DILMA ROUSSEFF CASSADA: RANDOLFE, O CAVARDE!

A VITÓRIA CANTADA PELOS CONTRA O IMPEACHMENT É FRUTO DE UM ATO DE SUPREMA COVARDIA PERPETRADA PELO SENADORZINHO RANDOLFE RODRIGUES.

JANAÍNA ESTAVA À DISPOSIÇÃO DO SENADO DESDE AS 9 HORAS DA MANHÃ, FOI ENROLADA JUNTAMENTE COM MIGUEL REALE JR, QUE TEVE DE SAIR LOGO APÓS SUA EXPOSIÇÃO POR MOTIVOS DE SAÚDE, ATÉ PERTO DAS 17 HORAS,QUANDO FOI INICIADA A SESSÃO.

JANAÍNA FICOU SOZINHA, ENFRENTOU AQUELE TERRÁRIO DE ESCORPIÕES SEM PESTANEJAR, MESMO AFÔNICA, MUITAS VEZES ATRAPALHADA POR FALTA DE FLUÊNCIA VERBAL E REPETINDO MIL VEZES OS ARGUMENTOS E OS PORQUÊS ARROLADOS NO PEDIDO DE AFASTAMENTO DE DILMA.

NA MADRUGADA, QUASE NO FINAL DOS DEBATES, FOI VÍTIMA DE UMA ATITUDE IMORAL DE RANDOLFE RODRIGUES QUE, NO MÁXIMO, PODERIA SER UM DEPUTADO FEDERAL – UM DEPUFEDE, UMA VEZ QUE NÃO TEM NÍVEL PARA ESTAR NO SENADO.

RANDOLFE SE APROVEITOU DA CIRCUNSTÂNCIA E DO CANSAÇO, PARA FAZER UMA PERGUNTA CAPCIOSA, JÁ QUE DIFICILMENTE JANAÍNA PODERIA IDENTIFICAR O QUE VINHA DENTRO DELA.

COMO É SABIDO, O VICE EM EXERCÍCIO TEM OBRIGAÇÃO DE MANTER A CONTINUIDADE ADMINISTRATIVA. NÃO PODERIA SE NEGAR A ASSINAR E NEM POR ISSO É CO-RESPONSÁVEL, JÁ QUE DILMA É A TITULAR, ENCOMENDOU TAIS ATOS À SUA ASSESSORIA, DECORRENTES DE ATIVIDADES DE SEU GOVERNO COMO UM TODO.

DILMA PEDALOU, TEMER, NÃO!

E RANDOLFE FEZ PEGADINHA VAGABUNDA COM ASSUNTO SÉRIO. É UM COVARDE! NÃO É UM HOMEM DE BEM.

E, POR ESSAS E OUTRAS É QUE ESTA ERA LAMENTÁVEL ESTÁ CHEGANDO AO FINAL. É SÓ POR MAIS UNS DIAS…
POSTAGEM ORIGINAL: 30/04/2016

JOE COCKER – 1944/2014 – E AINDA NÃO REVISITADO –

JOHN ROBERT COCKER tinha talento natural, voz rouca e potente, diferenciada e personalíssima. Era cantor mais para o SOUL, o RHYTHM´N´BLUES e o FUNK. E menos para o BLUES.

Era um cantor emocional, derramado, mas não tão arrebatador como seus contemporâneos ERIC BURDON, VAN MORRISON e o menos conhecido, mas “terrivelmente perturbador”, TIM ROSE.

No festival de WOODSTOCK, em 1969, há pelo menos quatro performances espetaculares: TEN YEARS AFTER, com ALVIN LEE, o pai dos “atletas da guitarra”, em ” I´M GOING HOME’, aula de ROCK de quase dez minutos. Estava lá JIMI HENDRIX, se expondo ao mundo e, ao mesmo tempo, consolidando e transcendendo um novo jeito de tocar. E houve THE WHO, visceral, barulhento, sujo e arrepiante.

E, também JOE COCKER, expressivo e emoções explícitas à flor da epiderme, em performance eletrizante com “WITH A LITTLE HELP FORM MY FRIENDS” – canção dos BEATLES, de quem ele gravou algumas outras canções. Existe um BOX com 4 CDS onde tudo isso e mais ainda estão presentes.

