PATRICIA BARBER E SEU ECLÉTICO JAZZ CONTEMPORÂNEO.

Ouçam. É cantora e pianista de jazz americana, carreira sólida e discreta, e tem uns 65 anos. Esses dias, recebi mais um disco dela, “MODERN COOL”, de 1998. É bom.

No entanto, meu preferido é MYTHOLOGIES, lançado em 2006, pela BLUE NOTE.

PATRICIA BARBER é boa pianista; cantora de voz quente, agradável e algo dark. Tem ótima formação musical, e recebeu vários prêmios.

Ela faz letras inteligentes, sofisticadas, solitárias e muito críticas.

O som é um capítulo à parte: é “JAZZY”. E com elementos de ROCK e POP. Não é exatamente FUSION. Mas, digamos, um híbrido écletico ziguezagueando entre o JAZZ e o ROCK, e outras influências.

E há na banda um guitarrista da pesada chamado NEIL ALGER, que bota pra quebrar confundindo tudo… E o grupo tem um som muito próprio, carregado.

Vocês vão gostar.

PATRICIA é mulher bonita, com aquele desleixo naturalmente estudado que encanta feministas e “feminófilos”. É moderna, compõe diferente, e escreve bem. Ela é homo”. O que é irrelevante, porque faz música que transcende categorizações, orientações e outros babados.

PATRICIA BARBER é uma criadora instigante. Começou a gravar em 1989, e fez 14 discos para diversas gravadoras como ANTILLES, CONCORD JAZZ … e uma chamada PREMONITION… Hummmm!!!!

Em 2004 gravou outro disco, que foi lançado aqui no BRASIL pela BLUE NOTE: LIVE AT FORTNIGHT IN FRANCE.

Escutem PATRICIA, meninos e meninas. É incomparavelmente melhor que a imensa maioria dos modernosos, cujos nomes eu não recordo. Tanto os lá de fora, como a turma daqui no HOSPÍCIO DO SUL.

Tentem.

ANNIE NIGHTINGALE – A PRIMEIRA D.J. MULHER DA B.B.C – RÁDIO 1!

 

Não se percam pela foto, aliás de 1970.

Ainda hoje, e aos 85 anos de idade, ANNIE apresenta um programa noturno, nas terças feiras, sobre música na BBC radio1!!!

Ela é um caso único, raro e precioso. A primeira D.J. mulher da rádio! há 53 anos no ar.

Começou como jornalista, em 1962, e sempre ligada à música. Conheceu, conviveu, entrevistou os BEATLES, YARDBIRDS… e a nata do beat dos anos 1960.

Conheceu, tocou e divulgou a turma da BLACK MUSIC americana, em sua história, evolução e atualização constante.

Em 1970, assumiu programa na BBC rádio 1. Sempre no auge da onda, incentivou o PUNK e o POP em geral. Tocou e entrevistou de BOB MARLEY a JOHNNY ROTTEN.

Entrou da década de 1980 com a DANCE MUSIC; o BRIT POP, na década de 1990, e continua tocando a “crista da onda atual”.

ANNIE NIGHTINGALE embarcou em tudo, e viveu o que rolou nos últimos 60 anos de música popular.

Na entrevista que deu para a RECORD COLLECTOR uns cinco anos atrás, contou que estava lançando seu terceiro volume de memórias. Já deve estar preparando o quinto…

Continua discotecando e diz que é muito curiosa. Por isso, é a decana da área.

Não falou nada sobre a sua coleção particular – que “tem” de ser inqualificável. Há fotos antigas dela com SINGLES e 78 ROTAÇÕES!!!!!!! Nem pensei nos LPS, CDS, e o “X TUDO GLORIOSO, que vai de discos autografados às primeiras edições, e memorabilia variada, portanto!!!

ANNIE trabalha a noite desde sempre, porque acha mais livre e aberto. Sofreu concorrências e deslealdades em penca vinda de gente consagrada – que hoje está na inevitável rolança da cachoeira dos tempos…

Ela continua.

ANNIE era ( é? ) bonita. E ainda hoje continua – moderadamente – da fuzarca. Eu não conheço ninguém como ela.

E vocês?

MOODY BLUES – IN SEARCH OF THE LOST CHORD – DERAM, 1968

 

TENHO MOTIVOS PESSOAIS PARA CITAR O DISCO: GANHEI O VINIL IMPORTADO DE MINHA MULHER, EM 1969, QUANDO COMEÇAMOS A NAMORAR! CUSTOU DUAS VEZES A MESADA QUE ELA RECEBIA: UMA ‘IGNOMÍNIA’ QUE RECONHEÇO ATÉ HOJE!

