eles como toda aquela geração, flertam com o final inexorável. Mas, eles vão para o PANTEÃO. Em vez do descanso eterno e nada pacífico nas tumbas do POP.
THE WHO é e foi imprescindível!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 24/09/2023
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PAUL RODGERS & COMPANY, THE HENDRIX SET, E.P. – EDIÇÃO LIMITADA, LANÇADO EM 1993.

 APROVEITAEI A VINDA DO JOURNEY PARA POSTAR ISSO AQUI!
COM NEIL SCHON, GUITARRA, NO AUGE DA FORMA; TOD JENSEN, BAIXO; E DEAN CASTRONOVO, BATERIA. CINCO FAIXAS DE JIMI HENDRIX, GRAVADAS AO VIVO EM CONCERTO.
SE UM DIA DEREM DE CARA COM ESTE ARTEFATO COMPREM NO ATO. PORQUE É SHOW DE BOLA!
POSTAGEM ORIGINAL: 16/09/2024
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JOSS STONE, A DIVA POP DESCALÇA, AMY WINEHOUSE; E A CONCORRÊNCIA QUE A MORTE EXTIRPOU

Duas meninas inglesas, talentos explosivos e incontornáveis, cruzaram vidas e vozes nas rádios, shows e gravadoras. E, talvez, nunca tenham se encontrado pessoalmente!
Eu realmente não sei, mas não vi referência do que estou escrevendo aqui em lugar nenhum…
Elas foram a bola da vez quase ao mesmo tempo, entre 2003 e 2011. E, de certa forma, pagaram preço alto em momento histórico de transformações de mercados e tecnologias. A indústria da música estava, e continua em crise.
Então, o que fazer quando surgem pedras valiosas, semilapidadas, e ocupando praticamente o mesmo espaço artístico? JOSS e AMY são excelentes cantoras basicamente de música negra, e suas imensas variações.
A gravadora ISLAND, filiada à UNIVERSAL MUSIC contratou AMY WINEHOUSE. E uma pequena gravadora, a S CURVE, levou JOSS STONE; que depois foi para EMI.
AMY WINEHOUSE, garota pobre, família disfuncional, consumidora de drogas, voz contralto nítida, atitudes antissociais, cantava REGGAE/SKA, HIP-HOP, e ETC… em bares da Inglaterra.
Gravou pela primeira vez em 2003. “FRANK”, seu álbum de estreia seguindo o novo R&B , HIP-HOP, foi elogiado e fez algum barulho. Mas, AMY somente arrasou em 2006, com “BACK TO BLACK”. Disco de letras agressivas, mas calcado na sonoridade tradicional do R&B. Foi o disco mais vendido de 2007, com seis milhões de cópias!!!
JOSS STONE, adolescente de classe média descoberta em Londres, foi enviada para NOVA YORK, onde imediatamente assinou contrato, e se transformou em sensação internacional, em 2003, aos 16 anos de idade!
Ela já saiu “cantando…pneus”, e seus dois primeiros discos SOUL SESSIONS, 2003; e MIND, BODY AND SOUL, 2004, também de R&B / SOUL tradicionais, venderam mais de 5 milhões de cópias!
Observe as estratégias: são inversas. AMY WINEHOUSE começa, no mesmo ano que JOSS, 2003, gravando o R&B modernizado da época.
E vai para o “tradicional”, em seu disco seguinte, onde está claramente influenciada pelo cantar de DINAH WASHINGTON e BILLIE HOLIDAY.
AMY infelizmente teve pouco tempo, mas deixou quase pronto o que poderia fazer dali em frente. Em “LIONESS, HIDDEN TREASURES”, seu disco póstumo, 2011, ela ensaia repertório mais abrangente.
Vai de clássicos POP da década de 1960, como OUR DAY WILL COME, com dezenas de versões – como a feita por JULIE LONDON, por exemplo; e WILL YOU LOVE ME TOMORROW, hit das SHIRELLES, e cheio de outras versões, ao longo das décadas…
AMY fez dueto com TONY BENNETT; teste definitIvo do POP ADULTO possível para o seu background e características vocais.
Um recado claro, mas difuso, quem sabe…
JOSS STONE, quatro anos mais jovem, é “cria espiritual” de ARETHA FRANKLIN e JANIS JOPLIN, com respingos de DONNA SUMMER, e DUSTY SPRINGFIELD – referência inevitável para qualquer cantora inglesa dos últimos 50 anos.
JOSS começou tutorada por BETTY WRIGHT, veterana de R&B, com sucessos marcantes na década de 1970.
Professora exigente, ela ensinou JOSS a usar adequadamente a voz, e os maneirismos dos clássicos da SOUL MUSIC e do R&B, em canções intensas, e difíceis de cantar e interpretar. BETTY ainda participou nos vocais em gravações e shows.
Eu só me lembro de ter assistido uma vez a estreia de gente tão jovem e com tanta energia: MARIA BETHANIA cantando CARCARÁ, quando tinha uns19/20 anos. Abalou as estruturas do teatro!!!! Eu estava lá, e tinha 14 anos… Inesquecível!!!
