GARY MOORE, E O “ESPAÇO E O SILÊNCIO NA MÚSICA” PARA TOCAR UM BLUES

Sexta Feira, meio da tarde, trabalhos profissionais concluídos, quase setenta anos de idade, e posso me dedicar ao que quiser. (a tudo, é claro; mas, ressalvando que sou um cavalheiro, e bom e fiel marido!)
Abro a geladeira e vejo que as cervejas acabaram. Fato raro. Eu cuido pessoalmente para que a minha cumplicidade “idílico-etílica” seja razoavelmente suprida e mantida.
Bebo cervejas e vinhos. São leves e, para o meu gosto, mais palatáveis. E se “bode e porre houver, fica mais administrável”.
Não fico bêbado. Aprendi a evitar, mesmo tomando várias desde adolescente…
Estou de WHISKY. Prefiro copos “HIGH BALL”, os longos, e com muito gelo.
Na definição de VINÍCIUS DE MORAIS, o WHISKY é o mais fiel e melhor amigo do homem. “O WHISKY É CACHORRO ENGARRAFADO”. Eu respeito o AU-AU, e pego leve – pero no mucho!!! Evito, mas estou gostando…
E lembrei do GARY MOORE.
Em poucas palavras, MOORE era excelente guitarrista, aplicado e perfeccionista. E cantor adequado para o repertório. Fez carreira um tanto sem rumo, porém produtiva e constante. Entre 1968 e 2011, quando morreu, havia testado e tentado várias hipóteses, até desaguar no BLUES, no início da década de 1990.
Pretendo focar pelo que sei dele, os discos que tenho, ouvi, e até agora mantive.
Em meus “ALFARRÁBIOS” escreveram que ele era o único guitarrista, “nas IRLANDAS”, páreo para o RORY GALLAGHER, do TASTE, de quem foi amigo e fã.
É muito interessante ouvir o “segundo disco” dele com o SKID ROW, 34 HOURS, 1971 – e jamais confundam com a banda, sei lá, quasi-metal americana do mesmo nome, onde um certo SEBASTIAN BACH despontou na década de 1990, e até hoje anda por aí…
O SKID ROW, onde esteve GARY MOORE, foi um grupo na transição do BLUES para a PSICODELIA e, quem sabe, algum hálito de ROCK PROGRESSIVO. Atuou entre 1969 e1971.
O disco postado é curioso, mas coisa de principiante entusiasmado.
Dali em diante, GARY criou fama como guitarrista, e gravou com gente forte, GEORGE HARRISON e GREG LAKE, e outros. Esteve no estúdio com vários grupos, tipo o colecionável DR. STRANGELY STRANGE, de 1972.
MOORE iniciou carreira solo gravando discos no estilo do HARD ROCK corrente, como seus contemporâneos; mas, simultaneamente participando de outras bandas e projetos.
Ciscou, por exemplo, na FUSION BLUES/JAZZ com o COLOSSEUM II, do baterista JON HEISEMAN. Gravaram 3 LPS, entre 1975 e 1976, hoje desejados por colecionadores.
E culminou gravando o LP BLACK ROSES, com o THIN LIZZY, que já caminhava para o auge, lá por 1977/1978.
Durante a década de 1980, GARY MOORE foi paulatinamente crescendo nesse lusco-fusco entre o HARD ROCK, pitadas de METAL, e algumas experimentações, como fizeram ROBERT PLANT e o FOREIGNER, por exemplo. Aperfeiçoou-se.
É possível argumentar que GARY fez o caminho inverso de seus contemporâneos chegados ao BLUES.
A sua última e mais bem sucedida fase transitou do HARD ROCK, para cair no BLUES de clássicos como B.B.KING e ALBERT KING, que também participaram de seu disco ao vivo de grande sucesso, BLUES ALIVE, de 1992.
Eu postei além do CD ao vivo, que também existe em DVD, dois SINGLES fantásticos exarados da íntegra do show, em edição limitada.
O BLUES que MOORE desenvolveu tem o toque fino aprendido com ERIC CLAPTON e PETER GREEN, em discos clássicos gravados entre 1965 e 1968, quando tocavam com JOHN MAYALL e os BLUESBREAKERS..
Ele conta que aprendeu com ALBERT KING a necessidade e o papel do “espaço” e do “silêncio”, para mais bem tocar e refletir a intenção primeira do BLUES, que é despertar emoção e atenção do ouvinte. Tocar nota por nota, respeitar intervalos, trabalhar com o silêncio.
Talvez alguém recorde THELONIOUS MONK, pianista inigualável, e administrador do silêncio e do espaço, muito bem utilizados em suas músicas.
O “turning point” de GARY MOORE foi em 1990, com seu CLÁSSICO e grande sucesso, “STILL GOT THE BLUES”, que inaugura sua fase áurea.
Tive o LP e lembro da capa impactante: na frente aparece GARY bem criança, com a guitarra e os LPS de MAYALL: um com CLAPTON e outro com PETER GREEN. Na contracapa, ele já adulto com a mesma foto, mas em CDS.
É uma aula sobre a expressividade que uma capa pode transmitir sobre o conteúdo de um disco e sua época, e no espaço entre duas gerações.
Eu ainda comprarei o CD para mantê-lo.
