AS FACES DE TONY ERDMANN, FILME DE MAREN ADE, COM PETER SIMONISCHEK E SANDRA HULLER, 2016

O filme é recorrente e insistente nos canais Telecine da NET. Eu zapeando minha insônia defrontei-me várias vezes com ele. madrugada qualquer eu deixei rolar para tentar sacar do que realmente se tratava.

É inusitado e fascinante. A história central pouco importa; e menos ainda a quase sempre sinopse das programadoras.

Pela descrição incrivelmente simplista, mas não tão longe do mostrado, seria a preocupação de um pai com sua filha yuppie à procura de ser bem sucedida, e vinda de uma sociedade ex-comunista bucólica e inerte, que em poucos anos vai se transformando em “alvo” da globalização no centro da Europa.

Ele, velho demais e criado por valores em decadência tenta preservar um pouco a própria sanidade e a da filha – que se derrama ao novo, pouco se importando com causas, consequências ou escrúpulos.

A estratégia do velho é a galhofa e a bizarrice permanentes, que se misturam à cobiça, necessidade de produzir e ao non-sense dos estrategistas de negócios da nova ordem para o ex-bloco oriental.

Há uma coleção de situações beirando o impossível, mas plausíveis para um mundo que perdeu valores e, realmente, não está em busca de novos. Só de grana e progresso material.

O filme mostra a conversa velha e presente em momentos de crises e mudanças bruscas, na periferia do capitalismo. O país no caso é a Romênia pós comunista, em uma Bucarest simples, precária, mas sob cobiça provisória do mundo global.

E fez com que eu pensasse o nosso Brasil, no governo BOLSONARO. Em busca de nova arrancada, cheio de códigos quebrados, em busca de valores do passado que se mesclariam com a nova ordem capitalista anti-China. Mas, hipoteticamente pró cristã. Globalização versus desglobalização?

Na Bucarest de INES, a personagem central, o que valeria é o sucesso profissional e grana. Mas, ao contrário dela – que vence e é transferida para Singapura -; nós fomos atrás do desenvolvimento olhando para nossa brazuca ancestral e buscando ideias e valores tradicionais, muitos deles reacionários.

Claro, o cenário mudou, E LULA venceu. Mas, foram revogadas aquelas ideias, que fizeram 48% dos votantes sufragarem seo JAIR?

Para um filme eficaz, nos falta um Toni Erdmann. Personagem que não consigo associar a ninguém suficientemente patético para ser interpretado.

Mas, certamente há….

Se puderem assistam.

TERJE RYPDAL – ESTILISTA DA GUITARRA

RYPDAL REFINOU A TÉCNICA DO USO DE ARCOS PARA VIOLINOS E VIOLONCELOS, QUE JIMMY PAGE TENTOU COM OS YARDBIRDS, EM 1967, E USOU MUITAS VEZES COM O LED ZEPPELIN.

DITO ASSIM, É POUCO PARA COMPREENDER A EXTENSÃO E REFINAMENTO DE PROPOSTA E ESTILOS QUE TERJE ULTRAPASSOU.

CLARO, O ARCO É PARTE DA SONORIDADE. ELE É UM GUITARRISTA MAIS COMPLETO, QUE INICIOU NO ROCK E DERIVOU PARA O FREE JAZZ, E A FUSION JAZZÍSTICA. SUA MÚSICA É DE BELEZA EVIDENTE; ELE ESBANJA TALENTOS…

TERJE RYPDAL FEZ CARREIRA NA ALEMÃ E.C.M. RECORDS, ONDE GRAVOU COM DEUS E O MUNDO. E TEM PRODUÇÃO INTENSA NAQUELA MÚSICA SOFISTICADA, CLIMÁTICA E DIFERENTE. TOCOU EM GRUPOS QUE JUNTAVAM TROMPETES, MELLOTRON, ÓRGÃO… ; OU SE ORGANIZAVAM COM FORMAS ALGO CONVENCIONAIS PARA O JAZZ. E, TAMBÉM OUTROS DERIVANDO PARA O VASTÍSSIMO ETC… ALTERNATIVO.

