TRAPEZE 1970/1972: DO PROGRESSIVO AO HARD ROCK – RHYTHM ‘N´BLUES.

 

Na história da música, épocas, nuances, o percurso de cada banda e outros artistas contemporâneos, ajudam a montar uma “cartografia” que aproxima as várias tendências do quadro real do que realmente está acontecendo. Sutilezas cabem em tudo.

E “aproximar” é a palavra central. Não há verdades “originais” que se mantenham perante as releituras que o tempo sempre traz. E pra todo mundo.

Em 1968, a memória de HENDRIX e do CREAM, e um HARD BLUES PSICODÉLICO ecoavam na música. Mas, já havia IRON BUTTERFLY, DEEP PURPLE, os MOODY BLUES, e até THE WHO, depois de TOMMY, testando outros limites.

Mas, a essência do BLUES ainda permeava parte do cenário. E o advento do LED ZEPPELIN foi crucial para um novo formato de música, bem mais pesada, baseada em, mas transcendendo o BLUES, e ventilando para o HEAVY METAL, que começaria a sedimentar-se, a partir de 1969, com o BLACK SABBATH.

Tudo junto e ao mesmo tempo, uma nova geração de bandas começou a despontar com forte influência no futuro. Na Inglaterra, KING CRIMSON, GÊNESIS, YES, o CARAVAN, e o URIAH HEEP, chegavam e apontavam para o ROCK PROGRESSIVO em desenvolvimento.

Na outra ponta, o HUMBLE PIE testava fusão do BLUES com o RHYTHM´N´BLUES, e toques de POP e HARD ROCK. PETER FRAMPTON e STEVE MARRIOTT, nas guitarras e vocais, faziam a diferença.

O TRAPEZE surgiu em1970, como quinteto resultante da junção de duas outras bandas, naquele ambiente rico e de mudança rápida, e não bem definida.

O grupo foi assediado pela APPLE, a gravadora dos BEATLES; mas fechou com a THRESHOLD, dos MOODY BLUES.

Os dois primeiros discos tem capa e produção gráfica esmerada, como de hábito para os MOODY BLUES.

JOHN LODGE, baixista dos MOODIES, produziu os dois primeiros LPS. Procurou realçar o som que faziam, mas sem grandes intervenções.

Deu liberdade aos garotos. E quem conhece o estilo de compor e cantar de LODGE, logo identifica o PROGRESSIVO LIGHT do primeiro LP: TRAPEZE, 1970.

No segundo disco, MEDUSA, também de 1970, o guitarrista MEL GALLEY, o baterista DAVE HOLLAND e o baixista GLENN HUGHES, muito jovens e bons músicos, assumiram a banda e a reduziram a um trio; e deram uma guinada para fora do PROGRESSIVO, em direção ao HARD-ROCK.

Os três cantavam. Mas, HUGHES se destacava pelo extensão da voz, o timbre e o jeito de cantar mais na linha de STEVE MARRIOTT, em um “blend” com ROCK, RHYTHN`N`BLUES e SOUL. De certa forma, do jeito que ROD STEWARD seguia em sua carreira.

O TRAPEZE não privilegiava o BLUES-ROCK, mas foi se tornando mais próximo do HUMBLE PIE, e da JAMES GANG, em sonoridades. O ROCK PESADO, mas com andamento lento e pouco teclado; que era uma das tendências naqueles tempos.

Talvez o BAD COMPANY tenha sido o exemplo mais bem sucedido entre todos.

A THRESHOLD aceitou a mudança de estilo com alguma reticência… Mas, continuou apoiando, e eles saíram em turnês abrindo para os MOODY BLUES, mundo afora.

Tocaram no ROYAL ALBERT HALL, em Londred; no CARNEGIE HALL, em Nova York e no FORUM de LOS ANGELES.

Aos poucos, estabeleceram seguidores na AMÉRICA, onde estavam indo muito bem.

Por isso, para o terceiro disco “YOU ARE THE MUSIC, WE´RE JUST THE BAND”, 1972, na minha opinião o mais consistente dos três que gravaram, trouxeram NEIL SLAVEN, que produzira KEEF HARTLEY BAND e o SAVOY BROWN, um produtor especialista em BLUES e música negra em geral.

A mudança foi notável. Ouve-se, claramente, as levadas típicas de bandas americanas da época, como os DOOBIE BROTHERS, JAMES GANG e o Z.Z.TOP. BILLY GIBBONS era fã; e os considerava o melhor POWER TRIO do início dos anos 1970!

E tudo isso mesclado com vocais cada vez mais “SOUL/R&B”, de GLEN HUGHES, muitas vezes lembrando BOZZ SCAGGS, OTIS REDDING, e artistas da MOTOWN e STAX.

