U2 – A BANDA POP MAIS BEM SUCEDIDA DE SUA GERAÇÃO

Por volta de 1986, consolidou-se uma nova perspectiva no mundo do ROCK. Três bandas disputavam a primazia cultural: SMITHS, R.E.M e U-2. Formaram o trio de ferro dos anos 1980.
Cada um na sua, e todas famosas por motivos diferentes, mas desigualmente importantes? Parece que sim!
Eu me recordo de que o lançamento de discos dos SMITHS por aqui, foi exigência inegociável da crítica. Meu amigo Fernando Naporano, entre eles.
A perspectiva gay, com letras nada ambíguas; ROCK emulando um quê de ROCKABILLY e algum tingimento de PSICODELIA; e um ótimo vocalista tangenciando ROY ORBISON. Um furor internacional merecido.
Mas, acabou em lágrimas, deixando dois ícones: MORRISSEY e JOHNNY MARR, o guitarrista.
O R.E.M, era ROCK ALTERNATIVO tocado em rádios universitárias, com aquele libertarismo à americana, engajado em causas não muito explícitas, e sonoridades mais cruas e tradicionais, abriram a vereda para o futuro GRUNGE e a geração do final dos 1980, como os PIXIES, entre vários.
Acabou em balões de oxigênio, metaforicamente dizendo, e lembrados, como quase tudo o que é feito na América, pela falta de melodias mais elaboradas. Mas, é ROCK de verdade!
O U-2, está por aí desde 1977. São longevos e veteranos.
Alguns dirão que são estilistas, e reconhecemos o som que fazem à distância, e galáxia adentro. De Vênus a Urano, por exemplo.
Durante uns 20 anos, mais ou menos, repetiram-se melhorando. Depois, fizeram alguns discos mais próximos à sonoridade contemporânea usando eletrônica.
São ótimos de palco, e Bono é cantor adequado e carismático.
Continuam mantendo a mesma bandeira da rebeldia “bom-mocista” contemporânea, transformada em causas humanitárias que ninguém ousa contestar. Criaram um jeito muito confortável de fazer protestos, e ficar politicamente corretos e na moda.
Não ofendem ninguém…E o COLDPLAY é nitidamente inspirado neles, e muito menos criativo.
Alguém sabe dizer qual o melhor disco deles? Para mim permanece “UNFORGETABLE FIRE”, muito parecido com os posteriores mais próximos, mas que consolidou o jeito U-2 de se expressar.
Sempre que aparecem em qualquer canto da Terra, congestionam o trânsito ao redor. Excursionam mais do que os STONES e o IRON MAIDEN.
Duas bandas que fazem ROCK melhor do que eles.
Eu gosto. Mas, vivo muito bem sem ouvi-los!
POSTAGEM ORIGINAL: 19/102022
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CLIFF BENNETT & THE REBEL ROUSERS, A FORÇA DO “RHYTHM AND BLUES” NO BEAT ROCK INGLÊS, NA DÉCADA DE 1960. E OUTROS INESQUECÍVEIS

Sempre posto coisas de minha discoteca, e tento enriquecer as perspectivas evitando “diagnósticos definitivos”.
Claro discos, artistas, e obras de arte em geral sofrem ação dos tempos e da História das sociedades onde foram criados. Também de várias circunstâncias e até de outros lugares onde tenham sido apreciados.
Os discos na postagem são parte da complexa rede que formou o ROCK INGLÊS da década de 1960 em diante.
A maioria é de personagens menores que tinham o R&B na base, e outros componentes da grande feijoada POP daqueles tempos.
Mal comparando, aqui são todos mais para os ROLLING STONES, do que para os BEATLES. E quase a totalidade gravou em um desvão que junta o estilo das duas bandas mais importantes da GRÃ BRETANHA.
Sacaram? Aceito de bom grado um talvez…
Posto essa enxurrada de raridades, porque este mês CLIFF BENNETT & THE REBEL ROUSERS teve matéria na revista RECORD COLLECTOR. O grupo foi batizado com o nome de música de DUANE EDDY, guitarrista americano criador da maioria dos “RIFFS LUGAR COMUM” do ROCK, e que a gente ouve por aí até hoje!!!!
A banda é bem legal. Tem um QUÊ do DAVE CLARK FIVE. Inclusive no vocal de BENNETT, que emula MIKE SMITH, mas oscila de VAN MORRISON a STEVE MARIOTT.
