ECM RECORDS – BOX SETS

A série é bem maior, e venho comprando aos poucos.
São geralmente os três primeiros discos de cada artista, e a produção gráfica é minimalista, aparentemente simples, com um livreto e três discos cada, mas sem as capas originais.
O efeito é frugal e lindo. E a música divina.
Colecionadores devem rezar sempre pelas gravadoras-conceito: BLUE NOTE, HARVEST, PRESTIGE, VERTIGO, VERVE, ECM e outras. São orgulho e diversão para a vida inteira!Nenhuma descrição de foto disponível.
POSTAGEM ORIGIANAL: 17/08/2019

TANGERINE DREAM – DE 1967 ATÉ QUANDO AGUENTAREM…

ALEMÃES E CULTORES DA MÚSICA ELETRÔNICA DE VANGUARDA.
BASEIAM-SE NA MÚSICA ELETROACÚSTICA CRIADA POR “STOCKHAUSEN”, “PIERRE HENRY” , E ETC… E APROVEITO PARA LEMBRAR A PIONEIRA DO GÊNERO NO BRASIL, A PIANISTA, PROFESSORA E COMPOSITORA “JOCY DE OLIVEIRA”. FOI ELA QUEM EXIBIU PELA PRIMEIRA VEZ, E AO VIVO EM 1961, ESTA MÚSICA REVOLUCIONÁRIA AQUI NA PÁTRIA AMADA!
O “TANGERINE DREAM” INVENTOU A “AMBIENT MUSIC” E A “NEW AGE”; SÓ ISSO…. É PARTE INALIENÁVEL DO “KRAUTROCK”; E INSPIRAÇÃO PARA “BRIAN ENO”, E OUTROS TANTOS E TONTOS IMPOSSÍVEIS DE CATALOGAR, TAL A DIMENSÃO QUE A MÚSICA ELETRÔNICA TOMOU NA CULTURA CONTEMPORÂNEA!
MAS FICA “ENTRE O HIPNÓTICO E O TREMENDAMENTE CHATO”.
A FRASE PERFEITA É DA CRÍTICA DE CINEMA E INTELECTUAL AMERICANA “PAULINE KAEL”, PARA DEFINIR O FILME “2001 UMA ODISSEIA NO ESPAÇO “, DE STANLEY KUBRICK. ELA ESCREVEU RESENHA CRÍTICA SEI LÁ QUANDO? 1969, TALVEZ ?…
O “TANGERINE DREAM” FAZ MÚSICA EXPERIMENTAL PARA CURTIR, MEDITAR, NANAR OU TRANSAR… E A SUA EXISTÊNCIA É INCONTORNÁVEL, IMPORTANTE E IMPRESCIDÍVEL!
PORÉM, MAIS IMPORTANTE DO QUE O “TANGERINE DREAM” SÓ OUTRO GRUPO ALEMÃO: O “KRAFTWERK”; MENOS CHATO E MUITO MAIS INFLUENTE.
“PÔ TIO SÉRGIO!!! EXPLICA ISSO MELHOR”!
ENTÃO, LÁ VAI: O “KRAFTWERK” FAZ MÚSICA RITMADA E DANÇÁVEL. E TORNOU-SE REFERÊNCIA PARA O “HIP-HOP”; A “DANCE MUSIC”; A “EURODISCO”, E SUBDIVISÕES AO LONGO DO TEMPO. É INFLUÊNCIA DIRETA PARA INCONTÁVEL LEGIÃO DE D.Js. QUE DOMINAM CLUBES, “RAVES” E SALÕES DE BAILE, MUNDO E UNIVERSO AFORA…
RESUMINDO: O POP ROCK ALEMÃO TAMBÉM PODE SER MALEMOLENTE, CINTURA SOLTA. O “KRAFTWERK” É REGISTRO CULTURAL PRÁ LÁ DE SIGNIFICANTIVO.
ENTÃO, RELAXEM; E APROVEITEM O “TANGERINE DREAM” E O “KRAFTWERK” DO JEITO QUE APRECIAREM.
POSTAGEM ORIGINAL: 09/08/2019/2024
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JACKIE CAIN & ROY KRALL: DUPLA VOCAL ESPETACULAR!

