THE ROBINS – “RIOT IN CELL BLOCK # 9 “- 1954 – O MAIS EXPLÍCITO R&B DE “BANDIDO” QUE CONHEÇO!

VOCÊS CONHECEM A VERSÃO DOS “BLUES BROTHERS”? CANTADA COM AQUELA LANGUIDEZ AGRESSIVA, VOZ GRAVE E AMEAÇADORA QUE SÓ OS DETENTOS DESENVOLVEM?

POIS BEM, O VOCAL – PROTO-RAP? – FOI FEITO POR RICHARD BERRY, QUE NÃO ERA MEMBRO DO GRUPO!

A MÚSICA É DOS CONSAGRADOS COMPOSITORES JERRY LEIBER & MIKE STOLLER.

E “THE ROBINS” VIROU A LENDA DO R&B, O MAGNÍFICO “THE COASTERS”.
VAI LÁ E ESCUTA. SEMINAL E IMPERDÍVEL!
“In BLOWING THE FUSE” , BEAR FAMILY RECORDS

Postagem original: 20/03/021

FAYE ADAMS – I’LL BE TRUE – 1954

ELA É UMA DAS PRECURSORAS DA SOUL MUSIC.
VOCÊS CONHECEM ARETHA FRANKLIN? OU GLADYS KNIGHT?
CLARO, NÉ!
VEJAM A VOZ E COMO CANTAVA ESSA PRETINHA, UNS DOZE ANOS ANTES DAS OUTRAS.!
FOI UMA DAS TRANSIÇÕES DO R&B COM TOQUES GOSPEL PARA A BLACK MUSIC MAIS SECULAR.
FAYE ADAMS FOI SUCESSO ENTRE 1953 E 1955.
EM 1962, GRAVOU SEU ÚLTIMO SINGLE PARA A “PRESTIGE” , E RETIROU-SE DA MÚSICA SECULAR.
PROCUREM NO YOUTUBE. ELE É UM CLÁSSICO!
AQUI, EM UMA MISCELÂNEA DA “BEAR FAMILY RECORDS”.
POSTAGEM ORIGIANAL 20/03/2020

RECORDAÇÕES PERTINENTES: LEONARDO SAKAMOTO E O DIREITO A OPINAR

Leonardo Sakamoto é um jornalista competente, com texto claro e conciso, e muita gente gosta do que ele escreve. Lê-lo é interessante, porque seus temas abrangem o pensamento dos mais jovens, seus comportamentos, atitudes e opiniões a respeito do Brasil moderno. Ele é uma referência para muitos.

Eu acho que seu texto leve e melífluo o coloca ao lado de Lya Luft, colunista da Veja, sua equivalente à direita. Ambos são pouco intensos e passam mensagens politicamente corretas para um público amplo, que prefere ver a política e seus conflitos com um toque humanitário, ainda que realista. É opção de estilo, eu entendo.

Mas, acho que os dois são chatos, e sem substância. É como escutar um Cd do PHIL COLLINS, comer sushi todos os dias, ou ler horóscopo; dá fome, no final.

Eu discordo política e ideologicamente do moço. Mas, o Leonardo tem sido ameaçado por alguns boçais e, por isso não está aceitando críticas e outros acessos em seu blogue.

No início, achei frescura de quem a cada dia é mais contestado por sua postura, em um Brasil que está novamente mudando. Mas, não é. Ele foi fisicamente ameaçado, e isso é inconcebível.

O Leonardo tem todo o direito de escrever o que quiser, pensar o que quiser, e os seus leitores e eventuais contestadores tem o direito de ler, concordar ou discordar.

Eu sempre achei que uma das falhas culturais do Brasil, no início dos anos 1960, foi a ausência de um debate através da mídia entre os contendores de esquerda e de direita. Eu penso, até hoje, que se o ROBERTO CAMPOS e o CELSO FURTADO tivessem suas ideias colocadas em jornais, talvez no exercício de contraditório propiciassem a diminuição das tensões políticas.