Claro, claro, a voz e interpretação de CLIFF BENNETT tem alfinetes de WILSON PICKETT e ARTHUR CONLEY. E de seu ídolo mor: JERRY LEE LEWIS. O ROCK e a BLACK MUSIC americana estão na genética sonora dele e da banda.
A foto dele está no meio e pra baixo com os dois principais discos em único CD.
Todos aqui na foto tocavam para animar bares e clubes. Vários foram admirados por outros artistas, e são históricos.
Vejam alguns: LONG JOHN BALDRY, CHRIS FORLOWE, ALEXIS KORNER, GEORGE FAME, ARTWOODS, JOHN MAYALL, GRAHAN BOND e MANFRED MANN, STEAMPACKET… São discos mais para o R&B, SOUL incluído.
Há outros tão raros e tão bons quanto. E precisaria de espaço imenso e inviável para postar.
CLIFF BENNETT, que não foi nenhum ídolo, gravou relativamente pouco. Está com 83 anos e parou alguns anos atrás. Ele e banda profissionalizaram-se antes dos BEATLES, depois foram empresariados por BRIAN EPSTEIN, e o maior sucesso foi a composição de JOHN & PAUL. “GOT GET YOU INTO MY LIFE” – que está no álbum REVOLVER.
É um R&B vigoroso, e a cara dos “REBEL ROUSERS”, e fez sucesso em 1966.
PETE TOWSHEND escreve no prefácio da biografia de CLIFF, que THE WHO em peso gostava do grupo. Porque coeso, dançante, e very COOL…
Para quem sabe um pouco sobre as bandas e músicos que agitavam as noites de inglesas, na primeira metade da década de 1960, percebe que os REBEL ROUSERS tinham aquele quê de R&B misturado ao ROCK e pitadinhas de JAZZ, que botavam os “nossos ídolos” para festejar, beber e dançar.
O grupo tinha a base daqueles tempos: vocalista, duas guitarras, baixo, bateria e teclado. Mas, para soar mais ao R&B criaram uma sessão de metais que, mais ou menos por acaso, em vez de juntar um trompete ao SAX, convocou outro SAX.
Esta fusão deu sonoridade original à banda. Anos depois, VAN MORRISON fez mais ou menos isso em sua banda.
Claro, o repertório é cheio de covers e alguns plágios, muito comum naqueles tempos. Mas funciona e muito.
Não sei se alguém salivará. Mas, é naco de história e música muito divertida. Vale uma ouvida no STREAMING…
POSTAGEM ORIGINAL: 20/10/2023
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ZOMBIES – COMPLETO + ODISSEY & ORACLE – E AS ORIGENS DO POP BARROCO

É curiosa a semelhança entre o início e o destino das carreiras de três bandas inglesas contemporâneas na segunda metade dos anos 1960: o PROCOL HARUM, engravidado pelo “PARAMOUNTS”; os MOODY BLUES, da primeiríssima fase ( “GO NOW”, 1965 ); e os ZOMBIES, em” BEGGIN HERE” .
Todas fluíram do BEAT para a PSICODELIA e, depois, em direção ao ROCK PROGRESSIVO.
Os ZOMBIES foram a exceção, encerrando a carreira com disco síntese de uma das vertentes do ROCK PSICODÉLICO, o POP BARROCO, no clássico “ODESSEY & ORACLE”, de 1968.
É obra artística e comercialmente bem sucedida. E “cult no úrtimo”, como dizem alguns amigos do interior paulista, com merecida e crescente fama no correr dos tempos.
Mas, notem: “TIME OF THE SEASON”, 1968, o hit perene do álbum, foi “emulado” do primeiro SINGLE de sucesso dos próprios ZOMBIES, em 1964: “SHE IS NOT THERE”, é o nariz de um, e o “nazone” do outro…
Porém, ODESSEY & ORACLE não é um disco seminal.
Eu argumento; entre 1966 e 1967 há SINGLE dos BEATLES ( ELEANOR RIGBY, 1966, que inaugurou o POP BARROCO). E nada menos do que TRÊS dos ROLLING STONES ! ( LADY JANE, 1966; RUBY TUESDAY e DANDELION, 1967 ). E, mais dois clássicos do PROCOL HARUM: “HOMBURG”. E, principalmente, “A WHITER SHADE OF PALE” – hit internacional perene e a música mais tocada na Inglaterra em todos os tempos, ambas de 1967.
Existem outras, mas essas bastam!
