JACKIE CAIN & ROY KRALL – 1974 ” A WILDER ALIAS ” – GRAVAÇÃO C.T.I

NOS ÚLTIMOS DIAS TENHO ACORDADO E CHUTADO A MINHA PRÓPRIA BUNDA UMAS TRÊS VEZES!!!
Mas como é possível, TIO SÉRGIO, você ter apenas esse disco de JACKIE & ROY? Você nada aprendeu nessa vida compulsiva juntando “rodinhas pretas e metálicas” ?
Você já os conhecia há quase meio século e não fez nada?
Eles gravaram perto de 50 discos! Carreira de 56 anos; da Broadway aos Beatles, passando por Tom Jobim e até esse espetacular disco de FUSION!
Pois é, precisou o Rene Ferri e seu refinado gosto e conhecimento mostrar vários vinis pra turma, para eu olhar mais atentamente essa dupla imperdível. Mea culpa; Mea maxima culpa!
Os dois, marido e mulher, sempre tangenciaram o jazz, como ELLA, BILLIE e a geração deles. Cantaram o melhor do pop e da grande canção contemporânea. Um deleite memorável. Começaram em 1946. E prosseguiram até a morte de ROY KRALL, ótimo pianista e cantor, em 2002. JACKIE, loira voluptuosa e excelente cantora, foi para o celestial ” clube dos artistas” , em 2014, aos 86 anos.
Mas quero comentar esse disco. Um tanto fora do esperado. Porém, totalmente contemporâneo quando foi gravado. Lembra o “RETURN TO FOREVER” na fase com FLORA PURIN cantando. Expõe um travo do que TOM JOBIM E BANDA fizeram no final de carreira. É FUSION e da melhor cepa!
O time que os acompanha é de safra superior. HUBERT LAWS e JOE FARREL nos metais, STEVE GADD, na bateria, entre vários e consistentes músicos. A direção é de DON SEBESKY, e nos estúdios RUDY VAN GELDER e CREED TAYLOR. Para completar, esta edição é japonesa e a gravadora a cult CTI.
Então, pessoal, procure conhecer. Porque chutar o próprio rabo é muito difícil e nada agradável…
Não percam! Percam-se.
POSTAGEM ORIGINAL: 09/08/2020
Nenhuma descrição de foto disponível.

MEMÓRIAS DIVERSAS

08/08/2023: A SOCIALDEMOCRACIA NECESSÁRIA: AS MENINAS VOADORAS E O LADRÃO GRANDÃO!!!
08/08/2023: O FRANGO ASSADO É UM PRATO SERVIDO EM “DECÚBITO DORSAL”!
O POBRE BICHO FICA EM POSIÇÃO PARA EXAME “GINECOLÓGICO”. TRISTE SINA, COITADO 08/08/2021: UTILEZAS OLÍMPICAS:
O BRASIL FEZ CAMPANHA SENSACIONAL!
NO VÔLEI E NO BOXE NÃO PERDEU O OURO; E, SIM, GANHOU A PRATA!
EVOLUÍMOS APESAR DE TUDO!
08/08/2020: DISCUSSÕES POLÍTICAS:
Não são as verdades ou as mentiras que orientam as razões. Mas as convicções. E aí não tem jeito!
08/08/2020: “REAL BELEZA”
Grande filme de Jorge Furtado! Roteiro, argumento, interpretação e direção. 1,30 hora de ótimo cinema. Não percam!
08/08/2019: INDIVÍDUOS QUE CONSIDERO EXECRÁVEIS: O TORTURADOR, O CARRASCO E O CAFETÃO: VILIPENDIAM O CORPO HUMANO. COVARDES FUNCIONAIS!
08/08/2020: TORTURADORES:
USTRA ERA PSICOPATA IMORAL E REPULSIVO. IMOBILIZAR ALGUÉM E SEVICIAR É COISA DE COVARDE!
CALA A BOCA, TROGG!

A SOCIALDEMOCRACIA NECESSÁRIA: AS MENINAS VOADORAS E O LADRÃO GRANDÃO!!!

