FATOS, IDEIAS, OBSERVAÇÕES

13/06/2024:

UM AMIGO COMPROU – E FEZ MUITO BEM! – CDS INTERNACIONAIS POR R$ 2,00 CADA!!!! É HUMILHANTE!

Dois reais não é preço. É humilhação para uma indústria já em retrocesso há duas décadas. Vender a $0,30 de dólar um produto que paga royalties, e que tem uma cadeia produtiva imensa, é puro desprezo!!! Eu também compraria – e no ato!

Mas, o significado econômico – sociológico – fiscal é altamente deletério: talvez desaguar via “não preço correto” esteja sendo alternativa para compensar impostos. O suprassumo do fracasso de todas as políticas públicas que pregam subsídios sem a competente fiscalização e avaliação! Ou seja, grana do contribuinte via Estado perdulário!

Em compensação, quem tentar trazer algum produto interessante do exterior é financeira e fiscalmente currado em nome da manutenção da competitividade da indústria nacional.

Falácias sobrepondo mentiras e fraudes conceituais!!!

Restaurar a competitividade da indústria nacional passa por outros fatores sempre desprezados. Então, pergunto: pra que jogar tanto imposto dos contribuintes em cima do inviável? Que tal incentivar indústrias falidas, e não competitivas, a se juntarem a outros competidores, forçando controladores e acionistas a arcarem com o preço dos marrecos? Manter-se rico às custas de todos não é correto.

13/06/2024: HADDAD, OUTRA LEITURA: ADMINISTRA NADA! QUER ARRECADAR NA MARRA. ALIOU-SE À “RECEITA FEDERAL”, E DANE-SE!
GOVERNAR É ESPOLIAR!
13/06/2019: HOMOFOBIA É CRIME E PONTO. HOMOSSEXUALIDADE É UM FATO NORMAL DA VIDA. RESPEITEMOS!
13/06/2021:A MOTOCIATA BOLSONARENTA EXTENDEU-SE POR 5 KM. CONSIDERANDO AS DISTÂNCIAS ENTRE MOTOS, NO MÁXIMO 12000 PARTICIPANTES. UM FRACASSO!
13/06/2021: ENVELHECER É DECORRÊNCIA DO TEMPO VIVIDO.
FUJO DA OBSOLESCÊNCIA DOS QUE NÃO ACEITAM A VANGUARDA E O PROGRESSO.
SOU CONTEMPORÂNEO.
12/06/2024:EU ACHO QUE A PETROBRAS DEVE EXPLORAR PETRÓLEO NA CALHA NORTE. TOMAR POSSE E INICIATIVA. IMPEDIR QUE OS VIZINHOS REINAM SOZINHOS.
14/0

Capitalismo é outra coisa.

 