O TRAPEZE estava ganhando consistência, mas os discos não vendiam suficientemente. Teriam tido sucesso caso tivessem persistido? Difícil dizer…

O empresário deles tentava leva-los para a WARNER quando, de repente, em setembro de 1973, o DEEP PURPLE fez proposta e GLENN HUGHES deixou o grupo.

Com o PURPLE ele teve bastante sucesso. E de lá saiu para carreira solo, em que permanece. HOUGHES tem vários discos gravados. E, até hoje, está na cena HEAVY. Exemplo marcante é o CD ao vivo aqui postado. Pauleira Brava!

GALLEY, com o tempo juntou-se ao WHITESNAKE e ao PHENOMENA; e HOLLAND gravou diversos discos com o JUDAS PRIEST e outros artistas. E ambos sentiram-se traídos por GLENN HOUGHES.

Mas, se você fosse GLENN o que faria se tivesse tido uma proposta como aquela?

ABOUT THE “BLUES”

 

UM DOS PRIMEIROS TEXTOS QUE PUBLIQUEI NO FACEBOOK

Na minha geração, para a turma que está entre os 50 e os 60 anos de idade gostar de BLUES era decorrência quase “natural” se você gostasse de rock. É o meu caso. Eu adorava, nos anos 1970 e 1980 e ainda gosto. compro CDS e DVDs e escuto até hoje.
O BLUES que nós gostávamos, na época, não era o tradicional – ROBERT JOHNSON, JOHN LEE HOOKER, MUDDY WATERS, entre vários. Mas o BLUES ELETRIFICADO e modernizado, que os ingleses desde o início dos anos 1960 descortinaram para o mundo.
Pois é, o BLUES é música americana de raíz, antes mais associada ao jazz, mas que foi recuperado, reverenciado e trazido para o mundo pop pelas bandas inglesas dos anos 1960.
Se não fossem os ROLLING STONES, YARDBIRDS, FLEETWOOD MAC, ANIMALS, MANFRED MANN, e uma infinidade de artistas até hoje em atividade, ícones como B.B. KING e toda a tradição americana teriam tido menos força e, quem sabe, menos influência.
Muitos deles já estavam no ostracismo. Diz a lenda que os STONES cruzaram com MUDDY WATERS, em 1964, quando foram gravar nos estúdios da CHESS RECORDSChess Records, nos E.U.A. ELE Waters pintava as paredes da casa…, o que horrorizou a banda!
Graças a JOHN MAYALL, o grande incentivador da geração de ingleses que faziam BLUES, artista com mais de 60 discos gravados, que literalmente tocou com ou acompanhou quase todos os grandes nomes – tradicionais e contemporâneos, ingleses ou americanos – o BLUES espalhou-se.
Foi MAYALL quem projetou Eric Clapton, já em 1964 considerado o melhor guitarrista da Inglaterra, desde quando estava nos YARDBIRDS. Para saber quantos outros artistas, procure no Google. JOHN MAYALL, é um dos artistas que ostentam a comenda de Cavaleiro do Império Britânico, como PAUL McCARTNEY e ELTON JOHN. Ele é estelar, continental e, aos 92 anos, ainda grava e excursiona.
Eu o assisti ao vivo, aqui em São Paulo, há uns 25 anos – e tenho os ingressos autógrafados por ele!!!!! -; No final de um show de quase 3 horas, o velho voltou ao palco e ajudou a desmontar os equipamentos!!!! Vitalidade de Milton Neves; da rainha da Inglaterra!
Mas, por que o BLUES explodiu na Inglaterra? Provavelmente porque os jovens ingleses queriam música vibrante como o ROCK AND ROLL da primeira fase – ELVIS PRESLEY e CHUCK BERRY entre vários – que já estava meio para o decadente e sem perspectiva, até que houve a explosão dos BEATLES e da chamada BRITISHJ INVASION, por volta de 1962/1964.
Grosso modo, na época e como hoje, as diversas tendências conviviam, os BEATLES seriam mais conectados aos ROCK e os ROLLING STONES ao BLUES…
Os clubes e pubs ingleses em geral apresentavam bandas de JAZZ. O JAZZ é como a BOSSA NOVA: música urbana para jovens mais sofisticados. A garotada em geral queria agito, daí o SKIFLE, depois o BLUES, música mais simples que bate direto nos sentimentos. E tem guitarras elétricas e combina com paqueras e cervejas.
Pouco a pouco os locais onde se ouvia JAZZ foram migrando para o BLUES, que se revestiu de ROCK e o resto é o que temos até hoje. É claro que houve um renascimento do BLUES também nos EUA – mas curiosamente, inicialmente também por influência e exemplo dos ingleses.
O BLUES chegou forte no BRASIL no começo dos anos 1990 e permanece mais discretamente. Hoje temos uma linguagem de pop e rock genuinamente nacional. Mas não há BLUES com identidade brasileira, apesar de alguns bons artistas e ótimas bandas como NUNO MINDELIS e ANDRÉ CRISTOVAM – que chegou a tocar uns tempos com JOHN MAYALL.
Hoje, no mundo inteiro o BLUES continua firme. Procurem escutar SONNY LANDRETH, JOE BONAMASSA, SUSAN TEDESCHI & DEREK TRUCKS, por exemplo. Sem lembrar do “imorrível” ERIC CLAPTON e e da memória do imortal B.B.KING.
Há muito, mas muito mais mesmo a ser dito e infinitamente mais a ser escutado. The BLUES WILL NEVER DIE!

