JOHN MAYALL – O PROFÍCUO “O DITADOR DO BEM”! ALGUMAS COLETÂNEAS 1964 / 1974

JOHN MAYALL conta, na RECORD COLLECTOR, que para fazer o seu último disco agora lançado, “NOBODY TOLD ME”, “espalhou” que precisava de guitarristas.

Vieram aos montes! e pasmem, ele “selecionou” “TOD RUNDGREN”, “ALEX LIFESON” (RUSH) , “LARRY McCRAY”, blues man famoso. e, também, o cara da hora, “JOE BONAMASSA”! Tá bom assim!

A crítica vem dizendo que o disco, gravado no estúdio dos “FOO FIGHTERS”, é muito bom e a banda está um show!

Só alguém da mítica estatura de MAYALL, décadas de carreira, 93 discos lançados, entre estúdio, ao vivo e coletâneas, fora os SINGLES e E.Ps, poderia trazer na base do “CONCURSO PÚBLICO” gente desse nível!

MAYALL é, antes de tudo, um MAESTRO, um BANDLEADER! Como ele disse, “meu trabalho é escolher o time, orientar cada um em sua função, e explicar o quê eu quero fazer”. Fez, faz e permanecerá fazendo. “É um ditador do bem”, diz “WALTER TROUT”, guitarrista e gaitista , com quem tocou em vários discos.

Aos 89 anos, se apresenta ao vivo cada vez menos. E continua gravando. Teve um piripaque no palco. Foi socorrido e está bem. Tempos atrás, fazia em média 100 concertos por ano, com sucesso de público e casa cheia. Ao vivo, é um dos mais excitantes e dinâmicos shows do BLUES-ROCK e ADJACÊNCIAS. Eu vi! haja energia!

JOHN tem vida artística gloriosa. Nunca vendeu muitos discos, com exceção do clássico “BLUESBREAKERS WITH ERIC CLAPTON”, referência do BLUES ROCK INGLÊS. Porém, grava e vende consistentemente.

Sua discografia viaja por todos os cantos do BLUES e das várias FUSIONS JAZZÍSTICAS, SOULl e R&B; vai do acústico ao elétrico, com bandas enormes ou quartetos. É sempre uma delicia de ver, ouvir e, mais ainda, colecionar.

É argumentável que esteja para o BLUES o que MILES DAVIS está para o JAZZ. Ele é mm inovador; quê o levou a outras fronteiras. É sempre curioso e atento aos movimentos que a música faz. Um superdotado, “por supuesto”! Gravou com os músicos mais significativos das últimas três gerações. MAYALL sempre tem algo a dizer ou acrescentar!

“Se a banda muda, muda também a minha palheta sonora”, disse. Tudo o que gravou vale a pena – com exceções pontuais.

Para não esticar, vá ao GOOGLE e veja discografias, parceiros e tudo o mais.

JOHN MAYALL é uma autoridade no BLUES e no JAZZZ. Seu pai já colecionava discos. ERIC CLAPTON quando morou e tocou com ele, nos anos 1960, dizia que a coleção de discos de JOHN era sensacional e rara. Deve permanecer.

JOHN MAYALL é, também, “CAVALHEIRO DO IMPÉRIO BRITÂNICO”, como ELTON JOHN, GARY BROOKER, PAUL McCARTNEY, JIMMY PAGE, JEFF BECK, BRIAN MAY e, recentemente, TOM JONES. Há outros.

Como fazem os artista prolíficos, lançou várias coletâneas interessantes.Postei algumas que pegam de 1964 a 1974. A produção na EMI / DERAM, e POLYDOR; hoje ambas parte da UNIVERSAL MUSIC.

Começo por uma que tive em vinil, e jamais vi em CDS: “DOWN THE LINE”, album duplo fantástico, lindo de ter e ouvir, coligia os clássicos dos BLUES BREAKERS, entre 1964 e 1969. Foi lançado pela DERAM, no início da década de 1970.