Mas como é possível, TIO SÉRGIO, você ter apenas três discos de JACKIE & ROY?
Você passou a vida juntando “rodinhas pretas e prateadas”; os conhecia há meio século porque houve disco deles lançado por aqui, e não fez nada?
Pois bem; Paciência! Eles formam dupla vocal de alto nível. E ROY é, também, ótimo pianista.
Em 56 anos de carreira, gravaram perto de 40 discos. Foram dos bares de JAZZ, à BROADWAY; aos BEATLES; passaram por TOM JOBIM e muita BOSSA NOVA. Fizeram percurso do “JAZZ POPIFICADO” ao POP JAZZIFICADO” – se me entendem… Cruzaram todas as tendências JAZÍSTICAS modernas, e da GRANDE CANÇÃO AMERICANA, também. Fizeram até disco FUSION espetacular “A WILDER ALIAS”, DE 1973!
JACKIE & ROY cantam muito! Têm repertório eclético, selecionado, e de bom gosto; desenvolveram técnica musical refinada; e gravaram com diversos craques da música popular contemporânea.
Ouvi no YOUTUBE outro disco sensacional: “SONG OF DORY & ANDRÉ PREVIN”: ela cantora; e casada com o famoso pianista e compositor. As versões feitas por JACKIE & ROY são espetaculares! Eu gostaria de conseguir um CD.
Pois é! Precisou o Rene Ferri e seu gosto refinado; e conhecimento enciclopédico mostrar vários vinis pra turma, para eu, mesmo chegando tarde, olhar mais atentamente esse duo imperdível!
Mea culpa; Mea maxima culpa! Pô, Ayrton Mugnaini Jr. !Cadê a revisão do meu latim latido feito vira-latas?
Os dois, marido e mulher, sempre estiveram muito próximos ao JAZZ, como ELLA, BILLIE, DINAH, SARAH, BENNETT, SINATRA e a geração deles todos. Deleite memorável! E de WHISKY, também…
ROY & JACKIE começaram em 1946. Gravaram pela primeira vez em 1955, e prosseguiram até a morte de ROY KRALL, em 2002.
JACKIE, loira voluptuosa e excelente cantora, só foi para o CELESTIAL CLUBE DOS ARTISTAS”, em 2014, aos 86 anos. Sobreviveu muito bem! Que ótimo!
Mas, quero comentar “THE WILDER ALIAS”, de 1973. O time que os acompanha é vindima de safra superior. HUBERT LAWS e JOE FARREL nos metais, STEVE GADD, na bateria, entre vários e consistentes músicos.
A direção é de DON SEBESKY; orquestrador envolvido em quase tudo! Nos estúdios operavam RUDY VAN GELDER e CREED TAYLOR. Tá bom assim? Um álbum um tanto fora do esperado, convenhamos! Porém, totalmente contemporâneo, e dentro de amplo contexto, quando foi gravado.
Será que nos lembra o “RETURN TO FOREVER”, na fase com FLORA PURIN cantando? Expõe, inclusive, um travo do que TOM JOBIM E BANDA fizeram no final de carreira. Para completar, esta edição é japonesa e da gravadora a cult CTI. É FUSION da melhor cepa!
Então, pessoal, procurem conhecer. E não percam outros discos desses dois. Percam-se neles!
RESENHAS MUSICAIS: 11/08/2023
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JOE TURNER – PRAZER EM APRESENTAR

TIO SÉRGIO é “Apenas um rapaz latino-americano”, como canta o BELCHIOR. Mas cultor do BLUES desde sempre; e por andanças das quais não me recordo; visitando loja que não me lembro, em dia e local não determinados. E dei de cara com o CD aí, quase completo – falta a parte de trás.
Garimpar é como exterminar pragas urbanas: foco por foco, disco por disco. É ganhar prazer perdendo horas num balcão em alguma coisa intrigante; e dar de cara com disco imprescindível.
“Foi assim”, cantou WANDERLÉIA, acho, algures em sua carreira, que descobri o CD na foto. Susto bem-vindo! Bom, primeiro vou falar sobre o que ouvi:
Um espetacular disco lançado em 1967, com banda prá lá de afiada, em gravação remasterizada em alto nível, pela “MOBILE FIDELITY SOUND LAB. A data do relançamento não está no encarte. Mas, é coisa de uns 20 e tantos anos.
JOE TURNER é clássico do BLUES moderno, entendendo-se por isso gente que veio da década de 1930, influenciou a geração do ROCK AND ROLL e, posteriormente, o revival do BLUES, dos anos 1960 e daí em diante. Seu grande clássico, “SHAKE RATTLE AND ROLL” ultrapassou décadas.
JOE TURNER é para roqueiros e bluseiros em nível de pós graduação em colecionismo.
Tio Sérgio garante e põe a mão no…copo!
POSTAGEM ORIGINAL: 11/08/2018
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PENT “ENYA” – OUTRA VISÃO SOBRE A CARREIRA DA MOÇA