E há, principalmente, LONG PLAYS que estabeleceram a vertente. Eu recordo alguns curiosamente de bandas americanas, que pavimentaram o caminho: Os TRÊS PRIMEIROS do “LOVE”; o pouco lembrado e também cult ” PRETTY BALLERINA” , gravado por “THE LEFT BANK”. E, claro, “PET SOUNDS” dos BEACH BOYS. Todos foram realizados entre 1966 e 1967, e nitidamente inspiraram os ZOMBIES.
Acho, também, que o disco dos “RASCALS”, “ONCE UPON A DREAM”, um LP. de R&B PSICODÉLICO, de 1968, tem alguma ligação com “TIME OF THE SEASON” – muitos talvez discordem.
Vou recordar duas músicas gravadas na Inglaterra, em 1968, e SINGLES MAGNÍFICOS, e de sucesso, também incluídos no POP BARROCO, “ELOISE”, de BARRY RIAN. E McARTHUR PARK, com RICHARD HARRIS.
Os ZOMBIES fizeram quase por acaso o disco mais claramente definidor e definitivo da vertente, que subsistiu um pouco além, e talvez tenha findado no clássico do KING CRIMSON, “ISLAND”, 1971.
E para não esquecer, o cerne dos três primeiros discos solo de COLIN BLUNSTONE, o vocalista dos ZOMBIES, são também POP BARROCO, e consequências diretas de “ODISSEY & ORACLE”.
Aliás, a fama e reconhecimento do primeiro entre eles, “ONE YEAR”, 1971, vem crescendo, e muito entre colecionadores e a crítica especializada.
Haja fôlego para encher a paciência de todos, enumerando discos quase VINTAGE! Mas, procurem ouvi-los.
Os ZOMBIES estão no ROCK AND ROLL HALL OF FAME, graças ao reconhecido clássico que fizeram.
E, mesmo assim, como observou há mais de 40 anos meu amigo e de muitos por aqui, Rene Ferri, em seu fanzine “WOOP BOP”, “nunca se colecionaram fotos de COLIN BLUNSTONE “…
POSTAGEM ORIGINAL: 20/10/2019
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SIMPLY RED: BIG LOVE / KAREN SOUZA ESSENTIALS 2 – POP CONTEMPORÂNEO.

Os dois discos são parte da última compra que fiz, uns dias atrás, procurando na Pops Discos Pops, minha loja predileta, em SAMPA.
Pois bem; nada demais, porém estão dentro dos critérios que meu querido falecido amigo Jean Yves Neufville usava quando a entressafra de qualidade apitava na curva. E isto sempre aconteceu e acontecerá. “Pô, Sérgio: eu não peço demais. Apenas um disquinho pop decente para escutar…”
E decentes os dois cds são. Mesmo estando o SIMPLY RED abaixo de seu melhor momento, conserva a verve do R&B bem feito, mas tecnicamente deixando um pouco a desejar. Achei a mixagem algo insípida, homogênea demais.
Para compensar, uma surpresa curiosa: o guitarrista é KENJI SUZUKI, blues-rocker pesado na linha GARY MOORE, famoso no Japão, por ser bom de improviso e Jams Sessions. Conheço um raríssimo e muito bom disco ao vivo dele com o baterista ANTON FIER, e o baixista JACK BRUCE, tocando CREAM e arredores. Tentei obter, mas custa o terceiro olho. Pois bem, SUZUKI, não altera o jogo, faz o esperado, porém abaixo do que fez HEITOR T.P. quando guitarrista do RED.
No conjunto da obra, SIMPLY RED – BIG LOVE é um disco agradável, e valeu o risco pelo preço que paguei: algo em torno de R$ 15,00.
KAREN SOUZA é uma argentina vendida ao mundo como cantora de jazz. Não é; faz um pop chegado ao lounge. Tem voz interessante, canta um tanto previsivelmente em inglês, mas causa interesse por seu charme e timbre.
O disco é um sumário do pop contemporâneo de FM, com o tingimento lounge lambendo o jazzistico. E serve para quem gosta de vocal feminino na fronteira do descartável. Não é disco para meus amigos Pierre Mignacou@Rodrigo Marques Nogueira. Mas cai bem para@Antonio MolitorJogador Número Quinze e todos os que gostam do pop deslavado.
Também valeu a pena pelo preço ultra acessível. R$ 15,00.
Resumindo, tio Sérgio curtiu novidades pelo preço de uma cerveja e um sanduíche de mortadela. Diversão a considerar.