GARY MOORE é um guitarrista muito versátil. Em 1994, juntou-se com JACK BRUCE e GINGER BAKER, formaram o B.B.M, E gravaram AROUND THE NEXT DREAM, obviamente emulando a sonoridade do CREAM, portanto do CLAPTON elétrico da década de 1960.
É quase uma ressurreição, com pontos claros e observáveis, de algumas músicas do CREAM. Porém lógica, do ponto de vista da evolução da carreira deles, e a notória vontade de “clonar” o passado..
Ele fez, também, BLUES FOR GREENY, CD tributo a seu outro ídolo, e onde o toque sutil e detalhado de PETER GREEN é representado pelo MOORE aprendiz de ALBERT KING.
São dois discos-homenagem muito bem vindos mais por serem aulas do que por trazerem visão alternativa de craques consagrados.
E por último, mas sem foto porque não encontrei o meu DVD, um fantástico show ao vivo, em DUBLIN, em homenagem a PHILL LYNOTT, o cantor e baixista e criador do THIN LIZZY, também já falecido.
Juntaram os membros originais do grupo quando no auge, e MOORE participou como um dos guitarristas e cantor principal.
É uma sensacional exposição do HARD ROCK seco, duro e marcante que o LIZZY fazia. MOORE dá um show inesquecível, em disco de imagem e som perfeitos. Achem por aí!
Depois que morreu, a cidade de DUBLIN homenageou PHILL LYNOTT com escultura no centro da Capital.
Espero que tenham feito o mesmo com GARY MOORE, em BELFAST. Ele merece muito.
POSTAGEM ORIGINAL: 29/07/2022
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TROGGS e OUTSIDERS, AS PRIMEIRAS BANDAS QUE COMPREI COM MEU PRÓPRIO DINHEIRO!

O Brasil tem órbita própria, e costuma siderar pelo céu e o inferno. Claro, as coisas mudam. Mas, sempre mantêm aquele gostinho de “NINGUÉM MERECE”, que cruza a existência de todos nós.
Eu comecei a trabalhar no dia 9 de junho de 1967. Decorrência de dupla circunstância: a minha sofrível performance enquanto aluno do segundo grau, com notas baixas, insuficiência de aprendizado e insegurança pessoal. Mesclados a uma educação restritiva, mesmo que muito bem intencionada.
Eu senti muito o baque ao entrar no “ginásio” (sei lá, o nome hoje. Não consigo guardar. ) Trauma? Algum, talvez. Não sabia como relacionar-me com o ensino e o ensinado em aulas. Por isso, fui reprovado duas vezes…perdi dois anos preciosos e irrecuperáveis. Antes, era assim; desgastante assim…
Quem testemunhou isso foi meu novo/velho amigo@Renato Cesar Curi, contemporâneo no RUI BLOEM, cerca 1965/66; e companheiro em infindáveis jogos de futebol de botão…e agruras com a professora de matemática, dona MARÍLIA; rígida, e algo impaciente.
Resumindo, meus pais implantaram vigilância irrestrita; fui estudar à noite, e … ai de mim se não me virasse, e não me dedicasse pra valer a estudar.
Melhorei.
Fui trabalhar no BANCO NOVO MUNDO, e por isso compreendo o meu velho conhecido e contemporâneo KID VINIL:
EU FUI BOY! BOY, BOYYY…
Naqueles tempos, a consciência social da elite brasileira oscilava do reprovável ao repugnante. Eu girava a cidade de SAMPA levando correspondências, fazendo “coisas”, e trabalhava de segunda a sábado ( “só meio período”… ), das 8,30 às 17,00 horas…
Ganhava o formidável e justo “SALÁRIO MÍNIMO DO MENOR”, equivalente a meio, repito, meio – vou repisar: MEIO SALÁRIO MÍNIMO por mês!
O meu primeiro “PIXULÉ OFICIAL” eu gastei quase todo comprando dois LPS e dois compactos simples ( lembro de 96 TEARS, com QUESTION MARK & THE MISTERIANS, o outro???). Os LONG PLAYS foram “IN”, com THE OUTSIDERS, e TROGGLODYNAMITE, THE TROGGS!!!
Nota fundamental: eu não tinha toca-discos, ou seja lá o que fosse. Mas, comprei os discos e ouvia na casa de minha tia DIVA, ou com meu eterno “amigoirmão” SILVIO LUCIANO.
Era o bálsamo e a motivação para trabalhar, sei lá… Acho que no dia de meu enterro o correio vai entregar alguma encomenda retardatária…Eu já “DE CUJUS”, e a fatura apontando no Cartão de Crédito…
Hummm!!!
Começo pelos OUTSIDERS, banda americana algo obscura, mas criadora de um SINGLE imprescindível para os que curtem ROCK de garagem: “TIME WON´T LET ME”. É clássico vez por outra ainda tocado pelas rádios do mundo.
Eu os adorava; e tive acesso ao primeiro LP também lançado no BRASIL, em 1966; um misto agradável de BEAT E R&B americanos. E, por isso, comprei “IN”, terceiro álbum deles lançado aqui, em 1967; mescla alguns COVERS e material original. A coletânea que postei é suficiente, já que VINTAGE, para o gosto da maioria.
E vamos aos TROGGS. Caso interessante no POP/ROCK inglês. Foi uma das bandas que não evoluíram do BEAT para a PSICODELIA e de lá – os que conseguiram – para o ROCK PROGRESSIVO.