“PENTÊNYA” – ERA ASSIM QUE ROCKEIROS EMPEDERNIDOS DE MEU CÍRCULO TRATAVAM ESTA MOCA, POR VOLTA DE 1991, QUANDO EXPLODIU MUNDIALMENTE.
TÁ BOM, TÁ BOM! É A JUNÇÃO DE “PENTELHA” COM ENYA. É BOM USAR CIRCUNFLEXO, EM PORTUGUÊS.
ENYA parece à distância moça bonita. E é o grande nome da “NEW AGE”; possivelmente sinônimo e prenúncio da decadência de um estilo que vinha se firmando desde meados da década de 1980. Como sempre, há bons discos; e muitos lamentáveis.
Conheci ENYA no final dos anos 1980, através do seu segundo disco: WATERMARK. É álbum artisticamente muito bom. Um CROSSOVER entre o FOLK, o ROCK PROGRESSIVO e a WORLD MUSIC. Intersecção criadora da NEW AGE.
É cantado em inglês, gaélico e latim. Canções lindas, dinâmicas; melodicamente expressivas. Um susto criativo para a época; fora do POP mais óbvio. Ouçam “ORINOCO FLOW”. Ou “STORMS IN AFRICA” – principalmente o remix para pista de danças. O disco todo é muito bem feito e vale a pena ter.
Em 1992 saiu seu grande sucesso mundial, “SHEPHERD MOON”. Um retrocesso artístico na mesma proporção do reconhecimento popular.
Não se iludam os mais jovens com o “azulzinho” da capa. É música “emasculada” para escutar sob velas intoxicantes e ares e posições meditabundas .
Não associem o sexo tântrico com essa baba-pop melosa. Músicas tão açucaradas que devem ter matado mais diabéticos do que infectados pela COVID-19!
Enfim; pior do que este só o álbum seguinte: “THE MEMORY OF TREES”, lançado em 1995.
TIO SÉRGIO, a gente não entendeu: Se não gosta desses dois discos, por que você os tem na coleção? Resposta: Tenho nada! Pedi emprestado para falar mal🤣🤣🤣 e fotografar!
POSTAGEM ORIGINAL: 11/08/2020
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DIA DOS PAIS, A MÚSICA, O AFETO E A SABEDORIA

Dia dos pais. Percebo-me duplamente órfão: meu pai e meu sogro estão mortos; e eu fui muito amigo de cada um deles. Não fizemos filhos, porque decidimos. E não sinto quaisquer remorsos pela decisão tomada.
Ainda assim, me recrimino por ter discordado além da conta do FERNANDO, meu pai, durante parte de nossas vidas. Nos vinte e cinco últimos anos convergimos, e nos tornarmos amigos e companheiros. Conversamos bastante, e compreendemos as mútuas razões que a vida nos impôs.
Mesmo triste, estou conformado com a ausência dele. E fiquei relativamente em paz com meus atos e falhas. FERNANDO era uma grande pessoa! E ainda bem que o compreendi antes que fosse tarde…
Eu e o ANTONIO, meu sogro, sempre nos demos bem, muito bem! Excelente conselheiro, conversador notável, foi muito amado e apoiado por todos quando ficou doente iniciando a caminhada para a cachoeira dos tempos. Estou em paz com ele, também.
No fundo, hoje tenho a sensação de que ambos me deram mais do que eu consegui retribuir. Ainda estou avaliando a riqueza proporcionada pela convivência. Talvez seja porque percebi o efetivo significado da palavra sabedoria.
E ambos eram sábios.
FERNANDO e ANTÔNIO não ligavam pra música. Gostavam, simplesmente; e nunca entenderam bem o porquê do “filhogenro” viver cercado e fissurado por discos…
Postei uma seleção de cantores, músicos e discos que os dois gostavam, ou gostariam. Sei disso porque adequados ao gosto e à geração a qual pertenceram; e foram testados em reuniões e festas em que estiveram presentes.
É uma pequena homenagem sentida e sincera. E se eu merecer uma qualidade para ser futuramente lembrado, depois que a bola sete for pra caçapa, é a de ter desenvolvido sabedoria.
Vou gostar muito se conseguir ao menos me aproximar do caminho que leva ao conceito que ela contém. Estrada que FERNANDO e ANTONIO percorreram dignamente.
Tenho saudades.
POSTAGEM ORIGINAL: 10/08/2022
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MEMÓRIAS