NÃO ESTOU INTRODUZINDO UM ARTISTA COMUM. MAS, COM OUTRAS VISÕES DA MÚSICA, CULTURAS E PERSPECTIVAS.

OS DISCOS ACIMA SÃO DE FASE MAIS PRODUTIVA DA CARREIRA DELE, QUE É DURADOURA E DIFERENCIADA.

PARA CONHECER TERJE RYPDAL, PROCURE “WORKS” , COLETÂNEA EXCELENTE. ESCUTEM. É MUITO INTERESSANTE!

ANNIE HASLAN, RENAISSANCE E CARREIRA SOLO.

O RENAISSANCE e ANNIE HASLAN são grandes. Fazem um misto de FOLK/POP LIGHT e ROCK PROGRESSIVO SINFÔNICO. Realizaram discos muito legais e artisticamente inovadores.

O RENAISSANCE foi uma das vertentes da prolífica linhagem inaugurada pelos YARDBIRDS, que legaram ERIC CLAPTON, JIMMY PAGE e JEFF BECK, os três na gênese do HARD-ROCK e do HEAVY METAL. E, também do ROCK PROGRESSIVO.

O RENAISSANCE começou como projeto de KEITH RELF e JIM McCARTHY, vocalista e baterista da nova banda, em 1968.

Gravaram dois LPs seminais, em sentido diametralmente oposto ao dos outros integrantes, mesclando FOLK, MÚSICA RENASCENTISTA, PSICODELIA e POP MELÓDICO.

A vocal feminino era de JANE RELF, irmã de KEITH. Um cantar algo lúgubre. Mas, claro, já eram ROCK PROGRESSIVO. E, com o tempo, transformaram-se no ILUSION, mais ou menos na linha do RENAISSANCE.

Com ANNIE HASLAN, nos vocais, e mudança radical na formação, o RENAISSANCE foi um grande sucesso, na década de 1970.

Ouçam e tenham “PROLOGUE”, de 1971; e “ASHES ARE BUURNING”, 1972; os dois primeiros discos da nova fase, e que sintetizam muito bem o conceito que pretendiam seguir.

Os discos finais, em torno dos anos 1980, são algo medianos, e com uso de sintetizadores, como pediam aqueles tempos.

ANNIE é pessoa encantadora. Conta-se, que fãs do RENAISSANCE a abordaram, no CANADÁ, se não estou enganado. E a convidaram para fazer apresentações no BRASIL. Ela adorou, e veio mesmo, anos atrás.

ANNIE andou outras vezes por aqui; e há vídeo amador com ela e fãs cantando e tomando caipirinhas, no RIO DE JANEIRO. Há um CD gravado ao vivo em PETRÓPOLIS, no Rio de Janeiro chamado, chamado “UNDER BRAZILIAN SKIES”. E outro pirata e delicioso, gravado com o FLAVIO VENTURINI & BANDA.

ANNIE e VENTURINI são, de certa forma, artistas afins e complementares.

A carreira solo de ANNIE é interessante, e o primeiro disco, de 1977, “ANNIE IN THE WONDERLAND, é um clássico do CROSSOVER/FUSION de POP-NEW AGE e ROCK PROGRESSIVO. Teve a produção instigante e luxuosa de ROY WOOD, que foi marido dela, e mago da música alternativa

ROY era mentalmente instável, e deu vida ao THE MOVE, ao WIZZARD, e fundou a ELECTRIC LIGHT ORCHESTRA, com JEFF LINNE, no ínício da década de 1970. Um consórcio sacro-iconoclasta, e certamente imperdível!!!!!

O álbum “ANNIE HASLAN”, gravado em de 1989, foi produzido por MIKE OLDFIELD, e tem participação e música composta por JUSTIN HAYWARD, dos MOODY BLUES – outra banda estilisticamente muito próxima ao RENAISSANCE.

É nele onde está a linda “MOONLIGHT SHADOW”, que toca em rádios FM mundo afora.

ANNIE é a precursora/inspiradora de KATE BUSH, ENYA e FLORENCE & THE MACHINE, certamente outras várias. Ela tornou-se modelo e referência para o NEW AGE MUSIC, com acento FOLK e muita doçura no repertório.