COCKER teve carreira longa, quase 50 anos, mas irregular. A discografia é contínua, mas inconsistente. Fez 22 álbuns de estúdio, 9 ao vivo, deixou 14 compilações, e 68 SINGLES.

Em seu disco de estreia, ‘WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS”, 1969, juntou-se banda estelar, com JIMMY PAGE, na guitarra, e STEVIE WINWOOD, nos teclados, todos já famosos, e em ascensão.

JOE COCKER se apresentou no Brasil pela primeira vez, em 1972. Ele e banda tocaram em São Paulo, no ginásio da Portuguesa de Desportos. Mas, as críticas foram muito ruins. Na linguagem da época, “ele estava devagar, quase parando”.

Seus melhores discos são os três primeiros, entre 1969 e 1971, base de seu extenso, mas nem sempre convincente repertório.

O seu vibrante show ao vivo de 1991, “JOE COCKER LIVE”, lançado em disco com bastante sucesso, é bem produzido, cheio de balanço, e destaca o bom trabalho da banda.

Ali, COCKER repassou a carreira e os seus predicados, e talvez ainda seja a melhor sugestão para quem quiser conhecê-lo.

No decorrer do tempo, ele conseguiu alguns HITS, e manteve-se em atividade.

JOE COCKER era um grande cantor? Tenho minhas dúvidas. Mas, seja como for, era um intérprete inconfundível e se tornou um ícone.

Ele foi substituído, no estilo, pelo também britânico SEAL; mais jovem, moderno e ótimo cantor de SOUL e BLACK MUSIC em geral.

A obra de JOE COCKER ainda não foi posta à prova. Mas, com o tempo, ficará mais claro o quanto de seu talento natural foi realmente lapidado.

Curiosamente, mais de dez anos transcorreram desde a morte de JOE COCKER, e ainda não houve um projeto de relançamento mais amplos de sua discografia. Não há coletânea mais ampla, e nem um BOX para uma compreensão melhor do que ele deixou.

Não é bom sinal.

24 de dez de 2014 02:15

MEMÓRIAS DO CHILE, 1987!

Que feito extraordinário o desse menino eleito, BORIC!!! Fez 35 anos esses dias! Quase a metade da minha idade! É pouca vida e pouca experiência…

Elegeu-se pela esquerda. Alguns dizem que pela extrema esquerda. Eu duvido. Acho que não há espaço para qualquer tentativa não pactuada de virada de jogo no CHILE.

Haverá, espero, uma continuidade liberal-socialdemocrata. E mais aprofundada em direção à melhora nas questões sociais.

Os chilenos erraram na privatização da Previdência Social. Menos na teoria do que na prática. Mas, isto certamente será corrigido.

Nos dias de hoje, não é admissível que países ricos ou remediados deixem de tentar uma social democracia possível. O Brasil incluído!

E a existência de ensino superior público é outra exigência civilizada.

E por que, não?

Se for bem pensado, planejado e corretamente financiado, é possível, sim. Então, que venha fazer sombra à educação privada.

O CHILE reconstruiu-se pela via liberal e não esquerdista, com imenso sacrifício, mas grande proveito, também.

É o país da América Latina mais próximo do que se entende por primeiro mundo.

O país tem geografia estranha, curiosa. Mas, algumas vantagens comparativas imensas. Está de frente para o Oceano Pacífico, onde as grandes transformações geopolíticas estão acontecendo, nos últimos 40 anos. E continuarão irreversivelmente..

Os chilenos comerciam com o mundo inteiro. E direto com a Ásia e a Oceania, os grandes mercados da atualidade. Estão conseguindo fazer da circunstância geográfica um favorável instrumento geopolítico econômico – histórico.

E, gostemos ou não, o regime PINOCHET vislumbrou isso. Quando houve o golpe, em 1973, o governo “instaurador” rompeu com os soviéticos. Porém, manteve a parceria ativa com os comunistas chineses…

Ao contrário do Brasil, virado para o ATLÂNTICO e países pouco dinâmicos, o CHILE enturmou-se aos asiáticos, à Oceania, e com os EUA. E, também, com o polo dinâmico da América Latina.