TIO SÉRGIO FOI ÓTIMO OFFICE BOY !

O Tio Sérgio aqui foi ótimo office boy.

E desde os 14 anos desenvolvi senso de direção, adquirido por resolvida intuição, e que me levava e trazia dos confins da cidade, de e até onde horizontes fossem vistos, buscando coisas, pacotes, processos, e o escambau determinado pelas secretárias da diretoria.

A remuneração, em um grande banco da época, o NOVO MUNDO, era um atentado aos direitos humanos. Eu ganhava, em 1967, o chamado “Salário Mínimo do Menor”. Metade do mínimo de um adulto, para trabalhar o dia inteiro, de segunda a sexta feira!!!!

Se hoje vivemos tempos de abusos, há 54 anos era “proto-escravidão” impingida.

Valeu a pena por um aspecto: eu girava São Paulo, vez por outra parava em lojas de discos, minha eterna paixão!

Mas, também fui péssimo jogador de futebol. Não tinha orientação espacial para jogar em espaços curtos, e muito menos habilidade motora para dribles, marcação, essas coisas que definem um garoto até, digamos, uns 16 anos.

Perdi um ano no antigo ginásio tentando aprender a jogar bola. Aprendi? Claro que não.

BRIAN PETER GEORGE ST. JOHN LE BAPTISTE DE LA SALLE ENO.

 

O mais deslumbrante nome pelo qual um artista POP foi batizado, ou em parte adotou…

ENO é um artista multimídia de vanguarda, criativo ao extremo, e muito conhecido como produtor, músico e inventor de técnicas de gravação.

Foi além: é escritor, pintor e criador de instalações temáticas em museus, escolas, etc…

BRIAN ENO é o pioneiro da chamada AMBIENT MUSIC. Conceito da MÚSICA ELETRÔNICA CONTEMPORÂNEA para um amálgama de sons não necessariamente interdependentes, mas que podem ser acompanhados individualmente dentro da obra proposta.

Difícil entender?

Então, imagine-se em uma cidade com o trânsito, sirenes, vozes, barulhos diversos, eventos simultâneos e o vasto etc…, mas que você observe e concentre-se em um ou diversos segmentos, e deixe passar o resto…

Na “MÚSICA AMBIENTE” de BRIAN ENO “a participação ativa” do ouvinte é realizada assim. É inovação inusitada!

Mas, a grande obra que realizou, e marca indelével, foi na produção de discos. Da fase BERLIM, de DAVID BOWIE, 1977/1979, ao conceito sonoro mais refinado do U2, em discos como “UNFORGETABLE FIRE”.

Ele avançou para DAVID BYRNE, COLD PLAY e LAURIE ANDERSON, entre incontáveis.

É influência decisiva na obra da BJORK, por exemplo…

BRIAN ENO é seguidor dos princípios e ideias de compositores CLÁSSICOS CONTEMPORÂNEOS, como TERRY RILLEY, KARLHEINZ STOCKHAUSEN e JOHN CAGE.

Seu lado “NÃO – MÚSICO” , como preferia definir-se, participou e criou o ROXY MUSIC, com BRIAN FERRY e PHIL MANZANERA. Gravou com ROBERT FRIPP. E é um dos desenvolvedores do KRAUTROCK contemporâneo, com incontáveis coparticipações em discos, projetos, grupos e associados.

E fez mais; muito e muito mais!

ENO é ativo, enciclopédico e versátil em termos de criação e parcerias.

É um artífice de sonoridades, um “NÃO-MÚSICO” e, talvez, como se auto concebe, um “EVANGELISTA ATEU”.

Com certeza é um “ultra-dotado”; é, seguramente, um gênio!

Em 2019, ele entrou para o ROCK AND ROLL HALL OF FAME, junto com o ROXY MUSIC, de onde “foi saído ” na metade da feitura do álbum “FOR YOUR PLEASURE”, o segundo disco da banda. Brigou com BRIAN FERRY; porque inevitável. Um choque de egos; e concepções musicais não afinadas…

Ele e eu compartilhamos da convicção de que existe uma “certa fatalidade casual”.

ENO conta que, certo dia, aguardando o metrô, conheceu o saxofonista ANDY MACKAY, também fundador do futuro ROXY MUSIC e, papo vai papo vem, foi convidado para ir ao ensaio… e lá integrou-se ao grupo.