Seu repertório é quase “baba”; mas só tangencia. Tudo o que ANNIE HASLAN gravou é delicioso e de bom gosto. ANNIE não é para diabéticos; e muito menos para demoníacos.

Desfrutem sem moderação.

TIO SÉRGIO a respeita e adora!

RYIUCHI SAKAMOTO, MÚSICO SUPERDOTADO.

Os que não conhecem o japonês saberão o quê perdiam quando o conhecerem.

É um virtuose do piano, teclados e da produção. E, mais que isso: é um arrojado intérprete e compositor.

Vai da música POP à VANGUARDA ELETRÔNICA. Fez TRILHAS SONORAS, também; e gravou e tocou TOM JOBIM com mestria e originalidade irrepreensíveis!

RYUICHI SAKAMOTO, que faleceu em 2023, era um dos maiores pianistas de sua geração.

De formação acadêmica impecável; e alma com estadia em botequins, conjunção astral de imensos predicados para um artista dedicado à música popular. Tudo o que legou é de refinamento ímpar!

Na década de 1960, dizia-se pejorativamente que “havia japonês no samba”, quando alguma percussão, arranjo ou execução não rolavam. Isto parou.

E deixou de ser verdade porque os japoneses são, hoje, os maiores recuperadores, preservadores e colecionadores da música brasileira neste planeta, e em sua órbita!

Eles tratam com afeto e devoção do SAMBA DE MORRO, à BOSSA NOVA; de CARTOLA a PAULINHO DA VIOLA; e passando por TOM JOBIM, IVAN LINS, MILTON NASCIMENTO, EGBERTO GISMONTI, GIL, CAETANO…e centenas de perdidos que só por lá você encontra os discos, se quiser escutar ou adquirir…

OS JAPONESES SÃO OS CURADORES DO MUSEU VIVO DA RIQUEZA MUSICAL DE MUITOS POVOS!

Eu sou catador de coisas nas lojas virtuais do Japão. Eles são espetaculares em quase tudo. Fazem o mesmo com o ROCK, o POP, o BLUES, o COUNTRY, sabe-se lá mais de onde, ou o quê?

Sempre dedicados e com a disciplina e o “minimalismo perfeccionista” que nós, brasileiros, ironizamos mas admiramos porque bonito, eficiente e eficaz.

Eles são os historiadores da cultura popular que a imensa maioria dos países não tem a capacidade, ou determinação para fazer ou proteger.

BRASIL, incluído.

SAKAMOTO fez a trilha para o filme FURYO, EM NOME DA HONRA, em que DAVID BOWIE também atua com brilho!

RYUICHI tem discos intrigantes e experimentais, como este DISCORD, 1998; um ELETRÔNICO DE VANGUARDA mesclado à MÚSICA DE CÂMARA CONTEMPORÂNEA. E é “NOISE”…, sim! Vale a pena “instilar” gotas dele na alma…

Gravou, também, com o inglês DAVID SYLVIAN, que era do JAPAN, talvez menos acaso do que se suporia…

Procurem saber sobre esse artista, também. Um dos mais criativos dos últimos 35 anos, juntamente com a islandesa BJORK – ambos sobreviventes e transcendentes do ROCK dos 1980.

O Japa era antenado. Atuava em vários estilos, e com gente tão diferente; experiências que o tornaram um eclético seletivo imprescindível para quem se interessa e gosta de música diferenciada.

E ele nos prospectou muito de perto. Observem os dois CDs do trio MORELENBAUM2/ SAKAMOTO: CASA e A DAY IN NEW YORK, lançados em 2000 e em 2002. São fáceis de achar na Internet; e talvez ainda seja possível adquirir a cópia nacional.

São discos que trazem basicamente composições de TOM JOBIM. “CASA” foi gravado no estúdio na residência do próprio TOM, no Rio de Janeiro, e RIYUCHI toca no piano do maestro. É lindo, brasileiro, e sem deixar de ser universal.

É a nossa alma estudada por três músicos excelentes e dedicados, que acrescentam nuances aos clássicos e standards que o mundo inteiro já conhece.