09/08/2014: Estou pensando no vídeo onde dois supostos parlamentares alemães fazem inacreditáveis grosserias com a Dilma. Eu não gosto dela e muito menos do governo que ela faz. Porém, o terrorismo político no Brasil está se tornando nojento, sem falar que é contraproducente e mascara a realidade objetiva, fazendo com que não discutamos o que é verdadeiramente importante. O vídeo é certamente editado e as supostas críticas forçadas e deslocadas, porque falam de assuntos que não são da alçada da Presidente, e duvido que dois deputadozinhos de qualquer parlamento do mundo estivessem tão a par da necessidades brasileiras. Este vídeo está em nível da baixaria que fizeram com a Miriam Leitão e com o Carlos Alberto Sardenberg, dois dos melhores, mais lúcidos e completos jornalistas brasileiros. É possível discordar de quaisquer deles – aliás, duas posições político-ideológicas diferentes: ela é socialdemocrata e ele liberal. Mas desrespeitá-los nivela quem o fez à baixaria que fizeram com a Dilma. Vamos subir o nível e votar conscientemente. POR UMA CAMPANHA POLÍTICA LIMPA, ESCLARECEDORA E CIVILIZADA. ABAIXO O TERRORISMO POLÍTICO E TODOS E QUAIQUER AUTORITÁRIOS.
09/08/2019:USTRA E LULA:
USTRA FOI ACUSADO POR 50 PESSOAS, EXECRADO E ANISTIADO. LULA FOI ACUSADO POR DEZENAS E CONDENADO.TESTEMUNHOS VALEM!
09/08/2019: HÁ um monte de músicas e artistas não classificados. Nem jazz, nem MPB, nem rock, pop ou clássico. BILL FRISELL é um deles.
09/08/2019: TORTURADORES:
POR QUE NENHUM PRESO PELO DELEGADO TUMA O ACUSOU? E OS PRESOS POR FLEURY, SIM? É O MESMO COM USTRA. 50 ACUSAÇÕES.
09/08/2020: É CODA!!!!!
PARA QUEM NÃO SABE, “CODA” É UM “RABICHO DE MÚSICA” QUE ÀS VEZES APARECE DEPOIS QUE TERMINA A OBRA. RESPINGO DE VIDA.
09/08/2020: DIA DOS PAIS:
FERNANDO, PAI E ANTONIO, SOGRO, NÃO SAEM DA MEMÓRIA.
TODO PAI TEM MEDO. QUANDO SEVEROS, DEVEM SER COMPREENDIDOS.
09/08/2020: LIVES
Artistas populares têm muito público. Sertanejos e Achés são pujantes, organizados e estruturados. Há pra todo mundo.
09/08/2020:MÚSICA CLÁSSICA OU ERUDITA? LANCEI MÍSSIL, E AS REAÇÕES FORAM EXCELENTES! POLÊMICAS DE NÍVEL.
ERUDITA É MAIS ADEQUADA. ACEITO!
09/08/2021: PROFESSOR BORIS FAUSTO, NO ESTADÃO;
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“DIRE STRAIT”! DISCOS DE TEMPOS EM QUE EU ERA “DURO PRA CARAMBA”!!!!

