JESUS CRISTO. HOMEM OU MITO? OU MÍSTICA?

MITO E MÍSTICA. A HISTÓRIA, AS NARRATIVAS E OS RITOS.

JESUS ESTÁ DE VOLTA, COMO A GERAÇÃO DO ROCK DE 45 ANOS ATRÁS!

DÚVIDAS E INCERTEZAS PERMANECEM. E A ÚNICA CERTEZA SOBRE O HOMEM HISTÓRICO SÃO AS “INCERTEZAS NAS DÚVIDAS”!

ATUALMENTE, O PROFESSOR LEANDRO KARNAL ESTÁ TENTANDO DECIFRAR (DESLINDAR?) A FIGURA DO MESSSIAS. ALIÁS, CRISTO SIGNIFICA MESSIAS EM GREGO, O QUE VAI-NOS RESTAURAR PARA A FÉ, TRAZER A BOA NOVA DO SENHOR….

E COMO FICAMOS?

COMO SEMPRE ESTIVEMOS: MISTÉRIOS ENVOLTOS EM MÍSTICA; ENREDADOS POR NARRATIVAS, REPERCUTIDOS EM VALORES…

AQUI, O PROFESSOR CORTELLA, EM PLENA FORMA, E LONGA ENTREVISTA. NO FINAL DE SEMANA, VEREMOS O PROFESSOR KARNAL E SUAS PERSPECTIVAS, UNS 30 ANOS DEPOIS DE CORTELLA…

E NÓS TODOS COM ISSO?

PRA MIM É ÓBVIO: NÃO IMPORTA. PORQUE A DIMENSÃO MÍSTÍCA E DOS VALORES TRANSCENDE A IMPORTÂNCIA DO HOMEM HIPOTETICAMENTE HISTÓRICO.

EU REZO TODOS OS DIAS.

E VOCÊ?

https://www.facebook.com/sergio.demoraes.92/posts/pfbid02LFHVLtu3ZPFYK6xMGN2RKSvNFDxXd3bAJcQAmF4vH4wTECG1hogDFEWJRZviVDb1l

HANK MOBLEY – PRESTIGE E BLUE NOTE YEARS

SE VOCÊ QUISER ENTENDER O SIGNIFICADO DA EXPRESSÃO “HIP”, VEJA A CAPA ICÔNICA DO LP “WORK OUT”, DE 1961.

SE PROCURAR O SOM QUENTE, CHEIO DE SWING SOFISTICADO E LONGE DE CLICHÊS , OUÇA ÁLBUNS DE MOBLEY. E ATENTE PARA “HANK’S OTHER BAG”, NO DISCO “A SLICE OF THE TOP, DE 1966, UMA DAS INTRODUÇÕES MAIS CULTS E CONHECIDA DO JAZZ MODERNO!

AGORA, OBSERVE OS MÚSICOS QUE JOGAM NO TIME DE HANK MOBLEY!!!

VOU CITAR APENAS O PIANISTA ANDREW HILL, UM DOS RESPONSÁVEIS PELA MODERNIDADE “TRONCHA”, COMO BEM DESCREVEU UM DOS NOSSOS, E QUE TAMBÉM PERMEIA O SOM DE MOBLEY.

QUE ESSES DISCOS VÃO RECHEAR A TUA DISCOTECA, AHHH, ISSO VÃO.

 

AS PONTES DE MADISON – TRILHA SONORA – 1995

FILME SENSÍVEL ONDE “MERYL STREEP” E “CLINT EASTWOOD” DÃO SHOWS DE INTERPRETAÇÃO.

E, PARA COMPLETAR, UMA TRILHA SONORA DE ALTÍSSIMO NÍVEL COM CERTAS CANÇÕES TOTALMENTE COMPATÍVEIS COM A ÉPOCA E O “CLIMA” DO FILME.

HÁ DINAH WASHINGTON,QUE DISPENSA INTRODUÇÕES MAIORES, EM DUAS FAIXAS SOBERBAS!