Algum tempo atrás, meu sobrinho e amigo TOI pediu para vir até nosso apartamento, porque onde estava hospedado a INTERNET não funcionava, e ele precisava trabalhar.
Como sempre, foi um grande prazer! E chegaram ele e uma colega de trabalho, THAÍS. Ambos jovens, perto dos trinta anos entraram e foram para mesa com seus computadores. Tudo certo, deixei-os à vontade.
THAÍS, menina alta, magérrima, cabelo “afro”, acho, partido ao lado como o do ROBERT SMITH do THE CURE. Vestia-se com total informalidade elegante, jeans e casaco de couro. Ela é discreta, calada, algo tímida e talvez “misteriosamente estranha”.
Fui cozinhar. Adoro cozinhar para os amigos.
Eles trabalharam sem parar, cada um em sua atividade, silentes e concentrados. Estão à vontade com as novas tecnologias e as formas de trabalho atuais, mais autônomas. Umas 5 ou 6 horas depois, fomos jantar Angela, eu e os dois.
Antes, mostramos o apto para eles. Na minha sala de som percebi vivacidade desperta em THAÍS. Olhou para os discos concentrada e enigmática, e comentou que a mãe dela tinha o PINK FLOYD das VACAS, o “ATOM HEART MOTHER”; mostrei os meus e fiz comentários de colecionador.
Ela disse que gostava de música, mas tudo virtual; guardadas em sua “super caixa” de ferramentas, o Computador.
Durante o jantar, começamos a conversar. Aqueles prolegômenos tradicionais, tipo quem é você, etc… e tal. E percebemos que, vez por outra, ela se ausentava. Olhou uns quadros, penetrou neles profundamente, fez poucos e pertinentes comentários, e voltou à tona. Meio sem jeito, explicou que “viajara para dentro deles”.
E papo vai, papo volta…, vinho aberto e descontração. E perguntei para THAÍS sobre dela formação. E começaram as surpresas:
“EU SEI FAZER AVIÕES. É que me formei em ENGENHARIA AERONÁUTICA E ESPACIAL!”
Continuou, “Mas, não trabalho diretamente com isso, como os colegas de faculdade, hoje todos na EMBRAER ou pelo mundo afora”. “Eu não quis, disse. Sou consultora; faço projetos de alta tecnologia para empresas; consultorias diversas”; expôs com naturalidade.
Surpreendente, para dizer o mínimo! E o papo seguiu, entre uma introspecção e outra da menina. Ela é de classe média do interior, norte de Minas, e foi estudar na UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS.
Discretamente, soubemos que ela é superdotada. Foi contratada pela empresa de consultoria onde trabalha, em São Paulo, por causa do altíssimo Q.I., nível intelectual e de formação que tem! Cria projetos e dá aula para os engenheiros, e ao próprio chefe. Um gênio brasileiro que despontou por causa do acesso que teve a educação, e da facilidade com que aprende e lida com ela…
E pensei na RAYSSA LEAL, sim, a menina medalha olímpica de prata no SKATE. Não esqueçam a performance deslumbrante dela na OLIMPÍADA! Mas foquem no vocabulário, desembaraço, habilidade para relacionamento!
RAYSSA veio do nordeste. Menina de família pobre, quase remediada, nascida em cidade pequena, foi descoberta na escola, e “andava” de SKATE se divertindo, como vimos extasiados!
Ela e a japonesinha MUMIJI, medalha de ouro, têm a mesma idade, 13 anos. São duas superdotadas, certamente! Mas RAYSSA “vale mais”. Teve menos condições para desenvolver-se! Mas fez, dedicou-se, aguentou o tranco, chegou lá e permanece crescento no esporte!!!!
Uma vez, conversando com meu amigo Sergio Cardoso sobre racismo e outras “improbidades morais” que ainda nos assolam, ele reparou que MACHADO DE ASSIS, o maior escritor brasileiro, e até hoje não superado, “também não era loirinho”!!!!
Pois é, o SÉRGIO CARDOSO, a RAYSSA e a THAIS, também não são…Todos tiveram oportunidades, em meio da desigualdade que por aqui reina, e trabalharam com afinco e dedicação.
Os três simbolizam a vitória do “indivíduo” e do talento, que deve ser a finalidade ótima de qualquer sociedade mais equilibrada.
Tornaram-se o contrário do adolescente enorme e bem alimentado que “atuou” no último assalto que sofri, há uns 10 anos. O jovem era o reflexo de nossa ultrajante desigualdade social, e da contínua falência e quebra de valores fundamentais que temos observado há décadas…
Mas, os quatro têm em comum, paradoxalmente, a melhora nas condições de vida dos brasileiros. São frutos de uma sociedade que preserva iniquidades insuportáveis, enquanto tenta a passos de quelônio construir uma socialdemocracia mais inclusiva e sem preconceitos.
Apesar de outro branquinho grandalhão, que até o ano passado dava expediente no Planalto Central…

“THE GUESS WHO?” HARD ROCK CANADENSE PRIMEIRO LUGAR NO “HIT PARADE” AMERICANO!