Não eram primários, mas básicos. Fizeram o conhecido percurso do BEAT/R&B, que os BEATLES, SEARCHERS, STONES, HOLLIES, e outros percorreram entre 1962 e 1965. Foram retardatários, e mantiveram-se mais ou menos por ali.
Mas tinham guitarrista adequado em CHRIS BRITTON; um pulsante e pesado baixista, PETE STAPLES; e baterista redundante, porém eficiente e integrador: RONNIE BOND, também bom e vigoroso cantor. Procure ouvi-lo.
De certa forma, RONNIE esteve para os TROGGS como DON BREWER, também baterista, foi para o GRANDFUNK RAILROAD, quando arrebatou e arrebentou cantando “WE´RE AN AMERICAN BAND”…
Se os americanos tinha em MARK FARNER, um vocalista galináceo, digamos; REG PRESLEY era o marcante “filhote” do PATO DONALD. E sempre foi o principal cantor e compositor dos TROGGS, e pelo qual serão lembrados.
Como parte das bandas inglesas da época, os TROGGS tinham um quê copiado dos KINKS e/ou do WHO. Mas desenvolveram estilo marcante, em parte pela tentativa de repetir o já feito com êxito. E deram de cara com a sorte grande ao gravar “WILD THING”, em 1966, que os catapultou ( a expressão é essa mesma ) para o sucesso e a fama.
Os TROGGS estavam além: a música é um prenúncio do PUNK ROCK em sua concisão e irreverência. E traz um dos mais lembrados RIFFS DE GUITARRA da história. E outro mais inusitado feito com – pasmem! – OCARINA!!!! Nem preciso comentar sobre o que fizeram JIMMY HENDRIX e vários outros, com a música…
Os mais atentos quem sabe notem que “WILD THING” é claramente inspirada em “SATISFACTION” dos… ahhh, vocês sabem … lançada um anos antes. E a semelhança é tão pungente que os TROGGS também a regravaram!
Em seguida, como a banda era quase totalmente voltada para os SINGLES – fizeram 39!!! – ; ainda em 1966 gravaram a adorável “WITH A GIRL LIKE YOU”, com seu clássico refrão, o “Scatting Singing” dos pobres: BAH,BAH,BAH,BAH, BAH!… BAH, BAH, BAH, BAH, BAH… foi repetido ad-nausean POP ROCK AWAY…
Os TROGGS costumavam “compor músicas reiterativas”; quer dizer: oscilavam do plágio indiscreto – CHUCK BERRY e BO DIDDLEY, que o digam!!! -; à “autocópia notória”, como em “NIGHT OF THE LONG GRASS”, e a sua “inspiração” direta, “I CAN´T CONTROL MYSELF”, 1967; que foi expulsa das rádios inglesas por tímida alusão à “nudez pornográfica”!!! Mesmo assim, chegou ao topo da parada, e foi substituída “só” por “REACH OUT, I´LL BE THERE”, clássico dos FOUR TOPS.
O auge dos TROGGS foi em 1968, com “LOVE IS ALL AROUND”, SUNSHINE POP romântico e delicioso; o último sucesso do grupo. A canção curiosamente voltou consagrada na versão feita pelo grupo WET,WET,WET para o filme “QUATRO CASAMENTOS E UM FUNERAL”, em 1994. E REG PRESLEY virou celebridade. Foi a shows de TV e, dizem, enriqueceu com os royalties.
A legitimidade dos TROGGS chegou a ponto de tocarem no “casamento/evento” do STING. Os que gostam do POLICE certamente descobrirão o germe inoculado pelos TROGGS – que sempre estiveram por aí.
Os LPS não são lá essas coisas. Mas, a pletora de SINGLES, juntados na coletânea de 3 CDS e 80 faixas, aqui postada, são todos fieis ao princípio básico do BEAT inglês dos 1960, e refletem obra construída e consistente. Há muita coisa vibrante, pesada e divertida!
Os TROGGS tornaram-se CULT a partir de meados da década de 1980, quando a nova geração do ROCK alternativo despontou com a volta ao básico. É notória a admiração do pessoal do R.E.M, cultores do ROCK tradicional modernizado e não simplista. E juntos com os TROGGS fizeram um álbum emblemático, ATHENS ANDOVER:
ATHENS fica na GEÓRGIA, nos E.U.A., onde nasceu o R.E.M; e ANDOVER é a cidade natal dos TROGGS, na INGLATERRA.
No início da carreira dos BEATLES, um repórter perguntou: POR QUE THE BEATLES? E LENNON respondeu: E POR QUE, NÃO?
REG PRESLEY quando lhe perguntavam “por onde andavam os TROGGS”? , respondia: “E VOCÊ, POR ONDE ANDOU?
“Memories are made of this”.
POSTAGEM ORIGINAL: 31/07/2022
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THE “BLUE HORIZON” STORY 1965/1970 – SENSACIONAL!

GRAVADORA BOUTIQUE INGLESA ESPECIALIZADA EM BLUES, E CRIADA PELO PRODUTOR “MIKE VERNON”.