E, PARA QUEM NÃO CONHECE AINDA, QUATRO FAIXAS DE JOHNNY HARTMAN, CANTOR DE TIMBRE BAIXO/BARITONO, E INTERPRETAÇÕES PERFEITAS.

UMA DELAS É DO LP CLÁSSICO ABSOLUTO GRAVADO COM JOHN COLTRANE!

É DISCO IMPERDÍVEL E, HOJE, NÃO TÃO FÁCIL DE ENCONTRAR.

SE CRUZAR COM ELE, NÃO RESISTA: SAQUE A “FADINHA MASTERCARD” , OU ALGUMA DE SUAS IRMÃS, E COMPRE!

HOT TUNA – “IN A CAN” – O BOX NA “MARMITA” – EDIÇÃO LIMITADA

O HOT TUNA SURGIU DE UM PROJETO PARALELO À GRANDE BANDA DE ROCK DA CALIFORNIA, O “JEFFERSON AIRPLANE”.

DEPOIS, VIROU DISSIDÊNCIA E SEPARAÇÃO DEFINITIVA. JORMA KAUKONEN, GUITARRISTA ESTILOSO, DE SONORIDADE RECONHECÍVEL, E JACK CASSIDY, BAIXISTA CRIATIVO, RESOLVERAM, EM 1969, APROFUNDAR EM SENTIDO AO COUNTRY, COM ALGUMAS PITADAS DO FOLK.

O “JEFFERSON AIRPLANE” CONGELARA NA ENCRUZILHADA, DEVIDO À PERDA DE FORÇA COMERCIAL DA PSICODELIA POR VOLTA DE 69/70.

E, POR ISSO, MUITOS ARTISTAS TRILHARAM PARA O ROCK PROGRESSIVO.

O AIRPLANE TORNOU-SE JEFFERSON STARSHIP, DEPOIS STARSHIP, VERTEU PARA O POP E TEVE CARREIRA DE SUCESSO ENTRE OS ANOS 1970 E 1980.

O HOT TUNA PERMANECE; E OS DOIS FUNDADORES TÊM CARREIRA SOLO, E MUITOS E EXCELENTES DISCOS GRAVADOS.

A “MARMITA” SAIU EM 1992 E É COLECIONÁVEL PRA CARAMBA!!!!

RENAISSANCE – A SONG FOR ALL SEASONS – BOX SET – 2019

SIM, UM EXCELENTE ÁLBUM DE ROCK PROGRESSIVO SINFÔNICO!!!

Conhecer a HISTÓRIA é jeito confiável para consolidar conhecimentos válidos. E, também, para relativizar saberes, recuperar detalhes, preencher lacunas, ou até corrigir eventuais erros.

A HISTÓRIA do RENAISSANCE é parte de uma lacuna obscurecida pelo brilho intenso que o foco nos “super guitarristas” ERIC CLAPTON, JIMMY PAGE e JEFF BECK, deu aos YARDBIRDS, durante a curta existência da banda, entre 1963 e 1968.

Quando o grupo terminou PAGE, o último LEAD GUITAR, formou o LED ZEPPELIN, portal imenso para o HARD ROCK e o HEAVY METAL. ERIC CLAPTON, que saíra em 1964, e tido como “GOD” na Inglaterra, agora consagrava-se no CREAM, onde ampliou a sua experiência acumulada com o JOHN MAYALL’S BLUESBREAKERS. E JEFF BECK, depois de 1966 seguiu multifacetada e sem paralelos carreira solo.

Mas, TIO SÉRGIO, e o vocalista KEITH RELF e o baterista JIM McCARTHY, o que fizeram?

Criaram o conceito inicial, e gravaram os dois primeiros discos do RENAISSANCE, com JANE RELF no vocal, em 1969. Foram dois fracassos de vendas, e sobrou ninguém da primeira formação do grupo.