METAMORFOSES DO BARULHO BRANCO. O ROCK PESADO AMERICANO EM TRANSIÇÃO: 1967/1971

A HISTÓRIA DO ROCK ALÉM DE IMENSO QUEBRA-CABEÇAS, É MUITO SEMELHANTE A UM JOGO DE DOMINÓ ABASTECIDO COM BEM MAIS PEDRAS, PONTOS BRANCOS OU ESPAÇOS
OBSERVE:
NO DOMINÓ CADA PARTICIPANTE VAI CONSTRUINDO UMA LINHA DE JOGO ALEATORIAMENTE, BASEADA NAS 28 PEÇAS QUE ADQUIRE NA MESA, OU TEM NA MÃO.
ESSA CONSTRUÇÃO É SEMPRE SEQUENTE À OUTRA PEDRA JÁ COLOCADA POR QUALQUER JOGADOR.
OU SEJA, AS LINHAS DE JOGO VÃO PARA DIREÇÕES DIFERENTES, ÀS VEZES SE CRUZAM, OU CRIAM DIVERSAS RAÍZES PARA OUTRAS JOGADAS.
É SEMELHANTE À HISTÓRIA DE QUAISQUER INVENÇÕES, OU ARTES.
NA MÚSICA OS ARTISTAS SE BASEIAM EM OUTROS, CRIAM EM VÁRIAS DIREÇÕES, CHEGAM A RESULTADOS DIVERSOS, QUE GERAM CAMINHOS PARA POSSÍVEIS OUTRAS CRIAÇÕES.
QUER DIZER, FORMAM-SE MISCELÂNEAS INTERMINÁVEIS, E NINGUÉM SABE AO CERTO A ORIGEM E O QUE INFLUENCIARÃO FUTURAMENTE…
IMITA AS RELAÇÕES ENTRE MULHERES E HOMEM, E SEUS ETERNOS DILEMAS.
É ININTERRUPTO, IMPREVISÍVEL E FASCINANTE!
Os discos aqui postados são ROCK PSICODÉLICO, ou derivados dele.
Grosso modo, mas já refinando, podemos traçar linhas que prosperaram no futuro imediato, ou nem tanto:
Hit e referência eterna, o IRON BUTTERFLY com o cult-clássico “IN-A-GADDA-DA-VIDA”,1968, foi sucesso comercial e de crítica inédito para obra tão diferenciada.
A longuíssima faixa título, executada em rádios underground, foi das primeiras a romper a ditadura dos SINGLES. O vocal algo fantasmagórico de DOUG INGLE, resvalando o barítono; e a integração guitarra – órgão típica do final dos anos 1960 é, também, a identidade irremovível do DEEP PURPLE, em mais de 55 anos de atividade e ROCK PESADO!
O VANILLA FUDGE, outra grande banda, revelou dois ícones: CARMINE APPICE, baterista; e TIM BOGERT, baixo.
O nome da banda é um achado em criatividade. Para simbolizar a MÚSICA NEGRA e o ROCK…hum…BRANCO usaram o sorvete como metáfora:
Um SUNDAE, e dois de seus acompanhamentos frequentes: o creme de chocolote (FUDGE), e a baunilha (VANILLA).
Eram especializados em transcrever repertório POP, principalmente MÚSICA NEGRA, para o ROCK PESADO e PSICODÉLICO. Entre 1967 e 1969, gravaram cinco Lps colecionáveis.
Ah, você quer saber de onde o URIAH HEEP pescou seu estilo? Ouça o FUDGE. Está tudo lá!
IRON BUTTERFLY e VANILLA FUDGE formam entre os primeiros a transpor a linha da PSICODELIA para o ROCK PROGRESSIVO. Barulho e arte!
Então, procure ouvir o ‘FUDGE’ em”YOU KEEP ME HANGING ON”, hit original da SOUL MUSIC, arranjado em HARD ROCK. E aproveite para conhecer a versão HARD-PSYCH do FRIJID PINK para “THE HOUSE OF RISING SUN”.
A conjunção entre guitarras pesadas distorcidas e órgão, são a base, também, do STTEPENWOLF.
Lembrem-se do memórável e imprescindível hit “BORN TO BE WILD”, sucesso em 1968.
Depois, engate direto e curta o BLUE CHEER, com SUMMERTIME BLUES”, clássico dos anos 1950 em versão muito mais pesada do que fez THE WHO – por incrível que pareça!!!
O destaque é o vocal do baixista DICK PETERSON, o primeiro vocalista gritalhão e galináceo do ROCK. Inspiração para o HEAVY METAL, em geral, e para outros como DAVID COVERDALE, ROBERT PLANT, GLEHN HUGUES, IAN GILLAN, e tantos diversos vários!
Agora, dois casos excepcionais, que mesmo diferentes entre si, acabaram convergindo para o METAL e o HARD-ROCK.
AMERICAN AMBOY DUKES no início, 1965. Era um ótimo grupo garageiro que revelou TED NUGENT, excelente guitarrista, show man espetacular e workaholic persistente.
NUGENT liderando AMBOY DUKES aguentou a onda por dez anos. Gravaram 11 discos na base da obstinação, e todos colecionáveis.
Venderam pouco, mas e daí?
No começo, a sonoridade era clara e contraditoriamene PSYCH ROCK. Mesmo porque NUGENT expulsava da banda quem tentasse tomar qualquer tipo de drogas!!! Mas sempre fizeram música pesada caminhando para o HEAVY.
TED NUGENT era teatral e inventava coisas para não sair da mídia. Ele se auto-intitulava o “o maior guitarrista do centro-oeste americano”! Por volta de 1972/1973, ficaram célebres os duelos de guitarra que fazia com músicos tipo MIKE PINERA e FRANK MARINO…
Finalmente, em 1974, contratado pela EPIC, aproveitou a onda – e também a estrutura – que o AEROSMITH vinha consolidando, e deslanchou carreira diretamente para o HARD ROCK e proto-METAL.
TED NUGENT, ícone às avessas é, ao mesmo tempo, politicamente reacionário e roqueiro incendiário. Caso único!
Também na base do solavanco e boas ideias de marketingg, os eternos bad boys alternativos do ROCK, o POWER TRIO GRANDFUNK RAILROAD se impôs contra a mídia e a crítica.
Garageiros, faziam rock pesado, duro e sem açúcar. Tocam seco e rude. Têm repertório combinando HARD ROCK a um pouco de BLUES e o que viesse. E sempre com a sutileza de um caxalote em aquário de peixes ornamentais.
A mídia os odiava. Mas o fã clube era imenso. E é até hoje!. Acho difícil alguém não gostar de seu ROCK HONESTO, DIRETO e AUTÊNTICO. E até do vocal galináceo do bom guitarrista MARK FARNER.
No lançamento do álbum CLOSER TO HOME, 1970, alugaram um Outdoor em plena TIME ´S SQUARE, em Nova York. Ousadia cara que deu resultado imenso.
E o álbum duplo, GRAND FUNK RAILROAD LIVE, também de 1970, tem uma das capas mais evocativas e espetaculares do ROCK!
Mas TIO SÉRGIO, duas perguntas:
Por que o HENDRIX, que é negão, mesmo em trio com dois brancões ingleses, está no barulho branco?
E por que o DUST no final desse …”evento”.
É o seguinte: e quem disse que todos na foto, de um jeito ou de outro, não derivaram em parte do RHYTHM AND BLUES?
Vou falar quase nada de HENDRIX.
Porque emulando CAUBY PEIXOTO:
“CONCEIÇÃO, I REMEMBER VERY WELL…”SUBIU, TODO MUNDO SABE, E TODO MUNDO VIU”…
JIMI HENDRIX é fruto do R&B, ao qual misturou e expandiu com a PSICODELIA vigente.
Juntou com informações do ROCK INGLÊS de PAGE, CLAPTON e BECK, e principalmente, do CREAM. E deu no EXPERIENCE.
Subiu muito, muito além de sua própria formação. HENDRIX é base para muita coisa. Elevou a distorção e o barulho ao estado da arte; e suas experimentações certamente estão na base do ROCK PROGRESSIVO…
E mais ainda do HEAVY METAL e do HARD ROCK.
Alguém discrepa?
O DUST, 1971, é exemplo ultra – expressivo do “CROSSOVER” entre o ROCK AMERICANO e o INGLÊS. Nenhuma banda se aproxima tanto do BLACK SABBATH ( ouçam “FROM A DRY CAMEL ); e simultaneamente do KISS e dos RAMONES, a quem certamente influenciaram!
TIO SÉRGIO argumenta: os primeiros discos do KISS foram produzidos pelo guitarrista do DUST, “RICHIE WISE”. E o baterista MARK BELL é ninguém menos do que o MARK RAMONE…
E outra curiosidade: as duas bandas mais queridas da turma do rock, porém frontalmeente contestadas e malhadas pela crítica, do final dos anos 1960 a meados da década de 1970, foram o GRAND FUNK e o KISS…
Não há PUNKS que não os admirem!!
Só que intrigantes, mesmo, e todos conectados ao futuro PUNK ROCK, principalmente por atitudes, e a rudeza das propostas sonoras, é a turma que vem a seguir:
MC5 , “KICK OUT THE JAMS”, 1968, está entre os discos mais barulhentos da história! Em nível com o SLADE ALIVE, de 1973. Napalm sonoro seminal!
IGGY POP & STOOGES, e ALICE COOPER, teatrais, barulhentos e anárquicos, estavam longe da qualidade artística suposta para alguns de seus colegas de primórdios.
Ambos transformavam seus shows em balbúrdia imensa e iconoclasta.
IGGY foi salvo por DAVID BOWIE, lá por 1973, quando sem rumo e porquês.
Depois, migrou de um PROTO-GLAM para o PUNK na boa, e por suas inegáveis “credenciais”.
ALICE COOPER foi sensação nos 1970. Começou na gravadora STRAIGHT, de FRANK ZAPPA, que gostava do show macabro realizado pela “pior banda da Califórnia” – puro marketing, claro!
Estiveram por aqui, na época. Horror e diversão explícitos transmitidos pela TV!
Dizem que VINCENT FOURNIER, na “vida civil” é pessoa agradável e refinada. Achou o nome artístico de ALICE COOPER mexendo em uma “Táboa de Ouija” – um instrumento para “atiçar os espíritos”, usado por esotéricos e quetais. Vai saber…
Bom, cada um com seus “pobremas, diverssões e conçeitos”: mas eu acho “I’M EIGHTEEN” de ALICE COOPER, que saiu em compacto no Brasil, em 1971, PSICODELIA PESADA e BRABA a caminho do PROTO-PUNK-METAL. É hino juvenil tão legal e relevante quanto MY GENERATION, do WHO!, ou REBEL, REBEL, de BOWIE.
Essa turma toda, e muitos e muitos mais, estão nos primórdios de estilos que há mais de cinquenta anos vieram para ficar.
É prestar atenção e notar que o som básico e a magia continuam mais ou menos os mesmos.
O que mudou, evoluiu, foi a tecnologia e a expansão imensa de subgêneros que, sempre, deixam um halo já visto, experimentado e sabido.
Ou, não?