E pondera: “Se eu tivesse me posicionado uns dez metros à frente, certamente não o teria conhecido e hoje seria um professor…”

Eu acredito piamente nisso. Porque também comigo acasos tiveram significativas consequências…

Talvez com todos nós isso aconteça.

O BOX que postei, luxuoso e sofisticado, colige sua obra solo entre 1973 E 1993, em dois distintos volumes: VOCAL e INSTRUMENTAL. É um “must” e orgulho de minha coleção.

Aproximem-se de BRIAN ENO. Mas não por acaso.

EBERHARD WEBER & COLOURS – ECM

 

A GRAVADORA “E.C.M” LANÇOU ALGUNS BOXES COM 3 CDS DE CARREIRA DE VÁRIOS DE SEUS CONTRATADOS. ENTRE ELES, TERJE RYPDAL, JAN GARBAREK E GARY BURTON .

OS BOXES SÃO DESPOJADOS, TODOS BRANCOS E UM LIVRETO EXPLICANDO E ANALISANDO OS CONTEÚDOS. FAZEM FALTA AS CAPAS ORIGINAIS DE CADA UM DOS DISCOS MAS, A MÚSICA É SOBERBA!

ESCUTEI, HOJE, TRÊS DISCOS DE EBERHARD WEBER, CONTRABAIXISTA ESPETACULAR QUE VAI ALÉM DA FUNÇÃO BÁSICA DE CUIDAR DO ANDAMENTO E PARTE DO RITMO.

WEBER É ARTISTA SENSÍVEL E ESTILISTA MARCANTE. E SEMPRE ACOMPANHADO POR MÚSICOS DE SEU NÍVEL.

A MÚSICA É SOFISTICADA, PRECISA, MODERNA, E BELÍSSIMA DENTRO DA CARACTERÍSTICA DO JAZZ FRIO QUE OS EUROPEUS CRIARAM DOS ANOS SETENTA EM DIANTE.

OS BOXES NÃO SÃO BARATOS, COMPARATIVAMENTE FALANDO. APESAR DO SUCESSO ARTÍSTICO, A “E.C.M” É GRAVADORA PEQUENA, POR ISSO DEVEM CHEGAR À CASA DE CADA UM DE NÓS POR UNS R$ 275, 00 MANDACARUS. EM TORNO DE $ 55,00.

VALEM OS ESPINHOS!

Z.Z.TOP – THE COMPLETE STUDIO ALBUMS – 1970-1990 E ALGUNS AMERICANOS DE ESTILO.

 

Fosse no BRASIL e teríamos ALCIONE gritando “NÃO DEIXE O SAMBA MORRER”. Lá, no HOSPÍCIO DO NORTE, mais conhecido como Estados Unidos da América (USA, ou EUA, tanto faz..) há defensores das tradições da música negra.

O BLUES tem e sempre teve gente de toda parte preservando seu legado.

Na primeira onda de ostracismo, no início da década de 1960, veio a turma da “PÉRFIDA ALBION”, para fazer o serviço limpo de resgate e conservação desse gênero popular, repleto de sentimentos e intimamente ligado ao POP global.

Nelson Rocha Dos SantosGerson PéricoCesar LimaAyrton Mugnaini Jr.Valdir ZamboniClaudio Finzi FoáGente que gosta de ROCK, o TIO SÉRGIO aqui, por exemplo, e inumeráveis fãs BRASIL adentro e mundo afora, sabem que sem os ingleses não teria havido jogo.

ERIC CLAPTON, OS ROLLING STONES, JOHN MAYALL, KIM SIMMONDS, RORY GALLAGHER, JEFF BECK, ROBIN TROWER e incontáveis, influenciaram novamente os americanos para não esquecerem a herança dolorosa dos negros expressas no BLUES.

É História, é cultura humanitária, existencial; mas, com o tempo, transformou-se em festa jocosa onde quer que seja tocado. Bares de BLUES são alegres… Metamorfose não rancorosa; eficaz!

O Z.Z.TOP, conhecido na minha turma como “DESENTOPE”, nem lembro mais por quê – inspirou-se muito no CREAM, no HUMBLE PIE e no SAVOY BROWN.

Acho justo e normal.

Apesar do BLUES americano dos veteranos modernizadores como B.B.KING, BUDDY GUY, MUDDY WATERS, FREDDIE KING… estar na base de tudo, o que importava, mesmo, era o elemento ROCK; o BLUES/ROCK resultante.

Foi o que fez a turma jovem se divertir, dançar!!! E comprar discos.

É nítido.

Mas, como negar, ou sonegar a força da natureza do lugar, a construção dos mitos, e o advento das várias fusões realizadas e factíveis?

Quer dizer: e JANIS JOPLIN, por exemplo? e HENDRIX?