Eles têm problemas. Mas, não se causam problemas, como o BRASIL e principalmatualmente a ARGENTINA fazem…

Eu e Angela, minha mulher, estivemos no CHILE em férias e a passeio, em 1987.

Mas, por que no CHILE?

Porque era o lugar mais longe que poderíamos imaginar, partindo de nossa grana curta e da geografia física que define o mundo.

Havia, também, angústia de ambos pelo violento e sanguinário golpe militar que os chilenos haviam sofrido. Então, fomos conhecer in loco! (Espero ir a CUBA antes que o socialismo acabe, e pelos mesmo motivos políticos).

A viagem é longa; na época era voo de quase 5 horas de São Paulo para SANTIAGO. Fomos, também, a VINHA DEL MAR. Curtimos 6 dias repletos de vivências. Momentos inesquecíveis e instrutivos. Voar sobre as cordilheiras é programa obrigatório para os curiosos.

Vou tentar descrever o que rolou.

Eu sou honesto, mas não sou imparcial. Mesmo porque a única atitude ética possível contra ditaduras e autoritarismos é a oposição decidida.

Odeio ditadores! Acho-os repulsivos política, existencial e moralmente. Então, censuro os progressos feitos às custas da democracia plena. Não valem a pena.

O CHILE é tão distante e inacessível, que sua vinicultura passou incólume por uma das mais devastadoras pandemias que assolaram as videiras, portanto a indústria do vinho: a PHYLLOXERA, no século XIX.

Se você quer ter uma ideia do que eram os vinhos franceses originais no final do século XIX, beba vinho chileno. Eles são os herdeiro das tradições vinícolas francesas…

Claro, nos fartamos de bons vinhos, inclusive fomos a um distribuidor local, compramos e trouxemos garrafas de bebidas de qualidade absolutamente acima das que, eventualmente, tomávamos no Brasil!

E adoramos os peixes, os “frios”, os embutidos, as frutas, os pães e as saladas! Eu gostei da cerveja, também!

A SANTIAGO de 36 anos atrás nos lembrou a RUA DIREITA e o CENTRO DE SÃO PAULO nos anos 1960.

Era cidade aprazível, e até bucólica. Hoje, ainda não sei.

Mas, havia cheiro de mudança, de renúncia extirpada a fórceps, daquele país digno e sofrido.

Claro, turistas não respiram o tempo todo angústias da atmosfera político-social!

Mas, podem perceber as marcas do fogo e do ferro que moldaram o CHILE naqueles tempos…

Nós dois sentimos a demolição à época em curso.

Como sempre fazíamos, pegamos um ônibus urbano e fomos até os confins da cidade. O ponto final era “LA BINCOYA”, tido como bairro violento, “terrible”, segundo o motorista do ônibus que nos levou. E, depois, nos trouxe de volta ao centro.

Francamente?

Achamos até tranquilo e organizado, com casas e conjuntos residenciais populares bem aceitáveis, se comparados ao que eu conhecia na zona Norte de São Paulo, onde trabalhei mais de vinte anos anos, no mercado imobiliário.

A VILA BRASILÂNDIA, e um bairro anexo chamado “ironicamente” de JARDIM PAULISTANO, eram muito piores…

E, mesmo refletindo sobre o que observamos lá, jamais imaginamos no que realmente o CHILE se tornaria! Mas, havia um odor de futuro melhor, sim.

Quando estivemos em SANTIAGO, os caras estavam em plena ditadura e com tudo o que uma ditadura gosta e oferece. Pinochet havia simplesmente esmagado a oposição. E a tal ponto que a “paz dos mortos” imperava nítida e audivelmente.

Eu e a Angela, andando a pé por SANTIAGO, cidade à época repleta de praças e recantos, e conseguimos chegar às portas do PALÁCIO DE LA MONEDA. E, pasmem, os guardas deixaram que nós adentrássemos alguns metros!!!

Mas, como?

Depois de 30 mil mortos, simplesmente não havia mais perigo para o regime….A tranquilidade urbana era paupável…

O entorno era assustador. O Palácio fica (ficava?) no centro de uma grande praça cercada por prédios residenciais, hotéis, empresas, etc… mas, de tal forma que está (estava) isolado e totalmente indefeso, se sob bombardeio aéreo. Alvo fácil!