No lusco-fusco dos anos 1960, “THE GUESS WHO?” , espocou feito rolha de CHAMPAGNE!
JONI MITCHELL e NEIL YOUNG estavam iniciando carreira. PAUL ANKA, LEONARD COHEN e GORDON LIGHTFOOT, já eram bem conhecidos. O RUSH veio depois.
O GUESS WHO? era de WINNIPEG, e afeito ao BEAT INGLÊS. Seguiram a partir de1962, e do jeito que puderam. RANDY BACHMANN, guitarrista, e o explosivo cantor BURTON CUMMINGS estiveram juntos em diversos grupos, até gravar o LP “WHEAT FIELD SOUL”, em 1969, como THE GUESS WHO? Estão lá dois SINGLES e gloriosos HITS: “THESE EYES” e “LAUGHING”; Discos de Ouro na AMÉRICA, com mais de um milhão de cópias vendidas cada; e há mais de meio século atrás!
Curiosamente, “UNDUN” o lado B de LAUGHING, canção na linha LATIN-POP lembrando o nascente SANTANA, também explodiu!
Não os desdenhem! Eles não pararam por ali.
Em 1970, fizeram “AMERICAN WOMAN”, álbum recordista de vendas; evolução lógica para o HARD/HEAVY ROCK nascentes. Estão ali outros dois SINGLES com mais de um milhão de cópias vendidas no mercado americano e mundo afora:
O clássico da incorreção política, a misógina e algo xenófoba “AMERICAN WOMAN” – bem conhecida na versão feita por LENNY KRAVITZ, também muito boa, mas sem a virulência “ROCKER” do “GUESS WHO?” A canção é uma ode selvagem sobre um cara despejando ódio contra a ex-mulher; uma – HUMMM… americana…E, também não percam a “YARDBIRDIANA” “NO TIME”!
O disco inteiro é bom demais! Talvez expresse Indefinição entre o BLUES – ROCK e o PROTO-METAL. Há ótimo trabalho de guitarras, destacando RANDY BACHMAN. E a performance de um vocalista como poucos: BURTON CUMMINGS tem voz distinta e original, lembrando um pouco o PHILL MOGG do U.F.O.
CUMMINGS cantava com eficiência POP ROCK na tradição americana; e transitava para o ROCK PESADO com naturalidade, como faz, hoje, DAVID COVERDALE.
Ainda em 1970, RANDY BACHMAN saiu do grupo; dizem que por “impossibilidade comportamental”. Ele é mórmon, acreditem… E BURTON assume de vez a direção da banda. Seguiram com sucesso por bom tempo, e gravaram uns dez “Long Plays” legais! Inclusive o excelente, LIVE AT PARAMOUNT, 1972. Continuaram produzindo SINGLES cativantes que, vez por outra continuam tocando. A coletânea aqui postada é boa referência.
Em 1973, RANDY BACHMAN conseguiu emplacar o BACHMANN, TURNER, OVERDRIVE, depois de “24 audições fracassadas” em várias gravadoras. Foram contratados pela MERCURY.
Eram PESADOS, meio que tangenciando o SOUTHERN ROCK. O disco “NOT FRAGILE”, 1974, é muito popular entre a turma do ROCK também no BRASIL.
O “B.T.O” fez som descomplicado, e permaneceu por bom tempo correndo no vácuo do FOGHAT – o similar inglês. Eram tempos de concorrência mortal na área: DEEP PURPLE, LED ZEPPELIN, BLACK SABBATH, GRAND FUNK RAILROAD e o nascente QUEEN davam as cartas! Um mar só para tubarões!
BURTON CUMMINGS encerrou o “GUESS WHO?” em 1975. Disseram os linguarudos que o grupo acabou por causa dos maus modos e brigas constantes; pancadarias de verdade! Eram quatro “animais de grande porte”, e quando se atracavam …
Há um sinal mórbido e recorrente, no mundo da música. Sempre que dentro de um grupo alguém se destaca, ofídios à volta pregam a separação e a ciumeira. E, na maioria das vezes a mudança dá errado…
TIO SÉRGIO também se lembra de casos emblemáticos em bandas famosas: PAUL REVERE & THE RAIDERS, americanos de extremo sucesso em meados dos anos 1960, faziam um POP ROCK PESADO E GARAGEIRO, muito animado e bem tocado!
Eles tinham MARK LINDSAY, menino bonito, um TEENAGE IDOL, festa para a mulherada, mas cantor no limite inferior do bom. E quando chegaram ao topo, a própria gravadora COLUMBIA prometeu mundos e fundos para LINDSAY, que saiu da banda; e repaginou-se no POP ROMÂNTICO…
Não deu certo; e ele despontou para o anonimato progressivo. Houve momento em que os royalties residuais de seu tempo com os RAIDERS ficaram maiores do que os dele próprio! Foi demitido e sumiu.
O outro caso foi do próprio BURTON CUMMINGS. Voz diferenciada e versátil, ia do POP USUAL até o ROCK; enfeitava alguma BOSSA NOVA e tentou carreira solo. Migrou aos poucos em direção à irrelevância…
Para velhinhos quase à beira de um copo de leite, como o TIO SÉRGIO, essa gente ainda faz som contagiante… E, de quando em vez, o TIO bota pra rolar essa turma toda aqui em casa, à beira mar…
Recomendo sem contraindicações!
POSTAGEM ORIGINAL:07/08/2022
Pode ser uma imagem de 2 pessoas