Duas outras espetaculares: “LOOKING BACK”, 1969, clássico do colecionismo, pega SINGLES, LIVES, etc.. E coisas produzidas por MIKE VERNON. Estão aí raridades com CLAPTON, JACK BRUCE, KEEF HARTLEY, ROGER DEAN, MICK TAYLOR, etc.

Há também, “THROUGH THE YEARS”, espécie de complemento da primeira, lançada em 1971.

Ambas saíram pela DERAM.

Também aqui, duas COLETÂNEAS DUPLAS:

LONDON BLUES, 1964/1969, com 40 faixas, abrangendo tudo e mais um pouco,do que interessa, mais livreto, ficha técnica, um “must”.

E “ROOM TO MOVE” , 29 músicas trazendo a fase POLYDOR, 1969/1974, marcada por FUSÕES de JAZZ/BLUES e CONCERTOS AO VIVO EXUBERANTES!

O fino do fino de JOHN MAYALL, estão nas 69 músicas, em 4 discos, lançadas apenas em CDS, em 1992.

A coletânea “SO MANY ROADS” é um BOX COM 4 CDS, que congrega as duas fase mais conhecida de MAYALL, entre 1964 e 1974. Foram juntadas 74 faixas, inclusive o raríssimo EP de MAYALL e PAUL BUTTERFIELD, de 1967.

Eu recomendo este BOX, por trazer a nata do período, em gravações remasterizadas, e digna qualidade e relevância.

Fora esse aqui, ainda temos para ouvir mais uns 48 anos de boa música!

Há mais duas ou três fases, na carreira de JOHN MAYALL, todas longas e profícuas, mais ou menos demarcadas por décadas ou gravadoras por onde passou.

Eu sou fã de carteirinha e “colecionador completista”.

Infelizmente não vou poder comprar o HIPER BOX 1964/1974, que colige TUDO o que ele gravou na LONDON/POLYDOR, em 30 CDS, ou seja a ampliação destes na foto da postagem, em discos com as capas originais e vasto etc…

Eu tenho quase tudo o que ele gravou, e mais: o ingresso autografado de seu primeiro show no Brasil.

A performance de MAYALL, vital e discográfica, é digna de MILES DAVIS! E ambos se destacam pela incrível qualidade do conjunto das obras!!

Perca-se na música de JOHN MAYALL. Ele está vivo, ainda atuando, e vai muito além do MITO!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 16/03/2023

NOUVELLE CUISINE – 1988 – MÚSICA DE QUALIDADE, E CAPA MATADORA!!!

DIA DESSES, ZAPEANDO A TV DEI DE CARA COM O EXCELENTE PROGRAMA DE CHARLES GAVIN, “O SOM DO VINIL”.

ERA REPRISE DE UMA ENTREVISTA COM A CULT, ECLÉTICA E MULTI TALENTOSA BANDA BRASILEIRA “NOUVELLE CUISINE”. E. TALVEZ EM VIRTUDE DA MORTE DE CARLOS FERNANDO, O CROONEER, UM CANTOR TÉCNICO E INSPIRADO.

GAVIN REPASSOU TRAJETÓRIA COM A BANDA, DESTACANDO OS DIVERSOS DISCOS QUE GRAVARAM.

O PRIMEIRO ÁLBUM DELES, NA FOTO, CHAMOU MINHA ATENÇÃO PELA CAPA, UMA REPRODUÇÃO DE OBRA DE ARCHANGELO IANELLI. EU ADOREI!

E FUI ATRÁS DO VINIL POR CAUSA DA ARTE GRÁFICA. ACHEI; COMPREI E PAGUEI R$ 11,00 MANDACARUS, UNS TRÊS DÓLARES!

MAS, COMO NÃO TENHO PICK-UP, DEMOREI UM POUCO, E FUI OUVIR NO “STREAMING”: TIVE UM “INSIGHT SIGNIFICATIVO E DEVORADOR!!”