Os relatos, na época, eram esses mesmos. O Palácio foi atacado, pela força aérea no dia do golpe, em setembro de 1973.

Foi parcialmente destruído. Um verdadeiro ataque terrorista em região populosa e absolutamente central da cidade! Um óbvio crime contra a humanidade!

Eu toquei em buracos de bala! Verdade.

A vida cultural era nula. Nítido e audível nulo.

A televisão estatal só exibia jogos passados de futebol, ou coisas inofensivas aos desígnios da ditadura vencedora.

A programação era encerrada muito cedo. Era recorrente, repetitiva.

Liberdades públicas? Nenhuma!

E o futebol? deixa prá lá…

Mas, naqueles dias, estava em cena o FESTIVAL DA CANÇÃO INTERNACIONAL DE VINHA DEL MAR! Um coletivo de breguices assustadoras, eventualmente secundadas por alguma contestação juvenil tímida, mal definida, cerceada por pudores impostos.

A censura era claramente total e obscurantista!

ROBERTO CARLOS esteve no tal festival, mas não vingou.

Venceu a representante da COLOMBIA cantando música inominável e inaceitável; total falta de sentido e de pertinência; uma completa ausência de porquê chamada LA GAVIOTA!!!! Os jornalistas locais urraram de orgasmo com a vitória de “LA HERMANA COLOMBIANA”!

A vida cultural não existia.

Mas, a vanguarda tecnológica já havia sido transplantada para lá. Sempre que viajo, gosto de ver sebos e livrarias, lojas de discos e de móveis. E, se possível casas, apartamentos e suas arquiteturas. São para nós dois diversão instrutiva e sociologicamente significativas.

Eu não consegui comprar um único LONG PLAY usado ou novo!!!!!! Encontrei apenas um do JEFFERSON AIRPLANE, totalmente destroçado…

Em 1989 os chilenos já estavam totalmente no CD! Quer dizer, haviam partido para ousar na modernidade. Coisa que o Brasil precisa urgentemente fazer em áreas diversas. Mas, claro, dentro da democracia e das liberdades públicas…

Vou tentar resumir o ambiente:

A destruição sócio-institucional do CHILE foi de tal forma violenta que, acho, Pinochet e seu regime conseguiram fazer uma “verdadeira e sangrenta revolução social e política”: mudaram a base e as estruturas da economia e da sociedade.

Não restou pedra sobre pedra; tradição partidária ou cultural.

A sequência dos governos democráticos foi totalmente inovadora e baseada, sem qualquer contestação, nesse outro CHILE reconstruído pelos militares.

Por mais que venham a investir no social, necessidade evidente e perfeitamente possível, os novos governantes não deverão aceitar violações nos pressupostos básicos da economia liberal: iniciativa privada, controle de gastos públicos, produtividade, integração aos mercados internacionai.

Eles não vão retornar ao passado, como está evidente na dificuldade que a sociedade tem tido para reformar a CONSTITUIÇÃO. Os chilenos perceberam as vantagens e os acertos de um conservadorismo não reacionário, mas cauteloso.

A construção de uma política econômica conservadora, mas do bem.

É isto o que BORIC herdou e vai tentar administrar. Torço por eles todos. Os chilenos merecem.

Veremos como será!

A VANGUARDA PAULISTANA DE “ONTEM”? – HOJE, PÔ!

 

Fala sério, Tio Sérgio! Se é VANGUARDA não pode ser de ontem, tem de ter uma certa perenidade peripatética, pô!

Seria?

É argumento possível que nem tudo se pereniza, e o que foi significativo ontem não necessariamente se derramou sobre os dias de hoje, ou terá relevância no futuro.

Tá; mas se é bom, se permeou o tempo com significados, é muito provável que tenha deixado rastros e raízes.

Falo aqui da chamada VANGUARDA que se instalou e se expressou no TEATRO LIRA PAULISTANA, nos 1980, em São Paulo. E de lá teceu artes, criou portas, que se abriram, lógico…e deram, entre outras coisas, nesse disco, décadas depois.

Estou comentando isso, porque no mix bêbado da trilha sonora que está rolando, hoje, há um CD GRAVADO AO VIVO, no SESC POMPEIA, também em SAMPA.