PAULA TOLLER, ALÉM DE UM “Q.I. DE ABELHA”!

Lá por 1997, eu era sócio de três lojas, em São Paulo, que vendiam CDs: a CITY RECORDS e a CITY MUSIC. Um dia, apareceram algumas meninas que estudavam na USP. Aliás, era normal. Música atrai os mais jovens – ou joviais.
E lembro de uma delas, uruguaia, bolsista, e fascinada pelo KID ABELHA e os ABÓBORAS SELVAGENS; nome que pronunciou de maneira tão peculiar que precisei da “tradução/versão” de outra colega que, rindo e mais acostumada com gandeia brasileira, condescendeu com o gosto da amiga.
Comprou o disco; mas aproveitou e pediu para eu escrever a letra de “GAROTA DE IPANEMA”, em português, porque ela adorava. Eu e o BETÃO, meu amigo e sócio, fizemos em conjunto.
Minha mulher gosta da PAULA. E já vou admitindo que também gosto!
Ela estudou canto. Aos poucos, percebi que PAULA canta “adequadamente bem”: ela é, “tipo assim”, pra fixar expressão dos jovens da época, aprendiz de NARA LEÃO e FRANÇOISE HARDI – exagerei, galera? A voz é postada com técnica e charme; mas, é pequena como o de sua coetânea, VIRGINIE BOUTAUD, vocalista do METRÔ – grupo POP brasileiro, um pouco anterior ao KID. E perscruto se FERNANDA TAKAI, do PATO FU, a segue; mas abastecida por conteúdos musicais mais densos…
PAULA TOLLER faz o POP usual, bem ajustado, e longe de experimentações; desvela discreto astral elevado, e sensualidade reservada aos namoradinhos, ao amor adolescente – daqueles eternos enquanto duram…
Moça de classe média alta, estudou Design, mas não se formou; e fala o alemão. É reconhecida por sua notória “pulcritude”. Talvez seja a mais bela cantora de sua geração! Ela foi criada por avô “anfíbio de cirurgião e historiador”, um crossover muito interessante; e por sua avó proprietária de clínica para idosos. Li que o pai dela morava com os três. Da mãe, eu sei nada. PAULA está casada como o cineasta LUI FARIA há uns 40 anos. O que pode indicar a realização afetiva cantada em suas composições ingênuas e juvenis.
Nesta madrugada eu assisti à sua turnê comemorativa dos 40 anos de carreira: “AMOROSA”. O repertório abrange do KID ABELHA em diante. E, claro, tem a profundidade que se pode esperar de artistas que compunham para adolescentes até pouco antes de transitarem para jovens adultos. Funcionou;
Mas vamos combinar que são canções datadas justamente porque os autores envelheceram sem acompanhar o amadurecimento do público. Não construíram a carreira na cronologia emocional que mais ou menos acompanha a todos nós. Este show juvenil estendido por quase duas horas, ficou meio “estrábico”, existencialmente falando…
A banda é integrada – e vamos combinar novamente: não há motivo para não ser; já que são músicos de muito bom nível executando canções e arranjos bastante simples.
E, finalmente, PAULA TOLLER não é “boa de palco”; não sabe se locomover durante o show; parece muito tímida, e talvez cansada. Ela não tem desenvoltura e nem carisma para enfrentar uma plateia. E, talvez por isso, a gravação tenha sido feita neste lugar acanhado e com pouca gente. O bis foi curto demais.
Mesmo assim, é agradável. Mas, faltou gás para aquecer a frigideira.
POSTAGEM ORIGINAL: 04/05/2024
Pode ser uma imagem de 3 pessoas e multidão