POSTAGEM ORIGINAL: 20/06/2023

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Carlito Ross, João Henrique Carneiro e outras 2 pessoas

JERRY LEE LEWIS: ISCA DE ENCRENCAS E TALENTO ESFUZIANTE!

E O SHOW EM SÃO PAULO.
E O ENCONTRO NADA CIVILIZADO ENTRE DUAS TORCIDAS QUE O TIO SÉRGIO PRESENCIOU!
Nunca fui de briga.
Sou um sujeito light e diplomático. Da turma do deixa isso pra lá…
Passei minha vida negociando, construindo convivências e conveniências, sempre levando em conta o lado do carneiro…
Mas, dialogando com a onça pra ver se ela se interessava por um gambá, digamos… ou, quem sabe, por uma saladinha de tomates e alface… essas coisas, em vez do pacífico bichinho e seu balido solitário.
Mas, tio SÉRGIO, What Porra Was That?
Você era arregão?
Eu diria que fui e sou profissional da “Porrada Interrompida”. Um administrador de contrariedades. Muito comuns entre condôminos, ou proprietários e inquilinos.
E sempre quando o ápice do impasse culmina para a porrada, lá vou eu ver se dá pra contornar, deixar a coisa menos brusca, acomodar…
Convenhamos: é melhor do que um “coito interrompido”. Mas, na linguagem explícita e não candente da molecada de hoje, não sou “Corta Foda”.
Assisti a uma das grandes brigas em campo de futebol do meu tempo. Foi em jogo do NACIONAL ATLÉTICO CLUBE, time hoje quase inexistente, mas que defendia sua honra em um estádio razoável, na Barra Funda, àquela época um bairro operário de SAMPA.
Era a final do campeonato da segunda divisão, lá por 1969, sei lá…
Fomos assistir eu e o meu “primo/irmão” BETÃO, levados pelo tio ANTONIO GARINI, o TONICO, jornalista que virou nome de rua.
Tudo corria mal, muito mal, quando de repente eclodiu bacobufo generalizado.
Começou dentro do gramado e, como bomba de napalm, espalhou-se e incendiou arquibancadas, etc…
Só foi contido quando chegou a polícia, instituição especializada em transformar briga de rua em guerra fratricida… e botou pra quebrar.
Não fugiu de minha memória o huno barrigudo sentado no topo do alambrado, que cobria de porrada e porretadas qualquer um que se aproximasse.
Até que, derrubado por uma facção de torcedores, teve a bunda chutada, ritmicamente, por uns 5 minutos enquanto tentava escapar.
Não conseguiu…foi resgatado pela milicada, que aproveitou para “crisma-lo” para ver se acalmava…hum!!!!
E agora o inesquecível JERRY LEE LEWIS!
Postei o que tenho dele. É pouco. Há mais, muito, muito, muito mais por aí. Inclusive uma fase “COUNTRY” esplendorosa e sensacional que ainda não consegui.
Talvez algum dia eu procure as edições feitas pela BEAR FAMILY RECORDS, completas, totalizantes, e que fazem jus ao grande, anárquico, “evolucionário” artista que JERRY foi.
Ele continua vivo. Que permaneça.
Postei três CDS importantes, e dois vídeos legais. Hoje, para mim bastam. Mas, insisto: é pouco para tanta obra e legado.
O filme sobre sua vida, “GREAT BALLS OF FIRE”, é sensacional. Não deixa de lado os podres, mesmo que suavizados. Inclusive sua relação quasi – incestuosa com a prima pré adolescente que sequestrou e com quem casou-se. E cita seu primo, o famoso pastor tele-evangelista fundamental no “Hospício do Norte”, JIMMY SWAGGART.
O filme é imprescindível para os que se interessam pelo ROCK AND ROLL VINTAGE.
JERRY LEE LEWIS foi um dos grandes integradores do COUNTRY e do RHYTHM´N´BLUES na formação do ROCK AND ROLL. Pianista criativo, excelente cantor, fundiu os dois gêneros com a expressão do ritmo negro na mão esquerda; e a melodia branca, country, tocada com a mão direita!!!
FUSION PURO E INAUGURAL!
Pois, é; a última encrenca de que me recordo foi no SHOW que JERRY LEE LEWIS deu em SAMPA, talvez uns 25 anos atrás! O PALACE, casa de shows que não existe mais, no bairro de MOEMA, estava cheio.
A banda segurava o foguete, enquanto a produção tentava trazer JERRY LEE para o palco. Ele estava “bebasso”, e demorou a eternidade!!!
A plateia estava indócil, xingando, gritando. Havia muita gente tão bêbada e drogada quando o astro.
Em certo momento, entra o JERRY. Senta-se ao piano e detona, do jeito que conseguiu, uma sequência de seus clássicos.
A turba reagiu empaticamente, dançando, gritando; alguns tentando invadir o palco, e sendo impedidos.
Em meio ao furdunço, um guapo etilizado suspendeu a namorada no ombro. Tampou geral a visão dos “hooligans” em volta…
As consequências vieram imediatamente. Uns sujeitos reclamaram na base da grossura. Mas, nem a bunda desceu do ombro, e nem os braços do namorado recolocaram a bunda e a moça no chão…
E, não deu outra: alguém tascou certeira dedada no centro do rabo da menina, que ainda estava suspenso no pescoço do cara.
Um berro! xingamentos e o pau cantou perto de mim. E mais alto do que o JERRY LEE!!!!!
Separa daqui, tira de lá; enquanto os seguranças distribuíam fartamente pescoções, porradas e chutes. Um festival de MMA ao som de ROCK AND ROLL.
Um monte de gente foi “convencida” a se retirar…
O show inteiro durou menos do que uma hora. JERRY saiu de cena sob protestos generalizados. A banda procurou manter o clima, com o baixista tentando cantar, etc. e tal.
Resumo: foi uma merda!
Inesquecível merda para esses nada tristes trópicos…
Imperdível. E, por sorte eu estava lá!