São três artistas de VANGUARDA: ARRIGO BARNABÉ, LUIZ TATIT e LÍVIA NESTROVSKI, com e o nome do disco é instigante “DO NADA MAIS A ALGO ALÉM”:

A frase é bem paulistana, e está em ANO BOM, canção emocionante que talvez deva ser interpretada como alento para sofridos quase conformados; e que encontram, de repente, a oportunidade para voltar a perscrutar a hipótese de ser feliz com alguém.

É canção de amor não linear.

Aliás, como é todo ato que expresse um afeto motivador para se construir um relacionamento emocional significativo; e talvez uma situação para amar; ou mesmo o amor.

Papo de urubu?

Pode ser. Mas, é melhor do que papo de Urutu, aquele veículo blindado que o Brasil produzia…

A maioria das letras no disco são de TATIT; E a maior parte das música são de ARRIGO.

E, ambos, apesar de coetâneos e contemporâneos, nunca haviam composto juntos. Há, também, parcerias com NÁ OZZETI e ZECA BALEIRO;

E JOSÉ MIGUEL WISNIK – que também escreveu o texto de apresentação, com a precisão sofisticada de sempre. Uma aula de como “ver” e “ler” o que as músicas nos mostram.

O disco, claro, é musicalmente belíssimo!

Estão nele, os vários arranjos de ARRIGO BARNABÉ, que também empresta sua “VOZ algo BLUESY meso pós PUNK”, como as intervenções de ELVIS COSTELLO, em discos “melhores” do que a voz dele permite, dando um sabor entre o convergente e o destoante no projeto.

E há LÍVIA NESTROVSKI, e seu cantar dinâmico, preciso, em clara e linda voz; e o canto correto e interpretação sensível de TATIT.

Todos juntos acompanhados por músicos como o guitarrista MÁRIO MANGA; o cantor RENATO BRAS; o baterista EDU RIBEIRO e o pianista PAULO BRAGA. Gente acostumada com a música de vanguarda…

Tudo considerado, ficou bom; muito bom!

Mas, se quiser compreensão imediata, mensagens diretas e simples, emolduradas por arranjos óbvios e decifráveis no ato, o disco não é para você.

Essa verborragia toda que depus, a mim parece definir um jeito paulistano de se expressar. Eu falo demais; sempre buscando dizer com o máximo de precisão o que penso, sinto ou percebo.

A maioria das pessoas que conheço também fala demais!

E nesse disco também se fala demais!

Agora, por que essa turma tão encastelada veio parar aqui nesse texto? É o contexto? talvez pretexto?

Foi principalmente por causa de uma estrofe, na música BABEL:

“Ser humano é tudo igual;

É bom, mas é falho;

Ser humano é cerebral;

Cerebral, o caralho!”

Nítido e verdadeiro!

LORD SUTCH & HEAVY FRIENDS – 1970

 

DISCO DE FAMA CICLOTÍMICA FOI TIDO, NO DECORRER DOS TEMPOS, COMO ESPETACULAR, MEDÍOCRE, EXTEMPORÂNEO E ATÉ CAÇA – NÍQUEL EM FAVOR DE UM ARTISTA MEDÍOCRE: O INACREDITÁVEL LORD SUTCH!

O LORD FOI UM ROCKER INGLÊS DE SEGUNDO TIME QUE REUNIU, NO INÍCIO DOS ANOS 1970, A NATA DE CRAQUES PARA FAZER UM ROCK NÃO HARD, NÃO METAL, E OBVIAMENTE A LÉGUAS DO PROGRESSIVO, EM DOIS LPS. ANTOLÓGICOS E COLECIONÁVEIS.

NO DISCO DA FOTO, JEFF BECK E JIMMY PAGE TÊM DUAS PARCERIAS ESPETACULARES AUXILIADOS POR NOEL REDDING, JOHN BOHNAN E NICKY HOPKINS.

EM QUASE TODAS AS FAIXAS PAGE BRILHA E ARREBENTA.

O PROBLEMA – SE HOUVER – É O LORD. ABAIXO DO NÍVEL DA BANDA, MAS GARANTINDO PERFORMANCE MARCANTE E INESQUECÍVEL, O QUE AJUDOU A TORNAR O DISCO CULT, ÚNICO E IMPRESCINDÍVEL.