A INCRÍVEL HISTÓRIA CONTADA POR ALICE COOPER SOBRE BRIAN WILSON E JOHN LENNON

 

Não fui eu quem escreveu. Apenas coligi, porque fantástica!
Esta é uma história que Alice Cooper contou sobre John e Brian Wilson. “Eu estava sentado nos bastidores depois do Grammys de 1974 com Bernie Taupin (letrista de Elton John) e John Lennon. Isto foi quando o Brian estava realmente a ter alguns problemas mentais”, disse Cooper. “Durante o curso da conversa, continuei a ver o Brian pelo canto do olho, apenas a olhar para nós de diferentes ângulos. ” “Finalmente, ele subiu à mesa, inclinou-se e sussurrou ao meu ouvido ‘Ei Alice, apresenta-me a John Lennon. ’ Eu não podia ACREDITAR que estes dois homens nunca se tinham conhecido! Eles estavam virtualmente pescoço a pescoço nos anos 60 como as maiores bandas do planeta, e tenho a certeza que eles devem ter-se cruzado em algum momento. Mas então pensei para mim mesmo: ‘Uau, vou ser eu a apresentá-los e fazer parte da história do rock! ’” “Então eu apenas disse, ‘Brian Wilson, este é John Lennon. John Lennon, este é o Brian Wilson. ’ Lennon foi muito cordial e educado, dizendo coisas como ‘Olá Brian, eu sempre quis te conhecer. Sempre admirei o seu trabalho, e Paul e eu consideramos Pet Sounds um dos melhores álbuns já feitos. ’ Brian agradeceu-lhe e foi-se embora, altura em que Lennon voltou para a sua conversa como se nada tivesse acontecido. ” “Cerca de dez minutos depois, o Brian passou pela nossa mesa novamente, inclinou-se e sussurrou algo ao Bernie, e de repente, Bernie estava a dizer ‘Brian Wilson, este é o John Lennon. John Lennon, Brian Wilson. ’ Lennon foi tão cordial e educado como a primeira vez, dizendo essencialmente a mesma coisa sobre querer sempre conhecê-lo. Logo que Brian se afastou, John olhou para nós dois e disse casualmente no seu sotaque típico de Liverpudliano: “Eu o conheci centenas de vezes. Ele não está bem, sabe? ’” Ficámos impressionados com a empatia e gentileza de John ao lidar com o Brian e agradecidos por o Brian ter encontrado alguma estabilidade mental após tempos tumultuosos. Obrigado ao Boris pela história, foto e vejam a T-Shirt da Alice. É tão Alice Cooper.
POSTAGEM ORIGINAL RECOLHIDA EM 04/08/2021
Nenhuma descrição de foto disponível.

“DESPIORAR”: O VERBO QUE INVENTEI!

A expressão “DESPIORAR” foi inventada por este aqui que vos fala.
Foi em 1997, e dita para um super advogado, dr OCTAVIO UCHO DA VEIGA, e a um consultor de alto nível, JOSÉ AUGUSTO MINARELLI, com escritórios na Avenida Paulista.
Ambos gostavam de música e eram meus clientes na CITY RECORDS, a loja de CDS que tive na década de 1990.
O papo rolou em conversa no café que havia na galeria e no prédio onde todos tocávamos nossos negócios. Um deles perguntou sobre como andavam as vendas, em meio da recessão do governo FHC, necessária para garantir o plano real.
Eu respondi que nada melhorava, mas estava “DESPIORANDO”.
Fui eu quem inventou na hora e VIRALIZOU.
Há testemunhas.