Afinal, falar ou escrever, controla a agressividade e serve como terapia: coloca o contendor como adversário racionalmente compreensível. Acho que as chances do golpe, em 1964, poderiam ter diminuído.

Os franceses se estranharam e se odiaram pela mídia, nos conflitos de 1968. SARTRE e RAIMUND ARON só faltaram se pegar a tapas. O mesmo aconteceu no resto do mundo.

Hoje, estamos nos estranhando, nos isolando e, talvez, o que está acontecendo ao Leonardo Sakamoto seja uma advertência contra a intolerância. Permitir tal nível de agressão é abrir as portas do proto-fascismo e do autoritarismo.

P.S: eu também escrevi bobagens sobre ele, porque não observei o avanço da boçalidade. Peço desculpas.

TEXTO ORIGINAL: 20/03/2015

MÚSICA, RUÍDOS E BARULHO – 150 ANOS CONVIVENDO

Estou postando coisas contraditórias e controversas. Artistas variados que talvez tenham nos ruídos e no barulho o cerne desses discos. Alguns também têm fogo pingando, mesmo que lenta e controladamente…

Seriam?

Anos atrás, na revista RECORD COLLECTOR, o entrevistador perguntou a JOHN MAYALL por que o BLUES fez tanto sucesso entre os jovens ingleses em meados dos anos 1960?

Resposta de um cara de mais de 85 anos e 60 de carreira: “porque é música feita com instrumentos elétricos e amplificados, e tem base perceptível no sentimento. Ao vivo é muito legal assistir, e é dançável”. Eu complemento: mesmo que as letras às vezes pareçam tristes, elas são jocosas, berradas, picantes e iconoclastas. Prato cheio para os jovens…

ROGER MCGUINN, guitarrista dos BYRDS, expressou com onomatopeia o porquê do som da banda: CRRRSSSHHHH: o SOM dos MOTORES, da VELOCIDADE e o barulho dos AVIÕES!

Pulei pra frente e achei lugar para o barulho supremo no ROCK: O HEAVY METAL e suas metástases!!!

O RUÍDO e o BARULHO nos acompanham na vida urbana, desde a segunda metade do século vinte… É “perfeitamente audível”, claro!

Coadjuvantes como sirenes, motores barulhentos, freadas e pneus cantando; juntam-se aos carros de bombeiros, de polícia e ambulâncias; e, também, ao martírio atual causado por betoneiras concretando prédios madrugadas adentro! Esqueci os templos e os bares? Não esqueci não.

Esta plêiade sinistra compõe a MÚSICA INCIDENTAL URBANA. Ela se instala no interior de nossos cérebros, e adeus sono, paz e sossego!

Se a arte imita a vida, tudo fica muito bem exposto na MÚSICA:

DAVID GILMOUR, criou o álbum, “RATTLE THAT LOCK”, 2015, depois de ouvir o sinal para embarques numa estação de TRENS na FRANÇA. Daquele fragmento sonoro emblemático, ele compôs um HIT…

Que tal reavivar o CULT contemporâneo “CERIMONY, AN ELECTRONIC MASS”? É álbum de música eletroacústica amalgamada ao ROCK. Foi composta pelo compositor de vanguarda francês, PIERRE HENRY, e o tecladista e cantor GARY WRIGHT, e gravado há mais de meio século, em 1969, pelo grupo inglês SPOOKY TOOTH. A capa “descreve” o conteúdo!

Está entre as primeiras articulações criativas de sons, vozes e RUÍDOS, eivado por… ROCK! Inestimável e inesquecível!