POSTAGEM ORIGINAL: 20/10/2020
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STEVE CROPPER, POP STAPLES & ALBERT KING – JAMMED TOGETHER, STAX , 1988

Anos atrás, alguém disse que guitarristas como STEVE RAY VAUGHN, RORY GALAGHER, ERIC CLAPTON e um montão, não faziam BLUES, mas ROCK.
Eu fecho com a gravadora BEAR FAMILY, que fez 4 boxes, com três CDS cada, historiando o BLUES do acústico ao elétrico em suas diversas vertentes. Eles garantem que a turma do primeiro parágrafo faz BLUES, sim!
Neste magnífico disco gravado por três luminares do ELECTRIC BLUES AMERICANO, e ricas adjacências, dois deles estão entre os TOP em quaisquer tempo e época: KING e CROPPER.
JAMMED TOGETHER é o BLUES elétrico mais tradicional. Os três são seguidores dos modernos fundadores da guitarra no BLUES, gente como B.B.KING, FREDDY KING, e do próprio ALBERT.
Eles não fazem as pirotecnias dos BLUES ROCKERS da década de 1960/1970 em diante. Usam pouca distorção, cuidam do ritmo, do andamento e do melódico. E não se distanciam do original R&B.
Se você quiser uma aula da tradição, e mais atualizada do nunca, procure esse disco.
A ficha técnica da minha edição, 1990, não é das mais completas. Não cita quem são os excepcionais baixista e baterista que participaram, imprescindíveis para que um projeto executado por artistas desse nível arrase!
Tio Sérgio fez umas pesquisas e acha que são respectivamente, DUCK DUNN e ANTON FIG. Mas, não conseguiu comprovar.
Em tempos tão empobrecidos, onde o BLUES e sua tristeza podem ser opção de “cardápio”, JAMMED TOGETHER nos faz entender o porquê do BLUES sempre animar quaisquer festas!
Quem não tiver, não passa de ano em BLUES/ROCK!
Vá atrás!
POSTAGEM ORIGINAL: 11/10/2022

ÍCONES SUPREMOS: VELVET UNDERGROUND & NICO, 1967. KING CRIMSON – IN THE COURT OF THE CRIMSON KING, 1969.

SÓ PRA COLOCAR O SEGUINTE:
“BRIAN ENO” DISSE QUE O “VELVET UNDERGROUND & NICO” VENDEU POUCO, NO LANÇAMENTO. MAS, TODO MUNDO QUE OUVIU MONTOU UMA BANDA DE ROCK”!
SEM FALAR DA CAPA ICÔNICA E INESQUECÍVEL DE “ANDY WHAROL” .OU SEJA, É UM CLÁSSICO SEMINAL!!!
“TIO SÉRGIO” VAI ALÉM E VATICINA:
QUEM CRESCEU NAS DÉCADAS DE 1960 E 1970, GOSTA DE ROCK
OU COLECIONA DISCOS JÁ CONHECE O MAGNÍFICO E ATEMPORAL CLÁSSICO DO “KING CRIMSON”!
ALIÁS, ” IN THE COURT OF THE CRIMSON KING” É O ÁLBUM MAIS EMBLEMÁTICO DE TODOS OS TEMPOS DO CHAMADO “ROCK PROGRESSIVO”! SÃO QUASE SINÔNIMOS!!!
PENSANDO MELHOR: QUASE TODOS JÁ TÊM OU VÃO TER O “VELVET UNDERGROUND & NICO”, TAMBÉM.
SÃO DISCOS INPRETERÍVEIS, INDISPENSÁVEIS, ADORÁVEIS!
POSTAGEM ORIGINAL: 02/10/2020
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PSICODÉLICOS E PROGRESSIVOS – TÓPICOS E ÉPICOS DA MINHA JUVENTUDE

TIO SÉRGIO é generoso e imenso feito o PACÍFICO e o ATLÂNTICO ( juntos, claro ). Então, mostro discos da fase de transição de meu gosto pessoal, que aconteceu mais ou menos entre de 1969 a 1971, e pegou, claro, discos um pouco anteriores.
THE MOODY BLUES – “IN SEARCH OF THE LOST CHORDS”, 1968. Eu já conhecia “NIGHTS IN WHITE SATIN”, compacto lançado aqui, em 1968, e sucesso internacional.
Certo dia em 1969, lá por setembro, eu latindo e babando feito cachorro em frente da máquina de assar frango, fiquei um tempão olhando a vitrine da HI-FI DISCOS, loja icônica em SAMPA, mais de meio século atrás.