POSTAGEM ORIGINAL: 23/06/2022Pode ser uma imagem de 2 pessoas

E.C.M RECORDS: A MÚSICA ESPETACULAR PRODUZIDA POR ESTA GRAVADORA SEMINAL

E.C.M. significa “EDITIONS of CONTEMPORARY MUSIC”. É uma gravadora fundada na Alemanha em 1972, por um músico chamado MANFRED EICHER, que se tornou um dos produtores mais originais, criativos e perfeitos da história da música.
Curiosamente, se estabeleceu e opera na NORUEGA, em OSLO, de onde por um desses “não sei o quê” da vida elaborou uma sonoridade única, que perpassa por mais de 1500 discos, todos no mínimo bons ou interessantes; e muitos e muitos excelentes ou até geniais!
Descolar o maior número possível desses discos inclassificáveis, é um dos projetos de vida que persigo. Já tenho vários, talvez uns 5% do já lançado. Portanto, não vai dar.
E qual é o segredo de EICHER, um dos caras que mais admiro, para não dizer que o invejo descaradamente?
Em linhas gerais, MANFRED procura artistas mundo afora que tenham essa magia indefinível; um certo charme e sonoridade que ele trabalha, produz, refina, e grava. E, muitas vezes combina com outros músicos que, aparentemente, têm pouco a ver uns com os outros.
Exemplo típico e encontrável com certa facilidade no Brasil, é o CD “MÁGICO e CARTA DE AMOR”, de EGBERTO GISMONTI, com o saxofonista tcheco JAN GARBAREK e o baixista americano CHARLIE HADEN. É a gravação feita em 1981 de um concerto ao vivo em Munique.
É JAZZ ou sei lá o quê de excepcional beleza e qualidade.
O resultado dessas “COALISÕES/COLISÕES” que ele promoveu às dezenas, sempre música peculiar, belíssima e “indefinivelmente identificável” com a sonoridade da gravadora. Artistas que gravam na ECM produzem um som distinto e inigualável!
A ECM gravadora prospecta por este planeta afora.
Do Brasil veio GISMONTI, pianista, violonista e compositor dos mais originais, que grava por lá desde o início dos 1970. E, também é HIT da gravadora o percursionista NANÁ VASCONCELOS.
KEITH JARRET, pianista inglês e estilista ícone, foi refinado pelo bom gosto e competência de MANFRED EICHER, e está na gravadora desde o início.
Há, também, americanos sofisticadíssimos, como os grupos OREGON e ART ENSEMBLE OF CHICAGO.
A maestrina CARLA BLEY concebeu na E.C.M. o magistral “ESCALATOR OVER THE HILL”, reunindo penca de estrelas por centímetro quadrado de partitura e palco…
Eu costumo definir a música da E.C.M., como “fria”. E talvez não seja a definição perfeita. Mas, para vocês aguçarem a percepção, imaginem que o JAZZ LATINO de DIZZY GILESPIE, GONÇALO RUBALCABA e GATO BARBIERI; o ROCK de CARLOS SANTANA, e mesmo a FUSION CUBANA do BUENA VISTA SOCIAL CLUB sejam quentes como o SAMBA JAZZ BRASILEIRO, a BOSSA NOVA e a MPB contemporânea sofisticada.
Em oposição a isto você tem o JAZZ EUROPEU, mais EXPERIMENTAL e CEREBRAL.
E a E.C.M. flerta com a sofisticação europeia no JAZZ e no CLÁSSICO CONTEMPORÂNEO. E aposta em novos artistas de lugares menos badalados como a Polônia, a Bulgária, e os países nórdicos em geral.
Outro foco da gravadora é investir em uma espécie de “FOLK-JAZZ-NEW AGE”, se é que isto existe…, onde combina experimentações, música concreta, ritmos não convencionais, e etc…, tudo “amornado” e consolidado por beleza melódica e harmônica. A produção de EICHER é sempre bem controlada, e profundamente instigante.
Então, eu recomendo que vocês escutem “AMERICAN GARAGE”, de PAT METHENY. É disco primoroso, contidamente alegre, gravado em meados dos anos 1970.
Procurem ouvir o pianista KETIL BJORNSTAD, em “WATER STORIES”, lançado em 1993. E, também, o polonês MARCIN MARCILIEVSKY TRIO, de uns tempos atrás.
É música para camaleões, gente curiosa e de bom gosto. E aqui postei outras hipóteses também excelentes e não triviais.
Como disse EGBERTO GISMONTI, em show antológico realizado em 1982, no ginásio da Portuguesa de Desportos, em SAMPA, onde fez abertura para o guitarrista inglês JOHN McLAUGHLIN – outro gênio inclassificável:
“Boa Noite, pessoal! Vocês não vão se arrepender por terem vindo até aqui”!
Então, sentou-se ao piano… e eu estou viajando até agora!