E assim, chegaram JOHNNY WINTER, STEVE RAY VAUGHAN, e os ALLMAN BROTHERS. Veio BONNIE RAITT; e também o GOV´T MULE, e GEORGE THOROGOOD. Todos contemporâneos do Z.Z.TOP; e todos mais ao sul…

Os texanos BILLY GIBBONS, bom e algo “sustenido” guitarrista; DUSTY HILL, baixista adequado e FRANK BEARD, baterista, se juntaram em 1969. A ideia era fazer BLUES.

Gravaram o primeiro disco em 1970, BLUES ROCK clássico, mais duro, e sem os refinamentos dos ingleses. Foram tateando, tocando a bola. Aprendendo a fazer.

Em alguns momentos, álbuns como TRES HOMBRES e RIO GRANDE MUD deixam entrever resquícios do HUMBLE PIE. E, também, que a direção está apontada para o SOUTHERN ROCK, onde fincaram estacas para, à partir dali, acrescentar as novas informações do BLUES ROCK em moda, no decorrer da carreira.

TEJAS, de 1976, também foi disco de ouro, e algo diferente dos anteriores. Um tanto mais lento e com menos solos…

A excursão mundial para promover o disco foi enorme sucesso: um saldo de 10 milhões de dólares! que permitiu que parassem por dois anos para descansar. Estavam a sete anos no pau contínuo.

O Z.Z.TOP Estava acostumado a fazer 300 shows por ano, o que integrou e melhorou a performance do grupo. Tocavam quase por telepatia.

Nesta adequação, houve sonoridades lembrando bandas como o BAD COMPANY. E, também o SAVOY BROWN, na formulação de um digamos SOUTHERN BOOGIE, com inovações – para o estilo deles – como o uso de “DELAYS” expresso em DEGÜELLO, 1979. Forjaram certa continuidade no inexpressivo EL LOCO, 1981.

Ambos são discos de transição.

E o processo culmina no grande sucesso de vendas do trio, em 1983. Foram, no decorrer do tempo, vendidas mais de 11 milhões de cópias de ELIMINATOR. A última faixa do disco é BAD GIRLS, e tem um RIFF emulando YOU REALLY GOT ME, dos KINKS!

Dá para perceber sonoridades BLUESY mais diluídas em POP, algo do tipo um FOREIGNER mais pesado, sempre ritmado e dançável. E um acento do tipo que a guitarra de ROBIN TROWER veio trazendo para o jogo do BLUES/PROGRESSIVO(?) Seria?

E que tal uma levada à BACHMAN, TURNER OVERDRIVE?

Teria o Z.Z.TOP perdido a essência e o vínculo com suas raízes?

Acho que não. Mas, foram de encontro ao que a maioria de seu público da época gostava.

Dá pra notar que não queriam seguir o conselho de RORY GALLAGHER e tornarem-se o “último dos independentes” americanos.

Eles continuaram a carreira, muito além do que está coligido neste BOX. E com sucesso. Cruzaram a década de 1990, 2000, 2010 e finda em 2020. Mais 40 anos para escutar!!!!

Mesmo após a morte de DUSTY HILL, recentemente, dizem que vão prosseguir. Acho compreensível.

Parar pra quê? Imagino que a falta de DUSTY não elimina os compromissos com o espólio e o passado profissional dele.

Os três estavam juntos há mais de 50 anos. Nenhuma banda conseguiu manter-se por esse tempo sem a troca de participantes. É recorde. É uma empresa.

O BOX valeu a pena comprar. O conteúdo é bom, mesmo não sendo integralmente do meu gosto.

Mas, o preço final pago com a FADINHA MASTERCARD, ficou em torno de $30,00 (trinta BIDENS). Pechincha total: É money pra tomar uma cerveja no bar da esquina. Uns R$ 16,00 MANDACARUS por CD!!!!

O BOX é bonito e bem construído. Mas, não há qualquer livreto explicando… porra nenhuma. Os CDS estão em de MINI LPS, inclusive respeitando a capa dupla em TRÊS HOMBRES; e a tripla para TEJAS. A qualidade melhor do material é superior ao das outras séries populares por aí. Não há design qualquer nos CDS, todos iguais.

O custo de produção é o mais barato possível. Mas, a qualidade de som é adequada. Acho que não houve qualquer remasterização posterior ao lançamento original. E também não há faixas bônus.

Da minha parte, paro por aqui com eles.

Agora, o Z.Z.TOP é o último nome na ordem alfabética de minha coleção, que terminava nos ZOMBIES!

Ninguém irá suplantar o Z.Z.TOP!!! Tenho quase certeza!

JACKIE BROWN – TRILHA SONORA – 1997

FILME DE QUENTIN TARANTINO

ACHO QUE ENTENDO TARANTINO FILMANDO DE MANEIRA DETIDA E DETALHISTA A “SUA” “SAGA AMERICANA”, REPLETA DE GENTE COMUM, ALGUNS DESVALIDOS E OUTROS SIMPLESMENTE MARGINAIS E BANDIDOS.