Mesmo assim, o RENAISSANCE foi a DORSAL PROGRESSIVA surgida no “desfazimento” do histórico, abrangente e seminal “THE YARDBIRDS”…

“So Beggins The Task”, parafraseando o nome de bela canção de STEPHEN STILLS…

Tenho por aqui, sei lá onde, postagem mais completa sobre o RENAISSANCE. Então, vou ater-me a esse belo trabalho, que antes deste relançamento eu não apreciava muito. Aqui, eu adiciono algumas “bolocotas” informativas e interpretações para tentar situar a banda no contexto da época.

ANNIE HASLAN tem um incrível alcance vocal de 5/8!!! Estudou canto, tem dicção perfeita e clara. Sua voz tem a leveza e a doçura das cantoras de MÚSICA CLÁSSICA.
ANNIE foi selecionada através de um anúncio na revista MELODY MAKER, em 1971, e juntou-se ao diferenciado baixista JON CAMP; ao baterista TERENCE SULIVAN; ao excelente pianista e tecladista JOHN TOUT; e também ao violonista e guitarrista MICHAEL DUNFORD, o compositor da maioria das melodias. É curioso: o RENAISSANCE usou guitarra elétrica pela primeira vez neste neste álbum!

Como o KING CRIMSON e o PROCOL HARUM, o RENAISSANCE tinha letrista exclusiva: BETTY THATCHER, que morava em outra cidade, e recebia as partituras e uma fita com a melodia via correio Ela escrevia as letras e devolvia ao grupo. Pelo que ouvimos na discografia disponível, o entrosamento foi perfeito!!!

O RENAISSANCE sempre foi mais popular na AMÉRICA, incluindo o CANADÁ, do que na INGLATERRA – essa eterna reveladora de ídolos e talentos, que precisaram ganhar a vida fora, porque lá o mercado é comparativamente pequeno e os impostos enormes. Então, mudaram-se para os Estados Unidos por dois anos, e tentaram aproveitar o culto que foram despertando.

No começo, ficaram em um “limbo” de mercado. Fizeram turnês com o BLUE OYSTER CULT, o KISS, EAGLES e vários, até encontrarem o nicho mais adequado: a turma do PROGRESSIVO e redondezas. Excursionaram com o JETHRO TULL, GENESIS, GENTLE GIANT…

Os cinco primeiros álbuns da nova fase foram paulatinamente vendendo melhor. Mesmo assim, elesnunca estouraram.

“A SONG FOR ALL SEASONS”, o sexto, foi o primeiro sucesso de verdade, com 60.000 LPS vendidos, graças a “NORTHERN LIGHTS”, lançada em SINGLE, em 1978; que para surpresa de todos, atingiu o décimo lugar nas paradas inglesas. Eles foram 3 vezes no TOP OF THE POPS.

ANNIE vivia na época com ROY WOOD, o famoso guitarrista, líder da banda psicodélica inglesa THE MOVE, e um dos fundadores da ELECTRIC LIGHT ORCHESTRA. Ele produziu e tocou no primeiro disco solo dela: ANNIE IN THE WONDERLAND, 1977.

ANNIE HASLAN era, também, muito amiga de BETTY THATCHER, e inspirou a letra de “NORTHERN LIGHTS”, que tem nada a ver com a Aurora Boreal… É uma canção sobre saudades, amor e retorno ao lar. Afinal, eles viviam na estrada…

Para fazer “A SONG FOR ALL SEASONS” eles contrataram DAVID HENTCHEL, que produzira com sucesso ELTON JOHN e o GENESIS. Era experiente, tolerante, e sabia operar sintetizadores, um upgrade necessário naqueles tempos.

O disco foi concebido como ROCK PROGRESSIVO SINFÔNICO.