FORAM 5 ANOS DE VIDA, MAIS DE 70 SINGLES, E 60 ALBUNS COM GENTE HISTÓRICA. COMEÇANDO PELO BLUES AMERICANO. GRAVARAM POR LÁ “CHAMPION JACK DUPREE” ; “BUCKA WHITE”, ” B.B.KING”, “HUBERT SUMLIN”; E VÁRIOS.
PORÉM, O MAIS IMPORTANTE FOI A CAPACIDADE QUE VERNON DEMONSTROU PARA TRAZER E PROMOVER OS FUTUROS ÍDOLOS DO BLUES INGLÊS.
DESPONTARAM COM ELE “PETER GREEN & FLEETWOOD MAC”; “JOHN MAYALL” & “ERIC CLAPTON”; “CHICKEN SHACK”; “AYNSLEY DUNBAR”; E PLETORA ULTRA SIGNIFICATIVA…
“MIKE VERNON” ERA ARROJADO; EMPREENDIA. VOCÊ SABE QUEM É A PORTORIQUENHA “MARTA VELEZ”? ENTÃO, PROCURE SABER. PORQUE A BANDA QUE GRAVOU O LP. COM ELA TINHA “CLAPTON”, “JACK BRUCE” E “MITCH MITCHELL”, NO MEIO DE CRAQUES DESTACADOS. O CD EXISTE POR AÍ; E É MUITO LEGAL!
A “BLUE HORIZON” É UM PRODÍGIO DE ABRANGÊNCIA! “VERNON” XERETOU PRA VALER! ENXERGOU ONDE HAVIA TALENTOS POTENCIAIS. E FORAM RELANÇADOS VÁRIOS DESSES LPS NA VERSÃO EM CD; ENRIQUECENDO A COLEÇÃO DE QUEM CONSEGUIU IR DESCOLANDO. “TIO SÉRGIO”, AQUI, TEM ALGUNS….
“CHRISTINE McVIE”, POR EXEMPLO, ENTROU PARA O “FLEETWOOD MC”, DEPOIS DO SUCESSO ARTÍSTICO E COMERCIAL COM A VERSÃO DE “I’D RATHER GO BLIND”, CLÁSSICO DO R&B DE “ETTA JAMES”, QUE A LEVOU AO TOPO DA PARADA INGLESA.
EM POUCAS PALAVRAS, ESTE É UM BOX PRA LÁ DE COLECIONÁVEL E IMPRESCINDÍVEL. PELA CAPA, SERIA O PRIMEIRO DE UMA SÉRIE. EU NÃO CONHEÇO OUTROS.
RECOMENDO DE OLHOS FECHADOS E GARRAFAS ABERTAS!
VÁ ATRÁS; VALE A PENA DE VERDADE!
POSTAGEM ORIGINAL:01/08/2020
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THE CRITTERS – ANTHOLOGY – 1965/1967

A CAPA DESSA COLETÂNEA É A MESMA DO PRIMEIRO LP ORIGINAL DA BANDA, LANÇADO INCLUSIVE NO BRASIL, EM 1966, PELA ‘MOCAMBO”, SELO DA HOJE CULT EX – “FÁBRICA DE DISCOS ROZEMBLIT”.HOUVE OUTRO QUE, SABE-SE LÁ POR QUAIS MISTÉRIOS, FOI TAMBÉM LANÇADO CÁ NO “HOSPÍCIO DO SUL” .
OS “CRITTERS” FIZERAM A MINHA ADOLESCÊNCIA MAIS ALEGRE. GOSTAVA E AINDA GOSTO MUITO; E TOQUEI TANTO O VINIL QUE, ANOS DEPOIS, COMPREI OUTRA CÓPIA!
BANDA AMERICANA MUITO BOA DE BEAT-FOLK-ROCK, ERAM DE NOVA JERSEY, A TERRA DO BRUCE SPRINGSTEEN, DOS RASCALS, DO BON JOVI E DA MADONNA.
OS CARAS FIZERAM O PRIMEIRO LONG PLAY, EM 1966. É SIMPLESMENTE DELICIOSO E ULTRA COLECIONÁVEL. ESTÃO LÁ DOIS HITS MENORES E INESQUECÍVEIS DO “SUNSHINE POP”: “YOUNGER GIRL”, COVER DE MÚSICA DOS “LOVIN’ SPOONFUL” – EM VERSÃO MUITO MELHOR QUE A ORIGINAL!; E “MR. DIEINGLY SAD”, MAIS CONHECIDA, TOCOU BASTANTE NAS RÁDIOS NA ÉPOCA. HOJE, AINDA TOCA EM FMS AMERICANAS DE “OLDIES”.
DOIS MEMBROS ORIGINAIS DO GRUPO SEGUIRAM CARREIRA NA MÚSICA:
O GUITARRISTA “JIMMY RYAN” TOCOU E GRAVOU POR ANOS COM “CARLY SIMON”. E O BAIXISTA E CANTOR, “DON CICCONE”, FEZ PARTE POR MUITO TEMPO DE “FRANK VALLI & THE 4 SEASONS”.
DON NÃO É PARENTE DE MADONNA!
RECOMENDO MUITO MESMO!
POSTAGEM ORIGINAL: 30/07/2020
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UM SÁBADO A TARDE, EM 1973…

Eu me lembro com bastante nitidez de certo sábado à tarde, em 1973. Eu recordo a luminosidade daquele dia, e suponho que tenha sido entre e abril e maio.