DEPOIS, OBSERVANDO O REPERTÓRIO, IDENTIFIQUEI MÚSICAS NÃO TÃO CONHECIDAS MISTURADAS A CERTOS STANDARDS “POP/JAZZÍSTICOS”, EXECUTADOS POR MÚSICOS DE QUALIDADE INDIVIDUAL INDISCUTÍVEL!

“ACERTEI NO MILHAR”, COMO DIZ CLÁSSICO E QUASE FAMOSO SAMBA DO PASSADO. É BOM ALÉM DO MÁXIMO!!!!

TENTE!

Postagem original: 15/03/2019

TIO SÉRGIO, O RANZINZA, E A VELHICE

É uma beleza! Nunca fiz tanto exercício involuntário!

Outro dia, a luz acabou. Deu estalo e tudo ficou escuro! Beleza, esperei. Voltou lentamente feito eu…

Levantei do sofá, religuei o equipamento e a televisão. Fui ao banheiro e voltei. Sentei…

Mas, esqueci o óculos no banheiro. Então, levantei e fui lá buscar. E sentei novamente…

Esqueci o controle remoto do outro lado da sala. Levantei, peguei, sentei; liguei no jogo do Corinthians…

Senti sede. Saí do sofá e fui à cozinha. Peguei um copo d`água. Bebi, voltei, sentei. Mas, esqueci o controle remoto na cozinha…

Soltei um baita palavrão, e bem alto! Fui buscar o controle…

Senti calor, levantei e fui lavar o rosto. Voltei, me estiquei no sofá… Tudo turvo! Cadê a porra do óculos?

Ficou no banheiro!

Levantei, praguejei e fui buscar o óculos. De novo!

Gol do Corinthians! Saí correndo, mas não consegui ver… Sentei. Deu sede novamente…

Mas fiquei no sofá. Que morra seco! a sede continuou… Levantei, e fui tomar água; aí me liguei: estava quase esquecendo o óculos…, sei lá por quê, eu havia tirado!

Voltei de óculos e sentei no sofá…

Mudei o canal. Dane-se o Corinthians…, eu torço pro Santos! Tô zapeando, e encontro nada pra assistir.

Calor “africano! Levantei de novo, fui olhar o mar…mas, esqueci o óculos no sofá…

Ahhh, que vá tudo pro inferno! ou pra outro lugar pior!
Postagem original: 14/03/2022

PAIS E FILHOS: AMBIVALÊNCIAS, AFETOS, E A EXISTÊNCIA NADA SÁBIA QUE TODOS VIVENCIAMOS

 

Estudiosos americanos fizeram pesquisa e concluíram: filhos não trazem felicidade!

Em meu caso, mesmo não tendo filhos ( cuidado! nós dois sabemos como se faz… ), é possível que eles estejam certos: filhos, pelo que observo, dão alegrias, tristezas, orgulho, preocupações e um infindável prontuário de sensações e motivos. Mas, certamente frustrações, raivas e risos.

Eu acho que a maioria das mulheres e homens sente a necessidade e até a urgência de serem pais. Eu nunca senti isso. O prejuízo é meu, e o eventual alívio também é.

Das pessoas que conheço, a maior parte se tornou pai à revelia de si mesmo. Eu não posso provar isto; mas constatei.

Não que tenham ficado infelizes, apenas viraram pais e continuaram o “HEAVY METAL” da vida, porque viver é na maior parte do tempo pauleira brava, performance furiosa no palco da existência. Mas, no final, todos acham legal, e que valeu a pena.

Não duvido, mas não me aventurei e nem vou.

Eu e meu pai nos últimos trinta anos da vida dele tornamo-nos muito próximos, amigos. Almoçávamos ou nos víamos toda semana. Ficou uma relação muito diferente da que tínhamos entre pai e filho. Ele envelheceu e eu amadureci.

Fernando era um homem de caráter, valores e honestíssimo. E, no decorrer da vida, tornou-se pessoa muito bem humorada, e agradável. Todos acabaram por gostar muito dele. Era carismático.

