BRASIL, INFLAÇÃO E UM ACASO TENEBROSO

FINAL DO GOVERNO DILMA – 2016

Vejam o que é a vida no Brasil. Tanto esforço, tanta briga, uma luta feroz de todo o povo brasileiro para superar a inflação e recolocar o país no caminho de um desenvolvimento mais ajustado, e caímos nas mãos de um governo, um partido, e principalmente uma governante, que se lixam para isso. O Brasil quebrou, completaremos no final desse governo criminoso mais dez anos de perdas; vinte anos jogados no lodo em menos de quarenta; de viagens rumo ao inferno, diagnósticos errados, de incompreensão de como funcionam as coisas no mundo.

O pai da Presidenta veio para o Brasil fugindo do comunismo na Bulgária. Deixou família por lá e fez outra por aqui. Sua filha Dilma representa tudo aquilo do qual ele fugiu – o que é muito comum em qualquer família e na relação pai e filhos. Se ele não tivesse vindo para o Brasil certamente estaríamos hoje e sempre bem melhores.

Pagamos muito caro pelo idealismo dos medíocres.

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BUDISTAS – DUAS HISTÓRIAS: MONJA COHEN, E O “NOSSO” MONJINHO.

Quando o meu dileto amigo JEAN YVES DE NEUFVILLE faleceu, anos atrás, fui comunicado por sua namorada de que ele seria CREMADO no CEMITÉRIO de VILA ALPINA, em São Paulo.

A morte do Jean, jornalista e crítico de música, me pegou de surpresa. Angela e eu ficamos desolados. ÉRAMOS AMIGOS de fazer CHURRASCO de MADRUGADA ouvindo CHARLIE PARKER, e conversar sobre as inúmeras voltas que a música dá. E a vida, também.

Jean não era religioso, que eu soubesse. Mas, sua ex-esposa e filhos eram BUDISTAS da linha ZEN.

A cerimônia foi conduzida pela MONJA COHEN. Personalidade marcante, carismática, de vida rica e experienciada ao máximo. Por motivos que, acho, somente ela sabe converteu-se e assumiu o zen-budismo integralmente. Buscou o caminho do meio e de algum jeito o encontrou em sua vida atribulada, terrena, explícita.

SUA FORÇA PESSOAL IMPRESSIONA; e a cerimônia antes da cremação foi de simplicidade exuberante. Efetiva, bela e reconfortante eu diria. Meu amigo partiu em paz.

Eu acredito em conversões autênticas por experiências pessoais ou religiosas radicais. Confio ser possível atingir profundidades ou amplitudes na alma, pelos que conseguem sair do cotidiano e adentrar por um mundo misterioso e mais rico. Achar outra vivência aflorada na pedra – que é a vida.

O BUDISMO É UMA SABEDORIA SUI-GENERIS.

Você chega a ele através de seu lado filosófico. Pelo aprendizado de que a impermanência de tudo é a regra básica da vida. E, também, a constatação de que todos sofrem: portanto, desenvolver a compaixão, conceito sofisticado, espécie de compreensão incondicional e não egoísta e não exclusivista, sobre as mazelas e misérias do outro independentemente da circunstância, é qualidade pessoal imprescindível de ser desenvolvida.

É luta árdua!

Para isso, é necessário buscar o caminho do “meio” pela meditação disciplinada e o despojamento.

Os que ultrapassam esta barreira, com o tempo percebem que o lado religioso do budismo se abre com seus ritos e mitos; verdades e “poderes”. “A long way” mais restrito, mais secreto, quase monástico.

Ser um budista de verdade é muito difícil! E o caminho fica longe…

Isso tudo para contar-lhes outra historinha recente, descrita por pessoas lúcidas, cultas e de minha absoluta confiança. Um grupo fechado que pratica e estuda o budismo da linha tibetana em alto nível – e muito além do rudimentar e filosófico, há mais de trinta anos.

Angela, minha mulher, participa desde o início e também testemunhou o fato.

São orientados por um LAMA butamês idoso, sábio, trabalhador incansável, e que vive no Brasil há mais de trinta anos:

O “MONGINHO”, como carinhosamente o tratam, ficou doente. Foi levado a um Hospital de primeira linha. Fizeram exames, constataram a necessidade de uma operação. A Shanga – comunidade budista – se cotizou para pagar as despesas.