Vamos incluir BRIAN ENO e sua organizada e sutilmente ruidosa AMBIENT MUSIC? Claro, sem ele grande parte do que ouvimos, hoje, não teria sido proposto e criado…

Encontrei no subsolo de minha mente a balbúrdia “INDUSTRIAL ROCK”. Talvez os perpetradores mais famosos sejam os britânicos THROBBING GRISTLE, já em 1977, com THE SECOND ANUAL REPORT. Os integrantes do grupo têm nomes inacreditáveis e adequadamente sonoros, como GENESIS PORRIDGE, COSI FUN TUTTI, etc… Vá ao GOOGLE, lá você saberá…

E busquei na “graxa” os alemães do EINSTÜRZENDE NEUBAUTEN, com suas chapas de metal, britadeiras, serrotes, facas, eletrodomésticos e tudo o quê “barulhasse”. RUÍDOS+BARULHOS = SOM RUIDOSO E BARULHENTO…. ora, pois pois…

E achei o KRAUTROCK, em sua acepção original, compósito de eletrônica e ruídos. E Os DJS, heim?!?! Por décadas, e mundo afora, recortando e colando sons, músicas? Estratégias para preservação do ruído, e do barulho – e por decorrência…

Fui buscar na estante “CABEÇA” de WALTER FRANCO. E “ARAÇA’ AZUL”, de CAETANO VELOSO. Ruídos propositais e estruturados, e de algum jeito descendentes da MÚSICA ELETROACÚSTICA, de STOCKHAUSEN, LUKAS FOSS, e outros tantos e tontos….

Ahhh, e a nossa gênio, JOCY DE OLIVEIRA, 84 anos, compositora, pianista, professora e articuladora de ruídos e sonoridades; a pioneira da música eletrônica no BRASIL, no cenário desde o final da década de 1950? Ela se recusava a repetir o passado, então… pulou direto para o futuro…

Eu trouxe, também, para o banquete TERRY RILEY, compositor erudito contemporâneo, que sutilmente um habitante desse cosmos ruidoso. Você conhece “IN C”, 1968, sua obra mais famosa? É considerada a primeira composição MINIMALISTA.

Mas, TIO SÉRGIO, é barulhenta? Não. Mas, é articulação de notas repetitivas no piano e outros instrumentos. O efeito seria uma sequência de ruídos organizados?

E por falar em “MÚSICA CLÁSSICA, eu duvido que no século XIX RICHARD WAGNER não tenha causado furor e indignação! Se você já ouviu as introduções das óperas do ciclo “OS ANÉIS DOS NIBELUNGOS”, vai escutar uma parafernália de RUÍDOS, DISSONÂNCIAS e o BARULHO CRESCENTE da ORQUESTRAÇÃO enchendo o teatro!!!

MANTOVANNI e MELACHRINO, maestros da suavidade, e das orquestrações inofensivas nas décadas de 1950/1960, jamais regeriam WAGNER, que é “tamanco sem couro”: pau puro!

O mesmo se poderia dizer do estoniano ARVO PART, o maior compositor erudito contemporâneo? Formalmente, é um “conservador”. Mas, que provocaria “INCÊNDIO TOTAL COM SUAS COMPOSIÇÕES”, nas palavras de MICHAEL STIPE, vocalista do R.E.M – e personagem insuspeito de leniência, quando o assunto é transgressão, iconoclastia e barulho! Julgue você…

Para colorir a tela, vou contar “exemplo edificante”, que eu li pelaí:

O “MINISTRY”, foi fundado por ALAIN JOURGENSEN. Era banda barulhentíssima que iniciou no SYNTH POP, e migrou para o ROCK INDUSTRIAL. E, com o tempo, os membros descambaram “barulhagem” adentro…

Certo dia, ALAIN estava em um estúdio ao lado de outro onde ERIC CLAPTON estava gravando. Não se sabe exatamente o quê aconteceu; ouviram uma enorme explosão! E todo mundo saiu correndo para ver! CLAPTON, inclusive: Era o JOURGENSEN testando novas mixagens, altura, volume…coisas leves… bobagens…

É claro que não foi e não é só isso; porque os numerosos e contraditórios estilos e tendências sempre convivem!

Mas, nem pense em escutar música de vanguarda dos últimos 150 anos, sem considerar o BARULHO, RUÍDOS – e altos volumes sonoros em sua criação ou execução.