E FIQUEI TÃO EMPOLGADO QUE DEIXEI ÂNGELA NA CASA DELA, E CORRI PRA OUVIR O DISCO, POR HORAS, COM MEU AMIGO-IRMÃO SÍLVIO!

ALÉM DE TER UMA DAS MAIS BELAS CAPAS JÁ FEITAS NA INDÚSTRIA MUSICAL, ESTE ÁLBUM É UM ARRASO TÉCNICO E ARTÍSTICO! MAGIA + TECNOLOGIA, DIRIA o Jaques Sobretudo Gersgorin!

EM 2013, ESSE DISCO FEZ 55 ANOS! É CONSIDERADO PELA REVISTA “RECORD COLLECTOR” ENTRE OS VINTE LPs MAIS IMPORTANTES DA HISTÓRIA DO ROCK PSICODÉLICO.

OBRA REALMENTE MONUMENTAL DE INÍCIO AO FIM: GUITARRAS , CELESTAS, MELOTROM, SITAR, FLAUTAS, E MIL INSTRUMENTOS COMBINADOS ÀS VOZES ESPETACULARES DA BANDA!

A ABERTURA E SEQUÊNCIA COM “RIDE MY SEE-SAW” É ROCK PESADO DE PRIMEIRA LINHA. “LEGEND OF A MIND” É UM CLÁSSICO DA PSICODELIA!

ESCUTEM, TENHAM E MANTENHAM PARA O RESTANTE DA VIDA!

IMPRESCINDÍVEL!

BLUE NOTE JAZZ

 

Pescaria de Natal passado em águas turvas e nada óbvias. A Universal havia lançado vários CDS a preços promocionais. Imperdíveis, mesmo se repetidos, ou para atualizar “mixagens e masterizações”.

Aqui estão parte deles na gravadora BLUE NOTE.

O interessante é que são discos de catálogo e nada corriqueiros. Preciosos.

Peguei vários outros da CAPITOL JAZZ, deixei de lado muitos que tenho, e perdi alguns que a turma da POPS DISCOS não sabe se conseguirão novamente.

RECOMENDO FEROZMENTE!!!

Faz tempo que não via coleção tão Boa e Barata por aqui.

VAN DER GRAAF GENERATOR 1969/1978

 

Não fique chateado se a banda ou artista que você gosta ninguém sabe direito quem é – ou foi – nem no próprio país de origem! E menos ainda sobre o período mais produtivo!

Na Inglaterra, aconteceu com o VAN DER GRAAF GENERATOR, com o GENTLE GIANT e, também, grande parte de artistas que voaram para o resto da Europa e os EUA para sobreviver.

O V.D.G.G. faz ROCK PROGRESSIVO de primeira qualidade, com estilo e identidade próprios.

Um som algo claustrofóbico e depressivo. E muito bonito! Articulam sax, guitarra, baixo e teclados, de forma criativa e identificável.

Eles foram um dos motivos da gravadora CHARISMA ser tão colecionada.

PETER HAMMIL, cantor, compositor e tecladista, é a força motriz do grupo. Ele enfrentou falências e decepções variadas no correr da história da banda . Resistiu, sobreviveu; sobrevive. Eles gravaram pouco na fase áurea. Mas, têm se juntado e gravado com mais frequência.

HAMMIL é extremamente talentoso e “CULT”. E construiu carreira solo também única e marcante. Gravou e grava muito.

Sempre instigante, e literariamente sofisticado, além de pra lá de colecionáve! PETER Faz músicas tristes e inesquecíveis.

Li uma entrevista em que lhe perguntaram se tinha alguma frustração. A resposta: “Acho que mereço dez vezes mais público do que tenho”.

Nós, os seus fãs concordamos plenamente.

São obrigatórios!

THE VENTURES, BANDA SEMINAL, O INSTRUMENTAL BÁSICO DO ROCK!

Nenhuma descrição de foto disponível.

 

Tudo bem. Gostem ou não, eles gravaram 250 LPs, 150 SINGLES, e foram lançados mais de 200 CDS contendo a obra que gravaram nas centenas de LPS, replicando os vinis originais dessa banda extraordinária, seminal, básica e inescapável.