Mas, tivemos uma relação bastante conflituosa, nos primeiros 35 anos de minha vida. As respostas que eu dava às perguntas que ele fazia eram tão incoerentes quanto as perguntas que eu fazia e as respostas que ele dava…

É da vida não enxergar as razões do mais velhos quando se é jovem. E vice-versa e versa-vice forever and ever!

Seu Fernando foi um homem autoritário; mas responsável, lutador e bem intencionado. Aliás, um traço visível nas gerações nascidas antes dos anos 1950. Dentro de suas limitações ele e minha mãe dirigiram o destino de nós, os três filhos que, bem ou mal, nos formamos e enfrentamos o PUNK e o BLUES do dia-a-dia com alguma arte e bravura.

Os dois foram vencedores; e, como a maioria dos pais, jamais souberam a extensão dessa vitória – para mais ou para menos.

Pais e filhos erram porque todo mundo erra. Mesmo os que não são pais, já que filhos todos somos.

Para ser original, vou escrever que errar é humano; e complementar que continuar errando é sina, já que viver permanece a escolha perplexa que cada indivíduo faz e mantém – e na maior parte da existência à revelia de si mesmo.

Quando meu pai morreu eu não levantei da plateia gritando Bravo! Mas, aplaudi de pé um ser humano digno e original.

Eu só chorei a perda daquela pessoa amada, imprescindível e completa em si mesmo tempos depois.

É do compósito humano imperfeito que todos somos, expressar algum retardamento emocional e perplexidades colecionadas e mal definidas.

Permanecemos incompletos até que a vida despenque cachoeira dos tempos abaixo…

Acho que é isso. Ou, não…
Publicação original 13/03/2013

Todas as reações:

2Sergio Luiz Simonetti e Magno Batista

WALKER BROTHERS – A HISTERIA CONSERVADORA ICONOCLASTA!

Se você acha que as fãs dos BEATLES e de ELVIS PRESLEY foram as mais selvagens e ardorosas, vá ler sobre a histeria que esse trio americano de sucesso monumental causou, na INGLATERRA, entre 1965 e 1967!

Quem olha à distância pode concluir que lideravam uma certa volta ao passado, uma sonoridade mais conservadora em meio às maluquices da época.

Em parte foi verdade. Porém, o motivo principal do impacto causado se chamava SCOTT WALKER, um sujeito boa pinta, e uma das mais belas vozes da história da música POP!

Quando a gente escuta os discos do trio fica a pergunta: o quê faria um maestro, ou produtor antenado, com uma voz daquelas?

A resposta é quase óbvia: deixar cantar, lógico, e com repertório que a destacasse.

E este BOX cobre “EVERYTHING UNDER THE SUN”, nome de uma das músicas deles. Cinco CDs Coligindo os 5 LPS que gravaram, todos os SINGLES e vasto etc, fotos e texto.

Está ali, inclusive, a versão original de “NITE FLIGHTS”, regravada brilhantemente por DAVID BOWIE.

Mas, curiosamente, falta uma das melhores músicas que gravaram, AFTER THE LIGHTS GO OUT, na versão original do lado B do grande HIT deles, THE SUN AIN’T GONNA SHINE ANYMORE – que consegui em uma troca com o Ayrton Mugnaini Jr., faz mais de 45 anos, acho.

Mas, houve problemas. SCOTT WALKER não era um medíocre. O que aumentou o mistério sobre ele:

Imaginem! Em 1969 ele recusou uma oferta de

DOIS MILHÕES DE DÓLARES para tornar – se o novo FRANK SINATRA!

SCOTT preferiu seguir carreira solo, cantando repertório mais Cult. E com bastante sucesso. Mas, recusou a se tornar um super astro. Ele aparecia pouquíssimo em público.

De uns 30 anos para cá, e até a sua morte, fez música experimental e quase inaudível.

SCOTT foi, aos poucos, se tornando ídolo para muita gente. Inclusive DAVID BOWIE que, de meados dos anos 1970 em diante, passou a cantar emulando WALKER. E foi abandonando progressivamente o timbre algo desagradável da fase GLITTER.