E “DAY” ( IN NEW YORK ) é igualmente refinado e gostoso, e vai na mesma linha romântico-contida, por assim dizer. Foi gravado em NOVA YORK, no dia seguinte ao final da turnê que fizeram usando o repertório que desenvolveram na estrada.

JACQUES MORELEMBAUM é violoncelista em nível internacional, e PAULA, a mulher dele, é boa cantora, adequada para a nova MPB e, principalmente, para recordar a BOSSA NOVA. São dois CDs legais de ouvir e ter.

Cada um pode ter o SAKAMOTO que preferir. Eu aposto nesses aqui aqui. Por enquanto. O tempo trará outros.

MADELEINE PERROUX – SECULAR HYMNS – 2017

O DISCO É UMA AVENTURA ANTROPOLÓGICA. E FOI GRAVADO EM IGREJINHA DE QUASE DEZ SÉCULOS (!!!), NO INTERIOR DA INGLATERRA, EM 2016.

A CAPTAÇÃO TEM ACÚSTICA PERFEITA E NOS DEIXA A SENSAÇÃO DOS TEMPOS E VIDAS QUE HABITARAM O LOCAL. O CLIMA É DE “ACONCHEGO ANCESTRAL”, POR ASSIM DIZER…

O REPERTÓRIO É CULT E INUSITADO. ALGO BLUESY RESVALANDO PARA O FOLK E UM VERNIZ JAZÍSTICO, PASSA POR TOM WAITS E WILLIE DIXON, EM MEIO A OUTROS ACHADOS.

A PARTE INSTRUMENTAL É PRIMOROSA, MESMO COM CERTAS LIMITAÇÕES VOCAIS INCOMUNS EM MADELEINE. QUE SEMPRE É INTERESSANTE E BOA CANTORA.

TUDO EMBALADO EM CHARME COMPLEMENTAR: FOI LANÇADO PELA IMPULSE RECORDS!

VALE A TENTATIVA. NÃO PERCAM!

CURTIS MAYFIELD – ARTE E MILITÂNCIA

 

CURTIS MAYFIELD COMBINAVA MILITÂNCIA SOCIAL E POLÍTICA PELOS DIREITOS CIVIS E, PRINCIPALMENTE, A CONSCIÊNCIA NEGRA. E FAZENDO ARTE DE QUALIDADE.

ENTRE 1961 E 1996, CONSTRUIU CARREIRA PROLÍFICA. PRIMEIRO, COM O GRUPO SOUL “THE IMPRESSIONS”, DE BASTANTE SUCESSO ATÉ 1970. E, DAÍ PARA FRENTE, COMO ARTISTA SOLO, PRODUTOR MUSICAL E EMPREENDEDOR.

“SUPERFLY”, CONSAGRADA TRILHA SONORA DE 1972, COMPOSTA POR MAYFIELD; “WHAT´S GOING ON”, DE MARVIN GAYE, EM 1970; E “INNERVISION”, DE STEVIE WONDER, SÃO TIDOS COMO GRANDES PILARES DA MODERNA BLACK MUSIC ENGAJADA E CONSCIENTE. CURTIS ERA CONSIDERADO ESTILISTA NA GUITARRA, E RECEBEU EM VIDA A CONSAGRAÇÃO QUE MERECIA.

AQUI ESTÃO 4 DISCOS BEM REPRESENTATIVOS DA CRIATIVIDADE DE MAYFIELD:

O BOX LUXUOSO EDITADO PELA GRAVADORA RHINO, EM 1996, FAZ ÓTIMO APANHADO GERAL DA CARREIRA. E, TAMBÉM, “SUPERFLY”, EDIÇÃO DUPLA E TAMBÉM GRAFICAMENTE BELÍSSIMA DA MESMA RHINO.

E, PARA CELEBRAR A OBRA DE CURTIS MAYFIELD, UM TRIBUTO FEITO POR VÁRIOS ARTISTAS, EM 1993.