POSTAGEM ORIGINAL: 23/06/2023

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Rômulo Garcia

DISCOTECA E COLEÇÕES DE DISCOS, COMO ORGANIZAR

A DISCOTECA – parte 1
Os que me conhecem têm certeza de que o comportamento e interesse que mais bem me definem são o amor pelos discos e a música.
Sim, nessa ordem: primeiro os discos, a bolacha preta e principalmente a prateada, minha declaração maior de bigamia e não-racismo!!! E, por consequência, a música.
Há, para mim, nesta relação eivada por fetiches, um alto componente de infantilidade e memória afetiva. Adoro pegá-los, vê-los e, se possível, ouvi-los. Muito raramente dei ou dou de cara com pessoas que realmente gostem ou gostassem de discos. Mas, quando me deparo peço licença e vou bisbilhotar. Fiz isto em meio a uma reunião de negócios – e foi bom para mim e a outra parte, também.
Já contei que lavei muita louça para minha mãe em troca de um compacto simples no final do mês?
E que deixei a Angela, minha mulher, em casa depois de uma voltica no quarteirão, em 1969, quando éramos namorados e ela me deu o LP dos Moody Blues, “In search of the lost chord”, de presente?
Isto não se faz! Mas, eu fiz, e fui correndo à casa de um amigo para escutar e comemorar a maravilha incrivelmente cara, naquela época.
Permanecemos casados, e vamos continuar.
No começo foi o rock – entre mais ou menos 1962 e 1977 – e seus diversos formatos, como o Blues. Depois, incluí o Jazz, alguns Clássicos mais instigantes; e certa MPB tipo Egberto Gismonti.
Evolui bastante nesse trajeto, principalmente depois que abri minha primeira loja de Cds, em 1990. Lá colocamos, eu e meu sócio e amigo Silvio, nossas coleções de vinis para vender. Eram substanciosas e bastante raras, o que alavancou o negócio.
Foram doze anos de aprendizado e abertura de cuca.
Re-formei minha discoteca particular ampliando o meu gosto para horizontes nunca dantes por mim navegados… O Silvio e o filho fizeram o mesmo e com louvor e extensão das mais invejáveis.
Hoje, estou criteriosamente desmontando parte do acervo. Pois deixou de me interessar.
(continuo)

A DISCOTECA – PARTE 2
No começo, simplesmente organizava por ordem alfabética, pois o meu interesse principal era o rock, do Beat ao progressivo, passando pelo Hard e algum nascente Heavy Maetal. O que saía um pouco fora não alterava o contexto e o conteúdo.
Com o tempo, percebi que Oscar Peterson e Jeff Beck não bebiam no mesmo bar; que Jimmy Page e Aretha Franklin não se continham no mesmo quarto…
Então, abri um espaço para o jazz, e outro para música negra…
Com o tempo e depois de algum Beethoven, um pouco de Sibelius e Bartók, e até chegar a Stockhausen e Schoemberg, inferi que seria melhor colocá-los em outro galinheiro.
Aí, veio a “Roda Viva” e carregou o destino para lá… Vida outra, muito instigante, e mais um problema: Otis Redding e Tom Jobim bebiam whiskies diferentes. Então, a MPB cavou seu nicho na estante…
E, pronto: quatro grandes universos: o Rock, incluindo a Black Music; o Jazz; o clássico e a MPB. E parou por aí?
Não, claro que não…
Para que facilitar se é possível complicar visando o específico e a descomplicação para explicar tudo, não é mesmo? Entenderam? Não?
(segue)

A DISCOTECA – PARTE 3
Quando criança o meu maior desejo era ganhar um saco imenso ( de plástico, essas coisas, não confundam… ) cheio de brinquedos. Sonhava com isso, mas jamais rolou por óbvios motivos de ordem financeira. Éramos bastante pobres.
Quando me tornei adolescente, fui juntar times de botão – eu os tenho até hoje!!! – e ampliei meu fascínio pelos discos, possivelmente herdado de meu avô, que escutava algumas óperas e cantatas, nos anos 1950.
O primeiro cara de quem gostei foi Chubby Checker…o rei do twist! Em tradução literal, “O gordinho do xadrez”. Naqueles tempos, início dos anos 1960, era moda você ter esses nomes: Fats Domino ( o gordo do dominó ) Billy Fury, Marty Wild, Pepino di Capri, Nicola di Bari… associar o nome do artista a localidades, ou a características físicas ou de personalidade…
Foi o primórdio de meu interesse por discos e música, que se expandiu ao absurdo no decorrer da vida.
Aconteceu, também, a partir de meados dos anos 1960, uma divisão interna no mundo pop. Para efeitos de catalogação e mercado, o que era quase uno passou a fragmentar-se. Exemplo: jazz era um ritmo específico, mas com características musicais estanques, e feito pelos negros a partir do final dos anos 1910. Nos anos 1960 tornou-se universo muito maior, abarcando muito mais coisas, estilos. E principalmente tornou-se um jeito de tocar e improvisar.
Da mesma forma o Rhythm and Blues, que juntava Ella Fitzgerald a B.B.King a John Lee Hooker a John Coltrane. E dispersou- se em rock and roll, doo-wop, soul, funk…foi se bifurcando, trifurcando6 no beat, na psicodelia, progressivo… até chegarmos a hoje em incompreensíveis sub-divisões do sub-dividido onde mais ninguém realmente se entende.
Partinfo desse caos, em nome da ordem passei a organizar a minha discoteca…
segue…

A DISCOTECA – PARTE QUATRO
Pois, é! Enlouqueci em nome da virtude, e pela causa da boa ordem para mais bem entender o que estava e estou ouvindo.
Em princípio, organizei quatro grandes universos: Rock, Jazz, MPB e Clássicos.
A partir disso, eu desbundei – mas, estou tentando loucamente rebundar a coleção!!!!
Clássicos eu tenho relativamente poucos discos, porque meu interesse é centrado em alguns compositores e intérpretes, e não pretendo ser completista em nada.
Imaginem o tio Sérgio correndo atrás para conseguir os três ciclos completos e diferentes feitos por Karajan dos Concertos e Sinfonias de Beethoven? Não, caras! Isso é para a turma do ramo. Então, ordem alfabética e os deixo em puleiro estanque…
MPB eu ando gostando e tenho muitos discos.
Mas, como não invado certas áreas, e sambas, axés, forrós e o vasto etc… tipicamente nacional não são de meu interesse; então dividi simplesmente em instrumental e vocal. No futuro talvez eu abra um cela para a Bossa Nova, que coleciono. Então, está fácil.
O JAZZ é uma das minhas paixões. Mas também não complico. Ficam separados em dois grandes sistemas: vocal e Instrumental. Porém no controle geral, no computador, eu abro várias sub-espécies: bebop, tradicional, vanguarda, moderno, fusion, e o que mais me lembrar na hora. Eu os encontro facilmente.
Agora o rock…esse é o motel para suínos, onde a porca torce o rabo! – para ser… digamos… espirituoso!!!
segue…