Por motivo que não identifico claramente, eu estava tranquilo e feliz. Não alegre, eu sei. Mas, desfrutando momento de rara completude.
Quase 50 anos se foram, mas aquele sábado reteve-se em mim.
Em 1973, ainda não existiam a WOOP BOP e a BARATOS AFINS, as duas lojas que fizeram história por conseguir congregar um certo público que curtia o UNDERGROUND, o ROCK e arredores.
Informações do exterior existiam, mesmo poucas e truncadas, e aguçavam desejos.
Estavam condensadas em publicações como a ROLLING STONE, já circulando por aqui, e jornais alternativos onde esforçados jornalistas, como LUIZ CARLOS MACIEL, nos informavam sobre o novo “perenizado” pós a suposta revolução trazida por HIPPIES e a NOVA ESQUERDA INTELECTUAL.
Claro, não durou o suficiente, mas deixou marcas não removidas, feito tatuagens.
Existiam grandes lojas que importavam, traziam discos e novidades. Eram tão caros como hoje é, e sempre foram.
Não consigo visualizar claramente se foi na BRUNO BLOIS, na BRENO ROSSI, onde naquela tarde inesquecível comprei dois entre os discos de que mais gosto até hoje.
Eu já conhecia o BOB SEGER. Cantor potente, BLUESY e pesado. Teve dois SINGLES lançados por aqui, “2+2” e “RAMBLING GAMBLIN MAN”, estilingadas certeiras!
SEGER é uma espécie de antecessor de BRUCE SPRINGSTEEN, naquela coisa do americano solitário contra o sistema, sempre “ON THE ROAD”, e torturado pela imprecisão psicológica, feito um JAMES DEAN ou JIM MORRISON, que os antenados de minha geração conheceram. E daí o fascínio que me causou.
BOB chegou ao real sucesso alguns anos depois, 1977/1978, Mas, jamais fez álbum tão bom e consistente quanto “BACK IN 72”.
O disco foi gravado no “MUSCLE SHOALS STUDIO”, onde a elite do SOUL e R&B gravava. Gente como ARETHA FRANKLIN, por exemplo.
Ele é acompanhado por craques como J.J.CALE, JIMMY JOHNSON, BARRY BECKETT, DAVID HOOD e ROGER HAWKINS, para ficar no primeiro time. E mescla SOUL, R&B e ROCK com eficiência e sofisticação. É um grande e desconhecido disco. Brilhando no fundo do poço do ROCK. Experimente.
Também me recordo de ter visto o disco de BOB SEGER e separado. Enquanto isso, rolava no PICK UP disco chegado naquele momento, o primeiro álbum do BLUE OYSTER CULT. Impacto fulminante. Um míssil direto no cérebro e no corpo!
Para mim, é o melhor disco que fizeram.
Está entre o HARD ROCK e o PROGRESSIVO. Tem pegada BLUESY, algumas novidades tecnológicas, como delays e outros “babados”, faixas interligadas e sem espaço, que dão sensação de continuidade, não importando as músicas que se sucedem.
É um disco bastante original de ROCK PESADO americano.
Sim, claramente americano, como um CAPTAIN BEYOND e o KANSAS; ou o DUST e o GRANDFUNK RAILROAD.
O BLUE OYSTER CULT foi grande sucesso, na década de 1970. E tem outros discos bastante bons.
Mas, nenhum se compara a este.
Talvez seja por causa dos discos, que a memória daquele inesquecível sábado me sequestra até hoje.
Desejo a todos experiência tão cativante…
POSTAGEM ORIGINAL: 30/07/2022
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MANIA DE VOCÊS: OS BENDITOS DISCOS QUE ME ASSOLAM! HOJE, R&B MODERNO E CLÁSSICO, PARA ESQUENTAR O SÁBADO!

E a querida RITA LEE entrou na postagem não à revelia do próprio gosto e vício! Ela também era gamada (nossa, TIO SÉRGIO, essa é do seu tempo! )por discos, etc…, eternos objetos do desejo.
Acabei de receber do correio mais outra “intimação” para o pagamento das taxas e impostos sobre a compra de umas “rodelas prateadas” que busquei nas “estranjas”.
Aviso de curra: R$ 137,00! Eu já esperava. Ficaram retidas por quase trinta dias pela Receita Federal. São dois CDs japoneses: Um do “JEFF BECK”; e o “RARE EARTH” que me faltava: “MA”. São edições caras, especiais!
O detalhe é que o “RARE EARTH” EU COMPREI EM DUPLICATA!!!
Errei! Coisa rara de acontecer. Chegou dias atrás… Agora virá outro…Meu SANTO COLOMBINO!
Brasileiros adoram impostos escorchantes. Contanto que aplicados sobre os outros. E não faltam argumentos: é o social que requer; a péssima distribuição da renda exige; há mil desculpas e motivos.
Mas controlar o Estado e seus gastos mal realizados? ahhh… aí caímos em ideologias e seus interesses, explicações, justificativas. Azar dos que pagam, porque fiscalizados à lupa!
Estou postando discos de RHYTHM ‘N’ BLUES. Sim! Prefiro o nome genérico em vez de reter-me a filigranas discutíveis. Discos antigos e recentes. Porque são bálsamos para dias turbulentos. Geralmente melodiosos, músicas belas; “atemporais”, agradam a muito mais gente.