ESTA LÁ FAIXA DE JERRY BUTTLER, PARCEIRO NOS “IMPRESSIONS” E GRANDE CANTOR NEGRO, FAZENDO “CHOICE OF COLOUR”, HIT EMBLEMÁTICO DE CURTIS MAYFIELD. E NESTA GRAVAÇÃO A SIMBIOSE PERFEITA ENTRE O “R&B: E A :SOUL MUSIC”, ARREMATADO POR UM “RAP” TOTALMENTE INTEGRADO AO CONTEXTO DA MÚSICA. IMPERDÍVEL!

UM ACIDENTE INUSITADO E HORROROSO DEIXOU CURTIS TETRAPLÉGICO, EM 1996. UM CANHÃO DE LUZ, O TAL “SUPERTRUPPER”, DESABOU SOBRE ELE DURANTE UM SHOW! NINGUÉM MERECE! ELE MENOS AINDA…

FAÇO, AQUI, O MEU TRIBUTO E CONSIDERAÇÃO À GRANDEZA PRODUTIVA E HUMANA DE CURTIS MAYFIELD.

ESCUTEM.

FESTIVAL BRASILEIRO DE “POO METAL” – SABEM QUEM VAI TOCAR?

Tio SÉRGIO enquanto meditava sobre o quê fazer com seus boletos, teve IDEIA COLOSSO para fechar as contas deixadas para o próximo ano:

Experiente, carpinado pela vida, e maturado feito queijo parmesão de tanto ouvir ladainhas, promessas, e de ver boca aberta de político mastigando nossos impostos, tio SÉRGIO identificou um estilo de ROCK PESADO que vem crescendo mais do que a libido em pré – adolescentes.

E já saiu batizando: é o POO METAL.

É ROCK TÃO PESADO, que joga excrementos no ventilador.

Então, vou promover um FESTIVAL DEDICADO AO GÊNERO.

Olhando em volta, tio SÉRGIO identificou o LINE-UP perfeito, porque os artistas e bandas estão pela aí tocando – e faz tempo! Dá até para descrever algumas performances:

A primeira banda não poderia ser outra:

LULA & OS PROBOS saíram do palco em 2010, e no lugar subiu DILMA & INCONSEQUENTES. Troca turbulenta…

Nonada, manos!

É que o LULA em vez de sair atirando e contando farol, foi lá e deu uns conselhos pra METALEIRA DILMA. E disse pra ela: manera, fru-fru, manera! Guarda os escorpiões e não solta a franga!

Mas DILMA e seus rebentos, sabichões como ninguém antes, resolveram tocar repertório do novo disco em vez de fazer uns covers maneiros; ensaiar uma e outra música nova…

Quer dizer, o negócio era fazer primeiro um SET ACÚSTICO, ir de leve, em vez de pisar no pedal da distorção e botar o estádio pra baixo.

O SET arregaçou tanto, que desligaram a luz e a banda foi proibida de atuar por uns bons tempos…Hoje, estão com outro nome: DILMA & OS REGRESSIVOS (de regressar, seus piratas!!!).

Por enquanto, estão só ensaiando, e muito perto do palco principal…

Pra substituir a encrenca, subiu no palco outra banda mais insossa, e algo perigosa e desafinada: MICHEL MICHAEL ( SÃO INGLESES ) & OS PORTOS SEGUROS. Tocaram uns tempinho meio maneiro, quase acústico. E parecia que iriam desenvolver, mas o vocalista confundiu cachê com propina e deu ruim…

E aí assumiu um grande HIT dos pântanos pátrios. JAIR E OS REAÇAS chegaram pela porta direita.

Atropelaram a concorrência. Guerrearam contra o remodelado LULA & OS ESQUECIDOS; impediram que a dupla MORO & DELTAN & A RESISTÊNCIA QUEIMADA continuasse no SHOW, que passou de PUNK METAL para SOFRÊNCIA e ninguém entendeu mais nada…

A performance do JAIR foi tão desastrada, que entrou em conflito com outros caras do line-up. Ameaçou quebrar tudo, mas a turma do deixa disso impôs condição: disseram pro JAIR & OS REAÇAS tomarem tenência, ficarem mais centrados.