É um jeito antissistema de ver a luta de muitos para realizar e desfrutar o sonho americano, e geralmente sendo derrotados, e alguns massacrados pela realidade competitiva, desumana e cruel.

TARANTINO filma e revela uma das faces tristes da América.

Mas, um lado fortíssimo em seus filmes são as trilhas sonoras: populares, compreensíveis por gente comum, com pequenas joias e grandes hits mesclados deliciosamente.

Por isso, se acharem este JACKIE BROWN pelaí enfrentem.

Há coisas inesquecíveis como “Across the 110th Street”, de BOBBY WOMACK, R&B de alto nível. E ao menos 5 músicas memoráveis com BROTHERS JOHNSON, THE DELPHONICS, THE GRASS ROOTS, MINNIE RIPERTON e RANDY CRAWFORD.

O restante também é muito legal.

Recomendo. Vale a pena.

DEXTER GORDON – THE BLUE NOTE 60′ SESSIONS, E OUTRAS FASES CRIATIVAS, CHEIAS DE ESTILO E TÉCNICA

 

O que dizer sobre isto?

Bom, DEXTER gravou uns oitenta discos, nas mais diversas gravadoras do mundo. Era quase comum, na época dele; ainda assim, é para poucos.

Minhas memórias sobre o cara são indeléveis: era o negão COOL; HIP, como diziam no JAZZ na década de 1950. Um cara enorme, com vozeirão grave e jeito de pegador! Inesquecível!

E por que digo isto?

Eu o assisti pela televisão CULTURA, em 1978, em concerto no FESTIVAL DE JAZZ que aconteceu por aqui.

DEXTER GORDON deu um show de técnica, criatividade, feeling e empatia dizendo poucas palavras, e comunicando tudo para o público presente. Foi um sucesso!

Na época, seu SAX TENOR há muito já soava como GUITARRA ELETRICA COM DISTORCEDOR. Um quê de ROCK dos tempos de HENDRIX E JEFF BECK, Moderníssimo, para dizer o mínimo…

Nas palavras de meu falecido tio Juliano Garini, músico da ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO, e que assistiu parte da transmissão comigo, “o som deste sujeito é de taquara rachada”!!!!

“Era não sendo”, é óbvio: foi todo um desenvolvimento que o levou àquilo. Estilo e sonoridade próprios. Um diferenciado!

Alguns certamente assistiram ao filme “ROUND MIDNIGHT”, 1985, de BERTRAND TAVERNIER, que valeu a DEXTER GORDON o prêmio de ator do ano.

O nosso herói fazia o papel de um músico americano, em Paris nos anos 1950/1960, um misto de Charlie Parker com ele mesmo.

A TRILHA SONORA existe e é sensacional! E, claro, TIO SÉRGIO postou aqui!!!!

O filme, magnífico, tem como subtema o jeito que funcionava o mundo do JAZZ na FRANÇA – país consumidor, produtor e curador do melhor JAZZ, em sua melhor fase criativa, mas a caminho da decadência.

E a música é inesquecível, como só os grandes sabem fazer. Colecionar edições francesas é um MUST quando se pensa em JAZZ e adjacências.

GORDON viveu muito tempo na Europa, e fez discos para a CULT “STEEPLE CHASE”, gravadora errática, e seus discos são difíceis de encontrar. Ele esteve na COLUMBIA, NA DÉCADA DE 1970. Passou pela CULT SAVOY, na década de 1940/1950 – postei um CD sensacional sob todos os aspectos na foto. Ele esteve na PRESTIGE, também na década de 1960.

DEXTER GORDON percorreu, tocou/esteve em quase todas as grandes gravadoras de seu tempo. Deixou obra imensa, entre elas esse BOX coligido pela BLUE NOTE. Eu não terei vida suficiente para conseguir tudo o que ele gravou… e sinto muito.

Pois, então; 6 CDS, libreto e que quisermos entre 1961 e 1965. Standards aos montes, músicas originais, e a companhia de monstros eternos que nem vou citar – são muitos!

O box é lindo, bem produzido, e o som tem alta qualidade técnica. Tudo considerado, é o que DEXTER fez na BLUE NOTE…

Se consigo decifrá-lo um pouco, eu diria que seu fraseado mais longo tem cadência, andamento algo lento, é muito expressivo e pessoal.

A sonoridade que DEXTER retira do SAX é única. Mal comparando, e já pedindo desculpas pela irreverência, lembra um quê de JEFF BECK na guitarra – se é que é possível??!!!! É corretamente emitido e afinado. Seu jeito de tocar é vanguarda total, mesmo quando toca os clássicos do repertório do JAZZ.

DEXTER GORDON, viveu 67 anos. Nasceu em 1923 e morreu em 1990. Ele foi capaz de tocar de tudo e do seu jeito!!!! O que justifica a gravadora BLUE NOTE tê-lo sob projeto; o que, ao mesmo tempo, lhe dá a distinção do estilista imediatamente identificável.