SCOTT também influenciou a geração do BRIT POP, no início da década de 1990. E produziu e orquestrou arranjos para o grupo PULP. Era um talento muito versátil.

Ouçam os WALKER BROTHERS, POP mainstream de muita qualidade vocal, e cheio de hits grudentos.

Um deles, THE SUN AIN´T GONNA SHINE ANYMORE”, de 1966, tornou-se FENÔMENO PSICOSSOCIAL NA INGLATERRA. Era cantarolada por “todo mundo” e em todos os lugares!

No entanto, tornaram-se odiados pela turma do ROCK mais pesado, mesmo sendo capazes de fazer incursões na melhor música negra americana. Eles têm versão excelente de SUMMERTIME, e outras.

OS WALKER BROTHERS deambularam por muitas praias, em menos de quatro anos de carreira.

Lembram a dupla RIGHTEOUS BROTHERS, detentores de um recorde raro: o grande sucesso UNCHAINED MELODY, várias vezes retornou às paradas, e ficou famoso pela música tema da trilha do filme GHOAST!

SCOTT, GARY e JOHN ,os WALKER BROTHERS não eram irmãos, claro. E o furor que causaram teve curta duração.

Valem olhadinha pelas frestas das portas do POP!
Postagem original 09/03/2018

THE OUTSIDERS – BEAT/GARAGE / R&B AMERICANO 65/68.

Eu adoro! E um dos discos lançados na época, “IN”, foi um dos LONG PLAYS que adquiri com o meu primeiro salário, em julho de1967!

Saiu também, por aqui, o ÁLBUM que os consagrou, “TIME WON’T LET ME, 1966, aproximação entre o BEAT e a MÚSICA POP NEGRA dos anos 1960.

OUTSIDERS estavam longe da fusão original conseguida pelos YOUNG RASCALS, e não conseguiram o sucesso radiofônico e de vendas dos GRASS ROOTS – aliás, outra banda excelente! – no mesmo período.

Mas, gravaram um clássico do GARAGE ROCK, “TIME WON’T LET ME”; e seus três long plays são agradáveis e colecionáveis.

Talvez não seja para todos os gostos, porque algo datados. Mas, para fãs do BEAT / GARAGE valem o risco!

Postagem original: 07/03/2020

GENTE EXECRÁVEL QUE CRUZOU O MEU CAMINHO!!!!

Eu acordo geralmente pensando em coisas boas. Discos, livros, amigos, amor; sou um cara mais ou menos fácil de conviver.

Por isso, mesmo não sendo advogado passei minha vida profissional fazendo acordos, negociações, vendendo, aproximando partes, trazendo concórdia. Sou assim.

Mas, vi coisas de revoltar o capeta, e vou contar algumas:

Tive um cliente cuja filosofia básica expressou, num certo dia: “Sr. Moraes, enquanto eu viver quero poder pagar a minha pizza, o resto que se fo..!”

Nos anos 1970, era muito comum gente sem o menor pudor ou consciência social, ou quaisquer limites no relacionamento com o próximo.

Diversos vieram de muito baixo, e enriqueceram a qualquer custo. Viam as relações de negócios como predação do outro e mais nada.

Impedi quantidade imensa de maldades feita por gente assim. Passaram muitas, também.

Na região da Casa Verde, em São Paulo, havia um santo médico tradicional, daqueles de família mesmo, que atendia a todos e, principalmente, os mais necessitados. Para esses dava consultas gratis, e distribuía remédios gratuitamente.

Certo dia, o DR. JORGE faleceu. Era de meia idade. Houve comoção na região, e com justiça.

Pois bem, o prédio da clínica pertencia ao ex-cliente lembrado acima. Na hora do encerramento do contrato de locação foi um sufoco para não permitir que a viúva fosse espoliada ao infinito. Dr. JORGE fora excelente inquilino do cara por quase 35 anos!!!!!