ERIC CLAPTON & ROBERTO MENESCAL TIO SÉRGIO EM CAMPANHA EXPLÍCITA



DIZ A LENDA, OU FORAM BOATOS, QUE ERIC CLAPTON QUERIA GRAVAR COM JOÃO GILBERTO, MAS NÃO ROLOU.
FAZIA SENTIDO. JOÃO É UM ESTILISTA SUPREMO DO VIOLÃO; É O PRINCIPAL CRIADOR DA BOSSA NOVA, E ARTISTA INFLUENTE SEMPRE QUE SE FALA NO INSTRUMENTO, E NO JEITO DE CANTAR.
ERIC CLAPTON É MESTRE DO BLUES E DO ROCK. TOCOU OU GRAVOU COM QUASE TODOS QUE IMPORTAM, QUANDO O ASSUNTO É VIOLÃO E GUITARRA. E FLERTOU MUITO COM O “JAZZ POP” EMULANDO A BOSSA NOVA, EM BOA PARTE DOS ÚLTIMOS 25 ANOS.
ENTÃO, SE FALTOU JOÃO! O QUE FAZER?
PARA MIM FICOU ÓBVIO? QUE TAL O “ROBERTO MENESCAL”?
ISSO MESMO! É OUTRO GRANDE MESTRE HISTÓRICO RECONHECIDO, AQUI E LÁ FORA. ALÉM DE CONTINUAR EM BOA FORMA E PRODUZINDO.
UM DISCO JUNTANDO CLAPTON E MENESCAL FACILITARIA UM CROSSOVER BOSSA-POP CHEIO DE SWING; E MODERNÍSSIMO COMO SEMPRE AMBOS FORAM: UM BLUES – BOSSA QUASE JAZZÍSTICO!
O QUE VOCÊS ACHAM?
VAMOS AGITAR? ORA, POR QUE NÃO?
POSTAGEM ORIGINAL: 04/08/2020
Nenhuma descrição de foto disponível.

NELSON RODRIGUES: “BONITINHA, MAS ORDINÁRIA” – EU NÃO GOSTO!