Pois bem, dias depois retornou ao hospital para fazer novos exames pré-operatórios e deu-se o seguinte fato e diálogo:

MÉDICOS: ” Mas, o senhor não tem mais nada, sumiram os problemas nos exames de agora!!!”;

LAMA: “Eu não quero ser operado e coloquei tudo no lugar dentro de mim”, disse modestamente.

MÉDICOS: “Isso é um absurdo, não pode ocorrer, o senhor é médico?”

LAMA: “Não sou. Mas, eu ainda não quero morrer. Meditei e me tratei. Faço sempre…”

Eram três médicos, o mais “brasileiro” entre eles começou a rir e disse aos outros:

“Também acho impossível. Mas, a gente precisa estudar o caso” … Sei lá, todos somos prifissionais e já vimos coisas incríveis…Talvez não tanto quanto essa”.. e continuou:

“Mas, LAMA conta pra gente que história é esta de controlar a própria morte?

LAMA: “É assim: quando eu perceber que quero morrer, vou reunir os mais próximos e comunicar que entrarei em estado de meditação profunda e morrerei. Foi assim que aprendi e assim vou fazer. Mas, ainda vai demorar…”

Pra concluir, o LAMA continua trabalhando, rindo, e tranquilo em seus ninguém sabe ao certo quantos anos de idade. O que se sabe, e até já apareceu em filmes, é que essas coisas acontecem…

Eu dou fé. Conheço os que estavam lá. Mistérios da vida. Inclusive controlar a própria morte.
PUBLICAÇÃO REVISTA, 2023

ANTÔNIO JACINTHO GARINI – JORNALISTA

Os que estão mortos há muito tempo vão sumindo da visão que a memória preserva, esbranquiçando-se como se retornados à placenta – para antes de terem nascido. Tornam-se miragens resguardadas por um líquido que as transparecem, trêmulas, e cada vez mais sem detalhes. “Os mortos são ingratos, eles não nos abandonam “- escreveu o Fabrício Carpinejar, poeta contemporâneo, atuante e atual. Os mortos nos são gratos, nós não os abandonamos…sabemos todos que permanecem.

O Garini foi jornalista conhecido em São Paulo, homem vivido, culto e autodidata. Militou na imprensa do final dos anos 1940, eu acho, até o final dos setenta – tenho certeza. Era enérgico, leitor contumaz e boêmio assumido. Gostava da noite e, como alguns de nós, tinha atração intelectual pelo “wild side”, pela periferia, a vida dura dos humilhados e ofendidos, e a malandragem, que retratou em crônicas de jornal, na Última Hora, nos anos 50 e parte dos 60.
GARINI Cobriu a polícia, foi editor de jornalismo em rádio, principalmente. Era amigo do Jô Soares, do Ignácio de Loyola Brandão, do escritor João Antonio. E orientou o início de carreira do Fausto Silva e do Wanderley Nogueira, entre tantos outros. Foi se recriando como um dos cronistas radiofônicos mais escutados na cidade. E acabou nome de rua habitável no Jardim Imperador, em São Mateus, zona leste de São Paulo.

Tinha humor explícito, inteligente e mordaz. Tratava a mim e ao meu primo Betão como “Analfasérgio” e “Analfabeto”. Faz tempo, estava coberto de razão. Começou a ficar surdo; os irmãos alertaram e ele respondeu: “melhor; assim eu não preciso ouvir besteiras”. Um dia eu e o Betão “nos oferecemos” para sair com ele nas baladas da época. Pirralhos pentelhos e roqueiros que éramos, insistimos. A resposta: -“vocês têm grana para acompanhar?” – Quanto, Tonico? – “Sei, lá. Eu vou ao Gigetto encontrar uns amigos para jantar, e pedir um rabo de galo para começar: Vodca Wiborova com Carpano Punte e Més, italiano. “Ceis encaram?” – Não. Éramos um pouco mais que indigentes, com alguns trocados para tomar cerveja e olhe lá. Sem falar que menores de idade. ´

Cada macaco ficou em seu galho. O do Garini era bem mais em cima, na árvore.

Ele morreu relativamente cedo, em 1979, se não me engano. Tinha perto de 60 anos. Um câncer da pesada o abateu em pouco tempo. Quem cuidou dele, e da melhor forma possível, foi o Dr. Dráuzio Varella. Sua morte repercutiu. Sua arte ficou num livro de crônicas de rádio muito ouvidas, que ele escrevia diariamente, e o tema sempre era a cidade de São Paulo. Vendeu bem, naquele momento. Mas, o livro não refletiu quem ele era e o quanto ele sabia.
Fui honrado pela herança da boa biblioteca que deixou. Conservo muita coisa, e aprendi outras diversas zelando por patrimônio eclético e interessante.