BARULHO e RUÍDOS são traços, sim, da ICONOCLASTIA e da JOVIALIDADE. Mesmo quando santos e velhinhos fazem das suas, né, KEITH JARRETT e seus gritinhos? Oba, GLENN BRANCA – que inspirou o SONIC YOUTH. E cadê o YNGWIE MALMSTEEN e o DEEP PURPLE & ORQUESTRA??? Gandaia de roqueiros fingindo serem clássicos?

Há um INFERNO de altíssimos DECIBÉIS; e um SANSARA de RUÍDOS. E, também por isso a vida moderna tornou-se um contínuo PURGATÓRIO.

E não adianta internar-se em TEMPLOS ou MOSTEIROS, e onde houver religiosos:

Essa gente é barulhenta pra caramba!!!!!
Postagem original 19/03/2024

MENINAS DIFÍCEIS MORANDO NOS ESCANINHOS DA MINHA DISCOTECA

AQUI, TUDO O QUE RELUZ É OURO. OU, NO MÍNIMO, BIJUTERIA DE LUXO E VALIOSA.

AS MOÇAS QUE APRESENTO SÃO DE DIFÍCIL TRATO. ALGUMAS IMPÕEM DEGLUTIÇÃO LENTA, AUDIÇÃO MAIS ESPECÍFICA, E INTERESSE FRUTO DE CERTO CONHECIMENTO PRÉVIO.

QUER TENTAR?

1) “MADDY PRIOR” E “JUNE TABOR”, SÃO EXPOENTES DO FOLK CELTA, MA NON TROPO ;

2) JACQUI McSHEE É CANTORA DO “PENTAGLE”, GRUPO FOLK JAZZÍSTICO BRITÂNICO SEMINAL, NAS DÉCDAS DE 1960/70. JOIA RARA.

3) JO ANN KELLY, CANTA FOLK-BLUES AMERICANO, MAS À INGLESA; VOZ UNICA!

4) LINDA THOMPSON COM O MARIDO RICHARD – QUE É UM OS MAIORES GUITARRISTAS DA GRÃ BRETANHA!

O VINIL É CONHECIDO POR RECORDE: FOI UM DOS MAIORES FRACASSOS COMERCIAIS DA HISTÓRIA: VENDEU 143 CÓPIAS NO LANÇAMENTO. MAS, HOJE, É UM CLÁSSICO;

6) SHIRLEY COLLINS: É A GRANDE ÍCONE DO FOLK BRITÂNICO TRADICIONAL.

RESUMINDO: NÃO SÃO PARA QUAISQUER GOSTOS! PORÉM, SÃO COLECIONÁVEIS ATÉ O ÚLTIMO FURO DO CINTO!!

OUÇAM.
Postagem original: 18/03/2019


ALVARENGA E RANCHINHO E AS BASES DO COUNTRY ROCK.

Muita gente atribui ao álbum Sweetheart of the Rodeo, dos Byrds, o marco zero do country rock americano. O que essa muita gente não sabe é que tudo começou mesmo foi no palco do Cassino da Urca, no Rio de Janeiro, na década de 40.

Nessa época o governo americano estreitava sua política de boa vizinhança com a América Latina e, em especial, com o Brasil, cujos políticos no poder tinham lá suas quedinhas pelos almofadinhas de Hitler. Nessas missões diplomáticas, além de Walt Disney e Orson Welles, vários empresários americanos vieram para o nosso país dar início a acordos comerciais. Um deles foi Ingram Cecil, apelidado Coon Dog, um famoso e condecorado ás da aviação que esteve em Pear Harbor durante o bombardeio japonês. Ele representava a família de sua esposa Avis Connor, maiorais da citricultura no Estado da Geórgia.

Durante sua estada no Rio de Janeiro, Coon Dog virou arroz de festa dos shows do Cassino da Urca, onde assistiu e se apaixonou pela dupla caipira Alvarenga e Ranchinho, frequentadora da casa desde que os dois se mudaram para o Rio em 1936 vindos de São Paulo. Uma sólida amizade nasceu entre Alvarenga e Dog que não findou com a volta do empresário para os EUA, carregado de discos e partituras autografadas da dupla.