Estava lá o LONG PLAY! Eu não tinha grana para comprar – o normal, como sempre!
Porém, eu já namorava a ANGELA, minha esposa e eterno amor que, também criança, perguntou o que eu gostaria de ganhar em meu aniversário! E foi lá e gastou a mesada no LONG PLAY!
Pois bem, é obra de arte da PSICODELIA INGLESA, e viagem sensível da qual não retornei até hoje!!!
PROCOL HARUM – SHINE ON BRIGHTLY, 1968 . É o segundo disco da banda, que escutei, adorei, repeti e curto até hoje. O lado A é PSICODELIA memorável. O lado B é ROCK PROGRESSIVO MEZZO SINFÔNICO, já em desenvolvimento pleno. Há GARY BROOKER, MATHEW FISCHER, ROBIN TROWER e B.J.WILSON em conluio/colóquio e conjunção artística magnífica. “IN HELD TWAS IN I”, peça que ocupa todo o segundo lado, fez com que eu siderasse espaço/tempo!
PINK FLOYD – ATOM HEART MOTHER – 1970 – Viagem imersiva na própria alma, e na própria vida, em álbum fabuloso, em minha opinião o melhor que fizeram.
O grupo odeia o disco, um desenvolvimento a partir das trilhas sonoras que haviam feito para a trilha do filme ZABRISKIE POINT, e outros experimentos. Não sei se fizeram edições melhores.
Talvez agora, 53 anos após o lançamento, nos brindem com edição à altura da obra!
Eu nunca vi uma holandesa. Então, me apeguei à vaquinha da capa!!!!
JETHRO TULL – ACQUALUNG – 1971. Qualquer dia faço um ensaio realmente significativo. Dizer o quê? A banda já era um espetáculo de originalidade, criatividade e beleza, quando gravou a talvez obra prima superior do PROGRESSIVE FOLK/HARD ROCK.
É outro álbum pelo qual babei em vitrines!!! Porém, Tia Cezarina, algo distante do meu cotidiano, falou que estava de viagem para os ESTADOS UNIDOS.
Eu não tive dúvidas, e na cara de pau pedi a ela que trouxesse algum disco de lá. Pediu uma relação. ..
Dois meses depois, telefonou e falou para eu passar no apto dela. Estavam lá “apenas” JEFFERSON AIRPLANE, “THE WORST OF”; JETHRO TULL, “ACQUALUNG”; POCO, “DELIVERING”; RASCALS, “TIME PEACE”, GREATEST HITS”; GRATEFUL DEAD “LIVE” duplo, e alguns SINGLES, que nem vou citar!!!
E mais não direi.
POSTAGEM ORIGINAL: 03/10/2023
Pode ser arte de 1 pessoa e texto que diz "Shine On Brightly Jicthro Aqualung"

FRANK SINATRA – CAPITOL YEARS SINGLES – 1953/1961

SINATRA ERA GÊNIO COMO CANTOR, E GÊNIO COMO ESTRATEGISTA DA PRÓPRIA CARREIRA FONOGRÁFICA.
ELE PERCEBEU E CRIOU O MODELO POP QUE, AOS POUCOS, PREVALECEU NA INDÚSTRIA DA MÚSICA..
QUANDO MUDOU DA “COLUMBIA RECORDS” PARA A “CAPITOL”, EM 1953, FRANK EXIGIU A SEPARAÇÃO ENTRE OS “SINGLES” E OS “LONG PLAYS, O QUE ELE JÁ VINHA FAZENDO ANTES.
PARA OS “SINGLES” SELECIONAVA CANÇÕES MAIS LEVES, MAIS DANÇANTES, COM COMEÇO, MEIO E FINAL. MÚSICAS QUE DAVAM O RECADO IMEDIATAMENTE PARA O MAIOR NÚMERO DE PESSOAS. NÃO ERA QUESTÃO DA QUALIDADE, MAS DA CARACTERÍSTICA E FINALIDADE DE CADA MÚSICA.
SINATRA PERCEBEU QUE FAZER SINGLES O MANTINHA O TEMPO TODO NAS RÁDIO.
E NOS JUKE-BOXES, MÁQUINAS DE TOCAR SINGLES, ESPALHADAS POR BARES BOATES E CLUBES CLUBES, E CONTROLADAS PELA MÁFIA.