1) Dois são de “JOSS STONE”: INTRODUCING, 2007; e COLOUR ME FREE, 2009. Tenho alguns outros. É boa cantora da geração surgida em meados da primeira década de 2000. Ela faz o R&B moderno, às vezes com algum RAP; e cheio de referências históricas. Dá pra “dissecar” ARETHA FRANKLIN, DINAH WASHINGTON , um quê de GLADYS KNIGHT, e tantas e nada tontas.
São dois CDS muito bons; cheios de ritmo, batida e bateria que se pretendem diferenciadas. “JOSS” é boa de palco; faz grandes shows; e instalou-se pelo mundo. Busca alternativas, mas assumiu o R&B. Segue intensa e continua linda! Seus discos são joviais e dançantes.
2) “MICK HUCKNALL” já é veterano e ainda a cara “SIMPLY RED”, e tocou a carreira bombardeando tendências várias; e graças à sua voz versátil e capacidade para oscilar do R&B ao ROCK; e até navegar pela música latina, como visto em DVD de sucesso gravado em Cuba. O ruivinho segue. E a mim agrada. Então, duas opções na foto.
3) “SEAL”. Acho que é o grande nome do POP/R&B/ NEO SOUL; e o talvez o melhor dos últimos 35 anos. Seus dois primeiros e sensacionais discos foram brindados com oceano de craques participando; gente em nível de JEFF BECK, por exemplo.
Aqui, estão três discos relativamente recentes: SEAL, 7; STANDARDS; e SOUL 2. Seguramente bons. Acredite. O cara continua ativo pelaí cantando, fazendo e agradando.
Agora, alguns clássicos da “BLACK MUSIC”:
4) “MARVIN GAYE”. COLETÂNEA TRIPLA com 50 músicas. O essencial de um cantor imenso. Não tem erro! Gosto demais desse pretão cheio de problemas emocionais e tangenciando a psicopatia.
5) “ISAAC HAYES”, THE POLYDOR YEARS. Coletânea muito diferente da fase STAX. Aqui também o SOUL e R&B muito identificáveis, e a classe de sempre. Tente; se for barato.
6) “DR JOHN”, THE VERY BEST. Coleção de clássicos de outro diferenciado que jamais decepciona: BLUES, R&B, COUNTRY, e tudo junto e misturado por um artista único e obrigatório.
7) Encerro com um CLÁSSICO MODERNO, artistas CULTS do R&B. E desconfio, só o TIO SÉRGIO aqui ousaria indicar. É BOM PRA LHALHALO!
A conjunção astral entre dois grandes e históricos: STEVE CROPPER, mestre da guitarra, e reverenciado músico do arco R&B, ROCK, COUNTRY, SOUL, e o que vier. Ele vem com FELIX CAVALIERI, tecladista e voz dos RASCALS – o bem sucedido e famoso grupo americano da década de 1960.
FELIX, era o principal cantor da banda, e fez OTIS REDDING invadir o estúdio da ATLANTIC RECORDS, em 1968, onde os RASCALS gravavam; porque duvidou quando lhe disseram que era um BRANCÃO “italiano/americano” cantando; e não um NEGÃO!
E não era mesmo! FELIX foi um dos inventores do BLUE EYED SOUL!
Eles gravaram dois álbuns sensacionais; soltos, bem captados e produzidos; cantados com charme e arranjados em alto estilo. Na postagem, o álbum lançado em 2008. Anima quaisquer festas e reuniões.
Procure por essa turma no Youtube, e confira.
POSTAGEM ORIGINAL: 28/07/2022
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MARC JOHNSON – “BASS DESIRES” – GRAVADORA ECM – 1986

JOHNSON tocou e gravou com o universo do jazz e seus arredores. Para citar poucos, BILL EVANS, GARY BURTON, STAN GETZ, PAT METHENY, PATRICIA BARBER…
Ele produziu para a pianista brasileira ELIANE ELIAS, álbum premiado com o GRAMMY. Não é pouca coisa.
Craque do baixo acústico, aqui lidera disco FUSION com outros artistas supremos: BILL FRISELL e JOHN SCOFIELD, guitarras; e PETER ERSKINE, bateria. É gente da grife ECM. Mas traz um “quê” do estilo americano de fazer essas coisas. As gravações foram realizadas em NOVA YORK.
Se você gosta do FUSION JAZZ dos anos 1980, esse disco vai te pegar. Mesmo o retrogosto deixando um certo travo de sonoridade algo datada…
Eu gosto. Portanto, recomendo.
POSTAGEM ORIGINAL: 29/07/2020
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MULHERES ARRASANDO NO CONTRABAIXO! E COMO TOCAM!!!

É interessante o que há de mulheres arrasando no CONTRABAIXO! Impressiona! Estão em diversos ritmos, estilos, e são de várias nacionalidades.
Início de madrugada qualquer, fui desligar a televisão; mas dei com show do JEFF BECK, em TÓQUIO. Pois bem, talvez pela primeira vez ouvi BECK tocando telegraficamente. VERSÕES mais curtas, fabulosas, entre os seus clássicos, novidades e beyond. O gênio em ação.