Mas TIO SERGIO, este BOX da BLUE NOTE é bom para todo o mundo que gosta de JAZZ?

OOOOOOOOOOOOOOOHHHHH se é! Temos aqui um compêndio de ESTILO, TECNICA E MAGIA!

BOB STANLEY – MÚSICO, PRODUTOR, COLECIONADOR, INTELECTUAL DO POP – ANOS 1990 EM DIANTE

 

Neste final de semana recebi o último número da RECORD COLLECTOR, bíblia mensal que me insere no colecionismo e no “como anda” a música lá pelas “estranjas”.

Abro e vejo no interior da primeira capa uma série de lançamentos da cult, eclética e vanguardista gravadora inglesa ACE – que sempre encontra o inusitado e imprescindível de todas as tendências e épocas. Estão lá um monte de miscelâneas concebidas por BOB STANLEY, o lado pensante do excepcional pop – group SAINT ETIENNE, de grande sucesso nos anos 1990 e além.

STANLEY é um refinado colecionador e intelectual do pop. Nos últimos tempos tem escrito coluna fixa na RECORD COLLECTOR onde aborda, compara, resenha e indica pepitas e barras de ouro do pop, feitas ao longo das décadas, mas eu diria sob um ponto de vista mais contemporâneo. Ler STANLEY é sempre instigante, prazeroso e criativo.

A razão dessa postagem é sua capacidade para estender-se e voar pelos tempos, e conceber e perceber inter-relações entre os vários estilos concomitantes que circularam pela capilaridade do pop contemporâneo. Além de ter ideia clara sobre as transições, sempre nos traz pequenas coisas esquecidas ou desleixadas que ele, BOB, consegue informar e argumentar como importantes.

Essas coletâneas/miscelâneas, produzidas por ele e vários parceiros, dão água na boca até quando o conteúdo não é de meu interesse direto. Acessem e vejam. Os mais jovens curiosos certamente sacarão…

Mas, para não ficar no texto árduo, mandei junto o que deixei em minha discoteca feito pelo SAINT ETIENNE: a dançável coletânea dupla de singles e adjacências, de 2001. E o que talvez seja seu disco mais legal e importante: “TIGER BAY”, de 1994, delicioso techopop light e ultra dançante, adoravelmente cantado por SARAH CRACKNELL, a vocalista algo “naive e politicamente correta”, mas irresistível. A turma que gosta de cantoras pop contemporâneas precisa escutar e curtir o SAINT ETIENNE!

Quase tudo dito, fiquem de olho no STANLEY – o cara à esquerda na capa do disco – e ouvidos em seus discos. Ele tem muito a dizer e a ensinar a todos nós.

DISCOS AO VIVO DE ARREPIAR! E TEM MAIS, MUITO MAIS!

 

Hoje, eu deveria estar todo pimpão. É o dia do meu aniversário. Completo 71 anos, o que não é uma “idade”, mas piada pronta. Tenho amigos que colocaram outro 1 antes do 7…

Eu estava deambulando por minha discoteca, e novamente bateu um “sub – frenesi” quando relembrei de alguns “BARULHOS BRANCOS” que me trouxeram alegrias no decorrer da vida.

E resolvi escrever e publicar de novo.

Claro, está longe de esgotar hipóteses ou gostos. Mas, vamos às justificativas.

Pra começar, três das mais legais introduções a concertos ao vivo que conheço:

1) SIOUXIE AND THE BANSHEES, NOCTURNE, 1983. Abertura: “O Pássaro de Fogo, de STRAVINSKY”. Clássico Moderno, cheio de inovações e “progressivismos”, esquentando a audiência por uns 2 minutos.

E “projeta” ISRAEL, talvez a melhor música da banda, com um baixo e bateria vigorosos, antes de SIOUXIE entrar com o vocal, moderno, em semitons! Um espetáculo DARK fantástico. O disco continua bem por inteiro…

2) MARILLION, “THE THIEVING MAGPIE”, 1988. Claro, o MARILLION era um GENESIS pilotado pelo RUBINHO BARRICHELLO. Quer dizer, atrasado uns dez anos!

Abre magistralmente com “LA GAZZA LADRA”, DE ROSSINI. A música vem num crescendo, o andamento em evolução deságua na banda com “He knows, you Know”. É FISH em interpretação magistral! O disco inteiro é um progressivo retrô, e vai muito bem do início ao final!!!

3) LOU REED, “ROCK AND ROLL ANIMAL”, 1973. Existe a continuação, LOU REED LIVE, lançado logo após, é o mesmo show. Nunca entendi porque não lançaram integral em álbum duplo?

Bom, DICK WAGNER E STEVE HUNTER, abrem com introdução para “Sweet Jane” simplesmente deslumbrante. Um duelo de guitarras clássico, pesado, até lírico!