FRANK AS UTILIZAVA PARA MANTER-SE ATUALIZADO E LANÇAR NOVOS AUTORES E IDEIAS, QUE PODERIAM OU NÃO, SER DESENVOLVIDAS. ERAM TESTES E EXPERIMENTOS PARA O MERCADO.
E, DEPOIS, OS SINGLES PODERIAM SER REUNIDOS EM COLETÂNEAS. A CRIAÇÃO DOS LPs POSSIBILITOU ISSO TAMBÉM.
MAS, OS “LONG PLAYS” ERAM OUTRO PAPO. O OBJETIVO ERA USA-LOS PARA O REPERTÓRIO MAIS ELABOEADO; MAIS REFLEXIVO, FOCANDO NO OUVINTE INDIVIDUAL.
NOS ÁLBUNS ENTRAVAM AS MÚSICAS MAIS CONCEITUAIS, ABERTAS E INSTIGANTES. ERAM PARA O SEU PÚBLICO MAIS INTIMISTA E SOFISTICADO.
NELES, SINATRA GRAVAVA O QUE HAVIA DE MELHOR E CRIATIVO NA PRODUÇÃO DOS GRANDES AUTORES DE SUA ÉPOCA.
SINATRA, ALÉM DE SER O MAIOR CANTOR DO MUNDO, ERA UM GRANDE INTÉRPRETE. E TAMBÉM GRAVOU “SINGLES” COM A ELITE DOS COMPOSITORES DE SEU TEMPO; MAS O FEZ DENTRO DO CONCEITO QUE ELE CRIARA, A BREVIDADE E A COMUNICAÇÃO INSTANTÂNEA.
ESTA SEPARAÇÃO ENTRE “LONG PLAYS” E “SINGLES” PERMANCEU COMO NORMA POP. VOCÊS LEMBRAM DO INÍCIO DA CARREIRA DOS “BEATLES” E DOS “ROLLING STONES”, POR EXEMPLO?
ERA COMUM OS “SINGLES” NÃO ENTRAREM NOS LONG PLAYS. COMO EU ESCREVI, ESSA ESTRATÉGIA FOI CRIADA PELO PRÓPRIO FRANK, E COM SUCESSO ABSOLUTO NO MERCADO, ATÉ MAIS OU MENOS 1970…
FRANK SINATRA FOI O GRANDE NOME DA MELHOR CANÇÃO AMERICANA. REUNIU COMPOSITORES DA GRANDEZA DE “COLE PORTER”, “GEORGE GERSHWIN”, ENTRE VÁRIOS. E ENFRENTOU CONCORRÊNCIA DO PORTE DE “ELLA FITZGERALD”, “SARAH VAUGHAN:, “TONY BENNETT” E VASTA E SOFISTICADA MINORIA.
SINATRA GRAVOU PARA A CAPITOL “46 SINGLES”, TODOS NESTE BOX EXCELENTE, QUE INCLUI, TAMBÉM, OS LADOS B E ALGUMAS COISAS A MAIS, NUM TOTAL DE 96 MÚSICAS EM 4 CDS!!! A CAIXA VEM COM LIVRETO EXPONDO O QUÊ ESCREVI.
FRANK FEZ, TAMBÉM, “18 LONG PLAYS” EM 8 ANOS DE “CAPITOL”. PARA ALGUNS, O SEU PERÍODO MAIS FÉRTIL E IMPORTANTE.
EM ABRIL DE 1962 ELE FUNDOU A “REPRISE RECORDS”, E PARA LÁ SE TRANSFERIU COM O SUCESSO DE SEMPRE.
O FENÔMENO SINATRA ULTRAPASSA GERAÇÕES. OS MAIS VELHOS ADORAM O SEU REPERTÓRIO E DÃO DE BARATO QUE FOI O MAIOR CANTOR DE TODOS OS TEMPOS – PELO MENOS ATÉ AGORA…
OS JOVENS O ADMIRAM POR SEU LADO REBELDE, A VIDA AGITADA E NEM SEMPRE MUITO RETA.
VOCÊS CONHECEM “MY WAY” COM O”SYD VICIOUS”, DOS “SEX PISTOLS”? É VERSÃO ICONOCLA’STICA DE UM ASTEROIDE QUE RESVALOU EM UM ASTRO IMENSO…IMPERDÍVEL!!!
FRANK VIVEU INTENSAMENTE!! ENSINOU, DEIXOU MARCA, REPERTÓRIO E VIVÊNCIAS SOBRE O QUE PODE SER CONSIDERADO CORRETO OU ERRADO. E, ACIMA DE TUDO, LEGOU OBRA MUSICAL PRÁ LÁ DE RELEVANTE.