A DISCOTECA – PARTE CINCO – FINAL
Vamos deixar claro que não existe única forma para se organizar a discoteca. E, a meu ver, todas são complicadas, imperfeitas e deixam a desejar.
Eu assino a revista “Record Collector” , que há vários anos tem uma sessão onde colecionadores de discos de todos os tipos e lugares comentam e explicam suas coleções.
Todos falam de suas preciosidades, buscas, interesses, nichos. Mas, até hoje, nenhum – eu disse nenhum! – explica de que forma organiza internamente seus discos!
Suponho que seja um delírio e um martírio. E dou exemplo: dá para colocar junto Led Zeppelin e Beatles, se você tem algumas centenas ou milhares de discos de rock? São universos que não se tocam. Então, o que fazer?
A minha solução atual não me satisfaz, porque cheia de buracos, dúvidas e incompreensões, mas aí vai:
1) Por sugestão de um amigo, eu tenho uma sessão de “Fundadores”: Elvis, John Lee Hooker, Muddy Waters, Carl Perkins, B.B.King e todos os que vieram antes do beat, em 1962.
2) Tenho duas sessões de “Beat”: uma para americanos e outra ingleses. Basicamente Beatles, Four seasons, Beach boys, Byrds, Small Faces e vasto etc.
3) Tenho duas sessões de “Psicodelia”, garagem, sunshine pop e adjacências. Claro, inglesa e americana e subsidiárias;
4) Uma sessão para o rock progressivo, Kraut-rock, art-rock,vanguardas e afins, basicamente anos 1970
5) Sessão de hard rock e heavy metal;
6) Sessão de pub-rock, e proto – punks “espirituais” e indecifráveis como Stooges, Velvet Underground, Dr. Feelgood, Dave Edmunds;
7) Uma sessão de rock alternativo, que inclui techno-pop, punks, DREAM pop, e até a atualidade: Bjork, David Silvyan, e pequena vastidão do que acho que vale a pena manter…
😎 Uma sessão de pop tradicional: Elton John, entre vários
9) Uma sessão de Black Music: soul, funk, pop negro em geral e que me interesse;
10) Duas sessões de folk e blues. Uma para ingleses e outra para os americanos.E, claro, no cadastro do computador eu os separo para entender.
De qualquer forma, como já disse, isto não me agrada, porque há muitos e muitos artistas que estão classificados e colocados em diversas sessões Ex: Rolling Stones: no beat, na Psicodelia e no Hard Rockl. Os Moody Blues, beat e progressivo e assim vai. No fundo, acho que só eu entendo. Mas, seja como for, está aberto o debate. Comentem.

POSTAGEM 17/06/2017

MEMÓRIAS ESPARÇAS

22/06/2021: POBRES, MUITO POBRES:
NÃO SOMOS O PAÍS DOS DESCAMISADOS.
SOMOS A SOCIEDADE DOS CHINELOS DE DEDO.
SÍMBOLO DA POBREZA INDECENTE!
22/06/2021: DIÁLOGO “SURREAL”.
FRIDA KAHLO: -“O QUE É PRECISO PARA UM BOM CASAMENTO?
O PAI: -“MEMÓRIA CURTA”.
22/06/2022: ZANIN: MINISTRO DA COTA DO LULA. ADVOGADO SEM NENHUMA REPUTAÇÃO ACADÊMICA.
PASSARIA EM UM CONCURSO PÚBLICO?
NÃO TEM ESTATURA PARA O CARGO.
NÃO É, SENADORES?
22/06/2023:MINISTROS DO SUPREMO:
PRECISAM TER FORMAÇÃO ACADÊMICA SÓLIDA, PORQUE O VOTO É SEMPRE POLÍTICO.
O INDISCUTÍVEL SABER JURÍDICO E A REPUTAÇÃO ILIBADA GARANTEM A LEGITIMIDADE POLÍTICA DOS VOTOS.
22/06/2019: O CONSERVADORISMO LIBERAL É A ÚNICA DIREITA INTELECTUALMENTE JUSTIFICÁVEL NO MUNDO CONTEMPORÂNEO.
22/06/2024:”NÃO SE PODE ACHAR A PAZ EVITANDO A VIDA”.
Virginia Wolf

MATURIDADE, UMA CONSTRUÇÃO INSTÁVEL!

Todos são cobrados por escolhas e atitudes que exerceram quando jovens. É o esperado.
Na minha geração – e não só nela – quem vivenciou, experimentou o mundo contra o “bom senso” recomendável, geralmente o fez porque a ousadia é conteúdo essencial e urgente; ingrediente da coragem necessária para enfrentar a vida.
Sentado em um boteco legal e logo após um jogo de Copa do Mundo, um rapaz oriental de uns trinta anos se justificava com alguém próximo – que certamente o condenava – por não ter acertado algumas decisões na vida tidas como sensatas . Não fiquei sabendo quais…
Não me espanta e nem me ressinto. Mas, o aconselhamento por certas normas que a inércia recomendaria, estão na essência do que prega qualquer educação informal ou familiar: o “jogar parado”; repetir o “mundo conhecido”, que tudo se ajusta.
Não é verdade, claro!
Difícil opinar. Mas, exigir maturidade quando alguém é muito jovem é injusto. Pensar, saber e planejar a vida é requisito para maturidade ensinada ou já aprendida. Não é automático, muito menos “natural! É preciso considerar que a vida de cada um vai muito além da cartilha rudimentar que as tradições recomendam.
É bom aceitar os erros dos mais jovens com certa tolerância e parcimônia. Um pouco de compaixão está na fórmula da elegância e da sabedoria de viver. E faz bem pra todo o mundo.
Como disse a personagem da escritora VIRGÍNIA WOOLF, no filme “AS HORAS”: “Não dá para encontrar a paz evitando a vida”.
POSTAGEM ORIGINAL: 20/06/2018

ESCORPIÕES NA POLÍTICA

REFLETINDO SOBRE PASSADO RECENTE: 2017, 2018.
TIO SÉRGIO, O SENSATO, ANDA UM TANTO PREOCUPADO COM A SAFRA DE POLÍTICOS QUE AMEAÇA SUBSTITUIR OS ESCORPIÕES EM VIGÊNCIA.
O NOSSO ATUAL TERRÁRIO DE ARTRÓPODES ANDA SINALIZANDO MUDANÇA ENTRE AS ESPÉCIES DO HABITAT. SAEM OS BRANCOS E VERMELHOS, E ENTRAM OS VERDE-AMARELOS.
NÃO SE ILUDAM, PORQUE CONTINUARÃO VENENOSOS. MAS, ESCONDIDOS E CAMUFLADOS NAS FOLHAGENS.
URNAS, NO BRASIL, TÊM FERRÕES.
POSTAGEM ORIGINAL 2022
E NÃO DEU OUTRA TAMBÉM EM 2022…
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PRESTIGE RECORDS – JAZZ DE ALTA CLASSE – BOX SETE 1949/1971