ESTÁ ENTRE OS MEUS DEZ PREFERIDOS EM TODOS OS TEMPOS E ESTILOS. É FORA DE SÉRIE, ROCK DE PRIMEIRA LINHA FEITO COM MÚSICOS NO AUGE DA FORMA TÉCNICA E ARTÍSTICA.

HOJE, A AVALIAÇÃO CRÍTICA ESTÁ ENTRE 4 E 5 ESTRELAS. EU DOU SEIS!

ESTA EDIÇÃO ESTÁ, HOJE, COM MEU AMIGO@Pierre Mignac

TIO SÉRGIO RECOMENDA!

SOFT MACHINE 4 – ENTRE O FREE, O FUSION JAZZ E O ROCK PROGRESSIVO.

 

Sempre algumas palavras! Este é o disco que me tirou do sério. Começou por um erro:

No Início dos anos 1970, por algum motivo que não sei bem qual – provavelmente cabular aulas – acabei indo a um “SALÃO DO AUTOMÓVEL”, em São Paulo.

Tinha nada a fazer por lá. Não me interesso por máquinas no sentido em que os engenheiros e a maioria gosta. Não levo o meu carro para lavar e jamais lavei eu mesmo um automóvel.

Gosto deles pelo conforto e necessidade, e eles sempre me atenderam. Trabalhei muito visitando clientes e imóveis. O carro era e sempre foi necessário. Eu não o desprezo. Mas, estou longe de achar um objeto interessante. Não é meu cálice de Vodka, nem minha xícara de chá…

Por volta 1972, eu andava em trânsito do ROCK CLÁSSICO mais convencional para o ROCK PROGRESSIVO. E, na medida do acessível, lia revistas buscando hipóteses, novidades. Sempre foi difícil conseguir discos por aqui.

Mas, naquele evento, de repente uma bailarina fez uma dança-performance na frente de um carro .Qual? Nem desconfio – a música era toda vanguarda, e obviamente ritmada. E, por algum mistério insondável achei que fosse o “SOFT MACHINE”.

Não era: tocou e ela dançou PINK FLOYD, uma faixa instrumental do Long Play “MORE”, de 1969, “THE MAIN THEME”. Totalmente viagem, PSICODELIA + WORLD MUSIC! Deslumbrante! Soube uns dois anos depois. E gosto até hoje, também!

Seja como for, no dia do salário mais próximo fui ao MUSEU DO DISCO – loja ícone da época – e dei de cara com o “SOFT MACHINE 4”.

Comprei. Ouvi. Estranhei. Gostei? Não sei…

Ouvi novamente, em seguida outra vez; depois diversas, e forever and ever. Ever!

O disco é um tanto indescritível. Eu acho um arco-íris sonoro, que vai do FREE JAZZ à FUSION fazendo concessões, lá e cá, ao ROCK PROGRESSIVO. É disco esquisito no repertório de uma banda excêntrica. Escutem e opinem.

Certo dia, toquei o álbum para dois tios meus, já falecidos, e músicos profissionais da OSESP.

Um deles, ABRAMO GARINI, o mais aberto e até vanguardista, gostou. O outro, JULIANO GARINI, conservador, achou esquisito, e a linha do contrabaixo monótona. Eu, roqueiro barulhento, fiquei e continuo em transe há meio século!

Seja como for, nos está em minha vida, em local nobre da discoteca.

Vejam lá.

Pensando bem, comprem um e desfrutem, porque é sensacional – e, se “desbundarem”, como se dizia nos anos setenta, rebundem!!!!!!!

JEFF BECK GROUP – ROUGH AND READY – EPIC – 1971

PARA MIM, JEFF BECK ULTRAPASSOU HENDRIX HÁ TEMPOS. É GOSTO E OPINIÃO.

MEU GRANDE AMIGO Sergio Cardoso , SINALIZOU QUE NÃO HÁ DISPUTA ENTRE “MICHELANGELO” E “DA VINCI”, O QUE É PERFEITO, E APLICÁVEL A OUTROS GÊNIOS…

ESTE É UM DOS ÁLBUNS QUE MAIS GOSTO EM MEIO A TODOS QUE TENHO E APRECIO! É IMPECÁVEL. E O MEU PREDILETO NA DISCOGRAFIA DELE.