É um disco de HARD ROCK? Ou já escorregando para o PUNK? Nesta cumbuca enfiei e retirei minhas mãos muitas vezes. Então, decidam!!!! Mas, não deixem de ter!!! Ouço até hoje no carro!

4) CLIMAX BLUES BAND – FM LIVE -1974.

BLUES ROCK INGLÊS de primeira linha e, curiosamente, gravado no mesmo teatro em que foi o disco de LOU REED: o “ACADEMY OF MUSIC, em NEW YORK.

PETER HAYCOCK, na guitarra e COLIN COOPER, no sax arrassam; juntos com o baixista DEREK HOLT e o baterista JOHN CUTTLEY.

Abre com “All the Time in the World”, magnífica, pesada, em nível de porrada sonora do show do LOU REED!

Bem “up to date” com aquele momento, é feito por uma banda funkeada, técnica e espetacular. SE encontrarem, consigam!!! Ah o vinil é duplo, sensacional e colecionável!

5) JAMES GANG LIVE IN CONCERT, 1971:

Traz JOE WALSH, na guitarra e vocal, à época um “darling alternativo” em ascenção, e requisitado por muitos, como STEVE WINWOOD.

JOE arrasa, juntamente com o baixista DALE PETERS, e o baterista JIM FOX formando um POWER TRIO sensacional e pesado. Para mim, é até melhor que o GRANDFUNK RAILROAD!

A plateia, no CARNEGIE HALL, é pura vibração e barra pesada audível no “concerto” inteiro. Quando a banda “se acalma”, se ouvem berros de “EIA, EIA, EIA”, como se fosse em um rodeio”!

O riff em STOP é demolidor, como os solos que WALSH faz no explosivo BLUES “You Gonna Need Me”, combinando talentos de PAGE e PLANT ao mesmo tempo. Disco essencial!

6) U.F.O – “STRANGERS IN THE NIGHT”, gravado ao vivo direto e sem overdubs, em CHICAGO, durante a turnê americana, de1979.Originalmente, é um álbum duplo.

Vou resumir.

É concerto que inicia muito bem e vai progressivamente melhorando ao absurdo! MICHAEL SCHENKER “comete” riffs matadores, quase em todos as músicas, e toca com precisão e pique o tempo inteiro. Uma saga” que só alemão consegue!

E o vocalista PHILL MOGG, um dos melhores de sua geração, e o restante da banda estão arrasadores. Um dos melhores shows dos anos 1970.

7) PHIL MANZANERA & 801 LIVE, 1976

Um time de craques do ROCK PROGRESSIVO formando um supergrupo: PHIL, o guitarra do ROXY MUSIC; BRIAN ENO, digamos um “multiarticulado Não- Músico”, na eletrônica; BILL MacCORMICK , do MATCHING MOLE, baixista excepcional; E SIMON PHILIPPS, baterista que gravou e esteve com vários, inclusive JEFF BECK, e JACK BRUCE. E FRANCIS MONKMAN, do CURVED AIR, teclados.

Um show de bola monumental, em composições de MANZANERA e ENO, mescladas com “You Really got me” dos KINKS, e uma versão antológica de “Tomorrow Never Knows”, dos BEATLES. Um mix do melhor progressivo já extrapolando para o futuro eletrônico de vanguarda elaborado por ENO.

Quem imagina viagem e monotonia, não tem ideia do que fizeram no palco! Imperdoável perdê-lo!

😎 DAVID BOWIE, STAGE, 1978, o disco original é um vinil duplo. Para mim, é o melhor concerto de BOWIE em todos os tempos! A banda voa, literalmente! Outro show na curva do tempo/espaço saindo do PROGRESSIVO para o ELETRÔNICO DE VANGUARDA, TECHNO POP estilizado, e mesclado a ROCK, GLAM-POP, FUNK e o vasto etc.. que só BOWIE ofertava.

Não há gravação melhor de HEROES do que a versão desse disco! E ouvir “Speed of Life” ao vivo é experiência de vanguarda e precisão irrenunciável. Disco obrigatório!

9) JOHN MAYALL, MOVING ON, 1972. Fusão JAZZ-BLUES, gravado no WHISKEY A GO-GO, em Los Angeles.

Superbanda, super-show, para ninguém ficar parado. É o melhor entre os vários ótimos ao vivo que MAYALL gravou durante a carreira.

A primeira vez que ouvi, quase caí de costas. E toda a vez que busco este clássico definitivo em minha discoteca, fico imaginando toca-lo à beira da piscina, em dia de sol e festa, tomando gim tônica ou cuba-libre!

Ainda não realizei o sonho. Mas, no próximo verão vou fazê-lo. Levarei um sistem qualquer para a piscina do prédio; um petisco legal, a garrafa de gim, água tônica e gelo à beça!!!!

E me perderei por horas!!!