É TÃO SOFISTICADA, E COM TANTOS RECURSOS DE VOCABULÁRIO, SINTAXE E TEMPOS VERBAIS, QUE É POSSÍVEL VERTER OU TRADUZIR TEXTOS CIENTÍFICOS, FILOSÓFICOS E LITERÁRIOS COM PRECISÃOQUASE ABSOLUTA!
A ÚLTIMA FLOR DO LASCIO É BELA! INCULTA, JAMAIS!
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PRIVATIZAÇÃO: QUANTO VALE A “VALE DO RIO DOCE”?
“Quanto vale a Vale?
Outro mito é de que vendemos nossas empresas “a preço de banana”. A Vale, por exemplo, foi entregue ao capital privado por menos 3,4 bilhões de dólares, sendo que hoje ela vale US$190 bilhões! Realmente ultrajante se visto de longe, mas pior ainda se visto de perto.
O que há para se ver de perto? Primeiro que é ridículo analisar o preço de uma companhia hoje com quando ela foi vendida. A Vale do Rio Doce valia, em 1997, por volta de 9 bilhões, com a estimativa mais otimista colocando o valor de mercado da empresa em 10,3 bilhões de dólares – valor usado pelo governo. Mais que isso: a venda do controle acionário foi acompanhada de uma transferência da estonteante dívida de 4 bilhões de dólares! 7,3 bilhões ainda parece pouco? Isso equivalia, na época, a 7,4 bilhões de reais. A inflação acumulada entre 1997 e 2014 foi 178,66%, o que corresponderia a 20.5 bilhões de reais atuais, dos 28 bilhões que a empresa valia. E quanto às reservas da Vale, a capacidade produtiva? A empresa tinha o lucro pífio de 756 milhões de reais – 49 vezes menos do que hoje -, e o ferro, maior fonte de receita da empresa, valia em 1997 apenas 17% do que vale hoje!
A Vale não só valia muito pouco como foi vendida por muito. E as outras empresas? A Embraer era deficitária, a Telebrás não possuía infraestrutura alguma, a CSN produzia quase nada e empresas como Fosfértil, Goiasfértil, Ultrafértil (!) e COBRA eram tão economicamente irrelevantes que você provavelmente nunca ouviu falar. A Telebrás foi vendida por 22 bilhões de reais e as licenças de operação para outras operadoras foram vendidas por 45 bilhões de reais. A Eletropaulo e outras companhias de distribuição elétrica foram vendidas por 22 bilhões de dólares. Bom seria se mais coisas por aqui tivessem esse precinho de banana.”
“MODELO TIO SÉRGIO” PARA REORGANIZAÇÃO DAS EMPRESAS ESTATAIS E O CRESCIMENTO DA ECONOMIA.
1) Mantenho três bancos sob influência do Estado, mas com ações nas bolsas do mundo todo: Caixa Econômica para regular financiamentos imobiliários. Banco do Brasil, para a Agricultura, e BNDES para fomentar a indústria;
2) Privatização. Boto pra vender no mercado, principalmente internacional, todas as companhias estatais possíveis;
3) Privatizo, aos poucos, o controle acionário da Petrobras, mas mantenho uma golden share nas mãos do Estado;
4) Ações de boas empresas ainda nas mãos do Estado eu as alocaria em uma Secretaria Especial de Controle.
5) Tentaria passar no Congresso uma lei que permitisse que as ações de Estatais e outras em mãos da Secretaria Especial, pudessem servir como aval para o BNDES buscar dinheiro fora do país e emprestá-lo para empresas operando no Brasil. Com isso, tiraríamos dinheiro dos impostos da jogada;
6) Privatizaria propriedades imóveis desnecessárias e venderia tudo que não pudesse ter utilidade direta para o país nos próximos 20 anos…
7) O produto de tudo isso iriA abater a dívida interna e manter a inflação e os juros baixos.
Se desse certo, o Brasil seria a bola da vez por muito e muito tempo, o que nos tornaria uma potência econômica;
9) Focaria o governo para a justiça social e suas adjacências democráticas: educação, saúde, meio ambiente, segurança e o vasto etc… que compõem a função de qualquer governo e sociedade democráticos, modernos e decentes.
10) Reequiparia as forças armadas focando a defesa e a prevenção. Se o país crescer vamos precisar nos proteger preventivamente. Daríamos exemplo de convivência internacional madura e participativa e não intervencionista. Porém, mostrando os dentes para quaisquer hipotéticos aventureiros.
TALVEZ?