Insone nada virtuoso que sou, vez por outra a macaca preta me pega e fico mais aceso do que forno de pizzaria.
Tá bom, em língua de gente o sono some; não rola; e o tio aqui se estatela sob influência das criaturas da noite: antigos fracassos, situações não resolvidas, agenda não concluída; e medos variados que assolam em hora imprópria.
Solução? Se houvesse, alguém já teria ficado bilionário.
Em tempos de televisão no quarto ou internet no computador, a solução que substitui a leitura é dilatar o cérebro frente às novas luzes – que ofuscam a mente; nos preenchem de azul-escritório; e nos remetem ao café, que elimina o dormir necessário, mantendo o cansaço e o torpor no dia seguinte.
Não caras, meninas, e quaisquer orientações por bem houvessem: não sejam insones na vida! É projeto altamente destrutivo…
Mas tio Sérgio é bem humorado e, vez por outra, topa com filmes que gostaria de ter visto, ou ver. Essas coisas de sub – intelectual criado nos 1970…
E dei de cara com “BONITINHA, MAS ORDINÁRIA”, dirigido ( muito mal, diga-se ) por BRAZ CHEDIAK, em 1984.
Tentei ler alguma coisa do NELSON RODRIGUES fora as frases de efeito que o tornaram famoso. Antes de tudo, Nelson escreve bem, jornalisticamente falando. É claro, conciso.
Seus folhetins, crônicas diárias do Brasil anos 1950, se tornaram famosos. Em minha opinião, ele é raso e possivelmente ignorante sobre os assuntos que aborda.
No sentido de que a psicologia de seus personagens é pobremente definida, muito embaralhada; gratuitamente torpe e forçadamente sexualizada, para criar algum tesão nos reprimidos e nada pudicos brasileiros da época – principalmente os homens…
NELSON era, antes de tudo, machista e reflexo de seu tempo na limitação do indivíduo que se pretende artista. Mas é um ótimo cronista e observador dos costumes. Porém, sem o instrumental de análise para categorizá-los e mais bem explicá-los. O que TIO SÉRGIO, AQUI acha imprescindível para erguer texto artisticamente mais refinado…
Claro, escrevi o que está longe de ser consenso mínimo. É mera opinião pessoal. Intelectuais importantes e de vários espectros políticos o adoravam. PAULO FRANCIS, RUY CASTRO e ARNALDO JABOR gostavam de NELSON, porque viam nele uma escrita teatral, oral o suficiente para ser filmada ou encenada.
Sem falar dos incontáveis artistas, diretores e perpetuadores do mito. Entre eles, os que acham sexo gratuito liberdade artística. Mas não se aprofundam na leitura de um texto. Em tudo cabe opinião.
No entanto, há quem não goste.
O jornalista SÉRGIO AUGUSTO, por exemplo. Homem culto, crítico cultural e de cinema até hoje em atividade. Com educação e refinamento, ele faz ressalvas ao talento de NELSON. Estou com ele: aprendo nada, percebo nada toda a vez em que me defronto com uma criação de ou baseada em RODRIGUES.
Em BONITINHA…, tudo é inverossímil e pouco estruturado. Você pode imaginar o JOSÉ WILKER sendo grosseiro com mulher; gritando e ameaçando estuprar a VERA FISHER – que, no filme, gostou…? Basta pensar em sua atuação em “DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS”…Não rola. WILKER era bom na coisa; gostava das moças…
JORGE AMADO era um realista. Entendeu a extensão sexo – vida – e a brasilidade talvez promíscua.
NELSON RODRIGUES, não! E talvez tenha sido um dramaturgo precipitado, e mediocremente definido pela prática e leitura diária de um certo tipo de jornalismo, que usa como matéria prima escândalos e taras.
O enredo, no filme, é lamentável e as tomadas de cena, mais ainda. Os atores emulando um SHAKESPEARE na vizinhança de escolas de samba, gritam, expõem taras, dizem coisas incompreensíveis…Mas, não convencem.
A sequência e o final são improváveis, costurando a história sem propósito que dá em nada. Se alguém quiser ver o que é traduzir a linguagem do teatro para o cinema é só pegar filmes de INGMAR BERGMAN, nos
1960/70 . Lá não tem bordão incompreensível no contexto como “mineiro só é solidário no câncer”…
Enfim, moralismo à parte, a sociedade brasileira tentou, e na época até conseguiu erguer uma indústria cinematográfica através do incentivo estatal. Os temas eram “transgressivos e os filmes transgressores”; e a imensa maioria enfocando “valores e repressão comportamental”, mas querendo no fundo fazer um protesto político.
Financiar a Boca do Lixo, ou o luxo perdulário, tipo “BONITINHA , MAS ORDINÁRIA” , com dinheiro público foi um escárnio que mereceria uma “Operação Lava a Boca “.
E, só pra não esquecer: CELSO AMORIM, o ex-ministro das Relações Exteriores, nos governos petistas, foi um dos PRESIDENTES DA EMBRAFILME, na época da ditadura FIGUEIREDO…
Uma das frases mais lúcidas que ouvi nos tempos dos milicos dizia mais ou menos o seguinte: “AS DITADURAS FECHAM A POLÍTICA; E RECOMEÇAM ABRINDO PELOS COSTUMES”.
Inclusive por arte subsidiada e medíocre
POSTAGEM ORIGINAL: JULHO 2017