Tudo considerado, provavelmente como a maioria de nós será, certp dia o TONICO foi parado pela blitz que o corpo promove. E, como a maioria de nós, quem sabe, achou que saiu antes do tempo regulamentar.

No entanto, como poucos de nós fez muito mais do que achou que tinha feito. Ele permanece em mim.

postagem original 22/02/2015

FOTO ANTIGA; VERY ANTIGA, 1968!

SOU EU O BAGULHÃO À ESQUERDA, MAGRO FEITO MINHA CARTEIRA. ESTOU COM OS MEUS AINDA HOJE AMIGOS SILVIO DEAN, À DIREITA; E JOÃO RAFAEL DI TOMASO, O JOÃOZINHO, À FRENTE. E, MAIS AO FUNDO À DIREITA, O CHU KAI TSUN, UM TAWIANÊS MUITO PRÓXIMO DA GENTE NAQUELES TEMPOS. E QUE FEZ A FOTO FOI O NAIEFF HAIDAR, ACHO!
EM 1968 ÉRAMOS TODOS INFLUENCIADOS PELA CULTURA HIPPIE. EU E O SILVIO JÁ ÉRAMOS FURIOSAMENTE ROCKERS! USÁVAMOS ROUPAS COLORIDAS E, QUEM PUDESSE – EU NÃO PODIA, POIS TRABALHAVA EM BANCO ULTRA-CONSERVADOR -, DEIXAVA O CABELO CRESCER.
BONS E INOCENTES TEMPOS PARA QUEM TINHA ENTRE OS 14 E 16 ANOS, E NÃO SE METIA EM POLÍTICA. UM ANO DEPOIS, E TUDO MUDOU. E PARA SEMPRE!!!!
SAUDADES DA UTOPIA DO POSSÍVEL, DE VIDA LIVRE E DESAFIADORA.
MAS, FOI TUDO DIFERENTE. E NÃO NECESSARIAMENTE PIOR!!!!
Postagem original: 18/02/2021

FOTO ANTIGA; VERY ANTIGA, 1968!

SOU EU O BAGULHÃO À ESQUERDA, MAGRO FEITO MINHA CARTEIRA; MEUS AINDA HOJE AMIGOS SILVIO, À DIREITA, E JOÃOZINHO À FRENTE. E, MAIS AO FUNDO À DIREITA, O CHU, UM TAWIANÊS MUITO PRÓXIMO DA GENTE NAQUELES TEMPOS.

EM 1968, ÉRAMOS TODOS INFLUENCIADOS PELA CULTURA HIPPIE. EU E SILVIO JÁ ÉRAMOS FURIOSAMENTE ROCKERS! USÁVAMOS ROUPAS COLORIDAS E, QUEM PUDESSE – EU NÃO PODIA, POIS TRABALHAVA EM BANCO ULTRA-CONSERVADOR -, DEIXAVA O CABELO CRESCER.

BONS E INOCENTES TEMPOS PARA QUEM TINHA ENTRE OS 14 E 16 ANOS, E NÃO SE METIA EM POLÍTICA. MAIS UNS TEMPOS E TUDO MUDOU. E PARA SEMPRE!!!!

SAUDADES DA UTOPIA DO POSSÍVEL, DE VIDA LIVRE E DESAFIADORA.

MAS, FOI TUDO DIFERENTE. E NÃO NECESSARIAMENTE PIOR!!!!

 

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A BENDITA CHUVA SOBRE SÃO PAULO

Aqui, na Praça da Árvore, bairro de MIRANDÓPOLIS, em São Paulo, nesse 13 de fevereiro de 2014, à 14 horas, está chovendo pra caramba!

São Pedro eliminou a burocracia e liberou o alvará para mandar água pra valer em cima da gente! Nós precisamos, e todos merecemos! Calor insuportável!

Eu moro aqui desde o início de janeiro de 2014, e é a primeira vez que chove o necessário. Deu uma ligeira arrefecida e eu abri janela para ventilar um pouco. O calor é bravo, incontido, meio que transformado em abafamento – se é que é assim que a coisa se processa.