BOX SENSACIONAL, BEM AJEITADO, E PEGANDO OS 22 ANOS DE EXISTÊNCIA DA GRAVADORA. SÃO 4 CDS, COM MUITO BOA QUALIDADE SONORA, E ACOMPANHA LIVRETO DETALHADO SOBRE A GRAVADORA, SEU CAST E ACERVO.
RESUMINDO, VAI DE “MOSES ALLISON” A “ZOOT SIMS”, PASSANDO POR “MILES DAVIS”, “JOHN COLTRANE”, “GEORGE BENSON”, “KING CURTIS” E MUITOS E MUITOS OUTROS.
COMO SUAS CONCORRENTES, “BLUE NOTE”, “VERVE”, “PABLO”, “CONTEMPORARY”, “CONCORD” E DIVERSAS QUE APARECERAM NO DECORRER DO SÉCULO XX. A “PRESTIGE” TAMBÉM FEZ A HISTÓRIA DA MELHOR MUSICA AMERICANA.
ESTE BOX É MISCELÂNEA DE ALTÍSSIMA QUALIDADE ARTÍSTICA, E COM PARTICIPAÇÃO DE TODO O “CAST”. E CUSTAVA RELATIVAMENTE BARATO – UNS 30 DÓLARES -, PORQUE INTRODUÇÃO PARA UMA ACERVO PRECIOSO!
TIO SÉRGIO GARANTE: HOJE ANDA MEIO RARO; É SEM CONTRA INDICAÇÕES E VALE CADA CENTAVO GASTO.

POSTAGEM ORIGINAL: 18/06/2018

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METAMORFOSES DO BARULHO BRANCO. O ROCK PESADO AMERICANO EM TRANSIÇÃO: 1967/1971