Postagem original 10/02/2023
MEMÓRIAS ALGO RESIDUAIS: ALMIZADES
Gosto muito de meus amigos e amigas. De todos eles. Amizade pressupõe seleção; portanto vontade, tolerância e afeto combinados em atos sucessivos que constroem relacionamentos.
Eu sou um cara contido, não necessariamente tímido, mas preocupado o tempo inteiro em ser claro, não ferir, dizer o necessário e o que considero importante para ser compreendido e compreender.
Eu sou meio chato com a escrita, gosto que seja bem feita – é uma pretensão e uma exigência pessoal nem sempre alcançada. Afinal, quem consegue escrever direito nesta nossa língua, não é mesmo?
Mas, é assim. Eu gosto de polêmicas, discutir ideias e participar das divergências construtivas. E quase sempre consigo com meus amigos e interlocutores como o Silvio, o Valdir Zamboni, Sérgio Cardoso, Cesar Lima, Nelson Rocha dos Santos, Fábio Góis, Gerson Périco entre vários.
E sinto falta absoluta do Naiff, do Aldahyr e do Betão. Todos acrescentam, mesmo os que não estão mais aqui, já que intuo o que pensariam sobre o quê penso.
No entanto, e não sei se é defeito ou atributo favorável, passo o tempo todo perscrutando fronteiras: veemência x prepotência; ambição x obsessão; e, hoje, justiça versus justiçamento. Não me sinto acuado mas, confesso, me percebo vigilante e pouco natural em meus movimentos pela cidade. Talvez seja normal.
Todos refletimos de um jeito ou de outro as vivências do dia-a-dia. Eu me sinto mais conservador, menos ousado. No fundo, sempre fui mais ou menos assim: é atitude de autodefesa, e um jeito de ser em ambientes nem sempre hospitaleiros.
Mas, por que estou escrevendo tudo isso? Talvez para me entrosar com vocês todos; sei lá, tangenciar para convergir, estar mais próximo, mais vivo, menos passivo. Tentar alcançar o sentido mais correto do que todos vocês pensam e me comunicam.
Agora, chega. Afinal, não sou muito fã do JOHN LENNON e nem do MILTON NASCIMENTO.
PORTANTO, DA PIEGUICE EU FUJO!!!
TEXTO ORIGINAL 11/02/2023
MICHEL FOUCAULT – E O ESTUDO
Taí um autor essencial da modernidade. Dificílimo de ler e, como todo grande teórico, necessita de bons professores ou livros de referência ao lado para mais bem compreender.
EU NÃO ACREDITO EM QUEM DIZ QUE LÊ CARAS COMO MARX, FOUCAULT, KANT, DERRIDA, E IMENSA CATERVA, NUMA BOA.
Não são para serem lidos, mas estudados passo a passo, compondo um painel de compreensão que leva tempo, exige muito trabalho e concentração.
Quem se dispuser que faça bom proveito. Eu, nunca mais…, acho, sei lá!!!!

MEMÓRIAS DO MEU SEGUNDO ESCOMBRO DIGITAL
Estou em guerra de extermínio contra o meu computador. Este é o segundo de safra antiga, porque o primeiro simplesmente aniquilou com um livro que tentava escrever, e desfigurou outro que Angela vinha fazendo.
Aliás, estamos ele e eu mutuamente num ciclo de agressão e intolerância progressiva. Ele está velho e eu também. Ele é teimoso e eu idem.
A Angela tem me dito, há tempos, para aposentar essa ruína pós-moderna e comprar outro melhor, mais prático, mais tudo. Ela tem razão, mas eu venho adiando o inevitável em parte por comodismo, e também, planejamento de prioridades. Grana é sempre facilitador ou empecilho…
Acontece que substitui-lo é essencial. Porque como todo mundo, não consigo viver sem computador. Eu preciso dele – um locutor silencioso de minha voz escrita (Vige!!!). Ultimamente, ele me declarou “personna non grata”. E eu o condenei como satã que trunca minhas ideias, impede os trabalhos, subserve a meus planos, e conspira contra a minha paciência.
O computador-escombro acaba ganhando todas. Afinal, a raiva é minha. Mas, a vingança é dele… O impasse é total. A engenhoca não manda em mim, e eu não a comando mais. Está na hora do divórcio; quem sabe litigioso e com baixaria. Talvez eu seja preso pela atitude medíocre de agredir um “quê” inanimado.
Em fúria, mas com calor ( e quê calor! ) e afeto, subscrevo-me, em pé de guerra!!!