Em 1946, Avis Connor deu à luz o filho do casal, Ingram Cecil Connor III, que durante a infância adorava ouvir do pai suas aventuras na guerra e no Brasil, ao som dos discos de Alvarenga e Ranchinho. Alvarenga, aliás, foi convidado pelo orgulhoso pai para ser padrinho da criança, mas compromissos inadiáveis da dupla, em fase de muito sucesso no rádio e no cinema, impediam que qualquer um deles saísse do Brasil. Uma enorme correspondência, entretanto, foi trocada entre Brasil e EUA, com outros vários discos da dupla sendo enviados para alegria do pequeno Ingram que, desde cedo, tinha evidente inclinação para a música.

Dois fatos, porém, mudaram a vida do garoto na segunda metade dos anos 50. Uma foi a descoberta de Elvis Presley que, junto de Alvarenga e Ranchinho, estava entre suas maiores influências musicais. A outra foi a morte do pai, que se suicidou poucos dias antes do Natal de 1958 depois de uma prolongada depressão agravada pelo alcoolismo. A mãe, também alcoólatra, não demorou muito para se casar com Robert Parsons, cujo sobrenome foi adotado por Ingram.

Ao longo da metade da década de 60, o jovem Ingram Parsons (que logo mais encurtaria o nome para Gram) e Alvarenga ainda trocaram fotos e alguma correspondência. O jovem então morava na Flórida e estudava na Bolles School, já se dedicando à música e formando grupos com seus colegas. Em 1965, ano de sua formatura, sua mãe pagou o preço de anos de alcoolismo e morreu de cirrose. Nunca mais Alvarenga recebeu notícias de Gram Parsons.

Parsons ainda estudou um semestre de teologia na Universidade de Harvard, mas estava mais interessado em folk music e tinha acabado de conhecer o som country de Merle Haggard que, segundo ele, tinha muita semelhança com o que ouvia na infância nos discos de Alvarenga e Ranchinho. Resolvido a virar músico, forma a International Submarine Band e muda-se para Los Angeles em plena psicodelia onde, em 1967, grava o disco Safe at Home que só seria lançado em 1968, após o término da banda.

Nesse ano, após a saída de David Crosby e Michael Clarke, os remanescentes da banda The Byrds, Roger Mc Guinn e Chris Hillman, renovam seu contrato com a Columbia e começam audições com novos músicos candidatos a integrar a banda. Foi nessas que Gram Parsons acabou sendo recrutado por Hillman. Quando a nova formação, acrescida de Kevin Kelley, entrou em estúdio para a gravação de Sweetheart of the Rodeo, lá foi Gram Parsons com seus discos de Merle Haggard e antigos bolachões 78 rotações de Alvarenga e Ranchinho.

O resto é história.

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Sérgio de Moraes

Cara, é indescritível a minha surpresa!!!!!! Que história improvável e maravilhosa. Permita que eu ache um jeito de arquivá-la e, por favor, repasse nos grupos junto com o Alvarenga e Ranchinho. Eu sou cheio de recordações, vivências e memórias. Mas, esta? Talvez seja a melhor que li!!!!!!
POSTAGEM DE UM AMIGO, FABULOSA RESENHA FICCIONAL DE 20/03/2020