BECK E BANDA CONCEBERAM OBRA MODERNÍSSIMA NA INTERSECÇÃO DO RHYTHM’N’ BLUES E A SOUL MUSIC, NA CURVA “TABORELLO” ENTRE OS ESTILOS DAS GRAVADORAS MOTOWN” E “STAX”.

MAS, É HARD ROCK, COM PITADAS DE JAZZ E PROGRESSIVO LIGHT, COMO A TENDÊNCIA DAQUELES TEMPOS ORIENTAVA.

E, TUDO CONSIDERADO EM RESUMO ABRANGENTE, “ROUGHS AND READY” É “FUSION” DA MELHOR CEPA E QUALIDADE.

O DISCO TRAZ JEFF BECK ACIMA DO ÓBVIO O TEMPO INTEIRO. É CHEIO DE FUNK E ENERGIA; É DANÇÁVEL; E PARA CURTIR EM ALTO NÍVEL!

E, ACREDITE, NÃO É POUCO: SOU FÃ DO BECK DESDE 1967, TALVEZ A PRIMEIRA VEZ QUE O ESCUTEI. E QUANDO DECIDI QUE OS YARDBIRDS, ATÉ HOJE, SÃO A BANDA “BEAT” QUE MAIS GOSTO, DAQUELES TEMPOS LOTADOS DE CONCORRÊNCIA NOTÁVEL.

HÁ NO DISCO UMA FAIXA INSTRUMENTAL, “MAX’S TUNES”, QUE NA PRIMEIRA EDIÇÃO, NO LP ORIGINAL SAIU COM O BELO NOME DE “RHAYNES PARK BLUES”.

É UMA DAS MÚSICAS DA MINHA VIDA EM QUAISQUER GÊNEROS. É FUSION JAZZÍSTICA MODERNA NO SENTIDO AMPLO, QUE PODERIA TER SIDO CONCEBIDA NA CULT GRAVADORA “E.C.M”.

E, TENHO CERTEZA, INFLUENCIOU O ESTILO DE PAT METHENY. DEFINITIVAMENTE.

IMPERDÍVEL.

Todas as reações:

1Claudio Finzi Foá

STEVE WINWOOD – SUPERDOTADO EM MÚSICA!

Por volta de 1972, foi lançado pela UNITED ARTISTS (UA) americana lançou  álbum duplo magnífico, com a retrospectiva da carreira de STEVE até aquele momento.STEVE é um superdotado precoce. Iniciou a carreira com 14 anos. Era voz e órgão do SPENCER DAVIS GROUP, e tocava em boates de STREAP TEASE, atrás das cortinas para não ver as moças trabalhando…

Aos 18 anos STEVE já era um sucesso e um mito!

O álbum duplo iniciava com os sucessos do SPENCER DAVIS GROUP (1964 – 1966); passava pelo excepcional PSICH/PROG/FUSION TRAFFIC (1967 – 1974).

Claro, há o BLIND FAITH (1969), o primeiro SUPERGRUPO do ROCK, que durou apenas dois meses! Afinal, unir ERIC CLAPTON, o baterista GINGER BAKER e o baixista RICK GRETSCH, todos astros e no auge, justifica o ÍCONE POP supremo que este único disco gravado se tornou!

Há, também, faixas esparsas e raras, como ERIC CLAPTON & THE POWERHOUSE (1966); algumas com JOHN MAYALL, CLAPTON e vários outros parceiros.

O nome do álbum era WINWOOD. Excepcional desde a concepção gráfica, com ótimo texto e o luxo merecido para um astro em ascensão.

Como todo colecionador sabe, essas coisas sempre foram bastante caras. Na época, eu e o SILVIO DEAN, um amigo eterno, colecionávamos em conjunto, mas cada um era dono do que comprasse…

Cheguei certo sábado com o disco para ouvir na casa de outro amigo, o FRED FRANCO JR! Houve uma explosão atômica subterrânea! “Pô, meu; tanta coisa melhor e você compra isso? A gente já tem grande parte do material…”

Porém, com o tempo, o álbum virou paixão geral e circulou muito entre nós.