O Brasil costuma siderar entre o céu e o inferno. Claro, as coisas mudam. Paulatinamente. Mas se sempre mantêm aquele gostinho de “NINGUÉM MERECE” cruzando a existência de todos nós.
Eu comecei a trabalhar aos 14 anos de idade. Cedo demais: lugar de criança e adolescentes é e sempre foi na escola!
Porém, resultou de dupla circunstância: a minha sofrível performance enquanto aluno do segundo grau; com notas baixas, insuficiência de aprendizado e insegurança pessoal. E se juntou a uma educação restritiva, mesmo que muito bem intencionada; reação comum dos pais de minha geração, acostumados a reagirem baseados na tradição aprendida, em resposta às necessidades objetivas da vida: éramos de classe média baixa; e começar a ganhar o próprio sustento era comum e imperativo.
Eu senti muito o baque ao entrar no “ginásio” (sei lá, o nome hoje. Não consigo guardar. Trauma?) Não sabia como relacionar-me com o ensino e o ensinado em aulas; e, por isso, fui reprovado duas vezes.
Quem testemunhou foi meu novo/velho amigo Renato Cesar Curi , contemporâneo no RUI BLOEM, cerca 1965/66, companheiro em infindáveis jogos de futebol de botão…e também sofrendo agruras com a professora de matemática, dona MARÍLIA….
Resumindo, meus pais implantaram vigilância irrestrita; marcação cerrada; fui estudar à noite, e … ai de mim se não me virasse, e não me dedicasse pra valer…
Melhorei.
Fui trabalhar em banco, e por isso compreendo o meu velho conhecido e contemporâneo KID VINIL: EU FUI BOY, BOY BOY!!! Girava a cidade de SAMPA levando correspondências, fazendo “coisas”, e trabalhava de segunda a sábado ( “só meio período… ), das 8,30 às 17,00 horas…
Ganhava o formidável e “socialmente justo” “SALÁRIO MINIMO DO MENOR”, equivalente a meio, repito, meio – vou repisar: MEIO SALÁRIO MÍNIMO por mês!
O meu primeiro “PIXULÉ OFICIAL” eu gastei quase todo comprando dois LPS e dois compactos simples. Lembro de 96 TEARS, com QUESTION MARK & THE MISTERIANS. Os LONG PLAYS foram “IN”, com THE OUTSIDERS, e TROGGLODYNAMITE, THE TROGGS. Era o bálsamo e a motivação para trabalhar, sei lá…
Hummm!!!
Começo com THE OUTSIDERS, banda americana algo obscura, mas criadora de SINGLE imprescindível para quem curte ROCK de garagem: “TIME WON´T LET ME”, clássico vez por outra ainda tocado rádios mundo afora.
Eu os adorava; e tive acesso ao primeiro LP, também lançado no BRASIL em 1966; misto agradável de BEAT e R&B americanos.
Por isso, comprei “IN”, terceiro álbum deles, que foi lançado por aqui, em 1967; mesclando COVERS e composições originais.
Os TROGGS foram caso interessante no POP/ROCK inglês. Não eram primários, mas básicos. Fizeram o conhecido percurso do BEAT/R&B, que os BEATLES, SEARCHERS, STONES, HOLLIES e outros, percorreram entre 1962 e 1966, mais ou menos.
The TROGGS deram de cara com a sorte grande ao gravar “WILD THING”, em 1966; que os catapultou ( a expressão é essa mesma!) para o sucesso e a fama.
A fórmula inicial foi usada diversas vezes. Gravaram 39 singles. E WILD THING “só” foi suplantada nas parada por “REACH OUT, I´LL BE THERE”, clássico dos FOUR TOPS.
Eram tempos de criatividade indiscutível!
Ouvi em primeira “instância” bandas com BLUES MAGOOS, lançados no Brasil em 1967, em COMPACTO DUPLO, com prensagem repetida nos lado A e B; falha que o tornou raro e precioso.
E também curti THE MUSIC EXPLOSION, entre o BUBBLE GUM e o GARAGE ROCK; o COUNT FIVE; o QUESTION MARK & THE MISTERIANS; e o NEW COLONY SIX e THE PARADES; todos lançados no BRASIL em COMPACTOS SIMPLES.
Formaram a minha dieta básica junto com ROLLING STONES, YARDBIRDS e MANFRED MANN, SEARCHERS, KINKS e BYRDS. “CHOCOLATE WATCH BAND” veio depois. E tudo foi suplantado pelos MOODY BLUES, PROCOL HARUM, e o PINK FLOYD.
Termino insistindo e comentando sobre a pequena joia americana do SUNSHINE POP PSYCH, lançada em 1968: JILL, com GARY LEWIS. Aula de como se resolve uma canção de amor delicada, POP, sofisticada e cheia de alternativas em menos de dois minutos!
São memórias resgatadas no fundo de meu baú existencial.
“Está divertido”, como dizia o meu amigo Ayrton Mugnaini Jr.
POSTAGEM ORIGINAL: 09/08/2024
Pode ser uma arte pop de 3 pessoas, Superman e texto