OS “ENVIAGRADOS” FILHOS DE EVA…

Tio Sérgio, “All Along The Watch Tower”, – Oi, HENDRIX, tudo bem por aí na eternidade? – em seu púlpito silencioso à beira mar já viu coisas que DEUS e o diabo levaram pra discutir no purgatório, sem chegar a conclusão sobre o quê fazer…
E nem poderiam.
Porque, a rigor, ambos têm nada a ver com isso!
Vamos combinar que a saga humana tem seus espaços de liberdade, e certamente os dois partidos polarizados aí sabem disso. Será que respeitam?
Não foi a primeira vez e nem será a última – e ainda bem! Só que hoje foi quase cômico, pra não dizer patético.
Pra variar dois jovens, menino e menina – e sabem o Céu e o inferno por que? – decidiram queimar incenso no altar de Eros bem em frente ao meu prédio! Lugar movimentado, porque ponto turístico…
Mas, sei lá, entende, subiram a rua a pé e pararam numa quina de muro em frente ao mar…e partiram pros prolegômenos…
Estavam vestidos. Tentaram blindar excitações, achar espaços no corpo pra ver se uma nave se acoplava à outra.
Eu de dentro da piscina não acreditei! Era impossível! Já tinha visto situações logisticamente mais favoráveis, em outros cantos…
Mas ali? E ainda a pé?
Aos poucos, foi chegando mais gente. E os dois disfarçavam um pouco. Mas, quando ficavam segundos sozinhos, voltavam ao “clinch”, luta livre…Fizeram incontáveis tentativas. Não rolou. E desceram a rua abraçados e rindo.
Fiquei com pena!
Mas, era muita burrice misturada a tesão incontrolável! O menino estava nítida e naturalmente “enviagrado”. E a garota em pré- fúria uterina…
E eu me recordei da última frase de CONTRAPONTO, romance de ALDOUS HUSLEY, ainda lido na minha geração, em que dois personagens acabam transando no banho…
“Desses será o reino dos céus “…
Postagem original 17/03/2022

SOUTHSIDE JOHNNY AND THE ASBURY JUKES 1976/1981 – R&B DANÇÁVEL E ADJACÊNCIAS!

BOM DEMAIS !

LÁ POR 1977 EU ASSISTI, NA TELEVISÃO, CLIP DE UM DE SHOW DELES. ESTAVAM EM PLENA ASCENÇÃO. EXCELENTES! COM O TEMPO, COMPREI VÁRIOS DISCOS DA BANDA.

“SOUTHSIDE JOHNNY & THE ASHBURY JUKES” FAZIAM UM R&B ANIMADO, DANÇÁVEL E POPULAR. MESCLA BEM ESTRUTURADA DE ROCK AND ROLL, DOO-WOP, R&B, SOUL, FUNK, UM X TUDO QUASE-JAZZ, E TUDO O QUE ERA E É LEGAL EM MÚSICA NEGRA AMERICANA!

HAVIA DETALHE FASCINANTE: “JOÃOZINHO ZONA SUL” É BRANCO, E SUA EXCEPCIONAL BANDA, TAMBÉM! ELE FOI EXCELENTE CANTOR DESSA VERTENTE, ATÉ O FINAL DOS ANOS 1980. MAS, PERDEU A VOZ. E, TALVEZ GANDAIAS EM EXCESSO O TENHAM TIRADO DE FOCO!

JOHNNY LION SE COMPORTAVA E FALAVA COMO MALANDRO AMERICANO DE PERIFERIA. MAS, CANTAVA DEMAIS! TINHA VOZ DE BARÍTONO, POTENTE, BELÍSSIMA, TIMBRE LEMBRANDO UM QUÊ DE FRANK SINATRA; E UM BAITA CARISMA NO PALCO!

A BANDA, MUITO GRANDE, TINHA NAIPE COMPLETO DE METAIS, COM SAX , TROMPETE, ETC; DUAS GUITARRAS, BAIXO, BATERIA, TECLADO E BACKING VOCALS! PIQUE GRANDIOSO!!!

JAMAIS ENTENDI POR QUE NUNCA FORAM CONVIDADOS, NA ÉPOCA, PARA UM DOS INCONTÁVEIS FESTIVAIS DE BLUES, JAZZ, E O ESCAMBAU A QUATRO, REALIZADOS POR AQUI, EM “PATO’POLIS”!

TERIA SIDO SUCESSO INSTANTÂNEO E FULMINANTE!