JOSS STONE fez o DVD na foto, em 2004. Juntou o repertório dos discos iniciais, e acompanhada por banda impecável gravou show simplesmente fantástico!
Tinha 16 anos e a voz diferenciada já estava sendo mudada. JOSS cantou belamente, demonstrou carisma, descontração e domínio de palco. Para uma adolescente já linda, mas corpo ainda em formação, ficou justificada sua fama de grande promessa.
Depois, foi preciso testa-la junto ao mercado jovem. Porque não faria o menor sentido uma quase menina dedicar-se a repertórios tão adultos, que exigem maturidade e sensualidade.
Os pais cuidavam dela. A mãe ia junto nas viagens, etc… – e certamente não permitiriam exageros.
Assim, a sequência de discos, já sem o sucesso dos iniciais, é composta por SKAS; do novo R&B; HIP-HOP; e voltados para a moçada, em geral.
A exigência da voz também é menor, mais adequada ao repertório. São discos bons, mas não memoráveis:
“INTRODUCING”, 2007, mescla NEO SOUL, HIP-HOP, e tem boa participação de LAUREN HILL, sucesso notório na época. “COLOUR ME FREE”, 2009, é menos intenso, e vai na mesma linha.
Em 2011, fez “LP1”, com DAVID STEWART, ex-EURYTHMICS e BANDA. É POP mais pesado, com guitarras e arranhando o ROCK. A voz de JOSS já está bem madura.O volume dois de “SOUL SESSIONS”, saiu em 2012. Um ensaio para a volta ao R&B mais original.
E, finalmente, em 2015 “WATER FOR SOUL”, a sequência POP, SKA, REGGAE e R&B. Foi o derradeiro álbum de inéditas. E talvez haja relação com a briga e processos contra a gravadora EMI, para o rompimento de contrato.
Em vinte anos, JOSS STONE gravou relativamente poucos discos. Mas, cantou com muita gente; JAMES BROWN, SLY STONE: MICK JAGGER, STING, PAT LABELLE, AL GREEN, etc… Ela vendeu mais de 40 milhões de discos, nos diversos formatos.
Não deixou de excursionar e, nesse momento, a turnê de 20 anos de carreira, que já passou pelo BRASIL e gira o mundo, prossegue bem sucedida. Prestem atenção na banda fantástica que a acompanha, principalmente no guitarrista STEPHEN DOWN – um exuberante!!!
Eu assisti a vários SHOWS COMPLETOS e de épocas diferentes. JOSS, agora com 35 anos, está cantando melhor do nunca! Madura, linda, carismática e dona do palco. Está claramente transitando para repertório mais adulto de R&B, SOUL, e adjacências; rearranjando o acervo base, e os antigos sucessos para o seu público que, é lógico, também amadureceu.
A grande vantagem de JOSS STONE foi nunca ter sido uma SANDY, por exemplo. Ela não começou carreira cantando músicas que jamais se adequariam à maturidade. JOSS não entrou em crise com a própria carreira. Como provam seus shows atuais.
Oito anos de distância do último disco certamente ajudaram JOSS retornar em outro nível. E com suas marcas registradas, cantar descalça e distribuir girassóis ao público.
Ela é SUPER DUPER!
POSTAGEM ORIGINAL: 16/09/2023
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JAN GARBAREK GROUP – PHOTO WITH BLUE SKY -1978 – ECM

E não só ele, sax alto de talento evidente. Um grupo jazzístico que tenha o baixista EBERHARD WEBER; JON CHRISTENSEN, na bateria; e JOHN TAYLOR, no piano é infenso a vulgaridades e caminha para longe do óbvio!
O disco é de 1978; a minha edição em Cd é alemã dos anos 1990. O som talvez ajudado pelos ajustes de cabos em meu set-up, está “demoniacamente angelical” nessa tarde, em Guarujá.
Sobre a música?
É tudo o que se pode querer da modernidade decorada por avanços artísticos naturalizados por melodias magníficas! É o conhecimento das vanguardas traduzido para a musicalidade explícita; a beleza construída à distância do convencional, mas soando equilibrada para quaisquer ouvidos. É difícil alguém não gostar!
Para não falar do espetacular e meticuloso sax tocado por GARBAREK. Se você tiver de escolher somente um disco da sideral gravadora ECM escolha este “PHOTO WITH BLUE SKY…” É resumo de obras intensas e indispensáveis.
Compre o quanto antes! É para a vida inteira, e a capa te convida a viajar.
POSTAGEM ORIGINAL:05/09/2019
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QUARTETO 004 & TOM JOBIM – 1968 – RETRATO EM BRANCO E PRETO