Venderam mais de 110 milhões de discos, 40 milhões deles só no Japão! É mole?

É impossível pensar a evolução e a história do ROCK sem esbarrar nesse combo preciso, profissional e divertido.

Os que sabem o que os japoneses fizeram, e fazem pela MPB, não têm ideia de como eles gostam de bandas e músicos de ROCK INSTRUMENTAL e de SURF MUSIC, como os VENTURES, os SHADOWS, DICK DALE, DUANE EDDY, entre diversos!

São todos artistas marcantes, e criaram a maioria dos RIFFS que escutamos até o advento dos atletas da guitarra, ou super guitarristas, de meados dos anos 1970 em diante.

E mesmo EDDIE VAN HALEN, YNGWIE MALMSTEEN, SATRIANI, VAI e a turma da nova era, jamais desrespeitaram os clássicos

Os VENTURES, que foram os “GUITAR HEROES” inspiradores do BEAT ao METAL.

Os guitarristas NOKIE EDWARDS – depois JERRY McGEE – e DON WILSON, o baixista BOB BOGLE, e o baterista HOWIE JOHNSON, eram músicos tecnicamente excelentes.

Tocavam muito e tiveram a ideia de simplificar sem prostituir a música popular dos últimos 63 anos, traduzindo-a para o gosto médio.

Da mesma forma que orquestras como as de RAY CONNIFF, entre tantas, fizeram sob outra perspectiva .

Eu mesmo, que formei o gosto pessoal da era BEAT em diante, tive a irreverência de considera-los música de “Parquinho de Diversões”.

Com o andar das coisas e a persistência por mais tempo do que toda a concorrência, hoje os escuto como formadores de gerações, porque clássicos absolutos!

Os grandes atuais aprenderam com eles e os veneram. E este box, que comprei por cerca de $25 BIDENS, uns R$ 150,00 TUPINAMBÁS, trazem os oito primeiros dos 250 mencionados. E pegam o período 1960-1962.

Os VENTURES são americanos. Tipicamente americanos!

São essenciais e veneráveis!

COLUMBIA RECORDS E AS ORIGENS DO “JAZZ ROCK FUSION “

 