Trouxeram a ROYAL PHILHARMONIC ORCHESTRA, e os arranjos foram feitos por LOUIS CLARK, que também havia escrito para a ELECTRIC LIGHT ORCHESTRA. A regência coube ao maestro HARRY RABINOVITZ.
A banda e a orquestra gravaram separadamente, como fizeram os MOODY BLUES, em DAYS OF FUTURE PASSED. As orquestrações têm ecos de DEBUSSY, SCHOSTAKOVICH e PROKOFIEV.

Eu percebo traços da canção-tema dos filmes do “Agente 007”. Acho os arranjos pesados, intensos e dramáticos. Lembram mais o PROCOL HARUM do que o GENESIS.

A conjugação orquestra / banda ao vocal etéreo e refinado de ANNIE HASLAN, talvez tenha gerado o melhor disco do RENAISSANCE. Na opinião do grupo, é a MASTERPIECE da carreira. Apesar da capa desenhada pela HIPGNOSYS, que ninguém gostou ou entendeu direito…Afinal, se era pra exibir a foto de moça qualquer, por que não ANNIE?

O box lançado pela ESOTERIC RECORDINGS, em 2019, é bem realizado. Traz livreto, poster, comentários e as letras. Tudo em caixa bem apresentável.

A remasterização do disco original está ótima! A mixagem do baixo ficou excelente, o piano soa claro, inteligível, e o som do restante da banda está muito bem remixado e coeso.

A voz de ANNIE HASLAN está nítida e afinadíssima, como sempre. A orquestra integrou-se muito bem, e os instrumentos utilizados estão com recortes bem audíveis.

O box traz outras faixas adicionais. E mais dois CDS bônus de concerto gravado no TOWER THEATER, na PHILADELPHIA, EM 1978; e na B.B.C.

O som está razoavelmente audível. Mas com certeza não foi remasterizado. São as limitações e lapsos de um projeto muito bonito.

Os cantores do coro pediram para receber seus cachês em caixas de cerveja, ao invés de dinheiro…

Certamente foi uma honra também para eles trabalhar em disco tão belo.

Eu recomendo a todos!

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BLOGUE DO TIO SÉRGIO, APRESENTAÇÃO: Olá pessoal!

O Blogue do tio SÉRGIO DE MORAES é o meu refúgio existencial, lúdico, e principalmente musical. Um espaço para troca de ideias e informações.
Eu publico nas redes sociais faz uns dez anos, e pertenço a vários grupos, onde colaboro quase diariamente… e recebo mais beijos do que tapas…
Coleciono discos e mídias em geral, desde 1968! E por aí você já percebe que eu não sou jovem, mesmo sendo jovial, e sem preconceitos estéticos. Sou conhecido por muitos que também colecionam e gostam de música e discos.
Gosto de ROCK, JAZZ, BLUES, CLÁSSICOS E VANGUARDAS; e, vez por outra incursiono pela MPB. Sou eclético, mas seleciono e escolho. Sou curioso, observo tendências, mas não me atenho a foco específico: uso fragmentos de fatos, intuições, ou coisas que me arrebatam. Faço escrita com certo estilo, digamos… 
Não tenho a pretensão de fazer Crítica Musical. Atividade que, na minha opinião, exige preparo mais técnico, e principalmente ser “alfabetizado em música”. Habilidade específica que não possuo.
E mesmo sendo formado em Ciências Sociais e Comunicações, também não faço jornalismo.
Mas sou, sim, um diletante preparado, e que adora música e seu entorno cultural. Procuro utilizar o máximo de informações e perspectivas possíveis para refinar, ir fundo e com abrangência no assunto.
Escrevo resenhas, crônicas, memórias, e outros formatos convenientes a cada caso ou tema.
Costumo, também, ir além da música, e mergulhar na vida. Então, falo de outras coisas: Política, assuntos gerais do cotidiano, etc…
Muitas vezes, os textos ficam longos. Mas, dizem por aí, que são interessantes.
Portanto, você já está convidado, convidada… e será um prazer a gente conviver por aqui!

SÉRGIO – SETEMBRO/2023