A HISTÓRIA DO ROCK ALÉM DE IMENSO QUEBRA-CABEÇAS, É MUITO SEMELHANTE A UM JOGO DE DOMINÓ ABASTECIDO COM BEM MAIS PEDRAS, PONTOS BRANCOS OU ESPAÇOS
OBSERVE:
NO DOMINÓ CADA PARTICIPANTE VAI CONSTRUINDO UMA LINHA DE JOGO ALEATORIAMENTE, BASEADA NAS 28 PEÇAS QUE ADQUIRE NA MESA, OU TEM NA MÃO.
ESSA CONSTRUÇÃO É SEMPRE SEQUENTE À OUTRA PEDRA JÁ COLOCADA POR QUALQUER JOGADOR.
OU SEJA, AS LINHAS DE JOGO VÃO PARA DIREÇÕES DIFERENTES, ÀS VEZES SE CRUZAM, OU CRIAM DIVERSAS RAÍZES PARA OUTRAS JOGADAS.
É SEMELHANTE À HISTÓRIA DE QUAISQUER INVENÇÕES, OU ARTES.
NA MÚSICA OS ARTISTAS SE BASEIAM EM OUTROS, CRIAM EM VÁRIAS DIREÇÕES, CHEGAM A RESULTADOS DIVERSOS, QUE GERAM CAMINHOS PARA POSSÍVEIS OUTRAS CRIAÇÕES.
QUER DIZER, FORMAM-SE MISCELÂNEAS INTERMINÁVEIS, E NINGUÉM SABE AO CERTO A ORIGEM E O QUE INFLUENCIARÃO FUTURAMENTE…
IMITA AS RELAÇÕES ENTRE MULHERES E HOMEM, E SEUS ETERNOS DILEMAS.
É ININTERRUPTO, IMPREVISÍVEL E FASCINANTE!
Os discos aqui postados são ROCK PSICODÉLICO, ou derivados dele.
Grosso modo, mas já refinando, podemos traçar linhas que prosperaram no futuro imediato, ou nem tanto:
Hit e referência eterna, o IRON BUTTERFLY com o cult-clássico “IN-A-GADDA-DA-VIDA”,1968, foi sucesso comercial e de crítica inédito para obra tão diferenciada.
A longuíssima faixa título, executada em rádios underground, foi das primeiras a romper a ditadura dos SINGLES. O vocal algo fantasmagórico de DOUG INGLE, resvalando o barítono; e a integração guitarra – órgão típica do final dos anos 1960 é, também, a identidade irremovível do DEEP PURPLE, em mais de 55 anos de atividade e ROCK PESADO!
O VANILLA FUDGE, outra grande banda, revelou dois ícones: CARMINE APPICE, baterista; e TIM BOGERT, baixo.
O nome da banda é um achado em criatividade. Para simbolizar a MÚSICA NEGRA e o ROCK…hum…BRANCO usaram o sorvete como metáfora:
Um SUNDAE, e dois de seus acompanhamentos frequentes: o creme de chocolote (FUDGE), e a baunilha (VANILLA).
Eram especializados em transcrever repertório POP, principalmente MÚSICA NEGRA, para o ROCK PESADO e PSICODÉLICO. Entre 1967 e 1969, gravaram cinco Lps colecionáveis.
Ah, você quer saber de onde o URIAH HEEP pescou seu estilo? Ouça o FUDGE. Está tudo lá!
IRON BUTTERFLY e VANILLA FUDGE formam entre os primeiros a transpor a linha da PSICODELIA para o ROCK PROGRESSIVO. Barulho e arte!
Então, procure ouvir o ‘FUDGE’ em”YOU KEEP ME HANGING ON”, hit original da SOUL MUSIC, arranjado em HARD ROCK. E aproveite para conhecer a versão HARD-PSYCH do FRIJID PINK para “THE HOUSE OF RISING SUN”.
A conjunção entre guitarras pesadas distorcidas e órgão, são a base, também, do STTEPENWOLF.
Lembrem-se do memórável e imprescindível hit “BORN TO BE WILD”, sucesso em 1968.
Depois, engate direto e curta o BLUE CHEER, com SUMMERTIME BLUES”, clássico dos anos 1950 em versão muito mais pesada do que fez THE WHO – por incrível que pareça!!!
O destaque é o vocal do baixista DICK PETERSON, o primeiro vocalista gritalhão e galináceo do ROCK. Inspiração para o HEAVY METAL, em geral, e para outros como DAVID COVERDALE, ROBERT PLANT, GLEHN HUGUES, IAN GILLAN, e tantos diversos vários!
Agora, dois casos excepcionais, que mesmo diferentes entre si, acabaram convergindo para o METAL e o HARD-ROCK.
AMERICAN AMBOY DUKES no início, 1965. Era um ótimo grupo garageiro que revelou TED NUGENT, excelente guitarrista, show man espetacular e workaholic persistente.
NUGENT liderando AMBOY DUKES aguentou a onda por dez anos. Gravaram 11 discos na base da obstinação, e todos colecionáveis.
Venderam pouco, mas e daí?
No começo, a sonoridade era clara e contraditoriamene PSYCH ROCK. Mesmo porque NUGENT expulsava da banda quem tentasse tomar qualquer tipo de drogas!!! Mas sempre fizeram música pesada caminhando para o HEAVY.
TED NUGENT era teatral e inventava coisas para não sair da mídia. Ele se auto-intitulava o “o maior guitarrista do centro-oeste americano”! Por volta de 1972/1973, ficaram célebres os duelos de guitarra que fazia com músicos tipo MIKE PINERA e FRANK MARINO…
Finalmente, em 1974, contratado pela EPIC, aproveitou a onda – e também a estrutura – que o AEROSMITH vinha consolidando, e deslanchou carreira diretamente para o HARD ROCK e proto-METAL.
TED NUGENT, ícone às avessas é, ao mesmo tempo, politicamente reacionário e roqueiro incendiário. Caso único!
Também na base do solavanco e boas ideias de marketingg, os eternos bad boys alternativos do ROCK, o POWER TRIO GRANDFUNK RAILROAD se impôs contra a mídia e a crítica.
Garageiros, faziam rock pesado, duro e sem açúcar. Tocam seco e rude. Têm repertório combinando HARD ROCK a um pouco de BLUES e o que viesse. E sempre com a sutileza de um caxalote em aquário de peixes ornamentais.
A mídia os odiava. Mas o fã clube era imenso. E é até hoje!. Acho difícil alguém não gostar de seu ROCK HONESTO, DIRETO e AUTÊNTICO. E até do vocal galináceo do bom guitarrista MARK FARNER.
No lançamento do álbum CLOSER TO HOME, 1970, alugaram um Outdoor em plena TIME ´S SQUARE, em Nova York. Ousadia cara que deu resultado imenso.
E o álbum duplo, GRAND FUNK RAILROAD LIVE, também de 1970, tem uma das capas mais evocativas e espetaculares do ROCK!
Mas TIO SÉRGIO, duas perguntas:
Por que o HENDRIX, que é negão, mesmo em trio com dois brancões ingleses, está no barulho branco?
E por que o DUST no final desse …”evento”.
É o seguinte: e quem disse que todos na foto, de um jeito ou de outro, não derivaram em parte do RHYTHM AND BLUES?
Vou falar quase nada de HENDRIX.
Porque emulando CAUBY PEIXOTO:
“CONCEIÇÃO, I REMEMBER VERY WELL…”SUBIU, TODO MUNDO SABE, E TODO MUNDO VIU”…
JIMI HENDRIX é fruto do R&B, ao qual misturou e expandiu com a PSICODELIA vigente.
Juntou com informações do ROCK INGLÊS de PAGE, CLAPTON e BECK, e principalmente, do CREAM. E deu no EXPERIENCE.
Subiu muito, muito além de sua própria formação. HENDRIX é base para muita coisa. Elevou a distorção e o barulho ao estado da arte; e suas experimentações certamente estão na base do ROCK PROGRESSIVO…
E mais ainda do HEAVY METAL e do HARD ROCK.
Alguém discrepa?
O DUST, 1971, é exemplo ultra – expressivo do “CROSSOVER” entre o ROCK AMERICANO e o INGLÊS. Nenhuma banda se aproxima tanto do BLACK SABBATH ( ouçam “FROM A DRY CAMEL ); e simultaneamente do KISS e dos RAMONES, a quem certamente influenciaram!
TIO SÉRGIO argumenta: os primeiros discos do KISS foram produzidos pelo guitarrista do DUST, “RICHIE WISE”. E o baterista MARK BELL é ninguém menos do que o MARK RAMONE…
E outra curiosidade: as duas bandas mais queridas da turma do rock, porém frontalmeente contestadas e malhadas pela crítica, do final dos anos 1960 a meados da década de 1970, foram o GRAND FUNK e o KISS…
Não há PUNKS que não os admirem!!
Só que intrigantes, mesmo, e todos conectados ao futuro PUNK ROCK, principalmente por atitudes, e a rudeza das propostas sonoras, é a turma que vem a seguir:
MC5 , “KICK OUT THE JAMS”, 1968, está entre os discos mais barulhentos da história! Em nível com o SLADE ALIVE, de 1973. Napalm sonoro seminal!
IGGY POP & STOOGES, e ALICE COOPER, teatrais, barulhentos e anárquicos, estavam longe da qualidade artística suposta para alguns de seus colegas de primórdios.
Ambos transformavam seus shows em balbúrdia imensa e iconoclasta.
IGGY foi salvo por DAVID BOWIE, lá por 1973, quando sem rumo e porquês.
Depois, migrou de um PROTO-GLAM para o PUNK na boa, e por suas inegáveis “credenciais”.
ALICE COOPER foi sensação nos 1970. Começou na gravadora STRAIGHT, de FRANK ZAPPA, que gostava do show macabro realizado pela “pior banda da Califórnia” – puro marketing, claro!
Estiveram por aqui, na época. Horror e diversão explícitos transmitidos pela TV!
Dizem que VINCENT FOURNIER, na “vida civil” é pessoa agradável e refinada. Achou o nome artístico de ALICE COOPER mexendo em uma “Táboa de Ouija” – um instrumento para “atiçar os espíritos”, usado por esotéricos e quetais. Vai saber…
Bom, cada um com seus “pobremas, diverssões e conçeitos”: mas eu acho “I’M EIGHTEEN” de ALICE COOPER, que saiu em compacto no Brasil, em 1971, PSICODELIA PESADA e BRABA a caminho do PROTO-PUNK-METAL. É hino juvenil tão legal e relevante quanto MY GENERATION, do WHO!, ou REBEL, REBEL, de BOWIE.
Essa turma toda, e muitos e muitos mais, estão nos primórdios de estilos que há mais de cinquenta anos vieram para ficar.
É prestar atenção e notar que o som básico e a magia continuam mais ou menos os mesmos.
O que mudou, evoluiu, foi a tecnologia e a expansão imensa de subgêneros que, sempre, deixam um halo já visto, experimentado e sabido.
Ou, não?

POSTAGEM ORIGINAL: 20/06/2021

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