JANIS SIEGEL – A CULTIVADORA DE PÉROLAS

Ela é parte do excelente JAZZY/POP sofisticado e talentoso grupo vocal americano, MANHATAN TRANSFER.
Quatro cantores capazes de elevar em nível máximo COLE PORTER, JONI MITCHELL, DJAVAN, SLY & THE FAMILY STONE, TOM JOBIM, e tantos outros. Os caras sabem cantar tudo!
JANIS SIEGEL tem carreira solo tão virtuosa e versátil quanto em grupo. Vai muito bem com trios, quartetos e outras formações. E ajusta em estado da arte a sua voz expressiva e controlada, bela e quente, ao piano de “FREDDIE HERSCH”.
Aliás, tenham o prazer em conhecê-lo: FREDDIE é músico e artista de altíssima qualidade. Arranjador de bom gosto, capaz de realçar repertórios extensos e inusitados, dando-lhes a tintura jazzística adequada e imprescindível aos que procuram seu talento e competências.
Os discos aqui postados são todos recomendáveis. Relaxantes sem serem vulgares; e melodiosos sem pieguices. São gravações em alto nível artístico e técnico – seguramente!
O meu predileto é “SLOW HOT WIND”, de 1989, em que SIEGEL & HERSCH iluminam compositores modernos como JAMES TAYLOR, JULIA FORDHAN, JUDY COLLINS e outros vários. Escolheram músicas e repertório pouco usuais. E muito interessantes. TIO SÉRGIO garante!
Um instigante bálsamo para esses tempos vorazes e doentios. Descubram e curtam! Valem a pena!
POSTAGEM ORIGINAL:
29\05\2020
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YARDBIRDS EM METÁSTASE, OS PROGRESSIVOS: RENAISSANCE, ILLUSION E UM POUQUINHO DE ANNIE HASLAN

Todos sabem que THE YARDBIRDS foi banda fundamental, porque lançou três ícones da guitarra, ERIC CLAPTON, JEFF BECK e JIMMY PAGE.
Portanto, estão nas bases do HEAVY METAL e do HARD ROCK, com PAGE e o LED ZEPPELIN. E menos verticalmente com o JEFF BECK GROUP.
Pouco lembrado é que estiveram na gênese da PSICODELIA INGLESA, com várias gravações entre 1965 e 1967. E tão importante quanto: ajudaram a consolidar o desenvolvimento do ROCK PROGRESSIVO SINFÔNICO, com o RENAISSANCE, também consequência do mesmo espólio.
Quando os YARDBIRDS entraram em colapso, o baterista JIM McCARTHY e o cantor KEITH RELF experimentaram outros caminhos com JENY RELF, irmã de KEITH, e também cantora de estilo e voz mais lúgubres. E trouxeram o pianista JOHN HAWKEN e o baixista. LOUIS CENNAMO. Aliás, a mesma base que retomou o PROGRESSIVO em 1977/1978, com o ILLUSION, na cola do sucesso feito pelo RENAISSANCE.
Voltando à história, o pulo do tigre foi a FUSÃO de FOLK INGLÊS e MÚSICA CLÁSSICA DE CÂMARA. E gravaram dois discos: RENAISSANCE, 1970; e ILLUSION, 1971, em que o guitarrista MICHAEL DUNFORD, também participa.
Ambos são criações interessantes, embrionárias, mas longe da experiência SOLAR e de grande sucesso, que o grupo totalmente modificado passou a viver com a icônica vocalista ANNIE HASLAN, o próprio DUNFORD; o tecladista JOHN TOUT, o baixista JOHN CAMP e o baterista TERRY SULLIVAN, ‘a partir de 1972, com o álbum “PROLOGUE”.
A ascensão do RENAISSANCE foi vertiginosa, com discos sempre melodiosos, bem produzidos, muitas vezes excessivamente melífluos, mas colecionáveis e inesquecíveis. “ASHES AR BURNING”, 1973; “TURN OF THE CARDS”, 1974; “SCHEHERAZADE”, 1975; “LIVE AT CARNEGIE HALL”, 1976; “NOVELLA”, 1977, são os que tenho e postei. Há outros.
Os que curtem ROCK PROGRESSIVO SINFÔNICO não deixam de notar a inspiração que o RENAISSANCE buscou nos MOODY BLUES, por exemplo. E que a banda está na origem da música NEW AGE, disseminada e autônoma, de uns 40 anos para cá.
“ANNIE HASLAN” sempre teve carreira própria. Inspirou cantoras como “KATE BUSH” e “ENYA”. E é nítida a influência em “FLORENCE & THE MACHINE” e seu progressivo light contemporâneo.
Ela fez discos instigantes como ANNIE IN THE WONDERLAND, 1977, produzido “ROY WOOD”, notório e CULT maluco beleza criador dos clássicos grupos britânicos “THE MOVE”, e “ELECTRIC LIGHT ORCHESTRA”, na década de 1970.
Em 1989, ela gravou para a EPIC outro disco interessante, chamado simplesmente “ANNIE HASLAN”. A versão de “MOONLIGHT SHADOW”, de “MIKE OLDFIELD”, e “THE ANGELS CRY” , de e com a participação de “JUSTIN HAYWARD”, dos ‘MOODY BLUES”, são deliciosas.
Vale relembrar outro CULT e RARO: “UNDER THE BRAZILIAN SKY”, foi gravado em PETRÓPOLIS, no PALÁCIO DE CRISTAL. Não sei precisar se é o mesmo que vi PIRATA, com “FLAVIO VENTURINI e BANDA”. Mas, é, também, disco imperdível e colecionável.
Curiosamente, em 02 de junho de 2022, ANNIE e o RENAISSANCE, ainda com DUNFORD, tocaram no RIO DE JANEIRO. Estão excursionando com outra “banda discípula”: o “CURVED AIR”, de “SONJA CHRISTINA” – cantora mais na linha de …”JANE RELF”; quer dizer: nada SOLAR.
Os CDs na foto são da minha coleção, e a maioria, edições japonesas. O RENAISSANCE é Imprescindível para compreender e gostar de uma das mais belas e sofisticadas tendências do ROCK: o PROGRESSIVO SINFÔNICO E SUAS ADJACÊNCIAS.
POSTAGEM ORIGINAL: 01\06\2019
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