EM MEADOS DOS ANOS 1970, HAVIA DOIS GRANDES NOMES EM NEW JERSEY: “BRUCE SPRINGSTEEN” E “SOUTHSIDE JOHNNY”. ALIÁS, OS DOIS ERAM AMIGOS DE COMER PIZZA JUNTOS; E ABRIR SHOWS UM PARA O OUTRO.

NA DÉCADA DE 1980 DESPONTOU MADONNA, AMIGA E PRÓXIMA DA TURMA DE AMBOS. E, DOS 1990 EM DIANTE, REINOU BON JOVI, QUE REVERENCIA OS TRÊS! BOBBY BANDIERA, EX-GUITARRISTA DOS JUKES, HOJE TOCA COM O “BON JOVI”.

SE HOUVER UMA COMPARAÇÃO POSSÍVEL, MESMO INEXATA, EU DIRIA QUE O NOSSO “TIM MAIA” TINHA CARACTERÍSTICAS DO “SOUTHSIDE”…

A VERSATILIDADE QUE JOHNNY DEMONSTRA EM DIVERSOS GÊNEROS DA MÚSICA NEGRA O DISTINGUE. ELE É BOM DE R&B, SOUL E NO ROCK AND ROLL OLD SCHOOL.

OS CINCO PRIMEIROS DISCOS AQUI NA POSTAGEM, FLUTUAM ENTRE O MUITO BOM E O EXCELENTE.

OS TRÊS INICIAIS, GRAVADOS NA COLUMBIA RECORDS, E PRODUZIDOS POR “STEVE VAN ZANDT”, TÊM PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DE ARTISTAS IMPORTANTES, COMO “RONNIE SPECTOR”; E DOS VETERANOS GRUPOS DE “DOO-WOP”: “THE DRIFTERS”, THE COASTERS E “THE FIVE SATINS”.

A PRESENÇA DOS VETERANOS, FAZENDO BACKING VOCALS NOS DISCOS DO “ZONA SUL” PERMANECEM MEMORÁVEIS; SHOWS DE BOLA!!!!

HÁ UM PEQUENO BOX DESTA FASE VENDIDO NOS EUA: ERA BARATO; E COMPENSA PROCURAR CONHECÊ-LOS.

DOIS DISCOS GRAVADOS NA MERCURY. “LIVE”, 1978, EM VINIL ERA UM ÁLBUM DUPLO. E MOSTRA O PESO E A FESTA QUE APRESENTAÇÕES DELES SE TORNAVAM.

E “THE JUKES” É MUITO BEM PRODUZIDO, POR BARRY BECKETT, E FOI GRAVADO NO ICÔNICO “THE MUSCLE SHOALS STUDIOS”, EM 1979.

É DE ALTO NÍVEL, EIVADO POR UM “UM CLIMA NOIR”, COM FAIXAS DE “R&B”, “SOUL” E “BLUES”, QUE LEMBRAM AS TRILHAS DE FILMES POLICIAIS DA DÉCADA DE 1950/1960!!!

DISCO EXCELENTE SOB QUAISQUER PONTOS DE VISTA!

DURANTE OS ANOS 1990, ELE MEIO QUE SUMIU. O DVD DA FOTO, GRAVADO EM 1992, EM PROGRAMA DE TELEVISÃO, NA ALEMANHA, PEGA TODA A ENERGIA E O PIQUE MEIO MARGINAL DA BANDA.

ANTES DA PANDEMIA ,”JOÃOZINHO ZONA SUL” VOLTOU, E FEZ TURNÊ PELA EUROPA E OS EUA. NÃO ROLOU. ELE PARECE “GASTO” PELO TEMPO E PELA ESBÓRNIA “EXERCIDA”..

TALVEZ “JOHNNY LION” NÃO CONSIGA MAIS COLOCAR TODO MUNDO PARA DANÇAR. ENTÃO, QUE TAL CONHECER O PASSADO DIVERTIDO E SABOROSO?
Postagem original: 18/03/2022