Outra figura um tanto cômica quanto execrável alugava uma casa aos fundos da que morava. Instalou uma alavanca da cozinha, de onde observava o inquilino tomando banho. Se passasse de 4 minutos sob o chuveiro ele desligava a força! Certo dia, foram parar na delegacia. Bem feito!

Tive de resolver o absurdo cometido por outro safado e canalha!

O sujeito era feirante, e fez ligação clandestina roubando a força da casa do vizinho para as tomadas que instalou na própria garagem. Ele tinha três freezers lotados de peixe!

Mas, se deu mal! O vizinho descobriu, e houve vasto bacobufo: ele encheu a fuça da criatura, também meu ciente! Eu tentei acalmar e remendar a situação…

Essa gente toda tangenciou o purgatório e foi direto para o inferno. Porém, Asmodeu impôs barreira sanitária e impediu que eles entrassem.

Estão vagando e assombrando no limbo. Que assim permaneçam…

Texto original: 07/03/2018

“TEMPUS DILMICUS”: MEMÓRIAS DA MORTE ANUNCIADA DE UM GOVERNO INCOMPETENTE

Texto que publiquei em 07/03/2014. Dois anos depois, DILMA caiu.

Minha memória é um plástico bolha, cheia de furos preenchidos com ar e alguma superfície que ainda funciona. Retém seletivamente informações, interconexões, e me ajuda a pensar com certo sentido e plausibilidade. Já foi melhor – bem melhor!

Acho que foi HEGEL quem escreveu algo tipo “A tragédia é quando os dois lados cobertos de razão se chocam.”

Como exemplo, lembrem-se dos JUDEUS e os PALESTINOS. E pensem principalmente em nós, os brasileiros, e nossa realidade atual.

Em todos os setores e vetores da vida social nos deparamos com urgências e carências, que exigem soluções inadiáveis; imediatas.

Vejam o caso dos garis, no Rio de Janeiro. Eles ganham uma porcaria para executar trabalho essencial para a salubridade urbana.

Querem aumento para merreca um pouco melhor. Mas, não é possível. Se o governo ceder, então como tratar com isonomia e respeito os PROFESSORES, SERVIDORES DA SAÚDE, POLICIAIS, APOSENTADOS… e toda a estrutura do Estado?

Cinquenta por cento de aumento mata papai, enterra mamãe , condena todos à inflação e instabilidade econômica.

É trágico, mas todo mundo tem razão aí. Só que não dá para todos exercerem suas razões, e justos direitos, ao mesmo tempo.

Então, como é que fica?

Os governos brasileiros, da CONSTITUINTE de 1988 para cá, se depararam com exigência expressa em LEI MAGNA para distribuir melhor as riquezas pela sociedade brasileira.

Mas, como sempre, o BRASIL não produz o suficiente! E, para dificultar, persiste-se na FALÁCIA DE QUE ESTADO FORTE É ESTADO OBESO, GLUTÃO. A consequência, hoje e sempre, é que O ESTADO e a estrutura no poder trabalha primeiro para manterem-se a si próprios; e não buscando prestar serviços para a sociedade em geral.

O resultado é a inflação que não cai e aleija a renda de todos.

Nos governos petistas buscou-se o pleno emprego – uma luta justa e moralmente inatacável. E melhorou-se os salários menores; fez-se os programas sociais de inclusão; e, com tudo isso, irrigou-se a economia com grana sem lastro.

E qual foi o resultado? Como sempre, preços altos. INFLAÇÃO.

É um escárnio o que custa caro comer fora, hoje em dia! E o preço dos imóveis? Dos automóveis e quaisquer bens de consumo? É para fazer japonês e europeu ficarem perplexos! O Brasil, hoje (2014), é caro para os ricos globais, gente acostumada a pagar caro por tudo. Para nós, então…

É trágico!

Na busca por melhorias sociais para todos, corremos o risco de inviabilizar o Brasil. É irônico, patético e cruel.

A verdadeira tragédia hegeliana brasileira, sempre foi a concorrência entre a razão técnica e a necessidade social.

Texto que publiquei em 07/03/2014. Dois anos depois, DILMA caiu.