UM SÁBADO A TARDE, EM 1973… SEGUNDA OPINIÃO

Eu me lembro com bastante nitidez de certo sábado à tarde, em 1973. Eu recordo a luminosidade daquele dia, e suponho que tenha sido entre e abril e maio.
Por motivo que não identifico claramente, eu estava tranquilo e feliz. Não alegre, eu sei. Mas, desfrutando momento de rara completude.
Quase 50 anos se foram, mas aquele sábado reteve-se em mim.
Em 1973, ainda não existiam a WOOP BOP e a BARATOS AFINS, as duas lojas que fizeram história por conseguir congregar um certo público que curtia o UNDERGROUND, o ROCK e arredores.
Informações do exterior existiam, mesmo poucas e truncadas, e aguçavam desejos.
Estavam condensadas em publicações como a ROLLING STONE, já circulando por aqui, e jornais alternativos onde esforçados jornalistas, como LUIZ CARLOS MACIEL, nos informavam sobre o novo “perenizado” pós a suposta revolução trazida por HIPPIES e a NOVA ESQUERDA INTELECTUAL.
Claro, não durou o suficiente, mas deixou marcas não removidas, feito tatuagens.
Existiam grandes lojas que importavam, traziam discos e novidades. Eram tão caros como hoje é, e sempre foram.
Não consigo visualizar claramente se foi na BRUNO BLOIS, na BRENO ROSSI, onde naquela tarde inesquecível comprei dois entre os discos de que mais gosto até hoje.
Eu já conhecia o BOB SEGER. Cantor potente, BLUESY e pesado. Teve dois SINGLES lançados por aqui, “2+2” e “RAMBLING GAMBLIN MAN”, estilingadas certeiras!
SEGER é uma espécie de antecessor de BRUCE SPRINGSTEEN, naquela coisa do americano solitário contra o sistema, sempre “ON THE ROAD”, e torturado pela imprecisão psicológica, feito um JAMES DEAN ou JIM MORRISON, que os antenados de minha geração conheceram. E daí o fascínio que me causou.
BOB chegou ao real sucesso alguns anos depois, 1977/1978, Mas, jamais fez álbum tão bom e consistente quanto “BACK IN 72”.
O disco foi gravado no “MUSCLE SHOALS STUDIO”, onde a elite do SOUL e R&B gravava. Gente como ARETHA FRANKLIN, por exemplo.
Ele é acompanhado por craques como J.J.CALE, JIMMY JOHNSON, BARRY BECKETT, DAVID HOOD e ROGER HAWKINS, para ficar no primeiro time. E mescla SOUL, R&B e ROCK com eficiência e sofisticação. É um grande e desconhecido disco. Brilhando no fundo do poço do ROCK. Experimente.
Também me recordo de ter visto o disco de BOB SEGER e separado. Enquanto isso, rolava no PICK UP disco chegado naquele momento, o primeiro álbum do BLUE OYSTER CULT. Impacto fulminante. Um míssil direto no cérebro e no corpo!
Para mim, é o melhor disco que fizeram.
Está entre o HARD ROCK e o PROGRESSIVO. Tem pegada BLUESY, algumas novidades tecnológicas, como delays e outros “babados”, faixas interligadas e sem espaço, que dão sensação de continuidade, não importando as músicas que se sucedem.
É um disco bastante original de ROCK PESADO americano.
Sim, claramente americano, como um CAPTAIN BEYOND e o KANSAS; ou o DUST e o GRANDFUNK RAILROAD.
O BLUE OYSTER CULT foi grande sucesso, na década de 1970. E tem outros discos bastante bons.
Um pouco antes, em 1972, eu havia comprado o HUMBLE PIE – ROCK ON, de 1971. Este eu lembro bem: estava aberto e foi no MUSEU DO DISCO. Eu estava com meus amigos SILVIO DEAN e FRED FRANCO JR. Talvez o ALDAHYR RAMOS, também.
A capa bizarramente americana não descreve o conteúdo magnífico. E a sequência matadora: começa com SHINE ON, prossegue em altíssimo nível, em repertório variado, que expõe habilidades instrumentais e vocais de STEVE MARRIOTT e PETER FRAMPTON; e as performances corretas do baterista JERRY SHIRLEY e de GREG RIDLEY, no baixo.
É um dos melhores discos da década de 1970. Só isso! E você jamais ouvirá ROLLING STONE, de MUDDY WATERS, em gravação tão precisa, empolgante e explosiva como aqui. Obra de arte vibrante, incomparável!
O álbum vai do BLUES ao HARD ROCK em fogo crescente; explodindo feito vulcão. Não tem jeito de não empunhar um AIR GUITAR quando, no final, FRAMPTON E MARRIOTT duelam e se complementam.
Se você está ou esteve com uns 19 anos; e acha que a vida pode sorrir para sempre, observará que certas coisas e momentos marcam profundamente.
Discos como estes são parte e motivos de a memória daquele inesquecível sábado me sequestrar até hoje.
Desejo a todos que tenham ou venham a ter experiência tão cativante…Justificam viver!
POSTAGEM REDEFINIDA: 03/08/2022
Pode ser arte pop