Mas, como de costume, não era só ele. A banda coesa e formada por músicos virtuosos; o trivial variado que sabemos desde sempre. Entre eles, a baixista, RHONDA SMITH, canadense, preta, e dez anos tocando com o PRINCE. Um arraso em técnica e ritmo.
O surpreendente ( seria ? ) é que RHONDA substituiu TAL WILKENFELD, australiana e loira, que também esteve com JEFF BECK no famoso concerto no RONNIE SCOTT, e por um tempão mais.
Quem ouviu TAL sabe do que estou falando – e HERBIE HANCOCK, os ALLMANN BROTHERS, CLAPTON e mais um monte de gente concorda. É muito jovem, quase menina! E toca o fino!
Existe uma tradição no BAIXO ELÉTRICO muito bem simbolizada por CAROL KAYE, “The First Lady of Bass”, nome de um documentário sobre ela. CAROL participou em mais de 10.000 sessões de gravações e pode ser ouvida em discos dos BEACH BOYS a FRANK ZAPPA; passou pelos SINATRA ( o FRANK e a NANCY ); coloriu o BUFFALO SPRINGFIELD, os ELECTRIC PRUNES; e tanta gente que nem é possível relacionar.
Ela escreveu diversos livros tutoriais sobre como tocar GUITARRA e BAIXO; ensinou a muitos, como o cara do KISS, de quem não recordo o nome. A “tia” é o fino do fino; eclética musicalmente; e pessoalmente conservadora, recatada e… magistral…
Quem ouviu o último concerto do BOWIE, a turnê “REALITY TOUR”, reparou em GAIL ANN DORSEY, que arrasa tocando e fazendo dueto com DAVID em “UNDER PRESURE”, clássico dele com FREDDIE MERCURY. E que tal não esquecer a vanguarda? Temos KIM GORDON, do SONIC YOUTH, e certamente outras é incontáveis!
Para encerrar, mas muito longe de esgotar o assunto, eu recomendo ouvir uma garota que toca na banda que acompanha o programa do BIAL, no final das noites, na Globo.
O nome dela é ANNA CARINA SEBASTIÃO. Do SAMBA ao FUNK, ao ROCK e ao que vier. E como toca e sustenta o ritmo esta menina!!!
Acho que as meninas estão dominando o baixo melhor do que dominam as guitarras. Mas, só por enquanto, né LARI BASILIO?
POSTAGEM ORIGINAL: 28/07/2022
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YARDBIRDS – LIVE YARDBIRDS FEATURING COM JIMMY PAGE, 1968. E OUTRA HISTORINHA QUE SÓ O TIO SÉRGIO CONTA!

Um grande amigo, também colecionador de discos, no início dos anos 1970 pendurava na parede da sala um pôster antigo dos YARDBIRDS, com o JIMMY PAGE na guitarra.
A imagem era, digamos… um tanto fora do comum para uma banda já de HARD ROCK. Os quatro caras estavam posando envolvidos em peles, um tanto “AQUALIRADOS”, como diria o escritor JOSÉ SARNEY, hummm! Um cenário mais adequado aos PET SHOP BOYS, A-HA, DEPECHE MODE, ou PABLO VITTAR; só para usar exemplos notórios…
E, entra na sala uma tia velhae pergunta:
– Silvinho, quem são esses cabeludos aí na parede?
– São os YARDBIRDS, tia…
– QUEM?!?!?!?!, os VIADOS VERDES?!?!?!
Não eram…
Comecei por piadinha datada e infame; mas o diálogo aconteceu de verdade. E aproveito para juntar a CD, edição argentina e provavelmente pirata, de um LONG PLAY lançado pela EPIC RECORDS só na América, em 1971.
É um show ao vivo, gravado em NOVA YORK, no dia 30 de março de 1968, quando os YARDBIRDS já estavam na gargalhada final. PAGE, na guitarra, é claro; o vocalista KEITH RELF; o baterista JIM McCARTHY; e o baixista CHRIS DREJAS tocavam juntos pelas últimas vezes. Foi a excursão final, que acabou semanas depois.
O destino e sequência é fato histórico sabido: sobraram apenas JIMMY PAGE e CHRIS DREJAS, que contrataram ROBERT PLANT, e JOHN BONHAN, para cumprir uns compromissos finais dos YARDBIRDS pela Europa, e a finito.
Com a entrada de JOHN PAUL JONES, no lugar de CHRIS DREJAS, o LED ZEPPELIN aconteceu.
Este álbum é oportunismo puro e nítido. O grupo quando ouviu o resultado da gravação recusou-se a lançar o disco. É técnica e artisticamente um fracasso. RELF canta nada; PAGE parece exausto. E mesmo tentando reproduzir os HITS mais clássicos da fase com JEFF BECK, a coisa não rolou. A gravação é tão ruim que, a gente não sabe se o público está “apulpando”, ou gostando…
Mas, com o sucesso do LED ZEPPELIN, a EPIC forçou a barra e lançou o disco. Lembro-me que, na época, quando comprei, meus amigos adoraram! É um disco barulhento, garageiro e mal feito. E, admito agora, é um bom motivo para tê-lo!
Hoje, é bastante raro. E não lembro de tê-lo visto em CDS oficiais por aí. Enfim, vale por documentar um velório!