UM GRANDE HOMEM ATÉ EM SEUS ERROS, ENGANOS E ALGUNS QUASE – CRIMES.
ACHO QUE ELE JÁ SAIU DO PURGATÓRIO PARA O CÉU!
HI, FRANK !: WE LOVE YOU!
POSTAGEM ORIGINAL: 04/10/2020
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FUSION & BEYOND – TRANSIÇÃO DE MINHA DISCOTECA À PARTIR DO ROCK EM DIREÇAO À FUSION.

 E DAÍ AO PRESENTE, AO PASSADO E AO IMPENSADO…
Quanta pretensão, né TIO SÉRGIO?
What Porra it´s that?
Pois, é; continuo postando a pedido do nosso amigo@Rene Mina Vernice, e fazendo um voo, quem sabe revoada, espantando discos, abrigando outros, tentando compreender a mim mesmo dentro desse HOBBY que eu levo a sério.
Em certo momento, a curiosidade e a oferta de ideias catapultou meu interesse para coisas que jamais ouvira!
Já contei por aqui, uma visita meio involuntária, e única, a um SALÃO DO AUTOMÓVEL. Foi há uns cinquenta anos.
Sei lá. Meu interesse por máquinas é totalmente utilitário: que não me causem problemas, e façam o básico para o quê foram projetados…
Mas, houve uma apresentação de ballet moderno em um stand luxuoso lá. Sei lá por que? Achei que a música era do SOFT MACHINE – que eu jamais tinha ouvido na vida!
Coisas de ainda adolescente. O que rolava era faixa do PINK FLOYD, na trilha do LA VALLÉE!
Não passei muito longe…
Porém, pouco depois comprei o SOFT MACHINE, 4, de 1970. Dei de cara no MUSEU DO DISCO, e comprei.
Nas primeiras vezes que ouvi não entendi nada!!!! Paulatinamente, fui assimilando. Percebi que não era o JAZZ, do jeito que se pensava tradicionalmente. Tinha algo de ROCK, mas a sinuosidade da interpretação da banda, mesmo sobre uma base às vezes algo monótona, denunciava outra coisa.
Diagnóstico, hoje: FREE JAZZ + ROCK PROGRESSIVO, ETC. : FUSION! Ainda hoje ouço bastante, e me comovo e transporto para quando era jovem.
MILES DAVIS – IN A SILENT WAY, 1968. O disco inaugural da fase FUSION de MILES, que ciscou por lá em vários discos essenciais.
O que dizer de banda formada por JOE ZAWINULL E CHICK COREA, teclados; DAVID HOLLAND, baixo; JACK DeJOHNETTE , bateria; e JOHN McLAUGHLIN, na guitarra.
Álbum etéreo, falsamente calmo, e cheio de climaxes, providos por MILES e cada um deles.
Tornou-se outra paixão.
Descolei o disco lá por 1972. Aqui, um BOX com 3 CDS, e todas as sessões de gravação, além do luxuoso livreto, o texto, fotos e tudo o mais que circunda esse gênio do século XX!
JEFF BECK GROUP- ROUGH AND READY, 1971.
A transição do BLUES ROCK para o RHYTHM´N´BLUES + JAZZ: FUSION!!!! Dançável, ultra audível, o encontro de BECK com a STAX , e outras gravadoras de música negra.
E, dentro, a faixa que, para mim inspirou o estilo FUSION que fez a fama e fortuna da gravadora E.C.M: RHAYNES PARK BLUES, rebatizada como MAX TUNE, é o voo da guitarra de BECK, com a proficiência artística do tecladista MAX MIDLETON. É disco de cabeceira, também.
JACK BRUCE – THINGS WE LIKE, 1969 – eu poderia trazer algum outro disco deste gênio irrequieto, polivalente, teimoso e instigante.
É a intersecção criativa entre a guitarra que JOHN McLAUGHLIN, os saxes de DICK HECKSTALL-SMITH e a bateria de JOHN HISEMAN. Grosso modo, é o que fizeram no GRAHAN BOND ORGANIZATION, redirecionado para o FREE JAZZ, esquecendo um pouco o BLUES. Um disco de FUSION algo heterodoxo. E tem JACK BRUCE arrepiando e transcendendo no baixo, logo após o final do CREAM.
Quer experimentar o sabor da vanguarda musical no final da década de 1970? Esteja à vontade.