Muito bem. Em primeiro lugar, ode a uma empresa muito bem administrada pertencente à chamada indústria cultural. A COLUMBIA RECORDS, hoje SONY MUSIC.
E, por que, tio Sérgio?
Para argumentar com alguma fidelidade, é importante lembrar que a gravadora sempre esteve no auge, ou próximo a ele, em termos de inovação e percepção conceitual sobre o que rolava no underground, mas era viável de ser trazido para o “mainstream”. Sacava, intuía tendências e modas. E as viabilizava.
Vou ater-me dos anos 1960 em diante.
A COLUMBIA é a gravadora de MILES DAVIS e BOB DYLAN, por exemplo Credenciais suficientes para comprovar modernidade e transcendências. Você concorda?
Vou citar mais dois: THE BYRDS e SIMON & GARFUNKEL. O fino do BEAT-FOLK-PSICODÉLICO americano. E dois expoentes do futuro boom de SINGERS-SONGWRITERS” que emergiram nos anos 1970, e ditaram tendência talvez eterna… E há mais, muito mais artistas.
Em meados dos anos 1960, o JAZZ com toda a sua história, evolução e criatividade aparentemente inexauríveis, estava em xeque, em crise. E, também, a grande canção americana e seus ícones, SARAH, BILLIE, ELLA, SINATRA pareciam esgotados.
Vários fatores levaram a isso. Inclusive, a predominância progressiva dos jovens no mercado cultural. O surgimento de ELVIS, BEATLES, STONES… E outros comportamentos e contestações apontavam para o novo. Pois bem, a COLUMBIA sacava muito bem isso!
Mas tio Sérgio, por que postar BLOOD, SWEAT & TEARS, ELECTRIC FLAG e o CHICAGO?
Porque todos estão na gênese da FUSION entre o ROCK e o JAZZ; e, eventualmente, a MÚSICA CLÁSSICA e as invenções subsequentes que se possa imaginar. Emergiram já como estilo, e muito além da tendência detectada em 1966/1967.
Porém, são três bandas diferentes quando observadas no âmago. Mas, traziam o mesmo DNA do avanço além ROCK, do SOUL e do COUNTRY e a música americana habitual. Se poderia classifica-las como PROGRESSIVAS, ou melhor FUSION! E todas tinham o uso dos metais como elementos estruturantes para suas propostas musicais.
Esses três grupos iniciaram a fusão de estilos a partir do POP/ROCK/SOUL, e não do JAZZ. Fizeram o caminho inverso da suposição habitual sobre a FUSION.
Vou dar o exemplo definidor da minha hipótese: MILES DAVIS lançou “IN SILENT WAY”, em 1969; e BITCHES BREW é de 1970. Dois discos que amalgamaram o JAZZ ao ROCK e se tornaram notórios e demarcadores do novo gênero.
A FUSION QUE MILES DAVIS REALIZOU VEIO DEPOIS, MAS DE DENTRO DA MESMA COLUMBIA RECORDS.
ELECTRIC FLAG, BLOOD SWEAT & TEARS E CHICAGO começaram em 1967. E todos gravaram para a COLUMBIA RECORDS.
O ELECTRIC FLAG se autodenominava uma “AMERICAN MUSIC BAND”, era um combo de craques como MIKE BLOOMFIELD e BUDDY MILES, e outros combinando metais, teclado, guitarra; e misturando criativamente JAZZ SOUL, BLUES e ROCK, em visão não tradicional, e com toques da PSICODELIA em voga. Um todo fértil, mesclando repertório conhecido e composições novas.
BLOOD, SWEAT & TEARS, foi aventura criativa iniciada por AL KOOPER, organista que acompanhou DYLAN em “LIKE A ROLLING STONE” e depois produtor e músico mágico. E STEVE KATZ, depois que ambos saíram do BLUES PROJECT.
O primeiro disco, “A CHILD IS A FATHER TO MAN”, lançado em1968, é viagem híbrida entre o BLUES e o JAZZ, um pouco de MÚSICA DE CÂMARA e ROCK PROGRESSIVO – conceito que ainda não existia.
O segundo Long Play, também de 1968, mas, já com DAVID CLAYTON THOMAS, no vocal, e sem KOOPER, foi monstruoso sucesso de crítica e vendas. Mais de 2 milhões de álbuns vendidos, e vai do CLÁSSICO DE VANGUARDA em FUSÃO com os indefectíveis ritmos já citados e tudo o mais que é interessante. Ouçam a sensacional e cult “YOU´VE MADE SO VERY HAPPY”, muito conhecida. Os quatro primeiros discos são muito bons e valem a pena.
CHICAGO. Sim, a POP/JAZZ BAND, por aí… foi e permaneceu sucesso retumbante, ao longo de 30 LPS gravados. Imensamente populares, ganharam o “GOLDEN TICKET”, o ingresso de ouro, por terem colocado mais de 100 mil pessoas em seus inúmeros concertos no MADISON SQUARE GARDEN, em Nova York. Um feito!
Eram artisticamente oscilantes. O vocalista PETER CETERA é um dos reis da BABA POP mais grudenta e indigesta.
Mas fizeram dois discos seminais: CHICAGO TRANSIT AUTHORITY, em 1969 e 2, em 1970; ambos na linha FUSION com alguma PSICODELIA e POP . JIMI HENDRIX era fã do grande guitarrista TERRY KATH, portanto ouçam o moço.
Tanto o CHICAGO como o BLOOD… tiveram o mesmo produtor, JAMES WILLIAN GUERCIO, que fez outros artistas interessantes.
O que em seguida passou a ser conhecido como FUSION inicou-se na COLUMBIA RECORDS e passou por essas três grandes bandas.
Procure saber. Tio Sérgio recomenda efusivamente.

CHARLIE PARKER, 1997 & CHARLIE WATTS, 1991 – RAROS E PRECIOSOS!

 

Duas preciosidades da coleção do Tio Sérgio.

Hoje, raras e caras edições, e um tanto surpreendentes por estarem juntas aqui.

Existe razões:

O Box, em edição limitada, criado por CHARLIE WATTS – sim! o histórico baterista dos ROLLING STONES, JÁ falecido -, foi lançado em 1991.

Nele, o excelente quinteto que WATTS juntou para tocar JAZZ, e neste caso, uma única composição de CHARLIE PARKER, de quem é fã de carteirinha.

Não preciso dizer que PETER KING, sax alto; GERARD PRESENCER trompete; BRIAN LEMON, piano; DAVID GREEN baixo acústico; e o próprio CHARLIE, claro, na bateria são, também, acompanhados por orquestra em uma das faixas, e fizeram excelente disco!