Ah, já o substituí faz anos e, por enquanto, estou me dando bem com este aqui! Até sei lá quando!!!!!
Postagem original 2014
SERRA ABAIXO: GUARUJÁ
Aeroportos, estações rodoviárias e ferroviárias … locais de envio para outros micro-mundos. Ritos de passagem, esperas, demoras. Eu tenho calafrios; ansiedade.
Gosto de chegar, ver chegar… Viajar? Talvez. Partir? Não. Talvez porque signifique abandono. Deixar quem amamos. O desconforto do desapego. Desaconchego?
O terminal Jabaquara fica perto de onde quase acaba São Paulo, num dos pontos de expulsão para o litoral serra abaixo. É limpo como a maioria dos terminais. Mas é simples, algo lúgubre e com o barulho dos aviões que chegam e partem do Aeroporto de Congonhas.
O ônibus para o Guarujá saiu às 20,20 horas. Vizinhos de bancos cansados. Dia longo para todos, certamente… E chegar cada um sabe onde. Nenhuma comunicação. Humanos interrompidos.
Cheguei às 19,50. Vim de um restaurante recôndito, num bairro nobre agradável. Lugar somente curtido pelos moradores e ou quem lá trabalha. A exceção foi o dia em que entrou Aécio Neves. ..
Gosto do lugar. Comida quase boa, bebida gelada e garçons simpáticos. O ônibus saiu na hora; é quase confortável. Ordem : colocar o cinto de segurança. Partimos. E paro por aqui. Os buracos impedem escrever no celular. Minha garrafa de água sumiu.
EU EM “CONCERTO, 2016”, NA TURNÊ: “SHUT UP, E LIMPA A CASA”. O MEU CONTRABAIXO É MESMO DO TONY LEVIN, DO KING CRIMSON, MAS CUSTOMIZADO. TODA VEZ QUE TENTEI PARAR DE “CONSERTAR UMAS COISAS”, A DELICADA E BELA VOZ SOPRANO DA ANGELA ECOAVA PELA CASA: “PARA DE FALAR, E CONTINUA LIMPANDO!” CANSOU, MAS FOI UM SUCESSO!!!

URUGUAI E CHILE: DOIS PAÍSES QUE MAIS SOFRERAM SOB DITADURAS. E MAIS APRENDERAM COM A EXPERIÊNCIA. TORNARAM-SE VIÁVEIS!
RENATO VON GLEHN, O BEM-VINDO
Conheci Renato uns quarenta anos atrás. É pai da Isabela, casada com o Toninho, meus cunhados. Nos víamos vez por outra em festas familiares, e ocasiões especiais, e minhas impressões sobre ele sempre foram as melhores. Renato é ( eu mantenho no presente ) das raras pessoas bem-vindas em quaisquer ambientes.
Papeamos diversas vezes. A mesa, os copos, a música – geralmente o bom samba que o Toninho e sua turma sempre nos propiciam -, e mais gente conversando, agregando assunto à vida sempre curta.
Conversar é preciso – porque para gente como “seo” Renato papear é viver! Viveu, vive…
Renato é ( continuo no presente ) um dos grandes contadores de histórias que conheci. Começo, meio e fim. Experiências, invenções, exemplos catados em fragmentos de memória, e transformados no papo que seguia ( segue? )…
Entre os melhores momentos em que cruzamos não foge de mim um final de ano, talvez 25 atrás, em Cotia, na casa do Toninho e da Isabela.
À mesa na varanda, idosa, digna, cult estávamos eu, Renato, meu pai Fernando, o Antonio meu sogro, e um velho e querido amigo de todos nós, Naiff Haidar.
Arrisco afirmar que as pedras de gelo poucas vezes sentiram-se tão honradas e à vontade. A conversa regou o prazer da convivência; esticada ano novo adentro…Inesquecível!
Há cinco anos Renato deu um passo a frente de todos nós. E estivemos lá honrando sua existência. E, depois, fizemos o que ele fez em incontáveis ocasiões: fomos ao Restaurante do Clube Colping, um aconchegante lugar para comer e beber, no Campo Belo, São Paulo, e ocupamos várias mesas.
Cerca de 50 pessoas entre parentes e amigos. Repetimos a preferência do Renato com dor na vida e alegria triste no coração.
Quando saí, disse a todos: quando eu estiver pela bola sete, e depois de ela cair na caçapa, que todos se encontrem num bar para celebrar a vida pontuada pela morte.
Sempre inevitável como a dor.
Renato gostou do que a turma fez!