Raridade relançada pela DISCOBERTAS traz o bom quarteto vocal, algo entre o TAMBA TRIO e o MPB 4, mas sem o talento desses.
O repertório é de primeira, TOM, CHICO, BADEN POWELL entre outros, e a presença luxuosa de TOM JOBIM em quatro faixas; e mais alguns arranjos e orquestrações de craques como ARTHUR VEROCAI E WALTEL BRANCO.
A capa espetacular é de MILLÔR FERNANDES, e a produção gráfica é adequada. O texto da contracapa foi escrito pelo TOM JOBIM.
Mas, infelizmente, ficamos sabendo quase nada sobre o grupo. Nomes para mim desconhecidos. A gravadora original é pra lá de obscura: CODIL.
Tudo considerado um disco para constar de coleções. Quando comprei, o preço médio era em torno R$14,00 mandacarus. Valeu a pena, é claro!
POSTAGEM ORIGINAL: 06/09/2019
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TRIÂNGULO AMOROSO: NARA, RITA E FRANCISQUINHA. E EU OUVINDO DE FORA!

É como vejo as três. Mais próximas do que suporiamos.
“FRANÇOISE HARDY” é um cruzamento simbiótico entre “NARA LEÃO” e ‘RITA LEE”. Ela tem a “brasilidade cool” e bossanovista de “NARA”, e o espírito roqueiro de “RITA”. Funcionou…
“FRANCISQUINHA” – para os íntimos – , em MESSAGES PERSONELLLS, a exuberante coletânea com 3 CDS, 64 músicas, livreto, fotos, etc…, lançada em 2002 , sai do FOLK típico anos 1960; passa pelo POP FRANCÊS temperado por BOSSA NOVA, durante as décadas de 1970/1980. E dos 1990 em diante, ela encara o ROCK ALTERNATIVO sofisticado; e deságua no DANCE com os PET SHOP BOYS, o AIR e o BLUR!
É viagem ampla, geral e irrestrita de música e charme; com a voz celestial e sem exageros que FRANÇOISE sempre nos brinda!
NARA LEÃO, mesmo nascida no Espírito Santo, é a “carioca antiprotótipo”, e nunca “estereótipo’. Tem o espírito da turma do LEBLON. Aquela verve nautural de moça sofisticada de alta classe média.
Era antenada, vanguardista, educada e visionária; talvez a primeira a juntar o SAMBA DO MORRO CARIOCA à BOSSA NOVA, no início dos 1960. NARA ampliou muito o público para coisas brasileiras fundamentais. Ela compreendeu e jamais descriminou o novo POP de seu tempo, a TROPICÁLIA; fenômeno sócio – cultural em meados daquela década. NARA defendeu o uso de guitarras elétricas; inovações artísticas subversoras; e a integração benvinda com o POP INTERNACIONAL.
NARA LEÃO, foi pessoa generosa; enxergou um Brasil virtuoso, onde conviveriam a tolerância, a curiosidade e a gentileza.
Sua voz pequena e o sotaque delicioso de carioca refinada; expressavam a modernidade, já minimalista, precisa; concisa. NARA cantava bem – muito bem!!! – e com a naturalidade dos que são donos de si mesmos. Foi uma glória brasileira “IDEAL TIPO”! – Alô, Alô, MAX WEBER, baixa o teu espírito no TIO SÉRGIO aqui!
E o box que congrega os CDs é muito bonito!
E RITA LEE?
Ora, CAETANO VELOSO a definiu como a mais perfeita tradução da modernidade que SÃO PAULO exalava! RITA era excelente cantora de POP-ROCK. Das três talvez tenha sido a mais limitada artisticamente. O talvez é fundamental…
RITA tem história e arte; desenvolveu estilo próprio e identificável. E sua importância ainda não foi totalmente mensurada. Ela nos deixou há relativamente pouco tempo. Haverá estudos sobre o legado; e descobertas, compreensões, conclusões mais amplas.
RITA LEE representa o lado irreverente e iconoclasta do Brasil contemporâneo, cosmopolita, tolerante e liberal. Integrado a modernidade internacional.
Postei dessa forma e com tais palavras, porque vejo nas três continuidades presentes em cada uma delas.
Acho que discotecas e coleções civilizadas expõem completude com essas mulheres fascinantes.
Use e abuse.
POSTAGEM ORIGINAL: 07/09/2019
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