E, para torna-lo CULT, mesmo, acompanha um livreto, quase gibi, desenhado por CHARLIE WATTS sobre CHARLIE PARKER, e traz junto um poster legal.

Aos doze anos, “WATTS queria ser baterista da banda de CHARLIE PARKER”, ele disse. Mas, acabou nos ROLLING STONES.

Que bom!

Na postagem, outro BOX do próprio PARKER, coligido pela excelente RHINO RECORDS, em 1997 traz dois cds e livreto bem escrito.

Faz viagem ampla na obra desse gênio do JAZZ. Há participação dele em gravações clássicas com DIZZY GILLESPIE e, lógico, pelos os diversos quintetos, quartetos, heptetos.. que CHARLIE liderou em sua curta carreira.

PARKER morreu, em 1955 aos 35 anos, depois de ter revolucionado a forma de tocar o SAX ALTO e, por consequência, a sonoridade daquele instrumento.

Este box traz a icônica “YARDBIRD SUITE”, talvez sua principal composição, e que inspirou o nome da grande banda inglesa dos anos 1960.

Mas, tio Sérgio, o que é um YARDBIRD?

Eram mendigos, andarilhos, e até vagabundos… que pegavam carona do lado de fora dos trens, obviamente sem pagar, e circulavam de cidade em cidade, pelos EUA.

Pobres e sofredores, eram frequentemente expulsos com violência.

Por esta composição, o CHARLIE os humanizou e homenageou!!!!

DOIS CHARLIES imprescindíveis. PARKER é essencial; e WATTS nos redime!

Na postagem, uma foto de meu falecido tio ABRAMO GARINI, músico profissional da ORQUESTRA SINFÔNICA DO ESTADO DE SÃO PAULO, a OSESP, que também tocou SAX e gostava de BIG BANDS. Guardo o tio ABRAMO junto com PARKER e WATTS. Os três gostariam um do outro!

Não percam!

A TRANSVERSAL DEEP PURPLE 1964/2020!

 

Vou dar uma lambida rápida. Se é que isto é possível.

Tá na cara que o tio Sérgio adora a banda! E a coleciona até certo período. Não adentrei os anos 1980, acho. É assim mesmo: o gosto estabelece os limites.

Todos sabem que os grandes artistas ultrapassam a “metragem do tempo”.

Aliás, curiosamente, para um evento cultural que se pode considerar efêmero, as grandes bandas de ROCK tornaram-se mais, muito mais longevas do que se suporia, não é mesmo?

Busquei a gênese do DEEP PURPLE em meados dos anos 1960. JON LORD, um mago dos teclados e influente na história do rock além do reconhecido, tocou na talvez melhor banda BEAT inglesa de todos os tempos, tecnicamente falando: ARTWODS!

A banda foi criada e liderada por ART WOOD, irmão de RON WOOD, guitarrista dos ROLLING STONES. E lá estavam JON LORD; mais DEREK GRIFFITHS, guitarrista; e MALCOLN POOL, contrabaixo, que se tornaram músicos craques nos estúdios; e o mega-baterista KEEF HARTLEY, de carreira intensa. Procure ouvi-los. Eles punham a concorrência no chinelo!

A fase PSICODÉLICA do DEEP PURPLE, no final dos anos 1960 é muito boa, também. Um excelente compacto ( single ) deles foi lançado no Brasil, em 1968: HUSH!. Eu tive.

Porém, na opinião de LORD, RICHIE BLACKMORE e IAN PACE, não rolaria para o que estava se anunciando: música elétrica, pesada, HARD ROCK, e o ROCK PROGRESSIVO. E testaram IAN GILLAN e ROGER GLOVER, para o lugar de NICK SIMPER, baixo e ROD EVANS, vocal. E da ruptura surgiram o WARHORSE – xiiiiiiiiii, esqueci de incluir na foto! – e o CAPTAIN BEYOND, duas bandas excepcionais.

A vida seguiu, o DEEP PURPLE de 1970 a1976 foi glória absoluta! Discos clássicos, como IN ROCK, FIREBALL, WHO DO WE THINK WE ARE, MACHINE HEAD, e a sequência de álbuns ao vivo, entre os melhores da história do rock.

Os LONG PLAYS seguintes com GLEN HUGHES, e sua voz de cantor de R&B, recrutado no TRAPEZE; e DAVE COVERDALE, claro, do WHITESNAKE, formam discografia imprescindível para quem gosta de HARD-ROCK-PROGRESSIVO instilado por gotinhas de HEAVY METAL e tudo o que importa dos anos 1980 em diante.