JONI MITCHELL – THE HISSING OF SUMMER LAWNS,1975 Foi mais ou menos quando iniciei a minha paixão irrevogável, inegociável, irretratável por JONI!!! Poderiam ser vários outros discos dela, porém…
Fusão FOLK + JAZZ + POP recheada de amarguras, doçuras e belezas melódicas e harmônicas e rítmicas irretocáveis! E a voz e as letras dessa gênio memorável, acompanhada por time de primeiríssima linha – como sempre.
PAT METHENY GROUP – AMERICAN GARAGE -1979. O primeiro disco que dele ouvi. Adoro seu estilo, toque, composições, talento para melodias e harmonias, e a capacidade para trazer alto astral à espetacular gravadora ECM, sempre algo triste, solitária e fria.
PAT não por acaso conectou-se à música e às mulheres brasileiras. É criatura do sol, mesmo que circunspecto e compenetrado.
Seus discos e a ECM ajudaram que eu me apaixonasse pela música instrumental, e caminhasse para muitos lados, simultaneamente, e sem preconceitos.
RESENHA MUSICAL: 05/10/2023
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LÁ VEM O NEGÃO, CHEIO DE PAIXÃO, PRA CANTAR, CANTAR CANTAR….

Tio Sérgio acordou, hoje, e abriu a porta; e deu cara com a revista VEJA. Na capa, a ministra ANIELLE FRANCO falando sobre o acontecido com o ex-ministro SILVIO ALMEIDA… O bacobufo que resultou todo mundo já sabe.
Bom, eu sou do tipo que não perde a piada. E me veio à cabeça uma historinha que rolou na década de 1990. Dia incerto, entrou em nossa loja, a CITY MUSIC, no Itaim Bibi, em SAMPA, uma simpática e atraente balzaqueana (calma, crazy people, é currículo base de linguagens do passado não muito distante: significa mulher em torno dos trinta anos ).
A moça chegou animada no BETÃO, “primoamigoirmão” que trabalhava conosco cantando: “LÁ VEM O NEGÃO, CHEIO DE PAIXÃO, PRA TE CATAR, TE CATAR, TE CATAR”… e comentou: “eu tô louca para comprar este CD”… Havia no estoque. Afinal, o ART POPULAR que cantava o HIT, bombava nas rádios.
E o BETÃO, um cara simpático e carismático, brincou: “olha, se chegar aqui um NEGÃO CHEIO DE PAIXÃO para me catar, eu atravesso a rua sem olhar pros lados… Risadas geral; ela comprou e saiu alegre pra curtir.
Por isso, cruzando as coisas, TIO SÉRGIO, o magnânimo, trouxe pra vocês um monte de NEGÃO pegador nos CDS; alguns nem tão conhecidos, mas todos emblemáticos.
Vou pontuar: ISAAC HAYES, voz baixo barítono sensual, cantando no limite do assédio. Há o SEAL, famoso, cheio de cicatrizes, mas ícone da volúpia feminina – vi mulheres comentando como seria velejar o pretão só pra conferir o mastro…
Também veio JOHNNY HARTMANN com JOHN COLTRANE. E quem assistiu a “AS PONTES DE MADISON”, 1995, com CLINT EASTWOOD e MERYL STREEP, vai recordar cena em que o os dois dançam ao som da sedutora voz do negão.
E temos muito e muito mais. Basicamente R&B e SOUL; alguns com pitadas de DISCO MUSIC, com O`JAYS. Também o indefectível MARVIN GAYE, famoso pegador; que é bom nem comentar “SEXUAL HEALING”… hummmm!!!
Porém, há um negão poderoso, talvez a voz mais bem desenvolvida e marcante: LOU RAWLS. O cara teria sido exemplar de perfeição, se não houvesse enfrentado um baita problema: sofreu acidente de carro, em 1958, e quase morreu; sobreviveu com sequelas profundas.
LOU tinha dificuldades para se locomover. No palco, ficava quase parado, e não conseguia expressar-se à altura de seu talento e poderio vocal.
Resumindo, LOU RAWLS legou enorme repertório; lançou em torno de 60 álbuns e vendeu mais de 40 milhões de discos. Mas não realizou plenamente o enorme potencial artístico que tinha.
Uma lástima, indeed! E ainda assim, participava do restrito time das vozes cheias de paixão para nos catar, catar, catar pelo ouvido.
Arrisque! São artistas ariscos e afiados!
POSTAGEM ORIGINAL: 06/10/2024
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