Certa vez, perguntaram ao ED MOTTA qual grande artista não fazia discos a altura de seu talento?

Resposta na lata: STEVE WINWOOD!

Pois, sim! Sempre talentoso, talvez tenha atingido seu auge muito cedo. Depois, fez carreira um tanto errática, mas com picos eventuais, como em 1986, com o excelente disco de R&B ” BACK IN THE HGH LIFE”, um dos hits daquele ano difícil, aqui no Brasil.

E, claro, jamais se pode esquecer que STEVE WINWOOD é um dos superdotados da música, e toca com Deus e o mundo, sempre e talvez até o final de seu tempo…

Nessa postagem há uma excelente e muito abrangente coletânea com 4 CDS, lançada em 1995. Todas as bandas e fases de WINWOOD estão representadas.

Sua carreira solo tem vários hits, que frequentam rádios FM e o STREAMING. Mas, ele sempre foi um cara tristonho e algo sem graça. Talvez reflexo de uma infância que jamais desfrutou…

STEVE WINWOOD o tempo inteiro nos deixa a sensação de incompletude, de que falta alguma coisa; está ausente um quê de inspiração que transcenda a lenda e atinja o satisfatório enquanto arte…

Há nessa postagem um CD duplo, abrangendo 3 discos de ROCK PROGRESSIVO. O projeto GO, de 1976, do percursionista japonês STOMU YAMASHITA, com os teclados e vocal de de WINWOOD. Participa, também, MICHAEL SCHIRIEVE, percussionista do SANTANA.

O primeiro CD é muito bonito melodicamente. O segundo, chama-se “GO – LIVE FROM PARIS” , e a eles se juntaram os guitarristas PAT THRALL e AL DiMEOLA, e o tecladista alemão KLAUS SCHULZE. Está aí, também, o terceiro disco de STOMU, o “GO TWO”, já sem STEVE WINWOOD.

Talvez o mais inusitado seja o ÁLBUM AIYE – KETA, DE 1973, com um trio chamado THE THIRD WORLD. Disco de inspiração totalmente africana, e muito fora do que STEVE alguma vez tenha feito!

Aliás, a tendência de WINWOOD reforçar demais a percussão a mim não agrada. Acho um tanto “fake”; forçado. Mas, é isso que ele tem feito muito.

STEVE e ERIC CLAPTON são parceiros desde os anos 1960, e juntaram os talentos para uma espécie de revival do BLIND FAITH, por volta de 2014. Foi um sucesso! Há CD e DVD disponíveis.

Além de tecladista STEVE é um guitarrista diferenciado, e, claro, excelente cantor. Tem voz marcante, imediatamente identificavel; É um herdeiro direto de RAY CHARLES!

Quem sabe, no correr dos tempos, o conjunto de sua obra, principalmente dos últimos 40 anos ( uau!!!! ) estabeleça o artista excepcional que ele é.

Esperar para ver e ouvir. Sempre!

 

 

“MAICONDIAKSON ( o popular MIGUELZINHO JACKSON ) e do RODESTRUDE” .

 

 

Certa vez, alguém perguntou se tenho discos do  Do ROD eu tenho. Do MICHAEL só faixas em miscelâneas.

Aqui, parte dos discos das melhores fases dele. Com JEFF BECK GROUP, FACES e os três primeiros discos solo – quando começou a subir no mundo pop.

De bônus uma curiosa coletânea de SINGLES de meados dos anos 1960, com a participação de LONG JOHN BALDRY ( batizou o JOHN para o ELTON que todos sabemos ). Está ali PETER BARDENS , o fundador de CAMEL, a cantora inglesa JULIE DRISCOL, depois TIPPET, e outros. Há, inclusive , coisas com orquestra no estilo WALKER BROTHERS!!!

Também na foto um show ao vivo, de 1964, com o STEAMPACKET – grupo efêmero onde estavam o tecladista BRIAN AUGER, JULIE DRISCOL e o blues singer BALDRY, todos parte da futura nata do BLUES/JAZZ da cena londrina .

Para mim, STEWART deixou de ser artista interessante por volta de 1975. Tornou-se POP no limite do dispensável.

Fujam de seus discos de STANDARDS DE JAZZ e da grande música americana, lançados na década de 1990. São abomináveis! !!!!