Existem duas árvores magníficas em minha frente. Uma delas sacode tanto que parece uma ala de escola de samba mal ensaiada: todo mundo bêbado. Talvez lembre, também, um bando de manifestantes frente à polícia – que seria a outra árvore, contida, vigilante, meio impávida, até ser provocada…

Depois, tudo parou; e só água nelas, sem o vento para dar o clima, a beleza e o movimento. O fato é que choveu e muito – e ainda está chovendo. Um bom indício para que a cidade retome o seu lado mais aprazível, seu quê civilizado. Que seja bem vinda essa água benta. Mas, sem o dilúvio destrutivo que, vez por outra, nos atinge.
Rezar, torcer, e conformar-se. Água é vida.
Texto original, 13/02/2014

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CONSCIÊNCIA POLÍTICA E POLARIZAÇÃO

Em política raramente alguém é convencido através de argumentos racionais. A pessoa se torna de esquerda, ou direita, por um insight, um impulso, uma tendência pessoal.

Tem pouco a ver com o caráter, ou construção bem pensada sobre as ideias “lógicas e conscientes”, de quem assume posição entre as diversas posições políticas possíveis. Acho isso bem possível,

principalmente em tempos de polarização e radicalização, como atualmente.

Há santos e canalhas em quaisquer espectros e visões políticas.

Quando eu era jovem, achava impossível alguém de esquerda ser canalha!

Pura ingenuidade! Eu estava errado. A canalhice abunda, porque humana e incrustada no caráter do individuo.

Os bandidos tendem a existir em maior número militando à direita, pelo fato simples de que o individualismo e a eventual defesa dos próprios interesses podem aparecer mais nitidamente.

O que nem sempre é uma posição desonesta, mas pode ser facilmente confundida com falta de compostura e outras mazelas.

Na esquerda, a manipulação feita pelos pulhas é menos distinguível, porque a mística da defesa dos mais fracos, da solidariedade, e do combate à injustiça social atrai quase todo mundo; e principalmente os mais jovens. Já que, por definição, é causa eticamente correta, e idealista.

Em épocas de crise ou radicalização política, cada um procura o seu ninho, e o aconchego das certezas pré – estabelecidas. Quem apoia a esquerda, vota no mal menor à esquerda porque simplesmente está à esquerda. E isto vale para a direita, também. Ou será que os votos dados ao MALUF, no COLLOR e recentemente no BOLSONARO existiram porque os três são flores que perfumam nossos jardins?

O diabo, claro, se abriga nos detalhes.

No Brasil, tentou-se igualar o PSDB ao PT, alegando que nos dois há corruptos (o que é verdade), mas esquecendo o fato de que, pela primeira vez na história brasileira, houve uma conspiração para manter o partido (PT) e sua ideologia, através de DILMA ROUSSEFF, no poder a qualquer custo.

A sentença que condenou os réus do mensalão fala disso. Talvez se encontre em alguma investigação atos subversivos do PSDB nesse sentido. Até agora, não!. E é aí que o PT coabita com os demônios e não o PSDB.

Venho escrevendo, respondendo, debatendo com muita gente aqui, na rede. Para cada fato citado há um contra-argumento geralmente baseado em adjetivos, tangenciando o fato principal.

Ou seja, contra fatos não há contraposição de argumentos, mas uso de versões criadas para negar a existência ou a legitimidade dos fatos puros.

É comum respostas como ” O mensalão não existiu” ; “o PSDB fez a mesma coisa”. “É da política, não tem jeito”. Tudo sempre eivado por ideologia – o que é legítimo e até desejável.

Mas, no caso revela o quanto o subjetivo habita o nosso dia-a-dia, principalmente na política e na economia, onde precisamos de mais objetividade para um consenso mínimo necessário para administrar o país.

Porém, como a REGRA no BRASIL é a EXCEÇÃO ÉTICA; em 2022 vimos a EXTREMA DIREITA fazer a mesma coisa que fez o PT: fraudar, prevaricar, roubar para manter o poder.

E com agravante inédito nos últimos 45 anos: a tentativa de GOLPE DE ESTADO, em 8 de janeiro de 2023.

Sim, existem pecados mortais no SUL DO EQUADOR! E não basta rezar, para evitar a extrema unção…

Enquanto a polarização política determinar o cotidiano da atuação política não haverá solução…
Texto original 13/02/2023