E não deu outra, pra continuarem no show venderam quase toda a performance pra uma baita ORCHESTRA:

Aí o maestro, conhecido como REI ARTHUR, botou seus músicos pra animar o forró. Enquanto isso, tocava uma LIRA, vendo o circo pegar fogo.

E pegou mesmo.

A orquestra toda começou a se entender com outra banda do LINE UP. Na verdade, a banda já era veterana e tinha acertado alguns compassos, nos festivais anteriores, mas desandou na maionese lá pro meio do caminho.

E o líder tirou umas férias em CURITIBA, e voltou com outro nome: LULA & OS INOCENTES.

O legal de tudo é que venceram um THE VOICE BRASIL contra JAIR & OS REAÇAS.

E o JAIR MAGOOU. Não teve jeito. Viu que tinha mesmo de sair do palco. Porque ninguém mais quis tocar com ele. Afinal, o som era pesado demais e fora de moda. E a turma já estava de saco cheio, e gostando de outras bandas.

Então, JAIR largou o fã clube que o apoiava; pegou um avião e foi tentar a sorte na DISNEYLÂNDIA. Mudou o nome pra JANJO & OS GATINHOS, já que a tigrada que tocava o POO METAL michou. Dizem que anda atrás de leite moça pra animar o café da manhã…

E o tio SÉRGIO e o restante da plateia, que assistiram a tudo isso RINDO SEM ACHAR A MENOR GRAÇA, uma vez por mês têm de renovar o Ingresso pagando o carnê Leão.

E esse LEÃO não adianta sentar, porque não é manso mesmo!!!!

SET – UP REVIGORADO E FUNCIONANDO

O PRESENTE QUE A FADINHA MATERCARD TROUXE, EM 2018, FOI UM CABO USB PARA CONECTAR O COMPUTADOR AO D.A.C. DEPOIS DA FASE DE QUEIMA, ELE FICOU MUITO BOM!
GRAVEI E NEGOCIEI PARTE PEQUENA DE MINHA DISCOTECA. AGORA, CONSIGO EM POUCOS TOQUES SAIR DO CD PLAYER PARA O COMPUTADOR.
EM 2020, CONSEGUI TROCAR OS CABOS DE CAIXA. MUITO MAIS REFINADOS, OUTRA DIMENSÃO PARA O PALCO SONORO, TRANSIENTES E EQUILÍBRIO TONAL!
PARA 2022, TALVEZ UM NOVO CD-PLAYER OU UM PICK UP SÓ PRA TER E CURTIR OS POUQUÍSSIMOS LONG PLAYS QUE MANTENHO.
DEVAGAR, TUDO VAI FICANDO MAIS SOFISTICADO.
Meu SET UP, na época, era um Multi-amplificador MARANTZ, comprado lá por 2012, excelente! um CONDICIONADOR DE ENERGIA A/C ORGANIZER; par de caixas acústicas SONUS FABER, LIUTTO, DAC REGA APOLLO, cabos váriados e bons. E todos excelentes, conservados e ainda tocando o fino…
E o CD PLAYER REGA APOLLO, ótimo, mas já foi substituído.

PAULO FRANCIS, ELIS REGINA, MIELE, NARA LEÃO – RETRATOS DO BRASIL DÉCADA DE 1960

Esta fotografia foi encontrada no acervo digitalizado do Fundo Ultima Hora e registra a comemoração da virada de 1969 para 1970, com o ator Luis Carlos Miele, as cantoras Elis Regina e Nara Leão, o compositor Ronaldo Boscoli e os jornalistas Danuza Leão, Paulo Francis e Tarso de Castro.

Além desta imagem, no site do Arquivo Público do Estado de São Paulo é possível encontrar 40 mil documentos digitais que podem ser consultados gratuitamente no link http://www.arquivoestado.sp.gov.br/…/uh_imagens_de_um…

Feliz 2016!!

Legenda: Miele, Luiz Carlos; Elis Regina; Ronaldo Boscoli; Nara Leão; Sra. Samuel Weiner; Tarso de Castro; Paulo Francis; Reveillon do Flag”. 01.01.1970. Fundo: Ultima Hora Código de referência: BR_SP_APESP_UH_ICO_AMP_0386_008. Sem autor