POSTAGEM ORIGINAL: 26/07/2024
Pode ser um doodle de abutre, coruja e texto

DAVID BOWIE, BEATLES e RIHANNA, A DISCOGRAFIA PERTINENTE PARA O FILME “LUCY IN THE SKY”, 2021

“LUCY IN THE SKY” , é um filme profundo dirigido por NOAH HAWLEY, COM NATALIE PORTMAN & JON HAMM, 2021.
LUCY COLA é astronauta. E isto significa disciplina, inteligência acima do normal, determinação, lógica, autocontrole, coragem; e um acúmulo estruturado de informações, conhecimentos científicos e tecnológicos.
E tudo isso para “sair da TERRA”:
Eis a tórrida e definitiva observação do MAJOR TOM, o astronauta depressivo, personagem criado por DAVID BOWIE em seu primeiro clássico, “SPACE ODDITY,” gravado em 1969:
MAJOR TOM diz para o CONTROLE DE TERRA que “THE PLANET EARTH IS BLUE, AND THERE´S NOTHING I CAN DO!!!”. Não,😒 queridões, queridonas, e queridexes, TIO SÉRGIO não vai traduzir…
Assistam ao filme.
É inquietante, inteligente e filosoficamente demolidor, como deveria ser; concordo eu, agnóstico relutante que sou, mesmo rezando todas as noites.
A questão é: de um ser humano treinado, recheado de álgebra, condicionado a responder com a eficácia de um robô às circunstâncias que humanos não conseguiriam, espera-se respostas e decisões excepcionais?
Definitivamente, talvez;
LUCY – oi, pessoal, apresento-lhes uma NATALIE PORTMAN em grande performance interpretativa, em meio a elenco adequado e afiado. Pois, bem; LUCY fez viagem espacial, é da elite da NASA, e ficou encantada com o que viu lá de cima…Mas, retorna à sua vida aqui na terra; tem marido e filha, e… dá de cara com o cotidiano.
Não foi um choque óbvio, mediano, trivial. E, sim, uma verdadeira desconstrução do “EU”.
As perguntas e possíveis respostas se transportaram para dentro, e não para fora dela, como ela mesma esperaria…
Afinal, aquela “dimensão incomensurável”, que todos observamos daqui da Terra, repleta de luzes de estrelas emitidas milhões, sei lá, ( bilhões? ) de anos atrás, e talvez provindas de corpos que não existam mais; não são assimiláveis, e menos ainda traduzíveis às dimensões humanas. Mesmo para superdotada como ela.
Pessoas vivem até 70/90 anos, se superestimamos o prazo para o “countdown” rumo à extinção de cada um de nós…É muito pouco frente ao Universo!
Resumindo, como lidar com o vazio imenso e a nossa insignificância em relação ao “INFINITO”? Foi o que LUCY sentiu.
Então, como e por que estar metido nisso, se todos somos segmentos de retas; frutos, em geral, da ejaculação de um homem em uma mulher, num momento de prazer – ou não?
Vamos viver tão pouco e seremos interrompidos… Em viagens rumo ao desconhecido, se encontrará “nada” por distâncias que podem ultrapassar vidas e vidas? Centenas, milhares de anos… para chegar a … algo.
Devemos concordar: com a tecnologia disponível, defrontar-se com isso é um monumento à frustração. E nem a expectativa de ser filho de um DEUS criador e mitigador de sofrimentos está no aprendizado de um astronauta!
Então, como aguentar o retorno para dentro de si mesmo?
LUCY COLA pirou porque precisava, no mínimo, identificar um propósito para perceber-se “gente”. E tentou. Mas, isso deixo para vocês concluírem quando assistirem ao filme.
O médico da famosa série,”Dr. HOUSE”, em rara discussão com uma paciente, ouve dela que “Se Deus não existe, a vida não faz sentido”. E responde: “A vida não faz sentido se não tiver um propósito”! E é aí que os problemas começam.
De BOWIE voltamos aos BEATLES, 1967.
“LUCY IN THE SKY WITH DIAMONDS” é um clássico alternativo e cult do ROCK. A letra é totalmente lisérgica e surrealista. E melodia e harmonia são ricas e bem trabalhadas.
Mas, a viagem interior através das drogas também contempla a mente expandida em direção ao Universo. Os diamantes, metáforas para estrelas, refletem a imaginação sobre algo parcialmente visível, mas de grandeza e riquezas inimagináveis.
Estão aí os telescópios, as novas tecnologias e as descobertas assombrando crédulos e agnósticos; céticos e nefelibatas.
A viagem que faz RIHANNA é terrena, palpável, enamorada, e mostra um bom propósito para continuar vivo: amar. Mesmo que o eterno seja breve.
Em DIAMONDS, 2012, seu clássico POP instantâneo, ela identifica a pessoa que está com ELA como “BEAUTIFUL LIKE DIAMONDS IN THE SKY. A música belíssima foi produzida por “STARGATE”. Aliás, nome mais significativo é difícil imaginar…
Através de RIHANNA, eu compreendi melhor os BEATLES…
Pois, é! A viagem de LUCY COLA refletiu a inquietação de DAVID BOWIE, a ousadia de JOHN LENNON e o romantismo de RIHANNA.
E, também, a imaginação de bilhões de terráqueos – e talvez de habitantes de outras galáxias.
Mas…
POSTAGEM ORIGINAL: 06/05/2023
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