Eles permanecem. Formam uma empresa que agrega quem esteve e ainda está em atividade. Cuidam do acervo histórico, trouxeram um guitarrista excepcional, STEVE MORSE, provindo do grupo country progressivo americano DIXIE DREGS, para o lugar de BLACKMORE. E o experiente e histórico DON AIREY, para os teclados.

Infelizmente, JON LORD nos deixou por outras galáxias. e RITCHIE BLACKMORE segue carreira solo. Mas, continuam em frente, de geração em geração. Viraram instituição. E com toda a razão – para cunhar rima vulgar, porém exata e justa.

Tio Sérgio foi vencido ainda nos anos 1970, e parou de compra-los. Mas, continua os acompanhando e gosta muito até hoje!

E acho que todos devem concordar: PERFECT STRANGER é uma grande música! Digna dos clássicos atemporais dos anos 1970!!!

E aqui estão os discos que tenho, honrosamente, em minha discoteca!

Don´t you?

CLIFF RICHARDS/ THE SHADOWS – ROCK AND ROLL YEARS – 1958/1963

 

CLIFF RICHARDS quase 80 anos, gravou perto de 91 álbuns, incontáveis singles, está em inúmeras coletâneas e miscelâneas.

Vendeu mais de 250 milhões de discos! E teve carreira muito semelhante à de ELVIS PRESLEY E ROBERTO CARLOS: todos começaram no rock, derivaram para o POP e estão acima das críticas e modas.

CLIFF RICHARDS, como PAUL McCARTNEY, ELTON JOHN, GARY BROOKER, BRIAN MAY, entre vários é SIR pelo Império Britânico.

Reputa-se a CLIFF ter gravado o primeiro ROCK de verdade feito na Inglaterra, em 1958: MOVE IT; é ROCK excepcional, show de bola com HANK MARVIN e os DRIFTERS – que mudaram o nome para SHADOWS, em 1959. A música foi escolhida, a princípio, para lado B do primeiro single de CLIFF RICHARDS, “SCHOOLBOY CRUSH.

É notória, Inspirou C’MON EVERYBODY, de EDDIE COCHRAN, em 1959. E GREEN RIVER, do CREEDENCE CLEARWATER, é também uma derivação modificada.

Porém, sem sorte não se toma nem sorvete sem pegar pneumonia.

No lançamento o empresário deles levou o single ao D.J. JACK GOOD, para um programa de televisão. Ele escutou os dois lados e disse: “Tudo bem; mas aqui eu vou tocar o lado B, ROCK de verdade, e não um pastiche melodioso como outros por aí”… E virou história.

RICHARDS foi apresentado a HANK MARVIN, e o descreveu como um sujeito de óculos como BUDDY HOLLY, e que tocava tanto quanto JAMES BURTON, guitarrista ícone de ELVIS PRESLEY e RICK NELSON.

Bingo!

MARVIN e BRUCE WELCH formaram a primeira grande dupla de guitarristas do ROCK inglês. Influenciaram todo o mundo. Literal e figurativamente. São ídolos de duas ou três gerações à frente…

MOVE IT, música composta por IAN SAMWELL, em um banco de ônibus comum enquanto ele, CLIFF, e os futuros SHADOWS iam para o estúdio ABBEY ROAD gravar…

E encontrar NORRIE PARAMOUR o grande e histórico produtor e arranjador da época, e responsável por levar todos eles ao estrelato.

Daí para frente, CLIFF e os SHADOWS fizeram carreiras peculiares e sem conceder a modismos.

Foram do ROCK ao POP em geral, não entraram na PSICODELIA e muito menos em aventuras “PROGRESSIVAS”.

Os SHADOWS têm incontáveis discos, fizeram covers de tudo quanto foi sucesso ou música gravada nos últimos 60 anos! Um prodígio de produtividade e técnica.

Para os colecionadores, o BOX acima pega o período entre 1958 e 1963: 105 música, livro, fotos e vasto etc.

Há, também, edição limitada de CLIFF em trilha sonora, SUMMER HOLIDAY, 1963. E um box popular barato com os 5 primeiros de RICHARDS, com os SHADOWS.

É UM must do passado. É VINTAGE, categoria hoje anterior à classificação de OLDIES.

É História que permanece relevante.